T8:E9 • Consciência nos relacionamentos • Amor x Poder

Mansão do Caminho 09/04/2025 (há 11 meses) 53:50 4,693 visualizações 681 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 09: Amor x Poder Apresentação: Cristiane Beira No nono episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, o tema Amor x Poder é o foco da reflexão conduzida por Cristiane Beira. Com base na proposta da psicologia espírita, analisamos como dinâmicas de controle e dominação podem se opor ao verdadeiro amor, e como cultivar relações mais equilibradas e libertadoras. » Referências bibliográficas: Amor, imbatível amor, caps. 02 e 03 O ser consciente, caps. 09 e 10 Vida: desafios e soluções, cap. 01 O homem integral, cap. 04 Plenitude, cap. 02 » Sugestões de Leitura: Marcos 7:15, 21 e 22; A coragem de não agradar, por Fumitake Koga e Ichiro Kishimi - este livro abrange um pouco dos três autores citados neste episódio: Freud, Adler e Jung. 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #Amor #Poder #Autoconhecimento #Espiritismo #CrescimentoPessoal

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de episódio vamos falar sobre o poder. Por que será que eu trouxe trouxe esse tema pra gente estudar e pensar a respeito dos relacionamentos? Porque talvez essa dinâmica de poder, de dominação, de hierarquia, de sobreposição seja uma das dinâmicas mais observadas nos relacionamentos. A maior parte das vezes nós tendemos a nos relacionar com o outro de forma disputada. Sempre temos essa questão da comparação. Difícil nós conseguirmos viver nas nossas relações em situação de igualdade. Parece que é instintivo e é mesmo, é arquetípico, é ancestral essa intenção, essa busca. por comparação. Então, estamos com os amigos, estamos nos comparando quem é o mais eh eh quem é o que ganha mais, quem é o mais bonito, quem se quem tem mais ã fama, a gente fica sempre tentando hierarquizar. E isso talvez tenha relação com o fato de na evolução da nossa da nossa espécie eh eh a evolução da nossa espécie aconteceu por meio eh dessas dinâmicas do mais forte, do mais adaptado, daquele que tinha mais habilidade, do que tinha mais condição eh eh de resolver problemas. Então está no nosso no nosso gene essa necessidade de algum tipo de destaque. Porque se eu lá atrás, em todo o processo evolutivo da nossa espécie, se eu não fosse o mais rápido, talvez eu fosse devorado por um predador. Se eu não fosse o mais forte, provavelmente eu seria eh excluído da minha tribo por alguns alguns algum macho. alfa. Se eu não fosse o mais adaptado, eu não teria condição de me de me flexibilizar pros recursos ambientais. Se eu não fosse o mais atrativo, talvez eu não tivesse possibilidade de acasalar e, portanto, o meu gene não seria propagado. Então, a nossa evolução, ela é feita com base nessa competição, mas é uma competição que é esse, ela não é moral, é uma competição fisiológica, quase genética, que tem a que tem a intencionalidade de fazer com que a gente eh saia do lugar. Eu preciso me mexer, porque se eu tiver sentado aqui, eu não preciso ser o mais

competição fisiológica, quase genética, que tem a que tem a intencionalidade de fazer com que a gente eh saia do lugar. Eu preciso me mexer, porque se eu tiver sentado aqui, eu não preciso ser o mais forte, eu não preciso ser o mais rápido, não preciso ser o mais habilidoso, porque eu tenho comida à vontade, né? Deus fica jogando comida na minha cabeça, enquanto eu sou lá um ser primitivo, eu não teria evoluído. A a necessidade dessa competição de sai correndo, tenta, vai, se supera, faz com que a gente evolua. Então, pelo esforço, pelo pela busca, pela necessidade, pelo exercício, a gente desenvolve. E a gente continua fazendo isso até hoje. Eu preciso aprender um pouco mais. Eu preciso me superar. Eu preciso eh me melhorar. Eu preciso demonstrar que eu estou me desenvolvendo para tudo, até para mim mesmo. Se eu não não cuidar do meu corpo, meu corpo atrofia. Se eu falar, eu não gosto de fazer atividade física, quer saber? Eu vou ficar parada, eu não vou me mexer na, vou andar o mínimo possível. Muito provavelmente eu vou desenvolver questões eh sérias com relação à minha saúde. Eu vou perder a saúde, eu vou desenvolver sintomas e doenças. Então, nossa vida, a vida na Terra foi feita com base no uso. Se eu não uso, se eu não supero, se eu não me esforço, se eu não cresço, eu vou ficar ultrapassado, eu vou estagnar, né? O sedentarismo, a acomodação. A gente sabe que isso não faz bem. Então, de um lado, foi necessária, a própria natureza nos estimulou. Vai, tenta, tenta concorrer, seja o mais forte, supere, supere a si mesmo. Tem essa competição que ela tem como motivação o crescimento. Nós é que depois fomos fazendo mau uso disso, os nossos conflitos foi se misturando com a com esse instinto e aí a gente atrapalhou as coisas. Mas é importante a gente ter consciência dessa diferenciação, né? Tem um trecho, eu até trouxe ele aqui, deixa eu achar, que está lá em Marcos, não há Marcos, eh, 7, são os o capítulo 7, versículos 15, 21 e 22, diz assim o evangelista: "Nada há fora do homem que

né? Tem um trecho, eu até trouxe ele aqui, deixa eu achar, que está lá em Marcos, não há Marcos, eh, 7, são os o capítulo 7, versículos 15, 21 e 22, diz assim o evangelista: "Nada há fora do homem que entrando nele o possa contaminar, mas o que sai dele, isso é o que contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Então, o que que ele está dizendo eh pra gente? Eu acho que é interessante a gente já começar eh eh recordando isso, utilizando esse trecho do evangelho. Porque se de um lado eu estou dizendo que é natural, faz parte da natureza a competição, faz parte da natureza a comparação, faz parte da natureza a gente tentar se superar, ser melhor, crescer, se desenvolver, se destacar, isso é é é objeto, é instrumento, melhor dizendo, é ferramenta de evolução. senão a gente teria ficado lá onde tava, ninguém teria evoluído, a gente não estaria aqui hoje com o cérebro que a gente tem, a gente não estaria com a condição tecnológica que a gente tem. Então, existe uma uma finalidade útil que que a lei divina propagou, mas eh não é isso que nos atrapalha, não é o fato de eu querer uma um carro melhor, um cargo melhor. Não é isso. Não é o que tá lá fora que me atrapalha. É a intenção minha, é o que sai de dentro de mim que me atrapalha. Isso é que é ruim. Qualquer objeto, qualquer instrumento, qualquer ferramenta, qualquer bem, ele pode ser ter uma finalidade boa ou ruim. Não é os a coisa em si que tem valor, mas é a relação que o ser humano estabelece com a coisa que dá valor a ela. Se eu pegar uma substância química, eu posso, pela dinâmica do meu relacionamento com esse com essa, com esse objeto, com essa coisa, eu posso transformar uma substância química num remédio que vai salvar uma vida. Eu posso pegar a mesma substância química, modificar a a minha relação com ela, colocar outras outras potências e outras

