Família: laços imortais | Podcast do 13º Congresso Espírita do RS
Com a Doutrina Espírita, ampliamos o entendimento da palavra família. Aprendemos que nossos compromissos espirituais começam com aqueles que dividem o cotidiano conosco, mas se estendem, generosamente, aos que encontramos pelos caminhos da vida — a nossa grande família universal. Convidamos você a acompanhar um bate-papo especial sobre a família e seus laços imortais, em mais um podcast inédito gravado durante o 13º Congresso Espírita do RS. A conversa reúne as diretoras da Área da Infância e Juventude, da Área de Assistência e Promoção Social Espírita e da Área da Família da Fergs, que aprofundam essa temática com olhar sensível e comprometido. Você irá conhecer perspectivas que aquecem, esclarecem e oferecem força para os desafios do cotidiano, dentro e fora dos nossos lares. Acompanhe hoje, às 20h, na FergsPlay!
Olá, meus amigos. Estamos aqui novamente gravando o podcast com as áreas doutrinárias da FERGS, esse essa extensão do nosso 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, que vocês vão poder acompanhar logo mais e vão estar conosco com o coração em festa, como nós nos sentimos nesse momento. A temática do nosso podcast hoje é família laços imortais. Eu sou Vinícius Lousada, sou um homem branco de cabelo grisalho, estou com uma camiseta verde e estou aqui muito bem acompanhado das nossas companheiras de trabalho da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, a Vanessa Pantalhão, nossa diretora da área de infância e juventude, a nossa Marta Marques da área de assistência e promoção social espírita e a nossa Rosa Festugato da área da família. Vou pedir aqui na sequência paraa Vanessa fazer a sua autodescrição e saudar os amigos e aí as demais companheiras fazem o mesmo. >> Bom dia, queridos amigos. Então, eu sou a Vanessa, uma mulher com a pele clara, cabelo preto. Estou com a camiseta preta do congresso, com a imagem bem colorida e e é isso. E eu sou Rosa Festo Gato, da área da família, sou e possuo o cabelo loiro pintado, né, logicamente, a pele clara, os olhos azuis e estou vestindo uma camiseta bordô alusiva à família. Um abraço carinhoso a todos que estão conosco. >> Bom dia. Então, me chamo Marta Marques. Eh, estou na área de assistência e promoção social espírita. Tenho cabelos brancos curtos e estou utilizando hoje uma camisa do congresso verde militar, né? É essa cor que a gente poderia dizer. Então, um grande abraço a todos e a gente pretende aqui dialogar um pouco sobre o trabalho que fazemos. >> Muito bem, minhas amigas, vamos começar o nosso diálogo aqui sobre família e os laços imortais, perguntando paraa Vanessa a respeito da evangelização espírita. De que forma, Vanessa, o lar pode ser visto como primeiro espaço de evangelização espírita da criança e por não dizer do jovem também. >> Com certeza o lar é a primeira escola por excelência, né? É ali que a criança
anessa, o lar pode ser visto como primeiro espaço de evangelização espírita da criança e por não dizer do jovem também. >> Com certeza o lar é a primeira escola por excelência, né? É ali que a criança e o jovem recebem todo a toda a base, né, para que eles sigam a sua caminhada. Então, a família tem essa missão de encaminhar essa esses jovens, essas crianças, encaminhar para Jesus, né? Mostrar a Jesus, apresentar Jesus. Não sabemos o contato que essas esses espíritos infantis tiveram com Jesus, né? Então, é uma é uma oportunidade grandiosa que nós quanto família, né? digo nós porque nós que temos filhos ou até aqueles que não têm filhos ou tem os filhos do coração, ã, é uma missão e isso a gente é da nossa responsabilidade. Não dá pra gente deixar a criança ou o jovem terem determinada idade para fazerem as suas escolhas. Eles precisam da base e a base é na família e que a família os conduzam a evangelização, né? onde é ali que começam normalmente os primeiros passos, né, pra criança e pro jovem seguir ali, ter esse embasamento para seguir na sua jornada aqui neste mundo, >> certo? E Rosa, às vezes na adolescência, a gente já disse ouve de adolescente algo mais ou menos assim: "Eu não pedi para nascer ou devo ter nascido na família errada, afinal a gente nasce na família certa. Como é que é esse processo?" >> Pois é. Nascemos sim na família certa. Antes de reencarnarmos, nós escolhemos a família que nós necessitamos para vencer as nossas imperfeições, resgatar os nossos débitos de passado, porque como disse a Sandra Borba na sua primeira palestra, eh, que Deus no momento da nossa plantação, ele fica quietinho, mas na hora da colheita ele aparece. Então é o momento da de nós na nossa família resgatarmos os nossos e erros, nossos desenganos, né, os nossos débitos >> do nosso passado. Então nós estamos sim na família certa, aquela que nós precisamos para aprender a amar. Qual é o objetivo então dessa família? Amar. Nós estamos aí para vencer as nossas dificuldades. Muitas vezes aquela aquela
