Para viver o Evangelho 21 2 - Estudo da obra "Pelos Caminhos de Jesus" cap 16

Mansão do Caminho 05/05/2026 (há 1 mês) 1:01:45 1,771 visualizações

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Transcrição

Nada acontece por acaso. >> Tô sabendo que a senhorita tá apaixonada. Vamos entrar. >> Marita. Marita é minha irmã. Você merece. Você é um monstro. >> Tudo bem com você? Precisa de ajuda. >> A maioria das vezes, apenas o sofrimento é capaz de despertar a consciência para as virtudes da alma. Lembre-se, beb arbítrio, chama ambulância. >> Sai, deixa só. >> Eu vou me casar com a Marina. >> Jamais. >> Estamos aqui para ajudar, não para julgar. Esses encontros e desencontros tem relação com as nossas vidas passadas. >> Toda a história tem dois lados. Nenhum de nós tá sozinho. Eu retornarei, meu amigo. >> Boa noite aos nossos irmãos e irmãs aqui presentes no salão da Federação Espírita do Estado da Bahia. aos nossos internautas que nos acompanham pela TV FEB e pela TV Mansão do Caminho. Todos vocês viram aí o trailer do filme Sexo e Destino com a estreia em 21 de maio. Então, corram até os cinemas para prestigiar esta obra. Quem já leu, vale a pena revisitar a história no filme e quem não divulgue para aqueles que possam se interessar. Com toda a certeza vai ser um momento não só de lazer, mas também de aprendizado e pensar nas consequências dos nossos atos. Então, sexo e destino, 21 de maio, exclusivamente nos cinemas. Continuando com os nossos informes da noite, nós teremos no dia 9 de maio deste ano, em breve, de 9 até 11:30, na sede histórica da Federação Espírita, que fica no Peilorinho, a oficina temática de arte espírita e esta especificamente sobre dança. Vocês podem fazer as inscrições nesse link que está aí disponibilizado e também pelo site da Federação Espírita e é uma promoção importante que se diga do nosso setor de artes. Temos também no dia 17 de maio o 16º Encontro da Assistência e Promoção Social Espírita que também irá acontecer na sede da Federação Espírita no Pelourinho, no nosso centro histórico. O tema vai ser vivenciando o espiritismo na assistência e promoção do ser no turno da manhã das 8:30 às 12:30. Vamos então ter como facilitadores Marcos Vinícius e Paulo de Tarso aqui da

ro histórico. O tema vai ser vivenciando o espiritismo na assistência e promoção do ser no turno da manhã das 8:30 às 12:30. Vamos então ter como facilitadores Marcos Vinícius e Paulo de Tarso aqui da Federação Espírita do Estado e Maria de Lourdes da Federação Espírita Brasileira. como estamos divulgando, é um evento presencial, então estejam presentes com uma temática muito importante que não se circunscreve a ações como entrega de alimento, enxoval, embora sejam importantes, mas também uma abordagem com abrangência ampliada, pensar assistência e promoção social do ponto de vista do espírito. Seguindo, nós temos o seminário de mediunidade deste ano, 2026, com o tema Mediunidade, uma visão sistêmica da obra de André Luiz. Teremos como palestrantes Jacobson Trovão, Lindomar Coutinho, José Garcia e a nossa querida Nádia Matos. O seminário ocorrerá nos dias 6 e 7 de junho. É um evento exclusivamente presencial também na sede da Federação Espírita, não na sede histórica, fiquem atentos, é na sede central, na região que denominamos como região do Iguatemi. As inscrições podem ser feitas pelo site da federação, ufeb.org.br. BR. E temos também, como já estamos divulgando há um bom tempo, o nosso 23º Encontro Estadual de Espiritismo com o tema Vivenciando o Espiritismo, de 31 de outubro a 2 de novembro. Não achem que está longe, porque o tempo está passando e a gente precisa também ter uma ideia prévia das inscrições para prepararmos o ambiente da forma que vocês merecem e para garantirmos a qualidade desse espaço, da psicosfera e de todo zelo que nós gostaríamos e queremos apresentar a todos vocês. inscrições abertas também pelo site da federação e pelo QR code que está aí disponível para todos vocês. Assim sendo, após os nossos informes, vamos então trilhar juntos os caminhos de Jesus pelo espírito Amélia Rodriguez com o capítulo de hoje, que é o número 16, a arte de orar. Vamos então começar com Marcelo Mariano, seguido de Nadia Amados. Meus amigos, amigas que nos acompanham

Jesus pelo espírito Amélia Rodriguez com o capítulo de hoje, que é o número 16, a arte de orar. Vamos então começar com Marcelo Mariano, seguido de Nadia Amados. Meus amigos, amigas que nos acompanham aqui e remotamente nossos votos de muita paz. Um dos capítulos mais curtos do livro, apenas duas páginas e meia. E Amélia Rodrigues, a nossa poetisa e aquarelista do Evangelho, retrata o momento sublime em que os apóstolos pela manhã solicitaram ao Cristo um modelo de prece. Será que não havia na época? havia porque está no judaísmo. Então, havia aquelas objatórias, aquelas orações, aquelas imprecações herdadas de Davi, dos grandes salmistas, os cânticos de Salomão, que serviam como manifestação religiosa do ser em direção a Yahé ou Jeová. Mas como Jesus estava trazendo uma nova mensagem que de certa maneira contradizia aquela herança do passado, o mosaísmo, que era a doutrina estabelecida pelo grande patriarca Moisés, ele trazia agora uma doutrina nova que resgatava a mulher, permitia que você flutuasse além do pecado para a responsabilidade. Deus não estava no templo de Garizim, na montanha dos gafanhotos, não estava nas sinagogas, nem no templo de Salomão, estava na intimidade de cada indivíduo e ali deveria ser cultivado em espírito e verdade. Então, eram novas diretrizes em que ele sintetizou: "Aprendeste o que foi dito, eu, porém, vos digo coisas novas". É natural que a convivência com aquele homem incomum, aquele ser estelar de primeira grandeza, despertasse nos apóstolos e no colegiado. Um momento em que o inquiriram acerca de uma manifestação, de um veículo, de um mecanismo que pudessem orar para atingirem Deus. Talvez as preces daquela época ditas na sinagoga em Altos Bradas não estivesse surtindo efeito. E aí agora era necessário buscar uma outra manifestação. E Jesus ensina a mais sintética prece que nós conhecemos. Primeiro, ela pronunciada de maneira sequenciada, sem correria, ela demora entre 40 a 45 segundos. Dr. Bezerra de Menezes numa comunicação pelo Chico em relação a uma pessoa que