u posso transformar uma substância química num remédio que vai salvar uma vida. Eu posso pegar a mesma substância química, modificar a a minha relação com ela, colocar outras outras potências e outras formas. E com a mesma substância química, eu posso eh formar um veneno e eu posso destruir uma vida. Então, não é essa coisa que tem um valor positivo ou negativo. As coisas que Deus criou estão disponíveis pro nosso uso. A forma como nós usamos, a forma como nós nos servimos do que tem à nossa disposição, é que faz com que o resultado seja positivo, benéfico ou negativo na forma de um prejuízo. Então, inclusive essas competições, esses jogos de poder, será que eu vou conseguir a promoção? Preciso me dedicar mais para passar na frente daquele meu colega, porque ele é meu, ele é meu concorrente. Então, de novo, essa concorrência, essa dinâmica, ela é ruim, não? Ela é que fez com que o ser humano evoluísse e chegasse onde chegou. Agora, se ela não é ruim, por que que a gente tem feito tantos prejuízos? Porque a forma como a gente usa isso é que faz a coisa ficar ruim. Então eu, se eu tenho um concorrente para um cargo, tem um cargo, tem dois concorrendo, então essa dinâmica a gente vai concorrer. Eu vou estudar mais, ele vai estudar mais, a gente vai ver quem ganha. Isso é bom porque faz com que eu me, ai, mas eu vou parar de estudar. Ah, mas e se ele tiver estudando um pouco mais? Então existe forma de eu usar essa comparação para eu crescer. Aí faz com que eu me esforce um pouco mais, me esforço um pouco mais para ver se eu consigo ganhar essa promoção. Então isso é é positivo, é saudável se a forma que eu utilizar for ética, for moral. Mas se eu dentro de mim tiver mais intenções um coração peludo, como a gente costuma dizer, um coraçãozinho eh ruinzinho nesse sentido moral, se eu tiver essa má intenção, eu vou falar: "Bom, e se eu boicotar ele para eu tirar vantagem? E se eu criar uma intriga? E se eu atrapalhar ele? Eu começo a disputar e competir de uma forma ardilosa,

se eu tiver essa má intenção, eu vou falar: "Bom, e se eu boicotar ele para eu tirar vantagem? E se eu criar uma intriga? E se eu atrapalhar ele? Eu começo a disputar e competir de uma forma ardilosa, manipuladora, antiética, moral. Aí sim eu posso dizer que a minha relação de disputa para um cargo foi péssima. Eu gerei prejuízo, não é pela disputa em si. Então, às vezes a gente vê pessoas falando, temos que acabar com todas as competições de tudo quanto é tipo de competição na Terra, porque elas só trazem brigas e desavenças, não. A natureza é competitiva, vai observar a natureza pura e crua. E aí você vê uma gazela e aí você vê uma um leopardo, você vê um um leão e o leão tá ali. Existe uma disputa. Vamos ver quem corre mais. Eu estou com fome e eu quero continuar viva. Vamos correr para ver quem ganha. Se eu conseguir correr, a gazela tem uma tem uma certa facilidade a longa distância, o leão tem uma certa facilidade à curta distância. De vez em quando a longa distância ganha a gazela e escapa, o leão fica com fome. De vez em quando o leão consegue ser passar despercebido, a em curta distância ele consegue pegar a gazela e ele fica com fome. A gazela perde a vida. Isso é lei da natureza, esse equilíbrio e isso tudo. Por que que a gente vê justiça nisso? Apesar da gente ser um um um uma cena horrível da gente assistir, a gente vê justiça. Por quê? Porque a vida não acaba aí. O princípio espiritual que está ali na gazela, ele vai continuar evoluindo, ele vai voltar a se vincular a outra matéria, ele vai continuar tendo experiências. Então, nada acaba, nada acaba. Então, nessas perdas e ganhos, elas, essas perdas e ganhos, eles são temporários. E daqui a pouco o leão volta e ele volta também experimentando outros tipos de experiências e ele vai aprendendo na forma de outros seres vivos. Então, a competição faz com que a gente se movimente, faz com que a gente corra, faz com que a gente melhore, faz com que a gente se desenvolva. Agora, no reino do ser humano, a gente acrescenta

ivos. Então, a competição faz com que a gente se movimente, faz com que a gente corra, faz com que a gente melhore, faz com que a gente se desenvolva. Agora, no reino do ser humano, a gente acrescenta o o o a moralidade e algumas vezes a gente não é transparente como o como o jogo dos dos primatas ali, dos leões, dos felinos, né? A gente usa de outros artifícios, a gente usa de dessa manipulação, a gente usa de jogos morais e antiéticos, enfim. Então, não é a competição que é ruim, é o que sai de mim na hora de eu competir. Por isso que Marcos falou, o problema não são as coisas aí fora. Não é porque ali fora existe o sexo, ali fora existe a riqueza, ali fora existe as comidas boas. Não é isso que atrapalha a minha vida. O que atrapalha a minha vida é o que sai de mim na hora que eu vou me relacionar com essas coisas. O quanto tenho de conflito, o quanto que eu abuso, o quanto que eu uso mal. A mesma coisa com relação ao poder. Então nós vamos falar hoje de poder, de disputa nos relacionamentos. E a gente sabe disso. A gente disputa para ver quem ganha mais, se é o marido, se é a mulher. A gente disputa para ver quem é que vai levar o lixo na rua. A gente disputa para falar que eu lavei tantas louças, você não limpou o chão. A gente disputa para ver quem é que vai ganhar na hora de educar os filhos, se vai ser do jeito X ou do jeito Y. a gente disputa para ver quem fez mais carinho. A gente o tempo todo, a gente está fazendo comparação, tentando ver quem tá ganhando, quem tá perdendo, quem tá se dando bem. E aí é importante então a gente falar, já que nós estamos falando de relacionamento, é importante a gente falar sobre esses jogos de poder. Se eles não são ruins, como apóstolo Marcos falou, se se eles não são ruins por si e o que faz ele se tornar ruim a minha relação, eu preciso prestar atenção em mim. Como eu tenho me relacionado nessas disputas? Eu fico fazendo comparação. Eu fico fazendo comparação para quê? Eu fico fazendo comparação para eu crescer, para eu

