Benevolência, indulgência e perdão • Semana Espírita
Roda de Conversa: Benevolência, indulgência e perdão Ivana Raisky e Jussara Korngold e Wesley Caldeira --- 70ª Semana Espírita de Vitória da Conquista Tema central: Evangelho e Vida De 01 a 10 de setembro de 2023 Realização: União Espírita de Vitória da Conquista
เฮ เฮ Sejam bem-vindos à 7ª semana espírita de vitória da Conquista. Não violenteis nenhuma consciência. A ninguém forceis, para que deixei a sua crença a fim de adotar a vossa. Não anemis os que não pensam como vós. O Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 25 e tem 11. Sejam bem-vindos à nossa semana espírita. a todos que estão aqui presentes. A nossa imensa gratidão pela presença generosa de todos os dias aqui conosco. Aqueles que nos acompanham pela canais da rede mundial de computadores, nossos internautas também sejam muito bem-vindos. E para iniciarmos as nossas atividades desta tarde, vamos convidar a nossa querida companheira das Minas Gerais, Patrícia Caldeira, para a nossa prece. Boa tarde a todos. Vamos então orar. Vamos elevar os nossos pensamentos a Deus e ao nosso querido irmão maior Jesus. Estamos aqui hoje, nessa semana com os nossos corações alegres e felizes por essas oportunidades de conhecermos um pouco mais. sobre o seu evangelho de amor e de luz, porque o evangelho é vida e vida em abundância. Queremos agradecer toda a equipe espiritual desse evento que nos envolvem com tanto carinho, com tanto amor. Estamos sentindo acolhidos, estamos sentindo a paz desse ambiente. Muito agradecidos estamos por essas oportunidades de sabermos, de conhecermos, mas gostaríamos de pedir, Senhor querido, que nós possamos nos esforçar mais para vivenciarmos o seu evangelho, para vivenciarmos essa doutrina que tanto nos esclarece, nos orienta e nos consola. Que possamos sair daqui melhores do que aqui entramos, levando todos esses ensinamentos, todas essas aprendizagens, mas sobretudo vivenciarmos a cada dia, a cada hora e em todas as situações da nossa vida. Envolva os facilitadores dessa roda de conversa dessa tarde, que eles possam ser, Senhor, mensageiros de ti e trazer para todos nós a consolação, a reflexão, o aprendizado e a sabedoria para termos mais discernimento na nossa vida para melhores escolhermos os bons caminhos. Muito obrigada, Senhor querido. Abençoe cada um de nós aqui encarnados e
reflexão, o aprendizado e a sabedoria para termos mais discernimento na nossa vida para melhores escolhermos os bons caminhos. Muito obrigada, Senhor querido. Abençoe cada um de nós aqui encarnados e desencarnados. Que assim seja. Graças te damos, irmão maior. Gostaríamos de agradecer a Sucos de Uva Colheita do Sul, Grupo Quiako, Tubos Cap, Prêmio Distribuidora e aos demais parceiros cujos nomes foram exibidos. em nosso telão. E para melhor harmonizarmos um pouco mais nesta tarde de hoje, convidar o nosso querido amigo Alisson Menezes para a nossa vibração. Boa tarde a todas e a todos. Que o amor nos mostre a vida, a ponte saída e nos cure por dentro. Levo uma canção no bolso para enxugar o rosto do meu vendaval. O amor pediu tão pouco aceitar no outro a flor do seu quintal. Já passarinhei assunto para não voar junto de quem planta o medo. Hoje encontrei mais tempo pro meu pensamento criar outro enredo. Vejo em cada pessoa que perdoa acolhimento. Tempo vem soprando brasas, afinando sentimentos. Quando precisei de um canto que me desse tanto quanto pranto ao lenço, você me mostrou a vida, apontou saída e me curou por dentro. Levo uma canção no bolso para enxugar o rosto do meu vendaval. O amor pediu tampouco aceitar no outro a flor do seu quintal. Já passarinhei assunto para não voar junto de quem planta o medo. Hoje encontrei mais tempo pro meu pensamento criar outro enredo. Vejo em cada pessoa que perdoa acolhimento. Tempo vem sofrando, brasas afinando os sentimentos. Quando precisei de um canto que me desse tanto quanto pranto ao lenço, você me mostrou a vida, apontou saída e me curou por dentro. Vejo em cada pessoa que perdoa acolhimento. Tempo vem sofrando brasas afinando os sentimentos. Quando precisei de um canto que me desse tanto quanto pranto ao lenço, você me mostrou a vida, apontou saída e me curou por dentro. Muito obrigado. Neste momento, vamos dar início à nossa roda de conversa desta tarde sobre o tema benevolência, indulgência e perdão, que irá até às 17:30
a vida, apontou saída e me curou por dentro. Muito obrigado. Neste momento, vamos dar início à nossa roda de conversa desta tarde sobre o tema benevolência, indulgência e perdão, que irá até às 17:30 com o intervalo das 16 às 16:30. Para isso, vamos convidar os nossos facilitadores desta tarde, a nossa querida Evana Heisk, Jusara Corncold e o nosso querido Wesley Caldeira. Lembrando que após o intervalo teremos perguntas e respostas. Então, elabore as suas para facilitar a atividade desta tarde. Até mais tarde. Vamos passar a coordenação dessa atividade. A Ivana Heisk está sobre a sua orientação nesse momento. Boa tarde. Não, mas melhor, né? Boa tarde aos heróis da resistência que estão aqui depois do almoço corrido. Que coisa boa, não é? Muito bem, gente. Uma alegria nós estarmos novamente aqui falando sobre um assunto que eu tenho certeza que já surgiu inúmeras vezes no decorrer dessa nossa semana, mas talvez devido a sua importância e o quanto nós precisamos realmente falar sobre ele e ouvir sobre ele, ele faz, né, ele vem permeando todas as temáticas que nós estamos trabalhando aqui. Porque quando a gente fala de evangelho, não tem como falar de evangelho sem falar realmente de caridade. Porque quando nós falamos de benevolência, indulgência e perdão, nós vamos remeter a uma questão de O livro dos espíritos, que está lá no item, na questão 886. Allan Kardec pergunta aos espíritos: "Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade? tal como Jesus a entendia. Olha que legal, ele quer saber como é que Jesus entende a caridade. Se Jesus é o nosso modelo e guia, é o tipo mais perfeito que Deus nos ofereceu, não é, para servir como guia e modelo. Então, como é que Jesus entende a caridade? E a resposta vem: benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. E depois segue todo um comentário, né, que eu convido aos irmãos a buscarem lá na questão 886 do livro dos espíritos. Eh, quando Allan Kardec vem nos falando justamente que a caridade ela tem um
nsas. E depois segue todo um comentário, né, que eu convido aos irmãos a buscarem lá na questão 886 do livro dos espíritos. Eh, quando Allan Kardec vem nos falando justamente que a caridade ela tem um conceito muito mais amplo do que a princípio nós pensamos. Porque sempre que se fala em caridade, o primeiro pensamento que nos vem é relativo à caridade material. É aquela caridade em que nós nos preocupamos em oferecer aquilo que é necessário para os nossos irmãos, mas do ponto de vista material. E os espíritas, o movimento espírita, ele é conhecido, reconhecido e respeitado pela prática da caridade material, sem dúvida nenhuma. Principalmente numa época em que essa caridade era muito necessária, os espíritas arregaçaram as mangas e foram atender as pessoas que precisavam e continuam fazendo isso. Hoje a situação é diferente. Nós observamos que muitas vezes os grupos que se dedicam à prática da caridade, que a gente chama de assistencial, né, ou a caridade material, eh ajuda tanto aqueles que recebem, mas muito mais aos que praticam. A caridade material, às vezes, ela tem sido mais necessária para aquele que faz do que para aquele que recebe. Porque observamos em alguns casos casas espíritas que oferecem a sopa, que é algo tão tradicional, ou o alimento de alguma forma. E você percebe que muitas das pessoas que estão ali, que fazem uso daquele alimento, não precisariam teoricamente, mas aquele ali é um momento simbólico. Então é sim uma forma de caridade, mesmo que quem tome a sopa não esteja com fome, não esteja passando necessidades. Mas nós queremos trazer também um outro texto que é muito simbólico e que nos ajuda muito a compreendermos o conceito da caridade. Nós vamos buscar a carta de Paulo aos Coríntios, a primeira epístola. E quando Paulo fala lá no capítulo 13 sobre a caridade, ele nos diz assim: "A caridade, né, que é um amor puro, excede e supera quase todas as outras coisas. Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como metal que soa ou como sino
