T7:E14 • Jesus e Atualidade • Jesus e Posses

Mansão do Caminho 30/10/2024 (há 1 ano) 50:50 3,820 visualizações 584 curtidas

No décimo quarto episódio da sétima temporada de "Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis", Cristiane Beira aborda a visão de Jesus sobre as posses materiais. Este episódio nos convida a refletir sobre a importância de desapegar-se e valorizar o que realmente importa para o crescimento espiritual, segundo os ensinamentos de Jesus. Temporada 07: Jesus e Atualidade Episódio 14: Jesus e Posses (capítulo 14) Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Angeles. Vamos falar hoje sobre Jesus e Posses. O capítulo Jesus e Posses, o capítulo 14. Pra gente iniciar a nossa reflexão, eu trouxe aqui alguns trechos. Vamos começar com o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 25, item dois. E eu selecionei o seguinte trecho. Na infância da humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata de alimento, dos meios de se preservar das intemperes e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu a mais do que outorgou ao animal o desejo incessante do melhor. E é esse desejo que o impele a pesquisa dos meios de melhorar sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da ciência, porquanto é a ciência que lhe proporciona o que lhe falta. pelas suas pesquisas, inteligência se lhe a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura e as necessidades do corpo sucedem as do espírito. Depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização. Os bons espíritos aqui trouxeram pra gente, num único parágrafo, uma explicação de todo o processo da evolução, de como é o plano de Deus paraa evolução dos homens enquanto estamos na Terra. Estamos nesse eh período da faixa evolutiva, porque sabemos que partimos da total ignorância dos do do espírito criado simples e e vamos em direção à perfeição. Chegaremos a ser espíritos puros como Jesus é. E nesse trecho ele ele faz uma síntese de como se dá esse processo. Eu queria voltar para destacar alguns pontos pra gente já começar a pensar a respeito do que depois a gente vai tentar entender porque que a gente gosta tanto das coisas da matéria. Porque o título da da aula de hoje é Jesus e posses. Nós vamos falar sobre o terço. Por que que a gente se apega tanto às coisas daqui? porque faz parte do nosso grau de evolução e da fase que nós estamos para progredir. Então, os espíritos explicam pra gente na infância da humanidade, o ser humano

ente se apega tanto às coisas daqui? porque faz parte do nosso grau de evolução e da fase que nós estamos para progredir. Então, os espíritos explicam pra gente na infância da humanidade, o ser humano correu atrás, porque essa infância já ficou um pouco para trás. Nós já temos ciência, tecnologia, a inteligência já se aprimorou. Mas lá nossos ancestrais, quando morávamos em caverna, quando o eh nos nos distribuíamos em forma de tribo, quando vivíamos muito ainda ao relento, com pouca tecnologia desenvolvida, naquela infância da humanidade, o que que o ser humano corria atrás? ser humano corria atrás de alimento, corria atrás de se preservar das intemperes, ter uma proteção, o lugar para se se proteger do frio, da chuva e de se defender dos seus inimigos. Então, era simplesmente sobrevivência. Na infância da humanidade, o ser humano gastava, usava sua inteligência, porque a inteligência não gasta, né? Ele usava, ele aplicava a sua inteligência para se manter vivo. Eu preciso comer, eu preciso não ficar doente. Então, preciso de uma proteção, de um abrigo e eu preciso me defender se alguém vier me atacar, um inimigo, uma fera, então eu preciso sobreviver. Então, a inteligência foi se desenvolvendo enquanto o homem ficava tentando criar recursos mais otimizados para se manter vivo. Então, primeiro a gente foi eh eh a gente fez o o procedimento de coleta, né? A gente catava alimentos e coletava alimentos. Então, a gente era nômade, íamos passando de lugar em lugar, esgotando os recursos, íamos para outro lugar, manter vivo, preciso de alimento. Aí a inteligência foi aprimorando e a gente começou a pensar, por que que eu preciso ir dependendo de um alimento que vai ser encontrado pela natureza e não posso produzir o próprio alimento? Porque se eu plantar essa semente, ela nasce. Então eu posso prever onde vai ter alimento. Eu digo aqui vai ter alimento porque eu vou plantar uma semente e essa semente vai brotar e eu vou colher o alimento que eu quis que estivesse aqui. A gente foi

eu posso prever onde vai ter alimento. Eu digo aqui vai ter alimento porque eu vou plantar uma semente e essa semente vai brotar e eu vou colher o alimento que eu quis que estivesse aqui. A gente foi desenvolvendo inteligência. Então na primeira fase da vida, Deus fez com que a gente corresse, corresse atrás da da de da manutenção da matéria, da carne, do corpo. E ao fazer isso, a gente desenvolveu inteligência. Naquela época não dava para falar pros seres humanos: "Olha, gente, senta aí que nós vamos conversar sobre leis morais, vamos falar sobre a empatia." não tinha, não estava na hora disso ainda, porque não tinha cérebro suficientemente maduro, suficientemente desenvolvido pra gente falar de assuntos mais eh mais subjetivos, mais reflexivos, que exige um nível de concatenação, de discriminação, de categorização, de análise mais sofisticado. Naquela época, o nosso cérebro dava conta de correr atrás de coisas mais concretas. E ao correr atrás de coisas concretas, a gente foi se desenvolvendo, o cérebro foi se aprimorando. Então é plano divino que a gente na primeira fase da nossa vida aqui, a gente corra atrás das coisas da terra. A gente precisava querer as coisas da terra. Porque se eu falasse: "Ah, eu não ligo para esses alimentos não, eu morria. Ah, eu não ligo para ter um teto, para eu poder me agasalhar da chuva, eu morria. Ah, eu não ligo para esse corpo. Se o o meu inimigo, a fera, quiser vir, pode me devorar. Se eu tivesse esse desprendimento e esse desapego, vamos chamar assim, se eu tivesse essa pouca valorização, essa pouca importância, eu não ficaria vivo. Então, a lei de conservação fez com que a gente buscasse cuidar do corpo, preservar a vida, a sobrevivência. E ao buscar a sobrevivência, o nosso cérebro foi se desenvolvendo, foi se aprimorando, foi se sofisticando. Bom, Deus deu pra gente, então, não só a busca pela sobrevivência, porque isso o animal também tem. O animal também procura uma toca, o animal também procura alimento, o animal também sabe