estamos sim na família certa, aquela que nós precisamos para aprender a amar. Qual é o objetivo então dessa família? Amar. Nós estamos aí para vencer as nossas dificuldades. Muitas vezes aquela aquela pessoa, aquele membro da família que tanto nos incomoda, que nos irrita, vamos dizer assim, dentro das nossas inferioridades, ele está sendo um instrumento para a nossa, nosso aperfeiçoamento do nosso espírito, porque esse é o objetivo, né, da família, aprender a amar. Então vamos tentar dentro da nossa família vencer essas inferioridades para depois podermos ir paraa sociedade melhores. Então então podemos afirmar com toda a certeza que estamos na família certa, aquela que escolhemos para amar. Que sejamos nós então aqueles que ama. Vamos começar a amar dentro da nossa família. Vamos ser mais felizes o quanto possível dentro desta família que escolhemos nós para amar. Muito bom, Marta. Queria que tu falasse um pouquinho sobre o que que é a área de assistência e promoção social espírita no Centro Espírita e como é que ela lida no atendimento a famílias que tenham porventura crenças diferentes do espiritismo? Pois então, esta a gente costuma dizer que a área mais complexa que a gente dentro tem dentro dos centros espíritas justamente pelo público que a gente atende, né, que é um público que não professura de acolhimento, de consolo a partir de práticas evangélicas que fogem do discurso. É quando a gente precisa evangelizar, mas sem as palavras, né? E essa essa frase ela é atribuída a São Francisco de Assis, né? Vai e evangeliza e se necessário, utiliza as palavras. A prática da assistência no centro espírita, ela deve ter três características fundamentais, assim, né? que a de prevenção, a de beneficência e a de promoção. Quando a gente fala em prevenção, são aquelas estratégias que a gente cria como trabalhador para que as pessoas que estão em assistência reflitam sobre a situação que estão vivenciando e que possam pensar em como sair daquela situação, em como não repretir aquela
gente cria como trabalhador para que as pessoas que estão em assistência reflitam sobre a situação que estão vivenciando e que possam pensar em como sair daquela situação, em como não repretir aquela situação vivenciada, né? Então, fazendo uma comparação com a saúde, seria um tratamento para evitar a doença, né? Então, na saúde a gente tem a vacina, tem eh tratamentos paliativos, alternativos. Na assistência isso não está claro. A gente precisa desenhar de acordo com o público que chega até nasco, com essa característica que ele tem. Quando a gente fala de beneficência, a gente tá falando do trabalho mais fácil, que é atender as as necessidades imediatas, aquelas que estão aparente, né? Então, chegam lá, a necessidade é de alimento, a necessidade é de roupa ou alguma outra necessidade que os conduz ao centro espírito. Mas isso não é a causa, isso já é a consequência. E quando a gente passa a buscar a consequência, a gente aborda o terceiro elemento, a terceira característica do trabalho, que é a promoção, né? Como é que eu posso auxiliar essa pessoa para que ela construa estratégias de vida, de modo que ela saia daquela situação para uma um pouco melhor. Bom, se a causa da fome é a falta de emprego, como é que ela pode retornar ao emprego? como é que ela pode buscar uma fonte de renda que sustente a sua família diante do contexto de vida que ela tem. Por isso é que a gente diz que é uma área muito complexa e que exige do trabalhador uma postura diferente frente ao que ele encontra e não tem uma fórmula mágica, porque cada realidade é única, né? E a gente precisa tratar isso dessa forma. Cada um é um e traz uma realidade para nós, embora a demanda pareça ser a mesma, né? >> Interessante que aqui se abordou algo que eu diria assim: "O amor está no ar, >> porque a Rosa lembrou a importância da gente amar e conviver em família. Tu trouxeste aqui um aspecto fundamental, que a promoção social espírita também é uma manifestação do amor, porque a ideia não é manter as pessoas na dependência,
