A Força do Espiritismo - A origem do Jesus histórico - Jáder Sampaio
"A Força do Espiritismo" é ao vivo e traz convidados para discutir aspectos relevantes da Doutrina Espírita, sempre às quintas-feiras, às 20h30. Vamos estudar e debater juntos? Uma produção do Espiritismo.NET em parceria com o Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ e a FEBtv.
Olá queridos amigos muito boa noite sejam bem-vindos a mais uma edição do programa A Força do Espiritismo que é uma produção do espiritismo.net em parceria com a TV cerge e a FEB TV e também retransmitido por outros canais parceiros né como a web rádio Fraternidade a web rádio amigo espiritual a TV ideac e também a Associação Espírita Célia Xavier lá de Belo Horizonte então todos sejam muito bem-vindos sintam-se acolhidos nessa noite de estudos aqui com a gente e hoje temos a grata satisfação de ter conosco um querido amigo que é de Belo Horizonte né o nosso querido Jader Sampaio Boa noite Jader bem-vindo boa noite Jaílton tudo tranquilo Tudo ótimo graças a Deus Tudo na paz e agora vai ficar melhor ainda porque a gente vai ouvir aí um tema né você falar sobre um tema que me desperta Seme curiosidade a origem do Jesus histórico que é algo que você vem trabalhando né então então é bom porque a gente vai te passar né entregar esses primeiros 40 minutos para você fazer a abordagem do tema após isso a gente retorna e troca aquela ideia e estimulando o pessoal que tá acompanhando a gente a fazer pergunta a participar colocar seus comentários para que possam enriquecer o debate do final tá bom meu irmão então agora eu te passo a palavra e é contigo o comando Jaílton eu preparei uns slides como é que eu consigo projetá-los Opa Que coisa boa vamos lá você tem duas opções você pode aí no apresentar e tentar slides slides eu tentei mas tá aparecendo uma apresentação antiga minha tá apresentando os slides Ah mas quando você coloca slides você não não tem lá embaixo o seu computador tenho então clica lá Tô clicando isso enviar arquivo isso ah deixa eu ver Onde tá meu arquivo no meu computador o interior do meu computador tá aí não não você que vai vai fazer esse milagre acontecer agora é esse milagre que é é coisa origens do Jesus histórico achou vivo não eu vou salvar num local mais fácil de achar porque ele tá muito escondido no meu computador Nossa essas coisas acontecem gente por isso que é ao vivo
é coisa origens do Jesus histórico achou vivo não eu vou salvar num local mais fácil de achar porque ele tá muito escondido no meu computador Nossa essas coisas acontecem gente por isso que é ao vivo que é bom né ao vivo que é bom só quem sabe é que faz ao vivo né só quem sabe faz ao vivo e agora a gente conta os bastidores né a gente tava num papo tão bom que a gente não lembrou de fazer isso antes não você AC a culpa é toda minha mas vai lá eu acho que eu tô abrindo tá abrindo mas ele tá dizendo que o arquivo está sendo usado ah ele tá mandando eu fechar o isso fecha fecha ele fecha fechei fechei isso fechei agora eu vou conseguir abrir não é possível agora vai lá vem tudo agora vai ser processando as origens de Jesus não é processo jurídico não né Jail não não de forma alguma o processo jurídico com Jesus foi outro já aconteceu há muito tempo e a gente foi um pouco responsável naquela época né Tá certo acho que os slides estão aí já já apareceu aqui vê se você consegue passar deixa eu ver se eu consigo passar ótimo consigo vou ficar nesse aqui perfeito Então vou te deixar agora e logo mais eu eu retorno tá bom meu irmão tá bom vamos lá então minha gente muito boa noite eu agradeço o convite agradeço poder est aqui falando Jesus histórico eu não sou um especialista eu não sou formado em história mas há muito tempo eu venho lendo textos a respeito desse tema e mais recentemente eu estava lendo o livro de Bart Herman e ele que tem uma visão muito curiosa acerca de Jesus nos enviou para o livro de um protestante muito conhecido pelo meio Espírita chamado Albert Schweitzer Schweitzer foi um um um homem do início do século XX um protestante como a gente chama por aqui um Angélico que era considerado o maior organista de bar da Europa ele era ligado ao movimento Protestante e passou por uma insatisfação imensa acerca da sua vida ele achava que a vida dele não tava andando corretamente que ele precisava de algo mais e ele encontrou um convite encaminhado para protestante que ele participa de um
sfação imensa acerca da sua vida ele achava que a vida dele não tava andando corretamente que ele precisava de algo mais e ele encontrou um convite encaminhado para protestante que ele participa de um hospital que estava sendo feito no interior da África na região chamada lambar e ele então resolu ser voluntário nesse hospital mas não um voluntário comum se colocou a fazer um curso de medicina a esposa dele fez um curso superior de enfermagem a época ele fez especializou-se na cirurgia e foi para lambarene trabalhar no junto ao ao povo africano que não tinha acesso à Medicina à Medicina ocidental à Medicina europeia e ele passou a dedicar sua vida a esse povo a esposa teve filhos e teve que voltar paraa Europa para cuidar da educação dos filhos e ele continuou por lá e ele ficou muito foso porque ele escreveu sobre suas memórias ele fazia eh eh recitais de bar na Europa para arrecadar Fundos pro hospital então ele realmente fez um belíssimo trabalho mas a na sua tradição eh eh protestante ele era um estúdio e Ele publicou um livro que certamente o título original em alemão eu fui ler esse livro que foi indicado pelo B Herman que é um dos dos autores que trabalham com a ideia de um Jesus histórico e o livro se chama The Quest for historic Jesus a busca pelo Jes perdão historic Jesus mas traduz do mesmo jeito a busca pelo Jesus histórico e aí então ele faz uma revisão dos diversos autores que trabalharam até a época dele essa questão do Jesus histórico então eu estava lendo autores mais contemporâneos a gente tem bons estudiosos até mesmo aqui no Brasil a respeito da questão do tema mas me despertou no livro do schweizer a a a a atenção me chamou muita atenção foi esse senhor que se encontra na tela que se chama Herman Samuel reimarus tá re Maros eh perdoem a a a a forma com a qual eu tô falando o nome dele eu estou ap portugues a fala do nome dele tá mas rear é um autor de 1694 e que que nasceu em 1694 e desencarnou em 1798 e depois que eu li reimarus ficou uma impressão muito forte das origens do
