A Força do Espiritismo - A Parábola da Ovelha Perdida - Fabio Carvalho
"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.
Olá, pessoal, boa noite. Sejam bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo, que é uma produção do espiritismo.net NET em parceria com a FEB TV, com a TV CERD e também programa retransmitido por alguns outros canais parceiros. E nessa noite de hoje nós vamos ter a grata satisfação de receber mais uma vez o nosso querido Fábio Carvalho no intervalo da série de estudos que o nosso querido Thiago Barbosa tem feito sobre os mitos de Platão e e o espiritismo, tá? Vamos então trazer o Fábio que ele tem um tema bem interessante que é a parábola da ovelha perdida. Boa noite, Fabito. Boa noite, meu amigo. Já já boa noite, minha amiga, meu amigo que nos acompanha neste momento online e aqueles que nos acompanharão em outra oportunidade, nossas fraternais saudações. É isso aí, meu amigo. É isso aí. E então, como sempre fazemos esse primeiro momento do programa, a gente passa aí pro nosso querido Fábio para ele fazer as considerações sobre o tema A parábola da ovelha perdida. E enquanto ele expõe o tema, enquanto ele faz as reflexões em torno do tema, você que está acompanhando a gente, com a nossa querida Lina Cali, que acabou de chegar, boa noite, minha amiga, você pode fazer a sua pergunta, fazer as suas colocações que ao final eu volto e a gente traz essas perguntas e também bate um papo. legal com o nosso querido Fábio. Tá certo, Fabito, palavra é tua agora, meu irmão. Vamos lá, até daqui a pouco. Minhas amigas, meus amigos, mais uma vez nossos votos de uma noite aprasível, alegre, renovadora e que os bons espíritos nos inspirem durante a análise, o estudo e a reflexão a respeito da parábola da ovelha perdida. Eh, essa parábola, ela é apresentada por dois evangelistas e nós iniciaremos ou nos concentraremos naquela apresentada por Lucas no capítulo 15, porque nós já havíamos rapidamente comentado essa parábola quando falávamos a respeito da parábola do filho. do pródigo. Inclusive dissemos à época que havia um conjunto de três parábolas que estavam relacionadas, que é a parábola
ente comentado essa parábola quando falávamos a respeito da parábola do filho. do pródigo. Inclusive dissemos à época que havia um conjunto de três parábolas que estavam relacionadas, que é a parábola da ovelha perdida, a parábola da dracma perdida e a parábola do filho pródigo. Obviamente naquele momento nós eh concentramos a nossa atenção no filho pródigo e hoje nos concentraremos na ovelha perdida. Mas para contextualizar essas três parábolas, logo que iniciou o capítulo 15, eh, Lucas, ele registra que naquele momento estavam se aproximando de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvir os fariseus e os escribas então começaram a murmurar, diz: dizendo: "Este acolhe pecadores e come com eles." Esse é o contexto do início da parábola. Então Jesus, após esses essas murmurações, essas reclamações apresentadas pelos fariseus, ele e pelos escribas, ele narra a seguinte história: "Qual homem dentre vós, possuindo 100 ovelhas e perdendo Elas não deixas 99 no deserto e sai em busca da perdida até encontrar. Encontrando-a alegre, a coloca sobre os seus ombros e após dirigir-se para sua casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida. Eu vos digo que desse modo haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não têm necessidade de arrependimento. Pois bem, ah, iniciando pelo pelo contexto, incomodava de fato os fariseus e os escribas da época essa aproximação dos publicanos, dos pecadores quanto a Jesus Cristo. porque se havia construído a época, e nós temos profundo reflexo desses acontecimentos nos dias de hoje, de que os bons eles devem se afastar dos maus, dos pecadores. Isso porque na visão de um Deus profundamente vingativo, um Deus dos exércitos, um Deus que na visão que talvez não fosse da ortodoxia judaica, mas que graçava entre os judeus, era um deus que de alguma forma castigava os inimigos do próprio povo descendente de Abraão, de Isaque e de Jacó. E também naturalmente aqueles que não
odoxia judaica, mas que graçava entre os judeus, era um deus que de alguma forma castigava os inimigos do próprio povo descendente de Abraão, de Isaque e de Jacó. E também naturalmente aqueles que não observavam as leis da Torá, não observavam os pergaminhos sagrados do judaísmo, não se entregavam aos rituais, não se entregavam às liturgias próprias época e nem se curvavam as interpretações que eram estabelecidas pelo rabinato, que eram estabelecidas eh pelos sumos sacerdotes. Então, imaginemos nós como isso ainda acontece nos dias de hoje. quando eh algumas pessoas foram visitar presos políticos que eram ex-presidentes, eh sem necessariamente descrever aqui nomes ou pessoas, havia comentários e isso não há não muito tempo atrás, havia comentários de que aquele que ia visitar o preso político, ele era tão criminoso quanto aquele que de alguma forma cumpria uma pena ou esperava por um certo veredito ou por uma certa decisão. E havia construção e a construção da ideia dessa desse afastamento daqueles que erram, daqueles que pecam, daqueles que soltam. Isso porque nós não temos com muita clareza o ideal de justiça. Nós não temos uma visão de justiça muito clara. Nossa visão de justiça, ela se confunde muito com a ideia de vingança. Se nós pudéssemos trazer o pensamento de Gunta Jacobes e o seu inimigo do Estado, todos aqueles que são criminosos, pecadores, traidores da pátria, essas pessoas não fazem justo a nenhum tipo de tolerância, de piedade, nenhum tipo de comiseração e qualquer pessoa que caminhe com elas compartilham do mesmo pecado, compartilham das mesmas ideias e elas não merecem nenhum tipo de consolo. E se isso é comum nos dias de hoje, imaginemos há mais de 2000 anos atrás. Por isso era natural que os os fariseus da época, os escribas murmurassem. Imagina, vamos fazer uma construção imaginária de certos políticos, de certos criminosos do colarinho branco. E Jesus acolhendo-os fraternalmente, Jesus visitando-os na prisão, Jesus passando horas conversando