o, eu preciso prestar atenção em mim. Como eu tenho me relacionado nessas disputas? Eu fico fazendo comparação. Eu fico fazendo comparação para quê? Eu fico fazendo comparação para eu crescer, para eu aprender, para eu me superar. Ou eu fico fazendo comparação para submeter o outro, para tirar vantagem em cima do outro, para me para me utilizar do outro, para me para subjugar o outro, para pôr o outro ao meu serviço. Então, não vai funcionar uma relação, não vai ser uma relação, uma verdadeira comunhão se essas disputas tiverem por trás esses jogos antiéticos, imorais. com cheios de conflito, que a gente possa fazer as comparações nos relacionamentos e a gente possa usar uns aos outros para se inspirar. Isso é bom. Eu vejo, por exemplo, meu marido é muito melhor que do que eu com relação, sei lá, à gestão. Nossa, ele ele administra as coisas assim, eu sou péssima, então que bom, eu vou me comparar a ele e vou começar a me esforçar para ver se eu chego lá. Isso me faz crescer, mas não para pegar o lugar dele, para subjulgar ele e falar: "Agora você que vai ficar aqui, meu filho, eu que vou mandar em você". Pronto, aí eu já atrapalhei. Então, será que as nossas relações elas estão numa boa medida no que se refere a essas disputas de poder? Ela, essas comparações, elas têm usado, elas têm sido usadas para fazer com que a gente cresça ou a gente fica numa disputa para ver quem vai ganhar mais do outro, quem vai eh superar o outro no sentido de tirar proveito e se dar bem? Então, eu trouxe aqui algumas eh alguns textos antes da gente entrar em Joana que eu achei interessante. Por exemplo, eh, o psicólogo, quando a gente fala de poder, a gente vai trazer Adler, porque naquela corrente, né, daquelas escolas da psic da psicologia, ã, que começou a analisar mais esse mundo de dentro, nós temos Freud, que fala desse impulso, desse pulso, desse desejo de prazer. Então, o ser humano vive em busca desse prazer. Quando ele tem uma leitura de que esse prazer não é bom, quando ele faz uma censura, ele

d, que fala desse impulso, desse pulso, desse desejo de prazer. Então, o ser humano vive em busca desse prazer. Quando ele tem uma leitura de que esse prazer não é bom, quando ele faz uma censura, ele reprime aí esse desejo que foi reprimido, porque eu não poderia ter tido esse desejo, porque o meu supergo eh me condenou, ele eu reprimo, eu jogo pro inconsciente. Esse inconsciente vai adoecer, vai voltar a se manifestar na minha vida na forma de algum sintoma. Então, Freud trouxe esse desejo, essa busca pelo desejo, pelo desejo do prazer, né? trouxe essa questão, falou sobre isso abertamente, o quanto a gente contamina, entre aspas, o nosso inconsciente, reprimindo desejos, né, de prazeres. Aí junto com ele ou logo depois dele, vem esse outro psicólogo Adler e ele diz assim: "Na verdade, o que move o ser humano não é o desejo de prazer, é o desejo de poder." O ser humano quer ter poder sobre o outro. Isso é o que é a base de tudo, não é? Ele busca o Ele, mas ele busca um prazer depois que ele instalou, que ele se instalou no poder. Antes de mais nada, ele quer poder. Então ele ele ele acreditava, né, que a eh a sexualidade era um simples veículo a serviço dos objetivos elementares do poder, de uma ou de outra forma. Então ele diz assim: "Freud, a gente vai atrás de desejo, de prazer?" Sim. Mas esse desejo de prazer nada mais é do que um veículo. Está a serviço lá, lá lá no fundo. O que eu quero mesmo não é prazer, é poder. Então ele vem trazer, é como se ele escancarasse. Vamos falar sobre isso. O ser humano quer ter poder. Ser humano tudo que ele faz é para ter poder. Desde quando ele é bebezinho, ele fica tentando gritar para incomodar a mãe, pra mãe fazer o que ele quer. Desde pequenininho, o bebê fica lá tentando se sobrepor à mãe. A mãe fala: "Agora não é hora disso". Ele faz um tropé para ver se ele tem poder de fazer a mãe voltar atrás. A mãe tinha tirado um brinquedinho, a mãe acaba devolvendo e ele ganhou a disputa no grito. Então ele diz isso, que tudo o que a gente faz é

ropé para ver se ele tem poder de fazer a mãe voltar atrás. A mãe tinha tirado um brinquedinho, a mãe acaba devolvendo e ele ganhou a disputa no grito. Então ele diz isso, que tudo o que a gente faz é buscando poder. Eu preciso me destacar. Eu preciso ser melhor, eu preciso fazer a minha vontade valer, eu preciso ser escolhida, eu preciso que o que eu quero seja feito. Então, tudo vai em torno disso, né? Eh, eh, esse princípio adleriano diz que é a salvaguarda do poder pessoal que se sobrepõe aos instintos coletivos. Então ele diz assim: "No final da história, o ser humano é muito voltado para si e ele vai tentar se virar de tudo quanto é jeito para subjugar o coletivo. Ele quer pôr todo mundo a serviço dele. Ele quer que todo mundo satisfaça, as coisas sejam do seu jeito, no seu tempo, as coisas que ele gosta que sejam predominantes, o que ele tá em as escolhas deles aqui, ele não quer se submeter ao outro, ele quer que o outro se submeta. o ser humano vai em busca disso. Talvez a gente possa realmente dar razão a ele nesse sentido de que no nosso grau de evolução, né, do nosso mundo, que é ainda de provas e expiações, o espiritismo nos fala que ainda o egoísmo e o orgulho predominam. Então, se é um planeta, se é uma humanidade que ainda traz como um traço forte, como fundamento, orgulho egoísmo, lógico que eu vou ficar tentando tirar proveito do outro, dominar o outro, mandar no outro. Por isso que o espiritismo vem para dissolver o egoísmo e o orgulho, que ele chama de chagas da humanidade. Conforme eu vou diminuindo esse egoísmo, esse orgulho, o outro passa a ser importante. Enquanto eu sou egoísta e orgulhosa, eu é tudo para mim e eu sou melhor do que todo mundo. Eu sei mais do que todo mundo. A minha opinião é melhor do que todo mundo. A partir do momento que eu começo a sair de mim e olhar pro outro, eu vou diluindo o egoísmo e o orgulho, o outro começa a ser importante. Então não precisa ser do meu jeito, pode ser do jeito do outro, porque o jeito do outro

