#31 • Jesus e Saúde Mental • Perguntas e Respostas.
WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 31: Perguntas e Respostas » Apresentação: Leonardo Machado
Olá, sejam muito bem-vindos. Mais uma noite, nós estamos com Jesus e saúde mental, mas como anunciado, hoje iremos responder algumas perguntas que chegaram a partir do YouTube da Mansão do Caminho ou a partir do meu Instagram, profe_lineardo Machado. Você também pode mandar a sua pergunta sobre saúde mental que nós iremos responder na primeira terça-feira de cada mês aqui nesse programa. sempre relacionando com a visão espiritista. Então, fique comigo para que a gente possa se debruçar um pouco em algumas questões que certamente também são úteis para você. Há perguntas que sempre são pertinentes e por isso que hoje eu vou pegar uma dessas perguntas que sempre são pertinentes, que acabam sempre acontecendo, mas que são sempre úteis de a gente poder se debruçar um pouco mais, que é a pergunta que nos fizeram assim: qual a relação entre obsessão e depressão? Por que essa é uma questão pertinente? Porque nós somos espíritas, então temos uma visão em relação à possibilidade de influenciação dos espíritos desencarnados na vida dos espíritos encarnados. Nessa nesse sentido, você que tá começando agora também eh a se debruçar um pouco mais sobre o espiritismo, provavelmente já ouviu falar nessa influência obsessiva. Mas eu queria eh apenas conceitualizar o que é a obsessão do ponto de vista eh de Kardec, do ponto de vista de conceito espiritista. Aí a obsessão ela se efetua quando existe uma influência, né, de um espírito em relação a outro e uma influência persistente. uma influência que não é só persistente em termos de tempo, mas uma influência que é muito intensa em termos de eh comportamentos que gera, em termos de emoções que gera, em termos de pensamentos que gera na cabeça da pessoa que está sendo influenciada pela obsessão. O que dá aso à obsessão, diz Allan Kardec, ou seja, o que dá oportunidade pra obsessão se instalar são as imperfeições do obsediado, tanto quanto as as imperfeições do obsessor. Por quê? Porque um espírito bom, um benfeitor, ele até pode influenciar de forma eh
oportunidade pra obsessão se instalar são as imperfeições do obsediado, tanto quanto as as imperfeições do obsessor. Por quê? Porque um espírito bom, um benfeitor, ele até pode influenciar de forma eh persistente, tanto que ele é um benfeitor, é como se fosse uma influência paternal, maternal. Mas essa influência ela não é obsessiva. Por quê? Porque o benfeitor não constrange, por não ser uma pessoa perturbada, não quer causar a perturbação. Então, por ser um espírito que tem menos imperfeições, ele acaba influenciando de maneira a jogar a ideia e deixar que a ideia se mature na cabeça do seu influenciado, no caso do seu tutelado. é uma influência intensa, uma influência persistente, mas que não é obsessiva. Por quê? Porque é uma influência que respeita a liberdade, respeita a autonomia, não faz um constrangimento. Na influência obsessiva, você tem um fator de imperfeição de ambas as partes, que faz com que o obsessor influencie de forma a constranger. Então, não é só persistente, mas ele tenta tirar a liberdade. Ele fica, digamos assim, persistentemente vendo não só se a ideia foi dada, mas se a ideia foi seguida. E a pessoa que está eh recebendo a influenciação também, devido à suas imperfeições, consegue se conectar. Quando a gente fala de imperfeição, eh, a gente não tá falando só de viciações morais, tá? Porque geralmente a gente pensa nesses nessas questões dos vícios morais, né, da eh evolução espiritual do ponto de vista da moralidade, né? Ah, é uma pessoa ruim. Não é bem isso. A gente amplia o leque na visão espiritista e percebe que essas imperfeições elas são questões, né? Por exemplo, questões psicológicas. Então imagine a culpa que você guarda, que fulano guarda. Essa culpa, ela dá abertura para uma influenciação de um espírito que quer aumentar ainda mais a culpa. E aí o espírito que quer aumentar mais a culpa, certamente tá faz querendo fazer isso para causar uma um mal-estar, para causar algum constrangimento. E aí você tem essa culpa excessiva, uma culpa que
