A Cultura do Sofrimento Evitado | T10:E11 • Espiritualidade que acolhe x Espiritualidade que nega

Mansão do Caminho 22/04/2026 (há 1 semana) 52:42 2,126 visualizações

Neste décimo primeiro episódio da temporada, Cristiane Beira convida à reflexão sobre o sentido do sofrimento à luz dos ensinamentos do Evangelho, ampliando a compreensão espiritual das dores humanas. À luz da Psicologia Espírita, o estudo resgata a visão de que o sofrimento, quando bem compreendido, pode assumir função educativa, corretiva e libertadora, contribuindo para o progresso moral do Espírito. Inspirado nos ensinamentos de Jesus, o episódio propõe uma leitura mais profunda das dificuldades da vida, afastando a ideia de punição e aproximando-se do entendimento de oportunidade de crescimento e renovação interior. Um convite à confiança, à resignação ativa e à construção de uma fé consciente diante dos desafios inevitáveis da existência. 📚 Referências bibliográficas: Jesus e Atualidade – capítulos 5 e 12 Encontro com a Paz e a Saúde – capítulos 2 e 6 Psicologia da Gratidão – capítulo 2 O Evangelho segundo o Espiritismo – capítulo V, item 18 Extra: Spiritual bypass (ou spiritual bypassing), traduzido como fuga espiritual ou esquiva espiritual, é um termo introduzido em meados da década de 1980 por John Welwood, psicólogo clínico, psicoterapeuta, professor e autor norte-americano. 🎙 Série: Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis 🕊 Tema da temporada 10: A Cultura do Sofrimento Evitado 📚 Base: Psicologia Espírita #PsicologiaEspírita #JoannaDeÂngelis #EvangelhoSegundoOEspiritismo #SentidoDoSofrimento #Autoconhecimento #EducaçãoEmocional #Espiritismo #CristianeBeira #MansãoDoCaminho #DivaldoFranco *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Estamos no episódio 11 e vamos trazer a questão da espiritualidade, relacionando-a com o sofrimento. A pergunta central é como a espiritualidade, como a sua prática religiosa, como as suas experiências na religião eh em que você frequenta, como elas têm se relacionado com você quando você está quando você a procura eh trazendo algum tipo de sofrimento. Então, é pra gente trazer consciência de qual deveria realmente ser o papel da espiritualidade. Jesus já nos deixou um modelo hã descrito nos evangelhos, né? A forma como Jesus lhe dava ali, a gente já sabe como fazer, mas de lá até aqui, a humanidade a gente a gente vai se relacionando, vai se transformando, vai adaptando. Então, é interessante sempre a gente parar para rever ainda prática de Jesus, se temos continuado a vivenciar a forma, né, a forma espiritual de viver, a espiritualidade nessa vida, como Jesus nos ensinou. E a gente chega uma há uma constatação que está aí para quem quiser ver. Nem sempre a religião hoje ela se posiciona para aquele que a busca diante de um sofrimento da forma como Jesus se posicionava, ainda que ela se diga cristã. É muito comum, infelizmente, a religião que se autodenomina cristã, ou seja, seguidora do Cristo, ela atender aquele que chega necessitando de de de ajuda, como muitos procuraram Jesus pedindo por curas das mais variadas, e essa religião se posicionar de uma forma diferente como Jesus fazia. Então, a nossa ideia nesse episódio é a gente resgatar isso, é fazer uma crítica tanto pra gente enquanto religioso, porque muitas vezes nós somos esse como se fôssemos Jesus na situação, quando um parente, um vizinho corre eh em busca de apoio, de ajuda, trazendo sua dor e seu sofrimento. E a pergunta é: como é que eu me posiciono enquanto religioso? Eu tenho oferecido um atendimento como Jesus fazia, como Jesus ensinou, porque a intenção pode ser maravilhosa e a gente ter se distanciado muito da prática cristã, sem saber, sem se ter se dado

ioso? Eu tenho oferecido um atendimento como Jesus fazia, como Jesus ensinou, porque a intenção pode ser maravilhosa e a gente ter se distanciado muito da prática cristã, sem saber, sem se ter se dado conta, achando que está fazendo o melhor. Então a proposta é, vamos parar para pensar para ver se a gente não acabou se se esquecendo ou transformando tanto. Pode fazer sentido racionalmente, mas na prática não é bem aquilo que Jesus gostaria que a gente fizesse. Por isso que o tema foi essa eh esse paradoxo, né? A espiritualidade, essa que eu pratico e essa que eu recebo na casa que eu frequento, é uma espiritualidade que acolhe, porque Jesus foi acolhedor. É uma espiritualidade que acolhe ou é uma espiritualidade que nega o sofrimento? Não me deixa sofrer, não me deixa nem falar de sofrimento, porque eu já assisti isso. E a gente incomoda, a gente leva a dor e o sofrimento. Não, não, não, não. Mas olha, tenha fé, viu? Tenha fé. como se não deixa, não validasse. Então, como que é essa, esse atendimento frente ao sof ao sofredor religiosamente, em termos de espiritualidade? Como é que eu devo me posicionar quando alguém me procura? E como é que eu gostaria de ser recepcionado se eu procurar uma casa cristã e e levar o meu drama, pedir um atendimento fraterno, pedir uma ajuda, como é que eu gostaria de ser recebido? Então, eu levantei aqui quatro pontos principais. O primeiro ponto que eu levo, que eu levanto, é que eu preciso, a gente precisa validar, é que o sofrimento ele precisa de um sentido. Então, antes de mais nada, se eu tiver conversando com um religioso ou se eu for a figura religiosa que está fazendo algum tipo de atendimento a quem sofre, não dá para eu ignorar que o sofrimento tem um sentido. É sobre isso que a gente tem falado nessa temporada até aqui. Em cada episódio a gente trouxe essa questão, é entender o para que o sofrer. O sofrer, ele traz um convite a transformação. Então não dá para simplesmente fingir que ele não existe, esquece e não vamos falar dele. Se o

