A Essência da Comunicação – T9:E8 | A Importância da Espera
Na nona temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, a apresentadora Cristiane Beira reflete sobre a essência da comunicação, destacando como a fala, a escuta, o silêncio e as atitudes moldam nossas relações e favorecem o autodescobrimento. No Episódio 8 – A Importância da Espera, o estudo aborda o valor espiritual do tempo e da paciência, mostrando como o aprendizado da espera é essencial para o amadurecimento emocional e para a construção de relações mais equilibradas. A reflexão se conecta também com a sabedoria bíblica do livro de Eclesiastes (3:1-11), que nos lembra que há um tempo certo para cada coisa debaixo do céu. 📚 Referências bibliográficas: • O Homem Integral, caps. 5 e 6 • O Despertar do Espírito, cap. 1 • Momentos de Saúde, caps. 16 e 20 • Vida: Desafios e Soluções, cap. 3 • Jesus e Atualidade, cap. 10 • Plenitude, caps. 4 e 6 • Momentos de Consciência, cap. 7 📖 Sugestão de leitura complementar: • Eclesiastes 3:1-11 🎬 Indicação de Filme: A Árvore da Vida (2011) #PsicologiaEspírita #JoannaDeAngelis #CristianeBeira #Comunicação #Espera #Paciência #EstudoEspírita #Espiritismo #Autodescobrimento #Psicologia *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje nós falaremos sobre um tema que é interessante, peculiar, curioso, porque nós estamos falando do relacionamento e com em eh principalmente no que se refere à comunicação nos relacionamentos, como é que nós nos posicionamos. Então, espera-se que a gente fale sobre como falar, como trocar. Isso a gente tem falado bastante, a forma, mas é importante também a gente trazer um assunto que é o não falar, é a ausência. E aí eu chamei essa aula de a importância da espera. E é justamente sobre isso. Hoje nós vamos falar da ausência. A gente tem falado sobre temas que precisam estar presentes. Hoje nós vamos falar daquele que é o espaço, o vão, a ausência, o vazio. É um tema tão fundamental quanto a presença. É importante ter paciência, é importante ter empatia, é importante a presença, a presença da fala com amor, a presença da escuta com empatia, mas é tão fundamental quanto a presença do amor, da paciência, da empatia, a presença do vão, do espaço ou a ausência. Esse momento de espera é um momento de vácuo, é um momento de ausência, é um momento de de espaço, de vazio e ele precisa acontecer. A gente não pode viver nele porque é não viver, mas faz parte do viver, inclusive esses momentos que é como se a gente falasse assim, ó, para tudo, espera. A importância da espera. É sobre isso que nós vamos conversar. E a gente começa sempre analisando essa palavra, o que que é essa espera? O que quer dizer espera pra gente poder ir internalizando o tema. Quando a gente fala esperar, se a gente analisar como ela foi criada e o que ela queria traduzir lá atrás, quando a linguagem era ainda bastante com ela, ela tinha muita substância, hoje a gente tem esvaziado, a gente tem usado palavras que ficam vazias, que não carregam mensagens. a gente fala por falar, a gente a gente tem empobrecido muito a linguagem, a gente sabe disso, porque a gente tem conseguido se expressar por outras formas, né? E antigamente não tinha, então precisava
gente fala por falar, a gente a gente tem empobrecido muito a linguagem, a gente sabe disso, porque a gente tem conseguido se expressar por outras formas, né? E antigamente não tinha, então precisava de o único recurso que tinha era esse, era o uso das palavras. Então essa palavra espera que vem desse termo latino sper, né? SP, ele ele dá uma ideia de que é uma eminência de algo. É um período em que você para esperar, porque você sabe que vai acontecer algo bom na sequência. Então, é a pausa diante de um bom acontecimento. Então, quando você espera, por isso que a gente fala de esperança, a gente fala de expectativa, apesar da expectativa ser com X no no vocabulário hoje, mas é sempre essa esse momento em que eu não estou fazendo nada, mas sei que é questão de tempo para algo melhor acontecer. Essa é a espera. A espera é para, mas não é um para, se acomoda, senta que agora a vida vai ser um tédio. Não é uma espera nesse sentido. É uma espera de quem sabe que algo melhor está para acontecer. Tem essa esperança, essa expectativa. E isso é importante. A gente sabe que precisa ter essa paciência. Eu vou olhar o bolo. Acabei de colocar o bolo para assar e eu espero. Por que que eu espero? Porque eu sei que esse espaço desse vazio que eu não estou nem o produzindo bolo e nem comendo o bolo, é um espaço em que eu fico nesse vazio, mas sabendo, tendo essa fé de que daqui a pouco eu vou poder desfrutar desse bolo saboroso. Então, é o vão, é o espaço entre ações, entre escolhas, entre atitudes. Estou cozinhando, misturando ingrediente, batendo o bolo, medindo, pesando. Vão. Silêncio, vazio. Espera. Estou saboreando um bolo delicioso que eu fiz. A vida é feito de é feita disso. Esses momentos que ligam fatos, que ligam ações, que ligam acontecimentos, eles são tão importantes quanto os próprios acontecimentos. Tem uma frase atribuída a Mozart, mas a gente não tem certeza se é. Parece que tem alguns alguns compositores antes dele que parece que já usaram, mas a gente atribui no sexo comum a Mozart que
