A Força do Espiritismo - Sabedoria das parábolas - Fábio Carvalho

FEBtv Brasil 16/08/2024 (há 1 ano) 1:01:21 63 visualizações

"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.

Transcrição

Olá minhas amigas meus amigos sejam muito bem-vindos a mais um programa A Força do espiritismo e hoje estamos transmitindo pela TV C pela febes pelo espiritismo.net Espírita Célia Xavier de Belo Horizonte também pelos nossos amigos da web rádio Fraternidade Web Rádio Amigo espiritual e os nossos amigos da TV ideac hoje nós temos um tema muito interessante e instigante a sabedoria das parábolas e quem estará eh trazendo as suas reflexões é o nosso querido amigo Fábio Carvalho boa noite fabito boa noite meu amigo Tiago Boa noite a você que nos acompanha o nosso abraço fraternal e os nossos votos de uma noite excelente isso aí meu amigo ó a palavra é sua depois de 40 45 minutos eu retorno para um bate-papo Então vamos lá meu amigo Nós gostaríamos nesses primeiros minutos antes do nosso bate-papo de fazer Breves reflexões a respeito da narrativa das parábolas e do do método utilizado pelo Cristo para alcançar o maior número de pessoas eu poderia ser até mais ousado a humanidade inteira em uma educação de profundidade mas eu eu gostaria de iniciar as minhas reflexões com uma resposta que Jesus dá aos discípulos quanto à razão dele falar por parábolas E e essa pode ser talvez o ponto inicial do nosso pensar das nossas eh ponderações eh quando Jesus é é inquirido pelos discípulos ele responde algo muito interessante ele diz que a eles os discípulos era dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus Mas aos fariseus aos saduceus não era dado e completo ao que tem mas será dado mas ao que não tem até aquilo que tem ser lhe atirado E aí ele completa talvez com o ponto mais importante de reflexão por isso lhes falo por parábolas porque vendo não vem e ouvindo não ouvem nem entendem e nele se está cumprindo A Profecia de Isaías que diz certamente ouvireis e de nenhum modo entendereis porque o coração deste povo se fez pesado e os seus ouvidos se fizeram tardos e eles fecharam os olhos para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos entendam no coração e se convertam e eu o

coração deste povo se fez pesado e os seus ouvidos se fizeram tardos e eles fecharam os olhos para não suceder que vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos entendam no coração e se convertam e eu o cure E aí nós começamos a pensar um pouco nessa resposta que os espíritos eh nos ajudam a compreender porque quando eu tenho algo profundo ele de fato ele é misterioso para aquele que ainda não tem condições de mergulhar nessa profundidade mergulhar na nas minudências nos pormenores de um saber que é muito profundo e a essas pessoas que não tem ainda esse conhecimento a parábola ela tem muitos objetivos desde proteger aqu aquele saber e aí quando eu falo de proteger o Saber aqueles malintencionados dificilmente teriam condições de ao longo dos tempos alterar algo que para eles não passa de mera alegoria e é interessante como o processo hermenêutico do novo testamento se dá ao longo do tempo e como pais da igreja traziam ora a perspectiva eh das alegorias ora a perspectiva da literalidade mas sem a compreensão devida da profundidade daquela mensagem Diferentemente dos discípulos dos Apóstolos porque eram espíritos evoluídos eram espíritos que tinham condições de arrancar da letra o de compreender e perceber das Entrelinhas essa profundidade então Aqueles dos quais não tinham qualquer interesse de transformação e Jesus fala isso na sua resposta eles tinham o objetivo de não ver e não ouvir para que não viesse entender com o próprio coração porque o coração guia pesado com o objetivo da não transformação e e para eles não passaria de fato de alegorias e nós teríamos aí um saber protegido e isso é importante porque ao longo de mais de 2000 anos essas verdades elas se viram de alguma forma eh protegidas Há até uma uma história eh que se conta que certa vez a verdade ela queria era uma mulher de Rara beleza e queria visitar um amigo que era um rei e o rei ele tinha um um primeiro-ministro muito mal intencionado e o primeiro-ministro não queria que o rei conhecesse a verdade

