T8:E11 • Consciência nos relacionamentos • Trocas ou transações?

Mansão do Caminho 23/04/2025 (há 11 meses) 54:49 4,519 visualizações 694 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 11: Trocas ou transações? Apresentação: Cristiane Beira No décimo primeiro episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, o tema Trocas ou Transações? nos convida a refletir sobre a qualidade das nossas relações. Cristiane Beira analisa, à luz da psicologia espírita, se nos relacionamos por genuína troca afetiva ou por interesses e expectativas inconscientes. » Referências bibliográficas: Jesus e Atualidade, cap. 14 O Homem Integral, cap. 03 Autodescobrimento: uma busca interior, cap. 09 Amor, imbatível amor, caps. 01, 02 e 04 Conflitos Existenciais, cap. 19 Encontro com a paz e a saúde, cap. 04 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #TrocasOuTransações #Autoconhecimento #AmorConsciente #Espiritismo #CrescimentoPessoal

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. de hoje nós vamos falar sobre as trocas e eu fiz esse título proposital meio provocativo, trocas ou transações, porque por mais que a gente saiba e acho que ninguém vai contraargumentar que os relacionamentos são feitos com base em trocas. Nós também precisamos admitir que muitas vezes as trocas que nós temos nos nossos relacionamentos são muito mais parecidas com as transações financeiras e comerciais do que com as trocas gratuitas, espontâneas, naturais que deveriam existir. Então, acho que vale a pena a gente parar hoje para pensar, para rever, para analisar nossos relacionamentos. por esse ponto de vista, com quem temos trocado e o que temos trocado e ainda como temos trocado. Você já parou para pensar o que você troca diariamente nos seus relacionamentos? Essas trocas, elas são conscientes, escolhidas? Você acha que nas suas trocas você leva vantagem? Você leva desvantagem? Você já parou para planejar as trocas que você faz? Nas trocas dos seus relacionamentos? O que é que se troca? Qual o conteúdo? É possível a gente ter um bom relacionamento saudável, harmônico, se a gente não cuidar do teor, da qualidade das trocas que a gente faz. Eu gosto sempre de ir atrás da origem das palavras, porque acho que traz sempre uma oportunidade pra gente entender o conceito, por que que se criou, o que que a humanidade precisou exprimir para criar essa palavra. Porque a origem das palavras é isso. Um dia a gente precisou, enquanto humanidade, a gente precisou exprimir algo que estava dentro de nós. Nós tínhamos necessidade de de explicar, de dizer algo. E aí fomos criando palavras que representassem o estado de alma, a emoção, o pensamento. A gente usa as palavras hoje como se elas sempre tivessem existido, mas se você, se a gente parar para pensar, é tão bonito isso. Por que que um dia a gente decidiu que amor seria a palavra que representaria esse sentimento que é o mais nobre de todos? Imagina, antes de existir a palavra

nte parar para pensar, é tão bonito isso. Por que que um dia a gente decidiu que amor seria a palavra que representaria esse sentimento que é o mais nobre de todos? Imagina, antes de existir a palavra amor, um ser humano sentiu isso e precisou explicar o que ele estava sentindo. E assim cada palavra foi sendo criada. Essa palavra vem tentar dar materialidade a um estado interno do ser humano. E é curioso porque quando eu fui atrás da palavra troca para entender o que quando ela surgiu, o que que a humanidade quis expressar para escolher a palavra troca, eu cheguei a a a à informação que a palavra em si troca, ela tem uma origem desconhecida. a gente não sabe muito bem como que ela surgiu, por que que ela surgiu, para que que ela surgiu, o que que ela queria expressar. Aí, fazendo essa pesquisa sobre troca, a gente chega numa outra palavra que essa sim a gente consegue entender, que é a palavra escambo. Existiu uma época em que o escambo ele ele apareceu na humanidade e ele se alastrou. E de uma maneira simples e superficial, mais para efeito ilustrativo, a gente consegue imaginar. Uma vez as pessoas viviam isoladas, era difícil a troca entre reinos, entre tribos. Essas tribos, esses reinos, eles eram autossuficientes. Eles mesmos se bastavam, produziam tudo ali, se viravam com o que tinham. Existia sim uma movimentação, mas era pouca movimentação, mas de repente a humanidade começou a experimentar essa essa necessidade, esse essa oportunidade de trocar. Então, os mercadores, os viajantes, os andantes que iam de um lugar pro outro, pegava uma pegava algumas coisas, alguns produtos, mercadorias de um lugar, carregavam a sua carruagem e levavam para outro reino. Então, começa a existir uma uma troca, mas era troca de espécies mesmo. Então ele aqui se produzia muito cerâmica e aí ele ia para um outro reino que ninguém nem sabia como se fazia a cerâmica. E aí ele trocava a cerâmica por trigo, porque naquele lugar se produzia muito trigo, se trocavam mercadorias, era esse era o escambo, era

um outro reino que ninguém nem sabia como se fazia a cerâmica. E aí ele trocava a cerâmica por trigo, porque naquele lugar se produzia muito trigo, se trocavam mercadorias, era esse era o escambo, era a troca do que eu tenho bastante por aquilo que você tem bastante. Aí eu dou um pouco do que eu tenho bastante, você me dá um pouco do que você tem bastante e a gente fica com pou. Antes eu tinha muito de uma coisa, agora eu tenho um tanto de duas coisas. de três coisas, de quatro coisas. E a gente foi trocando, trocando, trocando de forma que cada ser humano podia ter um pouco de tudo que ele quisesse. E aí as trocas foram ficando mais difíceis, porque ficava difícil de eu vou levar trigo para onde eu for, mas se eu quiser trocar por uma coisa muito cara, como é que eu vou carregar um caminhão de trigo? Aí surge depois a moeda, que é esse elemento comum. E aí a moeda, o dinheiro representava um valor e aí eu carregava um dinheiro que era menor, o volume dele e eu poderia trocar por qualquer coisa. E aí a gente inaugura esse sistema financeiro, mas antes desse sistema financeiro, as trocas eram em espécie mesmo, em produtos, em mercadorias, em serviços. Eu sei fazer uma coisa, você sabe fazer outra coisa. Então eu eu ajudo você fazendo isso que você não sabe e você me ajuda fazendo aquilo que eu não sei. Então a gente trocava. Esse era o escambo. E aí trazendo pro lado afetivo, a gente pode imaginar as trocas eh de bens que não são materiais. Uma coisa é eu trocar o alimento, eu trocar o serviço, eu trocar um produto. Mas quando nós mergulhamos no mundo de dentro e a gente sabe que continua existindo trocas, quais são as trocas? A gente poderia perguntar, quais são as trocas que existem e que não são materiais, que não são concretas? Então eu pensei, a gente costuma dizer troca de interesse, então eu tô com interesse numa coisa e eu tô sabendo que você tem interesse em outra. Mas essa troca de interesses parece um pouco ilícita. A gente usa essa expressão quando a gente

