T8:E15 • Consciência nos relacionamentos • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 21/05/2025 (há 10 meses) 56:19 4,108 visualizações 686 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 15: Perguntas e Respostas Apresentação: Cristiane Beira No décimo quinto episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira responde às perguntas enviadas pelo público sobre os episódios anteriores, que trataram de Trocas ou Transações?, Parceria, Ciúme e Sexualidade. Um momento de aprofundamento e diálogo à luz da psicologia espírita, para fortalecer a consciência nos relacionamentos. 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #Autoconhecimento #Espiritismo #PerguntasERespostas #AmorConsciente #CrescimentoPessoal

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Hoje é o nosso episódio de bate-papo. Eh, eu tenho a chance de poder saber um pouquinho o que vocês comentaram, como é que os estudos eh impactaram vocês. Agradeço pela participação sempre, vocês são muito carinhosos e generosos nos comentários. Eu fico muito feliz de saber que a gente pode, mesmo estando espalhados pelo planeta, a gente pode fazer coisas juntos, compartilhar, crescer, estudar. É muito bom essa oportunidade que a internet nos deu. Bom, vamos começar com o episódio. A gente vai fazer as perguntas do episódio 11, que foram o que a gente chamou de trocas ou transações. Então, foi uma tentativa de diferenciar a parceria, a ajuda mútua, a colaboração, as trocas de um outro tipo de dinâmica de comportamento que a gente chamou de transação, como se a gente tivesse fazendo uma conta bancária com controle, quanto que eu dei, quanto eu recebi, quem foi que ajudou mais o outro, sempre que eu peço você não faz. Sabe essa conversa que parece uma disputa para saber quem ajuda mais? Como se a gente tivesse fazendo realmente transações. Olha, eu depositei no banco tanto, eu tenho que receber tanto e não automática, espontânea, natural, eh, de graça, né? uma uma oferta realmente amorosa. Então, a gente fez essa distinção e a Elô Buenos aqui de Amparo, nossa colega de estudo, ela traz a seguinte colocação: excelente tema: trocas é o que faz um relacionamento ser verdadeiro, parceria, amor espontâneo, maturidade. Me lembrou a pergunta de um amigo na nossa aula, quando ele disse: "Existe ser livre num relacionamento?" se eh no relacionamento a algum tipo de dependência financeira. Então, num dos estudos aqui presencial eh presenciais, um amigo nosso do grupo, acho que era o Felipe, se eu não me engano, ele fez essa pergunta, nós estávamos falando sobre relacionamento, ele fez essa pergunta. Se existe dependência financeira de um dos lados, né, num caso conjugal, se um dos lados tem dependência financeira, é possível a

ta, nós estávamos falando sobre relacionamento, ele fez essa pergunta. Se existe dependência financeira de um dos lados, né, num caso conjugal, se um dos lados tem dependência financeira, é possível a gente dizer que existe liberdade nesse relacionamento? Existe o livre arbítrio, existe possibilidade de você se sentir livre se você tem independência financeira? Por quê? Porque existe sim eh esse tipo de acordo, esse tipo de contrato. Ã, é bastante comum ainda a gente encontrar esse esse ajuste dentro do casal. Então, por exemplo, eu prefiro ficar com o filho, né? Temos aqui uma criança pequena e ao invés da gente colocar numa instituição, numa escolinha, numa creche, eu prefiro ficar em casa e cuidar dele o dia inteiro. Então eu não vou sair para trabalhar. Em contrapartida, o cônjuge sai para trabalhar para conseguir o sustento da casa de de todos, né? Então, esse tipo de situação que o Felipe trouxe naquele dia, essa pessoa que fica e depende financeiramente da outra que sai, ela se sente livre? É, é possível a gente dizer que ela está livre? Bom, é uma pergunta muito capiciosa essa e a gente vai ter que analisar caso a caso. O que que a gente pode pensar em linhas gerais? Que que pode dar pra gente um critério de análise? que tipo de acordo foi feito? Que tipo de contrato foi estabelecido, como é que se entende esse contrato, né? Porque se eh eh se os dois lados estão conscientes de que existe aí uma contrapartida, então você pode falar assim: "Ah, esse lado aqui está dependendo financeiramente desse OK? E esse depende também tem um tipo de dependência desse que fica para cuidar. Esse depende em termos de criação de filho. Então ainda assim existe uma troca. É que o a nossa sociedade é muito baseada no poder financeiro. A gente coloca é automático na nossa mente, a gente já vem. O poder financeiro, ele é ele é a suprauma, ele ganha de tudo. Então a gente nem é capaz de enxergar que existe dependência dos dois lados. Esse sai para trabalhar e depende desse que fica para cuidar do filho.

nanceiro, ele é ele é a suprauma, ele ganha de tudo. Então a gente nem é capaz de enxergar que existe dependência dos dois lados. Esse sai para trabalhar e depende desse que fica para cuidar do filho. Porque esse que fica para cuidar do filho, se ele for embora, que que esse aqui vai fazer? Ele vai parar de trabalhar para cuidar? Ele vai precisar contratar um serviço para cuidar, que não vai ser a mesma coisa do que o próprio pai ou a própria mãe cuidando? Então ele também depende. Existe dependência equilibrada, mas a gente não consegue enxergar assim. Ainda é muito culturalmente instituído no nosso no nosso imaginário, nosso universo psíquico. A gente ainda enxerga que esse tem vantagem sobre o que fica. Agora a gente pode pensar num outro ponto de vista, que talvez seja até isso que o Felipe tava dizendo naquele dia, que é a pessoa que fica, ela pode ter alguma dificuldade depois para ser reinserida no mercado de trabalho. Então existe uma certa desvantagem, porque de novo o mercado de trabalho é cruel, ele é ele é selvagem nesse sentido de é lute, lute se vire. Então, a gente sabe que, de novo, a nossa sociedade não tem um olhar real paraa pessoa que abre mão de ficar no mercado de trabalho para cuidar de um ser humano, sendo pai, sendo mãe. A gente não vai dar um desconto em termos de reinserção de mercado de trabalho. Então, é possível que se essa pessoa ficou afastada 3, 4, 5 anos no mercado de trabalho e quando ela volte, ela tem um pouco de dificuldade. Ela não vai da noite pro dia arranjar um emprego para se sustentar e assim nem sempre. Então pode dar uma sensação de dependência uma vez que o dinheiro movimenta tudo. Então nesse sentido, a gente pode pensar que existe algum tipo de desvantagem de novo, por causa de um valor culturalmente estabelecido. A gente não valoriza a pessoa que fica para cuidar de um ser humano na sua infância. Tristemente, nos países desenvolvidos é outra situação. Já a mentalidade já é outra, já é possível oferecer outras condições. Eu tenho uma sobrinha que