era uma mulher de Rara beleza e queria visitar um amigo que era um rei e o rei ele tinha um um primeiro-ministro muito mal intencionado e o primeiro-ministro não queria que o rei conhecesse a verdade mas a verdade queria muito visitar esse amigo rei e a verdade ela andava nua como quem se apresentasse tal qual é um dia a verdade com esse objetivo bateu na porta do castelo e quando ela chegou lá os soldados não sabiam muito o que fazer os guardas do portão avisaram o primeiro-ministro e o primeiro ministro então percebeu que aquela era verdade era fácil de identificá-la porque só ela andava despida e ele preocupado de a verdade encontrar o rei e falar de todos os males que ele estava levando ao seu reino ele pediu que os guardas dissessem a a verdade que o rei não estava que não poderia recebê-la e que ela não voltasse tão cedo porque além de não estar ele estava muito doente e estava indisposto para receber qualquer pessoa e a verdade saiu de lá muito triste mas ela teve uma ideia a verdade Resolveu se vestir de parábola e ao se vestir de parábola ela colocou o vestido mais lindo foi com uma carruagem belíssima para a porta do Castelo do Rei levando entes e ela trazia joias nos braços trazia colares de pedras preciosas gemas raras e quando chegou até o portão do Rei os guardas consultaram o primeiro ministro e o primeiro ministro viu e ouviu dos guardas Ela diz que se chama parábola e traz muitos presentes ao rei e a que tudo indica é uma mulher muito rica e o primeiro ministro ficou muito interessado deixem ela entrar e ela entrou e todos ficaram deslumbrados com ela mas quando ela esteve sozinha com o rei ela Então tirou todos aqueles andrajos e se mostrou tal qual era o rei a reconhecendo disse ó Verdade há quanto tempo eu queria te encontrar então a verdade na rua tudo que estava acontecendo e o rei pode se proteger do primeiro ministro então daí a gente percebe que ao longo da história nós percebemos os diversos interesses que permearam aí a distorção do pensamento de Jesus e essa

ecendo e o rei pode se proteger do primeiro ministro então daí a gente percebe que ao longo da história nós percebemos os diversos interesses que permearam aí a distorção do pensamento de Jesus e essa distorção nós vamos encontrar desde os momentos mais próximos do cristianismo Nascente nas narrativas de Emmanuel na obra 50 anos depois com Frei Epifânio até mesmo ah na Idade Média nós encontraremos a má compreensão do pensamento de Jesus com a igreja feudal mas também ao longo do renascimento dos movimentos de contr reforma e aí a gente vai notando que se a verdade fosse posta nua e crua Logo no início é bem possível que muito do que estivesse escrito nós não tivéssemos hoje acesso Mas esse não foi o único objetivo que levou naturalmente o Cristo a Se valer de parábolas em sua grande sabedoria era necessário pensar em um meio de transmissão de ensinamentos espirituais complexos de uma maneira que fosse acessível a pessoas de diferentes níveis de compreensão e a parábola ela tem exatamente essa característica ela envolve o ouvinte ou o leitor em uma reflexão mais profunda e o convida a buscar o verdadeiro significado por trás das parábolas E aí a gente vai percebendo que isso vai se desdobrando em diversas perspectivas quando eu me valho de um olhar mais filosófico eu posso dizer que filosoficamente as parábolas eh elas se apresentam nessa forma mais alegórica como um meio de transmitir verdades universais através de narrativas muito simples e essa técnica que nós vamos encontrar na filosofia ela ajuda a utilizar conceitos abstratos para alguém que está num determinado nível de evolução que é incapaz de compreender com clareza caso a verdade lhe fosse apresentada de forma mais objetiva permitindo que aquele saber que seria abstrato ele venha se tornar um pouco mais concreto e compreensível dentro de uma narrativa de parábola então Jesus eh usava as parábolas e isso lhe permitia expressar verdades Morais e espirituais de maneira que pudessem ser contempladas e interpretadas ao longo do

l dentro de uma narrativa de parábola então Jesus eh usava as parábolas e isso lhe permitia expressar verdades Morais e espirituais de maneira que pudessem ser contempladas e interpretadas ao longo do tempo porque à medida que os espíritos eles vão evoluindo e aprimorando a sua capacidade de compreensão a sua capacidade de leitura da vida a maturidade do senso moral aquela mensagem ela vai ganhando muito mais sentido ou seja em qualquer fase da relação do leitor do ouvinte com a parábola ela tem sentido mas quanto mais você aprimora a sua capacidade de leitura maior o sentido complexo e profundo dentro da palavra poderá ser extraído pelo leitor pelo ouvinte isso permite que não seja ali apresentada uma verdade direta que não teria a sua função pedagógica educativa Jesus não poderia ser direto com aquelas pessoas e a parábola permitiria à medida que os espíritos aprimorassem isso uma possibilidade de reflexão de introspecção e mesmo de desenvolvimento da sabedoria tá mas para que isso aconteça é necessário observar por uma perspectiva linguística porque linguisticamente e as parábolas elas são eficazes porque se valem de metáforas de um certo simbolismo que ressoa a experiência cotidiana das pessoas e é interessante quando nós analisamos essa perspectiva porque Jesus convivendo em uma época convivendo com pessoas em uma época de um contexto mais rural de um contexto mais Agrário Ah se valia de metáforas que envolviam sementes Colheita ovelhas e isso facilitava a compreensão porque aproximava a parábola do leitor aproximava ele a partir de sua própria experiência então quando Jesus diz ou melhor quando Kardec como educador diz que deve se começar pelo simples para o complexo pelo conhecido para o desconhecido Jesus já utilizava elementos simbólicos que eram conhecidos pelos seus ouvintes e essa linguagem figurada e a permitindo que os ensinamentos se mantivessem ali relevantes ao longo do tempo e detalhe em diferentes culturas por quê Porque muitos desses símbolos utilizados