vamos fazer uma construção imaginária de certos políticos, de certos criminosos do colarinho branco. E Jesus acolhendo-os fraternalmente, Jesus visitando-os na prisão, Jesus passando horas conversando com eles. Hoje, se qualquer pessoa que é classificada como uma pessoa de bem, é flagrada em diálogo com o criminoso, ele é quase que imediatamente atacado. ele é quase que imediatamente de alguma forma ã cancelado para utilizar uma palavra mais atual e muito comum nas redes sociais. Então, era o que estava acontecendo no momento. Os publicanos eram classificados como traidores da pátria, porque cobravam tributos para entregar a Cés, ou seja, arrancava esses tributos dos seus irmãos judeus e enriquecia a águia romana. Naturalmente, naquela época, a o tributo, ele não era protegido pelos princípios constitucionais de hoje, como o princípio do não confisco. Então, muito dos tributos tinham efeito confiscatório. Algumas pessoas rapidamente iam uma banca rota, lhes faltavam que comer e isso era revoltante. que nós nos revoltamos com os crimes, nós nos revoltamos com as injustiças. O que nós não percebemos é que a proposta do Espiritismo quanto à sua colaboração com o progresso de destruir o materialismo e não é a de destruir o materialista. E quando a justiça ou a palavra justiça se confunde ou utilizada como sinônimo da palavra vingança, a ideia que se tem de se destruir a injustiça é se destruir também o injusto. Então, injusto merece sofrimento, injusto merece a pena cruel, injusto merece o ouvido dos poderes constituídos, o ouvido das instituições. Então, ninguém deve lembrar destes injustos. Eles devem sofrer. Ninguém deve se aproximar para lenir o seu sofrimento. Porque lenir o sofrimento é uma injustiça. Isso porque o pensamento polemarquiano, o pensamento de céfalo, ele se espalhava com muita facilidade entre os os hebreus, entre os judeus. Porque essas ideias elas eh chegaram à Judeia. quando das invasões eh do filho de Felipe Caúlho, Alexandre Magno. E essas ideias eram de que a
om muita facilidade entre os os hebreus, entre os judeus. Porque essas ideias elas eh chegaram à Judeia. quando das invasões eh do filho de Felipe Caúlho, Alexandre Magno. E essas ideias eram de que a justiça é fazer o bem aos amigos e mal aos inimigos. Como bem Jesus eh pontuou no seu sermão do monte, aprendestes o que foi dito. Amarás os teus inimigos e odiarás. Amarás os teus amigos e odiarás os teus inimigos. Essa era a ideia de justiça. Então, se eram inimigos do Estado ou eram inimigos, não vou utilizar a palavra estado porque não existia na época, mas eram inimigos da nação. Ah, e como inimigos da nação, a justiça era fazer o mal a eles. Qualquer pessoa que viesse leir as suas dores era um injusto, porque estava indo de encontro do próprio conceito de justiça da época. Por isso esse incômodo todas as vezes que Jesus acolhia publicanos, acolhia pecadores de toda sorte. E os sumos sacerdotes, os fariseus, os escribas conheciam esses pecadores porque primeiro porque não eram muitas pessoas, praticamente todo mundo se conhecia. As pessoas sabiam quem fornicava, as pessoas sabiam quem traía. As pessoas sabiam que adoperava, as pessoas sabiam que furtava, as pessoas sabiam quem pecava. E o pecado era visto de uma forma na sociedade eh como um ato profundamente vergonhoso, porque era uma sociedade hipócrita, era uma sociedade em que as pessoas elas se elevavam dentro de um de uma aparência. Eu sou melhor do que você. E nessa criação hipotética falsa de elevação de autoridade que a própria hipocrisia se permitia escarnecer, fazer com que o outro se sentisse a pior pessoa do mundo e não encontrasse nenhum caminho de um reencontro consigo mesmo. Mas Jesus ia de encontro a esse sistema, a essa ideia, e acolhia amorosamente essas pessoas que não tinham mais ninguém. Imagine, por exemplo, a mulher adúltera. Para a época, adultério era um crime gravíssimo. Eh, para uma sociedade patriarcal, para uma sociedade eminentemente machista, uma mulher que trai um homem, tá cometendo um dos