entos. Tem uma frase atribuída a Mozart, mas a gente não tem certeza se é. Parece que tem alguns alguns compositores antes dele que parece que já usaram, mas a gente atribui no sexo comum a Mozart que diz assim: "Olha que linda essa frase, gente. A música não está nas notas, mas no silêncio entre elas". E aí ele defende essa ideia que esse silêncio ele é tão crucial paraa beleza da composição quanto a nota em si, quanto a própria nota em si. A gente às vezes vai escutar alguém tocando um instrumento ao vivo e a gente já conhece a música, por exemplo. Você às vezes fica num estado de ansiedade, porque às vezes o o o artista ele ele faz uma parada antes dele vir no momento alto da música e o nosso coração parece que esse tempo que é milésimos de segundos, o nosso coração vai se enchendo, vai ser gente que parece que a gente vai explodir. Aí ele traz a nota. Quanto que é importante isso numa numa música. Esses essas breves pausas. Acho que pausa é a palavra mais interessante para esse espaço que eu estou tentando trazer. A gente precisa de pausas. A pausa traz equilíbrio. A pausa traz o balanço bom. Ela evita o exagero. A pausa é o descanso. A pausa é a acomodação. A pausa é o silêncio do respiro para que depois algo bom volte a pertencer, volte a se apresentar. Eu preciso de pausas em tudo que eu faço. Então, se a gente conseguir imaginar essas lindas composições como as de Mozart, tem alguns momentos em que ele vai dar o ápice da melodia e ele para antes. Parece que essa parada mexe ainda mais com a gente. A gente anseia pelo que vem depois. É uma expectativa por algo muito bom que vai vir depois. deu uma esperança. Então ele ele pausa, fica aquele silêncio que vai mexendo com a gente, daí ele coloca aquela nota que vai alta ou que vai baixa ou que vai acelerada e a gente se movimenta junto com a música. A pausa permite esse essa esse movimento entre os entre as situações que se apresentam. Se a gente vai fazer uma dança, se a gente vai fazer uma apresentação de balé, a pausa está presente. Às vezes a
A pausa permite esse essa esse movimento entre os entre as situações que se apresentam. Se a gente vai fazer uma dança, se a gente vai fazer uma apresentação de balé, a pausa está presente. Às vezes a professora fala que para, mas é um parar de uma fração de segundos, mas para, você precisa parar para mostrar. Faz toda a diferença. De vez em quando não pode ter a pausa. Aqui você tem que emendar o movimento. Aqui você precisa sair de um movimento já começando o outro. Mal termina um, o outro já entra. Às vezes não pode ter pausa porque seria quebra. Pausa é diferente de quebra. Às vezes eu vou ficar em silêncio, eu vou fazer um um intervalo entre uma fala e outra para alguém para dar tempo dele pensar. Eu preciso que ele escute o que eu acabei de dizer. Eu preciso que ele assimile. Eu fiz uma pausa para logo em seguida voltar a dizer alguma coisa também importante. Mas às vezes a gente faz pausas longas demais e a gente deixa o outro como se ele tivesse no ar. a gente fala uma sensação de indiferença. Aí os outros falam: "Ô, você esqueceu de mim? Você tava falando. A pausa que você fez foi maior. Parece que você pouco se importa. Parece que você se esqueceu de mim. Parece que você prestou atenção em outra coisa. Então, a pausa, ela tem o tamanho certo. Ela tem um tamanho que me dá tempo para esperar o que vem depois. Mas isso que vem depois precisa chegar, senão parece que eu fiquei abandonada. A pausa não pode dar a sensação de quebra, de abandono. Ela precisa ser do tamanho suficiente para que eu possa processar o que acabou de acontecer, descansar do que acabou de acontecer e me preparar para aquilo que vem na sequência. Essa é a pausa. Ela tem a medida boa entre o que eu preciso de descanso, de introspecção, de internalização do que aconteceu para aquilo que eu vou fazer na sequência. Então, o tempo de espera ele é importante e eu preciso saber identificar o quanto que é esse tamanho, o quanto um desso, quantum de substância, de tempo, de intervalo, de tempo cronológico
sequência. Então, o tempo de espera ele é importante e eu preciso saber identificar o quanto que é esse tamanho, o quanto um desso, quantum de substância, de tempo, de intervalo, de tempo cronológico que eu preciso para deixar o outro às vezes se acalmar, às vezes processar, às vezes pensar. Tem pessoas que não faz que não fazem pausa na comunicação e você se sente o quê? excluído. Porque muitas vezes a gente fala assim: "Nossa, a pessoa falava tanto, ela não fazia pausas que eu não conseguia participar, não tinha espaço para eu participar". Ou às vezes a gente diz assim: "Nossa, ela fala tanto que a hora que ela para para respirar, eu entro, senão não vai ter chance de eu entrar". Porque a pessoa não entende a importância dessa espera, desse vão, desse espaço que permite uma coisa e depois a outra coisa. Ela emende uma única coisa. Ela é monólogo. Ela fala, fala, fala, fala. Ela começa um assunto do do primeiro assunto, ela já puxa um ter um segundo assunto. Você tinha pensado em algo para contribuir no primeiro assunto, mas já passou porque ela já mudou de assunto. Aí ela tá falando o segundo assunto, você quer colaborar, mas não dá tempo porque ela aí já entra no terceiro assunto. Uma coisa ela vai explicando que daí ela pega a explicação da explicação e você fica ali só recebendo. Então a falta da pausa faz com que a o diálogo não seja diálogo, seja monólogo, só você que fala. ou a pessoa fala, fala, fala, fala, tá bom? Entendeu? E vai embora. Ela não fez uma pausa para esperar o que vem depois para ver se a pessoa, o outro tem algo a considerar, tem alguma colaboração para fazer, ela não dá chance. Então, por isso que é importante hoje a gente parar um pouco, fazer uma pausa naquilo que precisa existir para falar da importância dos vãos, dos espaços, do silêncio. A gente já falou do silêncio, desse não existir nada para que algo se crie, para que o outro tenha chance de participar, para que a gente tenha chance de assimilar. Então, é necessário, as pausas são necessárias.
