A Força do Espiritismo - A parábola do filho pródigo - Fabio Carvalho

FEBtv Brasil 02/05/2025 (há 11 meses) 1:04:23 71 visualizações

"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv. 🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5401710428684288

Transcrição

Boa noite, pessoal. Sejam bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo. Toda quinta às 8:30 da noite, uma produção aqui do espiritismo.net em parceria com a TV Serge e com a FEBTV e também retransmitido por alguns canais parceiros. Hoje nós teremos um tema bem interessante que é a parábola do filho pródigo. E quem vai trazer pra gente reflexões sobre esse assunto é o nosso querido Fábio Carvalho, a quem nós chamamos carinhosamente de Fabito. Meu amigo, vem para cá, seja bem-vindo. Boa noite. Boa noite, meu amigo. Já já. Boa noite, minha amiga, meu amigo internauta que nos acompanha nesse momento, a você que vai nos acompanhar em outro, nossas fraternais saudações. É isso, né, meu amigo? Nós lembramos, né, que aquele aquela série sobre os mitos de Platão e o Espiritismo com Thiago Barbosa voltará em breve. É só vocês terem um pouquinho de paciência, tá? Por enquanto a gente tá explorando um pouco o nosso querido Fabito, mas olha, tem tido cada estudo muito bom. Pelo menos a gente tem gostado, sabe, meu irmão? Olha, eh, nós vamos passar a palavra pro Fábio. Já deixamos aí o convite para você que tá nos acompanhando agora ao vivo para que façam as suas perguntas, porque ao final de uns 40 minutos mais ou menos eu volto e é o momento de trocar uma ideia com o Fábio para que ele possa responder as questões que vocês fizerem ou comentar em cima de algum comentário também. colocado aqui, tá bom? Ah, e você que não está assistindo ao vivo, tem problema não, pode comentar também. Quem sabe, quem sabe a gente não consegue até trocar uma ideia depois, não é isso, meu irmão Fábio, palavra agora é tua, tá? E daqui a pouquinho eu volto. Minha amiga, meu amigo, hoje temos um tema muito interessante para trabalharmos juntos. A parábola do filho pródigo, ele ela se encontra no Evangelho de Lucas, no capítulo 15, nos versículos de 11 a 32. E quando nós analisamos em um contexto mais amplo, percebemos que ela faz parte de um conjunto de três parábolas e elas estão profundamente

angelho de Lucas, no capítulo 15, nos versículos de 11 a 32. E quando nós analisamos em um contexto mais amplo, percebemos que ela faz parte de um conjunto de três parábolas e elas estão profundamente interligadas. Seriam estas a parábola da ovelha perdida, a parábola da dracma perdida e logo em seguida a parábola do filho pródigo. Ah, só para contextualizarmos, logo no início do capítulo 15, quando ele se inicia com a parábola da ovelha perdida, ele inicia dizendo o seguinte: "Estavam se aproximando dele todos os publicanos e pecadores para ouvi-lo." Então, vamos imaginar a cena. Todas aquelas pessoas que eram consideradas pecadoras, que eram mal vistas, como era o caso dos publicanos, estavam naquele momento se aproximando de Jesus para ouvir dele a palavra. E os fariseus que estavam próximos e os escribas, isso tá logo no versículo dois, os fariseus e os escribas murmuravam dizendo: "Este acolhe pecadores e come eles". E aí a gente vai perceber que nós temos dois grupos nesse momento. Nós temos os fariseus que por sinal não se consideravam pecadores porque estavam eles afirmavam que Jesus acolhia os pecadores e os publicanos. sinal que eles não se viam inseridos em nenhum dos grupos, nem de publicanos, nem de pecadores, sinal que nós poderíamos classificar as pessoas que estavam perto de Jesus naquele momento entre os impuros, onde estariam os publicanos e os pecadores. propriamente isso, sobre a ótica dos fariseus e dos escribas e do outro lado, aqueles que não eram impuros, que seriam os fariseus e os escribas. Repetindo isso na visão dos fariseus e dos escribas. Então, temos esses dois grupos de pessoas. E Jesus ouvindo os fariseus, ele começa contando a parábola, a a primeira parábola da ovelha perdida, que a gente não vai ler aqui no objeto de estudo, mas eh ela praticamente narra que um homem possuía sem ovelhas, uma delas se perdeu e ele como pastor deixa as 99 no deserto e sai em busca da ovelha perdida. O resto todo mundo lembra dessa parábola. Logo em seguida, ele narra uma

ue um homem possuía sem ovelhas, uma delas se perdeu e ele como pastor deixa as 99 no deserto e sai em busca da ovelha perdida. O resto todo mundo lembra dessa parábola. Logo em seguida, ele narra uma muito semelhante, tanto que ele inicia com ou qual mulher que tendo 10 dracmas, se perder uma, não acende uma candeia, varre a casa e procura até que encontre a que estava perdida. Então, nas duas primeiras parábolas, eu tenho um foco na ação daquele que busca o que se perdeu. E aí ele, na verdade, nessas duas parábolas, justifica o seu movimento de acolhimento aos publicanos e aos pecadores. é necessário ações na perspectiva de salvar ou de encontrar aquilo que estava perdido. Mas aí depois da parábola da dracma perdida, vem uma parábola muito mais profunda que a parábola do filho pródigo, ou, como preferem alguns tradutores, a parábola dos dois filhos ou, como preferem outros, a parábola do pai compassivo. E essa sim que é o nosso objeto de estudo de hoje. Vou pedir permissão para fazer uma leitura, a fim de nós mergulharmos um pouco mais na parábola do filho pródigo, considerando esse pequeno preâmbulo que nós trouxemos. Então se inicia lá no versículo 11 pro capítulo 15 e lá assim o evangelista nar disse: "Certo homem tinha dois filhos. O mais novo deles disse ao Pai: "Pai, dá-me a porção que me cabe da propriedade". E ele repartiu os recursos entre eles. Não muitos dias depois, reunindo todas as coisas, o filho mais novo ausentou-se do seu país para uma região distante e lá dissipou a sua propriedade, vivendo dissolutamente. Depois dele gastar todas as coisas, houve naquela região uma fome severa e ele começou a passar necessidade. E partindo, associou-se a um dos cidadãos daquela região, que o enviou aos seus campos para apacentar porcos. Ele desejava saciar-se com as alfaras que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava. Mas caindo em si, disse: "Quantos assalariados do meu pai tem abundância de pães e eu aqui preço de fome? Pereço de fome? Após levantar-me, irei ao meu pai e lhe

