Ansiedade e Felicidade | Leonardo Machado

Mansão do Caminho 03/09/2025 (há 6 meses) 1:16:47 6,135 visualizações 1,040 curtidas

📍 72ª Semana Espírita de Vitória da Conquista – Tema central: Justiça Divina Leonardo Machado aborda os desafios da ansiedade e a busca da verdadeira felicidade, à luz da psicologia espírita e das leis divinas que orientam a vida e o equilíbrio da alma. 📅 29/08 a 07/09/2025 📍 Centro de Convenções Divaldo Franco – Vitória da Conquista, Bahia #SemanaEspírita #JustiçaDivina #Espiritismo #PalestraEspírita #Ansiedade #Felicidade #LeonardoMachado #TVMansãoDoCaminho #VitóriaDaConquista #DoutrinaEspírita

Transcrição

Queridos amigos, queridas amigas, tanto que nos assistem presencialmente, tanto aqueles que estão pelas TVs, TV Mansão do Caminho, TV Conquista, que nós possamos estar em paz refletindo sobre as nossas vidas na perspectiva da ansiedade e na perspectiva da felicidade que tantos gostamos. Quando penso sobre a temática, automaticamente me recordo da poesia de Ferreira Gulá. Freular foi alguém com que conheceu muito a dor de perto, porque ele foi pai enquanto esteve entre nós, de dois filhos com o diagnóstico de esquizofrenia e pelas ironias do destino. Tive ocasião de conhecer, e isso é público, tive ocasião de conhecer um dos filhos quando ele estava conosco, hospitalizado, internado por conta da esquizofrenia e por conta de um problema renal na no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. E é muito difícil ver a dor de um filho, é muito difícil ver o adoecimento de um filho. Mas se esse adoecimento vem com uma característica incurável, se esse adoecimento vem com uma característica que simboliza no queilops e Bor, um dos grandes médicos psiquiatras da Espanha, pôde ocasião de dizer que é uma verdadeira morte psíquica, a dor vem muito maior. A dor empática faz com que o pai e a mãe, que conseguem ter uma paternagem e uma maternagem, sintam nas próprias entranhas as dores que estão teoricamente nos seus filhos. Certamente foi por isso que Ferulá em determinado momento se sentia muito para baixo, se sentia, como ele disse, um verdadeiro lixo sem valor jornalista que era. Estava saindo do trabalho para almoçar, quando de repente, nesse estado de ânimo mais pessimista, ele vai e encontra um casal, um casal que fala assim: "Poeta, como a sua poesia nos encanta! poeta, como a sua poesia embalou tanto do nosso amor. Então, Firagular naquele momento tem um espanto. Quem ele era? Aquele pai que se sentia derrotado ou era o poeta que encantava as pessoas? Era a pessoa que estava desencantada ou era o poeta que encantava o mundo? Ele tira algumas fotos, como é natural, e disse que ali

pai que se sentia derrotado ou era o poeta que encantava as pessoas? Era a pessoa que estava desencantada ou era o poeta que encantava o mundo? Ele tira algumas fotos, como é natural, e disse que ali mesmo nasce a poesia da tradução. A poesia que traduz uma parte na outra parte e que nos diz que essa tradução é uma questão de vida ou morte e que talvez seja uma função da arte, porque uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém, fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão, outra parte é estranheza. e solidão. Uma parte de mim versa, pondera, outra parte delira. Uma parte de mim é só vertigem, outra parte é linguagem. Uma parte de mim almoça e janta, outra parte se espanta. Outra parte de mim é permanente, outra parte se sabe de repente. Traduzir uma parte, na outra parte é uma questão de vida e morte. pergunta o poeta e talvez afirme o poeta. Será arte? Será arte? Quando, portanto, mais tarde na vida, perguntaram: "Poeta, por que o senhor não publica mais nenhum livro?" E ele fala contando essa história, dizendo: "A poesia só é possível com o espanto. E eu não me espanto mais com as coisas. Como eu não me espanto, eu não consigo fazer mais poesias". É uma fala profundamente entristecida, porque de alguma maneira traduz também o mecanismo de defesa que a nossa mente cria para poder não sentir o impacto dos acontecimentos, o impacto da tristeza, o impacto das perdas. Então nós nos fechamos decepcionados e assim ficamos desencantados com a vida, desencantados conoscos, conosco e, portanto, numa esfera de pessimismo, numa esfera de ansiedade e de angústia. É natural que façamos defesas para podermos sobreviver. É natural que façamos estratégias para poder conviver com os lutos, que possamos conviver com as dificuldades. Mas também é interessante que pensemos que ao lado do espanto, aquele que não se espanta, esse também não se encanta. Espanto e encanto são duas faces de uma mesma capacidade humana, de uma mesma capacidade emocional de se surpreender. O que o poeta estava dizendo era: "Eu

não se espanta, esse também não se encanta. Espanto e encanto são duas faces de uma mesma capacidade humana, de uma mesma capacidade emocional de se surpreender. O que o poeta estava dizendo era: "Eu não me surpreendo mais com nada". E é muito triste quando nós não nos surpreendemos mais com nada, quando não nos surpreendemos com as coisas eddas, porque também não nos surpreendemos com as coisas belas, com as coisas felizes. Surpresa é uma das emoções básicas dentro daquelas emoções que nós conhecemos hoje pelos filmes, que nos falam da tristeza, da raiva, que nos falam do medo, que nos falam do nojo, que seriam as emoções negativas. Mas aquela outra emoção que sozinha, sozinha rivaliza com essas quatro emoções negativas, desprazerosas, que é a emoção alegria. Mas no meio dela, compondo uma sexta emoção básica, que está, portanto, na base de todo o animal, sendo ele mais evoluído, menos evoluído, nós chamamos de surpresa. E essa surpresa, ela se ela se transforma em uma capacidade de se desencantar através de uma decepção ou de se encantar a partir de um maravilhamento. É interessante que a vida só é possível com a poesia, a vida só é possível com o encantamento, com o maravilhamento. Como for conforme nos narram Aristóteles, conforme nos nos narram Platão, houve um momento em que o homem se questionou espantado com o porquê da vida, espantado com o porquê das coisas, o homem sai a filosofar e por trás da filosofia, segundo esses grandes filósofos do primeiro tempo, estaria o tauman ou o maravilhamento, a capacidade de se questionar, a capacidade de se maravilhar também com as coisas e aí encontrar a perspectiva do pensamento para poder então tentar encontrar as respostas. Se a poesia é necessária para a vida, o tavilhamento é necessário para podermos nos questionar verdades postas e encontrarmos novos ângulos da verdade. É tão curioso pensarmos a palavra poesia, porque poesia vem também, quase todas as palavras, quase todas que vocês imaginarem, vem, pelo menos da nossa

postas e encontrarmos novos ângulos da verdade. É tão curioso pensarmos a palavra poesia, porque poesia vem também, quase todas as palavras, quase todas que vocês imaginarem, vem, pelo menos da nossa linguagem, vem da raiz grega. E a palavra poesia vem justamente da palavra poeses. E poeses é criação. Então, faz todo sentido o que o poeta diz. Para podermos estar criando algo, para podermos estar com criatividade dentro do nosso coração, dentro da nossa mente, dentro da nossa perspectiva, é preciso algum grau de maravilhamento, algum grau de tauma que nos faça no primeiro momento espantar, mas podermos também nos encantar. É tão curioso porque aqueles que somos médicos ou da área de saúde sabemos que o que temos nas nossas veias, o que temos nas nossas artérias, o que temos no nosso sistema cardiovascular, o maior tecido, um dos maiores tecidos do corpo, na realidade um dos maiores, justamente o tecido sanguíneo, ele se forma a partir da medula óssea em um processo chamado hematopoeses, ou seja, a criação da do sangue. Temos de forma encantadora poesia nas nossas veias, porque temos sangue nos nossos corações. Se temos poeses formando um sangue, também temos a possibilidade nesses instantes de pensarmos a necessidade da poeses, a necessidade de enxergar para além do óbvio, para podermos sair do desencanto, para podermos sair da decepção, para podermos sair do pessimismo, que é o lugar mais óbvio, e entrarmos em um lugar mais criativo e criador, portanto, poético para a nossa existência. É mais ou menos isso que Sócrates, esse pai da filosofia, esse que foi o professor direto de Platão e indireto, portanto, de Aristóteles, fez, ele era filósofo. É verdade. Enquanto filósofo, ele se dizia um parteiro, porque trazia vida à alma das pessoas. A sua mãe, Fenareta, era parteira e ele dizia que era parteiro como a sua mãe, mas era um parteiro de almas. E a filosofia era a capacidade de partejar essa alma que de alguma forma estava prenha de ideias que deveriam vir à tona em um processo de criação, em um