fisticando. Bom, Deus deu pra gente, então, não só a busca pela sobrevivência, porque isso o animal também tem. O animal também procura uma toca, o animal também procura alimento, o animal também sabe se defender dos seus predadores e dos seus inimigos. Então, até aí não somos diferentes dos animais. que que Deus fez pra gente que não fez pros animais. que que nos além de de dentre as várias os vários fatores que nos distanciam, que nos diferenciam dos animais, Joana destaca, desculpa, os benfeitores destacam aqui no Evangelho Segundo o Espiritismo o desejo incessante do melhor. Esse desejo incessante do melhor faz com que a gente queira não só uma casa, mas uma casa cada vez melhor, cada vez mais protegida, cada vez mais confortável, cada vez mais segura. faz com que a gente queira um alimento, não só qualquer alimento que a gente encontre, cada vez melhor, cada vez mais variedade de alimento, cada vez alimento mais saboroso, cada vez alimento mais combinado, processado, cozido, seja o que for, preservado na geladeira, a gente vai aprimorando. Então, o desejo incessante do melhor fez com que o homem continuasse desenvolvendo seu cérebro, enquanto que o animal parou. parou nesse sentido de que ele não continuou sendo, ele continua sendo animal. O João de Barro, que é o exemplo clássico, né? Mas eu vou falar do João de Barro, vou falar do ninho do Bejaflor, que é o que eu vejo aqui muito próximo. Ele fez três ninhos em três anos aqui pertinho da porta da minha entrada. Ele fez o mesmo ninho igualzinho. Ele fez um ninho no primeiro ano, um outro ninho no segundo ano, um outro ninho no terceiro ano. E os três ninho que ele fez, ele fez igual. Então veja, ele não vai falando: "Ah, já que eu vou fazer um ninho, agora eu vou fazer ele maior, agora eu vou fazer ele durar mais, porque assim eu uso no ano que vem". Ele não, ele não tem esse desejo incessante do melhor. Ele tem o desejo de se manter vivo. Então, ele tem algo que o faz sobrevivência. A gente além da sobrevivência, a gente

m eu uso no ano que vem". Ele não, ele não tem esse desejo incessante do melhor. Ele tem o desejo de se manter vivo. Então, ele tem algo que o faz sobrevivência. A gente além da sobrevivência, a gente quer sobreviver cada vez melhor, o desejo incessante do melhor. Então nós vamos melhorando a nossa casa, nós vamos melhorando a forma como a gente se alimenta, a gente vai melhorando a forma como cuida da saúde e por aí vai. E ao fazer isso, a gente aprimora o quê? As pesquisas, as descobertas, as invenções, a ciência. Então nós somos evoluindo. Então é plano de Deus. Primeiro vamos cuidar da sobrevivência. Agora, não só da sobrevivência, mas vamos sobreviver cada vez com mais conforto, mais segurança, mais tecnologia, mais eficiência. Aí a ciência vai criando tanto, vai descobrindo tanto, vai ampliando tanto, que chega uma hora que eu já nem preciso me preocupar muito com esse corpo mais já tá tudo garantido no processo evolutivo. Vai chegar uma hora. a gente na Terra ainda não conseguiu por questões morais, porque a gente já tem condição de ter alimento para todo mundo, de ter proteção para todo mundo, mas daí a gente vai entrar numa outra reflexão que não é o caso hoje, mas chega um momento em que a gente já não precisa mais dedicar nossa inteligência totalmente à melhoria das condições materiais. E aí, nesse momento, isso já nem passa mais ser tão interessante. A gente começa a querer outras coisas. É como se a gente falasse: "Pronto, já me esbaldei, já consegui, já conquistei, já criei". Agora, será que não tem alguma coisa além disso? E nessa hora que a gente entra no âmbito do espírito, quando a gente diz assim, a pessoa tem tudo, tem dinheiro, tem tem beleza física, tem fama, tem riquezas, enfim, tá? Tem tudo que na terra se pode ter. Em termos materiais, ela tem tudo de muito, tem abundância de tudo. Ainda assim, ela não é feliz. Por quê? Ainda assim, ela não se realiza por quê? Ainda assim, ela não se vê satisfeita. Falta algo. É isso aí. Os espíritos dizem que as necessidades

abundância de tudo. Ainda assim, ela não é feliz. Por quê? Ainda assim, ela não se realiza por quê? Ainda assim, ela não se vê satisfeita. Falta algo. É isso aí. Os espíritos dizem que as necessidades do corpo, depois das necessidades do corpo, sucedem as necessidades do espírito. Essas pessoas quando elas chegam nesse lugar que fala: "Pronto, eu conquistei tudo, eu cheguei onde eu queria, eu tenho tudo, dinheiro, eu tenho tudo, mas ainda assim me falta algo." Então agora você tem que mudar de instância. Agora você deve ir para uma instância que é do espírito. Ali é que vai começar agora de verdade a saciar o seu desejo de algo mais. Então, primeiro a gente gasta, a gente aplica a nossa inteligência para as coisas da Terra e chega no momento em que vira uma chave e isso já nos satisfaz tanto. Agora eu preciso das coisas do espírito. Vou me interessar por coisas que enriquecem dentro. Já não me envolvo mais com coisas da matéria que vão saciar o estômago, vão me dar prazeres sensoriais. Eu preciso de realização espiritual. Eu preciso de lugares, de experiências místicas, de autoconhecimento, de progresso espiritual, porque daí me dá uma satisfação interna, já não é mais uma satisfação dos órgãos do corpo. Então, é interessante porque é assim que eles fazem esse resumo e dizem: "É assim que o homem passa da selvageria à civilização". Então, quando nós vamos falar do de posses, quando nós vamos falar de ter, nós estamos falando a respeito de uma fase do desenvolvimento da humanidade. A fase em que a gente corre atrás das coisas daqui e eh faz parte. Não é pecado, não é errado. Eu não sou do mal porque eu quero as coisas da terra. Faz parte do plano divino. Vai, Cris, continua querendo as coisas da terra. Continua. Vai chegar uma hora que a chave vira e as coisas da terra não vão te satisfazer mais. E aí você vai fazer como muitos personagens da nossa história fizeram. Desapega de tudo, nada disso me realiza mais. Eu agora vou para uma outra jornada. É uma jornada em busca da