s porcos comiam, mas ninguém lhe dava. Mas caindo em si, disse: "Quantos assalariados do meu pai tem abundância de pães e eu aqui preço de fome? Pereço de fome? Após levantar-me, irei ao meu pai e lhe direi: "Pai, pequei contra o céu e diante de ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Paz a mim como um dos teus assalariados". Levantando-se, dirigiu-se ao seu próprio pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, compadeceu-se, correu, lançou-se sobre o pescoço dele e o beijou repetidamente. Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o céu e diante de ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho." Disse o Pai para os seus servos: "Trazei para fora a principal estola e vesti-o. Dai um anel para sua mão e sandálias para os pés. Trazei o novilho cevado, sacrificai-o e nos deleitemos comendo-o, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado. E começaram a deleitar-se. O seu filho mais velho, porém, estava no campo. Assim que chegou e se aproximou da casa, ouviu música e danças. Convocando um dos seus servos, informava-se sobre o que seria isso. Ele lhe disse: "O teu irmão chegou e teu pai sacrificou o novilho cevado porque o recuperou saudável. Ele ficou irado e não queria entrar. O seu pai, porém, saindo, o exortava, em resposta a seu pai, disse: "Eis que te sirvo a tantos anos. Jamais negligenciei um mandamento teu e nunca me deste um cabrito para deleitar-me com meus amigos. Quando chegou este teu filho, que devorou os teus recursos com prostitutas, sacrificaste para ele o novilho cevado?" Ele, porém, lhe disse: "Filho, tu estás sempre comigo e todas as todas as minhas coisas são tuas. Era necessário, porém, nos deleitarmos e alegrarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado. E agora nós podemos nos debruçar melhor sobre esta parábola. Vamos deixar de stand by aquele preâmbulo porque nós vamos voltar a ele. Aqui nós temos três personagens que eu poderia dizer que são os personagens principais, são os

uçar melhor sobre esta parábola. Vamos deixar de stand by aquele preâmbulo porque nós vamos voltar a ele. Aqui nós temos três personagens que eu poderia dizer que são os personagens principais, são os protagonistas dessa história, dessa narrativa, dessa parábola. um pai e dois filhos, sendo um mais velho e outro mais novo. E a gente vai perceber que nesta narrativa, o filho mais velho, ele aparece em dois momentos. Ele aparece no início da narrativa, que é o momento em que nós identificamos que aquele pai tem dois filhos, mas logo depois do início, esse filho mais velho, ele fica oculto da história. a história se concentra no filho mais novo para depois nós reencontrarmos e já para o final da história o filho mais velho. E isso é muito importante pra gente entender alguns aspectos dessa parábola e também para entender é necessário a gente contex contextualizar alguns elementos da cultura judaica. Um deles se refere à sucessão, ao direito de sucessão, ao direito de herança. No judaísmo, algo muito parecido em vários lugares do mundo, a herança ela se abre no momento da morte. Então, no momento em que o pai morre, a exemplo do princípio de de Saisinê na França, eh automaticamente os herdeiros se tornam proprietários dos bens deixados pelo pelo autor da herança, aquele que veio a falecer. Mas acontece uma coisa que muito curiosa e que é impactante para os judeus, em especial para os fariseus e os escribas que estavam ali. E aí a gente vai perceber que esta parábola do filho pródigo não é uma parábola agora que faz menção apenas aos filhos perdidos, a ovilha perdida ou a draácma perdida. Agora ele se dirige também aos fariseus, porque ele diz, o mais o certo homem tinha dois filhos. O mais novo deles disse ao pai: "Pai, dá-me a poção que me cabe da propriedade". Vejamos como isso pode ter chamado a atenção daqueles fariseus, porque isso é impactante. É muito impactante. É impactante por duas razões. A primeira delas, filho nas relações judaicas é uma palavra muito forte que

