T5:E9 • Propósito de vida • A importância da reflexão
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 05 - Propósito de vida Episódio 09 - A importância da reflexão ► Referências Bibliográficas • O Homem Integral, cap. 1, 2 e 4. • Plenitude, cap. 4, 8 e 12. • O ser consciente, introdução. » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. No episódio de hoje, nós vamos refletir, é justamente sobre reflexão que falaremos. É mais um episódio em que nós seremos convidados a esse mergulho para dentro. Nós já falamos nas semanas anteriores, nós já falamos sobre o nosso tempo com Deus, que é esse tempo de silêncio, de quietude. É um é um momento em que nós nos dispomos de maneira reservada a estar somente na companhia de Deus, além de nós próprios. É o momento em que a gente olha para dentro, mas ao mesmo tempo amplia as nossas antenas pra gente poder receber a inspiração divina. E a gente tenta transformar isso num hábito de modo a internalizar a presença de Deus como constante em nossas vidas. E não só como costumamos fazer, que recorremos a Deus nos momentos de desespero, de angústia, de medo, de aflição. A gente só busca Deus quando a gente precisa. A ideia daquele eh daquele encontro é trazer consciência paraa importância de trazermos Deus cada vez mais para dentro, ou melhor, descobrirmos Deus dentro de nós, que já ele já está em nós, né? Deus está em nós. Então, nós falamos sobre esse sobre essa importante introspecção. Nós falamos também sobre vigiai e orai, que é mais ou menos a mesma história, um tempo pra gente poder eh eh dedicar a a a mente para a amplitude espiritual. Um momento em que nós estabelecemos mais conexão a vigilância, mente atenta, consciência desperta. Não é uma vida em que a gente se deixa levar pelas normoses, pelos automatismos, pelos atavismos e vamos fazendo as coisas sem saber exatamente o que estamos fazendo, para que estamos fazendo. Então, vigiai e orai. É atenção. Preste atenção nas suas escolhas. Mantenha a mente vigilante, esteja bastante em oração para que você possa receber a inspiração dos benfeitores. Então, para falar de propósito de vida, nós vamos perceber que a maioria dos temas que circundam o propósito de vida são temas que nos levam a essa, a esse mergulho para dentro, a a expansão da
tores. Então, para falar de propósito de vida, nós vamos perceber que a maioria dos temas que circundam o propósito de vida são temas que nos levam a essa, a esse mergulho para dentro, a a expansão da consciência para o nível de consciência que vai em direção ao de nível de consciência cósmica, é estabelecer antenas mais amplas para receber melhor a inspiração dos bons espíritos. é buscar mais conexão com Deus. Não tem como nós pensarmos em propósito de vida pensando só na vida material. Precisamos intensificar a espiritualidade, a religiosidade no sentido de religar, né, do religar o homem ao criador. Então, hoje teremos mais uma oportunidade de pensar sobre isso. Quando nós falamos sobre reflexão, tem um texto do Jungo, é Jung Joana, né? É um texto pequeno, é um parágrafo, mas ele dá um estudo de por um tempo da vida, porque ele reúne ali uma de uma forma condensada uma sabedoria enorme. E então eu vou ler esse trecho que é é a autoria de Carl Gustavo Jung, psiquiatra, é criador, né, fundador, autor da psicologia analítica, que veio trazer pra gente o o conceito de inconsciente coletivo, de individuação, da teoria dos complexos. E a psicologia espírita se baseia nessa linha e também de outros que vieram depois e da transpessoal também, né? Joana passeia por todos eles como se fosse fazer uma condensação pelo olhar do espiritismo. Bom, eh esse texto está no livro Psicologia e Religião das das da coleção eh das da das obras da coleção do Jung. E dentro de psicologia e religião, que é o livro, tem esse texto que se chama interpretação psicológica do do dogma da trindade. Então lá Jung diz: "O termo reflexão não deve ser entendido como simples ato de pensar, mas como uma atitude. Então eu já vou parar aqui. Quando, se eu perguntasse para vocês o que é refletir, provavelmente a gente diria: "Ah, refletir é pensar, né? O que que seria reflexão?" Reflexão é você analisar, avaliar, pensar, né? É um é uma atividade da mente. O Jung diz que não é só isso, que é preciso e requer também
diria: "Ah, refletir é pensar, né? O que que seria reflexão?" Reflexão é você analisar, avaliar, pensar, né? É um é uma atividade da mente. O Jung diz que não é só isso, que é preciso e requer também uma atitude. Então, aí já dá muito pano pra manga, né? pra gente refletir. Então, a reflexão ele não de ela não deve ser uma atividade passiva. Ah, refleti, refleti, elaborei, pensei, pronto. Não. A reflexão, ela requer uma atitude, ou seja, precisa que a partir da reflexão eu tenha a ação. seja uma atividade ativa e não passiva. Requer de mim prontidão, ação, requer de mim a atitude. Então ele continua: "A reflexão é uma atitude de prudência da liberdade humana face à necessidade das leis da natureza. Então, quando eu faço uma reflexão, eu estou fazendo uso da liberdade que o ser humano tem e também de uma atividade que é só o ser humano que tem, que é essa atividade de