começo a sair de mim e olhar pro outro, eu vou diluindo o egoísmo e o orgulho, o outro começa a ser importante. Então não precisa ser do meu jeito, pode ser do jeito do outro, porque o jeito do outro também é bem legal. Não precisa ser para mim, pode ser para aquele, porque ele também merece. Eu começo a incluir o outro, aí eu vou deixando de querer que tudo seja do meu jeito, no meu tempo, do meu gosto, né? Então é o caminho pra gente equiparar um pouco mais essas dominâncias, essas necessidades de mandar no outro, de sobrepor o outro, de subjulgar o outro. é um um o principal caminho é diluir o egoísmo e o orgulho. Então, quando a gente vai lá no dicionário, a gente vai procurar poder, nós vamos falar sobre eh ter, conseguir controlar, conseguir comandar, ter a autoridade para tomar uma decisão, impor obediência, influenciar o outro, eh exercer domínio sobre algo ou alguém. Aí eu pergunto para vocês, querem um relacionamento? Eu vou dar para vocês um um de presente um relacionamento. Nesse relacionamento o outro vai ter controle sobre você, ter autoridade sobre você, subjugar você, impor você para ser obediente a ele, influenciar você, exercer domínio sobre você. Quer esse relacionamento? Se a gente for pensar um pouquinho, a gente vai falar assim: "Olha, eu quero desde que eu eu seja criança e esse outro que me subjuga seja alguém que seja uma boa referência educativa para mim". Aí me é interessante. Se eu sou criança e eu não sou capaz de saber o melhor, se eu não ainda tenho a censura disponível para eu poder avaliar o o risco, se eu não conheço o que que é bom, o que que é ruim, se eu dependo de alguém, porque eu ainda sou criança, então eu preciso sim de alguém que tenha controle sobre mim, que domine, que exerça que que eu seja obediente, mas alguém que seja uma boa referência, um pai, uma mãe, um professor, que seja um bom educador, porque ele está me orientando. Então eu preciso obedecer. Se eu falar para ele, ah, pensando bem, acho que eu não quero mais comer comida, eu prefiro ficar só

, um professor, que seja um bom educador, porque ele está me orientando. Então eu preciso obedecer. Se eu falar para ele, ah, pensando bem, acho que eu não quero mais comer comida, eu prefiro ficar só nos doces. E ele vai falar: "Não, aqui quem manda sou eu e você vai comer arroz, feijão, salada. Eu preciso dessa dominação porque eu não tenho ainda a condição de escolher por mim". Agora, se eu falar para você, não, você tá escolhendo um namorado, um marido, uma esposa, é lógico que a gente vai falar: "Não, eu não quero uma esposa que mande mim, o marido que me subjulgue." Mas se a gente for sair avaliando os relacionamentos, quantos por cento a gente vai ver que está numa relação bem equilibrada de parceria, de troca, de ajuda mútua, de valorização mútua? Meu bem, você faz isso enquanto eu faço aquilo? Ai, que bom que você pode fazer isso, porque assim eu posso fazer aquilo. Quantas pessoas conseguem manter uma relação assim? Por mais que a gente não queira, pois a gente vai no automático e a gente gera relacionamento e que fica uma disputa. Um apontando pra cara do outro, porque você não fez isso. Ah, mas era seu dia de fazer aquilo. Tudo só para mim. Ah, você acha que você manda, você não manda em mim. E vai. E vai essa disputa de poder. Bom, vamos então entrar em Joana. Deixa eu só ver aqui. Ah, sim. E Jung, né? A gente trouxe Freud, a gente trouxe Adler e a gente vai trazer Jung. Jung, esse psiquiatra que que cri que criou a a psicologia analítica, que fala do inconsciente coletivo, fala dos complexos, da manifestação dos complexos na nossa vida, do quanto a gente tende a reproduzir experiências passadas que vem com alta carga emocional e tudo mais. Ele diz assim que eh o par, porque a gente costuma falar assim, qual que é o oposto do amor? Aí as pessoas falam: "É o ódio". Não, não é o ódio, é a indiferença. E fala: "Não é nem ódio, nem a indiferença. O polo oposto ao amor é o poder." E aí ele faz essa frase que todo mundo conhece: "Onde existe amor não predomina o poder do indivíduo. E

, é a indiferença. E fala: "Não é nem ódio, nem a indiferença. O polo oposto ao amor é o poder." E aí ele faz essa frase que todo mundo conhece: "Onde existe amor não predomina o poder do indivíduo. E onde existe o poder do indivíduo, não reina o amor." Então ele diz assim: "Não dá para você dominar o outro, não dá para você subjugar o outro, não dá para você sobre se sobrepor ao outro numa relação de amor. A relação de amor não cabe essa hierarquia no sentido de dominação. Cabe hierarquia no sentido de autoridade naquelas relações que eu disse de pai e filho, por exemplo. Aí existe uma autoridade. Essa autoridade, ela exerce o amor ao assumir a responsabilidade que o outro não é capaz. Veja que é diferente. Então, filho, eu tenho autoridade sobre você porque por contrapartida eu assumo a responsabilidade que é sua. Veja que a gente não costuma falar que quando um menor de idade comete um ato, uma infração com, né, contra a lei, o pai é chamado para responder, então existe aí sim, ainda assim existe uma um equilíbrio. Eu falo pro meu filho, eu mando em você, eu tenho autoridade sobre você. Tem coisas que você não pode decidir quem decide sou eu. Em contrapartida, eu assumo a responsabilidade que você não é capaz de assumir. Então, é uma relação que precisa de dois andares. Precisa, porque esse andar daqui, ele é o responsável por ajudar. É uma orientação. Nós estamos falando aqui em relacionamentos de pares, entre pares, entre marido e mulher, entre amigos, entre parceiros. Nessa relação, cada um é responsável por si. Então, nessa relação é que ele está dizendo que eh quando tem esse poder, não tem, não cabe o amor, porque o amor liberta, o amor respeita, o amor não impõe e o poder impõe. Mesmo na relação de pais e filhos, vou retomar. Nesse conceito queung trabalha do poder também não não cape amor, porque se o pai e a mãe tem um tem exerce um poder, esse poder distorcido, ele tá chamando de poder aqui, gente, não é a autoridade, ele está chamando de poder. Essa submissão