gente trouxe essa questão, é entender o para que o sofrer. O sofrer, ele traz um convite a transformação. Então não dá para simplesmente fingir que ele não existe, esquece e não vamos falar dele. Se o atendimento não trouxer uma uma conversa a respeito de sentido, ele já começou distorcido. Eu preciso sempre dar oportunidade para que a gente fale do por que eu estou sofrendo. Eu preciso ter chance de analisar, de entender o que que ele traz, em que tema ele toca, como eu sou com relação a esse tema, o que que precisa de transformação. Jesus dava sentido pro sofrimento. Quando ele falava, vai, não peques mais, ele tava convidando a pessoa a relacionar o sofrimento a algum alguma prática de comportamento. Jesus estava dando a dica de, vamos lá, alguma coisa que você tá fazendo aí gerou esse sofrimento. Não quer sofrer, eu vou te curar. Mas você deve mudar, você deve se transformar. Ah, mas Jesus não parava com fazer um atendimento fraterno, individual para explicar porque que a pessoa tava sofrendo. Mas ele fazia isso de forma pedagógica com o grupo, porque cada vez que ele dava uma lição, ele estava convidando a uma transformação. Ele estava dizendo: "Querem ser felizes, querem ter uma vida boa e harmoniosa?" É isso aqui, tem que perdoar, tem que ser paciente, tem que ser caridoso. E ele dando as mensagens da transformação. Jesus veio propor transformação. Então Jesus veio dizer pra gente: "Querem se livrar do sofrimento, da dor, de tudo que faz, de tudo que é ruim, se mudem, se modifiquem". Ele explicava, ele falava a respeito do sentido da da vida. Então, a gente precisa relacionar. Então não dá para chegar e falar: "Ai, Cris, você pode me ajudar a pensar: "Eu tô enfrentando um drama tão difícil e envolve esse tema, tem a ver com esse assunto, aconteceu naquela situação? Não dá para eu falar assim: "Ah, não importa o que você tenha vivido, tá bom? Não importa, não quero tocar nesse assunto. Eu preciso minimamente falar daquele tema, encontrar um um um uma explicação, um sentido para aquilo.

sim: "Ah, não importa o que você tenha vivido, tá bom? Não importa, não quero tocar nesse assunto. Eu preciso minimamente falar daquele tema, encontrar um um um uma explicação, um sentido para aquilo. Ah, talvez isso que você esteja vivendo é um seja um convite para você rever a forma como você tá se posicionando naquele assunto. Pensa bem a respeito desse tema. O que que Jesus já ensinou? Eu preciso destrinchar minimamente. Não é fazer terapia. Se eu não for terapeuta e se eu tiver na casa espírita e mesmo sendo terapeuta dentro da casa espírita, não acabe terapia. Não é terapia, mas é uma um diálogo. Joana fala desse diálogo. É um diálogo. É levante perguntas, destrinche, porque a própria pessoa vai ter um insite ali. Agora não vamos tocar no assunto, já é um convite o quê? a repressão. Então, o primeiro ponto é o que que a gente precisa promover em termos de fases de atendimento quando a religião vai oferecer um braço, vai oferecer um apoio para alguém que sofre. Precisa ser um espaço de amparo. Vem cá, eu vou te receber. Eu vou te amparar. Vem, vem, vem. Aqui tem um lugar que vai te acolher. Eu eu te espero. Aqui você tá protegido. Aqui você vai ter esse ambiente que vai te acolher, vai te cuidar, vai te amparar. Depois uma explicação que não é uma explicação porque quem sou eu pegar a explicação, mas é uma análise, é uma conversa a respeito. A pessoa, a pessoa precisa falar e ela mesmo falando. Às vezes ela mesmo falando, ela mesmo se dá conta do que que precisa, qual que é o tema principal, mas é analisar, é trazer o ensino de Jesus que tenha relação com o que tá sendo vivenciado, é ajudar a fazer perguntas, não é dar solução pra pessoa, não é orientação, não é coach, não é terapia. é conversar juntos, vamos analisar juntos. E por fim, uma proposta, uma uma sugestão de como se fosse uma orientação. E essa orientação não vai fugir do tipo, eh, se apoie mais em Jesus, eh, aumente as suas orações, no seu dia a dia enquanto você tiver vivendo esse dilema, frequente mais a

mo se fosse uma orientação. E essa orientação não vai fugir do tipo, eh, se apoie mais em Jesus, eh, aumente as suas orações, no seu dia a dia enquanto você tiver vivendo esse dilema, frequente mais a casa religiosa que você costuma frequentar, eh, faça mais evangelhos, venha mais vezes aqui para dialogar. E eu sei que aqui vai ser um momento que você pode eh se aliviar um pouco mais. A gente vai dar, não é solucionar, não é pegar pra gente, nem dá fazer promessa nenhuma, mas é a gente mostrar que existe formas de passar por aquilo. E era e é o que Jesus fazia, né? Jesus eh eh sempre trazia para si essa pessoa, fazia ali a sua, o seu atendimento e depois orientava: "Vais e não peques mais", né? Então, tem um processo que a gente precisa respeitar. Eh, a religião deveria promover isso, né? Então, é uma espiritualidade que deveria ser mais saudável. Joana de Angeles, no capítulo 12, e a gente tem se desviado disso, né? Joana de Ângeles no capítulo 12, ela fala que o próprio Jesus eh Jesus, veja gente, Jesus nunca chegou. Eu eu cheguei para para procurar Jesus. Jesus, eu tenho essa dor, esse sofrimento que podia ser físico, moral, relacional, o que for. Nunca Jesus virou para mim e falou assim: "Ai, para de chorar, que falta de fé é essa?", né? E às vezes a gente faz isso. Ah, então você não é muito espírita, não. Se você tá chorando por causa disso. Então, Jesus acolhia, ele não dava lição de moral no primeiro momento, né? E nunca deu lição de moral nem em segundo momento. Mas Joana fala da seguinte forma: Jesus e a atualidade, capítulo 12. Desse modo, sempre que acolhia aqueles que o buscavam, conhecendo-lhes as causas dos pesares, após atendê-los, propunha-lhes com veemência que não retornassem aos erros, a fim de que não lhes acontecesse nada pior. Então, o que que Jana tá falando? Jesus acolhia, Jesus cuidava, Jesus atendia e depois Jesus recomendava que eles voltassem a rever os comportamentos. para gerar a mudança necessária e não voltar a estar no mesmo lugar futuramente. Então, a

acolhia, Jesus cuidava, Jesus atendia e depois Jesus recomendava que eles voltassem a rever os comportamentos. para gerar a mudança necessária e não voltar a estar no mesmo lugar futuramente. Então, a gente precisa respeitar esse esse esses essas etapas do atendimento, esse passo a passo. precisa ser um espaço primeiro de acolhimento, não de não de julgamento, depois de um diálogo até pra pessoa poder se aliviando de perguntas em que eu trago ensinos de Jesus e depois uma orientação no sentido. Então vamos juntos, eu te apoio, que tal se você começar a frequentar aqui uma vez por semana, a gente faz um passe em você eh específico. Eh, que tal se você começar a frequentar aquele grupo? porque aquele grupo tá trazendo alguns temas que t a ver com o que você tá lidando, algum tipo de estímulo paraa transformação, né? Eh, que tal se você procura ajuda também médica, dependendo do caso? Enfim, é a gente oferecer possibilidades. Não é a gente comprar o caso, não é a gente dar solução e não é a gente fazer promessas, mas é a gente dizer: "Estamos juntos, vamos pensar juntos. Estamos aqui para dar apoio, para fortalecer sua fé, para te dar algum tipo de atendimento fluídico no momento do passe. Estamos juntos porque o enfrentamento é da pessoa, né? Então, Joana tá lembrando, Jesus fazia, respeitava esse passo a passo. Então, primeiro ponto que eu gostaria de levantar no nosso tema de hoje é isso. É precisa haver um sentido no sofrimento. Não dá pra gente, pra pessoa chegar para nos a pedir ajuda. Ah, Cris, eu tô sofrendo com isso. Ah, minha filha, eh, a a vida é para sofrer mesmo. E o que que você achou que você ia passar aqui na terra? Vamos paraa frente, né? esse tipo de invalidação. Ninguém gosta de escutar isso, né? Por mais que a gente sabe que todo mundo sofre, que a vida, mas o que que adianta, que que eu acarreto na vida do outro agindo dessa forma, né? Então Jesus nunca fez lição de moral e nunca atendeu desse jeito, invalidando, desviando da emoção, negando o sofrimento. Ele acolhia primeiro, né?

