T5:E11 • Propósito de vida • O valor do sacrifício
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 05 - Propósito de vida Episódio 11 - O valor do sacrifício ► Referências Bibliográfi cas • O Homem Integral, cap. 6. • Plenitude, cap. 1 e 4. • Amor, Imbatível Amor, cap. 5. • Jesus e Atualidade, cap. 8. » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Bem, estamos trabalhando neste nesta temporada o propósito de vida. São temas mais reflexivos que têm relação mais com o mundo de dentro. A, o nosso desafio é justamente trazer uma proximidade com o mundo de fora. Ou seja, quando falamos sobre propósito de vida, como que lincamos, conectamos isso com o nosso dia a dia. Quando eu acordo de manhã, me preparo, me visto e e e pego o meu caminho em direção ao trabalho, passo o dia inteiro trabalhando, volto para casa no final do dia, que como é que eu encaixo isso com propósito de vida? Cadê o propósito de vida nisso? Propósito de vida é acordar para ir pro trabalho todo dia. Propósito de vida é o quê? É cuidar do corpo. Propósito de vida é fazer com que a família fique bem? Então, é a respeito desses temas. É, é, são essas as perguntas que nós temos procurado trazer aqui. Que que é de verdade? Porque todo mundo já ouviu falar em propósito de vida, mas é um daqueles temas que você fala assim para alguém, pega alguém desavisado na rua e fala assim: "Já ouviu falar em propósito de vida?" Certamente a pessoa vai falar: "Ah, já ah, explica para mim o que que é". E aí a gente fica ã ã ã, porque de fato não é algo que a gente já amadureceu, que a gente já processou, que a gente já elaborou, que está maturado em nós. Não é um assunto que a gente domina, que a gente sabe explicar de onde vem, para que que vem, quando a gente encontra o propósito, quando a gente não encontra. Então, por esse foi o objetivo da gente criar essa temporada para nos dar tempo. Então, é um compromisso. Semalmente nós vamos falar disso. Toda semana nós estamos aqui, de vez em quando a gente traz um ponto, toca no outro ponto para ir para ir construindo. O objetivo é esse, é a gente ir construindo essa temática, né? Que que é esse tal propósito de vida? Onde é que eu acho ele? Como é que eu descubro qual é o meu? é igual para todo mundo. Para eu falar de propósito de vida, que que eu
onstruindo essa temática, né? Que que é esse tal propósito de vida? Onde é que eu acho ele? Como é que eu descubro qual é o meu? é igual para todo mundo. Para eu falar de propósito de vida, que que eu tenho que saber? Onde que eu encontro esse propósito de vida? Então, nós temos falado em linhas gerais, a gente vai sim detalhando, mas em linhas gerais, quando a gente fala de propósito de vida, na verdade é um acorda, vamos prestar atenção no mundo de dentro. Por que que é difícil falar de propósito de vida? Por que que ninguém acha propósito de vida? Porque a gente está muito focado e direcionado nas coisas da terra. Quando a gente fala das coisas da terra, ninguém fica em dúvida. Todo mundo sabe. Todo mundo sabe o que tem que fazer para ganhar dinheiro, como é que faz para arranjar emprego, qual que é o melhor emprego para mim, que opções que eu tenho, o que que eu tenho de garantias. As coisas da terra, a gente sabe que que faz para sobreviver, né? Agora, quando fala de valores do espírito, aí a gente gagueja, a gente não sabe muito bem, ainda não tem essa familiaridade, porque de fato a gente está mais próximo da linha de eh de saída do que da chegada, né? Ainda somos mais imperfeitos, ainda somos mais crianças espirituais. Por isso que a gente ainda tem dificuldade de falar, de viver os valores do espírito. Veja que Jesus veio pra terra, ele viveu aqui os valores do Espírito. Compara a vida que Jesus teve com a nossa. Ainda está distante. A gente ainda nem sabe como é. Nós estamos tentando seguir Jesus, né? Por isso que é um tema difícil, é um tema muito subjetivo, ele é muito alto nível em termos de reflexão, às vezes, nossa, eu nem entendo. Mas se a gente nunca, nunca estudar, se a gente nunca pensar, se a gente nunca tentar, a gente nunca vai entender, né? Então, ã, a proposta é essa, é que a gente vai falando, falando, falando e ele vai ficando confortável, ele vai ficando próximo, a gente vai tendo mais familiaridade com ele. Hoje nós vamos falar de um tema, um
a proposta é essa, é que a gente vai falando, falando, falando e ele vai ficando confortável, ele vai ficando próximo, a gente vai tendo mais familiaridade com ele. Hoje nós vamos falar de um tema, um subtema, que vai fazer parte do propósito de vida. Nós vamos conversar sobre o sacrifício, o valor do sacrifício. E eu já trago a história do valor do sacrifício para já começar afirmando que sacrifício tem valor. Por quê? Porque a gente viu que de um tempo para cá, em termos de humanidade, de história da humanidade, parece que essa história de sacrifício foi ficando mal vista, porque a gente olhou para trás e viu algumas coisas inadequadas com relação a sacrifício, a gente aboliu, a gente se afastou e a gente condenou. Não, não, não, isso daqui é fuja. E hoje quando a gente está numa roda de conversa e alguém fala assim: "Ah, eu me sacrifico por isso". As pessoas olham, por que se sacrifica? Parece que virou pecado. Por que você se sacrifica? Então, hoje a gente tá caindo num outro extremo. Parece que é proibido fazer alguma coisa se você não tá com vontade. Parece que é proibido fazer alguma coisa se você vai se esforçar para aquilo. Então, vamos desmistificar. Nem tanto o céu, nem tanto a terra. Não é assim. A gente não tá falando sempre sobre olhar os dois lados, sobre integrar os polos. Então, um dia, tudo bem que o sacrifício teve e al teve em alta conta de um jeito que não era bom, mas nem por isso o sacrifício em si deve ser eliminado da nossa vida. Aliás, o que que a gente consegue fazer sem uma certa dose de sacrifício que nos faça crescer? Tem muita coisa que a gente faz sem se sacrificar. Comer o que dá vontade, não precisa de sacrifício. Se eu puder comer só o que eu tenho, só o que eu desejo, ai que delícia. Não tem sacrifício, tá? Que que eu ganho com isso além do prazer? Que que me faz crescer? aquilo que eu vejo que me faz crescer, geralmente tem o sacrifício junto. Então, por que que a gente tem falado de um jeito ruim do sacrifício? Eu vejo até na educação que