ce que nós conhecemos. Primeiro, ela pronunciada de maneira sequenciada, sem correria, ela demora entre 40 a 45 segundos. Dr. Bezerra de Menezes numa comunicação pelo Chico em relação a uma pessoa que perguntou quanto tempo deve durar o passe, a imposição das mãos sobre a pessoa. O tempo que você leva para orar um Pai Nosso. Quanto tempo eu levo para orar um Pai Nosso? Com 45 segundos se ora com absoluta tranquilidade, sem pressa. Se quiser ir mais devagar, se um pai nosso baiano, 50 segundos. Tem gente que ora numa velocidade imensa, mas 50 segundos você ora um painel. é o tempo que se demora para aplicar um passe, segundo a assertiva do caroável Bezerra de Menezes. Então esse foi o momento dele mostrar, ensinar uma prece que ficou perene na história, mais tarde se juntaria a uma outra dedicada a Maria, a Ave Maria, que aí já dividiu o cristianismo, porque os católicos a aceitam como intermediária entre o homem e Deus. Nós, os espíritas também aceitamos Maria como uma entidade de altíssimo quilate, que foi o vaso escolhido para revestir Jesus das carnes necessárias para o seu messianato entre os homens. Mas nossos irmãos evangélicos não aceitam Maria como intermediária entre Deus e os homens, somente Jesus. E ela é mencionada no Novo Testamento 44 vezes. Está o nome dela pronunciada como a mãe santíssima e outras expressões a Imaculada. hoje conhecida no mundo todo sobre diversas vertentes, conforme a localidade, ela tem nomes diferentes. Então ele ensina a prece examinar que a luz do Livro dos Espíritos, terceira parte, na primeira lei geral, a lei natural, está consubstanciada a lei de adoração. E ali da questão 621 em diante vem colocada de que a prece pode ter três fases, três aspectos que será pedir, louvar e agradecer. Mas nesse capítulo que Amélia Rodrigues anota de uma beleza ímpar, peregrina, Jesus que na prece também podemos encontrar três aspectos. louvar, a pedir e confiar. Já houve aí uma significativa mudança, em vez de ser apenas a prece consubstanciada

e uma beleza ímpar, peregrina, Jesus que na prece também podemos encontrar três aspectos. louvar, a pedir e confiar. Já houve aí uma significativa mudança, em vez de ser apenas a prece consubstanciada no pedido, na louvação e no na rogatória, né, no aspecto de louvação e de credibilidade para com o poder divino. Jesus coloca a confiança. Aquele que ora confia. Quem confia acredita que vai ser bafejado pelo melhor, não por aquilo que eu necessito ou estou pedindo, mas para por aquilo que Deus considera que é mais viável para o meu processo evolutivo até compreender a lei de Deus. Haja paciência. Então, uma boa noite a todos. É bom estarmos juntos novamente. E como Marcel disse, esse é um dos capítulos mais curtos do livro. Suspeito mesmo que seja o mais curto, né? Ele tem pouco mais de duas páginas. Eh, mas nós podemos escolher para as nossas reflexões menos do que parágrafos, menos do que períodos, podemos escolher algumas frases e elas já vão nos dar eh toda uma riqueza de conhecimento, de reflexão e de conexão com o alto. Eh, Amélia Rodrigues coloca na boca de Jesus uma frase que é assim: "A prece é, antes de tudo, uma atitude mental da criatura para com o seu criador." Marcel falou: "Remete a lei de adoração." A prece, ela está diretamente relacionada à lei de adoração. E o que é a lei de adoração? é uma das leis morais que o livro dos espíritos descreve para nós, que os espíritos nos informam serem parte da nossa eh estrutura moral. E moral aí, vamos começar lembrando que não é moral de costumes. As leis morais, tal como elas se apresentam no livro dos espíritos, elas são leis que regem a vida do espírito, a estrutura do espírito, a estrutura mais profunda do ser que somos nós. Então, não é moral no sentido de proceder bem ou proceder mal, porque essa é uma moral relacionada aos costumes. é um outro significado paraa mesma palavra e que nesse caso, no caso dos costumes, é algo que varia. É, era considerado profundamente imoral eh as pessoas irem à praia com menos do

onada aos costumes. é um outro significado paraa mesma palavra e que nesse caso, no caso dos costumes, é algo que varia. É, era considerado profundamente imoral eh as pessoas irem à praia com menos do que manga comprida, gola alta, quase eh calça, né? Isso aí tô falando do início do século XX, final do século XIX. havia uns umas estruturas paraa pessoa trocar de roupa dentro daquela estrutura que já já se projetava dentro da água, porque ela chegava com aquela roupa toda da época, entrava nessa, é uma espécie de cabine, né? Entrava ali, trocava a roupa de banho, a qual é como eu digo, né? Vai praticamente até o tornozelo, não deixa quase nada visível, mas até isso ela trocava de de roupa ali dentro e já caía na água. Aí ela tomava banho de mar previsto, entrava de novo, vestia as outras roupas para aparecer socialmente. Isso era menos do que isso, era considerado um ataque à moral, mas aí é moral no sentido de costume, por isso ela pode mudar. E hoje ninguém tem a ideia na nossa cultura, né? Porque também essa moral de costumes, ela depende da cultura, além de depender da época, ela vai, a gente vai, não tem a ideia de ir com eh tanta roupa assim, apesar de que atualmente divida os problemas com o sol, com o câncer de pele, aí você vê muita gente de manga comprida com aquele tecido específico. Por que que eu tô dizendo isso? Porque nós temos, em geral, uma dificuldade de entender o conceito de leis morais que o livro dos espíritos traz. Vamos observar que ele não faz prescrições, ele descreve um padrão, digamos assim, de funcionamento do espírito. Então, quando a gente vê a lei de adoração, é uma lei moral, nesse sentido profundo e amplo, que significa que todos os espíritos inevitavelmente se voltam para Deus, inevitavelmente buscam a Deus. Ah, pode ser a pessoa pior do mundo, pode ser uma pessoa má, uma pessoa cruel, uma pessoa destrutiva, não acredita em Deus, não quer saber do bem. Não adianta, ele é um espírito, foi criado por Deus, é filho de Deus e ele não pode fugir da lei que estrutura sua

