A missão de Allan Kardec • Wesley Caldeira

Mansão do Caminho 03/10/2025 (há 6 meses) 1:12:51 1,347 visualizações

Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #palestraespirita #espiritismo #evangelho #paixões #egoismo *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos todos os amigos que que se encontram nos dois planos da vida e os amigos que nos acompanham pela TV UFC e pela TV Mansão do Caminho. Sempre uma grata satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um instante de reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E que este no momento para melhor sintonizarmos, possamos elevar os nossos pensamentos numa prece. Divino amor de nossas almas. A nossa gratidão, Senhor, pela companhia bendita dos amigos. a nossa gratidão por essa terra que nos acolhe com toda a sua generosidade, dando-nos a oportunidade bendita de desenvolver as nossas potencialidades e talentos, bem como ressignificar as nossas limitações, trabalhando-as para melhor desenvolver as nossas consciências em favor de um ser e de um mundo melhor. Por isso, amigo, nessas horas aqui estamos em sintonia um pouco mais contigo, que estejamos aptos a aprender a tua mensagem, a fim de vivenciá-la a cada dia. Por isso, Senhor, nós te rogamos nesse instante que inspire o nosso querido amigo para que assim seja mais um portador da tua mensagem e que nós tenhamos desta feita ouvidos para ouvir-te. Vem, Senhor, e permaneça conosco. Hoje nós temos a honra e a alegria de receber mais uma vez em nossos canais nosso querido companheiro aí das Minas Gerais, Wesley Caldeira, que vai abordar um tema propício pro dia de hoje, 3 de outubro, a missão de Allan Kardec. Amigo, seja bem-vindo. Uma alegria tê-lo em nossos canais. A casa já é mais do que sua. Então, fique à vontade. Volto de muita paz, passamos a palavra para você. >> Obrigado, Rosângela. Quero saudar carinhosamente as nossas amigas e os nossos amigos do Espiritismo que hoje estão conosco pela UVC, mas também pela mansão do Caminho e sua emissora. Que o nosso mestre, o homem de Nazaré, nos conforte agora e sempre. Estamos muito agradecidos pelo convite

spiritismo que hoje estão conosco pela UVC, mas também pela mansão do Caminho e sua emissora. Que o nosso mestre, o homem de Nazaré, nos conforte agora e sempre. Estamos muito agradecidos pelo convite que nos traz outra vez a esse espaço em companhia de Rosâela Naira, a nossa Adélia que está por trás dos bastidores. Vamos falar daquele que hoje estaria completando 221 anos de idade. Allan Kardec, o nosso Bezerra de Menezes em 1963, estando na comunhão espírita cristã, Uberaba, Minas Gerais, falando-nos, falando aos espíritas, disse algo que se eternizou. Allan Kardec nos pensamentos, Allan Kardec nas cogitações, Allan Kardec nas atividades, Allan Kardec nas obras, para que a nossa fé não se faça uma hipnose, sim, o estudo do pensamento codificado dos nobres espíritos por Allan Kardec. É um cinturão de segurança para nós e o nosso exercício de religiosidade na fé. Vamos falar da missão do nosso codificador. Mas para introduzir o tema, nós vamos primeiro chamar em nosso auxílio um estudioso das cientes, da mente e da personalidade, Hans Eisenk, que foi um nome muito importante das ciências mentais no século XX. Aisen que nasceu na Alemanha em 1916, mas com a ascensão do nazismo, ele busca Londres na Inglaterra onde se radica. Para termos uma ideia da importância desse nome que pouco se menciona, em 1997, quando Hans Eisenk desencarnou, ele era o estudioso da inteligência e da personalidade, mais citado nos trabalhos científicos do planeta, nos estudos das ciências mentais. O seu nome só não era mais citado no mundo da academia do que o nome do próprio Sigmon Freud. Em 1947, ele publicou um livro chamado Dimensões da Personalidade. Nesta obra, Aisen estuda a constituição da personalidade humana. E nós vamos adotar o seu conceito na pretensão de falar um pouquinho da personalidade de Alan Kardec. Isc diz que a personalidade é uma organização, é uma organização complexa, é uma organização mais ou menos estável e duradora do físico, do intelecto, do temperamento e do comportamento

e Alan Kardec. Isc diz que a personalidade é uma organização, é uma organização complexa, é uma organização mais ou menos estável e duradora do físico, do intelecto, do temperamento e do comportamento do caráter de uma pessoa. Esta organização, ela é um meio com que nós conseguimos fazer a nossa adaptação ao meio, ao meio social que nos recepciona, onde nós exercitamos o nosso programa reencarnatório no planeta. Então, para falar de personalidade, Hansisen buscava além, claro, dos grandes recursos das ciências da mente, falar da carticipação na formação. dela a personalidade do nosso físico, mas também do nosso intelecto, do nosso temperamento, do nosso caráter. Vamos trabalhar cada um desses pontos tentando associá-los à aquela figura. histórica no 3 de outubro de 1804 inicia o seu programa missionário entre nós. É onde ficar Ah. Estamos voltando. Aguardamos a tela principal. Então, dizíamos que Allan Kardec, embora nascido em Lyon, ele teve a infância e a sua adolescência desenvolvidas em Burg Ambres. para analisar o físico, a configuração corpórea de Allan Kardec e a partir daí ir constituindo um perfil de sua personalidade, nós vamos nos socorrer daqueles que conviveram com ele. A configuração do físico não envolve somente a aparência. nos estudos de Hans Eisen envolveria também a constituição endócrina, o conjunto hormonal que nos desencadeia o processo crescente de maturidade. Mas, obviamente, nós não temos acesso à configuração endócrina de Allan Carmen. O que nós temos é o seu fenótipo. O que nós encontramos são as narrativas da sua aparência, das suas características exteriores. E sobre isso, uma das pessoas que melhor o descreveram foi Ana Blackwell. Ana Blackwell é uma inglesa, viveu também nos Estados Unidos e mais tarde ela volta para a Europa, onde vai passar 42 anos na França, em Paris, como escritora, tradutora, jornalista internacional. Ela era muito próxima de Allan Kardec, convivia muito junto das suas tarefas, não só as tarefas enquanto o educador, o pedagogo