m: "A caridade, né, que é um amor puro, excede e supera quase todas as outras coisas. Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como metal que soa ou como sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé de tal maneira que transportasse os montes e não tivesse caridade, eu nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria. E aí quando a gente lê esse pedaço, a gente fala: "Opa, pera aí, ele tá se oferecendo a dar toda a fortuna para alimentar os pobres, mas ele fala que se não tivesse caridade não adiantaria. Mas não é isso caridade. Então aqui a gente já começa a ver o conceito amplo que Paulo traz. E aí ele ele prossegue e diz assim: "A caridade é sofredora, é benigna. A caridade não é invejosa. A caridade não trata com leviandade e não se ensoberbece. Não trata com indecência, não busca os seus interesses. Não se irrita e não suspeita mal. Não se alegra com injustiça, porém se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. E depois, terminando lá no versículo 3, ele diz: "Agora, pois permanecem estas três, a fé, a esperança e a caridade, porém a maior destas é a caridade." Puxa vida, nós temos aí duas referências importantes que vem nos falando sobre a caridade. E quando o livro dos espíritos nos traz essa resposta que nós, né, apelidamos de o bip espírita, porque a benevolência, a indulgência e o perdão, nós ficamos pensando, então, praticar caridade é muito mais difícil do que a gente imagina, porque doar aquilo que nos sobra, que é o que normalmente a gente faz, é fácil e isso nos dá alegria. E é importante porque nós vamos ajudar alguém, sem sombra de dúvidas, mas é apenas o primeiro passo desse desapego, no sentido de nós realmente aprendermos e praticarmos a caridade no seu
dá alegria. E é importante porque nós vamos ajudar alguém, sem sombra de dúvidas, mas é apenas o primeiro passo desse desapego, no sentido de nós realmente aprendermos e praticarmos a caridade no seu verdadeiro sentido. Nós vamos conversar então sobre isso e eu vou passar aqui pros meus amigos que estão aqui do lado para que eles também possam, né, fazer a sua fala inicial sobre essa temática que é tão importante para cada um de nós. Josara Cornigold. Olá, boa tarde a todos. Que alegria ver tanta gente aqui acompanhando, como eu gosto de falar, no presencial, no virtual e, acima de tudo, no espiritual, que nós sentimos, sem dúvida, a presença dos irmãos que irmãs que nos acompanham do plano maior. E essa temática, né, ela é tão fascinante, porque nós pensamos como é que uma palavra só pode gerar tantos estudos, pode gerar tantos eh tantas interpretações diferentes, porque como a Ivana bem colocou, ah, às vezes quando nós falamos em caridade, principalmente quando nós estamos em território norte-americano, sempre tem a ideia, a conotação de que estamos falando da caridade material, mas o espiritismo, né, veio nos mostrar o que que é nessa pergunta extraordinária de Kardec, né, porque como a Ivana disse, né, ele não pergunta o que que é a caridade, ele quer saber a caridade como Jesus entendia, que é completamente diferente, né? Então veja, né, já a profundidade que Kardec traz nessa questão, eh, para que nós possamos realmente compreender, então a caridade no sentido espírita que nós vamos estar falando aqui hoje através da benevolência, da indulgência, do perdão, ela é muito ampla. E quando falamos, por exemplo, em caridade, eu me lembro uma vez, há muitos anos, que participando de uma conferência com o querido professor César Reis, ele estava explicando a respeito da caridade, mencionando os cinco reinos que nós temos na humanidade. Começando pelo reino mineral, vegetal, animal, o hominídio. E, finalmente, o que seria a nossa quinta essência, o reino de Deus. e nos explicava ele que quando nós
reinos que nós temos na humanidade. Começando pelo reino mineral, vegetal, animal, o hominídio. E, finalmente, o que seria a nossa quinta essência, o reino de Deus. e nos explicava ele que quando nós estamos na fase do animal, nós temos o pensamento, a capacidade de raciocinar fragmentada. Para todos que vocês que têm animais, não dá pra gente dizer que animal não pensa, que animal não sabe. A gente conversa com os nossos animaizinhos, eles conhecem as palavras, as nossas impressões. Mas conforme ia colocando o professor essas esse conhecimento e nós sabemos a capacidade deles de se pensar, desse raciocinar, é fragmentada. Aí nos dizia ele o seguinte: "Quando nós entramos no reino nominal, nós já vamos ter através do livre arbítrio essa possibilidade de raciocínio de uma forma linear. Mas a nossa, o que será a nossa quinta essência, que é o o nível de bondade, de pureza de coração que nós atingiremos, que seria então a caridade, o quanto eu realmente consigo entender que a humanidade são irmãos e irmãs, são todos filhos de Deus como eu mesma sou. Então, neste momento em que vivemos aqui agora, ainda no quarto reino, nós temos essa capacidade fragmentada. Estamos em busca então da nossa quinta essência. E a caridade, eu costumo dizer, né, que você quer saber que nível da escala evolutiva você se encontra, olha o tanto de bem que você já faz ou já já deseja para os seus semelhantes. É o melhor termômetro que nós temos. E até quando os espíritos escolheram esta estas palavras, né, que são de origem do latim, benevolência, indulgência e perdão, todas elas significam dar. A benevolência que significa dar o bem, a indulgência que significa dar a gentileza, o perdão que significa dar-se a si mesmo. Então, todas elas relacionadas nessa raiz aquilo que hoje nós estamos procurando vivenciar e que temos na doutrina espírita como um o guia para nós, escolhido por Kardec, pelos espíritos. de fora da caridade não há salvação. Mas não é naquele sentido de que a mãozinha de Deus vem me pegar. é a salvação de si
trina espírita como um o guia para nós, escolhido por Kardec, pelos espíritos. de fora da caridade não há salvação. Mas não é naquele sentido de que a mãozinha de Deus vem me pegar. é a salvação de si mesmo. Porque significa que estou fazendo meu trabalho interior, que estou olhando a todos os meus semelhantes que t os mesmos direitos, mesmos deveres que eu, e já consigo trabalhar a compaixão para depois, um pouco mais adiantada, trabalhar o amor. Então é sobre isso que nós vamos estar conversando hoje. Boa tarde, queridas. Boa tarde, queridos. É sempre uma honra estar com vocês. Houve uma antropóloga de grande renome nos Estados Unidos, ainda hoje lembrada, mas muito famosa até os anos de 1970, porque ela tinha uma penetração muito grande na mídia e ocupava cargos de destaque em Nova York. especialmente no grande instituto de ciências naturais daquela grande capital. E Dra. Mid, em sala de aula certa vez foi questionada acerca de qual teria sido o primeiro sinal de civilização que a humanidade produziu. Ora, um primeiro sinal de civilização, de integração dos seres humanos na produção de um bem. A aluna talvez imaginasse que a doutora pudesse referir a um desses artefatos hoje simplórios, mas que na noite dos tempos aí pelo paleolítico superior entre 60 e 12.000 anos atrás eram inovações extraordinárias. Uma agulha feita de osso para costurar costumes, vestimentas. Uma nova forma de talhar a rocha para que fosse mais cortante, que seria, na opinião daquela personalidade da ciência o marco fundamental da civilidade? E a doutora respondeu para a sala de aula que foi um femor quebrado. Hoje alguém que se acidenta irá precisar de várias semanas em repouso, sob cuidados e, claro, com muita amorosidade para enfrentar esses dias de leito, de recuperação, de fisioterapia, quizá, mas imaginemos o homem na era do gelo, porque Estivemos sob uma era do gelo entre 100.000 e 12.000 anos atrás, no período mais agudo da era do gelo, perto de 20.000 anos atrás, e um ser humano quebrasse o fêmor,