eu acarreto na vida do outro agindo dessa forma, né? Então Jesus nunca fez lição de moral e nunca atendeu desse jeito, invalidando, desviando da emoção, negando o sofrimento. Ele acolhia primeiro, né? Depois ele atendia e depois ele orientava. A gente faz o contrário. A pessoa chega, a gente nem escuta, a gente quer falar e a gente fala e dá lição de moral e mostra e aponta. Quase que uma quase que uma ver assim é muito, a gente vomita um monte de ensinos, a pessoa escuta como ela dava vontade de falar assim: "Mas eu já sei de tudo isso, eu não tô conseguindo aplicar". Não é uma questão de informação, dá para você entrar comigo nessa dor e me ajudar a sair dela, né? Então, muita atenção pra gente não se atrapalhar nesse momento e não respeitar, que o primeiro momento é de acolhimento, não é o primeiro momento de um uma verborragia de de monte de ensinamentos que a pessoa não tá nem escutando, né? Precisa ter esse acolhimento. Senão a gente cai nesse segundo ponto que eu levantei, que é a espiritualidade acaba negando o sofrimento, né? A gente nega a experiência emocional. E aqui eu trago um ponto que é quando a gente sofre tem vários pontos envolvidos, mas tem dois principais que aparecem, o emocional e o moral. E eu preciso entender que tem diferença entre eles. Então, o que que é a experiência emocional? É como eu me sinto frente ao problema, que emoções que estão brotando em mim. Isso é um ponto. O segundo ponto é como eu me posiciono moralmente, que decisão eu vou tomar, como eu vou reagir, que escolha eu vou fazer. A gente trata os dois como uma única coisa. Então, quando a gente trata os dois como uma única coisa, a gente nega a emoção e a gente vai direto pra moral. Então, por exemplo, se eu chego e falo assim: "Preciso de um atendimento". Alguém poderia me ajudar a pensar: "Tô passando por uma situação muito difícil". Eh, então é assim, olha, e aí eu conto o meu drama. O meu drama é, sei lá, eu eu eu tô vivendo um um problema financeiro e eu estou morrendo de medo de passar

passando por uma situação muito difícil". Eh, então é assim, olha, e aí eu conto o meu drama. O meu drama é, sei lá, eu eu eu tô vivendo um um problema financeiro e eu estou morrendo de medo de passar por grandes necessidades ali na frente. Esse é o meu drama hoje, né? Percebe que tem duas questões envolvidas. A emocional é Cris, como que você tá se sentindo? Você tá com medo ou você tá com raiva para eu saber como que eu te ajudo. Nesse momento você tá se sentindo vítima, triste, porque as pessoas te fizeram mal? É uma sensação de vítima, de tristeza, de melancolia? Ou você tá com muita raiva porque você tá achando que a vida foi injusta com você? Porque dependendo de como eu estou me sentindo emocionalmente, o tipo de atendimento que eu vou receber é diferente. Diferente eu eu cuidar de uma pessoa que tá triste, de uma pessoa que tá com raiva. Então eu preciso validar a emoção. Me conta como você tá se sentindo, que que tá passando aí no seu mundo interno, quais as emoções que você tá sentindo, que você tá sendo visitada. Isso precisa ser validado. O segundo ponto é como você vai agir, Cris. Aqui tem a ver com a moral. Como que você vai agir? que que decisão você vai tomar, como você vai se posicionar frente ao outro. Então aqui eu posso te ajudar, aqui eu posso te ajudar pensar o que é cristão, o que ético, o que é moral, o que tem a ver com as leis divinas. Agora, nesse primeiro, eu vou só acolher, vou deixar você extravazar sua emoção. Vou falar para você que emocionalmente faz parte, a gente vai ser ser visitado por essas emoções, mas dependendo da forma como eu agir moralmente, eu posso me acalmar ou eu posso atrapalhar ainda mais. Como que a gente costuma fazer? A gente nega a emoção. Então, alguém chega pra gente e conta esse drama e aí você já começa assim: "Ah, isso daí é falta de oração, isso daí é falta de fé". Aí, mas você não crê em Deus? Como se que que mensagem que me passa? A mensagem que me passa é assim: se eu de verdade acreditasse em Deus, eu não

isso daí é falta de oração, isso daí é falta de fé". Aí, mas você não crê em Deus? Como se que que mensagem que me passa? A mensagem que me passa é assim: se eu de verdade acreditasse em Deus, eu não estaria sentindo tristeza. Se eu de fato tivesse fé e tivesse apoiando numa oração de verdade, eu não estaria com medo, eu não estaria com raiva. Então, a orientação cristã, ela vem no como agir, mas ela nunca vai ditar para você como se sentir. Isso não existe. Cristo vai me ajudar a me posicionar frente ao drama, mas jamais ele vai falar para mim: "Que coisa feia, Cris, você tá aí chorando triste, que feia". Você não acredita em Deus nunca. Mas a gente acaba agindo assim, porque a gente mistura uma coisa só. É como se eu tivesse chorando, fosse imoral, mas não é, gente. Eu vou ser cristã na forma como eu agir diante daquilo que eu estou vivendo. Agora, as emoções que me visitam, elas são passivas, elas brotam. Não sou responsáveis por ela nesse momento. Eu sou responsável ao longo da minha vida. Então, em algum momento a minha evolução vai ser refletida emoções melhores. Mas calma, eu estou no processo hoje, eu não respondo pela emoção que eu sou visitado. Fiquei com raiva. Ah, mas se você fosse cristã mesmo? Não, se eu fosse cristã, eu me posicionaria de uma forma que ao longo da minha evolução, eu vou deixar de sentir raiva, mas não hoje. Então, eu vou repetir. Essa espiritualidade que nega a emoção, ela é distorcida, porque não foi isso que Jesus fez. Jesus validava a emoção, mas ele batia na ação. Como você vai agir? O agir tem a ver com livre arbítrio. O agir é posicionamento que eu posso fazer de forma ética ou antiética, moral ou imoral. A emoção que eu sou visitada, ela é natural, ela é espontânea, ela é da natureza. Então, alguém me me ofende, eu fico com raiva. Alguém ofende o meu amigo aqui, ele fica com raiva. Eu vou lá e só com a cara de quem me ofendeu. Ele respira fundo e vai conversar com alguém. Isso é ser cristão. Isso não é ser cristão. Agora, eu sentir raiva e ele sentir raiva é da