roca de interesse, então eu tô com interesse numa coisa e eu tô sabendo que você tem interesse em outra. Mas essa troca de interesses parece um pouco ilícita. A gente usa essa expressão quando a gente quer dizer que tem algo e eh escondido, algo meio que como manipulação. Ah, é uma troca de interesses. Eu deixei você passar na frente, na fila, onde eu cuido, em troca de você ter me colocado para ser beneficiado naquele sistema, não sei das quantas. Então, a gente costuma usar muito isso para descrever muitas vezes a os atos, as ações eh em que envolvem corrupção. A gente fala muito sobre troca de interesses. A gente fala muito de troca de interesses nesse mundo político. Fulano votou não sei paraas quantas porque assim ele ganhou não sei o quê, favoreceu não sei quem para ele junto com não sei o quê. Então a gente vê essa troca de interesse sempre desse jeito meio nebuloso, não muito ético, não muito claro, sempre querendo tirar interesse, um de um lado, outro do outro. Então são trocas que a gente faz entre os seres humanos, não são de bens propriamente, mas é de interesse. Eu tenho interesse numa coisa, tenho interesse numa outra, eu te facilito aqui, você me facilita aqui. Quer ver outra expressão que a gente usa a palavra troca? Quando a gente fala de troca de experiência, essa já é uma troca que parece pra gente que é mais saudável. Quando eu falo: "Ah, eu troquei, vamos trocar experiência, parece que é um convite para eu te ensino e você me ensina. Eu faço você crescer, você me faz crescer. Eu faço você aprender coisas que você não sabe e você faz eu aprender coisas que eu não sei." Então, outra expressão envolvendo trocas que a gente usa bastante é essa, trocas de experiência. Trocas de interesse me parece uma coisa que eu vou sair ganhando, mas eu vou sair ganhando de uma de um jeito meio ilícito. Trocas de experiência já me parece uma coisa bem boa. Parece que a gente vai facilitar a vida uns dos outros, mas de uma maneira clara, transparente e ética. Outra expressão que a gente

meio ilícito. Trocas de experiência já me parece uma coisa bem boa. Parece que a gente vai facilitar a vida uns dos outros, mas de uma maneira clara, transparente e ética. Outra expressão que a gente costuma usar bastante é troca de ideias. Também a gente gosta muito de fazer essa troca de ideias porque a gente se beneficia. Eu enxergo de um ponto de vista, o meu colega enxerga de outro ponto de vista. Vamos trocar ideias. Eu falo para você o que eu vejo. Você fala o que você vê. Aí a gente amplia o ponto, o campo de visão. Eu passo a ver o que eu não estava vendo e vice-versa. A gente aprende mais. As decisões são mais acertadas porque a gente trocou experiências, a gente trocou ideias. Então, a gente sabe mais do que a gente sabia antes. Então, troca de ideias também parece uma coisa que nos faz bem, parece uma dinâmica que nos que nos interessa no sentido de nos ajudar. E por fim, uma outra troca que eu lembrei são as trocas afetivas, que é o que nos interessa aqui. E aí eu me lembrei de uma frase que a gente usa tanto e é tão bonita de Antoan de Santes o Perry, o autor do Pequeno Príncipe. E nas palavras do Pequeno Príncipe tem essa frase que diz: "Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. É o jeito poético que esse autor escolheu para nos falar a respeito dessas trocas afetivas. Sempre que alguém passa por nossa vida, sempre que alguém se relaciona com a gente, ele nunca vai embora só. E ele nunca me deixa só. Ele sempre deixa um pouco de si em mim. e leva um pouco de mim e nele. Então, sempre existe essa essa troca, essa troca afetiva. Mesmo que a pessoa tenha passado por minha vida e que eu nunca mais a veja, certamente ela deixou um pouco de si, levou um pouco de nós. Então, parece que Deus escolheu a forma das da humanidade evoluir é por meio de trocas, tanto no ambiente material, porque hoje nós temos nossa vida facilitada, porque nós não precisamos fazer tudo o que a gente precisa no dia. Eu não preciso costurar

nidade evoluir é por meio de trocas, tanto no ambiente material, porque hoje nós temos nossa vida facilitada, porque nós não precisamos fazer tudo o que a gente precisa no dia. Eu não preciso costurar minha roupa, eu não preciso curar a minha ferida. Eu não preciso construir a minha casa. Eu não preciso eh fabricar o meu carro porque tem pessoas que fazem isso e trocam comigo. O pedreiro construiu minha casa em troca de um dinheiro para ele ir trocar com outras coisas. O fabricante do automóvel construiu para mim o automóvel. Não precisei construir o automóvel. O ônibus onde eu ando. Eles construíram. Eu não precisei curar a minha ferida porque tem um médico que estudou para isso. Não preciso eu entender de como faz para curar uma doença. E por aí vai. Cada pessoa vai se especializando, vai desenvolvendo um talento e a gente consegue fazer esse essa grande troca entre os seres humanos de modo que eu possa ter tantas coisas no meu dia que eu jamais teria se eu tivesse que fazer tudo sozinha. Percebe então que as trocas elas são sim fundamento, base no plano divino para fazer a gente crescer, evoluir. A humanidade se desenvolveu com base nas trocas. Como é que o homem conseguiu ir pra Lua? Ele conseguiu ir pra lua porque enquanto ele ficava lá fazendo um cálculo matemático, tinha alguém fazendo a comida para ele, tinha alguém limpando a sala onde ele estava, tinha alguém fabricando a roupa que ele vestia, tinha alguém fazendo remédio pra hora que ele tivesse doente. Se ele tivesse que cuidar de tudo isso, ele não ia ter como ficar sentado pensando numa equação matemática difícil de ser entendida para descobrir como faz para criar um aparelho de tomógrafo, para descobrir a cura para tantas doenças. A gente só poôde se expandir em termos de tecnologia, de conhecimento por conta das trocas. Então, quando nós falamos de relacionamento, é base a gente pensar sobre as trocas que eles compreendem. No entanto, a gente não pensa. Duvido muito que debate pronto, ao perguntar para