ambém não não cape amor, porque se o pai e a mãe tem um tem exerce um poder, esse poder distorcido, ele tá chamando de poder aqui, gente, não é a autoridade, ele está chamando de poder. Essa submissão sobre o outro. Nesse caso, até entre pais e filhos não vai reinar o amor. Se o pai quiser mandar no filho no sentido de eu vou fazer, o meu filho vai fazer o que eu quero, ele vai estudar não sei o quê, porque eu não tive chance de estudar, eu estou me apropriando da vida do filho. Então existe um poder dominador aí não dá para existir amor. Se meu filho quer ser um clássico, meu filho quer ser músico, eu quero que ele seja advogado. Você vai ser advogado. Estou me apropriando da vida do filho. E se ele tem uma alma talentosa para música? Ah, não, mas eu quero que ele seja advogado, porque músico não ganha dinheiro. Advogado hoje se dá bem. Eu não pude ser advogado. Ele vai ser advogado. Ou seja, eu estou dominando ele, eu estou pondo ele a serviço do que eu quero. Esse poder não cabe amor. Porque se eu amasse meu filho, eu amaria ele músico do jeito que ele é. Eu apoiaria ele para ele correr atrás do sonho dele. Então, pensando bem e elaborando junto com vocês, isso que o Yung traz serve para toda a relação. Toda a relação que existe um poder no sentido de eu domino, domino o outro, você vai fazer do meu jeito, eu quero que você faça do meu gosto. Sempre que eu quiser dominar o outro nessa sensação de poder, eu estou automaticamente dizendo que não dá para ter amor. Eu não consigo amar alguém e usar essa pessoa. Não consigo amar alguém e tirar proveito dessa pessoa. Isso não é amor. Isso isso é um amor doentil se tiver algum pingo de amor nisso tudo. Então a gente vai falar o tempo todo aqui com Joana. A gente vai falar dessa relação que o Jung traz. Onde existe amor, não predomina o poder do indivíduo. E onde existe o poder do indivíduo, não rena o amor. Então, sempre que eu tiver numa relação que eu acho que é amor, mas no fundo é um poder sobre o outro de dominação, eu não amo. Eu vou usar o

íduo. E onde existe o poder do indivíduo, não rena o amor. Então, sempre que eu tiver numa relação que eu acho que é amor, mas no fundo é um poder sobre o outro de dominação, eu não amo. Eu vou usar o outro ao meu proveito. Então, o tempo todo nós vamos falar sobre isso. E a pergunta que a gente vai fazer o tempo todo é: você ama ou você usa? Você ama de verdade ou você tá tirando proveito? Você ama de verdade ou você tá se servindo do outro? Então, entrando em Joana, a gente começa com o livro Amor imbatível Amor, capítulo 2. E ela fala dessa ambição inata que a gente falou que é ancestral. Mediante o poder, adquire-se a possibilidade de manipular vidas, alterar comportamentos, atingir os cumes das vaidades doentias. É inata essa ambição, porquanto está presente nos animais, expressando-se força mediante o qual sobrevive a qual sobrevive o espécie mais forte. aquilo que eu estava dizendo, a gente fez esse caminho porque esse caminho que nos levou a crescer, a superar, a dominar, a ganhar, a viver, a lei da sobrevivência, a lei do mais forte, do mais adaptado, do mais hábil, do mais esperto, do mais rápido. Só que a gente já tem a razão hoje. A gente já tem a razão para ir filtrando esses instintos. Então, a hora que eu olho pro meu parceiro de trabalho que tá competindo com a vaga e fala assim: "Ah, mas e se eu contar uma mentira? dele. Então é o instinto de querer ganhar a qualquer custo. Eu tenho a razão para falar: "Não, né, Cris? Isso não é justo. Isso daí você podia até fazer quando você era leão, que você ficava lá escondidinho para só dar o bote na hora. Mas hoje você já tem razão. Você não vai jogar o jogo que não seja equilibrado de respeito, de consideração moral. Você já tem condição de usar moralidade. O animal usa instinto somente, você já tem o lado racional. Então, Joana diz: "Toma consciência disso, porque muitas vezes a gente vai deixar esse automatismo tomar conta. É uma ambição inata e a gente vai subjugar o outro, dominar o outro, tirar proveito

nal. Então, Joana diz: "Toma consciência disso, porque muitas vezes a gente vai deixar esse automatismo tomar conta. É uma ambição inata e a gente vai subjugar o outro, dominar o outro, tirar proveito do outro para ter poder. Eu posso até conseguir isso, só que ao fazer esse passo, Yung me diz: "Você está abrindo mão do amor, será que é uma boa troca? Para que o outro me obedeça? Você está abrindo a mão do amor. Para que o outro faça a minha vontade? Você está abrindo mão do amor para que o outro viva do jeito que eu quero que ele viva. Você está abrindo mão do amor. Será que é essa a escolha que a gente quer mesmo? Será que a gente não tá iludido achando que eu vou conseguir fazer com que o outro faça tudo do jeito que eu quero e ainda assim a gente vai se amar perfeitamente? Será que não é ilusão nossa? Ainda no livro Amor imbatível amor, no capítulo 2, ela continua: "Por intermédio do amor, surge o abuso, a ausência do senso das proporções, a dominação ameaçadora e desagregadora do relacionamento humano. A vida familiar perde a estrutura quando um dos cônjuges assume o poder e o expande, submetendo o outro e os demais membros do clã. No grupo social, o mais fraco se sente sempre intimidado. Sob a espada de Damoclis, aquela do mito que fica uma espada eh presa por um fio e a qualquer momento esse fio pode cortar e você morrer. Então, quem vive com uma pessoa dominadora tem essa sensação. A qualquer momento ele vai surtar, a qualquer momento eu vou apanhar, a qualquer momento ele vai gritar, a qualquer momento eu vou morrer de medo, né? No grupo social, o mais fraco se sente sempre intimidado sob a espada de Damoclis, que parece prestes a cair-lhe sobre a cabeça. Há uma tendência natural no poder que o leva a submeter os demais seres ao seu talante, tornando-se repressório e cruel. Aí eu falo, você pode até ter muitos sobre seu domínio, você pode até ter pessoas que aceitam tudo que você fala, que fala amém para tudo que você manda, que faz tudo que você impõe, mas tenha

