A Didática Simplificada de Jesus | Palestra com Jussara Korngold

Mansão do Caminho 02/05/2025 (há 11 meses) 36:57 1,572 visualizações

A palestrante espírita Jussara Korngold, escritora e tradutora espírita, nos convida a refletir sobre a maneira como Jesus transmitia seus ensinamentos e o impacto disso sobre seus seguidores. Em sua abordagem, ela diferencia adoradores de verdadeiros discípulos, trazendo insights valiosos sobre a vivência do Evangelho. Ao relatar a cura do homem da mão paralisada, Jussara destaca como Jesus trabalhava as emoções e correlaciona sua técnica com o método de Sócrates, oferecendo uma perspectiva prática para quem busca o autoconhecimento. A palestra também mergulha nos ensinamentos do Espírito Emmanuel sobre a importância da indulgência e do desenvolvimento da autenticidade. Ao abordar o conceito de persona, ela resgata o convite de Joanna de Ângelis para uma vida plena. Outro ponto marcante é a passagem do livro Luz Acima, do Espírito Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier, que narra a dificuldade do apóstolo Filipe em compreender as orientações de Jesus. Jussara destaca a sugestão inusitada que Filipe faz ao Mestre e como um simples passeio se transformou em uma lição inesquecível. Encerrando com uma prece emocionante, a palestra nos deixa uma profunda reflexão sobre a jornada evolutiva e o compromisso com a transformação interior. LOCAL: Mansão do Caminho Salvador-BA DATA: 04/02/2025

Transcrição

Bom, primeiro de tudo, nós gostaríamos de cumprimentar e agradecer aos mentores da casa que nos permitem essa oportunidade de trazer a nossa contribuição. principalmente quando nós queremos falar sobre Jesus. Agradecer ao querido tio Di, tio Nilson, que visualizaram essa obra e a materializaram. E agora também ao nosso presidente Mário Sérgio, a Tânia e a todos vocês que sei que vieram hoje para também, como eu, como todos nós, procurarmos nos aproximar um pouco mais de Jesus e dos seus ensinamentos. Por isso que paraa noite de hoje nós escolhemos uma temática que é já vai até dar uma um introdução, né, uma pequena introdução ao trabalho do nosso querido professor Celestino, que é que mora assim também no nosso coração e retém toda a nossa admiração pela constância, pela seriedade com que ele trata os ensinos de Jesus e divide esses ensinos conosco. E falando hoje a respeito da pedagogia de Jesus, né? Porque quando Kardec pergunta em o livro dos espíritos, na questão 625, que é muito conhecida para todos nós, isso, né? Qual é o tipo, né, para a humanidade que a humanidade deveria seguir como guia e modelo? E a resposta dos espíritos, que é a mais curta do evangelho, né? Veja Jesus no sentido de que nós possamos nos espelhar não somente nas palavras, mas acima de tudo nos atos de Jesus. Mas aí nós imaginamos Jesus e como nos fala o espírito Emanuel na obra Caminho, verdade e vida, ele diz que Jesus não deve ser ou servir de referência para nós como um modelo de adoração, mas sim como um modelo de vida. Porque às vezes a gente fica naquela, né, de de falar de Jesus, de louvar Jesus, mas quando chega no momento de nós seguirmos o nosso dia a dia, nós tomamos um caminho diverso. Nós achamos que aquilo só para um espírito de escol como é Jesus e que não serve ainda pra gente ou que nós não temos a possibilidade desse alcance. E Jesus, então tão extraordinário, esse espírito puro, guia e moderno, ele quando nos apresentou os ensinamentos, ele nos traz assim esses ensinamentos de em diversas categorias.