uma pessoa cruel, uma pessoa destrutiva, não acredita em Deus, não quer saber do bem. Não adianta, ele é um espírito, foi criado por Deus, é filho de Deus e ele não pode fugir da lei que estrutura sua a existência. Ele busca a Deus, ele não chama de Deus. Ele não coloca isso na sua vida como uma questão espiritual, mas ele busca o mais alto até o dia em que desperta e realiza outros processos evolutivos. Então essa busca para Deus, esse movimento na direção de Deus, ele é natural em todas as criaturas, em todos os seres, em todos os espíritos. E a forma mais direta de nos voltarmos para Deus, de nos comunicarmos com Deus, é a oração. De novo, precisamos esclarecer o conceito. Oração não é repetir palavras. Marcel falou que Jesus nos ensinou o Pai Nosso. Os discípulos disseram: "Mestre, ensina-nos a orar". E Jesus ensinou a oração por excelência. Mas em momento algum vamos considerar que é preciso usar aquelas palavras sem as quais não estamos orando. Não é isso. É que o Pai Nosso, e aí no no capítulo final de O Evangelho Segundo o Espiritismo, preces espíritas, né, Kardec começa falando sobre o Pai Nosso. Ele vai mostrar cada parte daquela o que significa o sentido mais amplo do ponto de vista espírita. Então, é um modelo, é uma ideia, é uma prece que nos é cara, porque a gente já repete aí há 2000 anos, mas a oração é a conexão com Deus, é nos dirigirmos a ele. E isso é uma coisa importante para lembrar. Pode ser que o que eu tô dizendo todo mundo sabe, a gente lembra, a gente reconhece. O que eu acho que às vezes esquecemos é de trazer isso paraa nossa vida cotidiana. Então, eu não preciso parar o que eu estou fazendo para dirigir meu pensamento a Deus. Próprio Evangelho Segundo Espiritismo fala isso. Eu não preciso de uma fórmula específica, de uma posição específica, de um horário específico para me dirigir a Deus. Eu sou um espírito imortal, sou filho de Deus. Eu posso e eu tenho um caminho aberto, direto com o Pai. Então, a qualquer momento eu posso elevar o

ca, de um horário específico para me dirigir a Deus. Eu sou um espírito imortal, sou filho de Deus. Eu posso e eu tenho um caminho aberto, direto com o Pai. Então, a qualquer momento eu posso elevar o pensamento a ele. A isso a gente chama de oração. Essa é a chave de ouro que abre a porta da nossa comunicação com Deus. Vamos pensar nisso porque ainda podemos refletir sobre os tipos de oração e muitas outras coisas que Amélia nos fala. De fato, Nad, aqui no trechinho do capítulo, ela vai dizer que a prece é atitude mental. E ter atitude mental vai requerer de nós a adoção de algumas posturas no nosso cotidiano. E nós não estamos falando de posturas como o modo de sentar-se, como nós vamos nos dirigir ao outro, como vamos falar, enfim. A ideia aqui quando ela fala de relação ou conexão, como Naddia bem colocou, é uma apresentação ao divino das nossas necessidades. O que é que nos aflige? O que é que nos incomoda do que estamos necessitando. Às vezes me dá uma impressão de que somos demasiado acabrunha ou talvez tímidos, tímidos diante de Deus, que é o nosso pai. Então, a gente pode apresentar para ele aquilo que nós estamos sentindo e as nossas dificuldades. E ela aqui apresenta que essa colocação do que estamos sentindo é uma manifestação de confiança e também de carinho. Carinho com a relação com o pai que é misericordioso. a gente notava, a gente notava, é ótimo, como se estivéssemos lá, mas pelos relatos, que Jesus tem uma forma muito próxima eh de diálogo e de aproximação com esse pai que ele nos apresenta como misericordioso e diz que também é nosso e que nós podemos pedir, podemos rogar, como tem aquelas três explicações dos tipos, nós podemos agradecer, pedir e também louvar. louvar no sentido da grandiosidade do que nós temos, o a possibilidade de reencarnarmos, de reescrever as nossas histórias, de rever aquilo que nós fizemos, não para que fiquemos nos maldizendo ou relacionando as imperfeições que ainda cultivamos, mas para perceber as oportunidades que

s, de reescrever as nossas histórias, de rever aquilo que nós fizemos, não para que fiquemos nos maldizendo ou relacionando as imperfeições que ainda cultivamos, mas para perceber as oportunidades que nos foram concedidas de progresso. E depois ela diz que nesse desnudar-se nós estaremos então nos colocando numa posição de receptividade, não aquela receptividade que a gente às vezes interpreta o pedir e obterei. Se eu pedir, vou receber exatamente aquilo que solicitei. Nós vamos receber sempre o que for melhor para a nossa caminhada evolutiva, mesmo que discordemos do resultado, até anulemos o efeito da oração. Como tem no capítulo, no Evangelho Segundo Espiritismo, o capítulo 27, o pedid obtereis, quando se fala da eficácia da prece, que nós só entendemos a prece como eficaz se os nossos anseios são então correspondidos. Se não for, alguma coisa falhou ou Deus então esqueceu de corresponder à aquele meu desejo. Aí a Méria vai então dizer que antes de mais nada, oração é ato de louvor ao Pai, o doador de todas as horas, fonte augusta de todas as coisas, o genitor soberano do qual tudo procede e para cuja grandeza tudo marcha e que todos nós estamos marchando. Eu achei esse parágrafo uma mistura de peixinho com Castro Alves impressionante, porque de fato é essa trajetória que a gente vai fazendo. No evangelho, quando a gente volta esse capítulo, pedir e obtereis lá no item quatro, os espíritos vão resgatar para nós a história que foi contada sobre o fariseu e o publicano, enquanto que um estava ali, na verdade, com a ideia de deixar que as pessoas percebessem a sua grandeza, ele vai trazer, então, Jesus, no caso, uma espécie de preparo para esse ato de orar. E achei muito interessante como o título do capítulo que estamos apreciando hoje é a arte de orar. Se é arte, significa que há um preparo, um algo em que a alma se entrega e se conecta para atuar num espaço onde a conexão vai ser estabelecida como consequência. E aí o evangelho vai trazer pra gente algumas premissas.

