T01:E13 • A Família • Valores e Tradições Familiares

Mansão do Caminho 31/10/2021 (há 4 anos) 1:00:24 7,908 visualizações 841 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 13 - Valores e Tradições Familiares Destacar a importância do passado na construção da psique; o caminho do autoconhecimento em busca da identidade é embasado nas raízes (passado); honrar os antepassados significa validá-los e valorizá-los. Apresentação: Cristiane Beira

Transcrição

Olá, sejam bem-vindos a mais um Psicologia Espírita com Joana. Angeles. No episódio de hoje, daremos a voz e a vez aos avós. Já falamos bastante da estrutura da família, dos papéis que são desempenhados, de cada fase do desenvolvimento. Demos a vez a importância, o valor de ser criança, de ser adolescente. Falamos sobre o ser mãe, o ser pai, sobre a importância do ser casal, mantendo a individualidade de cada um. Falamos um pouco sobre a dinâmica de funcionamento da família, sobre sua estrutura, sobre sua função, sobre a importância da comunicação, da valorização, do aprimoramento, do cuidado com a forma como nos comunicamos, dos das nossas conversas, dos nossos diálogos. São todos temas que julgamos essenciais para quem deseja realmente olhar para sua própria família, para aqueles que valorizam essa instituição, compreendendo como Joana de Angeles nos ensina, que é a base da sociedade, que a família é a célula inicial, que depois vai se juntar com tantas outras células para formar a nossa grande família, a humanidade. E hoje gostaríamos de falar, de refletir e principalmente de valorizar essa fase da vida que é a fase última, a fase que nós costumamos chamar de velice, de da época dos idosos, da terceira idade, da melhor idade. Ficamos sempre nessa tentativa de encontrar uma palavra carinhosa, digna, que represente realmente o nosso valor a essa etapa que cabe a todo ser humano que passa pela jornada inteira de uma vida. Porque sabemos que muitos acabam voltando pra verdadeira casa antes de atingirem essa fase da vida. E o simples fato de nos preocuparmos tanto com a forma como nos colocamos diante da velice já denota um tabu da nossa parte enquanto ser coletivo. A sociedade tem dificuldade de falar em alguns temas. Por isso que nós ficamos como como costumamos dizer cheio de dedos. Ai, qual é a frase politicamente correta? Qual é a expressão? Como devo me dirigir quando eu fico assim afetada, com receio, preocupada, quando eu tenho que pensar várias vezes antes de me referir, significa que isso

se politicamente correta? Qual é a expressão? Como devo me dirigir quando eu fico assim afetada, com receio, preocupada, quando eu tenho que pensar várias vezes antes de me referir, significa que isso não é natural ainda em mim, que me preocupa, que eu fico realmente com uma certa dificuldade, porque eu ainda não sei, não está em mim essa naturalidade para lidar com os temas, ou eu estou em conflito ou eu tenho receio, ou eu ainda não entendo muito bem, não estou apropriada disso de uma forma que eu sinta que para mim está OK. Todas as vezes, então, que nós nos depararmos com temas que nos aflige, que tem que tira de nós uma certa ansiedade, que nós percebemos que não estamos à vontade, significa que não estamos ainda bem resolvidos. E tem vários desses temas que envolvem a humanidade, o sexo, o dinheiro, o poder, são temas nervosos, a política, enfim, sempre que tocamos nesse ponto, é difícil nós conseguirmos conviver com harmonia, sem ter conflito, sem que gereflito nossa própria posição, nosso posicionamento. A velice é um desses temas. A velice é um dos temas que nos requer de nós uma certa um certo cuidado, uma certa cautela, justamente porque não queremos ofender. E aí a pergunta fica, por quê? Por que que nós não falamos da velice como nós estamos falando do adulto e como estamos falando da criança? Por que que temos todo cuidado? Será que em mim existe um preconceito com relação à velice? Se eu falo com naturalidade das crianças, sabendo que criança ainda não aprendeu muita coisa, que criança fala um monte de bobagem porque ainda não entendeu, que criança não sabe fazer um punhado de coisas, que criança dá trabalho e pra gente está OK. Quando a gente fala do adulto e a gente sabe que o adulto tem um mil e outros questões, e por que que quando a gente fala da velice a gente teme magoar? Será que em mim eu temo dizer coisas que eu preciso reprimir? Como eu estou com relação à velice? O que que eu penso da velice? Quais são os valores que eu associo à velice? Tem valor? Ser velho

goar? Será que em mim eu temo dizer coisas que eu preciso reprimir? Como eu estou com relação à velice? O que que eu penso da velice? Quais são os valores que eu associo à velice? Tem valor? Ser velho acrescenta? Existe um propósito na velice? Essas são questões que antes de mais nada eu deveria apresentar a mim mesmo para eu saber quem eu sou com relação a esse tema. Qual é a minha opinião? Como que eu lido com isso em mim? Qual é a visão que eu tenho? O que que velice simboliza? Qual o valor dessa fase da vida? Para que eu possa ter a chance de me conhecer e inclusive identificar conflitos que eu tenho com relação a essa fase. Porque aquilo que eu enxergo hoje fora nos velhos está dentro. Aquilo que eu associo hoje com a velice, um dia eu vou encarar em mim se eu chegar nela. Então, por que não nos preparar? Por que não olhar para isso com profundidade? Por que não conversar a respeito? para encontrar o valor que cabe à velice, aos velhos, trazendo a a dignidade que eles têm, o valor, a riqueza, o tesouro que a velice carrega, porque cada fase da vida carrega o seu próprio tesouro. O problema está no fato de que muitas vezes nós olhamos para uma fase querendo encontrar tesouros de outra. Então, quando lá no passado, na Idade Média para trás, quando olhávamos para as crianças com desvalor e nós já olhamos paraas crianças com desvalor, é recente a valorização da infância. Antes criança só dava prejuízo porque comia, tinha que se alimentar, precisava sobreviver e não colaborava com o mundo adulto, não ganhava dinheiro, não trabalhava, não tinha nem força física. Essa era a visão da criança lá da Idade Média. Era um peso. Era um peso. Tanto que a gente disse isso quando nós falamos da infância, que na Europa, na época que se compreendia que a higiene pessoal não precisava estar associada com banho, aliás, tinha pouco conhecimento a respeito de higiene eh pessoal. E por ser um um lugar de muito frio, os banhos não eram comuns. Então, quando se fazia o banho, era um banho que se aproveitava

