T8:E10 • Consciência nos relacionamentos • Perguntas e Respostas

Mansão do Caminho 16/04/2025 (há 11 meses) 50:47 9,081 visualizações 686 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 08: Consciência nos relacionamentos: amor e crescimento Episódio 10: Perguntas e Respostas Apresentação: Cristiane Beira No décimo episódio da oitava temporada de Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis, Cristiane Beira responde às perguntas enviadas pelo público sobre os episódios 6 a 9, que abordaram os temas: Automatismos, Intimidade e Privacidade, Almas Gêmeas e Amor x Poder. Um espaço de troca e aprofundamento para ampliar a compreensão sobre os desafios e possibilidades nos relacionamentos. 🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar os próximos episódios! #PsicologiaEspírita #JoannadeAngelis #Relacionamentos #Autoconhecimento #Espiritismo #PerguntasERespostas #CrescimentoPessoal

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita. com Joana de Angeles. Hoje é o episódio de perguntas e respostas. É um dos meus momentos preferidos. Eu sempre comento porque eu tenho a chance de saber um pouquinho como os estudos têm tocado vocês, que reflexões têm provocado. Vocês trazem também às vezes algumas experiências pessoais, isso enriquece muito porque dá sentido prático à questão teórica. Aqui nós falamos sobre teoria e é muito bonito de ver o quanto que essa teoria ela vive na nossa vida prática. Eh, então uns aprendem com os outros quando a gente faz essas trocas, quando a gente conta das experiências mostrando como que aquele tema mexe comigo, em que momento eu vivenciei esse tema na minha vida real, como que eu enfrentei essas questões na vida prática, na vida do dia a dia, da cotidiano. Então, é muito bom. Eu acho que é uma aula que parece que passa rápido e a gente não vence fazer as as considerações. É pouco tempo para bastante conteúdo. Eu agradeço pela participação de vocês, porque é um gesto de carinho e até de caridade a gente se propor a fazer um comentário. Para fazer um comentário, eu tenho que ter sido logada, tenho que ter um cadastro, ou seja, existe o mínimo de um esforço ali para eu poder participar. é muito mais cômodo a gente ficar quieto só escutando. Então eu eu querer oferecer a minha participação também eh é bastante valoroso. Eu agradeço vocês porque se não tivesse perguntas eh comentários, eu hoje não saberia muito bem o que eu ia fazer. Vamos começar. Então, tem bastante coisa. Primeiro, nós vamos resgatar o episódio seis, em que nós falamos sobre os automatismos. Eu chamei de automatismo porque é a palavra que a gente costuma usar no nosso dia a dia. É uma palavra que é mais fácil das pessoas entenderem porque é realmente algo coloquial. Mas eu trouxe como tema para falar dos automatismos, eu trouxe o tema do que a gente chama na psicologia yunguiana, na psicologia analítica de complexos. complexos é o tema, é o conceito teórico que que Kardec não que

o tema para falar dos automatismos, eu trouxe o tema do que a gente chama na psicologia yunguiana, na psicologia analítica de complexos. complexos é o tema, é o conceito teórico que que Kardec não que Jung desenvolveu para explicar aquilo que às vezes a gente observa como se fosse uma reprodução, como se fosse uma revivência, como se eu vivesse de novo alguma coisa de forma padronizada, automatizada. Então nós discutimos como se formam esses complexos, que é com base em experiências anteriores que a gente guarda tudo aquilo que a gente pensou, sentiu, observou, visualizou. Às vezes até vem o perfume da situação e a gente guarda tudo aquilo. E o cérebro é inteligente, ele vai tender a usar o que ele já viveu em outras situações parecidas. E aí quando eu em algum momento da minha vida me deparo com algo que eu já vivi, nós temos a tendência de fazer com que esses complexos se constelem, ou seja, eles se reproduzem, eles se expressam na nossa vida e eles já vêm com conteúdos automáticos. Então, eu falo sem pensar, eu ajo sem pensar. E como que eu agi? Eu agi de acordo com aquilo que estava guardado no complexo. Eu tendo a me sentir como eu me senti antes. Então o complexo, a teoria dos complexos é a base para psicologia analítica. É a partir dela que se estabelece a terapia. A terapiaungiuiana, análiseunguiana, ela vai sempre buscar afetar, buscar encontrar esses complexos para dissolvê-los, para nos dar mais liberdade e independência. Porque se eu estou num piloto automático, se eu tendo a agir como eu agi antes, dá em outras vezes, quando alguém me provocou, eu agi de tal co de tal forma e eu continuo reagindo assim, é como se eu não tivesse livre arbítrio, é como se eu fosse um um robô que foi programado, dependendo do que ele encontra à frente, ele reage da mesma forma, de forma padronizada. Então, quando eu dissolvo esses complexos, que eles não chegam com tanta força emocional, com tanta energia, eu tenho a chance de ver eles brotarem, mas eu consigo me acalmar para poder refletir, raciocinar

quando eu dissolvo esses complexos, que eles não chegam com tanta força emocional, com tanta energia, eu tenho a chance de ver eles brotarem, mas eu consigo me acalmar para poder refletir, raciocinar e agir com base numa escolha do momento. Eu consigo ter chance de avaliar antes de reagir. Então é uma liberdade, é o é o verdadeiro uso do livre arbítrio, porque senão a gente fica reproduzindo. Então é sobre isso. Eu estou gastando um tempinho aqui repetindo porque é realmente um tema importantíssimo pra gente entender a psique com base na psicologia analítica, que é um dos temas centrais da psicologia espírita de Joana de Angeles. Joana não fica presa num único numa única escola. Ela ela consegue costurar, tirando proveito de todas as as ideias, os pensamentos, os conceitos já estabelecidos. Ela ela às vezes ela ela traz próprio Freud, outras vezes ela vai para humanista, pro humanismo, outras vezes ela traz a transcendental, às vezes ela fala pelo viés da psicossomática, mas o complexo ele é um tema importantíssimo pra gente entender como a gente funciona, como é a nossa psique. Bom, então eu trouxe uma pergunta, teve só uma pergunta que eu selecionei, não tiveram muitos comentários nessa aula. A Cristiana Costa, que deve ter um canal que chama psicologia e espiritualidade, ela trouxe o conceito, dá para ver que ela já entende, ela já elabora, né? Deve estudar isso. Ela disse: "Os complexos são como subpersonalidades, são autônomos, o ego perde o controle, como se fosse euzinhos paralelos, né? Outros eus paralelos, né? Cris, Cris, né? uma Cristiana falando com a Cristiane. Cris, é isso mesmo. Você trouxe aqui de uma forma conceitual uma explicação e é e é bem por aí mesmo. Eu só falaria que às vezes esse eho é mais para um eusão, porque tem alguns complexos que são enormes, né, e carregadíssimos de emoção e eles nos transtornam, eles nos possuem de uma forma muito agressiva. Então, é como se fosse um eu muito maior até do que esse eu com o qual eu me identifico. Mas é