te satisfazer mais. E aí você vai fazer como muitos personagens da nossa história fizeram. Desapega de tudo, nada disso me realiza mais. Eu agora vou para uma outra jornada. É uma jornada em busca da elevação espiritual, em busca do aprimoramento moral, do autoconhecimento. Um caso clássico, mas são muitos, é o próprio São Francisco. São Francisco chegou nessa virada de chave e falou: "Puxa vida, fui pra guerra, fui pra conquista, meu pai era rico, eu tenho tudo". Não é isso. Agora eu quero um outro tipo de encontro, eu quero crescer numa outra instância da vida. E aí ele se despoja das dos interesses da busca pelas coisas da terra e começa a fazer a sua jornada espiritual e como ele tantos outros. Mas não adianta forçar porque a gente já percebeu também. A gente tentou imitar no sentido, ah, então eu vou me desapegar. Se essa mudança não foi na hora certa da tal mudança da virada de chave, fica uma coisa fake, falsa, forçada. Aí eu fico querendo me desapegar, mas dentro eu não tô desapegado. Aí eu fico, eu tiro de mim e fico vigiando os outros. Ó lá, fulano fica correndo atrás de coisas, ou seja, eu não tô fazendo e tenho raiva de quem faz. Então precisa ser um amadurecimento que é natural. A gente pode acelerar, claro, e deve. Como? com isso aqui que a gente tá fazendo, ó, refletindo, pensando, se conhecendo, se analisando, experimentando. A gente vai fazendo esse exercício e vai acelerando o momento da virada da chave, quando as coisas da Terra já não me interessam tanto e eu preciso de coisas mais voltadas para o plano espiritual. Então, Joana vai nos levar a essa reflexão. Por que que as coisas da terra, as posses nos eh capturam, ainda nos perturbam? Eu trouxe uma frase eh de Aristóteles, que também ajuda a gente nessa reflexão. Ele diz assim: "A liberdade é a capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou a sua omissão." Bom, deixa eu deixa eu voltar um trechinho antes de gente explorar Aristóteles. Eu anotei assim, ó. querer algo quando a

capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou a sua omissão." Bom, deixa eu deixa eu voltar um trechinho antes de gente explorar Aristóteles. Eu anotei assim, ó. querer algo quando a gente tá na fase inicial. Eu quero uma casa melhor, eu quero um carro mais posso, eu quero um emprego, eu quero uma conquista, eu quero um título, eu quero um currículo. Esse querer faz com que eu me movimente. Eu vou atrás de estudar mais, eu vou atrás de me dedicar mais, eu vou atrás de aprender mais, eu vou atrás de me desenvolver mais. Então, eu quero, eu corro atrás, eu me movimento. E esse movimento faz com que eu cresça, faz com que eu experimente, faz com que eu conviva com pessoas, faz com que eu me depare comigo mesma, faz com que eu tenha que superar dificuldades, eu cresço. Então, quando eu quero uma coisa e corro atrás dessa coisa, eu cresço nesse percurso. Então, esse é o plano divino. Mas agora a gente vai acrescentar nessa nessa reflexão o termo liberdade, o conceito liberdade. Por que que eu sou presa às posses? Por que que eu sou apegada às coisas? Por que que eu sou dependente da terra e eu preciso das coisas daqui? Eu desejo as coisas daqui? Eu quero as coisas daqui? Porque eu não sou livre para dizer: "Ah, não quero mais nada daqui. Quero só a minha conexão com Jesus. Quero elevar meu ser e descobrir Deus em mim. Quero ajudar meus irmãos da humanidade. Por que que eu não tenho essa liberdade para conseguir fazer isso? O que que me prende à coisas da terra?" Aí a gente entra e vou reler Aristóteles. A liberdade é a capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou a sua omissão. Que que Aristóteles está dizendo? Enquanto o homem, o ser humano, não for capaz de ter a opção de agir ou não agir sozinho, ele não é livre. Ele ainda é preso a uma condição que o arrasta. Por exemplo, eu tenho oportunidade, sei lá, de comer um doce. Vamos pegar o exemplo mais básico dos nossos desejos, né? o nosso desejo por um doce ou por algo que nos atrai atenção.

ção que o arrasta. Por exemplo, eu tenho oportunidade, sei lá, de comer um doce. Vamos pegar o exemplo mais básico dos nossos desejos, né? o nosso desejo por um doce ou por algo que nos atrai atenção. Se eu conseguir estar diante do doce e eu agir por eu escolho comer o doce ou eu escolho não comer o doce, eu posso dizer que eu sou livre, porque quem decidiu fui eu. Eu não fui arrastado para aquele doce. Agora, enquanto eu disser assim: "Ai, eu não deveria comer esse doce, eu não queria comer esse doce, eu gostaria tanto de não comer esse doce, comi, eu não sou livre. E algo ainda em mim é arrastado e quando eu vejo, eu estou fazendo aquilo que eu em consciência queria não ter feito. Vamos sofisticar um pouco mais nossos desejos. Eu desejo não falar mal de uma pessoa. Eu desejo. Então, eu queria não falar mais mal de ninguém, mas daqui a pouco alguém alguém me faz me faz uma uma ofensa e quando eu vejo, eu estou fazendo a caveira dessa pessoa para aquela outra. E aí, conscientemente eu queria não fazer, mas as minhas emoções, os meus conflitos me arrastam. E quando eu me dou conta, estou eu lá fazendo o que eu não queria fazer. É aquela tal frase do apóstolo Paulo que eu trago sempre. O bem que eu quero fazer, eu não faço. O mal que eu não quero fazer, esse eu faço. Esse é Paulo nos mostrando que ele ainda não era livre naquele momento. Ele ainda era escravo de algo que ele chama de um espinho na carne. Depois no na na continuação do versículo, ele ainda sentia que algo nele o arrastava. Ele não tinha superado a ponto de dizer: "Quero fazer o bem, então eu faço. Não quero fazer o mal, então eu não faço." Ele não era livre para poder escolher. A consciência dele falava: "Não quero fazer o mal". Ai fiz. Quero fazer o bem. Ai não fiz. Por que que eu não fiz e fiz se eu queria fazer e não fazer? Então, enquanto eu não sou capaz de escolher livremente entre fazer e não fazer e eu escolher, enquanto algo em mim ainda me arrastar, segundo Aristóteles, eu não sou livre, eu ainda