ouvintes e essa linguagem figurada e a permitindo que os ensinamentos se mantivessem ali relevantes ao longo do tempo e detalhe em diferentes culturas por quê Porque muitos desses símbolos utilizados nas parábolas eles são universais e atemporais isso permite que mesmo não conhecendo a cultura com profundidade a gente tenha condições de compreender ou distrair esses elementos Morais porque de qualquer maneira eh é uma cultura que hoje se distancia de mais de 2000 anos de perspectiva e ainda assim Allan Kardec mesmo sem mergulhar em detalhes culturais da época consegue com brilhantismo extrair esses elementos profundos com a ajuda inclusive dos Espíritos que vão ali confirmando o olhar de Allan Kardec dentro de uma perspectiva da interpretação eh as parábolas elas são muito ricas em significado e elas têm uma característica elas são abertas E à medida que elas se apresentam de forma aberta ela dá ASO a múltiplas interpretações e não são múltiplas interpretações numa perspectiva negativa nós observamos Emmanuel que em um trecho de uma parábola ele em obras diferentes interpreta com profundidade a partir de perspectivas diferentes o mesmo trecho a mesma parábola o mesmo ensinamento ante essa possibilidade de múltiplas interpretações então eu numa abre eu posso a semente pode ser interpretada ou compreendida assim aqui a semente pode ser compreendida desta forma e o importante é que em ambas as interpretações eu posso extrair o ensinamento moral profundo isso também permite que as gerações cada uma dentro de sua de sua capacidade de percepção ou cada pessoa dentro do seu seu contexto extraia novos insights novas aplicações práticas para a parábola porque à medida que nós evoluímos nós vamos ganhando necessidades novas e as parábolas elas por apresentarem possibilidades práticas de mudança Nossa à medida que a evolução gera necessidades novas elas também poderão ser utilizad para aplicações práticas dessas novas necessidades Então essa pluralidade de significados ela também

s de mudança Nossa à medida que a evolução gera necessidades novas elas também poderão ser utilizad para aplicações práticas dessas novas necessidades Então essa pluralidade de significados ela também eh de alguma forma demonstra a grandeza do pensamento de Jesus Como de fato Jesus ele era um homem que não estava educando pessoas apenas na sua época mas ele consegui enxergar dois 3 anos depois para que a mesma mensagem pudesse ser interpretada ante as necessidades do espírito em qualquer fase do seu processo evolutivo isso traz uma perspectiva pedagógica muito interessante porque a parábola ela se transforma em um instrumento de ensino muito poderoso por porque é um modelo de narrativa que envolve o ouvinte ou o leitor de forma muito ativa ele num processo de ensino aprendizagem num processo educacional ele é muito mais ativo do que aquele que recebe pronta a resposta por quê Porque ela agora vai exigir que o leitor participe do processo Porque ele vai ser inst estado a descobrir o significado ele não vai receber a resposta pronta então Jesus aqui age como um mestre como um professor eh e entende aqui como professor que o aprendizado ele é muito mais eficaz quando o aluna é levado a pensar a questionar a internalizar esses pens pensos e elas vão permitindo e estimulando um pensamento crítico que pode ensejar um outro processo importante que é o de autoconhecimento porque à medida que eu vou mergulhando nesses ensinamentos eu também vou sendo convidado a mergulhar em mim mesmo isso vai me facilitando a F características essenciais no meu processo de transformação e esse é um processo pedagógico de fato eficaz então Ah ainda tem um outro detalhe eh pedagógico importante é que tendo as parábolas narrativas elas são muito mais facilmente memorizadas é muito mais fácil memorizar uma história do que memorizar um texto maçante que já apresenta conclusões e respostas e eu memorizando histórias parábolas narrativas para mim isso ajuda isso permite que os ensinamentos sejam mais facilmente recordados e eu