plo, a mulher adúltera. Para a época, adultério era um crime gravíssimo. Eh, para uma sociedade patriarcal, para uma sociedade eminentemente machista, uma mulher que trai um homem, tá cometendo um dos crimes mais bárbaros, que era tão grave que a pena era morte por apedrejamento de tão grave que é. E a gente vê que a gravidade dos crimes varia muito com os valores de cada sociedade, como bem lembra Miguel Real na sua obra Lições preliminares de direito. Eh, o peso da norma depende muito do valor que se dá as coisas. Por exemplo, no Brasil hoje o adultério não é mais considerado crime. Na época dos judeus, o adultério era um crime tão grave que a pena era de morte. Imagina Jesus acolhendo e protegendo a mulher adulta, porque ele a protege de uma pena cruel, porque o apedrejamento é uma pena cruel e ele não permite que ela seja apedrejada, até mesmo porque isso seria uma injustiça dentro de uma perspectiva objetiva e não subjetiva das pessoas da época, porque o adultério ele naturalmente é um crime plurisubjetivo, ou seja, é Um crime praticado, por mais de um sujeito. Ninguém pratica adotério sozinho. Entretanto, quem é levado à patia pelo público é só mulher. Ali não está o homem. Então, era uma sociedade que exigia um comportamento idôneo das mulheres, enquanto era muito comum os homens visitarem o lupanar de Maria de Magdala, os seus palacetes, as festas, as traições, que eram muito comuns. E um exemplo disso é a própria vida de Joana de Cusa, cujo marido foi uma pessoa profundamente antiética e ela foi várias vezes vítima dessa tortura psicológica, dessa violência psicológica, na qual a traição ela apenas é um pequeno ponto no meio de várias outras ações reprocháveis, execradas. E quando Jesus ele aproveita aquele momento para mostrar aos fariseus que a nossa conduta deveria ser outra, ele então conta a parábola. E aí ele ele ele utiliza de uma narrativa, de uma metodologia que facilita a aproximação das pessoas ali presentes da própria lição que ele quer passar. A utilização meio da parábola é
nta a parábola. E aí ele ele ele utiliza de uma narrativa, de uma metodologia que facilita a aproximação das pessoas ali presentes da própria lição que ele quer passar. A utilização meio da parábola é o meio da de aproximação. Como boa parte daquelas pessoas elas viviam ou conheciam a a ação pastoreira, ele lembra de um pastor. Qual homem dentre vós, possuindo 100 ovelhas e perdendo uma delas? Não deixa 99 no deserto e sair em busca da perdida até encontrar. E obviamente quando ele faz isso, ele se coloca na posição do bom pastor. Porque o pastor que deixa as 99 não perdidas para buscar a perdida, esse pastor não é um pastor ruim. Nenhum dos presentes classificaria esse como um mau pastor. E ele era um pastor tão bom que qualquer um faria isso. Qual homem dentre vós possuindo sem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as 99 do deserto e sai em busca da perdida até encontrá-lo? Então Jesus mostra que no fundo a base de justiça do comportamento dele de acolher todas as pessoas estava em germe. Porque as leis naturais estão transcritas na consciência humana. Ele apenas demonstra para o ser humano que isso já está dentro dele. E é por isso que nós desvirtuamos muito a ideia de justiça, porque na verdade nós nos valemos muito mais dos nossos interesses pessoais para conceituar justiça do que necessariamente um mergulho interior em busca dessas leis transcritas em nossas consciências. Então, no momento em que ele faz isso, ele chama a atenção das pessoas e ele diz: "Não é simplesmente buscar a ovelha perdida, porque isso qualquer pastor pode fazer, mas um bom pastor vai buscar a ovelha perdida até encontrá-la". Até encontrá-la. E quando encontro, ele alegre a coloca sobre os seus ombros. Isso é muito forte. Isso é muito forte, porque às vezes estamos tão alquebrados, tão sofridos, que não damos conta nem de andar. É o velho poema. profundamente conhecido no Brasil, principalmente entre os religiosos, das pegadas na areia, do sonho das pegadas na areia. É o próprio Cristo nos
s, que não damos conta nem de andar. É o velho poema. profundamente conhecido no Brasil, principalmente entre os religiosos, das pegadas na areia, do sonho das pegadas na areia. É o próprio Cristo nos carregando. É o bom pastor carregando as ovelhas perdidas. E ele desconstrói uma ideia que nós temos sobre o sofrimento. Porque quando a gente fala do sofrimento e pensa no bom pastor, a gente diz o seguinte: se a ovelha ela cai no poço, o bom pastor vai lá e tira a ovelha do poço. Se a ovelha cai doente, o bom pastor vai lá e presta assistência médica ou ovelha adoecido. Mas se a ovelha foge, o bom pastor manda os cães pastores trazê-la de volta. Vejamos que na parábola da ovelha perdida não é isso que acontece. Ele não manda os câncer. É o bom pastor que vai atrás e encontrando a coloca no ombro. E após dirigir-se para sua casa, convoca amigos e vizinhos, dizendo-lhes: "Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida". Amém. Imaginem a utilização de um pronome de posse vindo de Jesus. Não é qualquer um, é meu amigo, é minha vida. É meu dever cuidar dessa ord. Jesus apresenta um modelo de justiça completamente diferente. Completamente diferente. Vejamos que de forma cotidiana, principalmente diante dos problemas sociais e também dos individuais, a nossa postura é de desistência quando o outro desiste de si mesmo. Já o bom pastor, ele deixa as 99 no deserto, sai em busca da perdida e não para de buscá-la até encontrar. A conta das atividades laborais, nós já prestamos assistência pessoas em situação de rua, drogadictas, em situações muito graves da existência da vida. E nós observamos, por exemplo, às vezes o empresário que chega, olha, eu não vou mais colaborar porque eu ofereci emprego a fulano de tal, a beltrano e eles não fizeram. Então, na verdade eles não querem, então não vou mais ajudar. Outro diz em relação a um dependente químico, eu levei ele até um centro de atenção psicossocial. Eu levei a um hospital, eu conduzi até uma comunidade terapêutica, mas ele não quis.