pensar sobre a vida, de pensar sobre si mesmo, de se autoanalisar. Nenhum outro ser da criação consegue esse tipo de reflexão. Nenhum outro ser da criação é capaz de ponderar o que passou. para tomar atitudes novas daquilo que tem a vir, do devir, do por vir. Então, a reflexão pro ser humano não deve ser só uma ah, eu dei uma viajada lá, dei uma pensada e pronto. Não, não pode ser uma uma atividade passiva que não gera nada. A reflexão ela precisa ser ativa no sentido depois da reflexão, qual atitude você tomou. Eu refleti, não só por refletir, eu refleti com a finalidade de tomar uma decisão, fazer uma modificação na minha vida, iniciar um planejamento, tomar uma nova novo uma nova direção de vida, redescobrir o meu propósito de vida. A reflexão requer essa atitude, essa essa postura de ação, de movimento, de geração de vida. Como bem o indica a palavra, né, a origem da palavra reflexio. Isto é, olha como a origem da palavra é, gente, que interessante. Isto é inclinação para trás. Inclinação para trás. Isso que é a origem da palavra reflexão. Então, lá nos primórdios da civilização, quando a palavra reflexão foi cunhada, ela veio
, que interessante. Isto é inclinação para trás. Inclinação para trás. Isso que é a origem da palavra reflexão. Então, lá nos primórdios da civilização, quando a palavra reflexão foi cunhada, ela veio para significar uma inclinação para trás. E aí a gente pergunta quando é que naturalmente nós estamos vivendo e a gente faz uma inclinação para trás. Não é quando a gente precisa falar: "Ô, pera aí, pera aí, né? A gente não faz isso. Calma, calma. Significa o quê? preciso de um tempo para me reposicionar, para tomar uma decisão, para entender o que está acontecendo, para depois eu me projetar pra vida novamente. Então, a reflexão ela precisa disso. Ela é um movimento psicológico que precisa que eu dê um passo para trás para poder dar uma uma analisada no todo, para depois voltar a me projetar em direção ao futuro em direção à vida. Então, se a gente perguntasse hoje, né, então o que que quer dizer reflexão? Ah, eu sei o que quer dizer reflexão. Reflexão é isso. Ã, deixa eu dar uma olhada, analisada, ponderada, avaliada para depois e começar de novo a vida. E a gente fala de reflexão como se assim, ah, eu dei uma pensada, dei uma viajada, dei uma elaborada, mas não é só isso. A reflexão é essa inclinação para trás para tomar impulso, para reavaliar, para reestruturar o passo e a gente voltar então na nossa estrada. E um que continua, isto é um deterse, né? Para é um deterse procurar lembrar do que foi visto. Analisa aí que que você tava fazendo mesmo, o que que você tava achando, da onde que você tava vindo, que você tava buscando. É um colocar-se em relação a um confronto. Que que eu preciso fazer agora? Para onde que eu devo ir? Que que eu devo, como é que eu devo me posicionar com aquilo que se acaba de ser presenciado? Então, quando eu falo assim, ó, reflete, que que eu quero dizer? Para, olha um pouquinho da onde você tá vindo, o que que tava acontecendo, analisa de novo esse obstáculo que tá na sua frente, essa essa decisão que você precisa tomar. Pronto, agora vai. Porque quando eu faço
um pouquinho da onde você tá vindo, o que que tava acontecendo, analisa de novo esse obstáculo que tá na sua frente, essa essa decisão que você precisa tomar. Pronto, agora vai. Porque quando eu faço isso, eu vou com mais consciência, senão eu vou no automático, eu vou na reação, só vai, só vai. E a reflexão permite que a gente dê essa pausa, que é uma pausa útil pra gente se reposicionar pra vida. Daí a gente consegue tomar a decisão com mais consciência, com mais bom senso. E ele termina dizendo, a reflexão, por consequinte, deve ser entendida como uma tomada de consciência. Deus, olha como ele termina esse trecho, Deus e Jung. Deus se manifesta no ato humano da reflexão. Deus se manifesta no ato humano da reflexão. Quando o ser humano faz realmente esse movimento do para um pouco, avalie para onde você tá, da onde você tá vindo e se reposiciona para onde realmente você deve ir, consciência fica desperta e Deus se manifesta. Porque eu tenho oportunidade de me conectar com ele para ser inspirada pelo divino, pelo sagrado, pelo amor que existe latente em mim. É a chance que eu tenho de agir de acordo com minha consciência espiritual e não com a correria material, com os atavismos das vidas passadas. Deus se manifesta no ato humano da reflexão. Então, vamos pensar sobre reflexão. Como que nós devemos vigiar? O que que é de verdade refletir? Será que eu tenho feito reflexões apropriadas? Será que eu tenho usado a reflexão mais como de uma maneira passiva? Então é sobre isso que nós vamos conversar hoje. A gente costuma fazer reflexões, ó, desde criança, a gente já tem esse estímulo para refletir. A verdade é que às vezes a gente não aproveita direito, às vezes a gente não sabe da importância, às vezes a gente acha até que é bobagem, mas a humanidade já criou para si quando ela não tinha ainda grandes conhecimentos científicos, quando a gente ainda não tinha feito grandes descobertas tecnológicas, como que o ser humano evoluía em termos de desenvolvimento cognitivo?