cruel. Aí eu falo, você pode até ter muitos sobre seu domínio, você pode até ter pessoas que aceitam tudo que você fala, que fala amém para tudo que você manda, que faz tudo que você impõe, mas tenha certeza que essa relação não é de amor. Você abriu mão do bem mais precioso, da experiência mais única que existe na Terra, que é o amor. Nada vai. Pode ser o mais poderoso, orgulhoso, egoísta. Você pode conseguir submeter um uma nação inteira e você mandar numa nação inteira. É só isso que você vai ter, poder. Só. E tenha certeza que o poder não tem nenhum gostinho do que é o amor. Se você pudesse experimentar o amor, você nunca abriria a mão dele para ter poder. Tô falando você, mas tô falando pro espelho, né? A gente, se a gente pudesse, é que a gente, a gente tá tão distante desse amor, a gente se, a gente aceita tanta migalha, ah, mas pelo menos ele faz o que eu quero. Ah, mas pelo menos eu escolho tudo. Ah, mas pelo menos ele não me ele não me questiona. Ah, mas pelo menos ele me obedece. Puxa vida, mas e o amor? Vai experimentar para ver se você aceita depois ser aquele que dá ordens, ser aquele, a gente vai falar: "Não quero ordem nenhuma". Veja, Jesus. Jesus poderia ter sido rei, poderia ter sido eh eh senhor das leis, poderia ter sido rico, poderia ter sido forte, poderia ter sido guerreiro. Ele não quis nada desses poderes transitórios da terra. Jesus quis viver o amor pelas pelas pessoas e pelos seres humanos. Ele quis esse contato que é de coração com coração, de alma com alma. Ele soube escolher. A gente não. A gente abre mão de ter pessoas que nos amam de verdade, que estariam com a gente em qualquer circunstância, com tanto que a gente tenha súditos, com tanto que a gente tenha dominados, com tanto que a pessoa tenha medo de mim, com tanto que a pessoa me sirva, com tanto que a pessoa eh me me obedeça, né? Ainda no livro Amor imbatível Amor, mas no capítulo 3, Joana fala assim: "A tendência do ser humano, todavia, é a busca do que agrada de imediato, em razão do atavismo

e a pessoa eh me me obedeça, né? Ainda no livro Amor imbatível Amor, mas no capítulo 3, Joana fala assim: "A tendência do ser humano, todavia, é a busca do que agrada de imediato, em razão do atavismo remanescente da posse da dominação sobre o espécie mais fraco, que se lhe submete servilmente, proporcionando o gozo da falsa superioridade." Então, que pena, a gente ainda se delicia e a gente se sente, a gente gosta de ser agradado, só que o outro tá nos agradando por medo, por conveniência, para ganhar vantagem, para não perder o emprego. E a gente ainda se sacia com isso. Que paladar medíocre o nosso, a gente falar: "Ah, você pode, você não precisa me amar não. Com tanto que você faça, satisfaça as minhas, meus desejos, com tanto que você obedeça as minhas ordens, mas por dentro essa pessoa, ela está me odiando. Por dentro essa pessoa, ela está me fulminando com fluidos, mas eu não vejo e eu me satisfaço com a obediência dela. É uma obediência fria, cega, interesseira. Não era muito melhor se a gente pudesse sentir a outra pessoa emanando amor por nós? Vocês lembram daquele daquela passagem da vida do Chico Xavier, conhecida por todos nós, em que um dia ele estava atrasado para ir pro seu emprego, acelerando para poder não chegar atrasado, porque ele gostava de ser bem eh comprometido com os horários. E uma mulher chama para ele, chama: "Chico, preciso de você". E o Chico fica naquele dilema. Vou atrás do meu emprego, preciso do meu emprego, não posso chegar atrasado, atendo a mulher que me chama. Fico, ficou nesse dilema. Resolveu atender a mulher que chama. Foi, conversou, atendeu, ajudou, se atrasou, despediu e voltou pro seu trabalho. Quando ele estava caminhando, Emanuel aparece para ele, o seu guia espiritual, e fala assim: "Chico, olha para trás". Chico olha para trás e aquela mulher tava acenando para ele e conforme ela despedia dele acenava, Chico viu um um sucro assim, um um jato de luz que veio do coração dela e envolvia o Chico. E o Chico sentia uma paz, sentiu um calor humano, sentiu um

o para ele e conforme ela despedia dele acenava, Chico viu um um sucro assim, um um jato de luz que veio do coração dela e envolvia o Chico. E o Chico sentia uma paz, sentiu um calor humano, sentiu um bem-estar. E aí Emanuel fala para ele assim: "Então, Chico, agora que você viu que você recebeu, o que que ela te ofereceu, o que que você provocou nela, né? Tenta imaginar o que teria sido, o que teria saído, o que você teria recebido se você não tivesse dado atenção e ela tivesse ficado com raiva ou ela tivesse ficado indignada ou ela tivesse ficado triste com você. Então, mostrando pra gente, a gente não enxerga as verdadeiras trocas que a gente faz com os outros. Essas trocas são invisíveis pros olhos da terra, do corpo. Mas a gente é espírita e sabe que existe um mundo muito maior e material, dos fluidos, das energias. E a gente prefere ficar com o material. Ah, mas pelo menos ele me deu dinheiro. Ah, mas pelo menos ela lavou minha roupa. Ah, mas pelo menos ele me ele ele obedeceu. Ah, mas pelo menos ele me trouxe. A gente fica pegando coisas, subjulgando o outro, submetendo o outro. Ele me obedeceu, eu tirei proveito dele, ele fez uma coisa para mim e eu abro mão de receber o amor verdadeiro. Pior, eu não sei se junto com essa roupa lavada que eu fiz a pessoa submeter, porque ela tem medo de mim, junto com essa roupa lavada, que tipo de fluido veio? Que tipo de energia me envolveu? Porque deve essa pessoa pode estar com muita raiva de mim. Então, a gente não sabe ainda escolher nas relações o que verdadeiramente é bom pra gente. E aí a gente vai olhar pros nossos amigos, pras nossas relações e a gente não vai achar essas verdadeiras amizades que são de graça, no sentido de que nos oferecem o melhor simplesmente porque nos amam. Não é porque tem benefício, não é porque tira vantagem, não é porque tem medo, não é porque não, é simplesmente porque é uma troca espontânea. Esse é um relacionamento que a gente deveria buscar, né? Bom, vamos lá. Agora no ser consciente, capítulo 9,

