T8:E17 • Consciência nos relacionamentos • Amor ou Projeção?
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 17: Amor ou Projeção? Apresentação: Cristiane Beira No décimo sétimo episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira convida à reflexão sobre o tema "Amor ou Projeção?". Com base na psicologia espírita, o episódio nos ajuda a identificar quando estamos realmente amando o outro ou apenas projetando nossos desejos, carências e idealizações, comprometendo a autenticidade dos relacionamentos. » Referências bibliográficas: O Ser Consciente, caps. 02 e 03 O Homem Integral, caps. 01 e 06 Momentos de Saúde, cap. 17 Autodescobrimento: uma busca interior, cap. 08 Amor, imbatível amor, caps. 01 e 02 Plenitude, cap. 06 » Sugestão de conteúdo: • A Natureza da psique, livro por Carl Gustav Jung • Adolescência — Minissérie • A parte que falta, livro por Shel Silverstein 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #AmorOuProjecao #Autoconhecimento #Espiritismo #AmorConsciente #CrescimentoPessoal
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de nós vamos relacionar um tema, um conceito bastante psicológico da psicologia do inconsciente, que trabalha com o inconsciente, trazendo paraa sua relação com o nosso tema dessa temporada, que são os relacionamentos. Vamos ver então como é que se conversa e que tipo de influência que acontece, como se dá esse funcionamento dentro dos relacionamentos no que se refere ao que a gente chama de projeção. Projeção é o tema de hoje. Eu vou começar trazendo um trecho de um poema de Fernando Pessoa e o o poema tem por título autopsicografia. Aqui já dá pra gente parar para fazer uma uma reflexão inicial. A gente sabe o conceito de psicografia. Nós utilizamos isso no na nossa doutrina espírita, que é um médium que ele vai escrever, só que as ideias não são dele. As ideias elas são de outra mente que é do espírito que está desencarnado. Então, um pensador, um alguém que está tendo ideias, escreve através de uma outra pessoa. Então, na psicografia nós temos essas duas psiques. Uma que traduz, que que que traduz, que escreve, que que executa e uma que cria. Existe uma mente criadora e existe uma mente executora. A psicografia é isso. O médium participa com seus próprios conteúdos, com seus instrumentos, com seu mecanismo, com a sua mente. A sua mente está ali, mas a mente criadora da mensagem é um espírito. Quando Fernando, pessoa escreve autopsicografia, é como se ele estivesse dizendo que nele habitam dois. Tem duas mentes presentes na escrita. Existe uma que escreve, que executa, e existe uma outra que cria. Então ele já começa sinalizando que ele vai dizer uma, ele vai apresentar uma certa dualidade presente dentro dele mesmo. Veja que já é um conceito psicológico, já é um conceito do inconsciente, porque ele já está dizendo que nele ele descobre, ele encontra vários e ele inclusive diz o que que um pensa, o que que o outro faz, se eles estão em acordo, se estão em desacordo. Ele está descrevendo o ser humano. Quantas vezes
e nele ele descobre, ele encontra vários e ele inclusive diz o que que um pensa, o que que o outro faz, se eles estão em acordo, se estão em desacordo. Ele está descrevendo o ser humano. Quantas vezes nós fazemos isso? E a gente já estudou isso na teoria dos complexos, quando Jung descreve que nós muitas vezes eh eh queremos fazer uma coisa e algo em nós nos leva a fazer outra. É esse complexo que constela e ele vem carregado de emoção. Ele vem com uma força que ele subjulga o ego e a gente fala assim: "Não sei o que deu em mim. Falei o que eu não queria ter falado. Fiz o que eu não imaginei que eu fosse capaz de fazer". Então são esses eus que a gente se distancia deles. Eles estão lá no inconsciente. Então é como se a gente os desconhecesse. Então o o tema, o o poema é autopsicografia. E Fernando Pessoa diz: "O poeta é fingedor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente." Olha que bonito. Então o poeta revela aqui essa realidade de que nós somos seres fingidores. E o poeta finge tão que, olha o que ele tá dizendo, que o poeta finge que está sentindo uma dor que na verdade é sim dele essa essa é dele próprio essa dor. Então ele brinca com isso, é como se ele falasse, e muitas vezes a gente vê isso nas conversas, né, em filmes a gente vê, comum essa cena. Então, por exemplo, eu estou eu estou lidando com um dilema, mas eu tenho vergonha de falar, não sou uma pessoa que costuma falar. Aí eu chego para um amigo e falo assim: "Deixa eu te perguntar uma coisa. Eu tenho um amigo que está vivendo um problema. Veja se você me ajuda a ajudá-lo. Na verdade não tem amigo. Na verdade o problema sou eu mesmo que estou passando. Mas como eu não quero me expor e dizer que o problema é meu, eu atribuo ele a alguém. Tem alguém que tem um problema? Que que você faria se você tivesse no lugar dele? Então, sou eu não querendo assumir a parte que é minha. O problema está em mim, mas como às vezes eu tenho vergonha de assumi-lo, eu atribuo ele a alguém. Nesse caso, eu
se você tivesse no lugar dele? Então, sou eu não querendo assumir a parte que é minha. O problema está em mim, mas como às vezes eu tenho vergonha de assumi-lo, eu atribuo ele a alguém. Nesse caso, eu estou projetando num terceiro que não existe, mas eu estou fazendo conscientemente, planejadamente. Ai, eu queria um conselho dessa minha amiga porque ela é ótima para dar conselho, mas eu não quero expor que essa situação quem tá vivendo sou eu. Eu vou ficar com vergonha. Eu não quero que ela descubra. Como é que eu faço então para que ela me responda sem saber que sou eu? Já sei, eu vou inventar que existe alguém, eu vou projetar o meu problema nessa outra pessoa, vou dizer que é ela que tem esse problema. Só que eu faço tudo isso sabendo que eu estou fazendo conscientemente, planejadamente. Esse mesmo mecanismo de eu atribuir a alguém uma dor que faz de conta que não é minha, mas é esse mesmo mecanismo, ele acontece de forma inconsciente. Nós fazemos isso o tempo todo. O tempo todo a gente atribui ao outro o que é nosso. Só que sem saber que a gente está fazendo de forma inconsciente. Essa é a projeção que a psicologia explica. Quando nós negamos, reprimimos, nos recusamos a ver partes nossas, elas surgem na forma de um incômodo e ao invés da gente olhar pra gente e falar: "O que que é que está me incomodando? O que que tem aqui?" A gente sai rapidamente correndo atrás de alguém para projetar isso. Ah, eu estou com uma raiva. Ao invés de eu parar e falar, Cris, que que é essa raiva? Que que é que tá te incomodando? O que que é seu e que não tá bem resolvido? Não. Eu falo assim: "Ai, tô com uma raiva também, rapidamente também. O meu marido". E aí eu começo porque o meu marido é assim, porque meu marido é assado, porque não dá para aguentar, porque a culpa é dele, porque foi ele que fez, ele que me deixou assim. Então isso é projeção. A projeção é a gente pegar algo que é nosso e a gente dizer que não está em mim, que não sou eu que sou assim. A culpa é do outro, é o outro que é.