dele eu estou ap portugues a fala do nome dele tá mas rear é um autor de 1694 e que que nasceu em 1694 e desencarnou em 1798 e depois que eu li reimarus ficou uma impressão muito forte das origens do que é chamado Jesus histórico hoje muitos espíritas têm estudado o Jesus histórico pelo acesso que a gente tem às diversas publicações inclusive acadêmicas através da internet através de ebooks através de textos de periódicos que publicam a as os artigos o material que é produzido pelos professores universitários e como nosso interesse em Jesus é um interesse Muito grande né Eh Jesus é o personagem central de o evangelho segundo espiritismo Jesus eh e o cristianismo são ponto importante no livro céu e o inferno escrito por Alan Kardec e o último livro publicado por Kardec ainda encarnado foi a gênes como todos nós conhecemos o título e e nós reduzimos o título e fal nos referimos ao livro Como sendo a Gênese mas o título completo dele é a Gênese os milagres e as predições sego o espiritismo e eu comecei a ver que existia inclusive uma influência senão de rei Maros da linha do Jesus histórico a época de Kardec e que Kardec chegou a ter que dialogar com as ideias do Jesus histórico e por isso então como o tema é grande o assunto é vasto eu scione alumas coisas de rei Maros que é um dos apesar de ser considerado o primeiro autor a desenvolver uma vida de Jesus sobre o aspecto histórico tá ele é um autor que assim ele gerou eh eh a a sua publicação fez com que gerações e gerações de teólogos tentassem debater as propostas que ele fez para a compreensão de Jesus n e compreender como ele trabalhou é importante pra gente entender o que fez Allan Kardec porque Allan Kardec dividiu o a os temas referentes ao cristianismo na parte moral que a gente encontra bem desenvolvida em o evangelho segundo espiritismo depois em uma parte teológica onde ele compara cristianismo paganismo e ismo no livro céu e inferno por que que ele colocou Todas aquelas comunicações de espíritos na segunda
gelho segundo espiritismo depois em uma parte teológica onde ele compara cristianismo paganismo e ismo no livro céu e inferno por que que ele colocou Todas aquelas comunicações de espíritos na segunda parte de céu e inferno e por que que ele deixou os milagres e as predições para serem tratados depois lá dentro ele trata também de profecias tá E e faz uma teoria Espírita acerca da previsão do futuro e e ele faz isso em a Gênese tá essas divisões guardam tem tem um sentido na obra de rei Maros E é isso que a gente quer falar o importante aqui não é eu estar trazendo informações eh eh vamos dizer assim informações de difícil acesso ou informações de estudo eu não pretendo complicar a compreensão de Jesus o nosso objetivo é lançar luz sobre o que é essa discussão do Jesus histórico como ela se encontra hoje que não vai ser o objeto da nossa conversa hoje mas vai dar para compreender direitinho como foi que re Maros trabalhou tá e como isso afeta o trabalho dos historiadores nos dias de hoje ok bom então eu passei por uma eu deixei aqui uma pergunta tá uma pergunta bem filosófica mas dá pra gente traduzir paraa Nossa linguagem do dia a dia é uma pergunta que um professor de filosofia da Faculdade de Filosofia e ciências humanas da UFMG fez uma vez que eu assisti eu não concordei com ele e lendo rear eu comecei a entender por que ele disse isso ele Pergunta assim a ontologia antecede a epistemologia Complicado né Mas a nossa questão é a seguinte ontologia é a parte da filosofia que estuda o ser o que é o homem o que é Deus o que é a matéria O que é uma cadeira O que é Então sempre que eu estou respondendo acerca do que é um ser do que é o ser e do que são os seres eu estou no mundo da ontologia em filosofia e a epistemologia é a área da filosofia que estuda o conhecimento verdadeiro mas nos nossos dias o conhecimento chamado científico há toda todo um estudo dos filósofos sobre as ciências e como é que a ciência se constitua em conhecimento e se outros conhecimentos Qual a diferença entre a
sos dias o conhecimento chamado científico há toda todo um estudo dos filósofos sobre as ciências e como é que a ciência se constitua em conhecimento e se outros conhecimentos Qual a diferença entre a ciência e outros conhecimentos e eu posso multiplicar perguntas aqui ah como como professor formado Doutor e portanto cientista na minha área de de interesse tá eu sempre tendo a acreditar que a epistemologia antecede a antologia Ou seja eu estudo cientificamente algum ser algum fenômeno tá e aquilo que a ciência me diz acerca desse fenômeno é que vai me fazer mudar de ideia sobre o que é e o que não é é esse fenômeno e esse professor tá dizendo o contrário a gente tem uma visão de ser e a partir daí isso orienta a pesquisa que está se fazendo Dando um exemplo como a física é a ciência da natureza n eh fisis vem do grego e e era a palavra usada para se referir à natureza de uma forma geral ganhou um sentido mais estreito com o passar dos anos tá da Grécia até os tempos modernos os tempos contemporâneos a física ganhou um um uma delimitação maior e se colocou ao lado da química ao lado da biologia que também estudam fenômenos da natureza de uma forma geral eh eh então continuando com Rei Maros Quem foi rei Maros tá ele foi influenciado pelo chamado iluminismo alemão ele é um filósofo ele é um teólogo ele é um educador ele é Pensador alemão e ele está no século XVII pelo que a gente viu né E muito influenciado muito marcado pelos iluministas e a gente sabe alguma coisa acerca dos iluministas como por exemplo eles se faziam Inimigos da igreja aquela época e do Cristianismo de uma forma geral porque o cristianismo havia dado braços à política e os iluministas entendiam que nobres e eh pessoas da igreja especialmente aquelas que ocupavam cargos superiores o alto clero como a gente C costuma falar nos dias de hoje eles eram extremamente conservadores e não permitiam que o povo tivesse uma qualidade de vida melhor trocando os a a usando termos dos dias de hoje eles desejavam que o povo