banho, aliás, tinha pouco conhecimento a respeito de higiene eh pessoal. E por ser um um lugar de muito frio, os banhos não eram comuns. Então, quando se fazia o banho, era um banho que se aproveitava a mesma o mesmo lugar, a mesma banheira pra família inteira. E na ordem das prioridades seria do mais velho pro mais novo. Então o bebê era o último a tomar banho. Então muitas vezes a a criança morria depois porque imagina o tanto de bactéria, de vírus, de vírus não, mas de bactéria, de verme, seja lá do que for que tinha ali. E a criança saia adoentada porque não tinha resistência e era colocada nesse ambiente. Então, pra gente entender o quanto que não se compreendia o valor da infância e se tratava mal a infância, justamente por entender que ela não tinha uma utilidade, um valor, um tesouro, porque nós olhávamos pra criança querendo enxergar um adulto e ela não era adulta. Então, criança não trabalhava, criança não sabia nada, criança precisava de ajuda, criança só comia e dava prejuízo. Então, que valor que criança tinha? Ser comparado com adulto? Nenhum. Mas a partir do momento que nós entendemos a importância da criança pro futuro, adulto, e que esse adulto do futuro está sendo construído na sua infância, que não é só esperar que ela vai se criando, que nós podemos influenciá-la, aí nós valorizamos a infância. Talvez seja a época agora de olharmos da mesma forma pro velho. Se olharmos pra velice tentando encontrar os valores da infância, da juventude e da e da do adulto, talvez realmente venhamos a a observar a velice como uma fase inútil, porque não tem a vivacidade de uma criança, não tem a beleza estética de um adolescente, de um jovem, não tem a o discernimento e a força de trabalho de um de um homem maduro. Então, mas então cadê o valor da velice? E tem. Então eu acho que pode ser que seja esse momento da nossa trajetória como seres humanos, esse olhar, atenção, alerta com relação à velice. Então, hoje o nosso encontro será destinado a esses nossos ancestrais,

acho que pode ser que seja esse momento da nossa trajetória como seres humanos, esse olhar, atenção, alerta com relação à velice. Então, hoje o nosso encontro será destinado a esses nossos ancestrais, esses nossos espíritos pioneiros, pioneiros da nossa vida, do nosso trajeto, da nossa família. Esses que vieram antes de nós, esses que prepararam o nosso terreno, esses que hoje se encontram na velice, sem aquela vitalidade de uma criança, enfim, mas que fazem parte, que são valorosos e precisam ser valorizados. É sobre eles que iremos conversar hoje. O nosso, a nossa conversa vai ser toda baseada no único livro de Joana de Angeles hoje. É o livro O Despertar do Espírito. No livro Despertar do Espírito, o capítulo 9, tem um texto inteiro sobre a velice e ela consegue fazer de uma forma concisa um trabalho profundo de resgate da valorização dos velhos, da velice. Então, é com base no Despertar do Espírito capítulo 9, que nós faremos todo o nosso encontro é de hoje. Vamos começar trazendo, Jana deângeles nos convida pra primeira constatação que Velice faz parte da vida, é um estágio, é uma fase da natural. Então, precisamos olhar paraa velice com naturalidade. Vamos fazer essa pergunta. Quando nós olhamos um velhinho, uma velhinha, nós olhamos com naturalidade, estamos OK? Ou em nós desperta ansiedade, preciso ajudar, compaixão. Ai, meu Deus, olha que pena. Olhamos com naturalidade ou olhamos com julgamento? Como se eles não tivessem no lugar certo, como se ser velho não estivesse OK com a vida. Conseguimos olhar pras ruguinhas que vão surgindo e olha, estou ficando velha, o cabelinho já tá ficando branco, tudo bem, faz parte. Ou ficamos aterrorizados, meu Deus, o que que eu vou fazer? O que será de mim? Então, eu sei que esse tema dói, eu sei que esse tema constrange e a minha proposta é: vamos falar sobre ele mesmo assim, porque se nós ficarmos desviando, disfarçando, imagina que é isso, não, comigo não. A gente não vai tomar consciência, isso continua na sombra, no nosso inconsciente. Então

alar sobre ele mesmo assim, porque se nós ficarmos desviando, disfarçando, imagina que é isso, não, comigo não. A gente não vai tomar consciência, isso continua na sombra, no nosso inconsciente. Então vamos olhar para isso, porque a melhor chance que nós temos de resgatar, de restaurar o valor da velice e de podermos a respirar fundo e tranquilamente quando estivermos na presença de uma criança, tudo bem. Criança pronta, criança faz arte, criança não sabe muitas coisas, tá bom? Faz parte. E quando estivermos também na presença dos velhos, o velho tem dificuldade disso, não se lembra daquilo, tudo bem, faz parte também. É natural. Então, como que eu vou tratar com naturalidade se eu não aprender, não conversar a respeito, não enfrentar, não falar, se eu não trouxer minhas dúvidas, minhas questões, se eu não der voz ao que eu penso e ao que eu sinto. Então, Joana de Angeles, nesse livro, ela diz inevitável fenômeno biológico de desgaste, resultado do esforço mantido pelos equipamentos orgânicos, a fim de preservarem sua funcionalidade. Pronto, Joana já explica em um parágrafo a Velice. Que que é Velice, Joana de Angeles? E ela diz: "É um fenômeno biológico inevitável. Só tem um jeito de ser evitado é se a gente não chegar nele por conta da morte do corpo. Mas se nós fizermos o trajeto natural de uma vida humana, é inevitável que a biologia se desgastará, que nossos órgãos, nossas células, nossos sistemas, eles se cansarão. Eles não são feitos de peças que são perenes, eternas. Nós somos feitos de matéria orgânica. A matéria orgânica, ela tem um ciclo de vida. Ela nasce, cresce, eh, eh, se ã continua dando origem a outras, mas chega uma hora que ela inevitavelmente faz face à morte. Tudo é assim. Tudo é assim. uma planta, uma planta ela brota, ela fica no ciclos de reprodução, era essa palavra que fugiu, ela fica se reproduzindo, mas chega uma hora que ela se extingue e ela deixou frutos, ela deixou sementes para que outras comecem novo ciclo. Então, matéria orgânica é