ta das trocas. Então, quando nós falamos de relacionamento, é base a gente pensar sobre as trocas que eles compreendem. No entanto, a gente não pensa. Duvido muito que debate pronto, ao perguntar para vocês quais são as trocas que você faz todo dia com seu marido, com sua esposa, com seu colega, dificilmente isso tá pronto, como se a gente te falasse assim: "Ah, eu penso sempre nisso, eu sei decor essa resposta. Não, eu tenho super consciência dessas trocas. Afinal de contas, eu reflito muito sobre isso no meu dia a dia. Eu já sei. Não, a gente tá trocas, não. Eu sei que eu troco, mas não sei bem qual que são. Pera aí, deixa eu pensar. Me dá um tempo. Então, preciso. O nosso convite paraa nossa aula de hoje é esse. É um convite para que a gente traga mais consciência, porque troca nós estamos fazendo. É o que a gente tá tentando dizer. Não tem como viver em humanidade. É plano divino. O plano divino foi feito com base nas trocas. Não tem como eu viver uma vida em sociedade dizendo: "Não vou trocar nada com ninguém. Vai morrer. Vai morrer. Porque a hora que você precisar de um médico, de um remédio, que você vai fazer? A hora que você precisar de uma casa, como é que você vai fazer para construir? A hora que você precisar, enfim, de um emprego, de qualquer coisa, a gente precisa uns dos outros. As trocas são fundamento, então preciso que a gente tenha consciência de quais são as trocas que a gente tem feito. Então Joana deângeles começa nosso estudo de hoje falando sobre essas permutas lá no livro Jesus e Atualidade, no capítulo 14, Joana diz: "A vida é feita de intercâmbios, de trocas e permutas. Se dá a quem tem e se tira de quem não tem. daquele que é avaro e nunca reparte o excesso, que para ele não é nada, no entanto, para os demais é tudo. Olha que bonito essa essa construção tão tão simples e tão complexa de Joana ao mesmo tempo, né? Porque ela só explicou uma coisa que a gente sabe que existe, mas é tão profundo. E e ela fez isso com base num trecho do Evangelho que fala: "Se dá

simples e tão complexa de Joana ao mesmo tempo, né? Porque ela só explicou uma coisa que a gente sabe que existe, mas é tão profundo. E e ela fez isso com base num trecho do Evangelho que fala: "Se dá aquele que tem e se tira daquele que não tem." E às vezes isso parece estranho, uma estranha moral. Como assim que vai dar para quem já tem? Deus dá para quem tem e tira do quem não tem. Veja que até nas leis divinas existe essa permuta, essa troca. significa o seguinte, que a gente vai fazer troca e quanto mais eu dou, mais eu gero de movimento na vida, mais eu recebo, porque é uma lei de causa e efeito. Agora, quanto menos eu quero trocar, menos eu recebo, menos eu tenho. Se eu sou uma pessoa egoísta que fala: "Eu vou ficar trancada dentro da minha casa, eu não vou trocar nada com ninguém. Eu não vou dar nada para ninguém, eu não vou dar um uma semente do que eu tenho, eu não vou dar uma palavra do que do que eu sei, eu não vou dar nada para ninguém, ok? Você vai ficar o quê? Miserável, porque você não está aberta para as trocas. Você vai ficar fechada. Não dou nada para ninguém. Por consequência não recebo. Não recebo nada de ninguém porque fiquei isolada. Ninguém me acessa, não quero compartilhar, não quero trocar, não quero colaborar, não quero cooperar. Então o que que Joana começa dizendo? Joana começa dizendo que nossa vida é feita com base nessas permutas, nesses intercâmbios, nessas trocas. Precisa então que a gente tenha consciência de quais elas são. Precisa então que a gente escolha bem quais trocas nós queremos fazer. Porque como a gente vive muito no automático, como a gente vive muito no inconsciente, é fato que muitas vezes nós vamos estar trocando coisas que a gente nem sabe e a gente nem queria. E a gente troca porque alguém provocou e a gente entrou na onda. Por exemplo, alguém, eu estou dirigindo meu carro, alguém me faz uma ofensa do lado de fora. Ele tá me convidando para uma troca. Quer trocar ofensas comigo? Eu posso escolher se eu quero trocar ou

a. Por exemplo, alguém, eu estou dirigindo meu carro, alguém me faz uma ofensa do lado de fora. Ele tá me convidando para uma troca. Quer trocar ofensas comigo? Eu posso escolher se eu quero trocar ou não. Talvez se eu tivesse consciente naquele momento, se eu tivesse ciente de mim, eu olharia para ele e falaria: "Não vale a pena. Eu tô tô bem aqui. Eu tô tranquila aqui. Para que que eu vou entrar num estado alterado com nervoso, com raiva? Eu não sei quem é essa pessoa. Eu não sei o que ele tem na mente, eu não sei do que ele é capaz. Eu não vou me dar bem nessa troca. Que que eu ganho entrando numa troca de uma briga? Então, se eu tiver consciência, talvez eu fale: "Ai, pode xingar o que você quiser, o problema tá com você. Eu vou olhar para outro lado e vou seguir minha vida". O problema é que a gente está muitas vezes inconsciente no piloto automático. Alguém me ofendeu, ah, mas nem penso. De uma forma reativa, eu já começo a xingar também. Pronto, já estou fazendo uma troca que conscientemente talvez eu escolhesse não fazer, mas como eu vivo muito inconsciente no piloto automático, eu vivo fazendo trocas que eu não queria. Quer ver outra situação que a gente costuma fazer trocas sem ter pensado? Se alguém fala assim para mim: "Cris, vamos comigo naquela festa? Eu não gosto de festa. Eu prefiro ficar sozinha. Eu tenho um monte de coisa para fazer em casa. Eu tenho, eu queria, na verdade, visitar meus pais que faz tempo que eu não vejo. Eu tenho um monte de coisas que eu queria fazer, mas eu não sei falar não. Não sei falar não. Eu vou no automático. Se eu tivesse parado, raciocinado, pensado, refletido, se eu tivesse consciente, eu diria: "Muito obrigado pela troca que você tá me propondo, né? Muito obrigado por essa experiência que você tá me convidando, né? Você me faz um convite, eu aceito o convite, você vai na festa, vai me levar na festa". Muito obrigado, mas eu tenho outras coisas para fazer. Eu digo não, mas como eu não sei falar não, eu vivo aceitando