a França, em Paris, como escritora, tradutora, jornalista internacional. Ela era muito próxima de Allan Kardec, convivia muito junto das suas tarefas, não só as tarefas enquanto o educador, o pedagogo francês, que era célebre, como também a partir da tarefa missionária de Allan Kardec. Então, a nossa Ana Blackwell, ela descreveu Kardec, ele tinha a estatura pouco abaixo da média. Estatura pouco abaixo da média. Em 2014, um estudo feito na França identificou que a pessoa francesa, em média, ela tem 1,79 cm de altura. Esse estudo recuou 100 anos e procurou compreender a altura média da pessoa francesa em 1914. Ela então pôde eh identificar que a altura média da pessoa francesa no começo do século XX era em torno de 1,67 de altura. E nós sabemos que em 1857, quando é publicado o livro dos espíritos, por consequência essa altura deveria ser menor. Estima-se que Allan Kardec tivesse em torno de 1,65 m de altura. Napoleão Bonaparte, que é havido na história como um homem francês de baixa estatura, a sua autopsia identificou nele 1,68 cm de altura. Então, Ana Blackwell começa a nos dar um parâmetro da altura de Allan Carb. Tinha a estatura um pouco abaixo da média. Vamos manter a média. de 1914 em 1857 e dar-lhe 1,65 m de altura. Blackwell continua de compleição forte, então tinha um físico avantajado e, claro, com o chegar da idade e a vida entregue às tarefas do intelecto, da administração. Então, a vida menos ativa do ponto de vista corporal, ele tinha uma compleão um tanto maior, um tanto mais forte, era bem eh destacada eh a sua cabeça, que tinha um volume que demonstrava eh uma força, uma presença impressionante do que falaremos depois. E além disso, as suas feições eram marcadas por um par de olhos muito bonitos de cor cinza. A cor cinza dos olhos é curiosa porque é uma variação do azul, mas a cor cinza dos olhos, ela muda a cor dos olhos a partir da coloração mais intensa do ambiente. Então, conforme as cores reinantes no ambiente, os olhos de Allan Kardec tomavam a característica do azul mais

cinza dos olhos, ela muda a cor dos olhos a partir da coloração mais intensa do ambiente. Então, conforme as cores reinantes no ambiente, os olhos de Allan Kardec tomavam a característica do azul mais claro, do azul escuro, do verde. E os seus olhos são especiais no nosso momento inicial eh de abordagem e descrição da sua personalidade, porque uma coisa são os olhos, a outra coisa é o olhar. Em 1865 esteve em Paris dois jovens russos chegados de Moscou com o intuito de conhecer a sociedade parisiense de estudos espíritas, o primeiro centro espírita do mundo que Allan Kardec fundara em 1858. Os dois jovens encontraram Allan Kardec também chegando de viagem. Kardec fizera uma viagem à Bélgica em trabalho espírita. Ele fora à Antuérpia, ele fora à Bruxelas. Estava muito emocionado e muito entusiasmado com o movimento espírita da Bélgica. Porque nessas cidades Antuérbia e Bruxelas, o que ele encontrou foi um movimento espírita muito maduro. Em geral, nas cidades que visitava, o grande foco da ocupação dos espíritas eram as pesquisas mediúnicas, eram as investigações acerca da imortalidade. Mas o que ele encontrou na Bélgica, nas cidades referidas? um movimento espírita não só se dando às pesquisas, às experimentações em busca da positivação da imortalidade da alma, mas igualmente grupos se vocacionando à fraternidade de um jeito ímpar pela vivência da caridade. Emuérpia, grupos espíritas se juntavam e somavam esforços para atender os famintos, os desnudos na alta friagem invernal europeia, mas também haviam consolidado recursos, estavam disponibilizando para os filhos dos operários da cidade uma creche, uma creche onde todos Os recursos educacionais, inclusive a orientação espírita, estavam sendo disponibilizados. Em Bruxelas, Allan Kardec encontrou o mesmo esforço de grupos visitando bairros onde a pobreza era muito evidente. E nessas visitações semanais, os grupos de espíritas levavam o recurso, o pão, o agasalho, mas também a consolação através dos princípios espíritas. Isso era muito incomum ainda