azer e não fazer? Então, enquanto eu não sou capaz de escolher livremente entre fazer e não fazer e eu escolher, enquanto algo em mim ainda me arrastar, segundo Aristóteles, eu não sou livre, eu ainda sou condicionado pelas minhas paixões, vícios, atavismos, complexos, conflitos. E um outro trecho também de Paulo que eu destaco, que está em 1 Coríntios 6:1, diz assim: "Todas as coisas me são lícitas. Tá aí, tá disponível. Pode fazer, pode pegar, pode usar, mas nem todas elas me convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma". Então, quando a gente consegue não só querer, mas querer bem querido, a gente está crescido, a chavinha virou, a gente amadureceu, a partir dali a gente é livre e a partir dali, provavelmente a gente já não se encanta tanto com as coisas da terra e a gente começa a buscar as coisas do céu. Então, Aristóteles diz: "Para você ser livre, você tem que ter condição de escolher fazer ou não. Enquanto você quer escolher uma coisa e acaba fazendo outra, você não é livre. E Paulo em Coríntios diz: "Todas as coisas que estão aí, que estão aí, estão disponíveis, mas nem todas elas convém a você, nem todas elas vão te fazer bem". Então, todas as coisas que estão aí disponíveis estão aí, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas, ou seja, não vou ser arrastado, não. Eu é que decido quando eu quero, porque que eu quero, se eu quero essas coisas ou não. Nessa hora eu posso dizer, eu superei a matéria. Não é que eu não desfrute da matéria, que eu use a matéria, que eu exercite dentro da matéria, que eu participe da matéria, só que ela não mais me prende. Eu estou desapegado. Esse é Jesus. Jesus veio pra terra. Ele comeu, ele dormiu, ele descansou. Jesus desfrutar proveito das coisas daqui, mas elas nunca fizeram cóscegas nele no sentido de o atormentar, de o arrastar, de o perturbar. Nunca ele era capaz de ter as coisas ou não ter. Ele foi pro deserto e ficou 40 dias sem se alimentar, não sei o que que ele fez lá, mas ele ele consegue fazer isso. A

, de o arrastar, de o perturbar. Nunca ele era capaz de ter as coisas ou não ter. Ele foi pro deserto e ficou 40 dias sem se alimentar, não sei o que que ele fez lá, mas ele ele consegue fazer isso. A gente não consegue nem conceber ficar dois dias sem alimento. Então é quando eu supero, eu posso, mas eu escolho fazer ou não fazer. Aquilo não me arrasta. Nessa hora eu já tenho um querer que aí a gente sabe, eu desejo incessante do melhor. Eu continuo desejando coisas, mas eu continuo agora desejando coisas boas, saudáveis, nobres. Agora, é um desejo incessante de melhorar internamente, moralmente, porque enquanto a gente tem desejo incessante de melhorar, está presa à matéria, às vezes a gente pode querer melhorar a custa. de corrupção, de maldade, de roubo, de imoralidades. Eu quero ser rica e para isso eu vou passar perna aqui, roubar de lá, eh, eh, manipular esse outro para querer algo melhor para mim, eu acabei vendendo minha alma, me corrompendo, me desvirtuando. Quando a gente amadurece, quando a gente chega nesse lugar que a gente tá dizendo que tem aí e eh Jesus, a gente não só quer o melhor, mas a gente quer o melhor alinhado com Deus, o melhor para mim e para todos. Eu quero melhor que seja bom paraa humanidade, que seja moral, que seja ético, que seja caridoso. Então, enquanto não chegarmos nessa virada de chave, a ponto de termos superado a matéria, a ponto de não nos arrastarmos pela matéria, a ponto de querermos coisas do céu, enquanto não chegarmos nesse lugar, as coisas da terra vão nos atrair, vão nos hipnotizar, vão nos arrastar, inclusive, porque a gente ainda não tem força, clareza, maturidade espiritual para falar isso tem o tamanho disso não é maior, porque a gente enxerga hoje as coisas da terra muito maior do que elas são, muito maior. Jesus não se encantou com nada, com poder. Ele não foi lá pro deserto e foi tentado. Eu vou te dar todas as coisas, eu vou te dar todos os reinos, eu vou te dar todas as glórias. Ele não quis nada. Essas coisas não interessavam

ada, com poder. Ele não foi lá pro deserto e foi tentado. Eu vou te dar todas as coisas, eu vou te dar todos os reinos, eu vou te dar todas as glórias. Ele não quis nada. Essas coisas não interessavam para ele. Não era isso que ele queria. Ele queria cumprir a vontade de Deus. Ele queria fazer a humanidade acordar. Ele queria mostrar o poder da fé. Ele queria ensinar o amor. Era isso que Jesus queria. queria ficar rico, famoso, poderoso, né? Mas a gente que ainda não está nesse estado evolutivo ainda se deixa encantar pelas coisas da terra, né? Então, pra gente poder dizer não a um desejo, a gente precisa ser maduro e livre. Enquanto desejo ainda nos arrastar, a gente está nessa infância da humanidade. A gente ainda está preso, não é livre, escravo da matéria e a gente ainda não se libertou. Então, de um lado tem essa escravidão, porque as coisas me arrastam, tem a infantilidade porque eu ainda não cresci para me desapegar, tem essa falta de liberdade e a imaturidade. Aí um dia vira a chave, a partir daí eu sou mais maduro, eu sou por isso mais livre e sou por isso desapegado, que é onde está lá os estão os espíritos superiores. Então, existe uma relação entre liberdade e maturidade. Conforme eu vou amadurecendo, eu vou ficando mais livre, porque eu vou podendo falar não para coisas que eu sei que não são boas. Eu consigo falar não. Quanto eu não conseguir, é como se eu ainda fosse mais imaturo. Vamos entrar então em Joana deângeles e ela disse: "O apego aos bens materiais torna-se uma jaula que aprisiona o possuidor distraído que passa a pertencer aquilo que supõe possuir." Tá vendo, Joana? Numa frase fez um resumo de tudo que a gente falou. A gente não falou que quanto mais maduro, mais desapegado. Quanto mais maduro, mais livre para escolher ou não escolher. E ela diz o apego aos bens materiais, o quanto você tá apegado, que você não consegue falar não para aquilo, você precisa daquilo, aquilo te arrasta, significa que você está numa jaula aprisionado e você pensa que você possui