s, né, e carregadíssimos de emoção e eles nos transtornam, eles nos possuem de uma forma muito agressiva. Então, é como se fosse um eu muito maior até do que esse eu com o qual eu me identifico. Mas é essa linha que você trouxe mesmo. É como se fossem outros eus, não sentido personalidade, ainda que eles tenham características como se fosse personalidades, mas eh não é que são vários eus como se eles fossem independentes. O eu real ele ele engloba tudo, ele ele aborda tudo, né? ele envolve todos esses eus, mas também não dá para eu dizer que são partes minhas, né? Eh, é, é um pouco complicado da gente explicar, mas é como se fossem conteúdos meus. E esses conteúdos, eh, eles, eles carregam uma configuração minha. Então, assim, esse eu espírito é um só. Só que eu posso, imagine um um grande painel de controle, né? Eu tenho muitas variáveis. Imagina se eu conseguisse mexer nesse painel de controle e configurar ele de formas diferentes. Então, de vez em quando vocês me veriam calma, tranquila, paciente. Outras vezes vocês me veriam enérgica, tomando decisão, fazendo acontecer. Outras vezes vocês me veriam alucinada, irritada, brava, xingando, jogando coisas para cima. É o mesmo espírito, mas parece muitos eus diferentes. Porque você fala assim: "Como é que pode? A mesma pessoa que estava acalmando alguém com uma voz mansinha, daqui a pouco começou a jogar a cadeira para cima. parece outra pessoa deve estar possuída. E a possessão é uma das eh dos sinônimos que o próprio Jung traz quando ele vai estudar a espiritualidade, porque ele é mais ou menos contemporâneo do início do espiritismo. E ele chega nessa conclusão de que, na verdade, aquilo que no espiritismo a gente chama de espírito ou entidade exterior, ele fala: "Não são esses complexos, é você mesma, é um é uma parte sua, um conteúdo seu que constela". configura você de um jeito totalmente diferente, que parece que você é outra pessoa. Na verdade, Joana nos explica que existem as duas abordagens. Algumas vezes eu vou estar

onteúdo seu que constela". configura você de um jeito totalmente diferente, que parece que você é outra pessoa. Na verdade, Joana nos explica que existem as duas abordagens. Algumas vezes eu vou estar jogando cadeira para cima porque um complexo constelou uma parte minha, um conteúdo meu veio à tona e roubou o lugar do ego de forma automática, né, como ela diz, autônomo. Outras vezes eu tô jogando a cadeira para cima porque eu estou num processo obsessivo. É um outro espírito que me acessa, me influencia e me leva a esse lugar. Então, as duas coisas podem acontecer. Como é que eu sei quando é uma e quando é outra? Se você for um médium, que nem esses médiuns que a gente sabe que são bastante ostensivos em termos de eh de expressão mediúnica, você vai ver, tem um espírito aí, eu tô vendo ele. Mas a maioria das vezes a gente talvez não consiga diferenciar. E também não é importante. O importante é você entender que que tá te tocando, como é que você faz para se acalmar, como é que você faz para que isso não te tome e você não fique sendo marionete o tempo todo, seja de conteúdos internos, seja de espíritos. O importante é que quanto mais eu sou dona da minha casa, menos eu deixo pessoas entrarem sem eu perceber. Se eu não sou dona da minha casa, eu não sei onde tá a chave, eu largo a porta aberta, eu não sei nem onde tem janela, essas influências vão entrando. Seja própria influência de conteúdo seu, seja de forma externa, na forma de entidades espirituais, outras. Agora, quando eu sou, eu vou me apropriando da minha casa, que eu sei onde estão as coisas, eu percebo esse, entre aspas, assalto se aproximando e eu consigo diferenciar. Pera aí. Isso que eu comecei a sentir, essa irritação. Calma, eu não tava sentindo isso antes. Será que tem algum complexo constelando? Alguém falou alguma coisa que me irritou? Eu vi alguma coisa na rua que me deixou enfurecida. Que que é? Calma, deixa eu analisar a situação. Eu me permito um tempo, eu consigo, eu acesso um tempo para eu refletir, para saber o

ue me irritou? Eu vi alguma coisa na rua que me deixou enfurecida. Que que é? Calma, deixa eu analisar a situação. Eu me permito um tempo, eu consigo, eu acesso um tempo para eu refletir, para saber o que eu quero fazer. Ele não me pega automaticamente como se eu fosse uma marionete. E a mesma coisa, se o espírito se aproxima e começa a me influenciar. Pera aí, por que que tá começando a aparecer esses pensamentos? Da onde eles vieram? São meus. Deixa eu ver o que que eu tava pensando. Deixa eu pensar a respeito. Então eles não vão entrando, escancarando a porta, porque a casa passa a ser dono, passa a ter dono. Então, quanto mais eu fortaleço o meu autoconhecimento, quanto mais eu aprendo a me observar e me conhecer, mais eu sou capaz de perceber quando ele está se instalando. Seja um conteúdo que tá constelando, seja um obsessor que está se aproximando. Eu sou capaz de perceber e ter tempo de não deixar eles me tomarem. seja de dentro para fora, seja de fora para dentro, né? Então é isso. Eh, são realmente autônomos, Cris, e como se fossem partes nossas que a gente não identifica como nossa. Então, a gente diz assim: "Nossa, não sei que que deu em mim. Eu não sou assim". Quer dizer, eu que eu me conheço não sou assim, mas tem áreas minhas, tem conteúdos meus que quando eles eles desabrocham, eles configuram ao meu ser de um jeito que eu, ego atual, personalidade atual, não reconheço. Ou seja, minha vida atual, eu não costumo ter explosões, acessos de raiva, mas de repente eu tive um acesso de raiva. Significa que tem conteúdos meus que não são de hoje, talvez que tem raiva ali encapsulada e abriu como se fosse uma panela de pressão, escancarou. Não batem com a personalidade atual, que é mais calma, mas não quer dizer que não seja eu. Quer dizer que são conteúdos que eu não reconheço de mim. Por isso que o autoconhecimento, Por isso que no autoconhecimento, muitas vezes, no sonho a gente sonha assim: "Eu estava fora de uma floresta escura, enorme e eu entro". É isso. Sou eu entrando no meu mundo