mos o homem na era do gelo, porque Estivemos sob uma era do gelo entre 100.000 e 12.000 anos atrás, no período mais agudo da era do gelo, perto de 20.000 anos atrás, e um ser humano quebrasse o fêmor, como ele poderia sobreviver? Mas nós temos alguns exemplares do fêmor curado por volta de 20 séculos vezes 10 no passado. E quem foi que cuidou desse homem e dessa mulher? E quem foi buscar água para esse indivíduo? E quem procurou as frutas na catação, os vegetais? Quem fez a coleta dos elementos de sobrevivência para essa criatura? É desse período que nós temos gravado na história o marco fundamental da civilidade, da arte de viver junto, da arte de conviver e produzir para todos. o momento em que o ser humano se deteve nas suas ânsias, em seus medos, que deixou as suas para ocupar-se da necessidade do outro de dar-se. Esse para a Dra. Me foi o marco fundamental da nossa caminhada. E dentro das letras espíritas se tornou muito famoso o conceito deixado pelo espírito Jeila. de que a caridade é o amor, mas é o amor dentro de uma dinâmica. É o amor em movimento. Todos nós temos dessa fonte em nós, o amor. Mas nem sempre é fácil fazê-lo movimentar-se e trazer proximidades e gerar interioridade em nós e intimidade entre nós, de modo que nós coloquemos o outro no mesmo passo da nossa caminhada. Por isso é sempre fundamental, é essencial refletir acerca da caridade, aquela manifestação do amor que saiu de nós e se transformou alguma coisa que nos dignifica e que honra a presença do outro em nossa companhia. Wesley, eu já quebrei o fêor, viu? Foi um ano e meio para Não é fácil não, né? Todo mundo acordado? Sim. Não, porque você sabe, né, nesse horário assim, depois do almoço a gente tem que conferir, né? Eu não sei se eu contei para vocês que a equipe de Dr. Bezerra tá aqui presente observando. Muito bom. OK. Agora nós queremos pegar um texto que está numa obra psicografado pelo nosso querido Edivaldo Franco, pela nossa mentora Joana de Angeles, que é o livro Alerta, lá no capítulo 11, cujo título é
m. OK. Agora nós queremos pegar um texto que está numa obra psicografado pelo nosso querido Edivaldo Franco, pela nossa mentora Joana de Angeles, que é o livro Alerta, lá no capítulo 11, cujo título é Paciência e Caridade. A benfeitora veio nos falar algo que inclusive foi dito hoje no fim da manhã, na fala, né, de encerramento do nosso seminário da manhã, quando o Divaldo nos falou para não nos preocuparmos com o que os outros falam de nós, com o que os outros pensam de nós. Mas nós sabemos que isso é algo que dói. Nós nos sentimos doídos quando alguém fala e nós nos sentimos às vezes até injustiçados com aquilo que estão falando. E aí é justamente isso que Joana começa dizendo no texto assim: "Aurdem-te os comentários maus que são entretecidos contra a tua pessoa, ferindo-te as mais caras aspirações. Sofres o aguilhão das dificuldades e malícias que são postas no teu caminho, atingindo as carnes da tua alma. Padeces a incompreensão gratuita de pessoas de bem, eh, de gratuita de pessoas bem formadas, que se deixam anestesiar pelos vapores da antipatia e voltam à sua animosidade contra ti, não descansando na faina de sensibilizar-te. Isso dói quando nós ouvimos comentários a nosso respeito, mas aí Edivaldo diz para nós, não se preocupem com isso. E aí nós nos recordamos ainda do capítulo 10 do livro Boa Nova, pela psicografia de Chico Xavier, em que o Humberto de Campos nos fala a história sobre o perdão. E conta-se que Jesus estava com seus apóstolos naquele instante pregando em Nazaré, que era a cidade de Jesus. Então, imagina, eu vou pra minha terra, pra minha cidade natal e quando chego lá eu não sou bem recebido. Eles não receberam bem a Jesus, até porque eles não acreditavam muito que Jesus fosse esse profeta, esse Messias. Então começam os comentários maldosos, as zombarias, as ofensas e os apóstolos ficam muito indignados e é claro, eles se lançam na defesa de Jesus e eles se tornam assim muito enfáticos e muito duros, inclusive nas respostas, por eles pensavam, nós
ias, as ofensas e os apóstolos ficam muito indignados e é claro, eles se lançam na defesa de Jesus e eles se tornam assim muito enfáticos e muito duros, inclusive nas respostas, por eles pensavam, nós conhecemos o mestre, nós sabemos que ele não vai se defender, mas nós temos que defender o nosso mestre. E quando Jesus percebe aquilo, ele ordena a retirada da cidade. Vamos embora. E no caminho eles estão conversando entre si e começam a dizer: "Senhor, mas o senhor viu o que aconteceu? Todos falavam mal de vós, eram desrespeitosos e nós te defendemos com toda a nossa força. E começam a comentar sobre isso. E a fala que se segue, ela é muito esclarecedora para nós. E eu convido a que vocês busquem o capítulo 10 do Boa Nova. Mas o que a gente pode sintetizar é que Jesus diz assim: "Eh, não seria fazer tão alto conceito de nós mesmos? querer que nós agradássemos a todos. Gente, Jesus falou isso. Se ele, que é o caminho, a verdade, a vida, não agradou a todos, será que não é orgulho da nossa parte querermos ser queridos e agradar a todos? Eu queria passar para vocês comentarem um pouquinho sobre isso. Quando nós pensamos na mensagem de Jesus, toda ela é um convite para a nossa melhora, para o amor, para o perdão, para a fraternidade, para o não julgar. Então, uma vez mais nos reportando a esta pergunta de Kardec, como entendia Jesus essa caridade? E quando nós pensamos no nosso propósito, qual é o meu propósito aqui hoje como espírita? Tem gente que fala que ainda é estudante de espiritismo. Do jeito que você quiser se classificar, estudantes somos todos nós, mas vamos falar espíritas com com muita alegria. Mas qual é o nosso propósito? É o de ser bom. é o de buscar o melhor, como Emanuel fala na mensagem Fonte Viva 113, buscar o melhor nas pessoas, olhar os potenciais, assim como muitas pessoas olharam o nosso potencial. Eu quando me lembro da minha juventude no Centro Espírita, custou um tempo, né? que é só a gente crescendo mesmo e passando pelas mesmas experiências,
im como muitas pessoas olharam o nosso potencial. Eu quando me lembro da minha juventude no Centro Espírita, custou um tempo, né? que é só a gente crescendo mesmo e passando pelas mesmas experiências, é que nós vamos realmente realizar o quão difícil é toda a tarefa do dirigente, do educador espírita. E eu assim nunca fui exatamente desafiadora, né? Mas eu queria saber tudo, eu perguntava tudo e a minha diretora dizia: "Não, eu entendo que você pergunta não é para trazer pergunta capiciosa, mas é porque você quer aprender." Mas tinha aquela ansiedade, tinha as minhas fraquezas na época mais da juventude. Eu não sei como é que essa minha diretora que hoje já se encontra no plano espiritual, que ela realmente conseguiu lidar comigo, sabe? Mas ela lidou comigo, ela acreditou em mim. Aos poucos ela foi me dando tarefas na casa e mais tarefas e mais tarefas. E eu fui me engajando e hoje estou onde estou porque alguém acreditou em mim. naquele momento, porque alguém buscou em mim o melhor, porque alguém buscou ver um potencial de centelha divina que todos temos. Então, quando nós pensamos isso, pensamos, eu quero, eu preciso, eu estou aprendendo dentro da doutrina espírita aquilo que vai me tornar um ser humano de bem, a vontade na benevolência de dar o bem, começando por mim mesma, porque muitas vezes nós nos martirizamos por causa das imperfeições, das fraquezas. Então, são esses os caminhos, essas perguntas, essas reflexões que nós temos que temos que fazer, né, dentro dessa proposta também que nos traz eh Humberto de Campos, que nos faz traz esse exemplo da vida de Jesus. Se a gente às vezes não tá contente, não agrada a si próprio, porque gente, tem muitas vezes que eu vou olhar no espelho e não vou gostar do que eu vi. E não é porque o cabelo naquele dia acordou amassado ou qualquer coisa, é porque eu vejo no meu olhar o desequilíbrio, a tristeza, a dor, a dificuldade de perdoar, a dificuldade de ser aquilo que eu idealizo. Então, pensemos nisso. Vamos realizar aquilo que Divaldo nos