uma falar nos dias de hoje eles eram extremamente conservadores e não permitiam que o povo tivesse uma qualidade de vida melhor trocando os a a usando termos dos dias de hoje eles desejavam que o povo pudesse ter uma melhor qualidade de vida então eles combatiam o cristianismo porque sempre que a gente lê eh produções de época eh autores da história vemos que o cristianismo ele se imiscui nas leis Ele entrou dentro das leis e na verdade os nobres Liam o cristianismo a seu gosto n e trocavam a a eh usavam o poder de influência dos cristãos do Papa da igreja ou mesmo dos grupos protestantes para poder exercer o seu poder e justificar o seu lugar de de de soberano dentro das sociedades europeias de uma forma geral então o Iluminismo ele vem com a razão e com uma busca da liberdade de pensamento da liberdade de exposição do pensamento da liberdade de crítica da liberdade de fala a gente sabe que se voltássemos se voltássemos 100 ou 200 anos atrás do nascimento do Iluminismo a gente ia encontrar pessoas que podiam ser mortas em Genebra por serem católicas e por quererem exercer a a religião católica e pessoas que poderiam ser mortas na na Inglaterra por serem protestantes ou na França Como foi o caso da noite de São Bartolomeu em que os protestantes foram eh chamados àquela época de huguenotes foram massacrados pelo governo que tinha por trás Catarino de micis tá E que tinha um filho bem jovem de Catarina de micis na condição de rei n outra influência de rei marus é o deísmo e Kardec fala do deísmo num texto chamado as cinco alternativas da humanidade e a gente vê que Kardec conhecia o deísmo e que de uma certa forma tanto iluminismo como deísmo eles circulavam pelos meios intelectuais franceses da época de Kardec Kardec coloca o deísmo como embora alguns dos elementos do de possam vir a ter e um uma semelhança com o espiritismo há uma diferença marcante entre o deísmo e espiritismo os deístas acreditavam na existência de Deus que Deus havia criado o universo eles acreditavam que a razão
e um uma semelhança com o espiritismo há uma diferença marcante entre o deísmo e espiritismo os deístas acreditavam na existência de Deus que Deus havia criado o universo eles acreditavam que a razão seria um caminho bom para que a humanidade pudesse conhecer a Deus Então os deístas tinham um pé no racionalismo no racionalismo de René descart e de outros filósofos eh posteriores a ele tá e o rei Maros era identificado como membro do velho racionalismo então iluminismo deísmo e racionalismo são três dos elementos de rei Maros então a gente vê que se trata de um professor alemão de um diretor de uma escola que seria equivalente ao nosso ensino médio nos nos dias de hoje de um autor de diversos livros o os livros a produção dele sobre o cristianismo que a gente vai ver ela é uma produção que foi publicada com o nome de fragmentos eu vou falar aqui no final nos livros dele fragmentos escritos por um autor anônimo tá então são sete ou oito textos de livro tá são densos esses textos de livros apesar de serem chamados fragmentos e ele trata de assuntos não muito Livres da sua época assuntos que poderiam ser inclusive proibidos à sua época tá eh bom tanto o deísmo quanto o Iluminismo tentam chegar ao conhecimento de Deus através do conhecimento da natureza nós podemos encontrar um físico antigo tá Isaac Newton no seu livro dos princípi né dos princípios matemáticos para estudo da natureza se não me fal memória se eu não tô trocando alguma coisa do título em que ele tenta procurar as regularidades nos fenômenos naturais por entender que ess regularidades tá seriam improváveis na natureza se não houvesse Deus então El ele estudava física para tentar identificar Deus na natureza é uma colocação bem interessante bem diferente dos cristãos que até então entendiam Deus a partir das Revelações na no que eles chamavam de Escrituras na Bíblia tá nos textos considerados sagrados considerados eh escritos por Deus ou inspirados por Deus conforme a pessoa que tivesse estudando as chamadas
elações na no que eles chamavam de Escrituras na Bíblia tá nos textos considerados sagrados considerados eh escritos por Deus ou inspirados por Deus conforme a pessoa que tivesse estudando as chamadas escrituras tá reim Maro se opunha a a origem Sobrenatural do cristianismo então ele entendia que o cristianismo existia mas ele era um fenômeno natural esse conceito de natural dele envolve a ideia de cultural ou seja ele foi produzido numa determinada cultura numa determinada época por homens então ele era contra a ideia da divindade de Jesus e nós espíritas também entendemos que Jesus não não não é Deus tá embora haja passagens em que ele eh se refere a Deus como aba como pai tá e haja passagens em que ele aproxima aquilo que ele pensa daquilo que deseja Deus tá mas ele não se apresenta como Deus é sempre possível retirar pedaços isolados de uma obra e dar a esses pedaços isolados um sentido diferente daqu que a gente daria se tivesse lido dentro de um determinado contexto tá então Rei Maros faz isso apesar de acreditar que tava fazendo um tava dando uma explicação para Jesus e para as escrituras que a religião católica não dava então ele acha que curas Milagres aparições anjos demônios tudo isso não faz parte da natureza seria Sobrenatural a ideia do Sobrenatural é uma ideia que Kardec discute bastante na sua obra ele entende que nós não conhece não conhecíamos a época dele não conhecemos no nosso tempo hoje só que Kardec encarnado eh eh eh não conheceu os nossos tempos de hoje mas ele entende que nós não conhecemos toda a natureza e isso tem se verificado Com passar dos anos surgem novas descobertas acerca da natureza dos fenômenos dos fenômenos astronômicos tá recentemente se fala de matéria negra e se diz que essa matéria negra tal como descrita pelos físicos ela ocupa ela constitui a maioria daquilo que a gente chama de universo então o conhecimento Que nós tínhamos à época de Kardec era infinitamente menor do que o que existe hoje e o de hoje não tem a presunção a pretensão de explicar
a daquilo que a gente chama de universo então o conhecimento Que nós tínhamos à época de Kardec era infinitamente menor do que o que existe hoje e o de hoje não tem a presunção a pretensão de explicar toda a natureza então Camil Flamarion discípulo de Kardec gostava de usar o termo o desconhecido quando se referia aos fenômenos espirituais que Kardec estudou também tá o que Kardec estudou antes dele eh outra coisa a que reim Maro se opõe é a condição Divina de Jesus Jesus não seria Deus ele seria um homem e enquanto homem ele seria um profeta porque existia esse esse lugar na cultura Judaica tá então embora Jesus fosse Galileu né ele se movia dentro do espaço da religião Judaica e dentro da cultura Judaica então ele seria um profeta judeu apocalíptico e a gente pergunta o que que é esse profeta apocalíptico tá é um profeta que vinha dizer vinha pregar acerca dos tempos que viriam talvez do final da história de para onde a história se encaminhava daí ess esse termo profeta apocalíptico e vejam Essa visão de rei Maros é a mesma visão de bma nos dias de hoje e Rei marus embora usasse dos conhecimentos da história aela época ele não tinha acesso à metodologia de pesquisa que a área de conhecimento chamada história emprega nos dias de hoje eh um profeta um profeta judaico um profeta apocalíptico e um homem mortal Jesus seria um mortal como qualquer um Jesus teria morrido seria passível de ter seu corpo morto como tudo na natureza O Curioso é que essas coisas não são consequência de um estudo o de um estudo científico Esse estudo científico seria eh eh eh eu diria assim Improvável eu não vou não vou dizer impossível mas eu vou dizer Improvável porque os tempos de Jesus já haviam se passado então o estudo que se faz do homem no tempo ele se faz com achados arqueológicos ele se faz com o conhecimento da cultura do local onde é feito com os escritos com aquilo que se pode ter acesso daquela época mas reimarus fez o oposto ele traz um conceito de natureza ele impõe esse conceito de