E aí o espírito que quer aumentar mais a culpa, certamente tá faz querendo fazer isso para causar uma um mal-estar, para causar algum constrangimento. E aí você tem essa culpa excessiva, uma culpa que Joan de Angângeles chamaria de uma culpa tóxica, porque uma culpa que faz você ficar remoendo, a influenciação eh obsessiva se instala com facilidade a partir da culpa. Então, veja que não é uma eh viciação moral, é uma questão psicológica de uma culpa que nós ficamos estacionados nela. E muitas vezes a pode acontecer nessa existência de a pessoa ter uma culpa e nem na verdade ter culpa no cartório. Grande parte das pessoas que ficam remoendo na culpa, elas não têm uma culpa no cartório, ou seja, elas não têm culpa de fato. É mais uma autocobrança excessiva. E aí o obsessor ela vai, ele vai justamente nesse ponto de cobrar você ainda mais, tem uma vigilância em você. E aí a gente começa a perceber que a influência obsessiva ela se coloca não só entre um desencarnado e um encarnado, mas pode ser entre encarnados, eh, nos relacionamentos que são de forma a constranger, né, a abusar um do outro, porque a obsessão, a relação obsessiva não deixa de ser o quê? uma relação abusiva. Então, para pegar um termo mais eh da atualidade, em que fala muito de relacionamentos abusivos, o relacionamento abusivo é uma característica dos relacionamentos obsessivos. E aí a gente vai ver uma uma um exemplo de a relação obsessiva entre encarnados, esses exemplos de relacionamentos abusivos entre encarnados, em que há um constrangimento, em que há um sofrimento. E eventualmente você tem ali relacionamentos, outra situação, relacionamentos tóxicos. E a gente pode ampliar a visão de um relacionamento tóxico, não necessariamente para um abusador abusando de uma vítima, mas de pessoas que eh são muito tóxicas umas paraas outras, elas eh são muito, digamos assim, bélicas umas com as outras e fazem esse relacionamento que os dois acabam sofrendo, né? Acabam eh se eh degladiando, né, né? acaba um
uito tóxicas umas paraas outras, elas eh são muito, digamos assim, bélicas umas com as outras e fazem esse relacionamento que os dois acabam sofrendo, né? Acabam eh se eh degladiando, né, né? acaba um influenciando negativamente o outro. Então é um exemplo de ela é de obsessão entre encarnados e pode acontecer também a obsessão entre desencarnados, né, de espíritos que são perturbados, perturbadores, mas são muito inteligentes e aí dominam outras mentes menos inteligentes para constranger eh no mal. A gente tem visto isso, né, em nos fenômenos das nos fenômenos das redes sociais, nos fenômenos de aplicativos para adolescentes que utilizam jogos, eh, e aí acaba fazendo desafios, né, e você vê a mente psicopática, a mente abusadora, influenciando outros eh jovens para poder ter essa satisfação de dominação e uma satisfação sádica, ou seja, de fazer o mal, eh, de impor sofrimento no outro. Então, quando a gente amplia a visão de obsessão, perceba que essa minha resposta tá só no conceito da obsessão. Por quê? Porque quando a gente amplia a visão da obsessão e entende em profundidade na visão espírita, a gente percebe que olha, as situações de sofrimento mental, eh, que são consequências de diagnósticos psiquiátricos como depressão, tem total eh sentido ou total eh possibilidade de ter também uma influenciação obsessiva por aí, atrapalhando ainda mais o sofrimento. Por quê? Porque na pessoa quando está com depressão, ela fica com muita culpa. Ela fica a culpa vindo muito na cabeça dela. Ela se sente culpada por tudo. Ou fica vindo memórias muito difíceis e ela fica estacionada naquela memória. Ela fica, né, no remoer aquela memória de uma forma muito frequente, de uma forma muito intensa. Então acaba sendo o quê? uma grande brecha, não de imperfeição moral, mas uma grande brecha psicológica para se instalar um quadro obsessivo, por exemplo. Agora, o fato de existir eh uma grande possibilidade de obsessões não significa necessariamente que a depressão é causada apenas pela obsessão.