zer? Que que me faz crescer? aquilo que eu vejo que me faz crescer, geralmente tem o sacrifício junto. Então, por que que a gente tem falado de um jeito ruim do sacrifício? Eu vejo até na educação que parece assim: "Ai, mas o meu filho vai sofrer, ai, mas o meu filho vai se frustrar. Ai, mas o meu filho vai ter que passar por isso, vai, porque isso faz crescer, isso faz amadurecer, isso faz se fortalecer. Se eu for pra academia e eu não tiver um pingo de sacrifício, não tá adiantando nada aí. Se a gente não der uma cansadinha, se não der uma erguida na frequência, se não sofrer um pouco para puxar ferro, não é assim que a gente fala? A pergunta é tá indo para lá com desencargo de consciência. Você tá indo lá só para isso, né? Se eu tô indo fazer um curso em que eu não me sacrifique nada, não tenha que ficar pensando, não tenha que dar uma estudada em casa, tá indo lá para aprender o que você já sabe, perdendo tempo. Se eu vou fazer um curso, vai ter que ter um certo sacrifício de eu ter que me esforçar para entender o que o professor tá falando, para eu ter que estudar mais em casa, para eu ter que pensar a respeito, fazer tarefa, exercício e para tudo, né? Se eu vou trabalhar e eu não volto, ou com o corpo cansado, com a mente cansada, o que que você tava fazendo lá, passando tempo? Então, tudo que a gente faz, que nos faz crescer, que ajuda o mundo, que torna a gente útil, precisa de uma certa dose de sacrifício da nossa parte. Então, quando um filho nosso fala assim: "Nossa, mas eu vou ter que fazer isso". Cansa é, pois é. Não é sair correndo para ir tirar aquilo que faz cansar o filho da frente, senão ele não cresce. Ai, mas eu tenho que fazer esse monte de tarefa. Dói muito. Ah, então mas é, quanto mais tarefa você fizer, mais você cresce. A gente precisa desmistificar. Nós estamos muito com dodói, muito dodói, né? Nossa, ai, mas eu não vou. Ai, esse emprego exige de mim. Ai, aquilo lá. A gente só olha como se a gente tivesse vindo paraa terra para encontrar aquilo que não nos dá
uito com dodói, muito dodói, né? Nossa, ai, mas eu não vou. Ai, esse emprego exige de mim. Ai, aquilo lá. A gente só olha como se a gente tivesse vindo paraa terra para encontrar aquilo que não nos dá trabalho, aquilo que não nos cansa, aquilo que não dói e aquilo que não exige nós uma certa dose de sacrifício. Aí a pergunta é: que mundo você vive? De onde você veio? Porque na terra não deve ser. Você já deve ser espírito superior que já aprendeu tudo que precisava, que já cresceu tudo que precisava, né? Não sei o que você tá fazendo aqui. Se você fizer parte do grau de evolução da terra, sinto muito, mas a gente vem pra terra para ter aflições, não como forma de punição, porque Deus tá de mal com a gente, mas que é por meio das das aflições que a gente cresce. É por meio das dores, do sofrimento, do obstáculo, do sacrifício que eu descubro potencial em mim. Nossa, eu me sacrifiquei, não é que eu dei conta? Puxa vida, eu consegui. Olha, olha onde cheguei. Olha eu lá atrás achava que eu nunca ia dar conta. Olha eu onde onde eu estou hoje. Mas pode ver que teve sacrifício para chegar onde eu cheguei. Então vamos lá. Vamos começar. Primeiro vamos analisar a palavra sacrifício. Quando a gente vai decompor ela para buscar a origem da palavra, lá nos nossos ancestrais, milênios, milênios atrás, quando a humanidade cunhou o termo sacrifício, ela estava querendo dizer o quê? Porque a gente vai usando e vai corrompendo, distorcendo a origem das palavras, né? O conceito das palavras, o significado lá atrás era junção de duas, era a junção de sagrado ofício, sacro ofício. E um sacro ofício, um ofício sagrado, uma tarefa sagrada, né? Ela requer o quê? esforço, perseverança, determinação. Então, vamos pensar: "Ah, eu quero eu quero desenvolver o o o lado artístico meu, eu vou ser pianista". Olha aqui, ofício sagrado, né? Que bonito. Eu vou ter que me desenvolver, estudar, treinar, não estar cansado, não acertar na primeira, continuar tentando. São décadas, são décadas. São 10 anos
ista". Olha aqui, ofício sagrado, né? Que bonito. Eu vou ter que me desenvolver, estudar, treinar, não estar cansado, não acertar na primeira, continuar tentando. São décadas, são décadas. São 10 anos estudando para você ter o mínimo, mas são décadas de esforço para você dedilhar o piano tranquilamente, sem sacrifício. Percebe que o sacrifício me faz em que eu relaxo e agora já não tem mais sacrifício, porque agora eu já internalizei aquilo que eu me dediquei a aprender. Vamos pegar um outro ofício, o a tarefa de uma bailarina, de um bailarino. Quando você vê ela rodopeando, dançando, deslizando no palco, ninguém fala que aquilo ali é feito com sacrifício. Ela não tá lá, ai ela está sorridente, ela está vivendo, ela está espiritualizada. Se ela for mesmo uma bailarina, ela está conectada com a música, ela está expressando sua alma. Agora, até chegar nesse ponto em que ela se solta para ela expressar artisticamente a dança, ela teve que se sacrificar muito. Aquele pé doeu, formou calo, a sapatilha de ponta, os músculos, o cansaço, a a decorar a a sequência, entender os movimentos e e é consciência corporal. Oh, é um baita sacrifício. O médico, o religioso, a mãe, o pai, a maternidade, a paternidade, o professor, qualquer um de nós que se dedique a uma causa, a ponto de dedicar tempo, de se dedicar, de suportar as dificuldades, de fazer, fazer, fazer, fazer até entender como faz, tem sacrifício. E aí depois a gente relaxa. Pronto, agora eu já dominei, internalizei, desenvolvi, agora eu posso fazer esse ofício sem tanto sacrifício. Mas eu só cheguei nesse patamar porque aceitei doses e doses e doses de sacrifício até ter o momento da conquista, da internalização. Então o sacrifício tem a ver com isso, com uma tarefa sagrada. E tarefa sagrada é qualquer uma que eu faça com a alma. Eu vou preparar um alimento pro meu filho. Eu vou pra cozinha. Não importa que tipo de alimento, quanta de diversidade eu tenho ali e de alimento para poder preparar refeição para ele. Eu posso fazer isso tornando