o que o autoconhecimento, Por isso que no autoconhecimento, muitas vezes, no sonho a gente sonha assim: "Eu estava fora de uma floresta escura, enorme e eu entro". É isso. Sou eu entrando no meu mundo íntimo que é desconhecido. Tem muita coisa sobre nós que a gente não reconhece e não identifica, né? Então, não é porque eu não identifico como minha forma de ser que não seja eu. Pode ser sim uma forma de ser que eu não sabia que eu era possível de ser, mas que ainda assim é conteúdo meu. Então, o complexo ele é formado a partir de experiências passadas. Então, se numa experiência passada eu eu vivenciei uma um abuso, por exemplo, alguém não respeitou minha vontade, arrancou alguma coisa da minha mão quando eu era criança, eu vi isso como um abuso. O meu espaço pessoal foi invadido. Eu estava brincando com alguma coisa, um adulto entra, arranca da minha mão, me xinga, quebra meu negócio, dá para outra criança. Eu sofri um tipo de abuso. alguém entrou no meu no meu ambiente pessoal, nesse espaço que era meu e fez coisas dentro dele que eu não queria e eu não autorizei. Então, que que acontece? Eu encapsulo essa experiência, ela se torna um complexo, vai ser guardado no inconsciente tudo o que eu pensei, o que eu vi, os o que eu raciocinei a respeito, as leituras que eu fiz, o que eu senti, principalmente os a emoção é o centro. do complexo. O centro de um complexo é uma alta carga emocional e em volta dele, como se orbitando existisse os pensamentos, a história, a situação, aquilo que eu vi. E aí num determinado momento eu vou inventar uma história paralela. Eu já sou, sei lá, uma adolescente. Eu tô sentada no ônibus indo para minha pro meu colégio e alguém chega do meu lado, esbarra em mim, quase que me jogando para fora do do meu assento e fala: "Empresta aqui eu tô com alguma coisa na mão. Empresta aqui que eu vou usar. Eu eu faço uma associação tudo inconsciente. Opa, pera aí, já vi essa história. Estou aqui no meu espaço particular e pessoal que eu tenho direito. Eu estou com livro na mão.

sta aqui que eu vou usar. Eu eu faço uma associação tudo inconsciente. Opa, pera aí, já vi essa história. Estou aqui no meu espaço particular e pessoal que eu tenho direito. Eu estou com livro na mão. Alguém chega, invade esse espaço, tira meu livro da mão e aí parece que eu estou revivendo aquela experiência. Então, pode ser que aquele complexo que ficou guardado, ele constele. E a forma como eu reagi lá, que, por exemplo, eu chorei, porque eu fiquei com medo, porque um adulto chegou e arrancou um brinquedo da minha mão e seja lá o que for, naquele momento eu chorei de medo. Pode ser que ali eu chore, eu me sinta uma criança e eu chore e quem esteja do lado de fora dê risada. Nossa, porque alguém tirou livre, você vai chorar. Então, mas que não é o, não é o adolescente de 15 anos que tá chorando, é a criança repetindo. Então, por isso que eu disse, o passado presentado presente fica. No presente eu vivo a experiência lá. É a criança que chorou lá, ela constela esse complexo, ele me configura e eu viro de novo uma criança que não sabe se defender, que não entende o que tá acontecendo. E aí eu repito esse modelo. Isso é uma constelação de complexo de uma maneira bem simplesmente eh explicada. Então, gastei bastante tempo porque é realmente um tema central. H ah, na verdade falei, falei coisa errada aqui, gente, porque nós temos alguns comentários, sim, dentro do episódio de automatismo. Vamos lá, então. Agora vou ter que correr. A Silvia Ribeiro diz: "Cris, em relação ao casal, seis, em relação ao casal, a pessoa que não decida nada, só aguarda o outro, fica em cima do muro, não se expressa, é algum tipo de complexo?" Então, eh, ela tá dizendo o seguinte: uma pessoa que repete o modelo de sempre que precisa tomar uma decisão, ela não toma, ela fica em cima do muro. Isso é um complexo? Veja, é um padrão. É um padrão. Ela sempre age da mesma forma. Muda o assunto, ela age da mesma forma. Muda o tema, ela age da mesma forma. Tem cara sim de complexo. É um tipo de complexo, certamente, né? Se existe algo

É um padrão. Ela sempre age da mesma forma. Muda o assunto, ela age da mesma forma. Muda o tema, ela age da mesma forma. Tem cara sim de complexo. É um tipo de complexo, certamente, né? Se existe algo que segura essa expressão, alguém faz um comentário, eu não falo. Alguém faz uma pergunta? Eu não respondo. Alguém pede uma decisão, eu não tomo. Por que que eu eu tô sempre me segurando? Então, existe um complexo que está se repetindo. Sempre que tiver uma situação dessa, haja assim, né? Agora, que que é esse complexo? É medo de desagradar? Vai que a minha opinião não agrade? É medo. É complexo de inferioridade. Quem sou eu para dar uma opinião? É um complexo querendo que fugir, porque eu tenho medo se eu tomar alguma decisão, o que que possa me acontecer? Então é melhor eu eu escapar daqui. Aí a pessoa vai ter, Silvia, que fazer uma autoanálise para prestar atenção em si e tentar identificar por que eu não consigo me expressar. Aí ela vai fazendo perguntas. Ai, na verdade eu tenho medo de passar por boba. Ah, então você tem você tem medo de de não impressionar? Que que você acha que vai acontecer se você falar uma opinião boba? As pessoas não vão te valorizar, não vão gostar de você? Aí você vai desenvolvendo análise para tentar identificar o que tem por trás desse complexo, né? Então é assim que funciona. A Simone fala assim, Simone Caitê, que tá sempre com a gente também. E deve ser mais difícil quando um dos parceiros passou por um relacionamento violento para não deixar esse passado ser o presente na relação. É, é, Simone, é muito difícil, principalmente do jeito que você tá falando, me deu uma ideia de trauma, né? A trauma é um complexo muito carregado de emoção, com muita experiência eh assustadora. Então a gente fala de trauma, por exemplo, soldados, né, os combatentes de guerra que voltam depois de ter visto cenas assustadoras. A gente fala de traumas, crianças que foram violentadas, abusadas, espancadas, mulheres que sofreram também abusos, eh eh estupros. Então são