ando ela não tinha ainda grandes conhecimentos científicos, quando a gente ainda não tinha feito grandes descobertas tecnológicas, como que o ser humano evoluía em termos de desenvolvimento cognitivo? Como é que o ser humano adquiria sabedoria? Por meio de reflexões que não precisavam ser científicas, por exemplo, provérbios, lendas, contos, narrativas. Nós temos inclusive na terceira temporada de psicologia espírita com Joana de Angeles, ela foi inteira dedicada a sabedoria pelos contos, pelas lendas, pelos mitos e pelas parábolas. Nós ficamos uma temporada inteira analisando esse conhecimento ancestral que é simbólico, que não é fruto do desenvolvimento cognitivo, racional e lógico. No entanto, nos enriquece. em termos de sabedoria de vida. Então, quando nós falamos sobre os provérbios, as lendas, os contos, nós, eles costumam nos levar naturalmente à reflexão. Eu vou, eu trouxe aqui alguns exemplos. Tem um tem uma frase, um provérbio que é atribuído a Carlos Durmonade, não sei se é, mas diz assim: "Quem não quer raciocinar é um fanático, quem não sabe raciocinar é um tolo e quem não ousa raciocinar é um escravo." Gente, essa frase ela nos provoca reflexão. Gente pode até negar e falar: "Ai, não quero ter o trabalho de pensar sobre isso. Ai, nem nem quero perder meu tempo". Tudo bem, mas não dá para passar por essa frase sem refletir sobre ela. Dificilmente a gente vai conseguir ler e num tapa já falar: "Ah, já entendi tudo, pronto." Não, pera aí, deixa eu ler de novo. Pera aí, calma. Que que é esse calma? É passo para trás. Deixa eu analisar essa frase de novo para daí entender o que ela quis dizer e levar ela pra minha vida. Então, vou ler de novo. Quem não quer raciocinar é um fanático, porque eu não quero usar a minha cabeça para pensar, para elaborar, para tomar as minhas próprias eh decisões, para ter a minha opinião. Me fala o que que eu tenho que pensar que eu penso. Isso é fanatismo. Isso é fanatismo. Eu aceito, engulo o que o outro tá dizendo sem saber o que quer
próprias eh decisões, para ter a minha opinião. Me fala o que que eu tenho que pensar que eu penso. Isso é fanatismo. Isso é fanatismo. Eu aceito, engulo o que o outro tá dizendo sem saber o que quer dizer. Segundo, segunda parte, quem não sabe raciocinar é um tolo, ou seja, ignorante. Não quer desenvolver o próprio cérebro, não quer treinar a arte de pensar, de refletir, de analisar, de ponderar. Ai, dá muito trabalho, cansa minha mente. Tudo bem, fica na ignorância, cada um escolheu caminho. E a terceira parte, quem não ousa raciocinar é um escravo. Ou seja, se eu sei raciocinar, eu posso raciocinar, mas eu prefiro não. De novo, eu estou dizendo, ó, pode mandar em mim aqui. Que que você quer que eu faça? Porque eu não vou ficar pensando, raciocinando, não. Que que você quer que eu diga, que eu repito? Não é a gente seguindo, né? viramos marionetes, alguém fala e a gente sai fazendo. Então, uma frase, um jargão popular já nos põe em trabalho. Então, quando eu estou passeando pela internet, eu encontro a frase: "Quem não quem não quer raciocinar é um fanático? Quem não sabe raciocinar é um tolo? Quem não ouça raciocinar é um escravo". Que que isso me faz? Naturalmente ou que que isso tá falando? Que mistura é essa de raciocinar, não raciocinar, escravo, fanático? Deixa eu pensar, pera um pouquinho. Pronto. Aí eu entro na reflexão. Deve ser uma reflexão ativa. Deve ter uma atitude no sentido, deixa deixa eu ver se eu concordo. Deixa eu questionar isso. Deixa eu ver se eu entendi o que ele tá trazendo. Tá vendo? Tem ação minha, tem participação minha. Aí no final eu posso concordar, não concordar, gostar, não gostar. OK. Isso já me levou para um outro lugar, porque agora eu já tenho elaborado coisas que eu não tinha elaborado antes de me deparar com isso. Isso é refletir. A minha pergunta é: como é que você vai descobrir o seu propósito de vida? Como é que você vai desenvolver esse propósito se você não cultiva o hábito da reflexão? Se você não faz com frequência esse ou?
inha pergunta é: como é que você vai descobrir o seu propósito de vida? Como é que você vai desenvolver esse propósito se você não cultiva o hábito da reflexão? Se você não faz com frequência esse ou? Deixo dar uma inclinada para trás para avaliar, para depois eu me projetar novamente paraa vida. Se eu não tenho hábito, essa atitude de pensar, de analisar, de avaliar, de ponderar, como é que eu vou escolher o meu propósito? Provavelmente eu vou seguir escravo daqui, fanático dali, tolo de lá. Provavelmente alguém vai me direcionar, outra pessoa vai me amedrontar e alguém vai me subjugar, porque eu não uso a minha propriedade de tomar a decisão porque eu tenho consciência do que eu estou fazendo, porque eu abri mão de refletir. Bom, mais uma coisa, quer ver o que a gente faz com crianças? Fábulas. A gente não conta pras crianças, vem cá que eu vou contar para você da cigarra e da formiga. Criança tá lá, não quero ir pra escola, não quero fazer tarefa. Vem cá que eu vou contar para você a história da cigarra. É mais produtivo do que ficar falando: "Menino, se você não estudar, não vai ser nada na vida. Se você não fizer tarefa, não vai, não vai aprender. Se você é muito mais eficaz, fala assim: "Escuta uma parábola, escuta uma história, escuta uma lenda, um conto, uma fábula, porque eu vou dar ação para ele. Eu transfiro a ação." Você vai pensar a respeito. Reflete aí, filho. E a cabecinha dele, quando ele começa a escutar a história, se eu ponho o dedo e começo, você não vai ser nada na vida, ele já desconectou. E tá pensando em outra história. Mas se eu falo assim, era uma vez uma cigarra, eu tenho certeza que ele já vai falar: "Opa, que isso? Que tá acontecendo aí?" E quando eu vou contando a história, a cabecinha dele já vai, porque fisga a gente. O nosso cérebro é doido para para decifrar enigma, para entender. A gente quer. Então, ele vai ficar atento na sua história. Quando você terminar, não precisa nem falar mais nada. Ele captou a mensagem. É muito provável que você