ar um alimento pro meu filho. Eu vou pra cozinha. Não importa que tipo de alimento, quanta de diversidade eu tenho ali e de alimento para poder preparar refeição para ele. Eu posso fazer isso tornando aquilo uma tarefa sagrada, porque eu vou prestar atenção, eu vou pôr carinho, eu vou estar atenta, eu vou tentar fazer da melhor forma possível, eu eu estou transformando. percebe que é algo um processo alquímico. Eu estou ali eh participando da tarefa com a alma. Eu não tô fazendo um negócio sem prestar atenção. Não é algo mecânico que eu simplesmente executo como se eu fosse um robô. O robô não vai se sacrificar nunca. O o robô executa tarefa. O sacrifício é a minha participação de alma no processo. E eu posso fazer isso com cada coisa. Eu vou preparar um café para você. Mas eu vou preparar um café participando, prestando atenção, pondo carinho, querendo que ele saia gostoso. Ou eu aperto o botão da máquina enquanto eu tô conversando com você e te dou um um xícara de café. O sacrifício é isso, é eu participar com a minha alma da tarefa que eu elaboro. Isso é sacralizar, isso é tornar sagrado qualquer atividade que eu faça. Bom, só que lá atrás, na época dos sacrifícios, né, sacrifícios de animais, sacrifícios humanos, aquilo nos aterrorizou. E a gente ficou com uma versão de sacrifício como se fosse coisa horrorosa. Não precisa disso. Para quê? Olha que absurdo que se faziam. Mas eu não sei o que estavam fazendo lá. Eu estou falando com o meu olhar de hoje. Eu estou falando com o meu ponto de vista de hoje. Mas será que naquela época eles estavam fazendo porque eles eram do mal, porque eles eram Não, eles estavam também se tornando sagrado um ofício. Só que veja, naquela época, hoje eu ofereço, por exemplo, a minha mão de obra, hoje eu ofereço a minha atenção. Naquela época você oferecia coisas. Veja que eles não tinham animais de monte para poder sobreviver. Os animais dele eram importantes, eram os maiores bens, porque era era sobrevivência. Eu aceito abrir mão de uma cabra, abrir mão de um
Veja que eles não tinham animais de monte para poder sobreviver. Os animais dele eram importantes, eram os maiores bens, porque era era sobrevivência. Eu aceito abrir mão de uma cabra, abrir mão de um bezerro. Eu aceito. Eu não vou tirar proveito disso. Eu vou desperdiçar a carne, o leite, tudo, a pele, porque eu estou oferecendo a Deus. Eu faço um ritual. Então lá tinha uma doação, porque tente imaginar, meu Deus, isso vai me fazer falta, mas não tem problema, porque eu estou mostrando pro Senhor que eu me sacrifico. Eu estou tornando isso sagrado simplesmente porque eu acho que isso vai impressionar o Senhor, porque a minha impressionariam. Percebe que a gente sempre traz Deus como a gente é? a gente eh eh esse Deus antropomórfico que a gente imagina Deus como a gente naquela época, muito provavelmente era isso que passava. Nossa, se alguém me oferecer um um sacrifício de um bezerro, au, porque é uma coisa importante, é um é um tesouro pra sobrevivência. Então, era a forma de mostrar que eu me desprendo do que para mim é essencial em amor ao Senhor, que não, que não era um amor, era um temor, era uma homenagem, mas aquilo não era um negócio absurdo, como a gente fala: "Nossa, que absurdo, que povo selvagem". Não existia ali a presença de um de uma experiência de alma. Era a forma como eles achavam, a gente achava, porque era a gente que estava lá, né? como a gente achava que a gente poderia dizer para Deus o quanto eu amo o Senhor. Hoje que eu já tenho um entendimento um pouco mais, né, amplo de consciência, eu sei que que agrada a Deus. Agrada a Deus o amor, porque Deus é amor. Eu entendo Deus como amor, então o que agrada a Deus é o amor. Então eu vou fazer um ato de amor em homenagem a Deus. Eu vou sacrificar tirando um pouco do meu pão e vou oferecer o pão para quê? Ao invés de jogar o pão pro nada, eu vou oferecer oferecer o pão para um outro que é um irmão meu filho de Deus que não tem o pão. Veja, eu continuo fazendo a mesma coisa. Eu quero agradar a Deus, então eu
vés de jogar o pão pro nada, eu vou oferecer oferecer o pão para um outro que é um irmão meu filho de Deus que não tem o pão. Veja, eu continuo fazendo a mesma coisa. Eu quero agradar a Deus, então eu tiro um pouco de mim para dar para aquele outro que ainda não tem o suficiente, tem menos que eu. A mesma coisa, só que em outro nível de evolução. Então, para desmistificar um pouco essa história do que a gente olha para trás e fala, ai ritual de sacrifício, na verdade era uma era um ritual de desapego, de oferenda do que mais se tinha na terra. Quando a gente olha as igrejas também de centenas de anos atrás e a gente fala: "Meu Deus, quanto ouro aqui dentro, esse ouro poderia ter matado a fome de muita gente. Mais uma vez é nosso olhar pequeno a respeito do que significava para eles. Porque se o ouro é importante para nós, imagina naquela época. E eles abriam mão de teu ouro para oferecer o ouro ao templo, para que Deus, que aquele templo era o templo aonde se visitava Deus, esse templo fosse valoroso. Agora, hoje a gente tem outro entendimento. Deus está na natureza, o céu aberto, OK? Mas naquela época eu eu tirava daquilo que era importante para mim e oferecia em homenagem a Deus. Então, sacrifício vai sempre ter relação com o sagrado, com aquilo que eu dou de de de precioso meu, em benefício de uma relação com Deus. Isso é sacrifício. Então, por que que a gente olha pro sacrifício com olhos ruins? Ah, eu não vou me sacrificar. Ai, eu fica se sacrificando. E, filho, não precisa de sacrifício. Por que que a gente despreza o sacrifício? Porque a gente é ignorante e não entende a profundidade desse conceito. E se a gente está falando de eh se a gente tá falando de propósito de vida, o sacrifício vai fazer parte. Porque para eu conquistar esse propósito, para eu entender qual é o propósito de vida, certamente eu vou precisar de doses de sacrifício, de tornar sagrado cada tornar sagrada cada tarefa que eu faça para que minha vida seja plena, para que eu não caia no vazio existencial, como a gente falou
