T8:E13 • Consciência nos relacionamentos • Ciúme
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 13: Ciúme Apresentação: Cristiane Beira No décimo terceiro episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira aborda o tema Ciúme, analisando suas raízes emocionais e espirituais. A partir da psicologia espírita, refletimos sobre como transformar esse sentimento em autoconhecimento e confiança, promovendo relações mais saudáveis e livres. » Referências bibliográficas: Conflitos Existenciais, cap. 07 Amor, imbatível amor, cap. 01 e 11 O ser consciente, cap. 03 e 05 O despertar do Espírito, cap. 05 Encontro com a paz e a saúde, cap. 08 Momentos de consciência, cap. 07 » Sugestão de leitura: A Saga do Ciúme, por Cristiane Beira e Raul Teixeira 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Ciúme #Relacionamentos #Autoconhecimento #Espiritismo #AmorConsciente #CrescimentoPessoal
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de falar sobre o ciúme. Não poderia faltar esse que é descrito por muitas pessoas de forma ignorante como sendo o sal, a pimenta, o tempero dos relacionamentos. Eh, eu vou começar dizendo que há há um tempo atrás, há um bom tempo atrás, conversando com esse que é para mim um mestre tanto quanto Divaldo, Raul Teixeira, eh, que também ofereceu sua vida em benefício do Espiritismo, da divulgação da doutrina espírita e do atendimento à sociedade, porque é fundador do Remanço Fraterno, uma obra também dedicada a educação e Raul Teixeira e nós sabemos sofreu um AVC em 2011 e e logo depois ele pediu para que eu organizasse um livro a partir de uma de um seminário que ele havia feito um pouco antes de ter o acidente. E esse livro era para falar sobre o ciúme. E eu lembro que na época isso me deixou um pouco enculcada, porque eu pensei, como é que a gente vai fazer um livro inteiro para falar de ciúme? Eu nunca nem tinha parado para pensar muito a respeito do ciúme. E de fato, sim, existe material para fazer muitos livros quando a gente começa a estudar. Então, esse livro que eu deixei aqui separado para mostrar para vocês, ele se chama A saga do ciúme. Eh, foi feito a partir de um seminário que o Raul havia preparado e depois nós desenvolvemos também outros textos levando em consideração a psicologia espírita. Esse livro foi editado e é vendido pela Frater e nós encontramos na internet. Então fica aqui também essa essa dica. E quando nós vamos pesquisar sobre o ciúme, é interessante porque eh nós nós observamos que ele aparece eh como um antecessor da emoção, se a gente pode chamar de emoção, desde o reino animal. Então, os animais experimentam algo como se fosse um ciúme e tem uma função como toda emoção, como todo afeto, como tudo aquilo que nos afeta, que mexe com a gente, que que descarrega hormônios no nosso corpo. O e todos têm uma função, todas essas emoções elas têm uma finalidade. O ciúme também tem. E o e a
o, como tudo aquilo que nos afeta, que mexe com a gente, que que descarrega hormônios no nosso corpo. O e todos têm uma função, todas essas emoções elas têm uma finalidade. O ciúme também tem. E o e a finalidade de do ciúme no reino animal, se é que nós podemos chamar de ciúme, como se fosse uma espécie de ciúme, tem a função de garantir a preservação da espécie, tem a função de de proteger a a o seu parceiro, que é com quem você vai acasalar, para continuar a sua espécie. Então, a título de curiosidade, nós encontramos que, por exemplo, 90% das espécies de pássaros durante essa época reprodutiva, elas eles mantém estreita ligação com o seu parceiro e ao mesmo tempo evita, protege esse parceiro afastando os seus opositores. E há há a há relatos de babuínos, machos e leões marinhos que eles vigiam suas fêmeas muito de forma muito próxima e inclusive durante o SIL e inclusive as mordem caso elas venham a flertar com outros machos, né? Então veja um princípio de uma violência ali, né? Tipo, você é minha, não se atreva a olhar pro vizinho porque senão você apanha. Então, lógico que pro reino animal, esse é um comportamento instintivo. É instintivo, não foi de caso pensado. O macho está tentando garantir a reprodução, está tentando garantir a a continuidade dos seus genes. E o outro que é concorrente pode atrapalhar essa situação. Então, dispara nele uma ameaça. É como se fosse um alerta dizendo: "Olha, isso daqui pode acabar ruim para você. Você pode ficar sendo preterido. Então se mexa. Então só para mostrar o quanto que isso é natural, o quanto que esse sentimento do fique atento, você está correndo risco, o seu parceiro pode se se interessar por outra pessoa, você pode ser descartado. Tanto isso tem um lado lá eh eh da evolução que vem vem sendo trazido como uma forma de proteção. Assim como o medo nos protege pra gente evitar correr risco, assim como a alegria faz com que a gente queira fazer de novo aquilo que nos faz bem, assim como a tristeza mostra pra gente a necessidade de de