a, é porque eu vejo no meu olhar o desequilíbrio, a tristeza, a dor, a dificuldade de perdoar, a dificuldade de ser aquilo que eu idealizo. Então, pensemos nisso. Vamos realizar aquilo que Divaldo nos falou na manhã de hoje, seguirmos lutando até o fim, nos aceitando e aceitando a todos os nossos irmãos e irmãs de humanidade. Há uma anotação em o livro dos espíritos e a memória não me socorre nesse momento, mas ali depois da questão 800, talvez em torno de 830, e se diz que a natureza deu ao ser humano a necessidade de amar e ser amado. é da natureza do ser humano sentir necessidade de amar e de ser amado. Não há nada errado com isso. E pela palavra natureza, nós tanto podemos estender em direção à natureza espiritual e inclusive estender para a nossa natureza corpórea. Nós temos um sistema nervoso, uma estrutura neurológica que funciona em certos níveis de maneira automática. Então, todos nós queremos amar, todos nós sentimos necessidade de sermos amados. O romance renúncia, que retrata a trajetória de um espírito luminar. Ao longo do século XVI, entre alguns estados europeus da época, a trajetória do espírito auxil se inicia reportando a algo que remete a essa afirmativa que está em o livro dos espíritos. Recordando, auxílio é um espírito redimido. Então, não vive mais em esferas evolutivas ligadas ao nosso planeta. É um espírito que avançou pela estrada do Belo como forma de autoencontro e de encontro com Deus. é um artista que estuda a arte em níveis etéreos numa comunidade espiritual que está sitiada num mundo que está preso ao sistema de sírios, a estrela mais brilhante do céu terrestre. E nós sabemos que ela tem amores ainda vivendo a experiência evolutiva na Terra. E quando Alcilne sente do coração o ímpeto de parar a sua marcha individual e dedicar mais um século de existência a esses amores terrestres, ela procura aquele que é o seu coordenador espiritual. salvo engano, ele chama Antônio e quando Antênio é comunicado desse afã de Alcilne, ele diz: "Mas você não sabe que nós
esses amores terrestres, ela procura aquele que é o seu coordenador espiritual. salvo engano, ele chama Antônio e quando Antênio é comunicado desse afã de Alcilne, ele diz: "Mas você não sabe que nós podemos estender a nossa inspiração e proteção mesmo daqui aos entes que amamos e que estão na retaguarda do mundo terreno?" Mas ele compreendeu a necessidade do coração de dar-se inclusive na presença material para aqueles amores do passado de Alcile. Ele fez um apontamento a ela. Não te esqueças que em mergulhando na carne sentirás a necessidade de ser amada. Por isso, Ivânia, a gente quando vê a ingratidão, quando passa por uma decepção afetiva, amorosa, dói demais. Tanto dói que na quarta parte de o livro dos espíritos, entre entre sete problemas que trazem sofrimento à luz da ótica humana, Allan Kardec faz perguntas e obtém respostas sobre as decepções, as uniões antipáticas para as quais os espíritos dizem que podem inclusive envenenar uma existência. A conjugalidade equivocada ou a conjugalidade provacional pode tornar-se uma via de envenenamento de muitas aspirações da alma de volta ao corpo. Então, dói muito. Então, voltamos à questão 886 e o livro dos espíritos, que diz que a caridade, no sentido profundo, como o coração de Jesus a entende, passa pela benevolência, a indulgência e o perdão. Não sei se as minhas colegas de roda vão concordar, mas não seria a indulgência o caminho para que o bem, o amor com que somos criados e que existe em nós encontra recursos de avançar até o perdão? terá sido a mera colocação das palavras a Esmo que ditou a ordem dessa resposta. Uma vez eu procurei nos dicionários uma palavra sinônima para a indulgência. Então, encontrei o registro que em fisiologia a gente pode chamar o processo da indulgência de complacência, porque há certos órgãos do nosso corpo que recebem conteúdos. E quando os conteúdos causa um acúmulo, um volume e que produz cansaço e que produz dor, depois que o corpo metaboliza aquele conteúdo, o órgão volta à sua contextura e a sua
po que recebem conteúdos. E quando os conteúdos causa um acúmulo, um volume e que produz cansaço e que produz dor, depois que o corpo metaboliza aquele conteúdo, o órgão volta à sua contextura e a sua dimensão natural. Então, a indulgência é uma coisa que desenvolve em nós, que quando acontece a agressão do outro, a falha do outro e a gente sofre, causa um volume, um peso psíquico afetivo, a gente sofre e é natural e faz bem sofrer. O luto é uma experiência de saúde. Daí naquelas sete experiências que causam sofrimento e que Kardec analisa na última parte do livro dos espíritos, o luto não é entendido como algo negativo, mas tem um tempo de voltar ao estágio inicial. É preciso um tempo da gente recompor-se. Então, por esse prisma, a indulgência é o poder que a alma desenvolve de depois de tocada, de sofrer, dela passar a ver o outro da forma como o via antes da lesão. Ah, mas isso deve ser muito difícil. E talvez o principal caminho para o perdão. É verdade. Nós ouvimos isso de peixinho. Ele falou justamente, não foi? Quem tava aqui se lembra que ele falou dos degraus? Não é à toa que vem em primeiro lugar a benevolência, né? Que é não desejar o mal do outro. Não é porque o outro te ofendeu, te fez mal, que você vai desejar o mal dele. Ele falou da indulgência, que normalmente nós somos indulgentes conosco mesmo. A gente se desculpa, a gente arranja um jeitinho. Então a gente tem que estender isso pro outro porque aí a gente chega finalmente no perdão. Wesley de Sara. Eh, seguindo aqui o texto da nossa Joana, ela fala daqueles que têm a intolerância e a insistência dos que preferem perseguir a servir. Isso nos alerta por nós estamos falando aqui o tempo inteiro da condição daqueles que são perseguidos. Mas será que nós também não muitas vezes não somos os intolerantes, não somos aqueles que criticam eh às vezes até sem saber exatamente a circunstância de algo que aconteceu e nos colocamos na posição daquele que critica. Eh, mas aí ela diz que nesse caso adestra-te na caridade da paciência.
iticam eh às vezes até sem saber exatamente a circunstância de algo que aconteceu e nos colocamos na posição daquele que critica. Eh, mas aí ela diz que nesse caso adestra-te na caridade da paciência. E o que vem na sequência é que eu penso ser o nosso grande desafio. Caridade difícil é desculpar o ofensor e tê-lo em conta de enfermo, necessitado de tua amizade e consideração. Necessitado de tua amizade e consideração. Quando nós aprendemos, o Espiritismo nos fala que é claro que a gente não vai amar com a mesma ternura os desafetos. os inimigos, mas que a gente precisa desejar o bem, né? Não fazer o mal, não desejar o mal. Só que aqui Joana fala um pouco mais, fala que esses companheiros são enfermos que necessitam da nossa amizade e consideração. E será que então eu fico pensando, não seria uma forma de nós aprendermos a oferecer isso, considerando que muitas vezes somos nós que precisamos da indulgência, da benevolência, do perdão dos outros? Porque nós também erramos. Nós também cometemos equívocos, não é isso? Bom, eu pergunto a vocês, já temos muitas perguntas por aí? Porque daqui a pouquinho nós vamos fazer um intervalo e nós aguardamos as perguntas aqui pros nossos especialistas. Na verdade, a gente é especialista em aprender, não é, Wesley? Mas pessoal, eh, pra gente então dar sequência aqui nesse pensamento, nós pegamos uma trinha muito bacana que é de Alta de Souza. Ela diz assim: "Caridade verdadeira em todos os seus caminhos, quando oferece uma rosa, sabe tirar os espinhos. Será que nós temos oferecido rosas retirando os espinhos?" Primeiro eu vou dizer que eu sou sim especialista, viu? Eu sou especialista em saber que nada sei. É um dos uma das frases que eu acho mais fabulosas, né, quando a gente pensa na nossa história e e também, né, quando nós estamos no nesse caminho espírita. É tão rico, né? já nos é ofertado tanto somente nas obras de Kardec, fora as outras obras que nós temos, que também são muito válidas para que a gente também nos aprofundemos mais. Então é aquele
ita. É tão rico, né? já nos é ofertado tanto somente nas obras de Kardec, fora as outras obras que nós temos, que também são muito válidas para que a gente também nos aprofundemos mais. Então é aquele negócio, né, que quando você vai lendo, vai estudando, você só você fala: "Bom, mas agora eu tenho mais pergunta do que quando eu comecei", né? E se alguma das perguntas de vocês foi foram, você sabe? Como a gente pode, vada realmente conseguir perdoar? Não sei. Isso ainda tô ensaiando, tô tentando, tô tentando aprender, né? E nessa prova então de da benfeitora Alta de Souza, veja quando eu eu vou colocar agora numa interpretação que me veio, tá? Obviamente tem, é o que nós falamos, tem tantas, tantos caminhos, né, pra gente analisar uma pequena estrofe. Às vezes a gente chega paraas pessoas para dar um elogio, mas a gente manda uma alfinetada junto, né? Então eu acho que às vezes essa rosa sem espí espinho também pode ser o nós nos lembrarmos de enaltecer as aquisições, né, das começando já no próprio lar. Às vezes a gente chega com uma criança e a criança vem toda contente, vem aqui no meu quarto, mãe, vem ver que que eu fiz. Eu arrumei a cama. Aí a mãe vai lá ver a cama arrumada do jeito que uma criança consegue arrumar e falar: "Mas você não pendurou as suas roupas". Então a gente dá aquelas afinetadas nas pessoas e aí a gente quer ser amado, a gente quer ser apreciado e não quer receber o mesmo tipo de retorno. Tem uma frase, né, do escritor Mark Twin que ele fala, né, que a perdão é a fragrância que a violeta exala quando os calcanhares a pisam. Então, alguém bate na gente, a gente já fala: "Não me viu, né?" Porque então nós temos esses tipos de comportamento, mas tudo isso é porque nós estamos vivendo muito num automatismo e achando que algumas reações que nós temos, elas são permissíveis, porque nós vemos as outras pessoas fazerem também. Então eu não preciso ter tanta cautela em determinadas situações, porque é o que a maioria faz. Então eu acho que esse aspecto, né, da