ente eu vou precisar de doses de sacrifício, de tornar sagrado cada tornar sagrada cada tarefa que eu faça para que minha vida seja plena, para que eu não caia no vazio existencial, como a gente falou anteriormente. Para que tudo tenha sentido para mim, é preciso que seja sagrado. aquilo que eu faço precisa ser em tom sagrado, precisa ser entendido como sagrado. Então, ah, eu trouxe também dois trechos, um que é atribuído é do dois eh, textos, né? Um atribuído a Mahatma Gandhi e ele fala a seguinte frase, né? Um pensamento dele: "Quem não vive para servir, não serve para viver". Se eu não aceitar me sacrificar um pouco aqui, um pouco ali para servir a humanidade, eu não sirvo para viver. Isso é forte, né? Então, se eu quiser fazer só o que me agrada, só o que me é fácil, só o que me dá prazer, o que é gostoso, eu não vou me sacrificar, né? Se eu só faço o que eu gosto, o que é fácil, o que me dá prazer, o que não me dá trabalho, não vai ter sacrifício. O sacrifício é o meu serviço sagrado à humanidade. Se eu não quiser servir à humanidade, eu não sirvo para viver. Então ele dizia: "Quem está aqui na terra que faça valer a sua vida, que deixe a terra um pouco melhor do que ela era quando aqui chegou. E não vai dar para eu fazer isso sem eu aceitar um pouco de sacrifício, né? É profundo esse pensamento. E eu trouxe também um trecho de Marcos, capítulo 10, versículo 45, e diz assim: "O filho do homem, né, Jesus falando, o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate a muitos. Em resgate por muitos. Então, Jesus é o maior exemplo. Maior sacrifício quem fez na terra foi Jesus. Mas ele fez um sacrifício de verdade. Ele fez um ofício sagrado. Jesus não fez o sacrifício que a gente entende, ai coitado, doeu, sofreu, chorou, ele ele não. Jesus entendia o sacrifício por esse ponto de vista real que é: "Eu venho em nome de Deus para um trabalho sagrado, para um ofício sagrado, para um sacro ofício, para um sacrifício." Jesus veio se sacrificar no sentido de
ifício por esse ponto de vista real que é: "Eu venho em nome de Deus para um trabalho sagrado, para um ofício sagrado, para um sacro ofício, para um sacrifício." Jesus veio se sacrificar no sentido de veio para fazer um trabalho sagrado, que é ensinar a humanidade os verdadeiros valores, o amor. Olha que lindo isso. O ofício de Jesus veio ensinar trazer o amor à terra. Como que isso pode ser ruim? Coitado. Você vê que visão nossa, pesada. É porque a gente só queria vida de prazer, de gozos, de de coisas curtidas e gostosas. A gente não enxerga o valor de uma tarefa feita com dedicação em benefício do outro. O filho do homem não veio para ser servido, para ter prazer, para descansar. O filho do homem veio para servir, para se sacrificar em benefício do amor à humanidade. Bom, sacrifício, espero que a gente esteja desconstruindo essa forma de ver como se fosse uma coisa ruim, né? A gente, é óbvio que se sacrificar pelo que não é necessário, aí é masoquismo, mas se sacrificar com fim útil, isso é doação. Isso é alguém que se dispõe a servir ao outro, à humanidade. Mas vamos lá que a gente já vai entrando. Ã, ah, antes da gente entrar em Joan, eu pus aqui, ó, o que temos sacrificado e a quem temos sacrificado ou por quem temos sacrificado? Essa pergunta vocês anotem porque vocês deveriam, minha sugestão, meu convite, na verdade é, vamos ficar com essa pergunta ao longo da semana. O que eu tenho sacrificado e a quem eu tenho sacrificado? Por quem eu tenho sacrificado? Que que eu tenho sacrificado? Tenho sacrificado, por exemplo, minha saúde. Ah, eu tenho sacrificado um pouco minha saúde. Por quem? Para quem? para cuidar dos meus filhos pequenininhos. Nossa senhora, eu não tenho dormido direito, eu como quando dá tempo, porque são pequenininhos. Eu tô inventando, né, gente, porque meus filhos já são adultos. Mas eu passei por isso. E a gente perde o perde sono, come quando dá tempo. Então, sim, a gente sacrifica um pouco da nossa saúde quando a gente cuida, por exemplo, de crianças
filhos já são adultos. Mas eu passei por isso. E a gente perde o perde sono, come quando dá tempo. Então, sim, a gente sacrifica um pouco da nossa saúde quando a gente cuida, por exemplo, de crianças e a gente precisa no ritmo delas, a a necessidade delas. Depois elas vão se encaixando no ritmo da vida. Aí tudo flui, eu posso voltar a cuidar bem de mim, mas eu posso me sacrificar por uma criança pequenininha quando eu me dou a ela. Olha que sacrifício mais lindo. Tem ofício mais sagrado do que um ser humano se doar a outro. Emprestar o próprio corpo, a mãe que abriga no seu ventre, o seu filho. Emprestar o próprio corpo, aceitar as mudanças que o corpo vai sofrer, aguentar as as mudanças de hormônio e o quanto isso mexe com a emoção. Depois enfrentar o parto. Tudo isso é um trabalho sagrado, né? Que mais que eu posso estar sacrificando? Ah, eu estou sacrificando o dinheiro em benefício da construção de uma casa. Eu tinha lá uma conta bancária bem gordinha. Oh, eu ficava orgulhosa do que eu tinha conseguido conquistar. Aí eu transformei esse dinheiro que porque o dinheiro tava lá, eu podia fazer tudo, eu podia viajar, eu podia sentir prazer, eu podia viver tranquila, mas não. Eu transformei numa casa. E eu transformei numa casa. Por quê? Porque eu quero que os meus filhos tenham segurança de um lugar. Se eu caso caso caso eu não esteja aqui amanhã, pelo menos isso eles terão. Olha que bonito esse sacrifício, né? Meu trabalho se transformou em dinheiro, o dinheiro se transformou em teto para minha família. Então, quais são os meus sacrifícios? Que eu tenho certeza que todo mundo se sacrifica. Tenho certeza. Talvez de cara a gente fala: "Ah, acho que eu não tenho me sacrificado não". E a gente se sinta até mal, mas não tenho certeza que a gente faz, por exemplo, ah, eu estou, sei lá, com a minha mãe doente, sei lá, uma avó. Então, eu tenho dedicado as minhas noites, que antes eu ficava descansando, saía com os amigos, eu tenho dedicado a ir visitá-las, aí eu preparo um bolinho em casa e levo.