so pode ter chamado a atenção daqueles fariseus, porque isso é impactante. É muito impactante. É impactante por duas razões. A primeira delas, filho nas relações judaicas é uma palavra muito forte que representa muito mais do que uma relação consanguínea ou uma redação de parentalidade por adoção ou ou de forma afetiva. palavra filho, ela ganha um sentido profundo entre os judeus, porque filho, além dessa representação consanguínea ou afetiva, também traz uma representação de profunda obediência e honra ao Pai. Então, filho como um título de de honra e de dignidade é passado ao filho, que de fato, biologicamente falando, ao filho que cumpre as ordens do seu pai, que cumpre a vontade do seu pai, que honra o seu pai. E é por isso que Jesus recebe a alcunha o filho de Deus. Porque se alguém, se existia alguém que honrava as ordens de Deus, a vontade do Criador, a vontade do Pai era o Cristo. Todos nós somos indubitavelmente filhos de Deus, mas ele recebeu essa alc. Exatamente. Porque essa palavra, ela tem um sentido simbólico profundo em relação ao cumprimento da vontade do Pai. E isso é forte na história judaica, quando Deus, que era pai de Abraão, diz a Abraão para que ele leve o seu filho Isaque ao monte para sacrificá-lo, Abraão nem pergunta por quê. Porque o bom filho cumpre a vontade do pai e não discute. E não discute. Quando Abraão chega e começa a preparar, começa a organizar os preparativos para o sacrifício, para o holocausto, Isaque persegue e pergunta: "Pai, isso é para mim?" E é interessante que Isaque era um adolescente. Abraão era um homem sexagenário. Se Isaque corresse, Abraão não pegava. E mesmo assim Isaque não corre. se essa vontade do meu pai não se discute. Então aí nós temos a representação dentro da mitologia judaica dessa dessa obediência que o verdadeiro filho, o filho que merece esse nome tem em relação ao pai. Então, imagine quando um filho pede ao pai que ele antecipe a herança, é quase dizendo ao Pai, diante de uma cultura dessa, que tu

verdadeiro filho, o filho que merece esse nome tem em relação ao pai. Então, imagine quando um filho pede ao pai que ele antecipe a herança, é quase dizendo ao Pai, diante de uma cultura dessa, que tu estás morto para mim. É algo profundamente ofensivo, porque a herança só é repassada no momento da morte. Se eu peço antes para mim, você está morto. Isso seria justificativa para qualquer pai deserdar o filho. Eu não te considero mais como filho. Isso é profundamente ofensivo. Então Jesus impacta os fariseus, os escribas naquele momento, como a parábola. dá-me a porção que me cabe na herança. Mas este pai, diferentemente de um judeu, de um fariseu, de um escriba, é um pai profundamente amoroso. E diante do pedido do filho mais novo, ele também não discute, ele reparte a herança, dá a parte que cabe ao filho mais novo. Então esse filho vai reunir as coisas que cabiam a ele, as animálias, os bens, as moedas, reúne tudo. E alguns dias depois ele se ausenta do país para uma região distante, uma região de uma cultura diferente, uma região onde o valor ao pai já não era o mesmo. Por isso que é muito interessante a contextualização, porque esta era uma cultura judaica. E chegando nessa região distante, ele dissipa a propriedade, gasta de forma dissoluta, gasta uns prazeres do mundo, demonstrando um paradigma materialista muito forte, dirigindo aí as suas condutas, as suas ações a partir de sua própria percepção ou leitura de vida. E depois dele gastar tudo, não sobrar mais nada, numa região distante, num país diferente, ele atravessa uma fome severa, porque o o país atravessa, a região atravessa eh um momento possivelmente de seco, de dificuldade, onde a fome ela se espalha. e ele passa por necessidades, começa a viver com muita necessidade. E então ele sai daquele local e se associa uma das pessoas desse país distante, uma das pessoas daquela região, um cidadão. E esse cidadão, na perspectiva de explorá-lo como bom imigrante, eh, manda ele aos campos para apacentar porcos.

ssocia uma das pessoas desse país distante, uma das pessoas daquela região, um cidadão. E esse cidadão, na perspectiva de explorá-lo como bom imigrante, eh, manda ele aos campos para apacentar porcos. E aí, porco tem uma simbologia muito forte para os judeus. Isso é numa região distante. O porco ele representa algo impuro na cultura judaica. E essa simbologia é muito forte. ele ele se depara com aquilo que para ele era uma das coisas mais impuras na perspectiva de ganhar pão. Ou seja, ele está fazendo uma coisa que ele não consideraria nobre em seu país. E para poder se alimentar, então possivelmente nem alimento digno ele recebia. Para saciar fome, ele comia as alfaras que caíam da boca dos porcos. Porque ninguém lidava comigo. E é quando ele chega no fundo do poço que ele começa a pensar, ele cai em si. Então essa expressão cair em si é muito interessante porque ela se repete muitas vezes no evangelho. Quando Pedro cai em si, quando Tomé cai em si. Então há muitos momentos quando Zaqueu cai em si, então ele cai em si. Aí ele começa a pensar, quantos assalariados do meu pai tem abundância de pães e eu aqui pereço fome? E ele não está se referindo aos filhos, ele está se referindo aos assalariados, aos empregados. os empregados eram muito bem tratados, mais do que ele naquela situação. E ele então começa a planejar o seu retorno, ele começa a cogitar o que faria, como ele fala, falaria com o pai. Então ele nesses pensamentos, nessas elocubrações, ele começa a ensaiar essa fala. Ele diria ao Pai se eu encontrasse: "Pai, pequei contra o céu e diante de ti." E aí a gente vê essa relação de um rapa e mãe que é uma máxima da Torá judaica. O que representa esse tipo de erro? Um erro contra o céu e contra o próprio pai. Pequei contra o céu e diante de ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho. Por quê? Porque qualquer pai deserdaria seu filho numa situação parecida como é. E ele reconhecendo o erro, agora diz: "Eu não sou nem digno de ser chamado teu filho, mas eu vim te pedir pelo menos