permissíveis, porque nós vemos as outras pessoas fazerem também. Então eu não preciso ter tanta cautela em determinadas situações, porque é o que a maioria faz. Então eu acho que esse aspecto, né, da gente pensar um pouco mais, né, e tentar oferecer esse bem, sabe? Como nós falamos há alguns dias aqui, a dor tá tão grande em todo lugar que se nós não conseguirmos nessa consciência que nós estamos de que estamos aqui para que nós temos que estamos aqui para realizar essa melhora. para superar as nossas imperfeições. E aí tem um um coisa que eu que eu fiz para mim, vocês já sabem que eu gosto de, né, fazer algumas coisas assim, pensamento, jogos lá, matemática do progresso. Eu fiz também o que chama os três rs do espiritismo, né? Então, plagiando Kardec, né? mais ou menos a a parte de de nós termos na consciência o remorço, né, de não termos tido a capacidade de realizar melhor, mas nós sabemos que nessa posição de remorço, o próximo passo tem que ser o quê? o reajustamento, né? Nós temos que assumir a responsabilidade do ato equivocado e sair para o reajuste, reconhecendo os nossos erros, as nossas imperfeições e finalmente sairmos paraa renovação, porque aí eu não quero mais ficar nessa cadeia de fácil, tem o remorço, aí Eu reparo, aí eu faço, eu tenho remorço, eu reparo, eu quero me renovar. Então, acho que nós temos tantas oportunidades no nosso dia de sermos de darmos a gentileza, de não nos fixarmos nas imperfeições dos outros. rogando que eles também não se fiquem nas nossas. Olha só. Obrigada, Jusara. Eu tenho certeza que nós estamos todos curiosos para saber como é que é essa rosa que o nosso Wesley vai oferecer, se ela é com espinho, sem espinhos. Mas é que agora tá na hora do nosso intervalo. Nós vamos dar uma voltinha, tomar um café e nós voltamos daqui a pouquinho para continuarmos aqui com a nossa roda e com as perguntas de vocês. Muito obrigada. Olá, vamos começar a segunda etapa das nossas atividades desta tarde, convidando asos amigos que ainda estão no FER para
continuarmos aqui com a nossa roda e com as perguntas de vocês. Muito obrigada. Olá, vamos começar a segunda etapa das nossas atividades desta tarde, convidando asos amigos que ainda estão no FER para adentrarem ao auditório. E vamos terminar o raciocínio que foi interrompido pelo intervalo, que nosso querido Wesley vai entregar a rosa, mas eu falei para ele que depois da rosa eu vou entregar alguns espinhos, né? Então, siga, amigo. Obrigado, Rosângela. Na recordação que Ivana fez da trova da alta de Souza, então a questão da rosa com ou sem os espinhos? Eu vou para quase 30 anos de casamento e a minha rosa está ali. Mas quando eu era mais moço, ah, eu entregava alguns espinhos para ela, mas sempre tive a felicidade de reconhecer os enganos e pedir os perdões necessários. De quando em quando eu lembrava uma área e dizia assim para ela: "A minha bela esposa é uma rosa sem os espinhos, sem os espinhos". Aí amoleci o coração da minha querida e a gente foi aprendendo a seguir aquele conselho de Paulo de Tarso numa das cartas, nunca deixar virar o dia guardando o ressentimento. O casal precisa ter esse cuidado. O ressentimento é na palavra de Joana de Ângeles, a matéria substancial mais comum para se produzir obsessão no lar. Então Paulo dizia que não era sábio que deixássemos o sol partir, deixando a noite nos encontrar sob a aflição do ressentimento. Que a gente faça as pazes antes do pô do sol, de preferência. E por algum tempo, quase uma década, eu fui professor de direito penal e especializado em ciências penais. N algumas aulas eu fazia um exercício com os colegas de estudo e lhes propunha seguinte historieta que fala dos espinhos. Cinco estudantes moram juntos. Um deles chega em casa na República, está desassossegado e irritado. Ele golpeia o televisor e quebra o aparelho. Cada um dos quatro outros vão chegar à república. O primeiro diz assim: "Eu não aceito mais conviver com ele". Quando chega o outro, ele diz: "Desde que ele pague o conserto, para mim tudo bem. Vamos em frente.
s quatro outros vão chegar à república. O primeiro diz assim: "Eu não aceito mais conviver com ele". Quando chega o outro, ele diz: "Desde que ele pague o conserto, para mim tudo bem. Vamos em frente. O seguinte diz assim: "O nosso amigo não deve estar bem para fazer uma coisa como essa". E o último reflete. Para que algo desta natureza aconteça entre nós, alguma coisa não vai bem entre nós. São quatro modelos de reação às falhas, aos enganos, aos erros alheios, o modelo punitivo. E é evidente que nenhum de nós tem um modelo definitivo preponderante. Nós temos, conforme as pessoas, as circunstâncias, a presença de um ou outro modelo, mas aquele que é mais persistente dentro da gente. Qual seria o nosso modelo nas experiências do cotidiano quando o outro falha supostamente conosco? O nosso modelo é o punitivo, eis os espinhos. O nosso modelo é o compensatório. Eu não aceito perder. Se ele me ressarse, a gente continua. Se ele não me ressarce, a gente não continua. Eis os espinhos. Mas o terceiro modelo, ele é terapêutico. O outro está com problema. Que pena. Como podemos ajudá-lo? Eis a rosa sem os espinhos. Mas não é a culminância da experiência da caridade, do amor em movimento, para que algo aconteça entre nós dessa natureza, algo não vai bem entre nós. O que nós podemos fazer para dar uma solução a isso? Eis a rosa sem os espinhos e soberanamente perfumada. Vamos lá. Segunda questão que já foi abordada, 886, do livro dos espíritos. Benevolência, indulgência e perdão é o sentido da caridade. Podemos sermos caridosos sem ter desenvolvidos esses sentimentos? Nós vamos entender que tudo é construção, né? aprendizado. Nós não vamos nos tornar caridosos de hoje para amanhã, de um dia pro outro, porque nós sabemos que o processo evolutivo ele demanda esforço da nossa parte, porque ele exige mudança. E mudança exige vontade para que essa mudança aconteça. E muito nos falta é vontade. Quando nós vamos então educando e nós realmente entendemos que este é o caminho, é o melhor caminho e começamos
ça. E mudança exige vontade para que essa mudança aconteça. E muito nos falta é vontade. Quando nós vamos então educando e nós realmente entendemos que este é o caminho, é o melhor caminho e começamos a ter essa vontade, nós começamos a nos esforçarmos para atingirmos isso. E então nunca nós vamos colocar em prática esse bip aí de hoje para amanhã, porque nós estamos hoje aqui a tarde inteira falando sobre isso. Estamos vindo de uma semana que em muitos momentos nós falamos sobre isso, mas isso não quer dizer que quando encerrar a semana e nós retornarmos para as nossas casas, nós já teremos aprendido a lição 100% e já vamos colocá-la em prática, porque isso é construção, é aprendizado que requer esforço. Mas se nós já estamos conscientes disso e se nós estamos dispostos a nosmos, que bom, nós estamos no caminho. O que podemos dizer para aqueles pais e filhos que vivem em conflito e que têm grande resistências à prática do perdão? Nós aprendemos através da reencarnação e a doutrina espírita nos explica muito bem que ao escolhermos a família, o lar, os locais aonde iremos atuar na próxima encarnação, um dos pontos mais importantes é nós nós termos a possibilidade de nos religarmos a espíritos que têm um histórico conosco ou que trazem uma situação que é necessária para a presente reencarnação. É muito difícil hoje nós encontrarmos lares que nós, vamos dizer que são perfeitamente harmônicos. Tem até aquela coisa, costuma dizer, é o ovelha negra da família. Então aquele que de repente não tem, não se encaixa, né? Aquela pessoa que não se encaixa dentro da família. E às vezes essa pessoa pode ser a melhor da da família, pode ser aquele que é o espiritualizado e é ridicularizado pelos seus irmãos. essa problemática, né, na dificuldade que nós temos nos relacionamentos entre pais e filhos, né, mães e filhos, ela ela é aquilo que nós temos em o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 14, que fala de honrar pai e mãe, né, quando fala a respeito das ingratidões, né, o