ção, era essa palavra que fugiu, ela fica se reproduzindo, mas chega uma hora que ela se extingue e ela deixou frutos, ela deixou sementes para que outras comecem novo ciclo. Então, matéria orgânica é isso. Biologicamente falando, é inevitável que nós vamos nos desgastar. E esse desgaste ele só acontece por quê? por uma vida inteira, a nossa a nossa constituição precisou de energia para manterem os sistemas funcionando. Preservação da função orgânica. Nossos equipamentos precisaram continuar funcionando pra gente viver, pra gente trabalhar, pra gente conviver, enfim. E isso custa um tempo de uso. A gente sabe que a a máquina que é usada muito, ela tem um tempo de vida menor. A máquina que é usada menos pode durar mais se tiver mais uma boa manutenção. O corpo humano também é assim. Nós temos então essas variáveis. Eu posso esticar, prolongar a minha vida se eu souber lidar com essa máquina, cuidar dela, proteger, dar manutenção, não gastar desnecessariamente. Isso quer dizer, eu vou consumir vida para poder viver, sim, mas tem horas que eu exagero, eu consumo mais do que eu precisava. Os vícios, por exemplo, nós sabemos que os vícios eles requerem de nós vida. Nós aceleramos o desgaste por meio dos vícios, porque todos os vícios estão no exagero. Tudo que é demais faz mal, esgota. Então, sim, nós conseguimos interagir com os nossos sistemas orgânicos para prolongar a nossa vida se soubermos bem viver, cuidar da saúde, da emoção, cuidar da mente, saber fazer boas escolhas para que a gente possa prolongar com mais qualidade de vida a nossa própria vida. Mas Joana começa a nossa conversa de hoje nos trazendo a consciência. Envelhecer é natural. Vamos ficar com essa frase. É natural envelhecer. A velice é natural. Vamos enxergar a naturalidade na velice. Está tudo bem? Está tudo bem. Desde que eu não olhe paraa Velice querendo enxergar valores que dizem respeito às fases anteriores. Esse é o problema, é olhar pro velho e não querer ver rugas ou associar ruga como algo que deu errado.

de que eu não olhe paraa Velice querendo enxergar valores que dizem respeito às fases anteriores. Esse é o problema, é olhar pro velho e não querer ver rugas ou associar ruga como algo que deu errado. Eu olhar pro velho e querer que ele tenha mente lúcida que ele tinha aos 25 anos de idade. E se ele não tiver, significa está errado. Não está errado. Vamos apenas compreender. É isso que cabe nessa fase da vida. E em cada fase da vida, se eu estou grávida de 9 meses, não me cabe escalar uma uma montanha fazendo trilha de 6 horas. Não quer dizer que eu tenho problema, quer dizer que eu não estou na condição adequada. E tudo bem. E se eu sou uma criança pequenininha que tem 1 m de altura e eu não consigo alcançar a última prateleira da estante da sala, não quer dizer que eu tenho problema, quer dizer que naquele estado da vida eu não é isso que eu devo fazer. Por que que a gente não se ocupa com o que nos cabe em cada fase da nossa vida? Ao invés de ficar olhando para aquilo que tá antes, para aquilo que tá depois, comparando para dizer que a gente não tá adequada, porque a gente não tem aquilo que tinha, porque a gente não tem aquilo que quer ter no futuro. É o ser humano sempre lamentando pelo passado e ansiando pelo futuro, nunca no momento presente. Quando eu sou criança, eu quero ser adulto porque eu quero ter carta, porque eu quero dirigir, porque eu quero ter trabalho, porque eu quero ganhar meu dinheiro. Quando eu ganho meu dinheiro e dirijo, eu não quero mais ser. Eu preferia ser criança que não tinha que se preocupar. Ou eu quero estar mais velho, porque daí eu já posso descansar. Quando eu tô mais velho que eu já posso descansar, daí agora eu não quero mais descansar. Eu lamento por aquilo que eu não tenho. Quando que nós vamos viver o que nos cabe no momento em que nós nos encontramos? A vida só está no presente. Tudo que está paraa frente, tudo que está para trás, não está na vida, está em mim, na minha mente, naquilo que eu estou imaginando, lembrando ou ansiando.

nos encontramos? A vida só está no presente. Tudo que está paraa frente, tudo que está para trás, não está na vida, está em mim, na minha mente, naquilo que eu estou imaginando, lembrando ou ansiando. Agora, onde eu posso viver fazendo uso do livre arbítrio? No momento presente. Então, primeira coisa, a naturalidade da velice. Outra coisa que a Joana de Angeles nos convida a pensar, o que que representa a velice? E ela faz, né, fazendo uma um resgate aí do seu texto, ela chama atenção para esses, principalmente para esses três pontos que eu destaco a seguir. Sabedoria, riqueza decorrente das experiências, período próprio para o repouso. Então vamos entender o que que a Joana traz aí. Se a gente sabe que a cada fase tem o seu valor, qual é o valor da velice? O que cabe a velice? O que ela representa? O que faz sentido pra velice? Primeiro, sabedoria. Que que seria sabedoria? Sabedoria significa um conhecimento adquirido pela experiência, pela prática. Criança não consegue, jovem não consegue, o adulto está começando a conseguir. Então, tá aí um valor que ninguém tira da velice. A sabedoria significa tudo que eu conheci de tudo que eu vivi. Só pode conversar comigo a respeito disso quem é que vale a minha em idade e em experiência. Como é que alguém vai falar de experiência de vida tendo 30 anos a menos que eu? Então, aquilo que eu posso ter adquirido na velice, em termos de sabedoria, dificilmente outra pessoa mais nova que eu vai poder carregar a mesma experiência. A gente sabe que nem todo velho ficou sábio porque muitos não saíram das fases anteriores. Então, ser velho não é sinônimo de ser sábio. A gente está dizendo em termos potenciais, possibilidades. Esse é o plano de Deus, é o plano da natureza. que a gente viva bem a nossa vida, para que a gente vá aprendendo com ela, para que quando a gente chega na na velícia a gente seja sábio. Nem todo mundo segue esse passo. A maioria fica se debatendo, não aproveita oportunidades e muitos escolhem a porta larga e não chegam a

para que quando a gente chega na na velícia a gente seja sábio. Nem todo mundo segue esse passo. A maioria fica se debatendo, não aproveita oportunidades e muitos escolhem a porta larga e não chegam a desenvolver a sabedoria. E a gente sabe também que tem jovens que tem inclusive crianças que às vezes já chegam com uma sabedoria de vida que você fala: "Meu Deus, não tem nem idade para isso". Aí a reencarnação explica. Aí são casos específicos de de seres humanos que mostram não a sabedoria da vida atual, mas por algum motivo eles conseguem acessar a sabedoria que já adquiriram em vidas passadas. De qualquer forma, a sabedoria tem a ver com experiências. Se não for dessa vida, certamente é das vidas passadas. Mas olhando para essa vida, o que cabe ao velice e ao velho? Sabedoria. sabedoria. Por que que nós esquecemos disso? Por que que não consultamos os velhos quando precisamos de conselhos? Há por muitos motivos. Um deles que a gente destaca já, depois falaremos dos outros, é o fato de não de associarmos sabedoria, ou melhor, de não entendermos que sabedoria e progresso eles são separados. A gente junta os dois como se a gente falasse assim: "Ah, não, eu sou moderno, eu sou progressista, eu sou atualizado, eu sou tecnológico, portanto eu não combino com coisas do passado, eu associo, não tem relação uma coisa com a outra". A gente sabe que tem velhos que que carregam esse valor do passado, mas que são muito tecnológicos. A gente tem o próprio Divaldo, de exemplo, o Divaldo com aquele celular dele, ele dá show, ele faz tudo o que precisa. Quantas vezes nós vimos o Divaldo levando slides para projetar em outros lugares e trabalhando com PowerPoint? Então, a gente sabe que não tem relação, nós é que associamos. É como se o velho, a sabedoria do velho não vale. Porque ele não sabe fazer a parte da tecnologia. Então, nem é isso. Agora, a sabedoria que o velho traz nem tem a ver com tecnologia, com modernidade, tem a ver com valores que são eternos. É isso que eu posso aprender a partir da