vou mais ajudar. Outro diz em relação a um dependente químico, eu levei ele até um centro de atenção psicossocial. Eu levei a um hospital, eu conduzi até uma comunidade terapêutica, mas ele não quis. Então eu lavo minhas mãos e Jesus ele traz um um outro viés de não desistir, de continuar. E é tão bom saber que tem alguém que não desiste de nós. Ainda que a gente insista no eu, ainda que a gente persista nos equipos, um pastor que não desiste da ovelha perdida e de encarnação encarnação, ele está atrás dessa ovelha perdida. E se nós os buscamos, somos acolhidos iguais aos outros. Havia uma época que dentro dessa visão de farisaísmo, por assim dizer, eu imaginava que os espíritos superiores só andavam com outros espíritos superiores. que Joana de Ângeles acompanhava espíritos do Quilate do Divaldo, que o Emmanuel andava com espíritos do Quilate de Chico Xavier, eh, que Charles andava com espíritos do nível da nossa Ivone do Amaral Pereira, eh, e que era quase improvável que espíritos tão nobres estivessem, por exemplo, tentando orientar espíritos muito inferiores. E e a mediunidade me fez ver coisas que modificaram a minha visão farisaica da vida. Na verdade, quanto mais elevado espírito, mais próximo ele está do programa do Cristo, maior é o seu movimento em direção dupla. maior é o seu movimento em direção à angústia. Angústia. Emanuel, ele tem uma página muito interessante, eh, de um livro, o de uma obra Livro da Esperança, em que ele diz o seguinte: onde haja sinal de presença humana, onde haja sinal não de presença humana. Aí se amontou os supliciados morais, lembrando legiões de sonâmbulos fixados ao sofrimento. Eu vou repetir. Onde haja sinal de presença humana, aí se amontou os supliciados morais, lembrando legiões de sonâos fixados ao sofrimento. Não apenas os que passeiam na rua a herança de lágrimas que trouxeram a renascer. Esmagadora percentagem dos aflitos carrega temerosos no refúgio doméstico que levantado em louvor da alegria familiar se transforma num raro em
m na rua a herança de lágrimas que trouxeram a renascer. Esmagadora percentagem dos aflitos carrega temerosos no refúgio doméstico que levantado em louvor da alegria familiar se transforma num raro em clausura flagelante. Vejamos que onde está o ser humano estão suplícios morais. No planeta Terra, legiões de sonos fixados ao sofrimento. São os filhos do Calvário. A dor por todos os malos. Jesus rompe com aquele modelo de que a religiosidade está no templo ou na sinagoga. A religiosidade não está no debruçar-se sobre obras sagradas ou está fixada na ideia de joelhos genuflexos em preces fervorosas, mas sem ação transformadora. Pelo contrário, o papel de todo aquele que se aproxima do Senhor e conhece o seu programa, é de erguer aquele que sofre, é de estender a mão, é de auxiliar, é de ajudar, porque o sofrimento está por toda parte. O sofrimento grita e a sua voz às vezes é aguda, às vezes é rouca, às vezes é estridente, às vezes é inaudível. Mas onde está o ser humano? Há muito sofrimento. Divaldo oferece as suas mãos dadivosas a Joana de Angeles que nos fala das vidas vazias de grado e sofrimentos psíquicos baseados em vidas ausentes de sentido. E como essas pessoas sofrem, isso vem elevando gravemente os números do suicídio, transformando o suicídio já há algum tempo em problema de saúde pública. Mas não só o suicídio, a ideiação, as macerações, as mortificações, os comportamentos completamente extravagantes, estranhas e nós percebemos esses sofrimentos. Nós podemos fazer movimentos de eu não me aproximo, falando digital está completamente desequilibrado. Ou podemos fazer movimentos em direção à dor. Recordo-me que no livro Obreiros da Vida Eterna há um trecho muito interessante nas narrativas de André Luiz, em que um espírito mais nobre falava do trabalho que seria realizado na crosta terrestre pelos companheiros naturalmente voluntários. Ele fala da sua própria experiência, que quando estava na Terra se esforçava por ser melhor, mas na perspectiva de sair daquela crosta
na crosta terrestre pelos companheiros naturalmente voluntários. Ele fala da sua própria experiência, que quando estava na Terra se esforçava por ser melhor, mas na perspectiva de sair daquela crosta densa, daquele mundo de desterro, de sofrimento, de aflição, para galgar mundos mais elevados. E quando ele chega ao nosso lar, aquilo ali já é um alívio, muito embora ainda tivesse muito próximo à Terra, mas já não estava experienciando aquelas dores. E ele vai se elevando e buscando sempre mundos mais elevados do que a Terra. Até que um dia de longe ele vê uma grande estrela seguida por outras pequenas menores e ele fica encantado e pergunta para alguém o que era aquilo. E ouve como resposta Jesus desce à terra profundamente comovido pelos sofrimentos, pelas lágrimas, pelas dores, para consolar os gemidos humanos. E nós, estrelas menores, seguimos o grande mestre para diminuir as aflições do mundo. E aí então dizia ele: "Eu percebi que o sentido da vida não é, na verdade, galgar mundos mais elevados para nos distanciarmos da dor, mas de encontrarmos subsídios cada vez mais consistentes para diminuir." contam alguns biógrafos da Madre