para decifrar enigma, para entender. A gente quer. Então, ele vai ficar atento na sua história. Quando você terminar, não precisa nem falar mais nada. Ele captou a mensagem. É muito provável que você tenha mais eficiência na educação se você usar mais recursos como esse, lúdicos, fazer mais perguntas e dar menos respostas, menos exposição, sermão, mais estímulo para pensar. A gente esvaziou muito o mundo das crianças desse desse mundo lúdico, simbólico, de histórias, de contos. Não existe mais isso. Quem é que conta histórias pros filhos para antes de dormir ou no momento da leitura? Livros, histórias, contulos, infelizmente eles estão sendo deixados de lado pelo tal tablet, né? E por aí vai. Mas impossível a gente contar a história da de Esopo, a cigarra e a formiga e a gente não ficar, né, refletindo. Ó, uma frase que eu citei da que eu que eu destaquei da fábula inteira, que eu não vou contar fábula, óbvio, mas assim, a no final da história, a formiga diz para a cigarra: "No verão você cantou, agora dançou". Pronto, só essa frase já dá o que pensar. Mas então como então no verão eu não posso cantar, eu não posso me divertir? Pode, mas se você só se divertir, provavelmente você depois vai dançar, né? No sentido simbólico. Dançou, meu filho, e agora? Então, precisaria ter um pouco mais de equilíbrio. Será que a gente não pode negociar? Formiga, você trabalha, eu divirto você enquanto você trabalha e depois a gente divide. Eu sei, mas olha quanta coisa a gente pode discutir, debater a respeito de uma fábula. E uma última que eu vou deixar aqui além da das parábolas, né? E e volto a reforçar terceira temporada, tem muitos mitos, parábolas pra gente analisar juntos, refletir juntos. Então, confiram na plataforma Espiritismo Play, terceira temporada. Eu trouxe uma também que é um conto indiano e ele fala que era uma vez dois camponeses, vamos chamar de camponeses, né? E eles viviam nas margens opostas de um rio. Tinha um rio, do lado daqui vivia um e do lado de lá vivia outro. E
nto indiano e ele fala que era uma vez dois camponeses, vamos chamar de camponeses, né? E eles viviam nas margens opostas de um rio. Tinha um rio, do lado daqui vivia um e do lado de lá vivia outro. E eles se conversavam pelo rio, oh fulano, se conversavam, conviviam, mas sempre cada um do seu lado do rio. Cada um era envolvido com suas atividades, cada um tinha seu próprio trabalho. E numa determinada época do ano, o que estava de um lado do rio, ele a civilização, a a a sociedade, a comunidade, achei a palavra, né? Eu fui baixando civilização, se a comunidade dele fazia uma festa, mas ele não se identificava muito com essa festa. Era uma festa, era uma cantoria, eles dançavam, eles curtiam, mas ele não se identificava muito. Ele gostava do que acontecia do outro lado do rio. Então o cidadão número um, vamos chamar dele cidadão de número um, ele gostava mais do que acontecia na comunidade do cidadão número dois. Que que acontecia na comunidade do cidadão número dois? acontecia no mesmo dia, ou melhor, na mesma noite, acontecia uma grande celebração eh religiosa. As pessoas se reuniam no templo e passavam uma noite em vigília, em oração. Era um culto muito lindo. Mas o cidadão número dois não gostava do que acontecia aqui. Ele queria ir na festa do lado de lá. Então, quando chegou a noite, a noite veio e eles se encontraram, né? Se encontraram não, cada um conversou ali e combinaram. E aí vamos juntos pra festa daqui, vamos juntos pra festa de lá. E aí eles falaram, cada um decidiu e realmente eles cruzaram o rio. Esse daqui não gostava da festa, foi pro templo. Esse daqui não gostava do templo, foi pra festa. Cada um curtiu a sua noite e aconteceu que na volta, quando eles estavam cruzando o rio, teve um dilúvio, uma inundação, e os dois foram levados e os dois morreram e foram pro céu, ou melhor, pras portas do céu para serem avaliados quem entra, quem fica, para onde eu vou, eu subo, eu desço, né, nesse conto. E chegando ali o guardião das portas do céu eh foi
eram e foram pro céu, ou melhor, pras portas do céu para serem avaliados quem entra, quem fica, para onde eu vou, eu subo, eu desço, né, nesse conto. E chegando ali o guardião das portas do céu eh foi conversar com ele, com eles, e perguntou: "E aí, da onde vocês estão vindo?" E aí o fulano número um disse assim: "Ah, eu fui pro templo porque eu sou religioso, apesar da minha turma gostar de festa, eu não. Eu fui pro templo religioso, eu passei a noite em oração, né? Então, provavelmente eu vou pro céu. E o fulano número dois falou assim: "Nossa, se eu soubesse que eu ia morrer hoje, eu não faria o que eu fiz, porque eu saí da festa do da celebração do templo religioso, atravessei o rio para ir na festa das danças e e cantos. Nossa, que dia que eu fui morrer. Provavelmente eu vou é pro inferno." E aí o guardião disse assim: "Bom, então vamos lá. Cidadão número um que atravessou o rio para ir pro templo, pode ir pro seu lugar, para baixo, pro inferno. Cidadão número dois, que saiu da festa religiosa, atravessou o rio para ir para festas, pode subir, seu lugar é no céu. E eles, os dois ficaram surpresos, né? Ainda que o que achou que ia pro inferno, acabou indo pro céu e gostou da história, mas nem ele acreditou. Ele falou assim: "Olha, acho que o senhor tá confundindo as coisas, né? Senhor tá tá bem da cabeça, tá tudo em ordem? Tá prestando atenção? Explica pra gente aí. Estou, estou prestando atenção. Então, como é que foi essa decisão? E aí ele disse assim: "É que eu não olhei o que vocês fizeram. Desculpa, isso eu não enxergo. Essas coisas da terra eu não enxergo. Daqui eu só consigo enxergar o espírito. Eu só consigo acessar o seu pensamento. Eu só consigo receber a sua intenção, a sua reflexão. E eu não sei aonde vocês estavam, quem tava onde, mas eu sei que o fulano um que vocês disseram que estava num templo religioso, eu não sei, eu não enxergo, mas daqui o que eu vi era que onde quer que ele estava, ele estava inconformado, porque ele ficava pensando assim: "Que