lidade desse alcance. E Jesus, então tão extraordinário, esse espírito puro, guia e moderno, ele quando nos apresentou os ensinamentos, ele nos traz assim esses ensinamentos de em diversas categorias. Em alguns momentos ele mexe com as nossas emoções. Então, em vez de simplesmente chegar e te passar esse ensinamento, ele te faz sentir e através do sentimento nós vamos nos conectar ou não com o ensinamento e com a mensagem. Então, por exemplo, quando a gente vê em Lucas, um momento em que Jesus vai visitar uma sinagoga, e aí às vezes a gente fica até intrigado, né? Mas parece que Jesus só fazia cura no dia proibido, né? Que era o dia de sábado, né? Porque estavam sempre falando: "Mas você vai curar no sábado". Só que normalmente o dia da sinagoga era o dia do sábado, depois do shabbat. E chega esse homem que simbol que fisiologicamente trazia as mãos paralisadas, mas também num simbolismo que depois nós podemos trazer para nós também se nós não estamos com as nossas mãos paralisadas. E ele solicita a cura. E aí Jesus olha para todos, né, os doutores da lei que ali se encontram. e pergunta: "Que dizes?" Ninguém fala nada. E Jesus chama o homem para ser reintegrado à sociedade quando ele fala: "Venha para o meio". E cura restabelece fisiologicamente completamente a mão daqueles homens. E aí ele fala assim: "Qual de vocês que tivesse um filho ou mesmo um animal que necessitasse de um socorro no dia de sábado, não teria com ele compaixão?" Então ele trabalhou nesse momento com um sentimento, com uma emoção de compaixão. Em outros momentos chegava Jesus nos ensinando pelo próprio exemplo. Por exemplo, no momento em que ele vai realizar o lavapés dos discípulos, ele dá o exemplo. Então, dizendo, vocês me chamam de mestre e o mestre serve a vocês, mas serve ao pai. E se eu estou fazendo isso, o que vocês não devem fazer também pelos seus semelhantes? Então, mostrando que ele se colocava numa posição de absolutamente humildade perante todas as criaturas, seus irmãos de humanidade, que somos

o que vocês não devem fazer também pelos seus semelhantes? Então, mostrando que ele se colocava numa posição de absolutamente humildade perante todas as criaturas, seus irmãos de humanidade, que somos nós, filhos de Deus. Aí ele chegava e ensinava por uma metodologia que também é é muito impressionante, que é a metodologia da razão. Eu vou te levar a pensar quando quando chega aquela passagem que nós conhecemos bem a parábola do bom samaritano, que que acontece? Chega o doutor da lei e pergunta para Jesus: "O que que eu tenho que fazer para entrar? na vida eterna. E Jesus já percebendo a sagacidade, né? Porque a gente sabe que os doutores da lei toda hora estavam querendo de alguma maneira comprometer a Jesus e a sua missão. Aí ele fala: "O que que tá escrito na lei? Mas mais importante do que isso, eu fico entusiasmada mesmo, sabe, gente? Quando eu fico falando da vida de Jesus e pensando em Jesus, é como se eu tivesse vendo, tá? Então, meu entusiasmo é esse mesmo. Jesus chega e fala: "Que que tá escrito na lei? Mas como você a lê?" Não é a gente no WhatsApp, de repente alguém manda uma mensagem para você toda carinhosa, mas você tá num dia meio atravessado, você já lê aquilo tudo errado, que não tinha conotação da pessoa. Ele pergunta para ele: "Como você lê a lei? Qual é o seu entendimento? Porque a gente lê uma coisa e uma coisa, mas entendeu que tá escrito, qual é o alcance daquilo. Aí ele fala: "Amar a Deus de toda de todo coração, de toda a mente, de to toda vontade e ao próximo com a si mesmo." Aí ele não ficou satisfeito, quis pegar Jesus de novo. Quem é meu próximo? Então Jesus nesse momento ele usa o método de Sócrates, o método socrático que é chamado de maêutica, aonde ele fala: "Eu sei que essa pessoa que está me questionando não quer a minha resposta. Qualquer resposta que eu for dar não é satisfatória. Então a única maneira de eu ter uma conversação com essa pessoa é fazer com que ela mesmo responda as suas perguntas". diz que era muito irritante conversar com o

