Siá Tonha, em poema e costado

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 30/01/2020 (há 6 anos) 8:53 539 visualizações 53 curtidas

Uma declamação emocionada ao som de um belo costado é coisa da nossa terra. Conheça a história de Siá Tonha, através do poema psicografado por Maria Elisabeth Barbieri, que integra o livro "Os Espíritos Contaram", da Editora Fergs, pela sentida declamação e costado de Felipe da Silva Goulart. Cumprindo o que prometera, Sepé voltou à colônia Para a fraterna conversa, avistou-se com Antônia E percebeu que a pupila asserenou o coração. Já não trazia na alma aquela grande aflição, Mas permanecia o pleito quanto à futura existência: Queria voltar à Terra sem as provas da opulência. O cacique indagou-lhe: Qual a razão do pedido? E a resposta de Siá Tonha revelou o seu olvido - Quero cuidar dos famintos, dos que vivem na pobreza, Sem referir-se às lembranças das agruras da riqueza. Assim a bênção divina, com o véu do esquecimento, Permitia àquela alma continuar seu crescimento. A figurinha pequena, em estado de oração Olhava o seu benfeitor, aguardando orientação. Nem de longe recordava a dama tão orgulhosa Que a ambição desmedida fizera bem desditosa Agora era a benzedeira de bondade conhecida Que ali lembrava saudosa da sua última vida Pensou em Dona Mariana, amiga de toda a hora Devia estar solitária depois que ela veio embora O pensamento voou e uma lágrima rolou Sentia muito a saudade do tempo que se passou Como queria voltar ao ranchinho da estância! Sepé recolheu o anseio e deu sua concordância Siá Tonha experimentou a força do pensamento Diante da sua choupana ficou naquele momento. O mato tinha crescido, tomando conta de tudo Entre o terreiro e o casebre o pasto formava escudo No meio daquele caos. nem podia acreditar Mas sim, era o coronel, gemendo a esbravejar Com o tempo no além túmulo aprendeu a discernir Quem é vivo e quem morreu, condição para servir E o Coronel Hilário já se encontrara com a morte Mas porque aquele alma tivera essa estranha sorte? No meio do matagal, em tamanho sofrimento Será que tinha ficado, dos seus, no esquecimento? Procurou o seu rosário que trazia sempre a mão E logo se decidiu a mudar aquela cena pela força da oração A reza de Siá Tonha diminuía o sofrimento, E as dores de Hilário entraram em abrandamento Antes de ser recolhido pela falange do bem Visualizou a entidade que o auxiliava, também Em busca de Mariana, Sia Tonha foi à fazenda Continuava como antes aquela grande vivenda Pressentia que a senhora dela estava precisando Percorrendo a casa grande de tudo foi recordando O movimento da estância não era como o de outrora Havia um grande silêncio – Será que foram embora? Estava assim a pensar quando uma força a imantou Atraindo-a para um cômodo que ela de pronto adentrou Estava Dona Mariana, em momento derradeiro Viu que o palor da morte a tomava por inteiro, Mas a dama percebeu sua leal confidente E esboçando um sorriso balbuciou a doente: - Esperava por você, já preparei a partida Nada mais me prende aqui. Estou cansada da vida O Tempo passou depressa, fazia já quinze anos Com a morte de Hilário, os filhos fizeram planos Foram morar no exterior, arrendaram sua herdade Mariana ficou sozinha, mergulhada na saudade Agora estava liberta, faria a grande viagem Muitas ações meritórias levava em sua bagagem Assim Sia Tonha iniciou uma nova caminhada No mundo espiritual ajustou uma longa estada Aos cuidados de Sepé, passaram-se muitas luas No trabalho devotado aos excluídos das ruas Socorria o infortúnio nas mais sombrias vielas Tornou-se bem conhecida nos barracos de favelas. A velhinha e o cacique! O povo assim referia E Antonia pouco a pouco outros pagos conhecia Na equipe socorrista chegou as grandes cidades Viu a extensão da miséria, da doença, da orfandade Assistiu chegar ao mundo um monstro devastador Era a droga que trazia o seu cortejo de dor Também em meio à riqueza a servidora trilhou Atendendo muitas almas que o orgulho fulminou Recolheu muitas ruínas do cruel materialismo E amparou muitas vítimas com as chagas do sensualismo Mas também esteve ao lado da riqueza enobrecida Conheceu muitas pessoas que ao bem doavam a vida Era o tranqüilo regato correndo em busca do mar Mas o progresso é uma lei e chegou sem mais tardar, De ajudar mais os que sofrem Siá Tonha sentiu vontade Se nascesse afortunada, faria mais caridade! Quantas escolas, asilos, creches e até hospitais Era o tranquilo regato formando seus mananciais. A dor campeia na Terra e carece de anjos bons Ela prossegue na senda, multiplicando seus dons Você que passa na rua, olhe para os invisíveis Ao vê-los talvez surpreenda a presença intraduzível De uma mulher pequenina com um brilho sem igual Testemunhando o valor da caridade moral.