alou do silêncio, desse não existir nada para que algo se crie, para que o outro tenha chance de participar, para que a gente tenha chance de assimilar. Então, é necessário, as pausas são necessárias. Olha que lindo, a música não está nas notas, mas no silêncio entre elas. Vocês vão ouvir música agora e vão prestar atenção nas pausas como elas são fundamentais, como a pausa faz parte do que mexe com a gente, como às vezes a pessoa tá tocando uma música e ela esquece a próxima nota, ela para. A gente não, a gente não gosta dessa sensação porque aqui não era para ter pausa. Por que que você parou? Ah, eu esqueci a próxima nota. Pera aí, deixa eu só retomar. Pronto, quebrou tudo. Essa pausa quebra porque ela veio numa hora que não era para ter. Por outro lado, se a pessoa precisa de umas pausas e ela acelera a música, a gente fica também frustrada. Ah, não, não, não, não, agora se acelerou. Calma, aqui precisa de um vão, porque a gente dá uma baixada para depois erguer. É perceptível a importância da pausa, do espaço, do vão entre as situações, para que a gente possa desfrutar desse todo com mais equilíbrio. Pensem numa cidade. Uma outra forma da gente identificar o quanto é importante esse vão, esse espaço. Pensem numa cidade. Agora eu vou descrever. Eu não sei que cidade que vocês pensaram. Provavel, eu vou me arriscar, provavelmente vocês, se eu, se eu di, vou vou melhorar minha minha, minha sugestão, pensem numa cidade gostosa, pensem numa cidade agradável, pensem numa cidade que vocês gostariam de morar, que seria para vocês um sonho de consumo, de lugar para viver. Agora eu vou me arriscar a dizer que em 100%, tá bom? 100% é generalizar demais, tá? Mais de 90% de quem responder essa pergunta não vai dizer para mim que é uma cidade super lotada, que não tem espaço para você entrar num ônibus. Você espera um ônibus atrás do outro, não consegue entrar em nenhum, que precisa fazer fila no supermercado, você vai ficar uma hora esperando para poder pagar sua conta, que você vai disputar lugar no
ocê espera um ônibus atrás do outro, não consegue entrar em nenhum, que precisa fazer fila no supermercado, você vai ficar uma hora esperando para poder pagar sua conta, que você vai disputar lugar no atendimento médico quando você precisar, porque a hora que você chega, aquele lugar está lotado. Alguém consegue imaginar pensar numa cidade cheia, sem espaços, sem possibilidades de pausas, sem distância, todo mundo junto, grudado, abarrotado, lotado, cheio. Alguém imagina como um sonho morar numa cidade dessa? Não. Ou se eu falo assim: "Nossa, eu preciso ir ao shopping porque eu tenho que comprar algumas coisas que eu vou nesse lugar que tá tudo junto, preciso comprar uma roupa pro meu filho, pegar o material da escola, comprar um remédio, não sei das quantas, eu vou lá que tem tudo lá." Mas eu, tomara que a hora que eu chegue nesse shopping não tenha lugar para estacionário. Eu preciso ficar virando, virando, virando, disputando uma vaga. a hora que eu entrar no shopping esteja lotado, aqueles corredores lotados e eu tenho que ficar cavando espaço para poder me movimentar. Aí eu vou entrar na loja, a loja vai est cheia, não vou conseguir pedir direito, pagar direito. Lógico que ninguém gosta do cheio, do lotado. Todo mundo precisa de um lugar com espaço. A distância entre a gente é importante. E a gente vai falando disso, de casa. Vamos pegar o nosso ambiente. Ah, eu adoro chegar em casa porque a minha casa é tão cheia de coisa que não tenho onde sentar, não ten onde pôr o meu sapato. Hora que eu chego, não, não tem mais lugar para eu guardar coisas quando eu trago. É tudo tão cheio, tá abarrotada, é uma superlotação. As pessoas que são acumuladoras aí, mas aí é uma questão de de uma neurose. Tô dizendo a gente não chega uma hora que você fala: "Ah, minha casa tá tão cheia, tô precisando dar uma limpada aqui, tô precisando entrar para me desfazer de coisas que estão ficando." Ninguém gosta da coisa cheia, lotada. A gente precisa de vão, de espaço, de distância. E agora a gente vai, eu falei
a limpada aqui, tô precisando entrar para me desfazer de coisas que estão ficando." Ninguém gosta da coisa cheia, lotada. A gente precisa de vão, de espaço, de distância. E agora a gente vai, eu falei de cidade, eu falei de shopping, falei de casa, agora eu vou falar de do eu, de mim de novo. Sabe quando a cabeça tá cheia, que você tem 300 coisas para fazer, 1000 preocupações, lista de coisas, tarefas, atividades, não é agradável, não é saudável. A gente gosta quando a gente tem tempo para curtir uma coisa, esperar a próxima chegar. As atividades que eu tenho cabem na minha mente. Eu dou conta de pensar, priorizar. Essa é a casa interna saudável. A mesma coisa nos relacionamentos. Se eu falar assim: "Ah, eu não vejo a hora de encontrar alguém para me relacionar que fale pelos cotovelos, que não pare um minuto, que não dê chance, espaço, vão para eu participar, que é intenso, que é lotado, que é cheio." Muito provavelmente ninguém almeja um relacionamento em que você não tem espaço, em que não exista um vão para você poder se encaixar. Então a gente percebe o quanto é importante a gente ter esses momentos desse nada, mas é um nada produtivo, porque é um nada de descanso, é um nada de internalização, é um nada de meditação, de reflexão. Não é que eu estou ali desocupada no sentido de perder tempo. A gente faz essa leitura hoje. O mundo tá tão acelerado que se a gente não tiver fazendo nada, se eu tiver no intervalo, se eu tiver na pausa no vão, parece que eu estou perdendo tempo. Eu não estou. Ele é tão necessário, saudável quanto a presença. Se eu souber o valor dele na hora certa, do tamanho certo. Porque se eu pegar um espaço também e ficar um: "Ah, cadê o seu marido, Cris? Faz uma semana que você não encontra com ele. Ah, tô dando uma distância. Essa distância não é boa. A não ser que eu esteja brava com ele, que ela seja terapêutica, mas eu eu eu respeitar o espaço não significa sumir do mapa. Cadê seu marido? Não sei. A gente tá respeitando as pausas. Não é isso. Ela precisa ser do tamanho bom,