a que há um preparo, um algo em que a alma se entrega e se conecta para atuar num espaço onde a conexão vai ser estabelecida como consequência. E aí o evangelho vai trazer pra gente algumas premissas. Primeiro, quando orardes, não vos ponhais em evidência. Antes, orai em secreto. E já tem uma dica que a gente vai desenvolver depois que Nádia já nos trouxe, que a oração não precisa ser algo como uma espécie de ritual em que estejamos ajoelhados, o que não é nenhum problema, cada um ora do seu jeito, mas é muito mais uma atitude ativa diante da vida e do nosso cotidiano numa prática do bem, do que simplesmente a oratória ou uma sucessão de palavras eloquentes e discursos longos. É mais uma demonstração de que a minha própria vida é a oração quando me dedico ao bem na prática cotidiana. Depois ele vai dizer: "Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que serei escutados, mas pela sinceridade destas". Então, um Pai Nosso, como o Marcelo bem colocou, num curto espaço de tempo, mas profundamente sentido, já faria muito efeito do que simplesmente ou quando a gente encontra pessoas ou até mesmo nessa situação, no momento de orar, eu não sei orar, tem pessoas que dizem, eu não sei falar bonito e não é isso que a gente tem como conteúdo da prece. Depois ele recomenda, antes de orares, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe. visto que a prece não é agradável a Deus quando temos algum tipo de animosidade em relação a outra. aqui já ficou mais complexo, porque se fôssemos então pensar que toda vez que fôssemos orar, este é um do pré-requisito. E aí que tá a arte de orar. É pela nossa postura diante da vida relembrar, tenho alguma coisa contra o meu próximo. E se tiver, a minha prece, não é que ela vai adquirir nulidade, mas ela não vai ter a mesma potencialidade daqueles que já estão com coração limpo, no sentido de desvestido, de orgulho, de ressentimento, de mágoa ou qualquer outra coisa que atrapalhe uma conexão que é de outra ordem, que é de outra

alidade daqueles que já estão com coração limpo, no sentido de desvestido, de orgulho, de ressentimento, de mágoa ou qualquer outra coisa que atrapalhe uma conexão que é de outra ordem, que é de outra natureza. Então esse é um pré-requisito importante, até porque a oração dominical, como Marcel bem colocou no início, já traz aquele trechinho em que quando nos colocamos desnudos diante desse pai, nós então além de pedir que estejamos protegidos do mal, que as nossas eh o nosso sentimento de ser ofendido possa ser algo que responda ao fato de que eu não ofendia a ninguém. Então, perdoa à medida que perdoo o outro. Então, se eu não perdoo, o que é mesmo que eu quero? Que justificativa para pedir ao Pai que perdoe as minhas quedas, as minhas imperfeições, por aí vai. Então, a oração nos coloca diante de uma possibilidade de que para merecer a devolutiva, eu preciso fazer juiz a ela. Não é simplesmente bater, bater e assim a porta irá abrir sem que façamos o juiz a passar pelo seu pórtico. E por fim, a oração precisa conter uma espécie de busca interna sobre os nossos defeitos. A recomendação é: Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades, e ao vos comparardes aos outros, procurai o que há em voz de mal. E caso não encontre, significa que estamos na condição desejável para oração. Eis então a arte de orar antes purificar-se para então entrar em contato com o que há de mais puro, que é o nosso pai, o nosso criador. No largo processo antroposóciopsicológico da criatura humana na Terra, a percepção do contato com o divino, com o sagrado, experimentou fases distintas, próprias, bem caracterizadas. Segundo Leon Deni, numa mensagem muito rica que o Divaldo psicografou, nós tivemos a primeira expressão da litolatria. Adoramos pedras. Ainda hoje tem gente que carrega uma pedrinha no bolso. Aqui foi me dada por um chamã. Aí eu achei essa pedra aqui na beira de um vulcão. Onde eu carrego, ela me dá proteção. É a turma que adora Harry Potter, né? A varinha faz tudo. Esquecido de que o

lso. Aqui foi me dada por um chamã. Aí eu achei essa pedra aqui na beira de um vulcão. Onde eu carrego, ela me dá proteção. É a turma que adora Harry Potter, né? A varinha faz tudo. Esquecido de que o poder tá no menino. A varinha é apenas uma expressão, é o equivalente do óculos para o olho. Quem é que enxerga o olho? O óculos melhora a qualidade da visão quando a pessoa tem deficiência. Quem enxerga o astro é o cientista, é o astrônomo. O telescópio auxilia ele a ver milhares de estrelas quando sua visão comum só viria centenas. Então não é o equipamento que enxerga, é o observador. Adoramos pedras, ficamos longos anos adorando pedras, montanhas, objetos inanimados. Até que fomos para a fitolatria, passamos a adorar árvores. Ainda hoje temos reminiscência, pessoas e culturas que elegem certas árvores como sagradas. Na África, o Baobá. em certos lugares a figueira, a árvore sagrada do Oriente e variando de lugar para lugar a árvores que são sagradas como a secoia nos Estados Unidos. Ora, passamos a adorar plantas. Quem é que vez por outra não passa ao nosso lado com uma folhinha de arruda na orelha? Porque a arruda fecha o corpo, vai que o outro me ataca e a arruda blinda a gente, sobretudo se tiver na orelha. É uma crença ancestral. Não, não ficamos nisso porque milhares e milhares de anos depois a gente passou a orar animais. Zoolatria. Então o gato em certas regiões, o Ibis, a hiena, o boi, o elefante. Ainda hoje temos na Índia eh um caldeirão de cultura. A Índia tem 1 bilhão e meio de pessoas. Já passou, passou a China em população? Eis que na China, na Índia se adora o boi Ganesche ou o elefante. Ganesche é o principal deus da Índia. É um ser em forma de elefante. Mas o boi e a vaca na Índia são sagrados. Você não pode tocar nesses animais. Eles andam pela rua se atacarem sua banquinha de venda de verdura, pode ficar em paz e deixeir Brama no formato da vaca comer toda a sua verdura, porque você não pode fazer nada. Na Polinésia, o macaco é adorado, o rato. Então, ainda temos hoje a