e pais e filhos, né, mães e filhos, ela ela é aquilo que nós temos em o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 14, que fala de honrar pai e mãe, né, quando fala a respeito das ingratidões, né, o importante é nós termos esta consciência e que se aquela pessoa, aquele espírito foi colocado em nosso lar, é porque nós temos lições a aprender com eles. Nós temos dívidas em relação a eles novamente, né? Até como a Ivana acabou de falar, todos esses processos eles são lentos. Às vezes a gente não vê tanto o esforço. Às vezes é naquele que nem aquele momento que nós jogamos a semente, mas até que ela germine parece que não tá acontecendo nada. Então eu posso desistir de cuidar daquela semente que ainda está na terra. Então, vamos lembrar que é essa relação, seja de pai para filho ou do filho para o pai, eles são sementes que a gente precisa ter o cuidado para regar, para colocar ao sol e para dar o tempo que eles precisam para poder germinar, mas nunca podem ficar O nosso cuidado. Como entender a colocação do espírito? François Nicolas Madelene, sede severo para convoscos indulgente para com os vossos irmãos, quando muitos amigos espirituais nos dizem para trabalhar o auto perdão. Muito boa pergunta. O espírito José também nas páginas do Evangelho faz uma referência muito semelhante. Nós vamos primeiramente recordar o item 903 de O Livro dos Espíritos. Quando Kardec perguntou se nós podemos estudar as imperfeições do outro, a resposta veio dizendo num sentido: se vamos estudar as imperfeições do próximo para salientar essas imperfeições, há grande culpa por parte de quem examina o comportamento do outro, mas se é para refletir nas próprias deficiências, há alguma utilidade. O destaque é entre grande culpa e alguma utilidade. A gente aprende estudando. Há duas formas de estudar. Uma delas é lendo, ouvindo, apreciando uma roda de conversa, assistindo uma aula. Mas há um outro modelo que é através da observação. É tão pequena a vantagem em nos deterfeições dos outros? que os imortais respondem a
ouvindo, apreciando uma roda de conversa, assistindo uma aula. Mas há um outro modelo que é através da observação. É tão pequena a vantagem em nos deterfeições dos outros? que os imortais respondem a Allan Kardec que se eu me dedicar a estudar as imperfeições do outro, eu terei alguma utilidade, alguma utilidade. Diante disso, os espíritos foram construindo, sobretudo em o Evangelho segundo o Espiritismo, princípios e orientações ético-morais, para que saibamos trilhar na vida em comum uma passagem produtiva, mais produtiva. Nesse sentido, José e Nicolá François vão nos ensinar nos seus textos respectivos de que a severidade, se é uma marca nossa, se é uma tendência nossa, melhor será empregada em relação às nossas imperfeições. nossas imperfeições. E nesse sentido cabe um destaque. A severidade diante de nossas imperfeições precisa produzir utilidade. Se houver uma exacerbação, uma culpabilização desmedida, não é nada sadiio e nós estamos enfermos. Por outro lado, vai dizer Calderaro e no mundo maior que a autopiedade é uma fonte significativa que produz distonias mentais, nem severidade inútil conosco, apenas a útil, mas não autocompaixão por nós, não autopiedade. O juízo crítico, o juízo sadiio em torno dos nossos passos, dos nossos acertos e dos nossos erros, tem que ser temperado com sal do entendimento. O entendimento simboliza que a indulgência é comigo. Eu sou falho, trago imperfeições, de quando em quando elas me surpreendem. E escapam coisas de mim que eu não quereria que escapassem de mim. Mas já que escaparam dessa vez à luz do entendimento, eu vou estar mais vigilante, mais desperto. É por isso que Santo Agostinho, que volta da vida imortal, primeiramente nas páginas de Livro dos Espíritos, propõe a Kardec uma metodologia para que esse exame seja sempre lúcido. E é isso que aparece a resposta do item 919. a proposta da autoanálise diária, um inventário moral para desautomatizar a nossa tendência ao erro. Estamos temperando a nossa avaliação com certo rigor, mas com saldo
aparece a resposta do item 919. a proposta da autoanálise diária, um inventário moral para desautomatizar a nossa tendência ao erro. Estamos temperando a nossa avaliação com certo rigor, mas com saldo entendimento, produzindo bem, construindo produtividade e não as meras acusações sobre nós, acerca de nós, ou nos colocando na posição do coitado, a inspiração da autopiedade, da autocompaixão. Então, a autocompaixão não é benéfica. A alcompaixão é saúde espiritual. Concluindo, Sócrates na leitura de Platão disse algo que nós vamos redolar, remodelar. Terás que empreender na vida duas grandes viagens. Duas grandes viagens. uma para dentro de ti e outro outra para fora de ti. E terás que ter muita coragem diante do que descobrirás a respeito de ti e a respeito do outro. A fala de José e Nicolá de François propõe o seguinte: comecemos pela viagem interior. Quando nós descobrirmos certas coisas sobre nós e construirmos os recursos de superá-las, a viagem diante do outro que erra, falha e se compromete, vai nos levar a ele na feição de irmãos, irmãos um pouco mais experientes naquele assunto, naquela prática, capaz de funcionar como enfermeiro. do outro e não como os acusadores do outro. Então é um balanceamento, severidade conosco, rigor, atenção, vigilância, sujeição a uma metodologia de desautomatizar as nossas induções, porque vai dizer que o hábito é como uma esteira produtiva de comportamentos. E nós precisamos colocar tudo isso ao sal do entendimento. E quanto à falhas do outro, a compaixão. Wesley, tem que existe um caminho para o auto perdão. Por que duas para mim? É sequência. Eu falei que ia jogar espinhos. Mas não vimos aqui que a rosa tem que ser dada sem os espinhos? Ah, hoje eu não tô entregando rosa essa semana não. Já entreguei muitos anos. Fernando, eu vou corrigir, não é o Fernando, o Alfredo é um personagem do livro Os Mensageiros. lá o companheiro conjugal da Esmalia, ele coordena um núcleo nas adjascências de nosso lar. é uma extensão, é um posto de socorro de nosso lar
nando, o Alfredo é um personagem do livro Os Mensageiros. lá o companheiro conjugal da Esmalia, ele coordena um núcleo nas adjascências de nosso lar. é uma extensão, é um posto de socorro de nosso lar e que viu ferida a sua vida familiar da forma mais aguda, talvez o espinho mais doloroso, porque ele fez a crença na infidelidade do amor da vida dele, quando esse amor era plenamente inocente. E ele se afasta dela. E quando ele faz um périplo para se esquecer da dor e volta ao Brasil, vai encontrá-la desencarnada. E ele volta ao mundo espiritual e perambula pelas regiões da consciência enferma por um longo período. Mas aos poucos, aos poucos o trabalho, o trabalho, ô coisa bendita que é o trabalho, nos ocupar com as coisas certas e úteis, nos deixando tempo mental para esquecer. a nossa mágoa, a nossa dor, a nossa desesperança, até que a gente de novo abração uma frincha para que a luz de Deus possa penetrar e nos iluminar. Com o trabalho, ele foi galgando experiências e se torna, então, o coordenador geral desse posto de socorro a entidades enfermas entre nosso lar e as zonas umbralinas. Mais tarde ele encontrou o amigo adversário que lhe insuflou a calúnia. E Alfredo apresenta em Os mensageiros um programa que serviu a ele para chegar ao caminho do perdão. Primeiro ele passou a visitar o amigo nas regiões onde ele estacionava e começou a observá-lo. e dentro do anonimato dos corações caridosos, passou a influenciá-lo. Algum tempo, Alfredo começou a sentir simpatia pela dor do outro e sentindo simpatia entre os corações deles, um outro elo foi se estabelecendo e Alfredo começou a encontrar nele a predisposição para removê-lo dali e depois o alojou no poço socorro. Mas ainda era o inimigo, ainda era o adversário. E os tempos vão se passando. Mas observando melhor aquele irmão enfermo sobre os seus cuidados, a simpatia medrou. compreensão. A compreensão iluminou o destino. E depois de um tempo, ele podia olhar para o amigo como olhava para o amigo antes da traição do amigo.
