#06 • Jesus e Saúde Mental • O capacete da esperança

Mansão do Caminho 18/10/2022 (há 3 anos) 35:50 8,976 visualizações 1,001 curtidas

WEBSÉRIE • Jesus e Saúde Mental » Episódio 06: O capacete da esperança » Apresentação: Dr. Leonardo Machado

Transcrição

Só uma leve esperança em toda a vida, mas nada disfarça a angústia que é viver. Nem é mais a existência toda resumida do que uma pequena, uma leve esperança malograda. E o sonho da alma desterrada, sonho que a coloca ansiosa e a faz embecida, é uma hora feliz que sempre vai sendo adiada e que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que sonhamos, a árvore milagrosa que supomos, toda a reada de dourados pomos existe sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos e nós nunca pomos onde nós estamos. A poesia é de Vicente de Carvalho e ela nos coloca muito bem posicionada à esperança, porque perceba que a poesia na sua primeira parte fala da angústia que é viver. Ela não vai negar a existência de traumas, de dores, de sofrimentos que muitos de nós passamos. Ela não vai negar os problemas que existem na vida, mas ela vai afirmar no início da sua poesia que apenas uma leve esperança, ou seja, a esperança que às vezes parece pequena, mesmo sendo pequena de fato, ela tem a capacidade de disfarçar a angústia que é viver. Ou seja, a angústia existe, o problema existe, os débitos, as expiações, os sofrimentos em geral. Mas quando nós temos a presença da esperança, mesmo que seja leve, ela tem a capacidade de desfocar a nossa mente, desfocar a nossa atenção para que a gente não fique apenas vislumbrando os problemas e consiga também vislumbrar as soluções, consiga também perceber outros caminhos que não sejam caminhos tão dolorosos. Então, a esperança, ela tem a possibilidade de construir em nós também uma felicidade, mesmo que seja em meio ao caos, mesmo que seja em meio ao sofrimento, porque a gente começa a perceber que a presença, mesmo que leve da esperança, é o ingrediente que torna uma felicidade possível, mesmo que não seja uma felicidade absoluta. Por isso que o poeta termina a poesia dizendo que a felicidade existe sim. Então ele afirma a presença da dor, mas afirma que uma leve esperança consegue disfarçar a angústia da existência e termina a

Por isso que o poeta termina a poesia dizendo que a felicidade existe sim. Então ele afirma a presença da dor, mas afirma que uma leve esperança consegue disfarçar a angústia da existência e termina a poesia reafirmando a existência da felicidade. Essa felicidade existe sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos e nós nunca pomos onde nós estamos. Então, hoje abrindo algumas mensagens do Evangelho, queremos sobretudo nos debruçar na primeira epístola de Paulo aos Tessalonicenses, especialmente no capítulo 5, versículo 8, em que o apóstolo vai poder conclamar os Tessalonicenses a seguinte questão: tendo por capacete, a esperança na salvação. É muito interessante essa analogia, né, essa figura de linguagem, essa eh imagem criada por Paulo de Tasso, tende por capacete a esperança, a esperança na salvação. E aí, Emanuel no livro Fonte Viva, na mensagem 94, faz considerações que eu acho muito pertinentes em relação a a essa a esse ponto. Ele vai dizer assim: "O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa sede de manifestação ao pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação. Se o sentimento muitas vezes está sujeito aos ataques da cólera violenta, o raciocínio, em muitas ocasiões, sofre o assédio do desânimo à frente da luta pela vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum. Então, é interessante que a gente possa logo perceber nessas considerações de Emanuel que Paulo coloca não assim outra parte que ele poderia botar a armadura, o escudo da esperança, mas ele coloca o capacete da esperança. E Em Emanuel tem e essa percepção muito sutil, muito aguçada, de que a cabeça, né, simboliza a fonte de manifestação do pensamento. É, portanto, o capacete uma proteção para o cérebro, uma proteção para essa área tão nobre da nossa vida física, que é também, numa visão espiritista o principal ponto do corpo que nos conecta à vida espiritual em relação à