om o conhecimento da cultura do local onde é feito com os escritos com aquilo que se pode ter acesso daquela época mas reimarus fez o oposto ele traz um conceito de natureza ele impõe esse conceito de natureza a história de Jesus ou seja a ont antecedeu a epistemologia E aí ele vai reler a Bíblia os Evangelhos os Atos dos Apóstolos as cartas ele vai reler tudo tentando fazer uma interpretação que possibilite que nós enxerguemos Jesus como sendo esse profeta apocalíptico eh eh ao qual reim Maro se refere então a ontologia quem é Jesus antecede a epistemologia que pesquisa eu vou fazer para que Jesus possa ser visto dessa forma e não eu vou fazer um estudo e a partir desse estudo eu vou compreender quem é Jesus Ok bom eh schit você considera ele o primeiro autor do Jesus histórico ele cita dois antes dele hieronimus Xavier sobrinho de São Francisco Xavier que havia escrito uma vida de Jesus mas num outro contexto não no contexto de um Jesus histórico tá E os dois livros na verdade um dos fragmentos mais importantes de rei Maros para se compreender Jesus é os objetivos de Jesus e de seus discípulos e os fragmentos escritos por um autor anônimo que tem outros textos alguns dos quais igualmente cristãos bom tô andando eu acho que a gente já viu Eh eh muita coisa importante sobre as ideias de reim Maros eu não vou apresentar todas porque a gente não tem tempo nós temos mais uns 10 minutos aqui eu quero falar de Kardec Tá mas a a as ideias de rear são muito criativas o Schweitzer ele diz que o rei Maros ele preenche os espaços em branco da sua pesquisa com a sua imaginação então ele diz que por exemplo o conteúdo do que disse Jesus é diferente do que ensinaram os apóstolos ele entende que Jesus seria um profeta judaico como profeta judaico apocalíptico ele veio trazer a Boa Nova e a Boa Nova que ele veio trazer seria o reino de Deus está vindo então ele começa a dialogar com a Igreja Católica ele diz assim Jesus não quis fazer nenhuma nova religião em momento nenhum Jesus fundou
Boa Nova que ele veio trazer seria o reino de Deus está vindo então ele começa a dialogar com a Igreja Católica ele diz assim Jesus não quis fazer nenhuma nova religião em momento nenhum Jesus fundou uma religião nova ele veio dar cumprimento a aquilo que era conhecido no seu tempo como as profecias acerca do Messias então ele veio ocupar esse lugar de Messias na cultura hebraica e veio anunciar o reino de Deus então os judeus esperavam o reino de Deus onde eles se autodeterminar ou melhor eles fossem determinados por Deus né e não pelos governantes do mundo não pelo eh Império Romano tá não pelos gregos não pelos muitos Reis que controlaram e que dominaram a a os países a a os reinos que formavam a Judeia a Samaria a região da Galileia e outras regiões de Cultura Hebraica lá na na onde hoje a gente encontra a Palestina né então ele diz que a frase típica de Jesus é o anúncio típico de Jesus é arrependam-se porque o reino dos céus está próximo ou seja se alguém tá vivendo de forma diferente daquela forma que é exigida por por Deus por esse Deus judeu Então essa pessoa deve modificar o seu comportamento e viver segundo Deus porque ele está voltando ele vai implantar o Reino de Deus e aqueles Só aqueles que não só acreditam em Deus mas vivem segundo seus ensinamentos é que vão fazer parte desse novo reino e aos outros espera-se a morte tá então eh ele diz que Como Jesus e o Batista Não Se preocupavam em explicar o que é o reino dos céus ou que é o Reino de Deus para os Judeus é porque esse termo era compreendido por eles então a gente deve buscar o sentido desse termo na cultura Judaica tá então ele diz que o reino de Deus é algo que tá ligado ao messianismo Ou seja a cultura Hebraica fala de um Messias que veio viria reinstalar Essa aliança com Deus tá que iria por exemplo retirar o Judeus do comando de potências estrangeiras e esse messianismo aparece em diferentes momentos inclusive no exílio na Babilônia tá eh em que os os judeus foram levados à Babilônia no nos livros
tirar o Judeus do comando de potências estrangeiras e esse messianismo aparece em diferentes momentos inclusive no exílio na Babilônia tá eh em que os os judeus foram levados à Babilônia no nos livros de Davi a gente encontra elementos do do Messias nos nas nos livros de Isaías a gente vê se falar muito do Messias tá eh e Jesus seria esse profeta ou Messias prometido ele não seria um Messias rei ele seria um profeta Messias tá e a Boa Nova é que sob a liderança de Jesus o reino de Deus estava vindo né bom aqui o vou começar a saltar as as ideias de rei Maros ele essencialmente vai dizer que Jesus pregou a vinda do Reino de Deus que depois de Jesus os católicos ó perdão os apóstolos continuaram a a vivência dos ensinos de Jesus e continuaram Pregando a vinda do Reino de Deus tá um dos momentos é a chamada parúsia tá ou parua eh dependendo de de quem da língua de como tá escrito de como é pronunciado mas a parúsia como tá escrito em português seria a volta de Jesus tá e eh essa volta que era esperada quase imediatamente e aqui nos slides a gente tem as passagens onde é dito isso onde as pessoas poderiam compreender isso mas Jesus não retornava depois da morte ele dá uma mostra de que continuava vivo re Maros acha que ele efetivamente não morreu na cruz tá ele foi quase que torturado ele saiu desacordado mas ele não chegou a falecer por isso é que ele passou pelos Apóstolos Estendeu as mãos para que Tomé tocasse as Chagas e visse que ele estava Vivo Essa é a explicação que ele dá paraa ressurreição e Remar entende que a ressurreição foi um discurso criado pelos apóstolos de Jesus para que e eh o o povo pudesse aguardar a segunda vinda do Messias que tá também dentro da cultura Hebraica eu vou saltar bastante porque nosso objetivo é estudar o espiritismo de uma certa forma qual é a visão que eu tenho de rei Maros a de que ele tentou explicar Jesus dentro de um contexto Jesus é um homem como qualquer outro de nós Ele viveu como qualquer outro de nós ele não fazia nada que
