T5:E15 • Propósito de vida • O valor da consagração

Mansão do Caminho 15/11/2023 (há 2 anos) 53:58 6,745 visualizações 916 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 05 - Propósito de vida Episódio 15 - O valor da consagração ► Referências Bibliográficas • Momentos de Saúde e de Consciência, cap. 2. • Triunfo Pessoal, cap. 2. • Autodescobrimento: Uma Busca Interior, cap. 4. • Vida: Desafios e Soluções, cap. 5. • O Despertar do Espírito, cap. 3. • Conflitos Existenciais, cap. 7. » Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Angeles. Hoje é o último episódio em que a gente traz um tema. Semana que vem a gente faz nosso encontro de perguntas e respostas e a gente encerra a quinta temporada. Passa muito rápido, não é? Mas a gente, se Deus permitir, a gente continua juntos em outros estudos, em outros módulos e daqui a pouco a gente está de volta. Para encerrar essa essa temporada em que a gente escolheu como tema central central, como eixo central dos nossos estudos, propósito de vida, eu busquei um tema que fosse merecedor de um encerramento, de uma temática tão importante, tão essencial, tão fundamental da vida humana. Propósito de vida é o tema que nos norteia na reencarnação. Ele é fundamental para a nossa existência. É importantíssimo que nós dediquemos tempo, atenção, interesse para esse essa busca, para essa compreensão sobre o propósito de vida. Por isso que nós ficamos por 16 encontros refletindo, analisando, descobrindo qual o propósito de vida. Propósito de vida tem a ver com o quê? Como é que eu sei que eu estou alinhada com meu propósito de vida? Onde é onde é que eu encontro isso? que eu posso fazer da minha parte em termos de postura, de busca, de atitude para eu realmente me afinar, me aproximar do verdadeiro propósito de vida? Quais os riscos, as tentações, o que pode me distanciar do propósito de vida? Foi tudo isso que nós procuramos aos poucos, em cada encontro, em cada troca, nós procuramos eh refletir, analisar e ponderar. Então, para fazer um fechamento desse tema, eu mergulhei em mim e fiquei tentando imaginar como é que eu posso eh eh finalizar que texto, que conceito, que tema é digno da gente encerrar uma sequência de estudos a respeito do propósito da vida. E aí me surgiu como um insight uma expressão. E essa expressão eu falei: "Nossa, mas é uma expressão meio que religiosa no sentido ancestral, até católica." A gente acha que eu tenho impressão que na Igreja Católica se usa muito esse termo, mas eu eu mergulhei nessa expressão e

a, mas é uma expressão meio que religiosa no sentido ancestral, até católica." A gente acha que eu tenho impressão que na Igreja Católica se usa muito esse termo, mas eu eu mergulhei nessa expressão e percebi que ela caberia para aquilo que eu buscava. E nós estamos falando então desse tema de hoje, o valor da consagração. Então nós vamos conversar sobre isso. O que é consagrar? Porque nós vamos falar de consagração. O que será isso? E eu fiquei imaginando também que talvez esse não seja um tema que atraia muito o público, né? Porque quem que passeando pela internet vai falar: "Nossa, olha, uma uma um estudo sobre o valor da consagração". Isso é interessante. Talvez as pessoas nem entendam nada. Talvez eu não seja muito boa em termos de atrair pelo meu título as as pessoas, né? Mas eu espero que vha a pena quem se interessou em estar aqui, apesar de talvez não ter entendido nada a respeito desse consagração, mas quem se dispôs a estar aqui, espero que valha a pena. Quando nós falamos sobre o propósito de vida, nós caminhamos, nós fizemos um percurso em que a gente mais ou menos falou nos temas, mais ou menos a gente falou da importância de transcender a matéria, se conectar com Deus, refletir, refletir sobre a vida, dedicar ao deserto interno, nesse sentido da introspecção, do autoconhecimento. Então, ora, nós passamos por temas que nos estimulavam a elevação espiritual, a transcendência à matéria e ora, nós falamos sobre temas que podem nos atrapalhar, podem nos roubar ou desviar do caminho. por exemplo, o risco que a gente corre quando a gente dedica muito tempo aos desejos da matéria, as paixões, aos desejos do ego. Então, a gente se encanta com as coisas daqui e a gente fica com esse olhar baixo só olhando para cá, só olhando o que que eu quero ter, onde eu quero chegar, o que eu quero conquistar, o que o meu vizinho tem, quero ser melhor, quero performar, quero pódio, quero destaque. E isso pode acabar nos atrapalhando, porque propósito de vida requer um olhar

hegar, o que eu quero conquistar, o que o meu vizinho tem, quero ser melhor, quero performar, quero pódio, quero destaque. E isso pode acabar nos atrapalhando, porque propósito de vida requer um olhar mais à frente e mais para cima. Para eu falar de propósito de vida, eu tenho que olhar o futuro lá no longe e eu tenho que olhar para cima, que é onde eu vou de fato, né? Ascendência espiritual. Então, nós falamos também em alguns temas a respeito do quanto as preocupações com o aqui podem atrapalhar a nossa evolução, a nossa priorização. Então, eu trago o valor da consagração porque ao estudar o termo, o conceito consagração, nós vamos ver que é um estudo entre o que nós costumamos dizer na teologia ou na filosofia. do profano e do sagrado. Então, esse é o tema principal da nossa conversa de hoje, que a gente valide todos os outros encontros e a gente junte resumidamente hoje. E hoje a gente relembre que nossa vida aqui precisa ser uma balança bem bonitinha, bem equilibrada entre o profano e o sagrado. Nós estamos na terra. É preciso que a gente se encante com as coisas daqui. É preciso que a gente busque as coisas daqui, senão não precisava mergulhar na carne, a gente ficava em espírito, no plano espiritual. Então, eu preciso vir paraa terra, eu preciso correr atrás das coisas daqui. Eu só não posso me perder e acabar polarizando isso e deixando o espírito esquecido. Então, a gente corre atrás das coisas da terra para crescer o espírito. A gente mergulha nas coisas que nos encantam na terra para perceber quais vícios a gente carrega, quais virtudes a gente já conquistou em benefício do espírito. Então esse é o equilíbrio, é o viver no corpo se lembrando que é espírito. É lá no Evangelho Segundo o Espiritismo, cuidar do corpo e do espírito. É o equilíbrio. É o equilíbrio entre o profano e o sagrado. Então nós vamos começar trazendo um pouco de conhecimento a respeito disso, do que seria essa história de consagração, do sagrado. Consagrar é tem a ver com o sagrado e

