#36 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 06/06/2023 (há 2 anos) 26:48 5,291 visualizações 835 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 36: Perguntas e Respostas » Apresentação: Leonardo Machado

Transcrição

Muito bem, estamos aqui mais uma vez para podermos entrar nas nossas perguntas e respostas. Toda primeira terça-feira do mês, nós temos dedicado um espaço para responder questionamentos que chegam até nós. e convido você para que possa mandar suas dúvidas sobre saúde mental, para que a gente possa responder numa perspectiva espiritista, numa perspectiva de união entre conhecimentos médicos, conhecimentos psicológicos e conhecimentos espíritas para que você mande eh no YouTube da Mansão do Caminho, mas não ao vivo, porque às vezes no chat ao vivo a pergunta eh vai se perder. manda lá no nas perguntas que ficam no vídeo gravado eh do YouTube ou então no nosso Instagram Prof Leonardo Machado, que a gente vai selecionando e vai trazendo uma vez por mês nesse programa. Uma das perguntas que eh faz muito sentido a gente poder fazer aqui e compartilhar com todos é a questão seguinte: qual a distinção entre transtorno e distúrbio? É, é muito, parece algo simples, mas não é. envolve aí toda uma questão conceitual e toda uma questão também de como as pessoas veem, né, a própria medicina vem as questões da psiquiatria. Eu ainda ampliaria essa pergunta para um outro termo, doença, doença, transtorno ou distúrbio psiquiátrico. em geral e temse colocado que doenças são aquelas situações, aqueles diagnósticos em que nós sabemos mais de forma definida o que é que gerou, qual é a causa, qual é a etiologia. Por isso que na psiquiatria as pessoas tendem e a própria medicina tende a colocar transtornos eh mentais, adoecimento mental, transtornos psiquiátricos, distúrbios psiquiátricos, tá? Então, entre transtorno e distúrbio, eh, não tem uma diferença clara, é mais a questão do tempo. E às vezes as palavras vão ganhando uma certa conotação, eh, pejorativa, uma conotação ruim, uma conotação de xingamento e às vezes há uma mudança. Então, o transtorno e distúrbio é mais uma questão histórica. Por exemplo, quando eu falo distúrbio, eh às vezes soa um pouco pior na cabeça das pessoas. eh transtorno eh eh às

s vezes há uma mudança. Então, o transtorno e distúrbio é mais uma questão histórica. Por exemplo, quando eu falo distúrbio, eh às vezes soa um pouco pior na cabeça das pessoas. eh transtorno eh eh às vezes tem soado de uma maneira menos negativa e doença a gente acaba encontrando mais quando se refere a outros diagnósticos, né, que não sejam da psiquiatria. Mas aí nós temos uma questão que de certa forma é conceitual e que envolve um certo preconceito. Por quê? Porque se diz que os diagnósticos da psiquiatria seriam transtornos, né, ou distúrbios, porque não se saberiam muito as causas. Só que eh nós podemos dizer hoje que nós temos uma le um grande leque de conhecimento sobre as causas. O que nós não temos dentro do campo da psiquiatria são muitos exames complementares para identificar em você, no seu familiar, qual é a causa eh específica ou quais são as causas específicas. Até porque nós temos a seguinte questão, eh, nenhum adoecimento consegue acontecer em uma pessoa, um adoecimento psíquico, eh, apenas por um fator. Um único fator, ele é responsável no máximo, por 25% eh do adoecimento. Então isso quer dizer que, por exemplo, eh, uma pessoa da família, né, que gera um transtorno, gera uma dificuldade na tua vida, não é ela a única causa. Ela pode ser um fator importante, um fator ambiental, mas a pessoa só vai adoecer de depressão, só vai adoecer de transtorno de pânico se além desse fator ambiental ela tiver uma predisposição genética. Porque esse fator ambiental, por exemplo, ele poderia gerar um estresse em ger em geral, né? diminuir a tua imunidade e você ter mais infecções. Eh, ou então, vamos supor que você tivesse uma tendência alérgica, aí você teria uma diminuição da imunidade e teria mais facilmente quadros eh alérgicos. Então assim, o fator ambiental ele não consegue explicar especificamente o porquê de um adoecimento eh psiquiátrico específico. Ele entra dentro da das causas eh como um todo, tá? Agora, o fato de a doença psiquiátrica, e aí eu tô usando doença