me faz um convite, eu aceito o convite, você vai na festa, vai me levar na festa". Muito obrigado, mas eu tenho outras coisas para fazer. Eu digo não, mas como eu não sei falar não, eu vivo aceitando as trocas. Cris, que que troca que essa pessoa tá me falando? Cris, você quer trocar a oportunidade de ficar resolvendo seus problemas? Você quer trocar a oportunidade de visitar seus pais? Você quer trocar a oportunidade de descansar para ir numa festa comigo? É uma troca que ela tá propondo. Que que você quer, Cris? trocar comigo. Você quer trocar esses descansos, visita aos pais, os problemas que você precisa resolver. Quer trocar isso para ir para uma festa? Eu falo: "Quero." Aí eu deixo para trás o que era prioridade para mim. Era prioridade para mim resolver meus problemas, descansar, que eu tô cansada, visitar meus pais. Eu deixo o que era mais importante para mim, porque eu não sei falar não. Então eu troquei, eu fiz uma troca que foi provocada. Então, se a gente ficar pensando o dia inteiro, a gente é convidado a trocas e muitas delas a gente não faria se a gente tivesse mais consciente, mas a gente aceita. A gente não sabe falar não, a gente tem segundas intenções, a gente faz para depois cobrar e a gente vai trocando e depois a gente fica com raiva. Por que que eu fui? Por que que eu falei? Eu, a pessoa me provocou, eu aceitei. Por que que eu aceitei? A gente vive fazendo interações porque as trocas são interações que a gente não faria se a gente tivesse mais consciente, mas como a gente anda tudo no piloto automático, vai do jeito que vai, a gente anda fazendo trocas que não são interessantes pra gente. A gente vive fazendo maus negócios. Tem um outro trecho de Joana. Agora eu fui lá pro homem integral e a gente começa a pensar agora, eh, eu trouxe vários pontos de como as trocas se manifestam. Então, por exemplo, uma troca que é comum de acontecer é uma troca que a gente vai falar de coisas de dentro usando coisas de fora. Por exemplo, ã, ai, eu vou comprar esse presente pro

se manifestam. Então, por exemplo, uma troca que é comum de acontecer é uma troca que a gente vai falar de coisas de dentro usando coisas de fora. Por exemplo, ã, ai, eu vou comprar esse presente pro meu filho. Lá no fundo eu quero que ele goste de mim. Então, lá no fundo, eu estou indo atrás de afeto, eu estou indo atrás de tesouro do mundo de dentro. Para conseguir que meu filho goste de mim, eu dou uma coisa para ele. Eu dou algo do mundo de fora. Não é uma troca que funciona. Não é uma troca que funciona. Se eu tenho necessidades internas, eu devo ir atrás de trocas que falam comigo internamente. Só que Joana diz aqui no homem integral capítulo 3, que muitas vezes a gente cresceu numa casa em que não ajudou a gente a entender como as trocas funcionam. e trocou amor por coisas materiais. Ela diz: "Ainda dominado pelo egocentrismo da infância de que não se libertou, pensa que o mundo existe para que ele o desfrute e as pessoas a fim de que o sirvam, disputando e tomando a força o que supõe pertencer-lhe por direito ancestral". Então, é isso que eu tava tentando dizer. Muitas vezes a gente como adulto reproduz o que fazia quando criança. Então, se quando criança eu aprontasse alguma coisa, minha mãe me tirava coisas, quando eu fazia coisas, quando eu era bonzinho, minha mãe me dava coisas, eu vou pra fase adulta achando que a gente tem que fazer trocas de fora. Então, minha esposa está bonitinha, ela ganha um presentinho. Vou dar uma joia. A minha esposa tá chata, tá na TPM, seja lá o que for, eu tiro a chance, eu tiro o carro, eu tiro o jantar. Não parece coisa de criança? E é a gente enquanto adulto reproduzindo comportamentos infantis, porque lá em casa era assim que funcionava. Quando eu me comportava bem, eu ganhava prêmio. Quando eu me comportava mal, eu ganhava castigo. E a gente continua fazendo esse tipo de troca. É muito questionado na educação a história do da premiação e dos castigos. Existe uma metodologia comportamental que funciona, mas ela ela é tên a diferença entre uma coisa e

zendo esse tipo de troca. É muito questionado na educação a história do da premiação e dos castigos. Existe uma metodologia comportamental que funciona, mas ela ela é tên a diferença entre uma coisa e outra. A gente mostrar pras crianças que existe lei de causa e efeito. A gente mostrar pras crianças que quando ela estuda ela tira nota boa, então, portanto, ela cresce. Isso é ensinar que a vida funciona assim: plantou, colheu. Mas dependendo da forma como eu faço, a criança pode entender que não tem relação uma coisa com a outra. Eu estudei e ganhei um carrinho. Por que que eu estudei e ganhei um carrinho? Eu estudei e ganhei conhecimento. Eu estudei e ganhei um elogio do meu pai dizendo que ele que ele valoriza a minha disciplina. Só que a gente mistura as estações, né? Então a gente mistura. A criança fez uma coisa e ganha. Por isso que eu te falo, cuidado com o tipo de premiação, porque senão você não tá fazendo um bem pro seu filho. Você tá mostrando para ele que quando ele for comprometido, honesto, ético, disciplinado, ele tem que ganhar prêmios. Não, não é assim a vida. Ele ganha a consequência da da disciplina. Se você foi para para pro seu trabalho, não faltou, foi comprometido, eh desempenhou bem seu papel, você não vai ganhar uma premiação extra, você vai ganhar o seu salário, você vai ganhar a segurança de continuar empregado, você vai ganhar um lugar de apoio que quando você precisar realmente de alguma coisa, você vai ter um núcleo ali que vai te ajudar, provavelmente porque criou-se um vínculo. A gente precisa explicar que essa relação ela não é, ela é de causa e efeito, de plantar e colher. Só que a gente acha isso. Então depois a gente vai pro adulto e fala: "E aí, cadê o meu brinde? Porque eu fui bem comportado". Ué, e aí porque foi bem comportado, você vai ganhar coisas? Veja que que pensamento materialista. Que bom. você foi bem comportado, significa que você se disciplinou, que você se desenvolveu em termos de autorregulação, que você foi capaz de friar desejos, tá?