de venda de verdura, pode ficar em paz e deixeir Brama no formato da vaca comer toda a sua verdura, porque você não pode fazer nada. Na Polinésia, o macaco é adorado, o rato. Então, ainda temos hoje a adoração. Veja como é a adoração. Aí a gente evoluiu para a mitologia, os mitos. Passamos a adorar a deuses em formato de homem. Ainda hoje temos em inúmeros recantos da terra a adoração a deuses com formas humanas. E esses deuses têm quedas humanas, paixões, a ira divina, eles têm arrastamentos de natureza sexual. A mitologia tá cheio de eh perturbados sexuais. Um dos principais é Zeus, né? Zeus teve 17 filhos fora do casamento. Além de um atormentado sexual, era um adúltero, confesso, e era Deus dos deuses. Se o Deus dos deuses se permitia esse comportamento, imagine os filhos e os outros deuses que ele dirigia no Olimpo. Era uma baderna, literalmente, mas é mitologia. nasceu na Grécia, passou para Roma com outros nomes. Aí, finalmente, nós somos quintenciando com os hebreus a adoração a um Deus único, mas cheio ainda de sortilégios, cheio de culturas, de adereços, de penduricalos teológicos. É preciso o templo. Deus vive no templo, como até hoje nós temos igrejas no Brasil que dizem o quê? A mão de Deus está aqui. O olhar de Deus está sobre você. Ora, se Deus tem mão, tem olho, é porque ele tem braço, antebraço. Voltamos ao antropomorfismo ancestral. Deus é um macho. Deus é um homem. Ele tem o formato, ele não é uma deusa. A representação indiana é um pouco mais avançada do que a nossa, porque os indianas interpretam Deus com uma bissexualidade. De frente ele é homem, pelas costas ele é mulher. já é uma ideia do ing, do yang, né, do ânimos e da ânimas unido numa supersexualidade transcendente. A nossa visão ocidental é que Deus é macho. E a esse ser que é macho, patriarcal, nós dirigimos as nossas súplicas. Então, houve necessidade de milhares de anos de profetas, de araltos, de vanguardiros, de sacerdotisas, de percepções transcedentes paraa gente ir aperfeiçoando o ato de orar. E hoje

nossas súplicas. Então, houve necessidade de milhares de anos de profetas, de araltos, de vanguardiros, de sacerdotisas, de percepções transcedentes paraa gente ir aperfeiçoando o ato de orar. E hoje estamos numa fase de uma oração íntima, de uma oração que dispensa frases. A minha oração pode ser toda mental eu dialogar com o divino. Até o dia que nós vamos perceber que não é preciso eu contar nada a Deus. Deus já sabe de tudo porque ele está no íntimo de cada criatura. Ele não leva em consideração o ato, ele leva em consideração sempre a intenção pelo que faço ou a intenção pelo que deixo de fazer. E agora chega o momento de que a criatura humana vai silenciar e na eloquência do silêncio não falará. escutará Deus na sua intimidade profunda. Aí é a transcendência, aí é o contato com o sagrado. Por isso os relatos bíblicos e também de Amélia Rodrigues, de Humberto de Campos, de que era frequente que Jesus se isentava, se isolava da multidão, ia para um deserto, para uma montanha, para uma caverna, para lugares ermos para entrar em contato com Deus. Como deveria ser, qual era o método, qual era o mecanismo de que Jesus se utilizava para manter contato com seu Abã? O pai, o papaizinho em hebraico, era silenciar para se locupletar de Deus para depois ir ao encontro das multidões, servir a Deus. Olha que concepção profundamente amplificada do conceito divino. Deus é uma ideia, é um princípio, é um moto contínuo, é uma inteligência suprema que tudo provê. Então, se eu continuar na caminhada, Deus perceberá o de que preciso, atendendo as minhas necessidades básicas. Isso é confiar, é sair da crença que não pode ser confirmada nem comprovada para eu sei que Deus existe e não eu creio em Deus. Não. Sair dessa concepção ainda primária para uma concepção mais avançada. Eu sei que Deus existe, mas e o caos que tá aí? É a manifestação divina. Conta-se, para encerrar, de que um devoto, um aprendiz, escutando o seu mestre dizer: "Deus está em tudo. Toda parte se encontra Deus nos seres, nos animais,

o caos que tá aí? É a manifestação divina. Conta-se, para encerrar, de que um devoto, um aprendiz, escutando o seu mestre dizer: "Deus está em tudo. Toda parte se encontra Deus nos seres, nos animais, nas plantas, mas falou com tanta beleza de Deus que o devoto saiu do Axira, do local onde meditava com o mestre, foi pro centro da cidade. E lá numa feira ele deu caminhando de de banco em banco e cada pessoa era a representação Deus. Ele tava em júbilo, em êxtase. Até que ele ouviu uma voz de um feirante. Sai da frente, elefante doido. Sai da frente. Um elefante enlouqueceu. E lá vem um paquerme indiano com 6 toneladas de peso correndo no meio da feira e derrubando, esmagando quem estivesse pela frente. O aprendiz ficou. Não, Deus está no elefante. Deus está no elefante. Eu acredito nisso porque meu mestre me disse isso hoje. O elefante passou por ele e deixou uns 40 ossos quebrados. O povo recolheu os bagaços do devoto, botou numa marca e levou o achera do mestre. E o mestre foi remendar o discípulo que quase morreu. Quando o discípulo teve condições de falar, se dirigiu ao mestre: "Mas, mestre, eu aprendi contigo que Deus está em toda parte. Veja o que que o elefante me fez. Tô todo quebrado. Foi, meu filho, e você tem toda a razão. Mas Deus também estava no homem que gritava: "Sai da frente que o elefante enlouqueceu". Você esqueceu isso? >> É verdade. As eh as complexidades da compreensão de Deus. A gente tava falando da oração. Naara colocou no chat que na opinião dela, quando uma pessoa diz que não sabe orar, na verdade ela não estaria sabendo o que é a oração. Eu concordo com Naara dizendo assim: "Eh, depende do que a gente chama de oração. Se nós chamarmos de oração palavras complexas, a gente muitas vezes não sabe orar. Precisa de uma fórmula pré-definida, pré-determinada. Tem que ser assim, tem que ser desse jeito, tem que ser nessa posição, etc. A mesma coisa a relação com Deus. Eh, a ideia que fazemos de Deus, ela ainda tem muito a se aperfeiçoar. a gente sabe recitar a resposta à