ógica para se instalar um quadro obsessivo, por exemplo. Agora, o fato de existir eh uma grande possibilidade de obsessões não significa necessariamente que a depressão é causada apenas pela obsessão. É uma linha muito tênue, porque se a gente amplia, a gente pode pensar o seguinte: "Olha, fulano passou por um relacionamento muito tóxico e aí ele entrou num quadro depressivo." Isso é uma história relativamente comum. Eu tô falando de relacionamentos tóxicos sem o conceito de obsessão da visão espírita. Aí a gente pode pensar, a causa da depressão de fulano foi o relacionamento tóxico. No entanto, a gente pode perceber que tem pessoas que passam por relacionamentos tóxicos e têm depressão. Tem outras que têm transtornos de pânico. Tem outras que não tm nenhum transtorno psiquiátrico, mas adoecem de um ponto de vista de saúde geral, de saúde física. outros que ficam com muita dor de cabeça e outros que não adoecem eh de uma parte clínica da medicina, mas precisam de uma ajuda psicológica para poder refazer algumas visões. Ou seja, como cada pessoa que sofreu mais intensamente dessa relação tóxica e vai passar ou vai ter consequências, vai depender também de vários aspectos, incluindo o aspecto biológico, ou seja, a predisposição, a vulnerabilidade, a chance, o risco que ela tem de desenvolver tal depressão, tal transtorno de ansiedade, tal somatização. Então não dá para dizer que a relação tóxica por si foi a causa única da depressão de fulano. Ela foi o quê? Ela foi a gota d'água, foi o fator gatilho, foi o fator que precipitou, mas existia uma vulnerabilidade, um risco para adoecer da dessa ou daquela forma. E aí vem o fator desencadeante. É muito interessante a gente entender isso do ponto de vista de fator de risco para adoecimento e os fatores de riscos diferenciando o tipo de adoecimento que cada um vai ter. Porque a gente entende por também fazer um paralelo com o quadro obsessivo, ele pode desencadear um diagnóstico ou um outro, ou seja, o mesmo problema, a obsessão pode se
ecimento que cada um vai ter. Porque a gente entende por também fazer um paralelo com o quadro obsessivo, ele pode desencadear um diagnóstico ou um outro, ou seja, o mesmo problema, a obsessão pode se manifestar de diversas maneiras. Por quê? Porque aí você tem o dilema eh cármico ou o dilema de causa em efeito ou o dilema reencarnatório de cada indivíduo. E nesse a obsessão vai se manifestar com determinadas características, naquele com outras características de acordo com a necessidade reencarnatória ou mais do que isso, o dilema reencarnatório que está posto no perespírito e na vida dele. Então, dito isso, o que é que eu percebo nessa linha tên? Eh, tentando simplificar agora, vamos pensar uma obsessão espiritual, tá? não obsessão entre encarnados, uma obsessão entre eh um espírito desencarnado e um espírito encarnado. na depressão, eh, grande parte das vezes a gente não encontra a a obsessão como sendo, digamos, a principal causa da depressão e sim encontra muitos fatores reencarnatórios, muitos dilemas que trazem eh que está no arquivo emocional, no arquivo perespiritual do indivíduo, que determinado momento, de acordo com um determinado gatilho, de acordo com um determinado estresse vem então eh a gota d'água que se transborda como um quadro depressiva. E aí a obsessão muitas vezes acaba sendo um fator de piora, acaba ser um sendo um fator precipitante. Então pode ser um fator de piora que deixa o quadro eh depressivo ainda pior, gerando determinado sintoma. Então, eh, por exemplo, para uma determinada pessoa, que tô lembrando aqui, ela tinha um sintoma de ter muita falta de energia, como se ela fosse vampirizada, né, pelo quadro obsessivo. E de fato o era, e quando ela acordava, ela não conseguia quase sair da cama. Eh, então esse sintoma nessa pessoa tinha um um porquê muito obsessivo, mas o quadro depressivo como um todo não era apenas pela obsessão, dizia a respeito do fator reencarnatório como um todo. Então, ela passaria pelo quadro depressivo. Agora, a obsessão