como o medo nos protege pra gente evitar correr risco, assim como a alegria faz com que a gente queira fazer de novo aquilo que nos faz bem, assim como a tristeza mostra pra gente a necessidade de de aproveitar melhor aquilo que você perdeu, todas as emoções, todos os afetos, eles têm sim um fim útil. Eles servem para alguma coisa. ele eles vêm para nos ajudar. Inclusive esse ciúme. Uma outra coisa interessante do ciúme, que também já foi descrita pela ciência é que existe uma emoção que quase se compara a uma dor física. É algo real quando eu sinto ciúme. Então não adianta a gente também dizer assim: "Ai, que frescura, vai para com isso, tenha dó", né? Não adianta a gente fala assim: "Não sinta". É uma sensação tão real. que chega inclusive a dar essa sensação física, como se fisiologicamente a gente tivesse percebendo esse ciúme de tão forte que é. Então, de novo, é um alerta. É como se algo tivesse falando: "Você está em risco, você está formando aí uma parceria e essa parceria pode não acabar bem, você pode tá sendo troca, você pode ser trocada. Então, alerta, cuida do que é seu, preserva a sua espécie, a propagação da sua espécie." Então, existe algo, precisamos compreender, validar e tentar entender como ela funciona para tirar o proveito que a natureza nos ofereceu. Tem uma finalidade boa, tem uma finalidade útil, eh, vindo junto com a emoção do ciúme, desde que a gente utilize nossa racionalidade enquanto seres humanos, desde que a gente tire bom proveito disso. Por que que eu estou sentindo isso? Tem algum alerta? Tem alguma coisa no ar? Eu ando tendo ciúme do meu marido. O que será que tá acontecendo? Tô vendo alguma coisa que os olhos não enxergam? É algum tipo de percepção? Deixa eu prestar atenção. Vou conversar com ele, vou expor essa emoção, vou dizer para ele que ando insegura, que eu estou tendo ciúme pelo comportamento dele. Vamos gerar uma conversa a respeito e aí a gente cresce, a gente amadurece. Então, o ciúme tem sim uma origem que vem desde a evolução das
o insegura, que eu estou tendo ciúme pelo comportamento dele. Vamos gerar uma conversa a respeito e aí a gente cresce, a gente amadurece. Então, o ciúme tem sim uma origem que vem desde a evolução das espécies, com uma finalidade de garantir a união desse casal que vai procriar, que vai continuar a sua espécie. Mas chegando no reino animal, é preciso que a gente não se deixe levar dessa forma apenas instintiva. olhou pro meu marido, apanha, eu vou ou eu vou morder o meu marido como o leomarinho mordisca a sua fêmea. Então, nós somos seres humanos dotados da razão. E aí nós vamos usar essa esse ápice da evolução que é a racionalidade para tirar o melhor proveito da emoção. Mais uma coisa que eu tinha colocado aqui para como curiosidade ainda na descrição que a ciência faz, olha só, a o ciúme ele é percebido de forma diferente para homens e mulheres. E de novo, por quê? Porque no papel da evolução, o homem teve o masculino, macho, ele tinha um papel diferente do da fêmea. A gente percebe aí, por exemplo, nos nas aves, que a gente diz que as aves, os machos são muito sempre muito mais bonitos do que as fêmeas. E tem uma explicação científica para isso. Na na formação do casal, o instinto faz com que o macho cative, conquiste, chame a fêmea. Então, é ele que precisa parecer, é ele que precisa se mostrar, é ele que precisa se destacar, não é ela. Ela é a conquistada, né? Isso pode inverter em outras espécies dos animais quando as fêmeas são mais atraentes, porque são elas que chamam atenção. Então, existe uma uma explicação que a própria natureza nos mostra. Então, o que que se percebeu? O que que a ciência descreve? que homens e mulheres percebem o filme de forma diferente. Imagens de ressonância registrada por seu grupo de pesquisa do do do pesquisador mostram que ao sentir ciúme, o homem apresenta a maior ativação da amídala. Que que amídala faz, gente? Amídala é a que se prepara pra guerra. Então, disparou amídala no hipocampo relacionados ao comportamento violento. Então, o homem
em apresenta a maior ativação da amídala. Que que amídala faz, gente? Amídala é a que se prepara pra guerra. Então, disparou amídala no hipocampo relacionados ao comportamento violento. Então, o homem quando sente ciúme, ele é preparado fisiologicamente pra luta. Então, o leomarinho vai lá e morde a fêmea, como quem diz, fica aqui comigo, o que que você tá olhando lá pro vizinho, né? E enquanto isso, na mulher é acionado outra área do cérebro, é uma é acionado uma área com é é maior e intenso o suco, o suco temporal posterior, superior. Esse lugar é ligado à empatia. Veja que antítese. Isto é, a capacidade de distinguir o que outras pessoas estão sentindo. Então, quando o homem, né, está sentindo ciúme, a amida, ela dispara e ele se prepara para pra guerra. Ele fica com raiva, ele quer bater em alguém. A mulher quando experimenta o ciúme, ela fica como se fosse sensível, compreensiva, porque a empatia aparece. Então, acho que ela vai se pôr no, é como se ela fosse se pôr no lugar do outro. Por que que tá acontecendo isso? Por que que ela tá sentindo? Por que que ele tá fazendo isso? Então, dispara outro lugar. Então, a gente precisa inclusive entender isso, porque às vezes a gente cobra uns dos outros, né? Por que você age assim? Porque fulano fez assado? Então é interessante a gente aprender como a gente funciona, né, pra gente não se cobrar tanto uns dos outros. E outro trecho que eu trouxe que eu nessa pesquisa, que eu acho que é interessante a gente destacar, é que o próprio Evangelho Segundo o Espiritismo dá um destaque para esse assunto, né? Então, Allan Kardec trouxe isso no capítulo 5º, quando fala do sofrimento, né, do bem bem-aventurados os aflitos, das dores. E no item 23, eh, está e Kardec, os espíritos comentando sobre o ciúme, né, e trazendo o ciúme junto com a inveja, eh, nos oferecem a seguinte reflexão: haverá maiores tormentos do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento não há repouso. Estão perpetuamente febricitantes. Olha como isso bate com
