T5:E8 • Propósito de vida • Perguntas e respostas
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 05 - Propósito de vida Episódio 08 - Perguntas e respostas ► Recapitulação dos três últimos episódios » Apresentação: Cristiane Beira
Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com João. Eles. O episódio de hoje é aquele em que a gente interrompe um pouquinho novos temas para poder conversar a respeito dos que passaram. Então, hoje a gente faz aquele bate-papo, perguntas e respostas a respeito dos três últimos episódios. Eu gostaria de aproveitar para dizer que é muito bom para mim essa troca, porque me ajuda a a me situar para eu entender o que vocês estão pensando, como vocês estão interpretando, eh que que para vocês é mais relevante. Então é importante essa troca, né? Porque às vezes eu estou aqui falando com base naquilo que eu vejo, que eu penso, que faz sentido pra minha vida. Então eu fico feliz quando tem a troca, porque é como se eu sentisse realmente que a gente está juntos. Esse ambiente virtual ele facilita muito nossa vida. Inclusive, essa troca só é possível graças à internet, graças à possibilidade de conversarmos à distância, mas a gente sabe que tem o o seu lado desconfortável, que é justamente essa distância em que eu não consigo olhar nos olhos para poder entender o que que vocês estão pensando, para captar o que que vocês estão achando. Então, por isso que é importante vocês deixarem. Às vezes é só um comentário, mas para mim já basta para eu entender. Ah, então ela observou isso, ele percebeu aquilo. Porque acho que aí existe realmente, cria-se realmente um clima, um ambiente em que a gente eh troca figurinhas. Então, muito obrigada por vocês que participam. E tem aí as pessoas que são assíduas, que eu já conheço de nome e e gostaria de um dia poder encontrar pessoalmente. Algumas eu já tenho encontrado pelas andanças aí dentro do movimento espírita. E é uma alegria quando a gente vê o rostinho daquele nome que a gente que a gente acompanha, que a gente está próxima no ambiente da internet. Vamos começar então com o episódio C. No episódio 5, nós falamos sobre individuação. Qual seria a relação da individuação com o tema do propósito de vida? Se nós estamos eh falando nessa temporada,
t. Vamos começar então com o episódio C. No episódio 5, nós falamos sobre individuação. Qual seria a relação da individuação com o tema do propósito de vida? Se nós estamos eh falando nessa temporada, nessa quinta temporada, se nós estamos falando sobre propósito de vida, ou seja, que que a gente veio fazer aqui? Qual a finalidade de nossa existência na Terra, como é que eu relaciono isso com a questão da individuação? Só lembrando rapidamente que individuação é um termo cunhado pelo eh Carl Gstav Jung. Jung, esse fundador da psicologia analítica. Eh, e ele traz o conceito de individuação mostrando que nós vamos nos desenvolvendo à medida em que nos conhecemos. O processo de desenvolvimento, de desabrochar, de progredir, de evoluir, tem relação com aquilo que a gente vai conhecendo dentro, iluminando as sombras, descobrindo talentos, eh descortinando aquilo que estava velado. E e isso é a individuação, isso é individuar, é eu me tornar o indivíduo que já sou em potência, que já sou em germem. Eu conseguir me diferenciar da cultura dos outros, da família, eu identificar a minha identidade, aquilo que é meu, eu descobrir, eu me aproximar da minha essência. a gente evoca bastante aquela frase de Píndaro, eh, filósofo grego, torna-te quem tu és. Esse torna-te quem tu és significa mergulha aí dentro e descubra a sua essência que é diferente de todos os outros. Do mesmo jeito que nós temos uma digital particular, o nosso espírito ele é único. Então, quando eu me desenvolvo eu mesma a partir de mim, nós nós chamamos isso de individuação. Então, a individuação ela precisa que a gente se conheça, se analise, que a gente entre num processo de diferenciar os conteúdos que são meus. dos conteúdos que são da minha família, da sociedade, da cultura, do meu país, do momento histórico, que eu consiga descobrir aquilo que está nas sombras, os complexos, os traumas do passado, os atavismos. Então, sempre que eu investir nisso, eu estou ajudando, colaborando com o processo de individuação.
eu consiga descobrir aquilo que está nas sombras, os complexos, os traumas do passado, os atavismos. Então, sempre que eu investir nisso, eu estou ajudando, colaborando com o processo de individuação. E qual a relação disso com o propósito de vida? toda a relação, porque o propósito de vida, nós temos propósitos em comum. Nós podemos dizer, por exemplo, que a humanidade, cada ser humano da humanidade tem o propósito de tornar esse mundo melhor. Então, é um propósito que é comum a todo mundo. Cada ser humano que forma família humana tem o mesmo propósito de ser fraterno. É uma é algo que é comum, mas nós temos também o nosso propósito de vida particular, aquilo que cabe a nossa experiência, a nossa vida. a esse momento da minha jornada evolutiva em termos de espírito. E como é que eu descubro isso? Me conhecendo, porque eu posso estar seguindo caminhos que não são meus, porque o outro faz, porque a moda dita, porque senão eu vou ser cancelado e eu acabo incorporando pra minha vida muitos conteúdos que não fazem sentido com a minha essência. Mas eu vou pegando porque todo mundo faz, porque eu não tô prestando atenção, porque ganha Ibope. Então, a individuação significa eu ter mais consciência de mim para eu saber o meu propósito pessoal de vida, que que esse espírito precisa, que que esse espírito veio principalmente fazer nessa existência. Se esse espírito precisa de uma experiência mais ou menos para esse caminho, não adianta eu ir para aquele porque todo mundo tá indo, porque eu vou desfocar da minha experiência evolutiva. Então eu preciso me conhecer para identificar melhor o meu propósito de vida. Bom, quem trouxe para mim perguntas? Silvia Ribeiro, que está sempre com a gente. Obrigada, Silvia. E ela diz: "Como descobrir se estamos no caminho certo do propósito quando os obstáculos são tão persistentes no caminho?" Olha que interessante, a Silvia trouxe uma coisa que todos nós percebemos. Quem já não se perguntou, será que eu devo fazer isso mesmo? Porque eu já tento, tento, tento
o tão persistentes no caminho?" Olha que interessante, a Silvia trouxe uma coisa que todos nós percebemos. Quem já não se perguntou, será que eu devo fazer isso mesmo? Porque eu já tento, tento, tento e toda vez dá errado. Eu já tentei tanto, parece que o negócio não vai, não deslancha. Será que é uma mensagem para eu desistir? Porque eu estou insistindo em algo, algo que não me cabe ou será que eu preciso ficar realmente, como eu vou descobrir? Então, Silvia, realmente esse é um ponto muito sensível. Todos nós já de vez ou outra já nos deparamos com isso. E e vamos pensar, não tem uma resposta, Silvia, ah, eu vou te dar uma dica para você saber exatamente se você precisa investir ou se tá na hora de desistir deste caminho. E justamente por não ter uma resposta pronta, é que a gente entende que a resposta está justamente na busca de descobrir se eu devo perseverar ou desistir. Que que eu quero dizer? Vamos supor que eu tenha um plano. Ah, eu vou, eu tenho um plano de investir na carreira X. Será que é meu esse plano? Será que eu devo? Será que eu estou inflamada porque está na moda? Será que cabe na minha vida? Seria muito fácil, né, eu perguntar, por exemplo, para um meu anjo da guarda que sabe muito mais do que eu, que está vendo as as coisas lá de cima, que que inclusive me ajudou a planejar minha reencarnação. E eu falar para ele: "Anjo da guarda, eh, você acha que eu devo investir nessa carreira ou não?" E ele poderia me falar: "Não, Cristo, tem nada a ver. Da onde você tirou isso? Só porque todo mundo tá fazendo, você vai querer fazer para não é, não tem nada a ver com você. E aí eu falava: "Ai, pronto, então que bom, né? Me me poupou". Ou ele poder falar: "Claro que é, como que você tem dúvida? É isso que você foi fazer aí, vamos logo." E aí eu podia falar: "Nossa, ainda bem que ele me avisou, porque assim agora eu invisto nisso." Se isso pudesse acontecer, né? Poder até pode, mas eles não fazem. Por que que eles não fazem? Porque eles não nos deixariam crescer.