ual é a visão que eu tenho de rei Maros a de que ele tentou explicar Jesus dentro de um contexto Jesus é um homem como qualquer outro de nós Ele viveu como qualquer outro de nós ele não fazia nada que fosse Sobrenatural nada do que Kardec estudou como fenômeno espiritual e então Eh Jesus eh eh era alguém da sua época era alguém que que foi depois transformado divinizado transformado em Deus pela igreja tá é assim que reim Maros vê só que quem vai lendo reim Maros com calma vê que ele seleciona as passagens os versículos que tornam mais compreensível ou mais aceitável a sua versão de Jesus ele não faz A análise dos textos como um todo tá e ele e ele diante de textos aparentemente contraditórios ele seleciona aqueles que são os melhores para as ideias que ele gostaria de defender então de novo a eh ontologia antecede a epistemologia eh Bom falamos bastante em reim Maros a gente vê Allan Kardec e na compreensão do processo de criação do espiritismo da doutrina espírita na França a gente vê que até 1863 Allan Kardec estava muito preocupado em estudar os fenômenos espirituais ele a princípio não acreditava nos fenômenos espirituais como a gente lê na passagem em que ele conversa com o senhor fortier e dá explicações naturais para os fenômenos espirituais então ele resolve vê os fenômenos alegados das mesas girantes e começa a perceber que existiam inteligências por detrás daqueles fenômenos e que essas inteligências são eram passíveis de estabelecimento de diálogo então quando ele ficou bem satisfeito que aquilo ali não era uma fraude não era uma enganação dos Médiuns que poderia haver fraude e enganação Por parte dos Médiuns mas havia fenômenos genuínos Kardec então começou a Pesquisar a vida após a morte conversando com os espíritos perguntando para eles como é que havia sido a morte deles como é que era a vida no no momento em que eles se encontravam o que que eles sentiam o que que eles pensavam pelo que passavam como enxergavam o mundo Kardec começou a se interessar
ido a morte deles como é que era a vida no no momento em que eles se encontravam o que que eles sentiam o que que eles pensavam pelo que passavam como enxergavam o mundo Kardec começou a se interessar bastante sobre esse mundo invisível como os espíritas da época de Kardec vão se referir ao chamado plano espiritual tá que é um termo de Deni e de delane usado também por André Luiz na na na sua obra e Kardec acreditava que era possível um entendimento entre as diferentes religiões ele próprio era um filho de família católica que estudou em um colégio protestante na Suíça e ele tinha admiração por seus Mestres e via por exemplo que estalos que era a a referência do do Instituto ele não se metia nas nos Deb nos grandes debates religiosos ele não eh falava mal das pessoas de outras religiões ele pregava a tolerância então ele achava que as diferenças de crenças não eram suficiente para que os homens se antagoniza Então nesse espírito ele começou a pesquisar ele entendia que estava fazendo uma pesquisa que iria trazer elementos de base científica e filosófica para que as diversas religiões pudessem aos poucos se aproximar do que seria a vida após a morte em 1863 ele vê com o o o evento em Barcelona ele e e a colocação dos livros de Kardec especialmente de O Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns em uma na na no índex proibitório Kardec vê que se haveria essa aproximação entre as religiões em torno do estudo dos fenômenos espíritas isso não ia acontecer durante a Encarnação dele porque as religiões se mostrar muito zelosas de seus dogmas e começaram a proibir o estudo do Espiritismo o acesso o debate das ideias espíritas e Kardec via então que era preciso aprofundar pelo menos em uma ética para os espíritas porque os espíritas corriam o risco de em se tornando espíritas não serem aceitos nas comunidades religiosas e a moral por exemplo era um um dos elementos que a religião trazia à sociedade francesa à época de Kardec tá as sociedades ocidentais de um de uma forma geral então Kardec diz que ele
ades religiosas e a moral por exemplo era um um dos elementos que a religião trazia à sociedade francesa à época de Kardec tá as sociedades ocidentais de um de uma forma geral então Kardec diz que ele está saindo de um período de luta que é esse momento em que o espiritismo tinha que lutar para sobreviver tinha que oferecer resistência às ações que eram feitas para que os livros não fossem impressos não fossem vendidos não fossem exportados para que a Revista Espírita não fosse publicada e Kardec então qu meses depois publica o evangelho segundo espiritismo que é um estudo dos Evangélicos em que Kardec vai priorizar o ensino moral porque essa era a primeira urgência que ele via na busca na leitura do cristianismo ele entendia que a moral pregada por Jesus a moral pregada pelo Cristo tá era uma moral importante paraa sociedade uma moral que não dividia a sociedade entre vencedores e vencidos entre senhores e escravos mas que situava os homens um ao lado do outro como filhos de Deus portanto irmãos uns dos outros e que teriam que fazer esforços para conviver dessa forma e Jesus instruiu muito seus Apóstolos que cuidassem daqueles pequeninos irmãos daquelas pessoas que viviam à margem da sociedade Judaica na sua época Kardec estudou a a Bíblia que foi traduzida para o francês a chamada Bíblia de p Royal tá que foi traduzida pro francês por Antoine lestre e por Lu Isaac lestre S le mre de sass é é o título que é é o sobrenome que Kardec coloca que da da Bíblia de onde ele havia estudado e de onde ele havia retirado as passagens que vão ser comentadas por ele vão ser analisadas à luz da razão por ele e vão ser comentadas pelos espíritos então ele reúne as os ditados que os espíritos fizeram acerca do Cris Então esse é o evangelho segundo espiritismo Kardec não é contra uma abordagem histórica na introdução do Evangelho quando ele está mostrando pro leitor como é Quais os cuidados que se haviam tomado paraa interpretação do Evangelho ele eh mostra que conhecer a história e conhecer os personagens por