ta que eu for dar não é satisfatória. Então a única maneira de eu ter uma conversação com essa pessoa é fazer com que ela mesmo responda as suas perguntas". diz que era muito irritante conversar com o Sócrates, que ele nunca respondia nada, chegava num ponto que falou: "Eu não conversei com ele, ele só me perguntou". E é interessante porque fala que esse método de maêutica é porque era a palavra usada em grego para pra mãe dele que era parteira. Mas eu também depois descobri que o pai dele era escultor. Então eu acho que a gente também tem que atribuir essa, né? tirar a escultura da pedra como um método de mautica quase também. E aí ele pergunta para Jesus: "Mas quem é meu próximo?" E aí Jesus conta a história do bom samaritano. E quando você escuta uma história que passou um doutor da lei, passou um de levita, deixou a pessoa lá necessitada ao largo, não quero nem chegar perto porque me contamina. E vem um samaritano que tinha mafana e ajuda. Que que a tua lógica vai dizer? Você não consegue dizer que quem foi o próximo foi aquele que deixou lá, né? Ele vai dizer foi o samaritano, então vai e faz o mesmo. Era assim, então, trabalhando a emoção, trabalhando a razão, trabalhando mostrando que ele mesmo ia e fazia. Mas tinha uma outra forma desse ensino de Jesus, que é levar a gente à vivência, que é o que nós como espíritas precisamos ter. Porque chega um momento em que é necessário, nós sabemos o espiritismo é a doutrina da razão, através do conhecimento, do entendimento, que a gente pode internalizar, né, eh, todos esses conhecimentos e transformar em ação. Então, é a hora em que já não basta mais o intelecto, né? O intelecto vai me ajudar, mas eu preciso também agora contribuir pra sociedade, pr para aqueles que convivem comigo e como que eu coloco isso tudo em ação. Então Jesus levava os apóstolos, os seus seguidores, a vivência, né, a cuidar daqueles que procuravam, a pregar, a fazer os primeiros cuidados. E tem uma história que Humberto de Campos nos narra livro que se chama Luz Acima.

stolos, os seus seguidores, a vivência, né, a cuidar daqueles que procuravam, a pregar, a fazer os primeiros cuidados. E tem uma história que Humberto de Campos nos narra livro que se chama Luz Acima. Já teve gente que me perguntou, Jusara, como é que a gente sabe que a história de Humberto Campos ou Amélia Rodrigues, essas histórias maravilhosas que eles trazem sobre Jesus, é isso mesmo que aconteceu. São espíritos que estão na pleia de espíritos que servem a Jesus e tantos outros benfeitores da vida maior que t direto acesso aos registros históricos plasmados no plano espiritual, como a gente vê o próprio André Luiz e até numa na forma com que o diretor Wagner Assis conseguiu capturar no cinema, no filme Nosso Lar, onde André Luiz ia para uma sala de computador para olhar os registros antes dele narrar pra gente as histórias. Então, Humberto de Campos, ele tinha, ele não traz histórias que foram imaginadas, criadas, até porque elas servem para o nosso progresso, pro nosso aprendizado, para que a gente reflita mais sobre Jesus. E aí nos conta ele em uma dessas histórias a respeito, ele começa assim, ele diz: "O velho pescador Felipe passando por indagações, aí eu parei, falei: "O velho pescador, por não era, ele não tava dizendo um pescador experiente, ele tava chamando ele de velho. Aí eu tive a curiosidade de procurar o certidão de nascimento do Felipe, né, na na internet, é lógico que a gente não acha, mas eh assim ter uma ideia de uma noção da idade, né, dos dos discípulos, dos apóstolos de Jesus. E aí fazendo uns cálculos, pelo que nas maiores eu consegui encontrar, ele devia ter assim uns 38 anos. Quem me sentiu velho fui eu, né? Falei: "OK, então o velho pescador Felipe diz que tinha momentos que são esses momentos que nós vivemos, que ele tinha muit indagações, que ele tinha muita dúvida, no sentido que ele refletia assim: "Eu sei que Jesus é um embaixador celeste. Não tenho a menor dúvida. que os seus ensinamentos provetamente da fonte da divindade, mas eu não consigo