como a sua mãe, mas era um parteiro de almas. E a filosofia era a capacidade de partejar essa alma que de alguma forma estava prenha de ideias que deveriam vir à tona em um processo de criação, em um processo poético. E a filosofia seria esse processo. Mas ele também era escultor. O seu pai sofronisco, esculpia. E naquele momento, o prefeito da cidade de Atenas o convida para que ele pudesse fazer uma estátua e essa estátua seria em homenagem à deusa Atenas. Quando com um salão grande vem um bloco de mármore, o bloco de mármore naquele momento não desencadeia nenhum tipo de maravilhamento, não desencadeia nenhum tipo de espanto, mas também não desencadeia nenhum tipo de encanto, desencadeia uma certa indiferência que talvez seja até pior do que o não se espantar. Uma indiferença para com a vida, para conosco, para com as coisas, nos faz comquer um bloqueio na nossa percepção. E justamente essa capacidade criativa, ela vai se perdendo e, portanto, a vitalidade das nossas forças, das nossas energias. É nesse sentido que Sócrates olha o bloco de mármore, porque de fato não tinha nenhuma beleza. Era um bloco bem recém- saído da natureza. Ele olha aquele bloco de mármore e começa a se emocionar. E as pessoas ficam intrigadas porque ele estava se emocionando com o bloco de mármore, o que que estava acontecendo? Ele ficou em silêncio, saiu a trabalhar e depois de algum tempo ele volta, fala para o prefeito que havia feito eh o bloco de mármore, a ninfa e o prefeito se espanta por causa da rapidez, né? Mas Sócrates então diz que poderia trazer e com ajuda de funcionários, aquela ninfa, não mais o bloco de mármore, mas a ninfa esculpida no mármore entra e quando se tira o o vé, todos ficam maravilhados. Porque o grego é um era um povo curioso. O grego ele adorava a beleza. No final das contas ele tinha uma certa nojo, um medo, uma eriza em relação à coisa amorfa, a coisa em si. Era, portanto, o caos, essa coisa amorfa. E eles então acreditavam no cosmos, que seria a ordenação, que seria, portanto, a

uma certa nojo, um medo, uma eriza em relação à coisa amorfa, a coisa em si. Era, portanto, o caos, essa coisa amorfa. E eles então acreditavam no cosmos, que seria a ordenação, que seria, portanto, a beleza, o cosmos que ordenava e que estava por trás. da natureza e não estava, portanto, na existência do caos. O grego era curioso porque acreditava no calóis, cacóis, agatóis, que significa o bom e o belo. Para o grego, o bom e o belo são como que duas faces da mesma moeda, a ética e a estética. eram, portanto, duas características inseparáveis, de tal forma que quando Sócrates chega causa um espanto e um maravilhamento. Porque Sócrates, contradizendo todo mundo, não era belo, contradizendo todo mundo, não era bonito, mas era profundamente encantador. Tanto que Platão, um jovem aristocrata, um jovem atlético, Platão significa peito aberto, vai se maravilha por aquele filósofo, segue-o e funda a primeira universidade, a primeira escola, a academia, que até hoje aqueles que fazemos parte da vida acadêmica, fazemos alguma alusão a Platão. Esse Sócrates, portanto, tira o véu da da ninfa e todos se emocionam porque eles gostavam da simetria. É interessante para que os senhores saibam, né? A cosmologia é a ordem universal, mas o mesma a mesma palavra cosmos origina cosmética. Então, quando nós estivermos nos arrumando com os cosméticos, estamos, na verdade, apenas entrando em sintonia com o cosmos, segundo a visão grega, para podermos assim driblar as nossas angústias e enganar um pouquinho o nosso ser do ponto de vista do dia a dia. Estamos entrando em sintonia com o universo, diriam os gregos. Brincadeiras à parte, quando o prefeito olha a ninfa, ele fica maravilhado e parabeniza Sócrates. E Sócrates diz: "Não, eu não preciso do parabéns. Eu não mereço parabéns, porque não fui eu quem fiz a ninfa. Mas como não, Sócrates? Como não foi tu que fizeste? Porque tu eras o responsável?" E Sócrates então responde algo muito bonito. Não, não fui eu. Porque a ninfa estava dentro do bloco de mármore. Quem

Mas como não, Sócrates? Como não foi tu que fizeste? Porque tu eras o responsável?" E Sócrates então responde algo muito bonito. Não, não fui eu. Porque a ninfa estava dentro do bloco de mármore. Quem fez a ninfa, portanto, foi aquele que fez o bloco de mármore. E quem fez o bloco de mármore foi o criador, foi o diamond, foi a divindade. O meu trabalho, senhor prefeito, foi apenas tirar as pedras que encobriam a ninfa que já existia oculta dentro do bloco de mármore. E se assim, por isso tu quiseres me parabenizar, sim, porque o meu trabalho enquanto escutou foi poeticamente criar algo que já tinha uma existência escondida. Olhos de ver, ouvidos de ouvir, simplificaria Jesus. Ver para além do óbvio, perceber para além do aparente é algo fundamental para podermos transformar a nossa existência nas dores da saudade, do luto, das decepções, em uma perspectiva bonita, poética e feliz. Jesus é extremamente feliz quando no sermão do monte ele vai falar das bem-aventuranças muito difíceis. Bem-aventurados, aqueles que têm o coração puro, quando verificamos essa bemaventurança, ficamos assim angustiados, porque percebemos as nossas angústias, as nossas dificuldades. Ficamos mais ou menos como Agostinho da cidade de Pona, no primeiro tempo do cristianismo católico. Ele um jovem bonito, um jovem que tinha uma uma liderança em seu local e tinha uma mãe Mônica, que orava profundamente por ele para que ele pudesse encontrar o seu caminho. Mas Agostinho percebia essas duas forças que estavam dentro dele. percebiam, portanto, que não poderia ser caracterizado como um puro e se encanta, pela primeira vez com uma ideia que era uma mistura de zoroastrismo com o cristianismo, que era o maniqueísmo. E o maniqueísmo haveria de dizer que teríamos duas forças existentes e concorrentes no universo, a força do mal e a força do bem. Agostinho encontra isso e fica aliviado assim como se fosse um salvo conduto. Graças a Deus que eu tenho um porquê fazer as devacidões que tenham feito. Graças a

erso, a força do mal e a força do bem. Agostinho encontra isso e fica aliviado assim como se fosse um salvo conduto. Graças a Deus que eu tenho um porquê fazer as devacidões que tenham feito. Graças a Deus, ou seja, graças ao universo, existe uma força má, não é culpa minha. Mas foi uma resposta parcial. Ele conseguiu aguentar pouco tempo tranquilo, porque logo mais ele que era muito inteligente, uma das mentes mais inteligentes que a Terra teve oportunidade de ter, um que conseguiu ser um influenciador de várias visões, ele não se contentou com essa resposta parcial. Quando ele encontra o livro dos dos gregos, através de Cícero, encontra em Ambrósio, o bispo Ambrósio, que resgatava o neoplatonismo, que falava, portanto, da essência do bem. Então, com podia fazer uma costura entre o neoplatonismo e o cristianismo, ele começa a se encantar e começa a pensar, será que não existe uma outra proposta? Até que depois de muito estudo e de muito de muita influência de Ambrósio, ele então converte-se completamente ao cristianismo, se torna um dos primeiros pais do cristianismo e um dos pais do que chamamos hoje de análise da alma. um dos pais da psicologia, um dos pais da psicanálise, um dos pais até dessa psiquiatria que não é só o diagnóstico, mas que vai para além disso, nós encontramos nesse homem, nesse ser, porque ele teve a coragem de vasculhar a própria intimidade. E não só teve a coragem de vasculhar, mas de eternizar isso no que nós conhecemos hoje como as confissões de Santo Agostinho. O primeiro ambiente terapêutico público que nós podemos encontrar, uma primeira sessão de terapia que ele fez com ele próprio, analisando o seu ser e tentando agora modificar por completo, porque a ideia de que o bem e o mal existe por si não contemplava a sua percepção. Ele chega à conclusão feliz. É dele essa conclusão feliz agora como um legado para a sua filosofia, para o mundo, de que o bem é que tem existência. O mal é apenas o bem que não chegou. O mal, como diríamos na doutrina espírita, é a ausência do bem.

o feliz agora como um legado para a sua filosofia, para o mundo, de que o bem é que tem existência. O mal é apenas o bem que não chegou. O mal, como diríamos na doutrina espírita, é a ausência do bem. Nós também, quando temos algum comportamento ruim que nos leva a algum mal, é porque ainda precisamos desenvolver, fazer chegar esse bem nesse local. Não é à toa que encontramos dentro da doutrina espírita na questão 919, sobretudo Agostinho de Ipona, trazendo um resgate da interioridade e, portanto, do autoconhecimento fundamental, da dimensão psicológica extraordinária que a doutrina espírita nos apresenta. A psicologia espírita não é uma moda dos tempos atuais, é uma percepção dos tempos imemoriais. Porque desde o início, quando Allan Kardec vai fundar a doutrina espírita, ele percebe a dimensão psicológica, jornal de estudos psicológicos, revista espírita, quando o discípulo fiel, talvez o primeiro espírita de berço, Gabriel Delan, filho de Alexandre Delan, amigo colaborador de Allan Kardec, filho de uma médio que ajudou Allan Kardec, ele então vai escrever o livro A alma é imortal ou A evolução anímica, perdão, ele bota como subtítulo ou estudos de psicologia fisiológica à luz do espiritismo. Porque naquele século XIX, essa dimensão interior que gera antevista pro Plotino, segundo Plotino, segundo os estudos, não foi uma descoberta do século XIX, o inconsciente Plotino, portanto, antes de Agostinho, estamos falando antes ali de um período do século terº qu ele já falava de um inconsciente, não com essas palavras, mas já falava de alguma coisa do inconsciente. século XIX, ver surgir uma série de visões que encantam a humanidade, mas de certa forma deixam também com medo, deixam com tauma, digamos assim, aqueles pesquisadores do primeiro tempo, porque aconteciam fenômenos que eles não conseguiam entender. E ao lado do espiritismo, uma série de correntes espiritualistas surgia, mas ao lado do espiritualismo surgia a psicologia enquanto uma ciência. William James, um dos pais da