mãe doente, sei lá, uma avó. Então, eu tenho dedicado as minhas noites, que antes eu ficava descansando, saía com os amigos, eu tenho dedicado a ir visitá-las, aí eu preparo um bolinho em casa e levo. Ou às vezes eu levo uma coisa para ler para elas, ou às vezes a gente assiste um filme juntas. Estou sacrificando meu tempo de lazer em benefício do convívio, do cuidado, da atenção, do amor aos meus antepassados. Então, quais são os seus sacrifícios e por quem você tem se sacrificado? Eu acho que é uma tomada de consciência importante, porque mexe também com o nosso alto valor. A gente vai se reconhecer: "Puxa vida, eu já sou capaz de fazer isso, eu tenho feito aquilo". Ou talvez a gente fale assim: "Nossa, acho que tá precisando de mais atenção". Porque acho que eu não tenho sacrificado nada, não. Não tô achando muita coisa aqui. Talvez eu precise olhar mais para isso e e e me reprogramar nas minhas atividades. Talvez eu precise caiba na minha vida. Eu tenha condição de um pouco mais de sacrifício. Talvez eu dedique o sacrifique o meu sábado de manhã para fazer visitas à comunidade e poder conversar com as pessoas. Eu adoro falar. De repente eu levo uma palavra ou eu levo uma cesta básica para ver se alguém precisa de ajuda. Acho que vale a pena, gente, pôr na balança esse sacrifício nesse sentido que a gente tá conversando. Não no sentido de sair sofrendo à toa, mas no sentido de tornar mais sagrada alguma atividade que você faça em benefício de alguém, né? Bom, então vamos entrar em Joana e eu vou pro homem integral capítulo 6, que ela fala do quanto a gente a gente foge de se sacrificar. Isso vai ter relação o quê? Com o nosso grau de evolução e maturidade espiritual. Óbvio que se você falar para uma criança, você quer sacrificar esse doce que você tem três, você quer sacrificar um deles em benefício da outra criança que não tem nenhum, ela vai falar: "Não, eu prefiro ficar com os três mesmo." Ela não tem ainda entendimento, ela não alcança isso que a gente está falando. Então, o
eles em benefício da outra criança que não tem nenhum, ela vai falar: "Não, eu prefiro ficar com os três mesmo." Ela não tem ainda entendimento, ela não alcança isso que a gente está falando. Então, o quanto eu sou capaz de oferecer em benefício do outro, o quanto eu sou capaz de servir, tem a ver com o tanto de maturidade espiritual que eu tenho, né? Então, o homem integral, capítulo 6, Joana diz: "Fugindo das situações que exigem definição, parte para as formulações e comportamentos parasitas, buscando amparo nas pessoas que consideram fortes, que considera fortes e são eleitas como seus heróis ou seus superiores. Portanto, tudo o que elas empreendem se apresenta corado de êxito. Não se dá conta da luta que travam, das renúncias e sacrifícios que se impõe. Essa parte não lhes interessa, ficando propositadamente ignorada. Então aqui é a gente do outro lado da história. Então quando alguém se sacrifica por nós e a gente fala: "Ai, meu herói, meu pai, meu salvador, meu protetor, recebe, recebe". como se para ele fosse obrigação. Eu não sou capaz de enxergar o sacrifício que ele está fazendo para me atender. Porque qual que é o objetivo da vida? é que a gente se ajude. Então, hoje esse que está acima de mim consegue me dar, mas eu já tenho alguém a quem eu possa oferecer aquilo que eu recebo. Então, eu tenho um herói que me ajuda, mas eu também me responsabilizo, eu também me comprometo a ser herói na vida de outra pessoa que tem menos que eu. Esse ciclo que funciona na jornada da vida. Um dia eu recebi, no outro dia eu dou. Hoje alguém se sacrifica por mim, amanhã eu me sacrifico pelo outro. Um dia alguém trabalhou para pagar os meus estudos, a minha comida, o meu remédio. Outro dia sou eu que faço a mesma coisa ofertando pro outro. Mas hoje a gente escuta muito assim: "Ah, não vou ter filho, dá muito trabalho, exige muito de mim". Pois é, você só está vivo para poder dizer isso porque alguém não pensou assim. É duro. Eu sei que eu fui dura agora, mas é verdade. Não tô dizendo que todo mundo tem
to trabalho, exige muito de mim". Pois é, você só está vivo para poder dizer isso porque alguém não pensou assim. É duro. Eu sei que eu fui dura agora, mas é verdade. Não tô dizendo que todo mundo tem obrigação de ser de ser pai e mãe, porque nem todo mundo tem realmente programação para isso. Não tem nem demanda, às vezes não não é para ser. Mas você dizer que você até pensou, cogitou, ter vontade, mas você vai abrir mão do sacrifício de ser pai ou de ser mãe, porque você não quer se sacrificar por ele. É você, você só tá podendo dizer isso porque alguém antes de você não pensou assim e aceitou o sacrifício de encarar uma maternidade, uma paternidade, né? Então, acho que é interessante a gente prestar atenção nisso, né? Quantas vezes a gente não se dá conta das renúncias e sacrifícios que alguém faz por nós e a gente enche a boca para dizer: "Eu não sofro à toa não. Eu me cuido e isso daí não tem nada a ver comigo. Cuido da minha vida." E a gente não tá percebendo que quem tá falando isso é a voz do egoísmo. Eu só quero receber, receber, receber. É direito, direito, direito, direito. Aonde eu vou, só olho aquilo que me beneficiam. O filho do homem não veio para servir, mas para ser servido. Ou melhor, não veio para ser servido, mas para servir. Cadê eu nesse nessa proposta de seguir a Jesus? Só quero ser servido. Só quero ser servido. Não. Cadê a minha participação, gente? Já tô recebendo muito. Recebo disso, recebo daquilo. Meu Deus, deixa eu colaborar com algo. Cadê essa participação? Nossa, né? Vamos agora pro livro Plenitude, capítulos 1 e 4. Capítulos 1 e 4 do livro Plenitude, que aí Joana vai falar também, não adianta ficar forçando a barra, né? Não adianta querer ser masoquista, porque isso não é ser, não é sacrificar. Sacrificar tem que ter um fim útil. Eu sofrer por sofrer, eu ficar me machucando, me martirizando, né? Não funciona. Isso não é sacrifício. Isso é não cuidar de si, né? A gente tem que se amar. O valor do nosso sacrifício tem que tem que gerar um benefício pro