io entre o profano e o sagrado. Então nós vamos começar trazendo um pouco de conhecimento a respeito disso, do que seria essa história de consagração, do sagrado. Consagrar é tem a ver com o sagrado e com o profano. A gente já pode começar pensando nessa palavra, né? consagração, com o sagrado, está alinhado ao sagrado, está vinculado ao sagrado, tem a presença do sagrado. Olha que bonito. Vocês concordam que pra gente terminar um um um estudo a respeito do propósito da vida, se a gente tivesse que falar que que eu preciso garantir que tenha na minha busca pelo propósito da vida, você precisa garantir que exista a presença do sagrado, do divino, do que transcende a matéria, dos verdadeiros valores, das virtudes. Isso tudo é do âmbito, é do contexto, é do universo do sagrado. Então, consagração, o valor da consagração é o valor da presença do sagrado em nossas vidas. Isso não quer dizer que eu vou ajoelhar, entrar em estado de oração e não sair mais ou vou jejuar. Não que eu não possa fazer isso, eu até posso, mas o maior desafio é trazer o sagrado dentro das atividades profanas. Aí eu vou conseguir viver os o propósito de vida, porque a gente tende a compartimentalizar. Agora eu estou no sagrado, então agora eu estou dentro do templo, dentro do centro espírita. Agora eu estou conectada com Deus. Agora eu estou no meu momento da oração. Sou eu e Deus. Pronto. Encerra, fecha a porta. Muito obrigada. Amanhã eu volto. Agora eu vou viver minha vida material. Agora eu vou pro profano. E não, o que eu gostaria de trazer hoje é como é que eu trago esse sagrado para o âmbito do profano. Como é que eu consigo sacralizar aquele meu dia a dia profano, as minhas atividades corriqueiras, a minha profissão, o momento que eu tô dirigindo para ir para um lugar para outro, como é que eu torno aquele, aquela experiência sagrada? Esse é o nosso desafio. Aí sim a gente está vivendo o propósito de vida. Quando eu consigo trazer paraas atividades corriqueiras do dia a dia significado sagrado, ou seja, eu dou um

periência sagrada? Esse é o nosso desafio. Aí sim a gente está vivendo o propósito de vida. Quando eu consigo trazer paraas atividades corriqueiras do dia a dia significado sagrado, ou seja, eu dou um sentido para aquilo, eu cresço com aquilo, eu aprendo com aquilo, eu pratico os ensinos de Jesus dentro das corridas do dia a dia, eu provavelmente não vou sentir vazio existencial, porque cada atividade minha está cheia de sagrado, não é vazia, não é passageira, não é superficial e vulgar. Ela tem conteúdo, ela tem substância, ela tem profundidade. Eu posso estar molhando o meu jardim, peguei meu regador e vou para pôr a água na minha plantinha que eu acabei de plantar. E eu posso fazer esse movimento, eu posso fazer essa experiência de forma sagrada, me doando, me conectando com a plantinha, conversando com ela, olhando para ela, oferecendo o que ela precisa. Ou eu posso estar prestando atenção, falando no celular e pondo água lá e e isso é só uma coisa prática. dei conta, pus a água, ela que cresça. Isso é fazer corrido, isso é fazer de forma objetiva, prática e resolvi. Utilitarista foi lá, fez, funcionou, agora ela que cresça aí. Ou eu posso fazer dessa forma sagrada. Então, quando eu faço minhas atividades, por mais simples que elas sejam, tendo o cuidado de trazer o sagrado para elas, eu termino meu dia cheia, plena. Eu termino meu dia sentindo o espírito pleno, porque eu tive várias experiências sagradas. Isso enche espírito, isso contempla, completa o meu, a minha busca espiritual. Mas se eu fiz um monte de atividades de forma superficial, corri para cá, corri para lá, resolvi 300.000 1 problemas. Eu só me esgotei, eu só dei, dei, dei, dei. Quando eu termino, eu estou cansada, porque eu não me alimentei durante a experiência. Eu me esvaziei durante a experiência. Eu só fiz um monte, gastei energia, gastei neurônio, gastei músculo, gastei tudo, gastei vitalidade. E eu não aproveitei a oportunidade, cada oportunidade para me alimentar daquilo, observando, analisando, agradecendo, reconhecendo,

ia, gastei neurônio, gastei músculo, gastei tudo, gastei vitalidade. E eu não aproveitei a oportunidade, cada oportunidade para me alimentar daquilo, observando, analisando, agradecendo, reconhecendo, identificando qual o valor disso. Obrigada, Deus por me deixar ter essa oportunidade. Olha que lindo isso. Isso também é de Deus. Eu não me relacionei com aquilo, não teve relação, teve só correria em que eu cuidei, cuidei, cuidei, resolvi, resolvi, resolvi e eu não aproveitei para me alimentar daquilo que cada experiência poderia ter me trazido, inclusive as más experiências, um problema aqui, uma doença lá, uma dor, um sofrimento, uma questão financeira e eu posso inclusive trazer o sagrado para isso. Puxa vida, estou sendo chamado para as aflições. Jesus já me disse: "No mundo tereis aflições." Mas Jesus também disse: "Tende ânimo". Então, como é que eu faço para aproveitar essa experiência de dor, de sofrimento, de dificuldade, de problema para me sacralizar nessa experiência, para trazer de para dentro de mim um pouco mais de sagrado? Como é que eu olho para essa experiência com esse olhar? Como é que eu trago sentido profundo para aquilo que eu estou vivendo? Eu tô precisando de dinheiro, que é coisa mais objetiva do mundo material do que o dinheiro. Mas então eu não posso me relacionar com o dinheiro de uma forma que eu trago o espírito junto, que eu aprenda com a experiência do dinheiro, que eu perceba o que o dinheiro causa em mim, que eu use a experiência do dinheiro para me disciplinar, para descobrir em mim o que que precisa ser iluminado. Claro que eu posso, mas eu preciso ter essa consciência, eu preciso ter essa atenção para poder não perder oportunidade. Então é disso que eu gostaria de falar nesse último encontro teórico de teoria, mas a semana que vem a gente ainda vem para bater papo. Então eu espero que vocês colaborem muito comigo no chat, nos comentários, para depois eu ir lá e ver o que que vocês me trouxeram. Então, indo na origem da palavra e no