ha muita dúvida, no sentido que ele refletia assim: "Eu sei que Jesus é um embaixador celeste. Não tenho a menor dúvida. que os seus ensinamentos provetamente da fonte da divindade, mas eu não consigo fazer. E aí ele refletia nessa pequenez dele, nessa deficiência. E aí ele até preocupado, condoído com aqueles que viviam em torno, ele dizia: "Mas veja, eu que sou discípulo direto de Jesus, que convivo com ele todos os dias, que bebo dos seus ensinamentos diretamente, não consigo absorver e na maioria das vezes nem praticar. Imagine esses nossos irmãos de caminhada. Então ele falava: "Eu que tô lá não dá escutando aquilo o dia inteiro, convivendo, sentindo a emoção de estar com Jesus. Mas Jesus, né, o pedagogo, o mestre, o psicólogo que percebia as nuances da nossa alma, as nossas inquietações, chegou pro Felipe, sem ele perguntar nada e falou: "Felipe, acalme-se, lembre-se que a luz é necessária, o brilho do sol, das estrelas nun fuscou, nunca nos prejudicou. E os nossos irmãos em humanidade precisam de um ideal, porque a gente vive, os nossos irmãos vivem nos charcos dos pântanos e não teriam coragem de disso ererguer-se fosse compreender que existe uma luz, que existe um ideal. Então, guarde as suas inquietações. Mas assim, né, Felipe como a gente, né, gente, ele ele falava para Jesus, não sei se eu consigo compreender isso. Aí Felipe teve uma grande ideia, porque a gente é assim, né, a gente não consegue fazer uma coisa, não consegue seguir uma coisa e a gente acha que tem uma forma melhor de que de falar. E eu acho muito interessante, né? Depois quando vocês tiverem oportunidade, leiam essa mensagem no Luz Acima de Chico Xavier Humberto de Campos, capítulo que se chama subida cristã. E aí Felipe na sua ingenuidade, né, infantil mesmo, né, chega para Jesus. Aí, gente, já é a minha forma de contar história, tá? Não vai tá escrito exatamente assim no livro, né? Que teve uma grande ideia. Jesus, acho que eu tenho uma dica para você. E a dica dele para Jesus é o seguinte: que tal se for

de contar história, tá? Não vai tá escrito exatamente assim no livro, né? Que teve uma grande ideia. Jesus, acho que eu tenho uma dica para você. E a dica dele para Jesus é o seguinte: que tal se for menos? Divulga menos, fala menos coisa transcendente para ver se chega na possibilidade das pessoas compreenderem. E Jesus escutando, né? Aí ele ainda ousou falar para Jesus o seguinte: "Olha, a gente sabe que tem muito trabalho pela frente, você podia revelar só um pouco, depois deixa pros seus continuadores continuarem as revelações." E foi uma ótima ideia dele. Já que a gente não entende, não perde seu tempo falando, não adianta, deixa pros continuadores. Jesus ouviu tudo, né? Falou para ele, tentou acalmar o pensamento, mas ele falou: "Ah, Jesus, eu não compreendo". Passado um tempo, Jesus chega para Felipe e convida Felipe para um passeio. Aí eu já me coloco no lugar de Felipe, já fico pensando no meio daqueles 12, Jesus me chamou sozinho para passear com ele, né? Imagina a alegria de Felipe para ter a vivência. Aí mal sabia ele, pobrezinho, que ele convidou o Felipe para escalar o monte mais alto que existe do lado na Israel, do lado do Mediterrâneo, que é o tal do Monte Hermon, que se vai escalar nessa temperaturinha, no mínimo amena aqui de Salvador de 35, 40º, quase 50. Mas Felipe seguiu todo entusiasmo porque foi ele o escolhido. E começam, chegam lá, né, ainda quando estão na planície, aquelas folhas. É um lugar lindo, gente. E a vegetação e o, né, o colorido das flores, o verde. E aí ele começa a subir. E ele começa a subir. E obviamente a paisagem muda, começa a ficar mais árido, começa a ficar mais difícil aquele dia de sol e o caminho, né, como a gente imagina, um caminhozinho de pedra e aqueles pedregulhozinhos pequenininho que eles não tinham sapato protetor, né, gente? Era aquela sandalinha mesmo que a gente até gosta de usar hoje, né? Uma tava lá com a do tempo, né? subindo aquele caminho e aquelas pedrinhas que entravam e entravam e machucavam o pé de Felipe.