fez, ele que me deixou assim. Então isso é projeção. A projeção é a gente pegar algo que é nosso e a gente dizer que não está em mim, que não sou eu que sou assim. A culpa é do outro, é o outro que é. Então, numa de uma maneira bem simples e inici iniciando nossa reflexão, a gente traz a projeção. Seria isso, seria a gente jogar no outro o que é nosso. Não quer dizer que o meu marido não tem a participação dele, que ele não tem a responsabilidade dele, que de fato ele não. Pode até ser que o que eu esteja falando seja verdade. É realmente meu marido faz isso, faz aquilo, OK? Mas ele fazer isso e aquilo não é automaticamente, não implica automaticamente em me despertar a raiva, senão a gente poderia fazer isso com Jesus. A gente fez de tudo com Jesus. A gente tentou ofender, a gente desconfiou, a gente eh eh torturou, a gente, enfim, tudo que a gente fez com Jesus, nós não tiramos a paz de espírito dele, porque não é o que o outro faz comigo, que produz em mim aquilo que eu sinto. O outro dispara um gatilho, o outro joga uma isca, eu posso morder ou não. Se eu tiver bem resolvida com o assunto, eu vou olhar para ele e vou falar assim: "Ai, não vale nem a pena. Mas se eu fiquei brava, irritada e quero discutir, tem coisa em mim. Ele mexeu em conteúdo meu, não é dele. Senão a mesma pessoa poderia fazer a mesma coisa para todos os seres humanos, que todos os seres humanos ficariam com raiva. E a gente sabe que isso não é verdade. Essa pessoa pode fazer a mesma coisa para todos os seres humanos. Cada um vai reagir de um jeito. Então, não é o outro que fez isso em mim, sou eu. Mas quando eu digo que é o outro que faz, que é ele que me deixou, que é ele que me irritou, eu estou projetando. Eu estou dizendo que aqui dentro não tem nada, é só luz. É só luz. Se tem alguma coisa errada na minha vida, pode ver que tem um dono para essa para esse erro, que não sou eu. Isso é projeção, é a gente ver no outro em nós. Pode ser que esteja no outro, pode, mas está em nós, certamente. Então, Fernando Pessoa faz
er que tem um dono para essa para esse erro, que não sou eu. Isso é projeção, é a gente ver no outro em nós. Pode ser que esteja no outro, pode, mas está em nós, certamente. Então, Fernando Pessoa faz isso. Ele nos mostra que o ser humano muitas vezes não é o que aparenta ser. E muitas vezes o que ele é, na verdade, ele esconde ser. A gente cria as nossas máscaras, a nossa persona, a gente vigia para ninguém descobrir isso, aquilo ninguém pode saber. A gente o mede palavras, tudo isso pra gente interpretar um papel. Isso não é ruim. As são essenciais para viver em sociedade. Imagina se a gente fosse sair por aí soltando os cachorros, falando tudo que vem na mente. Não funciona. A gente precisa se moderar. A gente precisa se regular, respeitando os espaços das pessoas. O problema é quando a gente se identifica com isso e nega o outro lado. Então, se eu disser assim: "Olha, no meu trabalho eu me canso muito." Por quê? Ah, porque eu tenho um temperamento muito agressivo. Eu sou altamente irritável. Eu fico brava com qualquer coisa, mas no trabalho eu não posso sair gritando, xingando e e chutando todo mundo. Então eu gasto muita energia segurando esse meu temperamento. Aqui eu vejo uma presença equilibrada de uma pessoa e é equilibrada porque eu tenho consciência de que eu estou ali fazendo um esforço para não explodir e chutar todo mundo e xingar todo mundo. Então eu represento um papel de uma pessoa mais equilibrada, mas sabendo que eu tenho no meu lado as minhas questões agressivas. Quando que eu quando que é ruim? Quando, por exemplo, eu estou no meu trabalho, faço um esforço enorme para reprimir as minhas tendências e alguém me diz assim: "Nossa, Cris, como você é calma". E eu digo assim: "É, eu sou mesmo, eu sou muito calma. E eu não sou calma, mas eu me nego a olhar pro meu lado irritável, pro meu lado rancoroso, porque eu acho feio. E se eu acho feio, eu tendo a reprimir. Eu fingjo que eu não tô vendo, esconde, joga lá pro fundo do calaboço. Isso é ruim, porque eu me distancio de quem eu
o meu lado rancoroso, porque eu acho feio. E se eu acho feio, eu tendo a reprimir. Eu fingjo que eu não tô vendo, esconde, joga lá pro fundo do calaboço. Isso é ruim, porque eu me distancio de quem eu sou. Eu passo a viver uma versão minha que foi produzida, não é a verdadeira. E quando a gente tem muito isso forte de negar as nossas partes sombrias, a gente tem maior tendência de projetar as nossas sombras nos outros. A gente precisa viver com conviver com a gente, mesmo sabendo: "Ah, eu tenho uma tendência para cá, eu tenho uma tendência aí, eu tenho uma tendência para falar dos outros. Quando eu vejo eu já tô fazendo fofoca, eu tenho uma tendência para eh contar mentira. Quando quando eu tô num problema, ao invés de eu falar, eu invento uma história que nem eu acredito. Se eu se eu tiver consciência e buscando ter cada vez mais consciência das minhas sombras, eu eu vou tender projetá-las menos vezes. Mas se eu nego as minhas sombras e eu sou aquela que, ah, eu tenho uma paciência enorme, não, imagina que eu sou de agredir e falar mal das pessoas, ai eu não. Se eu sou essa pura, né, falsa, pura, eu vou tender a quando começa a aparecer a sombra, eu preciso jogar ela para alguém, porque senão eu vou ter que assumir que ela é minha, mas eu não posso. Então, a gente tende a projetar. Então, ninguém é bom o suficiente. Esse daqui é muito espaçoso, aquela lá é muito preguiçosa, aquele ali é é rancorojo, essa daqui só fala mal dos outros. Eu acho gente ruim para todos os lugares. E a gente e e quem está perto poderia perguntar: "Nossa, Cris, e você? Você é a perfeita, né? Você não tem nada disso. Então, quanto mais eu nego que eu seja, que eu tenha as minhas sombras, mais eu vou tender a olhar elas nos outros. Aí eu vou ser essa pessoa crítica, julgadora, que vive olhando todo mundo. Ninguém é bom o suficiente, só enxerga o lado ruim, só vê problema, só vê crítica, reclama o dia inteiro. Isso é eu pondo para fora a sombra que eu nego que seja minha. vai aparecendo, eu vou jogando nos outros. E a gente