que vocês disseram que estava num templo religioso, eu não sei, eu não enxergo, mas daqui o que eu vi era que onde quer que ele estava, ele estava inconformado, porque ele ficava pensando assim: "Que que eu tô fazendo aqui? Eu vim aqui porque é o certo, porque todo mundo vai falar que agora eu vou pro céu, porque o bonito é ir pra igreja e ter ficar no templo, mas eu devia estar lá, eu devia estar enchendo a cara, eu devia estar dançando com todo mundo. É isso que eu percebi. Então não sei onde ele tava, mas na verdade dentro dele o que tava acontecendo era uma bela festa e uma festa que queria fazer os piores coisas possíveis. Enquanto que o que vocês falaram que estava na festa, porque eu não sei, porque daqui eu não enxergo, de dentro dele, o que eu via ai que arrependimento, pensando bem, isso não é o que me realiza agora que eu caiu a minha ficha, parece que lá no fundo o que eu realmente desejo é ficar mais comigo, é resgatar a conexão com Deus. Eu não sei onde ele tava, mas dentro dele o que eu ouvia eram essas reflexões. Então, gente, é uma é uma maneira lúdica da gente refletir sobre a vida. Olha, até agora o quanto de coisas a gente pensou a partir, tudo bem, a primeira parte eu trouxe é ciência, é psicologia, né? Mas sem Seung. A gente já falou sobre eh a fábula de zopo, a gente já trouxe essa esse esse conto indiano. Quantas coisas a gente refletiu a partir simplesmente de uma elaboração, de uma de uma atitude mental com a intenção de aprender, de se descobrir para ir além. Então, é um exemplo de como a gente pode refletir. A gente pode refletir a partir de sonhos. A gente pode refletir a partir de experiências que a gente tem. Nossa, aconteceu uma coisa tão estranha. Hoje tava no supermercado, uma pessoa me parou, me perguntou, reflete sobre isso? E ao refletir, procura ponderar, logicar, analisar. procura se perguntar por que, onde. Tudo isso provoca o nosso mundo íntimo pra gente crescer a nossa a nosso ponto de vista, né? A gente termina uma atitude de reflexão maior do
ar, logicar, analisar. procura se perguntar por que, onde. Tudo isso provoca o nosso mundo íntimo pra gente crescer a nossa a nosso ponto de vista, né? A gente termina uma atitude de reflexão maior do que a gente começou. Por isso que é uma atitude, não pode ser passivo, só uma coisa que passa por mim, não. Requer de mim transformação, reelaboração, reconstrução, ressignificação. Então, quando eu termino um exercício de reflexão, eu estou maior do que eu conhe comecei. Eu deixei também um um trecho aqui anotado que eu acho que é interessante porque tudo isso a gente vai guardando também, né? Como eh eh é mais fácil depois a gente lembrar do que a gente conversou. Então conta a história que Sócrates, né, lembra que Sócrates, ele atribuiu o método dele, a forma dele ensinar os seus aprendizes, ele chamava de Maêutica, que era o parto das ideias. E e Sócrates, ele ele diz isso também, porque ele era filho de uma parteira, uma ótima parteira, reconhecidíssima parteira, sábia. E diz, conta, né, a história que Sócrates dizia assim: "A minha mãe, ela é uma ótima parteira, mas nem por isso consegue fazer com que uma mulher que não esteja esteja grávida dê à luz. Ela pode ser uma ótima parteira, mas ela só deixa vir à luz aquilo que a grávida gerou. A mulher gerou, a parteira traz a luz, ajuda a trazer a luz. Então Sócrates não era capaz de pôr coisa na cabeça das dos seus discípulos, dos seus aprendices. Sócrates precisava que eles gerassem, gestassem, né? que eles passassem pelo processo de gestação e Sócrates ajudava eles a tirarem a conclusão, a virem a luz. Então, não tem como eu me desenvolver em termos de sabedoria. Não tem como eu ampliar o meu pensamento, a minha consciência. Não tem como eu saber mais se não for gestando ideias, opiniões, pensamentos. reflexões. Eu só consigo dar a luz em termos de atitudes novas, nova vida, novo rumo, novas atitudes, se eu primeiro ficar grávida delas. E refletir é engravidar. Quando eu paro para ficar refletindo sobre algum ponto
consigo dar a luz em termos de atitudes novas, nova vida, novo rumo, novas atitudes, se eu primeiro ficar grávida delas. E refletir é engravidar. Quando eu paro para ficar refletindo sobre algum ponto de vista, eu estou gestando. Existe uma nova ideia, ponto de vista, pensamento, conclusão, consideração na minha mente, que parte de uma sementinha, nossa, fiquei intrigado com uma coisa. Pera aí, deixa eu pensar um pouquinho. Aí eu vou refletindo, analisando, ponderando, relacionando. Aquilo vai sendo desenvolvido. Tá vendo? Existe um bebê, uma nova vida sendo gerida, sendo gestada. Aí falou: "Ai, entendi. Nasceu". Então, precisa ter esse momento interno de análise, de de de pensar, de refletir, de atitude pra gente gestar nova vida, novos rumos, novo novos caminhos, novo propósito, né? Eu senão eu levo uma vida muito superficial, leviana, eu vou indo, as coisas vão me arrastando para cá, eu vou, me puxa para lá, eu vou. Mas e eu? Da onde eu venho? Para onde eu devo ir? Isso só vou conseguir se eu fizer esse exercício de reflexão. Então, a atitude de refletir tem muito a ver com propósito de vida. Vamos então mergulhar em Joana e eu começo com o homem integral. E eu trouxe três capítulos. Capítulo 1, 2 e 4. Homem integral. capítulos 1, 2 e 4. Anotem para depois estudarem, pelo menos lerem. Joana vai falar aqui sobre a importância dessa dessas dessas dessas reflexões, mas trazendo pra gente um cuidado, porque muitas vezes a gente usa o poder do raciocínio pra defesa do ego, que é racionalização. Não é isso que é reflexão. Então, por exemplo, se eu fiz uma coisa que eu sei que não é adequada, alguém chega para mim e fala: "Cris, por que você fez isso?" Aí eu posso usar o meu poder mental para ficar justificando, me esquivando, falando que foi o outro que fez. E eu conto uma história que a pessoa até cansa. A pessoa até cansa fala: "Nossa, jura que você vai ficar contando 1000 histórias para se livrar do problema, para não assumir a responsabilidade?" A gente faz isso.