ainda bem que ele me avisou, porque assim agora eu invisto nisso." Se isso pudesse acontecer, né? Poder até pode, mas eles não fazem. Por que que eles não fazem? Porque eles não nos deixariam crescer. Eu não cresço só fazendo algo. Eu cresço me dispondo a descobrir o que fazer, como fazer, quando fazer. Então, eu estou me desenvolvendo quando eu estou buscando, quando eu estou lá quebrando a cuca. Será que eu vou, não vou? Quando eu estou tentando, ai deixa eu ver se a intuição me diz, ai, deixa eu fazer uma oração para ver se eu recebo uma inspiração. Quando eu estou nessa busca, quando eu estou me debatendo para descobrir se eu devo investir ou devo desistir, eu estou crescendo. Tem uma passagem que Ruben Alves, que é uma das almas que eu admiro demais, das que a gente conhece aqui na Terra, esse grande educador, para mim, um dos maiores, ele conta uma passagem que ele estava trabalhando na oficina dele, acho que de marcenaria, e a filha da funcionária que cuidava da casa entrou curiosa para saber o que ele estava fazendo. E tem esse esse vídeo que ele conta na internet, quem tiver curiosidade depois procura que não vai ser difícil de achar. E o Ruben Alves diz assim, eh, que ela entra e pergunta assim: "O que que é isso?" E mostra pra bancada. E ele diz assim: "Isso é uma ferramenta que mede". E ela diz assim: "Você eh eh como que ela mede?" E aí ele fala: "Ela mede por grupinhos de 10, de 10 em 10 até formar 1 metro." E ela pergunta: "E você está medindo para quê?" E e ele continua nessa conversa. Se vocês procurarem, vocês vão ver que não é bem isso. A conversa, é algo como isso. E ele explica depois, porque a gente escutando ele contar, se fosse eu ansiosa, se a criança aparecesse na porta, eu já e ela perguntasse: "O que você está fazendo? O que é isso?" Eu fal, eu falaria tudo. Eu falaria para ela: "Ah, isso é uma oficina de marcenaria, essas são ferramentas e eu estou aqui pegando essas madeiras porque eu vou cortar, lixar a para poder construir e eu já traria tudo na minha
Eu falaria para ela: "Ah, isso é uma oficina de marcenaria, essas são ferramentas e eu estou aqui pegando essas madeiras porque eu vou cortar, lixar a para poder construir e eu já traria tudo na minha ignorância." Porque a educadora de verdade, ela não pode fazer isso. O educador de verdade, ele não deve fazer isso. Ele deve oferecer o que a criança precisa, o que ela pede. E ele deve, principalmente deixar que ela busque, porque ela vai crescer na busca. Então, o que que o Ruben Alves fala? que você deve dar o tanto para matar a fome. Que se a criança está com fome de um tanto, não adianta você dar todo um banquete, porque vai ser demais. Ela não vai digerir aquilo. Ela só vai ser capaz de digerir e simbolicamente a gente pode pensar entender aquilo que faz sentido para ela. Aquilo que faz sentido para ela é aquilo que ela precisa entender. Ela quer entender, ela busca. Então ele diz assim: "Não dê nada para uma criança". Em termos educativos, não dê nada para uma criança que ela não queira receber. Então, ao invés de você dar uma coisa para saciar a fome, desperte a fome. Traga curiosidade. Então, se eu estou numa sala de aula e eu vou dizer pro aluno, senta que eu vou te explicar geometria. Ele diz: "Não faça isso. Você não sabe se ele está com fome de geometria? Se ele não tiver com fome de geometria, vai ser comida exagerada à toa, que ele nem vai querer comer. Antes de explicar geometria, primeiro provoque a fome de geometria nele. Então, comece fazendo provocações. Olha, traz, por exemplo, uma figura geométrica e diga para ele quantos centímetros de tecido eu preciso para cobrir essa figura. Não sei. Ah, você não sabe? Calcule. Não sei calcular. Ah, quer aprender? Quero. Então eu instiguei a fome, eu mostrei para ele uma utilidade, ele quis aprender. Agora eu posso explicar para ele como que se calcula uma área de uma figura geométrica. Então o o Ruben Alves, ele traz isso, ele traz que a gente só vai descobrir se tiver fome e só vai aprender se tiver iniciado o processo. Então, Silvia, não
calcula uma área de uma figura geométrica. Então o o Ruben Alves, ele traz isso, ele traz que a gente só vai descobrir se tiver fome e só vai aprender se tiver iniciado o processo. Então, Silvia, não se preocupe com a resposta. Será que eu devo perseverar ou eu devo desistir? Tá dando errado, tem obstáculos. Será que é para mostrar para mim que não é hora? Ou será que é para eu crescer superando esses obstáculos? Não tem uma resposta. Você vai crescer buscando as respostas. Então você vai fazer isso que eu falei. Você vai usar sua sua cabeça para pensar, será que eu devo ou não devo? Você vai tentar seguir a sua intuição. Você vai orar para que Deus ilumine se é para ser, não é para ser. E você vai tentando conforme você pode, porque a gente é como se fosse cego, tatiando. E você vai, você vai, chega uma hora que você vai fazer uma escolha. Ah, eu quero saber. Eu entendi que não é para ser e eu desisto. Ou não, não, eu vou mais um pouco e depois eu consigo, viu? Tá vendo? Agora a gente não vai chegar no plano espiritual e Deus ou a nossa própria consciência falar: "Eê, por que que você desistiu, hein?" Vai falar assim: "Olha, eu vi que você tentou, você tava lá". Não era para você ter desistido, mas tudo bem também, porque foi uma experiência. Quando você desistiu daqui, você foi para lá, você também foi útil. Então, às vezes, a gente fica muito preocupada, como se a gente tivesse uma coisa para fazer na Terra. A gente tem que vir aqui, aproveitar o tempo, crescer. Se era para eu ir para cá, eu desfoquei, não prestei atenção e fui para cá, mas eu fui produtiva, eu aprendi, OK, tudo bem. Eu cresci também, eu aprendi também. Eu não perdi tempo. Era para eu ter aprendido isso, eu aprendi aquilo. Ah, tudo bem, na próxima vez eu inverto. Ao invés de eu aprender isso que eu já adiantei, eu aprendo esse que eu deixei para trás. Então, não se preocupe muito com isso. Com tanto que você não desista rápido, com tanto que você não use isso de argumento para falar ai não era para ser