rte da tecnologia. Então, nem é isso. Agora, a sabedoria que o velho traz nem tem a ver com tecnologia, com modernidade, tem a ver com valores que são eternos. É isso que eu posso aprender a partir da velice. Eu posso ouvir o o meu antepassado para entender sobre os valores universais, esses valores que não caem de moda. A tecnologia vem nos ensinar o como fazer. Agora, o que fazer é eterno. O que fazer? Por exemplo, conviver com outras pessoas. Isso não é questão de modernidade. O ser humano convive um com o outro desde que ele chegou aqui. Como conviver a gente pode ir aperfeiçoando. Então, tem muitos assuntos que são atemporais e que eu sempre posso aprender com a voz do da sabedoria. Então, dissociar essa ideia de que porque ele está velho, ele não tem mais nada de importante ou de interessante para me contar. Ele ele está desatualizado. Ele pode estar desatualizado do que é atualidade, mas não quer dizer que ele não carregue conteúdo profundo para poder compartilhar. Joana deângeles fala da riqueza decorrente das experiências, que é um pouco do que a gente tá falando. Quantas vezes a gente vai fazer uma coisa que a gente vai fazer pela primeira vez? De repente a gente olha pro lado e fala: "Nossa, minha mãe tá aqui, minha avó tá aqui, meu pai tá aqui". Certamente eles já fizeram, eles já tentaram fazer o que eu estou prestes a fazer várias vezes. Deixa eu perguntar para eles como foi. Por que não fazer isso? Por que não adiantar, não perder tempo consultando a experiência? Não precisa fazer. Mas é inteligente da nossa parte perguntar para quem já tentou fazer o que eu estou prestes a fazer para aprender com a experiência dele, inclusive para evitar que eu faça, porque ele vai falar: "Nem vá, porque eu já fui, eu posso te contar como isso não funciona". Experiência, sabedoria são conceitos intrínsecos da velice. E quem é capaz de questionar a importância da sabedoria e da experiência? Então, por que que nós olhamos paraa Velice e não reconhecemos o valor dela se nós sabemos que é ela

os intrínsecos da velice. E quem é capaz de questionar a importância da sabedoria e da experiência? Então, por que que nós olhamos paraa Velice e não reconhecemos o valor dela se nós sabemos que é ela que é a representante da sabedoria, da riqueza? E Joana de Angeles fala que é um período de repouso. E aí muitas pessoas brigam com isso porque, ah, não, não pode repousar, porque a gente mistura. É verdade que a gente sabe que quando a gente para de fazer uma coisa, aquilo atrofia, aquilo se perde, aquilo h cria teia de aranhas, aquilo empoeira. Mas não é isso que Joana tá falando. Até porque Jesus já nos ensinou e a e o capítulo da lei do trabalho do livro dos espíritos é claro em dizer que repou que que o Deus trabalha, meu pai trabalha, eu também trabalho e que o trabalho ele é da lei da vida. Então, Joana de Angeles não está falando: "Cruze os braços, sente à frente da TV e pronto." Não é isso. Esse repouso tem a ver com a fase anterior. É aquilo que a gente precisou fazer, que nos cabia fazer antes. Não precisa mais. O que que cabe agora? Vamos trocar de atividade. É verdade que se eu tiver alguma profissão que me permita ir trabalhando enquanto eu tiver vivo, vá, porque parar não precisa. Ah, não. A minha profissão não requer de mim esforços grandiosos. Eu consigo continuar fazendo o que eu sempre fiz e eu gosto. Me dá sentido de vida, me dá prazer. Ótimo. Ótimo. Agora, se eu não sou mais capaz de fazer aquilo que eu fazia antes, porque o aparelho já não dá conta, então tudo bem, vamos repousar disso. Não quer dizer inanição, quer dizer eu me permitir agora mudar de atividades. E assim que os espíritos nos ensinam a respeito do repouso lá no livro dos espíritos, o que que é repousar? Repousar é trocar a atividade. Eu estou cansado disso, então eu vou fazer aquilo. Quantas vezes a gente descansa trabalhando? Por exemplo, nossa, eu tenho um trabalho muito mental que exige muito. Minha cabeça chega no final do dia, eu tô até com dor de cabeça. Então, sabe o que que eu faço?

zes a gente descansa trabalhando? Por exemplo, nossa, eu tenho um trabalho muito mental que exige muito. Minha cabeça chega no final do dia, eu tô até com dor de cabeça. Então, sabe o que que eu faço? eu vou paraa cozinha, eu crio receitas ou então eu vou cuidar das minhas plantinhas, eu converso com elas, eu coloco adubo, enfim, eu estou trabalhando, eu estou ativa, mas eu não estou me desgastando sem precisar. é o exagero. Então, esse repouso que a Joana nos ensina é é essa esse respeito. Eu não preciso produzir como uma pessoa de 30 anos produz, porque às vezes eu não aceito isso e eu estou me machucando. Eu já tenho 70, 80 anos de idade e eu quero render fisicamente falando, como uma pessoa de 40. Isso é uma violência até contra si mesmo. Então esse repouso é um convite para relaxar, para escolher o que cabe, para aceitar os limites. Então, olha que lindo. Isso é uma fase da vida em que eu vou ser uma representante de sabedoria, em que as pessoas vão vir me buscar para conhecer um pouco mais das minhas experiências e eu vou me permitir atividades que não me machucam mais. Porque antes, quando eu estava lá ganhando dinheiro, precisando construir minha vida, cuidar da família, muitas vezes e o corpo aguenta, a gente passava do limite, trabalhava mais do que deveria, quase se matava para fazer conseguir uma coisa, às vezes até ficava doente de tanto que esqueceu da própria saúde, mas o corpo tava pronto lá para esses para essas lutas, para essas batalhas. Só que a gente tem que saber que tudo tem tempo e que não cabe a velice esse mesmo lugar de protagonismo. Qual é o protagonismo de um velho? Não é provar que é o mais forte, não é provar que dar que dá conta de trabalhar tanto quanto um de 40 anos. Isso é voz de conflito, de disputa, de comparação. Então, a Velice Joana tá nos construindo, ela chama atenção a respeito disso, a respeito do que do que me cabe, quais tipos de atividades eu posso fazer para ser útil, para me sentir útil, para dar sentido à minha vida. Então não é ficar em casa sem

