#119 • Jesus e Saúde Mental • Episódios Diários - Força da fé

Mansão do Caminho 25/03/2025 (há 1 ano) 31:07 3,830 visualizações 721 curtidas

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado com participação de » Episódio 119 - Episódios Diários - A força da Fé #Jesus #SaúdeMental #forçadafé

Transcrição

Conta-se que Sócrates, além de filósofo, era também escultor. E Sócrates dizia que enquanto filósofo, ele tinha seguido a profissão da mãe e enquanto escultor a profissão do pai. Só que a sua mãe Fenárita na realidade era uma parteira. Ela trazia vida à Terra. E Sócrates dizia que a sua filosofia era um parto, era um partejar. Então, enquanto filósofo, ele se dizia parte de almas. Então, enquanto filósofo, ele tinha seguido a profissão da mãe fenárita, mas enquanto escultou, ele havia seguido a profissão do pai. E naquele momento já relativamente famoso em Atenas, cidade aliás que pouquíssimas vezes ele saiu, ele foi chamado pelo, digamos, o prefeito de Atenas para que pudesse esculpir uma ninfa. Uma uma ninfa é uma estátua, só que essa ninfa tinha que ser escopida em um bloco de mármore. Então, quando veio o bloco de mármore, o prefeito pediu para que os escravos tirassem a o lenço, né, a toalha que encobria o bloco de mármore e então deu o a encomenda. Sócrates, tu deves fazer uma ninfa, deves fazer uma estátua nesse bloco de mármore e deverás fazer sozinho. Sócrates então aceitou o desafio, mas paraa surpresa das pessoas, ele começou de certa forma a se emocionar olhando o bloco de mármore e as pessoas não entenderam porque o bloco de mármore não tinha beleza alguma, era um bloco, digamos assim, muito rudimentar, mas ele ficou em silêncio, as pessoas não entenderam. E ele então passou a fazer o ofício da escultura. Daí há um tempo ele volta, avisa ao prefeito que havia terminado de fazer a ninfa e o prefeito se espanta. Mas como é que você já fez essa ninfa? Sim, prefeito, eu consegui. Mas tão rápido. É, mas não fui eu que fiz a ninfa. Naquele momento, o prefeito foi tomado de uma raiva porque ele havia combinado com Sócrates que tinha que ser Sócrates a fazer. ele não poderia terceirizar o serviço. E então ele fala isso para Sócrates e Sócrates responde: "Não, Senhor, não fui eu que fiz a ninfa porque não fui eu que fiz o bloco de mármore. Quem fez o bloco de mármore e

ria terceirizar o serviço. E então ele fala isso para Sócrates e Sócrates responde: "Não, Senhor, não fui eu que fiz a ninfa porque não fui eu que fiz o bloco de mármore. Quem fez o bloco de mármore e colocou na natureza, esse foi quem fez a ninfa." Quando ele respondeu isso, os presentes não entenderam muito bem do que que ele tava querendo falar, mas então pediram para que a ninfa fosse trazida até o recinto. Trouxeram a ninfa, tiraram o lenço que encobria. E quando viram a ninfa, não mais naquele bloco sem cor, mas com aquele bloco de mármore reluzente e a ninfa bonita, todos então começaram a ficar encantados, espantados e encantados. E porque os os atenienses gostavam de arte, eles então até se emocionaram, coisa que, aliás, Sócrates havia feito no primeiro momento. Então o prefeito fala: "Mas Sócrates, se não foi você quem fez, quem fez essa ninfa tão bonita? Essa é a mais bela ninfa em homenagem a Deus Atenas em nossa cidade. E nós iremos colocar na praça pública. Sócrates. Então olha e fala: "Não, não fui eu que fiz, senhor prefeito, foi Deus, foi a divindade. Porque foi a divindade que fez o bloco de mármore, que colocou na natureza o meu trabalho enquanto escutou. foi apenas tirar as pedras que estavam encobrindo o bloco de mármore que estava na natureza. Por isso que naquele momento eu chorei, porque eu conseguia ver a ninfa oculta no bloco de mármore. Eu apenas fui o escultor, apenas fui o instrumentista que tirei as que tirou as pedras que estavam excedentes. ninfa oculta no bloco de már, essa história que é uma licença poética, mas que fala da profundidade filosófica socrática, nos traz também o poder da transcendência. Transcender é, de certa forma, ir além do que se vê. Transcender é ir além do próprio ser para poder ver uma realidade diferente daquela que nós estamos vendo no momento. E essa é a principal função da fé. A ação da fé, a força da fé, é fazer com que a nossa percepção, a nossa visão de uma figura de linguagem possa transcender o óbvio. Não fica vendo o bloco de mármore