ntei, eu aprendo esse que eu deixei para trás. Então, não se preocupe muito com isso. Com tanto que você não desista rápido, com tanto que você não use isso de argumento para falar ai não era para ser não, porque pode ser que aí seja comodismo, inclusive pode ser que aí você esteja realmente usando do artifício. Ah, eu tentei, mas não deu. Acho que não era para ser. Então, sua consciência lá no fundo sabe até quando você deve insistir, quando que você tá na hora de deixar para lá. O importante é a busca, é tentar, é se dedicar. E aí com o tempo você vai descobrindo se deve, se não deve, mas não se preocupe tanto com resultado, se preocupe com ser útil o seu caminho, ele te fazer crescer. Isso que é importante. A Janete Grilo nos diz assim: "Vendo jovens em universidades se agrupando contra um grupo minoritário que tem outros valores, me dá uma tristeza muito grande. Jovens estagiários mornos. Como chegou a esse ponto? O que será desses jovens profissionais que não se engajam com nada? estão aqui, daqui a pouco estão em outro lugar, tampouco querem deixar algo que realmente faça diferença no mundo ou algo melhor, como o amor, por exemplo. E aí vai, como dizia minha avó, só vai, né? vai seguindo. Não tem emoção. Acho que esse jovem parece que nem é camelo, nem é leão e e tá mais para um bicho preguiça. Bom, obrigada, Janete. Que reflexão boa que você traz aqui pra gente. Então, eh, lembra que eu usei aquele das três metamorfoses de Niet, no seu livro assim falou Zaratustra, em que ele compara o processo de individuação como fases, né? Primeiro eu me sirvo ao outro e não percebo quem eu sou. Depois eu me volto para mim e fico cheia de mim. Depois eu equilibro os dois e amo a mim e ao próximo como a mim mesma, né? Então, primeiro eu sou meio que camelo, capacho, depois eu sou cileão, que quer tudo do seu jeito, o rei da selva, e depois eu me transformo numa criança que simboliza realmente a integração dos dois do de todos os polos, ou seja, é alegre, inocente, mas também é o início
ue quer tudo do seu jeito, o rei da selva, e depois eu me transformo numa criança que simboliza realmente a integração dos dois do de todos os polos, ou seja, é alegre, inocente, mas também é o início de uma nova vida, representa toda uma simbologia bonita a criança. E a Janete diz assim: "Mas eu olhando pros jovens me dá muita sensação de que ninguém é camelo porque ninguém tá servindo o outro, que ninguém é leão porque ninguém tá lutando por si próprio, ninguém nem quer ser rei." Então, me parece que eles estão na a geração que a gente fala: "Nem, nem, eu nem quero ir lá fora e conquistar o mundo. Eu nem quero investir em mim para me conhecer, eu não quero nada". Então, por isso que ela faz essa comparação mais para bicho preguiça. Olha, realmente a gente tem vivido um momento muito sensível com relação à educação. E isso não é de hoje, isso já vem de décadas. A gente é uma geração que teve um tipo de escola lá atrás, né? Realmente era uma escola que a gente fala que absurdos as coisas que aconteciam, porque era muito castradora. No entanto, ela trazia disciplina, a gente aprendeu, a gente se desenvolveu. E hoje a gente sabe que o nível da da educação eh no Brasil, e eu diria que no mundo, ele não tem evoluído como se esperava, porque tudo, tecnologia, conhecimento está crescendo. Por que que as pessoas não estão se desenvolvendo? Nós vemos aqui, pelo menos no nosso Brasil, o número de analfabetos funcionais, nesse sentido de pessoas que foram escolarizadas, mas não conseguiram se desenvolver em termos e eh de de linguística, de comunicação, de resolução de problemas, não conseguiram eh eh investir no próprio desenvolvimento utilizando os recursos pedagógicos e e educativos que são oferecidos. Então, preocupa mesmo, preocupa mesmo a a educação. E a gente pode lembrar aqui do professor Rivaio antes dele ser o Allan Kardec, quando ele era da educação, quando ele tinha proximidade com o seu mestre Pestalose, quando ele escreveu um tratado de educação que foi inclusive utilizado
fessor Rivaio antes dele ser o Allan Kardec, quando ele era da educação, quando ele tinha proximidade com o seu mestre Pestalose, quando ele escreveu um tratado de educação que foi inclusive utilizado pelo governo da França da época e e retirado dali trechos que foram incorporados no eh no método de de educação, o sistema de educação que a França instituiu. E esse professor Rivaio, educador, que depois utiliza o pseudônimo de Allan Kardec, ele traz também na obra espírita, no final do capítulo da lei de trabalho do livro de O livro dos Espíritos, ele fecha esse capítulo, se eu não estiver errada, eu acho que aí sim, ele fecha com uma reflexão em termos de de educação. Vale a pena conferir. Tanto o tratado de educação do professor Rivaio está disponível na internet, é um PDF, eu acho que de umas 40 e poucas páginas, quanto esse trecho de O livro dos Espíritos, fechamento do capítulo da lei do trabalho. E o que que eles dizem? A verdadeira educação é aquela que transforma o ser. E transforma o ser em que sentido? Fazendo com que ele seja melhor do que ele era. E fazendo com que ele seja melhor para quê? para ele, pra natureza, pro outro, pra sociedade. E a educação que a gente tem visto hoje, ela está preparando pessoas com mente crítica. Eu vejo que a educação, pelo menos no ambiente em que a gente se encontra, eu me eu me arrisco a dizer que eu vejo uma educação que ensina o jovem como pensar, a criança como pensar. A verdadeira educação, que é essa baseada nas nossas crenças espíritas, que vem desde esse professor e depois os bons espíritos nos trouxeram, é a educação que ensina a pensar. Ensinar a pensar é aquela do Ruben Alves que não dá nada pronto e que não diz, escuta aqui, a verdade é essa, engula. Existe só uma linha de pensamento, uma única opinião na vida é essa. Se você pensar diferente, você vai ser execrado, excluído. Educar é despertar a mente crítica e deixa que ele vai descobrir o caminho dele. Se ele vai gostar de direita, de esquerda, de centro, de cima, de baixo,