iente, só enxerga o lado ruim, só vê problema, só vê crítica, reclama o dia inteiro. Isso é eu pondo para fora a sombra que eu nego que seja minha. vai aparecendo, eu vou jogando nos outros. E a gente inclusive brinca com isso, porque a gente diz assim: "A culpa é minha, eu jogo ela em quem eu quiser". É isso. Essa frase é uma frase típica da projeção. A culpa é minha, eu ponho ela em quem eu quiser. Comigo é que não vai ficar. Então eu projeto, eu jogo, eu atribuo ela a outras pessoas. Eu trouxe aqui alguns trechos do próprio Jung falando sobre o conceito da projeção. Então, no livro A natureza da Psique, no parágrafo 507, Yung diz Carl Gustavo Jung, esse psiquiatra eh criador dessa psicologia analítica, eh, que também trabalha com o inconsciente como Freud e outros, mas ele trabalha com o inconsciente coletivo. Isso é, isso é característica dele. foi ele que cunhou esse termo. Então ele diz, todos os conteúdos de nosso inconsciente são constantemente projetados em nosso meio ambiente e só na medida em que reconhecemos essas peculiaridades de nossos objetos como projeção, como imagens, é que conseguimos diferenciá-los dos atributos reais desses objetos. Mas se não estamos conscientes do caráter projetivo da qualidade do objeto, não temos outra saída senão acreditar piamente que esta qualidade pertence realmente ao objeto. O Yung tá trazendo um pouco aqui sem saber ou se, não sei se ele não sabia, não sei se se já era da época dele, mas esse conceito do que a gente fala hoje da da mecânica da física quântica, da mecânica quântica, sabe a história de que é o olhar do observador que atribui características ao objeto, ao ser observado? Então a gente diz assim: "Olha, o que é realidade?" A gente só sabe o que é realidade a partir dos dos instrumentos de observação. Se eu falar para vocês, eu estou olhando aqui lá atrás, atrás do meu computador tem uma árvore lá lá na frente tem uma árvore. Como é que eu sei que na realidade tem uma árvore? Porque eu estou vendo com os meus olhos.
ocês, eu estou olhando aqui lá atrás, atrás do meu computador tem uma árvore lá lá na frente tem uma árvore. Como é que eu sei que na realidade tem uma árvore? Porque eu estou vendo com os meus olhos. Então, o que que diz para mim que lá fora tem árvore são os meus recursos de percepção do ambiente. Eu tenho o poder, a capacidade, a faculdade de ver. Então eu vejo uma árvore. Então eu digo, na realidade existe uma árvore ali fora. Agora o que eu estou dizendo é assim, eu estou vendo uma árvore lá fora e nós aprendemos que o que a gente vê existe. Então aquilo que eu vejo é real. Quando é algo objetivo, que nem eu estou dizendo, que tem uma árvore ali, que se eu quiser ir andando até ela, eu aperto ela e eu comprovo que existe uma árvore. Isso, OK. a gente consegue entender que realmente existe uma realidade material que bate com aquela que eu vejo. Eu vejo que tem uma árvore, caminho até ela, aperto, toco nas suas nas suas nos seus galhos e comprovo: o que eu vi é igual ao que existe. Ainda assim, eu posso dizer para vocês, existe uma árvore com tronco assim assado, com os galhos, tal, e quando eu chego perto e eu pego, eu posso dizer assim: "Nossa, eu tinha certeza que esse tronco era lisinho e ele é cheio de espinhos que eu não era capaz de ver a distância". Eu posso dizer assim: "Nossa, parecia que esses que essas essas folhas elas eram verde claro, mas chegando perto o tom do verde não é nada parecido com aquele que eu tinha imaginado. É um tom muito diferente. Que que eu estou dizendo? Eu estou dizendo que os meus olhos são capazes de ver a realidade até certo ponto. Eu preciso às vezes me aproximar muito para eu olhar realmente o que tem e muda. Então, quando eu sei usar bem isso, eu já não tiro tantas certezas e conclusões rápidas. Então eu diria assim para vocês, parece, pelo que eu estou vendo, que tem uma árvore com tronco liso com folhas verde claro, me parece. Agora isso é o que os meus olhos estão capazes de ver daqui. É realidade isso? Parece que é. É o que eu estou
que eu estou vendo, que tem uma árvore com tronco liso com folhas verde claro, me parece. Agora isso é o que os meus olhos estão capazes de ver daqui. É realidade isso? Parece que é. É o que eu estou enxergando, mas não posso dizer que é. Tanto que a hora que eu chegar lá eu vou falar: "Não, o tronco não é lisinho, é cheio de espinhos". E a folha não é tão verde e clara como eu pensei, é mais escura. Se isso acontece no mundo concreto, vamos imaginar no mundo agora psicológico, emocional. Então eu olho para uma pessoa e digo assim: "Aquela pessoa está triste". Como que você sabe, Cris? Ah, eu tô vendo, tô vendo. Ó, ó a carinha dela. Isso daí, ó. É, tá triste. Ela tá muito triste. Ela vai quase chorar. Quantas vezes a gente faz isso uns com os outros? A gente olha pra pessoa e a gente tem certeza do que a gente está vendo. Isso é projeção. Eu estou projetando do mesmo jeito que eu estou projetando na árvore o que eu acho que eu estou vendo, porque eu não tô vendo a realidade, eu tô vendo o que eu sou capaz de ver. E pode ser que alguém do meu lado aqui vá descrever a árvore assim: "Nossa, Cris, tem nada a ver. Onde você tá vendo? Lisinho. Eu tô vendo um, eu tô vendo um tronco meio desforme. Ela prestou atenção em outras coisas. Se alguém perguntar para ela: "O que que você tá vendo, ela vai falar assim: "Ah, eu tô vendo uma planta que eu não sei se é árvore, não sei se é árvore aquilo. E parece um coqueiro. E se vocês escutarem a minha descrição e a descrição de quem está do meu lado, vocês não vão nem saber se a gente está falando a mesma coisa. Isso prova que aquilo que a gente vê é muito mais baseado no que sai de mim, no que eu sou capaz de observar, no que eu presto atenção, na forma como eu descrevo a realidade. Muda muito. Por isso aquela frase, quando Paulo fala de Pedro, José, quem a gente quiser, quando Paulo fala de Pedro, Paulo fala muito mais de Paulo do que de Pedro. Esse é um exemplo concreto. Se eu for descrever o que eu estou vendo e um colega for descrever o que ele está