E essa é a principal função da fé. A ação da fé, a força da fé, é fazer com que a nossa percepção, a nossa visão de uma figura de linguagem possa transcender o óbvio. Não fica vendo o bloco de mármore sem cor, mas vê a possibilidade da ninfa que está oculta dentro do bloco de mármore. Por isso, Joana de Angeles, na mensagem 45, A força da fé, vai dizer que a fé religiosa assentada nas sólidas bases da razão, constitui para a travessia feliz da existência corporal. Luz acesa na sombra aponta o rumo no processo humano para a conquista dos valores eternos. O homem sem fé é semelhante a barco sem bússola em oceano imenso. Quando bruxo leia a fé e se apaga por falta de combustível que a razão proporciona, a padecer a rua de provação de ter que seguir em plena escuridão, sem apoio nem discernimento. A fé pode ser comparada a uma lâmpada acesa colocada nos pés, clareando o caminho. Sustenta a tua fé com a lógica do raciocínio claro. Concede-lhe tempo mental, aprofundando reflexões em torno da vida e da sua superior finalidade. Exercita, mediante a irrestrita confiança em Deus e na incondicional ação do bem. A fé é campo para experiências transcendentes que dilatam a capacidade espiritual do ser. com o dinamismo que a fé propicia cresce nas tuas aspirações, impulsionando a vontade na diretriz da edificação de ti mesmo, superando impedimentos e revestindo-te de coragem com que triunfarás nos tentam da evolução. Conforme a intensidade da tua fé, agirás, fazendo da tua vida aquilo em que realmente acreditas. A fé, repito, é campo para experiências transcendentes que dilatam a capacidade espiritual do ser. Por isso que a fé faz o que Sócrates fez quando viu o bloco de mármore, ele viu a ninfa oculta. Em geral, a nossa percepção do dia a dia, a nossa visão, né, ainda espiritualmente atrasada, só consegue ver o aqui e o agora. não consegue perceber as consequências do depois. E por isso que nós nos desesperamos, por isso que nós nos revoltamos, por isso que nós não conseguimos construir

da, só consegue ver o aqui e o agora. não consegue perceber as consequências do depois. E por isso que nós nos desesperamos, por isso que nós nos revoltamos, por isso que nós não conseguimos construir beleza diante das coisas da vida, porque nós ficamos apegados à aparência. A dor traz uma aparência rude, dura, difícil, que dói. Dói. No entanto, assim como um escultor precisa passar pelas dores de pegar um escopro e tirar as pedras excedentes do bloco de mármore para poder fazer a ninfa surgir, nós também. Diante da nossa dor, diante da nossa existência, temos uma dor inerente ao processo, que é fazer arte. inerente ao processo, que é transformar esteticamente a nossa, o nosso ser, o nosso perespírito, dá um trabalho e esse trabalho dá um cansaço, esse trabalho dá uma dor, faz parte. Então, não é que não dói, mas a fé ela possibilita uma transcendência, numa ampliação de percepção. Aqueles que têm ouvido de ouvir, que ouçam, aqueles que têm olhos de ver, que vejam. É esse ver, é esse ouvir que a fé nos convida. E para isso, Juno de Angeles traz aqui alguns pontos que eu queria frisar. O primeiro é a ação da razão. A razão dilatando a nossa fé, a razão não mais no contraponto da fé, não mais sendo, digamos, o oposto da fé. Allan Kardec, ele é muito sábio, né? E de certa forma, poucas vezes a gente encontra essa visão, como aquele texto, a aliança da religião, né, e da ciência. Aliança da ciência com a religião. É a aliança da fé. Essa capacidade inata de termos alguma crença em algo, é uma capacidade inata de transcender. Nós temos essa capacidade de transcender junto com a ciência, que é uma capacidade de entender. A fé nos dá a capacidade de transcender a ciência, a capacidade de entender o processo. Eu digo que todos nós temos a capacidade de transcender, porque todos nós temos a capacidade de fazer a arte. A arte é transcendência. Arte é transcendência materializada. Qualquer tipo de arte é uma transcendência. Por quê? Porque ela transforma uma realidade que ainda não