za era muito evidente. E nessas visitações semanais, os grupos de espíritas levavam o recurso, o pão, o agasalho, mas também a consolação através dos princípios espíritas. Isso era muito incomum ainda no nosso movimento. Allan Karde em Paris, naturalmente ele tinha uma preocupação de receber na sociedade parisiense de estudos espíritas as pessoas dos mais variados segmentos. Então, numa mesma reunião na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, nós encontraríamos o eminente Camil Flamarion, que neste ano de 2025 está completando 100 anos de desencarnação. Para Marion já havia publicado Pluralidade dos Mundos habitados, um livro não espírita, mas com mensagem espírita, que atraí a atenção de Víor Hugo, do imperador francês Napoleão I e outros. Então estava assentado naquele espaço que comportava talvez 80 pessoas, algumas à mesa de trabalhos, estudos e outras enfileiradas. em cadeiras. Essas pessoas eram dos mais variados grupos sociais parisienses. Nós temos então um flamarion de um lado, nós temos, por outro lado, um pregador de rochas, um homem que faria calçamento nas ruas de Paris. do mais humilde, economicamente falando, ao mais destacado, intelectualmente falando, havia uma grande representatividade e claro que a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas levava o socorro material através de Kardec a necessitados. Kardec voltou também da Bélgica, muito impressionado com o desenvolvimento das experimentações mediúnicas, a velocidade com que a mesa de trespondiam perguntas, o engenho novo, único, que os belgas haviam desenvolvido, de modo que cada perna da mesa tripé respondia eh a partir da quantidade de batidas, o referencial de uma letra, três homens, três pessoas anotavam as pancadas. Então, fazia-se um texto de 20 linhas de uma lauda em menos de 15 minutos. E isso era muito incomum. Lá também na Bélgica, a experimentação vivia casos em que o comunicante, como o Latu, o J Latu, que aparece nas páginas de O Céu e Inferno, este ano com 160 anos de publicação,

isso era muito incomum. Lá também na Bélgica, a experimentação vivia casos em que o comunicante, como o Latu, o J Latu, que aparece nas páginas de O Céu e Inferno, este ano com 160 anos de publicação, condenado à morte, levado à guilhotina, é que se iniciam as suas comunicações, ele começa tomando do lápis e a sonâ, como era chamada, pessoa em trans mediúrico, ela começou a arriscar algumas frases e daí a pouco ela deixou o lápis sobre a mesa e começou a psicofonar Jaclatu, trazendo então um experimento que era novo aos olhos de Allan Kardec, mas os dois rapazes russos encontraram Kardec muito entusiasmado, animado com essas experiências e pediram autorização de participar de uma sessão de estudos e experimentações da sociedade parisiense de estudos espíritas. E essa época, Kardec havia registrado mais de 6.000 frequentadores autorizados a acompanhar essas sessões. Allan Kardec, ele pessoalmente havia identificado cerca de 6.000 1 interessados, analisado o porquê da solicitação de cada qual, registrado dados sobre a presença dessas pessoas e só assim que ele as introduzia nas sessões de estudos e de experimentação. Os dois jovens seriam entrevistados. Eles chegaram por volta das 17 horas e um pouco depois disso chegou à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas um operário parisiense que foram fazer uma entrevista com Allan Kardec, uma entrevista sobre a sua mediunidade. aquele operário, da simplicidade da sua condição, já havia lido o livro dos espíritos, tinha lido o livro dos médiuns. E vejamos que ele leu muito mais do que muitos médiuns hoje no exercício da mediunidade, mas ele estava às voltas ordinariamente com espíritos de pequena condição evolutiva e isso intrigava e lhe trazia também alguma fadiga e algum cansaço fluídico. Então, os dois jovens russos tiveram autorização de acompanhar essa entrevista, uma espécie de atendimento fraterno promovido pelo codificador, aquele homem jovem e necessitado da sua orientação. Fim da entrevista, Kardecou registros bem claros de como aquele companheiro

revista, uma espécie de atendimento fraterno promovido pelo codificador, aquele homem jovem e necessitado da sua orientação. Fim da entrevista, Kardecou registros bem claros de como aquele companheiro poderia suportar aquele momento da sua educação mediúnica, aguardando no avanço do tempo, com seriedade, com dedicação, perseverança, a aproximação dos espíritos mais nobres. Kardec comenta com operário: "Muitas vezes é assim que se deflaga o processo mediúnico através da aproximação dos espíritos menos avançados, até que porfiando no exercício sadiio da ferramenta mediúnica, o médium então eh envolto mais claramente nas energias sadias dos espíritos superiores. Quando esses dois indivíduos entram na sessão que começaria por volta das 20 horas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, encontraram cerca de 70 pessoas assentadas, encontraram a mesa com os trabalhos em desenvolvimento, participaram, fizeram anotações e em São Petersburgo eles publicaram um artigo, um artigo traiçoeiro, onde onde deploraram o que presenciaram, falsearam os fatos que se desenvolveram, atacaram Allan Kardec. Kardec não fora informado dessa maliciosa intenção dos convidados pelos espíritos. e não pôde respondê-los porque não estando em França não teria condições de buscar eh uma reparação da informação falsa nos jornais de São Petersburgo. Mas, curiosamente, os dois jovens fizeram um relato da condição física daquele homem que os recepcionou muito educadamente e lhes deu todas as explicações que desejavam. Então, no texto publicado no jornal religioso da Igreja Ortodoxa na Rússia, nós encontramos Kardec descrito assim: "Vimos diante de nós um senhor bem corpulento, idoso, de fisionomia bastante amável, olhos singulares." olhos singulares que à primeira vista pareciam trespassar o indivíduo para logo depois mostrarem certo ar sonhador. Por muito tempo, diz o autor do artigo, por muito tempo seus olhos notáveis no mais alto grau em seu semblante comum. Assim era estar diante de Hipolit Leon