gente quiser, quando Paulo fala de Pedro, Paulo fala muito mais de Paulo do que de Pedro. Esse é um exemplo concreto. Se eu for descrever o que eu estou vendo e um colega for descrever o que ele está vendo, talvez a gente descreva coisas que pareçam totalmente diferentes. E nós estamos falando da mesma coisa porque prestamos atenção em pontos diferentes. Ele enxerga de um jeito, ele interpreta do outro, a gente atribui, a gente é que projeta no objeto aquilo que é do nosso conhecimento. E a gente não, a gente olha e fala: "Não tenho certeza do que eu estou vendo". Não. Ainda que você tenha certeza que você esteja vendo, não quer dizer que você é capaz de descrever 100% da realidade. Não é. Você não é capaz. Você não é capaz de descrever. Pode ser que tenha um botânico aqui que ele fala assim: "Gente, fica todo mundo quieto, agora eu vou descrever. Realmente é uma planta da categoria, não sei das quantas. Eu posso descrever de infinitas formas aquilo que eu vejo, porque cada um vê de um jeito. Então, a gente tem que no mínimo não ter certeza. Olha, eu posso dizer o que eu estou vendo agora. Não sei se é. Voltando pro exemplo da menina triste, pode ser que alguém do meu lado falou assim: "Ela não tá triste, Cris. Ela está em pânico. Olha o olhar dela. Ela está com medo de alguma coisa. Ela enxergou outra coisa. Ela falou do que tá no coração dela, eu falo do que tá no meu. Jesus já tinha falado. A boca fala do que está cheio o coração. Eu digo que eu estou vendo é com base no que eu sou capaz de ver, que tem a ver com com os conteúdos que eu carrego. Então tudo isso são exemplos de projeção. O Jung descreve isso, então, que só na medida que a gente reconhece certas particularidades do de nós é que nós somos capazes de observar o objeto. Se a gente não tiver consciente de que tem conteúdo nosso para descrever os objetos, não vamos ter outra saída senão acreditar piamente que esta qualidade pertence realmente ao objeto. A gente vai acreditar, não, aquela pessoa estava triste, eu tenho
o nosso para descrever os objetos, não vamos ter outra saída senão acreditar piamente que esta qualidade pertence realmente ao objeto. A gente vai acreditar, não, aquela pessoa estava triste, eu tenho certeza absoluta. Por quê? Porque eu não percebi o quanto do meu conteúdo eu uso para explicar o mundo. Aí eu acredito que eu tô falando do outro. Mas eu não estou, eu estou falando a partir de mim. E falar a partir de mim é diferente de falar a partir do Paulo, que é diferente de falar a partir do Pedro. Então não vamos ter tantas certezas. Vamos acreditar sim que a gente projeta. O que eu tô vendo no outro pode ser muito meu, pode ter nada a ver com o que o outro tá sentindo. E a menina pode falar pra gente: "Não tá nem triste, nem em pânico. Eu tô aqui pensando numa coisa e lamentando se pode acontecer alguma coisa. E essa é a minha cara quando eu estou pensando e lamentando. Mas a gente olha para as pessoas e a gente julga. Mais um trechinho ainda do natureza da psique, do Jung, ele diz: "Da mesma forma que nos inclinamos a supor que o mundo é tal como vemos, com igual ingenuidade, supomos que os homens são tais quais os figuramos. Infelizmente, ainda não existe aqui uma física que nos mostre a discrepância entre a percepção e a realidade. Então, quando nós falamos do outro com tanta certeza, por pegar um exemplo da menina que eu falei que estava triste, vocês percebem que ao fazer isso, eu estou como se fosse me apropriando da vida dela, no sentido de que sou eu que sei o que ela sente. É como se eu estivesse anulando ela por ela mesma. Ela é o que eu digo que ela é. Então, existe um roubo, existe um abuso, existe uma afronta. Quando eu digo assim, ela está triste, é como se eu tivesse vestindo ela do que eu acho que ela é, do que eu acho que ela sente. Eu não estou dando a chance dela ser quem ela é. Se eu quero saber o que ela tem, no mínimo eu pergunto: "Querida, o que você está sentindo?" Isso é dar a chance dela explicar como ela está. Mas a gente não deixa as
ndo a chance dela ser quem ela é. Se eu quero saber o que ela tem, no mínimo eu pergunto: "Querida, o que você está sentindo?" Isso é dar a chance dela explicar como ela está. Mas a gente não deixa as pessoas serem quem elas são. A gente quer que as pessoas sejam quem a gente acha que ela é. A gente é que diz para ela o que ela é. E tem uma cena numa série que bombou na na Netflix que se chama Adolescência. E um dos capítulos é um capítulo inteiro dedicado a um diálogo terapêutico, ou seja, da psicóloga lá, da terapeuta com o o protagonista que é um adolescente que cometeu um crime. E chega uma hora que esse adolescente que parece que tem talvez mais maturidade, não sei se é bem maturidade ou pelo menos consciência ali na sala. E ele diz assim: "Pera aí, deixa eu ver se eu tô entendendo. Você tá querendo saber qual é o seu entendimento do meu entendimento, do que você entende, do que eu entendo. É isso que você tá tentando fazer?" E eu voltei algumas vezes porque eu falei: "Meu Deus, olha essa, olha essa frase". Quer dizer, psicóloga que você está formando aí um entendimento na sua cabeça do que é o meu entendimento a respeito do que eu acho que você quer entender do que eu entendo. E a gente faz isso. Por isso que o a a primeira qualidade de alguém que se propõe a um trabalho terapêutico com outro de ou de atendimento fraterno é se esvaziar de qualquer hipótese que você tenha. A primeira coisa que a gente tem que ser é no lugar do rosto um uma orelha enorme, um ouvido enorme. Só escute, mas a gente já chega com uma boca enorme para falar o que o outro é. Eu já sei o que que você é, garoto. Eu já sei porque você mora, você vive numa sociedade que tem, é tóxica e tem o masculino abusivo. Eu já sei o que que é que você fez, por que que você fez. Isso é a gente, é a gente projetando no outro que é nosso, é nosso esse conteúdo. No processo terapêutico, existe o que a gente chama de transferência e que é importantíssimo, que é como se a gente transferisse pro outro eh questões nossas para ele nos