gue explicar especificamente o porquê de um adoecimento eh psiquiátrico específico. Ele entra dentro da das causas eh como um todo, tá? Agora, o fato de a doença psiquiátrica, e aí eu tô usando doença para poder sair do preconceito, para mostrar que o que acontece com as pessoas que passam por depressão é também um adoecimento tanto quanto outros adoecimentos. O que acontece é porque a depressão, por exemplo, é uma doença complexa. E quando eu falo uma doença complexa, eu tô dizendo um termo técnico. O que é uma doença complexa? uma doença que tem múltiplos fatores, que tem vários fatores. Então, uma doença complexa, ela significa dizer que é uma doença que é poligênica, ou seja, são vários genes que atuam para gerar um adoecimento e multifatorial. Também não dá para explicar só por causa da genética. você tem que ter múltiplos fatores e esses múltiplos fatores geralmente não é só um fator ambiental, são vários fatores ambientais que se somam. Então é isso que significa uma doença complexa. Mas você tem várias outras doenças que são complexas na medicina, como hipertensão arterial sistêmica, como diabetem mélitos. Ora, e essas doenças ninguém chama de transtorno da, né, da pressão elevada, transtorno do açúcar elevado. Por quê? Porque é como se a gente tivesse menos preconceito quando afeta o corpo em geral, mas quando afeta o, né, vamos pens, vamos esquecer aqui dos aspectos espirituais e vamos pensar só o aspecto biológico. Quando afeta essa nossa região, né, ou seja, a cabeça, a o cérebro, a gente tem uma uma certa um um certo preconceito, um medo muito grande de adoecer de coisas que afetam o nosso cérebro. E o nosso cérebro, ele não é só responsável pela função motora. Eu tô mexendo meu braço, não só porque meu braço está com a musculatura preservada, mas porque tá com a inervação preservada e porque o meu córtex motor está mandando eu mexer o meu braço. Então, o cérebro tem uma função motora e uma função sensorial. Eu tô tocando na minha mão e estou sentindo a minha mão eh

ção preservada e porque o meu córtex motor está mandando eu mexer o meu braço. Então, o cérebro tem uma função motora e uma função sensorial. Eu tô tocando na minha mão e estou sentindo a minha mão eh sendo tocada. Então, tem uma função sensorial, sendo que a parte motora e a parte sensorial elas são mais estudadas, né, por doenças que são dentro da neurologia, tá? Então, se a pessoa tem um acidente vascular cerebral, um acidente vascular encefálico, ela é afetada numa área motora ou numa área sensorial, ninguém tem dúvida que aquilo é alguma coisa. Agora, quando é afetado o cérebro dela eh em aspectos comportamentais, em aspectos emocionais, é como se isso fosse uma falta de vontade, uma falta de fé, como se fosse uma fraqueza moral, né? E as doenças da psiquiatria, elas afetam prioritariamente afetam, na sua grande maioria, né, áreas emocionais e áreas comportamentais do cérebro. E aí eu tô falando especialmente de uma região chamada sistema límbico, uma região amídala cerebral, não é a amídala da garganta, é a amídala cerebral, o córtex préfrontal, ou seja, uma série de áreas que já são bem estudadas. Então, acho que hoje nós teremos uma grande uma grande quantidade de de material científico para enquadrar sim depressão, eh, pânico, transtorno de ansiedade, toque como doenças, tá? Não necessariamente como algo que não tem umaidade também. E se a gente levar em conta, Léo, as questões espirituais, a gente estaria então saindo do terreno da doença e entrando no distúrbio, no transtorno? Eu também diria que não, porque o fator espiritual ele entra como uma eh mais um fator para o adoecimento. Mas mesmo assim a gente vamos pensar o fator espiritual obsessivo. O fator espiritual obsessivo sozinho, isoladamente, ele não vai conseguir explicar porque a pessoa tem uma obsessão e essa obsessão se manifesta como determinada doença, porque ela tem uma obsessão e essa outra obsessão se manifesta como outra doença. Por que eu tô querendo colocar isso? Porque é como se a obsessão fosse o fator ambiental,