ca para cuidar de um ser humano na sua infância. Tristemente, nos países desenvolvidos é outra situação. Já a mentalidade já é outra, já é possível oferecer outras condições. Eu tenho uma sobrinha que mora fora e a respeito desse assunto, ela disse: "Nós temos um ano, um ano de licença para cuidar do do filho". Então, a gente vai percebendo que conforme vai amadurecendo o pensamento e as possibilidades financeiras do país, a gente vai dando pra pra realidade o valor que ela tem. Por enquanto a gente vive num país, num mundo de fantasia, né? Ah, faz de conta que tá tudo certo, quem tem dinheiro pode mais. Não é isso, mas no nosso no nosso contexto, esse valor social ainda é muito estabelecido. Então, por isso que foi uma pergunta capiciosa e dá muito pano pra manga para refletir. Mas o que fica é o acerto do casal. Esse é capaz de se ajustar se tiver essa consideração dos dois lados. Eh, querida, eu dependo do seu dinheiro porque você que sai para trabalhar. Querido, eu dependo do seu dinheiro porque você que sai para trabalhar. E o outro lado pode responder: "Querida, eu eu dependo do seu amor para cuidar do meu bem mais precioso que dinheiro nenhum compra. Querido, eu dependo do seu carinho, da sua atenção, protegendo o bem mais precioso da minha vida, que não tem dinheiro que compre". Esse é o entrosamento que precisa. É uma parceria, não tem vantagem e desvantagem, né? Bom, a Leia Leite diz assim: "Já vivi um amor obsessivo. Não era um amor natural nem verdadeiro e demorou muito tempo para eu perceber. Não sei, Leia, se o o você como é que por que você demorou para perceber. me dá uma sensação, né, pela explicação que foi concinta e concisa, me dá uma sensação de que você é como se você tivesse cega, né? Demorou para cair a ficha. E aí eu me lembrei de que quando que a gente fica cego para alguma coisa, quando a gente está vestindo lentes distorcidas, quando que a gente não enxerga a realidade mais próxima do que ela é? E isso acontece muito quando nós estamos, o que a gente, a gente costuma

a coisa, quando a gente está vestindo lentes distorcidas, quando que a gente não enxerga a realidade mais próxima do que ela é? E isso acontece muito quando nós estamos, o que a gente, a gente costuma dizer na linguagem da psicologia profunda, afetados. Sabe quando a gente fala é afetação, o que que é esse afetado? Significa que eu estou tocado e não estou tranquilo. Eu estou a serviço de alguma emoção que foi constelada. É a descrição, é a definição de complexo na linguagem yunguiana. A definição de complexo que a gente falou várias vezes em episódios anteriores é isso. Algo no mundo de fora me afeta, me toca no emocional, na parte psicológica de um jeito muito possante, muito poderoso. Por quê? Porque toca num lugar meu muito poderoso, toca no meu complexo. E eu tenho esse complexo que é experiências anteriores carregadas de emoção, que conta uma história sobre algum tema. É como se tivesse uma panela de pressão lá dentro e aí eu vou lá e cutuco e ela explode. Então quando ela explode, aquela emoção que estava lá tensionada, ela é liberada e ela toma lugar do ego, ela toma conta da consciência. A gente passa a não responder por si. Então, é um outro jeito da gente explicar que é como se eu passasse a ver a vida por uma determinada lente, que é a lente do complexo. É a lente do complexo. Vou dar um exemplo simples. Vamos supor que eu tenho um complexo de inferioridade. Eu me sinto menor. Eu sou pior do que todo mundo. Eu não sou tão valorosa. As pessoas são muito mais desenvolvidas que eu. Enfim, eu tenho uma auto autoimagem desvalorizada de mim mesma. Vamos supor que alguém no mundo de fora toque nesse complexo. Alguém diz assim para mim numa brincadeira: "E Cris, não tá pensando não? Não tem neurônio. A pessoa falou de bobeira, mas ela tocou nesse complexo e aí ele constela e aí eu passo a agir de acordo com ele. Eu mudo o meu temperamento. Eu tava alegre, a partir daí eu fico irritada, ou eu fico triste, ou eu saio de perto, ou eu parto para cima dele, eu brigo, ou eu exijo, ou eu

so a agir de acordo com ele. Eu mudo o meu temperamento. Eu tava alegre, a partir daí eu fico irritada, ou eu fico triste, ou eu saio de perto, ou eu parto para cima dele, eu brigo, ou eu exijo, ou eu me sinto coitada, eu tenho uma reação afetada. Então, quando a gente fala que, nossa, eu fiquei com uma pessoa e depois eu caiu a ficha, eu não sei porque eu fiquei com essa pessoa, né? Ela fiquei muito tempo, demorou muito tempo para eu perceber que era um amor obsessivo. Provavelmente quando você conheceu essa pessoa e quando você começou a a se relacionar com ela, foi com base em algo que te afetou, tocou em alguma coisa que tomou conta de você. Então, é como se a gente não pensasse direito, não enxergasse direito, não sentisse direito. Direito no sentido de consciente. A gente não pensa conscientemente, a gente não age racionalmente, a gente não sente analisando o que tá sentindo. A gente é quase que arrastado. A gente usa outra palavra para descrever isso que eu tô tentando explicar, que é paixão. Quando a gente fala assim, nossa, aquilo foi uma paixão louca, não sei o que me deu, eu não respondia por mim, eu não sei o que eu vi na pessoa. Que que é isso? constelação de complexo me afetou em algum lugar. Esse lugar constelou, tomou conta de mim, apareceu um monte de coisas que eu não tava percebendo com consciência e eu passei a agir como eu não sou eu na minha atitude habitual, não sou eu na minha forma consciente de agir. Então é muito comum isso, isso acontece muito. Então quer ver um outro exemplo fácil que a gente costuma dar? É assim, eu tô lá na rua, alguém me provoca, alguém me provoca, mas me dá uma raiva, ou seja, me afetou em algum lugar. Aí eu venho para casa, aí eu chego em casa, eu brigo com a com a esposa, eu xingo o filho, eu chuto o cachorro. Aí aí alguém diz assim: "Nossa, tá afetado, o que que aconteceu?" Tô. Se eu tivesse consciência, eu diria: "Tô. Alguma coisa aconteceu lá fora que disparou essas emoções. Não tô controlando elas. Então eu tô descontando em todos vocês. Não

ado, o que que aconteceu?" Tô. Se eu tivesse consciência, eu diria: "Tô. Alguma coisa aconteceu lá fora que disparou essas emoções. Não tô controlando elas. Então eu tô descontando em todos vocês. Não tem nada a ver com vocês. É comigo, é conteúdo meu que lá fora me de me apertou, me afetou, disparou e agora vocês estão todos levando chumbo. Mas a gente não tem essa consciência, a gente não é capaz de perceber. Mas é essa situação. Isso acontece nos relacionamentos. Algumas vezes a gente constela alguma coisa, você fica vidrado na pessoa e quando isso acalma, quando o complexo se desafeta um pouco, você olha e fala: "Nossa, que que é? Que que tá acontecendo? Por que que eu tava aqui mesmo?", né? Então isso é bastante comum de acontecer. Obrigada por você ter trazido, porque é uma chance da gente reforçar essa explicação. Bom, agora a gente vai lá pro episódio 12 e é sobre parceria, em que a gente conversa a respeito dessas trocas mais profundamente. A parceria nesse sentido de relação ganha ganha, um ajuda o outro, os dois são importantes igualmente. Há valor nas duas diferenças. São dois indivíduos, são diversos, mas podem se ajudar. Então, parcerias é a gente tirar o melhor proveito de ter alguém com a gente que pode colaborar com coisas que eu não sei, que eu não posso, que eu não consigo. Então, a gente vai fazendo parcerias, né? A Silvânia Beringer diz assim: "Ah, Cris, você é uma querida". Silvânia, que gostoso que escutar isso, viu? Eu queria conhecer você pessoalmente para receber esse abraço pessoal. E ao mesmo tempo ela é bem caridosa, porque depois ela diz assim: "Olha, quantas verdades e esclarecimentos. Assisto os seus vídeos e levo um tempão processando, fico engasgada e sem palavra". Então, por isso que eu agradeço, porque além de eu te deixar aí assim engasgada, você ainda consegue ser agradecida. Mas é isso, Silvânia. Eu sei o que você tá falando, porque Joana provoca isso. Não sou eu. É a é a é a benfeitora. A gente sempre costuma brincar no nosso grupo aqui