ficar me machucando, me martirizando, né? Não funciona. Isso não é sacrifício. Isso é não cuidar de si, né? A gente tem que se amar. O valor do nosso sacrifício tem que tem que gerar um benefício pro mundo, para alguém. Então, Joana diz: "Paralelamente, o estoicismo, herdeiros de alguns comportamentos orientais, tentou imunizar o homem estimulando-o a uma conduta de graves sacrifícios, que sem embarco, é desencadeadora de sofrimento." Então, assim, ah, estoicismo, né? Então assim, sofrimento, sofrer para se libertar, não. Você procurar sofrer não funciona. Isso não é enfrentamento, isso é masoquismo, né? Eh, a dor, porém, não é uma punição. Antes revela-se um excelente mecanismo de vida a serviço da própria vida. Tem que ter um fim útil. Sofrer por sofrer é egoísmo. Eu tô olhando para mim. Ah, então falaram que sofrer faz crescer, então agora eu quero sofrer para eu crescer. Tô olhando só para mim. Não. Você veio aqui para crescer. para ajudar os outros. Ao fazer isso, você vai encontrar pelo caminho aflição, sofrimento, obstáculo, sacrifício. Mas não adianta querer ir atrás disso só para crescer, né? Não dá para forçar assim, tem que ter um fim útil. Em alguns casos, o sofrimento em si mesmo ainda é a melhor terapia para o progresso humano. Enquanto sofre, o homem menos se compromete, demorando-se em reflexão. É verdade, então, que o sofrimento nos ajuda nesse sentido. Quando eu tô sofrendo, eu não tô me comprometendo. E quando eu tô sofrendo, eu posso estar espiando ações ruins do passado, uma escolhas. Estou me livrando de comportamentos ruins do passado. De onde parte as operações e equilíbrio? É comum a mudança de comportamento para pior quando diminui os fatores afligentes. Ou seja, eu estou sofrendo, tô bem santinha. Ai agora eu vou mudar de vida, eu prometo. Aí o sofrimento vai embora, eu volto para aquela vida anterior e vamos de novo, né? Na vida louca. Esquece de tudo que prometeu, não aprendeu nada com o sofrimento. Isso é muito comum. Uma sede de comprometimento para assaltar o
eu volto para aquela vida anterior e vamos de novo, né? Na vida louca. Esquece de tudo que prometeu, não aprendeu nada com o sofrimento. Isso é muito comum. Uma sede de comprometimento para assaltar o indivíduo, parece assaltar o indivíduo imaturo por parte de futuras situações penosas. Eh, que parte de para futuras situações penosas, complicando os parcos recursos de que dispõe. Então, às vezes a gente acha que quer, a gente quer dar o passo maior que a perna, né? Então, a gente quer criar situações. Por isso que eu falei, não adianta você, a gente costuma falar, não adianta você falar, ah, não, quero ser igual São Francisco, aí tira a roupa, despoja de tudo e não é seu isso. Essa história não é sua. Viva a sua história. Enfrente o que é seu de enfrentar. Então, talvez você não esteja ainda nesse ponto de se desapegar de tudo. É ilusão, né? É, é, é forçar a situação. Lide com o que a vida te traz. Não crie embaraços para si. Desse modo, a duração do sofrimento muito contribui para uma correta avaliação dos atos a que ele se deve entregar. Por que se origina no primitivismo pessoal? Pensamentos e ações reprocháveis induzem-no a uma existência infeliz, da qual se liberta somente quando se resolve por escalar a montanha do esforço direcionado para evolução, a serenidade, a harmonia, trabalhando os metais grosseiros da individualidade e moldando-os no calor de sacrifício. Então, que que a gente tem que fazer? Não é sair correndo atrás de dor, de sofrimento, não é gerar auto flagelo, não é ser masoquista, mas prestar atenção em nossos pensamentos e ações reprocháveis. Esse é o verdadeiro sacrifício, é se analisar, é descobrir os próprios vícios, as próprias sombras e aí sim se sacrificar para superá-las, para iluminar as sombras, para se desapegar dos vícios, para superar os obstáculos da vida. Aí vale a pena a gente procurar esse tipo de sacrifício. Sim, nos faz bem, nos ilumina, nos engrandece. Vamos agora para o amor imbatível. Amor, capítulo 5. Como viver na terra? Bom,
stáculos da vida. Aí vale a pena a gente procurar esse tipo de sacrifício. Sim, nos faz bem, nos ilumina, nos engrandece. Vamos agora para o amor imbatível. Amor, capítulo 5. Como viver na terra? Bom, amor imbatível, amor, capítulo 5, ela vai falar justamente sobre esse o que é esse bem viver. Porque talvez se a gente fala, ai, que que é uma boa vida na terra, né? A gente vai falar, ah, é você não ter preocupações, é você ter dinheiro para fazer o que precisa, é você poder desfrutar da vida com sua família. é você se sentir realizada. Isso é bem viver na terra. Mas se a gente for ver Joana e o próprio evangelho, né, que ele fala sobre a felicidade possível na terra, o Evangelho Segundo o Espiritismo, felicidade eh e infelicidade, a gente vai talvez inverter. E talvez a gente fala assim: "Nossa, se você tiver uma vida na terra", imagina, gente, a gente reencarna no nosso grau de evolução. Pensa que a gente tem um passivo enorme, a gente tem uma bagagem gigante de tudo que a gente aprontou, dos erros, dos equívocos, dos arrependimentos. A gente vem com uma bagagem enorme. Aí a gente chega na terra, a gente fica aqui, sei lá, 70, 80, 80 anos. E a nossa vida inteira a gente só ficou tranquilo, nunca faltou nada. A gente curtiu a vida, passeamos um monte, comemos de tudo, bebemos, dormimos, praticamos sexo, desfrutamos, curtimos, 80 anos, vamos embora. Que que adiantou vir para cá? Não que a gente não aprenda, a gente aprende com tudo. Certamente essa vida também ofereceu oportunidade de conscientização, de tomada de consciência. A gente conheceu coisas, a gente aprendeu, mas concorda que não foi a vida mais produtiva pro espírito? Tanto que a gente fala para pessoas que passam pela vida tendo um monte de turbulências, a gente fala: "Nossa, hein? deve ter ganhado aí umas três reencarnações. Por quê? Porque teve muita dificuldade. Passou por isso quando era criança, depois adulto sofreu aquilo, depois teve uma doença, daí superou a doença, depois ficou desempregada, aí conseguiu e aí