erecem a seguinte reflexão: haverá maiores tormentos do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento não há repouso. Estão perpetuamente febricitantes. Olha como isso bate com aquilo que a gente estava falando, que a natureza eh nos mostra. Veja que se você é um leão marinho, precisa continuar a sua espécie, precisa encontrar uma fêmea para poder acasalar e dar continuidade à sua espécie, isso é um instinto forte que me move. Não é porque ele acordou e falou: "Ah, pensando bem, acho que eu quero ter filhos, né?" Não é isso. É o instinto, do mesmo jeito que ele busca comida, ele busca uma fêmea para dar continuidade na sua à sua espécie. Essa é a lei da natureza. E aí quando ele vai fazer esse movimento de de buscar uma fêmea eh para acasalar e continuar a sua espécie e ele percebe que ele corre risco porque ele tem um um concorrente que pode vencer ele nessa corrida e isso dispara nele, né, uma raiva. Imagina se ele vivesse. É que ele só passa por isso na no período do acasalamento, no período em que a fêmea está no sio. Então existe uma época do ano. Agora imagina se esse leal marinho passasse por os 365 dias dele nessa vigilância. Ela olhou pro leão marinho vizinho, ai esse daqui tá chegando, ele é mais bonito que eu. Aquele lá é mais forte que eu. Imagina se ele passasse 365 dias nessa tensão de garantir a sua fêmea para garantir os seus filhotes, para garantir os seus genes, continuando o nível de estresse que ele teria, né? Então, é isso que os espíritos estão falando. As pessoas que vivem de forma ciumenta, ou seja, eu presto atenção em tudo. Eu vigio, eu acho que alguém vai pegar o que é meu. Eu acho que o meu marido não vai mais gostar de mim. Eu acho que alguém tá roubando as minhas coisas. Eu acho que eu não sei quem tá com inveja do meu carro, do meu do meu trabalho. Se eu viver com base nesse ciúme, é óbvio que não tem repouso. No caso do homem, a mida, ela tá sempre excitada, sempre trabalhando. No caso da mulher é esse tormento também. Mas o que
o meu trabalho. Se eu viver com base nesse ciúme, é óbvio que não tem repouso. No caso do homem, a mida, ela tá sempre excitada, sempre trabalhando. No caso da mulher é esse tormento também. Mas o que que o outro tá pensando? Mas o que que o outro tá achando? Mas o que que eu deveria fazer? Por isso que eles dizem, aqueles que vivem de forma tormentosa, né, por conta do ciúme e da inveja, para eles não há repouso, estão perpetuamente febricitantes. Então, a ideia é que a gente use o ciúme pra gente entender o que tá acontecendo, como se fosse um sinal de alerta. Por que será que eu ando cismada? Que será que eu tô captando? Já vamos esclarecer. Eu já vou conversar com o meu marido, vou explicar para ele que eu ando incomodada. Tem algumas coisas que eu tô percebendo, deixa eu ver se é da coisa da minha cabeça, já vamos conversar. Então, eu devo usar a racionalidade para aproveitar o ciúme e crescer com ele, organizar a minha vida com ele. Ah, mas se eu tô com ciúme de coisas, porque a gente tem ciúme das coisas também, né? Não chega perto do meu carro, não toca na minha no meu livro, não mexe no meu notebook. Então também é um convite do que que eu acho que vai acontecer se alguém sumir com o meu notebook. Às vezes o tormento que eu vou ter, tudo bem que vai ser uma catástrofe, mas hoje pensa, tá tudo na nuvem e além disso vai custar um dinheirão, vou ter que arranjar dinheiro, vai ser um tormento, mas de repente esse tormento de ter que arranjar dinheiro para comprar um outro e ter que começar tudo de novo de uma de dos dados que estão na nuvem é muito menor do que eu ficar 5 anos sofrendo agoniada. desesperada com esse notebook que parece, né, a gente lembra lá do do Frodo e do Senhor dos Anéis, My Press, né, que é aquele anel meu precioso. Então, é, vira um tormento tão grande que é maior do que a própria do que aquilo que a gente antecipa. com medo de perder o meu anel, com medo de perder o meu notebook, com medo de perder o seja o que for, eu vivi uma vida de estresse
nde que é maior do que a própria do que aquilo que a gente antecipa. com medo de perder o meu anel, com medo de perder o meu notebook, com medo de perder o seja o que for, eu vivi uma vida de estresse máximo, que era muito mais prejudicial para minha saúde do que se de fato alguém tivesse levado embora esse anel, tivesse levado embora inclusive o marido, né? Às vezes a gente não tô não tô fazendo, estando a favor, não estou a favor de separação, porque eu sou contra até o enquanto existi uma fagulha de uma possibilidade, eu sou daquelas que vai investir no casamento. Mas é algo pra gente pensar, esse ciúme não pode me atormentar mais do que o risco do que ele me coloca, né? Eu não posso para pensa lá no Leo Marinho. Então o Leo Marinho vai ter um colapso nervoso de tanto estresse que ele passou. perseguindo os oponentes. Não faz sentido. Ele ele precisa ser um alerta para mim, para me garantir alguma coisa melhor, mas ele não pode atrapalhar minha vida a ponto de ser pior do que aquilo que ele me diz que pode vir a acontecer, né? Então, se eu tô com ciúme do meu marido e e eu vou acabar internada numa clínica psiquiátrica por conta desse ciúme, então, de novo, isso não é pior do que de fato perder o marido e o marido ir embora com outra pessoa e eu começar a vida com um novo eh amigo, um novo parceiro. Então o ciúme não pode vir me atormentar a ponto de ser pior a vida com ele do que aquilo que pode vir acontecer e que ele está me alertando. O ciúme foi descrito em várias obras clássicas. Quer ver a principal delas? O telo, quem não conhece a história que Shakespeare cria e ela é forte e e parece que vai ser eterna, justamente porque ela trata, as obras que ficam para sempre são aquelas que mais retratam a alma humana, aquelas que mais tocam no que a gente mais sente são as obras que mais ficam. Às vezes a gente fala: "Nossa, eu tenho uma amiga que tá escrevendo um livro e ela sentou e escreveu". E a gente brincou, falou: "Nossa, mas o que que foi isso? Psicografia, porque não é possível que