com ele, que ela seja terapêutica, mas eu eu eu respeitar o espaço não significa sumir do mapa. Cadê seu marido? Não sei. A gente tá respeitando as pausas. Não é isso. Ela precisa ser do tamanho bom, nem ser de mais e nem ser de menos. Bom, vamos entrar então em Joana e a gente vai tentar trazer Joana nesses nesses temas principais que eu já adiantei, pausa, tranquilidade, calma, paciência, espera, vão. Ã, nesse sentido, né? Então, eu vou começar com o livro O Homem Integral, capítulo 6, e é um texto longo, então prestem atenção. O espaço é de vital importância para a movimentação dos seres, especialmente do homem. Experiências de laboratório demonstram que em uma determin em uma área circunscrita, então num espaço limitado, na qual convivem bem alguns exemplares de ratos, à medida que aumenta o seu número, neles se manifesta agressividade até o momento em que, tornando-se mínimo o espaço para a movimentação, os roedores lutam, dominados por violenta ferocidade, que os leva a dizimarem-se. Eles se matam. Graças a isto, nas cidades e lugares outros super populosos, o respeito pela criatura e a propriedade desaparece, aumentando progressivamente a violência e o crime que se dão às mãos em explosões dees inimagináveis. A diminuição do espaço retira a liberdade, diminuindo-a na razão do volume daqueles que ocupam, o que dá margem a promiscuidade no relacionamento das pessoas, consequência desrespeito entre elas mesmas. Os relacionamentos das pessoas curas, os espaços são de imediato tomados e preenchidos, tornando a consciência asfixiante, insuportável. Então, Joana diz aqui: "Experiências de laboratório mostram que existe espaços eh interessantes. Quando o espaço começa a diminuir e eu tenho menos liberdade de um espaço para eu estar, quando as coisas começam a apertar, eu começo a disparar a agressividade. É, é, é automático. É automático. É, é, é, é isso. É sem pensar. É inconsciente que eu quero dizer. bem consciente, a gente vai tendo menos espaço, a gente vai se tornando
a disparar a agressividade. É, é, é automático. É automático. É, é, é, é isso. É sem pensar. É inconsciente que eu quero dizer. bem consciente, a gente vai tendo menos espaço, a gente vai se tornando mais agressivo, a gente entra em disputa e o ser humano também faz isso. Se eu estou numa empresa e a empresa me mostra que tem espaço para todo mundo, que ela oferece condições para todos crescerem, eu tô relaxada. Basta a empresa dizer que nós vamos ter uma um afunilamento, que nós vamos precisar eh diminuir, nós vamos precisar eh trazer esse tanto de números para um número menor. Basta ele mostrar, a empresa mostrar pra gente que a gente vai ter menos possibilidades que a gente começa a querer disputar, brigar, porque sou eu que tenho que estar lá. Então, a gente, se a gente disputar espaço, a gente, a gente desenvolve agressividade. Então, lugares muito populos em que as pessoas ficam eh disputando espaços, a gente vê mais, menos gentileza. Eu entro num ônibus, tem espaço para todo mundo sentar, aí entra uma mulher grávida, aí entra uma senhorinha, eu tô na primeira fileira, aí eu levanto, super gentil. Ai, por favor, senta no meu lugar que eu vou sentar ali para trás. Eu entro num ônibus super lotado, não tem lugar para ninguém se movimentar. Eu consegui um espaço, eu sentei, se eu levantar daqui eu vou ficar esmagada. Ali entra uma mulher grávida, eu olho pro outro lado. Faz de conta que eu não vi. Então a gente vai disparando a animosidade, a animalidade, porque veja, os ratinhos são irracionais, eles estão disputando, é visceral o negócio ali, é instinto. A gente vai disparando o instinto quando a gente vai se sentindo sufocado. Agora traz pro relacionamento alguém que fica em cima, que é demais e que não me deixa falar e que vem, sabe, as pessoas às vezes vem até vindo em cima da gente. Dá uma vontade de falar, dá um espaço, dá licença, me deixa. Eu preciso de um espaço aqui, ó. Tá vendo? Eu não, eu não, eu eu não posso ver gente vir para me sufocar, que é o que ela fala. Às
a gente. Dá uma vontade de falar, dá um espaço, dá licença, me deixa. Eu preciso de um espaço aqui, ó. Tá vendo? Eu não, eu não, eu eu não posso ver gente vir para me sufocar, que é o que ela fala. Às vezes tem relação que vai ficando sufocante, ela não dura. Ah, no começo é lindinho, a gente quer ficar se esfregando lá porque tá no auge da paixão. Isso com o tempo não vai funcionar. Isso com o tempo vai se tornar sufocante. Chega uma hora que começa a dar briga e a gente se separa. Joana, em outro livro, que agora que eu me lembrei, mas eu não procurei, ela fala também sobre a experiência lá dos porcos espinhos, né? Então eles estavam no muito frio. Aí cada um separado morria de frio. Só que eles começaram se juntar, mas se juntaram tanto que aí não morreram de frio, mas ficaram machucados porque um ficou espinhando o outro. Até que eles descobriram uma medida em que eles se aglutinaram para poder aproveitar o calor do corpo uns dos outros, esse calor não se perder no meio por causa do espaço. Então não tinha muito espaço, mas não era tão junto a ponto de se machucarem pelos espinhos. Essa é essa é a mensagem da aula de hoje. Deveria ter lembrado disso antes porque eu ia procurar a a fala da própria Joana, mas é essa hã esse conto, né, do do dos porcos espinhos que a gente usa, essa sabedoria popular. Se eu ficar separado, morre de frio, mas também se se juntar muito se machuca. Então tem que ser uma medida boa. Esse espaço tem que ser uma medida saudável. E eu trouxe também um trecho eh que ela fala no essa essa frase. Achei tão linda, gente. Pode anotar aí. Acho que é a Rosa que costuma tomar nota das frases, se eu não me engano. Então, olha, tá no livro Despertar do Espírito, capítulo um, Joana diz assim: "É no silêncio que se pode encontrar Deus, fluir de paz, desvendar os enigmas e aprimorar-se." Olha que frase linda. é no silêncio, é no espaço, é na pausa, é no vão, não é na mente cheia, não é na rotina tribulada, não é com três tarefas ao mesmo tempo, não. É no silêncio que se