sta como determinada doença, porque ela tem uma obsessão e essa outra obsessão se manifesta como outra doença. Por que eu tô querendo colocar isso? Porque é como se a obsessão fosse o fator ambiental, mas a maneira como a obsessão se expressa em termos de sintomas que gera na pessoa tem muito a ver com a porta, né, que está eh mais facilmente acessada no biológico da pessoa. Então eu tô falando de reencarnação, eu tô falando de genética. Qual é o fator de abertura genética que aquela pessoa tem para que a quando a obsessão se instala, né, quando a influência espiritual se instala, apareça tal manifestação de tal área no cérebro ou numa manifestação de uma mudança de comportamento ou em outros adoecimentos, tá? Então, mesmo e a gente levando em conta o fator espiritual, a gente não consegue explicar uma doença por um único fator. Os fatores se somam. A obsessão, ela vai se somar com o fator reencarnatório. O fator reencarnatório vai se somar a predisposição biológica, genética e assim sucessivamente. E aí alguém pergunta sobre a questão da depressão. Eh, após uma situação muito traumática, é normal a depressão voltar? pegando então essa explicação que a gente tá dando, eh, olha, uma situação muito traumática vai ser eh, imagine aqui um copo e esse copo ele tá no equilíbrio, ele não tá transbordando, tá? Ele tá no equilíbrio. Uma situação traumática vai fazer com que encha mais o copo. Imagine que o que tem dentro, a água que tem dentro é o o quanto de estresse o corpo tá aguentando, o quanto de fatores estressantes o corpo tá aguentando. Mas aí ele tá aguentando de acordo com aquele estresse, mas aumenta o estresse por causa de uma uma situação muito traumática, como a pessoa que então esse essa situação muito traumática pode ser o copo se enchendo mais. a chegou a hora que transborda. E esse transbordamento do copo seria a manifestação de uma piora eh da depressão, por exemplo, a manifestação de uma piora do transtorno de pânico, a manifestação de uma piora do transtorno obsessivo ou compulsivo,

rdamento do copo seria a manifestação de uma piora eh da depressão, por exemplo, a manifestação de uma piora do transtorno de pânico, a manifestação de uma piora do transtorno obsessivo ou compulsivo, ou seja, uma piora de qualquer quadro eh psiquiátrico que a pessoa passe. Então, não é que eh quando a gente pensa a palavra normal aqui na pergunta é a sinônimo de comum. Sim, é comum pessoa que tenha depressões, né, que se trate por uma depressão, vamos supor que a depressão dela tá controlada, mas como já foram, sei lá, três episódios, quatro episódios depressivos ao longo da vida, num espaço de tempo de menos de 15 anos, por exemplo, eh ela precisa usar o remédio, tratamento medicamentoso de forma continuada, mas ela tá bem, aí passa por um estresse muito grande na vida dela. Esse estresse muito grande, um trauma pode ser ou um estresse de forma genérico, eh faz com que aquele equilíbrio que tava acontecendo, ele perca-se, né? Ele acaba se perdendo aquele equilíbrio químico que eu tô dizendo, não é nem o equilíbrio espiritual, não é o equilíbrio químico mesmo. Se perca e o corpo eh se manifeste de alguma maneira, né? Se eu penso eh numa maneira espiritista, esse raciocínio ele também continua muito verdadeiro. Por quê? Porque a gente sabe que durante uma situação traumática na nossa vida, não é só a química que é afetada, não é só o, digamos, o psicológico desta encarnação que é afetado. Essas situações traumáticas também afetam a as questões psicológicas de outras existências, às vezes temas, problemas, né? eh situações que numa visão poderemos colocar complexos, né, os complexos humanos em que nós já passamos por eles, né, na nossa em outras existências também. E esses temas acabam sendo regatilhados, reacionados naquela situação. Então, veja, eu tô mexendo com o psicológico da pessoa, mas não são mais o não é mais o psicológico dessa vida, seriam memórias. eh, passadas, memórias inconscientes. Numa linguagem eh da do benfeitora Joana de Angeles, eu poderia colocar um