nte ainda vem para bater papo. Então eu espero que vocês colaborem muito comigo no chat, nos comentários, para depois eu ir lá e ver o que que vocês me trouxeram. Então, indo na origem da palavra e no próprio vocabulário, a gente vai encontrar entre sagrado e profano, a gente vai encontrar assim: sagrado, eh, do latim, ã, do latim mais recente, eh, quer dizer ação de tornar sagrado. A palavra latina é consacráto, mais onis, né? Consagração, consagrais, consagrá mais onis, quer dizer, ôis é ação e o consilio é o sagrado. Então, é uma ação de tornar sagrado, ou seja, não é uma coisa que é sagrada por si. Sou eu que dou a conotação de sagrado por alguma ação que eu faço. Então eu é que torno aquilo sagrado. De novo, eu volto falar, eu posso me relacionar com uma coisa do dia a dia de forma objetiva e material e racional. Eu fiz o que tinha que fazer, funcionou, resolvi, pronto, acabou. ou eu posso agir com uma ação de aproveitar a oportunidade para além de resolver o que preciso resolver, eu também olhar para aquilo com olhar sagrado, ou seja, aquilo que como é que eu torno isso uma experiência produtiva pro meu espírito, porque sempre eu vou ter. Ou eu acho que o meu espírito só cresce quando eu estou dentro da sala da da dentro da palestra espírita, dentro da missa, dentro do templo, dentro não. A gente tem oportunidade de crescer em espírito em cada segundo nosso dia. Se a gente olhar com olhar sagrado, vamos pensar em Jesus. Veja que tudo que Jesus fazia, Jesus ia se alimentar. Ele ele bendizia o alimento, ele agradecia. Tudo que Jesus fazia era de forma sagrada. Qualquer coisa ele ele não conseguia, ele não se ele não se relacionava com a vida assim, ah, vamos logo, gente, vai, tem tem gente para curar. Não, não tinha uma palavra que alguém perguntasse para ele que ele não respondia de forma sagrada, um olhar de forma sagrado, um atendimento também de forma sagrada. Então, é tornar sagrado que a gente faz. é o ato, o efeito ou até um ritual de tornar sagrado, né? É uma sagração.

de forma sagrada, um olhar de forma sagrado, um atendimento também de forma sagrada. Então, é tornar sagrado que a gente faz. é o ato, o efeito ou até um ritual de tornar sagrado, né? É uma sagração. Então agora nós já estamos lá no dicionário. Outra explicação é a entrega, é a dedicação a Deus. Então, essa palavra entrega, eu quero destacar ela no nesse encontro de hoje. O tornar sagrado significa é a entrega a Deus em cada ação, atitude, postura, pensamento, palavra do meu dia. Eu vou fazer qualquer atividade. Eu vou fazer como quem se entrega a Deus. Deus, eu faço isso para estar com o Senhor em benefício do que eu tenho aprendido com o Senhor pelo Senhor. Eu eu dedico ao Senhor. Não é assim que Jesus fazia. Jesus veio em nome de Deus. Jesus estava aqui por Deus. Jesus estava representando não sou eu que faço, é Deus. Eu sou só mensageiro. É por Deus, é pelo nosso Pai. Então é isso, é a gente fazer essa entrega. Já não sou eu quem vive, é o é é Cristo que vive em mim. Paulo fala, quer dizer, já não tem mais uma coisa minha. Eu estou aqui entregando minha vida para que Deus se manifeste através de mim. Para que as pessoas que eu possa ajudar eu ajude, que eu que eu tenha condição de amar, que eu ame, que eu possa perdoar, eu perdoe. Que eu tenha que estender a mão e que eu estenda. Não é minha vida que eu estou vivendo. Eu estou dedicando a minha vida para que Deus viva através de mim. Era Jesus. Então é uma entrega a Deus. Então esse é o ponto central. Aí alguém vai ficar preocupado que se o propósito de vida foi alcançado, qual é o meu propósito de vida? Deixa de ser relevante, porque eu vivo imersa nesse grande propósito da vida, né? Que mais é o ato pelo qual o vinho e o pão são trans substanciados. Olha que legal. é o ato pelo qual o vinho e o pão são transubstanciados. Por isso que eu falei que tem lá no no decurso da missa, tem quando o corpo e o sangue de Jesus, a hóstia, eles representam esse ritual, né? E Jesus também fez isso na última ceia. Jesus consagra o corpo e o sangue, né? Jesus