muito obsessivo, mas o quadro depressivo como um todo não era apenas pela obsessão, dizia a respeito do fator reencarnatório como um todo. Então, ela passaria pelo quadro depressivo. Agora, a obsessão veio agravar ainda mais, dificultar a resposta ao tratamento convencional, fazer com que que aquela depressão não respondesse fosse uma depressão mais refratária, eh, por exemplo, fazendo com que o tratamento convencional da medicina não conseguisse melhorar de forma tão eficaz como outros. Se a gente pensa então que a depressão, né, que na verdade a obsessão ela se efetua por causa da ligação, aí é que a gente vai entender mais ainda que o problema não é só o fator espiritual do ser desencarnado, influenciando a vida do ser encarnado, e sim a brecha, quer seja de questões psicológicas e grande parte das vezes quadros psiquiátricos. como depressão, são mais questões psicológicas, não tá envolvido aí questões muito de moralidade, é questão psicológica. Tô pegando especialmente eh pensando em uma existência. Se a gente for entrar em outras encarnações, aí se amplia demais e não daria pra gente responder de forma objetiva em 15, em 10 minutos, tá? Eh, nessa perspectiva, a gente encontra grande parte das vezes a obsessão espiritual, sendo um fator de agravamento ou um fator precipitante de um quadro depressivo que se instalaria mais cedo ou mais tarde, porém se não tivesse o fator obsessivo, poderia se instalar muito mais tarde ou de uma forma mais leve ou responder melhor ao tratamento convencional. ao tratamento da psiquiatria, ao tratamento da psicologia, mas não consegue responder tão bem porque tem um fator obsessivo e incluído. Mas nesse fator obsessivo, a gente tem que entender que existem por trás da obsessão ou junto da obsessão os dilemas reencarnatórios da pessoa, como uma questão da culpa tóxica que ela já guarda, da autocobrança excessiva que ela já guarda. E aí ela precisa de outras ajudas que não sejam só a ajuda da desobsessão em um centro espírita, mas também cuidar dessa culpa que ela
a que ela já guarda, da autocobrança excessiva que ela já guarda. E aí ela precisa de outras ajudas que não sejam só a ajuda da desobsessão em um centro espírita, mas também cuidar dessa culpa que ela tem muito grande, dessa autocobrança que ela tem muito grande, desse lado dela própria se colocar muito para baixo e fazer o que Allan Kardec chamava de eh uma autoobsessão. Mas uma autoobsessão é essa questão psicológica, né? Esse dilema reencarnatório precisa ser trabalhado com uma ampliação, né, do cuidado. Uma outra questão pergunta: "Qual a relação entre psicologia positiva e cristianismo?" Então, primeiro, para você que não é da área, a psicologia positiva é uma abordagem dentro da psicologia que surge na década de 90, quando Martin Seliman assume a presidência da Associação Americana de Psicologia. e ele fica eh com vontade de fazer uma a forma preventiva que não fosse apenas focada em fatores de risco para adoecimento, que não fosse apenas focada em diminuir sintomas, mas também fosse focada em aumentar fatores protetores contra o adoecimento, né, e também eh aumentar o bem-estar das pessoas, independente delas adoecerem ou não, para aumentar, digamos assim, a sensação de satisfação com a vida, eh, felicidade e e outros campos. Então, e ele formaliza um campo que vinha se desenvolvendo, né? E existiam outros psicólogos, existem outros psicólogos, né, que iam que estavam estudando naquela época. E aí formaliza-se a chamada psicologia positiva. Surge também a chamada psiquiatria positiva em 2015, formalmente com esse nome, quando o presidente da Associação Americana de Psiquiatria, o Dr. Dilip Jest, ele também foca em uma abordagem que pudesse não apenas eh tentar diminuir sintomas, mas também focar em resiliência, ou seja, superação. Então, a psicologia positiva e a psiquiatria positiva são áreas dessa desses campos, né, da ciência, das ciências da saúde, que tentam, né, aumentar o bem-estar, aumentar a superação, aumentar a resiliência, não apenas focando na diminuição de