ocê ainda consegue ser agradecida. Mas é isso, Silvânia. Eu sei o que você tá falando, porque Joana provoca isso. Não sou eu. É a é a é a benfeitora. A gente sempre costuma brincar no nosso grupo aqui presencial que Joana vem, dá um chacoalhão em você, né? Te dá uma corda, depois ela carrega no colo e fala: "Tá tudo bem, vai passar, você vai conseguir". Então, é uma mãe, é uma mãe, é uma educadora. Então, é ela que faz isso com a gente, porque eu me sinto eh exatamente como você muitas vezes. Aí ela continua: "Como você disse, não pode parar de investir. A coisa anda para qualquer lugar, mas anda." E quando você percebe tardiamente que a pessoa tem um transtorno mental e também quando o parceiro não crê em Jesus, a parceria não fica perfeita. Então ela trouxe aqui um monte de bomba pra gente resolver, né? Então tudo bem. Que que primeiro a Silvana tá dizendo? Que sim, é verdade. A gente vai fazendo, vai andando, vai tentando, vai se esforçando e a vida tá andando. Pode não ser do melhor jeito, a gente pode não chegar no lugar desejado, mas a gente tá crescendo, a gente tá investindo, as coisas vão se desenvolvendo. Não tem como a gente não aprender, a gente vai aprendendo. Mas ela faz aí duas perguntas, né? Como que eu vou fazer uma parceria com alguém se eu percebo tardiamente que ela tem algum tipo de transtorno mental? Então, a pessoa tem algum tipo de, sei lá, hã, algum transtorno que tira a funcionalidade dela, né? Então, depressão, ansiedade, seja o que for, ou outras mais difíceis. Como que a gente faz para ter algum tipo de parceria, né? E e quando o parceiro não crê em Jesus, ou seja, temos aqui um desalinhamento, né, de uma diversidade de crença, de valor, de de postura perante a vida, né? Como que faz a parceria não fica perfeita? É, parceria nenhuma é perfeita, né, Silvânia? A gente vai ver que nem quando tudo tá muito alinhado, ainda assim não dá pra gente dizer que é perfeito, porque nós somos muito imperfeitos. Então, a gente vai trazer o tempo todo a imperfeição pro

? A gente vai ver que nem quando tudo tá muito alinhado, ainda assim não dá pra gente dizer que é perfeito, porque nós somos muito imperfeitos. Então, a gente vai trazer o tempo todo a imperfeição pro relacionamento. É a busca que é importante. Agora, quando a gente inicia um relacionamento, sim, a gente, por mais que a gente tenha, nossa, fiquei tanto tempo junto, não fui precipitada, nós namoramos por anos, tivemos a chance de conversar sobre tanta coisa, ainda assim quando casou, quando foram foram morar na mesma casa, quantas coisas apareceram, então não dá pra gente ter total controle, não dá para ter total planejamento. Sempre que eu aceitar, estreitar o relacionamento com alguém, eu estou dando um salto no escuro. Eu conheço há muito tempo, eu conheço desde criança, a gente já ficou bastante juntos, não vai dar para prever tudo. Com o tempo, com a proximidade, coisas vão aparecer, não tem como. Então, sempre existe um salto no escuro. Se a gente não quiser correr risco, a gente vai optar por viver sozinho. Não tem, não tem uma fórmula que a gente possa ficar ileso de ter surpresas depois, né? Agora, eh, a, e, e tem outro ponto também, mesmo que eu conheço essa pessoa, foi minha amigo de infância, vivi o tempo todo, a gente namorou por tantos anos, só que depois de 1 2 3 5 10 anos, a pessoa muda, eu mudo. Então, eu não sei quem eu vou vir a ser. a gente vai se desenvolvendo, vai caindo ficha, a gente vai fazendo escolhas diferentes, a gente vai se conhecendo, então ninguém vai ser igual. Então, mesmo que eu comece hoje e dá tudo certinho, daqui 5 anos, 5 anos pode ser que a gente seja outras pessoas. Então, sempre vai ter esse tipo de surpresa. O que que é importante? O importante é a gente valorizar o percurso, é a gente não colocar meta, é a gente não ter expectativa que às vezes não vão se concretizar. É, aproveita o o o momento, né? Aproveita o passo a passo. Então, se você tenta agir com ética, se você compreende, tenta agir de forma cristã, releva, aceita, é a vida como ela é. Aí

se concretizar. É, aproveita o o o momento, né? Aproveita o passo a passo. Então, se você tenta agir com ética, se você compreende, tenta agir de forma cristã, releva, aceita, é a vida como ela é. Aí tá tudo bem. É isso. Não é perfeita a parceria, não é como queria que fosse, não é como tudo começou. Eu achava que ia ser de um jeito, não é? Tá bom. Desde que tenha ética, desde que tenha respeito, desde que tenha um acordo que seja esse acordo de ganha ganha, não é como eu imaginava, paciência, mas é possível dar certo do mesmo jeito, né? Lógico que tem limites para isso. Se começar a entrar num num lugar que começar a ter violência, aí é outra história, mas eu digo assim: "Puxa, eu não posso contar tanto com o meu marido como eu pensei, porque ele tem algum tipo de transtorno." É a vida, né? Eh, não dava para prever tudo. Por outro lado, também vai ter mais oportunidade de crescimento, porque eu vou ter que ainda superar algum tipo de dificuldade. Então, quando a gente aceita a vida como ela é, a gente cresce com ela, ainda que não seja como a gente tinha sonhado. Ainda nesse tema, o diácono Ross disse assim: "É muito difícil saber quando estamos sendo resilientes ou quando estamos sendo submissos numa relação. Às vezes não é necessário deixar um pouco passar as coisas, deixar passar algumas coisas, mas qual é o limite? Muito obrigado por todas essas aulas maravilhosas. Bom, já como é verdade, eu acho que o mais difícil na nossa vida é a gente quando a gente tá quando a gente transita nesse limiar, tem coisas que são muito declaradas, tem coisas que são muito claras, são muito certas. Isso daqui não tem dúvida errado. Isso aqui não tem dúvida certo. Isso daqui não pode, aquilo lá não deve. OK. Quando a gente começa entrar num caminho ali, num terreno que é entre uma coisa e outra, é muito difícil, mas aqui é onde mais tem crescimento, porque vai exigir de nós mais dedicação pra gente poder eh fazer a boa escolha. Vai precisar que a gente tenha mais atenção, vai precisar que a gente tenha mais