ra logo depois mostrarem certo ar sonhador. Por muito tempo, diz o autor do artigo, por muito tempo seus olhos notáveis no mais alto grau em seu semblante comum. Assim era estar diante de Hipolit Leon Denisar Rivalo, cob nominado por si mesmo Allan Kardec, desde que assina com esse nome, o Livro dos Espíritos, a partir do 18 de abril de 1857. Essa referência fala-nos de um olhar amadurecido pelos milênios. no trabalho de compreender a alma humana, no trabalho de examinar o que a alma humana não revela ostensivamente. Esse olhar que penetrou o coração do operário, esse olhar que lhe deu diretrizes seguras, firmes, esse olhar impressionou os dois jovens que traiçoeiramente o abordavam, mas não puderam deixar de analisar aquela veemência com que penetrava o olhar de Kardec nos tecidos das almas, das nossas almas. E como aquela figura amável, educada, delicada, falando vagarosamente, oferecia as pessoas que o acompanhavam uma fala poderosa acompanhada de um olhar enternecido. Então, nós temos uma pessoa com cerca de 1,65 m de altura, já com um peso um pouco avantajado, corpo lento. Estamos com Kardec para lá dos 50 anos de idade e encontramos nele um rosto agradável, empático, mas sobretudo um olhar muito especial. No conceito de Hans Eisenc, a personalidade ela é uma organização mais ou menos estável e duradora do físico, mas também do intelecto, de uma pessoa. E nessa associação do físico com o intelecto, essa pessoa faz adaptação ao meio, ela produz, ela gerencia, ela coordena o seu processo existencial na realidade planetária. Quando Hans Iisc fala dessa condição do intelecto participando da constituição da personalidade, ele está se referindo ao comportamento da inteligência da pessoa, como que essa pessoa aprende, como que essa pessoa ensina. Então, estamos tratando desse comportamento cognitivo, desse comportamento da inteligência. Para falar disso também vamos pedir o auxílio da Ana Blackwell. Ana Blackwell tem esse registo que fez sobre Kardec reproduzido no livro

e comportamento cognitivo, desse comportamento da inteligência. Para falar disso também vamos pedir o auxílio da Ana Blackwell. Ana Blackwell tem esse registo que fez sobre Kardec reproduzido no livro História do Espiritualismo, que traz a assinatura do grande Artur Ronandório, um estudioso das pesquisas da imortalidade, muito famoso ao tempo e que nós o conhecemos como o criador, o autor do Sherlock Holmes, da literatura de aventura. Ela então diz o seguinte: Allan Kardec era uma pessoa não imaginativa. Não imaginativa. Uma pessoa que não se entregava à exaltação da imaginação. Quase frio. Ele era incrédulo. Uma outra tradução, ao invés de dizer que ele era incrédulo, afirma que ele era cético. Cético por natureza, por natureza e educação. Significa dizer que é dessa alma, que é desse espírito cujas missões ao longo dos tempos têm trazido revoluções à história planetária, como, por exemplo, a sua reencarnação na Boia entre o século XV, ah, final do século X, quando ele foi Jan Russ, inclusive diretor da Universidade de Praga e uma pessoa que é contada como o primeiro precursor da reforma, a reforma que mais tarde vai mudar os caminhos do planeta no século X, a partir de Lutéo. Então, por natureza, essa alma aprendeu a coordenar a sua imaginação, a dar a sua imaginação rédias, freio. Lembremos que nas páginas de O livro dos Médiuns, Kardecos exaltados. Kardec exemplificava uma atitude serena, grave, ponderada, quase fria, cética diante de tudo que o espírita deve estudar, deve aprender, deve pesquisar. e sobretudo deve transmitir. Diz Blackwell era um pensador rigoroso. Rigoroso no sentido de preciso, exato, rigoroso e lógico. E ele mantinha-se sempre distanciado do misticismo e dos arrebatamentos. Vejamos que este é o indivíduo, a alma que conformada aquela reencarnação é batizada como Hipolite Leon, Denisar Rivo, e assume o pseudônimo de ressonância céltica Allan Kardec mais tarde, que os bons e nobres espíritos na programação da vinda do Consolador prometido por Jesus ao planeta nos

polite Leon, Denisar Rivo, e assume o pseudônimo de ressonância céltica Allan Kardec mais tarde, que os bons e nobres espíritos na programação da vinda do Consolador prometido por Jesus ao planeta nos oferece como modelo de ser espírita. Allan Kardec é o melhor modelo do ser espírita. E esse é um traço fundamental na sua missão, apresentarmos esse esse cuidado, essa preocupação de não se deixar arrebatar pelo sobrenatural, pelo misticismo comum vulgar, pelos arrebatamentos. Allan Kardec, do ponto de vista intelectual também, ele é apreciado por vários companheiros da época. Lembremos, claro, o clássico momento em que Camilo Flamarion, discursando na cerimônia de despedida de Kardec, quando da sua desencarnação, o 31 de março de 1869, deixou um epípedo, uma espécie de referência que se imortalizou quando ele diz: "Ele era o que denominarei simplesmente o bom senso encarnado e continua flamariol, razão reta, judiciosa. E não era essa uma qualidade só menos acrescenta Flamarion, na ordem das coisas com que nos ocupamos. era ao contrário, pode-se afirmá-lo, a primeira de todas e a mais preciosa, tem a qual a obra não teria podido tornar-se popular, nem lançar pelo mundo suas raízes imensas. Estamos no século XX, passamos individualmente uma retrospectiva em que situação se encontravam as ciências em meados do século XIX do planeta? Em que condições estagiava a pedagogia, a educação, como se organizavam as famílias e a política, as tantas guerras, as desigualdades avantajadas entre os segmentos sociais. Hoje estamos no século XX e o Espiritismo continua dialogando com a filosofia. E o espiritismo continua dialogando com as ciências. Esses mais de 160 anos de sua existência, nunca levou o Espiritismo a retroceder em qualquer dos seus princípios apresentados, em quaisquer dos seus postulados defendidos a partir da revelação dos espíritos nobres e a partir do estudo, da averiguação, da pesquisa, da experimentação dos espíritas encarnados. Então o nosso Flamarionáva-o: "Denominarei simplesmente o bom senso