Veja que que pensamento materialista. Que bom. você foi bem comportado, significa que você se disciplinou, que você se desenvolveu em termos de autorregulação, que você foi capaz de friar desejos, tá? Tá amadurecendo, esse é o seu benefício, essa isso que você vai colher, né? Então, a gente costuma falar, dissocia essa história de dar presentes. O presente quando você vai dar pra criança até ele tem que vir num símbolo que é para ele. Filho, eu vi isso, achei bonito, eu quis comprar para você. Agora eu não vou te dar presente se você me obedecer, porque parece que eu tô negociando. É isso que entra tal da transação. É troca ou é transação? Filho fica bem comportado, ganha brinquedinho. Que isso, filho? Fica bem comportado. Porque o bem comportado significa que você tá fazendo eh você tá desenvolvendo disciplina. O bem comportado significa que você tá conseguindo se regular. Isso vai ser bom para você no seu futuro. O bem comportado significa que você não tá atrapalhando outras pessoas que estão com você. O bem comportado significa que você tá respeitando o que o papai e a mamãe pediu. E esse é o benefício que você tá tendo de ser bem comportado. Você não vira uma transação, fica quieto para ganhar aquilo, fecha a boca, senão não vai ter celular, né? Então, muito cuidado com o que a gente faz na educação, porque a gente pode estar condicionando para lá na frente achar que os relacionamentos têm que vir com o caixa dois, né? Nós estamos aqui, marido, mulher, mas tem um caixa dois. Que que eu vou ganhar de presente ali, marido? Que que eu vou ganhar, esposa, se eu for bom para você? Como é que que eu que que você vai me dar em troca? Veja, me dar em troca nesse sentido de pagamento. Esse é essa é a troca que a gente precisa tomar muito cuidado, muito cuidado, porque o afeto não deve ser baseado nesse tipo de troca. Qual outro ponto que a gente fala quando a gente fala em troca? A gente fala, por exemplo, de uma troca que parece que é um saco sem fundo, que você troca, mas no sentido de você dá e você

o de troca. Qual outro ponto que a gente fala quando a gente fala em troca? A gente fala, por exemplo, de uma troca que parece que é um saco sem fundo, que você troca, mas no sentido de você dá e você dá e você dá. E a pessoa parece que tem um saco sem fundo que vai embora. E não importa quanto você tenha dado, é insuficiente para as expectativas. Esse é um outro ponto das trocas que precisa ser olhado. E aí, no seu relacionamento, você é daquelas pessoas que, não importa o que o outro faça, nunca é suficiente. Você está nesse relacionamento em que a troca é desigual? Ele tem que fazer muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, porque para mim parece que é sempre pouco ou vice-versa. As trocas elas precisam ter um balanço. É uma é uma balança. Então eu recebi, recebi, recebi, eu dei, dei, dei. E aí essa balança vai ficando equilibrada. Mas se eu sou o tipo saco sem fundo, eu recebo, recebo, recebo, recebo, recebo, a balança tomba, não funciona, não harmoniza. Então, Joana de Angeles, no livro Autodescobrimento, uma busca interior, capítulo 9, diz: "No casos, há a atitude egocêntrica que remanece da infância e não alcançou a maturidade psicológica na vida adulta, sentindo-se o ser desconsiderado, desamparado, sem chances de triunfar. O cansaço decorrente de tentativas malogradas de autoafirmação, de empreendimentos perdidos, o desamor em razão de haver aplicado mau sentimento, como troca de interesses ou vigência de paixões, o abandono de si mesmo pela falta de autoestima. Para esse tipo psicológico, é mais fácil entregar-se a indiferença numa postura fria de inimigo de todos que lutar contra as causas desse comportamento. Então, eu não sou amado, eu não mereço. As pessoas estão se aproximando de mim deve ter algum interesse, não deve ser de graça. Ah, para eu conseguir entrar num relacionamento, eu tenho que fazer algum tipo de troca, de interesse. Eu tenho que dar alguma coisa que interessa para outro. Ele não vai me amar pelo que eu sou. Ele vai me amar pelo que eu tenho a oferecer. Que triste

tenho que fazer algum tipo de troca, de interesse. Eu tenho que dar alguma coisa que interessa para outro. Ele não vai me amar pelo que eu sou. Ele vai me amar pelo que eu tenho a oferecer. Que triste isso. Que triste. Faça essa pergunta. Outro dia eu fiz isso com uma amiga. Se o meu netinho, por exemplo, que é a paixão da minha vida nesse momento dessa descoberta de uma vida nova, se o meu netinho chega para mim e fala assim: "Vovó, ele ainda não fala, né? Mas se ele falasse: "Vovó, que que eu preciso fazer para você me amar?" Qual seria a minha resposta, gente? Nada. Eu te amo. Ponto final. Se eu entrar num relacionamento achando que eu tenho que fazer alguma coisa para receber, eu estou nas transações. Eu não tô nas trocas afetivas. Se passar pela minha cabeça que eu preciso oferecer algo para receber algo, para merecer algo, se passar pela minha cabeça que eu preciso ter, ai, mas aí ele, se eu não for assim, ele não vai gostar de mim. Se eu não fizer isso para ele, ele não vai gostar de mim. Se eu não der aquilo para ele, não vai gostar de mim. Se eu não colaborar com isso, se eu não aceitar aquilo, isso é transação, gente. Isso não é troca. A troca afetiva, ela é espontânea. Eu ofereço o que me sobra. Eu ofereço o que eu tenho condição, eu ofereço aquilo que eu tenho para dar. Agora, se o outro começa a fazer exigências, exigir de mim algo que me causa sofrimento, exigir de mim algo que me causa ansiedade, exigir de mim algo que me faz sentir violentada, isso não é, isso não é relacionamento, isso é relação abusiva. Então, as trocas elas são naturais e eu ofereço aquilo que é flui. Se passar pela minha cabeça, ai mas eu não queria ir lá. Ai, mas se eu não for? Nossa, se ele daí ele não vai mais querer ficar comigo, então acho que eu vou. Pera aí. Então você tá fazendo transação. Você tem lá uma conta bancária, crédito, débito. Eu levei o lixo três vezes nessa semana, então meu marido tem que estender a roupa quatro vezes por semana. Não que a gente não possa fazer separação de tarefas. deve