ção do Evangelho quando ele está mostrando pro leitor como é Quais os cuidados que se haviam tomado paraa interpretação do Evangelho ele eh mostra que conhecer a história e conhecer os personagens por exemplo quem eram os fariseus a época de Jesus era fundamental pra gente entender o diálogo de Jesus com os fariseus afinal de contas por Jesus falava tantas palavras duras junto aos fariseus tá então isso vai ser a a história vai ser trazida também mas a gente vê que a preocupação entre o natural e o sobrenatural especialmente a questão do Sobrenatural que Rei Maros fala fez com que Kardec deixasse para tratar o tema dos Milagres o tema das profecias o tema da origem da terra o tema o tema a Ah esses temas considerados Sobrenaturais ele vai tratar em a Gênese ele não vai tratar em o evangelho segundo espiritismo então a gente já vê aí uma influência entre o Jesus histórico tá e o trabalho de Allan Kardec então de alguma forma eu não posso afirmar que Kardec leu o rei Maros mas aquilo que ve a tradição que veio de rei Maros não era desconhecida por Kardec Essa é uma das evidências porque ele divide os Evangelhos de forma semelhante à aqueles que estudavam o Jesus histórico dividiram os Evangelhos tá então ele usava razão bom senso as comunicações espirituais e as descobertas e feitas a partir do estudo dos fenômenos espíritas para poder explicar determinadas passagens do Evangelho o que parecia sobre natural para reimarus para Kardec era uma ação espiritual então um espírito atuar sobre um organismo e acelerar o processo de cura do organismo era conhecido por Kardec era foi visto por Kardec foi estudado por Allan Kardec há um um momento na Revista Espírita em que ele diz que um dos participantes havia quebrado o braço e com a ação esp que ele ouviu viu o estalar dos Ossos ele faz a descrição de como ele chegou à conclusão de que o companheiro quebrara o braço e num período muito mais curto do que o normalmente esperado aquele braço se consolidara depois de uma atuação espiritual se consolidara muito
chegou à conclusão de que o companheiro quebrara o braço e num período muito mais curto do que o normalmente esperado aquele braço se consolidara depois de uma atuação espiritual se consolidara muito mais rápido então ele começou a enxergar fen ele via médiuns que eram capazes de perceber pessoas mortas e que traziam informações sobre essas pessoas que eles médiuns não conheciam anteriormente e que nenhum dos Presentes conhecia anteriormente então isso poderia explicar a situação em que Jesus eh no monte ele teria se encontrado com Moisés E com Elias dois homens que viveram 600 e 800 Anos Antes de Jesus sabidamente mortos aquela época então ele conseguia dar explicações que ele dizia não são supernat Sobrenaturais né não são preternaturais também esse termo era usado em língua inglesa não são Sobrenaturais esses fenômenos são fenômenos espirituais e muitas das coisas dos chamados Milagres de Jesus não eram vistos como Milagres por Kardec mas como fenômenos espirituais provocar ou acompanhados por Jesus e por seus discípulos dur no meio do Evangelho Então ele deu uma explicação diferente daquela explicação dada por reim Maros e pelos cultores do chamado Jesus histórico acho que eu já Estorei bastante o os 40 minutos mas a gente tem um tempo para as perguntas vamos começar a nos se se não me engano os 10 minutos que nos restam agora né a a a conversar sobre sobre a a exposição até o momento então vocês me desculpem ter sido tão tão eh eh dosado em Kardec tá tão tão resumido em Alan Kardec eh já que como eu tô falando para um público Espírita eu espero que Kardec seja bem mais conhecido do que re Maros e e lamento ter preparado também um estudo com muitas informações do Rei Maros que não davam para ser expostas no no tempo mas eu espero que as ideias Gerais tenham sido eh eh discutidas e que a gente agora possa eh trabalhar sobre elas muito bem meu amigo muito bem eh eu eu tava aqui prestando atenção né em tudo que você tava falando e os nossos amigos aquilo que eu falei com
cutidas e que a gente agora possa eh trabalhar sobre elas muito bem meu amigo muito bem eh eu eu tava aqui prestando atenção né em tudo que você tava falando e os nossos amigos aquilo que eu falei com você nos Bastidores são tímidos aí desejaram Boa noite e tal foram se chegando mas perguntas não fizeram ainda dá tempo nesses últimos minutin mas eu tava assim pensando Enquanto você falava eu tava eh pensando sobre o seguinte será você disse que não tem certeza de que Kardec tenha lido Rei Magos mas por tudo que você fez de comparação entre um e outro será que tudo que Kardec escreveu não poderia ser uma resposta a rei Maros acho que não Jailton primeiro porque quando eu quero saber o que Kardec leu a a a primeira coisa é conhecer a obra de Kardec porque ele vai falando dos autores e tal tá então com certeza eu já passei na no no ipac no ideac que tem as obras de Kardec todas listadas e já digitei reim Maros e não obtive resposta até o momento posso ter sido desatento na minha pesquisa mas eu não encontrei nenhuma citação direta a re Maros segundo que o livro que eu tô lendo que é esse livro do Albert Schweitzer a busca pelo Jesus histórico vai mostrar que Rei Maros foi muito influente na sua época e que aí as ideias começaram a ser discutidas por outros autores então na lista eu já li uns 10 autores até o que que que entraram na questão Que entenderam a questão de outra forma que tentaram responder reimarus aquela época tá E e o Schweitzer ele é paciente ele vai descrevendo com calma ó esse autor aqui fez uma uma teologia do tipo sim mas que é ele ele dizendo que a afirmação de rei Maros era essa mas ele dava uma outra explicação ou ou fazia um reparo ao pensamento de de rei Maros e e ele vai mostrando as vidas de Jesus que surgiram então um autor que deve ter sido influenciado eu não diria por reim Maros porque a gente tá na França e não na Alemanha Kardec eu sei que Lia alemão mas eu sei também que depois que ele se afastou do Instituto de hidan ele traduziu uma obra pro francês mas ele