tem lá no no decurso da missa, tem quando o corpo e o sangue de Jesus, a hóstia, eles representam esse ritual, né? E Jesus também fez isso na última ceia. Jesus consagra o corpo e o sangue, né? Jesus faz essa consagração, ele torna sagrado aquele momento. Então, pode ser inclusive um ritual. A gente vê rituais descritos na história e a gente pode falar também falar também dessa dedicação total a uma causa, a uma fé, a um trabalho, a um estudo. Em uma palavra devoção, também tá fora de moda, né? Ninguém mais fala: "Ai, eu sou devota. Ai, que que é isso? Ritualístico não. Não precisa ser de forma ritualística vazia. Pode ser nessa forma de devoção, de entrega. A gente esvaziou os rituais porque eles estavam vazios já. Era só um monte de coisas que a gente fazia, ninguém sabia o que tava fazendo. O espiritismo vem para falar: "Que que é isso? Não precisa de ritual. Não é ritual que vai salvar sua vida". Mas a gente esvaziou os rituais e esvaziou inclusive as experiências espirituais que deveriam estar dentro dos rituais. Se a gente for estudar os rituais das religiões antigas, eles eram simplesmente uma capa para uma experiência espiritual, para uma experiência mística, para uma experiência em que o espírito estava sentindo. Não era o corpo, não era o ser material. Quando a gente tira o ritual porque não precisa desse apetrecho, a gente também esquece que tenha, deveria continuar existindo. Os espíritos nos falam, né? Faça como eu fazia. São são Santo Agostinho passa em revista, conecta com Deus, oração, mas a gente às vezes faz isso também de forma vazia, sem essa experiência, essa devoção, essa consagração. A gente esqueceu do sagrado, a gente está só cognitivo, intelectual, racional, razão. Eu aprendo, eu estudo muito, mas os espíritos falaram: "Ó espíritas, né, espíritas, amai-vos. Eis o primeiro mandamento, instruí-vos o segundo." A gente esqueceu do primeiro e foi direto pro segundo. Então, a gente enquanto espírita estuda, estuda, estuda, estuda, estuda. Cadê

ritas, amai-vos. Eis o primeiro mandamento, instruí-vos o segundo." A gente esqueceu do primeiro e foi direto pro segundo. Então, a gente enquanto espírita estuda, estuda, estuda, estuda, estuda. Cadê esse outro que é uma experiência espiritual? Porque para eu aprender a amar, eu não vou aprender sentada escrevendo, eu vou vivenciar. É aí que está a oportunidade de trazer o sagrado paraa atividade e instruir-vos. Aprenda, reflita, raciocine, escute, estude, OK? Mas isso sozinho não não garante a evolução. É preciso do outro lado a segunda asa, como a gente costuma falar, a experiência, a vivência precisa que a gente transforme nossa vida no sagrado, que a gente não viva só de forma profana. Vamos lá para ver entender o que que seria esse profano. Profano vem, profanos vem da junção de duas palavras. Profanum. Pro é uma preposição que significa diante de ou perante alguma coisa. Fanum significa um templo, um lugar sagrado, né? Então o profano é diante de um sagrado, mas é um indivíduo que não entra. Ele só fica na eminência, ele só fica fora. Ele não faz parte do sagrado, ele fica diante do sagrado. E isso a gente vê que lembra que antigamente em algumas religiões do passado, as pessoas elas eram profanas aquelas que não podiam entrar no templo, não podiam adentrar as casas religiosas, não podiam ter contato direto com o sagrado. Então elas eram devotas porque elas ficavam lá foras, lá fora somente. Elas não, elas eram fiéis. Devotas não. Devota é quem se entrega. Elas eram fiéis porque elas juravam fidelidade. Eu vou ficar com você. E dentro o sagrado era um representante de Deus. Então tinham lá os eh religiosos que eles faziam a conexão com Deus. Eles estavam dentro do templo. As pessoas, o senso comum, o povo, a massa crítica da população ficava diante do sagrado. Não tinha oportunidade de vivenciar o sagrado na própria vida. Era só obediente. Eu sou obediente a ele. Eu sou fiel a ele, mas eu não posso estar onde ele está, porque ele é o representante de Deus. Eu não.

ha oportunidade de vivenciar o sagrado na própria vida. Era só obediente. Eu sou obediente a ele. Eu sou fiel a ele, mas eu não posso estar onde ele está, porque ele é o representante de Deus. Eu não. Ele entra em contato com Deus. Ele experimenta o sagrado, depois ele vem me dizer o que eu devo fazer. A gente viveu muito assim. A própria mitologia, os templos da mitologia antiga, lá na Grécia ninguém entrava. Tinha lá o templo de Ártemes, o templo de a de Afrodite, o templo de Atenas. Ninguém entrava dentro do templo. As pessoas eram profanas, elas ficavam diante do templo. Então o profano a gente a gente desvirtuou, parece que é uma coisa eh como se fosse assim um uma coisa ruim, né? Uma ofensa pejorativa. Palavra que eu queria. Parece uma coisa pejorativa, mas não é. Na origem da palavra era só uma diferença. Tem as pessoas que estão no âmbito do sagrado, conversam com Deus e tem pessoas que obedecem que são fiéis, mas que não podem entrar em conexão com Deus, não são escolhidas. Então ficam diante do sagrado, mas não podem adentrar ao sagrado. Sagrado, os representantes de Deus, profano, o fiel, o seguidor, o obediente, o temente. Então, sagrado, representante, massa profana. Era isso. Hoje que a gente fala profano, parece que você tá ofendendo alguém, falando que ele é vulgar, que ele é baixo, mas não. Lá atrás era só uma distinção de dois papéis. Quando as religiões mais modernas, em especial o espiritismo, nos fala para com tudo isso, não. Todo mundo é filho de Deus e todo mundo acessa Deus. Deus está dentro da gente, não tem representante intermediário. Você pode asender sozinha na conexão com Deus. Então, a gente pode também experimentar o sagrado. Ah, não sou representante de Deus, não sou uma religiosa específica, mas eu posso estar no ambiente do sagrado, eu posso vivenciar o sagrado. Então, o profano era isso, era alguém que ficava diante do sagrado, mas ele não podia entrar no sagrado. Ele não pertencia ao meio sagrado, né? Ele não era monástico, ou seja, ele não