a positiva são áreas dessa desses campos, né, da ciência, das ciências da saúde, que tentam, né, aumentar o bem-estar, aumentar a superação, aumentar a resiliência, não apenas focando na diminuição de emoções eh negativas, mas também aumentando satisfação com a vida, aumentando gratidão, estimulando essas outras esferas. as. Então, nesse sentido, eh, a psicologia positiva acaba convergindo em alguns campos de estudo que as religiões também estudaram, as filosofias também estudaram e estudam também o cristianismo, mas não só o cristianismo. você tem ali e conceitos do budismo, conceitos próximos do hinduísmo, mas veja, não são eh religiosos criando um campo de psicologia clínica. Eh, o Martin Céima junto com outros pesquisadores, eh, criando dentro do campo científico, dentro das academias científicas, eh, uma abordagem que acaba indo ao encontro de alguns temas. Então, a psicologia positiva fala muito sobre as virtudes, as forças de caráter, sobre gratidão, entende? Então, há uma convergência eh de tópicos, de estudos. A psicologia positiva acaba estudando também a importância da espiritualidade, eh o impacto de instrumentos que aumentam a fé, entende? Então você tem um um uma série de campos de interesse em comum, mas não há uma relação direta nem entre o cristianismo e a psicologia positiva, nem em outras abordagens, eh, em outras religiões e a psicologia e ou a psiquiatria positiva, e sim um campo de interesse em comum, tá? Uma outra pergunta eh faz assim: "Como é que a gente lida com os pensamentos negativos? Como é que a gente faz para diminuir eh esses pensamentos negativos?" E aí eu vou pegar duas propostas dentro da eh psicologia que de certa forma vem ao encontro da do espiritismo, que primeiro é o seguinte, nós temos uma quantidade enorme de pensamentos eh o fato de você ter um pensamento não define o que você é, e sim a constância e o quanto você alimenta eh esse ou aquele pensamento. O pensamento é tudo, a forma e de nada vale, diz Allan Kardec em uma parte da codificação.
pensamento não define o que você é, e sim a constância e o quanto você alimenta eh esse ou aquele pensamento. O pensamento é tudo, a forma e de nada vale, diz Allan Kardec em uma parte da codificação. Mas na própria codificação espírita, a gente vai entendendo que o que vai qualificando a nossa psicosfera, a nossa fotografia do pensamento no nosso perespírito, não é um pensamento apenas, porque um pensamento apenas é como se fosse a fotografia de um momento, e sim essa fotografia que vai sendo somada a outras fotografias e vai dando um filme da nossa existência. Nessa perspectiva, saber que um pensamento eh mais difícil que você não gostaria de ter e que gera, portanto, um incômodo porque você queria ter outros outros tipos de pensamento, nem você, é muito importante, porque eles perdem um pouco da força, né? Eles perdem um pouco eh dessa força que a gente às vezes dá de forma equivocada. pensamento tem força, mas não é um pensamento, é a persistência. Da mesma forma que uma oração tua, uma oração minha, não vai mudar todo um cenário. Às vezes vai trazer um alívio naquele momento, mas não vai mudar um cenário de alívio mais constante. Então, tanto um pensamento mais negativo, quanto um pensamento mais positivo, um só por si só, não vai mudar uma realidade emocional. de forma persistente. É preciso a constância. Esse é um ponto importante pra gente não ficar preso. Porque o que é que acontece com muita frequência? A pessoa tem um pensamento que ela não gosta ou um pensamento que ela considera eh negativo, perturbado, e aí ela já começa a se definir como sendo a pessoa perturbada, a pessoa fraca, a pessoa sim, a pessoa assada. Então, é importante perceber isso. E aí vem essa estratégia da eh psicoterapia cognitiva. Indo ao encontro disso, a psicoterapia cognitiva também sugere que a gente questione esses pensamentos para ver se eles são verdadeiros, para ver se eles são eh realmente condizentes. E é bem interessante a gente pensar nesse questionamento. até se coloca o chamado