da gente amar e conviver em família. Tu trouxeste aqui um aspecto fundamental, que a promoção social espírita também é uma manifestação do amor, porque a ideia não é manter as pessoas na dependência, é fazer com que elas reconstruam suas vidas sob o amparo, a assistência que o centro espírita pode dar. E eu lembrava também, Vanessa, da importância do amor no ambiente doméstico. Eu lembro de um professor que já é desencarnado, mas nos anos 80, 90 ele ficou conhecido mundialmente, que é o Léo Buscaglia. Escreveu uma obra sobre amor, entre várias outras, e ele dava um curso na universidade sobre o amor, dada a necessidade do tema. E aí a gente fica pensando qual a importância do amor na educação familiar, na relação dos pais com os filhos. pro desenvolvimento espiritual desses >> essencial. O amor ele é a base, né? Não tem como, por mais desafiador que sejam as relações familiares, o amor tem que ser a base para conseguir tocar aqueles corações, né, daqu daqueles familiares, principalmente quando se tem crianças e jovens, né? O amor ele nos transforma. Digo isso de experiência própria, porque todos nós, uma mesma família, apesar de sermos a mesma família, da mesma consanguinidade, somos espíritos singulares, cada um com as suas particularidades, né? E assim, quando a gente tem essa consciência de que o o nosso filho não é igual a gente, de que ele não é uma uma cópia, né? Pode ter algumas semelhanças físicas, mas a gente não sabe quem é aquele espírito. Se aquele espírito já não veio como os nossos, algum dos nossos pais ou de repente até mesmo um espírito desconhecido que tá chegando ali e que nós precisamos acolher, né? Da mesma forma que a área da assistência social ali, promoção social, né, Martinha, precisa acolher os irmãos, independente das suas religiões, a gente também precisa, né, acolher aquele espírito, porque a gente não sabe, né, por um lado, é muito bom e a partir daquilo ali fazer uma reconstrução. Quem sabe nós mesmos não fizemos algo para aqueles espíritos que estão
né, acolher aquele espírito, porque a gente não sabe, né, por um lado, é muito bom e a partir daquilo ali fazer uma reconstrução. Quem sabe nós mesmos não fizemos algo para aqueles espíritos que estão chegando, né? Então é o momento de através do amor a gente vir a reparar ou melhorar os laços de afinidade, né? Então o amor ele ele é essencial. >> Muito bom. E não há pedagogia mais excelente que a do amor, né? por exemplo, o impacto de Jesus na vida de todos nós por personificar a própria lei do amor. >> Justamente, >> Rosa, a gente vê às vezes assim nas mídias companheiros que não creem na pluralidade das existências, fazendo uma crítica assim, porque essa coisa que ora a gente renasce num ambiente, ora noutro, numa nação, em outra corporedade, né? Isso talvez afrouchasse os laços de família, porque afinal de contas ah nos afasta da tradição, muda os vínculos, mas o espiritismo tem outra perspectiva. Como é que é isso? >> Isso aí. O espiritismo, no Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 4, item 18, vem nos falar sobre a os laços de família que são mais apertados com a reencarnação. Então nossas durante a nossa inexistência aqui, nós estamos unidos com os familiares que nós temos afinidade. A gente se reúne por afinidade para reparar como nós falamos. Mas isso também é uma afinidade. E e no mundo espiritual, essas famílias continuam se reencontro no mundo dos espíritos. E aquele que desencarna aqui, ele vai ser pros que ficam, ele está indo, pros que estão lá ele está chegando, né? E e as famílias vivem também enquanto famílias no mundo espiritual. Isso. Sabe quem também nos fala de uma forma muito boa? O André Luiz no livro Nosso Lar. Ele nos dá assim um consolo de que a família realmente se reúne depois, porque quando ele chegou no mundo espiritual, ele foi recebido por familiares que que ele havia vivido em outras encarnações. E também depois a sua mãe, que da última encarnação, dona Laura, também vinha ter com ele, mas como ela estava num num plano mais elevado, então ela vinha