conta bancária, crédito, débito. Eu levei o lixo três vezes nessa semana, então meu marido tem que estender a roupa quatro vezes por semana. Não que a gente não possa fazer separação de tarefas. deve fazer separação de tarefas em casa, mas não trazer isso para dentro do relacionamento. Ah, você não gosta de mim porque senão Então o a troca ela deveria, em tese, ser tão natural que a gente acaba dando e recebendo, dando e recebendo, dando e recebendo sem perceber. É leve. Quando eu começo a fazer contas para saber quantas coisas eu dei, quantas eu recebi, tem desarmonia. Tem que parar tudo e tem que ter uma conversa franca. Querido, vou falar para você que eu tenho uma sensação de que sou só eu que dou. Sou eu que cuido disso, sou eu que ajusto aquilo. Sou eu que preparo isso para você. Sou eu que te recebo em casa. Sou eu que me preocupo. Só sou eu. Não, não estou me sentindo cuidada. E ele vai ter a chance de de duas uma, ou ele vai acordar e falar: "Nossa, eu não tinha percebido isso. Estava acomodado. Me perdoe. Acordei, a partir de agora sou outro". Ou ele pode falar para mim: "Não, eu acho que você tá enxergando o seu lado. Deixa eu contar para você uma coisa. Eu é que faço isso, eu que cuido daquilo, eu que me preocupo com aquele outro. Eu falo: "Nossa, eu não tinha visto isso aí". Pronto, a gente se entendeu. Precisa da conversa. Agora, se eu for nessa conversa e a pessoa falar assim para mim: "Ah, não, não quero saber, eu sou assim mesmo. Então ele tá dizendo para mim assim: "Não tô pronto para fazer trocas, eu quero só receber". Aí eu escolho se eu quero ficar com ele ou não. Então a conversa precisa vir pra gente contar do nosso lado. Olha, eu tenho bastante dado bastante isso, tô sentindo falta daquilo, tudo bem eu dizer. E o outro lado vai contraargumentar. Querida, não tô dando conta. Me perdoa, mas isso que você tá esperando hoje, eu não vou ser capaz. Porque nesse momento tudo a gente consegue se entender. Se a gente conversar, negociar, se ajustar. Senão

ida, não tô dando conta. Me perdoa, mas isso que você tá esperando hoje, eu não vou ser capaz. Porque nesse momento tudo a gente consegue se entender. Se a gente conversar, negociar, se ajustar. Senão fica essa história de que a mereço ser amada, então eu me sujeito a qualquer coisa porque afinal de p contas, graças a Deus que ele quer ficar comigo. Então o que que não tem muito problema se eu, ah, eu apanhei um pouquinho, mas pelo menos ele quer ficar comigo. Ah, ele não liga para mim, ele esquece de que, mas pelo menos ele não quer se separar de mim. Que troca é essa? Tá valendo a pena essa troca? Será que se eu puser na balança eu vou conseguir justificar para mim que ainda vale a pena eu manter essa situação? Não estou levando ninguém a pensar em separação. Sou sou contra a separação em até a última última instância. Eu estou convidando, ah, vamos falar sobre o assunto, vamos trazer pra mesa, vamos procurar uma terapia, vamos falar para ele o que a gente sente, vamos pedir para ele o que a gente precisa, não aceitar comodamente falando, né? Quando a gente fala também sobre troca, a gente vai falar sobre trocas, eh, trocas disfuncionais. A gente vai falar do saco sem fundo, mas a gente vai falar também das chantagens afetivas, trocas na base da chantagem, da ameaça, da barganha. É uma imagem equivocada do relacionamento, né? É mais a história da transação bancária. Eu vou negociar aqui para ver se eu ganho vantagem, se eu tiro uma lasquinha, se eu saio ganhando, aí eu ameaço, eu chantajeio, né? Então, Joana deângeles, no livro, ainda no livro autodescobrimento, eh, uma busca interior, capítulo 9, ela diz: "São comuns nesse período as ameaças e as chantagens afetivas. Se você não se alimentar ou não dormir ou não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você. Ou o bicho papão lhe pega, etc. A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor e de ser devorada pelo bicho papão, né? perturbando essa afetividade, a sua afetividade, que entorpece a

ão lhe pega, etc. A criança, incapaz de digerir a informação, passa a ter medo de perder o amor e de ser devorada pelo bicho papão, né? perturbando essa afetividade, a sua afetividade, que entorpece a naturalidade no seu processo de amadurecimento, tornando o adolescente inseguro e um adulto que não se sente credor de carinho, de respeito, de consideração. A deformação leva-o a barganhas sentimentais, conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando sua a sua personalidade, procura agradar o outro, diminuindo-se, super valorizando o afeto que recebe. A pessoa é e deve ser amada assim como é. Então, a essa é a história. Eh, eh, eu não preciso me sujeitar a qualquer coisa. passar por cima de princípios, a aceitar coisas que me deixam desconfortáveis, que me fazem sentir mal para em troca disso continuar recebendo o afeto. Isso não é uma troca afetiva, isso é uma transação bancária, isso não é um bom negócio, isso não vai fazer a gente feliz, não vai trazer um um relacionamento perene. Vai chegar uma hora que alguém vai surtar, vai adoecer, isso não funciona. Então, cuidado, porque se quando eu era criança tinha muito essa ameaça, se você se comportar mal, o papai não vai mais gostar de você. Certamente eu tenho uma crença disfuncional que diz: "Eu preciso ser boazinha para ser amada". E ser boazinha significa adular, bajular, aceitar o que eu não quero, me sujeitar ao que o outro pede. Eu viro um capacho, mas pelo menos ele tá pisando em mim. Não, não, eu mereço ser amada independente de quem eu sou. Não quer dizer que eu vou ficar sendo um carrasco e outro que se vire para me amar. Não é isso. Eu mereço ser amada enquanto eu estou me me vigiando, me autoconhecendo, me modificando, me me e evoluindo. Mas eu não preciso fazer tal coisa. Eu não tenho que preencher um catálogo para ser amada, né? as pessoas, a gente ama as pessoas e a gente não sabe nem explicar porque ama. E às vezes a gente fala, mas olha aquele casal, como é que pode, né? Às vezes a gente fala, como é que ele