nosso, é nosso esse conteúdo. No processo terapêutico, existe o que a gente chama de transferência e que é importantíssimo, que é como se a gente transferisse pro outro eh questões nossas para ele nos ajudar a desenvolver e trazer de volta. É a base, é a base de um, é como se fosse um trabalho de um pai, né, de um mentor. Então, tem coisas que o meu filho, criança ainda não é capaz, ele transfere para mim, mas é uma transferência para saber como eu faço, para ele aprender, para depois ele pegar de volta. Então ele não consegue se sentir seguro. Então quando ele está ficando com medo da situação, ele começa a andar pertinho de mim, minha meu filho criança, por exemplo, e ele abraça a minha perna. Não é uma cena típica. A criança tá num lugar que ela começa a desconfiar do que tá acontecendo. Ela procura a mãe ou o pai e ela vai chegando, vai chegando, vai chegando e ela, ó, abraça a perna. Que que ela tá fazendo? Eu tô transferindo para você o poder de dar segurança para nós aqui. Se vire aí. Eu não tô conseguindo me proteger, não tô entendendo o que tá acontecendo aqui, tô ficando com medo. Então, nessa hora você vai ser minha força, tá, mamãe? Você vai ser minha proteção, tá, papai? Presta atenção aí. Essa criança vai aprendendo como o pai se protege, como a mãe se comporta para dar segurança e ela vai internalizando até ela crescer e falar: "Hoje eu já dou conta de me proteger. Hoje eu não preciso correr para abraçar a perna da minha mãe e do meu pai. eu sou capaz de me proteger. Ela trouxe de volta aquele conteúdo que ela emprestou para aprender como faz com ele e depois ela trouxe para ela de volta. Por isso que a gente fala isso, isso é um bom crescimento, porque tem pessoas que vão estar com 20, 30 anos e ainda vão procurar a perna do papai e da mamãe porque não conseguiram trazer de volta essa essa transferência. Ele projetou e não recolheu para poder fazer por si mesmo, ter por si mesmo as suas experiências. Bom, falei muito, né? Vamos entrar então em Joana e eu começo
trazer de volta essa essa transferência. Ele projetou e não recolheu para poder fazer por si mesmo, ter por si mesmo as suas experiências. Bom, falei muito, né? Vamos entrar então em Joana e eu começo com, ah, deixa eu só falar mais um pedacinho aqui que eu tinha anotado. Tem um livrinho, eu não vou lembrar o nome do do autor, depois a gente deixa na descrição, mas é um livrinho que rodou, virou virou até uma animação, tem na forma de audiobook, eu sei que se espalhou muito. Eu lembrei desse desse livro, chama é um livro como se fosse uma animação mesmo, infantil, sabe? É, chama A parte que falta. Então vão buscar esse livro porque vale muito a pena. É uma bela tomada de consciência, a parte que falta, porque vai contar sobre isso. Muito da nossa projeção e e da nossa transferência é com base naquilo que ou que me falta ou que eu não queria ter. Como se a gente fosse pedaços, como se a gente tivesse espaços vazios que estão por aí, que eu preciso ir lá. Quem é o quem é que tem isso para eu poder trazer? Então a gente vive fazendo isso, projeta, transfere, desloca. E esse livro vai trabalhar um pouco. Isso é bem bonitinho o livro, vale a pena até para trabalhar com crianças. Agora sim, vamos lá paraa Joana de Angeles e vamos começar com o ser consciente, capítulo 2. Então, Joana diz assim: "O atormentado fixa a sua identidade na necessidade do que na necessidade do que denomina amor e projeta-se inconscientemente sobre quem ele diz amar, impondo-se com sofreguidão irrefreável ou acalentando intimamente a realização do que anela em terrível desarmonia interior. Quanto mais aspira e frui, mais exige e sofre. Se não logra realização, mais se decompõe perdendo ou matando, com os raios venenosos da mente em desalinho, as defesas imunológicas e a vibração da harmonia mental, logo tombando nos estados enfermiços. Então, Joana está dizendo assim: "Muitas vezes a pessoa atormentada, ela tem necessidade do que ela chama de amor, só que na verdade esse amor é uma projeção inconsciente e aquele aquela desamar, na
. Então, Joana está dizendo assim: "Muitas vezes a pessoa atormentada, ela tem necessidade do que ela chama de amor, só que na verdade esse amor é uma projeção inconsciente e aquele aquela desamar, na verdade, ela está é subjulgando, ela está é submetendo esse outro ser, ela está se apropriando dele, manipulando, chantageando, exigindo. E se isso se desenvolve e essa pessoa não percebe que está sendo projetada nela conteúdos que não são dela, isso se torna um ambiente de uma vibração eh mental ã horrível em desalinho, que acaba prejudicando todo mundo. Então, quantas vezes a gente diz que a gente ama o outro, mas é um amor que mata o outro. mata o outro, não literalmente, pelo menos de cara, mas mata o outro porque não deixa que o outro seja como ele é, exige que ele seja de outro jeito, eh, faz chantage, persegue, ameaça, fica fazendo trocas. Ou seja, eu não quero que o outro seja quem ele é, eu quero que ele seja quem eu quer, quem eu gostaria que ele fosse. Eu fico tentando formá-lo. Isso é uma projeção. Eu não amo o outro por por ser ele quem ele é. Existe uma frase num livro, num existe um livro que se chama O poder da Empatia. Muito lindo. É uma pesquisa a respeito de como se forma a empatia no cérebro, na mente. E esse autor lá pelas tantas, ele cita um um uma frase e ele e ele diz assim que o máximo da empatia é quando você chega a ratificar o outro ser. Olha, olha que frase linda. Ratificar o outro ser é como se eu dissesse para ele: "Querido, eu amo você. Sendo você quem você é, eu ratifico o seu ser. Não tô dizendo que você é perfeito. Hum, hum. Você tem muita coisa para trabalhar como eu tenho e vai trabalhar ao longo da sua existência espiritual. Mas eu estou dizendo que eu amo você no seu estado atual. Eu não preciso que você seja nem mais nem menos nada. Isso é amor. É assim que Jesus nos amou. Ele ratificou o nosso ser, que não quer dizer que ele disse que nós éramos perfeitos, lindos e prontos. Ele sabia da jornada que temos pela frente. Tanto que ele veio nos ensinar como caminhar