, mas aqui é onde mais tem crescimento, porque vai exigir de nós mais dedicação pra gente poder eh fazer a boa escolha. Vai precisar que a gente tenha mais atenção, vai precisar que a gente tenha mais consciência, vai precisar que a gente pense mais tempo, vai precisar que a gente analise mais para tomar decisão. E tudo isso faz com que eu cresça, né? É diferente de falar: "Ah, bati o olho, já sabia o que que tinha que fazer, foi lá e fez". Não, preciso me preparar, pensar, analisar, avaliar, orar. Isso tudo já é um esforço que gera crescimento. Então, o que que a gente precisa, diácomo? A gente precisa ter consciência de que não é a coisa que que eu decido que me faz crescer, é o caminho até chegar na decisão. Onde que eu estou crescendo? Eu estou crescendo, fazendo esses embates, esses enfrentamentos, essas reflexões. Aí eu vou lá e tomo a decisão. Depois eu venho a perceber que a decisão estava errada. Eu não tava sendo resiliente, nada. Eu tava sendo é covarde. Eu tava sendo era omissa porque eu não queria bater de frente, porque eu não queria me posicionar, porque eu não queria arranjar briga. Então eu fazia de conta que era resiliência, que eu tava aceitando, mas na verdade eu era uma bela covarde. Paciência. Desde que lá eu estava tentando me esforçando, pensando, avaliando, é o que eu pus, é o que eu pude, é onde eu pude chegar, é onde eu pude alcançar, é o que deu para fazer. Então eu só pude chegar depois a olhar para trás e falar: "Eu estava sendo covarde porque eu tive um trajeto até aqui. Eu parei, analisei, pensei, tentei, decidi, fiz, me dei mal, acordei. Se eu aqui não tava pronta para enxergar que eu estava sendo covarde, paciência, um dia eu vou acordar." Então, não é importante a gente acertar na decisão. O importante é a gente caprichar escolha, na forma de desenvolver a escolha. É a gente fazer com atenção, não ser precipitado, escutar a opinião de alguém que seja referência para você, dormir para ver se no dia seguinte você continua com a mesma com a mesma opinião, orar. Então,

gente fazer com atenção, não ser precipitado, escutar a opinião de alguém que seja referência para você, dormir para ver se no dia seguinte você continua com a mesma com a mesma opinião, orar. Então, se eu fizer esse exercício bonitinho para decidir, tá pronto. É isso que vai contar para mim. Eu não vou me cobrar como se eu tivesse errado. Eu vou falar assim: "Eu acertei eu acertei no sentido de que eu dei o melhor de mim na época". Isso é acertar. Agora, depois eu vim a perceber que não era a melhor decisão. Paciência. Agora, agora que eu cresci, graças ao que eu fiz antes, eu posso escolher melhor. Então, valoriz, vamos valorizar mais de novo o caminho. Ai, mas será que eu tô sendo omisso? Não tô sendo omisso? Talvez você não vá saber já. Talvez hoje se você vai precisar de mais um tempo para essa ficha cair. O que que te cabe hoje? O que que nos cabe hoje? Atenção, estar atento. Não sai fazendo, não faz porque o outro mandou não faz na hora da raiva, não faz na hora do medo. Avalie, pense, reflita, pondere, ore, deixa o tempo passar, converse com alguém. Aí resume tudo isso e tome uma decisão. Ai, mas será que tá certo, que tá errado? O tempo vai dizer está certo o que eu fiz, porque eu fiz o melhor que eu podia ter feito. Então, é aí que tá a resposta. Será que eu estou sendo omisso? Será que eu estou sendo resiliente? Talvez eu não possa, eu não tenho como saber isso hoje, mas o que eu tenho que saber hoje é: eu estou fazendo o melhor possível. Eu estou fazendo com capricho. Eu estou prestando atenção. Eu não tô me livrando das coisas e nem fugindo dos enfrentamentos. Então é isso que é o mais importante. Mais importante do que acertar é esse investimento em tentar em em encaminhar. É isso que nos faz crescer. O acertar é o resultado do crescimento que eu fiz tentando acertar. Então eu tentei, tentei, tentei, fiz tudo errado. Ótimo, da próxima vez eu vou fazer o certo. Eu ganhei o prêmio de descobrir o certo graças ao esforço que eu fiz, tentando acertar, ainda que eu

rtar. Então eu tentei, tentei, tentei, fiz tudo errado. Ótimo, da próxima vez eu vou fazer o certo. Eu ganhei o prêmio de descobrir o certo graças ao esforço que eu fiz, tentando acertar, ainda que eu tivesse errado. Mas ao errar eu descobri a referência do que é certo. Pronto, cresci. É aí que tá o crescimento. E a Maria José Nunes diz assim: "O que fazer quando só uma parte se esforça para manter essa parceria?" Essa pergunta acho que ela é a pergunta de muita gente. Muitos de nós tm essa sensação. Só eu que me esforço, só eu que invisto, só eu que busco, só eu que tento. O que fazer quando só uma parte se esforça para manter essa parceria? Bom, eu pus aqui quatro perguntas. Eh, Maria José, primeira pergunta que a gente tem que ter coragem de fazer pra gente mesmo. É isso mesmo? Essa visão é minha? Ela não é uma visão só minha, é uma visão ampliada. É uma visão que leva em consideração o todo, porque não é incomum, pelo contrário, é muito mais comum a gente ir falar para alguém: "Olha, escuta, você não sabe, lá em casa sou eu que faço isso, sou eu, sou eu, sou eu, sou eu." E essa pessoa que tem uma visão do todo vai falar assim para mim: "Cris, não é bem assim. Olha, eu já vi, eu sei, eu conheço o seu marido e ele faz isso, ele faz isso, ele faz isso, isso, fale isso. Vai dar uma raiva. Só que a gente vai ter que admitir, é, eu estava olhando só ao meu lado. Então, nós temos que fazer, esse é o primeiro passo e ele precisa ser feito porque ele já ele já resolveria muitas situações, muitas situações que a gente acha que é só a gente que tá fazendo, é simplesmente nosso ponto de vista. Não quer dizer que a gente esteja errado no que a gente está falando. A gente só não está completa. A gente está contando um viés da história. Existem outros vieses da história que ampliam e dão equilíbrio para esse. Esse não passa a ser passa a não ser tão pesado quanto ele tava antes. No final eu digo: "É, é, tá certo, vai, deixa quieto, tá? Tá tudo bem. Eu nem preciso pra segunda