Às vezes a gente fala: "Nossa, eu tenho uma amiga que tá escrevendo um livro e ela sentou e escreveu". E a gente brincou, falou: "Nossa, mas o que que foi isso? Psicografia, porque não é possível que esse livro tava". Mas é porque ela simplesmente sentou e escreveu a história da própria vida. Essa história da própria vida, ela cativa as pessoas porque a gente a gente se identifica. Quando a gente começa a criar personagens que não existiriam na vida real, eles não colam. A gente tem visto hoje em dia alguns superheróis sendo inventados e que não ficam, a gente não lembra nem o nome deles, porque são superheróis criados a partir de narrativas. A, eu preciso fazer um superherói que seja assim, assim, assim, assim. Se eu não me identificar com ele, se eu não perceber que esse superherói existe mesmo, existe em mim, existe na vida real, ele fica, ele fica no escanteio. Enquanto que se a gente pegar outros superheróis clássicos que conversam com a gente, que que se conectam com lados nossos, a gente nunca mais esquece, né? Então, e essas obras ficam e Shakespeare era mestre nisso porque ele trazia de forma poética e e maravilhosa, mas ele trazia esses dam esses dramas reais. E em Otelo ele conta a história de Otelo e do ciúme de Otelo e da insegurança de Otelo e da imaturidade de hotelo. E a gente vai ver com Joana que tudo gira em torno disso. Quando a gente fala de ciúme, tudo gira em torno de baixa autoestima, de insegurança, de infantilidade e de imaturidade. É como se a gente falasse assim: "Quando eu não me garanto, eu tenho medo de perder. Quando eu não me garanto, eu tenho medo de perder o outro. Quando eu me garanto, quando eu me realizo, quando eu me amo, quando eu me respeito, quando eu tenho uma uma imagem de mim boa, ah, perdi o perdi o fulano, bom, mas eu perdi ele, mas ele me perdeu também. Agora, se eu acho que eu não me banco sozinha, que eu não sou suficiente sozinha, que eu não sou boa sozinha, eu dependo do outro, aí eu agarro e não deixo ele sair. Agora, se
as ele me perdeu também. Agora, se eu acho que eu não me banco sozinha, que eu não sou suficiente sozinha, que eu não sou boa sozinha, eu dependo do outro, aí eu agarro e não deixo ele sair. Agora, se eu internamente não, eu eu eu sou suficiente paraa minha vida, eu me amo, eu me cuido, eu me protejo, é bom estar com alguém, mas eu não sou dependente desse alguém. Então o ciúme não é tão presente, né? O ciúme vai ser presente, quanto mais dependência eu tenho do outro, porque maior medo eu tenho de perder. E o telo de Shakespeare faz isso. Ele era inseguro. Alguém criou uma intriga, porque para isso também não falta a gente, né? Para vir jogar lenha na fogueira, para inventar eh narrativas que nem sempre são verdadeiras. Alguém foi lá e plantou a semente da desconfiança e ele se deixou ficar cego. Ele não foi com razão. Traz a racionalidade. Vamos pensar. Deixa eu conversar, deixa eu investigar, deixa eu olhar o outro lado, deixa eu ver, dá um tempo, espera um pouquinho. Não, ele foi tomado por essa fúria e ele assassina a própria esposa, o amor da sua vida desdêm. E aí depois que ele assassina, ele percebe que na verdade era alguém que tinha criado uma intriga e ele caiu. Ele foi vítima do próprio ciúme. Shakespeare inaugura uma expressão que a gente que a gente conhece. Ele chama esse ciúme de monstro de olhos verdes, né? Parece bonitinho, né? Atrá, que é o que eu comecei falando. Ai, o ciúme apimenta a relação. É um monstro de olhos verdes. Ele apimenta a relação para logo em seguida destruí-la. Quanto que vale a pena apimentar uma relação se ela depois, a própria pimenta, vai ser responsável pelo fim dessa relação, né? Será que é uma boa troca? E nós temos aí o nosso hotelo brasileiro, que é o Dom Casmurro de Machado de Assis, em que relata a traição de Capitu com Escobar. E aí de novo vai trazer a o ciúme, a desconfiança, a consciência de culpa, imaginação fértil, né, ressentimento, dentre outras. Nós temos nas Sagradas Escrituras, quando a gente sabe sobre a
Escobar. E aí de novo vai trazer a o ciúme, a desconfiança, a consciência de culpa, imaginação fértil, né, ressentimento, dentre outras. Nós temos nas Sagradas Escrituras, quando a gente sabe sobre a história de Caim e Abel, aí a ciúme entre irmãos que um vai perseguir e e e atrapalhar a vida do outro, né? De qualquer forma, é isso. A gente fala inclusive hoje de síndrome de Caim, quando tem esse ciúme entre os irmãos. De que qualquer forma é isso, o ciúme está aí, ele vem com a natureza, ele vem como sinal de alerta pra gente olhar se não tem nada estranho acontecendo, pra gente proteger o que é nossa, de nossa responsabilidade, pra gente cuidar das nossas coisas, mas de forma racional. Senão eu viro um bicho que sai mordendo a fêmea. Se ela olhar pro lado, a gente desconsidera e descarta esse grande tesouro que é da humanidade, que é o poder de raciocinar, a razão. Então eu preciso escutar o ciúme para ver o que ele pode me ajudar, melhorar, enxergar