ma história que a pessoa até cansa. A pessoa até cansa fala: "Nossa, jura que você vai ficar contando 1000 histórias para se livrar do problema, para não assumir a responsabilidade?" A gente faz isso. Isso não é reflexão, isso é racionalização e é uma defesa do ego. O ego fica inventando história narrativa para não assumir fiz. Estou errada. Vou corrigir. Para não fazer isso, a gente fica driblando, né? E vai com jeitinho daqui, escapa por ali, tangenciar, a gente faz umas umas manobras para ver se a gente escapa. Isso não é reflexão, isso é defesa do ego. Então, é preciso que a gente enfrente a própria sombra no processo de reflexão. Então, Joana diz: "O silêncio, o isolamento espontâneo são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, autoaprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior." Tá vendo como tá como a gente vem resgatando? A gente já não falou orar e vigiar e fique em silêncio. Fique sozinha com Deus, seu contato com Deus de novo. Para eu fazer reflexão, sou eu refletindo. Senão eu tô fazendo uma um debate de ideias. Se tiver alguém a mais, né? Eu preciso do meu tempo para eu saber o que eu penso, para eu descobrir o que eu quero, para eu criar uma nova ideia, para eu gestar aquilo que é meu. Isso sou eu com Deus no meu silêncio saudável. Joana também diz: "Na consciência profunda está íncita a verdadeira liberdade que deve ser buscada mediante o mergulho no âmago do ser e a reflexão demorada propiciadora do autoconhecimento." Ai, como que é esse autoconhecimento? Todo mundo pergunta: "Como é que eu faço para fazer o autoconhecimento?" Joana tá dizendo: "É também por meio de uma reflexão demorada. É não ter pressa, é fazer perguntas, é buscar perguntas, é buscar respostas, é não encontrar respostas, é, é continuar tentando. Precisa desse exercício. Não dá para ter preguiça. Ai, dá muito trabalho ficar pensando na vida, ficar elaborando, então tá bom, fica aí, né? Só que a lei de liberdade também vem junta com a lei
ando. Precisa desse exercício. Não dá para ter preguiça. Ai, dá muito trabalho ficar pensando na vida, ficar elaborando, então tá bom, fica aí, né? Só que a lei de liberdade também vem junta com a lei de responsabilidade. Existe a lei do progresso e elas fazem o quê? Chega uma hora que se você não está escolhendo evoluir, o progresso, ó, dá um um tapinha, né, no nosso chundum e põe a gente para correr. Como não foi pelo amor, vai ser pelo problema, pela dor, pelo pela dificuldade, pelo sacrifício. Vai, uma hora a gente vai ter que pensar. Eu posso escolher naturalmente, deixa eu pensar um pouco sobre o que tá acontecendo. Ou eu posso fingir que nada tá acontecendo. Vai chegar uma hora que vocêou obrigado a parar. A reflexão não é um para, analisa, reprograma o caminho. Se eu vou e não paro, provavelmente eu vou levar um tombo. Que que é levar um tombo? Vai aparecer um problema, uma doença que vai me obrigar a parar. Eu não vou ter escolha porque é pro meu bem. Então a lei de progresso não deixa que a gente fique com essa livre arbítrio até um ponto, até a página dois. Chega uma hora que a lei vem, fala: "Tá aqui, minha filha, você tá agindo que nem doida aí vai, colhe o resultado. Agora você vai ter que parar para rever. A gente vai precisar fazer, né? Então não adianta que não dá para fugir. E Joana diz: "A criatura terrena está em viagem pela terra e todo trânsito, por mais demorado, sempre termina. Ninguém se engane e não engane aos outros." uma autoanálise cuidadosa numa reflexão periódica a respeito dos valores reais e aparentes. A meditação sobre os objetivos da vida concedem pautas e medidas para a harmonia, para o êxito real do ser. A gente não vive perguntando o que que eu faço para ter harmonia? Como é que eu alcanço a plenitude? Como é que eu faço para ter êxito na vida? Joana está dizendo, não se engane. Não engane os outros. Tem um único caminho e esse caminho passa por uma autoanálise cuidadosa em reflexões periódicas, não é uma vez na vida, a respeito do que é real e do
está dizendo, não se engane. Não engane os outros. Tem um único caminho e esse caminho passa por uma autoanálise cuidadosa em reflexões periódicas, não é uma vez na vida, a respeito do que é real e do que é aparente, do que tá na moda. E fala também sobre meditar sobre os objetivos da vida, propósito de vida. Então, não tem como a gente buscar a plenitude, a harmonia, se a gente não aceitar ficar sozinho na companhia de Deus, fazendo reflexão, ponderando, analisando, revendo, precisa desse momento para dentro, gente. Por mais que seja desconfortável, por mais que eu fala: "Mas eu não sei o que eu faço, mas tudo começa com uma primeira, o primeiro passo, eu não sei o que eu faço". Fica quieto só, só fica quieto. Fica quieto, desvazia o pensamento e, e começa. É um primeiro passo. Fica 3 minutos em silêncio. Só tenta captar o ambiente, tenta imaginar Deus e vai indo. Daqui a pouco esses 3 minutos passam a cinco, daqui a pouco começam vir ideias. É processo. Ninguém dá um salto. A gente quer dar um salto e cair na posição do monge que medita há 50 anos. Não dá. Mas não é por isso que eu nunca vou começar, né? Então, precisa ter um mínimo de esforço e sacrifício na nossa parte. Então, nossa conversa de hoje é sobre isso, sobre importância da reflexão periódica, né? vai, precisa fazer parte do hábito. Bom, agora eu vou pro livro Plenitude e de novo eu trouxe três capítulos que vocês vão anotar e depois vão ler. Então, no livro Plenitude nós vamos pegar trechos dos capítulos 4, 8 e 12. Plenitude 4, 8 e 12, tá? Que que Joana vai falar? que pra gente fazer esse essa reflexão é é preciso sim a concentração. E ela fala que a concentração é concentrar para dentro. A concentração é quando eu volto para mim. Mas é preciso também lembrarmos da reflexão, da meditação, que é um um para cima. Eu preciso voltar para mim, mas eu preciso também me direcionar, almejar, buscar a Deus. Esse aqui é o processo da reflexão. Eu com Deus, eu penso em mim, onde Deus me ensina a ir, que que eu trago, que que