iam e dão equilíbrio para esse. Esse não passa a ser passa a não ser tão pesado quanto ele tava antes. No final eu digo: "É, é, tá certo, vai, deixa quieto, tá? Tá tudo bem. Eu nem preciso pra segunda pergunta". Então, a primeira pergunta é: é isso mesmo. Você não está generalizando a partir de um ponto de vista? Você não acaba fazendo uma uma um lente que é uma lente que não é que ela está errada, só que não é só ela que existe. Será que não tem outras formas de ver? Segunda pergunta que a gente pode eh se fazer. Cadê que eu me perdi? Tá. Segunda pergunta. Você já esgotou o diálogo? Você já usou a escuta empática, fala desafetada? Já propôs negociações? Já já tentou estabelecer acordos? já esgotou. Porque outra coisa comum, a gente tá vendo, parece que às vezes às vezes a gente da corda, né, pro outro se enforcar, que é sou eu que tô tentando, sou eu que tô tentando. Daí eu começo até a criar mais situações para eu continuar mais vítima ainda, para reforçar essa minha, esse meu ponto de vista para poder falar para todo mundo, né? Aí aí eu falo assim para uma amiga, viu? Ó, eu liguei para ele para ver se ele se ele queria almoçar comigo. Imagina que ele vai querer almoçar comigo. E a e a minha amiga fala assim: "Ô, Cris, até eu sabia que ele tava fora trabalhando, porque ele comentou no nosso grupo de amigos semana passada: "Você vai ligar para ele no dia que ele não tá disponível? Você tá querendo escutar?" Não sabe esse tipo de situação que a gente fala assim: "A pessoa quer passar por aquilo que ela jura que as pessoas fazem e ela não gosta. Aí ela cria situações em que quase que ela se põe na situação para ela ouvir o que ela não quer ouvir do outro, mas é ela que gera. Ela ela ela se ela ajuda muito, né? Então, quanto que não tem disso, né? Ah, só eu, só do meu lado que eu estou sendo parceiro. Você já esgotou? Você falou pro outro, ele sabe do que você tá sentindo. Eu não, ele que tem que descobrir. Não, ele não tem que descobrir. Você já chegou e chamou ele

ado que eu estou sendo parceiro. Você já esgotou? Você falou pro outro, ele sabe do que você tá sentindo. Eu não, ele que tem que descobrir. Não, ele não tem que descobrir. Você já chegou e chamou ele para uma conversa e falou: "Olha, eu sinto que sou só eu que investe, a única pessoa que investe na parceria do nosso relacionamento sou eu." Você já teve uma escuta empática de ouvir o lado dele sem sair cortando e dando cutucada? Ouça despretenciosamente. Ouça sem preconceito. Ouusa sem ouça sem pré-julgamento. Você já conseguiu conversar com ele propondo, fazendo pedidos, negociando, trazendo acordos? Já esgotou esse diálogo? Você pode falar que realmente você fez bonitinho a comunicação não violenta e não deu certo? Aí você vai pra terceira pergunta. A terceira pergunta já é: eu eu tenho consciência de que eu não tô olhando só pelo meu ponto de vista. Todo mundo que tá vendo a situação concorda comigo que eu sou a única que tá estabelecendo um investimento paraa parceria. O outro não tá fazendo nada. Todo mundo que tá vendo concorda. Paciência. Segunda pergunta: Eu já tentei, já conversei, já ouvi, já propus, já cansei. Não deu não. Então estabeleça limites. Aí você vai pra ação. Olha, querido, o negócio é o seguinte. A partir de amanhã as coisas vão vão funcionar assim. É isso, isso, isso. Eu não faço mais aquilo. Eu não aceito. Estabelece limites. Se tem alguma coisa que tá te machucando no jeito do outro ser e que é do seu direito e você tá sendo abusada, tá sendo invadida, estabelece limites. Não aceito mais isso. Você gosta, não gosta, o problema seu. Eu já tentei conversar, eu já tentei te estimular, você não entende, você não concorda. Então, a partir de hoje é assim. Estabelece seus limites. E o ú a última pergunta é: tá bom para você essa vida? Você acha que ela é uma vida que vale a pena ser vivida? Você consegue crescer? Você consegue desfrutar? Tá tendo, tá tendo oportunidade de de evolução, de desenvolvimento? Aceita. Não é o conto de fadas, não é o príncipe encantado,

vale a pena ser vivida? Você consegue crescer? Você consegue desfrutar? Tá tendo, tá tendo oportunidade de de evolução, de desenvolvimento? Aceita. Não é o conto de fadas, não é o príncipe encantado, não é a donzela prometida, mas tá bom, tá bom. Dá para ser feliz, dá para aproveitar, dá para crescer. Para então de olhar, porque não tá bom. Aceita, escolha e banque o que você tá escolhendo e faça ser uma vida boa. Faça ser uma vida boa ou não. Não, essa vida não tem como viver. Vai ser um inferno o resto da vida. Eu vou de mal a pior. Então, tome uma decisão. Tome uma decisão. Interrompa e fala: "Chega, a partir daqui nós vamos viver cada um o seu caminho. Banque essa decisão." O que que é ruim? é a gente ficar na relação reclamando dela, se lamentando, se pondo de vítima e vai tornando o ambiente com energia horrível. Você nem faz acontecer e nem assume e fala assim: "Não tá bom". Né? Então tem muitos passos antes da gente falar assim: "Não tá bom". Vamos nos certificar que a gente tem investido realmente tudo que a gente pode, porque a gente sabe que relacionamento na terra não tem milagre, né? Não tem. e viveram felizes para sempre. A não ser que você queira, é a gente que faz, né? A gente vai trocar 16 por meia 12. E ainda nesse episódio tem o João e a Rita Barreto, que também participam com a gente dos estudos, estão sempre com a gente. Eles dizem: "A conversa entre o casal é uma das melhores formas para o equilíbrio emocional e físico para ambos". É desta forma que a paz e o amor crescem. Compartilhando suas alegrias e tristezas, o amor evolui. É isso, né? Na alegria e na tristeza. Essa frase ela tem ela é muito significativa na alegria, na tristeza, na dor e no sofrimento, mas nas conquistas também é na luz e na sombra que acontece. E o diálogo é o campo, é o campo em que a gente se encontra, em que a gente costura, em que a gente faz o tecido do relacionamento. É no diálogo que eu cresço, é no diálogo que eu conheço o outro, é no diálogo que o outro me conhece, é no diálogo que a gente