e a gente questione esses pensamentos para ver se eles são verdadeiros, para ver se eles são eh realmente condizentes. E é bem interessante a gente pensar nesse questionamento. até se coloca o chamado questionamento socrático, colocar o pensamento em perspectiva e ver se ele faz sentido mesmo ou se é uma insegurança de minha parte ou se é mais um medo de minha parte que tá influenciando a minha forma de pensar. Então, coloca esse pensamento como se fosse num tribunal e começa a questionar esse pensamento, começa a questionar esses pensamentos e ao questionar você também vai perdendo, vai tirando deles uma força eh muito intensa, especialmente tô falando para lidar com os pensamentos negativos, certo? E aí vem um uma terceira estratégia para lidar com os pensamentos negativos, que não são eh digamos assim naquele momento apenas, tá? Mas de uma maneira mais ampla, cultivar uma outra esfera. E aí pega uma estratégia da psicologia positiva, uma outra esfera da vida, uma outra esfera do pensamento, que seria o quê? Cultivar gratidão, cultivar apreciação, fazer as coisas com gosto, uma coisa boa que você faz, apreciando aquela coisa que você tá realizando, vendo como você gosta de fazer aquilo, como é bom para você fazer aquela atividade. E aí essa apreciação leva automaticamente à gratidão do do ponto de vista de você agradecer aquilo que tá acontecendo, aquilo que tá eh sendo realizado na tua existência. E essa gratidão vai permeando eh a tua vida com outro tipo de psicosfera, portanto outro tipo de pensamento que não é necessariamente combatendo o pensamento ruim, mas também cultivando outras esferas de pensamento no longo prazo. E aí seria outra convergência entre a visão espiritista e a e estratégias da psicologia positiva, mas sempre o quê? Sem ficar se culpabilizando pela esfera natural humana de ter pensamentos mais desprazeros. Faz parte da nossa humanidade. Então nada de ficar se castigando. Constatar isso, não se castigar. questionar essa realidade para ver que
ela esfera natural humana de ter pensamentos mais desprazeros. Faz parte da nossa humanidade. Então nada de ficar se castigando. Constatar isso, não se castigar. questionar essa realidade para ver que nem tudo é tão pessimista assim como você tá pensando naquele momento e a longo prazo cultivar outras esferas da vida. Nesse sentido, eu tenho uma pergunta muito boa, tá? Que fala assim: "Como é que a gente pode eh não é só mudar o o pensamento negativo?" Não é bem isso que a pergunta coloca. Mas é assim, ó, como trabalhar de forma positiva os filhos que se sentem rejeitados pelos pais? Eh, eh, essa é uma pergunta que merece um desdobramento no seguinte sentido. Em geral, a gente fala muito de ressignificar dentro do campo das psicoterapias. E o ressignificar muitas vezes é interpretado como eh dar um significado bom, positivo, saudável ao fato em si. Quando eu penso que ressignificar é dar um significado, uma ter uma visão positiva, saudável, boa do fato em si, de certa forma eu estou dizendo que aquilo de que aconteceu ruim na vida da pessoa, na minha vida, na sua vida, aquilo em si é bom. E aquilo em si não foi bom, aquilo em si foi ruim. Por exemplo, a rejeição dos pais. O fato da rejeição é um fato ruim. Porque se a gente disser que é bom o fato, a gente tá dizendo que os pais que rejeitam estão fazendo uma coisa boa. E aí nós estamos eh isentando a o pai ou a mãe que faz isso da sua responsabilidade, da consequência dos seus atos. Então o fato em si não é bom. O fato em si não é saudável, o fato em si não é desejável. E a gente precisa ter esse discernimento, perceber para também a gente não repetir o mesmo equívoco quando nós formos pais. Rejeição, ausência. Ausência é outro tipo de abandono, é outro tipo de rejeição, né? Ausência também é um tipo de rejeição quando a pessoa não está presente na vida do outro. Então isso não é bom em si. Agora eu enquanto filho, eu enquanto pessoa, se passei por essas situações, eu posso tirar uma consequência desse fato para minha vida. E quais são