não conseguiam entender. E ao lado do espiritismo, uma série de correntes espiritualistas surgia, mas ao lado do espiritualismo surgia a psicologia enquanto uma ciência. William James, um dos pais da psicologia médico, depois vai para Harvard, ele vai ser um dos primeiros criadores do primeiro curso de psicologia, um dos primeiros cursos de psicologia que nós temos notícia. E William James, ele foi uma pessoa corajosa, inteligente, médico, filósofo, psicólogo, estudioso, aberto, estudou os fenômenos que hoje chamamos fenômenos mediúnicos. estudou médiuns e chegou à conclusão de que sim, existe o fato e o fato religioso é fundamental, mas é difícil descobrir a certeza do fato religioso. Foi presidente da sociedade de estudos psíquicos como William Crooks também um fora, como também Camille Flamarrion como Charles Richet, mas Camille Flarmion espírita mesmo. Todos esses outros não foram espíritas na sua acepção. Eles, alguns, criaram outras ideias como a parapsicologia ou a metapsíquica de Charles, mas o fato é que a doutrina espírita nasce com essa percepção de que a descoberta dos cosmos não está na cosmética apenas, está na interioridade, está no autoconhecimento, porque foi o próprio Agostinho que nos alertou na questão 919 e ele fala: "Fazei o que eu fazia". É como se ele falasse assim: "Fazei uma espécie de confessionário interno. Coloca a tua mente em pauta, analisa a tua mente para poder entender as entranhas do teu ser e poder entender esses desencantos, transformando em encantos para podermos então pensar de forma didática em algumas características que nos levam às vezes a esse lado mais triste, ansioso, angustiado e outra mais feliz, liberto e leve. Eu gostaria de pensar com os senhores uma característica fundamental e fundamentalmente angustiante, que é o que a gente chama de perfeccionismo. O perfeccionismo, queridos amigos, é a perfeição que chega antes do tempo. Então, o perfeccionismo é a perfeição impaciente. A o perfeccionismo é a perfeição apressada. Se o perfeccionismo é uma

ismo. O perfeccionismo, queridos amigos, é a perfeição que chega antes do tempo. Então, o perfeccionismo é a perfeição impaciente. A o perfeccionismo é a perfeição apressada. Se o perfeccionismo é uma perfeição apressada e impaciente, não é perfeição. É muito mais irritação e muito mais ansiedade do que qualquer coisa. Nós temos que buscar, como nos fala Dr. Bezerra de Menezes, a perfectibilidade. E para pensarmos na perfectibilidade temos que esperar o concurso do tempo, as coisas acontecerem. Porque como diz o Eclesiastes, tudo debaixo do céu, tudo debaixo do sol tem um tempo, tem um propósito. Todas as coisas têm o seu tempo de acontecer. Então o perfeccionismo acaba minando a nossa evolução, porque é como se a gente quisesse ser evoluído perfeitamente, evoluir perfeitamente. E no final das contas não é isso. Nós vamos errando, vamos caindo, vamos percebendo e como muito bem colocou um benfeitor, a pedagogia do erro é justamente ensinar humildade. É muito fácil ser humilde quando estamos só acertando, mas quando erramos, quando caímos e quando temos a coragem de fazer como Santo Agostinho fez. Ele não colocou culpa da mãe dele, Santa Mônica, depois, né? Ele não colocou culpa na humanidade, não colocou culpa no maniqueísmo. Ele assumiu a responsabilidade, percebeu que naquele momento era a ausência do bem, ainda governando a sua vida na perspectiva de algum mal e se transforma. Para podermos transformar e entrar numa esfera mais feliz, temos que ter uma capacidade de coragem de encarar as nossas intimidades e perceber que sim, é um equívoco, mas não cairmos numa retroalimentação de culpa, que seria uma culpa tóxica muito bem posta por Joana de Angeles, mas sim o mecanismo reparatório proposto por toda a semana espírita, o mecanismo que repara e Não, o mecanismo que paralisa e fica paralisado. Mas uma das coisas que dificulta esse perfeccionismo é justamente o peso que nós damos à opinião dos outros, o peso que nós damos à avaliação dos outros em torno de nós. Vejamos um pouco

a paralisado. Mas uma das coisas que dificulta esse perfeccionismo é justamente o peso que nós damos à opinião dos outros, o peso que nós damos à avaliação dos outros em torno de nós. Vejamos um pouco Jesus quando ele fala das bem-aventuranças, ele vai em seguida dizer assim: "Mas não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque a cada dia baixa o seu mal. Observa os lírios do campo, porque os lírios do campo eles não tecem. Os lírios do campo eles não semeiam. Observa os pássaros do céu, eles estão todos os dias voando. Eles não cultivam, mas todos os dias eles comem. Todos os dias eles se alimentam. Observa que os dias do campo eles se vestem com a túnica muito mais bonita do que Salomão. Assim também a cada dia basta o seu mal. Se observarmos a fala de Jesus, ele ainda vai além e diz assim, olha, de uma forma muito eh profunda. Quem dentre nós, por mais que pensarmos, poderemos aumentar a estatura em 1 mm? Ou seja, por mais que eu queira, se eu não colocar um salto alto, eu não vou ficar mais alto só por causa da força do meu pensamento. Então é é interessante porque Jesus ele vai dizer assim: "Olha, pensar, porque pensar demais está no bojo da ansiedade. É uma característica da ansiedade e leva à ansiedade. Pensar demais não faz o resultado. O resultado está numa ação. É óbvio que ele nos convida à fé. Se tiverdes fé de um tamanho do grão de mostarda, podereis transportar os montes e as montanhas. Pedro, se tu tivesses fé um pouquinho mais, tu conseguiria também caminhar entre as águas. Logo depois que ele se vai, nos 40 dias iniciais, muito bem anotados por Lucas em Atos dos Apóstolos, ele faz uma série de sessões mediúnicas, sessões mediúnicas. E os discípulos acabam ganhando o dinamo ou a força dinam eh em grego, a mesma radical que vem de dinamite, porque eles precisavam da força para poder revelar ali o espírito da da purificação a partir do sacrifício. Porque era muito fácil ser cristão no início, nas bodas de Canaã. Agora, o cristianismo convidava as pessoas para os

a força para poder revelar ali o espírito da da purificação a partir do sacrifício. Porque era muito fácil ser cristão no início, nas bodas de Canaã. Agora, o cristianismo convidava as pessoas para os sacrifícios, convidava as pessoas para as dificuldades naturais de uma proposta tão libertadora e tão difícil. Então, é necessário sim ter uma força do pensamento, pensar de uma forma mais ampliada, mas é necessário entender que não é a quantidade de pensamento que vai trazer um resultado, mas é pensar de forma correta, é pensar de maneira adequada, é pensar de maneira transcendente para podermos então evoluir. Então, ao mesmo tempo que ele nos propõe a fé como sendo algo que transcende a razão e nos leva a outro nível de conhecimento e, portanto, de percepção, ele também fala: "Não precisa pensar tanto, porque a o pensamento não vai alterar 1 mm da realidade do ponto de vista facto." Tá nos lembrando que às vezes as coisas são como são, porque muito, como muito bem colocou a introdução da noite de hoje, nós temos uma lei reencarnatória. Nós temos um código divino nas nossas, no nosso DNA espiritual. E esse código divino, por mais que possa ser atenuado, nem sempre pode ser completamente modificado a nosso próprio benefício. O código divino não pode ser modificado a nosso próprio benefício, porque nós precisamos aprender. Aquele que quiser seguir a mim mesmo, pegue a sua cruz e me siga. Por mais que tenhamos serineus no caminho, que peguem as nossas cruzes temporariamente para nos aliviar a alma, para nos dar um descanso, fazer com que o nosso coração aflito possa então entrar em outro patamar. Chega o momento, queridos amigos, que somos nós com a nossa consciência, somos nós com a vida e não mais a partir de intermediários, porque com os intermediários fica um pouco mais fácil. É como sair da casa de pai e da casa de mãe. É prever a vida adulta. É sair da infância e entrar na maturidade psicológica, como Santo Agostinho fez, entrando na coragem de modificar a sua trajetória. E por isso que é importante

da casa de mãe. É prever a vida adulta. É sair da infância e entrar na maturidade psicológica, como Santo Agostinho fez, entrando na coragem de modificar a sua trajetória. E por isso que é importante que pensemos na opinião do outro, mas sabemos, saibamos escolher, identificar aqueles que são luzes em nossos caminhos, iluminando a nossa alma. aqueles que são referência para nossa vida e aqueles que só nos trazem mais peso e mais desdita, que ainda trazem mais dificuldade em nosso coração. Jesus também falou isso quando ele estava na intimidade dos apóstolos. Ele pergunta: "Quem é que vocês acham que eu sou?" E cada um disse as mais diversas respostas. Até que Pedro disse: "Senhor, tu és o Cristo". Ele então fala: "Simão, abençoado seja ti porque falastes intuído por Deus. Eu sou." Era importante que os discípulos de Jesus, eu penso que os discípulos de Jesus entendessem quem ele era. Ou seja, a opinião dos outros para Jesus era importante, mesmo ele sendo o guia e o modelo, porque era importante que os discípulos estivessem com confiança, com firmeza para aguentar as dificuldades que viriam. Então ele pergunta: "Quem eu sou?" E com isso, já que nós temos todo um roteiro no Evangelho de Jesus, inclusive psicológico, nós temos uma psicologia muito direta que nos diz sim, a opinião do outro é importante, porque senão nós viramos uma pessoa selfish, ou seja, egoísta, baseados em uma psiquiatria selfish, uma psicologia egoísta que diz assim: a minha felicidade e o mundo que não importa e os bestes celes dos até os últimos tempos falam até de forma mais assintosa que o podor me coloca a não colocar as palavras aqui. Essa forma importa a mim e os outros não. Se o próprio Jesus se importou com a opinião daqueles que importam, imagine nós. Nós precisamos dar opinião no outro porque quem não precisa da opinião de ninguém e não tá nem aí para ninguém é justamente o psicopata, é justamente o narcisista. O narcisista mais psicopata. Porque só para vocês saberem assim, eu divido