ões. Por quê? Porque teve muita dificuldade. Passou por isso quando era criança, depois adulto sofreu aquilo, depois teve uma doença, daí superou a doença, depois ficou desempregada, aí conseguiu e aí foi na e na e quando ficou velhinho ficou sozinho. Nossa, foi uma vida turbulenta. Só que imagina o que que esse espírito não teve que vencer. Não necessariamente. Às vezes passou a vida inteira reclamando, né? Não basta passar, não basta sofrer. É o bem sofrer do evangelho que faz a gente crescer. Mas a pergunta é, se eu se eu fizer essa pergunta, que que é uma boa vida aqui na Terra? Que que é viver bem? Certamente a gente vai falar: "Ah, é não ter preocupação pro espírito, não é? Aproveitar o máximo possível das oportunidades para crescer, para se engrandecer, para se desenvolver, para resgatar o que ficou no passado, né? Então é isso que Joana vai trazer sobre se viver bem. Ela fala assim: "Viver da melhor forma possível é desafio imediato é o desafio imediato viver bem, desfrutando dos dos recursos que a natureza e a inteligência proporcionam para bem viver". Que são as realizações internas com o desenvolvimento ético adequado que proporcionam bem-estar interior, eis a razão porque lutar. Então ela faz um trocadilho interessante. Ela fala que você viver bem para bem viver. Ou seja, viver bem significa viva bem. Aproveite os as oportunidades, cresça, aprenda, fortaleça. Para quê? Para bem viver. Esse bem viver é ter crescer. Nossa, eu saí daqui, tão resgatei um monte de coisas. Então, eu fiz um bem viver. Olha, você teve um bem viver. Por quê? Porque você cresceu muito nessa encarnação. Como que você conseguiu? Porque eu vivi bem. Eu vivi bem aproveitando as oportunidades, não fugindo do sacrifício, me doando pros outros, resgatando o meu passado. Então, eu vivi bem essa vida para ter uma bem vivida vida. Ai, você teve uma uma vida bem vivida, né? Sim. Por quê? Porque eu soube viver. Porque eu vivi bem. Eu soube fazer escolhas e aí passa o sacrifício por isso. Deu para entender o
r uma bem vivida vida. Ai, você teve uma uma vida bem vivida, né? Sim. Por quê? Porque eu soube viver. Porque eu vivi bem. Eu soube fazer escolhas e aí passa o sacrifício por isso. Deu para entender o trocadilho? Ela ela continua: "Tal conquista sempre se consegue mediante esforço, sacrifício, da não aceitação comodista, partindo-se para a luta de crescimento pessoal, de transformação ambiental que facultam a existência feliz." Tá vendo? Não, não dá para fugir do esforço, do sacrifício, da dedicação, do comprometimento, se a gente quiser facultar uma existência feliz. Ainda Joana diz, o desabrochar da flor rompendo o claustro, né, onde se ocultam o perfume, o pólen, a vida é uma forma de, opa, despedaçamento. Veja que existe um sacrifício da planta, gente, pr para romper o a semente, para germinar, sair da terra, para crescer, para depois desabruchar em flor. é um sacrifício para fazer esse desenvolvimento, né? Então, é uma forma de despedaçamento que ocorre, no entanto, no momento próprio. Para quê? Para gerar a harmonia, preservando a estrutura, o conteúdo, a fim de se repetir a espécie, dar continuidade à espécie. O parto, olha, eu tinha falado do parto, acho que eu lembrei daqui, o parto que propicia a vida é também doloroso, só quem passa para saber. é um processo que muitas vezes faculta uma certa dilaceração, tem um sacrifício corporal durante o parto. O sofrimento, portanto, seja ele qual for, demonstra a transitoriedade de tudo e a respectiva fragilidade de todos os seres e de todas as coisas que o cercam, alterando as expressões existenciais, aprimorando-as, ampliando suas resistências, fortalecendo seus valores que se consolidam. na sua primeira faceta demonstra tudo que passa inclusive a sua presença. Então, o que que Joana está dizendo aqui? Eh, ela está falando pra gente que esse viver bem para ter uma boa vida, né, para ter uma vida bem vivida, melhor dizendo, então eu viver bem hoje para lá no futuro falar: "Puxa vida, eu tive uma vida bem vivida, soube
do pra gente que esse viver bem para ter uma boa vida, né, para ter uma vida bem vivida, melhor dizendo, então eu viver bem hoje para lá no futuro falar: "Puxa vida, eu tive uma vida bem vivida, soube aproveitar o melhor dela". Isso passa pelo esforço, não passa pela aceitação acomodada, passa pelo esforço, inclusive pelo despedaçamento, algumas alguns momentos, pela dilaceração em outros momentos. É o herói que termina a sua batalha, termina sua jornada, falou melhor, melhor dizendo, com cicatriz. O herói que começa a jornada heróica, né, na descrição lá de Campbell, ele começa limpinho, fortão, saudável, não tem ruga, não tem cicatriz. Aí ele vai e ele cai e ele tomba e ele levanta e ele luta e ele apanha e ele ressuscita e ele vai. Quando ele termina, você olha para ele, você imagina um ser amadurecido, cabelo branco, rugas no rosto, marcas, cicatrizes, mas lá ele tem muito mais profundidade, significado, conteúdo do que antes de se sacrificar no processo da jornada heróica da alma, né? a gente para se tornar herói de si mesmo, vai cair, vai sofrer, vai apanhar, vai levantar, vai seguir, vai se fortalecer, né? Então, faz parte esse sacrifício realmente é da lei da vida. E Joana fala isso. Vai ter dilaceração, vai ter despedaçamento. Só continua, só segue, porque isso não está te consumindo nem te derrubando. Isso está forjando o seu caráter, o seu ser, o seu espírito. Então, não vamos ter medo do sacrifício, da dor, da dificuldade. Vamos olhar para isso com esse olhar. Ah, isso daí é a forja que tá me fazendo, que tá me me deixando ser quem eu sou em potência, que está me desabrochando, né? Vai doer, mas vai me transformar. É o fogo que vai dando forma ao metal, né? Nós somos esse metal. E o fogo que nos dá forma, que nos dá utilidade, são as dores, o sacrifício, o sofrimento, né? o esforço. E aí a gente vai para Jesus e Atualidades, capítulo oito. Capítulo oito de Jesus e Atualidade. Ela vai falar um pouquinho sobre essa harmonia. E e eu lembrei, antes de ler, Joana, eu