or reim Maros porque a gente tá na França e não na Alemanha Kardec eu sei que Lia alemão mas eu sei também que depois que ele se afastou do Instituto de hidan ele traduziu uma obra pro francês mas ele foi perdendo o contato com a língua alemã então ele não não leu bastante alemão e mantendo o domínio que ele tinha da língua no no no passado da sua vida que é é um ponto contra essa hipótese que Você levantou e e e a época de Kardec a gente tem um outro autor que Kardec escreveu sobre ele e conversou sobre ele com os espíritos tá que escreveu a vida de Jesus que é Ernesto Renan então Ren presente na obra de Kardec e Renan é um dos que herdaram essa tradição racionalista naturalista de se tentar eh ao mesmo tempo se opor à igreja tá desconstruir a igreja junto ao povo já que a influência do cristianismo era imensa e continua grande nos dias de hoje né e e substituir pelo conhecimento da natureza pela construção que os homens fazem da política por outras eh eh ideias mais ao gosto daquela época né ah eu posso tá errado tá Jailton eu só mostrei meus argumentos eu não eu não bati martelo Sem problema foi só uma pergunta que me veio à mente aqui né meu amigo reg chegando aqui de teod opa É isso aí ó Mas só que é o da Silveira Mas vamos é re Me diz uma outra coisa meu amigo que é que agora que eu tô vendo que a gente já tá chegando no final mesmo né E hoje e hoje em dia eh nessas pesquisas que você tem feito você vê eh dentro do Espiritismo alguma pesquisa que se faz nessa área do Jesus histórico para fazer essas comparações olha Jaílton a gente tem dois grandes estudiosos espíritas brasileiros que acabaram pegando a linha tá um deles é José Herculano Pires e o outro deles é hermino Miranda Herculano Pires estudou gber gber ele é sucessor do do do Renan das dos trabalhos de Renan e ele é um Pensador que entrou pra história do cristianismo na sorbone ele é o primeiro que não é Padre ele havia feito uma dissertação sobre os cristãos primeiros tá E sobre Então são os cristãos do
e ele é um Pensador que entrou pra história do cristianismo na sorbone ele é o primeiro que não é Padre ele havia feito uma dissertação sobre os cristãos primeiros tá E sobre Então são os cristãos do século ieo segundo terceiro quarto né Muito detalhada tá escreveu um livro sobre judeus daquela época e ele quando ele tomou posse na sua cadeira que ele foi escolhido professor ele falou olha nó eh até até então essa cadeira vem sendo ocupada por sacerdotes por padres por pessoas que não conseguem trabalhar sem o viés da doutrina a qual eles estão ligados Então a partir de hoje nós vamos trabalhar para que essa disciplina se encaminhe pro centro da história né então ginb é um dos autores com quem Herculano dialoga muito ele leu muito no curso de Filosofia dele guber aí eu Fiquei conhecendo gub por causa do Herculano aí quando eu fui pesquisar a história aí é que eu enxerguei ah ele tá ligado a essa tradição tá o o Hermínio Miranda também ele começou ele ele se interessou pelos eh eh pelas pelos escritos manuscritos do chamado Mar Morto que foram encontrados em Kim bran em nag ramad tá e e e ele escreveu sobre isso ele chegou a pegar um evangelho apócrifo inteiro e traduzir português né e e traduzir Possivelmente do inglês pro português e comentar esse evangelho que é o evangelho de Tomé que foi publicado pela la chatra tá então a gente tem esses autores que fazem um um um debate entre o que que os eh os herdeiros da tradição de Jesus histórico receberam e como é que isso fica diante diante do espiritismo e a gente tem então os autores que são historiadores mesmo historiadores profissionais trabalhando no tema mas o o que eu descobri com a leitura do Rei Maros é que algumas das ideias que eles defendem então par Herman que eu citei ele fala Jesus é um profeta apocalíptico judeu é essa é a minha visão de Jesus tá e que não é uma visão de quem acredita em Jesus como alguém que tem uma mensagem a trazer pros homens tá como nós espíritas acreditamos entendemos tá e eu vi que
deu é essa é a minha visão de Jesus tá e que não é uma visão de quem acredita em Jesus como alguém que tem uma mensagem a trazer pros homens tá como nós espíritas acreditamos entendemos tá e eu vi que isso não foi decorrente do conhecimento de história dele isso foi uma construção histórica er dada do velho racionalismo que delimitou Jesus primeiro desse jeito e depois começou a reler os Evangelhos tentando acomodar o texto dos Evangelhos como uma forma de explicar essa hipótese essa forma de ver Jesus que é a questão da ontologia e da epistemologia tá e as pessoas muitos espíritas de hoje têm lido Jesus histórico e Mas eles têm lido de forma crítica então alguns caem na ingenuidade de falar assim ah são historiadores a história é uma ciência A ciência é a verdade nada menos verdade do que dizer que a história é uma verdade os próprios historiadores não defendem que conhecimento que eles produzem é verdadeiro eles vão defender que o conhecimento que eles produzem tá dentro de uma metodologia e é rigoroso é exigente e é passível de diálogo de crítica de comentário mas não que seja verdade e aí eu vejo algumas pessoas atacando Kardec com base em alguns escritos em algumas posições do Jesus histórico entendendo que a a leitura Nossa Espírita e e ingênua e que a leitura histórica é crítica e consistente quando a gente vê que eu tenho aqui um pressuposto portanto um dogma filosófico tá que sustenta boa parte das da da da dos estudos do chamado Jesus histórico então não tenho nada contra a gente estudar a história da Judeia não tem nada contra a gente estudar os segmentos que colocam a gente compreender direitinho o que em que que eles acreditavam embora isso dê para durar uma vida inteira e a gente não vai não vai conseguir se aprofundar tão tão profundamente assim me perdoe o a a a expressão tá eh eh mas assim Kardec tinha uma uma uma linha de trabalho que a gente precisa se aproximar dela e dominá-la antes de sair criticando eu sempre fiquei incomodado na universidade
e o a a a expressão tá eh eh mas assim Kardec tinha uma uma uma linha de trabalho que a gente precisa se aproximar dela e dominá-la antes de sair criticando eu sempre fiquei incomodado na universidade Porque o povo aprendi a mas não aprendi o que era aí você já sabia as críticas Ah mas aí Você perguntava assim mas o que é a qualidade total eu sei que tem esse problema esse esse esse mas como se faz isso aí o crítico não sabia tá então são essas coisas que eu acho que nós devemos trazer eh eh eh devemos ter cuidado no movimento Espírita se a gente quer realmente fazer um diálogo fazer uma crítica que venha que nos permita avançar nos nossos conhecimentos que era o desejo de Allan Kardec né Pois é aí Kardec nunca teve medo né de mudar de opinião né de seguir tanto com a ciência como com informações novas eu o quanto ele debatia às vezes com os próprios espíritos que traziam ideias que às vezes ele não concordava né espíritos com espíritas com ante espíritas ele só exigia que o interlocutor fosse sério isso que o interlocutor não fosse um doid de vanas que tava querendo só se promover promover sua imagem n ele queria que a pessoa falasse daquilo que ela acredita e no que se baseia aquilo que ela acredita para poder fazer um um debate isso a gente vê muitas vezes isso era comum na Revista Espírita né isso que se traduz numa maturidade né agora mesmo estando com o tempo estourado meu amigo a gente pode responder o Ricardo porque tivemos uma pergunta aqui ao finalzinho Ah meu amigo não ia me deixar falando sozinho ai tá vendo do Espírito Santo Ah que beleza então ele não ele é do rio mas está no Espírito Santo Tá certo Até onde eu sei ele pergunta aqui para você o estudo do Jesus histórico não coloque em suspenso alguma visão de que Jesus falou para a imortalidade exemplo o reino de Deus não seria uma realização material à época em vez de uma promessa futura essa é uma boa questão que o O Ricardo me faz aí a gente tem que ver Ricardo Qual o autor do Jesus histórico tá o que eu posso te dizer é que como o