ser amada, né? as pessoas, a gente ama as pessoas e a gente não sabe nem explicar porque ama. E às vezes a gente fala, mas olha aquele casal, como é que pode, né? Às vezes a gente fala, como é que ele aguenta ela? Como é que ela aguenta ele? Pois é, não se não é explicável. O amor não se explica, né? O amor tem razões que a própria razão desconhece. Não sei explicar. Eu sinto. Então eu mereço ser amada do jeito que eu sou. Lógico que eu vou me esforçando. Não tô dizendo que tem que aguentar o outro. Mas não justifica o amor nada. O amor se justifica a si mesmo. Outra coisa que a gente fala quando fala de trocas é o nível da troca. Estou fazendo trocas superficiais. Eu estou me aprofundando nas trocas porque o bom relacionamento ele deve caminhar para trocas mais profundas. A gente começa trocando coisas mais superficiais. A gente vai trocando eh eh histórias da vida. Quando a gente, acabei de conhecer alguém, que que eu vou trocar? Eu vou trocar coisas de fora, quem você é, como você chama, onde você mora, vou trocando informações, dados, né? O que que você fez da vida, você já se relacionou antes? O que que você gosta? Eu vou trocando dados para eu saber quem é. Depois eu começo a trocar contato, afetivo, beijo, né? aproximação, carinho e vai evoluindo. Chega num no lugar em que a gente vai trocar, puxa vida, lições de vida, a gente vai trocar pontos de vista, a gente vai trocar eh empatia, a gente vai trocar sentido existencial, a gente conhece o outro pelo olhar. Então as trocas elas vão se aprofundando. Cuidado pra gente não achar que as trocas profundas dão muito trabalho. É mais gostoso ficar na casquinha e a gente passa uma vida inteira só trocando beijinho, esfregando um no outro. Aí começa a aprofundar, não quero mais, dá muito trabalho. Vou pegar uma próxima, vou pegar um próximo. Porque é muito desperdício da vida, porque a gente cresce e evolui quando a gente aprofunda as trocas. ficar trocando só coisinha de persona, de máscara, né, de de coisinhas gostosinhas, de beijinho e

Porque é muito desperdício da vida, porque a gente cresce e evolui quando a gente aprofunda as trocas. ficar trocando só coisinha de persona, de máscara, né, de de coisinhas gostosinhas, de beijinho e relacionamento eh eh sexual, ficar só nesse âmbito de de sensorial, não é sexual, é sensorial. E isso não é uma boa escolha para quem quer evoluir na Terra. Então, no livro Amor imbatível amor, logo no capítulo 1, Joana diz: "O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas negociam o prazer que domina, que denominam como amor, ou impõe-se em ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências que sempre resultam em fracasso. Então, não dá para eu impor que o outro me ame. E eu também não devo achar que amor é negociar prazer, né? amor é é ficar só nessa instância do prazer sensorial. Então, cuidado, porque isso não é uma boa troca. Eu exigir que o outro me ame e eu aceitar ficar num relacionamento que é só sensorial são trocas que não vão gerar um um relacionamento bom, né, saudável. Ainda nessa história de que não mereço ser amada, eu sou um erro, ninguém vai gostar de mim, eu preciso fazer um monte de coisa pro outro para ele querer ficar comigo. ainda nessa linha que é uma crença disfuncional e e e precisa ser quebrada, precisa ser combatida, né? Joana de Angeles no livro eh ainda no livro Amor imbatível Amor, mas agora no capítulo 4ro, ela diz: "A criança mal amada, que padece violências físicas e psicológicas vê o mundo e as pessoas através de uma ótica distorcida, a crença disfuncional. As suas imagens estão focadas de maneira incorreta e, como consequência, causam-lhe pavor. Ademais, os comportamentos agressivos daqueles que lhe partilharam a convivência, atemorizando-a mediante ameaças de punições com seres perversos, animais, castigos de qualquer natureza, fazem-na fugir para lugares e situações vechatórios, nos quais o recolhimento não oferece qualquer mecanismo de

ediante ameaças de punições com seres perversos, animais, castigos de qualquer natureza, fazem-na fugir para lugares e situações vechatórios, nos quais o recolhimento não oferece qualquer mecanismo de defesa, deixando abandonada. Essa sensação a acompanhará por largo período, senão por toda a existência, perturbando-lhe a conduta insegura e assinalada por culpas sem sentido, que levarão que a levarão à permanente desconsideração por si mesma, pela ausência de autoestima, por incessantes arrependimentos. Então, a pessoa ela vai ter essa sensação que vai acompanhar ela pra vida inteira. que é uma sensação de insegurança e de abandono. Ninguém me ama, não tem como as pessoas me amarem. Para que que as pessoas vão me amar? O que que eu tenho para oferecer? Eu não valho nada. Que interesse as pessoas podem ter em mim? Que recursos, que talentos, que bens eu tenho para dar? Eu não sou nada. Essa pessoa que se enxerga desse tamanhinho, ela vai olhar pro mundo e qualquer coisa para ela vai ser lucro. Porque se ela tá olhando que ela não tem nada, se alguém oferecer uma água suja, ela aceita. Então ela precisa investir em autoconhecimento para se valorizar. Todo ser humano tem valor. Se eu olho para mim e enxergo o meu valor, que não quer dizer que eu preciso ser grande em nada, precisa saber assim, eu sou um ser humano, as experiências que eu tive de vida, as coisas que eu penso, os sonhos que eu tenho, os sentimentos que eu já senti. Nossa, tudo isso já me fez tão especial, não tem outra pessoa igual a mim. Então, eu já sou alguém digna de ser amada. Vem me conhecer, vai valer a pena. Eu vou te contar das coisas que eu vivi, das coisas que eu senti, das coisas que eu aprendi. Olha quanta coisa, não importa o que seja. Então eu preciso descobrir que eu sou essa pessoa valorosa para eu não aceitar qualquer migalha vindo de fora, né? Ainda no amor imbatível amor, mas agora eu voltei pro capítulo dois, Joana fala desse ainda nesse sentido desse amor que precisa ser incondicional, né?