temos a capacidade de fazer a arte. A arte é transcendência. Arte é transcendência materializada. Qualquer tipo de arte é uma transcendência. Por quê? Porque ela transforma uma realidade que ainda não foi posta em uma realidade que vai ser construída. E essa transformação se dá a partir do pensamento estético do artista, do compositor, do escultor. Sócrates via no bloco de mármore a ninfa oculta. Então ele conseguiu transcender com a sua alma artística a realidade visível. Então, a arte, todo compositor, todo artista, ele é um visionário de algo. Ele antever algo, ele pensa em algo. Então, todos nós temos uma capacidade estética. E se temos essa capacidade estética de criar algo, temos uma capacidade de transcender algo. Porque criar é transcender. Criar é materializar no campo objetivo, no campo, portanto, sensível, a algo que estava apenas no campo da do pensamento, no campo da imaginação. quer seja uma costureira, quer seja uma cozinheira, que sai do pensamento, eu vou cozinhar hoje tal coisa, sai da esfera da imaginação pra esfera da ação e concretização. Então isso é transcender. Nós temos uma capacidade inata de transcender, porque se não fosse assim, a gente não tinha crescido, não teríamos feito a civilização, as coisas, não teremos feito nada. é uma capacidade inata de transcender. Então, nós temos uma capacidade inata de ter fé, porque sem fé é impossível viver, é impossível transcender sem uma possibilidade de fé. Porque o que é, qual é o exemplo maior? É a depressão profunda. Na depressão profunda, a cozinheira não consegue cozinhar. Na depressão profunda, o artista não consegue criar. Na depressão profunda, a pessoa não tem ânimo, não tem força, não tem vontade, ela fica prostrada. Essa é a depressão profunda que leva às vezes a estados catatônicos. A depressão mesmo ela paralisa. O que faz a criatividade é a tristeza, mas não a depressão. A depressão paralisa. Então, na depressão profunda, nós não criamos. Se estamos conseguindo criar, é porque nós estamos com algum tipo de vitalidade

z a criatividade é a tristeza, mas não a depressão. A depressão paralisa. Então, na depressão profunda, nós não criamos. Se estamos conseguindo criar, é porque nós estamos com algum tipo de vitalidade transcendendo. Por isso que eu disse que é incompatível com a vida a falta de fé. A fé precisa para nós nós precisamos de fé para poder algum tipo de vida. A cozinheira na fé que vai fazer o tempero correto, né? Acreditar. o artista na fé que vai conseguir fazer algo, acreditar nessa nesse algo que vai fazer. Acreditar, queridos amigos, é uma questão inata. Não tem para onde fugirmos, não tem para onde corrermos. faz parte do existir ou alguma capacidade de acreditar e transcender, porém dessa capacidade inata, que às vezes é uma fé na arte, uma fé nas pessoas, enfim, uma fé que às vezes não é divina, às vezes as pessoas não tem uma fé em Deus, porque aí vem outra questão, a ciência, a razão, ela pode ampliar e solidificar da base a nossa fé, como também às vezes pode drenar a nossa capacidade inata de de crer. Por quê? Porque a partir da razão, vendo as atrocidades que as religiões fizeram ao longo do tempo, a razão nos diz: "Ah, não pode ser, não pode existir Deus". Já que as coisas que foram de Deus, religiosamente falando, criaram confusão, criaram guerra. Então, ao longo do tempo, a nossa razão decepcionada fez com que a gente entrasse num processo de desacreditar. desesperançar nessa força divina. Então nós começamos a tirar essa crença no divino, essa capacidade de inata de transcender e começamos a colocar em outros aspectos, na música profana, na ciência, na filosofia materialista, na política materialista, enfim, em vários no futebol. a nossa e a nossa capacidade até no nosso Brasil, né? Fala assim: "A minha religião". Aí fala o nome de tal clube, porque é a é a forma que a gente foi se encontrando para, digamos assim, harmonizar essa tendência inata de transcender, de ser algo além do aparente com a decepção no ser maior que é Deus. Aí a gente foi refazendo esse