nciar o sagrado. Então, o profano era isso, era alguém que ficava diante do sagrado, mas ele não podia entrar no sagrado. Ele não pertencia ao meio sagrado, né? Ele não era monástico, ou seja, ele não era participante da religião. Eh, ele ele estava no âmbito do mundano. De novo, hoje a gente fala mundano, parece que você tá falando que a pessoa é vulgar, que ela é baixa, mas mundano é quem é do mundo, quem gosta das coisas do mundo, quem ocupa muito tempo com o mundo, quem corre atrás das coisas do mundo, é mundano, é do mundo, vive no mundo, né? se se movimenta. O seu propósito de vida está no mundo, é mandano. É que a gente sabe que isso não é uma coisa boa de ser, porque a gente já tem clareza de que a gente não veio aqui para ser do mundo. Jesus já falou: "Estou aqui, mas eu não sou daqui. Eu venci o mundo." Então Jesus já disse: "Juntai tesouros no céu, cuidado para não ser daqui." Então a gente ficou com medo de ser mundano. Não posso ser mundano, mas se a gente fizer uma análise crítica, a gente vai ver que talvez a gente seja ainda bastante mundano, né? Então, eu não sou monástica, eu sou mundana, né? E quem não é iniciado em certos conhecimentos. Então é isso. O sagrado é aquele que entra em conexão, em devoção, em entrega a Deus e mundando, ou desculpa em e profano aquele que é do mundo, aquele que que até vê o sagrado, mas não mergulha nele. Aquele que é da terra é isso. Então, não resume bem. Vocês concordam que eu escolhi bem esse consagração? Se eu pensar em consagrar, é tornar o profano sagrado, é o convite que o o propósito de vida nos convida. A gente tá aqui, somos ainda espíritos imperfeitos e mundo de provas e expiações, muito atrasados, bastante atrasados. Que que a gente pode fazer como propósito de vida? Transformar o profano no sagrado. Identificar os lugares, os momentos, as experiências. em que a gente vive de forma profana, sem estar conectada com o sagrado. Corre daqui, resolve ali, é, é, é utilitarista, é, funcionou, já vamos lá, corre, corre, corre, estou com o

s, as experiências. em que a gente vive de forma profana, sem estar conectada com o sagrado. Corre daqui, resolve ali, é, é, é utilitarista, é, funcionou, já vamos lá, corre, corre, corre, estou com o lado profano. Ao invés de saber que eu já posso tornar cada atividade minha sagrada, se ao executar essa atividade eu levar o espírito junto, para que que me serve? Como que eu posso aprender? Que oportunidade que isso traz para eu crescer? Como eu posso olhar para isso pelo olhar do espírito. Isso é tornar sagrado a experiência. Eu posso fazer isso regando uma planta. Eu posso regar uma planta pelo olhar do espírito, me conectando com ela, tentando trazer valor para aquilo, aprender com essa experiência, me transformar com essa experiência. Isso é trazer o sagrado. Ou eu posso me relacionar de forma profana. faz o que tem que fazer, pôs a água, resolveu o problema, vamos que vamos e vai viver a vida, né? Então, propósito de vida é descobrir o sagrado, é trazer o profano para dentro do sagrado. Ao invés de ficar aí fora diante do templo, não entra. Você pode, não precisa viver só de forma profana. você pode acessar o sagrado. Então essa é uma introdução pra gente entender. Agora nós vamos lá pra Joana para trazer as a fala, né, da Joana pra nossa reflexão. Eu começo com Momentos de Saúde e de Consciência, capítulo dois, e que ela vai falar pra gente, eu destaquei uma frase, mas ela é profunda. E ela vai falar pra gente o seguinte, ó. Vamos trazer uma analogia. O bebezinho. Bebezinho, quando ele nasce, a gente no primeiro envolve ele, a gente envolve. É como se a gente entrelaçasse, ele fica aqui, ó, envolvido em mim. A gente envolve em cobertinhas. Então, um primeiro momento de atenção e de cuidado com o bebê é de envolver, proteger, dar segurança. Eu seguro a cabecinha, sou eu que garanto, eu fico. É como se eu deixasse ele dentro de um de um útero fora, né? No útero ele tá envolvido. Quando eu saio, eu continuo envolvendo ele por um tempo. Mas vamos seguir com a linha cronológica. Agora a

fico. É como se eu deixasse ele dentro de um de um útero fora, né? No útero ele tá envolvido. Quando eu saio, eu continuo envolvendo ele por um tempo. Mas vamos seguir com a linha cronológica. Agora a gente já encontra essa criança correndo para lá e para cá. Se eu continuar envolvendo essa criança, eu não deixo ela se desenvolver. Então eu preciso saber o momento em que eu vou começando a abrir as mãos, a abrir os braços e deixar ela se desenvolver. Primeiro eu envolvo, depois eu desenvolvo. Primeiro eu acolho, depois eu estimulo a ir pra vida, para crescer, para se para voar, para se fortalecer, né? Então a gente faz isso também no nosso movimento espiritual, no nosso movimento de evolução, tem o momento de dentro e tem o momento de fora, né? Então, primeiro, é necessário, Joana de Ângeles, então momentos de saúde, de consciência, capítulo dois. É necessário que te envolvas com o programa divino. Todo aquele que não se envolve positivamente, nunca se desenvolve, tá vendo? Então ela que nos ensinou isso. Primeiro eu me envolvo, ou seja, todos os temas que a gente falou de propósito de vida, introspecção, reflexão, conexão com Deus, olha para si, autoconhecimento, eu preciso me envolver. É a primeira etapa para depois eu me desenvolver. Pronto, agora eu posso me desenrolar. Agora eu já tô me sentindo forte. Eu já posso olhar para fora. Eu já posso ir viver. Eu já posso ter experiências. né? Então, propósito de vida faz esse movimento. Eu vou para dentro para depois ir para fora. E esse ir para fora não é conquistar o mundo, é as pra vida. A semente faz isso primeiro, ela mergulha dentro da terra para depois se fortalecer, germinar e ascender ao céu, né? Então esse também é um caminho que a gente pode explicar o propósito de vida. Agora nós vamos lá para triunfo pessoal também. Capítulo dois. Capítulo dois, triunfo pessoal. Joana fala um pouquinho também a respeito disso, mas agora a gente vai diferenciar a questão do conhecimento, da experiência. Não basta amai-vos e instruí-vos. Não basta só