e fica com raiva. Eu vou lá e só com a cara de quem me ofendeu. Ele respira fundo e vai conversar com alguém. Isso é ser cristão. Isso não é ser cristão. Agora, eu sentir raiva e ele sentir raiva é da natureza. Então, quando eu sou religioso, cuidado para eu não esperar que as pessoas sejam a aemocionais, ou seja, não sintam emoção. Sentir emoção não significa que eu sou cristão ou não sou cristão, significa que eu sou ser humano. O que eu faço com a emoção, como eu reajo diante da emoção, passa a ter hábito, comportamento, escolha, decisão. Aí eu posso dizer se a minha ação foi cristã ou não. Agora exigir ou julgar alguém, porque no dia do enterro, eu já falei disso antes, no dia do enterro do meu do meu familiar, eu chorei muito. Então alguém olhar de fora e falar assim: "Ai, que decepção com a Cris!" Ela se diz espírita, ela se diz cristã e tava lá chorando no velório do parente dela. É isso, gente, pelo amor de Deus, vamos separar a emoção que eu sinto da ação que eu tenho. Agora sim, a Cris não tava só chorando de tristeza, ela tava gritando, xingando Deus, revoltada. Ela tava desesperada e eh brigando com todo mundo. Então essa atitude parece que é uma atitude que não tá coerente com quem acredita em lei de reencarnação, de causa e efeito, de imortalidade da alma. Eu posso falar, Cris, essa atitude sua tá uma atitude de quem? Ainda assim, gente, nesse caso do velório, eu posso ter constelado um complexo e ter perdido a minha o meu livro, o meu a minha razão naquela hora. Ainda assim, não quer dizer que eu não seja cristã, quer dizer que naquele momento eu fui visitada por um complexo, eu tenho um trauma de passado com morte e eu não respondi por mim. De repente, eu tava fazendo um monte de coisa que não é que eu queria. Nem assim eu posso ser julgada. A gente tá muito feroz na nossa avaliação do que a gente espera dos outros. Então, vamos pegar um exemplo mais do dia a dia, né? Mais do dia a dia. Eu sei lá, alguém alguém me passou a perna, alguém foi antiético comigo, me deu um prejuízo,

o do que a gente espera dos outros. Então, vamos pegar um exemplo mais do dia a dia, né? Mais do dia a dia. Eu sei lá, alguém alguém me passou a perna, alguém foi antiético comigo, me deu um prejuízo, eu fiquei com muita raiva. Não dá para nessa hora alguém falar para mim: "Ah, então você não é cristã, minha filha. Você não é cristã e muito menos espírita, porque senão você não ficaria com raiva. Porque se eu acreditar nisso, o que que eu vou fazer com a minha raiva? Ai meu Deus do céu, se eu tiver raiva, eu não sou cristã. Eu engulo ela. Ou seja, eu reprimo, eu vou adoecer. Não é isso. Eu não vou ser avaliada pelo que eu senti. Mas que que eu fiz a respeito disso? Ah, eu descontei. Ah, fui lá, me vinguei, expus a pessoa. Bom, isso não é cristão, né? O que você fez com isso, Cris? com a raiva. Esperei passar, refleti bastante, eu orei, deixei passar uns dias, daí chamei para uma conversa, fui, tentei fazer de um jeito amigável. Então eu eu estou me esforçando para me comportar de forma amorosa. Isso é ser cristão. Então eu sentir raiva é natural do ser humano. O que eu faço com a raiva? Eu posso agir de forma moral ou imoral? Eu posso agir de forma cristã ou não? Então, muito cuidado com o que a gente espera dos outros, porque se a gente esperar que as pessoas, se a gente não deixar que as pessoas sintam emoção, que que a gente vai falar para elas? Reprima, dissocie, né? faz de conta, olha pro outro lado, foge da dor, foge da emoção, isso não ajuda. Isso faz com que a pessoa faça uma cisão mesmo, porque ela ela vai querer ela vai se culpar se ela se sentir eh com emoções que ela julga que o verdadeiro religioso não sentiria e ela vai reprimir e isso vai adoecer. Então a gente cai naquele episódio de que evitar a dor acaba adoecendo ainda mais, que acho que é o segundo episódio. Então vamos validar a dor. Então o primeiro ponto que eu trouxe, vamos ajudar a encontrar o sentido da dor. O segundo, vamos validar a emoção que está presente na dor. A gente vai ajudar a

o episódio. Então vamos validar a dor. Então o primeiro ponto que eu trouxe, vamos ajudar a encontrar o sentido da dor. O segundo, vamos validar a emoção que está presente na dor. A gente vai ajudar a pessoa a encontrar formas de agir melhor, de agir de forma cristã. Mas o sentir não tem nada a ver com agir. O sentir é da natureza. Então vamos validar e senão a gente vai acabar levando a pessoa a querer esconder, fugir e fingir. Eu trouxe aqui um trecho do livro Encontro com a paz e a saúde, capítulo dois. Aqui Joana está se referindo à personalidade audaz, a pessoa audaciosa, orgulhosa, mas dá pra gente trazer também para essa persona religiosa, eh, condenativa, sabe? pessoa que condena, que julga, esse moralista se aplica muito bem. Veja lá então, capítulo dois, encontro com a paz da saúde. Os mais audazes, necessitando de viver mais pelo hábito do que pela satisfação decorrente da existência, bloqueiam os medos e os conflitos, navegando nesse mar encapelado, na fragilidade da embarcação, da autoconfiança e da autoindiiferença pelos dramas existentes e pelos sofrimentos à sua volta. Então, como se a gente se encapsulasse num lugar do tipo: "Nada me afeta". Eu aqui sou imune às emoções, então eu não me emociono e eu não valido a emoção de ninguém. E aí acaba o quê? É uma, ela diz que é uma embarcação frágil, não vai se sustentar. A hora que isso ruir, vai ser um drama gigantesco. Então não adianta a gente bloquear medos e conflitos. Isso a entrar numa ilusão de de autossuficiência, de nada me pega, nada me nada me acontece. Pelo pelo contrário, isso com o tempo vai gerar muito maior dramas e sofrimentos à sua volta. Então, não é por aí que eu vou conseguir superar uma dor e um sofrimento. Não é se fingindo de fortão, de imune a dor que a gente vai conseguir e e vai fazer uma boa orientação em termos espirituais. E no livro Jesus e atualidade, no capítulo 5, ela fala também eh ela dessa coisa do às vezes a gente traz essa questão do Freud, se eu não me engano, do sublimar, né? Então