rque quem não precisa da opinião de ninguém e não tá nem aí para ninguém é justamente o psicopata, é justamente o narcisista. O narcisista mais psicopata. Porque só para vocês saberem assim, eu divido didaticamente o narcisismo do mal, que é mais psicopata, e o narcisista do bem. O narcisista do bem tem jeito nessa vida, o narcisista do mal só na outra vida. Tem que reencarnar muito, sofrer muito, expiações renitentes, etc, etc. Porque ainda não tem a consciência de culpa. O narcisista do bem já despertou a consciência de culpa. O narcisista do mal junto com o psicopata, não tem a consciência do culpa. Então está no estágio parafraseando Joana de Angeles, que parafraseou o russo. Ele está num estágio de sono, né? E não tem ainda aquela consciência, ele não tem a consciência desperta. E o arrependimento, portanto, é o momento em que a nossa consciência desperta. O momento em que nos arrependemos na nossa trajetória espiritual é o momento que a nossa nossa consciência começa um despertamento qualitativo que vai culminar em reencarnações, em mudanças, depois de dores para podermos sair das expiações físicas e adentrar em expiações morais. Mas o importante é que nós saibamos a opinião de quem a gente vai buscar. Eu sempre estudei no colégio do meu do que meu pai era professor, então ganhei bolsa, então pude ter uma uma boa formação e eu não sabia que eu era um bom aluno até chegar ao terceiro ano, que era o último ano do colégio. Então no último ano do colégio, teve uma hora que eles chamaram assim três pessoas da sala e chamaram, né, fulana de tal, a outra menina e me chamaram. Só que eu não sei se vocês sabem assim o que significa CDF, sabe? CDF. Pronto. Então era uma fulana, era bem CDF, a outra mais ainda. E me chamaram. Eu falei: "Bem, o que que eu tô aqui fazendo?" Uma parte de mim ficou assim tranquila, porque eu pensei que era bronca, né? Eu pensei que era castigo, alguma coisa errada, mas quando eu vi as duas CDFs e eu eu fiquei assim, bem, deve ser alguma coisa boa. Foi a

im ficou assim tranquila, porque eu pensei que era bronca, né? Eu pensei que era castigo, alguma coisa errada, mas quando eu vi as duas CDFs e eu eu fiquei assim, bem, deve ser alguma coisa boa. Foi a única vez, a primeira vez com 17 anos que eu entendi que eu era inteligente por causa da nota, porque meu pai era professor. Infelizmente às vezes existe uma coisa chamada inveja, que existe no mundo, embora ninguém tenha inveja, ela existe assim como uma coisa fora do corpo. Mas ela existe. Meu pai era muito bom, era paranifo. E alguns professores de forma bem pedagógica, com raiva dele, jogava raiva em mim. Coitado, bem pedagogicamente falando, jogava raiva no filho. Então eu não sabia o que eu era do ponto de vista de capacidade intelectual. E chamaram os três melhores da da turma, as três maiores notas, né, para poder fazer aquele aquele ae assim, olha, dá uma dedicação maior por causa que o colégio tem que ter número, né? Então, o número de passar no vestibular. E aí eu fiquei, puxa vida, que coisa, mãe. A senhora sabe que eu sou o terceira maior nota da turma, só perdi para aí falei o nome, foi mesmo. Ninguém se todo mundo se surpreendeu, né, lá. Pois bem, passei em medicina, mas antes disso eu escutei assim: "Olhe, para passar em medicina tem que ser muito bom. Seu filho é mais ou menos professor que disse isso. Que coisa, né? Que pedagogia boa. Para passar em medicina tem que ser muito bom. Seu filho é bom, mas ele é mais ou menos. Aí eu fiquei assim, meu Deus, eu achava que era uma pessoa mais ou menos assim do ponto de vista mais para menos da inteligência. Quando eu fui entrando na faculdade de medicina, meus amigos que eu achava tão inteligentes, falava: "Mas rapaz, tu é bu inteligente, né?" Eu falei: "Não pode, não pode ser, né?" Eu só fui assim ter certeza que eu era inteligente quando eu vi um baiano que eu admirava muito chamado André Luiz Peixinho, que era super inteligente, é super inteligente, um dos mentes mais brilhantes que eu conheci, né? Filósofo,

eu era inteligente quando eu vi um baiano que eu admirava muito chamado André Luiz Peixinho, que era super inteligente, é super inteligente, um dos mentes mais brilhantes que eu conheci, né? Filósofo, psicólogo, médico. Ele olhou assim para mim: "Meu filho, você é inteligente, né?" Então, quando eu vi o Peixinho dizendo que eu era inteligente, eu falei: "Bem, se eu duvidar da inteligência dele, não tem como, né? Então, por dedução, se ele é inteligente, tá dizendo que eu sou inteligente, eu vou aceitar a inteligência". Pareceu mais ou menos dois psiquiatras num congresso que não sabiam muito bem lidar com gratidão. E aí ele, um psiquiatra real, a história, viu? Um psiquiatra deu a aula, foi uma aula boa. E aí um amigo meu foi parabenizar e falou assim: "Olha, sua aula tava boa, parabéns, viu?" E aí o psiquiatra: "Não, tava horrível, tava péssima". E aí outro, não, rapaz, tava boa, parabéns, foi ótima, não, não, não mereço parabéns. Aí ficou aquela briga, era só para dar um parabéns. E ficou aquela briga, aquela briga, até que o psiquiatra, amigo meu, bem inteligente, falou: "Quer dizer, então, que se a sua aula foi ruim e eu tô dando parabéns pro senhor. O senhor tá dizendo que o meu gosto é ruim. Aí o psiquiatra não queria ser maior educado, falou: "Não, tá bom, eu aceito, eu aceito o parabéns". Veja que coisa psiquiátrica, né? Para aceitar um parabéns, que coisa difícil, né? Para aceitar uma gratidão, para aceitar um elogio. A gente faz todo o negócio, toda uma celea, tem que ver assim quase um atestado. Mas é curioso porque quando eu ainda estava no colégio, eu estudei música no Conservatório Pernambucano de Música. Então, foi dos 12 até o primeiro período da faculdade. Estudei violino, violão erudito, teoria musical. Eu pensei até em fazer música de fazer medicina. Fiquei na dúvida. E era curioso porque os alunos, os professores todos falavam: "Meu filho, você tem muito jeito, você pega muito bem, eu tinha composto sinfonias com 15 anos". Então, era coisas que estavam além da

da. E era curioso porque os alunos, os professores todos falavam: "Meu filho, você tem muito jeito, você pega muito bem, eu tinha composto sinfonias com 15 anos". Então, era coisas que estavam além da minha idade, estavam além da do que eu aprendia no conservatório. É como se fosse só o start, né? Hoje a gente, eu sei da questão reencarnatória, etc. E na época ficava assim, como é que eu tô conseguindo fazer essas coisas? Então, como que a música aliciando no meu inconsciente coletivo aptidões, né, que eu já tinha adquirido e ali era só uma possibilidade. Até que eu fui a uma aula de violino, falei: "Poxa, eu vou aprender violino". Eu já tocava violão. Só que o violino, meus amigos, eu não sei se vocêsce já perceberam, ele não tem assim as trastes, né? Então o violão, o nosso amigo tocou e tem as trastes. Então é um pouco mais fácil de você ver onde estão as notas. O violino, você tem que decorar onde tá a nota dó, onde tá a nota rest, tem que decorar o espaço. E esse professor não fazia um método Suzuki, ele não gostava. Métro Suzuki você bota uma um espadrapo assim para poder lembrar onde é que tá o dó, né? Ele facilita a vida. Esse professor não gostava, ele gostava de ser mais assim, não, tem que ser mais. Pois bem, aí eu ia para casa, treinava, ficava assim decorando o dó, o dó, o dó, né, o local. Quando chegava na sala, era uma sala assim que parecia uma prisão porque era pequena, né? E eu tinha uns 16 anos na época. Então ele falava assim: "Quando eu ia tocar ele, meu filho, tá tudo errado, esse idó tá errado, você é muito desafinado". E falava outras coisas que eu não vou falar aqui, mas falava assim bem pedagogicamente, né? Na sala de aula. Você não sei o quê e tal. Eu, meu Deus do céu, realmente eu não não dou não tenho jeito pra música, né? Mas até então eu tinha, até então eu tinha, mas como eu tava com aquele professor que eu achava que era bom porque tocava na orquestra sinfônica de música de de Recife, eu falava: "Não, então ele é muito bom". Aí eu tá bom,