guerra que voltam depois de ter visto cenas assustadoras. A gente fala de traumas, crianças que foram violentadas, abusadas, espancadas, mulheres que sofreram também abusos, eh eh estupros. Então são situações muito muito muito traumáticas. um acidente violento que você tenha sobrevivido e guardado as as cenas. Então, a gente fala de trauma. Se é nesse nível de complexo, é um complexo muito mais difícil. A gente fala que a gente vai aprender a lidar com ele, porque ele passa a ser parte da gente de um jeito que dificilmente a gente vai falar: "Pronto, esvaziou esse complexo, agora nem lembro mais que eu fui pra guerra. Não vai dar para chegar nessa situação. Imagina, nem lembro que quando eu era criança eu fui espancada. Não vai dar para chegar nisso. A gente vai trabalhar em terapia para conseguir sobreviver a isso e ter vida. Apesar disso, a gente vai trabalhar em terapia para que a pessoa não se movimente na vida por causa disso, que ela se permita viver novas experiências, mas isso vai est sempre ali na retaguarda, chamando atenção, piscando como um sinal de alerta. essa pessoa vai ter mais dificuldade de se entregar, de confiar. Essa pessoa vai ter mais níveis mais altos de adrenalina, de cortisol, porque ela tá sempre esperando que aquilo vá repetir, porque ela tem medo de passar de novo pelo que ela passou. Então, é bem complicado e a gente precisa ter muita paciência, tanto se você passou com isso por isso, quanto se você vive com alguém, precisa ter paciência, o dobro ainda, porque é uma situação muito, muito difícil de se carregar. Eu até guardei, eu até sinalizei aqui um livro que eu li muito tempo sobre trauma, que é muito bom, é de um pesquisador, eu acho que ele é de Boston, mas ele tá no mundo inteiro, ele há mais de 30 anos, ele cria centros de traumas. Ele começou estudando eh os os soldados que vinham da guerra do Vietnã, que foi uma das que mais traumatizou, né? Depois ele estudou crianças, mulheres. Ele se chama Bessel Van Der Kolk. Deve ser, eu não sei se é alemão,

o eh os os soldados que vinham da guerra do Vietnã, que foi uma das que mais traumatizou, né? Depois ele estudou crianças, mulheres. Ele se chama Bessel Van Der Kolk. Deve ser, eu não sei se é alemão, holandês, né? Bel vanerk. E o nome do livro é O corpo guarda marcas. E aí ele vai mostrar o quanto que no corpo a gente eh somatiza o trauma emocional e vai elaborar aí algumas possibilidades terapêuticas. A Simone Ross disse assim: "Oi, Cris, como foi importante ao mesmo tempo difícil ouvir tudo isso?" Eu sei, Simone, eu sei. Na pele. Difícil por ser verdade ecoar aqui dentro. Importante por ser libertador. Essa temporada tem sido realmente fundamental. É isso, né? Então, o que que a Simone tá dizendo, Cris? Essa, esses temas que você tem trazido, eles estão tocando muitos complexos meus. Talvez para outras pessoas, quando a gente conversou sobre família, talvez tivesse constelado mais complexos. A Simone tá dizendo, esses temas desta temporada t afetado muito. E afetar significa cutucar esse complexo, provocar esse complexo, né? Minha dúvida é, então isso é que eu acho rico, sabe? Porque eu aí eu posso sentir como que os temas estão chegando paraas pessoas, em que área que está tocando para eu saber que realmente tá funcionando esse tipo de estudo, a forma como a gente tá abordando. Então, muito obrigada, Simone. Minha dúvida é: quando ter certeza de que é automatismo, fuga ou simplesmente necessidade de ficar sozinha, de ter um tempo para mim mesma, né, comigo mesma? Tive relacionamentos abusivos e outros maravilhosos e outro maravilhoso, mas que teve seu fim. Tenho dúvidas sobre se é autossabotagem não querer outro relacionamento ou se realmente agora prefiro minha companhia. E gratidão por todo o tempo dedicado a nos esclarecer. Paz e luz. Bom, Simone, você já está no processo. Então, eu costumo falar assim, menos importante é a resposta. A gente trabalha muito por produto, né? Quero fazer isso para ter alguma coisa. Quero entrar nesse processo para conseguir tal coisa. a

o. Então, eu costumo falar assim, menos importante é a resposta. A gente trabalha muito por produto, né? Quero fazer isso para ter alguma coisa. Quero entrar nesse processo para conseguir tal coisa. a gente sempre quer uma algo concreto que a gente fale: "Pronto, tá aqui seu diploma, tá aqui seu exame médico aprovado, tá aqui a sua carteira eh atualizada, tá aqui um prêmio de, sei lá, um um troféu." E às vezes a gente vai gastar uma vida inteira só elaborando, elaborando, elaborando, porque esse produto final talvez fique para uma outra vez. Então, o que que eu quero dizer, Simone? O importante é o processo, não é você descobrir se você está fugindo ou se você está com medo ou se você está querendo. Tanto faz. Tanto faz. Tudo é experiência. O que que é importante você fazer o que você tá fazendo? Se perguntar. Se perguntar porque caso seja um medo de sofrer, em algum momento você vai perceber alguma coisa vai escapar para você falar: "Ai, eu tô pegando o que eu acho que eu estou querendo". é realmente me recolher porque eu não quero mais sofrer. Aí você vai poder trabalhar em cima disso. Quer mesmo? Não quer? Que que você acha que é o certo? O que que vai ser melhor para você, né? Agora é fazer perguntas, porque eu acho que tudo isso aí pode acontecer. É preciso a gente com a maturidade a gente vai querendo ficar mais sozinha. Você vai valorizando mais a sua companhia. Até porque essa vida tão atribulada que a gente leva, a gente ter um momento para fazer o que a gente tem vontade é é raríssimo. E aí de repente você passa a dar mais valor para isso. Outra coisa que acontece é no começo da vida, a gente quer impressionar muito as pessoas porque a gente não sabe muito bem quem a gente é. Então a gente faz o que os outros fazem, a gente vai ficando mais madura e você vai sabendo mais o que te agrada. Então, talvez seja mais fácil para você falar: "Não quero ir para essa festa porque eu tô mais com vontade de ir para um cinema, nem que eu vá sozinha, eu sei o que eu quero." Então,