esente na vida do outro. Então isso não é bom em si. Agora eu enquanto filho, eu enquanto pessoa, se passei por essas situações, eu posso tirar uma consequência desse fato para minha vida. E quais são as consequências aí? as consequências e não o fato em si, mas as consequências é que podem ser positivas, podem ser saudáveis, podem ser de amadurecimento. O próprio fato de eu entender, por exemplo, que eu preciso me esforçar para conquistar o amor das pessoas e que o mundo não gira ao meu redor. Esse é um fato que eu posso tirar um uma conclusão que eu posso tirar desse fato. E isso é essa é uma conclusão interessante porque eu vou me esforçar para conquistar os outros. Agora, eu posso também ficar me esforçando muito e sempre ser muito excessivamente carente. Aí é uma consequência mais eh, digamos assim, indesejada do ponto de vista de saúde mental, pessoal. Mas do ponto de vista coletivo, é melhor do ponto de vista coletivo que eu me esforce para conquistar os outros e fazendo o bem para elas do que eu ficar me achando o melhor dos melhores, né, e pisar em cima dos outros. Aí é é melhor, porque também o fato em si da ausência pode gerar isso, pode gerar, por um lado, um comportamento de valorização da conquista, do afeto, de amizade, de fazer o bem, para poder receber uma recompensa de amor, né, de contatos, mas pode trazer com que eu seja carente demais, mas pode também fazer com que eu me identifique, né, endureça o meu coração, me torne uma pessoa pesada, amarga e acaba acabe repetindo o que eu sofri, né, nessa relação parental com o mundo e não só com os meus filhos. Aí veja, a consequência não é boa. Então o ressignificar ajuda para que a gente mude o comportamento e não se torne, né, o algó, porque ontem nós fomos vítimas, não repitamos o padrão de comportamento. Então, ressignifica ajuda nessa possibilidade de tirar um proveito do fato mesmo, sabendo que o fato foi ruim e até sabendo que o fato foi ruim para eu não me tornar uma pessoa que repete esse fato. Então, eh,
ssignifica ajuda nessa possibilidade de tirar um proveito do fato mesmo, sabendo que o fato foi ruim e até sabendo que o fato foi ruim para eu não me tornar uma pessoa que repete esse fato. Então, eh, isso pode trazer uma série de consequências, eh, positivas se eu conseguir ressignificar, mas não significa que eu precise achar que é bom o que aconteceu. E aí se pergunta também, as emoções tipo ciúmes, eh, tipo inveja, elas são derivadas de que outras emoções? Eh, inveja e ciúme são emoções secundárias? Sim. né? Eu sugiro acompanhar o Espiritismo Play numa temporada em que fizemos sobre como lidar com as emoções e trabalhamos então emoção por emoção. E aí nessas emoções a gente explicou que as emoções primárias são as emoções que já vê inatamente, tá? que a gente tem eh nos animais eh de outra esfera, né, evolutiva, nos animais, seres humanos. Ou seja, é uma emoção que é mais básica, basilar. Então, a gente tem o medo, a raiva, a tristeza, o nojo, a alegria, a surpresa. Nós temos aí essas emoções básicas e há uma mistura dessas emoções para formar emoções mais complexas, as chamadas emoções secundárias, terciárias, que se juntam para dar uma outra emoção mais complexa. Então, ciúme e inveja é uma emoção mais complexa, eh, que a gente, portanto, vai encontrar eh, em uma idade um pouco maior, né, uma idade um pouco mais desenvolvida, porque mistura em torno ali de 2 anos, é que a gente começa a ter uma aquisição das emoções complexas. Então, ciúmes, inveja, elas estão muito associadas a à emoção raiva. Quando eu sinto ciúmes, eu sinto raiva. Quando eu sinto inveja, eu sinto raiva. Quando eu sinto ciúmes, eu sinto raiva eh em tese da pessoa que estaria me traindo. E quando eu sinto inveja, eu também sinto raiva em tese da pessoa que está me eh superando. Mas quando eu sinto ciúmes, eu também sinto medo de perder a pessoa que é objeto dos meus ciúmes. E quando eu sinto inveja, eu também sinto medo de ficar para trás e ser inferior em relação à aquela pessoa que é superior