ar diferente, você vai ser execrado, excluído. Educar é despertar a mente crítica e deixa que ele vai descobrir o caminho dele. Se ele vai gostar de direita, de esquerda, de centro, de cima, de baixo, é ele que vai descobrir. A gente tem visto isso na educação ou a gente tem visto uma educação que diz assim: "Só existe um caminho, o caminho é esse. Vá por esse caminho, senão você vai ser perseguido, porque a gente vai dizer que você não sabe, você não sabe das coisas, você não entende a verdade. Então, existe diferença entre uma educação que ensina o que pensar, que ela limita porque ela te dá uma opção. E existe a educação, que é essa que nós acreditamos, que ensina-se a pensar, desabrochar a consciência crítica, fazer com que você corra atrás do que você quer, que você se identifique com aqui, com lá, com cima, com baixo, que não interessa. Não sou eu que vou dizer para você como você deve pensar, em que você deve pensar, o que que você deve crer. Isso, isso é doutrinação. Então, quando nós olhamos, por exemplo, cursos fora do Brasil em que você vai aprender, sei lá, história, nós observamos que eles trazem muitas vertentes da história, vários pontos de vista que inclusive se conflitam. E a gente observa aqui que quando a gente vai apresentar uma uma uma matéria, a gente dá um viés da matéria, sabe? Esse sistema postilado? Não tô fazendo crítica. Me desculpe se eu estou até desviando da Joana. Acho que não, porque Joana trabalha muito a educação, mas é porque me toca essa parte também. E e a gente vê porque eu vou, eu quando era os meus filhos eram crianças, eu ia estudar, você ia pegar um tema da história e tinha lá um parágrafo para explicar esse tema. Como é que você aprende um tema com parágrafo? E esse parágrafo quem que falou? Uma mente falou. Mas será que todo mundo concorda com ela? Então a gente vê hoje aqui, principalmente aqui no Brasil, onde a gente conhece mais, a gente vê essa monoideia. Você vai falar de história, se apresenta um pensador. Mas escuta, lá na faculdade, quando a
o a gente vê hoje aqui, principalmente aqui no Brasil, onde a gente conhece mais, a gente vê essa monoideia. Você vai falar de história, se apresenta um pensador. Mas escuta, lá na faculdade, quando a gente vai fazer pesquisa nas pós-graduações, a gente não põe eles para conversarem, para debaterem. Cadê isso? Ou a gente só pega pessoas que pensam iguais. Então, Janete, eu acho que tá faltando sim, tá faltando um chacoalhão para criar consciências críticas. E a gente fala: "O jovem está parado, o jovem está acomodado, o jovem está no lugar onde eu conduzi, porque eu sou a figura de referência na vida dele. Eu sou adulta da relação, eu sou a professora, a mãe, eu sou a educadora". Então, a pergunta é: "O que que nós estamos fazendo com esses jovens que a gente roubou deles? A energia de conquistar, de construir, de mudar, de transformar, de transgredir. Cadê a psicologia analítica? Fala da necessidade da transgressão. O jovem na adolescência, na juventude, ele precisa transgredir, ele precisa lutar, ele precisa questionar, ele precisa querer apresentar novas propostas. Cadê, né? Quando faz isso é de um jeito violento, que é no sentido de vamos perseguir o contrário pra gente destruir. Então, eu concordo com você. Obrigada por essa reflexão e vamos hã lembrar do professor Rivaio, vamos recorrer a essa esse estudo que o Espiritismo nos oferece a respeito da educação, que é uma educação que transforma o ser, que molda o caráter, não no sentido de tornar todo mundo igual, mas no sentido de moralizar o ser, né? Bom, vamos provigiai e orai. Episódio seis. Então, nós falamos bastante do vigiai e orai e relacionamos isso com, tá um calor aqui, e relacionamos isso com o propósito. Por quê? De novo, para eu me aproximar do meu propósito, para eu descobrir o meu propósito, eu preciso de tempo de silêncio. Eu preciso olhar para dentro. Eu preciso me conectar com Deus. Eu preciso abrir as minhas antenas para a inspiração dos bons espíritos. Por isso que a gente trouxe no capítulo, no episódio seis, a
io. Eu preciso olhar para dentro. Eu preciso me conectar com Deus. Eu preciso abrir as minhas antenas para a inspiração dos bons espíritos. Por isso que a gente trouxe no capítulo, no episódio seis, a gente trouxe o vigiai e orai. E no sete, o tempo com Deus. São dois episódios que convidam mais ou menos paraa mesma coisa. Deixe um dia, um um horário no seu dia para você silenciar o mundo de fora, mergulhar para dentro, ampliar suas antenas mediúnicas. se conectar mais com o que transcende a matéria, receber de Deus a inspiração dos bons espíritos, né? A oração. E o vigiai é: esteja atento, presta atenção. Então, a vigilância é uma atitude de estar presente, consciente, atenta. Vamos lá. A Nádia Inês Borges pergunta: "Cris, é uma questão de estar presente, não é?" Sim. A vigilância eh proposta por Jesus não é aquela vigilância abélica, porque às vezes a gente fala assim: "Fica aí de vigia". Ou a gente fala, tem um vigilante na rua, ele fica andando com a moto para ver se, né, não tem nenhum intruso. Eh, então às vezes a gente traz esse vigilante, parece num sentido meio belicoso, né? Então eu imagino um vigilante, alguém que está pronto para se defender, um escudo na mão e uma arma na outra, prestando atenção, procurando quem é o ladrão, quem é o invasor, quem é o assaltante. Não é essa vigilância no sentido bélico de estar vigilante para atacar, não. vigilância de Jesus. Vamos lembrar que quando Jesus teve um episódio em que ele sobe lá no final já do do período dele de eh pela sua pela sua jornada aqui, já no final indo em direção ao martírio que ele depois vai sofrer, ele sobe para orar, para estar com Deus e ele pede pros apóstolos vigiarem. Fiquem aí e vigiem. Ele não pediu pros apóstolos peguem aí uma um um pedaço de pau para se defender. Fique esperto que se alguém quiser, não é essa vigilância. Ele pediu para que os apóstolos se mantivessem presentes, despertos, conscientes, enquanto ele estava orando. Que que os apóstolos fizeram? Ele desce e encontra os apóstolos
er, não é essa vigilância. Ele pediu para que os apóstolos se mantivessem presentes, despertos, conscientes, enquanto ele estava orando. Que que os apóstolos fizeram? Ele desce e encontra os apóstolos dormindo. Então essa vigilância desse episódio é o é o antônimo oposto do adormecido, do desatento, do despercebido. Então essa vigilância é o estar atento, estar esperto, estar desperto. E Jesus fala: "Vocês dormiram, eu pedi para vocês ficarem vigiando." Ele volta para orar. Ele desce, eles dormiram de novo. E ele volta, ele desce, eles dormiram de novo, ele fala: "Agora chega". Então, o que que Jesus estava mostrando? Que Jesus sabia que estava se aproximando um momento difícil desse fechamento que foi a vida dele aqui. No entanto, os discípulos não estavam. Os apóstolos, os apóstolos estavam aí com a cabeça longe, prestando atenção em outra coisa. Eles não estavam captando a eminência do que estava para acontecer. Eles não estavam percebendo os riscos, aquilo que se tramava, justamente porque não estavam prestando atenção, justamente porque estavam despercebidos. É essa vigilância que a gente está falando. Então, eh, eh, Nadia, assim, essa vigilância ela não tem relação com desconfiança, fica vigiando, fica desconfiado, não. É uma vigilância de estar atento, de ser prudente, de estar no momento presente. A gente lembra de algumas técnicas de mindfulness, que são técnicas de atenção plena. São várias técnicas pra gente se manter no momento presente, porque senão a mente vai pro passado, a mente vai pro futuro. Ora a gente tá lamentando o que perdeu, ora a gente tá ansiando porque não chegou e a cabeça nunca está onde a gente está. Então tem esse lema das técnicas de mindfulness que ele diz assim: "Que minha mente esteja onde os meus pés estão". Ou seja, que eu mente esteja no mesmo tempo e lugar que o meu corpo. Porque às vezes você tá aqui, né? Outro dia eu tava lá na academia e a personal perguntou assim: "Nossa, quantos abdominais você já fez?" Porque eu tinha pedido, sei lá, 20. Eu