ma atenção a respeito disso, a respeito do que do que me cabe, quais tipos de atividades eu posso fazer para ser útil, para me sentir útil, para dar sentido à minha vida. Então não é ficar em casa sem fazer nada, não é? Sim, se envolver, trabalhar, atuar, participar, conviver, produzir, construir. Mas aí eu vou escolher quais atividades, em quais contextos, por quanto tempo. Isso é a gente se respeitar na fase da velice. É a gente aproveitar, porque já não produzo braçalmente como uma pessoa de 40, mas tenho a sabedoria que ele ainda não tem. Tenho experiência mais do que ele. Então, eu estou valorizando a Velice, eu estou entrando na velice naquilo que ela me condiciona a fazer, que cabe a mim fazer. Por isso que a gente começou falando na Joana também nos chama a respeito, nos chama atenção a respeito do medo da velice, que tem a ver com o que a gente tá trazendo. E ela diz assim: "Em razão do conceito defasado em torno do envelhecimento, quando afirma que esse período é de sofrimento, de amargura, muitos indivíduos passam a temer a velice." de novo. É o que a gente começou a falar, por ignorância nossa de compreender o que é ser velho, por muitos padrões sociais valorizarem ou supervalorizarem a aparência, é que a gente desvaloriza ou não compreende ou teme a velice. Por a mídia, a sociedade fica buzinando na nossa orelha, que ter rugas, cabelo branco, ser fraco, não tá com nada. Então, quando eu vejo na minha idade isso acontecendo, eu surto, eu tenho medo, eu não quero, porque sabe o que vai acontecer comigo? Vou ser descartada, porque ninguém mais vai aplaudir. Quem é que aplaude? Rugas, cabelos brancos. Agora veja que bonito, a sociedade já tá despertando para isso, porque já tem um movimento. A gente tá vendo hoje muitas mulheres que optam por manter o cabelo branco. Isso tá começando a ser olhado. Olha que bonito, que elegante. Então é a gente quebrando padrões, quebrando paradigmas, é a gente começando a cortar para valorizar o que tem valor e não ficar fixo somente no

começando a ser olhado. Olha que bonito, que elegante. Então é a gente quebrando padrões, quebrando paradigmas, é a gente começando a cortar para valorizar o que tem valor e não ficar fixo somente no valor específico. tem valor pra criança, tem valores interessantes no adolescente, no homem maduro e na velícia também. E Joana continua: "O outros se afadigam na busca de métodos rejuvenes nos quais seria possível repetir-se a ilusão da mocidade, desharmonizando-se interiormente e tombando em inevitáveis transtornos psicológicos que se transformam em depressões e angústias profundas. Então eu não estou aceitando alguns sinais que estão me aparecendo. E hoje diz que se eu fizer o procedimento XY Z eu consigo reverter a minha idade. Aí isso passa a ser uma um comportamento neurótico. A gente fala aí tô com neura, começa a ser neurótico porque passa a ser um um excesso. Isso passa a me comandar. Eu não sei mais o limite e daqui a pouco a gente já nem se reconhece de tantos. por exemplo, de tantos procedimentos estéticos que a gente fez, que a gente já não é mais aquela pessoa que a gente era jovem, porque não dá para voltar, não dá para voltar. Então, eu já não me vejo mais como eu era antes e também já não me reconheço como eu era antes de começar esse procedimento. Eu me torno alguém e é e é uma uma identidade como se fosse uma uma expressão eh forjada, feita, né? Então fica com uma face, com uma expressão como se fosse uma neutralidade. Cadê eu? Porque cada arruga que eu tenho mostra o que eu andei fazendo. Por exemplo, eu rio, né? Então significa que eu ri muito, porque se eu não tivesse rido muito, estaria bem esticadinho tudo. E assim vai. As minhas rugas contam de mim. E se aí eu vou lá, eu estico tudo. Quem sou eu no final da história? Não é uma crítica. Não é uma crítica. Eu sou favorável a tudo que tenha de mais moderno e tudo que não seja que não tenha um risco que não vale a pena ser enfrentado. Eu acho que nós temos que continuar. É força de vida, é é a gente

tica. Eu sou favorável a tudo que tenha de mais moderno e tudo que não seja que não tenha um risco que não vale a pena ser enfrentado. Eu acho que nós temos que continuar. É força de vida, é é a gente tentar continuar eh alimentando, nutrindo a jovialidade e a própria vaidade, não sentido nocivo, vicioso, mas no sentido de se amar, de se cuidar, de querer continuar jovem. significa eu quero continuar alimentando minha minha a a vitalidade em mim. Então, não é uma crítica, pelo contrário, é um convite para que a gente tenha consciência do que a gente esteja fazendo. Não é deixe de fazer, é se pergunte porque você está fazendo. Se tiver um um componente de medo de ficar velho, cuidado, porque você não vai resolver esticando a pele, porque isso tem a ver com lá dentro. Agora, se eu falo, não tem problema nenhum com ficar velho, aí tudo bem, eu não tenho conflito, eu tô livre para fazer o que eu precisar fazer, pintar meu cabelo, seja o que for, se eu quiser, se eu quiser. O duro é quando eu faço isso condicionada com medo. E aí a questão que Joana tá trazendo assim, vai resolver seu conflito? Ou você esticar ou não esticar, usar creme ou não usar creme, pintar cabelo ou não pintar cabelo, a roupa que você usa, isso tem de menos. O importante é quem é você lá dentro. A serviço de que estão essas coisas? Você está com medo da velice? Então é isso que Joana nos chama atenção, porque eu vou me afadigar na busca de método, métodos rejuvencedores, né? Achando que eu posso repetir a mocidade. Isso é ilusão. Isso é ilusão. Isso vai me desharmonizar interiormente e provavelmente vai gerar conflitos psicológicos que provavelmente se transformam em depressão ou angústia profunda. Então, quando eu tiver tentando fugir da velice por meio da minha aparência, cuidado. Isso pode gerar transtornos. Quando eu quiser continuar nutrindo a minha vitalidade, porque eu me amo de qualquer jeito e tudo bem se eu ficar velho, tudo bem. A atenção é para que eu não crie conflitos por medo da velice. Então, primeira