a que a gente foi se encontrando para, digamos assim, harmonizar essa tendência inata de transcender, de ser algo além do aparente com a decepção no ser maior que é Deus. Aí a gente foi refazendo esse caminho. E aí onde vem? Robustece a tua fé com a com a razão de Jonas de Angângeles. Diz Allan Kardec, aça religião com a ciência. A gente foi refazendo esse caminho e aí chega naquela conclusão, como muitas pessoas me dizem, eu não acredito no Deus que os homens fizeram, mas acredito no Deus que fez os homens. querendo mostrar que olha, essas visões que os homens têm, eu não acredito, eu não consigo acreditar mais numa visão religiosa formal, mas eu tenho uma religiosidade, eu tenho uma espiritualidade porque eu acredito e aí usa a razão porque não é possível que não exista. vai começar a fazer as a razão. A doutrina espírita nasce nesse bojo no século XIX, um século que, de certa forma, é herdeiro de um momento em que havia uma decepção muito grande com a religião. Veja que o século XIX e do século XIX nasce, por exemplo, um grande filósofo que influenciou muito o surgimento da psicologia, o surgimento da psicanálise, a expansão da filosofia, que foi e a grande questão que ele tem não necessariamente é com o divino, digamos assim, é com o que as instituições fizeram, não é? Matando o ser. e não dando nada para que ele pudesse eh ser algo. Então você vê várias críticas, várias críticas eh do Niets que influenciou o século XIX. Então eu tô colocando ele porque ele ele simboliza, né, esse essa visão do século XIX. Então, Allan Kardec quando codifica o Espiritismo, ele está nesse momento em que a ciência vai se apresentando como sendo, digamos assim, a nova religião, no sentido de aglutinar a esperança das pessoas. Mas ele sabe o que era, percebe a necessidade de uma união, a fé raciocinada. A razão que não mais mata a fé, mas a razão que alimenta a fé e faz com que a gente saiba porque acredita, saiba filosoficamente porque acredita. Por isso que diz Allan Kardec, a força do

raciocinada. A razão que não mais mata a fé, mas a razão que alimenta a fé e faz com que a gente saiba porque acredita, saiba filosoficamente porque acredita. Por isso que diz Allan Kardec, a força do Espiritismo não está no fenômeno mediúnico em si. A força do Espiritismo está no apelo que dirige a razão na sua filosofia. É isso que Joana deângel está dizendo, a força da fé que faz a gente transcender visualizando algo que vai vir a ser, mas que ainda não é na nossa realidade presente. Ela está no apelo filosófico que a nossa razão apresenta para alimentar a nossa capacidade de crer. E aí vai então fé e razão, uma ajudando a outra, porque também a doutrina espírita e nem Joana deângeles nessa mensagem propõe uma racionalização da fé. Não, ela não propõe uma racionalização apenas como se a fé pudesse ser substituída apenas por argumentos filosóficos. Não, ela pode ser alimentada, mas não substituída. Porque existe alguma coisa inata que vem do que? A humildade. Se fosse apenas razão, a razão, razão, razão, a gente poderia ter a falsa intuição de que a nossa mente bastaria, o nosso intelecto bastaria. Isso seria uma cilada narcisista, uma cilada orgulhosa, uma silada vaidosa. Não. A razão, o apelo da filosofia pode alimentar a fé, mas não substituir algo inato. Por isso, fé junto com razão, razão junto com fé tem como grande consequência para poder ficar um jogo harmônico entre elas a humildade. A humildade. Humildade está na base ou é uma consequência da fé profunda. Ao mesmo tempo está na base da fé profunda. É um ciclo virtuoso. Quanto mais fé eu tenho, mais humilde eu preciso ser para entender que Deus é o grande todo e eu sou só um psiquismo dentro desse universo. Mas ao mesmo tempo essa humildade ela alimenta a fé, porque se Deus é o grande todo, eu não tenho como saber das coisas, então minha razão é limitada. Então não é uma confiança irrestrita na razão, na explicação, de forma alguma. É uma fé raciocinada, é uma aliança. Eu acho que a palavra mais correta, né? aliança,