s materiais, o quanto você tá apegado, que você não consegue falar não para aquilo, você precisa daquilo, aquilo te arrasta, significa que você está numa jaula aprisionado e você pensa que você possui a coisa, mas na verdade a coisa é que te possui, porque ela te arrasta e te tira a capacidade de falar: "Não vou fazer isso porque isso não é bom para mim". Ou seja, não sou livre, estou preso e eu penso que eu tenho a coisa, mas na verdade é a coisa que me tem, ela que me controla. Causa aflição pelo medo de perder o que acumula. Aquele que fica acumulando, acumulando, acumulando, fica aflito porque tem medo de perder o que está acumulando. Porque no fundo ele sabe que aquilo não é dele, porque se fosse dele ele não perdia. Ele sabe que está com ele e amanhã pode não estar mais, como vai não estar mais, né? Porque nada dura para sempre aqui na terra. Tudo é passageiro. Pela ânsia de aumentar o volume dos recursos, pela circunstância de ter que deixá-los ante a eminência da morte sempre presente na vida. Ou seja, o apego faz com que a gente queira ter um controle. E se eu quero ter um controle, eu quero ter isso, eu não quero perder isso, é como se eu tivesse eh eu eu não tivesse me entregando a Deus, porque aquele que se entrega fala: "Olha, eu tenho isso, mas se Deus se Deus achar que é bom para minha experiência eu perder, eu vou perder e tá tudo certo." Então essa é a entrega, essa é a verdadeira fé. Mas se eu estou no lugar de não posso perder, meu Deus do céu, desapega, controla e agora o que que eu vou fazer? Eu, como se eu tivesse querendo, não, Deus, você não vai tirar de mim. Eu vou proteger isso a qualquer custo. Então, eu estou distante da entrega, da fé. Deus sabe o melhor para mim. Eu vou fazer a minha parte. Eu vou trabalhar, eu vou tentar adquirir recursos para eu dar uma para minha vida uma condição melhor, mas eu não sei o futuro. Se for para o meu bem eu experimentar a escassez total, muitos já experimentaram. Muitos numa única vida tiveram tudo e perderam tudo

uma para minha vida uma condição melhor, mas eu não sei o futuro. Se for para o meu bem eu experimentar a escassez total, muitos já experimentaram. Muitos numa única vida tiveram tudo e perderam tudo e passaram a não ter nada. Se essa história também me diz respeito e também precisa que eu se que eu viva esse tipo de experiência, Deus que seja feita a sua vontade. Essa é a entrega. Mas Joana tá dizendo que as pessoas que ficam nesse controle, eu preciso acumular, eu preciso aumentar. Gente, lembra daquele daquele trecho também que está no Evangelho Segundo o Espiritismo, que Jesus conta que um homem estava acumulando e enchendo seus celeiros. Aí ele foi dormir e percebeu que ele precisava fazer uma nova colheita, porém seus celeiros já estavam cheios. E ele foi dormir pensando: "Amanhã vou acordar e construir mais um celeiro". E aí essa parábola termina dizendo: "Pobre alma". Porque durante essa noite ela foi chamada para Deus de volta. Ou seja, imagina o desespero de você ter largado tudo, não ter usufruído de nada, ter corrido, acumular, acumular, acumular para não levar nada daqui. E a hora que você chega lá, ele e aí, que que você trouxe? Eu não trouxe nada porque tudo que eu fiz ficou lá, né? Então é uma reflexão para falar, você tem que usar as coisas da terra a serviço de conquistar as coisas do céu. Então se eu chego lá e fala assim: "Olha, eu eu produzi muita coisa, eu corri atrás de muita coisa, acumulei mais eu cresci nisso, eu me desapeguei daquilo, eu ajudei não sei quem. Aí sim eu usei as experiências da terra para crescer em espírito, né? Então, quanto mais eu estou nessa necessidade de controlar, de ter, de possuir, de acumular, mais eu estou tentando brigar com Deus, porque eu não sei quais são os planos de Deus. Eu não sei que futuro me aguarda. Então, falta aí uma fé de que as coisas, se são minhas, são minhas. Se não são minhas, elas vão, elas vão embora. Então, eu tenho limite no meu controle. Mas se eu fico nesse desespero, né, como se eu tivesse falando, vai ser do meu jeito,

, se são minhas, são minhas. Se não são minhas, elas vão, elas vão embora. Então, eu tenho limite no meu controle. Mas se eu fico nesse desespero, né, como se eu tivesse falando, vai ser do meu jeito, não vai ser do jeito de Deus. Eu vou garantir que eu vou ser rico para sempre, que eu vou ter isso para sempre, que eu nunca vou perder aquele bem, né? Aí a gente sabe que isso não existe. Ã, ah, e não fazemos isso só porque a gente tá falando de posses e eu tô trazendo muito pra questão material de coisas, mas vamos pensar que a posse ela pode ser, por exemplo, até de gente, a gente quer ser quer ser dono de pessoas, né? A gente trata às vezes as pessoas do nosso relacionamento como se fossem posses nossas ou às vezes títulos ou às vezes empregos e a gente acha que a gente é dono daquilo, que aquilo é nosso e a gente se apega. Ai, se eu perder esse emprego, eu morro. Como assim morre? Não morre nada. Mas se eu achar que aquilo é tudo que eu preciso e nada mais faz sentido, pode ser que eu morra mesmo, porque eu pus tanto peso, tanto valor naquilo, muito maior do que aquilo tem. Então, às vezes, a nossa posse, o nosso apego não é para coisa material. Às vezes é apego a um título, às vezes é um apego ao que os outros vão pensar de mim. Se eu ficar com a imagem queimada, não tem gente que naquelas grandes crises financeiras ficaram com vergonha de ser pobres e tiraram às vezes a própria vida, né? Então, às vezes a gente se apega não só a bens materiais, mas a gente se apega a histórias. Eu preciso viver essa história, porque se eu não viver essa história não vai ser possível ser feliz. Não, a gente tem que desapegar. E de novo a gente volta pras grandes almas que já habitaram a terra, que foram felizes onde estiveram, viveram com pouco, com quase nada, ou viveram com muito, tanto faz, porque a paz de espírito que eles tinham era interna. A alegria de viver que sentiam era interna. Não estava relacionado com o fato de eu poder ter coisas, poder, fama, dinheiro, riqueza, bens. né?