enfermo sobre os seus cuidados, a simpatia medrou. compreensão. A compreensão iluminou o destino. E depois de um tempo, ele podia olhar para o amigo como olhava para o amigo antes da traição do amigo. O trabalho guiou Alfredo. O trabalho construiu a ponte, mas ele se aproximou dentro da narrativa da parábola do bom samaritano e se ofereceu. Não foi repentino, foi no curso de muitos anos. Eu desenvolvi uma metodologia, perdão, mas é bem simpló pequenina. Eu chamo de janela da oportunidade, porque eu vivo no meio onde há muita disputa de entendimento. A justiça tem que funcionar como a lira, a partir das pressões opostas. Justiça entre os homens não é um processo do amor, é dialético. Então, muitas vezes a gente sofre agressões e se engana na medida e promove agressões. E às vezes dentro de casa, no campo da família, a gente também sente isso, alguns distanciamentos. A minha técnica é: deixe uma janela aberta pro bem passar. Foi maltratado, não passou a sensação? Deixa uma janela. É a hora do café? É o horário da audiência? É um comentário? é sentar numa sala e é assistir televisão com o outro no programa que o outro gosta, mas que você se prontifica a ficar ali fazendo companhia. Abre uma janela de oportunidade. Há um desenho que eu gosto muito, Ratatui. E no final tem uma fala que eu amo. Quando o crítico de gastronomia volta-se pro ratinho. E quando o ratinho questiona sobre que sobre mineza o senhor vai querer hoje, ele surpreenda-me, surpreenda-me, deixando a janela aberta, a gente se surpreende. Uma pessoa passou por mim no final da tarde, me olhou triste, a cumprimentei e passei. Em seguida, pensei, ela precisa de ajuda. Quis chamá-la, mas desisti. À noite, ela cometeu suicídio. Como me livrar dessa culpa que me atormenta? Sentimento de culpa daqueles que ficam é normal. Existe uma ciência que estuda sobre isso e que entende que é preciso fazer um trabalho que é chamado de pós-venção ao suicídio, que é o apoio à aqueles que são sobreviventes do suicídio. Isso
normal. Existe uma ciência que estuda sobre isso e que entende que é preciso fazer um trabalho que é chamado de pós-venção ao suicídio, que é o apoio à aqueles que são sobreviventes do suicídio. Isso inclui familiares, isso inclui amigos, isso inclui essa pessoa que acha que poderia ter feito a diferença. Mas na verdade nós sabemos que nós não temos culpa. A pessoa, ela chegou a esse ponto na maioria das vezes, por estar adoecida e nem sempre nós conseguimos evitar esse desfecho. Por mais que exista um esforço grande da parte de muitos. Quando nós olhamos alguém que está entristecido, nem todo mundo que está entristecido vai cometer suicídio, porque a tristeza é um sentimento natural. O problema é quando essa tristeza, ela se torna permanente. A pessoa perde o sentido da vida, ela não consegue mais enxergar as razões para viver. Mas isso é um processo. Então, o fato de você ter visto essa pessoa, percebido que ela estava triste e não ter oferecido ali naquele momento a ajuda, não foi o que determinou o suicídio que veio a seguir. Talvez mesmo que você tivesse conversado com essa pessoa, talvez mesmo assim mais tarde ela poderia ter cometido esse ato. E ao invés de se culpar, o que que nós vamos sugerir? ore por a pessoa, porque uma coisa que nós sabemos é que a oração que nós fazemos em benefício do dos suicidas, ela é muito importante para eles. Percebam que a gente pode orar pelos suicidas de forma geral, até aqueles que a gente nem conhece, e a nossa oração vai beneficiá-los. Agora imagina alguém que você conheceu, que você viu a expressão de tristeza. Lembre-se dela e de todos os outros que se encontram, talvez em situação de perturbação espiritual por conta do ato e direcione o sentimento fraternal. uma prece rogando a Maria de Nazaré, que é a grande benfeitora de todos nós, mas especialmente dos espíritos suicidas, para que a equipe de Maria possa ampará-la, possa auxiliá-la, porque gente, não tem mal que dure para sempre, ela vai voltar, ela vai ter outras
de todos nós, mas especialmente dos espíritos suicidas, para que a equipe de Maria possa ampará-la, possa auxiliá-la, porque gente, não tem mal que dure para sempre, ela vai voltar, ela vai ter outras oportunidades. Ivone Pereira é uma prova viva disso. Nós vemos a história de Don Ivoni, quantas oportunidades, muitas malbaratadas, mas nessa última ela nos deu o exemplo da redenção. Então vamos orar. Vamos orar pelos suicidas porque eles precisam. Existe uma combinação, sei de muitas pessoas que fazem isso. Às 18 horas é o que nós chamamos da hora do Ângelos. E a colônia Maria de Nazaré, nesse horário para em oração. É o que nos relata o livro Memória de um suicida. Quem puder todos os dias às 18 horas eleve o pensamento em prece por 30 segundos. Onde quer que você estiver, lembre-se daqueles que estão precisando deste instante de amor e nós estaremos contribuindo com certeza. Qual seria a consequência para a nossa evolução se vivenciarmos realmente a caridade, como nos recomenda o mestre, ou seja, o uso constante da benevolência, da indulgência e do perdão. Eu acho que seria nós não estarmos mais nesse vale de lágrimas, porque é justamente devido às nossas fraquezas morais que nos levam às más escolhas, que nos enredam nos caminhos da vida mais voltada para os padrões da matéria, para o personalismo. para pensarmos somente em nós através de atitudes egoístas para nos considerarmos melhores do que os nossos semelhantes na questão do orgulho, que nos impede na prática nós estarmos comprometidos com esse desejo. de seguirmos as orientações que temos, conforme Jesus a entendia no sentido da caridade, de vivenciarmos a benevolência, de dar, oferecer o bem, de oferecer a gentileza e de oferecer o perdão. E o perdão no sentido também de, como foi colocado aqui, do auto perdão. Porque se nós não formos capazes de perdoar a nós mesmos, compreendendo, sendo indulgentes para as nossas imperfeições e procurando orientar nos nossos caminhos. pelo caminho da bondade, nós não vamos conseguir oferecer aos
s capazes de perdoar a nós mesmos, compreendendo, sendo indulgentes para as nossas imperfeições e procurando orientar nos nossos caminhos. pelo caminho da bondade, nós não vamos conseguir oferecer aos nossos semelhantes. Então, é de nosso próprio interesse exercitarmos esse auto perdão, porque aí eu vou lembrar de quando eu estiver julgando a um irmão ou irmã, que eu já soube me perdoar naquela questão, que eu já soube analisar o que me levou aquela falha, o que me levou aquele tipo de decisão errônia, naquele equívoco. E aí transferir essa fragilidade compreendendo que o mesmo se passa com nossa irmã e nosso irmão. Então, quando formos capazes de seguir isso, seguir essas orientações, ah, nós estaremos realmente vivenciando em nós já o mundo de regeneração. Porque mesmo que o mundo ainda traga muitas questões, Jesus disse: "A minha a felicidade não é deste mundo, mas a felicidade, como a gente entende dentro de um conceito materialista, mas no conceito espiritual dessas pequenas ações, aí nós já vamos estar em patamares diferentes e com muito mais paciência, com muito mais tolerância e nos sentirmos melhor e poder também trabalhar uma diferença, uma diferente energia, né, a egrégora mental do nosso dia a dia, do nosso entorno. Destacando as três, os três sentimentos de indulgência, perdão, e benevolência. Ser indulgente é tudo aceitar, tudo tolerar, tudo permitir. Naquela madrugada em Jerusalém, o grupo que apreendeu Jesus levou à cidade alta. E conforme um dos evangelistas, antes de guiá-lo à presença do sumo sacerdote Caifás, Jesus foi levado a Anás, sogro. de Caifás e o antecedente sumo sacerdote, um homem muito poderoso. E talvez por deferência a esse homem muito poderoso, o grupo estacionou na parte alta de Jerusalém, onde viviam os ricos, e conduziu Jesus ao interior do palácio de Anás. Anáas fez algumas perguntas a Jesus, mas Jesus estava em silêncio. Adiantou-se um servo de Anás e esbofeteou Jesus. Jesus voltou-se para ele sereno, altivo, não ferido, não reagindo,