nte? Era aquela sandalinha mesmo que a gente até gosta de usar hoje, né? Uma tava lá com a do tempo, né? subindo aquele caminho e aquelas pedrinhas que entravam e entravam e machucavam o pé de Felipe. Parece que Jesus não machucava, mas o do Felipe machucava. E diz que aí Felipe chegava para Jesus e pedia para dar uma parada. parava, sentava, tirava a sandália, limpava os pés, tirava aquelas pedrinhas que entravam bem, aquelas areinha que entrava bem no meio dos dedos, que já estavam sangrando. E diz que ele teve que repetir essa operação várias vezes até que eles chegaram no alto do monte Hermon. E aí quando chegaram lá, Jesus vira para ele e fala: "Felipe, como você deve ter percebido, não foi o sol, a claridade do dia que atrapalhou a nossa jornada. Foram as pequenas pedrinhas do caminho que não nos permitiram fazer essa caminhada de maneira mais amena. Assim é na vida. Preste atenção a esses pequenos impecílios que chegam em forma de pequenas pedras nos nossos caminhos e que desviam a nossa atenção daquilo que é o maior, daquilo que é a luz, daquilo que é o ideal. E nós vemos, né, assim a didática de Jesus no momento em que ele permitia, né, que todas essas operações necessárias para que ele retirasse as pedrinhas do caminho, dizia: "O que ficou te incomodando, que te atrapalhou a jornada." E é isso que nos atrapalha a jornada para seguirmos nos passos de Jesus. Porque a gente dá tanta importância para que as pequenas pedras do nosso caminho, e é isso que a gente escuta muito de todos nós espíritas. Ser espírita é muito difícil, gente, porque ser espírita é nós termos que aceitar viver na contradição, inclusive, porque é como Paulo de Tarso falava, por que que o bem que eu conheço, que eu quero fazer, esse eu não faço, mas o mal eu faço toda hora. Então, a gente chega num momento em que nós temos esse questionamento e eu queria ler para você uma para vocês uma passagenzinha que Emanuel fala num livro que se chama Indulgência. Opa, pera que eu pulei aqui. E a mensagem é fórmula de progresso. Aí ele

questionamento e eu queria ler para você uma para vocês uma passagenzinha que Emanuel fala num livro que se chama Indulgência. Opa, pera que eu pulei aqui. E a mensagem é fórmula de progresso. Aí ele fala assim: "As criaturas humanas autênticas, que ainda não atingiram elevados graus de virtudes e nem mais se comprazem nas faixas dos sentimentos primitivistas, frequentemente esbarram com indagações complexas de si para si mesmo." Que que tá dizendo Emanuel aqui? Primeiro ele fala assim: "As criaturas autênticas." E eu tava até conversando com a Tânia que eu que eu t que eu que eu eu sempre gosto de me preparar bastante, né? A gente tem uma responsabilidade perante a Jesus. Aí eu converso com os espíritos, falo: "Eu fiz a minha parte, agora é de vocês, né? Então, faça de mim um instrumento. E hoje à tarde, quando eu tava olhando de novo e lendo, foi a primeira vez que eu prestei atenção nessa palavra aqui, ó. Criaturas humanas autênticas, que não atingiram ainda elevados graus de virtudes e nem se comprazem nas fágas dos sentimentos primitivistas. Ele está se relacionando a cada um de nós neste momento de autoconhecimento, como nos convida a benfeitora Joana de Angeles. Joana de Angeles, na sua obra mais gestosa, nos destrincha o evangelho de Jesus, a moral do Mestre e que nós encontramos na obra de de Allan Kardec, o Evangelho Segundo o Espiritismo. No livro dos espíritos, parte três das leis morais, ela traz para nós o que é o que deveria ser essa vivência. Como é que a gente vive isso? No momento em que nós temos a sinceridade, a autenticidade de olharmos para nós mesmos, porque assim, a gente vive no mundo ilusório, a gente coloca aquela máscara, né? Não. Então, como falam os psicólogos, os psiquiatras, a persona, e a gente veste a persona e vai pra rua. E muitas vezes a gente fica preso nessa persona e não mais realiza os trabalhos internos que temos que fazer, tanto nas questões do que que eu preciso para me aperfeiçoar, quais são as minhas imperfeições, deficiências, como também nem nas