isas, então minha razão é limitada. Então não é uma confiança irrestrita na razão, na explicação, de forma alguma. É uma fé raciocinada, é uma aliança. Eu acho que a palavra mais correta, né? aliança, junção da ciência com a religião, da fé com a razão. E aí a filosofia permeando essas duas essas duas esferas de pensamento para poder aumentar, para poder robustecer a nossa fé. Então, humildade como sendo uma base e essa fé se desdobrando em dois grandes comportamentos, que é um comportamento de superação que modifica a realidade, modifica o patamar da nossa estrutura física, corpórea, modifica a nossa psicosfera, fazendo com que a gente sintonize com as energias transcendentes salutares do universo. modifica a sintonia mediúnica que a gente tem, modifica, mas a gente não pode mudar as leis de Deus. Por mais que tenhamos fé, a gente não consegue superar do ponto de vista que a gente gostaria os desígnios que devem vir para nossa vida. Porque a doutrina espírita nos fala de reencarnação, nos fala de causa e efeito, nos fala de problemas que precisamos passar que fazem parte de um resgate, fazem parte de uma prova. Então, por mais que tenhamos fé, não é só superação das montanhas, mudando o externo. Às vezes o trabalho da fé é internamente a partir da resignação. Então, costumo dizer que essa fé raciocinada, ela tem um lado que é superação e o outro lado que é resignação, porque ela entende que Deus é o maior, que Deus é maior. Ela entende que deve confiar e confia mesmo sem saber de tudo, mesmo sem compreender tudo, mesmo sem entender tudo. Então é uma coisa linda isso, né? Ela confia em Deus e se resigna porque entende que tudo tem um porquê e o para quê, mas ao mesmo tempo sabe que não tem como entender todo por e todo para quê. Então ela se resigna. é humildade. Humildade tá na base desse processo de superação e resignação. Então esse é um processo lindo que faz a gente transformar esse bloco de mármore que é a nossa vida às vezes em uma ninfa que nós devemos virar nas duas asas que diz Allan Kardec

peração e resignação. Então esse é um processo lindo que faz a gente transformar esse bloco de mármore que é a nossa vida às vezes em uma ninfa que nós devemos virar nas duas asas que diz Allan Kardec da evolução. asa da evolução intelectual, a asa da evolução moral, para podermos, como a ninfa, saltar voos maiores na nossa vida. E aí eu me recordo de uma jovem que contarei aqui oportunamente com mais detalhes a sua história porque tenho permissão, mas achei lindo o processo que acompanho há 12 anos mais ou menos. Lindo, não porque sem dor, mas lindo vê a transformação do ser. Enquanto o corpo estava saudável do ponto de vista físico, ela tinha uma grande tristeza, uma grande desmotivação de viver. Uma depressão em um quadro de transtorno bipolar que se seguia, recaía, melhorava, recaía, melhorava. e uma grande vontade de morrer. Certa feita, ela abre um livro religioso e interpreta, porque estava influenciada pelos obsessores, que ali estava tendo uma mensagem de Deus que dizia assim: "Minha filha, tá bom, você já sofreu muito, agora tá na hora de morrer". E ela sentiu êxtase, sentiu alegria, porque sentiu que Deus a estava permitindo cometer o suicídio. E esse é um ponto muito importante que eu já falei outras vezes, mas repito, às vezes, antes de uma tentativa de suicídio mais arriscada, né, quase que com eh que com êxito no suicídio, a pessoa é tomada por uma alegria, por um êxtase, por uma sensação de tranquilidade. É como se Deus, veja que coisa, Deus me liberou. Então ela tentou suicídio, não tinha sido a primeira vez, mas fazia tempo que ela não tentava, de uma forma que quase conseguiu. E depois ela caiu em si, veio aquele arrependimento, aquela culpa, ressaca a moral e ela conversava comigo, mas que coisa louca, Léo. Eu entendi, eu interpretei. E aí ela que era espírita, entendeu depois, ela tava afastada, mas tinha base espírita, entendeu o jogo espiritual, mudando ali, né, distorcendo o entendimento dela. Pois bem, contando esse exemplo, para sinalizar como essa