sim, tem que ser desse jeito, tem que ser nessa posição, etc. A mesma coisa a relação com Deus. Eh, a ideia que fazemos de Deus, ela ainda tem muito a se aperfeiçoar. a gente sabe recitar a resposta à questão número um de o livro dos espíritos, que é Deus. Deus é a inteligência suprema, é o criador de tudo que existe, etc. Mas nós não conseguimos perceber até quando você percebe um princípio, eh, a inteligência suprema parece tão abstrato. Ah, mas Deus não é amoroso. Como que uma inteligência pode ser amorosa? Um princípio pode ser amoroso? a gente não compreende. E não precisa ter pressa nem agonia, porque estamos vinculados a Deus enquanto caminhamos para a plenitude de compreender totalmente Deus, que não é agora. Então, não precisa agonia. A gente pode continuar ligado a Deus. E nesta ligação vamos caminhando para compreendê-lo. Muitas vezes a gente vai senti-lo muito mais completamente do que consegue compreender. Não tem problema. Há várias vias de acesso, porque Deus está em toda parte e Deus está em nós. E aí, dentro dessa busca de conexão com Deus e de oração, já foi falado também sobre eh na prece você vai pedir, louvar, agradecer. Amélia Rodrigues vai falar de confiança e reconhecimento, colocando essas palavras na boca de Jesus. E essa confiança e reconhecimento amplia, como Marcel disse, a ideia da gratidão que tá incluída, mas vai além. Mas eu quero falar do louvor, porque também é difícil a gente entender o que é louvar. Parece que louvar é realizar certos rituais. Louvar é elogiar. na no senso comum louvar elogiado. Então a gente dizer Deus, você é maravilhoso, é fantástico, olha que coisa inacreditável. Mas veja, é mais do que dizer isso, é sentir. E que tal se a gente exercitasse as nossas orações de louvor? Seria muito interessante que pedir a gente sabe, já foi dito aqui pelos companheiros que precisamos aprender a pedir, né? Aí todo mundo já sabe isso. Como é que nós podemos fazer uma oração de louvor? Aí ela vai colocar aqui: "Antes de mais nada, a oração é um ato

i pelos companheiros que precisamos aprender a pedir, né? Aí todo mundo já sabe isso. Como é que nós podemos fazer uma oração de louvor? Aí ela vai colocar aqui: "Antes de mais nada, a oração é um ato de louvor ao Pai, o doador de todas as horas, fonte augusta de todas as coisas. O genitor soberano do qual tudo procede e para a cuja grandeza tudo marcha. O louvor é uma expressão de carinho e reconhecimento que deve fluir do ser, de modo a produzir uma sintonia mediante a qual transitem os sentimentos de exaltação do bem para se abrir narrogativa em favor das legítimas necessidades. Pare que é é muito interessante essa colocação que vai nos mostrar como o louvor faz um movimento de nos elevar. é muito além do simples elogio, começa com esse essa expressão de reconhecimento e carinho que flui de nós. A primeira coisa que a gente pode eh que que pode facilitar o louvor a Deus é a gente se se sentir como um ser que existe, porque Deus nos criou. Nós devemos a existência, não é só essa vida. Nós existimos porque Deus nos criou. A medida que você vai sentindo isso, você vai sentindo que todas as coisas nas quais a sua vida está assentada existem também, porque Deus nos criou e criou essas coisas. Então, saúde, então, relacionamentos, então a natureza, que aí não tem o que dizer, né? A gente olha, nós temos eh fazemos parte aqui de um grupo de autoconhecimento e uma das coisas que a gente faz é quando a lua tá bonita no céu, né? A lua cheia, próximo da lua cheia, aí cada um de sua casa, moramos em lugares diferentes de Salvador, aí coloca no grupo assim: "Olha a lua hoje, olha como tá hoje". Gente, é uma coisa linda. Você olha as estrelas, é impressionante. Você olha o amanhecer, você olha um por de sol, você olha uma flor. Dá para transformar isso neste louvor? Na hora em que a gente puder, ao orar, antes de pedir, a gente começa pelo agradecimento, que é um louvor a Deus por toda a criação. Como é possível tanta beleza? Como é possível a nossa vida? A gente ama a vida, normalmente reclama, ah, tem isso,

pedir, a gente começa pelo agradecimento, que é um louvor a Deus por toda a criação. Como é possível tanta beleza? Como é possível a nossa vida? A gente ama a vida, normalmente reclama, ah, tem isso, tem aquilo, mas a gente ama existir. E a gente existe porque Deus nos criou e Deus nos ama. E mais ainda, como se não bastasse ternos criado, Deus criou leis perfeitas que nos levam à plenitude da conexão total com ele. Olha só, garantido que não seremos infelizes para sempre. Estamos infelizes hoje, mas isso não pode durar, porque nosso destino no dizer, eh, eu não sei se é Amélia Rodrigues ou se é Joana de Angeles, é a glória estelar. O destino é a glória estelar, é a plenitude. Então, dá pra gente louvar. Quando você faz isso, quando você se coloca em contato com esse sentimento e você o derrama na prece, é o louvor a Deus. Isso, ó, eleva a conexão. Aí a gente se liga mais com ele. E seguindo o que Nja vem trazendo pra gente, Amélia sinaliza que além dessa questão de que saber pedir é uma arte, mas é uma arte se nós não pedirmos fazendo imposições, como se Deus me conceder, eu melhoro, de tal forma. Então, a gente vai estabelecendo relações de barganha ou vamos fazendo pedidos por conveniência com aquilo que nós gostaríamos que acontecesse. Então, ela aqui fala que não é fruto o saber pedir não pode ser fruto de imposição apaixonada ou de um capricho que não merece consideração. Então, capricho e prece são coisas bem distintas e isso é importante que tenhamos em mente. E ela diz: "Por fim, a prece deve revestir-se da emoção de confiança e reconhecimento em uma postura através da qual, encaminhada a petição, o seu deferimento vai depender, com toda certeza, daquele que faz o pedido a cada um, segundo as suas obras. A devolutiva, ela terá coerência e, com certeza, será uma consequência do que nós estamos buscando na existência. E ela vai usar um termo muito interessante que é o adestrado. Não adestrado para saber o que lhe é de melhor para o crescimento espiritual. O