tir da revelação dos espíritos nobres e a partir do estudo, da averiguação, da pesquisa, da experimentação dos espíritas encarnados. Então o nosso Flamarionáva-o: "Denominarei simplesmente o bom senso encarnado." E destaca essa condição de primeira ordem na personalidade de Allan Kardec. Qual? Essa condição judiciosa de pensar, essa condição judiciosa de transmitir o ensino dos espíritos. Nesses tempos que a doutrina em Brasil e mundo afora tanto prolifera, vamos ressentindo um contraponto nesse impulso desejável que é a extensão da doutrina a corações, gentes, povos e nações. a qualidade com que ela é transmitida, a preocupação, o zelo com a beleza, a segurança, a nobreza com que ela deve ser transmitida. E isso está na primeira hora na alma do nosso missionário em chefe Allan Kardec, na condução da instalação desse projeto que é a renovação planetária, através da presença reordenadora dos nossos valores e resgatando o cristianismo de Jesus, não de Paulo, mas o cristianismo de Jesus. Quando o senhor Malê, mas que nas obras tem o nome escrito Miler, está também homenageando o seu mestre na cerimônia de despedida pela desencarnação de Kardec. Ele vai dizer, Alan Kardec sabia falar muito bem o alemão. Recordamos que ele viveu entre 1815 e 1820 na Suíça, no Instituto de Iverton. sabendo falar o alemão tão bem quanto o francês, traduziu para a Alemanha os livros da França que mais lhe tocavam o coração. Depois entregou-se à educação e a fase de político ao educador a partir de 1822 em diante, trabalhando pela educação privada e pública da França. Seus sucessos continua malê. Foram tão grandes e as obras que publicou, Gramática, Aritmética e outras, tornaram-se popular ao ponto de notabilizar o seu nome, o nome Rivai. Algumas vezes a gente fala assim: "Professor eh Riva Rivaio, podemos aportuguesar o nome do nosso codificador sem nenhum problema, mas a pronúncia correta seria rivai. Rivai, como o verbo trabalhar no francês trabalhe". Eh, então se nós quisermos adequar um

io, podemos aportuguesar o nome do nosso codificador sem nenhum problema, mas a pronúncia correta seria rivai. Rivai, como o verbo trabalhar no francês trabalhe". Eh, então se nós quisermos adequar um pouquinho melhor, é dizer rivai e não rivaiu ou rivaiu. O nosso malê acrescenta: Ele havia tocado, ou seja, estudado todas as ciências e tendo-as bem aprofundado, sabia transmitir aos outros o que ele mesmo conhecia. dirá então Malé, fechando o seu discurso. Um dos maiores dons de Allan Kardec estava no talento raro de transmitir. Ele tinha o dom de transmitir com excelência. Vejamos o escritor maravilhoso que é Allan Kardec, mas também o dialogador primoroso que foi Allan Kardec enquanto na sua encarnação junto a nós. Existe muitas buscas do planeta desde milênios de entender a divindade, de buscar provas da divindade ou de Deus. E claro, essas pesquisas, esses esforços ou as revelações espirituais que vieram foram muito importantes. Mas vejamos um toque do gênio do talento intelectual de Allan Kardec. Encontramos no livro a Gênese. Num certo momento do capítulo dois de Gênese, Kardec afirma assim: "E ele não está trazendo o ensino dos espíritos. É a sua compreensão. Ele vai dizer: Deus não se mostra, Deus se revela. Mostrar é mostrar a vista aos olhos. Revelar é algo que se processa no entendimento ou nas forças sentimentais, nas manifestações de fé. Que conceito maravilhoso. Nós não encontraremos em tempo algum, salvo engano, salvo se as nossas pesquisas estiverem insuficientes. Alguém que tenha tido essa construção para orientar o ser humano. Deus não se mostra. Claro que Deus está refletido em natureza, na grandeza de suas obras. Mas o que nós vemos ali é a criação e não o criador. O criador não se mostra, Deus se revela. é algo que se processa entre nós e ele. Podemos dizer assim, eh, de uma forma simples, que dentro de nós, em nossa alma, existe uma parede de meia com Deus. E é nesse campo sutil das forças, da inteligência e do sentimento que nós trocamos as nossas experiências com