izar um texto maçante que já apresenta conclusões e respostas e eu memorizando histórias parábolas narrativas para mim isso ajuda isso permite que os ensinamentos sejam mais facilmente recordados e eu mais facilmente posso meditar sobre eles e não é uma meditação de um dia eu posso meditar sobre aquela história ao longo de semanas ao longo de meses ao longo de uma vida inteira e obviamente a a esse processo e toda essa visão que nós temos ela foi desenvolvida ao longo do tempo porque se nós eh voltamos conforme a resposta de Jesus aos apóstolos à aquela época vamos perceber que a grande massa A grande maioria das pessoas que não estavam alinhadas com aquelas ideias novas tinham dificuldade não só de compreender a parábola mas não tinham sequer interesse de meditar sobre elas muitos ali não viam nada de nenhuma importância aquelas lições eh e logo eh nos tempos eh do cristianismo Nascente ah principalmente a época de orígenes as ideias de uma abordagem alegórica ela era muito pujante e se se muito mais uma interpretação literal e que às vezes gerava uma dificuldade de uma compreensão moral e espitual parábolas e El fic mera Quest de e ali não era aplic mtodo lógico racional de maior compreensão e é muito importante destacar o pensamento de Kardec quando Kardec na própria introdução de Evangelho Segundo espiritismo fala da importância de Sócrates e de plat como precursores do cristianismo porque a a razão ela vai ser o instrumento principal de Kardec para a compreensão desses ensinamentos uma razão que me ajude a chegar a um passo mais adiante de uma perspectiva de compreensão da moral racional Mas também de uma vivência espiritual então aquele era um momento desafiador onde os interesses da da igreja Nascente estavam muito ligados a uma ideia de poder E aí volte-se a ler 50 anos de depois e ao modo como as comunidades vão se organizando as igrejas vão se organizando H necessariamente a compreensão dessa dessa mensagem ah e aí a gente vai tendo evolução desde Augostinho de pona que mesmo utilizando

mo as comunidades vão se organizando as igrejas vão se organizando H necessariamente a compreensão dessa dessa mensagem ah e aí a gente vai tendo evolução desde Augostinho de pona que mesmo utilizando essa alegoria já começa a aplicar aí dá uma ênfase numa aplicação moral e teológica buscando entender as parábolas como uma instrução para a vida eh Cristã eh com reflexo nas verdades divinas H as dificuldades eh da literalidade e a idade média é dentro da igreja feudal os desafios que a história mesmo nos mostra né Eh em um sistema mais teocêntrico eh em um domínio que não era necessariamente o domínio lógico fazia com que a igreja se valesse das lições de Jesus para os seus objetivos eh de não só de legitimação como de manutenção no poder ah de qualquer maneira a gente vai encontrar ali já os nesse momento no século 13 as bases e do pensamento da lógica aristotélica principalmente com Tomás de Aquino para trazer esses elementos de racionalidade para uma profundidade maior dessas parábolas que ainda não eram muito bem compreendidas para que a partir do renascimento eh para que os movimentos humanistas para que as ideias não só de regresso ao helenismo Mas também de retorno às fontes como propunha Erasmo de rotterdan pudesse levar de fato o retorno aos textos originais porque até aí a igreja já tinha enxertado muitos elementos equivocados eh dentro de certas interpretações ah ah a gente chega mais ou menos aí no século XV século X no período da segunda fase da reforma protestante H uma grande necessidade de retorno a essa base essa compreensão de Jesus porque a má interpretação já dava ensejo a práticas como venda de indulgências eh além da história que já marcava as guerras Santas e uma série de conflitos que todos nós conhecemos e hoje eh o século 19 nos traz experiências importantes desde a CR a crítica histórica né que vai nos permitindo aí olhar a parábola A partir eh eh do contexto histórico e cultural da época o que vai nos facilitar esse desenvolvimento do pensamento e da