ico da pessoa, mas não são mais o não é mais o psicológico dessa vida, seriam memórias. eh, passadas, memórias inconscientes. Numa linguagem eh da do benfeitora Joana de Angeles, eu poderia colocar um inconsciente profundo em que as memórias reencarnatórias estão ali guardadas e são acionadas de acordo com situações da nossa vida. Se eu penso numa visão espiritista, o estresse o trauma, ele também mexe, porque provavelmente, muito provavelmente, você vai ter ali, eh, entidades, espíritos querendo perturbar ainda mais a tua paz, querendo perturbar ainda mais a tua existência, quer seja porque se porque são inimigos teus de outras existências diretamente, ou quer seja porque são inimigos do que você representa nesta esta existência eventualmente não são inimigos diretos, não são eh antigas desavenças, às vezes também são desavenças do trabalho que você representa. Você pode ser um trabalhador, por exemplo, do bem, um trabalhador espírita e a o teu trabalho pode representar algo de bom, uma mensagem boa no mundo. E eventualmente esses inimigos do bem, eles se somam aos teus inimigos pessoais, né, de outras existências. E aí você tem uma uma carga eh de energia muito densa, muito pesada. Então, se você amplia a visão e sai do biológico e entra no espiritual, aí é que você consegue entender que é muito comum, né, um quadro como depressão ou transtorno de pânico, mesmo quando ele vinha compensado, ele se descompensar, né, e você ter um novo episódio depressivo depois eh de situações traumáticas, porque o trauma eh aciona todos esses fatores, tá? E aí nada de ficar se culpando, sabe? Ou se sentindo derrotado porque tá mais uma vez num no a doença reaparecendo, os sintomas aumentando. Deixa a dor necessária. Como assim a dor necessária? A dor da doença em si. Deixa que a culpa, né, não aumente, não deixe que a culpa aumente ainda mais a dor, porque a dor que a culpa faz aumentar, aí é uma dor, entre aspas, desnecessária. Porque quando eu tô passando por um adoecimento, eu já tô

não aumente, não deixe que a culpa aumente ainda mais a dor, porque a dor que a culpa faz aumentar, aí é uma dor, entre aspas, desnecessária. Porque quando eu tô passando por um adoecimento, eu já tô com a dor do próprio adoecimento. Pronto, vamos deixar ali. Aí se eu fico me culpando, me sentindo derrotado, me sentindo inferior, sabe? Aí eu vou aumentando ainda mais, vou aumentando ainda mais a dor e às vezes vou chegando eh não só em situações de revolta, porque você pode até não se revoltar, você pode até não ser uma pessoa revoltada diante das dores, eh, das doenças que passa, mas eventualmente você se cobra muito e por se cobrar muito, né, sente-se derrotado ou sente-se derrotada quando um adoecimento reaparece. especialmente quando é um adoecimento da área eh psíquica, da área psiquiátrica. E aí aumenta ainda mais a tua dor. E aí essa dor da revolta ou essa dor da culpa, sabe, de ficar se cobrando, é uma dor desnecessária, no sentido de ser algo além que a gente tá potencializando com a nossa postura. Então, diante disso, ó, se cobrar um pouco menos. tiveram pelo menos três perguntas eh sobre esquizofrenia e o tratamento da esquizofrenia, perguntando se, por exemplo, quando a doença tá controlada, né, os sintomas estão controlados, a pessoa que tem esquizofrenia precisaria continuar tomando o medicamento, eh, ou se os tratamentos médicos são e eficazes. E aí eu acho que eu preciso relembrar o seguinte, esquizofrenia eh vamos primeiro e partir do pressuposto, eh considerar que o diagnóstico tá correto, a pessoa tem esquizofrenia, pronto, beleza? Esquizofrenia é uma doença que tem uma carga genética muito alta, né? os fatores genéticos somados, eu falei um fator genético único não consegue explicar mais do que 25%, mas os fatores genéticos somados eles podem dar uma uma contribuição maior ou menor. Quando eu penso em depressão, quando eu penso em transtorno de ansiedade generalizada, eh eu tô falando de diagnósticos em que a carga ambiental em geral é muito importante, muito impactante para o