ma consequência do que nós estamos buscando na existência. E ela vai usar um termo muito interessante que é o adestrado. Não adestrado para saber o que lhe é de melhor para o crescimento espiritual. O homem solicita o que lhe parece mais importante. E o que às vezes nos parece mais importante não é necessariamente o que mais nós precisamos. E quando a gente vai ver adestrado, o ato de adestrar significa uma repetição para que a gente desenvolva habilidades físicas ou mentais. E essa habilidade, do ponto de vista espiritual, vai requerer um aprofundamento, um mergulho íntimo, autoconhecimento, como aqui já foi dito, para que nós consigamos desenvolver essa arte de orar. Então nós vamos precisar repetir, porque na repetição nós vamos estabelecendo contatos com espíritos mais elevados e isso auxilia uma mudança dos hábitos vibracionais que nós vamos cultivando e possibilitam uma ampliação psíquica. Então a gente vai conseguindo experimentar estágios e estados mais elevados, onde em meio a qualquer turbulência e ao caos, conseguiremos manter algum nível de paz. harmonia e tranquilidade. Voltando para o Evangelho, também lá no capítulo pedir obtereis tem uma afirmação de que facilmente se concebe a ação da prece. E eu acho tão interessante que os espíritos mais elevados, eles olham assim paraa nossa realidade. A gente tá aqui se debatendo, como é que faz, como é que eu mudo a situação? E eles respondendo muito simples, muito fácil. Basta que você isso, basta que aquilo. E realmente é fácil. A questão é nossa disponibilidade para fazê-lo. E aí a afirmativa tá aqui, ó. É fácil visto ter por efeito atrair a salutar a inspiração dos espíritos bons. Então eles vão nos recomendar e nos auxiliar na mudança de pensamento. Aí a gente consegue entender, livra-nos de todo mal. Eles nos livram dos maus pensamentos. Porque pela oração e pela elevação da conexão que é estabelecida, os pensamentos que ficam nos inquietando e que são de uma ordem menos elevada vão sendo dissipados e aí a gente abre

maus pensamentos. Porque pela oração e pela elevação da conexão que é estabelecida, os pensamentos que ficam nos inquietando e que são de uma ordem menos elevada vão sendo dissipados e aí a gente abre espaço para, com certeza energias muito mais sublimes. E em o mal se afastando, livra-nos de todo mal pela prece, a gente consegue resistir aos maus arrastamentos e à tais tentações. que eu me propiciei a uma limpeza, a uma sepsia fluídica por essa conexão saudável que é a prece, um contato, um diálogo e uma vivência que se formos nos adestrando com o passar do tempo, nós vamos conseguir estabelecer as conexões muito mais rapidamente e vai chegar um tempo que a gente não vai precisar mais da luminosidade azul, da penumbra ou de certos hábitos que a gente vai cultivando, porque já vai ser a nossa própria vida e assim seremos todos artistas nessa bela possibilidade que temos de nos conectar com o divino. O que é certo é que esse capítulo é um dos mais belos do livro, porque um momento culminante em que ele ensinou a oração pela manhã e à noite na casa de Simão Pedro, onde ele se recolhia, ele foi instado pelo grupo, especialmente Pedro e Tiago, a oferecer maiores esclarecimentos sobre a prece, o que evidencia que o grupo tinha dificuldade até de entender o óbvio. Viu, senhor? Dá uma explicaçãozinha a mais aí. Aí Jesus desdobra a prece nos teus nos seus três aspectos, né? Pedir, louvar e agradecer. Mas ele usa uma expressão, no lugar dessas três, usa uma outra. Confiar, ter confiança no divino, saber que o divino nunca nos abandona. O mundo pode nos virar as costas, os amigos podem nos trair, o estado pode nos abandonar, mas a divindade sabe o que é melhor e está me acompanhando o tempo todo pelas leis. Não é o olhar de Deus, um olho que tem íris, que tem pupila, que tem cristalino, não é isso. As leis estão inseridas na minha consciência. Tudo que eu fizer, essas leis têm mecanismos de resposta. Então, na divindade, à luz da do tabernáculo das leis divinas, não há castigo, nem

, não é isso. As leis estão inseridas na minha consciência. Tudo que eu fizer, essas leis têm mecanismos de resposta. Então, na divindade, à luz da do tabernáculo das leis divinas, não há castigo, nem prêmio, nem chicote, nem bombom, sonho de valsa. Tudo na lei divina é consequência. Tudo na lei divina é resposta ao que eu fizer ou é o ao que eu deixar de fazer. Inércia ou ação tem resposta. Por isso mesmo, Jesus ensina eles a orar. E o capítulo se encerra de uma maneira curiosa. Há um momento que Jesus disse, "Vamos seguir para casa, para Betânia, onde a família de Lázaro, de Maria e de Marta nos aguardam". Ele abruptamente assim encerrou o assunto, não parece que ninguém tinha mais o que perguntar, e seguiu para a casa dos amigos. Ele se hospedou mais de meia dúzia de vezes. Ele amava aquela família dos três irmãos que viviam juntos. Agora que Lázaro já tinha sido restaurado à saúde, eles ele então seguiu com o grupo dali. Mas a oração varou os séculos e dois milênios depois é a mais formosa, a mais sintética, a mais bela síntese oracional que nós temos nela. Estão inseridos os três aspectos ao indivíduo que pede o pão nosso de cada dia. É, é o alimento de cada dia com o qual podemos sobreviver. Reconhecemos que a divindade paira sobre todas as coisas, desde o batráquio no charco na lagoa da terra até a estrela que sentila no infinito. Não há lugar onde não se exista a presença de Deus. Essa que é uma terra sagrada. Qual é a terra que não é sagrada? O deserto do Atacama, o deserto do Saara, as planícies geladas da Antártida ou do Polo Norte? Em toda parte há a presença divina, mesmo no caos, é a divindade se utilizando da lei de destruição para destruir de um jeito, reconstruindo de uma outra maneira. Mas tudo está em contínuo movimento. Não se pode imaginar Deus parado, a mente divina parada em nenhum momento. Deus trabalha até hoje e eu também, proclamou o Cristo, certo ocasião. Só que o trabalho dos espíritos é todo intelectual, seu descanso é todo moral. Enquanto nós precisamos de vez em quando