uma proteção para o cérebro, uma proteção para essa área tão nobre da nossa vida física, que é também, numa visão espiritista o principal ponto do corpo que nos conecta à vida espiritual em relação à vida material. Então, o perespírito, na visão do da da do espiritismo, é a um intermediário, né, entre o nosso ser, a alma e o corpo. Mas o perespírito, sendo intermediário, ele utiliza, né, como algumas eh fontes de ligação mais forte algumas partes do corpo. E essa parte do corpo é sobretudo o sistema nervoso central, especialmente o cérebro. Então, a manifestação mental, ela não está circunscrita ao cérebro, não está circunscrita a cabeça, até porque a gente tem ali uma complexidade maior quando a gente pensa nas faculdades anímicas, nas faculdades do ser, nas faculdades da alma, nas faculdades do espírito. uma manifestação do espírito como um todo, mas eh a gente pode entender, pode intuir a partir de que o nosso corpo sendo, seria uma cópia eh imperfeita do que teria no mundo espiritual, de que talvez exista algum departamento, alguma série da alma que enradie alguma luz mais intensa, alguma fonte de vida mais intensa. Bem, isso aí são elocurbações, né? Porque a gente pode entender que o espírito ele não vê com os olhos, né? Os olhos da alma são uma perspectiva mais global. Agora, quando a gente tá encarnado e tá vinculado a esse corpo, o sistema nervoso é como a gente vai ter algumas revelações ali, especialmente de André Luiz na sua coleção, né, sobre a vida no mundo espiritual, especialmente quando a gente pensa no mundo maior de André Luiz, em que ele inclusive faz uma topografia do cérebro, dos estágios evolutivos, né, e vai colocar três estágios ali da evolução cerebral, vinculando também a perspectiva da evolução espiritual. A gente pode abrir também Filomeno de Miranda na coleção que ele tem através do Divaldo Franco, né? E vendo também a importância do cérebro. Então, é muito interessante, Emmanuia, fazer essa eh essa percepção, né, de que não é o escudo da esperança, mas o capacete,

tem através do Divaldo Franco, né? E vendo também a importância do cérebro. Então, é muito interessante, Emmanuia, fazer essa eh essa percepção, né, de que não é o escudo da esperança, mas o capacete, porque o capacete seria o local que protege essa coisa sacrossanta, que é o cérebro, que é o sistema nervoso central. E ele vai colocar ainda mais um ponto, porque tanto o nosso a nossa emocionalidade quanto a nossa racionalidade, elas podem ser eh contaminadas por situações que mais nos dificultam a marcha. Então ele ele simboliza ali, ele situa emocionalidade sendo contaminada pela cólera, ou seja, uma quantidade muito grande de energia agressiva, ou seja, muita raiva em que a gente vai mudar o nome, vai bottar cólera, porque geralmente a cólera vai se manifestar também num comportamento mais destrutivo e também vai situar o nosso pensamento, podendo ser às vezes contaminado pelo desânimo, né, pela decepção, por aquela falta de vontade e consequentemente um esmorecimento maior. Então, continua Emanuel arrematando essa reflexão. Por isso mesmo, talvez o apóstolo não se refere à touca protetora. Chapéu quase sempre indica passeio, descanso, lazer, quando não define convenção no trage exterior de acordo com a moda estabelecida. capacete, porém, é indumentária de luta, indumentária de esforço, indumentária de defensiva. E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso quando sabe que o próprio mestre permanece em trabalho ativo e edificante. Muito interessante essa arrematada de Emmanuel. Porque podia simbolizar na cabeça um chapéu, uma touca. No entanto, o chapéu é mais de passeio ou então indica uma moda. E esperança não é só moda. Esperança é algo mais profundo. Até porque a esperança é construída de forma ativa. Engana-se aquele que pensa que a esperança, o otimismo ou a fé são eh características adquiridas sem esforço. Assim como outras habilidades. A habilidade maior de sentirmos esperança,