o, né? o esforço. E aí a gente vai para Jesus e Atualidades, capítulo oito. Capítulo oito de Jesus e Atualidade. Ela vai falar um pouquinho sobre essa harmonia. E e eu lembrei, antes de ler, Joana, eu lembrei que no no na mitologia grega, quando a gente vai falar sobre a deusa harmonia, é muito interessante, porque eh da de onde como é que nasce, qual é a origem da deusa Harmonia? de onde vem a harmonia. E olha que interessante a sabedoria dos dos gregos, né, da dos dos desses ancestrais, né, da humanidade. Eles contam que a filha eh a harmonia é filha de dois deuses, da deusa Afrodite com o deus Áis. Quem é Afrodite e quem é Áries? Afrodite é a deusa do amor, né? A deusa do amor. E Áries é a deusa da guer é o deus da guerra. Então, os eh gregos entenderam que a união de amor com guerra gera harmonia. E num primeiro momento a gente fala: "Ah, como assim? A harmonia é filha só do amor. A harmonia filha do amor, da paz." Não. A harmonia é equilíbrio. Quando a gente fala eles viveram em harmonia significa que os dois lados se entenderam. Olha que sabedoria. No nosso grau de evolução não é só luz, não. Não, a gente ainda não está nos últimos degraus do dos mundos evolutivos. Nós não estamos lá nos mundos eh felizes, nos mundos plenos. No nosso mundo ainda tem sombra. A gente vai conseguir a harmonia, não é negando a sombra, afastando os a violência que existe em nós, é integrando, é aproximando, é falando a respeito, é a união, é a integração dos polos, como diz Jung, né? Então é o amor com a guerra que ao se unir eles se equilibram e aí a gente gera harmonia. Existe uma guerra acontecendo. Como é que eu desinflamo essa guerra quando o amor vem? Ah, pronto, agora a gente pode estar em harmonia, né? Então eu preciso dos dois. E no nosso grau de evolução, esse amor puro, ele ainda não existe. É ilusão, é utópico. Ah, não. Vamos fingir que não existe guerra, então o amor só tem amor. Olha que harmonia. Não é. Quem que tá aí? Só Jesus. A gente não tá aí. Então, para eu conseguir harmonia, não é falando que só
o. Ah, não. Vamos fingir que não existe guerra, então o amor só tem amor. Olha que harmonia. Não é. Quem que tá aí? Só Jesus. A gente não tá aí. Então, para eu conseguir harmonia, não é falando que só existe o amor e negando e fingindo que não existe a guerra, é trazendo o amor para lidar com a guerra, pra gente poder ter equilíbrio e ter a harmonia, né? Imagina o sacrifício para conseguir. Vamos pensar isso internamente. Tem o lado meu guerreiro. Guerreiro no sentido de irritado, de guerra, de violência, que quer pegar todo mundo pelo pescoço. E eu vou ter que fazer o quê? Não posso soltar esse esse monstro para ir fazendo violência lá fora. Que que eu faço? Reprimo, não funciona. Pega o amor e abraça esse lado. Então, quando a gente conseguir juntar os os nossos potenciais, eu tenho potencial também para amor. Eu tenho potencial pro cuidado, para ajudar, para servir. Então, quando eu conseguir juntar esses polos dentro de mim, eu gero a harmonia. E aí Joana diz, né, Jesus e atualidade capítulo 8, o dever que te impõe renúncia e sacrifício também te alça a harmonia, liberando-te dos conflitos e das dúvidas. Não cesses de crescer interiormente. A insatisfação com o que já lograstes sem rebeldia será a tua motivação para conquistas mais expressivas. Ai que lindo. Ela ela termina poética, né? Que que ela tá dizendo então? que esse sacrifício é que vai me levar à harmonia. É esse sacrifício que vai me fazer liberar dos meus conflitos e das minhas dúvidas. Não cesses de crescer. Por quê? Porque essa insatisfação que me faz, mas não rebelde, né? Não é uma insatisfação que briga com todo mundo, que se sente vítima, não. Essa insatisfação de que eu quero mais, eu quero aprender mais, eu quero me superar mais. Essa insatisfação, ela será a motivação para minhas conquistas mais expressivas. Fica então esse convite para que a gente pense que sacrifício gera harmonia. Não vai dar pra gente ter uma vida equilibrada, harmônica, sem uma dose de esforço, de sacrifício, de doação.
expressivas. Fica então esse convite para que a gente pense que sacrifício gera harmonia. Não vai dar pra gente ter uma vida equilibrada, harmônica, sem uma dose de esforço, de sacrifício, de doação. Então, vamos desconstruir essa visão de que hoje é pecado sofrer, não pode se sacrificar, você tem que só curtir a vida. Ilusão, não caiam nessa. A gente não veio aqui de passeio, não. Estamos no recreio na Terra. Estamos numa escola, estamos num campo de batalha da gente com a gente mesmo. Estamos num hospital curando nossa alma. É preciso esforço, trabalho, sacrifício. Aí sim a gente vai mais facilmente detectar o nosso propósito de vida. Obrigada mais uma vez pela presença de vocês, por me acompanharem. É uma alegria para mim, eu não canso de falar. E a gente se vê semana que vem, se Deus quiser.
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