z, porque a paz de espírito que eles tinham era interna. A alegria de viver que sentiam era interna. Não estava relacionado com o fato de eu poder ter coisas, poder, fama, dinheiro, riqueza, bens. né? Bom, Joana continua: "Enrijece os sentimentos que perdem a tônica da solidariedade, da compaixão, da caridade, ouvidando-se dos outros para pensar somente em si. Faz pressupor que nasceu para ser servido, abandonando o espírito de serviço que dignifica e favorece o progresso, né? Então, assim como a criança, a gente não começou falando no Evangelho Segundo o Espiritismo, que na infância da humanidade o homem quer coisas para poder sobreviver. A mesma coisa acontece durante a nossa vida. Quando a gente reencarna, na primeira fase da nossa vida, a primeira infância, a gente é egocentrado. A gente vive em voltando para si. Eu quero tudo para mim. Eu quero que minha mãe pare o que tá fazendo na hora. Porque se eu quero mamar agora, tem que ser agora. E eu quero meus brinquedos para mim, eu quero atenção, eu quero, eu quero. Porque a criança está, é até necessário, porque ela precisa chamar essa atenção para ser lembrada, para ser cuidada, porque ela depende dos outros. Então, por depender dos outros, ela precisa ter essa atenção exagerada sobre si, porque ela precisa chamar as pessoas para cuidar dela. A, o bebezinho, se ele fica quietinho lá, ele é esquecido, ele tá tudo bem. Então ele precisa gritar, chorar, chamar atenção pra mãe vir, socorrer, cuidar, né, alimentar e tudo mais. A mesma coisa acontece então na terra. As a gente vai sendo mais egocentrado conforme a gente for mais infantil. Depois a gente vai crescendo e lembrando que existe outras pessoas no mundo, que o mundo não gira ao meu redor, que eu não sou a última bolacha do pacote, né? Para isso significa, quando isso acontece, significa que eu estou amadurecendo. E que que Joana traz aqui? Que muitas pessoas parecem que não amadureceram. Por quê? Porque não se lembram da solidariedade, da compaixão, da caridade. Esquece-se dos outros e

e eu estou amadurecendo. E que que Joana traz aqui? Que muitas pessoas parecem que não amadureceram. Por quê? Porque não se lembram da solidariedade, da compaixão, da caridade. Esquece-se dos outros e pensa somente em si. Faz pressupor que nasceu para ser servido. Então, Joana tá chamando atenção. São pessoas imaturas. Ela quer tudo para ela, na hora dela, no do jeito dela. E isso é um jeito de estar apegado, é um jeito de quem quer ter posse, é o jeito que eu quero controlar tua vida. Eu quero que o fulano me sirva, eu quero que aquele ciclano não saia do meu lado, eu quero que esse daqui se dedique. Ou seja, eu quero possuir as pessoas, eu quero possuir as circunstâncias, as condições, eu quero possuir a vida, eu quero do meu jeito. Ou seja, infantil e imaturo, egocentrado. Então, conforme eu sou egocentrado, menos maduro eu sou. E quanto menos maduro eu sou, menos livre e mais apegado eu sou. Lembra? Vou amadurecendo, vou me libertando, posso escolher fazer ou não fazer. E isso significa que eu faço boas escolhas e que eu não sou apegado. Eu vivo bem se tiver e vivo bem se não tiver. Agora, se eu sou criança, eu preciso do meu jeito, eu preciso de tudo, não posso dar nada para ninguém, tem que ser tudo do meu jeito. Eu sou escravo, eu sou apegado, eu sou egocentrado. Então, a relação da maturidade com a liberdade, a relação da da imaturidade com o apego, com a necessidade de ter, de possuir. Joana também diz assim, ó: "Rico é todo aquele que doa, assim espalhando os recursos que se multiplicam em diversas mãos e em benefício geral. Sabe que é mordomo transitório e não dono permanente, devendo prestar contas oportunamente dos valores que lhes foram confiados". Então, eh, Joana, a gente lembra aqui também daquele da parábola dos talentos, que o Senhor da o Senhor, que era o verdadeiro dono das bênçãos, dos talentos, saiu para viajar e deixou por um período na mão de três servidores os seus talentos. Deixou cinco na mão do primeiro, deixou três na mão do segundo e deixou um na mão do terceiro.

nçãos, dos talentos, saiu para viajar e deixou por um período na mão de três servidores os seus talentos. Deixou cinco na mão do primeiro, deixou três na mão do segundo e deixou um na mão do terceiro. Eles foram donos? Não, eles foram alguém que portaram, eles portaram os talentos por um período, depois eles tiveram que devolver pro verdadeiro dono. E enquanto estavam portando esses talentos, quando enquanto eram portadores dos talentos, eles multiplicaram. O último não, o último ficou com preguiça de trabalhar para multiplicar, deixou escondidinho ali para ninguém roubar e depois devolveu. Não usou. E a gente na terra é isso. Deus permite que a gente seja portador das coisas daqui. Agora veja, eu sou o portador das coisas daqui para fazer elas multiplicarem. Eu não sou portador porque eu sou dono para sempre, não. O dono é Deus. A natureza, os bens daqui não tem dono, né? O dono é a vida, é Deus, é a própria natureza. Então, Joana diz que rico é aquele que doa. Por quê? Porque aquele que sabe, que que está sóando as coisas, ele não é o, como ela diz, o dono permanente. Eu sou portador, eu preciso usar esses bens para fazer bem. Eu preciso fazer, preciso fazer melhorar o mundo. Então, esse é o verdadeiro rico. É aquele que sabe que está sendo portador do bem de Deus e que precisa fazer esse bem crescer, ajudar, compartilhar, espalhar, multiplicar. Ele precisa fazer isso crescer, porque ele vai ficar com isso por um tempo, não é dele para sempre. Ele é portador e não dono dos bens. Esse é o verdadeiro rico. E a gente lembra aqui também do próprio Jung, psiquiatra, que trouxe pra gente essa esse estudo da psicologia do inconsciente mais profundo, inconsciente coletivo e tudo mais. Quando ele faz, ele trabalha com os pares de opostos, né? Ele fala que a vida está nessa no movimento entre as polarizações. E ele diz que o polo oposto do amor é o poder. Não é nem o ódio, nem a indiferença, é o poder. Porque ele diz assim: "Não dá para você estar nos dois ao mesmo tempo. Não dá