a, em que a gente costura, em que a gente faz o tecido do relacionamento. É no diálogo que eu cresço, é no diálogo que eu conheço o outro, é no diálogo que o outro me conhece, é no diálogo que a gente negocia e estabelece a vida boa para os dois lados. Vamos agora para o episódio 13, que é sobre o ciúme. A Silvânia Wingler diz assim: "O ciúme é destruidor na relação. Realmente percebe-se que está ligado à inveja. Muitas vezes eles traem pela insegurança de achar que está sendo traído. O ciúme cega a pessoa e mina a relação, onde a posse não existe o amor, terminando um casamento de 31 anos. Silvânia, essa pegou aqui, viu? Porque 31 anos é exatamente o tanto ã de anos que eu estou casada também. Então eu consegui sentir aqui o imaginar a possibilidade da do enfrentamento que você tá passando. Então, eh, obrigada por ter trazido, porque a gente aprende muito uns com os outros, né, nas nossas dores. Eh, a gente trabalhou que o ciúme ele vem com uma necessidade de controle sobre o outro. Ciúme significa: "Eu não quero que você olhe para tal pessoa, não quero que você converse, eu não quero que você faça." Ou seja, tem um controle. Eu quero ou não quero, eu admito ou não admito, eu deixo ou não deixo, eu fico bravo quando você tá se relacionando. É lógico que existe coisas que são absurdas. Aí, aí assim, não é nem questão de ciúme, é questão de bom senso, né? O meu parceiro está tomando atitudes que são não são condizentes com alguém que está num relacionamento sério. Aí não é questão de ter ciúme, aí é bom senso e ética. Aí você vai chegar para uma conversa e vai falar: "Fulano, você escolha, meu bem, não dá para você ter tudo". Então se você for por esse caminho, você que você vai abrir mão desse. Aí é uma questão de ética, de um de um de uma conversa honesta. O ciúme que a gente traz esse controlinho. Quero vir no celular para ver se sabe essa desconfiança, essa insegurança. E a gente falou que ela tem base realmente na baixa autoestima, né? Então a Silvana traz a essa questão da inveja, da

olinho. Quero vir no celular para ver se sabe essa desconfiança, essa insegurança. E a gente falou que ela tem base realmente na baixa autoestima, né? Então a Silvana traz a essa questão da inveja, da insegurança, da traição, de você achar que o outro tá te traindo porque você faria isso ou porque você tem baixa autoestima. Enfim, é verdade. É verdade tudo isso, Silvânia. O ciúme ele vem mesmo de mão dadas com vários coleguinhas, né? a inveja, a raiva, o ressentimento, a vitimização. Vamos tentar imaginar a gente com ciúme agora. Não é tudo isso que a gente sentiria junto. Se eu tô com ciúme porque alguém tá me manipulando, traindo, enganando. Nossa, que raiva, que ressentimento, que mágoa, que tristeza. Eu sou uma pobre coitada, que vitimização. Tudo isso vem junto no pacote, né? Uma coisa vai puxando a outra. E aí o que que acontece? Isso pode acabar minando a relação, como você diz, por quê? Porque põe uma lente. Eu vou desconfiar de tudo. Se ele falar para mim assim: "Ah, eu não venho almoçar em casa, eu vou precisar dormir fora porque eu vou fazer uma viagem". Ah, minha cabeça já vai, né? Ah, eu fiquei de te ligar, mas eu liguei. Ah, minha cabeça já vai, né? qualquer coisa que a pessoa fale, eu consigo distorcer para criar uma história que confabule a favor da minha hipótese e ciumenta, né? Então, a gente passa a ter uma lente distorcida. Isso é péssimo, porque ainda que a pessoa possa estar dando motivo, eu enxergo muito mais, porque para mim tudo vai ser aquilo. Eu só vou enxergar por esse ponto de vista. Qualquer coisa que fizer, eu vou enxergar nesse lado a história. Então, mina a relação mesmo, porque vai ser péssimo isso, né? Vai ser uma coisa insegura, uma relação atormentada. A gente não tá relaxado ali desfrutando da presença um do outro. A gente tá olhando com canto de olho, desconfiando, querendo ver, prestando atenção. Nossa, é tortura isso, né? Então, é uma pena a gente deixar chegar nesse ponto, a gente não conseguir reverter a história antes, né? Então eu

to de olho, desconfiando, querendo ver, prestando atenção. Nossa, é tortura isso, né? Então, é uma pena a gente deixar chegar nesse ponto, a gente não conseguir reverter a história antes, né? Então eu sinto muito. O Fábio José diz assim: "Por isso é tão importante cultivar o desapego. Evita muito sofrimento. Fábio, eu acho que é uma coisa interessante que você traz aqui, mas a gente precisa eh ã destrinchar um pouco o que você quis dizer, né? Me pareceu você falando, posso estar errada, tá? Me perdoe que você tava tava dizendo alguma coisa do tipo assim, ó, eu fico distante, sabe? Eu fico bem desapegado, porque daí evita sofrer, né? E uma vez eu escutei isso de um de um médico amigo, querido, homeopata, né? Ele diz assim: "É, Cris, muitas vezes a gente acha que se protege entrando dentro de uma redoma de vidro, mas deixa eu te dar uma notícia. Você se protege da dor e você se isola do amor. Olha que frase, gente. Levei uma chapuletada, né? Olha que frase. Muitas vezes a gente se distancia, a gente vive atrás de escudo, protegida, né? Então eu não deixo, eu não me apeguei. Se eu não me apeguei, eu não sofro. Mas não tem jeito de trocar amor se não for apegado nesse sentido de estar conectado. Então, apego é uma coisa que a gente realmente não usa para uma coisa boa. O apego normalmente quer dizer dependência. É quando a gente fala de um relacionamento tipo grude, né? Então esse tipo de apego ele não é bom, ele gera sofrimento que não deveria existir. Agora, vincular não é se apegar. Então, por isso que eu quis destacar, né, no sentido de controlar o outro, no sentido de grudar no outro, no sentido de não ter vida se não for o outro, esse é ruim. É melhor se desapegar, porque esse tipo de vínculo não é bom, não é saudável, não é, não vai gerar coisa boa. Daí a gente vai viver atormentado. Agora, o desapego para não sofrer, eu vou, para eu garantir não sofrer, gente, não tem como. No mundo tereis aflições, Jesus falou e ponto final. Então, se eu estou conseguindo sofrer

ver atormentado. Agora, o desapego para não sofrer, eu vou, para eu garantir não sofrer, gente, não tem como. No mundo tereis aflições, Jesus falou e ponto final. Então, se eu estou conseguindo sofrer com relacionamentos, eu pergunto, você está tendo algum relacionamento ou você entrou dentro da redoma de vidro bem protegidinho e ninguém te afeta, mas também ninguém te ama? Porque não tem como, não tem como. A gente vai se vincular e o e o vínculo vai gerar sofrimento. Se a pessoa for assaltada, eu sofro porque eu estou vinculado. Eu não queria que o meu amor passasse por isso. Se a pessoa qualquer coisa ficar doente, eu sofro. Não tem como a gente não sofrer. E não é porque eu estou apegada, é porque eu amo e me preocupo, eu me importo. Então não tem como a gente abrir, a gente conseguir falar: "Não, eu consigo me relacionar e não sofrer". Eh, eh, não cabe as duas coisas, né? Mas sim, a gente precisa prestar atenção, porque as duas são fantasias. Eu achar que eu não me vinculo, então eu não sofro. É uma fantasia que você não tá vivendo. Outra fantasia eu achar que eu vou grudar tanto no outro que ele não vai embora, não vai escapar e eu não vou sofrer porque eu vou controlar ele, não vou. Então esse grudo, esse controle faz sofrer e a frieza do distanciamento faz sofrer. onde que vai fazer sofrer, porque não dá para não sofrer, mas a gente vai ter benefícios é no vínculo e referencial, no vínculo que os dois continuam existindo, os dois são adultos, os dois têm parceria, os dois têm troca, não vai ter sofrimento, aí vai a vida no mundo terês aflições, mas a gente vai colher muito crescimento, ainda que junto venha algumas doses de aflições e de dificuldades. Agora a gente vai lá para com a Simônica ET que está sempre com a gente. Ela diz: "Cristiane, no caso do transtorno de personalidade borderline, prevalece mais o sentimento de posse do que de ciúme ou os dois? Desde já agradeço. Lembra então, Simone, que a gente fez, eu não vou lembrar agora qual temporada, mas a gente fez