Teresa de Calcutá, que ela visitando um hospital onde um soldado afegão havia sido vitimado por armas de guerra, estava pouco a pouco convalecendo. Ela resolveu lhe levar uma torta de maçã. Ele quando desperta, percebendo que ela era uma indiana, pega a torta de maçã e esfrega no rosto dela. Imagino que maçã naquela região era tão rara quanto o ouro ou quanto qualquer outra gema preciosa. Ela sai, limpa o rosto e depois de algum tempo ela volta com outra torta de maçã, dizendo: "Ainda tinham algumas outras maçãs". E quando ela faz isso, eu me recordo de Jesus e a parábola da ovelha perdida. Eu saio em busca da ovelha perdida e a busco até encontrar. Enquanto eu não a resgatar, eu não desisto. E é belo o que acontece com os nossos anjos de guarda. Quando nós lemos a trilogia de Ivone Domaral Pereira, de vorens do pecado até o drama de Bretânia, nós vemos um
u não a resgatar, eu não desisto. E é belo o que acontece com os nossos anjos de guarda. Quando nós lemos a trilogia de Ivone Domaral Pereira, de vorens do pecado até o drama de Bretânia, nós vemos um pouco desses espíritos nobres que seguem o exemplo do bom pastor e como Charles em mais de uma encarnação não desiste. de for. Ainda que ela caia aqui, caia ali, caia por lá, a vida lhe faz o amor que para muitos parece estar perdido. Quando eu leio renúncia e eu vejo alguns espíritos desencorajando, auxciam-me de mergulhar mais uma vez na crusta, seja em razão dos próprios perigos que ela encontraria, seja pela perspectiva de que o grande amor não daria conta, pólops, de se imunizar quanto aos perigos que encontraria após preso ao escafandro material, a indumentária física. Ainda assim, ela não desiste. Ele pode fugir enquanto quiser. A ovelha pode se perder o quanto quiser. O bom pastor sempre estará ao seu encalço e não desistirá até encontrar. Mas eu também me lembro de ave Cristo quando quinto varro desencarn e na desencarnação, um diálogo de beleza indefinida com filho da e no mundo espiritual, como quem não desiste de uma alma onde espíritos tentam mais uma desencorajado, alegando ainda da do coração impederrenido daquele filho, mas ele não dá vozes, porque a própria voz do Cristo brada em seu coração e ele retorna como quint sexos. E continua o cumprimento do seu dever, porque nós não desistimos daqueles que amamos. Esse é o compastão. Não existe ovelha perdida para sempre. Nenhuma das das ovelhas confiadas a mim pelo meu pai se perderá. Eu buscarei todas elas. E quando eu encontrar nesse dia, haverá grande festa, será de muita alegria. E assim como os fariseus da época tinham tanta dificuldade de compreender, porque Jesus teve que contar três parábolas, uma só não deu conta de entenderem a mensagem. Era necessário falar da dracma perdida, porque assim como os homens eles tinham o conhecimento claro do pastoreiro, que era uma atividade ah comum na época, era uma
deu conta de entenderem a mensagem. Era necessário falar da dracma perdida, porque assim como os homens eles tinham o conhecimento claro do pastoreiro, que era uma atividade ah comum na época, era uma fonte de receita, também gostavam muito de dinheiro e ninguém ia deixar, nenhuma mulher deixaria um dracma perdido no quarto. era natural que a procurasse até encontrar. Mas ele também fala do fala do filho pródigo para mostrar como os fariseus muitas vezes nos portamos como o filho próximo e não o filho pródigo, mas que não gostamos quando tem essa grande festa, nos sentimos afastados. Nós apenas buscamos dentro dos espaços religiosos o poder onde nas palavras de Bezerra de Menezes pela mediunidade de Devaldo, há muito materialismo presente nos espaços religiosos. metamorfoseando-se o materialismo. Ele se faz presente em todas as instituições e espaços e nem os religiosos escapa, de seu poder camaleô, de sua função camaleônica, porque se despasse. E no meio de um discurso de aparente religiosidade, a vaidade, egoísmo, a orgulho, a a busca do poder pelo poder, como os espaços religiosos se transformaram nisso. Nós hierarquizamos os espaços e o modelo judaico já é assim. Os sumos sacerdotes eram identificados pela própria vestimenta, pelas túnicas que usavam, que eram túnicas que expressavam a pureza, a pulcritude deles, a túnica ou a vestimenta muito própria daqueles que pareciam estar mais próximos da divindade. Entretanto, era algo tão estranho estar próximo de Deus e ao mesmo tempo afastado de sua própria criação. E não nos damos conta de que estar próximo de Deus é estar em comunhão com tudo aquilo que existe. Próximo de Deus estava Francisco de Assis, tão próximo que via toda a criação como irmã, como irmão, irmão sol, irmã Lua, irmão Lobo, irmã pobreza e caminhava ao lado dessa irmã pobreza que acolhia os pecadores, beijava os leprosos, amava profundamente aqueles que erravam, principalmente quando temos como expressão Cristo que diz que os pecadores, os doentes são os