ação material à época em vez de uma promessa futura essa é uma boa questão que o O Ricardo me faz aí a gente tem que ver Ricardo Qual o autor do Jesus histórico tá o que eu posso te dizer é que como o rei Maros não aceitava a imortalidade achava que a imortalidade fosse uma ideia Sobrenatural ele faz uma explicação ele constrói uma explicação de que por exemplo o episódio da entrada de Jesus em Jerusalém e sua crucificação foram um fracasso de Jesus porque seguindo as as profecias sobre o Messias tá Jesus deveria conseguir vender entre aspas a ideia do Reino de Deus ali em Jerusalém E aí ele diz que na entrada Jesus foi mal recebido E aí ele só pode fazer isso fechando olhos para algumas das descrições da entrada de Jesus acho que o o feriado católico do do Domingo de Palmas né em que as pessoas porque essa ideia tá associada à entrada de Jesus em Jerusalém as pessoas receberam Jesus com palmas não deixa de ser uma forma de resposta a autores Como Rei Maros ou seja não Jesus foi bem recebido Aí ele diz assim Jesus tanto ficou decepcionado que o pai não ajudou que ele disse Deus meu Deus meu né em hebraico eli eli e amassa bakani tá Deus meu Deus meu por que me abandonaste tá agora Um cara tão bem informado como rei Maros não sabe que essa frase está no antigo testamento que essa frase está em Isaías e que Isaías tá falando do Messias e do Povo de de de Israel tá E tá falando do povo de Israel sendo controlado por uma potência estrangeira por uma potência externa E aí então o Messias faz essa lamentação ou seja Jesus estava falando de algo que era conhecido pela multidão que tava assistindo a sua crucificação algo que era muito conhecido e esperado e e o reios não fala disso né ele ele diz que assim Jesus eh ficou decepcionado brigou com Deus na cruz né e e e e aí então ele não chegou a morrer ele foi ele foi Guardado na no túmulo mas ele tava vivo e E aí ele se recuperou eh Outra coisa o o soldados Romanos tá que que que torturaram Jesus eles Eles não sabiam crucificar e não sabiam quando o
le foi ele foi Guardado na no túmulo mas ele tava vivo e E aí ele se recuperou eh Outra coisa o o soldados Romanos tá que que que torturaram Jesus eles Eles não sabiam crucificar e não sabiam quando o indivíduo estava morto eu acho isso impr probabilística agradece aos companheiros aí que estiveram com a gente pelo menos os que se manifestaram né Leandro Gomes a Vilma Tinoco o Janderson Neves a Maria Cruz o heel né a Maria Vitorino E também o Ricardo Alves da Silva e a gente Deixa agora esse momento final paraas suas considerações vamos lá eu agradeço a acolhida a boa acolhida que eu tive aqui no programa tanto de você Jail quanto dos que estão assistindo e estão se manifestando que são espíritas manifestantes né na na no nosso encontro eu espero que o o estudo tenha ajudado vocês que que se interessam por temas semelhantes a ao nosso tá e agradeço muito a oportunidade de est aqui de poder compartilhar os estúdios não adianta nada eu estudar essas coisas e ficar com todas elas eh dentro da minha alma ou dentro do meu cérebro se a gente não puder conversar sobre elas e ver o que faz sentido e e e e estudar o espiritismo mais a fundo tá uns com os outros tá é uma alegria muito grande est aqui obrigado pelo convite e eu desejo a vocês que conheçam aquele outro Jesus que Kardec conseguiu divisar e que o reos infelizmente não conseguiu perceber muito bem meu amigo muito bem a Mimi Reik também chegou agora ao final e e e disse Ah que pena cheguei tarde mas não tem problema em mim é só assistir depois o vídeo fica gravado aí no canal no qual você tá assistindo tá é isso então meus amigos Jader muito boa noite boa noite para todo mundo semana que vem tem mais uma edição do programa A Força do Espiritismo semana que vem nós vamos receber o Denis Medeiros que é lá de Campina Grande né na Paraíba e ele vai fazer uma reflexão em torno de uma questão muito interessante o que eu faço com a minha dor então vamos aqui todos estar com o nosso querido Denis pra gente poder eh adentrar nessa reflexão que a gente
azer uma reflexão em torno de uma questão muito interessante o que eu faço com a minha dor então vamos aqui todos estar com o nosso querido Denis pra gente poder eh adentrar nessa reflexão que a gente tem precisado muito né Porque infelizmente ainda vivemos num mundo onde a dor nos visita muito então todos estão convidados para estarem conosco na próxima quinta com mais uma edição da força do Espiritismo às 8:30 da noite fiquem todos com Deus uma excelente noite e até lá desde os primeiros tempos o homem percebeu que havia algo de Divino e superior algo que transcendia sua compreensão observando os fenômenos da natureza o provão e a tempestade a luz e as trevas com o sentimento de perplexidade e reverência nasce oculto as forças da natureza e mais adiante as primeiras religiões politeístas Abraão saindo de ur na caldeia vai para a terra de Canaã E lança as bases do monoteísmo Moisés apresenta-nos os primeiros rudimentos da Lei Divina Jesus O Enviado Celeste canta o paizinho de amor e misericórdia passados dois milênios a humanidade encontra na razão uma conquista e um instrumento de evolução mas o homem ainda se faz perplexo frente às estrelas e nos momentos de dor e luto ou na alegria do nascimento do rebento frágil e pequeno em seus braços deixa seu pensamento se embriagar até a inteligência Suprema a causa das causas há como alhar razão e fé para entender e Deus e o espiritismo o que tem a dizer é pensando nisso que o espiritismo.net convida você e toda a comunidade Espírita A se debruçar sobre o tema religião Fé e Razão diante da imortalidade no quinto congresso do espiritismo.net nos dias 28 e 29 de setembro de 2024 no Rio de Janeiro informações e inscrições no site P net bar congresso
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