ação em termos espirituais. E no livro Jesus e atualidade, no capítulo 5, ela fala também eh ela dessa coisa do às vezes a gente traz essa questão do Freud, se eu não me engano, do sublimar, né? Então tem aí uma questão do sublimar boa, que é você transcender. Yung fala da transcendência. Eu consegui transcender aquela experiência, ou seja, eu consegui superar, eu saí maior. O evangelho fala, quando você tiver passando por uma dificuldade, faz de conta que você sobe no alto de uma montanha. Quando você tá aqui embaixo, tudo ao seu redor é gigante. Quando você olha de cima, do alto de uma montanha, tudo aquilo que era grande fica pequenininho. E ele e ele também fala o seguinte: quando você tá aqui, você não vê o começo e o fim da estrada. Quando você sobe no alto da montanha, você é capaz de ver que vai ter fim. Aquilo começou aqui, termina aqui. Então te ajuda, esse distanciamento te ajuda a enxergar o todo. Então é é disso que se trata, né? Se eu forçar a pessoa a acelerar o passo, ela finge que ela superou e ela não superou nada, porque ela sabe que a gente espera, sabia que que nem criança que você fala assim, por exemplo, ela começa a chorar porque o brinquedinho quebrou e você fala assim: "Ah, se você chorar, você não é forte que nem o papai". Ela vai engolir esse choro porque ela quer ser forte igual o papai. Mas isso não foi solução. Isso foi um problema que eu criei. Não tinha problema até então. Se eu tivesse ajudado ela a validar a emoção, faz parte, eu sei que você tá triste, tá tudo bem, mas o que que a gente pode fazer a respeito? Como é que a gente cria uma boa solução? Vamos tentar consertar, vamos ver se a gente consegue guardar dinheirinho da sua mesada para comprar um novo ou vamos ver, enfim, 1000 opções. Mas se eu falo para ela, se você chorar, você não é forte que nem o papai, ela engole. Ela não passa pelo sofrimento e transcende e supera, ela engole. E aí isso não é bom. Então Joana diz aí no Jesus e atualidade capítulo 5: "A culpa é sombra perturbadora na personalidade,

ela engole. Ela não passa pelo sofrimento e transcende e supera, ela engole. E aí isso não é bom. Então Joana diz aí no Jesus e atualidade capítulo 5: "A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades soezes causadoras de desgraças de vária ordem". Então, se eu não deixar a pessoa sentir, se eu falar para ela que se você tá sentindo, você não é forte suficiente, você não é boa suficiente, você não é cristã suficiente, ela vai engolir e automaticamente vai se sentir culpada, envergonhada por sentir. Ela, a criança que a mãe falou: "Ah, você tá chorando e torcendo é forte que nem o papai". Ela vai ter vergonha dela. Ela vai fazer uma autoimagem do tipo, nossa, eu sou muito ruim, eu sou muito pequena, eu sou muito fraca. Então, ela vai se culpar pelo que ela sentiu e vai se envergonhar de poder de ter sentido isso. Que que Joana fala? Essa culpa vai gerar doenças. Então, quando eu não sei atravessar o sofrimento e eu faço a pessoa engolir, se sentir envergonhada e culpada pelo que ela tá sentindo, se eu saio de um atendimento fraterno, a pessoa sentindo que ela não deveria sentir o que ela tá sentindo, porque eu falei para ela que ela não é cristã, se ela sentir isso, ela vai tentar engolir para corresponder à minha expectativa do que é ser religioso e ela vai adoecer. Eu nem ajudei a enfrentar um problema e ajudei a criar um segundo problema, né? Então, a culpa ela perturba e ela causa eh doenças e desgraças de vária ordem. Então, tem que acolher o a emoção. Um terceiro ponto que eu eh levantei é agora sim essa espiritualidade que acolhe o sofrimento. Vem cá, vem chorar no meu ombro, né? Eu eu te ajudo a passar por isso. Eu te escuto, eu te acolho, eu te carrego até você conseguir respirar. Aí você vai viver a sua vida, você vai enfrentar o sua dor, porque eu não vou poder viver por você. Eu não vou poder enfrentar a dor por você, mas eu vou estar junto, eu vou estar ao seu lado, eu vou te dando suporte. Não é assim que os que o nosso anjo da guarda

que eu não vou poder viver por você. Eu não vou poder enfrentar a dor por você, mas eu vou estar junto, eu vou estar ao seu lado, eu vou te dando suporte. Não é assim que os que o nosso anjo da guarda faz. Ele não vem viver a nossa vida por nós, mas ele não sai do nosso lado. Ele nos ajuda a gente a se pôr de pé, porque tem coisas que a gente não é capaz sozinho. Todo mundo precisa de uma rede de apoio para enfrentar enfrentar grandes dilemas. Mas essa rede de apoio faz o quê? Dá apoio. Ela nem nos priva e nos poupa de passar pelo que a gente precisa, porque senão a gente não cresce. Mas ela também não larga a gente sozinho e vai embora. Ela fica ali como nosso fiel escudeiro, ela fica ali como nosso anjo protetor. Ela fica como esse mentor, ela fica como porto seguro pra gente fazer a nossa transição com mais força. A transição é nossa, o passo é nosso, o enfrentamento é nosso, mas não precisa ser sozinho. Então é um reconhecimento essa essa essa esse atendimento espiritual, ele ele reconhece a necessidade de atravessar por aquilo. não apressa e ele está ali de apoio para que aquilo aconteça. A dor faz parte. É assim. Então, é uma espiritualidade que reconhece que a dor faz parte da experiência humana, que as emoções são mensageiras e que precisam ser ouvidas como mensageiras. Que mensagem você traz? O que que ela convida você a fazer? que o sofrimento precisa ser entendido, precisa ser elaborado e precisa ser transformado. Não é feio, não é culpa, não é anticristão, não é para ser jogado de lado, não é para ser engolido, é para respeitar essas fases. Então essa espiritualidade que acolhe, que ajuda de verdade, ela permite que a pessoa sinta emoção, chore, questione, que ela sinta medo, que ela sinta revolta e que ela peça ajuda. Nada disso é feio. Nada disso é ai que vergonha. Então você não é cristã e você não é espírita. É simplesmente validar uma emoção. Não quer dizer que eu vou compactuar. A pessoa começa a se revoltar. Mas então a vida é injusta. Deixa falar, deixa