o. Por quê? Porque qualquer pai deserdaria seu filho numa situação parecida como é. E ele reconhecendo o erro, agora diz: "Eu não sou nem digno de ser chamado teu filho, mas eu vim te pedir pelo menos para me receber como um assalariada. Eu sei que eu estando perto de ti, até como assalariado, eu serei mais bem tratado do que a forma como estou sendo tratado distante do teu país, distante do teu mundo. E aí depois dessa elocubração, depois dessas cogitações, ele toma uma decisão. Então nós temos aí mais de um momento. Temos um momento de de forma dissoluta gastar tudo que tem. Tem o momento da necessidade, tem o momento do trabalho onde esse trabalho ainda não é uma decisão de retorno ao pai. Nesse trabalho, a situação fica pior do que quando ele passou necessidade e ao passar por aquela situação, ele cai em si e começa a planejar o retorno. Mas não retornou ainda, ele está planejando. Mas aí depois de muito planejar, ele se levanta e volta ao seu país, se dirige ao seu pai. E aí, nessa viagem de volta, ele ainda longe avista o pai e o pai o avista. E o pai se compadece tanto por esse esforço de retorno e que o pai corre em direção a ele, lança-se aos seus braços, sobre o seu pescoço e o beija repetidamente. Ou seja, é um exemplo de profundo carinho de um pai. E ele então diz ao Pai tudo aquilo que ele havia planejado. Pai, pequei contra o céu e diante de ti não sou mais digno de ser chamado teu filho. Mas o pai dá uma resposta através de uma conduta, de um comando. O pai chama um dos cos e disse: "Traze para mim a principal estola e vestio." Então ele vai trazer aqui a a uma das roupas principais que vai identificar aquele filho como alguém importante naquela casa. Alguém que eh vai utilizar uma roupa de deleite, vai utilizar uma roupa próprio dos judeus com melhores condições financeiras. E isso é uma representação de que ele não era ali um mero assalariado, ele era alguém da família do dono da casa. Mas para deixar isso muito mais claro, ele disse assim: "Dai a ele um anel para a sua mão". O anel

representação de que ele não era ali um mero assalariado, ele era alguém da família do dono da casa. Mas para deixar isso muito mais claro, ele disse assim: "Dai a ele um anel para a sua mão". O anel geralmente era o identificador da família, trazia o brasão da família e sandálias para os pés. Então ele não responde dizendo: "Não, vou te tratar como filho, não vou te tratar como servo". Ele dá resposta com conduta, com com ação, com ação e não com palavras. E logo depois dá um novo comando ao céu. Trazei o novilho cevado. Então quero um novilho gordo. Sacrificai-o e nos deleitemos comendo, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado. E começou uma grande festa. Mas agora aparece o nosso terceiro personagem, que ele foi narrado no início. Durante todo esse tempo ninguém fala dele, mas no final da história ele reaparece. O seu filho mais velho, porém estava no campo. Olha que coisa interessante. O filho não estava em casa. O filho não mais velho não estava ao lado do pai, estava no campo. Tanto que ele não sabia nada do que estava acontecendo e não sabia porque ele não estava com pai. Se ele tivesse com pai, ele teria visto o irmão dele chegar, mas ele não estava com o pai. E assim que chegou, se aproximou da casa, ouviu músicas e danças. Ele se aproximou da casa, mas não entrou. Ele então chama um dos servos da casa e pergunta o que que tava acontecendo. Esse servo diz: "O teu irmão chegou e o teu pai sacrificou o novilho cevado porque o recuperou saudável. E como é que ele ficou? Irado, revoltado. Ficou tão revoltado que não queria entrar. Ele já não tava dentro e agora estava mais revoltado e não queria entrar. E o pai então o chama, o exorta entrar, mas ele de fora dá resposta ao pai. Eu te sirvo há tantos anos, jamais negligenciei um mandamento teu, porque esse é o discurso dos fariseus e dos escribas. Cumpro todos os teus mandamentos. E nunca me deste um cabrito para deleitar com meus amigos. Quando chegou o teu filho que devorou teus recursos com

rque esse é o discurso dos fariseus e dos escribas. Cumpro todos os teus mandamentos. E nunca me deste um cabrito para deleitar com meus amigos. Quando chegou o teu filho que devorou teus recursos com prostitutas, aí tu sacrificas o melhor novilho. Aí o pai profundamente compassivo, diz a ele: "Filho, tu estás sempre comigo. Todas as minhas coisas são tuas." Olha que mensagem interessante. Se tu estás sempre comigo e tudo que é meu é teu, porque tu nunca te apropriaste disso? Essa é a pergunta. Essa é a pergunta. Mas o teu filho não estava comigo e nem as minhas coisas eram deles porque ele se afastou. Então ele vindo é natural que nós façamos uma festa, porque era uma alma que estava perdida e foi encontrada. Agora vamos analisar simbolicamente essa parábola. Não é difícil de perceber que diante lá do início que nós havíamos falado de contexto em que Jesus ia falar e se aproximaram muitos publicanos e pecadores, ele os acolheu e os fariseus vem e falam: "Tu acolhes pecadores, tu acolhes pessoas de uma vida. Jesus narra três parábolas, a parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e agora do filho pródigo, mais profunda, mais completa. Então, me parece que nessa parábola o pai é a representação de Deus, o filho mais novo, a representação dos publicanos e dos pecadores, e o filho mais velho, a representação dos fariseus e dos escribas. Naquele momento, vejamos que os fariseus e os escribas eram de fato as pessoas mais próximas do templo. Eram aqueles que cuidavam do templo, eram aqueles que tinham uma vida religiosa de alguma forma mais profunda. conheciam melhor os pergaminhos antigos, conheciam melhor a Torá, os livros sagrados do judaísmo, a Cabala, o Talmud, eles tinham um conhecimento disso. Estavam, portanto, mais próximos, por assim dizer, de Deus, entretanto, sem entrar na casa, sem se aproximar de Deus. conheceu, mas prefiro estar aqui no campo e não na casa com ele. De outra banda, eu tenho aqueles que também são filhos, são mais novos, na perspectiva,