persona e não mais realiza os trabalhos internos que temos que fazer, tanto nas questões do que que eu preciso para me aperfeiçoar, quais são as minhas imperfeições, deficiências, como também nem nas aquisições, nas virtudes. Às vezes nem as virtudes que nós adquirimos a gente presta atenção. Eu tenho certeza absoluta, faço, falo isso com convicção, que não tem uma pessoa nesse auditório ou que vai nos escutar depois que não esteja melhor hoje do que tava há dois anos atrás. A gente pode até não achar, porque como a gente convive com a gente no dia a dia, no minuto a minuto, às vezes nós não percebemos, mas se às vezes chega uma pessoa e fala, aliás, eu nem gosto quando elas falam isso, eu tô sou tipo do Divaldo, só v revelar a minha idade depois dos 80 anos, que aí não deu para esconder mais, né? Você acha depois dos 80 anos ele falou mesmo que era isso? As pessoas chegam e falam: "Nossa, mas você tá mais calma, mais paciente, será que é idade? A gente ainda tem que escutar isso, né? Não é porque a gente tá aqui fazendo esse trabalho, né?" E aí, Emanuel, convida a que a gente tenha essa autenticidade. Você não precisa contar para ninguém, não é para dividir com o mundo, mas para você mesmo, para saber o que é que eu tô notando que não está muito bem, né? E ele diz, são esses que estão já nessa posição que é a nossa, né? E é muito difícil essa nossa posição. Às vezes a forma como eu visualizo é aqui mesmo, né? sombra aqui, né, do passado, do nosso eu velho, né, das vidas de desregramentos, de ignorância, mas aí eu já vejo que para lá tem uma luz e aquela luz me atrai e eu quero chegar lá, mas essa luz para eu passar é a porta estreita no sentido de que se eu não me desvincular daquilo que tem me segurado, né? Então, Emanuel fala que nós devemos nos olhar realmente como aprendizes da vida. Nós estamos aqui num educandário, que é o educandário, que é o planeta Terra. E como qualquer educandário, ninguém chega no educando, ninguém chega numa escola e passa com 10 o tempo todo, né?

a vida. Nós estamos aqui num educandário, que é o educandário, que é o planeta Terra. E como qualquer educandário, ninguém chega no educando, ninguém chega numa escola e passa com 10 o tempo todo, né? ou com a maior nota, não sei o que que fala hoje, mas na minha época era 10, com o tempo todo. Nós vamos ter mais dificuldades em alguma matéria, nós vamos ter falhas, nós vamos seguir pelos caminhos do engano. Aí nessa página, nesse livro que ele chama de indulgência e que também é muito significativo, porque ele está nos falando não é simplesmente para que a gente seja indulgente com as pessoas, mas indulgente com nós mesmos, entendendo que nós ainda estamos no início da jornada. E ele fala assim: "Se você não se reconhecer ainda como aprendiz, é difícil, porque vai ter falha, vai ter engano. Mas o que que a gente faz na escola? Quando tem falha, tem engano, faz o quê? Faz de novo. Repete a prova, repete o ano e no fim a gente sai tudo vencedor, sai tudo diplomado. Porque a lei é de progresso, não vai ter ninguém que fica para trás. Isso me veio a imagem, né, de Jesus, né? Nenhuma ovelha estará perdida no reino de meu pai. E naquela simbologia, Jesus não só vai atrás da ovelha perdida, mas ainda carrega aqui no colo ao redor do seu pescoço. E a gente bem como ovelhinha, né, bonitinho às vezes, né, engraçadinho, na fase da infância ainda meio animal, a gente é teimoso, não tá todo mundo para lá, mas eu quero ir para cá, eu quero testar os caminhos. E o livre arbítrio não permite isso, nos permite isso. Mas aí Emuel chega e diz: "De qualquer forma, não importe as falhas, não importe as contradições que nós falamos: "Mas gente, eu tô sem vergonha hoje. Não é possível. Como é que eu pensei um negócio desse? Como é que eu respondi para uma pessoa dessa forma? Eu já sei melhor." Ele fala: "Não desanim". E acima de tudo, não desista. Acredite em você. Acredite que nós somos esse filho de Deus e que, como filhos de Deus, o nosso destino de centelha de luz é sermos lúcides. Vós sois Deus poder fazer,