r. Quando eu penso em depressão, quando eu penso em transtorno de ansiedade generalizada, eh eu tô falando de diagnósticos em que a carga ambiental em geral é muito importante, muito impactante para o diagnóstico acontecer. E a carga genética eh tem a sua importância, mas não tanto quanto numa esquizofrenia. Numa esquizofrenia, a carga genética é de eh 80%, ou seja, 80% do porquê a pessoa tem uma esquizofrenia se deve a fatores genéticos e os fatores ambientais eles são eh como se fosse a gota d'água. Por que tô colocando isso? Porque quando você tem uma doença que a herdabilidade, que o fator genético é muito elevado, geralmente os tratamentos medicamentosos, tratamentos biológicos, eles também são eh mais eficazes, sabe? Eles são mais eh efetivos. Por quê? Porque há uma questão química mais bem estabelecida, né? é meio independente do fator externo. O fator externo vai entrar como um fator de piora, o fator externo vai entrar como um fator de deixar os sintomas mais graves, etc. Então, sim, a gente tem hoje eh muitos tratamentos eficazes paraa esquizofrenia, eh mas nós não temos a cura da esquizofrenia. Então, se nós não temos a cura, eu tô querendo dizer que nesse exato momento do conhecimento médico, do conhecimento psiquiátrico, dos tratamentos que nós temos, nós, né, não temos como parar o tratamento medicamentoso de uma pessoa que tem esquizofrenia, porque a doença controla os sintomas, como alguém que tenha hipertensão arterial sistêmica, dificilmente ela fica sem eh a medicação, né, do quando tem ali uma hipertensão, ela precisa ficar, ela precisa controlar os fatores externos, mas muitas vezes tem que ficar com o medicamento controlando. Então, a esquizofrenia é uma dessas doenças da medicina que a gente consegue controle, mas não consegue cura. Então, se você conseguiu uma remissão dos sintomas, se o teu familiar conseguir uma melhora dos sintomas, graças a Deus que pelos avanços da medicina a gente tá conseguindo eh fazer com que você, seu familiar, esteja

onseguiu uma remissão dos sintomas, se o teu familiar conseguir uma melhora dos sintomas, graças a Deus que pelos avanços da medicina a gente tá conseguindo eh fazer com que você, seu familiar, esteja saudável apesar do diagnóstico. Você esteja bem apesar do diagnóstico, porque o que tá deixando o teu familiar bem é justamente esse avanço eh da medicina. E eu falo: "Graças a Deus, porque eu considero, né, o avanço da medicina, a mão de Deus na terra para aliviar os nossos sofrimentos e dar uma uma perspectiva de vida mais saudável, apesar dos diagnósticos, apesar das doenças, para que as nossas reencarnações sejam mais amenas, sabe, menos sofridas. Porque se você pensar eh a expiação de ter um diagnóstico como esquizofrenia dois séculos atrás era muito maior do que a expiação de ter uma esquizofrenia hoje, porque o preconceito era antes e era e é no hoje, mas no antes você não tinha tratamento medicamentoso, então você não tinha controle ali da doença de forma eficaz. O que que se faziam? era o modelo manicomial em que as pessoas que tinham diagnósticos mais graves da psiquiatria ficavam eh excluídas da sociedade. E a sociedade não querendo ver, né, o adoecimento, não quer ver querendo ver a realidade da doença, excluíam as pessoas. Hoje nós podemos ter pessoas com esquizofrenia, como uma amiga que trabalha comigo num grupo de pesquisa e de atendimento a pessoas com psicose começada de forma muito recente, ou seja, pessoas com o início da doença da esquizofrenia. E ela própria, professora titular da Universidade Federal de Pernambuco, tem o diagnóstico de esquizofrenia, psicóloga, quando passou no concurso para professora, isso há muito tempo, ela começou o diagnó, começou a ter, né, a a doença, esquizofrenia e e apesar da doença, porque um momento ela aceitou o tratamento e fez o tratamento, ela conseguiu continuar a carreira dela e mostra hoje hoje, né, essa bênção que é eh um avanço, né, um avanço médico. E ela fica interessante porque eu vou trazer uma uma conversa que teve com