de forma ativa. Engana-se aquele que pensa que a esperança, o otimismo ou a fé são eh características adquiridas sem esforço. Assim como outras habilidades. A habilidade maior de sentirmos esperança, de alimentarmos otimismo ou construirmos fé, também exige um esforço que às vezes é milenar, mas que deve permanecer também na pauta do nosso dia nesta existência. Se já fizermos um esforço muito grande no passado, que a gente continue fazendo o esforço para alimentar essas três esferas que tem uma ligação muito grande. Então, a ideia do capacete tanto mostra a questão da cabeça, né, como também mostra o capacete como sendo algo que tá ligado a força, a combate, à luta, a esforço. A esperança não é para as horas tranquilas somente. A esperança não é apenas para as horas de vitória. Quando nós estamos vitoriosos, nós celebramos. Quando nós conquistamos algo, nós celebramos. Essa celebração pode ajudar a alimentar a nossa esperança, mas a esperança tem um papel fundamental, sobretudo nas horas difíceis. A esperança tem um papel fundamental, sobretudo nas horas mais aperreadas, em que exige um esforço na luta. Então, é muito interessante essas três imagens aí que se complementam, né? esperacete da esperança, porque é a nossa mente. Segundo, um capacete porque a esperança é usada em horas difíceis, especialmente em horas difíceis, na luta do dia a dia ou nas lutas que nós travamos. E para isso exige um esforço de nossa parte, não é algo que vai vir de fora para dentro. Por quê? Porque às vezes você tem uma uma série de cenários externos muito bons, muito favoráveis, mas a gente não consegue perceber. Então, a esperança não é de fora para dentro, é de dentro para fora, porque às vezes o cenário tá muito favorável e a nossa o nosso pensamento pessimista quebra qualquer esperança, apesar das evidências positivas que estão acontecendo ao nosso redor, apesar das coisas boas que também estão acontecendo. Então, a esperança não pode ser dada para o outro. Cada um tem que construir, tem que se abrir à esperança.

s que estão acontecendo ao nosso redor, apesar das coisas boas que também estão acontecendo. Então, a esperança não pode ser dada para o outro. Cada um tem que construir, tem que se abrir à esperança. Cada um precisa se abrir ao esforço esperançoso para poder detectar na vida os caminhos, os pontos, né, de ancoragem dessa emoção tão importante, dessa construção tão importante. Então, nesse sentido, eu queria passar um outro slide aí que resume. Eu falei de fé, esperança, otimismo. Essa mensagem, especialmente Paulo se dedica a falar da esperança, o capacete da esperança. E aí a gente tem algumas semelhanças, tá? Tanto a fé, quanto a esperança, quanto o otimismo, elas guardam uma grande característica que coloquei aí em e sublinhado. Elas aumentam as nossas emoções positivas relacionadas ao futuro. Quando nós estamos com esperança, nós temos uma certa alegria em relação ao futuro que vai ser melhor. Quando nós temos algum otimismo, nós temos alguma esperança em relação ao nós temos alguma alegria em relação ao futuro. Mesma coisa a fé. Então, fé, esperança e otimismo, elas têm essa coisa em comum de aumentar dentro da nossa nosso ser a alegria relacionada a um futuro melhor. Agora, existem algumas características. Por exemplo, a fé, eu gosto aí da da epístola de de Paulo aos Hebreus, quando ele eh vai colocar a característica da fé. Ele vai dizer a fé, ele vai conceitualizar. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vem. Então, quando nós temos fé, nós temos uma confiança, um fundamento naquilo que a gente tá esperando. Então, aí o futuro e a palavra espera que também aparece na esperança. Quando nós temos esperança, nós esperamos alguma coisa em relação ao futuro. E a fé faz com que a gente tenha uma firme convicção, mesmo de coisas que a gente não consegue ver. A esperança também. a gente ao esperar algo no futuro, a gente não tá vendo esse futuro. Então, eh, esses três construtos têm essa característica. a gente pegou o