a. Então você não é cristã e você não é espírita. É simplesmente validar uma emoção. Não quer dizer que eu vou compactuar. A pessoa começa a se revoltar. Mas então a vida é injusta. Deixa falar, deixa falar, deixa pôr para fora, deixa validar. Aí depois você vem e pergunta: "E o que que seria para você uma vida justa? E como que você acha que a gente consegue justiça? Mas você acredita em reencarnação? Mas então vamos pensar. Se se você acredita que Deus é justo, por que que você tá passando por isso? Então eu faço perguntas, eu ajudo ela a elaborar. Aí ela mesma vai caindo a ficha, chega uma hora que ela fala: "É, eu tava com raiva, eu tava brava, mas eu entendo. Eu entendo que eu sou senhor da minha própria vida, que eu sou herdeiro da minha própria história e aí eu ajudo. Agora, se a pessoa chega brava, revoltada, e aí eu começo: "Ah, mas isso não é ser cristão, pode parar com isso daí. Ah, isso daí é revolta contra Deus, é blasfema. A pessoa, ela tem que ter chance de poder pôr isso para fora para depois elaborar, senão ela vai engolir ou ela vai embora com raiva e nunca mais ela volta, né? Então essa espiritualidade ela não diz: "Não sofra". Ela diz: "Eu estou aqui". Enquanto você atravessar o sofrimento, a gente vai juntos e você vai crescer e você vai eh superar essa essa dor, né? você não vai ficar sozinho. No livro O Encontro com a paz e a saúde, no capítulo seis, eh, Joana descreve um atendimento espiritual que tá sendo feito numa reunião mediúnica. Então tem o o dialogador, o mentor ali da reunião, que está dialogando com o espírito sofredor. E nesse contexto, Joana explica pra gente como é o atendimento. Independente do contexto, a gente pode transferir isso, fazer uma analogia com atendimento aqui. Ao invés de ser um dialogador na reunião mediúnica com o espírito sofredor, pode ser alguém no atendimento fraterno, como religioso, eh, oferecendo atendimento a um sofredor encarnado. Então, Joana diz assim: "Paciente gentil, afável e enérgico, o psicoterapeuta

ito sofredor, pode ser alguém no atendimento fraterno, como religioso, eh, oferecendo atendimento a um sofredor encarnado. Então, Joana diz assim: "Paciente gentil, afável e enérgico, o psicoterapeuta espiritual, esse dialogador da reunião mediúnica, com ele, com o espírito, conversa, esclarece, dialoga, demonstrando-lhe o erro em que está incorrendo, terminando invariavelmente pela sua reconstrução emocional e reconhecimento racional de que também está agindo de maneira equivocada. Consciente da necessidade de evoluir, a fim de encontrar a felicidade perdida, resolve o espírito abandonar o desafeto, deixando aos cuidados das leis soberanas da vida, que a todos alcança, conforme exaradas pela justiça divina. Então, era obsessor que estava eh conectado com encarnado e ele aceita deixar esse encarnado e ir cuidar da própria vida. Agora, como foi esse atendimento? Joana começa falando paciente e gentil. Não é lição de não é dando lição de moral, não é escancarando, expondo, falando que se ele fosse cristão, ele não estaria sentindo o que ele tá sentindo, né? Mas ao mesmo tempo, afável e enérgico também não é para ficar lá chorando junto. Daqui a pouco sai os dois piores do que do que começou, né? também não é nesse sentido, mas ele esclarece, conversa, dialoga, conduz a uma linha de raciocínio para dar sentido pro sofrimento. Isso é ajudar a passar. Isso é um atendimento espiritual que acolhe, que valida, que ajuda a entender e que e que faz crescer, que abre possibilidades de crescimento. Se eu não respeitar esse processo, se eu tivar conclusões de que se a pessoa eh não tá agindo, tá chorando, tá desesperada, ela não é cristã, eu eu travo. A pessoa fica quieta, ela já não fala mais nada, ela engole aquilo, ela vai embora, ela não entende o que aconteceu, ela não se sente acolhida. Então são esses pontos. O primeiro, preciso dar sentido. O segundo, não adianta negar o que tá a emoção. O terceiro, precisa acolher pro processo acontecer, precisa dialogar, precisa ajudar a encontrar força para superar. E

O primeiro, preciso dar sentido. O segundo, não adianta negar o que tá a emoção. O terceiro, precisa acolher pro processo acontecer, precisa dialogar, precisa ajudar a encontrar força para superar. E eu trouxe um quarto ponto que eu achei interessante nos meus estudos e nas minhas pesquisas. surgiu esse termo. É um termo desenvolvido por um eh psicólogo americano chamado John Wellwood. E ele fala, ele ele ele ele se apropria do conceito do bypass, que é esse conceito do bypass? Eh eh é é como se a gente fizesse um contorno para não atravessar a dificuldade. Na medicina o o bypass é usado, por exemplo, quando pelo cateterismo, eu imagino, né? Ele vai entrando e ele encontra um obstáculo. O baipé significa ao invés de eu ir, que tá obstruindo a veia, artéria, seja o que for, ao invés de eu ir contra ele, o bypass arranja um caminho alternativo, desvia do obstáculo e cria uma passagem pro sangue alternativa. Veja aí, é muito inteligente fazer isso. Para que que eu vou ficar brigando, batendo ali? Eu posso simplesmente contornar e o e o fluxo seguir. Tem situações na vida que essa é a melhor decisão. Não adianta. By arranja outro jeito. Ah, a pessoa, preciso conversar com essa pessoa, Cris. Você já conversou com ela 300 vezes, você já tocou nesse assunto 300 vezes. A pessoa não quer ouvir, a pessoa não vai colaborar, a pessoa não concorda com você. Não adianta. Se você precisa chegar chegar nesse outro lugar por ela, talvez seja melhor você bypass, talvez seja melhor você criar uma alternativa, ser diplomática, eh, negociar com ela, mas não é batendo de frente. Então, tem horas que é melhor isso. Mas no caso da do atendimento ao sofredor, espiritualmente falando, esse bypass não é uma boa opção. E ele, esse John Wellwoods, psicólogo, cria esse termo bypass espiritual, porque estudando religiões variadas, ele percebe que muitas vezes a gente faz isso como religioso no atendimento ao fiel que nos procura, a gente propõe o baipés espiritual. É como se a gente tivesse desviando ele do enfrentamento,

adas, ele percebe que muitas vezes a gente faz isso como religioso no atendimento ao fiel que nos procura, a gente propõe o baipés espiritual. É como se a gente tivesse desviando ele do enfrentamento, dando alternativas, eh, para ele poder superar. A gente já fez muito isso no passado, por exemplo, com as indulgências. Eu eu tenho um pecado, vou confessar pro padre, né? Tem um pecado enorme, fiz um erro enorme. Aí o padre fala assim: "Então fazer o seguinte, paga aqui um dízimo, não sei das quantas que você tá livre". Isso é um bipés espiritual, não existe isso. O único jeito que você tem de superar um sofrimento é enfrentando. Não existe atalho. Não adianta fazer promessa, não adianta pagar dízimo, pagar passagem, não adianta comprar indulgência, não adianta. você só cresce enfrentando. Não existe bypés espiritual, mas a gente acaba usando isso. É como se fosse uma distorção e a gente acaba usando isso sem saber, sem ter a intenção de, né? Então, por exemplo, quando eu tô passando por uma situação difícil, vou conversar com um religioso e ele me fala assim: "Ah, ah, não, tudo é perfeito, tudo é perfeito. Eh, não, não olha por esse ponto de vista, vamos olhar por outro ponto de vista e vamos agradecer. Tudo bem, eu posso vir agradecer num segundo momento. Deixa no primeiro momento eu sentir dor, eu chorar a minha dor, eu expressar a minha dor. Aí depois a gente faz. Então é como se eu tivesse desviando disso, né? Ah não, se Deus quis assim, não questione. Aceita e vai pra frente. Tudo bem, eu vou aceitar num segundo momento, mas nesse momento deixa eu chorar no seu ombro, deixa eu falar tudo que eu tô sentindo. É uma questão emocional, gente, não é moral. A moral é no segundo momento. É como eu vou agir, eu não vou me revoltar contra Deus, eu vou aceitar, mas não me deixa, não me deixa pular a etapa da emoção. Deixa primeiro validar minha emoção, depois eu vou aceitar o que Deus me propôs, né? Ah, não. Você tem que ser forte espiritualmente, tá bom? Eu vou ser forte espiritualmente daqui a pouco.