, sem entrar na casa, sem se aproximar de Deus. conheceu, mas prefiro estar aqui no campo e não na casa com ele. De outra banda, eu tenho aqueles que também são filhos, são mais novos, na perspectiva, inclusive espiritual, possivelmente criados mais recentemente comparado a espíritos mais velhos, como os fariseus e os escribas, e resolveram, dentro de uma perspectiva de visão materialista aproveitar a vida E o resultado disto foi profundo sofrimento. Mas em algum momento da vida, aquelas pessoas que eram consideradas de má vida caíram em si, tanto que se aproximaram de Jesus, estavam retornando para ouvi-lo e eram tantos que se adençavam ao redor dele. Então, eram naquele momento a representação desse filho pródigo. E por isso que ele os acolhia. Os acolhia porque eles estavam retornando à casa do pai na perspectiva de uma demonstração de que Deus é profundamente misericordioso e ama a todos os seus filhos indistintamente, independentemente do que fizeram. Porque o amor de Deus é incondicional e não está vinculado à meritocracia, não está vinculado a nenhum tipo de mérito. Basta ler nosso lado. Deus ama profundamente André Luiz enquanto ele está encarnado. Ainda que ele visite as mariposas nas noites cariocas, ainda que ele contraia Cípiles, ainda que ele tem uma péssima alimentação, ainda que ele tenha uma vida reprochável na perspectiva da dignidade do lar, Deus o ama infinitamente. Ele desencarna, vai para um vale dos suicidas em razão das atrações naturais do seu comportamento que levam um suicídio indireto. Deus o ama infinitamente no vale do suicídio como ama todas as almas que ali se encontram. Ninguém precisa fazer nada para ser profundamente amado por Deus. Mas ele cai em si, chega ao nosso lar. No nosso lar, Deus ama infinitamente André Luiz. Nessas três fases, André Luiz não precisa fazer exclusivamente nada para ser infinitamente amado por Deus, independentemente do mérito. Esse é o filho pródigo. Ele é amado quando pede a antecipação da herança. Por mais que

ré Luiz não precisa fazer exclusivamente nada para ser infinitamente amado por Deus, independentemente do mérito. Esse é o filho pródigo. Ele é amado quando pede a antecipação da herança. Por mais que isto seja deshonroso, em nenhum momento o pai o recrimina, o pai dá, o pai não se zanga, o pai não deserta, ele vai embora, gasta tudo que tinha, o pai continua. Ele volta, o pai continua amado e o pai acolhe e faz festa quando ele volta. Mas quando nós olhamos o filho mais velho e os fariseus, olhamos também a nós espíritas, porque também nós estudamos não pergaminho, mas estudamos o espiritismo, estudamos o evangelho de Jesus, de alguma forma estamos próximos, talvez ainda no campo. sem estar nesta casa, sem estarmos próximos de Jesus. E aí entra uma coisa muito interessante, é que ele diz para esse filho mais velho, tu sempre estiveste perto de mim e tudo que é meu é teu. Qual é a herança que nós recebemos do Senhor? Qual é a herança profunda? O que é isso de Deus que é nosso que estamos próximo deles lendo essas obras fantásticas que nós ainda não nos apropriamos de tudo isso? Ao ponto de reclamar um novilho cevado, sendo que nós temos à nossa disposição muito mais do que um novilho cevado e ainda não nos damos demos conta de que próximos do Senhor nós somos. de tudo que ele tem nessa casa. É a mesma coisa de estarmos próximos, mas na nossa cabeça estamos distantes. Ainda não usufruímos de todo esse tesouro, de toda essa herança espiritual. E o Pai precisa chamar a atenção do filho com essas palavras. Tu estás sempre comigo e todas as minhas coisas são tuas. Não percebeste isso? Não te deste conta? Porque se a felicidade é um bem meu, por que ainda não és feliz? Por que não estás gozando da felicidade? Por que não estás gozando da alegria de ser bom? Se a bondade é uma das heranças que eu te ofereço e que te vai fazer feliz? a amizade, a fraternidade, tudo aquilo que te eleva, tudo aquilo que teobrece, tu vai encontrar aqui porque é meu. E se é meu, é teu também.

ma das heranças que eu te ofereço e que te vai fazer feliz? a amizade, a fraternidade, tudo aquilo que te eleva, tudo aquilo que teobrece, tu vai encontrar aqui porque é meu. E se é meu, é teu também. Essa é a representação de muitos religiosos que nos encontramos profundamente próximos e ainda não nos demos conta do tesouro que temos à nossa disposição. Por isso, as duas primeiras parábolas, elas fazem menção ao movimento do pai em relação aos filhos perdidos. Mas essa última, ela faz também menção aos filhos que estão próximos, mais velhos, do qual poderíamos esperar mais maturidade e não se fazem valer do tesouro que está à disposição de cada um deles. Essas são brevíssimas reflexões sobre esta parábola encantadora, da qual eu me sinto mais contemplado com o título de A parábola do pai compassivo. Meu amigo, já vamos conversar um pouco agora sobre ela. Vamos lá. Vamos lá, que muito já foi trazido, né, nas suas reflexões, que até suscitou aqui algumas questões, alguns comentários, algumas perguntas e a gente vai começar aqui pela nossa querida Jane Sodré, com quem estive com quem tive a oportunidade de estar ontem conversando, eu, ela e nosso querido Thiago Barbosa. Ela diz assim interessante que nessa parábola existem várias narrativas: o dever, o perdão, o respeito, o egoísmo, a rebeldia. E ela ainda completa assim. E existe uma, digamos assim, quebra de dinâmica social em relação ao filho mais velho, o primogênito. Comenta aí pra gente. Eh, essa leitura que a Janete fez, ela é muito interessante. Jane, por Jane, perdão, Jane, é muito interessante porque ela ela traz todas as emoções, eh, todos os elementos que compõem essa narrativa de forma bem sintética, bem resumida. E o que nós de fato percebemos é que esses elementos que a Jane identifica são os elementos da nossa vida. Em muitos momentos nós nos vemos assim. Uma hora nós queremos gozar a vida. Em outro momento, nós estamos passando pelas dores e sofrimentos causados, pela forma de como nós fizemos nossas