ento entre as polarizações. E ele diz que o polo oposto do amor é o poder. Não é nem o ódio, nem a indiferença, é o poder. Porque ele diz assim: "Não dá para você estar nos dois ao mesmo tempo. Não dá para você ter amor e poder ao mesmo tempo. Se você ama, você liberta, você desapega, você não quer ter poder, você não quer ter posse, você não quer dominar e mandar o outro. Agora, se você está num relacionamento que você quer possuir o outro, tern sobre ele, ter poder sobre ele, isso não é amor. Segundo Yung, onde há poder, não há como a presença do amor entrar. E quando existe o amor, o poder não cabe, o poder não entra. Um está em oposição ao outro. E Joana vai trazer nesse estudo da posse desse texto de hoje, ela traz o o a parábola do jovem rico. E a parábola do jovem rico é aquela que Jesus passando lá por um lugar, se eu não me engano era Cesareia e esse jovem rico vai procurar Jesus. Ele já tinha uma ânsia de alguma coisa mais. E ele vai procurar Jesus e fala: "Jesus, eu quero seguir o Senhor". E Jesus falou: "Então vai, vende tudo que você tem, desapega das coisas, organiza lá e volta e me segue". E aí o evangelho fala que ele tinha muitas posses e ele não conseguiu desapegar. Quando ele olhou e falou: "Nossa, vou ter que me desfazer de tudo que eu adquiri". Aí ele não dá conta disso e ele não segue a Jesus. E aí o evangelho vai vir e elaborar esse pensamento do quanto a riqueza acaba atrapalhando. E aí fala: "Não tem um rico que entra no reino de É mais difícil um rico entrar no reino de Deus, mais fácil um Camilo passar pela, pelo buraco de uma agulha. A gente sabe que Camilo era um barbante grosso. Enfim, aí o evangelho vai explorar o quanto é difícil uma pessoa rica de coisas na terra, ou seja, pegada aos bens, às posses, como é difícil ela entrar no reino dos céus. É difícil ela desapegar disso para seguir a Jesus. Então, a parábola do moço rico é essa. Só que Amélia Rodrigues depois desenvolve essa parábola e nos mostra um outro lado da história, dizendo que

s. É difícil ela desapegar disso para seguir a Jesus. Então, a parábola do moço rico é essa. Só que Amélia Rodrigues depois desenvolve essa parábola e nos mostra um outro lado da história, dizendo que aquele jovem rico, na verdade, ele não era pegado às coisas. Ele até conseguiria desfazer das coisas. Porque Jesus fala para ele, se você quiser me seguir, pratique os 10 mandamentos. E ele fala: "Eu já pratico". E Jesus fala: "Pratica mesmo". Só que daí nas na nas palavras de Amélia Rodrigues, Jesus fala assim para ele: "Dá-me a ti". Como se Jesus falasse: "Pronto". Então você já tá conseguindo viver na Terra de um jeito honesto, de acordo com as os 10 mandamentos. Agora chegou a hora de você fazer a mudança da chave. Larga as coisas da Terra. você já aprendeu a viver bem na terra e venha desejar as coisas do céu. E éí nesse ponto que Amélia Rodrigues diz que ele até iria fazer isso, mas ele precisava antes vencer uma tal eh disputa de quadrigas, aquelas bigas quadrigas. Essa daí era de quadrigas, porque ele queria vencer o tal do romano, que era o dominador da região. E ele tinha se preparado um ano para isso. Ele tava com os melhores cavalos. E nessa competição ele poderia concorrer de igual para igual com o dominador romano. Então ele pensou assim, aí ele tava pegado, a posse dele que ele não conseguiu abrir mão é desse poder de falar pro pro romano, viu? Venci você, meu filho. Era uma coisa de ego. Então ele pensou, segundo Amélia Rodrigues, eu vou amanhã cedinho, venço a tal corrida e depois volto para seguir Jesus. Só que quando ele vai fazer essa corrida, ele tá disparado na frente, mas houve um acidente, ele capota e os outros cavalos, as outras quadrigas se atropelam e ele morre ali. E ela, é lindo esse texto. Eu chorei. Toda vez que eu leio eu choro. E aí ela, ele explica que a Melé Rodrigues explica que quando ele tá desprendendo do corpo, uma luz aparece e ele vê Jesus falando agora, agora vem e me segue, então daí ele seguiu, mas já foi tarde porque ele

ele explica que a Melé Rodrigues explica que quando ele tá desprendendo do corpo, uma luz aparece e ele vê Jesus falando agora, agora vem e me segue, então daí ele seguiu, mas já foi tarde porque ele não fez a escolha na terra. né? Ele poderia ter feito a escolha na Terra e ter desapegado dessa necessidade de provar pro romano que ele era melhor. Então, Amélia Rodrigues disse que não era tanto a questão da posse das coisas, era uma posse no sentido de que ele queria provar que ele era melhor do que o conquistador romano. Então, Joana deângeles vai explorar esse encontro de Jesus com o jovem rico e ela diz: "O encontro de Jesus com o jovem rico que se dispôs a segui-lo reveste-se de extraordinário conteúdo contemporâneo. Apesar de cumpridor das exigências formais da sociedade da religião, cumpria os 10 mandamentos, não tinha consciência do significado da integração da sua existência no ideal facundo, desculpa, fecundo da vida eterna". Ou seja, ele estava mais formal seguindo a religião do que dessa entrega de corpo e alma. Ele ainda estava preso à formalidades. Eu faço a cartilha, eu vou a à missa, ao templo evangélico, ao centro espírita, todo bonitinho. Eu vou, eu tomo água fluidificada, eu confesso, seja lá qual for a a religião do ser humano, eu faço tudo bonitinho. Jesus tava falando: "Então, você já fez bastante isso. Que tal se agora você mudar a chave? E ao invés de ficar preocupado com os ritos daqui, você se entregar de alma, você agora vir para conquistar tesouros internos, tesouros do céu. Chega de ficar preocupado se você tá fazendo tudo certinho. Agora vem seguir. Se entrega em termos de alma. É esse passo que o moço jovem, o jovem rico não conseguiu fazer. Joana então continua: "Anelava por seguir o amigo que era Jesus e fluir da sua da sua companhia, mas não queria contribuir com nada. Ele não queria pagar o preço de ter que abrir mão de provar e esfregar na cara do romano que ele era melhor. Ter mais sem se despojar de algo. Esse era o seu intento. Ele queria ter Jesus