dessa irmã pobreza que acolhia os pecadores, beijava os leprosos, amava profundamente aqueles que erravam, principalmente quando temos como expressão Cristo que diz que os pecadores, os doentes são os meus prediletes. E é nessa visão que nós temos essa parábola de que não há nenhuma ovelha perdida que não será encontrada pelo bom pastor. Afinal, ele disse: "Ego bomos pastor som. Eu sou o bom pastor e que Jesus nos abençoe. Muito bem, meu amigo. Muito bem. Eh, eu tava aqui fechando até algumas ideias, porque você acabou falando de algumas questões que eu ficava pensando exatamente essa situação de alguns espíritos que nós identificamos como espíritos superiores. se dedicarem a uma a uma única alma para que o resgate dessa alma fosse feito, né? E eu pensava exatamente nesses três exemplos que você deu, né? Mas o que eu sempre achei muito interessante é que por mais que a uma ou duas encarnações, como foi o caso de Quinto Varro, né, eh fossem utilizadas para isso, o quanto que eles beneficiaram também a vida de outros que cruzavam o caminho deles, né? E aí a nossa querida Lina Cal, ela fez alguns comentários a esse respeito e apesar de você já ter passeado por por algumas dessas reflexões que ela fez, a gente vai colocar aqui e vai pedir para você aprofundar isso pra gente, tá bom? Ela coloca assim: "Observamos a postura do bom pastor a partir mesmo dos nossos lares, quando estamos sempre na busca de uma solução para aquele filho ou filha que nos dá mais preocupação, mais sacrifícios. Queremos cuidar de todos igualmente. Porém, muitas vezes alguns exigem mais dos nossos préstimos, cuidados, pensamentos, talvez por suas fragilidades. Neste momento, falo como mãe, Fábio. Seria este um movimento natural ou estarei equivocada? Aí ela complementa aqui, né? Eh, mas também agiria da mesma forma, mediante um irmão que se perdesse. Aí, pera aí que tem mais aqui. Nestes nossos tempos, estaríamos vivenciando na célula familiar um afastamento da ovelha perdida, postergando atitudes de
mesma forma, mediante um irmão que se perdesse. Aí, pera aí que tem mais aqui. Nestes nossos tempos, estaríamos vivenciando na célula familiar um afastamento da ovelha perdida, postergando atitudes de interesse e aumentando as dificuldades para seu resgate. Então, vamos lá. é contigo agora. Vamos lá. Eh, essa essa pergunta da Lena, me lembrou inicialmente um trecho da carta de Paulo aos Coríntios, a primeira delas, no capítulo 12, em que Paulo diz o seguinte, quando ele fala do corpo do Cristo, né? E aí ele vai falando de corpo, ele vai trazendo vários exemplos e e e várias metáforas ligadas ao corpo. E lá ele diz: "Os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários. Olha que coisa interessante. E os que nos parecem menos honros a esses cercamos de maior honra. E os que nós e o E os que em nós são menos decentes, tratamos-nos com mais decência, ao passo que os que são decentes não precisam disso. Mas Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra aos membros que dela tinham necessidade. Vamos fazer uma análise desse trecho. análise desse corpo do Cristo, onde todos nós estamos inseridos. Será que nós tratamos os órgãos do nosso corpo, as partes do nosso corpo? De forma igual, os as partes menos honrosas, elas não ficam expostas. Aquelas que poderiam nos envergonhar não ficam expostos, mas aquelas que por sua vez já são decentes, essas nós não nos preocupamos. As mãos que são para o trabalho, que são eminentemente decentes, nós não guardamos no bolso, nós não as vestimos, elas estão expostas. Entretanto, os órgãos sexuais que nos envergonham ainda, onde muitas vezes caímos nas esparrelas da indecência, estes nós mais protegemos. Nós não tratamos de forma igual todas as partes do corpo, não tratamos. Como é que uma mãe se porta, mesmo com três filhos, numa festa de aniversário em que um deles, eh, não a envergonha, é o menino que é o gentleman, parece o filho de ouro, parece Jesus perdido, eh, conversando com os doutores da lei. Esse a gente nem sabe onde tá na
aniversário em que um deles, eh, não a envergonha, é o menino que é o gentleman, parece o filho de ouro, parece Jesus perdido, eh, conversando com os doutores da lei. Esse a gente nem sabe onde tá na festinha. Eu não tô nem preocupado, ele não me envergonha. Mas aquele que é capaz de derrubar a festa, tocar fogo no quarteirão, esse é grudado na nossa na barra da saia. Ah, esse não, não. Mamãe, mamãe, deixa não, senhor. Você vai ficar sentado aqui do me assim como nós não tratamos os corpos de forma igual, nós também não tratamos os filhos de forma igual. Nós tratamos os filhos como eles precisam para crescer. O diálogo de Jesus não era igual a todo mundo. Para Saulo de Tarso, que já tinha maiores condições de compreender, Jesus chega com discústo firme e pergunta: "Por que não persegues?" Para Miriam de Migdol, o acolhimento é outro. Para Zaqueu, conversa é diferente. Então, para cada um, segundo a sua capacidade de compreensão. E se um não tem condições de compreender, a o meu mecanismo de proteção, muitas vezes ele reduzindo a liberdade. Para o filho, por exemplo, que já compreendeu que deve tomar banhos diários, periódicos, rotineiros, eu não fico dizendo: "Já tomaste banho?" Mas para aquele que ainda não compreendeu isso, eu estou no pé dele. Vai tomar teu banho. Por quê? que eu tô mandando, sou tua mãe. E assim nós vamos lidando com as almas, cada uma depender de suas necessidades, assim como nós tratamos as partes do corpo. Então, esse trecho de pau é um trecho muito profundo. Os membros do corpo que parecem mais fracos são os que nós mais precisamos. esse que dá trabalho, que vai nos ajudar a evoluir. Esse aí, o frágil, o que não, o que não tem resistências morais, esse é o que vai nos ajudar a crescer. Por isso, nós precisamos nos movimentar em direção a eles. Os que nos os que nos parecem menos honrosos, vamos cercá-los de mais honra. Os que em nós são menos decentes, vamos tratar com mais decência, ao passo que os que já são decentes nem precisam disso. Que sabedoria do Paulo. Nós não