coisas que a gente não consegue ver. A esperança também. a gente ao esperar algo no futuro, a gente não tá vendo esse futuro. Então, eh, esses três construtos têm essa característica. a gente pegou o conceito de fé de Paulo de Tarso aos Hebreus, mas veja como tem características também da esperança. Agora, existem diferenças entre fé, esperança e otimismo. E aí vou falar a diferença. Primeiro, a fé envolve algo mais metafísico, algo mais transcendente, eh, sacrossanto, né? Quando eu tenho fé, eu acabo sendo relacionado a uma ideia de Deus, a uma ideia da divindade, a uma ideia de reencarnação, a uma ideia que são de coisas que transcendem a matéria, ou seja, geralmente questões mais espiritualistas. Eh, óbvio que a gente pode ter fé no ser humano também, fé nas pessoas, fé em você, ou seja, acreditar nas pessoas, né? Mas eh na sua raiz, a gente vai perceber a fé especialmente vinculada a algo metafísico, a algo sacrossanto. Já o otimismo, ele tende a se relacionar, né, eh, melhor, ele não tende a se relacionar diretamente a uma ação, enquanto a esperança implica uma ação. Então, vamos lá, vamos exemplificar. Eu posso ter fé, mas ser uma pessoa pessimista. Poxa, como assim? Porque a fé eu posso ter em Deus, eu posso ter uma fé em Jesus, eu posso ter uma fé nos benfeitores amigos, mas ter um pessimismo em relação à minha vida, em relação aos outros, em relação a mim mesmo. Então, é possível ter fé mais pessimismo. Por outro lado, eu posso ser uma pessoa muito otimista. Porque eu espero coisas boas, tenho expectativas boas em relação ao futuro, em relação a mim mesmo, em relação às pessoas, mas eu não consigo ter uma crença no criador, uma crença em questões mais espiritualistas. Então, eu sou um otimista, mas não tenho fé e isso pode acontecer, tá? Agora, quando eu tenho fé e eu tenho otimismo, na verdade tô falando de expectativas, né, de pensamentos, de sentimentos, de coisas que são mais no plano das ideias. Fé e otimismo não necessariamente provocam ações, não necessariamente criam ações.

a verdade tô falando de expectativas, né, de pensamentos, de sentimentos, de coisas que são mais no plano das ideias. Fé e otimismo não necessariamente provocam ações, não necessariamente criam ações. É muito provável que, se eu tiver fé em Deus, fé em Jesus, né, fé em algo maior, é provável ou é possível que eu tenha mais facilidade de me engajar em atividades sociais, em atividades para o bem. Se eu tenho otimismo nas pessoas, otimismo no mundo, é mais provável também que eu vá me engajar em atividades prósociais, né? Mesmo que não sejam atividades religiosas, mas é mais provável. Eu posso ter uma fé inoperante, eu posso ter um otimismo inoperante, né? Ou seja, eu posso ter esses sentimentos, posso ter essas expectativas que me protege do mal-estar, digamos assim, mas eu posso talvez não retribuir nada pra vida, porque eu acredito mais na questão de que o importante é uma graça divina ou algo que vem mais assim a a sem necessidade de ação e aí eu posso ficar mais inoperante, tá? Eh, então assim, a fé e o otimismo, elas não implicam uma ação. E aí vem a excelência da esperança. A esperança tem essas características que a fé tem, tem essas características que a esperança tem, ou seja, tem uma confiança, tem uma convicção de coisas que a gente não tá tocando, coisas que não são palpáveis. Não necessariamente eu preciso ter uma crença em Deus para ter esperança, né? Eu posso ter uma esperança mais baseada em otimismo, mas eu posso ter uma esperança mais baseada em fé. Agora, se eu tenho esperança, eu posso ter uma, eu vou ter com certeza uma ação. Por quê? E aí vem esse o esse gráfico aí. Esperança a gente pode dividir em duas palavras, né? Quando eu tenho esperança, eu tenho aí duas palavras dentro dela: esperar e agir. Quando eu espero, eu tenho duas eh dois sentidos. Esperar no sentido de expectativa, ou seja, qual é a minha meta? O que é que eu espero? Mas eu também preciso esperar em termos de paciência, porque eu entendo que a minha esperança, a minha expectativa,

erar no sentido de expectativa, ou seja, qual é a minha meta? O que é que eu espero? Mas eu também preciso esperar em termos de paciência, porque eu entendo que a minha esperança, a minha expectativa, ela não pode ser concretizada hoje. Ela precisa de um tempo para ser concretizada. Ela vai ser concretizada no futuro. E aí vem a fala de Paulo de Tarso. Tende, né, como proteção o capacete da esperança na salvação, ou seja, a salvação como algo futuro. Então, a esperança está relacionada a uma expectativa futura, mas ao mesmo tempo eu preciso esperar, ter paciência, portanto, para que essas coisas possam acontecer. Agora, essas expectativas só irão acontecer se eu estiver agindo. E aí vem a excelência da esperança na perspectiva da ação. Quando eu espero, quando eu tenho esperança, eu faço uma ação no hoje, no agora. Até porque eu entendo que a expectativa futura só vai ser construída se eu fizer a minha ação hoje. E aí eu tenho que ter paciência para que o concurso do tempo aconteça e a minha ação do hoje possa levar a uma expectativa eh futura. Se eu pego a perspectiva da psicologia positiva, né, o teórico Sneider, que estudou muita esperança, esses três componentes da esperança, expectativa, paciência e ação no agora, podem também ser traduzidos como meta, ou seja, aquilo que eu desejo, aquilo que eu me proponho, que eu penso como para fazer, ação, que é agora no hoje, mas o caminho. Eu preciso entender que existe o caminho a ser trilhado, portanto tem que ter paciência para trilhar o caminho e ao mesmo tempo, sabendo que eu tenho um caminho a ser trilhado, se eu sou embuído pela esperança, né, eh eu consigo ser mais maleável no caminho, mudar a rota, né, mudar o passo, acelerar, desacelerar. Ou seja, eu vou fazendo o caminho, sempre caminhando, mas sabendo que eu preciso ser maleável, inclusive eventualmente para fazer pausas, que não são estagnações, mas são pausas temporárias para que a gente possa calcular ou perceber a rota, analisar a si mesmo, entende? Então,