nossa vida. Em muitos momentos nós nos vemos assim. Uma hora nós queremos gozar a vida. Em outro momento, nós estamos passando pelas dores e sofrimentos causados, pela forma de como nós fizemos nossas escolhas. E é nesse momento que sentimos a necessidade de voltar ao Pai. E aí eu me lembro da parábola do fechim de Núcias contida no Evangelho de Lucas. também em que depois que o pai do noivo manda os servos chamar os convidados e os convidados se negam ali. Uns dizem: "Ah, eu casei, preciso cuidar da minha esposa". Outro diz: "Não, não vou poder ir porque eu tenho os meus bois, preciso cuidar dos meus bois". Outra: "Ah, eu tenho meu negócio, não posso ir". E pela insistência dos convidados, dos servos, os eles eles os convidados matam servos, o Senhor fica irado. Eh, então aquelas pessoas elas são exterminadas e ele manda novos servos para as para as esquinas chamar todo mundo. E aí, segundo Lucas, eh, quem vai atendendo o chamado são os coxos, os doentes, os leprosos. Eh, e eu comparo muito a isso naquele primeiro momento, lá no capítulo 15, eh, dos primeiros versículos, quando ele diz que os publicanos pecadores começam a se aproximar de Jesus. são os coxos das doentes aceitando convite. Então, são os sofridos, os sofridos aceitando esse convite. Então, essa essa nossa vida repleta disso. Quantos de nós não aceitamos o convite do Senhor depois de muito sofrimento ao longo de várias encarnações? Você vê, por exemplo, quem lê a trilogia de Von Domaral Pereira percebe o momento depois de tantos de tantas encarnações, ela atendendo o chamado de Jesus. Mas geralmente a gente passa algum tempo aí nesses países distantes, né, que também são símbolos nessa nessas outras regiões, até muitas vezes nos aproximarmos e nos colocarmos agora que nos aproximamos na condição dos filhos primogênitos. Agora eu tô próximo. Entretanto, ainda não estou usufruindo do tesouro. Agora eu posso estar numa casa religiosa, posso estar num templo, num centro espírita. Entretanto, eu não trago para dentro de mim os

eu tô próximo. Entretanto, ainda não estou usufruindo do tesouro. Agora eu posso estar numa casa religiosa, posso estar num templo, num centro espírita. Entretanto, eu não trago para dentro de mim os tesouros espirituais que são de propriedade do meu pai. Estou com ele, mas ainda não me aproprio dessas coisas. Ainda guardo inveja, ainda guardo orgulho, ainda guardo egoísmo. Por isso, muito interessante as reflexões da J. Verdade, meu amigo. E a nossa Lina Calil, que tá sempre com a gente também, fez alguns comentários e deixou uma pergunta aqui que a gente vai trazer agora aqui na tela, né? Ela diz assim: "A parábola também poderia ser tratada como libertação, haja vista a pureza do coração ser um atributo que liberta-nos dos medos, culpas, ressentimentos, vaidades e ganância que nos escravizam. Indubitavelmente, Lina, é uma parábola impactante para os dois grupos. Se eu dividindo no início o grupo dos publicanos e pecadores, do outro lado o grupo dos fariseus e dos escribas, ambos os lados tem ali propostas de libertação. um dos erros do tempo perdido, do mau aproveitamento das riquezas que Deus coloca a nossa disposição e outro de se libertar de uma vaidade que impede dele perceber quão próximo ele está de tantas coisas boas, porque nós distanciamos o a nossa a nossa percepção cognitiva de interpretação textual do evangelho da nossa vivência. É como se na perspectiva de fariseu, a gente conhece muito bem os pergaminhos, a gente conhece a palavra da vida eterna. Entretanto, nós não nos apropriamos desse tesouro. Então, me parece que filho mais novo e filho mais velho tem um convite com essa parábola de libertação. Muito, muito boa a sua interpretação. Dentre aos alguns comentários que ela fez aqui também, ela colocou assim, ó. O pais, o pai fez direitinho o seu papel. Aliás, né? Esse pai também é dos melhores, não é? Não, oferecendo acolhimento, amor e carinho ao filho caçula e também alertando o primogênito sobre as verdadeiras preciosidades. Isso mesmo. E aí, aproveitando o que Lina