momento. Deus trabalha até hoje e eu também, proclamou o Cristo, certo ocasião. Só que o trabalho dos espíritos é todo intelectual, seu descanso é todo moral. Enquanto nós precisamos de vez em quando licença prêmio, férias, o aproveitamento de um feriadozinho que a gente encosta. Se cair na quinta, a gente enfóica a sexta. Se cair na terça, a gente mata sem piedade. A segunda, porque nós precisamos para repor o nosso corpo que se cansa, mas no mundo espiritual, então a oração não pede local nem estilo. Ah, Deus vai me ouvir se eu ficar de joelhos em cima do milho, se eu deitar em cima de prego, vai martirizar o corpo para que? O que é que o corpo tem a ver com isso? Melhor, como diria Leão Denique, diz num livro, se à noite te sentires tão cansado que não possas orar, deita e dorme. Deus te entenderá. Porque é preferível do que começar uma prece, Pai Nosso, que estás no meio da prece apagou, vencido por Morfeu, o Deus do sono entre os gregos. Não é preferido, Senhor. Hoje estou tão cansado, pai, que hoje não dá para conversar, mas se o senhor me der uma boa noite de sono na manhã, eu lhe faço uma prece, Senhor, daquelas. Deus também tem bom humor e vai entender que os filhos muitas vezes se cansam nas estradas das experiências e dos testemunhos. O importante é para fazer silêncio. No silêncio ouviremos orar. vem do latim os ore. Abrir a boca para impregnar-se de Deus, dilatando a cúrica dos ouvidos para entender a eloquência do verbo divino. O resto é detalhes. Quem gosta de detalhes é Roberto e Erasma. Eu gostaria de finalizar, né, sabendo como sempre que tem muitas coisas, a gente pode aprofundar mais e deixamos então para que os nossos queridos companheiros que nos assistem vão aí fazendo esses aprofundamentos. Mas eu acho importante a gente lembrar, né, voltando aí ao Evangelho Segundo Espiritismo, o capítulo Pedir obtitereis, aspectos da prece, porque ela é muito desconsiderada em nossa época, em nosso contexto. Nós temos, por exemplo, ouvimos muito, ah, não vai fazer nada,

Segundo Espiritismo, o capítulo Pedir obtitereis, aspectos da prece, porque ela é muito desconsiderada em nossa época, em nosso contexto. Nós temos, por exemplo, ouvimos muito, ah, não vai fazer nada, não, vai ficar só rezando. Veja, as pessoas não têm ideia do poder da prece da eficácia da prece, das qualidades que a prece tem. Então, que a gente lembre disso, que a gente possa retomar lá no Evangelho Segundo Espiritismo e sobretudo que a gente valide a nossa presa, que a gente não se deixe se deixe levar pelo desespero, tá numa situação difícil, tem um ente querido numa situação difícil, acione o poder da prece. O capítulo vai descrever minuciosamente, a gente não vai fazer isso aqui agora, mas assim, a oração ela movimenta os fluidos, ela movimenta a energia, ela atua sobre o pensamento, ela atua, ela permite uma conexão com os bons espíritos, ela não está limitada, a prece não é limitada pela distância. Você tá orando por uma pessoa que tá do outro lado do planeta. A prece não é limitada pela conexão com aquela pessoa por quem você ora. Você ora e pede. A a espiritualidade multiplica aquele impulso mental que a gente tem. eh impregnado do nosso sentimento, impregnado do nosso próprio fluido. E não tem problema se tá a a centenas e milhares de quilômetros de distância. Isso não é relevante. Não tem problema se a pessoa não acredita. Isso não é relevante. Então, eh, vamos lembrar das qualidades da prece, vamos lembrar da eficácia da prece, vamos lembrar da ação da prece, vamos lembrar como a as instruções dos espíritos nesse capítulo vão dizer da felicidade que a prece proporciona. Então, eh, Amélia Rodrigues fala com uma beleza extraordinária. Ela traz, né, ela coloca na boca de Jesus essas palavras. Jesus nos disse muito, ele nos ensinou o Pai Nosso. Eh, nós aprendemos sobre pedir, louvar, agradecer. É importante que a gente não se deixe envolver pelo ceticismo do eh reinante ao nosso redor. Isso é bobagem. Isso não adianta, gente. Sempre adianta. É que nós não vemos a prece.

r, louvar, agradecer. É importante que a gente não se deixe envolver pelo ceticismo do eh reinante ao nosso redor. Isso é bobagem. Isso não adianta, gente. Sempre adianta. É que nós não vemos a prece. ela não é visível fisicamente. Eh, a pessoa, as pessoas vão dizer que, ah, isso aí não foi por causa da oração, não, foi porque aconteceu mesmo, foi porque a pessoa tomou um remédio, foi porque alguém falou. O todo o mecanismo da prece é uma beleza, é extraordinário. Vamos lembrar disso para que a gente faça da prece o nosso instrumento de ligação com Deus. nosso instrumento, inclusive de auxílio ao próximo, auxílio a nós mesmos. A gente se acalma, a gente obtém ajuda, a gente facilita a ajuda dos bons espíritos, a gente facilita a conexão com Deus. Então, vamos lembrar disso. Era como eu gostaria de terminar. >> E terminou muito bem, Naja, assim como Marcel. E é interessante, só que a gente recobre que as manifestações que estão sendo colocadas, sendo feitas aqui no chat, também para nós é uma espécie de oração, tem umas afirmativas eh muito bonitas e interessantes de como vocês também conseguem estabelecer uma sintonia agradável, saudável, mais elevada, quando estamos neste momento refletindo sobre o evangelho, mas também sobre o evangelho em nossas vidas. E não foi à toa que o idealizador deste programa, André Luiz Peixinho, nos ajudou nesse processo de adestramento ou da repetição para que desenvolvêssemos essa habilidade ou a arte, não só de orar, mas de viver o evangelho. Como nós vimos hoje, nós precisamos viver o evangelho para estar em condições, então, de nos encontrarmos consagrado. Não é à toa que na segunda nós vivemos o evangelho e estando estando então dignos de buscar a Deus, no sábado buscamos então o sagrado. Sigam nesse movimento conosco e já antecipamos o convite. Caso você deseje não se deixar abater pelas calúnias e não enfrentar o mal com o mal, nos acompanhe na próxima segunda-feira. Uma ótima noite.

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