quiser continuar nutrindo a minha vitalidade, porque eu me amo de qualquer jeito e tudo bem se eu ficar velho, tudo bem. A atenção é para que eu não crie conflitos por medo da velice. Então, primeira pergunta, ah, eu acho que eu vou começar a fazer algumas coisas porque eu tô sentindo a idade chegar, tá? Antes de você sair fazendo qualquer coisa, converse um pouco com você. Você tem medo de ficar velho? Se imagine velho. O que que você acha que você vai fazer quando você ficar velho? Se você olhasse no espelho hoje e você se deparasse com uma velha, como é que seria isso? Como você olha para os velhos da sua vida? O que você acha da vida que eles têm? Esse é esse é o verdadeiro mergulho pra gente se preparar pra velice e não ficar tentando achar que a gente vai fugir dela por meio de aparências, de resgate, de aparência. Então, enfrentar ao invés de fugir, de fingir e de desviar. Agora, depois disso, o que que eu quero fazer na minha aparência? Aí é de cada um. Cada um vai seguir o que o coração quer, o que eu v o que tudo isso tá tá certo. Deus deixa a gente ter os recursos na terra pra gente poder usar, desfrutar dele. Só que Joana fala: "Cuidado para não cair na ilusão". Então eu vou fugindo da velice, né? Tentando me iludir que eu vou conseguir voltar para trás e que eu vou conseguir resgatar aquilo que já passou. Então é esse o recado. Joana deângeles também faz uma uma colocação que é bem interessante. Ela diz assim a respeito do o que é ser velho e o que é ser jovem. Então ela diz: "Mas o que é velice, né? Vamos perguntar para ela. E o que que e o que que ela o que que ela o que que é o que que é juventude? O que é velice e o que é juventude?" E aí ela diz assim, né? Velice muitas vezes é tido como inutilidade, padrão rabugento de ser, sem disposição, sem alegria de viver, dependência. Então nós associamos que velícia é isso. A pessoa fica rabujenta, fica inútil, não tem alegria de viver, não tem disposição e fica depende. E aí o que que a gente associa com juventude? juventude pra gente é

ós associamos que velícia é isso. A pessoa fica rabujenta, fica inútil, não tem alegria de viver, não tem disposição e fica depende. E aí o que que a gente associa com juventude? juventude pra gente é dinamismo, é alegria, disposição, é arrojo, aceita desafios. Então o jovem é esse, ele é arrojado, ele aceita desafios, ele é alegre, ele tem uma um dinamismo de viver super disposto. Mas aí, né, no slide seguinte, ela fala assim: "O problema é que preparamos os jovens para serem adultos, mas não nos preocupamos em preparar o adulto para ser velho". Daí é comum em nossa velice insistirmos em viver no passado, porque não aprendemos a viver na velice. Então ela vai questionar. Então vamos fazer uma pergunta. O que é ser velho e o que é ser jovem? Então ela diz: "A gente associa que ser velho é ser rabugento, é não ter disposição. Ser jovem é ser dinâmico e viver bem". Aí a gente vai perguntar quantos jovens que são rabugentos, dependentes, não sai do quarto, não tem dinâmica dinamismo de vida, não tem alegria de viver? Quantos jovens não têm o comportamento do da velice que nós descrevemos aqui? E por outro lado, quantos velhos, né? E a gente traz de novo o Divaldo, que é um exemplo pra gente. Esses velhos têm alegria de viver, dinamismo, vontade, nunca param, estão sempre querendo aprender e estão sempre em movimento. Então não dá para dizer que todo velho vai ser rabugento. Tem velho rabugento, mas tem muito jovem, muito rabugento. Não dá para dizer que todo jovem tem alegria de viver. A gente vê hoje que nós nunca vivemos antes uma geração com tanta depressão entre jovens. Então a gente vê velhos alegres, dinâmicos, dispostos e jovens tristes. Então precisamos questionar, vamos quebrar essa crendice. Ai quando eu ficar velho eu vou ficar amargo, vou ficar amargurado. Não, isso é do espírito. Eu posso, se eu for amargurado, eu já sou amargurado desde que desde jovem. A gente sabe, a pessoa que tem a tendência, que gosta de ficar se lamentando, ela lamenta com 20, com

o, isso é do espírito. Eu posso, se eu for amargurado, eu já sou amargurado desde que desde jovem. A gente sabe, a pessoa que tem a tendência, que gosta de ficar se lamentando, ela lamenta com 20, com 30, com 40, com 50. E a pessoa que é otimista, que é grata à vida, que valoriza a vida, ela valoriza com 20, com 30, com 80. Então, para de achar que porque eu vou ficar velho, eu vou perder alegria de viver. Não, isso é de mim como espírito, não é da etapa da vida. tem muito mais a ver com temperamento. Então, o problema é que preparamos os, não é que preparamos os jovens para ser adultos, mas não preparamos os adultos para serem velho. Daí é comum em nossa velice insistimos em viver no passado, porque não aprendemos a viver na velice. Nós fazemos essas associações que não são verdadeiras. Então, vamos aprender o que é ser velho para parar de falar: "Ai, o velho fica raburgento, o velho perde o dinamismo de vida." Para isso não é verdade, isso é mito, isso é crendo, isso é lenda. Eu vou ser a velha que eu quiser e eu vou ser a velha que eu já sou desde hoje, porque se já desde hoje eu sou chata e pego no pé de todo mundo, quando eu ficar velha, isso só vai intensificar, porque eu vou ter treinado bastante até chegar lá. E se hoje eu sou uma pessoa que me esforça para ter alegria de viver, quando eu for velha eu vou continuar me esforçando para ter alegria de viver. Então vamos quebrar esses padrões. A velice tem limitações, tem físicas, orgânicas e mentais. Mas por acaso eu com quase 50 anos sou a mesma de 20? Não. Minha memória já não é mais a mesma. Minha disposição já não é mais a mesma. Minha flexibilidade já não é mais a mesma. O meu peso já não é mais o mesmo. A cada fase da minha vida, eu já não sou como eu era antes. E por que que nessa fase tá tudo bem? Mas quando eu chego na velícia, eu fico neurótica com isso. É padrão, é crendice. A gente sempre está se modificando, tudo bem. Mas o problema é que nós contamos uma história e todos nós acreditamos que o velho não tem mais vitalidade, que o

eurótica com isso. É padrão, é crendice. A gente sempre está se modificando, tudo bem. Mas o problema é que nós contamos uma história e todos nós acreditamos que o velho não tem mais vitalidade, que o velho é trágico, que se envelhecer é horrível. Ué, se eu quiser ser uma velha com um corpinho de 20, vai ser horrível. Se eu quiser ser uma velha com a mente rápida dos 30, eu vou me frustrar. Mas e se eu quiser ser uma velha velha, eu posso viver bem? Basta eu aceitar o que eu me o que me cabe. É isso que nós precisamos trazer. Mas vamos acelerar um pouco pra gente chegar também na família. Então tem um tempo certo, Joana de Angeles diz. É um tempo certo. Precisamos nos conscientizar que para tudo há um tempo certo. Tempo de brincar, de trabalhar, de criar família. de batalhar pelo conforto material, de crescer profissionalmente. Mas no slide seguinte, há há tempo certo também de desacelerar, de encontrar prazeres em outras coisas, de aprender o que sempre se quise, de se dedicar às artes, de investir na cultura, de buscar qualidade de vida. Então, deveria ser. A gente sabe que tem pessoas que vão precisar trabalhar atrás do dinheiro por toda a vida. Mas o plano original era que a gente pudesse ter um pouco de dignidade material, de tranquilidade pelas nossas aposentadorias para que daí a gente pudesse fazer um pouco mais de escolhas. Ou seja, eu quero me manter ativo, útil, funcionando, mas eu quero estudar aquilo que eu nunca pude antes. Eu quero me dedicar à arte que eu nunca pude antes, porque eu precisava ganhar dinheiro, não conseguia ganhar dinheiro com a minha arte. Eu quero dedicar mais tempo pra família. Quando eu fui mãe, eu precisava trabalhar, eu quase não curtia, não curtia a maternidade. Agora eu quero ser avó que fica com os netos, que vai passear no jardim, que brinca e senta para brincar na areia. Esse era o plano para que a gente pudesse terminar a nossa vida recolhendo um pouco dos frutos do trabalho feito nas fases anteriores. Esse tempo, tempo de encontrar prazer em