ta, entendeu depois, ela tava afastada, mas tinha base espírita, entendeu o jogo espiritual, mudando ali, né, distorcendo o entendimento dela. Pois bem, contando esse exemplo, para sinalizar como essa alma tinha uma vontade de morrer e tinha esse desânimo. Então, depois disso, ela nunca mais tentou suicídio, mas era aquele desânimo, uma desvitalização em vida. Até que ela teve um acidente vascular encefálico, muito jovem, mais nova do que eu, teve um AVC e esse AVC grave, quase que ela veio a desencarnada, o cérebro totalmente danificado, portanto, as sequelas, apesar de ser um corpo jovem e conseguir se recuperar, não conseguiu se recuperar totalmente, não seria possível. Mas em um em um determinado momento depois que ela conseguiu sair da UTI, meses de batalha saiu da UTI, foi se recuperando no que podia, mas ainda com muitas sequelas. Em uma conversa, eu, ela e a mãe, ela mostrava assim: "Eu estou rezando todo dia para Deus me deixar um pouco mais. Eu sei que não vou me recuperar". e dizia isso. Ela falava com dificuldade pela sequela do AVC, mas pelo menos eu consegui mexer a minha mão novamente. E aí até conseguiu depois mexer um pouco como ela queria. E a cada pequena vitória de mexer a mão, ela feliz. E a mãe olhou para mim e falou: "Léo, eu nunca vi minha filha com vontade de viver como eu estou vendo agora. Ela parece um outro ser." E eu falei pra mãe, eu também vejo isso. Eu também vejo isso e acho fantástico o caminho da vida que às vezes nos dá respostas que a gente não consegue entender. E depois de um AVC, 12 anos de adoecimento grave no tranchando bipolar grave que ela teve, a alma viva, transcendendo o aspecto adoecido, mas vitalizando ainda reencarnada. E a mãe então me falava: "Léo, eu sempre achei a fé que meve que move as montanhas como sendo mudar o externo. Eu sempre tive fé que minha filha ia se curar, mas agora, inclusive depois do AVC, mas agora eu tô entendendo um outro tipo de fé". E eu então conversei com ela, a fé de Maria. Maria, me permita,

rno. Eu sempre tive fé que minha filha ia se curar, mas agora, inclusive depois do AVC, mas agora eu tô entendendo um outro tipo de fé". E eu então conversei com ela, a fé de Maria. Maria, me permita, santíssima, a santa mãe de Jesus, essa mulher que simboliza uma fé que é dificílimo de entender, porque percebamos a fé de Maria em Deus, vendo o seu filho crucificado, maldito pelos homens da sua época, ou seja, não desejado pelos homens da sua época, não pode ser uma fé que muda as montanhas externas, porque ela não tinha como mudar a crucificação pelo qual o filho estava passando, mas ela aos pés da cruz com uma fé que é resignação. A fé de Maria é potente, profunda e causa tanto impacto em nossas vidas ao longo dos séculos, que tantas Ave Marias foram compostas em homenagem a essa mulher, a esse espírito. Não porque é uma fé que supera tudo, ela não pode superar, mudar a crucificação, mas é porque é uma fé que se resigna diante da cruz que não pode ser modificada. Essa mãe vendo a cruz agora na forma de uma doença da filha, ela me dizia depois de eu conversar sobre Maria, etc. Eu entendo agora a fé resignação, mas eu estou feliz porque eu vejo a minha filha outra. Eu vejo que a alma dela se curou e como foi bonito ver o processo de uma ninfa poder ser construída de uma forma inesperada na alma desse ser. É muito difícil entendermos, mas quando a gente vê a transformação da vida que dá o seu jeito de confiar em Deus a partir de resignação, juntando com superação, a gente entende Sócrates. Ao dizer, eu via a ninfa oculta no bloco de mármore. O meu trabalho foi apenas tirar as pedras que estavam cobrindo para que a ninfa aparecesse. Mas o autor é Deus. Deus é o autor de tudo, da bonança como da doença. Deus é o autor de tudo. Porque se a doença vem, é porque o autor Deus permite que nós, esses instrumentistas acanhados, possamos construir uma realidade para aprendermos. É o Pai que nos deixa, é o Pai que é o autor do universo, que nos deixa fazer o aprendizado um a partir do

que nós, esses instrumentistas acanhados, possamos construir uma realidade para aprendermos. É o Pai que nos deixa, é o Pai que é o autor do universo, que nos deixa fazer o aprendizado um a partir do outro. Que possamos, portanto, vislumbrar essa outra força da fé, apelando à nossa razão, ampliando o nosso entendimento e construindo uma ninfa dentro do bloco de mármore das dores da nossa vida. Que Deus nos abençoe hoje e sempre.

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