aprimorar-se." Olha que frase linda. é no silêncio, é no espaço, é na pausa, é no vão, não é na mente cheia, não é na rotina tribulada, não é com três tarefas ao mesmo tempo, não. É no silêncio que se pode encontrar Deus, é no silêncio que se pode fluir da paz. E é no silêncio que se pode desvendar os enigmas e se aprimorar. Então, as pausas, esses momentos de espera entre uma coisa e outra é momento de crescimento para dentro. É o momento em que eu paro para fazer uma, eu tenho um insight, eu paro para fazer uma reflexão, ai cai um monte de fichas. É um momento em que eu me conecto com Deus, em que eu peço, sabe quando você tá na eminência de começar uma coisa, para um pouco antes, faz uma pausa. 2 minutos. Eu vou entrar no palco para fazer uma apresentação. 2 minutos de pausa. Para tudo, volta para dentro, vai para cima. Deus me abençoa, vem comigo ajudar, guarda. Pronto. É nesse momento que eu consegui fluir de paz, desvendar enigmas, me aprimorar e me conectar com Deus. Aí a hora que eu vou paraa próxima atividade, eu vou mais preparada, eu vou com mais condição de executar a próxima tarefa eh de uma forma melhor. Aí eu gostaria de falar do tempo, porque quando a gente fala de pausa, de espera, de de espaço entre situações, nós estamos falando de tempo e é justamente o quanto tempo que cabe a pausa, que é a sabedoria da vida. Pausas muita muito longas, elas afastam. Se eu ficar esperando muito por uma resposta, eu desisto dela. Se a pessoa começa a falar comigo para e fica muito tempo parada, eu vou entender como desrespeito, desinteresse, na verdade, desinteresse, esqueceu de mim. Então, pausas muito longas, elas distanciam, elas esfriam. Lembram o porco espinho? tá muito distante, esfria. Então, pausas muito eh longas esfriam, desinteressam, esquecem, perdem, passam e eu me desligo. Nossa, demorei tanto para fazer isso que eu acabei não fazendo mais nada. Quantas vezes a gente fala isso? Parei uma coisa para me preparar pra próxima. Demorei tanto nessa preparação, procrastinei,
. Nossa, demorei tanto para fazer isso que eu acabei não fazendo mais nada. Quantas vezes a gente fala isso? Parei uma coisa para me preparar pra próxima. Demorei tanto nessa preparação, procrastinei, procrastinei que a outra próxima nem acabou acontecendo. Então, pausas longas destróem, distanciam, esfriam, não preparam. Pausas muito justas, muito pequenas, não são pausas. Elas não oferecem condição de você se preparar para o que vem depois. Não dá tempo de respirar, não dá tempo de parar para se acalmar, não dá tempo para parar para refletir. Então, pausas muito pequenas sufoca. A pessoa que começa a falar uma coisa e não faz uma pausa mínima antes de passar a falar a segunda, ela monopoliza a situação. Ela me estressa, porque eu não aguentava mais escutar aquela pessoa falar. Ela não parava mais de falar, parecia uma matraca, né? Aquela verborragia pa e não parava mais. talvez como eu aqui. Então, quando a pessoa não dá chance de você parar para participar, para pensar, para trazer as suas colaborações, sufocam. Muito espaço, esfria, distancia, muito próxima, sufoca também não funciona. Então, a gente tá falando de um, qual é o tempo bom? Qual é a medida desse tempo pra gente poder saber se se tá muito sufocante, se tá muito fria, como que eu sei disso? E tem uma poesia, para mim, é uma poesia que é muito linda, a gente sempre vai lembrar dela quando a gente fala sobre tempo, que eu acho que vocês já até sabem, que está lá no livro de Eclesiastes 3, é muito sábia e essa é a medida, é o critério. Então esse texto nas Sagradas Escrituras, esse texto vai trazer pra gente esses critérios. É como se ele trouxesse pra gente uma conscientização, ó, lembra que porque a gente na rotina a gente esquece disso. É óbvio, é algo óbvio, é algo que eu vejo o dia inteiro, é algo que acontece a cada minuto, mas a gente liga piloto automático e a gente esquece disso e a gente passa a querer controlar, a gente passa a querer que as coisas sejam do nosso jeito. E esse texto vai lembrar pra gente que isso não
as a gente liga piloto automático e a gente esquece disso e a gente passa a querer controlar, a gente passa a querer que as coisas sejam do nosso jeito. E esse texto vai lembrar pra gente que isso não dá, a gente não vai conseguir. Então eu vou ler ele pelo menos é dos versículos 1 ao versículo 11. Ellastes 3. Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer e tempo de morrer. Tempo de plantar e tempo de colher. Há tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Tempo de prantear e tempo de dançar. Há tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras. Tempo de abraçar e tempo de se afastar, de abraçar. Há tempo de buscar e tempo de perder. Tempo de guardar e tempo de lançar fora. Há tempo de rasgar e tempo de cozer. Tempo de estar calado e tempo de falar. Há tempo de amar e tempo de odiar. Tempo de guerra e tempo de paz. Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? Tenho visto o trabalho de Deus que Deus deu aos filhos homens dos homens para com ele os exercitar. Tudo fez formoso em seu tempo. Também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim. Então, do mesmo jeito que Deus fez o tempo de cada coisa, ele colocou em nós, mesmo que a gente não saiba onde, a gente não consegue saber onde, mas está lá em nós. Esse mesmo movimento, essa mesma dinâmica de respeitar o tempo de cada coisa. Quando a gente desrespeita o tempo de cada coisa, é sinal que a gente tá se distanciando do plano de Deus. E a gente começa a agir de acordo com modismos, padrões sociais que a gente cria de forma desordenada. O plano de Deus é esse que Eclesiastes 3 nos apresenta. Tudo tem seu tempo. Tem o tempo do sol, do dia, da construção, da colheita, da da abundância. Mas do mesmo jeito, na natureza, a gente vai ver o tempo da noite, do frio, do escuro, da morte, da destruição. Isso aqui não é do mal, que nem às vezes
, da construção, da colheita, da da abundância. Mas do mesmo jeito, na natureza, a gente vai ver o tempo da noite, do frio, do escuro, da morte, da destruição. Isso aqui não é do mal, que nem às vezes a gente imagina. Isso daqui não é um plano que deu errado. Isso é plano de Deus. Nós estamos agora no antes de entrar a primavera. E antes de entrar a primavera, o nosso Brasil é diferente, né, gente? Porque a gente é abençoado pelo nosso clima, porque parece que é verão e primavera o ano inteiro, mas a gente vê um num determinado momento, a gente vê as árvores secas. E eu olho para essa árvore seca e eu falo assim: "Ah, não, dessa vez ela morreu porque olha, ela tá seca. Não, Cris, você é que faz o julgamento que aquilo lá deu errado, que aquilo lá passou do do limite, que ela morreu. Não, ela só está na fase de pausa e daqui a pouco vai entrar a primavera e ela vai de novo florescer. Esse é o tempo de Deus. A gente é que é ansioso e desanimado. Quando a gente acha que uma coisa deu errado pra gente, acabou, faliu. Não é um tempo. Aquilo vai voltar ressignificado, aquilo vai ressuscitar, vai renascer. Lembra que eu comecei falando que a espera no sentido de ter esperança que o melhor vai vir? É uma espera com fé. Então, eu deveria olhar para essa árvore e falar: "Que linda a natureza, como Deus é perfeito". Porque ele mostra pra gente que é possível do nada gerar o tudo, o todo. Eu vejo uma árvore seca e eu vou ter esperança que daqui a pouco vou ver ela florida e eu vou. Mas a gente tem um olhar pessimista que quando a gente olha, acha que está noite, está escuro, morreu, quebrou, ai acabou a vida. Não era para ter acontecido isso. Era, faz parte. A vida é de altos e baixos, é de noite, de dia, é de escuro e de e de claro, é de calor e é de frio. A gente é que acha que quando as coisas estão de um lado é porque acabou, não deu certo, morreu, não tem mais jeito, deu errado. Não, é só um tempo, tudo passa, lembra, Chico? Tudo passa. Isso também vai passar. Então, é interessante