da emoção. Deixa primeiro validar minha emoção, depois eu vou aceitar o que Deus me propôs, né? Ah, não. Você tem que ser forte espiritualmente, tá bom? Eu vou ser forte espiritualmente daqui a pouco. Nesse momento eu tô fraca, deixa eu chorar, deixa eu contar que tá doendo. Aí depois eu respiro fundo e falo: "Vamos". Então o bypass pula a emoção. Por isso que eu falei o tempo todo. Tem que validar os dois pontos. Valida a primeira emoção. A emoção é o que é. Você sentiu o que você sentiu. Paciência. Agora vamos agir. O agir é por consciência. O agir entra a moralidade, entra o livre arbítrio. Mas não pula essa fase, não nega essa fase, não gera culpa nessa fase. Ah, você tá com medo do que vai acontecer. Cadê sua fé, hein, Cris? Puxa vida, eu sou imperfeita, gente. Eu sou um ser humano atrasadinho. Me deixa ter medo de vez em quando. Depois, no segundo momento, eu vou, juro que eu vou me fortalecer, eu vou me esforçar e vou falar: "Não, Deus, vai dar certo. Eu tenho fé no Senhor, mas eu não consigo pular essa fase, eu tive uma uma notícia assustadora. Aí eu tenho que pular essa fase e vir direto aqui, mas Deus vai me fortalecer. Deixa antes. Eu senti o medo me abalou, minhas pernas tremeram. Deixa eu passar por essa fase. Pronto, agora eu vou me fortalecer para tomar uma decisão. Não junta as duas, né? Então, eh, um exemplos clássicos do bypass, né? Ah, tudo acontece por uma razão. Eh, você precisa aceitar, não tem que questionar. Ah, você não deve sentir raiva não, porque se você for cristã, né? Isso é apenas apego do ego. Eh, você precisa mudar de vibração. Ai, que raiva que dá. [risadas] Pois é, se fosse fácil assim mudar de vibração, calma, nesse momento eu tô vibrando muito baixo, tá horrível, mas eu tenho intenção de mudar, mas nesse momento não adianta ser só porque você falou muda de vibração, eu faço shaazan e eu mudo. Não mudo. Então me deixa passar por isso e e me estende a mão para eu chegar lá naquilo. Mas não dá para eu dar um salto, senão é um salto

orque você falou muda de vibração, eu faço shaazan e eu mudo. Não mudo. Então me deixa passar por isso e e me estende a mão para eu chegar lá naquilo. Mas não dá para eu dar um salto, senão é um salto ilusório. Eu vou fingir que eu tô bem porque eu engoli a emoção. Então deixa eu validar, né? Daí eu vou tentar mudar de vibração, mas nesse momento eu tô com muita raiva, né? Então esse processo humano, ele envolve todas as emoções, a tristeza, revolta, o questionamento. Se eu ficar parada nele, aí não é legal. Aí realmente eu posso vir enquanto religiosa e falar: "Fulano, você tá esse pondo de vítima, você não vai chegar a lugar nenhum. Você já chorou, já já reclamou, já pôs para fora a emoção. Agora vamos trabalhar. Que que a gente pode fazer a respeito? Vamos conversar, vamos orar junto, vamos tomar um passe, vamos tentar encontrar saídas. Precisa do quê? Do advogado, de médico. Vamos trabalhar. Então, nesse momento, por isso que Joana fala, tem que ser enérgico também, mas não é pulando fase, é passando por ela, né? Ã, então senão eu vou cair no na repressão. Então, o que que ele fala nesse esse psicólogo que analisa? Ele fala que o caminho ideal nesse sentido natural é primeiro eu sim. Depois eu compreendo, analiso, dialogo e daí eu transcendo. Aí eu supero, aí eu me posiciono bem. Se eu respeitar esse caminho, houve transformação. Que que o bypass espiritual faz? Antes de mais nada, você tem que transcender. Ai, aconteceu um problema, caiu uma coisa enorme na minha cabeça, um problemão. Não, não, não. Você é cristã, hein, Cris? Você é espírita, transcenda, transcenda, Deus sabe o que faz. Você provavelmente é devedora do passado. Ah, você não tem merecimento, senão você não tava passando porque você tá passando. Então, de cara exige que eu vá lá para cima, só que dentro de mim tem um monte de coisa acontecendo. Então, não vai ser, não vai dar certo isso. Então, primeiro eu transcendo para depois eu sentir, para depois eu elaborar. Não, eu preciso transcender usando a fé

mim tem um monte de coisa acontecendo. Então, não vai ser, não vai dar certo isso. Então, primeiro eu transcendo para depois eu sentir, para depois eu elaborar. Não, eu preciso transcender usando a fé raciocinada. Deixa, deixa eu sentir o que tô sentindo, deixa eu dialogar com o que tô pensando, deixa eu. E aí eu vou crescendo e uma coisa de cada vez, né? No espiritismo a gente usa coisas do tipo, ah, mas isso é prova, aguente, né? Ah, isso daí é resgate. Que será que você deve? Ainda põe culpa, né? Que será que você aprontou na vida passada, né? Por iso aquele filme, eu sei o que você fez no verão passado. Então, gera uma culpa, uma cobrança, uma expectativa de que eu deveria ser perfeita. Que coisa feia, Cris. Você não tá conseguindo lidar com isso, né? Então, ah, você pediu, outra frase, você pediu para você pediu para passar para isso antes de reencarnar. Então, eu pedi para passar e agora eu tenho, eu eu pedi para passar, tô passando, mas me ajuda a passar devagar. Eu não preciso pular isso e já ser perfeita, porque se eu já tivesse que ser perfeita na hora que o negócio me bateu e eu já sou cristã pronta, eu não precisava ter passado por aquilo. Eu já teria essa conquista. Se aquilo me abalou, é porque eu ainda não sou forte naquilo. Então me deixa passar por aquilo para eu me fortalecer e numa segunda ocasião eu não precisar me abalar tanto. Então é para o crescimento que vem o sofrimento. Eu não preciso estar pronta quando ele chega. Eu preciso estar pronta quando ele sai. Quando eu terminei o sofrimento, eu saí transformada. Mas se eu esperar que eu já estou pronta quando ele chega, eu não precisava dele, né? não precisava ter esse sofrimento. Então, no livro Psicologia da Gratidão, eh, Joana capítulo dois, né, Joana traz essa coisa do dessa mensagem do tipo, se vira, não chora não, senão você não vai ser ficar bonita na fita, vão falar que você não é cristã. Então, ela fala dessa hipocrisia ainda, né? A gente ainda não entendeu o que que é ser cristão, não é