menos honrosos, vamos cercá-los de mais honra. Os que em nós são menos decentes, vamos tratar com mais decência, ao passo que os que já são decentes nem precisam disso. Que sabedoria do Paulo. Nós não tratamos os que compõem o corpo do Cristo de forma igual. Tratamos como precisam ser tratados. Assim os nossos filhos. Nem sempre aqueles mais difíceis vão ser tratados como os menos difíceis. Eles precisam de mais acolhimento e às vezes essa firmeza de mães e pais. E é por isso que no Evangelho Segundo Espiritismo eles utilizam um verbo que eu acho muito interessante. Eles dizem assim: "Os pais precisam espreitar os seus filhos. Quem espreita é fera. Fera espreita. a presa. Imaginem uma onça espreitando uma gazela. Ela fica baixada, analisando, estudando e ela pisa mãos, vai andando devagar para dar o bote na hora certa. Mas eu vejo muitos pais que, por não espreitarem seus filhos, de repente se surpreendem quando descobrem que eles estão há algum tempo usando drogas. Estão dependentes de psicoativos, estão se prostituindo, estão sendo vitimados por lobos. Oazes na internet, porque eu não sei o que é que ele tá olhando. Eu não sei com quem ele tá conversando. E nós não espreitamos e nós não tratamos, como Paulo diz, as partes menos honrosas com maior honra e as menos decentes com mais decência. E é interessante, né, Fábio, porque o que que move alguém a ter esse cuidado com aquela ovelha que está no seu rebanho. É o amor, né? É o amor. É o amor. Então, talvez a gente precise ter essa atenção, eh, em procurar fazer uma análise de nós mesmos. e se perguntar, eu, eh, em nossa, em minha em minha rotina diária, em lidando com aqueles que estão sob os meus cuidados, estou usando de amor, né? Então, eu acho que é uma reflexão que a gente pode fazer. E aí eu deixo para você, nesse finalzinho, eh, não somente refletir sobre essa questão do amor, mas também eh passar pra gente alguma coisa relacionada a isso, porque veja, nós ainda somos espíritos imperfeitos, então nem sempre 100% das nossas ações vão
ente refletir sobre essa questão do amor, mas também eh passar pra gente alguma coisa relacionada a isso, porque veja, nós ainda somos espíritos imperfeitos, então nem sempre 100% das nossas ações vão estar eh cheias de um amor sublime. Mas qual é o caminho pra gente chegar lá? De fato, o amor é um um sentimento que ele é aprimorado pelo processo de evolução, pelo progresso do espírito. Lá no capítulo 11 do Evangelho Segundo Espiritismo, Lázaro já nos diz que no princípio só há instinto. Mas na questão 890 de livro dos espíritos, esses dizem: "E lá no sentimento instintivo já existe amor." Então, no instinto já amou. As leas amam seus filhotes, as águias amam seus filhotes. Já existe, mas esse amor dentro do progresso, ele evolui, ele progrie, mas ele também se corrompe dentro desse processo. Ele se corrompe por causa do desenvolvimento do ego. E nós, nesse egoísmo, nos tornamos possessivos. e surgem os crimes passionais. Mas quando nós instruímos, nos instruímos e nos depuramos, nós chegamos nesse nível mais elevado que é o sentimento. E o o sentimento por excelência é o amor sublime. Mas até chegar lá é um processo. É um processo por quê? Porque quando eu sinto que preciso mais ser amado que oferecer amor do que amar, eu, ao me tornar frágil não consigo dar assistência a quem preciso. E aí exijo de alguém que é mais frágil do que eu que ofereça alguma coisa a mim quando eu deveria oferecer a vida. Então, quantos pais, por exemplo, nessa perspectiva de não compreenderem o amor, pensam que amando os seus filhos, ah, fazem tudo aquilo que eles querem, porque como são frágeis por dentro, querem que o filho diga: "Ah, meu pai é muito bom, minha mãe é muito boa". Às vezes porque é um pai ausente, então ele faz tudo aquilo que o filho quer. Ou simplesmente porque uma mãe carente que quer ser abraçada pelo filho e não quer ver o filho zangado. Ai ele não gosta mais de mim. Porque tem gente que se o outro disser assim: "Eu não gosto mais de ti", ele vai morrer junto enquanto isso, Jesus literalmente