tulo dois, triunfo pessoal. Joana fala um pouquinho também a respeito disso, mas agora a gente vai diferenciar a questão do conhecimento, da experiência. Não basta amai-vos e instruí-vos. Não basta só instruir. Eu primeiro me envolvo com conhecimento, eu estudo, mas eu preciso também experimentar. Eu preciso dessa prática da ação, do da virtude em ação, do treino da virtude, da do amor, amar e instruir. Então, o que que Joana fala aqui? Po-se demonstrar que nem todo aquele que era portador de um elevado Qi, que é o coeficiente, o cociente intelectual, se tornava um indivíduo eh exitoso e, embora com possibilidades aparentes de triunfo, não conseguia alcançar as metas almejadas. Então ela tá dizendo, a gente já provou que não basta ser só intelectual, inteligente intelectualmente. A gente não basta ter um super QI consciente intelectual. A gente não conseguia triunfar só sendo inteligente. Percebeu-se então um grande vazio interior de natureza existencial e a falta de sentido para a vida na maioria desses indivíduos altamente credenciados. Então, a pessoa era super inteligente, era gênio, conseguia descobrir e inventar coisas que a gente nem conseguia imaginar, não conseguia nem entender. Então, uma mente brilhante, cognitivamente falando, em termos de intelecto, no entanto, vazio existencial, falta de sentido pra vida. Então, não adianta só, espíritas, instruir-vos. Não adianta só instruir. Como tudo parecia de falta de fácil solução para esses portadores de alto nível intelectual, um grande número mergulhava na indiferença perante a vida e seus valores, mal abarateando as excelentes oportunidades para lograr uma existência feliz, postergando o momento de ventura ou fruindo dos prazeres que lhe chegavam, mas vivendo em transtornos comportamentais. Autossuficiência. Nossa, eu sei tanto, eu explico a vida, eu não preciso de Deus, experiência mística, religiosa, nada disso. Eu tenho aqui uma su poder, eu sou inteligentíssimo. E aí vai viver. E ao viver percebeu que isso não era suficiente para tornar a

, eu não preciso de Deus, experiência mística, religiosa, nada disso. Eu tenho aqui uma su poder, eu sou inteligentíssimo. E aí vai viver. E ao viver percebeu que isso não era suficiente para tornar a pessoa feliz, plena, realizada. Dava, dava vazio existencial, dava sensação de para que que eu vim aqui, perda de sentido de vida. Então, não adianta só uma asa da instrução, do intelecto, do conhecimento. É preciso a experiência interna, religiosa, mística, sagrada. Eu preciso trazer o sagrado, senão não dá para ter propósito de vida. Propósito de vida precisa do sagrado junto. Vamos paraa frente agora o livro autodescobrimento. Uma busca interior. Capítulo 4escobrimento. Uma busca interior. Capítulo 4. Joana vai falar da entrega. vai falar de novo que não adianta só uma vida raciocinada, baseada na razão. É preciso trazer esse sagrado paraa nossa vida, né? O só conhecer, saber eleva o espírito. O espírito precisa viver, experimentar, sentir. Eu preciso trazer o âmbito interno do sentimento, da emoção, da vivência. Então, Joana diz: "Esse inconsciente profundo, porém que alguns psicólogos transpessoais e mentalistas denominam como sagrado, é depósito das experiências do espírito eterno, do eu superior, da realidade única da vida física, da causalidade existencial. Esse foi um grande uma grande descoberta dos últimos 100, 200 anos. Quando eh Kardec estava descobrindo, trazendo pra gente o mundo espiritual, ao mesmo tempo, numa outra estrada, Kardec trazia reencarnação, espírito, mediunidade, né, existência espiritual, espíritos. Numa estrada paralela, a psicologia era descoberta e a psicologia mergulhava no mundo do inconsciente. Então, experiências eh metafísicas, parapsicológicas, hipnose, depois Freud e Jung e os outros da transpessoal começavam a desbravar o inconsciente. Que que Joana tá dizendo aqui? Sabe o que que é inconsciente que Freud, Ung falavam? nada mais é do que a biblioteca enorme, o depósito enorme das vivências anteriores do espírito, das vidas passadas. Onde estão arquivados os meus

Sabe o que que é inconsciente que Freud, Ung falavam? nada mais é do que a biblioteca enorme, o depósito enorme das vivências anteriores do espírito, das vidas passadas. Onde estão arquivados os meus registros das vidas passadas? Porque hoje eu só me lembro de ser a Cris. E os outros eus que eu já fui estão guardados, armazenados, registrados no meu inconsciente. Então, a gente experimentava, a gente aprendia com eh os espíritos que vieram com Kardec, a gente aprendia sobre a vida do espírito, que é a vida fora cósmica. E a psicologia falava da falava da vida do espírito dentro de si. Então Kardec nos ensinou, olha, você é espírito, tem outro espírito aí também, ele pode se comunicar com você. O universo tá cheio de espírito, pluralidade dos mundos habitados, fora espíritos, muitos espíritos fora. Você pode pela medidade se comunicar e a psicologia vem, olha, você é um espírito, né? Ela não disse espírito, mas a gente pode traduzir. E dentro de você tem outros também, outros eus. Você traz no seu inconsciente muitos registros, muitos registros. Então a gente descobre o homem para dentro e o homem para fora na mesma época. Olha que bonito isso, né? Então a Joana aqui no nesse capítulo ela me perdi. Hum. Então ela tá dizendo isso, né? que que esse lugar é o depósito das experiências do espírito eterno, do eu superior. E ela diz: "A identificação da consciência, que é o que eu sei, é o meu lado, o ego é o centro da consciência, aquilo que eu estou acordado, que eu sei, inconsciente é aquilo que eu que é minha sombra, que eu não sei, mas está lá. A identificação da consciência com esse ser profundo proporciona conquistar a lucidez sobre as realizações das reencarnações passadas num painel de valiosa compreensão de causas e efeitos próximos como remotos. Diante das possibilidades agigantadas, o indivíduo lentamente deixa todos os apegos remanescentes do ego, todos os desejos, reflexos perturbadores do ego e todas as reações, persistência dominadora do ego. Então, Joana diz: "Quanto mais eu