s amou. Ele ratificou o nosso ser, que não quer dizer que ele disse que nós éramos perfeitos, lindos e prontos. Ele sabia da jornada que temos pela frente. Tanto que ele veio nos ensinar como caminhar por esse caminho. Mas ele não pôs condição para nos amar e nem quis nos modificar a imediatamente para nos amar. Ele quis nos modificar para que cada vez fôssemos mais felizes. Ele quis nos mostrar como nos transformarmos para nossa felicidade, não para que ele nos amasse. Então, ele nos ama antes e ele quer que a gente se desenvolva depois. Ele não quer que a gente se desenvolva para que ele ame. Então, muitos dos nossos amores, como diz Joana, na verdade são projeções. Eu estou usando o outro para aquilo que me falta. Eu estou usando o outro para projetar nele o que o que eu não gosto de mim. Eu estou usando o outro para que ele seja como eu preciso que ele seja para ocupar espaços que eu não tenho. Então eu me aproprio da vida do outro quando eu faço esse tipo de projeção demais, né? Porque um pouco de projeção nós vamos fazer. Aí ela continua outras vezes, agora no capítulo três, o ser consciente, outras vezes expressam-se como forma de transferência, que é o que eu que eu tinha explicado, e a necessidade de culpar outrem atur de o paciente que se apresenta sempre na condição de vítima, buscando fora de si as razões que lhe justifiquem as ocorrências mínimas ou máximas que o desagradam. Quando ele não encontra um responsável próximo e direto, apela para a figura do abstrato coletivo, a sociedade, o governo, Deus, a vida e seja lá o que for. É aquilo que eu tinha falado, a culpa é minha, eu ponho ela em quem eu quiser. Então, muitas vezes a gente faz isso. A forma da gente projetar é jogando o que tá errado pro outro, é culpando os outros. Então, a gente costuma, tem dois mecanismos que a gente costuma, os seres humanos em geral, no nosso grau de evolução, costumam adotar. O primeiro é esse com relação ao erro. Quando eu detectei, eu tô chamando de erro, aquilo que eu não que eu não
a gente costuma, os seres humanos em geral, no nosso grau de evolução, costumam adotar. O primeiro é esse com relação ao erro. Quando eu detectei, eu tô chamando de erro, aquilo que eu não que eu não gosto, aquilo que eu não aprovo, aquilo que eu não queria fazer, aquilo que eu rejeito. Então, quando eu identifico um erro, eu tenho um mecanismo imediato e é cultural. É cultural que é ã esconda o erro. Esconda o erro, jogue no outro, não assuma o erro. A gente faz isso desde criança. Qual que é o ambiente que a gente cria em que é natural errar? A gente põe tanto peso no no erro, a gente olha pras crianças quando as crianças erram e a gente olha com uma cara do tipo, onde já se viu? Como é que a criança vai crescer pensando que errar é natural? Claro que não. Ela vai aprender com as nossas caras e bocas e dedos. apontando e palavras feias, ela vai querer nunca mais errar, mas ela vai errar porque o erro faz parte da nossa condição. E aí a gente faz o quê? Eu pagar o preço social do erro, que as pessoas me condenam, a gente vê o quanto a gente é cruel. Quanto a gente é cruel. A pessoa vive com a gente um tempão, ajuda a gente em 300.000 coisas, faz parte da nossa vida em tantas coisas. importantes. Um dia ela comete um erro enorme. Que que a gente faz? Some com ela. Assassina. Some daqui. Nunca mais eu quero te ver. Você não presta. Você a gente a gente detona a pessoa. E essa é a nossa forma de lidar com os erros. A gente simplesmente não os aceita, não os tolera. E aí nós criamos uma uma sociedade hipócrita, mentirosa, fake, porque já que o errar é tão feio, então a gente vai esconder o erro, vou jogar pros outros. Eu é que não vou errar. Eu é que não vou errar. Quem que vocês conhecem que lida numa boa com erro, com os erros que comete, como se fosse tranquilo. A gente sempre primeiro começa a suar, começa a inventar como que eu saio disso sem assumir esse erro. Quando não dá, a gente assume, mas falar que a gente fica à vontade, a gente não fica à vontade. Infelizmente isso é uma
começa a suar, começa a inventar como que eu saio disso sem assumir esse erro. Quando não dá, a gente assume, mas falar que a gente fica à vontade, a gente não fica à vontade. Infelizmente isso é uma coisa realmente coletiva, né? Ã, ah, e a outra forma que a gente tem, eh, o erro, a gente joga em alguém ou esconde, finge que não aconteceu. E outra coisa que a gente também não gosta é quando precisa se esforçar, quando a vida pede sacrifício, que que a gente faz? a gente foge, a gente sai correndo. E esses são os dois principais eh as duas principais alavancas, os dois principais motivadores para projeção. Eu detecto em mim uma sombra. Essa sombra eu vou precisar deitir um lado ruim meu. Ah, não. Jogo pro outro. Essa sombra vou precisar de um sacrifício para transformá-la. Ah, não, não quero. Então, não é minha. Então, pra gente poder lidar com as projeções, o que que a gente teria que fazer? assumir os próprios erros e se esforçar por modificá-los, assumir a própria sombra, aceitar a própria sombra e investir em terapia para iluminá-la. É isso aí. Eu não vou precisar ficar jogando nos outros, projetando nos outros. Eu eu vou viver verdadeiramente. Ah, eu tenho essas essas tendências, mas tô trabalhando com isso. Pronto, enxergo, assumo, trabalho. Mas a gente não gosta de assumir porque os outros vão olhar torto e a gente não quer. E a gente não gosta de se esforçar para mudar nada porque tudo dá muito trabalho, a gente ainda é muito preguiçoso. Então a gente prefere projetar, fala que não é meu, o problema é do outro e aí a gente segue. Então somos ainda imaturos. Isso é é uma atitude infantil. A criança que é assim porque ela não quer trabalho, ela não quer, quando a gente vai ficando adulto, a gente vai assumindo responsabilidades, porque a gente entende a importância delas. A gente fala, eu me pergunto todo dia, por que que eu acordo 5 da manhã mesmo? Porque eu quero cuidar da minha saúde. É o único momento que eu vou poder fazer a minha academia. Eu escolho, mas eu