es desde a CR a crítica histórica né que vai nos permitindo aí olhar a parábola A partir eh eh do contexto histórico e cultural da época o que vai nos facilitar esse desenvolvimento do pensamento e da compreensão da mensagem que Jesus aí nos trazia eh inclusive quanto aos contextos eh sociais aos contextos eh às vezes até mesmo políticos quando nós encontramos eh parábolas que vão de alguma forma trazer aum tona alguns comportamentos sociopolíticos que mereceriam e mereciam a época Profundas reflexões como a parábola do bom samaritano como a parábola do filho pródigo Ou do pai compassivo para que as pessoas a partir daquele momento já começassem a perceber o como o modelo de determinadas tradições afastava o comportamento religioso de uma conduta realmente moral e isso racionalmente poderia ser extraído mais facilmente de algumas parábolas que tratavam nessa perspectiva mas de toda sorte nós vamos percebendo os inúmeros objetivos os inúmeros fins que a parábola ela vai trazer no desenvolvimento tanto individual de sabedoria do ser dando lhe ensejo a grandes transformações internas quanto numa perspectiva coletiva onde você pode de fato fato mais facilmente ensinar todas as gentes levar as ideias cristãs ao todos os rincões permitindo com que as massas mais facilmente tenham contato com ideias Morais e é interessante como as parábolas desenvolvem ou ajudam a desenvolver a a conduta moral no indivíduo que Alan Kardec eh conforme bem pontuado por Herculano Pires quando foi a traduzir as obras de Kardec a de perceber que aquelas quatro partes do Livro dos Espíritos Elas seriam pormenorizadas em outras quatro obras e quando nós observamos a terceira parte que trata da Lei moral Alan Kardec a desenvolve em O Evangelho Segundo o Espiritismo que nos faz perceber que Kardec percebe e Kardec eh tem com clareza a ideia de que a moral do Cristo é a mais profunda a mais bela a mais didática a mais fácil de ser aplicada e compreendida de todas as propostas Morais que o mundo já

rcebe e Kardec eh tem com clareza a ideia de que a moral do Cristo é a mais profunda a mais bela a mais didática a mais fácil de ser aplicada e compreendida de todas as propostas Morais que o mundo já viu e é a partir dessas lições das bem-aventuranças das parábolas que Allan Kardec desenvolverá dentro de uma perspectiva racional como ele apresenta na introdução de Evangelho Segundo espiritismo mas também numa perspectiva de compreensão alinhada a a um controle universal dos ensinos dos Espíritos para que não se fesse de um modelo interpretativo pessoal E aí de fato eh esse é é um é um é um Desafio muito próprio eh dos dias atuais porque quando a gente pensa eh nos modelos que nós temos eh hermenêuticos como gadam ele apresenta nós nos valemos muito das nossas experiências das nossas tradições ah das nossas leituras de vida para interpretar os textos para compreendê-los eh e muitas vezes se H falhas Morais nos nossos modelos vivenciais eles acabam se refletindo se nós não tivermos a devida orientação o devido cuidado em nossas interpretações fazendo com que o evangelho segundo espiritismo cumpra um importante papel com o controle universal dos ensinos dos espíritos com o norteamento racional da interpretação de diversas passagens de conteúdo moral do Evangelho do Evangelho de Jesus como se fosse uma verdadeira ferramenta que nos facilitasse a a compreensão de algo que está mais a fundo eu diria que sem o instrumento adequado E aí me me valendo um pouco do pensamento de eh de caibar chú isso seria mais ou menos eu estar diante de uma nos e na Perspectiva puramente alegórica Eu só consigo ver a casca da nós sem o instrumento pedagógico adequado sem o instrumento hermenêutico interpretativo adequado eu não tenho como quebrar a casca da nós e encontrar o fruto lá dentro e me beneficiar do que é mais profundo mais belo mais doce mais nutritivo de que tem do que a nós pode me oferecer então a parábola vai me permitindo esse mergulhar no que mais profundo quebrando muitas vezes uma

iar do que é mais profundo mais belo mais doce mais nutritivo de que tem do que a nós pode me oferecer então a parábola vai me permitindo esse mergulhar no que mais profundo quebrando muitas vezes uma casca dura que não é necessariamente da parábola mas da falta ainda de um senso moral da falta ainda eh de uma maturidade que me permita chegar at ter esses elementos mais profundos permiti aí o avanço e em Sabedoria das mensagens contidas nas parábolas do nosso Senhor meu amigo e irmão Tiago Barbosa venha para cá agora Opa muito bom meu amigo que bacana suas reflexões sobre as parábolas eu gostaria eh de iniciar com uma questão Fábio você eh se apropriou muito bem da parábola sobre a verdade né Eh e de fato me parece que Jesus pretendia comunicar uma verdade através de uma eh das parábolas né A Essência Talvez seja Justamente a verdade e e depois de mais de 2000 anos o que há nas parábolas que ainda faz com que elas sejam sejam atuais nos nossos dias e o que que Allan Kardec percebeu de tão original a ponte utilizar novamente das parábolas para trazer ensinamentos Morais eh inicialmente nessa Perspectiva da linguagem Jesus se utiliza de elementos e símbolos que são universais e atemporais isso é é muito interessante é muito interessante por quê Porque quando eu me valho de um símbolo que ele gera uma proximidade do narrador com o ouv ou com um leitor porque eu sei que o receptor da mensagem ele é um semeador ele é um agricultor e isso gera uma proximidade porque eu me valho daquilo que é conhecido dele por outro lado esses elementos eles guardam uma simbologia que vai transcender a cultura vai transcender a geração e vai o tempo vamos aqui pensar em alguns exemplos a semente é algo que para gerar transformação ela precisa estar dentro Isso é uma simbologia profunda e como ela essa simbologia eu não preciso ser judeu eu posso ser japonês eu posso ser chinês posso ser australiano eu posso ser norte-americano eu posso ser ameríndio e ela vai ter o sentido profundo porque este elemento é um