o indivíduo lentamente deixa todos os apegos remanescentes do ego, todos os desejos, reflexos perturbadores do ego e todas as reações, persistência dominadora do ego. Então, Joana diz: "Quanto mais eu consigo mergulhar, quanto mais eu consigo tornar sagrada a minha experiência, quanto mais eu consigo viver de forma espiritualizada, mais eu supero os remanescentes do ego, ou seja, os desejos, os automatismos e a identificação com a matéria. Eu consigo entender que eu não sou só corpo, que eu não sou só essa personalidade atual, eu sou um espírito que carrega tantas e tantas outras versões de si mesmo. E eu só sou capaz de fazer isso quando eu mergulho para dentro para reconhecer aquilo que a consciência não é capaz. Porque na minha consciência tem o meu eu hoje. Se alguém me perguntar quem você é, eu vou me descrever como sendo essa aqui. Eu não acesso as anteriores, os meus eus anteriores. Mas se eu for espiritualizada e alguém me perguntar quem você é, talvez eu diga: "Eu não sei." Se você quiser que eu explique quem eu estou, eu consigo. Eu sou essa aqui que você tá me vendo. Mas quem eu sou em termos de totalidade, eu não sei, porque eu sou tantas, eu carrego tantos, eu tô em busca disso. Então essa é a diferença da visão. Então Joana está dizendo pra gente que a gente precisa buscar essas experiências para dentro para descobrir em si quem você realmente é. Por isso que a gente trouxe ao longo do nosso dos nossos encontros a necessidade da introspecção, do deserto interior, da reflexão, da conexão com Deus, né? Porque precisa que a gente se lembre que a gente é espírito, senão a gente vive só com a visão que o ego é capaz de ver, que é essa vida atual. Agora nós vamos lá para e vamos correndo, né? Porque eu estou atrasada. Vida, desafios e soluções, capítulo 5. E aí a gente vai falar, a gente vai trazer pra gente. Se eu perguntar agora que que é sagrado para você, o que é sagrado na sua vida? Sabe quando a gente fala, não, isso é sagrado para mim, ou seja, não

aí a gente vai falar, a gente vai trazer pra gente. Se eu perguntar agora que que é sagrado para você, o que é sagrado na sua vida? Sabe quando a gente fala, não, isso é sagrado para mim, ou seja, não abro mão. Que que é sagrado? Você consegue identificar? É algo que está consciente? Você sabe rapidamente responder o que é sagrado para você? E se é sagrado para você, significa você cuida, você tem atenção, você não deixa passar, é prioridade, você faz questão. O que que na sua vida você não deixa passar? Você não abre mão, você faz questão e é sagrado para você. Quais são seus principais interesses e prioridades? E isso é difícil porque se a gente constatar que não são coisas do âmbito espiritual, o bicho pega. Significa que eu estou vivendo mais identificada com a matéria. Então Joana diz: "Novida, desafios e soluções, capítulo 5." Ah, ela vai contar uma história, gente, e eu gostaria que vocês me permitissem um pouco de paciência, porque eu gostaria de ler. Tanto que eu não trouxe um resumo como eu costumo fazer. Eu trouxe ela na íntegra, então eu vou ler. Faz de conta que é uma contação de histórias. E ela diz assim: "Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana de rara, quão antiga procedência, constituída por 12 pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa. Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando o conhecimento do desastre e possuído de fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor que fora vítima de uma circunstância fortuita. A notícia tomou conta do império e as vésperas da execução do desafortunado servidor apresentou-se um sábio bastante idoso que se comprometeu devolver ordem à coleção. Ele falou: "Vou trazer ordem de voto. Fique tranquilo, não vou precisar matar o homem. Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerado ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de alvinet linho, um linho alvo, bordada

Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerado ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de alvinet linho, um linho alvo, bordada cuidadosamente e os pedaços da preciosa porcelana, aquela que foi quebrada, fossem espalhados em volta do móvel. Então, toda a coleção, inclusive a quebrada, o prato quebrado, todos os pratos em cima dessa toalha de linho branco. Atendido sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha, e as porcelanas preciosas foram atiradas bruscamente sobre o piso de mármore e se arrebentaram todas. Ante o esturpor que tomou conta do soberano e da sua corte, muito sereno o ancião disse: "Aí estão, Senhor, todos iguais, conforme eu prometi. Agora podeis mandar matar-me, desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando que sou idoso, já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício de dos que irão morrer no futuro quando cada peça dessa vier a ser quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar 12 vidas, já que elas, diante desses objetos, nada valem. Passado o choque, o príncipe comovido libertou o ancião e o servo, comprometendo-se que nada há mais precioso do que a vida em si mesma, compreendendo, particularmente a humana, as lições mais severas a vida oferece, convidando os indivíduos à reflexão. Quando se adquire maturidade psicológica, embora se preservem bens materiais, valorizam mais, valorizam-se mais aqueles que são do espírito, da realidade perene, expressões elevadas da vida. O que se possui de mais precioso é a oportunidade existencial, pois que ela enseja todas as outras ocorrências e conquistas, permanecendo como patrimônio inalienável do ser no seu percurso evolutivo. Então, olha que lindo. Será que a gente está preocupado gastando vidas para manter coisas? Quando a gente deveria gastar coisas para manter a vida? Qual é a sua prioridade? O que é sagrado na sua vida? E a gente guarda esse conto eh oriental pra gente não se