pelo filho e não quer ver o filho zangado. Ai ele não gosta mais de mim. Porque tem gente que se o outro disser assim: "Eu não gosto mais de ti", ele vai morrer junto enquanto isso, Jesus literalmente desencarnou com um monte de gente sem gostar dele. Nem Jesus agradou todo mundo. E é por amar que nós não agradamos. É por amar que não deixamos a criança que está com febre tomar banho de chuva. É por amar que nós não deixamos a criança que está com uma gastrointerite comer, por exemplo, algo que vai agravar a o estado de diarreia e vai ser obrigado a tomar remédio, vai tomar o antibiótico na hora, vai tomar injeção, mesmo que doa é por amor. E se ele disser assim: "Eu não gosto mais de ti, problema. O meu amor é incondicional. Eu não dependo do teu amor para te amar. Não é uma relação de troca. Eu simplesmente te amo. Eu não estou negociando o amor com você. Mas enquanto eu for frágil, o meu amor vai ser um acordo, vai ser um negócio, porque eu sou carente por dentro. À medida que nós nos fortalecemos, o nosso amor se torna autêntico e sublime. E o amor sublime é esse amor que a gente não compreende. Assim como muitas vezes a mãe que é mais firme não é compreendida. Quantas vezes uma criança que reencarna com uma cardiopatia, as pessoas dizem: "Meu Deus, o que tu fizeste? onde estava Deus nesse momento? Como se isso não fosse um profundo ato de amor divino. Mas nós não compreendemos isso porque achamos que amar é só fazer aquilo que um outro deseja. E amar não é isso. Amar é buscar com que o outro tenha sua própria autonomia, faça a sua viagem. Para isso, ele precisa encontrar sua fortaleza, dignificar-se diante da própria lei da vida. E muitas vezes isso vai acontecer pela dor. Ai, uma mãe que não deixa um filho sofrer, que sofrimento ele vai ter mais na frente? Uma mãe que nega que um filho que tá com o dedo machucado, que a porta bateu e ela nega a dor do próprio filho, dizendo: "Não, não, não doeu nada. Doeu sim, eu vi. Bateu a porta, tá doendo, você está mentindo para ele. Está doendo
que tá com o dedo machucado, que a porta bateu e ela nega a dor do próprio filho, dizendo: "Não, não, não doeu nada. Doeu sim, eu vi. Bateu a porta, tá doendo, você está mentindo para ele. Está doendo e ele precisa aprender que dói. E que todos nós passamos por isso, mas vai passar, está doendo agora. E é necessário que ele aprenda ter paciência, porque ainda que eu coloque um remédio no dedo e o gelo para desinflamar, não vai desinflamar de forma instantânea. Desde criança aprendemos a paciência, a compreensão na nossa posição de patos, de doentes e que o tempo precisa ser respeitado de todo e qualquer tipo de trauma. Em nome do amor, não podemos tirar essas experiências dos nossos filhos. E isso não é fácil, porque a nossa visão é muito diferente da visão divina. Por isso, esse amor é uma construção, esse amor é um processo. E um dia chegaremos a essa posição de Joana de Cusa, olhando o filho na fogueira, o prestes a virar uma labareda viva e dizer que eu não vou aburar Jesus por ti. E se fosse uma mãe maranhense, ainda ia dizer morre que nenhum homem. E assim que nós precisamos amar e educar os nossos filhos. Muito bem, meu amigo. Muito obrigado então por hoje. E antes da gente se despedir, vamos agradecer a o pessoal que esteve com a gente, né? a nossa Lina, que a gente já citou, inclusive fez perguntas, também estava aí com a gente o nosso Walter Dias de Cena, o Assis e quem também se manifestou aqui foi a Lígia. Lígia Lívia, que todos possam receber a Vera Rodrigues também, tá? Boa noite aí para você, Vera Rodrigues, que todos possam receber o nosso carinho e o agradecimento por estarem conosco. E hoje a gente tem um aviso para dar, né? O programa A Força do Espiritismo, mais uma vez vai mudar de dia e de horário. Quando ele começou lá na pandemia em 2020, acontecia aos domingos às 3 horas da tarde. Depois nós fizemos a mudança para esse horário atual, né, de quinta-feira às 8:30 da noite. Mas a partir da semana que vem nós teremos um novo dia e um novo horário. Então, o
ngos às 3 horas da tarde. Depois nós fizemos a mudança para esse horário atual, né, de quinta-feira às 8:30 da noite. Mas a partir da semana que vem nós teremos um novo dia e um novo horário. Então, o programa será às segundas-feiras a partir das 7:30 da noite, tá? Guardem aí, já vai marcando na agenda de vocês. Toda segunda às 7:30 da noite é o novo dia, o novo horário do programa A Força do Espiritismo. Então, já agora, na próxima segunda, dia 2 de junho, tá bom? E aguardamos por todos vocês. Fábio, mais uma vez, meu querido amigo, muito obrigado. Excelente noite para você, excelente noite para todos os nossos amigos que estão conosco e até a próxima. Fiquem com Deus. Ciao. Ciao. O espiritismo surgiu como uma ciência de investigação das relações do mundo espiritual com o mundo material. Allan Kardec, o sábio mestre lionês, se utilizou das luzes do seu tempo para iluminar o mundo invisível e aclarar uma realidade nova. Não mais véus e mistérios, sobrenatural e nada, mas uma perpétua continuidade entre os dois mundos. Pesquisando a mediunidade com lógica e razão, Allan Kardec pavimentou uma estrada segura entre o além túmulo e o plano físico, demonstrando que o espírito triunfa sobre a morte e que céu e inferno são apenas estados de consciência. É pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade espírita a se debruçar sobre o tema invisível, ciência investigativa como instrumento ético. O sexto congresso do espiritismo.net nos dias 27 e 28 de setembro de 2025 no Rio de Janeiro. Informações e inscrições no site www.espiritismo.net. espiritismo.net/congresso. Congresso. Что?
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