e uma forma simples, que dentro de nós, em nossa alma, existe uma parede de meia com Deus. E é nesse campo sutil das forças, da inteligência e do sentimento que nós trocamos as nossas experiências com Deus. Deus se revela ao entendimento, mas Deus se revela superiormente ao sentimento, especialmente ao sentimento nimbado de amor. Naqueles dias era vice-presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espírita o senhor Levon. Senhor Levon, quando falava sobre Kardec, destacava o seu tato perfeito. Quando em 12 de junho de 1856, o Espírito da Verdade vai apresentar detalhes da missão de Allan Kardec, o espírito da verdade vai destacar a importância de Kardec ter tato na condução da sua missão. Isso levó destacava, ele tinha um tato perfeito. Nós nunca encontramos Allan Kardec manifestando conflito nas relações interpessoais. Lida a revista espírita nos 12 volumes mais clássicos. lida a codificação da sua inteire. Em nenhum momento nós observamos Kardeclitivo, agressivo, revelando alguma instabilidade na sua comunicação. Aos adversários, quando Lis escrevia pelas suas publicações, ele os convidava à paz e ao entendimento. Kardec nunca respondia. A altura dos grandes ódios que o espiritismo provocou na França e no mundo ao seu tempo. Ódios que voltaram-se obviamente contra Allan Kardec. Uma alma diferente na história do cristianismo. Claro, exceção intocável a Jesus. Qual foi dos grandes nomes do cristianismo que nunca revelaram conflitos? conflitos internos ou conflitos nas relações interpessoais. Paulo não falava em carta sua, de um espinho na carne que funcionava como se fosse uma bofetada de Satanás nele. Paulo não retrocava os seus agressores às vezes com veemência incomum, com palavras fortes. Kardec, em momento nenhum ele se destempera. Tato perfeito, disse o senhor Lev. Justeza de apreciação lógica superior e incomparável. Desde Erasto, Kardec repetia com frequência: "É melhor repelir 10 verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. E o espiritismo

teza de apreciação lógica superior e incomparável. Desde Erasto, Kardec repetia com frequência: "É melhor repelir 10 verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. E o espiritismo é uma ciência, uma filosofia, uma religião aberta, criada em circuito aberta e não fechado. É uma ciência, é uma filosofia, é uma religião em desenvolvimento que progride na expansão dos saberes que vai desvendando. Mas quantas vezes falta aos espíritas nós no exercício da transmissão, esse tato perfeito, essa justeza de apreciação, essa lógica superior incomparável para ter cuidado com aquilo que exprime em nome da doutrina espírita com aquilo que transmite em nome da doutrina espírita. Porque o mundo que nos observa, observa através de nós indevidamente, mas é fato, observa o espiritismo. Nós deveríamos ser cartas vivas da mensagem viva do consolador que revive Jesus. Mas o cuidado com as ideias, a preocupação em levar ideias a partir do momento em que tais ideias estejam seladas pelo princípio da universalidade e pela toda a gama de exame e bom senso possível, é algo que nem sempre a gente consegue reeditar nas nossas atividades espíritas. Assim era o intelecto de Alan Cadre. Observando então o conceito de Hans Eisen, a personalidade, organização, essa organização, ela constitui-se com o físico, o intelecto e o temperamento de uma pessoa para ajudar essa pessoa a realizar a sua adaptação ao mundo, à sociedade, à família. e a própria adaptação consigo mesmo. Quando nós falamos em eh uma organização de temperamento para Isaac, o temperamento representa o nosso comportamento afetivo, como é a nossa afetividade, como nós nos manifestamos emocionalmente no convívio com as pessoas. E nós podemos fazer uma análise de como Allan Kardec era sobonto de vista com as pessoas. Nós temos, por exemplo, Alexandre Delan, o pai de Gabriel Delane e talvez depois de Kardecimento Espírita. Deste ponto de vista, ninguém foi maior nos 50 anos após Kardec Alexandre Delane, o senhor Gabriel

emos, por exemplo, Alexandre Delan, o pai de Gabriel Delane e talvez depois de Kardecimento Espírita. Deste ponto de vista, ninguém foi maior nos 50 anos após Kardec Alexandre Delane, o senhor Gabriel Delane, que nasceu em 1857 e desencarnou em 15 de fevereiro de 1926. Alexandre Delan conheceu Allan Kardec ali pelos ídos de 1861, 1862, depois que leu o livro dos espíritos e depois que leu o livro dos médiuns. Que ele dizia de Kardec? Ele ressaltava a bondade do seu coração, a benevolência de que usava em suas relações, a prudência e a delicadeza extrema. Kardec era visto com alguma frequência, com sua lágrima de compaixão, pelos infortunados. A generosidade de Allan Kardec era algo que se sobressaltava em sua personalidade. Diziam as pessoas no seu tempo que conviviam com ele que se alguma coisa se rivalizava com a generosidade de Allan Kardec era a sua delicadeza extrema. Então, essa delicadeza no trato pessoal com as pessoas só tinha p na sua personalidade com a sua própria generosidade. É desse homem que o mundo espiritual então extrai linhas, caracteres para orientar a construção do espírita em nós. Ele não só tinha a missão de estruturar, de coordenar e codificar o pensamento dos espíritos nobres, as leis da vida, as leis de Deus e trabalhando essas leis divinas diante dos problemas mais graves de todos os tempos, que no seu tempo estavam presentes e no nosso tempo também continuam. Se queremos estudar a criminalidade humana, o livro dos espíritos estuda a criminalidade. Se queremos estudar as desigualdades sociais, intelectuais, encontramos estudos profundos sobre isso. Se queremos estudar a guerra, a guerra que hoje volta a assombrar o nosso mundo presente, entre as lutas que vão se ensaiando, especialmente um confronto que vai aí tomando vulto entre potências na Europa e o Leste Europeu, a guerra eh detidamente estudada em Oro dos Espíritos. o aborto, a maternidade, a paternidade, a família, o papel do casamento, tudo que é nevrálgico, a ciência de viver e a construção de uma