a eu não preciso ser judeu eu posso ser japonês eu posso ser chinês posso ser australiano eu posso ser norte-americano eu posso ser ameríndio e ela vai ter o sentido profundo porque este elemento é um elemento que traz um possibilidades universais de compreensão Então é isso é importante então parece que Jesus é de uma de uma grandeza pedagógica quase que inalcançável por nós porque se hoje você procurasse um alguém com 8 10 pós-doutorados em pedagogia e chamasse ele assim vamos nos valer é de um método pedagógico E cujas lições se refletissem daqui H 2000 anos para quem nascesse no ano 4000 olha que coisa interessante thao e aí eu vou repetir se a gente chamasse hoje um pedagogo eu queria que tu desenvolvesse um texto ou vários textos cujas lições elas pudessem ser utilizadas 4000 anos depois e os elementos simbólicos dela fossem atuais e independem de qualquer conhecimento profundo dessa cultura que pode ser agora uma cultura morta 2000 anos pois ou não não sei mas que independem disso E aí a gente vai percebendo que a maturidade do senso moral ela é mais importante no processo de conhecimento da parábola do que necessariamente concio hisco nós temos arqueólogos paleontólogos nós temos historiadores que t percepção menos profunda da parábola do que alguns analfabetos do que alguns jovens recém saídos da adolescência do que algumas pessoas de poucas letras porque essa maturidade do senso moral que Allan Kardec fala no capítulo 17 do Evangelho Segundo espiritismo não é a maturidade que é alcançada dentro da academia ela é alcançada ao longo das experiências reencarnatória mais profunda do aspecto moral ou das leis Morais da moral que nós precisamos seguir Isso facilita para ele maior compreensão da parábola Então isso é Talvez seja o ponto inicial de nossa reflexão FAB excelente gostaria de Aproveitar alguns pontos Dos comentários da nossa amiga Raquel eh justamente essa relação entre o antigo e o novo testamento começando com o seguinte ponto fabito uhum nós vamos É

xcelente gostaria de Aproveitar alguns pontos Dos comentários da nossa amiga Raquel eh justamente essa relação entre o antigo e o novo testamento começando com o seguinte ponto fabito uhum nós vamos É interessante fazer uma leitura literal do antigo testamento ou ali também há uma fonte Grande de verdades que eh São trazidas por parábolas poderíamos começar a pensar com com o próprio Kardec quando os espíritos falam para ele a respeito da verdade se não me falha a memória na questão 628 do Livro dos espíritos Kardec deve perguntar algo mais ou menos assim porque a verdade nunca foi posta e apresentada pelos espíritos em todas as épocas em todos os tempos e os espíritos vão explicar que vão vão dar uma aula do desenvolvimento do pensamento espiritual ao longo do tempo demonstrando que nem sempre tínhamos condições de compreender a as coisas tão literalmente então eu eu gosto pedagogicamente dar um exemplo sobre a água como Professor posso falar sobre a água em em em diferentes fases do desenvolvimento do pensamento humano se eu for falar da água para uma criança de 3 anos de 2 anos como educador eu vou dizer para para ela que a água ela não é dura a não ser que ela seja gelo que a água ela é importante para tomar banho pra gente ficar limpinho mas a gente também precisa beber água a água é importante pra gente beber que a gente tem que lavar bem as mãos depois que a gente brinca todas essas lições são verdadeiros mas se eu chegasse pra criança e falasse que a água é formada por moléculas E essas moléculas são formadas por átomos esses átomos que formam a molécula de água hidrogênio e oxigênio são ligados por ligações covalentes onde eles compartilham elétrons para ela por mais que isso seja concreto para o químico para ela seria profundamente abstrato então a percepção de abstração ela não é é comum ela precisa de um referencial da minha capacidade e compreensão então Jesus poderia trazer lições escondidas que se fossem apresentadas diretamente Elas seriam profundamente abstratas à época e