ciso voltar para mim, mas eu preciso também me direcionar, almejar, buscar a Deus. Esse aqui é o processo da reflexão. Eu com Deus, eu penso em mim, onde Deus me ensina a ir, que que eu trago, que que eu preciso rever para poder ir para cima, para ampliar, né? Então, vamos lá. Eh, a concentração é a fixação da mente por interesse ou seleção em qualquer pensamento. Quero pensar sobre o pensamento, quero ter um quero pensar a respeito do assunto X. Só que aí eu volto para dentro, eu fico pensando, sou eu fixando a minha mente no tema para ver o que que sai. Isso é concentrar, concentrar o pensamento em alguma ideia especial que se deseja analisar. Então vou, deixa eu pensar a respeito desse tema. Não sei o que que eu acho, não sei o que que eu penso. Então eu volto para dentro, analiso, elaboro, né, desenvolvo. Isso é concentrar o pensamento. Já a meditação é a aplicação da concentração na busca de Deus. Agora eu não volto só para dentro, eu concentro o pensamento tentando levar a Deus. Deus, venha, Deus, onde o Senhor está, conversa comigo. Quero quero sentir Deus. Então eu eu direciono a concentração para cima e não para mim só. Interiormente com determinação e constância. Não é uma vez na vida. Hábito. Hábito. Seu objetivo único é o de atingir o fluxo divino e conhecer a Deus. Senti-lo. Alimentar-se da sua energia. É o estado de quietação mental. Esse é o estado de refletir nesse sentido, de buscar a Deus, de tentar ampliar a consciência, de ouvi-lo, de senti-lo, de se conectar com Deus. Ela diz também ainda aí, por negarem-se a uma análise profunda em torno da vida, quando a gente se nega a fazer as reflexões, passam a existência corporal transferindo reflexões no tempo e programando, fluindo ao máximo, sob a conivente ilusão da eternidade carnal. Quando jovens transferem a reflexão para a velice, o exame da morte, quando sadios adiam para o período das enfermidades a mesma reflexão, acreditando-se invulneráveis ao desgaste e aos fenômenos degenerativos da matéria. Então, veja quantas vezes a
, o exame da morte, quando sadios adiam para o período das enfermidades a mesma reflexão, acreditando-se invulneráveis ao desgaste e aos fenômenos degenerativos da matéria. Então, veja quantas vezes a gente fala: "Ah, sou muito nova para refletir, ai, dá tempo quando eu ficar mais velho. Ah, quando eu conseguir tal coisa. Ah, quando eu tiver em tal lugar. E a gente vai deixando e a gente vai deixando. Aí o negócio aperta, a vida chega, velhice, doença, dificuldade. E aí eu não sei refletir sobre a vida porque eu não treinei antes. Eu não tenho hábito. Agora eu vou desenvolver, não passa de mágica. Como é que eu faço para refletir sobre a vida? Para aprender o que eu preciso mudar? Cadê Deus? É óbvio que eu preciso construir a relação. Eu não vou fazer num passe de mágica. Eu preciso ter desenvolvido isso. Isso precisa ser hábito para mim, né? Em alguns casos, o sofrimento em si mesmo ainda é a melhor terapia para o progresso humano. Às vezes eu não vou dar conta de ficar refletindo por mim, de ficar quendo, de entender que isso é bom. Muitas vezes eu vou ter que esperar alguma coisa me chacoalhar para me tirar do eixo pr daí eu fazer o movimento de Oh, pera aí, deixa eu ver que que eu preciso mudar. Infelizmente, né? Então, em alguns casos, o sofrimento em si mesmo ainda é a melhor terapia para o progresso humano. Enquanto sofre, o homem menos se compromete, demorando-se em reflexão. Quantas vezes a gente fala: "Ai, depois que aconteceu aquilo, eu andei pensando na vida, fiquei fiquei prestando atenção". Quantas vezes a gente precisa acontecer alguma coisa pra gente decidir, refletir, né? De onde partem as operações do reequilíbrio? Então, é o homem se compromete menos, mas demorando-se na reflexão, que é de onde partem as operações de reequilíbrio. A reflexão é importante pro equilíbrio. É comum a mudança de comportamento para pior quando diminuem flatores afligentes, não é? Quando tá dando tudo certo, a gente começa, esquece de orar, esquece de esquece de de cuidar da
pro equilíbrio. É comum a mudança de comportamento para pior quando diminuem flatores afligentes, não é? Quando tá dando tudo certo, a gente começa, esquece de orar, esquece de esquece de de cuidar da saúde, esquece, leva um chacalhão aí volta pro eixo, né? Ou para pera aí, vou voltar a frequentar centro espírita com prestar atenção mais nas minhas nas minhas orações, vou prestar atenção mais na minha alimentação, não vou sair fazendo tão rápido as coisas. Infelizmente a gente faz isso, não é? Uma sede de comprometimento parece assaltar o indivíduo imaturo, que parte futuras situações penosas, complicando os parcos recursos de que dispõe. Nossa imaturidade não para, não para, reflete. A gente vai, né, que nem um touro assim, vai que vai, né? Desse modo, a duração do sofrimento muito contribui para uma correta avaliação dos atos a que ele se deve entregar, porque se origina no primitivismo pessoal, pensamentos e ações reprocháveis induzem-no a uma existência infeliz, da qual se liberta somente quando se resolve por escalar a montanha do esforço, direcionado para a evolução, serenidade, harmonia, trabalhando os metais grosseiros da individualidade e moldando-os no calor do sacrifício. Então, eu posso escolher me reprogramar na vida, me realinhar com meu propósito por meio das reflexões voluntárias ou eu posso esperar uma coisa não dar certo, um tombo, uma dificuldade, uma dor, um sofrimento para daí me obrigar a fazer essa reflexão. E se eu me negar a aprender com o erro, com o tombo, com a dor, a gente vai levar outro tombo, outra dor maior, até a gente falar: "Pronto, tá bom, vou reavaliar minha vida, vou parar para refletir um pouco e vou tentar me reposicionar, vou gestar nova vida, porque a que eu estava vivendo não me levou para bons lugares, né?" E eu trouxe também, por fim, o livro O Ser Consciente. Eu peguei esse trecho logo da introdução, né, da introdução do livro O Ser Consciente. Porque Joana fala que precisa certa coragem para refletir, para ficar frente a si mesmo, né? Não é