a para brincar na areia. Esse era o plano para que a gente pudesse terminar a nossa vida recolhendo um pouco dos frutos do trabalho feito nas fases anteriores. Esse tempo, tempo de encontrar prazer em outras coisas, de aprender, de curtir, de desfrutar. Eu continuo sendo útil, eu continuo operosa, mas eu me permito agora aprender um pouco mais, fazer coisas que antes não me eram possíveis. Então fica esse convite para que a gente honre o passado, para que a gente valorize a velice, para que a gente compreenda a importância eh eh dos nossos antepassados, né? Então, Joana deângeles fala assim: "A arte de envelhecer, de ceder passo, de amparar as gerações novas, é valiosa a conquista da maturidade psicológica e da saúde mental, que caracterizam aqueles que se fazem amar e permanecem na memória de todos após seu momento." Eu pus essa imagem aí do passar o bastão, porque é isso que nos caberia fazer, nos caberia entender o que o que que é nosso papel agora nessa fase, porque isso também acontece. O medo de envelhecer, porque a gente acha que o velho é descartado da sociedade, faz com que a gente não solte o osso, como a gente costuma falar. Então, aquilo que eu fazia quando eu tinha 30, 40, 50, eu quero continuar fazendo com 60, 70, 80. Eu não quero sair da minha função, eu não quero passar o bastão, eu não quero deixar o outro. E aí eu fico travando as próximas gerações. Quer dizer, eu na minha fase adulta, eu pude pegar alguns trabalhos para executar e eu não quero deixar que outros façam aquilo que eu pude fazer, porque eu tenho medo que caso eu saia, as pessoas achem que eu não preciso mais e me descartem. Então, eu tenho medo de sair do meu lugar, de ceder a minha cadeira para outro, porque eu tenho medo de ficar sem cadeira. E eu tenho medo de ficar sem cadeira. E é válido esse medo. Por quê? Porque a nossa sociedade não valoriza a Velice e não preparou uma cadeira linda paraa Velice ocupar, que é a cadeira do aconselhador, que é a cadeira do sábio, que é a cadeira do experiente.

Por quê? Porque a nossa sociedade não valoriza a Velice e não preparou uma cadeira linda paraa Velice ocupar, que é a cadeira do aconselhador, que é a cadeira do sábio, que é a cadeira do experiente. Como a gente não valoriza a velice, a gente não prepara uma cadeira simbólica, né, para que esses esses esse lugar seja ocupado. Então, quando eu vou envelhecendo e eu percebo que eu preciso sair dessa cadeira pro meu pra próxima geração sentar, me dá aflição, porque significa não tem cadeira, eu vou para onde? Então eu grudo nela e não deixo. Então precisa, precisa de uma, de um resgate, de uma restauração, de uma reestruturação. Isso dentro do centro espírita. Dentro do centro espírita a gente precisa trazer, mas a gente sabe que tem um outro problema. A gente não tem conseguido atrair os jovens. Então, quando essa geração mais anterior, com essa geração anterior sai, muitas vezes não tem a próxima para ocupar o seu lugar. Então, significa que nós precisamos olhar para isso. Não está organizada a nossa sociedade. Não valorizamos a velice, então ninguém quer ser velho. Quando o velho percebe que ele tá na hora dele ir pra velice, ele não quer ir. e ele não vai, ele não abre espaço paraas próximas gerações. E aí a gente cria toda uma situação difícil, difícil que nós estamos vivendo isso nas famílias, nas casas espíritas, no trabalho, em todos os lugares. Agora, se a gente valorizar a velice e falar: "Tem um lugar lindo para você" e a gente valoriza esse lugar, eles não vão ter medo de sair da sua cadeira com medo de ser esquecido e de perder. Aí a gente traz o Jung, né, da psicologia yungiana, psicologia analítica, ele nos fala a respeito do arquétipo do velho sábio. É esse arquétipo que tá esquecido, é essa figura importante pra sociedade que tá sendo descartada. E ele diz que o arquétipo do velho sábio, ele tem a ver com conhecimento, reflexão, insite, sabedoria, inteligência, intuição. tem a ver com uma quietude, uma descrição de eremita, uma força expressa, não nos íntimos, nos ímpetos

velho sábio, ele tem a ver com conhecimento, reflexão, insite, sabedoria, inteligência, intuição. tem a ver com uma quietude, uma descrição de eremita, uma força expressa, não nos íntimos, nos ímpetos fálicos do herói, esse guerreiro que pega sua espada e ganha o mundo nas batalhas, nem na procreação do pai, esse que vai gerando próximas gerações, próximas gerações, mas uma força que vem de dentro, um vigor mágico que guia e fortifica a pessoa em suas lutas interiores. O arquétipo do velho sábio também tem a ver com uma força auxiliadora que transforma e cria. Uma figura que nos leva pra frente, para cima, sem nos empurrar, que dirige e aconselha sem ordenar nem comandar. Esse é o papel do velho nas nossas vidas. Olha que lindo, gente. Se eu falar para vocês, eu tenho uma pessoa para apresentar. Essa pessoa, vou contar um pouquinho dela, essa pessoa tem muito conhecimento, experiência, uma inteligência. Essa pessoa, ela é discreta, ela é quieta, mas ela sabe orientar. Ela orienta não na base do chicote, ela orienta ensinando, explicando como mestre. Ela também não é mais essa força arrojada que pega a espada e vai ganhar a luta. Ele também não é uma figura de quem vai procriar e gerar, mas é uma figura que vai dar suporte para você fazer isso. Ele vai estar, sabe, as costas largas. É tão bom a gente ter essa figura aqui atrás que ele vai me orientar. É como se ele falasse: "É sua vez, Cris, vai paraa luta, vai paraa guerra, vai paraa vida e eu estou aqui. Eu estou aqui para te orientar. Eu estou aqui para te proteger. Eu estou aqui para te ensinar. Essa é a geração que está atrás da gente e ele tem um fundamento, um lugar maravilhoso para estar, mas eu preciso valorizá-la, porque se eu não valorizar, ela não vai querer estar aí, porque ela não vai achar que tem lugar para ela. Então, ela quer estar aqui. E aí a gente fica disputando as gerações para ver quem é que vai pra guerra. Então, a naturalidade da vida é essa. Chega uma hora que eu já não consigo mais ser o