ciúmes, eu também sinto medo de perder a pessoa que é objeto dos meus ciúmes. E quando eu sinto inveja, eu também sinto medo de ficar para trás e ser inferior em relação à aquela pessoa que é superior na minha visão. Quando eu sinto ciúmes, eu também sinto uma tristeza, porque na minha cabeça eu estou sendo, é, desconsiderado, estou só colocando, t s t s t s tendo colocado para trás. Então, quando eu sinto inveja, eu também sinto tristeza, porque eu estou me sentindo pior, né? Eh, menor do que supostamente aquela pessoa que é objeto da minha inveja. Então, veja aí que ciúmes e invejas e inveja guardam aí uma relação muito próxima. muda apenas o foco eh de de olhar, né? O objeto pelo qual eu sinto ciúmes, o objeto pelo qual eu sinto inveja, o objeto quando eu falo o ser, né, ou a pessoa ou a situação, porque também às vezes sinto ciúmes, inveja da situação junto com outra pessoa. Pois bem, muda isso dos dois e muda também eh eh uma mistura que eles vão ter, tá? Então, pode ser que em determinado momento ciúmes que você sinta não tenha tanta tristeza, tenha um pouco mais de raiva e de medo. Pode ser que a inveja que você sinta naquele momento não tenha tanta tristeza, se tenha só mais raiva e medo. Então, pode haver também uma mudança de eh mistura dessas emoções em determinada situação que não há em outra. Mas, em geral são essas emoções eh primárias que estão acionadas. Agora, há uma outra similaridade. Os ciúmes e a inveja falam na realidade de uma insegurança. Por trás dos ciúmes, por trás da inveja, há uma percepção de inferioridade, né? E porque gera uma sensação de insegurança, uma insegurança muito grande. Então, a gente pode dizer que o verdadeiro motivo dos ciúmes, o verdadeiro motivo da inveja não é o outro, mas é a insegurança que a gente tem dentro de nós. E aí, mais uma vez, aquela pergunta anterior sobre a a ausência parental, né, a rejeição parental pode também gerar esse essa insegurança que por um lado, é bom a gente ser um pouquinho inseguro para
E aí, mais uma vez, aquela pergunta anterior sobre a a ausência parental, né, a rejeição parental pode também gerar esse essa insegurança que por um lado, é bom a gente ser um pouquinho inseguro para tentar fazer as coisas melhor, né, para ter uma certa segurança de que eh uma segurança afetiva é interessante. A a incerteza, a insegurança faz com que a gente tenha um comportamento para tentar aumentar a certeza, a segurança. Agora, quando é excessivo, a gente acaba caindo emoções que são muito eh muito densas e muitos desconfortáveis pra gente sentir e às vezes até eh acabam, minam algum tipo de relacionamento. Porque um relacionamento em que você tem muitos ciúmes, muitos ciúmes, o próprio ciúmes acaba sendo o campo minado do relacionamento. Um relacionamento em que você tem muita inveja, muita inveja. A própria inveja é o campo minado do relacionamento. Então, um pouquinho de insegurança, né, eh, gerando um pouco dessas emoções mais difíceis, pode ser útil paraa gente poder sublimar, né, e transformar inveja em admiração, transformar ciúmes em vontade de eh cultivar eh a relação, né, o amor. Ou seja, eu não fico tão senhor de mim, aí eu preciso cuidar de cultivar a relação amorosa todos os dias. Mas isso pode também des eh desbancar, né, se desdobrar em uma inveja muito grande que não consegue ser transformada em admiração. E aí eu preciso destruir o outro, porque na admiração eu pego o exemplo do outro e tento fazer da minha maneira, sem destruir o lugar do outro. na inveja não, eu destruo o lugar do outro porque a presença do outro sinaliza na minha insegurança que eu sou pior, que eu sou menor, que eu sou eh inferior. Então, a gente queria nesse momento desse programa responder essas perguntas, né, que são foram muito pertinentes. Eu agradeço as pessoas que fizeram para que a gente possa, ao trazer essa pergunta, trazer temas eh de forma mais minuciosa que também são úteis para outras pessoas. Então podem mandar as suas perguntas que na aqui no YouTube da Mansão do Caminho,
ente possa, ao trazer essa pergunta, trazer temas eh de forma mais minuciosa que também são úteis para outras pessoas. Então podem mandar as suas perguntas que na aqui no YouTube da Mansão do Caminho, especialmente não chat ao vivo, porque depois a gente não consegue ver a pergunta, mas deixa ali guardada eh quando o vídeo ficar guardado no YouTube da Mansão do Caminho ou então vai lá no Instagram prof_leonardo Machado e envia que a gente vai selecionando e vai respondendo no seu devido tempo. Um grande abraço. Até a próxima. เฮ
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