também é dos melhores, não é? Não, oferecendo acolhimento, amor e carinho ao filho caçula e também alertando o primogênito sobre as verdadeiras preciosidades. Isso mesmo. E aí, aproveitando o que Lina está falando, é interessante como o discurso do pai ou a forma que o pai tem de se comportar com um filho é diferente como ele se comporta com outro. Nós fazemos assim com os nossos filhos. Quando o filho mais novo chega e pede antecipação, herança, o pai não fala nada. Tá aqui, ó. Pai, quando o filho mais novo volta todo arrependido e possivelmente machucado, sujo dessa viagem, ele e o filho então chega dizendo: "Pai, eu pequei contra o seu contra ti, não sou digno mais de ser esse chamado filho, me recebe pelo menos como assalariado." Ele também não fala nada. Ele chama o set assim, pega uma vestimenta das melhores, de deleite, de descanso, pega o anel e pega a sandália. Bem ali com aquele comportamento, ele sabe o que que o pai queria falar para ele. Muitas vezes nós percebemos o amor de Deus, não porque vem uma voz do céu dizendo que nós somos filhos, mas a providência divina age de tal forma que nós percebemos o quanto nós somos amados, independentemente dos nossos erros do passado. Deus nos ama profundamente. Eu até me emociono quando eu penso no amor de Deus. Deus nos ama tanto, mas tanto. Porque é diferente de um pai humano que nós somos, nós somos impiedosos. Deus não. Deus é profundamente misericordioso e bom. E mas já com o filho mais velho, não. Com o filho mais velho, ele fala e fala diretamente, sem rodeios, porque o filho mais velho tinha maturidade para entender. Tu estás comigo e tudo que é meu é teu, porque tu não te apropriaste disso. E a gente vai perceber que Jesus também tinha discursos diferentes. Quando ele vai na casa de Isaque, ele também não fala nada. Zaqueu oferece um grande banquete. Só o ato dele chamar Zaqueu do Sicôo para ter na casa dele e ir possivelmente numa festança, porque ele tinha muitas condições financeiras, era um publicano

la nada. Zaqueu oferece um grande banquete. Só o ato dele chamar Zaqueu do Sicôo para ter na casa dele e ir possivelmente numa festança, porque ele tinha muitas condições financeiras, era um publicano sem falar nada, aquilo já era o acolhimento. Zaqueu não tinha condições de escutar mais coisas, mas aquilo era suficiente para Zaqueu se transformar. Mas em relação a Paulo, eu falo direto, por que que tu me persegues? Não, tu tem maturidade para entender o que eu estou falando. Tu é fariseu porque e tu estudas essa palavra. E Paulo era, Saulo era fariseu. Ele pode falar diretamente a Simão Barjonas: "Antes que o galutante, tu me negarás e vai me negar". Mas em relação a Miriam de Migdol que lavava os pés, ele não fala nada. Pelo contrário, a defende do fariseu que disse: "Se tu fosse profeta, saberia que ela é uma pecadora". Então, como Jesus ele se movimenta no discurso de um filho mais novo que um filho mais velho? Como a resposta divina vem para esses filhos? Quanto mais novo o filho, mais leve o discurso, mais consoladora é ação. Mas para aquele que sabe o dever a cumprir, para aquele que sabe o que deve fazer, a misericórdia vem com o cárcere da justiça. Para aquele que não sabe, a justiça vem com o bálsamo da misericórdia. Pois é, Fábio. Eu me lembrei agora nessa última fala sua aí, último comentário, que Jesus, as admoestações dele, tratamento mais duro, era exatamente para os fariseus, para os escribas, porque eles conheciam a lei. Na verdade, mais do que isso, eles eram responsáveis pela condução espiritual de todo aquele povo, né? E eles estavam falhando em relação a esse compromisso assumido. Então, tem a ver com o que você tá falando, né? O o que tem já alguma experiência a mais, o que tem alguma responsabilidade, ele precisa ser chamado atenção quando ele desvia do caminho, né? Aliás, até comentávamos hoje num estudo aqui, Fábio, que eh os profetas eles só vieram porque o povo desviou do caminho, né? Aliás, tudo é assim, né? A gente só tem novas revelações, novos enviados para trazer

é comentávamos hoje num estudo aqui, Fábio, que eh os profetas eles só vieram porque o povo desviou do caminho, né? Aliás, tudo é assim, né? A gente só tem novas revelações, novos enviados para trazer as informações pra gente, porque não seguimos a que nos foi dada desde o início, não é verdade? Eh, esse é o processo pedagógico. O processo pedagógico é de que um professor ele repita tantas vezes necessárias forem. Um pai vai mandar, tantas vezes necessárias forem um filho escovar os dentes. Mas depois que o filho criou o hábito de escovar os dentes, pai, não precisa mais falar mais. Então, se os profetas estão vindo e a vontade do Pai está se expressando por esses profetas, é porque ainda não nos disciplinamos, ainda é necessário. Quando não é mais necessário, dizem eh que mãe, que é mãe nunca perde a majestade. aqui até contando uma história de uma vizinha minha. Eu tinha uma vizinha que a a 20 anos atrás ela tinha aproximadamente 60 anos e ela recebeu a mãe dela que morava no interior, veio paraa capital e a mãe tinha aproximadamente 82 por 85 anos. E eu acordei cedo nesse dia, eu morava num casaram, então eu tava no segundo piso, fui na janela e olhei uma fêmea interessante. A minha vizinha de 60 e tantos anos sai de manhã cedo à porta para olhar o jardim, olhar o tempo na rua e aí a mãe dela sai de 85 anos, se aproxima dela, olha para ela e diz assim: "Menina, tu já escovaste teu dente?" Aí eu olhei aquilo ali, disse assim: "20 mãe que a mãe nunca perde a majestade. Mas tirando essa situação que é e e eh eh é muito interessante, Lárica, a gente deixa de falar os filhos, deixa de falar os alunos no momento em que eles aprendem. Nesse momento nós não há mais admoestações, porque o filho já está fazendo, ele já criou o bom hábito, ele já tem a virtude, ele já sabe como se comportar. Então é isso que já já diz. Enquanto precisarmos, esses profetas virão encarnados ou desencarnados, mas as vozes virão. Eu me lembro de alguém que tava reunindo as comunicações de Bezerra por