nalidade borderline, prevalece mais o sentimento de posse do que de ciúme ou os dois? Desde já agradeço. Lembra então, Simone, que a gente fez, eu não vou lembrar agora qual temporada, mas a gente fez uma temporada inteira falando sobre os transtornos mentais a partir de Joana de Angeles. Então, não sei se você acompanhou, talvez sim, porque você tá sempre com a gente, mas era interessante se voltar lá para ver esse episódio do borderline, pensando que uma resposta muito curtinha, porque é uma é um assunto que vai demandar muito, né? Mas para não passar sem a resposta, pensando o quê? O borderline tem esse essa estrutura com base na sensação, né, do abandono, na crença do abandono. Então pensa que o borderline, um dos pontos estruturais do pensamento dele, da dinâmica dele é se sentir abandonado. A gente vai pensar em duas possibilidades de estratégia de adaptação que ele pode vir a ter. De um lado, ele vai falar assim: "Como eu tenho medo de ser abandonado, então eu não vou me vincular, como a gente acabou de falar, não vou me vincular, não quero saber de ninguém, não vou me estreitar com ninguém, porque assim ninguém vai me fazer sofrer." Nesse caso, não parece que não vai ter ciúme, vai ter uma indiferença, uma frieza, uma desconsideração pelo outro. Ou se eu tenho medo de que o outro me abandone, então eu vou por esse outro caminho do grudar, que eu quero controlar o outro para eu não deixar ele me abandonar e eu grudo tanto. Aí pode ter ciúme. Pode ter ciúme porque tem essa necessidade de controlar porque eu tenho medo que ele vai embora e ele me abandona. Então eu vou acabar querendo ter um domínio. É a tal da posse que alguém disse aí, né? Quando Joana ã acho que foi a Silvânia. É onde a posse não existe amor, que é o o par de opostos que o Jung traz. onde a onde o amor não tem espaço pro poder e onde tem poder não vê, não vinga o amor. Eh, então a gente pode pensar nisso, que se o borderline tiver esse medo de ser abandonado e por isso ele tentar controlar, né, quase que se quase que

poder e onde tem poder não vê, não vinga o amor. Eh, então a gente pode pensar nisso, que se o borderline tiver esse medo de ser abandonado e por isso ele tentar controlar, né, quase que se quase que possuir o outro, ele pode ter ciúme sim, porque ele não quer que o outro se relacione com ninguém, ele não quer que o outro tenha outra vida a não ser a dele. Então aí pode haver a presença do ciúme. E vamos para último episódio que é da semana passada sobre sexualidade. A Tatiane Machado diz assim: "Acredito em uma conexão profunda num relacionamento em que as duas pessoas queiram realmente iluminar-se e se ajudarem nessa caminhada. Estou há anos nessa busca e está bem difícil. Tive namoros que foram agregadores, mas eu realmente não consigo ter relação sexual. sem me sentir conectada com a outra pessoa. E isso é visto com estranheza pelas pessoas. Sabe, Tatiane, quando eu tava lendo e eu parei nessa frase antes de ler o finalzinho, me deu vontade de falar assim: "Oi, a gente precisa justificar que quer ter relação sexual com quem seja ã com quem esteja conectado. Não é uma inversão de valores. Me parece que a gente deveria justificar pra sociedade quando a gente vai ter relações sexuais com alguém que você não tem vínculo nenhum. Aí você pode ter que justificar, mas sendo seres humanos, porque os animais sim, né? Eles têm o instinto sexual. Então o instinto sexual faz com que eles não tem vínculo nenhum, mas precisam procriar. Agora o ser humano, se tiver que dar uma justificativa do por se conectou, por que se propôs a uma união sexual, é mais comum a sociedade perguntar por que você tá fazendo isso só com quem você tem vínculo do que com quem você não tem vínculo? Não parece uma inversão de valores? Eu gostaria de ser perguntada se eu viesse por aí a ter relações sexuais a torte a direita e alguém me perguntasse: "Cris, que você tá fazendo, minha filha? Isso para mim faria sentido. Agora eu falar, eu tenho relação sexual com quem eu vinculo primeiro e eu ter que explicar porque

direita e alguém me perguntasse: "Cris, que você tá fazendo, minha filha? Isso para mim faria sentido. Agora eu falar, eu tenho relação sexual com quem eu vinculo primeiro e eu ter que explicar porque que eu tô fazendo isso? É isso, Tatiana, porque é um absurdo. Então eu sinto muito, porque realmente é uma sensação às vezes que a gente tem de etê, né? Parece que quando a gente vai e segue os ensinos de Jesus, quando a gente busca a responsabilidade que o Espiritismo nos fala com relação ao nosso corpo, a aos vínculos que a gente faz, né, as aos as trocas, aos laços que a gente cria, eu acho muito triste a gente se sentir ET por querer buscar relacionamentos mais profundos e não usar apenas o corpo como objeto de prazer. né? Como objeto de prazer, eu não preciso nem saber o nome do outro, é suficiente porque ele é um objeto. Como eu poderia pegar simplesmente um objeto que me daria prazer também? Então é uma pena que a gente se sinta assim, né? Mas faz parte. Eu lembro uma vez que o Divaldo, eh, contando, comentando a respeito dessa história, né, de que muitas vezes a gente se sente etê na sociedade, ele dizia assim, ele disse algo assim bem poético. Ele disse assim: "Cris, os cristãos são como salmões que nadam contra a correnteza. Eles poderiam desistir e falar: "Para que que eu vou fazer esse esforço? Eles nadam contra a correnteza porque é da essência deles nadar contra a correnteza. Eles não traem a sua essência, eles não desistem. Eles lutam para cumprir o seu o seu propósito de vida. E eles sabem que eles vão encontrar esses ursos que vão tirar proveito da missão deles. E esses ursos vão fazer de tudo para os devorarem, para os destruírem. Ainda assim, os salmões continuam seguindo o seu percurso. Então, é a gente, a gente continua seguindo o nosso percurso, ainda que muitas vezes a gente se sinta etê, é melhor a gente estar eh dando consideração pro nosso mundo íntimo do que pra sociedade. É melhor a gente seguir a nossa essência do que tentar cumprir padrões sociais que são