coisas estão de um lado é porque acabou, não deu certo, morreu, não tem mais jeito, deu errado. Não, é só um tempo, tudo passa, lembra, Chico? Tudo passa. Isso também vai passar. Então, é interessante a gente lembrar disso, que existe um tempo de presença como existe um tempo de pausa. Existe o tempo, aqui fala do falar e existe o tempo do calar. Existe o tempo do ensinar e o tempo do deixar para ver se aprendeu. Existe o tempo de dizer o que você precisa e o tempo de você deixar para ver se ele vai lembrar daquilo que você disse. Às vezes a gente é demais, a gente fala, fala e a pessoa fala: "Você já falou? me deixa testa para ver se eu vou lembrar. Mas a gente não quer dar tempo para esperar. Vai que ele não sabe, eu já falo antes. A gente atropela. Então é importante quando a gente fala de pausa, de tempo de espera, a gente falar sobre esse tempo, quanto que é importante respeitar o tempo e não querer controlá-lo. Eu trago agora o livro Momentos de Saúde e eh no capítulo 20, Joana diz assim: "O relacionamento interpessoal revela o comportamento dos indivíduos em função de si e dos outros. Nos primeiros tentames, oculta a realidade na grande preocupação da aparência. A gente mostra só o nosso lado bom na primeira fase. A gente vai se aproximando de alguém para namorar ou para ser amigo, a gente só conta o nosso lado bom. A medida que estreita os vínculos, o espaço vai diminuindo, fica mais difícil de ficar só interpretando o papel do bonzinho, do bonitinho, né? Então, à medida que estreita os vínculos, a postura de guarda cede, cede lugar ao relaxamento emocional e a pouco e pouco a máscara cai. Esse fenômeno é resultado da aproximação que o tempo proporciona à relação. Nas pessoas realizadas saudáveis, a conduta permanece sem surpresas, porque há uma interação da sua vivência interior com a exterior. Verdadeiro amadurecimento psicológico. Isso é uma coisa que tem acontecido muito hoje em dia. Como a gente tá vivendo uma era da aparência, porque a gente aprendeu que a gente pode mostrar
a exterior. Verdadeiro amadurecimento psicológico. Isso é uma coisa que tem acontecido muito hoje em dia. Como a gente tá vivendo uma era da aparência, porque a gente aprendeu que a gente pode mostrar uma coisa diferente. Então, tanto realmente a gente usa hoje de recursos para melhorar a aparência, quanto na parte digital os filtros e a gente escolhe a pose e o meu melhor lado e tudo isso. A gente sabe que a aparência hoje tá muito em alta. Se a aparência tá muito em alta, o que que é o polo oposto dela? A, o quanto mais para fora eu tô em alto, mais para dentro tá esquecido. Então, o mais para fora é a persona, é aquilo que eu mostro pra sociedade. O mais oposto à persona é o si mesmo, é o selfie. Então ele, coitado, tá esquecido lá, ninguém lembra de O selfie apareceu na sua foto. Deixa eu fazer uma publicação no meu Instagram do selfie. Que selfie? Eu vou mostrar a Persona bonitinha, arrumada. Depois que eu tirei a foto na minha melhor maquiagem, no meu melhor, ainda vou aplicar um filtro nela, é o mais para fora possível. Quando a gente começa a se relacionar nesses valores que estão em voga hoje, não é uma crítica, é só um, presta atenção, porque isso está acontecendo, a gente quera ou não, queira ou não. Então, a gente aprende de qualquer forma, a gente tá aprendendo fazendo isso também. daqui a pouco isso perde a graça, a gente volta para outras situações. Outro dia eu vi que teve um desses concursos de miss, né, misses, e teve uma misa aí, não sei se era da Alemanha, algum país da Europa, que se recusou a passar maquiagem. Ela falou: "Eu vou como eu sou". Então, a gente começa a ver um movimento de resgate da naturalidade, que cada um tem que ser do jeito que é. Eu não preciso preencher aquele padrão que alguém falou que é ele, que é legal. Mas enfim, hoje nós estamos vivendo essa questão bastante forte da aparência. Se eu estou vivendo dessa questão da aparência, que que Joana tá dizendo? Se eu fico muito tempo com uma pessoa, não dá para ficar sustentando. Chega uma
endo essa questão bastante forte da aparência. Se eu estou vivendo dessa questão da aparência, que que Joana tá dizendo? Se eu fico muito tempo com uma pessoa, não dá para ficar sustentando. Chega uma hora que eu vou me desmontar e eu vou mostrar quem eu sou. Se eu dou muita importância pra aparência, a hora que cai essa aparência para mim caiu tudo. Rui: "Ah, não, não era nada daquilo que eu imaginei." Mas juro que você achou que você tava se relacionando com a foto do Instagram cheia de filtro, você não imaginou que por trás tinha um ser humano que tem hora que acorda brava? que tem hora que tem expectativa, que tem hora que, enfim, chora. Então, quanto mais eu valorizo o externo, menos eu me dou conta de que existe um interno. Então, Joana tá dizendo isso. Nesse período em que a gente vive muito essa questão da aparência, se eu passo muito tempo com uma pessoa, chega uma hora que isso cai e aí se eu tava postando minhas fichas lá, não sobra nada. Agora pode ser que caia, eu descubra a pessoa que tava ali dentro das máscaras e dos filtros e me apaixone por ela ainda mais, sendo romântica, né? Mas não é muito que acontece. A gente tem visto que os relacionamentos eles estão durando menos. E eles estão durando menos, menos, talvez também. Por quê? Por causa disso que Joan explica. Primeiro que eu não fiquei tempo suficiente com a pessoa para poder dar tempo de ver quem é dentro. A gente tá acelerando, conhece. Tá tã, já tá junto, já fica junto, não sei o quê, daqui a pouco você para, né? Então, muito porque não dá tempo de esperar para ver se dá vale a pena aprofundar. Já aprofunda de vez, não é nem aprofundar, né? Já, já fica próximo, mas não profundo, né? Já estreita. Aí a hora que o negócio desmonta, que eu vejo que não era aquilo que eu tava vendo nas fotos, também já não quero mais. Então fica essa coisa muito eh superficial, né? a gente não dá chance de conhecer o outro mais profundamente. E no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo 3, Joana diz assim: "O