Europeu, a guerra eh detidamente estudada em Oro dos Espíritos. o aborto, a maternidade, a paternidade, a família, o papel do casamento, tudo que é nevrálgico, a ciência de viver e a construção de uma sociedade mais fraterna e mais feliz. Nós encontramos estudos acentuados sobre isso em O livro dos Espíritos. Kardec tinha no coração uma liderança muito forte depois que desencarnou o diretor do Museu Real de Indústria em Bruxelas, na Bélgica, o senhor Jobá. O senhor Jobá também era espírita encarnado, era inclusive o presidente de honra da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas de Paris. E o senhor Jobá, comunicando-se a Kardec faz um registro muito curioso. Pela mediunidade da psicografia, ele diz: "Deus vela por sua obra". A obra, no caso, o espiritismo, ele vos colocou, colocou a Allan Kardec vigilante, dotado de sangue frio. Kardec sabia conviver com agressividade alheia, sem ser agressivo. E o senor Jová destaca além desse sangue frio, uma grande perspsicácia, uma perspsicácia e uma vontade enérgica para fazer vencer os obstáculos que os inimigos, visíveis e invisíveis ergiam a cada instante contra o Espiritismo. Então, nós temos, voltando a Isaac em Kardec, já alguma noção da sua configuração física, a configuração do seu intelecto, a configuração do seu temperamento, das forças afetivas e emocionais que faziam essa amálgama que nós chamamos temperamento. No conceito de Isaac, a personalidade é a organização mais ou menos estável e duradora do físico, do intelecto, do temperamento e do caráter, do caráter de uma pessoa para constituir para ela uma estrutura funcional. psíquica e material que lhe permita uma adaptação exitosa. Então, quando tratamos do caráter, Aisen que diz, estamos aí falando especialmente da atitude ou do comportamento da vontade do indivíduo, como é a vontade em Allan Kardec. Voltemos à Ana Blackwell. Ela notou, ele era enérgico, determinado, deixava transparecer a dignidade serena resultante da determinação e da franqueza, traços distintivos do seu caráter.

Allan Kardec. Voltemos à Ana Blackwell. Ela notou, ele era enérgico, determinado, deixava transparecer a dignidade serena resultante da determinação e da franqueza, traços distintivos do seu caráter. Voltemos. enérgico, determinado, deixava transparecer a dignidade serena, resultante da determinação e da franqueza, traços distintivos do seu caráter. É o depoimento de quem esteve na França, em Paris, com Kardecos 42 anos. a jornalista, a escritora, a tradutora Ana Blackwell, que inclusive traduziu três livros de Allan Kardec para o inglês, o livro dos espíritos, o livro dos médiuns e o céu e o inferno. sobre o caráter de Kardecida, junto ao seu sepultamento, o senhor Malé discursou, o orador distinguiu ainda outros registros desse caráter e disse: "Cardec tinha uma honestidade absoluta. Kardec tinha horror à preguiça e a ociosidade. Lebarri, que depois foi presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, após a morte de Kardec, escreveu que Kardec acordava todos os dias, não importava a estação do ano às 4:30 da manhã para dar conta de sua missão. Em 12 de junho de 1856, quando o espírito da verdade abordou com ele as minúcias dessa missão, ele apresentou a Kardec esse registro. Ele não seria uma pessoa a qual haveria possibilidades de um descanso relativo. Não lhe haveria tempo para cuidar a mais de si do ponto de vista pessoal, físico, mental. A tarefa iria absorvê-lo. Em 30 de abril de 1856, quando o Espírito da verdade, pela primeira vez anunciou-lhe a missão, ele o chamou de um reformador. Um reformador. E naquela mensagem de 12 de junho de 1856, o espírito da verdade acrescentou um reformador e aos reformadores as lutas são incansáveis. e falou especialmente na missão de Kardec enquanto reformador cabia reformar o mundo, abalando a sociedade planetária. final, ele é um instrumento de inserção relativamente do consolador prometido na nossa vida social planetária. Kardec vai dizer numa nota que escreveu na revista espírita em janeiro de 1867, que tudo isso se confirmou. Ele teve

de inserção relativamente do consolador prometido na nossa vida social planetária. Kardec vai dizer numa nota que escreveu na revista espírita em janeiro de 1867, que tudo isso se confirmou. Ele teve inclusive diversas situações orgânicas perigosas enfrentadas por falta do tempo para o descanso e a recomposição das forças. Iniciava às 4:30 e avançava até as horas da noite que eram possíveis. Um tempo próximo disso, um dia num discurso à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, ele disse, e era assim que Kardec começava os seus discursos, senhores e meus colegas, senhores e meus colegas, Kardec, conversando com o espírito da verdade perguntou sobre isso. Porque alguém com mais talento não seria chamado? Porque alguém com mais cabedal, intelectual e preparação não seria chamado? E o espírito da verdade disse que ele era o convocado e obviamente não era obrigado a aceitação da tarefa que era espinhosa e difícil, mas ele era o perfil desejável. Porque vejamos, do corpo, do olhar, do intelecto, do temperamento e do caráter, Kardec se ombreia na história aos grandes missionários de todos os tempos. Uma conduta impoluta, honestidade absoluta, prisou malê, horror a preguiça e a ociosidade. E às vezes, como naquele discurso que ele começou, ele precisou dizer: "Sabeis que estou sozinho, sabeis que estou sozinho?" dirigindo-se aos seus colegas no mar de tarefas. Nós todos de alguma maneira que abraçamos o movimento espírita, especialmente pela vereda do movimento federativo, ressintimos braços, companheiros, olhares, apoios e como Jesus disse, ainda a seara é muito grande e há poucos seareiros. Kardec também sofreu com isso. Sofreu os três beijos de Judas, como ele afirma num artigo de revista espírita. Os três beijos de Judas, três grandes traições e as pessoas mais próximas em que ele confiava o fizeram padecer. Mas ele dizia, quando essas coisas aconteciam ou quando essas lutas que tinham uma envergadura muito grande o faziam ehitar, titubear, ele elevava o pensamento acima da humanidade.