comum ela precisa de um referencial da minha capacidade e compreensão então Jesus poderia trazer lições escondidas que se fossem apresentadas diretamente Elas seriam profundamente abstratas à época e para a grande maioria das pessoas e a parábola cumpre esse papel de tornar mais concreto de mais fácil compreensão eu poderia por exemplo contar uma história de um casamento ou de uma relação de amizade entre dois dois duas pessoas que dois amiguinhos que se chamavam Hidro e um que se chamava Ox e contar uma história para falar da molécula isso para criança seria muito mais palatável do que se eu simplesmente apresentasse eh a a se eu apresentasse simplesmente para ela a tabela de Linus poling para ela seria muito mais complexo né entender eh essa essas ligações Então esse é um ponto importante E aí lá nessa questão 628 os espíritos vão dizer para Kardec ainda o seguinte para o homem estudioso para o homem de gênio não há uma só filosofia antiga uma só religião antiga que não guarde Grande verdades e por mais que nelas haja acessórios sem fundamento o espiritismo é a chave que vai ajudar a separar esses acessórios sem fundamento e encontrar as verdades que estavam ali escondidas no momento em que eu ouço isso dos espíritos e é uma é uma orientação geral ela vai ser uma orientação geral para a mitologia Judaica Então as percepções míticas do Judaísmo vão trazer verdades Profundas que estão ali escondidas no meio de acessórios que não tem maiores fundamentos se os espíritos me dizem isso como é que eu vou interpretar literalmente o velho testamento se eu interpretar literalmente eu vou cair no mesmo erro da literalidade da do cristianismo Nascente das preocupações das escolas iniciais numa interpretação literal do qual ninguém compreendia nada por isso e é muito os próprios muitos judeus eles chegam até a a contrapor algumas interpretações cristãs porque desde São Jerônimo eh quando a gente leva muitas dessas eh lições para a vulgata sem compreensão da cabala sem compreensão de alguns

eles chegam até a a contrapor algumas interpretações cristãs porque desde São Jerônimo eh quando a gente leva muitas dessas eh lições para a vulgata sem compreensão da cabala sem compreensão de alguns elementos hermenêuticos a gente vai interpretando o nosso jeito literalmente do qual nem os judeus interpretavam a gente não pode esquecer que Alexandre o Grande que foi de alguma forma eh educado teve como tutor Aristóteles leva as ideias filosóficas greco-romanas inclusive paraa Judeia o que facilita o olhar do pensamento judeu quanto as suas próprias tradições a de repente você extrai para olhar o velho testamento toda essa grande filosofia e essa filosofia tão forte que a gente vai encontrar no próprio Novo Testamento menções a Ades que é são expressões da filosofia greco-romana né e e e a gente vai desconsiderar toda essa filosofia que é verdadeira precursora para o próprio cristianismo era necessário que viesse antes a filosofia e eu de repente desconsidero esse saber filosófico quando a gente verifica lancardec olhando o velho testamento em a Gênese a a forma como ele interpreta o decálogo a forma como ele interpreta a Gênese como ele interpreta aqueles seis dias em seis eras aquilo não uma interpretação literal então é muito interessante o olhar do velho testamento quando a gente tem esse olhar aí eu consigo interligar aquilo que hoje o espiritismo chama de revelação de fato eu tenho uma primeira Revelação uma segunda Revelação e uma terceira Revelação que trazem uma continuidade de lições e são solidárias entre si elas não são antagônicas agora se eu começo a interpretar literalmente qualquer uma delas eu crio uma descontinuidade desse processo pedagógico Divino bacana inclusive parece que essa mesma lógica serve para que observemos outras culturas como por exemplo os mitos gregos e aí nós vamos encontrar muitas conexões O que que você pensa sobre isso olha que coisa interessante quando nós lemos a caminho da luz de Emmanuel a gente vai perceber que essas se

plo os mitos gregos e aí nós vamos encontrar muitas conexões O que que você pensa sobre isso olha que coisa interessante quando nós lemos a caminho da luz de Emmanuel a gente vai perceber que essas se espalharam por todos os povos em todas as épocas espíritos nobilíssimo reencarnaram em diversas culturas tempos diferentes mergulhados em religiões diferentes e dentro de Mitos diferentes guardam essas verdades quantos mitos induz tem lições Profundas mas também os mitos gregos mas também os mitos romanos mas também os mitos nórdicos mas também os mitos apresentados pelos aborígenes então a mitologia Ela é Rica de verdades e de lições O que é que eh nós encontramos hoje na psicanálise quando ela traz alguns mitos gregos uma tentativa de extrair desses mitos olhares mas a religião também faz isso mas ela já não faz dentro de uma prisão limitada quando você por exemplo humanizando os deuses engalanados do Olimpo só os imaginava com a estrutura antropomórfica não agora eu consigo extrair porque eu tô separando o acessório isso aqui é a roupa da verdade essa aqui é a carruagem da verdade eu tô separando e a verdade em algum momento ela vai se mostrar mas eu preciso compreender que em determinada época e para determinadas pessoas a verdade não pode se apresentar nua e crua ela precisa estar ali com alguns andrajos algumas roupas porque senão ela até se perderia no tempo ela até se perderia no tempo eu fico assim eh imaginando o que nós perderíamos se não houvesse o mito da caverna imagina essa verdade sendo escrita de forma nua e crua já tinham destruí desses pergaminhos e quantos outros tempos não tinham sido perdidos então quando Jesus diz olha é necessário que alguns compreendam mas a grande não vai compreender agora porque é um processo pedagógico é um processo pedagógico eu pegar o livro pequeno príncipe e entregar para uma criança de 9 anos ela vai ler e vai tirar uma interpretação do Pequeno Príncipe agora ela lendo a mesma obra com 40 45 anos 50 anos com muito mais