m já não quero mais. Então fica essa coisa muito eh superficial, né? a gente não dá chance de conhecer o outro mais profundamente. E no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo 3, Joana diz assim: "O indivíduo imaturo sempre adia soluções na ilusão de que amanhã as possibilidades serão melhores do que as de hoje, fugindo ao enfrentamento com a consciência e o dever. Suas vitórias são conseguidas através dos mecanismos de deslealdade, conduta incorreta, que lhes permite sorrir de uma forma como ludibriam os demais. Em verdade, porém, enganam-se a si mesmos, porque o compromisso retorna-lhes sempre para a necessária regularização. Nós não vamos conseguir fugir. O amadurecimento psicológico propõe que cada atividade tenha lugar no seu momento próprio e cada desafio seja atendido no instante correto quando se apresente. Vida, desafios e soluções, capítulo 3. Então, o que que, por que que eu selecionei esse trecho? Porque Joana de novo tá falando, a gente não vai ludibriar o tempo. Eu posso ludibriar uma pessoa, o tempo vem e me corrige. Chega uma hora que o tempo vai fazer ruir as coisas que são passageiras e o que é real. Então é ilusão nossa a gente achar que consegue, ah, eu vou ficar quieta aqui para que as coisas se resolvam por si. Não. Você precisa às vezes se distanciar e esperar para deixar a vida atuar. Mas não é para sentar esperar que as coisas se resolvam por si. Isso é fugir muitas vezes. Então, entre se atropelar para querer fazer tudo do seu jeito, sentar e esperar para que a vida faça por si mesma, é no meio dessas duas coisas que tá a razão, que tá a virtude, que tá o bem, que é o que a gente precisa fazer. Eu não vou nem me exentar deixando que o as coisas aconteçam e nem vou querer atropelar para forçar uma situação que não seja melhor. Eu vou esperar para ver o que precisa fazer. Depois eu vou agir. Depois eu espero mais um pouco, avalio, analiso, vê o que deu certo, vejo o que deu certo, volto, atuo. Então, é preciso essa sabedoria. A gente não deve nem se precipitar e nem
r. Depois eu vou agir. Depois eu espero mais um pouco, avalio, analiso, vê o que deu certo, vejo o que deu certo, volto, atuo. Então, é preciso essa sabedoria. A gente não deve nem se precipitar e nem também abandonar e se acomodar. Quando a gente fala de esperar, que a gente fala de esperança, automaticamente a gente recruta algumas outras virtudes. Por exemplo, paciência, calma, confiança, vem tudo no pacote. Se eu sei esperar, significa que eu tenho esperança. Se eu tenho esperança, eu tenho fé, eu tenho confiança, eu tenho paciência e eu tenho calma. Então, a respeito desses temas que são todos desse mesmo bloco, eu trouxe pequenos eh pequenos trechos de Joana, de vários livros. Deixa eu ver se são vários. São, por exemplo, Jesus e Atualidade. Ela fala sobre essa essa espera, sobre essa confiança. Jesus e atualidade, capítulo 10. O homem de coragem espera, confia e age no momento próprio, enquanto que o temerário se faz precipitado, impiedoso e irresponsável. Olha que frase. Essa daquelas para fazer marcador de texto, eh, marcador de livro, né? Outro pensamento que também está nesse sentido, né? Da fé, da calma, da paciência. Agora em plenitude capítulo 4, Joana diz assim: "A demora, pela definição, é resultado de um período normal para o amadurecimento que faculta a eleger o que deve daquilo que não convém realizar". Então eu falo assim, para tudo, deixa eu ver, deixa eu pensar. O que que convém, o que não convém, o que me cabe, o que não me cabe, o que é bom e o que não é bom pra gente não se atropelar. e sair fazendo coisa de falar, mas não devia ter feito, fiz tanto esforço, não precisava, no fim foi até pior. Sabe quando a gente fala o apressado come cru e quente? É isso. Então, Joana tá dizendo, espera um pouquinho. Essa espera, né, essa demora para você tomar uma decisão, muitas vezes ela é sábia, porque não é que você tá deixando para ver se alguém resolve para você, você tá avaliando para entender a melhor forma e o melhor momento. Não sai correndo fazer, porque
são, muitas vezes ela é sábia, porque não é que você tá deixando para ver se alguém resolve para você, você tá avaliando para entender a melhor forma e o melhor momento. Não sai correndo fazer, porque isso daí não é bom, não vai ser bom, né? Então eu vou dar um tempo para eleger o que eu devo, como eu devo, o que me cabe, o que seria bom. Ainda no no plenitude, mas agora no capítulo 6, ela diz da paciência. A paciência em razão disso é relevante pelo significado de criar condições no tempo próprio para cada realização. Nem a postergação do labor, qualquer dia eu faço, procrastinando, tampouco pressa e reflexão que não conduzem aos resultados que se esperam. Então, em vários lugares, Joana dando essa mensagem: "Não se apresse, não se delongue, descubra o momento bom, descubra a pausa boa. Se eu tô tocando uma música e eu faço uma pausa maior, eu frustro, porque a pessoa cai no buraco, acabou a música". Não, não é que acabou, a pausa demorou mais do que deveria. Se eu não respeito a pausa, eu acelero. A pessoa, ela precisava daquela pausa para curtir um pouco mais aquela nota. É o tempo bom. E no Momentos de Saúde, capítulo 16, Joana diz da serenidade. A serenidade provém igualmente da certeza, da confiança no que se sabe, no que se faz, no que se é. Âncora da segurança finca-se no solo e sustenta a barca da existência, dando-lhe tempo para preparar-se e seguir adiante. Esse também vale como marcador de livro, né? Então, a serenidade vem como fruto da confiança de quem sabe esperar, sabe que as coisas daqui a pouco vão estar no melhor lugar. Então eu fico sereno, né? Serenidade. Nossa, você não tá nervoso? Não, eu tô sereno porque eu tenho confiança. É aquela historinha do filho do comandante da da embarcação, né? Do piloto do navio, como chama mesmo, gente? Minha memória não tá boa, mas ele tá lá, ele é o capitão, né? O capitão é o responsável por aquela grande embarcação. Começa a ficar o mar turbulento, tempestade, a embarcação começa e as pessoas se desesperando, né? Que que vem depois?