o fizeram padecer. Mas ele dizia, quando essas coisas aconteciam ou quando essas lutas que tinham uma envergadura muito grande o faziam ehitar, titubear, ele elevava o pensamento acima da humanidade. Ele elevava o pensamento aos espíritos nobres para compreender a sua trajetória e a sua função de um outro prisma, por um outro ponto de vista. Outra marca do caráter de Kardec destaca o senor Malé, tolerância absoluta. Tolerância absoluta era regra de Allan Kardec, tolerância. Nesses tempos de polarizações, de diferenças que dividem ao invés de ensinar como nos faria bem. trabalhar, desenvolver essa força em nós, essa arte, essa ciência da tolerância, não da passividade descomprometida, mas da atividade de compreensão das diferenças, sem transformá-las em muros divisórios no lar, na vida pública, na vida religiosa. Allan Kardec foi chamado ao século XIX para ser o missionário que iria codificar o Espiritismo, não só pela presença necessária no novo momento evolutivo planetário do Consolador entre nós. O século XIX estava ressecado, ressecado pelo materialismo da ciência. E a vida social no século XIX estava ressecada pelas divisões. A função de Kardec e do Consolador é resgatar a religiosidade humana ameaçada naqueles tempos pelas divisões entre nós, pelas guerras entre nós e sobretudo por esse divórcio em que a ciência propunha outra forma de ver a vida. que dispense a presença de Deus na criação e em nós. Se Deus não existisse, o nada seria o todo. Que absurdo. Se Deus não existisse, o nada seria o todo. Por que existe alguma coisa ao invés do nada? Deus e Kardec nas páginas de a Gênese salientou. Deus não se mostra, Deus se revela. Caminhando para as nossas reflexões fantas, a religiosidade humana necessitava ser resgatada. Era necessário que a nossa religiidade, religiosidade dialogasse com o conhecimento, dialogasse com a ciência, dialogasse com a filosofia. Era necessário que a nossa religiosidade dialogasse com Deus, dialogasse com o outro, com o próximo, e dialogasse com as várias correntes da

ento, dialogasse com a ciência, dialogasse com a filosofia. Era necessário que a nossa religiosidade dialogasse com Deus, dialogasse com o outro, com o próximo, e dialogasse com as várias correntes da religiosidade humana. E para essa função, Kardec tinha em si uma organização psíquica, um processo evolutivo trabalhado ao longo de séculos, propício não só a ilustrar as leis de Deus com a palavra mais precisa, mais objetiva, com os conceitos mais notáveis, como representar para nós um modelo que deve nos ajudar a ser espírita. Estamos assim em 3 de outubro de 1000, perdão, 20001, 25, 221 anos depois dele. quanto precisamos homenageá-lo. Mas a melhor maneira de homenageá-lo lembrou-nos Bezerra de Menezes. Allan Kardec no pensamento, Alan Kardec nas cogitações, Alan Kardec nas atividades, Alan a Kardec nas obras, para que a nossa fé não se faça uma hipnose, para que não nos mergulhemos no misticismo, para que não nos mergulhemos em teorias, teorias sem o selo da averiguação, do bom senso, da lógica, da universalidade dos princípios. Concluindo, lembrando a Maral Ornelas, trouxeste Allan Kardec a longa noite humana, o Cristo emova luz, revivecida aurora e onde esteja, serás eternamente aa verdade sublime em que o mundo seana, em teu verbo solar, A justiçafana de aclarar consolando o coração que chora. A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora e a vida além da morte esplende e soberana. Escuta a gratidão da terra em toda parte. A alma do povo frene e canta ao relembrar-te a presença estelar e a serena vitória. Gênio serviste. Herói exterminaste as trevas. Recebe com Jesus na glória em que te elevas nosso preito de amor nos tributos da história. Muito obrigado, codificador. Muito obrigado, mestre. Muito obrigado, Allan Kardec. Muito obrigado às senhoras e aos senhores. A nossa gratidão a ti, o Wesley Caldeiras, por trazer belíssimas reflexões em torno do nosso mestre leonês, a fim de que despertemos para a realidade do espírito. Paz e luz a ti, meu irmão. A nossa gratidão também a tantos amigos

ey Caldeiras, por trazer belíssimas reflexões em torno do nosso mestre leonês, a fim de que despertemos para a realidade do espírito. Paz e luz a ti, meu irmão. A nossa gratidão também a tantos amigos aqui conosco hoje, saudando-nos, cumprimentando, bem como aquele outros que nos acompanham, e nos acompanharão no futuro nessa live. Sempre uma imensa satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas. Lembrando sempre que todas as manhãs às 7 horas aqui estamos com o nosso momento de reflexão para começarmos o dia na luz da oração. Todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais, contando sempre com a participação de todos. A todos os amigos aqui, quase luz, que tenhamos um bom fim de semana.

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