lugar que o meu corpo. Porque às vezes você tá aqui, né? Outro dia eu tava lá na academia e a personal perguntou assim: "Nossa, quantos abdominais você já fez?" Porque eu tinha pedido, sei lá, 20. Eu acho que eu já tava nos 60, porque eu não vi. Por que que eu não vi? Porque meu corpo estava fazendo abdominal, mas a minha mente, ah, já tava lá três dias depois planejando o que que precisava fazer. Eu não tava vigiando, eu não estava alerta, atenta. O estar atento significa: "Eu estou presente nesse momento. Eu estou com a minha mente prestando atenção nas minhas emoções, prestando atenção nas minhas percepções, prestando atenção no meu corpo, nesse espaço, nesse tempo." É muito difícil isso, gente. A gente nunca está onde o nosso corpo está. A mente tá em outros tantos lugares ao mesmo tempo. Então é isso que é o vigiar. E esse vigiar me permite ouvir uma uma orientação espiritual, porque eu estou aqui, eu estou atenta. Agora se que nem tô lá longe fazendo uma coisa e o corpo outra. O meu anjo da guarda pode tá doido aqui assoprando, mas eu não tô aqui. Eu não tô atenta, eu não tô consciente, eu não tô ouvindo o que que ele está me dizendo. Então é isso que ele quis dizer, que a gente quer dizer por vigiar, vigiar e orar. A Simônica que também tá sempre por aqui, pergunta assim: Dentro deste contexto do ego, também se apresenta a fuga? Simone, eu não sei bem em que trecho da minha fala você fez essa pergunta, porque eu vou consultar depois para eu ver o que que vocês me deixaram, né? Então eu vou tentar entender o que que você quis dizer. Espero conseguir te atender, senão você pergunta de novo, tá bom? Você trouxe dentro desse contexto de ego, também se apresenta fuga? Então eu vou trazer a relação de ego com fuga, que é uma relação que a gente costuma falar muito dentro eh da psicologia espírita, da psicologia também desde Freud, que trabalha o inconsciente, né? Aí, então a psicologia diz que existem alguns mecanismos que ela chama de e fugas do ego. Que seriam fugas do ego?
icologia espírita, da psicologia também desde Freud, que trabalha o inconsciente, né? Aí, então a psicologia diz que existem alguns mecanismos que ela chama de e fugas do ego. Que seriam fugas do ego? Elas podem ser utilizadas de forma inconsciente, ou seja, eu não percebo, mas elas podem, em determinado momento se tornar inconsciente. Ou seja, eu vi que eu faço isso, só que eu continuo fazendo. Eu continuo fazendo porque me é confortável, porque de fato eu não quero enfrentar o que eu preciso, porque eu não sei o que fazer. Então eu acabo continuo, eu acabo que continuo fazendo. Que que é uma fuga do ego? É tudo aquilo que evita o enfrentamento. Então vamos supor, ã, aconteceu alguma coisa, eu tô trabalhando, aconteceu alguma coisa no departamento vizinho e sai um corre e eu falo assim: "Será que eu vou lá para ver o que está acontecendo e me envolvo e tento ajudar? ou eu falo assim: "Ah, não, não é meu departamento, melhor eu ficar aqui." Pode ser que eu não esteja querendo enfrentar o que está lá fora. Pode ser que eu tenha medo que alguém passe mal e eu não saiba lidar. Pode ser que eu tenha medo que alguém precise de ajuda e eu não consiga ajudar ou eu não queira ajudar. Então, eu crio uma situação para justificar o não enfrentamento. Agora, esse exemplo que eu dei é lá fora, vamos trazer para dentro. Então, pode ser que vamos inventar um outro, uma outra situação. Faz de conta que eu olho para outra paraa vizinha ali do outro departamento e eu olho para ela e falo assim: "Nossa, essa minha colega de trabalho, ela é tão um especialista, nossa, ela conhece tantas coisas, já fez tantos cursos, automaticamente eu penso, por que que eu não faço também? Eu vou ter que fazer um enfrentamento. Eu vou ter que olhar para mim e explicar para mim porque que eu não faço. Eu vou ter que olhar para isso conscientemente e falar: "Ah, é porque eu não eu tenho preguiça? Ah, é porque eu gosto de de durante as noites eu gosto de fazer outras coisas. Então, eu não vou estudar. Eu vou enfrentar a resposta. Eu
nscientemente e falar: "Ah, é porque eu não eu tenho preguiça? Ah, é porque eu gosto de de durante as noites eu gosto de fazer outras coisas. Então, eu não vou estudar. Eu vou enfrentar a resposta. Eu vou ter que dizer: "Não é porque ela é sortuda e eu sou azarada. Não é porque ela é privilegiada e eu sou esquecida. Não é porque eu sou uma vítima. É porque eu escolhi. Eu escolhi. Ao invés de usar as minhas noites para fazer uma faculdade, seja lá o que for, eu uso minhas noites para fazer outras coisas. É escolha e tá tudo bem. Se eu não quero fazer esse enfrentamento, porque eu vou ter que admitir que fui eu que quis esse caminho, pode ser que eu resolva fugir. O ego quer escapar. Ele não quer admitir que é ele, não quer pegar para si essa responsabilidade. Então, a gente vive fazendo essas coisas, que coisas? Ah, por exemplo, eu posso ficar eh racionalizando, é uma das fugas do ego. Aí eu fico contando uma história que parece racional, mas no fundo não é. Ah, mas sabe o que que é? É que eu na minha idade para estudar, ah, mas daí eu teria que abrir mão. Eu fico contando um monte de coisa assim. Na verdade, seria só uma escolha. Porque idade não é empecílio, as coisas que eu faço à noite eu poderia mudar para fazer no final de semana, né? Mas ao invés de de eu enfrentar e dizer, eu tô escolhendo, eu fico mais confortável como como ego, dizendo que eu não posso fazer. Ai, a vida dela é mais leve que a minha. Ah, é porque ela não tem filhos e eu tenho. Eu vou justificando, né? Vou criando justificativas. Ou às vezes eu outra forma que a gente tem de fugir, né? Outro outra fuga do ego é: "Ah, eu ah, não, ela não é mais isso do que eu. Ah, não, mas eu qualquer hora eu vou fazer, eu nego. Outra hora eu reprimo, eu olho para aquilo, não gosto do que eu vi, mas eu deixo para lá, deixo para lá, deixo para lá". Então são defesas do ego, são são fugas do ego. Ora, eu nego, ah, não, não é isso que tá acontecendo. Ah, não, eu não sou assim, não. Então, alguém chega para mim