o que te agrada. Então, talvez seja mais fácil para você falar: "Não quero ir para essa festa porque eu tô mais com vontade de ir para um cinema, nem que eu vá sozinha, eu sei o que eu quero." Então, eu acho que é um processo. Você não se preocupe com esse diagnóstico, né? O importante é você continuar fazendo perguntas, você continuar promovendo eh eh eh possibilidades, né? Não feche, não trave nada, não precisa pôr um ponto final, deixa lá os três pontinhos, né? Será que eu vou viver um novo relacionamento? Não sei, mas assim, não não decrete nada. Eu nesse momento tô tô curtindo a mim mesma. Tudo bem? Você tá num processo em que hoje você tá olhando você, ouvindo você, atendendo você. Pode ser que essa fase passe, pode ser que daqui a pouco você se sinta atraída por alguém. Talvez essa outra pessoa seja diferente das anteriores, porque você agora já está diferente das anteriores. Então, o futuro a Deus pertence. Viva o momento de hoje, não se preocupe com diagnóstico, se eu tô, se eu deveria estar quieta ou deveria estar sozinha. Você deveria estar se conhecendo, se perguntando, se analisando. Esse é o processo que vai te levar para onde você deve ir. Então, tenha paciência com essa etapa e tá tudo bem. E aproveite a sua companhia. E a Fernanda, olha só, porque eu falei que não tinha muitos muitos comentários, né? Não sei que que eu que eu lembrei. A Fernanda disse: "Oi, Cris. Primeiro, muito obrigada. Portanto, uma dúvida. O que é necessário? O que fazer quando mesmo já se dando conta do passado que se presifica, ainda assim caímos no mesmo buraco? Qual a chave? Lembra do buraco? Numa rua tem um buraco, eu caio, a culpa não é minha, depois a culpa é minha, depois eu não caio mais no buraco, depois eu desvio do buraco, depois eu desvio até da rua. Então, qual a chave da mudança, né? Obrigada, abraços. A chave da mudança é consciência, é prestar atenção, né? É analisar o tempo todo o seu comportamento. É fazer perguntas até que você chegue no momento em que você percebe o automatismo antes

abraços. A chave da mudança é consciência, é prestar atenção, né? É analisar o tempo todo o seu comportamento. É fazer perguntas até que você chegue no momento em que você percebe o automatismo antes um pouco dele acontecer, dele manifestar. Essa é a chave. Pegando o exemplo do poema lá do livro da vida e da morte, é assim: "Eu não vou andando na rua desatenta, olhando, pensando no mundo da lua, pronto, cai no buraco. Eu vou entrar na rua prestando atenção. Não quer dizer que eu estou tensa, não quer dizer que eu estou vigilante, não, mas eu estou presente." Lembra das técnicas de mindfulness? Meus, minha mente está onde meus pés estão. Eu estou aqui. Eu estou prestando atenção no que eu estou sentindo. Eu estou prestando atenção nas pessoas que estão ao meu redor. Eu estou prestando atenção no que está sendo falado. Eu estou atenta, mas não atenta tensa, atenta consciente. Consciente significa eu estou no presente. Se eu não estiver consciente, eu estou em que lugar? Eu estou pensando naquilo que vai acontecer, eu estou lembrando do que aconteceu, não estou no presente. Então, a chave pra gente não cair no mesmo buraco é estar atenta, porque daí vai chegar uma hora que você vai falar uma coisa para alguém e aí você fala: "Ai, peguei". Eu ia repetir a mesma coisa que eu venho fazendo. Não vou, não vou. Finalmente eu consegui antecipar antes do padrão e explodir, antes do complexo constelar, eu peguei. Então agora eu vou pensar antes. Deixa eu ver o que que eu quero falar. Pode até ser que eu escolha falar a mesma coisa que eu ia dizer automaticamente, mas agora eu falo conscientemente. Eu falo porque eu escolhi, porque eu refleti, porque eu quis. Essa escolha, essa escolha que é consciente. E a Fernanda. Oi, Cris. Primeiro, muito obrigada. É, não, essa é aqui. A Adriana Gomes. Adriana Gomes diz: "Boa noite, Cris. Você citou o complexo de inferioridade, quais seriam outros complexos?" Adriana, tudo o que é referente a experiências passadas que ficaram guardadas com emoção no meio dentro, com

: "Boa noite, Cris. Você citou o complexo de inferioridade, quais seriam outros complexos?" Adriana, tudo o que é referente a experiências passadas que ficaram guardadas com emoção no meio dentro, com histórias, com pensamentos, tudo isso são complexos, tem de todos os tipos, são temas de vida, a gente costuma falar, são as nossas dinâmicas, aquilo que a gente tende a fazer, aquilo que se repete como padrão. Ah, eu tendo a ficar quieta quando alguém fala do assunto X. Ah, eu sou a pessoa que quando alguém pergunta, eu sou sempre aqui. Então, isso que eu que eu identifico como repetição, passado se presentificando, são todos complexos. Existem aqueles comuns que a gente fala que já o tipo do do o já é no conceito já tem a palavra complexo de inferioridade, de superioridade, de narcisismo, de electra, de eh enfim, são esses. Mas a gente fala aqui que eles são tão personalizados que cada um tem os seus, né? Então são são histórias muito particulares. Então todos todos os automatismos que são provocados por experiências de fora, que são que ativam conteúdos do interior do inconsciente, que se constelam e me modificam a forma como eu estava, eu fico mais assim ou menos assada. É um complexo se constelano, tem muitos tipos, não é de não é um padrão que tá lá na prateleheira, eu vou pegar. É, são muito particulares, cada um com os seus. Agora nós vamos pro sete, intimidade e privacidade. Então a Fernanda Lens disse assim: "Com a idade estou ficando mais leve, mais autêntica e assim consigo passar muito da minha intimidade e valores sem me sentir desconfortável. Talvez porque não me importe muito com a opinião do outro, nem precisa estar agradando os outros o tempo todo. Lógico que há certos temas que são só para mim, é, que são só para os mais íntimos ou só para resolver comigo mesma. Obrigada, Cris, por suas valiosas considerações. Esse é um exemplo do comentário que ela traz. Ela não fez pergunta, mas ela me ajudou eh dizendo como ela como ela foi afetada por aquilo que eu disse. Então