s a gente se sinta etê, é melhor a gente estar eh dando consideração pro nosso mundo íntimo do que pra sociedade. É melhor a gente seguir a nossa essência do que tentar cumprir padrões sociais que são questionáveis e mudam muito, são transitórios. O Demétrio disse: "Hoje eu encaro erros não como amor, mas como relação, relacionamento divino e sagrado." Ai que lindo isso. Gostei, Demetro. E na nossa, no nosso último episódio, a gente vai falar sobre os tipos do amor. Eu vou voltar à história do Eros. Esse erros vai de novo aparecer como esse amor que vitaliza. A gente precisa de erros em tudo na vida. A gente precisa desse amor que vitaliza na hora que eu vou fazer um um trabalho, quando eu vou cuidar de uma criança, quando eu vou oferecer carinho para alguém. Eros é vida. Eros é amor que dá vida. A gente é que trouxe essa erotização no sentido carnal, no sentido sexual, mais com relação a sensações, a sensorial. Mas eros é para ser o amor que gera vida, que gera ânimo, que dá esperança, né? Então, muito boa, é madura a sua colocação. EOS é relação. EOS é o que me põe em movimento. Eros é o que me dá energia para viver, para construir, para trocar, para seguir. E por fim, a Silvia Ribeiro disse: "Cris, essa energia é uma força propulsora da criatividade quando usada nesse sentido." Então o bloqueio pode ser um desgaste nessa energia. Silvia Ribeiro também tá sempre com a gente. Então, Silvia, obrigada, porque assim a gente pode falar sobre o ponto principal quando a gente fala da energia psíquica, né? Quando a gente fala de energia psíquica descrita por Jung, a gente fala de de tudo aquilo que nos dá possibilidade de viver. É como se a gente tivesse, eh, é o que nos traz a consciência. Vamos imaginar assim, ó. Imagine uma sala fechada, sem janela, sem porta, fechadinha. Ela tá escura. Eu tenho dentro dela um um ponto de luz, um holofote, um uma um um spot. Esse spot ele é direcionado, ele não é uma luz aberta que varre o ambiente inteiro e ilumina o quarto inteiro, não. Ele é na forma de spot,

tro dela um um ponto de luz, um holofote, um uma um um spot. Esse spot ele é direcionado, ele não é uma luz aberta que varre o ambiente inteiro e ilumina o quarto inteiro, não. Ele é na forma de spot, ele é direcionado. Por isso que eu falei um holofote. Esse essa é a energia psíquica. Se ela se movimenta na direção de um lado do quarto, ela vai mostrar tudo que tem aqui, mas vai ficar na sombra o que tem para trás no seu polo oposto. Eu não vou saber o que tem aqui. E se ela se movimentar ao contrário, também eu vou enxergar o que tem aqui e não vou ver o que tem aqui. A energia psíquica é assim, se ela ilumina um lugar, ela põe energia naquele lugar. aquele lugar cria vida e ela, só que ela não é capaz de pôr energia em todos os lados. Não, ela não é capaz. É como se fosse essa, esse foco é a nossa consciência. Se eu coloco energia, se eu direciono a minha atenção para um ponto, outros vão ficar para trás. E a gente vê isso no dia a dia quando a gente fala assim: "Nossa, eu andei tão preocupada com uma questão do meu trabalho, me consumiu tanto que eu acabei deixando para trás, eu acabei me esquecendo daquele outro assunto. Ficou, porque eu não dou conta de tudo." Então, faz parte da natureza humana no nosso grau de evolução a gente escolher alguns temas. Não dá para trabalhar todos os temas. Quando eu sou um artista e eu vou tentar pôr a minha energia numa tela para eu pintar e não vem, a pergunta é: onde tá essa energia? Ela tá iluminando outras coisas que eu não tô prestando atenção. Não está sobrando energia para isso que eu estou fazendo. Então, às vezes eu tô passando, por exemplo, por uma questão existencial, eu percebi que eu tô ficando velho, então isso tá me consumindo, está eu tô direcionando a energia para esse tema. Aí eu não tenho ânimo para pintar, eu não tenho, não venho, não tenho criatividade. Por quê? Porque essa energia ela está sendo usada em algum outro tema. Então a gente vai se perguntar: "Onde está a minha energia?" Então quando na psicossomática

o, não venho, não tenho criatividade. Por quê? Porque essa energia ela está sendo usada em algum outro tema. Então a gente vai se perguntar: "Onde está a minha energia?" Então quando na psicossomática a gente vai falar sobre déficit de atenção, eu lembro que o professor disse assim: "Não existe déficit de atenção, não falta atenção. A tensão é esse hofote, ele não vai embora, ele tá ali." A pergunta é: se eu não estou tendo atenção para um ponto, aonde está a minha atenção? Então, na verdade, não é um déficit de atenção, é um desvio de atenção. Então, se eu se eu sou um aluno na sala de aula e eu não estou com atenção no professor, aonde está a minha atenção? Porque ela não está faltando. Ninguém tem déficit, todo mundo tem a mesma o mesmo energia psíquica, a mesma psique, a mesma mesma capacidade de prestar atenção. A questão é, às vezes eu não consigo controlá-la. Ao invés de eu querer direcionar para cá e ela ficar, ela é roubada para outros temas. Então, a pergunta é: onde estava a atenção? Onde essa cabecinha tava? Que que tinha de pensamento, porque era lá, a atenção tava lá, ao invés de estar onde eu quero que ela esteja, né? Então não, ela não se desgasta, é um sistema fechado, ela não, eu não tenho como pôr mais energia e eu não tenho como tirar energia. Aquele tanto de energia psíquica, que é o tanto que eu de atenção que eu sou capaz de prestar, é o tanto fixo para sempre. Então não desgasta. acontece que ela se desloca, tá olhando para um lugar, passa a não enxergar o que tem no outro. Tá bom? Então, a gente encerra aqui as nossas perguntas e antes da gente terminar, eu gostaria de falar. Semana passada foi o nosso ã encontro pós desencarnação de Divaldo. Esses nossos programas eles são gravados. Eu não estou ao vivo por uma questão tanto de agenda quanto de eu estar distante. Tecnologia nem sempre ajuda por conta de sinal e por muitos outros motivos. a gente encontrou um mecanismo de funcionamento que a gente entendeu, eu junto com o pessoal da mansão, a gente entendeu que assim

ogia nem sempre ajuda por conta de sinal e por muitos outros motivos. a gente encontrou um mecanismo de funcionamento que a gente entendeu, eu junto com o pessoal da mansão, a gente entendeu que assim funciona melhor. Eu faço os meus programas de forma planejada e preparada e paro de vez em quando para uma possibilidade de conversa que é essa de hoje, em que eu recolho as os comentários, os chats que vocês me deixam, recolho e dou tento trazer um pouco de voz a vocês. Ainda assim é gravado. Então, a semana passada, quando eu estava conversando com vocês, no dia que eu gravei, Divaldo, ainda estava aqui. Então eu sinto muito se naquele momento alguém esperava que eu fizesse algo ao vivo falando sobre a desencarnação do Divaldo. E se alguém ficou chateado com isso, entendendo que eu estava ao vivo como se eu tivesse desconsiderando. Não tem como desconsiderar a partida desse nosso mestre, desse nosso professor, desse nosso mentor e no meu caso desse pai, porque ele foi para mim, é um pai. Então, já vou parando por aqui, senão vou me emocionar, mas eu queria trazer essa despedida ao do dia. Obrigada, gente, e até a semana que vem, se Deus quiser.

Mais do canal