amento, ela conseguiu continuar a carreira dela e mostra hoje hoje, né, essa bênção que é eh um avanço, né, um avanço médico. E ela fica interessante porque eu vou trazer uma uma conversa que teve com ela. Ela diz assim: "Poxa, quando alguém tem uma tuberculose, ninguém manda assim ela eh entender a tuberculose dela, né, e não tomar o tratamento, dão e não tomar o remédio. Dão lá o remédio e todo mundo aceita. Agora, quando tem esquizofrenia, não querem que faça o remédio. Por quê? Então, achei muito interessante, porque não sou eu que tô dizendo, é uma pessoa com esquizofrenia, psicóloga, professora, pesquisadora na área. Ela própria faz o tratamento medicamentoso e consegue estar bem. Se você ficou curioso, eh, você pode procurar no YouTube uma entrevista, eh, uma conversa, um diálogo que eu próprio fiz com ela, né, a professora Maria Lúcia Bustamante. Posso falar o nome dela porque ela tem um livro que ela escreveu contando a história dela. Então, não é, é algum momento ela entendeu que era preciso ela falar pras pessoas para ela próprio servir como um exemplo bem-sucedido de tratamento. E aí tem no YouTube, você pode botar o nome dela, o meu nome e encontrar, escutar eh uma outra realidade. E ela falando exatamente isso que eu tô colocando, mas óbvio, numa perspectiva eh apenas acadêmica, numa perspectiva apenas eh psiquiátrica e psicológica, tá? Há situações de esquizofrenia que são graves e a pessoa não consegue ter essa resposta tão eficaz, tá? Eh, não consegue ter uma resposta tão grande. São casos de esquizofrenia refratária ou esquizofrenia resistente ao tratamento. Aí são situações mais difíceis. eh o tratamento que não não consegue muitas vezes tratar eh controlar de forma eficaz os sintomas e e a gente tem que fazer uma série de outras medicações. Porque tô dizendo isso para que você que tenha ou o teu familiar que tem, se conseguiu controlar, saiba que existem situações em que a gente não consegue controlar eh os surtos, né? a gente pode chamar assim o nome surto, as crises

você que tenha ou o teu familiar que tem, se conseguiu controlar, saiba que existem situações em que a gente não consegue controlar eh os surtos, né? a gente pode chamar assim o nome surto, as crises psicóticas e se enquadram como diagnósticos refratários, trazendo um desafio muito grande paraa vida dela e da vida dos familiares. Então fica o convite, fica o agradecimento também para que vocês possam mandar suas questões, porque essas questões muitas vezes são compartilhadas com outras pessoas e a gente tem oportunidade de de forma mais detalhada se debruçar em um tema, sempre trazendo a perspectiva espiritista, sempre trazendo a perspectiva espiritual, né? A a perspectiva a junção dos conhecimentos, mas um olhar sobre a saúde mental. E nos nos encontramos no próximo Jesus e saúde mental. เฮ

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