so ser maleável, inclusive eventualmente para fazer pausas, que não são estagnações, mas são pausas temporárias para que a gente possa calcular ou perceber a rota, analisar a si mesmo, entende? Então, nesse nesse sentido, eh, a esperança não é esperar. A esperança significa agir no hoje, tendo paciência e maleabilidade no caminho para atingir as expectativas e metas no futuro. Nesse sentido, a esperança tem uma excelência que complementa o otimismo, que complementa a fé. E se eu posso ou se eu puder andar de forma harmônica nesses três construtos, fé, esperança e otimismo, provavelmente esse capacete que me protege vai ser mais resistente ainda, porque onde a esperança não consegue chegar, eu tenho a fé para poder alimentar a minha esperança. onde eu não consigo est vendo saída, eu tenho ali a fé que me faz uma um vislumbramento de alguma perspectiva de saída, onde a a esperança tá me deixando às vezes muito deslocado, pensando no futuro, mas pessimismo com pessimista com o outro, eu tenho otimismo para poder gerar uma percepção de que nós temos solução e possibilidades. Então, o ideal seria que esse capacete da esperança pudesse ser, né, blindado também com a fé e blindado também com o otimismo para que esses três construtos que se convergem em muitos pontos possam convergir ainda mais. Mas eu sinalizo aqui eh ressaltando a mensagem de Paulo, ressaltando a mensagem de Emanuel, a ideia da excelência da esperança. Eu fico pensando na esperança de Jesus, né? O um ser que simboliza para nós o exemplo de fé conectado com o criador, um otimismo para com as pessoas. você não vê palavras pessimistas, a gente consegue perceber no evangelho palavras pessimistas ou eh uma pessoa pessimista em Jesus, mas a gente percebe especialmente uma pessoa esperançosa, a fonte de esperança, porque veja, ele agiu, ele veio até nós, fisicamente falando, para nos ensinar na indumentária que a gente tá, a expectativa, o caminho, a expectativa Todos vós sois deuses. Podereis fazer o que eu faço e muito mais. Olha a

ele veio até nós, fisicamente falando, para nos ensinar na indumentária que a gente tá, a expectativa, o caminho, a expectativa Todos vós sois deuses. Podereis fazer o que eu faço e muito mais. Olha a expectativa, olha a esperança otimista que ele tem em relação a nós. Mas ele não tá dizendo que todos vós são deuses hoje. Ele vai dizer: "Podereis no futuro fazer". Então ele percebe que existe uma necessidade do caminho. Porque se ele tivesse dizendo assim, vocês são deuses agora ele tava sendo o quê? uma um otimismo excessivo, um otimismo irreal, né? Mas não, ele tem um otimismo realista. Vocês são deuses, poderão se agirem, se caminharem, se fizerem a sua parte, né? Poderão fazer tudo que eu faço e muito mais. Vocês são o sal da terra. E aí vem uma visão bem otimista, né? Vocês poderão temperar, assim como o sal tempera e conserva as comidas. Então, um todo, guia e modelo na fala espiritista que nos simboliza, né, ferramentas para otimismo, paraa esperança e paraa fé. Mas para você desenvolver esperança, fé, otimismo, você não precisa ser Jesus. Eu não preciso ser Jesus para isso. Aliás, se a gente fosse esperar a evolução para ter essas características, a evolução não chegaria. são justamente o trabalho, a busca, o treino dessas habilidades que nos ajudam a evoluir. Então, nesse sentido, a gente pode encontrar exemplos de pessoas simples, comuns, mas que a sua, as características delas nos ensinam algumas coisas de esperança, fé e otimismo. Eu me recordo de meu pai, que eu gostaria de contar essa breve história, porque em 2016 ele tava, ele começou, teve um problema de saúde e me mandou uma mensagem pelo WhatsApp na época e falou assim: "Léo, eu fui fazer eh um um exame da esteira, né, um exame ergométrico para ver como é que tava meu coração e aí deu um problema e eu vou ter que fazer um cateterismo. Você sabe o que é tal?" Ele me mandou essa mensagem, né? Eu fiquei bastante preocupado porque fiquei pensando que que ele tava tendo alguma alguma chance de ter um infarto. Então