las. A gente fala, eu me pergunto todo dia, por que que eu acordo 5 da manhã mesmo? Porque eu quero cuidar da minha saúde. É o único momento que eu vou poder fazer a minha academia. Eu escolho, mas eu escolho me arrastando. Eu escolho brava, ainda mais quando vai chegando frio. Agora, uma criança não vai escolher fazer isso. Ela não tem capacidade de compreender, de raciocinar para poder tomar uma decisão. Ela sempre vai no mais fácil. É a gente, a gente ainda é muito imaturo. Mimados. E Joana fala desse mimo. Então nós vamos lá agora no no homem integral, no capítulo 6, Joana diz: "Mimada acomoda-se a exigir e ter, recusando-se o esforço bem dirigido para a construção de uma personalidade equilibrada, capaz de enfrentar os desafios da vida e não ficar jogando nos outros, né? que lhe chegam pouco a pouco, acreditando-se credora de todos os direitos, cria mecanismos inconscientes de evasão dos deveres, reagindo a eles pelas mais variadas e ridículas formas de atitude nas quais demonstra a prevalência do período infantil, né? Então ela vai cair aí pra pra autocompaixão. Eu sou uma coitadinha, as pessoas não cuidam de mim. Olha o que fizeram para mim, porque eu nunca erro. Se deu alguma coisa errada, não sou eu. É a culpa do outro. Isso é, isso é criancinha. A gente tem essa eh essa cena também bastante comum gravada nos nossos eh registros, né, que é duas crianças aprontando, né, fizeram tudo que não devia na casa, sujaram, enfim. Aí as duas estão lá, a mãe chega e a mãe pergunta quem foi que fez. A cena que vem na nossa mente foi é um apontando o outro, né? Isso aí é infantil nosso. Eu vou falar pra minha mãe que fui eu que pintei a parede dela com canetinha que nunca mais vai apagar. Eu vou falar pr pra mamãe que fui eu que derrubei a tinta guache no sofá branco. Eu não, eu não dou conta disso. Eu não vou saber limpar. Eu não sei nem como compra. Eu não sei quanto custa. Eu não vou poder enfrentar ela. Ela é enorme. E quando ela fica brava, às vezes ela dá uns petelecos. Eu não dou conta de
Eu não vou saber limpar. Eu não sei nem como compra. Eu não sei quanto custa. Eu não vou poder enfrentar ela. Ela é enorme. E quando ela fica brava, às vezes ela dá uns petelecos. Eu não dou conta de enfrentar isso. Então, quem foi que fez? né? Foi ele, não fui eu. Isso é atitude imatura que Joana fala, não tem, não consegue enfrentar os desafios. Quando a gente é maduro, a gente assume. Não, essa senhora vai dar um problemão para mim, uma dor de cabeça, um custo financeiro. Nossa, mas eu vamos, vamos lá, vamos lá, vamos enfrentar. Não preciso ficar procurando quem é que vai ser a culpa para eu jogar nas costas de alguém para eu poder fugir e me negar a enfrentar esse problema. Eu trouxe alguns exemplos comuns de projeção e eu peguei, deixa eu ver se todos, não, cada um tá num livro. Primeiro Momentos de Saúde, capítulo 17. Joana diz assim: "O indivíduo puritano que fiscaliza má conduta alheia projeta o estado interior que procura combater. Eu nego, eu nego em mim. Eu sou pura, casta, né? Então, se tiver algum pensamento ruim na minha mente, é o outro que fez. Então, procura que ela procura combater no outro e por não se dispõe a fazê-lo em si. O crítico mordaz, persistente de olhar clínico para os erros dos outros, as misérias dos outros, é portador de insegurança pessoal, mantendo o grande desprezo por si próprio e compensando-se na agressão. Então, primeiro exemplo são esses dois. Os primeiros exemplos são esses dois. O puritano que fica vendo tudo de coisa errada que os outros estão fazendo, como se ele não fizesse nada. Ele é puro casto e só anda-se segundo a lei de Deus. Então ele fica vendo porque esse daqui é sem vergonha, porque aquela lá rouba, porque esse daqui mente, porque aquele lá e por aí vai, né? E o outro é o crítico morda, esse exigente que quer tudo nos mínimos detalhes com todo mundo, como se ele fosse também já pronto, puro e perfeito. São projeções. Outro exemplo de projeção, ela, eu trago lá do homem integral, no capítulo um, ela diz: "O individualismo que deu ênfase ao
o mundo, como se ele fosse também já pronto, puro e perfeito. São projeções. Outro exemplo de projeção, ela, eu trago lá do homem integral, no capítulo um, ela diz: "O individualismo que deu ênfase ao enganoso conceito de homem de ferro e de mulher boneca e da mulher boneca, objeto de luxo e de inutilidade, cedeu lugar ao coletivismo consumista, sem identidade, em que os valores obedecem a novos padrões de crítica e de aceitação para os triunfos imediatos sobos preços da destruição do indivíduo como pessoa racional e livre. Então essa é uma outra projeção. Quando eu espero do outro absurdos. Eu espero que você seja o homem de ferro que que me salva sempre, que aguenta tudo, que nunca morre, que vence a todos. Se eu tiver essa expectativa do meu companheiro, eu estou projetando nele tanta força que sinaliza o quanto que eu me sinto fraca, porque eu sou tão necessitada de força que eu preciso que ele seja o máximo da força, porque não tem nenhuma força aqui, eu projeto ela toda fora. Então, sempre que eu espero muito que o outro seja alguma coisa muito grande, significa que eu tenho muito pouco disso em mim. Por isso que eu preciso que o outro tenha. E aí eu lembro da parte que me falta lá do livrinho. Eu preciso desenvolver em mim. Não adianta eu ir atrás de um homem de ferro para ser o meu salvador. Eu preciso desenvolver em mim. Eu preciso ser a força. A mesma coisa do homem que vai atrás de uma mulher que seja essa boneca, esse objeto. Aí de novo, por que que ele precisa de uma mulher que seja só casca, que tenha só uma aparência, né? O que que falta nele? falta profundidade. Se ele precisa de uma mulher que seja só essa esse estereótipo estético padronizado, a pergunta é: cadê a mulher profunda? Ele não tem, ele precisa desenvolver nele. Aí é o contrário. A mulher procura o fortão e ele procura o quê? Uma fraquinha que seja uma casquinha bonita, bem lustrosa, bem lustradinha. Cadê a mulher profunda? Quando ele desenvolver a mulher profunda nele, ele não precisa que a mulher de