não aceitar qualquer migalha vindo de fora, né? Ainda no amor imbatível amor, mas agora eu voltei pro capítulo dois, Joana fala desse ainda nesse sentido desse amor que precisa ser incondicional, né? Eu não preciso eh eu me sentir, eu preciso me sentir amada por ser quem eu sou. Joana fala assim, ó, esse amor condicional da troca, eu preciso preciso ser boazinha para receber amor, né? Esse amor condicional de troca egotista, eu somente amarei se se ou quando, né? Com condição. Eu somente amarei se tal coisa acontecer, quando tal coisa acontecer. Ou então eu amo porque tá tá tá tá tá. Então ela tá dizendo essas trocas que é com condição, um amor com condição, tem suas raízes fincadas na insegurança afetiva, infantil, perturbadora, que não foi completada pela presença da ternura, nem da espontaneidade. Não é de graça. Não é espontaneamente que minha mãe me olhava e falava: "Eu amo você". Não era espontaneamente. Era sempre assim: "Eu amo você porque você fez bonitinho aquilo. Eu amo você, hein? Parabéns, porque você tirou nota boa na prova. Então essa essa é uma uma um um ensinamento de condição. Eu amo por, eu amo ser, eu amo já que e Joana tá dizendo que ela nunca recebeu essa esse amor espontâneo. Eu amo você. Por que que você me ama? porque eu te amo. Assim, ocorria antes, como forma compensatória algum interesse não atendido, como referencial, algum objetivo em aberto, produzindo desconfiança e respeito a respeito do amor, que remanece incompleto, temeroso. O amor liberta quem o oferece, tanto quanto aquele a quem é direcionado. E se isso não sucede tanto quanto é e se isso, desculpa, pera aí, gente. O amor liberta quem o oferece tanto quanto aquele a quem é direcionado. E se isso não sucede, não atingiu o seu grau superior, estando nas fases das trocas afetivas, dos interesses sexuais, dos objetivos sociais, das necessidades psicológicas e do desejo. Enquanto eu for falar, eu amo porque, eu amo já, que eu amo com a condição de, eu estou num nível de amor infantilizado,

sses sexuais, dos objetivos sociais, das necessidades psicológicas e do desejo. Enquanto eu for falar, eu amo porque, eu amo já, que eu amo com a condição de, eu estou num nível de amor infantilizado, imaturo. Somente quando eu chegar e dizer: "Eu amo, eu amo você". Não precisa explicar, justificar, não tem motivo. Eu amo. Esse é um amor amadurecido. É um amor que não vai fazer transação, que não é feito com base em troca, né? Eu dou aqui, você me dá ali. Bom, ainda em cima desse dessa coisa de jogo de interesse, de de interesse, de disputa, a disputa é outra troca, né? Eu vou trocar, mas eu vou ganhar. Eu vou trocar com você, mas eu vou sair por cima. Eu vou trocar com você, mas eu vou levar vantagem. É outra troca péssima. Quantas vezes a gente fica dentro de relacionamento disputando, disputando. A gente vai trocando, mas eu quero ganhar mais no final. A troca tem que me tem que eu tenho que levar vantagem nessa troca. Isso também não é uma forma boa de alimentar um relacionamento. Então, no livro Conflitos Existenciais, capítulo 19, Joana diz: "O amor não pode gerar dependência a que se apegam pessoas ansiosas, irrealizadas, vazias, atormentadas, que transferem os seus conflitos para outrem, necessitando de uma segurança que ninguém lhe pode lhes pode oferecer. Mediante essa conduta, a relação afetiva adquire quase um caráter um caráter comercial de trocas e de interesses na busca de satisfação de desejos e de incompletudes, alcançando o lamentável estado de masoquismo parasílico, parasítico, de parasita. Nesse jogo de interesses, dois indivíduos solitários encontram-se. E por que desejo um relacionamento de compensação? Me falta isso, te falta isso, eu dou e você dá. Vira uma transação. Ao invés de eu me realizar me completando para depois eu me relacionar, eu vou me relacionar para me completar. É diferente. O caminho bom é eu me completo para me relacionar e não eu me relaciono para me completar. Quando eu me relaciono para me completar, vira vira a relação de

e relacionar para me completar. É diferente. O caminho bom é eu me completo para me relacionar e não eu me relaciono para me completar. Quando eu me relaciono para me completar, vira vira a relação de dependência, de transação bancária, de compensação. Supõe que amam quando em realidade estão protegendo-se da solidão, dando lugar um vazio interior muito maior do que o vivenciado antes. Quando isso acontece, o relacionamento torna-se gerador de neuroses perturbadoras. Indispensável gerar-se o hábito de amar-se e de amar sem negociar. sobre qualquer aspecto que se deseje. Então, eu preciso me amar primeiro para depois amar de graça o outro. Se eu não me amo, me falta coisas. O que me falta, eu vou projetar no outro, eu vou buscar. Para ter, eu faço qualquer negócio. Virou uma negociação. Eu não tenho. Preciso dele porque ele tem. me sujeito ao que ele me dá para poder ter aquilo que eu preciso. Virou uma negociação, virou uma transação. Por isso que Jesus falou: "Amar ao próximo como você se ama". Tudo começa com alto amor. Se eu não me amo, eu vou atrás do outro com interesses secundários, em atitudes de compensação, como ela diz. Eu vou atrás de coisas que me fazem que para eu poder receber alguma coisa. E por fim, a verdadeira troca, que é a troca da parceria, é a troca do dar e receber de graça por amor. É cuidar do outro, é ser cuidado pelo outro. é não ficar fazendo uma conta bancária para saber quanto eu dei, quanto eu recebi, quem tá ganhando, que que eu tenho que fazer, eu me sujeitando. Não, é uma troca espontânea, natural, ela flui, é de parceria, é o dar e receber por amor, é cuidar e ser cuidado. Isso a gente vai ver lá no livro Encontro com a paz e a saúde, no capítulo 4. A parceria de qualquer natureza é uma conduta na qual os seus membros comprometem-se a cooperar reciprocamente em favor do interesse comum, respeitando a área de liberdade em que cada um se encontra. No caso específico de um relacionamento afetivo, a questão adquire maior significado em

cooperar reciprocamente em favor do interesse comum, respeitando a área de liberdade em que cada um se encontra. No caso específico de um relacionamento afetivo, a questão adquire maior significado em face da constância pela convivência, em que não pode haver qualquer forma de castração, de modo que não sejam geradas animosidades em nenhum deles. Ninguém nasceu para a submissão injustificável. E quando isso se dá em um consórcio, aquele que se permite a perda da identidade, a fim de ceder sempre, esconde na aparente bondade a covardia moral que o aturde. O medo de perder a convivência com o outro, a insegurança, tornando-se desajustado e infeliz. Não dá para ser feliz num relacionamento se ele não for baseado em parceria, em troca espontânea, em dar e receber, em cuidar e ser cuidado. Então, cuidem das suas trocas, analisem, façam um balanço, olhem para si, percebam as formas de transações que não são saudáveis, que costumam acontecer nos nossos relacionamentos, para que a gente possa aprimorar, desenvolver e fazer evoluir e as nossas trocas sejam realmente afetivas e maduras. Obrigada pela atenção de vocês e até a semana que vem, se Deus quiser.

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