da, Cris, por suas valiosas considerações. Esse é um exemplo do comentário que ela traz. Ela não fez pergunta, mas ela me ajudou eh dizendo como ela como ela foi afetada por aquilo que eu disse. Então ela ela compartilhou comigo, ela trocou. Então ela disse assim: "Isso que você tá falando na minha realidade é assim que se expressa. Talvez no passado eu me eu fosse mais exposta ou eu ficasse com mais medo de me expor. Hoje eu já estou mais madura e a maturidade me fez sentir mais confortável. Eu tenho mais segurança daquilo que eu quero falar, eu falo porque eu quero. E daquilo que eu não quero expor, eu não exponho porque eu quero. Então eu tenho segurança. Eu não tenho mais eh eu não, eu sei o que eu quero abrir, porque quando a gente é mais nova, a gente não sabe o que abrir. Muitas vezes a gente não, a gente precisa perguntar: "Vocês acham que isso é uma coisa que eu devo falar ou não?" Porque eu não tenho opinião sobre isso ainda pela minha imaturidade, falta de experiência. Então o que a Fátima tá trazendo pra gente é isso, que a que a experiência vai fazendo com que a gente fique mais confortável para saber o que abre e o que não abre, né? A respeito da própria vida. É muito bom. Não ven a serviço de algo. Eu não quero chamar atenção. Eu não quero esconder, eu não quero fazer drama. Eu não quero fazer tipo, eu sou aberta, eu sou espontânea na medida do que eu quero. Tem coisas que não é só pros íntimos, tem coisas que é só para mim. Eu estou no comando de saber quanto eu me abro e quanto eu me fecho. O João e a Rita Barreto, que estão sempre com a gente, são nossos amigos de estudo, dizem: "A intimidade é nosso tesouro". Lembrando que o próprio Jesus aconselhou quando formos orar, que seja em no nosso próprio quarto íntimo essa oração, né? Vai no lugar secreto. A intimidade é necessária para nossa própria segurança emocional. É isso mesmo. Exatamente. O próprio Jesus, ele não, ele não era o mesmo Jesus para a multidão e para os eh eleitos, né, os discípulos que ele chamou e reuniu e

para nossa própria segurança emocional. É isso mesmo. Exatamente. O próprio Jesus, ele não, ele não era o mesmo Jesus para a multidão e para os eh eleitos, né, os discípulos que ele chamou e reuniu e para sua mãe, por exemplo, né, ou para sua família. Se bem que depois ele ele amplia essa família. Ele mesmo fala que é minha mãe, que são meus irmãos. Mas, por exemplo, ele com ele ou ele com Deus, quantas vezes a gente vê no evangelho ele falando: "Discípulos, amigos, fiquem aí, vigiem e me deixem só. Eu vou lá com meu pai, vou ter como o pai" e ele fica lá sozinho, ele se recolhia. Então, a vida é uma dança entre opostos. A gente precisa de tudo. Tem uma hora que eu tô no olho do furacão, lidando com um monte de coisas e gente ao mesmo tempo. Eu estou no polo, mas eu preciso também me lembrar de me recuperar no outro. Eu estou sozinha, calma, tranquila, só comigo mesma, me recompondo. E aí, de vez em quando, eu tô com com pessoas mais próximas, de vez em quando eu tô com pessoas que eu não conheço. Todas são experiências importantes e a gente precisa saber transitar entre elas. Não dá para ficar só isolada. Você vai perder experiências na vida. Não dá para ficar só no movimento, à disposição e falando e se abrindo e se expondo. Vai faltar conteúdo seu com você mesmo. Vai faltar momento de construção interna. Vai faltar tempo pro autoconhecimento, paraa conexão com Deus, que não dá para fazer no burburinho, na na maluquícia da vida lá fora. Então, eu preciso saber definir quando que eu vou estar na intimidade, quando eu vou estar me expondo, o que que eu exponho, o que que eu não exponho. Eu preciso dessa maturidade para chegar nesse lugar. Eu lembrei aqui, João e Rita, do outro trecho. Vocês citaram um, eu trago outro, que é: "Não atireis pérolas aos porcos". Jesus sabia exatamente o que dá para cada um. Teve ensinamentos que ele trouxe para dentro do grupinho dele, pros discípulos. Teve ensinamento que ele ofereceu paraa massa. Então, e teve ensinamento que ele diz: "Não adianta

que dá para cada um. Teve ensinamentos que ele trouxe para dentro do grupinho dele, pros discípulos. Teve ensinamento que ele ofereceu paraa massa. Então, e teve ensinamento que ele diz: "Não adianta dar, que ele nem ofereceu, porque não estavam prontos para receber". Então, não atirei pérolas aos porcos. E a Simone eh Caetê, que também é nossa assídua, eh, a companheira de de estudo, diz Cris. diante dessa ligação. Ah, desculpa, então aqui não vou votar. É que a Simone fez duas perguntas, eu adiantei. A Simone diz: "Nosso eu, né, entre aspas, ela pois, deve ser para dentro de nós mesmos e não para o mundo." Hoje eu tomo mais cuidado com isso, sobre isso, né? Então, é mais um depoimento que eu vejo que é fruto da própria maturidade. Então, eu lembrei de uma coisa, faz parte. que o Jung ele descreve o nosso desenvolvimento aqui numa vida, ele descreve fazendo uma analogia com o nascer e o pôr do sol. Então ele diz, existe metade do dia que é o nascer do sol. Então tudo está crescendo, ampliando, ficando mais claro. É como se tivesse uma conquista, né? o dia e vai sendo conquistado. Então ele diz, essa metade da vida até o ápice do sol é a metade da construção, do desenvolvimento do ego. Eu preciso querer, eu quero conquistar. Então o jovem, ele quer conquistar uma carreira, ele quer conquistar um casamento, ele quer conquistar uma vida, ele quer conquistar o mundo, ele quer crescer, ele quer conhecer, ele quer experimentar. Então ele tá no auge do desenvolvimento da personalidade. Esse eu que a gente identifica, que é o nosso ego, que é o centro da nossa consciência, ele precisa ser estruturante. Ele precisa se estruturando, se estruturando, se fortalecendo para eu conseguir tomar conta de mim mesma, para eu conseguir ser autônoma, para eu conseguir ser independente. Então ele vai crescendo, a gente quer conquistar tudo. E a segunda metade da vida, o Yung fala, quando o sol começa a se pr até chegar à noite, a gente vai, então aqui a gente tá se preparando para nascer e aqui a gente