lá, ele é o capitão, né? O capitão é o responsável por aquela grande embarcação. Começa a ficar o mar turbulento, tempestade, a embarcação começa e as pessoas se desesperando, né? Que que vem depois? Vamos morrer todo mundo. E aí o tal do escritor passa e vê uma criança que continua brincando, calma, serena, e pergunta para ela: "Você não tá nervosa?" Não. Por que que você não tá nervosa? Você não tá com medo do que vai acontecer? Não. Por quê? Porque o papai tá no leme, né? Então assim, ela confia, ela sabe que aquilo que tá passando é um período que vai passar para ficar algo melhor, daqui a pouco vai estar melhor. E esse papai é Deus, né? Então, se a gente for sereno, significa que a gente é maduro para ter realmente essa relação com Deus. Bom, vou acelerar aqui porque a gente já de novo tá avançando no tempo, mas Joana fala sobre a pressa, a impulsividade, o imediatismo, que é o oposto do saber esperar, é o oposto de fazer uma pausa boa quando você tem pressa. Então ela diz no livro Homem Integral, capítulo 5, jogado em um mundo exterior agressivo, no qual predominam a luta pela sobrevivência do corpo e a manutenção do status, o homem acumula conteúdos psíquicos não descartáveis nem digeríveis, avançando apressado para o estress, as neuroses, as alucinações e as alienações, desculpa, as alienações, né? Então, quantas vezes a gente não tá acelerando, acelerando, acelerando, não respeitando as pausas e entrando nisso? Estress, neurose, alienação, nós não estamos chegando num lugar bom. É nítido que uma das questões da nossa atualidade em termos de saúde é a falta de pausa adequada. Porque é nítido a gente falar assim: "Hoje o mundo tem estresse?" Uh, hoje o mundo tá chitar com muita neurose. Sim. Hoje as pessoas estão alienadas. Nossa. Ué, então nós estamos entendendo, não estamos respeitando o tempo, não estamos fazendo pausas, que são momentos de introspecção, de calma, de tranquilidade. Então, é antídoto pro mundo de hoje a gente prestar atenção no bom uso do
do, não estamos respeitando o tempo, não estamos fazendo pausas, que são momentos de introspecção, de calma, de tranquilidade. Então, é antídoto pro mundo de hoje a gente prestar atenção no bom uso do tempo de pausa, de espera, na importância dessas esperas. E aí o que a gente busca é esse amadurecimento, que é respeitar o tempo, é viver eclesiastes, é lembrar que tudo tem hora para acontecer, é ter esperança de que as coisas vão melhorar, é não ficar apressado, agitado e e ansioso, mas é também não sentar e desanimar num tédio, esquecer a vida, deixa a vida tocar. A maturidade está entre essas esses dois e pontos, né? Veja que a criança é imediatista porque ela não consegue imaginar tempo direito. Ela não sabe se você fala para ela: "Eu vou sair, eu volto daqui 15 minutos". Dependendo da idade da criança, 15 minutos para ela pode ser 15 minutos ou duas semanas. Então a criança não tem uma relação racional ainda para saber calcular espaços de tempo, né? A gente já tem, a gente deveria saber lidar melhor com o tempo, com a espera, mas a gente não sabe, né? Eh, então, Joana, no momentos de consciência, capítulo 7, ela fala assim: "Quem ama com amadurecimento plenifica-se com a felicidade do ser amado e beneficia-se pelo prazer de amar. Há nele uma compreensão de liberdade que alcança os patamares elevados da renúncia pessoal em favor da ampla movimentação e alegria do ser amado. O que hoje não consegue, semeia em esperança para o amanhã. Então, nada mais do que uma demonstração de amor, o respeito pelo tempo do outro, a oferta de um de um período de espera, sabendo que às vezes o outro não tá pronto. Essa é uma demonstração de amadurecimento e de amor. Quando eu sei trazer pro meu relacionamento o momento de pausa, de espera, e eu enxergo que isso é importante, isso significa estou amadurecendo e estou experimentando de verdade o que é o amor. E pra gente terminar, eu deixo aqui como sugestão um filme que se chama A árvore da vida. Os atores são também aquela seleção
ifica estou amadurecendo e estou experimentando de verdade o que é o amor. E pra gente terminar, eu deixo aqui como sugestão um filme que se chama A árvore da vida. Os atores são também aquela seleção manata, né? A árvore da vida é de 2011. E ela conta uma história como se fosse passando gerações. Conta a criança no seu ambiente primeiro com a sua família e a gente vai vendo o que que é essa criança, como é essa criança depois na vida adulta, já sendo homem. E aí mostra a relação de tempo, porque ao mesmo tempo que o tempo passou, tem coisas que não passaram, elas estão eternizadas. Por exemplo, vou dando já um spoiler, eu me seguro muito para não dar spoiler, mas esse pai dessa criança para fazer o bem, para com boas intenções, era demais. Ele não dava o espaço pro filho. Ele não respeitava, parece que o tempo de amadurecer ele. Ele queria preparar o filho pra vida adulta, mas ele antecipava, ele apressava, ele passava do limite. E essa criança talvez tenha, parece que cresceu carregando isso. Ela não conseguiu passar por aquilo tendo, sabe, vivido e não. Aquela ansiedade vai acompanhar esse filho que vai se tornar homem e parece que ele não vai crescer nesse ponto, porque aquilo ali traumatizou. Então, a gente precisa saber respeitar o tempo, o tempo da criança, o tempo do aprendizado, o tempo do desenvolvimento. Senão você passa o tempo, mas você não se desliga daquelas situações. Você carrega a sua emoção. Por isso que a gente fala, você traz ainda a criança ferida, aquela criança que não foi respeitada no seu tempo e aí você cresce adulto, mas ela continua vivendo através de você. Então é um filme bem bonito, bem emocionante, A árvore da vida 2011. E aí fica esse convite, então, para que a gente preste atenção nas pausas, nas ausências, elas são tão importantes quanto a presença, quanto a atividade, a ação em si. Muito obrigada pela atenção de sempre e até a semana que vem, se Deus quiser.
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