o que eu não estava enxergando, arrumar a nossa relação. Mas ele vem com essa finalidade. Bom, nós temos muitos textos de Joana, não sei se vai dar tempo não, porque eu falei muito agora. até agora. De qualquer forma, a gente vai ver que ela fala em muitos livros, mas ela sempre traz com esse eh com esse sentido que eu disse, sempre a respeito de maturidade, de baixa autoestima, de infantilidade. Eu vou começar e eu vai ser mais na base da leitura para vocês hã eh assimilarem, mas sempre falo: "Vai buscar a obra, depois leia, estude, presta atenção, conversa com o texto". Isso que faz a gente eh internalizar e se transformar pelo texto. Eu começo com conflitos existenciais, capítulo 7. Joana diz: "A imaturidade psicológica daqueles que assim agem torna-se tão grave que procura justificar o ciúme como sal do amor, como se a afetividade tivesse qualquer tipo de necessidade de conflito do sal, da desconfiança. Então veja que ignorância, né? eu falar que a minha relação vai ficar melhor se eu desconfiar do meu marido que ele que ele
de tivesse qualquer tipo de necessidade de conflito do sal, da desconfiança. Então veja que ignorância, né? eu falar que a minha relação vai ficar melhor se eu desconfiar do meu marido que ele que ele tá olhando para outra pessoa, se eu tiver ciúme de que ele acha alguém mais interessante do que eu, isso vai apimentar a relação. Que relação é essa, né? Que que sentimento é esse? Estranho é um sentimento com base de um conflito, né? Para eu para eu sentir o calor do negócio, eu tenho que sentir que eu tô correndo risco, que ele tá correndo o risco de me trair. Veja que isso tem mais cara de conflito do que de amor, né? sentindo-se sempre desconsiderado porque não consegue submeter aqueles a quem gostaria de amar dominando, né? Entrega-se aos ciúmes injustificáveis nos quais a imaginação atormentada exerce uma função patológica. Então, o que que Joana tá dizendo? Eu não me amo, então como é que o outro vai me amar? Se eu não encontro motivo para ser interessante, se eu não me acho interessante, valorosa? Claro que o eu tenho certeza que o outro também não me acha. que ele deve estar comigo. Não sei porquê. Não, não vejo porque ele tá comigo. E daí o que que eu faço? A minha imaginação vai. Ah, é lógico que se aparecer alguém, ele vai se interessar mais. Porque por que que ele vai querer ficar comigo? Ah, é claro que ele deve achar o fulo, a fulana mais interessante, porque afinal de contas, que que eu sou? Então, quando eu tenho essa baixa autoestima, essa autoimagem tão ruim, depreciada de mim mesma, naturalmente eu vou viver com ciúme, porque a todo momento eu acho que eu estou correndo risco, porque nem eu entendo porque que as pessoas ficam comigo, se eu também não ficaria comigo. E aí eu vivo como se estivesse correndo o risco de ser abandonada a todo momento. Eu vivo nessa nesse alerta desconfiando, jurando que vai acontecer. Então, por isso que o ciúme ele vai convidar a gente para dentro. Ele vai trazer pra gente um convite de fortalecimento do eu, do eu, do espírito, de quem eu sou, eu cuidar
jurando que vai acontecer. Então, por isso que o ciúme ele vai convidar a gente para dentro. Ele vai trazer pra gente um convite de fortalecimento do eu, do eu, do espírito, de quem eu sou, eu cuidar de mim, eu me fortalecer para eu não ter medo de perder os outros. Se eu perder um aparece outra pessoa e e eu não eu não tenho essa aflição. O ciúme tem raízes, portanto, no egotismo exagerado que somente pode ser superado mediante o trabalho de autodisciplina e de entrega pessoal. Ela fala aqui naquele trecho anterior do amar dominando. Lembra que a gente já falou sobre essa história do poder? Não dá. Para quem ama Jung diz, onde existe o poder, onde predomina o poder, não há amor. Onde onde existe o amor, não prepondera o poder. Então, que tipo de amor é esse que eu, que eu quero ser dono do outro? De novo, lá na no na parte animal da história, na da evolução, era uma garantia de procriação. Mas hoje não tem isso, né? Eu preciso garantir que o meu gene a gente já a gente já pensa maior que isso. Então, por que que eu preciso agarrar e acorrentar o outro para ele não sair de perto de mim? Que amor é esse? É amor ou é poder ou é dominação? Pais imaturos são muito responsáveis por esse comportamento doentil quando geram cenas de preferência no lar, selecionando os filhos queridos daquele que parecem rejeitar. Outras vezes demonstra a conduta inamistosa com aqueles que são tímidos. empurrando-os para dentro de si mesmos, frustrando-os na afetividade e na autoconfiança. Então, Joana já tá dizendo quando que isso pode ser hã alimentado nessa reencarnação. A gente traz de vidas passadas. Ninguém brotou aqui uma personalidade ciumenta agora, né? Foi minha mãe que me fez assim. Não, né? Eu trago isso. Tanto que se eu tivesse uma mãe assim, mas eu não trouxesse, não cola. Agora se colou é porque tinha uma mãe, um pai desse jeito que Joana fala, despertando ciúme, mas tenha em mim também um espírito ciumento. Aí dá a cola e aí a gente junta a fome com a vontade de comer. Mas