stando vidas para manter coisas? Quando a gente deveria gastar coisas para manter a vida? Qual é a sua prioridade? O que é sagrado na sua vida? E a gente guarda esse conto eh oriental pra gente não se perder e acabar gastando a vida para manter coisas. Agora eu vou lá no no capítulo tr O Despertar do Espírito. O Despertar do Espírito, capítulo 3, que Joana vai falar um pouco. Eu lembrei, sabe aquele livro que foi bastante comentado, Zigmund Balman, é o livro de Balman, eu acho que chama Tempos líquidos. E muita gente comentou, ele ele ele foi bestseller, acho que ainda é, porque ele ele ele acusa esse momento atual, ele denuncia, transformamos as relações em ã relações líquidas. Tudo é fluido, tudo é superficial, tudo passa, tem um rompimento com a com o significado, com o profundo. Tem uma banalização, tem um esvaziamento, né? Então, esse profano sendo disseminado, a gente tirou o sagrado da relação. Eu vou me relacionar com alguém de forma sagrada, eu estou de espírito presente. Que que eu aprendo com essa pessoa? O que que eu ensino, o que que eu troco, quanto eu cresço. Mas se eu vou me relacionar com uma pessoa para ter momentos de prazer, só para me distrair, para dar uma uma curtida, para ter os momentos de prazer, isso é profano. Ou seja, eu estou fora do sagrado, eu estou fazendo uma experiência pela própria experiência, valor sensorial. E ele denuncia isso, que a gente tem transformado as relações, tirado, esvaziado a sua sacralidade, esvaziado a sua profundidade. A gente rompeu e a gente tornou tudo líquido, passageiro, rápido, fluido, fluido. Não tem profundidade. Ou seja, a gente tem vivido nossas relações de forma profana, fora do sagrado, só com as coisas da terra. A gente não quer profundidade nas relações porque dá trabalho, porque cansa, porque exige, porque exige presença minha. É duro a gente dar sacralidade a algo, é duro a gente tornar sagrado algo, mas a gente cresce muito mais do que mantendo as relações de um lado profano. Então, Joana diz: "A

rque exige presença minha. É duro a gente dar sacralidade a algo, é duro a gente tornar sagrado algo, mas a gente cresce muito mais do que mantendo as relações de um lado profano. Então, Joana diz: "A tecnologia desalmada, a sociologia escrava dos interesses de grupos e de governos insensíveis criaram os gigantes que agora se voltam contra elas. Heranças culturais e antropológicas da crença na imortalidade da alma e em Deus. desestruturaram o ser humano e nada lhe ofereceram como substituto, deixando órfão de valores idênticos, portanto, sem rumo. Essa violência contra o passado desarticulou as esperanças do futuro. Tecnologia trouxe facilidade. Hoje a gente pega o celular, vai passando assim o dedo para cá, para lá, para cá, para lá e a gente seleciona parceiros. Não tô criticando, mas eu tô, vamos pensar a respeito. Vamos pensar a respeito. E aí eu encontro alguém, tenho os momentos de prazer, dou uma distraída, arejeio a cuca e vamos que vamos, vida que segue. Eu não não tô dizendo que não pode ter essa experiência, porque nada não pode. Tudo a gente pode, a gente deve, inclusive experimentar para saber que valor que tem. Agora, dizer que eu vou dedicar uma vida me relacionando com os outros, com o dedinho para lá e o dedinho para cá, cadê o desagrado? E qual é a minha relação sagrada? Com quem eu tenho uma relação sagrada? Com ninguém. Eu vou abrir mão de ter uma experiência que exige de mim a criação de uma relação sagrada que vai exigir de mim muitas coisas. Eu vou ter que perdoar aqui, relevar ali, negociar lá. Isso eleva o espírito. Isso é trazer sacralidade. Isso é tornar a relação sagrada. Então, precisamos olhar para isso. E para terminar, conflitos existenciais, capítulo 7, ela vai continuar falando disso, do quanto nossas relações têm sido sensoriais em busca de prazeres hormonais, materiais. Como é que eu vou viver uma vida e não gerar um sentido, um vazio existencial? Como que eu vou encontrar propósito de vida e sentido existencial se eu tenho me relacionado de forma superficial,

riais. Como é que eu vou viver uma vida e não gerar um sentido, um vazio existencial? Como que eu vou encontrar propósito de vida e sentido existencial se eu tenho me relacionado de forma superficial, vazia, profana? Então, Joana diz: "Não se sentindo portador de sentimentos de abnegação e de devotamento, devoção é sagrado. Devoção é sagrado. Não se sentindo portador de sentimentos de abnegação e de devotamento, desconsidera as mais belas florações de afetividade, sempre tidas como recurso de prazer e de conquista de coisas, sem procurar entender a nobreza que vitaliza aquele que ama. Então eu encerro trazendo esse convite. Vamos pensar nas nossas relações. Eu tenho usufruído, eu tenho tirado das minhas relações prazeres superficiais ou eu tenho me devotado as minhas relações, tornando-as sagradas? Eu tenho usado as relações que eu tenho com as pessoas para proveitos próprios, momentos de prazer, ascenders, ascendência na carreira ou eu tenho meado nas minhas relações para ter uma relação sagrada com o outro, que me ofereça experiência de vida, de crescimento, de elevação, de transformação. Então, que a gente se lembre que uma vida de propósito não vai ter como ser uma vida profana, ou seja, fora do ambiente sagrado. Para eu ter uma vida com propósito, eu vou precisar trazer o sagrado para o meu entorno. Eu vou precisar mergulhar no sagrado. que isso significa ser profunda, presente em tudo que eu venha a fazer desde os mínimos detalhes da minha vida. Então, a gente encerra aqui. Eu espero ainda a participação de vocês. Semana que vem a gente vem para fazer nossas trocas. Que vocês tenham uma ótima semana, que Deus permaneça com todos nós. Obrigada pela atenção e um beijo. Até a próxima.

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