ir com nada. Ele não queria pagar o preço de ter que abrir mão de provar e esfregar na cara do romano que ele era melhor. Ter mais sem se despojar de algo. Esse era o seu intento. Ele queria ter Jesus e ganhar do romano. Então esse foi o plano dele. Quantas vezes a gente faz isso? A gente acha que dá para escolher as duas coisas. Quantas vezes a vida bifurca e a gente precisa escolher ou eu vou para cá e esqueço aqui, ou eu continuo aqui não e abro mão de dessa oportunidade. Mas a gente olha e fala: "Não, não, não. Acho que eu consigo. Eu vou aqui, depois eu corro para cá." Não existe esse atalho. Muitas vezes a gente não vai conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo. E o jovem rico achou que conseguia. Eu vou lá, faço a briga do do a a competição, não era briga, né, a competição das quadrigas. Amanhã cedo eu pego um dos meus melhores cavalos e corro atrás de Jesus. Jesus tá indo para no outra cidade amanhã cedo, mas ele vai caminhando. Então, no plano do ego, ele tem tudo sob controle. Por que que Jesus tá falando para eu ir agora? Mas pensa bem, tem um plano melhor. Jesus vai caminhando devagar, andando. Eu vou amanhã cedinho, venho a competição, pego meu melhor cavalo, corro atrás de Jesus e consigo fazer as duas coisas. Só que ele morreu. Ele não conseguiu fazer as duas coisas. A gente não consegue fazer as duas coisas sempre. Então a gente precisa saber bem o que a gente está escolhendo, porque às vezes a gente vai pegar essa que nem é tão interessante para depois correr atrás daquela e a gente fica sem as duas, né? que foi isso que aconteceu. Então, Joana fala: "O moço o rico era rico e gozador, mas não era feliz, pois que lhe faltava algo, a solidariedade que pacifica as ansiedades do coração." Então ele tentou negociar, ele tentou fazer, às vezes a gente faz promessa, Deus, eu vou fazer isso, mas assim que eu terminar eu vou voltar pro Senhor. Quantas vezes a gente fala: "Ai, quando eu me aposentar eu vou estudar tanto a religião, espiritismo, eu vou me dedicar

sa, Deus, eu vou fazer isso, mas assim que eu terminar eu vou voltar pro Senhor. Quantas vezes a gente fala: "Ai, quando eu me aposentar eu vou estudar tanto a religião, espiritismo, eu vou me dedicar tanto". E às vezes não dá tempo. Às vezes a gente acha que consegue ter tudo e vai e consegue, o ego acha que ele consegue dominar tudo, controlar tudo e a gente acaba ficando sem o que realmente mais importa. É o momento, é hoje. É hoje que eu posso fazer as escolhas. Então, saibamos fazer as escolhas priorizando os tesouros do céu. Ela continua: "A vida é feita de intercâmbios, de trocas e de permutas. se dá a quem tem e se lhe tira de quem não tem. Então eu preciso, eu não posso ter tudo. Eu quero ter isso e ter aquilo e ter aquele outro, mas também seguir Jesus. Muitas vezes não, que a gente volta lá em São Francisco. São Francisco falou: "Bom, eu vou abrir mão da minha história como pessoa aqui, filho de fulano, comerciante, rico, eu vou abrir mão para eu poder me integrar, me entregar de corpo e alma para aquilo que eu quero fazer". Então, muitas vezes a gente vai precisar aceitar o desapego de coisas que ai, mas eu queria, né? Meu precioso anel lá do Senhor dos Anéis, eu não quero me desapegar. Daí você vai acabar perdendo a própria vida espiritual, porque você não quer fazer essa permuta: "Tudo bem, eu abro mão disso para ter aquilo, não, eu quero tudo, não quero abrir mão de nada. Isso não é uma boa decisão. Muitas vezes isso é ser imaturo. Renunciar aos tesouros seria um passo na direção da renúncia de si mesmo e isso lhe seria demasiado. Ele não tava pronto para aquilo. Favorecido pela abundância, receou a carência, renunciou então ao permanente e perdeu-se na vacuidade, né? Então, a entrega ela, a entrega incondicional, ela exige maturidade moral. O jovem rico não tava pronto para isso. Ele ainda precisava esfregar na cara do romano o o vencer a tal da competição. Ele não tava pronto para abrir mão dessa bobagem. Vai, é ego isso, querer provar que você é melhor na

a pronto para isso. Ele ainda precisava esfregar na cara do romano o o vencer a tal da competição. Ele não tava pronto para abrir mão dessa bobagem. Vai, é ego isso, querer provar que você é melhor na corrida. Vai seguir Jesus. Imagina quando ele acordou e falou: "Nossa, que que eu fiz? Jesus me estendeu as mãos e eu quis lá brigar com o outro ao invés de seguir Jesus". Quantas vezes a gente faz isso? Quantas vezes a gente vai atrás de uma boa briga e a gente se dá mal, a gente perde grandes tesouros porque o ego quer ganhar aqui. Enquanto que o self diria isso daí é bobagem, vai atrás do que verdadeiramente interessa, né? Desapega dos seus desejos egóicos. Queres, porém, não está seguro da opção que deve fazer, da contribuição a brindar do teu esforço pela libertação. Somente é feliz aquele que é livre. Lembra lá, Aristóteles? Eu sou livre. Se eu conseguir falar sim ou não paraa mesma coisa. Eu é que escolho. Enquanto eu for arrastado e não conseguir, eu não sou livre. Só existe felicidade em quem se encontrou com a verdade, absorveu-a e tornou-a como norma de conduta, né? Então, quanto mais eu me interesso por coisas do céu, mais eu me distancio e me desapego das coisas da terra. Quanto mais eu dou importância e corro atrás das coisas da Terra, significa que eu ainda estou apegado às coisas daqui. Ainda estou naquela primeira fase da infância que eu corro atrás da sobrevivência, do ter e ainda não virei a chavinha para depois inaugurar essa fase em que eu me interesso mais pelas coisas do céu. Fica aqui esse convite pra gente perguntar pra gente mesmo em qual fase eu estou. O que me atrai mais. Eu ainda me deixo arrastar pelos desejos do ego, pelas paixões. Já consigo almejar e buscar e correr atrás dos tesouros do céu. E se Jesus hoje me dissesse: "Vai, desapega de tudo e me segue, será que eu iria ou eu faria como jovem rico?" Espera um pouquinho que eu já volto, Jesus. Deixa eu ir lá conseguir fazer umas coisinhas que ainda estão pendentes. É interessante a gente

o e me segue, será que eu iria ou eu faria como jovem rico?" Espera um pouquinho que eu já volto, Jesus. Deixa eu ir lá conseguir fazer umas coisinhas que ainda estão pendentes. É interessante a gente fazer essa reflexão porque esses convites eles nos aparecem diariamente, né? Muito obrigada. pela atenção e até a próxima semana, se Deus quiser.

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