fazer um cateterismo. Você sabe o que é tal?" Ele me mandou essa mensagem, né? Eu fiquei bastante preocupado porque fiquei pensando que que ele tava tendo alguma alguma chance de ter um infarto. Então eu falei: "Olha, pai, quando eu sair aqui do trabalho, eu passo na sua casa e a gente conversa". Foi isso que eu fiz. Conversamos e eu perguntei: "Mas pai, você não sentiu nada, nada de dor no coração, no peito?" Ele não, olha, o que eu tava sentindo era quando eu fazia algum esforço, sei lá, pegava eh Bia no colo, aí daqui a pouco eu senti uma dor aqui no peito, mas aí eu parava e as coisas melhoravam. E eu Mas por que você não falou? Não, porque eu pensei que eram gases, né? E de fato podem ser às vezes gases que dão essa pontada, uma dor tipo pontada. Eu falei: "Olha, se você tiver sentindo algum tipo de eh dor desse tipo, mesmo que você ache que não seja nada sério, você me diz, porque eu vou dizer se é sério ou não, porque era uma dor no peito que piorava com os esforços e melhorava com o repouso. Era uma dor típica anginosa, né, de angina. Então, a gente fez o cateterismo. O cateterismo mostrou de fato eh quatro pontos de oclusão em três grandes artérias do coração. E ele tava tendo o que a gente chama de angina estável. ele não tinha tido infarto no coração, o coração dele tava de fato muito bom, eh, e tava com necessidade de fazer um procedimento. E aí, na época que eu era estudante, essa situação era para uma cirurgia torácica, mas naquele momento já tinha tido um avanço e talvez pudesse se colocar estentes, né, pelo procedimento hemodinâmico. E o colega na hemodinâmica, cardiologista, ia fazer a discussão clínica. Eu acompanhei todos os exames, estava de perto olhando, observando. Pois bem, optou-se pelo exame, é, pela intervenção de colocar estentes. Foi preciso colocar quatro estentes no coração dele. Eh, mas o que me chamou atenção foi o período que antecedeu, né, esse procedimento, porque eu vi uma ligação, né, de uma amiga que falou para ele assim: "Mas, seu João, eh, o senhor tá tá

oração dele. Eh, mas o que me chamou atenção foi o período que antecedeu, né, esse procedimento, porque eu vi uma ligação, né, de uma amiga que falou para ele assim: "Mas, seu João, eh, o senhor tá tá doente, né? Eu fiquei sabendo." E aí ele falou: "Eu tô doente, não tô". Eu tava do lado escutando e eu confesso que eu fiquei muito preocupado, né? Porque, poxa, meu pai tá com mangina. tá com a dor no coração, vai ter que colocar estentes no coração. Se fosse na minha época de estudante ia ter que fazer uma cirurgia eh torácica, cardíaca, e ele tá dizendo que não, né? Aí fiquei preocupado, mas fiquei em silêncio e a conversa se desdobrou. Mas seu João insistiu ela, eu fiquei sabendo que seu coração tá com problema, tá doente, né? Aí ele não, meu coração tá ótimo. Quando ele falou isso, eu pensei que ele tava negando a doença assim, de uma forma quase delirante, sabe? Só que não conduzia muito com a o comportamento dele. Por quê? Porque quem nega um adoecimento não faz o tratamento, né? Não segue as recomendações médicas. Ele tava seguindo a recomendação médica, o que era incompatível com uma negação. Então eu fiquei em silêncio e continua o diálogo e a colega dele insistiu, né? Olha, ele tinha dito que não tava doente, tava ótimo, não tava sentindo nada, que o coração tava bom. E aí vem a o arremate dela. Mas seu João, você não tá com as artérias entupidas? Aí veio o alívio. Ele falou assim: "Ah, é verdade. Sim, sim. As minhas artérias estão entupidas agora. Meu coração tá ótimo. Eu não tive nenhum infarto e eu também tô muito bem. Não tô sentindo nada. Até as dores que eu tava sentindo de vez em quando passou. Tô super bem. E aí eu fiquei aliviado porque eu entendi a percepção otimista dele, né? E eu conversei isso com ele no carro depois que fez o procedimento e falei assim: "Poxa, pai, eu sou um cara otimista, né?" Porque aí contei a história e aí arrematei. O senhor passou por tantos problemas na infância, eh, o meu avô paterno teve problema com alcoolismo e acabou até falecendo com