e que ele havia vivido em outras encarnações. E também depois a sua mãe, que da última encarnação, dona Laura, também vinha ter com ele, mas como ela estava num num plano mais elevado, então ela vinha visitá-lo e auxiliá-lo. Isso acontece conosco aqui também. Os nossos familiares que estão no mundo espiritual zelam por nós agora aqui através de bons pensamentos, nos intuindo, dando boas ideias, né? Eles cuidam de nós e quando nós estivermos do outro lado, vamos cuidar deles aqui também. Então, a realmente as reencarnações fortalecem os laços de família, porque nós nos reencontramos, nós continuamos. E esse amor que a Vanessa falou muito bem, que que a gente devemos ter dentro da família, nós podemos demonstrar, a gente demonstra assim em coisas pequenas, no bom exemplo que damos pros nossos filhos, no carinho que a gente dá, em apresentar Jesus, como ela falou também. Então, esse amor nós demonstramos em pequenas coisas e continuamos nos amando depois. Muito bom, Marta. A gente falou antes a questão da diversidade religiosa no trabalho da assistência social espírita. E aí vem a próxima pergunta no sentido de pensarmos sobre é possível eh dispor, né, e difundir os valores do evangelho no trabalho da assistência social espírita? >> Mas é lógico que sim. É lógico que sim. né? H, a gente costuma dizer assim, ó, que na APSE a gente faz um trabalho de evangelização dentro da lógica do espiritismo. O que que é o exercício da evangelização, né? E a gente remete para Emanuel lá no Consolador que faz a diferença entre doutrinação e evangelização. Quando ele diz assim: "Olha, doutrinar é falar sobre, tu precisa ter uma boa bagagem teórica, em alguns casos, uma boa memória. que quando a gente não tem, a gente leva uma folhinha, né, ou leva anotado num tablet, enfim, a gente pode expor sobre doutrina, sobre os princípios que a gente defende, mas a gente não necessariamente precisa vivenciá-los, né? Agora, na evangelização a gente precisa vivenciar. E isso diferencia a evangelização espírita de
ina, sobre os princípios que a gente defende, mas a gente não necessariamente precisa vivenciá-los, né? Agora, na evangelização a gente precisa vivenciar. E isso diferencia a evangelização espírita de qualquer evangelização de outro credo, que podem até utilizar a mesma palavra, mas ela não tem o mesmo sentido, porque para nós evangelizar é viver como Jesus vivemos. E assim é um exercício que a gente faz porque perfeito ainda, mas [risadas] chegar a essa perfectibilidade, a gente precisa ainda de muita coisa, né? de um trajeto ainda muito longo, atraçado, mas sim, é é possível, desde que a gente adote essa postura de de alguém que está numa situação também de aprendente, porque nós não estamos numa situação de quem sabe mais, mas de quem tem a oportunidade de ã desenvolver habilidades, atitudes e um comportamento que nos aproxima desses ensinamentos, né? Então, que a gente não fale nessa forma professoral de quem sabe tudo, que tem tudo resolvido na vida, porque não é assim. Então, é possível sim a partir desse olhar de respeito ao outro e entendendo que a escolha do credo é um exercício de livre arbítrio e que se é importante para mim como espírito imortal que decidiu ser espírita, também é importante para ele o espírito imortal que decidiu ter um outro quedo qualquer. A gente vivencia a experiência em Deus e em Jesus de formas diferentes. Para nós, o Deus é um Deus de justiça, de amor, de bondade, que sabe que nós estamos errando, mas entende que vivemos um processo educativo, um processo de construção de conhecimento e que respeita o nosso tempo, né? Para outros, o Deus é um Deus punitivo que escolhe. Olha, esse fica comigo porque é bonzinho, né? Esse atende o que eu demando. Então é um Deus diferente, embora a palavra seja a mesma. A mesma coisa com relação a Jesus, né, que para nós é referência, é o nosso irmão, é o nosso mestre, o nosso guia, quem a gente busca em termo de perfectibilidade. Para outro Jesus se dilui, né? É um profeta. Então essas vivências é importante
para nós é referência, é o nosso irmão, é o nosso mestre, o nosso guia, quem a gente busca em termo de perfectibilidade. Para outro Jesus se dilui, né? É um profeta. Então essas vivências é importante também que a gente troque, que a gente diga: "Olha, é assim que a gente entende, é assim que a gente vivencia, mas sem a proposta de convencer ou converter, né? >> Muito bom! Porque a ideia da doutrina não é fazer prositismo, é apresentar a sua cosmovisão respeitosamente. Mas é justo, ainda que o Estado seja laico, que na proposta do centro espírita se veicule a mensagem espírita, assim como acontece em outros espaços, né? Verdade. E o e eu acho importante quando a gente fala do estado laico, eh, salientar que ele não é um estado sem religião, mas é um estado que respeita todas as religiões. Ele reconhece que o cidadão tem o direito de escolher aquela religião que para ele faz mais sentido, né? E essa característica do estado laico, ele não impede que a gente desenvolva, né, o nosso credo, mas ele garante que todos tenham o direito de exercer o seu cédo de escolha. Vanessa, a gente identifica na nossa sociedade