até então eu tinha, mas como eu tava com aquele professor que eu achava que era bom porque tocava na orquestra sinfônica de música de de Recife, eu falava: "Não, então ele é muito bom". Aí eu tá bom, vamos decorar o dó. No outro dia o dó tava em outro canto. Eu: "Rapaz, que negócio é esse? É uma aula mediúnica, só pode ser." E tem um zomb inteiro mudando o dó, né? De local. Eu botava os paradrafos, decorava, tirava os paradrafos, limpava para ele não ver, né? Para ele não mão brigar comigo, ia fazer o método de crianças, Suzuk, chegava lá tudo errado. Você não sei o que eu falei: "Caramba". Pois bem, pelas questões de Deus, né? Ele tirou licença médica e no outro dia e na no outro semestre uma professora entrou e ela então muito boa também da orquestra sinfônica, ela passou a me ensinar e foi bem interessante porque ela não me xingou, era xingamento mesmo, viu? Não era só palavras assim de desafinação. Ela não só xingou como falou assim: "Meu filho, você é afinado, viu? Meu filho, você tem uma mão boa, você tem jeito pra música". Eu tava tão convicto de que eu era desafinado pro violino que eu achei assim: "Rapaz, essa professora só pode ser ruim". Veja a visão como a gente fica arraigado, né? Só pode ser ruim. Mas ela falou e foi interessante, o elogio dela me empolgou. Aí ela me passou uma lição. Em casa, eu aprendi duas lições. Aí foi, levei pra aula, ela ficou: "Que coisa boa, meu filho, você é bom". Aí eu falei bem, pensando em mim, se ela me elogiar de novo, eu vou tirar a limpo isso. Que história é essa de eu ser bom? Então eu falei: "Professora, veja, deve ter algum engano. Eu acredito na senhora, gosto da senhora super boazinha e tal, mas eu sou desafinado. Mas meu filho, por que você é desafinado?" Não, porque eu não sei onde tá o dólar, mas você não errou numa nota hoje, professora, alguma coisa tá acontecendo. E ela então viu que tava muito assim, quase psicótico o negócio, né? Quase eu vendo outra realidade. E aí ela perguntou: "Mas por que você tá falando isso?" Eu falei: "Professora, é

sa tá acontecendo. E ela então viu que tava muito assim, quase psicótico o negócio, né? Quase eu vendo outra realidade. E aí ela perguntou: "Mas por que você tá falando isso?" Eu falei: "Professora, é porque olha só aqui entre nós, né? Só aqui entre nós, teve o professor anterior, né? Que falou que eu era desafinado e não sei o quê". Aí, ah, meu filho, esse professor toca comigo na orquestra, ele é o mais desafinado da orquestra. Que coisa, né? Eu falei: "Sério, professora? Sério? Ele é o mais desafinado." Sabe por quê? Ele não pega o diapazão, ele narcisisticamente, não é narcisística do mal, não. Embora seja mais ou menos, né? Ele acha que sabe a nota, né? Então, invés de pegar o desapazão, ele acha que tem ouvido absoluto e afina o instrumento. Agora vou pegar o lá. Aí ele acha que sabe o que é o lá. Tem que ter o diapazão para ter uma referência, né, de frequência para poder afinar, senão vai ficar uma afinação. Era isso que acontecia. Não era eu que era ruim ou burro na música, no violino. Era o professor que era desafinado, porque narcisisticamente ele afinava a o violino toda vez de uma forma diferente. Veja que coisa curiosa. A gente às vezes fica preso à opinião de alguém e essa opinião de alguém nos leva a uma tentativa de perfeccionismo para provar para essa pessoa. Só que você vai não vai provar nunca, porque a pessoa ela é improvável, né? às vezes é uma pessoa intragável também. Por quê? Porque ela precisa se tragar primeiro. Ela precisa se provar primeiro. Ela precisa ter um nível de tranquilidade interna. E como ela está cheio de adoecimentos internos, ela faz o que o Jung chamaria de uma projeção das suas sombras. E essa projeção das suas sombras joga pro outro aquilo que na verdade ele é, mas ele não consegue identificar porque ele está extremamente identificado com a sua persona. Então para ele, na sua visão iludida, ele era uma persona maravilhosa, uma persona genial e não conseguia identificar. todo mundo era ruim, o maestro, os colegas dele, o

dentificado com a sua persona. Então para ele, na sua visão iludida, ele era uma persona maravilhosa, uma persona genial e não conseguia identificar. todo mundo era ruim, o maestro, os colegas dele, o aluno, ele não conseguia identificar as dificuldades, os defeitos. Oportunamente, eu contei isso para um outro professor que tava na palestra, então tio Divaldo, um professor, ele então me disse: "Ah, meu filho desafinado era ele, porque ele tomou minhas dores, né?" Então fico pensando nesse professor de espiritismo que todos nós tivemos dentro de tantos anos, a capacidade que ele teve de tocando transformar o desencanto e encanto, ao invés de derrubar a moral alheia, silenciar e ao mesmo tempo estimular aqueles que estavam ao seu lado. podermos perceber que um homem que tinha as suas sombras, mas que se conhecia, porque não era só um médium convivendo, deu tipicamente para ver um médium super médium, um paranormal super paranormal, mas que tinha a fonte de informação e conseguiu juntar a fonte de informação em sabedoria. Por quê? Nós temos hoje a ilusão de que podemos aprender sozinhos com excesso de informações que temos, mas as informações eles são dados. Mesmo que tenha uma inteligência artificial por trás, são dados interpretados. E se a gente não tiver um nível de conhecimento, nós não conseguimos entender. Ou pior, achamos que entendemos. É uma coisa tão curiosa, porque eu sempre falei que era muito difícil atender médico, porque o médico, porque tem muita informação, sempre questionava. Mas hoje os médicos são os melhores pacientes meus. Por quê? Porque não, doutor, olha, eu não quero nem ver IA. Por quê? Porque todos os pacientes dele vem a então eles já estão assim com compaixão de mim e consequentemente eles aceitam. Então é curioso os alunos de medicina, por exemplo, no início quando tinha você dava aula, o pessoal tava checando a informação em tempo real, né? Cada vez mais eles checam menos. e me falou assim: "Professor, eu checo menos porque eu percebi, todos falam, eu

io quando tinha você dava aula, o pessoal tava checando a informação em tempo real, né? Cada vez mais eles checam menos. e me falou assim: "Professor, eu checo menos porque eu percebi, todos falam, eu percebi que uma boa aula é como se fosse assim uma curadoria de tanta coisa boa e coloca, né, para nós vários livros, várias fontes que daria muito trabalho. Então, como a gente já confia, eu venho aqui e confio, nem olho no, fico olhando no celular para me concentrar, vou em casa e depois deduzo ou então desdobra aula, etc. Então, informações nem sempre levam a conhecimento. Para levar a conhecimento, nós temos que fazer algum tipo de costura dessas informações e vermos então o que é o conhecimento. Mas nem sempre o conhecimento leva à sabedoria, porque sabedoria, numa visão inclusive socrática, platônica, precisa de uma vivência. Às vezes eu tenho conhecimento, mas é um conhecimento teórico. Então, a mediunidade e a paranormalidade nos dá como se fosse uma IA, ou seja, um acesso a informações, né, para podermos então sintetizar essas informações, mas temos que fazer a nossa parte de conhecimento, de estudar, segundo a visão espírita, para podermos então, como muito bem diz Allan Kardec, é um livro dos médiuns, sobre o papel do médium nas comunicações espíritas, o médium vai estudando porque ele vai colocando mais banco de dados e o espírito espírito quando vai se comunicar, quando o médium tem muito banco de dado acessível, quer seja da outra reencarnação, mas sobretudo trazendo a tona para essa reencarnação, fica mais fácil a comunicação, porque a comunicação vai se efetuar pensamento a pensamento. E o pensamento a pensamento, o médium, então, porque tem conhecimento, faz a decodificação mais fácil. O espírito lança o pensamento e o médium então faz a decodificação mais fácil. Do contrário, vai ser muito mais penoso, porque às vezes vai ter que ditar palavra por palavra, mesmo a gente pegando do inconsciente eh mais profundo do médium. Esse médium Divaldo Franco, portanto,

Do contrário, vai ser muito mais penoso, porque às vezes vai ter que ditar palavra por palavra, mesmo a gente pegando do inconsciente eh mais profundo do médium. Esse médium Divaldo Franco, portanto, era e é esse professor totalmente afinado porque usou o diapazão do evangelho e ao invés de fazer a seu bel prazer, ele pode então ter humildade, saindo de um narcisismo que às vezes a mediunidade nos convida e entrando na humildade profunda que o evangelho nos chama e fazer através desse diapazão uma referência para poder seguir e assim transformar as informações que tinha em uma sabedoria de vida. E a gente ia aprendendo só em observar. O bom não era só conversar, o bom era ficar escutando e observando os detalhes da vida de uma pessoa sábia no auge da sua existência, trazendo as informações, mas com muita cautela, muito podor. Eu me recordo para podermos então pensar em uma boa referência, já que estamos falando de professores, já que estamos falando de referência, já que estamos falando de dores, de saudades, de angústias e falando que ao invés de entrarmos no perfeccionismo, entrarmos no que a psicologia espírita de Joana de Angeles nos lembra, trazendo uma atualização para a visão espírita de que o erro faz parte do processo evolutivo. Não, se a gente fica então sabendo disso e a priori já vai justificar, né? Já vai fazer, digamos, uma justificativa porque aí astúcia, eu tô usando conhecimento para poder justificar a priori o equívoco, astúcia, mas sabendo que por mais que eu tente vai acontecer e esse erro vai vir a partir de uma humildade, vai gerar humildade em mim, vai gerar uma outra forma de perceber, nós podemos então escolher as referências. Temos muitas referências que são desafinadas no mundo e nos levam a pensar que eu, você, estamos totalmente desafinados e por mais que nós nos esforcemos, a gente se sente deslocado. Mas quando encontramos uma referência afinada no diapazão do evangelho, ele não consegue sair do tom, porque o tom vai sempre sendo afinado.