". E acima de tudo, não desista. Acredite em você. Acredite que nós somos esse filho de Deus e que, como filhos de Deus, o nosso destino de centelha de luz é sermos lúcides. Vós sois Deus poder fazer, podeis fazer muito mais do que eu fiz. Até Jesus falava pra gente. Então, nessa mensagem que eu acho que ela vem assim de uma certa forma coroar, né, esse exemplo que nós trouxemos de Felipe no sentido de compreender que mesmo um apóstolo que se tornou depois na época discípulo seguindo Jesus, ele tinha os seus questionamentos, ele tinha, ele sentia as suas imperfeições, mas em nenhum momento abandonou o mestre, seguiu até o sacrifício, dando sua vida por Jesus em nome de Jesus, levando os ensinamentos em nome de Jesus. E nós espíritas somos convidados à mesma coisa depois de muitas jornadas na sombra, depois de muitas jornadas aonde nós realizamos todos esses equívocos, repetimos as provas, fomos pelos caminhos do engano, deu aquela aquele vazio, que é o vazio que Joana de nos alerta na sua obra das vidas vazias. Prestai atenção. São esses os caminhos que a gente quer fazer de novo, que a gente já sabe que não deu certo? Ou será que a gente quer seguir pra vida plena? Mas seguir paraa vida plena é esse desafio. é ter que lidar com o desapontamento, às vezes até diário, com a frustração de saber melhor e ainda não conseguir fazer, mas com a fé, com a esperança, com a alegria no coração de que não estamos sós e que da mesma forma que aquela ovelhinha que Jesus coloca em torno do seu pescoço para levar junto junto às outras. Jesus tá nos colocando nos braços quando a gente tá mais perdido, mais sofredor. E a resposta do alto vem e se a gente souber ouvir, nós vamos reconhecer essa resposta do alto. Então, a nossa mensagem hoje é uma mensagem para que a gente tenha fé, tenha esperança, acredite nas nossas possibilidades como filhos de Deus que somos. E que se nós temos esses questionamentos, como diz o espírito Emanuel, não desanime, não desista, siga, porque Jesus está nos

perança, acredite nas nossas possibilidades como filhos de Deus que somos. E que se nós temos esses questionamentos, como diz o espírito Emanuel, não desanime, não desista, siga, porque Jesus está nos esperando. E vai chegar ao momento que esse não dá nem pra gente imaginar ainda, mas vai chegar, que é aquele momento em que o apóstolo Paulo descreve naquela sua carta aos Gálatas que ele fala: "Já não sou eu mais quem vive, é Jesus que vive em mim". Porque chega esse momento em que nós vamos saber utilizar Jesus como guia modelo, compreendendo toda a sua jornada, toda a sua forma amorosa, toda a sua didática para nos trazer de forma viva o evangelho, a boa nova do reino de Deus. E assim com os nossos corações envolvidos por essas vibrações amorosas, pela lembrança do Cristo em nossas vidas, nos momentos em que nós pensamos até nas despedidas que não nos deixam de uma certa forma conviver com aqueles caros, aqueles seres que são raros e que já na sua devoção, na sua compreensão, devotam as suas vidas a aplainar a dor de cada coração. Sim, mestre Jesus, quando nos lembramos de ti, nos lembramos da sua luz que radia ao nosso redor, que nos faz querer nos tornarmos melhor. Auxilia-nos para que não desanimemos e nos deixamos perder na pegada da vida. nos caminhos que não nos levam à majestade celeste, que nos afastam do amor do Pai. Lembre de nós, seus irmãos, com a sua caridade, com a sua amorosidade e nos inspire também a seguir o caminho da fraternidade, que seguramente é o único que nos levará a vivenciar a verdade. Que o Pai nos abençoe, que derrame sobre nós as suas luz, as suas luzes e que nossos lares, nossos familiares, nossos amigos sintam esse abraço fraterno e venham conosco nesta jornada evolutiva. Que o Pai nos abençoe. Muito obrigada.

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