ra lá, deixo para lá, deixo para lá". Então são defesas do ego, são são fugas do ego. Ora, eu nego, ah, não, não é isso que tá acontecendo. Ah, não, eu não sou assim, não. Então, alguém chega para mim e fala: "Nossa, Cris, você tá sendo orgulhosa nessa situação? Você tava lá conversando, discutindo com seu, sei lá, eu, mas achei você orgulhosa." Não, eu orgulhosa, imagina. E aí eu crio toda uma justificativa. Então eu nego ou eu reprimo, eu finjo não ver, eu evito, tudo para não enfrentar, para não falar do problema. Então se for nesse sentido, sim, a gente enquanto ego, no nosso aspecto egóico, muitas vezes a gente foge da situação para a gente não precisar enfrentar. A Silvia Ribeiro volta aqui e ela fala assim: "Como não confundir o que é do outro com aquilo que é meu?" Realmente não é fácil, Silvia, e é uma boa pergunta, né? Então, vamos supor, a gente está vendo uma situação e é muito comum a gente falar: "Por que que você tá se metendo, né? Mas você se envolveu isso? Por que que você se envolveu?" E aí a gente fala assim: "Nossa, porque se eu não me envolveu, eu vou estar sendo egoísta. Nossa, mas o outro tá precisando de ajuda, como é que eu não vou ajudar? Então existe aí umas pegadinhas e a gente precisa ter bem noção para poder diferenciar uma coisa da outra. Então não é, não estou dizendo quando a gente fala assim, como é que eu sei se isso é meu problema para eu resolver ou não. Eu não preciso resolver só meu problema. Eu posso ajudar o outro a que ele resolva o problema dele quando ele me pedir, quando ele estiver aberto. Então, quando como que eu sei o que é meu e o que é do outro? A gente pode usar, ó, eu fiz umas anotações que eu vou ler aqui para ajudar a gente a pensar. Então, Silvia, toma nota, faça essas perguntas para você que você que elas vão te ajudar a descobrir o que é seu e o que é do outro. Por exemplo, isso que eu sinto agora é meu ou eu estou sentindo por empatia uma coisa que é do outro? É uma é uma experiência que eu tive. Eu estou
e ajudar a descobrir o que é seu e o que é do outro. Por exemplo, isso que eu sinto agora é meu ou eu estou sentindo por empatia uma coisa que é do outro? É uma é uma experiência que eu tive. Eu estou sentindo uma coisa que é experiência minha. O que eu senti é fruto dessa experiência? Daí às vezes eu posso falar: "Não, isso não é nem meu. Eu estou me sentindo triste porque o outro perdeu o emprego, porque o outro brigou com a esposa, porque o outro Então tudo bem, empatia, compaixão, eu sinto junto, mas eu preciso me lembrar, não é meu problema. Não quer dizer que eu viro as costas e vou embora, mas quer dizer que eu respeito o outro, é quem vai resolver o problema. É, é ele. Então eu não devo fazer o que o Salvador costuma fazer. O arquétipo do Salvador que é: "Ai, fulano, você brigou com a sua esposa, fica tranquilo, senta, fica quietinho aí que eu vou lá para resolver o problema com ela." Isso é uma invasão. É invasão. O problema é dele. Agora eu posso chegar e falar: "Você quer conversar a respeito? Tem algo que eu possa fazer para te ajudar? Quer que eu te ajude a conversar com ela? quer que eu converse com ela para para eu poder ajudá-la, eu me ofereço para ajudar. Eu não pego para mim o problema que não é meu para eu resolver. E a gente costuma fazer isso. O outro conforme for, ele pode se acomodar e a gente vira esse salvador e cria uma dinâmica que não é boa. Porque a dinâmica em que para eu me sentir valoroso eu faço coisas que não são minha e o minhas e o outro fica confortável, nem ele cresce, nem eu cresço. Então, outra dica para você saber se é seu mesmo. O aconteceu uma situação, se pergunte o que que me cabe nessa situação, de acordo com o papel que eu represento? Qual é o meu papel nessa relação? É um papel principal? É um papel secundário, né? Que papel que eu que eu desenvolvo? Será que eu não tô invadindo? Será que eu não estou me omitindo? Se eu sou mãe e o meu filho tá com uma coisa, com problema? Meu filho tem 14 anos, eu tô vendo ele indo por um
ue eu que eu desenvolvo? Será que eu não tô invadindo? Será que eu não estou me omitindo? Se eu sou mãe e o meu filho tá com uma coisa, com problema? Meu filho tem 14 anos, eu tô vendo ele indo por um caminho que não é legal. Eu sou mãe, o papel meu é de entrar e participar. Aí não é invasão. Filho, vem cá, senta aí. Vamos conversar que isso aqui não tá bom. Eu tenho observado você fazer isso, me preocupo por causa daquilo. Eu não é invasão, isso é educar. Agora eu estou vendo a mesma coisa de um amigo meu de trabalho. Eu não vou chamar ele falar: "Senta aí que isso aí não tá bom e nós vamos conversar da sua vida". Então no primeiro caso, eu vou chamar porque é meu papel pontuar. No segundo caso, eu posso me oferecer. Eu tenho percebido que você está lidando com alguns problemas. Estou aqui. Se você quiser, podemos conversar a respeito. Percebe? E ao fazer essas perguntas, o que me cabe? Que papel eu represento? Isso que eu tô sentindo é meu? É do outro? Me ajuda a diferenciar. Quando eu me diferencio, eu percebo onde eu estou e como cabe a minha ajuda. Para que a minha ajuda seja ajuda mesmo, não seja uma invasão, não seja um roubo do problema do outro, que eu pego tudo para mim, sou eu que vou resolvendo, né? E uma outra coisa, eu posso perguntar assim, ó, essa mudança que eu preciso, que eu vejo que precisa acontecer, ela é uma mudança que eu posso fazer? Ah, não, eu não posso fazer, então não, não queira que o outro faça, porque você tem que permitir, você pode até oferecer, olha, observo que se a gente mudar, se você conseguir mudar isso, pode te ajudar e entrega, né? Eu preciso me lembrar que eu não posso mudar o outro. Então, fazendo essas perguntas, olhando o que me cabe, o que que eu sinto, o que que é meu, o que que é do outro, que papel eu represento. Eu represento um papel que eu preciso estar mais próximo, mais próxima. Eu represento um papel que eu tenho que ficar, eu tenho que respeitar o meu lugar. É um papel de paridade, sou eu com meu marido, sou eu com meu colega. É