gem, não é porque tem medo, não é porque não, é simplesmente porque é uma troca espontânea. Esse é um relacionamento que a gente deveria buscar, né? Bom, vamos lá. Agora no ser consciente, capítulo 9, Joana vai falar que é um outro jeito que a gente tem de de tirar proveito do outro, né? Então, a gente manipula o outro, a gente submete o outro, a gente aproveita o do outro. Todas essas situações são situações em que o outro é um objeto na minha vida. Se eu manipulo o outro para tirar um proveito, é um objeto ao meu serviço. Se eu submeto o outro para ele me obedecer, fazer o que eu mando, ele é um robozinho na minha mão, um objeto. Se eu tiro o proveito do outro para ganhar alguma coisa em cima dele, ele é para mim só um objeto que eu estou me servindo. Então, quando eu faço relação de poder com o outro, é uma relação sempre de uso. Eu estou usando outro para conseguir o que eu quero, para ter roupa lavada, para ser alguém que me obedeça, para fazer o que eu tenho vontade. Eu quero sempre usar o outro. Esse usar o outro não cabe uma relação de amor, porque quem ama não usa, liberta. Não precisa fazer nada para mim, amor. Eu eu eu me eu faço por mim. O que você puder me oferecer é uma relação de espontânea, de troca. É lógico que no meio disso tudo, a gente vai receber muitas coisas. vai receber coisas porque o outro quer demonstrar o seu amor. Vem de graça. É a mãozinha da mulher despejando pro pro Chico um uma bênção talvez maior do que aquela financeira que Chico deu, material que Chico deu. É esse espontâneo que é o o que verdadeiramente tem valor. Mas lá no ser consciente capítulo 9, Joana fala: "O sonho humano da felicidade é rózio, assinalado pelo conforto, ócio, poder." Olha que triste, né? A gente fala assim: "Ai, para mim ser feliz é não ter nada para fazer. Para mim ser feliz é ficar só no conforto. Para mim ser feliz é mandar em todo mundo, é ser rico, poderoso, né? Graças aos quais se desfrutaria de bem-estar e gozo, inadvertidamente considerados o seu logro. Então, sabe

é ficar só no conforto. Para mim ser feliz é mandar em todo mundo, é ser rico, poderoso, né? Graças aos quais se desfrutaria de bem-estar e gozo, inadvertidamente considerados o seu logro. Então, sabe aquela ilusão? Ai, se feliz é quem tem dinheiro para fazer tudo, para não precisar fazer nada, quem vive no conforto, no lazer, no prazer. É isso que eu queria. Então ela diz: "Certamente as pessoas ricas dispõem em quantidade de horas assim vividas sem que se hajam considerado felizes, mas antes se é encontrado tediosas e o tédio é sem dúvida, um dos seus grandes opostos, em cujo bojo fermentam muitas desgraças". Então o que que Joana fala? A gente luta tanto para ter essa relação de ser servido. Ah, eu queria alguém que me fizesse isso, alguém que me ganhasse, ganhasse o meu dinheiro para mim, alguém que que cuidasse também não sei o quê, alguém que me fizesse para eu para eu ficar só curtindo a vida. E Joana diz, tem bastante gente assim com muito rico em termos de de moeda, de de bens materiais. E Joana afirma: "Nem por isso são felizes, porque uma hora o tédio bate e quando o tédio bate é uma sensação de vazio, é uma sensação de falta. Aí a pessoa olha, tem tanta coisa fora, tem tantos bens, tem tanto dinheiro, tem tanto poder. E no entanto, a sensação dela é de um vazio, é de não estar saciada, de não estar alimentada, de não estar plena. Então, Joana está afirmando e ela nem precisa firmar. A gente vê isso, a gente assiste na TV casos de pessoas lindas, ricas, famosas, populares, de sucesso e que acabam optando por prejudicarem a si mesmas e que entram em situações de de precisar de apoio porque porque estão em depressão, porque estão mal, porque estão mal. Então, se fosse simplesmente o poder, qualquer tipo de poder garantisse felicidade, quem é rico tem poder de de dinheiro, quem é famoso tem poder sobre o o a imagem, quem é importante tem status. Essas pessoas seriam as mais felizes da terra. Elas são porque sair ficando, fazendo pose para tirar foto, para publicar na rede

em é famoso tem poder sobre o o a imagem, quem é importante tem status. Essas pessoas seriam as mais felizes da terra. Elas são porque sair ficando, fazendo pose para tirar foto, para publicar na rede social, dando risadinha, não significa que a pessoa lá dentro é feliz, né? Será que as pessoas felizes são essas que têm poder? E as pesquisas que saem, de vez em quando saem o o país mais feliz do mundo, as pessoas e nunca são aquelas que estão usufruindo dos poderes da terra. são inclusive o contrário, aquelas que estão mais desapegadas, aquelas que têm mais vida interna do que externa, aquelas que olham mais para si, aquelas que se importam mais com os relacionamentos verdadeiros. Isso é felicidade. Ainda no ser consciente, agora no capítulo seguinte, o capítulo 10 do ser consciente, Joana diz: "Sentimentos egocêntricos passam a aturdi-lo e inconscientemente acredita-se merecedor de tudo em primeiro lugar e com desconsideração pelos demais. Quando tal não ocorre, surge-lhe as marcas predominantes do egoísmo e passa a reunir recursos que a montoua satisfazendo o ego, mesmo quando atinge os picos do poder ganancioso. imaturidade a selvag ele obnubila razão que permanece asfix asfixiada pelos tormentos do ter enlouquecendo a pouco e pouco a sua vítima cada vez mais ansiosa por novos haveres. Então o que que Joana diz? Esse egoísmo que quer mais e quer mais e o meu ego precisa ser satisfeito e eu preciso de mais projeção. Eu preciso de mais dinheiro, eu preciso mais de poder, eu preciso de mais. Isso vai gerando uma loucura. enlouquece assim, enlouquece o outro que se submete. Então, é provado já, já é comprovado que esse caminho de querer mandar, querer dominar, querer eh subjugar, ele vai gerar ansiedade, tristeza, depressão, doença. Por que que a gente não para e não olha para isso e não tenta descobrir pelo poder de criatividade que a gente tem outras formas de se relacionar? sem ser essa que tenta fazer o outro se submeter. Eu preciso vencer, preciso ganhar. Não, eu vou até que eu ganho.