palácio de Anás. Anáas fez algumas perguntas a Jesus, mas Jesus estava em silêncio. Adiantou-se um servo de Anás e esbofeteou Jesus. Jesus voltou-se para ele sereno, altivo, não ferido, não reagindo, mas interagindo. Se eu falei mal, me dize em que falei mal. Mas se eu falei bem, por que me bates? Nas páginas de Evangelho segundo o Espiritismo, nós aprendemos que quando a imperfeição do outro diz respeito apenas à vida dele e os equívo que ele realiza ferem apenas o próprio destino, nós não temos muito aprendizado em nos deterpos Se o erro dele prejudica terceiros ou a coletividade, nós temos a corresponsabilidade de destacar esse erro para que ele possa ser sanado, corrigido. Então, sob a ética espírita, a gente não pode ser passivo perante o mal. A atitude de Jesus é de opor racionalmente um contraponto ao seu agressor. E Juna deângeles fala um pouco disso na relação do matrimônio conflituoso, no dos seus trabalhos, porque ela diz que nem sempre nós vamos chegar a ele ou a ela através da emoção, porque ele está às vezes insensível por questões do ontem ou do presente à nossa emoção. Então, com aqueles familiares ou especialmente os cônjuges, onde o conflito desnatura a relação a esse ponto, a racionalidade é o mecanismo de enfrentamento. Jesus não ofendeu aquele servo. Jesus interagiu com ele. A altivez não é orgulho. altivez está centrado naquilo que sente e entende como o correto. Agora, o espírito Camilo, pelas mãos do nosso José Raul Teixeira, deixou uma página sobre o destino espiritual desse agressor de Jesus. Porque imaginemos nós se houvesse em nossa memória o registro de que a nossa mão machucou o rosto? de Jesus. Então, essa memória foi apagada numa encarnação seguinte. Conta-nos, Camilo, porque esse moço de volta ao corpo não sossegou durante a existência em todo momento que a sua mão pudesse fazer algum bem. Então, existe o mal simbólico no mundo na ausência do bem em algum lugar. E o cristão tem que aprender a viver os princípios do mestre no exercício do
do momento que a sua mão pudesse fazer algum bem. Então, existe o mal simbólico no mundo na ausência do bem em algum lugar. E o cristão tem que aprender a viver os princípios do mestre no exercício do embate com o bem ausente na forma de uma atitude de não violência. E se o silêncio for a melhor atitude, que seja o silêncio. Mas se houver espaço para a racionalidade, que seja a razão. Freud dizia que a razão tem voz baixa. Ele escreveu que, embora a razão tenha a voz baixa no nosso meio evolutivo, nossa perspectiva, a razão nunca, nunca desiste de uma audiência. Mais cedo ou mais tarde, o outro cai em si. E esse é o tempo de oferecer uma emoção mais frutuosa entre nós. A terra se iniciou na ciência da não violência 800 anos antes de Jesus, quando o mestre enviou à região da Índia alguns mestres do pensamento e da psicologia humana que gostavam de assentar-se debaixo de mangueiras vergadas de frutos, um discípulo diante de um mestre, o Panichádes, estar de frente ao mestre e começaram a entender essas fontes agressivas dentro de nós. Mas nunca ninguém revelou uma capacidade tão imensa de viver a não violência como nosso mestre. Nós não temos o poder dos seus passos, de suas ações, de seus sentimentos, mas temos a inspiração dos seus exemplos e dentro do possível vamos nos desarmar. Estamos chegando ao final desta tarde cheia de conhecimentos e de reflexões. Então, gostaríamos das despedidas de cada um, comentários e assim encerrarmos esse trabalho dessa tarde. Então, gratificante. Bom, então começo eu com as despedidas, dizendo que foi para mim um presente estar com vocês aqui nesses dias, nessa semana espírita. Eh, encantada eu volto para minha casa com a Semana Espírita de Vitória da Conquista, não só porque é um evento muito bem organizado, com uma programação diversificada, com temas importantíssimos, mas principalmente pela pelo acolhimento, pela acolhida fraterna, pela amizade que a gente observa entre as pessoas da equipe, pela dedicação ao trabalho. Isso, gente, é fantástico, é
mportantíssimos, mas principalmente pela pelo acolhimento, pela acolhida fraterna, pela amizade que a gente observa entre as pessoas da equipe, pela dedicação ao trabalho. Isso, gente, é fantástico, é maravilhoso. 70 edições, é muito tempo. Então, que venham outros 70 e que nós possamos estar na maior parte deles sempre que for possível para nós. E tenho certeza que levaremos daqui muitas reflexões que servirão pra nossa vida. E eu quero deixar para encerrar a nossa participação mais uma trinha. Ela está no livro Chão de Flores, psicografado pelo nosso Chico Xavier por espíritos diversos. E quem vai deixar o recadinho para nós agora é o espírito Jesus Gonçalves. Ele diz assim: "Não faças da caridade palavra linda, mas vã. Faz hoje, ampara agora, não deixes para amanhã. Que nós possamos ter forças para não deixarmos para amanhã. Um abraço muito carinhoso para todos. Muito obrigada. Também eu me utilizo desta oportunidade para me despedir de vocês, já que amanhã, logo após a palestra de Divaldo, retorno lá para longe paraa minha terra lá nos Estados Unidos. Então, se vocês me verem ainda sair correndo, não falar com ninguém, não é porque eu sou mal educada, não, porque eu tenho que correr para pegar vários aviões. E não sei nem como colocar em palavras a gratidão que eu sinto por tudo que recebi, por todo o carinho, por todos os abraços, as palavras de incentivo, as palavras dos irmãos e irmãs que aqui vieram para fazer as suas exposições, para fazer as rodas de conversa, os organizadores que são pessoas assim que t benevolência, indulgência e perdão, porque a gente falha, a gente atrasa. Onde é que tá um, onde é que tá outro? Eu saí essa hora, o outro não saiu aquela hora. E a Bahia sempre fez, teve assim um um uma especial no meu coração. Não não sei exatamente dizer porquê. Mas até vou contar para vocês eu tenho um sonho assim na hora que eu pensar assim, tive que me aposentar que seria morar ou na Bahia ou em Paris. Ah, se vocês me perguntarem qual é a lógica disso, eu não tenho. Qualquer uma das
ês eu tenho um sonho assim na hora que eu pensar assim, tive que me aposentar que seria morar ou na Bahia ou em Paris. Ah, se vocês me perguntarem qual é a lógica disso, eu não tenho. Qualquer uma das duas que Deus me desse, eu tava feliz, sabe? Mas não é isso que a vida quer. Continuo lá na minha Nova York. E então, olha, e a gratidão aos amigos espirituais que compõem ao lado de nosso mestre, este este momento, essa possibilidade que nos permite pensar além da nossa própria vaidade, aprendendo do companheiro, escutando as palavras sábias. refletindo nos caminhos, nos anseios, nas verdades. Então, com esta emoção, nós neste momento, carinhosamente entregamos o nosso coração. Agradeço muito a casa pelo convite, a vocês, pelo companheirismo, pela paciência. Eu lembrei aqui agora de José Ferraz quando o nosso amigo fez o seu passamento deixando este plano. Esse tão expressivo membro do projeto Manuel Filomeno de Miranda, o nosso 14º Conselho Regional Espírita de Minas Gerais, lançou uma nota de agradecimento. O projeto Manuel Filomeno de Miranda esteve em Montes Claros sucessivamente 19 anos. E nesses instantes eu me recordei de Ferraço e queria dizer ao meu amigo, muito obrigado. Que bom que você está presente. Paz para nós. Estamos chegando ao final da nossa 7ª semana espírita de vitória da Conquista. E é com muita alegria que recebemos cada coração amigo presencial e virtualmente. Corações generosos que vem cooperar conosco nessa atividade de redenção, de aprimoramento do espírito para a nossa própria libertação. esses anjos que passeiam entre nós, nos auxiliando constantemente para despertar, como diz o prefácio do Evangelho Espiritismo, essas almas que vêm iluminar os nossos caminhos para que assim tenhamos olhos de ver, atendendo ao convite do mestre amado que ecoa em nossas consciências a milênios. Então, a todos vocês que aqui estão e que estão do outro lado da telinha, a nossa imensa gratidão, a nossa imensa gratidão ao Wesley, a Jusara, a Ivana, a todos aqueles que
as consciências a milênios. Então, a todos vocês que aqui estão e que estão do outro lado da telinha, a nossa imensa gratidão, a nossa imensa gratidão ao Wesley, a Jusara, a Ivana, a todos aqueles que cooperam e cooperarão conosco sempre nessa grande atividade de aprimoramento do espírito. Lembrando que mais à noite temos o nosso querido amigo Alberto Almeida, que fará a palestra às 20 horas. Não basta fazer o mal, é preciso fazer o bem. E amanhã às 9 horas da manhã temos aqui um momento de autógrafos com os nossos queridos Divaldo Franco, José Raul Teixeira, Alberto Ribeiro de Almeida e todos aqueles amigos que porventura ainda têm edições dos seus livros n nossa livraria. Então, a todos a nossa imensa gratidão pela oportunidade bendita do intercâmbio, do carinho, da atenção. Paz e luz a todos e até mais à noite.
Mais do canal
Conversando Sobre Espiritismo | Mário Sérgio, Solange Seixas e Marco Antonio
1:06:33 · 5.3K views
Em Busca do Sagrado | #193 • A Alegria
🔴 AO VIVO | Diálogo Franco: Sexualidade - Uma Visão Espírita
[EN FRANÇAIS] Nul ne meurt - Divaldo Franco
1:27:15 · 240 views
[EN FRANÇAIS] Pike et son fils toxicomane - Divaldo Franco
1:10:29 · 293 views
Estudo da Obra – Loucura e Obsessão | T7:E34 – Cap. 17: Terapia desobsessiva – Parte 2