Transcrição

cumprindo o que prometera cp voltou à colônia para fraterna conversa estou se com antónio é percebeu que a pupila a serena o coração já não trazia na alma aquela grande atriz mas permaneci o pleito quanto à futura existência queria voltar à terra sem as provas tal ruim o cacique em da agulha qual a razão do pedido é a resposta desse a toninha revelou o seu ouvido quero cuidar dos famintos dos que vivem na pobreza sem referir-se às lembranças das agruras da riqueza assim a bênção divina o véu do esquecimento permite aquela alma continuar seu crescimento a figurinha pequena em estado de oração olhava o seu benfeitor aguardando orientação nem longe recordava a tampa tão orgulhosa que ambição desse medida fizer bem muda exitosa agora era vender a vontade foi esse que ele lembrava saudoso da sua última vida pensou em dona mariana amiga de toda hora teve estar solitário depois que ela venha embora o pensamento vôo e uma lágrima rolou sim dia muita saudade do tempo você passou como queria voltar o anjinho da estância sepé recolheu anseio e deu sua concordância se a tonha experimentou a força do pensamento diante da sua choupana ficou naquele momento o mato tinha crescido tomando conta de tudo entre o terreiro casebre o pasto formava estudo no meio daquele caos nem podia acreditar mas sim era o coronel gemendo a esbravejar com o tempo 1 no além-túmulo aprendeu a dizer de quem é vivo e quem morreu condição para servir e o coronel e lário já se encontrar num com a morte mas porque aquela alma cimeira 63 sorte no meio do matagal em tamanho sofrimento será que tinha ficado dos seus no esquecimento procurou o seu rosário que trazia sempre à mão e logos e decidiu a mudar aquela cena pela força da oração a reza de se a tônia diminuíam o sofrimento e as dores de hilário entrar em abrandamento antes de ser recolhido pela falange do bem visualizou a entidade que o auxiliava também em busca de mariana se apanha foi à fazenda continuava como antes aquela grande venda sentia que a senhora dela estava precisa

ecolhido pela falange do bem visualizou a entidade que o auxiliava também em busca de mariana se apanha foi à fazenda continuava como antes aquela grande venda sentia que a senhora dela estava precisa percorrendo a casa grande e tudo foi recordando o movimento da estância não era como de outrora havia um grande silêncio será que foram embora estava assim a pensar quando uma força e mandou atraindo a para um cômodo que ela de pronto adentrou estava dona mariana em momentos derradeiros viu que o palor da morte a tomava por inteiro mas a dama percebeu sua leal confidente esboçando um sorriso paulo se ou a doença esperava por você já preparei a partir nada mais b prende aqui estou cansada da vida o tempo passou depressa fazia já 15 anos com a morte de mário os filhos fizeram planos foram morar no exterior arrendar um super tarde marina ficou sozinho mergulhada na saudade agora estava liberta faria grande viagem e levava na bagagem muitas ações meritórias assim se a tonha e iniciou uma nova camisa no mundo espiritual ajustou uma longa estava aos cuidados de 70 passaram-se muitas ruas no trabalho devotado aos excluídos das ruas socorria o infortúnio nas mais sombrias vielas tornou-se bem conhecida nos barracos da favela a velhinha mil cacique o povo assim referir e antônia pouco a pouco os outros pagos conheci na equipe socorrista chegou às grandes cidades viu a extensão da miséria a doença da ufam tarde assistiu chegar ao mundo um monstro devastador era droga e trazia o seu porque de dor também em meio à riqueza a servidora trilho atendendo muitas almas que orgulho filme não recolheu muitas ruínas do cruel materialismo e amparou muitas vítimas com as chagas do censo ali mas também esteve ao lado da riqueza enobrecido conheceu muitas pessoas que é o bem tu a vão à vida era o tranquilo pegar correndo em busca do mar mas o progresso é uma lei e chegou sem mais tartá de ajudar mais os que só se apanha sentido ponta senna cc afortunada faria mais capital quantas escolas asilos creches e até

correndo em busca do mar mas o progresso é uma lei e chegou sem mais tartá de ajudar mais os que só se apanha sentido ponta senna cc afortunada faria mais capital quantas escolas asilos creches e até hospitais era o tranquilo regato formando seus mananciais a dor campeã na terra e carece de anjos mundo ela prossegue na senda multiplicando seus dons você que passa na rua olhe para os invisíveis ao vê los talvez surpreenda a presença em intraduzível tem uma mulher pequenina um brilho sem igual testemunhando o valor da caridade moral

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