eu preciso estar mais próximo, mais próxima. Eu represento um papel que eu tenho que ficar, eu tenho que respeitar o meu lugar. É um papel de paridade, sou eu com meu marido, sou eu com meu colega. É um papel de autoridade, eu respondo por alguém. Então, quando eu tomo consciência do que é meu, do que é do outro, e que papel eu represento no outro, o que que precisa ser mudado, aí eu tenho mais chance de entender que que me cabe, até onde eu vou, o que é meu e o que é do outro. Bom, nós estamos passando o nosso tempo. Eu vou dar uma corrida. A Rita da Silva Lima, ela fala assim: "Cris, o vigilante em excesso leva ao estresse ou ansiedade? E quando o passado passa na frente do meu livre arbítrio, é o egoísmo ainda acentuado?" Então, duas perguntas. Então assim, ó, quando eu falo da vigilância no sentido de estar presente, Rita, o contrário da da ansiedade acontece, eu me assereno porque eu estou no momento presente lidando com as coisas que estão aqui. Se eu estou pensando no futuro, lamentando o passado e a minha mente está em vários lugares, isso me dá ansiedade, porque eu preciso lidar com 300 coisas que não estão aqui. A vigilância que a gente falou de estar consciente, de estar atento, de estar no momento presente, ela acalma. Agora, a vigilância do estou sempre alerta porque alguma coisa pode acontecer é aquela vigilância de que tá com o escudo e com a espada. Essa pode dar ansiedade porque é como se eu estivesse na eminência de ser atacada. Não é essa vigilância. Nós estamos falando da vigilância do estar consciente, estar atento e isso a serena. H, quando o passado passa na frente do livre arbítrio, é? Então, quando o passado rouba as nossas vivências do presente, ou seja, quando eu vivo mais por força de automatismo, de altavismo, falta amadurecimento espiritual. Quando quando a gente vai amadurecendo espiritualmente falando, a gente vai vivendo mais no momento presente, a gente vai tendo mais consciência lúcida. Quando a gente ainda é criança, a gente vive muito no
quando a gente vai amadurecendo espiritualmente falando, a gente vai vivendo mais no momento presente, a gente vai tendo mais consciência lúcida. Quando a gente ainda é criança, a gente vive muito no inconsciente, nos traumas, nos conflitos, nos atavismos, né? Agora, que relação tem isso com o egoísmo? Egoísmo é moralidade. Então, a gente tá falando de moralidade. E aí é uma coisa diferente. A moralidade tem relação com o amadurecimento. Então, a gente poderia fazer um combo dizendo assim: quando eu sou atrasada, eu vi eu vivo mais pelo automatismo. Então, pode me dar a sensação, pode dar sensação pros outros e que eu tô muito focada em mim. Ém? Não sei se eu tenho consciência de que eu tô fazendo é uma coisa que é só para mim, então eu tenho moral para entender o que eu tô fazendo é egoísmo. Mas se eu sou uma criança, por exemplo, que tá lutando pelas coisas, ela nem tem noção de moralidade. Então não é egoísmo, éentrismo. Então depende do que eu tenho de consciência. Aquilo que eu estou fazendo, se eu tenho consciência de que é egoísmo, então é egoísmo. Agora, se eu nem percebi, se eu tô como fruto ainda da minha imaturidade, da minha ignorância, eu não posso dizer que é egoísmo, né? É por isso que a gente fala sempre que é a intenção que determina o valor. E para dar tempo ainda, vocês vão ficar comigo mais um pouquinho hoje, gente. Silvia, né? Mais uma da Silvia Ribeiro. Alguma justificativa de atos que se pode considerar uma desculpa para ficar na inércia ou é falta de coragem para agir? A gente já falou disso, né? Então, quando observamos alguém eh evitando enfrentar uma situação, dificilmente a gente vai saber, ele tá tentando evitar enfrentar a situação porque ele tá com preguiça, porque ele tá covarde, ficando na acomodação do da zona de conforto? Pode ser. Pode ser também que ele nem tenha visto aquilo. E a gente fala: "Olha, tá acontecendo uma coisa. Eu não tinha visto. Pode ser que ele seja inconsciente, pode ser que a gente já veja coisas. Às vezes a gente vê, por
m que ele nem tenha visto aquilo. E a gente fala: "Olha, tá acontecendo uma coisa. Eu não tinha visto. Pode ser que ele seja inconsciente, pode ser que a gente já veja coisas. Às vezes a gente vê, por exemplo, uma uma família e a gente observa o jeito que o pai e a mãe estão lidando com o filho. Se você já tem mais conhecimento, consciência da educação, você pode olhar falar que absurdo que ele tá fazendo e o pai e a mãe acha que estão fazendo o melhor possível. A gente já fez isso. A gente olha pra nossa atuação enquanto educadora da infância dos nossos filhos. A gente fala: "Meu Deus, eu fiz umas coisas lá agora. Eu fiz porque eu não sabia que eu estava fazendo, então eu estava sendo covarde ou missa? Não, pode ser que eu não, eu não via, eu não tinha olhos de ver ainda. Então, pode ser preguiça, acomodação, pode ser simplesmente ignorância, não tem olhos de ver e pode ser falta de recurso. Falta de recurso é assim, por exemplo, eu tenho um problema com a morte, problema de conflito passado, de de de complexos do inconsciente. Então, eh eh eu tenho dificuldade de entrar num velório, não é porque eu tô com preguiça acomodada e não tô nem aí com o outro, não. Tô sofrendo, mas eu mas eu não consigo. Por quê? Porque eu sou eu sou ignorante. Não, porque eu não tenho recurso interno para enfrentar aquilo. E a gente precisa respeitar. Não dá para exigir das pessoas aquilo que as pessoas ainda não conseguem fazer. Então, muitas vezes eu fujo porque eu não consigo internamente ter prontidão para enfrentar aquilo e fazer e lutar e arrumar e organizar. Então, muito cuidado com a cobrança que a gente faz. Às vezes a gente cobra alguém porque a gente faria, mas pode ser que ele ainda não desenvolveu o que a gente já desenvolveu. E em outra situação ele tira de letra e a gente fica lá tremendo na base. Então muita atenção, não dá para julgar só olhando de fora. E por fim, o tempo com Deus. Eram um pouquinho as perguntas, então não vai tomar muito tempo. A Rita da Silva Lima fala: "Peço um esclarecimento na nossa