endo, a gente quer conquistar tudo. E a segunda metade da vida, o Yung fala, quando o sol começa a se pr até chegar à noite, a gente vai, então aqui a gente tá se preparando para nascer e aqui a gente vai se preparar para morrer. Nessa parte o ego já perde um pouco essa força e o self parece ser mais visitado, mas esse eu eu consulto mais, eu me relaciono mais com o verdadeiro ser, com o espírito, né? no espiritismo a gente chama de espírito. Então, parece que é isso que a Simone traz, né? Eh, hoje eu tomo mais cuidado. No começo eu quero que todo mundo me conheça, eu me exponho, eu chamo atenção. Hoje já não, eu já consulto, mas o o self, o ego, não precisa ficar chamando atenção. Eu já conquistei o que eu queria, eu já estou num lugar que eu eu passo a escolher melhor, eu passo a ter vivências que são mais significativas para dentro do que para fora. Então, é um processo natural do desenvolvimento do ser humano numa vida. A gente vai agora pro episódio Almas Gêmeas. É esse que só tinha um comentário. Eu achei que era o primeiro lá do automatismo, dos complexos. Não, é o das almas gêmeas que eu selecionei só um, o da Simone, que eu por isso que eu confundi, porque ela tá na sequência. De novo, eu trago a Simone Caetê e ela diz assim a respeito das almas gêmeas, Cris, diante dessa ligação magnética, espiritual e, né, e e afim, eh, que possa existir entre dois seres, pode se tornar em vidas futuras esse esse ser que você se afina, pode se tornar em vidas futuras o seu mentor espiritual de um ou de outro ou isso não procede? Bom, eh eh pode sim se tornar um tipo de um amigo que cuida, que protege, que acompanha. Eu acredito que para se tornar um anjo de guarda, eu acho que é mais difícil, porque o anjo de guarda ele ele é de categoria superior a nós. Então não sei se no nosso grau de evolução a gente tá indo mais ou menos junto com o espírito e daqui a pouco um para tanto e o outro evolui tanto a ponto de se tornar de outra categoria. Eu acho que não deve acontecer isso.

o grau de evolução a gente tá indo mais ou menos junto com o espírito e daqui a pouco um para tanto e o outro evolui tanto a ponto de se tornar de outra categoria. Eu acho que não deve acontecer isso. Então, ainda que um avance um pouco mais que o outro, que um alcance um pouco mais que o outro, a ponto de poder vir ajudar, é um auxílio do tipo um espírito amigo, um amigo protetor, um espírito que acompanha. Porque anjo da guarda, ele é um um espírito que está numa categoria acima da gente. Ele está com a gente há muitas vidas. ele precisa entender, ele é outro nível evolutivo. Então não acho que se torne anjo de guarda, mas que um faça essa esse acompanhamento. Sim. E a e eu lembrei eh mas não lembrei com detalhes. Ã poderia ter pesquisado, né? Não fiz isso. Mas tem um tem um uma história na série de André Luiz, né? Do do espírito André Luiz que chega lá nosso lar, os mensageiros e aí por aí vai. Tem uma história de uma, eu não sei se ela era mãe do Lízias, depois vocês podem até comentar aqui que eu acho que vocês vão saber. Minha memória não boa, faz muito tempo que eu li, mas eu lembro dessa senhora que ela pede permissão para reencarnar e os benfeitores dizem para ela assim: "Mas escuta, você não precisa mais voltar pra terra. Você já cumpriu o que a terra pede. Você tá pronta agora para continuar sua jornada daqui paraa frente. Mas eu quero voltar porque o meu marido, que foi o meu marido em algumas vidas, ele está atrasado e eu gostaria de reencarnar para ver se eu dava uma se eu daria um apoio a ele, um incentivo para ele evoluir. E aí esse benfeitor fala: "Olha, mas é arriscado porque reencarnar na Terra você vai de novo sofrer a influência da matéria. Pode ser que você tome alguma decisão errada, se complique e volte a ficar eh presa à terra no sentido de eh livre arbítrio, responsabilidade, ter que resgatar erros. E ela fala: "Mas eu vou correr esse risco, eu quero voltar para ajudar ele, porque eu sinto que eu preciso fazer isso". E ela decide voltar a

livre arbítrio, responsabilidade, ter que resgatar erros. E ela fala: "Mas eu vou correr esse risco, eu quero voltar para ajudar ele, porque eu sinto que eu preciso fazer isso". E ela decide voltar a reencarnar para ajudar esse amigo, esse espírito com quem ela esteve várias vezes. E e ele se distanciar um pouco e ela pedia para voltar como essa esse amigo que ajuda, mas não como anjo da guarda. Então isso pode acontecer sim, Simone, mas nesse sentido eh mais de amigo eh de espírito afim. E a gente vai agora pro último episódio quando a gente falou do amor e do poder. E ah, deixa eu fazer um comentário que apesar de eu não ter anotado, é nesse que a gente fala da das almas gêmeas, eh no episódio oito que a gente fala das almas gêmeas, alguém para me proteger chamou minha atenção porque eu acho que eu fiz uma abertura maior do que eu costumo fazer da minha vida, porque eu trouxe eu como gêmea, meus filhos sendo gêmeos e eu usei isso para tentar ã dar mais sentido paraa aula. Então eu agradeço pela preocupação comigo e mas eh eu fiz consciente, escolhi fazer porque eu achei que teria algum benefício para quem escutasse, tendo essa experiência, uma experiência, né, porque é só uma, uma experiência mais prática do que é você viver uma uma vida tendo alguém como se fosse parte sua ali, né, desde que você chegou. Achei que isso ia enriquecer. Então, desculpa se mais atrapalhou, mas a minha intenção foi positiva e eu fiz consciente. Não é porque eu me empolguei e acabei falando o que eu não queria, falei o que eu queria ter falado mesmo. E o último episódio, então, amor e poder, nós temos a Jandra Celinhaes. Jandra Celi Linhares, tudo junto. Então, ela diz: "Parabéns pela exposição". Geralmente aqueles que se utilizam do poder nas relações não percebem que estão prejudicando o próprio espírito. Frear as atitudes alheias carregadas de poder colabora no amadurecimento próprio e também no crescimento daquele que se utiliza de poder. Então a Jandra ela diz eh para que a gente troque mais. Às