para ela. Então, ela quer estar aqui. E aí a gente fica disputando as gerações para ver quem é que vai pra guerra. Então, a naturalidade da vida é essa. Chega uma hora que eu já não consigo mais ser o guerreiro. Chega uma hora que eu já não consigo mais procriar. Então eu deixo a geração que ainda pode guerrear, que ainda pode procriar e eu fico na retaguarda. Eu sou o conselheiro, eu sou o mestre, eu sou esse guia, esse orientador que vai orientar, que vai chamar atenção, que vai alertar conta com com relação aos perigos. Esse é o arquétipo do velho sábio. Esse é o lugar lindo e especial que só a velice pode ocupar, porque só ela reúne essas características. Então, como resumo da nossa fala de hoje, nós trazemos esses quatro pontos. Quando falamos dos avós da velice, nós lembramos da fase natural da vida. Nós falamos sobre a valorização da sabedoria, da experiência. Nós falamos sobre a importância da gente receber essa história, esse bastão que me mostra o caminho que eu devo ir. E nós falamos da importância da convivência pra gente aprender. Ou seja, vamos incluir, vamos incluir os avós, vamos incluir os velhos na nossa vida, vamos valorizar, vamos ensinar os nossos filhos, vai conversar com a avó, vai, vai ouvir dela, pede para ela contar as histórias. A gente perdeu isso. E é uma e uma geração que não sabe da onde veio, dificilmente sabe se programar para onde deve ir. onde eu estou hoje é uma parte do caminho que alguém começou a construir para mim antes de eu estar aqui. Então, é importante na nossa família nós trazermos de volta a figura e centralizadora da avó e do avô, não no sentido de comandante, de de de general que fica dando ordem, escolhendo tudo, mas no sentido de quem envolve a família. Nós orbitando em volta deles no sentido de aprendermos com eles. Vamos trazer de volta a presença das visitas. Vem, vó, hoje a gente quer escutar a sua história. Conta pra gente da sua infância. Conta pra gente como foi a sua adolescência, como foi que você começou a namorar o

de volta a presença das visitas. Vem, vó, hoje a gente quer escutar a sua história. Conta pra gente da sua infância. Conta pra gente como foi a sua adolescência, como foi que você começou a namorar o vô, como é que era. A gente não sabe. A gente não sabe do passado, a gente não sabe dos sonhos, a gente não sabe das vidas, das dificuldades. Até hoje eu às vezes ouço o meu pai ou a minha mãe me contar coisas que eu nunca tinha ouvido. E eu me pergunto: "Por que eu nunca perguntei? Por que que eu não busquei? Por que que eu não tive sede de pedir para eles? Conta mais, conta mais quem você é, quem você foi, por onde você andou, me fala das suas experiências, me ensina. Por que que eu não quero? Porque a gente tem essa ansiedade, ansiedade de ter poder, de ganhar a vida e de é focado na gente, na gente. E a sociedade afastou a velice, porque a velice vai ser contrária a esses valores de beleza, de estética, de aparência, de riqueza. Então vamos trazer de volta a importância dos avós na nossa vida, sendo que muitas vezes eles aqui dão o suporte em casa pra gente trabalhar. Quantos avós não fazem o papel de mãe, de pai. E isso é importante também diferenciar. Tem hora que eu estou no papel de mãe do meu neto, porque a minha a minha filha foi trabalhar e eu estou aqui nessa hora. Eu dou regra, eu dou limite, eu cuido como se eu fosse mãe, porque eu também posso ser mãe. Mas na hora que chega a mãe pra história, eu tenho que voltar a subir no papel de avó. Eu não vou brigar com a mãe da criança. Quando a mãe sai, eu desço no papel de mãe, porque a criança precisa de mãe. Quando a mãe chega, eu subo no papel de vó. Agora, o que me cabe como vó? Curtir, brincar, contar histórias, mas o limite, a educação é a mãe que dá. Então, é possível conciliar o papel de avó e de mãe se eu preciso cuidar do meu neto? Só preciso ter ciência de quando eu estou no papel de mãe e quando eu estou no papel de vó pra gente não misturar as coisas. E respeitando que eu estou no papel de mãe quando a mãe não

ar do meu neto? Só preciso ter ciência de quando eu estou no papel de mãe e quando eu estou no papel de vó pra gente não misturar as coisas. E respeitando que eu estou no papel de mãe quando a mãe não está presente. Quando a mãe está presente eu subo volto pro meu papel de vó. Então fica aqui esse convite para que a gente valorize, inclua mais, chame mais para conversa, vá procurar saber, peça para contar histórias, enxergue a naturalidade, a beleza, a lindeza que existe na velice, sem padrões. Ah, não consigo fazer mais isso, mas você consegue fazer aquilo, você ainda consegue fazer aquele outro. Então, é trazer valor, dignidade, eh, é a gente olhar com bons olhos paraa velice. Isso é também uma forma da gente se preparar para quando chegar a nossa vez, para quando nós formos viver aí a nossa própria velice. Eu encerro então essa homenagem, esse resgate do valor da velice dos avós com um poema de Adélia Prado de 1991. E ela diz assim: "Todos vamos envelhecer. Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem do espelho irá se alterar gradativamente. Perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o amor dos 10, o víço dos 20. e o erotismo dos 30 anos. O segredo não é reformar por fora, é acima de tudo renovar a mobília interior, tirar o pó, dar o brilho, trocar o estofado, abrir as janelas e arejar o ambiente, porque o tempo invariavelmente irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar. Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ride si mesma e faz as pazes com sua história, que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias e desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor, apesar dos vinculos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios. Erótica é a alma que não se esconde, que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é

or, apesar dos vinculos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios. Erótica é a alma que não se esconde, que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa deserto e ama sem pudores. Aprenda bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio. E destacamos aqui esse erótica que vem de EOS e que na psicologia yunguiana tem a ver com desejo de vida, pulsão de vida, desejo de interconexão, de interação, de troca, de comunhão. É vontade de viver, é libido no sentido de energia de vida, é oposição atânatos, que é a pulsão de morte, que é o desânimo, é um antagonismo à morte. Então, quando Adélia Prado nos chama atenção que a alma velha pode continuar erótica, ela quer dizer a alma do velho pode continuar tendo pulsão de vida. Para isso, ela precisou ter se reformado por dentro, para não depender neuroticamente de reformas de fora, porque elas serão ilusórias e não vão satisfazer o buraco que vai ficar dentro. Então, nossa gratidão aos velhos, aos ancestrais, nossa homenagem a essa linda e natural fase da vida. Muito obrigada, até a próxima.

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