se colou é porque tinha uma mãe, um pai desse jeito que Joana fala, despertando ciúme, mas tenha em mim também um espírito ciumento. Aí dá a cola e aí a gente junta a fome com a vontade de comer. Mas ela aponta isso, que a gente conseguiria diluir um espírito que chega carregado de ciúme se o lar não oferecesse o estímulo ao ciúme. Agora você pega um lar que tem dois filhos e os pais tratam diferente um do outro porque se afinam com esse, porque não se dão com aquele, vive comparando. É, vai despertar a síndrome de Caim, um vai ficar com raiva do outro, porque é instinto isso, né? Meu pai não gosta de mim, ele gosta mais da minha irmã, do meu irmão. Então, às vezes, a gente eh desperta, a gente alimenta essa personalidade que já chega ciumenta, né? Agora eu vou lá pro livro Amor imbatível, amor, capítulo um, e Joana vai continuar falando desse amor infantil, né? Dessa desse até até narcisista. Eu só quero, eu só olho para mim, eu só quero para mim. Onde já se viu ela, ela não pode ter vida, ela não pode olhar como que meu, como que meu marido vai sozinho para uma viagem ou para um jantar ou seja lá o que for. Então é narcisista, é egotista, egocentrado, é infantil. Sabe a criança quando a mãe fala assim: "Espera um pouquinho que eu vou sair". Não vai, né? Gruda, não deixa a mãe sair para trabalhar, não deixa a mãe sair para fazer compra. Eh, mas ela é uma criança. O problema é quando a gente cresce de corpo, mas continua com essa criança interna e aí fica controlando os outros. Você não pode sair, você não pode olhar, você não pode fazer, você não pode ser, você não pode, como se fosse, você só vive em torno de mim, né? é uma é um amor infantilizado. Então ela diz a ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança, ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos, atenções, a necessidade de ser amado caracteriza um estágio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado. A confiança doce, tranquila, suave, a alegria natural e sem alarde, a
de ser amado caracteriza um estágio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado. A confiança doce, tranquila, suave, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, a não exigência são benesses do amor pleno, pacificador e morredouro. Então, ao invés dessa coisa de cobrança, ansiedade, incerteza, desconfiança, ciúme, Joana propõe tranquilidade, suavidade, alegria, né, compaixão, não dependência, não posse, não exigência. Isso sim gera um amor eh pacificador e pleno. Ainda no livro Amor imbatível amor, capítulo 11, continua, ela continua trazendo atenção para essa questão. Falta de autoconfiança, baixa autoestima. Eu não sou grande coisa, ninguém vai querer ficar comigo, então eu preciso vigiar porque as pessoas vão embora, vão me abandonar porque eu não sou boa suficiente. Então é uma imaturidade, falta autoamor mesmo, né? Então ela diz: "O ciúme que retrata a falta de autoestima, predominando a autodesvalorização como decorrência da não confiança em si mesmo, transforma-se em terrível algz do ser e daqueles que fazem parte do seu relacionamento. As exigências descabidas, as suspeitas insuportáveis produzem verdadeiros cárceres privados, nos quais se desejam aprisionar aqueles que se tornam asfixiados pela afetividade do enfermo emocional. Nesse comportamento, a desconfiança abre terríveis brechas para a hostilidade e a raiva, que sempre se unem como mecanismo de proteção daquele que se sente desamado. Então, é um círculo vicioso. Eu não me amo, eu não me valorizo. Logo, eu acho que ninguém vai gostar de mim. Se alguém gostar de mim, ficar comigo, eu entro em estresse, vigiando, porque é questão de tempo para ele me abandonar. Aí eu atormento tanto ele. Mas onde você foi? Mas você gosta de mim? Mas você nunca vai me abandonar. Ah, mas por que que você vai sozinho? Ah, mas por que que eu não posso ir com você? Que eu vou infernizando tanto a
anto ele. Mas onde você foi? Mas você gosta de mim? Mas você nunca vai me abandonar. Ah, mas por que que você vai sozinho? Ah, mas por que que eu não posso ir com você? Que eu vou infernizando tanto a vida do do coitado que chega uma hora que ele não aguenta mais. Ele tá saturado porque eu algemei. Aí ele decreta a liberdade e vai embora mesmo. Aí o que que eu falo? Viu? Eu sabia. Quem que vai querer ficar comigo? Então é o que a gente chama de profecia autorrealizadora. Você tem tanto medo de uma coisa que você gera exatamente ela de tanto que você fala dela. Então fica um círculo vicioso. Aí eu me sinto abandonada. Aí eu me sinto abandonada. Eu acho que eu sou péssima. Eu não tenho valor nenhum. Quem que vai gostar de mim? Mas de repente o outro fulano se interessa por mim. Aí eu começo tudo de novo. Ah, mas deve ter um motivo para ele estar comigo. E é questão de tempo. Você vai ver a hora que ele perceber quem eu sou, ele vai querer ir embora. E aí, de medo que ele vai querer embora, eu fico e eu seguro e eu abafo, e eu domino. E é óbvio que ele não vai me aguentar e ele vai embora de novo. E eu fico reforçando essa crença de que eu realmente não valho nada, só que sou eu que estou afugentando as pessoas, porque eu fico querendo dominar, eu aprisiono, eu sufoco com o meu ciúme. Agora nós vamos lá pro livro O ser consciente, primeiro no capítulo 3, que aí ela chama atenção para outra coisa. Quando a gente tem esse ego inflado, quando a gente se acha, quando a gente quer destaque, aí é como se a gente falasse: "Lógico que eu tenho ciúme porque eu quero que todo mundo só viva para mim". Ô fulano, como que você ousa ter vida própria? Pode parando, volta aqui. Você tem que ficar me exaltando, né? Então, Joana diz: "Siúme, ressentimento, inveja, ódio, maledicência e um largo cortejo de emoções perturbadoras são filhos diletos do ego, que que deseja dominação e na ânsia de se promover, nada mais logra do que projetar a própria sombra, profundamente prejudicial, iníqua, né?