or mais que nós nos esforcemos, a gente se sente deslocado. Mas quando encontramos uma referência afinada no diapazão do evangelho, ele não consegue sair do tom, porque o tom vai sempre sendo afinado. Às vezes todo o violão desafina. Se tá frio demais, a corda desafina. Se tá calor demais, desafina. se toca muito desafina. Tem que tá sempre afinando o violão, o violino do diapazão. Tem que tá sempre olhando o evangelho. Tem que tá sempre olhando uma referência, o diapazão para poder voltar a trazer as cordas a uma tonalidade que possibilite uma canção mais límpida, uma canção mais encantadora. Então, foi muito interessante observar, por exemplo, quando estive numa primeira viagem pela Europa em um tour de espiritismo, fazendo palestras, o tio Divaldo, então acompanhando, me dizia em determinado momento, né, em um momento que estava fazendo uma palestra na cidade de Wintert, na Suíça, tava contando sobre a reencarnação, contando sobre a a própria reencarnação, a pedido dele, né, a estímulo dele. E falando sobre ele em determinado momento, me emocionei. E a gravação pega a minha emoção porque eu não consegui segurar as lágrimas porque ao ver o público eu ouvi. E ele estava na Bahia fisicamente falando, mas eu o vi no seu perespírito. E ele se fez visível e sorrindo para mim, porque eu estava justamente falando da parte da da vida dele. Ele então fez um sorriso e eu fiquei assim, será que eu tô ficando doido, né? Não vou falar para ninguém, né? Porque pode dizer que eu tô doido, eu tô inventando. Então vou ficar calado e também vem a lado racional, mas eu vou esperar. Pois bem, voltei paraa Bahia, voltei paraa mansão do caminho um tempo depois, não falei para ele, não falei, não falei para ninguém, nem para Paola salvo engano. E então ele tava num jantar assim e de forma bem despretenciosa como ele fazia e como ele faz, eh, contando, estavam espanhóis, estavam os residentes da casa grande, tudo mais. Então, ele fala: "Pois é, meu filho, você sabe, né? As pessoas acham

bem despretenciosa como ele fazia e como ele faz, eh, contando, estavam espanhóis, estavam os residentes da casa grande, tudo mais. Então, ele fala: "Pois é, meu filho, você sabe, né? As pessoas acham que eu tô aqui no meu quarto dormindo, mas enquanto eu tô aqui, às vezes vou vou para tal país, vou para outro país, não é meu filho? Aí eu olhei assim para ele: "Pois é tio, agora que o senhor falou, isso na frente de todo mundo, porque não ficou coisa escondida. Agora que o senhor falou, eu vou contar." Eu tava lá um intert contando a história reencarnatória quando eu vi o Senhor, mas eu não falei para ninguém. E ele então sorriu. E eu então fiquei tendo a convicção, a certeza de que espíritos como ele não vão. Espíritos como ele ficam porque adquirírem a maturidade espiritual de se transformarem em benfeitores já em vida. Um espírito como ele não é um benfeitor porque desencarnou. Ele já era um benfeitor encarnado. E se ele já era um benfeitor encarnado que ajudava tantas pessoas que eu vi no mundo espiritual, a possibilidade de ajudar a nós nos afinarmos está muito maior, porque pelo fenômeno da umiguidade, sem a possibilidade da doença, às vezes dificultando na fase final a sua existência, um verdadeiro martírio, uma verdadeira crucificação para mostrar para nós espíritas, aqueles que gostamos e seguimos o evangelho que há uma glória nas bodas de Canaã. Há uma glória quando estamos em festividade como hoje, mas há sobretudo uma glória no sacrifício, como mostrou Jesus. Todo grande espírito mostra que no sacrifício também não ficam buscando a masoquismo. Mas quando o sofrimento vem, diz Leon Denê: "Não buscai a dor". Isso é o masoquismo. Porém, a dor é uma reveladora porque ela transforma a nossa alma, ela muda a nossa alma, fazendo com que a gente saia dessa indiferença apática que dá um morbo ansioso em nossa vida e faz com que a gente busque uma mudança. Então, o sofrimento fazendo parte da existência, nós enquanto espíritas somos convidados a pensar outras maneiras, ter olhos de

um morbo ansioso em nossa vida e faz com que a gente busque uma mudança. Então, o sofrimento fazendo parte da existência, nós enquanto espíritas somos convidados a pensar outras maneiras, ter olhos de ver para perceber as questões da existência com outra perspectiva. E às vezes é curioso porque a gente precisa ficar cego para mudar a visão. Quando Paulo de Tarço fica cego, ele então se transforma. Quando ele Saulo de Taro fica cego, ele se transforma em Paulo de Tarso. Uma nova visão espiritual se abre enquanto Saulo era o nome e homenagem ao rei Saul, que queria ser o grandioso. Enquanto Paulo era homenagem ao pequeno. Paulo significa o pequeno. Porque para ser grande na visão de Jesus é preciso se fazer pequeno. Mas esse se fazer pequeno não significa uma falsa humildade, é saber o que se é. nem mais nem menos, e sabendo o que se é seguir, sem se importar tanto com os diapasões e afinados que nos dificultam, mas pegando a mão nos diapasões afinados que nos estimulam e nos estimularam tanto e nos estimularão. Porque quando eu estava tocando bateria, isso em 2000 22, salvo engano, 2023, faz uns 3 anos mais ou menos. A manção do caminho fazer 70 anos e tava Luiz Peixinho, Andra Luiz Peixinho, que eu tanto gosto, do Divaldo Franco que tanto admiro, tanto gosto. E tava eu, eu fiquei assim, que que eu vou fazer aqui, né? Se tem um peixinho, tem o Divaldo, para que eu tô aqui falando, né? Mas aceitei. E no dia, na semana que estava o o evento para acontecer, eu tava tocando bateria, hum, e a bateria tava na casa da minha mãe, quando do nada eu fiquei cego dos dois olhos, do nada vi tudo branco. E existe, eu não sabia disso, mas existe a cegueira que você vê tudo preto e a cegueira que você vê tudo branco. Vão dar doenças diferentes. Em geral, essas que você vê tudo branco é uma doença passageira, mas eu não sabia. E eu fiquei assim, meu Deus, como é que vai ser? A primeira especialidade médica que eu soube que eu não ia fazer era ofitalmo, mexer no olho dos outros de jeito nenhum. Eu pensei,

, mas eu não sabia. E eu fiquei assim, meu Deus, como é que vai ser? A primeira especialidade médica que eu soube que eu não ia fazer era ofitalmo, mexer no olho dos outros de jeito nenhum. Eu pensei, né, pelo menos não nessa vida, mas diz o ditado, diz a Bíblia, quando nós, Jesus fala, né, Pedro, embanha a tua espada, porque quem com a espada fere, com a espada será ferido. Então, curiosamente, na semana em que eu ia fazer a a palestra, veio a cegueira, mas eu não senti dor, não senti convulsão, não senti nada, era só isso, né? Mas não sentir isso não teve nada. Aos poucos ela voltou, esse olho voltou primeiro, depois isso demorou mais, mas voltou. Como eu não tava sentindo nada, tomei um passe com minha mãe, né? Não falei muito para ela, para ela não ficar preocupada e fui atender. Veja que coisa, não faça isso, né? Fui atender no consultório, mas cada paciente que vinha, eu ficava assim: "Meu Deus, se for um tumor, né?" Aí vinha outro: "Meu Deus, se for uma esclause múltipla, meu Deus, e for não sei o quê". Aí eu falei, Eline, desmarca os últimos porque diz que eu vou pro hospital. Doutor, o senhor tá sentindo o quê? Não, Helen, eu fiquei cego. Doutor, o senhor ficou cego, meu Deus. E o senhor viu atender, eu falei: "Tá tudo bem, né?" Então, eu fui pro hospital, fiquei pensando que talvez pudesse ser um alguma coisa vascular, mas enfim, fui para hospital e o colega, o colega eh neuro, ele falou assim: "Olha, tu vai ter que ficar internado, rapaz, porque tu tá pode tá tendo um AVC". Eu falei: "Rapaz, AVC, mas eu não tenho nada assim, sou tão saudável". Ele: "Papaz, mas tu ficou cego, né? Então é bom tu ficar internado. Aí eu, mas amanhã tem o aniversário do meu filho, né? É o pensamento que vem. Mas eu não posso, porque é interessante, a gente não tem tempo para adoecer, né? Eu acho curioso. Eu não tenho tempo para adoecer. Aí eu pensei, é, na mesma hora veio o psiquiatra interno falando, é, e se você tiver um VC na na festa do seu filho, vai ser muito mais traumático, porque a