to. Frear as atitudes alheias carregadas de poder colabora no amadurecimento próprio e também no crescimento daquele que se utiliza de poder. Então a Jandra ela diz eh para que a gente troque mais. Às vezes eu fico assistindo alguém se encantar com o poder, alguém que eu gosto, alguém que é próximo. Então ela diz assim: "O frear no sentido de alerte, chame a atenção, fale com carinho, compartilhe sua opinião, não fica assistindo de camarote a pessoa subir para depois despencar de lá de cima, né? Então é um ato de amor a gente se importar com o outro, mas também na forma como falar, né? Não é apontando o dedo, acusando, julgando, porque daí a gente entra numa outra coisa que não é boa, no julgamento. Mas a gente apontar, chamar atenção e compartilhar ideias, isso ajuda a dissolver as dinâmicas existentes nessa história de de poder, né? Eh, eh, só existe uma vítima porque essa vítima aceita se manter na posição de vítima. Ela fica só esperando a próxima vez que o agressor vai agredi-la. Se ela fala: "Chega, basta, fui". Eu não vou ficar aqui esperando apanhar. Acabou a dinâmica. Mas a gente sabe que não é fácil isso. Ela tá na posição de vítima porque ela não se vê fora. Ela não acha que ela dá conta, ela acha que ela depende, ela acha que ela não vai ser ninguém se ela ficar, se ela sair dali. Então, a gente sabe que é complexo, mas olhando de fora, de uma maneira fria, é uma dinâmica que se auto que mutuamente se alimenta, um dá energia pro outro, né? A a Sandra Regina Galete diz assim: "É aquela famosa frase aqui eu mando e sou detestado." Que triste. Eu fui resgatar, Sandra, porque tá lá no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 9, no item 6. E eu trouxe o trecho inteiro porque acho que vale a pena a sua lembrança, acho que vale a pena, vai enriquecer o nosso estudo ler um trechinho desse trecho, porque tá falando exatamente isso, que muitas vezes a gente quer ser eh ser autoridade, mas a gente apela por um poder que mais é mais dominador. Aí as pessoas nos obedecem, não porque

o desse trecho, porque tá falando exatamente isso, que muitas vezes a gente quer ser eh ser autoridade, mas a gente apela por um poder que mais é mais dominador. Aí as pessoas nos obedecem, não porque concordam que a gente sabe orientar, que a gente sabe liderar, obedece porque tem medo da gente, né? Então ela disse assim, os espíritos dizem assim, nesse item seis do capítulo 9 do Evangelho Segundo Espiritismo, a essa classe também pertencem esses homens de exterior benigno, que tiran os domésticos, fazem que suas famílias e seus subordinados lhes sofram o peso do orgulho e do despotismo, como a quererem desforrar-se do constrangimento que fora de casa se impõe a si mesmos. Ou seja, apanha lá fora e quer bater quando chega em casa. Covardia, né? Não se atrevendo a usar de autoridade para com estranhos que os chamariam à ordem, acham que pelo menos devem fazer temidos daqueles que lhes não podem resistir, né? As crianças, os filhos, a esposas muitas vezes, né? envaidecem-se de poderem dizer: "Aqui mando e sou obedecido, sem- lhes ocorrer que poderiam acrescentar e sou detestado." Então aqui é uma explicação espírita do que Jung diz, que o oposto do amor é o poder. A gente não consegue dominar alguém e estabelecer com essa mesma pessoa uma relação de amor. Não cabem os dois, as duas situações, né? E a Elô aqui de Amparo, a Elô Buenos disse: "Por isso vemos tantas pessoas sozinhas ou casamentos que não duram por conta dessa necessidade de concorrência na relação. Um tem que sempre mandar, dominar, ser obedecido, porque é o dono da verdade e não abre espaço para o diálogo e equilíbrio." Elô, acho que esse não é o único motivo, mas certamente é sim um dos principais fatores de dissolução, de afastamento de relacionamentos. É muito comum essa questão do poder no nosso grau de evolução, da dominação. A gente vê isso muito ainda eh presente nos relacionamentos de alguém querer sempre ter razão, só ele que escolhe. Tudo o que ele fala é o que é o certo. O outro tem só que seguir, né? ao invés de

ão. A gente vê isso muito ainda eh presente nos relacionamentos de alguém querer sempre ter razão, só ele que escolhe. Tudo o que ele fala é o que é o certo. O outro tem só que seguir, né? ao invés de querer um parceiro, ele quer um seguidor. Então, eu lembrei até de dois filmes. Tem um muito antigo que acho que nem acha mais, porque deve ser lá do ano 70, 1970, que é a guerra dos roses. É um casal e mostra exatamente o quanto bobanta bobagem os dois ficam, os dois se amam. Dá para ver que que tinha tudo para se dar bem. Aí eles começam a disputar, brigar, disputar, brigar, disputar, brigar. Eu não vou dar spoiler, mas termina muito mal. E termina muito mal porque ficaram querendo disputar poder. Tem um filme mais recente que chama Quarto de Guerra. Esse quarto de guerra também mostra o casal se tornando adversário, se tornando rival, disputando poder. E o quanto que isso vai destruir a relação de amor, mostrando realmente que o contrário de amor é o poder. Bom, essas foram as perguntas, as respostas, os comentários. Eu agradeço pela participação de vocês, sempre muito carinhosa, caridosa comigo, que a gente tenha uma ótima semana e espero vocês semana que vem pra gente continuar os nossos estudos. Obrigada e até lá.

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