eu pegar o livro pequeno príncipe e entregar para uma criança de 9 anos ela vai ler e vai tirar uma interpretação do Pequeno Príncipe agora ela lendo a mesma obra com 40 45 anos 50 anos com muito mais maturidade ela vai extrair coisas novas que ela não iia extrair naquela idade vamos fazer esse paralelo com o Espírito e a gente vai perceber que naquele momento os fariseus eram crianças e não tinham condições de compreender aquilo que pessoas mais maduras espiritualmente como os apóstolos conseguiam extrair E olha que eles mais maduros às vezes precisavam perguntar para Jesus para que Jesus deixasse mais clara a parábola então é muito interessante é esse mecanismo pedagógico utilizado pelo Cristo para nos ajudar a compreender as leis da vida fabito meu querido amigo te agradecer muito pela por compartilhar conosco as suas reflexões né e ainda mais expandir tanto para outras culturas foi muito bom meu amigo Agradecemos muito e com certeza contamos com a sua presença em outras oportunidades viu deixa um minutinho para suas considerações finais certa vez conversando com meu amigo Raul Teixeira ele falou que a nossa caminhada em direção ao pai ou em retorno ao pai é uma caminhada muito semelhante a alguém que sai da sua casa na perspectiva de alcançar a estrela solar ao sair de manhã cedo ele vê o sol nascendo longe no horizonte clareando aos poucos am manhã ainda na penumbra da madrugada que ess se despede Paul latinamente mas ele sendo bom astronauta e prepar para sua jornada em direção ao sol vai caminhando em direção a ele e vai se aproximando dele muito embora ainda esteja muito distante e uma viagem em direção ao sol Seria uma viagem muito longa mas em qualquer fase dessa viagem seja da hora que ele sai de casa seja da hora que o Foguete ele rompe os limites da atmosfera da terra em todos esses trechos ele tem algum contato com o sol ele tem alguma relação com o sol essa é a nossa relação com Deus por meio das parábolas em qualquer fase em qualquer leitura em qualquer momento em que nos

sses trechos ele tem algum contato com o sol ele tem alguma relação com o sol essa é a nossa relação com Deus por meio das parábolas em qualquer fase em qualquer leitura em qualquer momento em que nos debruçamos sobre ela criamos uma relação com este Sol E à medida que a nossa viagem perdura ao longo de encarnações em direção ao Astro Rei ela passa a se tornar cada vez mais e o sentido dela nos permite um dia a viver de tal forma e a dizer eu e o sol somos um Nossa que legal que bacana que profundo né meu amigo obrigado de coração e até a próxima boa noite desde os primeiros tempos o homem percebeu que havia algo de Divino e superior algo que transcendia a sua compreensão observando os fenômenos da natureza o provem a tempestade a luz e as trevas com um sentimento de perplexidade e reverência nasce oculto as forças da natureza e mais adiante as primeiras religiões politeístas Abraão saindo de ur na caldeia vai para terra de Canaã E lança as bases do monoteísmo Moisés apresenta-nos os primeiros rudimentos da Lei Divina Jesus O Enviado Celeste canta-as de amor e misericórdia passados dois milênios a humanidade encontra na razão uma conquista e um instrumento de evolução mas o homem ainda se faz perplexo frente às estrelas e nos momentos de dor e o luto ou na alegria do nascimento do rebento frágil e pequeno em seus braços deixa seu pensamento se embriagar até a inteligência Suprema a causa das causas há como aliar razão e fé para entender e reverenciar Deus e o espiritismo o que tem a dizer é pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade Espírita A se debruçar sobre o tema religião Fé e Razão diante da imortalidade no quto congresso do espiritismo.net nos dias 28 29 de setembro de 2024 no Rio de Janeiro informações e inscrições no site www.espiritismo.net bar congresso

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