cortejo de emoções perturbadoras são filhos diletos do ego, que que deseja dominação e na ânsia de se promover, nada mais logra do que projetar a própria sombra, profundamente prejudicial, iníqua, né? Então, Joana está dizendo isso, que às vezes o nosso ego também quer ser só idolatrado, não deixa o outro ter vida própria, fica querendo sufocar, aprisionar para que ele fique orbitando ao nosso redor. E isso é o quê? Isso é um uma idolatria do próprio eu, né? Uma egolatria. Eh, sou eu narcisista querendo que as pessoas vivam ao meu redor, senão eu eu aprisiono, né? Então eu aprisiono para que elas não tenham uma vida, a não ser ao meu redor. E ainda no livro Ser cons Consciente, mas no capítulo 5, ela fala dessa dominação que tem relação com a com a insegurança, né? Um certo primitivismo até a gente não se desenvolveu. Porque quando você se desenvolve, você se liberta e liberta o outro. Meu marido quer ficar comigo? Ótimo. Se você achar que eu que não está bom aqui, não tem problema. Siga seu caminho de novo. Não quer dizer que eu sou indiferente, né? que eu sofria. Pelo contrário, pelo contrário, eu vou investir o máximo possível para estar com você, mas eu não vou nem te aprisionar e nem te deixar me aprisionar. Seremos livres, inteiros, que estaremos convivendo, porque gostamos um do outro. Mas se eu tiver que ficar vigiando você, olhando o seu celular para ver se você tá conversando com alguém, já não me serve esse tipo de relação. A gente precisa ter uma relação em que a gente seja espontâneo, natural esteja junto porque quer, né? Não para enganar, não para tirar proveito. Então, no ser consciente, capítulo 5, ela diz: "Tipificando insegurança psicológica e desconfiança sistemática, a presença do ciúme na alma transforma-se em alg implacável do ser. O paciente que lhe tomba nas malhas estertora em suspeitas e verdades que nunca encontram apoio nem reconforto. Atormentado pelo ego dominador. O paciente, quando não consegue asfixiar aquele a quem estima ou ama,
e lhe tomba nas malhas estertora em suspeitas e verdades que nunca encontram apoio nem reconforto. Atormentado pelo ego dominador. O paciente, quando não consegue asfixiar aquele a quem estima ou ama, dominando-lhe a conduta e o pensamento, foge para o ciúme, em cujo campo se omisia, a fim de entregar seus sofrimentos masoquistas que lhe ocultam a imaturidade, a preguiça mental, o desejo de se impor à vítima da sua psicopatologia. Então, a gente faz chantagem, né? Primeiro a gente vê se a gente consegue dominar. Se o outro não se deixa dominar, a gente apela pro ciúme. Tenho certeza que você tem outro. Você é um traidor. Você não presta e a gente apela, né? E o que que é isso? Nada mais do que eu atormentando a mim mesmo. É uma atitude masoquista. Pega o telo. O telo fez isso. Ele tinha tudo para ser feliz com a desdêmona. Mas e a insegurança dele? E o medo? Ah, mas e se ela ela certamente deve estar apaixonada pelo capitão não sei das quantas. Ai, mas ela tá me traindo. Onde já se viu ela me trair? Eu sou o fortão. Aí vai lá e mata a mulher, mata, mata a própria felicidade, mata o próprio amor. Imagina o que que é o nível de tormento e de ego centrado e de querer dominar a ponto de de tirar a vida do outro, porque não quer que o outro tenha experiências próprias. Não, você não vai ficar comigo também não vai ficar com ninguém. Olha, olha onde a gente chega. que nível de doença, é um amor doente, é uma emoção doente. E ela diz então que o ciumento, ainda nesse trecho, o ciumento inseguro dos próprios valores, descarrega a fúria do estágio primitivista, que tá atrasado, em manifestações ridículas, quão perturbadoras, né, e e violentas, né, em que se consome teia incêndios em ocorrências imaginárias, com a mente exacerbada pela suspeita infeliz e envenena-se com os vapores da revolta em que se reboca insanamente. Quantas histórias a gente conhece de tragédias que foram criadas no imaginário de um ciumento, de uma ciumenta. Ela jurou que tinha sentido. Ela inventou um monte de coisa com base
reboca insanamente. Quantas histórias a gente conhece de tragédias que foram criadas no imaginário de um ciumento, de uma ciumenta. Ela jurou que tinha sentido. Ela inventou um monte de coisa com base no conflito que carrega de imaturidade, de infantilidade, de insegurança, de baixa autoestima. Aí cria uma história que aí na sua imaginação, acredita tanto, executa um plano de confronto, de perseguição, de desforro. acaba com a situação do outro, mas acaba com a sua junto, destrói uma possibilidade de ser feliz só porque no seu imaginário o ciúme criou uma história cabulosa que nem existia, né? Hã, agora eu vou lá pro livro O Despertar do Espírito. O Despertar do Espírito, capítulo 5. E ela continua falando disso. Insegurança, síndrome de poder. O outro é meu, ninguém toca nele, senão eu viro