descobrir pelo poder de criatividade que a gente tem outras formas de se relacionar? sem ser essa que tenta fazer o outro se submeter. Eu preciso vencer, preciso ganhar. Não, eu vou até que eu ganho. Para quê? Por que que eu preciso ganhar? Por que que eu preciso ter razão se isso não vai trazer felicidade e já está comprovado? Que que adianta, né? E no livro Vida, Desafios e Soluções, Joana fala assim, fala também desse a e ah, ela vai trazer um pouco do Porque eu acabei de fazer essa pergunta. Por que que eu preciso mandar no outro? por que que eu preciso ganhar do outro? E o Joana vai falar muitas vezes é porque você não teve experiências boas que pudessem fazer você sentir o que que é o verdadeiro amor, esse verdadeiro amor espontâneo, né? Às vezes as nossas experiências já foram feitas com base em em dissimulação, em jogo, em manipulação, em dominação. Então, a gente vai reproduzir, a gente vai fazer o que a gente recebeu. Então ela diz no vida desafios e soluções, capítulo 1. Castrado nos seus sentimentos do amor que não experimentou e por isso não desenvolveu, anela pela afetividade que teme, reciando amar e não acreditando merecer qualquer tipo de afeto, desenvolvendo, sim, na sua insegurança o ciúme, a desconfiança sistemática, a dominação do outro ou tombando em tormentos maiores de ordem psicológica. iniciando-se no crime, na extinção da própria vida física, daquele a quem ama apaixonadamente ou por quem é amado. Então, o que que Joana está falando? Se a gente não teve boas experiências de amor eh incondicional, se a gente não sente que alguém um dia nos amou independente de qualquer coisa, a gente não conhece esse modo de amar. Se a gente teve experiências antes em que o amor era na base da ameaça, na base na base da chantagem, na base de quem grita mais alto, quando chegar minha vez de me relacionar na minha vida adulta, eu vou provocar relacionamentos assim, porque era isso que eu conheço. Para mim, as relações de amor era ou na base do xingamento ou na base da ameaça,

minha vez de me relacionar na minha vida adulta, eu vou provocar relacionamentos assim, porque era isso que eu conheço. Para mim, as relações de amor era ou na base do xingamento ou na base da ameaça, ou na base da intimidação, na base do abuso. É isso que eu conheço. Eu não sei fazer outra coisa porque eu nunca tive outra coisa, então eu vou tender a reproduzir. Aí eu não gostava de assistir a minha mãe se submetendo ao meu pai. Meu pai brigando com a minha mãe ou vice-versa. Daqui a pouco eu tô casada e eu estou reproduzindo o mesmo modelo. E eu falo que coisa. Eu não gostava de assistir e eu fiz a mesma coisa. Por quê? Porque eu não parei no meio do caminho para reorganizar essas crenças. Eu simplesmente continuei vivendo como eu sempre vivi. Era isso que eu sabia fazer. É isso que eu faço agora. Por isso a necessidade da autoiluminação, do autoconhecimento, pra gente poder interromper essas esses padrões que não são saudáveis, pra gente poder aprender novas formas e dinâmicas de relacionamento como a gente merece pelo amor. Então, o que nos resta é essa educação, educação de si, educação do relacionamento, aprender a se relacionar. Eu acho que do mesmo jeito que a gente vai pra escola para prender uma profissão, a gente deveria ir para alguma escola para aprender a se relacionar, para para se conhecer, para conhecer o outro, para aprender a fazer uma relação realmente eh que gere bem-estar. Então eu fui lá no livro O Homem Integral, capítulo 4. A educação, a psicoterapia, a metodologia da convivência humana devem estruturar-se em uma consciência de ser antes de ter, de ser em vez de poder, de ser, embora sem preocupação de parecer. Os valores externos são incapazes de resolver as crises internas. Aliás, não poucas vezes desencadeando-as. Ai, como Joana é bonita, né, na forma de escrever. Então, ela disse isso. A gente precisa buscar um desenvolvimento pessoal que não seja buscando ter, nem buscando poder, nem buscando parecer. A gente deve buscar um desenvolvimento do ser.

e escrever. Então, ela disse isso. A gente precisa buscar um desenvolvimento pessoal que não seja buscando ter, nem buscando poder, nem buscando parecer. A gente deve buscar um desenvolvimento do ser. Não importa o que eu pareça, importa que eu seja. Não importa o que eu tenha de poder, importa quem eu seja. Não importa quem eu domine, importa quem eu seja, é o ser que é importante. Esse ser é que vai me fazer ser feliz. E mais ou menos nessa linha da da autoconsciência, lá no capítulo dois do livro Plenitude, Joana fala: "A escala de valores para muitos indivíduos apresenta-se invertida, tendo por base o imediato, o arriscado, o vulgar, o promisco, o poder transitório, a força como relevantes paraa vida. Os seus agregados sob altas cargas de contaminação produzem sofrimentos físicos e mentais duradouros. Então, Joana, no livro Plenitude, que está estudando sobre o sofrimento, origem do sofrimento, manifestação do sofrimento, como lidar com o sofrimento, ela diz que um dos grandes sofrimentos que são que é gerado vem justamente dessa necessidade, dessa necessidade de poder, de força, de submeter ou dessas superficialidades vulgares, esse prazer imediato. Então, isso gera muito sofrimento. Então, se eu quiser ter uma vida em que eu seja mais feliz, em que eu tenha mais bem-estar, eu tenho que melhorar a minha vida interna e refriar esses desejos de dominar, de mandar, de ganhar, de submeter. Então, vamos ficar com essa esse alerta de Jung, onde há desejo de poder, onde há poder sobre o indivíduo, não há amor. O que eu quero nas minhas relações? Eu não vou ter as duas coisas porque são polos opostos. Se eu estiver buscando o verdadeiro amor, eu vou ter que abrir mão desse poder, que não significa que eu vou me submeter ao outro, porque senão o jogo de poder continua. Significa que eu e meu parceiro vamos trabalhar para sermos eh pares, parceiros, e não um sobre o outro. Então, vamos refletindo sobre isso. Aguardo a participação de vocês nas mensagens, no chat. E a gente se

que eu e meu parceiro vamos trabalhar para sermos eh pares, parceiros, e não um sobre o outro. Então, vamos refletindo sobre isso. Aguardo a participação de vocês nas mensagens, no chat. E a gente se encontra aqui semana que vem, se Deus quiser.

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