mportar. Então é isso que já já diz. Enquanto precisarmos, esses profetas virão encarnados ou desencarnados, mas as vozes virão. Eu me lembro de alguém que tava reunindo as comunicações de Bezerra por Divaldo ao Conselho Federativo Nacional por anos. Por anos Divaldo ia lá. E aí ele ele reunindo, ele disse assim: "Fado, eu eu não sei se eu tô interpretando direito, mas eu tô achando uma coisa assim muito estranha. O que que foi, meu amigo? Eu já analisei todas essas comunicações. Em regra, parece que bezerra todo ano diz a mesma coisa. Disse assim: "Ah, bem-vindo à condição de filho rebelde diante do pai que precisa repetir a mesma coisa todo dia para que esse filho desperte." Somos nós, os membros do conselho, somos esses filhos rebeldes que precisamos escutar a mesma mensagem de um espírito que se coloca numa numa posição paternal em relação a cada um de nós. É verdade. Bom, mas isso aí serve sempre de um alerta pra gente, né? Enfim, meu irmão, estamos chegando então ao final. Eu gostaria de te agradecer, agradecer também a Lina, a Jane, a Karine que esteve com a gente também, ó, Karine Ramos, a Sheila Cristina aqui do espiritismo.net e todos os demais que não eh se manifestaram, mas que estavam aí com a gente, a todos aqueles que vão assistir depois, né? e agradecer a você, meu querido Fabito, por mais esse dia e quem sabe na semana que vem, se você também não será surpreendido com um novo convite para estar conosco aqui já com um novo tema a ser eh eh trazido, né, para todos nós. Quero deixar então esses minutos finais para você eh fazer as suas considerações. Essa parábola, ela naturalmente me chamou muito atenção, porque eu sempre, por muito tempo, me vi na condição do filho mais velho, próximo e distante ao mesmo tempo, próximo de bons textos, de boas obras. Mas ao mesmo tempo percebendo que havia algo muito perto de mim que eu não estava não estava vivenciando. E aquela era uma mensagem para aqueles dois grupos, não era uma mensagem só pro filho pródigo. Nós não somos melhores.

bendo que havia algo muito perto de mim que eu não estava não estava vivenciando. E aquela era uma mensagem para aqueles dois grupos, não era uma mensagem só pro filho pródigo. Nós não somos melhores. Às vezes acreditamos que estamos em uma posição muito melhor do que aquele que comete o crime e mesmo de dentro da penitenciária se converte e faz o movimento do filho pródigo. E nós dizemos se aproxima das pessoas de má vida. Possivelmente Jesus estaria nos dias de hoje acolhendo esses réprobos da sociedade, acolhendo as prostitutas, acolhendo pessoas de profundo sofrimento psíquico em razão da disforia que atravessa, seja pela sexualidade, seja em razão de outras questões materiais, mas estão sofrendo. E ele é o pai compassivo que acolhe o filho pródigo sem perguntar se ele está mal cheiroso, se ele está família ou se ele está com dificuldade. Nós que deveríamos estar ajudando o pai nessas ações, ajudando o pai, acolhendo os filhos do calvário. Somos os mais impedosos com nossos irmãos. Porque é uma outra coisa importante que eu não disse na parábola. Jesus fez questão de lembrar que são irmãos. irmã são nossos irmãos. E enquanto nós não nos apropriarmos desse tesouro, não olharemos como irmãos. Seremos os irmãos deserdando os filhos de um pai que continua amando. E é por isso que a nossa postura como filhos primogênitos, como filhos mais velhos, precisa ter um comportamento e um movimento como disciplina de libertação. Precisamos nos libertar. de todas essas escamas que estão nos nossos olhos e nos impedem de ver com clareza qual local nos encontramos e como bondoso é o pai do qual decidimos estar perto. É a postura de mais bem vivermos como irmão Corvino do que como Freia Epifia. E que Jesus nos abençoe e que assim seja, meu amigo. Muito obrigado. Então, mais uma vez, agradecendo também a participação de todos. Lembrando que na próxima semana, próxima quinta-feira, às 8:30 da noite, mais uma edição do programa Força do Espiritismo e você com certeza é nosso convidado, tá bom? Excelente noite para

o de todos. Lembrando que na próxima semana, próxima quinta-feira, às 8:30 da noite, mais uma edição do programa Força do Espiritismo e você com certeza é nosso convidado, tá bom? Excelente noite para todo mundo, fiquem com Deus e até a próxima. Ciao. Ciao. O Espiritismo surgiu como uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material. Allan Kardec, o sábio mestre lionês, se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma realidade nova. Não mais véus e mistérios, sobrenatural e nada, mas uma perpétua continuidade entre os dois mundos. Pesquisando a mediunidade com lógica e razão, Allan Kardec pavimentou uma estrada segura entre o além túmulo e o plano físico, demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência. É pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade espírita a se debruçar sobre o tema invisível, ciência investigativa como instrumento ético. O sexto congresso do espiritismo.net nos dias 27 e 28 de setembro de 2025 no Rio de Janeiro. Informações e inscrições no site www.espiritismo.net. espiritismo.net/congresso. Congresso.

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