er Consciente. Eu peguei esse trecho logo da introdução, né, da introdução do livro O Ser Consciente. Porque Joana fala que precisa certa coragem para refletir, para ficar frente a si mesmo, né? Não é fácil. A gente vai optar por justificativas, a gente vai tentar escapar, a gente vai tentar dar um jeito, a gente não gosta de fazer esse exercício porque ele vai nos convidar a mudanças e provavelmente eu já vou estar bem confortável na minha zona, né, que a gente chama de zona de conforto, mesmo que seja um lugar difícil, mas já é conhecido, depois eu vou tentar uma coisa nova, aí eu não sei como lidar, a gente teme as mudanças, né? Então, no ser consciente, introdução, Joana diz: "O mesmo ocorre com conflitos psicológicos estão presentes no homem que invariavelmente não lhes dá valor." Não quero saber dos meus conflitos, dá muito trabalho. Eu vou ter que descobrir que eu tenho um certo grau de narcisismo. Eu vou ter que olhar pros meus conflitos e e complexos de inferioridade, de superioridade. Eu não quero, quero olhar para as minhas sombras, né? Então, estão presentes no homem que invariavelmente não lhes dá valor, evitando deterse neles, analisando sua própria fragilidade, de modo a encontrar os recursos que lhes facultem diluí-los. Quanto antes eu descobri o que eu carrego, antes eu posso lidar com isso para deixar de carregar. Quanto antes eu descobri um nó, antes eu vou desapatar o nó para ele deixar de existir. Mas eu não quero ter esse esforço. Eu preciso, prefiro fingir que ele não existe. Prefiro olhar para outro lado e ir tocando a vida. Vamos que vamos. Não é assim? Vamos que vamos. vai tocando. Então, opção, vai chegar uma hora que o negócio vai ser tão grande que não vai dar para ir tocando. Enraizados profundamente, apresentam-se na consciência sob disfarces diferentes, desde os simples complexos de inferioridade, como eu falei, os narcisismos, a agressividade, a culpa, a timidez, até estágios graves de alienação mental. Não quer olhar pro seu Narciso que existe em você, não quer
les complexos de inferioridade, como eu falei, os narcisismos, a agressividade, a culpa, a timidez, até estágios graves de alienação mental. Não quer olhar pro seu Narciso que existe em você, não quer falar sobre o complexo de inferioridade, superioridade, não quer admitir certa dose de de de agressividade, hum, vai chegar uma hora que isso vai ser tão perturbador que vai nos dar a sensação de enlouquecimento. A gente mergulha numa numa numa depressão profunda, a gente parece que perdeu a entra entra num pânico e a gente parece que as rédeas sumiram e a gente não sabe o que fazer, né? perdeu a chance de pensar quando tava pequeno e agora tá difícil de lidar com o que tá grande. Somente consegue essa lucidez aquele que se autoanalise precisa refletir, disposto a a encontrar-se sem máscara, sem deterioração. Para isso não se julga, nem se justifica, não se acusa e nem se culpa. apenas descobre-se. A reflexão requer isso. Acho que isso é importantíssimo e foi bonito de terminar com essa com essa com esse pensamento. Quando a gente vai fazer uma reflexão a respeito da gente, que a gente se lembre que se a gente levar junto o martelinho do juiz, a lupa que quer descobrir cada detalhe, a gente não vai dar conta. Então, se eu vou olhar para mim, eu tenho que olhar com olhar amoroso, empático, como era o olhar de Jesus. Jesus nunca olhou pra gente, fez assim, Jesus olhava pra gente, sentia, puxa vida, não queria que tivesse sofrendo, né? Mas nunca ele olhou com olhar de julgamento. Ele entendia que nós estávamos no nosso grau de evolução. Então, quando eu olhar para me analisar, para refletir sobre mim, muita atenção. Não se julgue, não se cobre, não se culpe. Suma a responsabilidade que te cabe, mas aceite a sua imperfeição e se proponha a trabalhar para melhorar. É só isso. Tá tudo bem? Descobri em mim um orgulho que danado, não quer ir embora. Tá bom. Sou imperfeita. Olha, descobri. Sou imperfeita. Tá bom. Não vou me julgar, me culpar. Onde já se viu, você que já é espírita, que
em? Descobri em mim um orgulho que danado, não quer ir embora. Tá bom. Sou imperfeita. Olha, descobri. Sou imperfeita. Tá bom. Não vou me julgar, me culpar. Onde já se viu, você que já é espírita, que acredita em Cristo. Como assim? Mas então, mas eu não, se acreditar no Cristo fosse o suficiente para se iluminar, tava todo mundo iluminado. É o primeiro passo. Mas eu tenho uma trajetória até chegar na iluminação de verdade. E essa e essa trajetória passa por me aceitar, por me vigiar, por me perdoar, por refletir, por se comprometer com novos caminhos, né? O objetivo é esse, é descobrir novos caminhos, não é estabelecer uma corte, um tribunal para se julgar. Como a gente costuma fazer isso, por isso que a gente não gosta de refletir, porque quando a gente para para olhar na pra gente, a gente fica se condenando, se culpando, apontando o dedo. Então, não, não é por aí. É olhar carinhoso, afetivo, é é materno esse olhar que fala: "Tá tudo bem, Cris, vamos lá, vamos dar conta desses conflitos, vamos pensar o que que a gente pode fazer a respeito, vamos vigiar para que eles não fiquem se reproduzindo nesse padrão interminável. Vamos trabalhar, vamos elaborar novos planos, vamos ter novas ideias." Essa é a reflexão que precisa ser carinhosa, amorosa e não condenando de forma como se fosse um juiz e eh muito exigente. Bom, eu deixo aqui então essa reflexão a respeito da reflexão para que a gente lembre que é mais um instrumento indispensável pra gente que deseja encontrar, se realinhar com o nosso propósito de vida. Muito obrigada pela participação de vocês. Uma alegria estar sempre aqui e a gente se encontra na próxima semana.
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