tenção, não dá para julgar só olhando de fora. E por fim, o tempo com Deus. Eram um pouquinho as perguntas, então não vai tomar muito tempo. A Rita da Silva Lima fala: "Peço um esclarecimento na nossa sociedade". Ela diz assim, o entre aspas, né, o negócio está nas mãos de um grupo que gerencia o negócio utilizando as mãos de terceiros. Então, na nossa sociedade, o negócio está na mão de um grupo pequeno que gerencia o negócio utilizando-se de mãos de terceiros. Então, quem tem o tempo com Deus, temos que repensar nossos padrões de tempo. Escolher Deus é simplesmente silenciar. Escolher o tempo com Deus é simplesmente silenciar. Eu não entendi que que seria esse negócio que você tá fazendo uma referência, né? Vamos supor que negócio você queira dizer padrões sociais, dinâmicas predominantes, tendências normosas. Vamos supor que você esteja chamando de negócio isso que tá sendo feito pela massa e que não é saudável, mas tá todo mundo fazendo. Tem gente ganhando dinheiro porque tá todo mundo fazendo, tá mais gostoso fazer porque é mais fácil e a gente tá indo, sabe? tal da normose, a patologia da normalidade. Não é porque todo mundo faz que é saudável, que é bom, que é nobre, mas uma vez que todo mundo faz, a gente lava as mãos e faz também, porque é mais fácil, mais gostoso. E então talvez isso que você tá chamando de negócio, esses padrões sociais, esses comportamentos repetitivos que a gente faz enquanto massa, qual que seria o caminho? Eh, eh, Rita, o caminho seria tomada de consciência, que é aquilo que eu falei lá no começo, educar para uma mente crítica, paraa pessoa saber questionar, para ela não ir, porque tá todo mundo falando, para ela não ter medo de intimidação, porque todo mundo faz, eu vou fazer também, para ela ter coragem de ser ela, ela precisa de consciência crítica. Despertar, desperta, ó, tu que dormes está no evangelho, né? Aí sim, quando eu estiver desperta, eu posso escolher não seguir esse tal negócio, esse tal padrão. Eu posso escolher olhar
iência crítica. Despertar, desperta, ó, tu que dormes está no evangelho, né? Aí sim, quando eu estiver desperta, eu posso escolher não seguir esse tal negócio, esse tal padrão. Eu posso escolher olhar e falar: "Tá todo mundo fazendo isso, mas eu não quero fazer porque para mim não faz sentido." Mas para isso eu preciso de consciência crítica. Eu preciso estar fora da Matrix. Lembra do filme Matrix? Quem não assistiu a trilogia, vale a pena. É um filme lá de 2000, talvez antes. E ele conta disso, que a gente vivia muito bem uma sociedade que não era real. Ela era virtual, ela era uma fantasia criada, porque as verdadeiras pessoas estavam dormidas, tinha sido dominado, elas puseram todo mundo para dormir. Já dei muito spoiler aqui, né? Elas puseram todo mundo para dormir, criaram uma fantasia gostosinha, ficava todo mundo vivendo, mas não era real. E que que precisava? Precisava você acordar. Tinha uma tal da pílula vermelha e azul lá que você tomava para continuar dormindo, vivendo a fantasia ou acordar. Só que acordar era uma realidade dura, crua, difícil. E a escolha era essa. Vamos navegar no negócio, todo mundo faz e a gente fica aqui nessa fantasia. A hora que acordar no plano espiritual vai se arrepender porque perdeu tempo. Ou vamos acordar aqui e encarar a realidade que é dura. Acho que é isso que você tá dizendo, né? E a Silvia Ribeiro diz mais uma vez, né? Suas palavras me reportam a Jesus com Marta e Maria. Por muitos anos agi como Marta, tentando dar conta de tudo à minha volta. Hoje consigo parar e silenciar como Maria valorizando a vida. Então nós estamos falando no episódio sete, eu corri agora no fim, né? O episódio sete é tempo com Deus. A gente falou que precisa para ter um propósito de vida, pra gente fazer valer a pena. Nós precisamos de um tempo que é a gente com Deus, que é parar para se repensar, se rever, se revisitar, se conectar com Deus. E ela trouxe analogia do evangelho, Maria e Marta. Jesus vai visitá-las, Jesus senta e a Marta não vai conversar
e com Deus, que é parar para se repensar, se rever, se revisitar, se conectar com Deus. E ela trouxe analogia do evangelho, Maria e Marta. Jesus vai visitá-las, Jesus senta e a Marta não vai conversar com Jesus porque ela tinha que cuidar das coisas da casa e fica brava com Maria que não vai ajudá-la. São duas irmãs. E Maria fica sentada nos pés de Jesus tentando aproveitar a companhia de Jesus. Então o que que a Silvia traz? Que a gente tem internamente, Maria e Marta. E qual que é o certo? As duas. O problema é você dominá-las no sentido de estar na estar na no controle, estar sob elas têm que estar sob nosso controle. Ou seja, eu tenho que saber identificar. Preciso ser Marta, preciso correr atrás das coisas, limpar a casa, fazer compra, ganhar, receber meu dinheiro para poder pagar a farmácia. Isso é ser Marta. Eu preciso, eu tô na terra, gente, senão não me reencarnaria. Se eu me visto de corpo que precisa comer e para eu comer eu preciso trabalhar para poder adquirir dinheiro, para poder comprar a minha comida, o meu remédio e e ter uma vida saudável, eu preciso ser Marta. O Livro dos Espíritos fala: "Não adianta abrir mão da sociedade, subir no alto do monte, ficar meditando pro resto da vida". Então você não precisava reencarnar. Se for para ficar meditando, fica em espírito. Então eu venho pra Terra porque ao tentar ser Marta, cuidar das coisas daqui, a gente cresce, a gente aprende, a gente se desenvolve, a gente desenvolve virtudes. Só que eu não posso abandonar a Maria. A Maria é essa que larga tudo que tem que ser feito no dia a dia para estar com Jesus. Agora, se eu for só Maria, tira a Marta da minha vida, eu vou comer o quê? Eu vou sobreviver como eu vou viver de luz, né? Tem gente que acho que até consegue isso porque a gente fica sabendo de vez em quando, mas na nossa grau de evolução, difícil, difícil. Então eu preciso ser Marta. Então a comparação foi ótima, Silvia. Eu preciso saber que tempo que a Marta precisa na minha vida, que tempo a Maria precisa na minha vida.
de evolução, difícil, difícil. Então eu preciso ser Marta. Então a comparação foi ótima, Silvia. Eu preciso saber que tempo que a Marta precisa na minha vida, que tempo a Maria precisa na minha vida. Dá licença um pouquinho que eu vou ser Marta. Vou correr atrás das minhas coisas. Marta vai descansar porque agora a Maria vai orar. A Maria vai conversar com Deus, a Marta vai resolver problema, a Maria vai olhar para si para descobrir coisas de si mesmo. A Marta vai atrás de uma terapia para poder, a Marta corre lá fora, a Maria se volta para dentro. Então a gente precisa desses dois para balancear a vida. Gente, desculpa da minha corrida aí no final para não tomar tanto tempo de vocês. Adorei as perguntas, tinha bastante. Fico feliz. E aí a gente se encontra agora na próxima semana, se Deus quiser. Um beijo para vocês.
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