bicho, eu viro o leinho que morde a fêmea, se ela olhar pro lado, né? Então, Joana diz: "Por que as suas conquistas permanecem na área do instinto?" Ou seja, cadê a minha razão? Cadê o meu lado ser humano? Não, eu ainda sou Leão Marinho, né? predominam o ressentimento, desconforto moral, a insegurança que se expressa em forma de medo, ciúme, agressividade, a angústia, cólera, a impetuosidade irrefriada, os desejos sensuais descontrolados que estimulam a produção de toxinas que terminam por produzir distúrbios orgânicos de largo porte. Aqui Joana tá falando o seguinte, sabe? No final da história é doença física, porque a gente vai somatizar. Imagina uma mente que fica o tempo todo pensando, imaginando, com raiva, com tristeza, porque o meu marido, porque não sei quem, porque meu irmão, porque minha coisa, porque vão pegar, porque vão roubar. Imagina o nível de descarga de hormônios que eu faço com o meu corpo. Eu vivo assim um dia, dois dias, 5 meses, 1 ano, 5 anos, uma hora conta, vem. E eu estou com cada gota de crise de ciúme imaginário, contaminando, intoxicando o meu organismo e gerando doenças futuras criadas na minha imaginação, insegura e ciumenta. No livro Encontro com a paz e
eu estou com cada gota de crise de ciúme imaginário, contaminando, intoxicando o meu organismo e gerando doenças futuras criadas na minha imaginação, insegura e ciumenta. No livro Encontro com a paz e a saúde, no capítulo oito, nós temos indivíduos imaturos, sempre batendo nessa história, né? imaturos, no entanto, quando não preparados para a progenitura, eh, experimentam ciúme em torno do relacionamento da mãe com filhos ou vice-versa, acreditando que os mesmos vieram roubar-lhe o amor do parceiro. Meu Deus, quando, compreensivelmente esse amor, ao invés de diminuído, mais se enriquece por liberar-se da injunção de direcionado em em relação apenas a uma pessoa. Olha o nível que chega o ciúme. chega no nível de um pai ou de uma mãe ter ciúme do filho com relação ao seu parceiro ou parceira. Olha onde chega, passa por cima do instinto de maternidade, de paternidade, né? E aí começa a disputar com o filho, começa a maltratar o filho porque tá com ciúme, que que amor é esse? É uma dependência do parceiro a ponto de eu de eu desprezar um filho de medo de perder o amor de um parceiro. Precisa de cuidado, precisa de terapia, precisa de médico nessa situação, porque é algo antinatural e sem sem lógica, sem razão. Como é que eu posso? Não posso, não dá para entender que eu continuo amando o meu parceiro, mas eu posso amar também o meu filho. Ou seja, eu não sou capaz de fazer isso e projeto no outro. Eu não sou capaz de amar a minha esposa e o meu o meu filho, o meu marido e o meu filho. Então ela não deve ser também. Ele não deve ser também. Se eu não sou capaz de amar um e o outro, porque o meu amor é é egoísta, é imaturo, eu quero todo mundo para mim, eu acho que ele também não é capaz. Então, cuidado, porque se eu tiver olhando pra relação dos meus filhos e começar a ter ciúme, porque eu acho que minha minha esposa, meu marido gosta mais dele do que de mim, cuidado, porque tá falando mais de você do que dele. Você não é capaz de amar os dois, por isso que você tá desconfiando que o
eu acho que minha minha esposa, meu marido gosta mais dele do que de mim, cuidado, porque tá falando mais de você do que dele. Você não é capaz de amar os dois, por isso que você tá desconfiando que o outro não é. Traga para você, porque isso tá saindo da sua cabeça. Pode ser que esteja na outra, pode ser que o outro sinta realmente isso também. um amor que só é capaz de amar alguém e não é capaz de amar mais que uma pessoa. Mas se isso saiu de mim, isso está em mim, certamente, né? Isso é uma projeção. E por fim, Joana fala no Momentos de Consciência, capítulo 7, desse amor que liberta, desse amor que é incondicional, que não é possessivo, que não tem medo de perder, que não tem medo de ser feliz, porque sabe que é feliz, que liberta o outro, né? Então ela diz: "Enquanto o amor não sente prazer em doar, experiencia o período infantil, caracterizando-se pelo ciúme, insegurança, pelas exigências descabidas, portanto, egocêntrico, impróprio." Quem ama com amadurecimento plenifica-se com a felicidade do ser amado e beneficia-se pelo prazer de amar. Há nele uma compreensão de liberdade que alcança os patamares elevados da renúncia pessoal em favor da ampla movimentação e alegria do ser amado. Fica essa pergunta. O seu amor é esse que doa? É esse que projeta no outro a plenitude que a que de forma amadurecida liberta? Ou é aquele primeiro que a gente estava descrevendo, imaturo, que tem medo de perder e, portanto, tenta possuir o outro ao invés de amá-lo. Vamos pensando, mas semana que vem estamos aqui com vocês novamente, se Deus quiser.
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