o curioso. Eu não tenho tempo para adoecer. Aí eu pensei, é, na mesma hora veio o psiquiatra interno falando, é, e se você tiver um VC na na festa do seu filho, vai ser muito mais traumático, porque a gente não quer traumatizar ninguém, né? Então a gente quer ser assim perfeito para não traumatizar o filho. Só que essa perfeição perfeccionista traumatiza porque às vezes faz você ter um AVC na festa porque você não ficou internado. Então veio isso tudo na hora. Eu falei: "Eu vou ficar internada". Fiquei na UTI, como eu já ensino há algum tempo, né? Desde 2014. Então muitos ex-alunos da federal já formados. E aí foi interessante porque eu fiquei na UTI e aí vários ex-alunos meus, alunos que eu tinha sido paraninfo aí vinham assim me examinar e falou, uma falou assim bem ingenuamente, né, professor, é uma honra examinar o senhor, viu? Aí eu falei: "Mas eu não queria te dar essa honra, mas eu agradeço, né, o seu, a sua, o seu respeito". E cuidaram com tanto desvelo assim que eu achei bem animada a UTI, né? Porque toda hora tem alguém pedindo alguma coisa, examinando, etc. Mas foi curioso porque realmente tava tudo bem, tudo normal. Tava tão normal que os colegas diz que confiaram, rapaz, tu ficou cego mesmo porque tá tudo normal. Eu falei: "Olha, eu tô começando a desconfiar. Não é possível." Mas eu fiquei, não é possível. Quatro dias eu fiquei na UTI. E eu achei interessante um ponto que HP no parêntese, porque nesse não foi um TI única, né? Então tinha um leito do lado e aí o colega do lado, ó, foi ótimo, dormiu que só roncou, mas tudo bem, faz parte, né? Mas a outra veio tentativa de suicídio, não tomava medicação, não fazia tratamento, transtorno de personalidade. Você tava diagnosticando, né? Porque é pess psiquiatra, não dá para não ver, né? Tava do meu lado e ela não tomava remédio, xingando a mãe, brigando e tal. Eu falei: "Puxa vida, me tira daqui". Aí eu que saiu da UTI para ir para um quarto, porque puxa vida, até agora não tenho, não posso deixar de ser psiquiatra. né? Mas não falei que era

brigando e tal. Eu falei: "Puxa vida, me tira daqui". Aí eu que saiu da UTI para ir para um quarto, porque puxa vida, até agora não tenho, não posso deixar de ser psiquiatra. né? Mas não falei que era psiquiatra, óbvio, porque ali eu não era psiquiatra, eu era paciente, né? Ali era paciente. Então ela de uma hora para outra assim abriu, ela tava quase uma hora quase que bateu na mãe e veja que clima começou a ficar legal, né? O clima. Ela abriu a janela assim, abriu a cortina e aí eu de forma bem enfática olhei para ela e falei: "Pois é, nós estamos junto nesse mesmo barco, né? Porque às vezes a pessoa acha que a dor dela é maior do que a sua e você acha que a sua dor é maior do que a outra. É tudo dor. É muito difícil ter assim um domômetro, né? Um termômetro de dor. Qual é a dor maior? É muito difícil a gente ficar fazendo isso, né? Ali somos dois que estavam precisando. Eu falei: "Então aqui tá no mesmo barco, né?" Aí ele olhou assim, foi um santo remédio, calou-se, educou-se, não quis mais bater na mãe, ficou em silêncio e graças a Deus eu fui pro quarto e depois fui embora e falar assim: "Olha, você tem que fazer dois exames porque tá tudo normal, mas vai procurar uma neuro oftalmo e vai fazer os exames porque pode ter sido alguma coisa". Aí então eu perguntei, mas eu tenho um seminário para fazer nesse final de semana, eu posso ir? Ele pode, tá tranquilo, toma umas s, todo mundo sai com as mesmo, né? Então, toma o S, não vai fazer mal. Fiquei tomando o AS e fui lá para, fui aqui paraa Bahia, né? Fui lá para Salvador. E aí contei a história, o Tio Divaldo já sabia e aí ele falou assim: "Pois é, meu filho, você sabe, né? Uma vez Chico Xavier tava andando e eh um espírito empurrou e ele caiu, ficou todo ralado, todo ferido. Ele ficou assim chateado, cadê os protetores que não me ajudam? Eu tô todo ralado. Aí não apareceu e falou assim: "Pois é meu filho, você sabe que você podia desencarnar hoje". Ou seja, foi um mérito seu ficar só ralado. O próprio Divaldo então falou:

o me ajudam? Eu tô todo ralado. Aí não apareceu e falou assim: "Pois é meu filho, você sabe que você podia desencarnar hoje". Ou seja, foi um mérito seu ficar só ralado. O próprio Divaldo então falou: "E eu, meu filho, nessa semana eu tava entrando no quarto quando me fiquei desatento e um espírito me empurrou e era para eu ficar cego desse mesmo olho que você teve o ficou atingido." Ele tirou o óculos. Isso tá registrado no espiritismo play, né? Mas esse tirou óculos nos bastidores, depois tirou na palestra. Só que eu consegui colocar a mão, então só ficou roxo, mas era para ter ficado cego. Mas o mérito ajudou. Pois é, meu filho, a gente às vezes tem mérito, né? Porque a sua oculosão era para ter sido bem maior. Graças a Deus. Aí eu fiquei com medo porque até então eu não tinha tido nada, tava começando a questionar se era alguma coisa, né? E aí ele falou de oclusão. Aí eu fiz o seminário, voltei para Recife, doido para poder fazer o teste para ver. E quando eu fui fazer a ultrassom de olho, que eu nem sabia que existia, tava normal, mas a arteriografia mostrava uma mínima oclusão na artéria do olho, que não, que é uma doença que é assim, a doença reencarnatória, porque não deixa sequela, da em jovem, saudável, é só o susto para dizer assim, se ligue, né? É só isso. E eu falei: "Tio, mostrei o exame para ele, falei: "Eu entendi certo, porque o senhor tinha dito que tinha uma oclusão. Tá aqui a oclusão. Realmente eu não sabia que tinha oclusão. Ninguém sabia, né? Ninguém sabia. Os médicos achavam que era outra coisa. E então eu falei para ele, o senhor falou de mérito? Exatamente, meu filho. Parabéns, porque você passou pela expiação sem a necessidade da sequela da cegueira. Que Deus abençoe, continue. Então, queridos irmãos, às vezes Joana de Angângeles nos fala: "A dor é uma bênção, porque a dor nos faz ver literalmente às vezes outros patamares." Como disse Jó no seu emblemático livro: "Antes, Deus, eu ouvia falar de ti, mas agora eu te vejo." A dor, portanto, faz com que a gente

orque a dor nos faz ver literalmente às vezes outros patamares." Como disse Jó no seu emblemático livro: "Antes, Deus, eu ouvia falar de ti, mas agora eu te vejo." A dor, portanto, faz com que a gente repense a vida e agradeça por todo o tempo que foi entregue ao amor. Porque o amor que a gente entrega fica em nós. O bem que a gente entrega fica em nós. Porque como disse Agostinho, o mal é só a ausência do bem. Quando eu faço bem, eu estou tirando o mal de mim, porque eu estou colocando o bem e o bem ocupa o espaço. E assim eu vou ficando tranquilo, porque eu sei que estou amparado, eu sei que estou feliz, eu sei que estou bem, porque apesar das dos pesares, a doutrina espírita nos fala de uma consolação mais profunda que às vezes atinge um corpo, mas sobretudo atinge a alma, sobretudo atinge o perespírito. E toda a honra ao tio Divaldo, porque você foi esse professor que como diapasão afinado no evangelho, pôde adquirir a sabedoria de uma música evangel evangélica, uma música apostolar, transformando a sua mediunidade em um mediunato e podendo no mundo espiritual, ele dizia: "Enquanto eu estiver vivo, meu filho, enquanto eu estiver reencarnado ou melhor, eu terei eu poderei, Conte comigo até o final. Depois que eu desencarnar, se eu tiver mérito, eu voltarei para ajudar a recuperar a saúde, falando da da mansão do caminho do centro de saúde mental, para poder ajudar os nossos irmãos a recuperar a saúde mental. Professores como ele não vão, professores como ele ficam, professores como eles estão, porque estão nos amparando para poder nós não nos desalinharmos, nós não nos desafinarmos e aprendermos que existe uma glória no sacrifício. Como disse a dona Ed Virgem Borges, quando estava perto da desencarnação, naquele dia, eu terminei o consultório, chamei, acompanhei todo o processo final, chamei a Paola para poder fazer a prece para ajudar no desligamento. Então, automaticamente vi a dona de Virgem Borges, a Miriam de um livro chamado Sublime Espiação. Vi a Elizabeth