u sou um cara otimista, né?" Porque aí contei a história e aí arrematei. O senhor passou por tantos problemas na infância, eh, o meu avô paterno teve problema com alcoolismo e acabou até falecendo com demência alcoólica. Então, quem tem uma pessoa com alcoolismo em casa, especialmente se é o pai da pessoa, acaba sofrendo muitas e dificuldades assim. E eu falei para ele: "Poxa, você teve isso, eu particularmente não sei como é que eu ficaria". e ele, "Ah, não, mas meu pai era uma pessoa ótima. Eh, isso aí todo mundo passa". Então, é interessante que, de fato, o meu avô era uma pessoa ótima, né? Se ele não tivesse o problema do alcoolismo, eh, seria um ambiente muito diferente, inclusive, mas era uma pessoa eh que tinha inclusive o acesso. Ele era garçom, era analfabeto, tinha um acesso às bebidas. Isso trouxe dificuldade, mas achei interessante porque realmente o meu pai consegue honrar muito fortemente o pai dele e consegue se pegar aos pontos bons. Da mesma forma que ele fez com a doença no coração. Ah, são as minhas artérias que estão com problema, o meu coração tá bom, minha o o meu corpo tá bom. E de fato tava. Isso é um treino de otimismo, um treino de fé, um treino de esperança. A gente pegar aquilo que tá ruim e dar a real dimensão. Não ficar generalizando que tá tudo ruim, que ninguém presta, que o mundo não presta, que o mundo tá perdido. Não. Talvez algumas pessoas não prestem que estão no mundo. Talvez algumas pessoas eh não tm solução que estão no mundo, né? Talvez algumas coisas estejam perdidas no mundo, mas não é o mundo todo, não são todas as pessoas, entende? Então esse treino de focalizar como meu pai fez e faz naturalmente, o problema onde está o problema está nas minhas artérias que estão entupidas agora, o meu coração, tá bom? Então, quando a gente se mobiliza pela esperança, se mobiliza pela fé, se mobiliza pelo otimismo, as características em comum também dessas três instâncias, né, dessas três características, dessas três forças é alimentar alegria em relação ao futuro,

se mobiliza pela fé, se mobiliza pelo otimismo, as características em comum também dessas três instâncias, né, dessas três características, dessas três forças é alimentar alegria em relação ao futuro, porque no hoje ela consegue se pegar nos pontos bons da vida. A vida tá difícil, mas eu sei que existe um criador ordenador de tudo. A fé. As pessoas são difíceis, a vida tá difícil, mas eu sei que existem pessoas boas, eu sei que existem coisas que estão funcionando bem. o otimismo. A vida tá difícil, mas eu sei que eu preciso fazer a minha parte para mudar o panorama esperança. Com essas três forças, então, se complementando, a gente consegue entender o poeta. Só uma leve esperança em toda a vida mais nada disfarça a angústia que é viver. Nem é mais a existência toda resumida do que uma leve esperança malograda. E o sonho da alma desterrada, sonho que a coloca ansiosa, sonho que a faz embecida, é uma hora feliz que sempre vai sendo adiada e que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que supomos, a árvore milagrosa que sonhamos, toda arreada de dourados pomos, existe sim, mas nós nunca a encontramos, porque ela está sempre apenas onde nós a pomos. Mas nós nunca a pomos onde nós estamos.

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