vira, não chora não, senão você não vai ser ficar bonita na fita, vão falar que você não é cristã. Então, ela fala dessa hipocrisia ainda, né? A gente ainda não entendeu o que que é ser cristão, não é ser perfeito, é é lutar com essas emoções para conseguir se posicionar apesar delas. Eu saí com uma raiva de socar a cara daquela pessoa, mas eu lembrei de Jesus e eu eu fui para casa, orei, né? Pensei a respeito, lembrei que eu também erro e aí no dia seguinte fui lá e conversei com a pessoa e não soquei a cara dela. Isso é ser cristão, é lutar contra as más imperfeições, não é tá pronto no primeiro momento quando ela chega, né? Então, tem dois trechos bonitos aqui do Psicologia da Gratidão, capítulo 2. Infelizmente, a educação vigente trabalha mais em favor da preservação do medo ao lado da sombra do indivíduo, que se propõe a ignorá-la, a fim de desfrutar os bens que se encontram ao alcance. E mesmo quando defrontado por pensamentos ou ocorrências infelizes, logo deseja esquecê-los, não os enfrentar, como se fosse possível ocultá-los num depósito especial que os asfixiaria, não vai asfixiar. Esse conteúdo reprimido vai voltar na forma de outro problema. Antes eu tinha um, agora eu tenho dois. Realmente, quando reprimidos esses sentimentos e esses insucessos, na primeira oportunidade, eios que ressumam com carga aflitiva que se constituem e nublam os céus rose dos iludidos. Não dá para jogar fora a emoção como se ela fosse um lixo que eu quero sumir com ela. Eu preciso passar por ela, validar, sentir, elaborar e superar. só tem esse caminho. E um pouco mais à frente ela diz: "Todos aqueles que são portadores da sombra e todos o são, em vez de a compreenderem na condição de processo de crescimento, experimentam uma certa forma de vergonha, de constrangimento e procuram disfarçá-la. Tal comportamento dá lugar a uma sociedade hipócrita, artificial, incapaz de procedimentos maduros e significativos que a todos beneficiariam, né? O ser mais hábil no disfarce é sempre o mais homenageado

comportamento dá lugar a uma sociedade hipócrita, artificial, incapaz de procedimentos maduros e significativos que a todos beneficiariam, né? O ser mais hábil no disfarce é sempre o mais homenageado querido, produzindo-lhe maior soma de sombra e de conflito, porque se vê obrigado a continuar a parecer aquilo que realmente não é. Sabe o que eu lembrei? Da gente esperando que os religiosos sejam onipotentes, né? que eles nunca eh sejam frágeis, que eles tenham respostas para tudo. E aí o religioso que tem ego inflado e autoconhecimento baixo, ele compra essa imagem e aí ele começa a querer cada vez mais parecer essa figura eh que está além da matéria, que nunca erra, que sempre assume uma postura de sábio. Às vezes você é um espírito missionário que reencarnou, às vezes não. Às vezes você está só recebendo uma projeção de um pseudo sábio e você tá continuando a o teatro e aí você faz mal para você e pro outro. E a gente tem visto muito disso, de pessoas que o parece que o ser humano precisa de guru, a gente já falou disso em temporadas anteriores, precisa de guru. O ser humano, a massa tá doida para aparecer algum salvador. E aí projeta nele, aí começa a tratar como idolatria e é mil coisas e é o jeito que fala e escuta e tudo que ele fala, ele pode falando coisas sem eh inclusive antidoutrinário, mas a pessoa não é capaz de escutar porque ela já projetou nele uma idealização de um religioso eh eh individuado, iluminado. E aí é um um samba, é uma salada. Porque a pessoa gosta desse lugar, o ego infla, ela fica cada vez mais tentando representar esse papel que no fundo ela não é. E aí que conselhos, orientações, ensinamentos ela vai dar, gente? E a pessoa que já tá querendo escutar e acreditar no que ela fala, tudo que ela falar fica válido. Aí a gente é cego guiando cego. Por isso que eu volto lá no Sócrates. Se alguém pegar essa projeção e falar: "Eu sou, fuja, fuja." Se a pessoa se apresentar, ai, mas eu eu já me iluminei, fuja. Porque a chance de ser um missionário é pouca. É melhor se

o lá no Sócrates. Se alguém pegar essa projeção e falar: "Eu sou, fuja, fuja." Se a pessoa se apresentar, ai, mas eu eu já me iluminei, fuja. Porque a chance de ser um missionário é pouca. É melhor se você se negar, como diz o evangelho, nove verdades do que assumir uma mentira, porque você vai se desviar do caminho. Então, estamos todos no mesmo barco, somos todos seres humanos, faz parte da nossa evolução a gente ser visitado por dores, por sofrimentos e faz parte a gente experimentar a dor e o sofrimento para saber inclusive como eh superar, como dar jeito nisso. Então, não é negando, isso não é ser espiritualizado. Não sentir emoção significa que eu tô bloqueando, reprimindo. Eu sou um robô ou um psicopata. O ser humano sente emoção. Ele não deve ser guiado pela emoção. Ele deve deixar ela passar. Eu senti agora a razão assume e por uma fé raciocinada eu vou me conduzir à superação. Esse é o é o melhor caminho. Então a verdadeira espiritualidade não nos pede para negar a dor. Ela nos dá, ela nos ensina, melhor dizendo, a atravessá-la com consciência, dignidade e esperança. E para terminar, eu trouxe um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, o item 18, que fala do bem e mal sofrer, que é sobre isso, né? Essa coisa que nega a emoção é o mal sofrer. Eu não não vou passar como eu deveria. Então diz assim os benfeitores, né, no caso Lacorder, mas ah, poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. Que que é uma prova bem suportada? Certamente não é antecipando eh pedaços, trechos, não é fugindo de emoções, né? não é reprimindo eh emoções. Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na terra, porque depois do labor virá o repouso. Para estar nesse lugar, eu preciso fazer o processo inteiro. Porque se eu negar e reprimir e fingir que não tá acontecendo

ada a alegria que lhes falta na terra, porque depois do labor virá o repouso. Para estar nesse lugar, eu preciso fazer o processo inteiro. Porque se eu negar e reprimir e fingir que não tá acontecendo uma parte, eu não consigo chegar nesse lugar. E se eu chegar, eu tô sendo eh eu tô interpretando um papel. Porque para validar esse lugar, eu preciso ter crescido de de verdade. Para eu ser essa pessoa que prova a minha fé, eu preciso ter crescido de verdade. Se eu reprimir a minha emoção, eu eu posso fingir que eu cheguei lá, mas não é real. Uma hora isso vai aparecer. Encerramos aqui então essa conversa. Espero que eu tenha sido clara. Deixem aí os seus comentários, participem comigo e eu espero vocês semana que vem, se Deus quiser.

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