o processo final, chamei a Paola para poder fazer a prece para ajudar no desligamento. Então, automaticamente vi a dona de Virgem Borges, a Miriam de um livro chamado Sublime Espiação. Vi a Elizabeth Dantas Cavalcante, a dona Niná do centro em que eu nasci, as duas muito amigas do Divaldo. Quando eu identifiquei aí de virgem Borges, o Divaldo disse: "Meu filho, ela me tratava como uma mãe. Você identificou perfeitamente o nome, fundadora de um hospital nosso lar, fundadora da Federação Espírita do Mato Grosso do Sul, uma trabalhadora do bem que hoje continua na hostes de Dr. Bezerra nos fala assim, nos falando assim que esse espírito de primeira grandeza de Bezerra de Menezes, ele poderia ter reencarnado em qualquer parte daquele mundo no momento da codificação. Vejamos Allan Kardec na França. Chamam Axofov de o Kardec russo, mas o Kardec brasileiro Bezerra de Menezes. Diferentemente do Axacof, que tem todo o mérito, mas faltava ainda a evolução espiritual como bezerra de Menezes. O Axakov, hoje as obras restam por causa da febe animismo e espiritismo, um caso de desmaterialização parcial, mas as traduções da codificação não permaneceram porque ali era mais a o estudo científico. Em mais ou menos em 1886, Dr. de Minezes faz uma conferência para 2.000 pessoas anunciando a sua saída da vida pública para se entregar entregar totalmente a vida espírita. No mesmo ano na na Rússia, Axakov levava o primeiro médium tal para poder fazer experiências. Então, o espiritismo não desencarnou na Europa, em nenhum local do mundo. É porque ele reencarnou aqui também desde os primeiros tempos. E o principal pai é Dr. Bezerra de Menezes, porque ele nos ensina que não é só na teoria, mas é na prática. Veja que ele poderia fazer tratados, como o médico Axakov, ele poderia escrever tratados e mais tratados, mas ele foi conhecido como o médico dos pobres, aquele que vai atender a dor humana, porque é fazendo pouco que se faz muito. Depois, no mundo espiritual, a gente poderia pensar, mas

e mais tratados, mas ele foi conhecido como o médico dos pobres, aquele que vai atender a dor humana, porque é fazendo pouco que se faz muito. Depois, no mundo espiritual, a gente poderia pensar, mas ele fez isso para evoluir? Não, quando ele veio, ele já era evoluído. Ele já veio tomar sobre as suas hostes a força do que vemos hoje, herdeiros que somos desse verdadeiro missionário brasileiro. Quando desencarna, não vai escrever só tratados, ele vai atender a dor humana no receituário mediúnico da época, porque se com muito é que se faz pouco. que nós às vezes não temos a menor estirpe desse grandioso doutor e queremos fazer muito e esquecemos de fazer pouco. É no pouco que a gente vai ganhando a costa larga para poder aguentar o muito, porque precisamos dar conta da nossa administração. Então a dona de Virgem Borges apareceu, me falou: "Vamos dar o peito de gratidão ao nosso amigo". Vários espíritos. Automaticamente eu fui transportado, tava em Recife, vi uma grande luz e o dro e os vários, as várias hostes que estavam lá e o Divaldo podendo libertar-se, porque chega a hora de ir para o mundo espiritual, poder ganhar as glórias de sacrifícios tão grandes, uma vida tão longa, poder se recompor e voltar. E eu ficava: "Meu Deus, quando eu poderei senti-lo? E depois de uma palestra na mansão do caminho lá no jantar que ele tanto gostava, às vezes ele demorava, ele voltava tão energizado da palestra, quantas vezes eu não vi ele assim bem cansadinho e depois da palestra parece uma dopamina espiritual e ele ficava até 1:30 conversando e eu escutando, absorvendo tudo porque eu podia absorver. E então, naquele dia, a mansão em luto faz parte, nós em luto faz parte, mas naquele dia estava a alegria, não da lamentação de um tempo que não volta mais, não da lamentação de um momento que não volta mais, mas a da alegria de um tempo que pode vir através das nossas mãos, através da nossa dificuldade, se transformando em luminosidade para podermos dizer: "Sim, eu aprendi". Muito

ento que não volta mais, mas a da alegria de um tempo que pode vir através das nossas mãos, através da nossa dificuldade, se transformando em luminosidade para podermos dizer: "Sim, eu aprendi". Muito obrigado. Então ele apareceu e falou: "Eu gosto quando as pessoas estão assim e eu gostaria que as pessoas celebrassem assim com alegria. Quase todas as vezes que posso percebê-lo e podemos percebê-lo, não só eu ou outros médiuns o percebem com a sua fisionomia alegre, feliz, porque é alguém que venceu a trajetória de 200 anos porque não começou agora o planejamento. Já em existência anterior, essa apenas o desdobramento profundo. Se ele tivesse usado a sua mediunidade da paranormalidade, da mediunidade do efeito físico como ele tinha, três vezes mais seria conhecido. Porém, certamente não teria atraído pessoas com gratidão tão profunda para continuar o trabalho como vocês, como tantos pelo mundo, no jardim que ele criou, nos centros espíritas que ele foi lá e fundou na Europa. Todos os centros que fui, praticamente foi ele que fundou. E todos os anos ele ia regar o jardim que ele era, digamos assim, o pomicultor, o escultor daquelas almas. Então, é preciso que tenhamos coragem, saiamos da lamentação, da decepção e entremos no encantamento da vida. Porque essa parte de mim não mais delira, essa parte pondera. E ponderando-nos me diz que eu não sei tudo. Me diz que eu não preciso saber tudo, mas eu preciso confiar em Deus. Eu não confio em Deus quando sei de tudo. Diz um psiquiatra louriro. A fé é uma ciência. Ou seja, é uma sabedoria. A fé é uma ciência, pois traz a consciência uma convicção. Convicção não é razão, é a fé aliada a emoção, nos trazendo um novo patamar de conhecimento, de convicção transcendente, para podermos dizer muito obrigado, Senhor da vida, pelas dificuldades vividas, mas pela vitória conquistada. Muito obrigado, Senhor da existência, pelas dificuldades que vêm. Porque são dívidas, são débitos, são dores que chegam e eu estou podendo pagar a conta com a lei universal. Eu

la vitória conquistada. Muito obrigado, Senhor da existência, pelas dificuldades que vêm. Porque são dívidas, são débitos, são dores que chegam e eu estou podendo pagar a conta com a lei universal. Eu não sei de tudo e nem devo saber ainda, como Castro Alves, o baiano. Deus, ó Deus, onde estás que não me respondes? Às vezes não buscamos, não entendemos as vozes de Deus porque a nossa pergunta está diferente, a nossa visão, a nossa percepção está diferente. Mas Castro Alves, desencarnado, através da pena de Chico Xavier, veio responder ele próprio, dizendo que não é na resposta concreta, é no mistério divino que nós temos uma resposta, porque há mistérios peregrinos nos mistérios dos destinos que nos mandam renascer. Da luz do criador nós nascemos, múltiplas vidas vivemos para a mesma luz volver. E buscamos aqui na humanidade as verdades da verdade, sedentos de paz, sedentos de amor. E em meio aos mortos vivos, nós somos míseros cativos da iniquidade e da dor. E a luta eterna é a luta bendita, em que o espírito se agita nas tramas da evolução. É a oficina onde a alma presa forja a luz, forja a grandeza da sublime perfeição. É a gota d'água que vai caindo no arbusto que vai subindo pleno de seiva e verdor ou o fragmento do estrumfume na corola de uma flor. A própria flor que terna expirando cai no solo e vai fecundando o chão duro que produz. Mas nesse cair, ela deixa um aroma leve nas aragens que passam breves nas madrugadas de luz. E a r bigorna o malho, pelas fainas do trabalho, a enchada fazendo pão, ou o escopro dos escultores que transforma as pedras em flores, em carraras de eleição. É a própria dor que através dos anos, dos algozes e dos tiranos, anjos puríssimos faz, transformando os neros rudes em araltos e virtudes em mensageiros de paz. Porque tudo evolui, tudo sonha. Na imortal ânsia risonha de mais subir, mais galgar. Porque a vida é luz, a vida é esplendor. Já que Deus é o seu autor, o universo e nós somos o seu altar. É por isso que aqui na terra às vezes se

a. Na imortal ânsia risonha de mais subir, mais galgar. Porque a vida é luz, a vida é esplendor. Já que Deus é o seu autor, o universo e nós somos o seu altar. É por isso que aqui na terra às vezes se acendem radiosos paróis que esplendem dentro dessas trevas mortais e suas rútilas passagens. Deixam fugores, deixam imagens em reflexos que são plenais. É o socrimento do Cristo portentoso jamais visto na poesia da cruz, sintetizando toda piedade e cujo amor a verdade nenhuma pena traduz. É Sócrates, poeticamente bebendo a culuta. É César ainda trazendo a luta. Tirânico conquistador. Etieline com sua arte ainda o sabre de boa parte o conquistador. Mas é sobretudo o exemplo de humildade, de extremos caridade, de João Evangelista a Francisco de Assis, que nos manda caminhar, que nos manda seguir, que ele próprio seguindo a vida de Jesus se transforma nas próprias estigmatas. do Cristo em si. Assim, benditos sejam aqueles que há 72 anos iluminam bem, há 72 anos buscam o amor. Continuemos buscando a paz, porque um dia encontraremos aventura, a alegria que tanto ansejamos, tanto anseiamos. E no ensejo do encontro poderemos dizer: "Muito obrigado, Senhor, valeu a pena tudo, porque hoje eu me encontro em paz. No futuro, quando nós chegarmos no além, poderemos dizer muito obrigado por a quem agora aqui fazermos a tua obra. Marchemos, queridos amigos. A esperança é a luz a que se alcança. Tenhamos fé, tenhamos esperança para o infinito, que é a nossa meta. Marchemos. Muita paz e muito obrigado. M.

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