e ele procura o quê? Uma fraquinha que seja uma casquinha bonita, bem lustrosa, bem lustradinha. Cadê a mulher profunda? Quando ele desenvolver a mulher profunda nele, ele não precisa que a mulher de fora seja rasa. Então, sempre que eu falo do outro, eu tô falando de mim. Se a gente pudesse se dar conta disso. E um último exemplo tá lá no ser consciente, capítulo 3. Ciúme, ressentimento, invade, inveja, ódio, maledicência e um largo cortejo de emoções perturbadoras são os filhos diletos do ego que deseja a dominação na ânsia de promover-se, nada mais logra do que projetar a própria sombra profundamente prejudicial e iníqua. Então, se eu tenho inveja, é projeção. É projeção. Ao invés de eu desenvolver em mim, eu olho o que o outro tem e quero igual. Se eu tenho ciúme, é projeção. Ao invés de eu desenvolver em mim a autossuficiência, eu dependo do outro. O outro tenho medo que o outro fuja. Daí eu corro atrás dele, fico vigiando, sou ciumento, projeção. Se eu tenho raiva, ódio do outro, vai cuidar de você. Que que é que ele tá te incomodando? Porque a hora que eu iluminar essa sombra, o outro pode fazer o que ele quiser, que ele não me afeta mais. Jesus nos ensinou. Então, culpar os outros é uma principal forma de projeção, né? Aí, Joana, no autodescobrimento, Uma busca interior, no capítulo 8, ela diz assim: "Como decorrência da acomodação dos hábitos e ideias já digitados no subconsciente, a pessoa esconde suas aspirações e valores nobres nos conflitos a que se costuma e nos quais se compraz, nos transtornos neuróticos, a insatisfação que lhe constitui escusa para não lutar, permanecendo sem o auto auxílio e transferindo para os demais a culpa do seu insucesso, da sua irresponsabilidade, da sua aceitação sem resistência. Outra forma de projeção. Eu queria tanto fazer isso, eu sonho tanto em ser aquilo. Ah, como eu desejaria fazer e chegar naquele lugar. Não faço nada porque eu não quero pagar o preço do sacrifício de correr atrás, de ter que provavelmente me frustrar. E eu falo
tanto em ser aquilo. Ah, como eu desejaria fazer e chegar naquele lugar. Não faço nada porque eu não quero pagar o preço do sacrifício de correr atrás, de ter que provavelmente me frustrar. E eu falo que a culpa é do outro. Ah, mas se ele não me ajudar. Ah, mas com a infância que eu tive, ah, mas eu sou uma desafortunada. Ah, mas o outro não me ajuda. Ah, mas Deus, o governo, seja lá quem for. Então, eu projeto fora aquilo que eu não consegui, sem admitir que eu não quis pagar o preço do sacrifício de correr atrás, de lutar, de cair e levantar, de se frustrar e continuar, de ser resiliente. É mais fácil eu projetar e dizer que aquilo que não deu certo é a culpa dos outros. Não sou eu que carrego essas dificuldades dentro, né? H, já indo pros finalmentes, a Joana traz aqui uma uma leve análise do quanto que isso na vida atual acaba sendo intensificado. Porque a gente pode se perguntar quando começa isso, começa lá no espírito de outras vidas, mas aqui na Terra, onde se reforça isso? Na infância, a gente tem a chance de na infância trabalhar com as crianças a liberdade para serem quem são, para que elas não precisem esconder as sombras, para que elas tenham naturalidade de expressar e contar pra gente os as coisas que as incomodam. Então, se a gente trata as crianças com liberdade para elas serem quem são, inclusive trazendo as próprias sombras, elas não vão precisar projetar isso nos outros. Mas se a gente trata a criança com perseguição, se você errar, você vai apanhar e se elas vão tender a não querer assimilar as próprias sombras. E aí vem o recurso automático da projeção. Deu alguma coisa errada, eu que não posso ser, se não apoio da minha mãe, deve ser o vizinho que fez, né? Então, eh, Joana fala desse, desses traumas de infância. Eu trouxe lá do amor imbatível amor, capítulos 1 e dois. No medo de amar estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos sofridos naquele período. Também pode resultar de
e dois. No medo de amar estão definidos os traumas de infância, cujos reflexos se apresentam em relação às demais pessoas como projeções dos tormentos sofridos naquele período. Também pode resultar de insatisfação pessoal em conflito de comportamento por imaturidade psicológica ou reminiscência de sofrimentos ou nos seus usos indevidos em reencarnações transatas. Pode ser que seja antes da infância. O medo de amar escamoteia-se e leva à solidão angustiante que projeta o conflito como de responsabilidade das demais pessoas, do meio social que é considerado acressivo, insano. Fatores esses que existem no imu daquele que se recusa inconscientemente a dar-se ao inefável prazer de libertar as emoções retidas. Então, Joana diz isso. Se a gente ensinar as crianças a reter, a reprimir as emoções ruins, elas vão, quando crescer projetar essas emoções ruins nos outros. Se a gente ensiná-las a falar sobre as emoções ruins, a nomeá-las, a falar sobre elas, a discutir, a processar, a viver, elas não vão ficar reprimidas. E a projeção é só de conteúdos que estão no inconsciente, reprimidos. Quanto mais eu trabalhar as crianças para não ter repressão de conteúdos que ela não goste, menos ela vai projetar quando ela crescer nos outros as próprias sombras, porque ela terá menos conflitos nas suas sombras. Então, que a gente cuide muito da educação para libertar as crianças desse dessa expectativa de que eles sejam especiais. Eles não podem errar, eles não podem, eles têm só que ser luz e puros. Não, vamos trabalhar com as crianças, tudo bem, faz parte, é natural, todo mundo erra, cada um tem suas sombras. Aí elas vão falando das sombras, não vão reprimindo e aí projeta-se menos depois nas nas nos relacionamentos, né? Então a solução é essa, é a gente cuidar da criança e a gente assumir a responsabilidade de culpar e culpar menos os outros, já que somos os adultos. Então para terminar, eu trago Plenitude capítulo 6. Os impulsos da carne, que buscam satisfazer os instintos e as paixões mais fortes,
dade de culpar e culpar menos os outros, já que somos os adultos. Então para terminar, eu trago Plenitude capítulo 6. Os impulsos da carne, que buscam satisfazer os instintos e as paixões mais fortes, mais primárias, transformam-se em arrebatamentos de bondade e compreensão humana. A gente transfigura essas emoções, né? O próximo deixa de ser usado para ser dignificado. Todos os estímulos são conduzidos para o seu crescimento e triunfo sobre as falsas necessidades, trabalhando-se as virtudes em despertamento, a fim de que o homem espiritual sobreponha em sua a natureza dominante do homem animal. todos os investimentos que a gente puder fazer em benefício do da nossa espiritualização, em benefício do nosso desenvolvimento emocional, psicológico e espiritual, é investimento em termos relacionamentos mais verdadeiros com a gente mesmo, da gente não reprimir nossas sombras. É investimento nos relacionamentos, porque nós vamos projetar menos. Por isso a necessidade do autoconhecimento. Obrigada pela atenção de vocês e até a semana que vem, se Deus quiser.
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