a promoção de alguns valores materialistas que acabam preconizando o afrouxamento dos laços de família, até uma certa desresponsabilização por parte dos pais ou na vida conjugal, muito mais num apelo ao sensualismo, ao afastamento dessa convivência que é educativa. Qual é a importância da família pra formação moral do sujeito? >> A importância da família é que ela é a, já disse, ela é a base, né? Não tem como a gente fugir disso. É necessário ter os bons valores, passar as boas virtudes e ali domar as más inclinações daquela criança, daquele jovem. é auxiliar no seu processo, né, de reconstrução, de educação mesmo, né, de que quando vê que o o seu jovem, sua criança já começa a apresentar comportamentos que a gente sabe que são inadequados, que estão indo por um caminho que não é salutar, né? a gente sabe >> que a família saiba e justamente o seu compromisso, porque é um compromisso
ar comportamentos que a gente sabe que são inadequados, que estão indo por um caminho que não é salutar, né? a gente sabe >> que a família saiba e justamente o seu compromisso, porque é um compromisso muito sério, né? Porque até mesmo o dia que retornarmos para o plano espiritual, seremos perguntados: "O que fizestes os filhos que eu te confiei?", né? Então, é uma grande responsabilidade que a gente tem nesse mundo materialista, onde tem muitas distrações para tirar essas crianças, esses jovens do caminho do bem, do caminho da sua transformação moral, né? Então, a família tem um desafio de apresentar valores, onde na maioria das vezes o mundo apresenta algumas distrações. Então, é, a gente precisa ter muita segurança naquilo que nós estamos passando e sem julgamentos, cada um com as suas escolhas, a gente mostrar que aquilo ele não é o caminho. Lembramos da passagem do evangelho da porta estreita, né? Tem aqueles que escolhem a porta larga, né, achando que podem levar mais pessoas, mas a gente sabe que leva até podem levar mais pessoas, mas não é o melhor caminho. A porta estreita, não conseguimos levar muitas pessoas, mas é o caminho seguro. Então nós quanto família andamos sempre na porta estreita, principalmente quando nós temos filhos, quando nós temos evangelizando, sendo crianças ou jovens. ali naquele momento. É bem o que a Marta disse, a questão da evangelização e da doutrinação, porque a evangelização, tu tem que evangelizar-se primeiro, porque tu tem que servir de referência. Por mais que nós eh tenhamos ali a palavra, né, o a gente sabe que o exemplo que vai arrastar, a gente observa muito, né, quanto educadores, o quanto a criança reproduz o nosso comportamento. E não é diferente do jovem. O jovem vai escolher uma referência, seja na família ou não, mas ele vai escolher. Então, que nós possamos >> ser a referência, >> ser a referência, buscar conhecer a nossa criança, conhecer o nosso jovem para que ele eles possam pensar: "Poxa, eu quero seguir ã eu quero como referência o meu pai ou
ssamos >> ser a referência, >> ser a referência, buscar conhecer a nossa criança, conhecer o nosso jovem para que ele eles possam pensar: "Poxa, eu quero seguir ã eu quero como referência o meu pai ou a minha mãe, né? Porque daí nós vamos ter construído uma base. Quando foge disso é preocupante quando eles escolhem uma outra referência, né? Então, se eles escolherem Jesus, maravilha. A questão é quando eles eles eles vão em busca justamente daquilo que tu falou, né, do materialismo, da questão do sensualismo. Aí preocupa. Então justamente é muito necessário que nós, por mais desafiador que seja o processo educativo, nós precisamos de muito amor, de muita paciência e sempre ali lembrando de Jesus. E muitas vezes na educação, seja nos lares, seja na evangelização, na casa espírita, nós precisamos, né, estar ali naquele caminho, porque a gente sabe que aquele ali é o caminho, que nós vamos lançar as sementes e entregar nas mãos de Deus para que elas rendam bons frutos, né? Eu sempre lembro quando a gente fala desse tema de uma passagem do livro No es Passos da vida terrestre do espírito Camilo, psicografado por Raul Teixeira, em que o benfeitor Camilo, que segundo o próprio médium é o Camilo Flamarion, um dos companheiros de Kardec, né, no trabalho espírita, o Camilo vai dizer o seguinte: a família é um verdadeiro laboratório de sociabilidade transcendental, ou seja, ali que a gente estagia e desenvolve a possibilidade de amar a grande família humana. E um trabalho de amor à grande família humana é a área da família no Santo Espírita, né, Rosa? >> Então, queria que tu falasse um pouco sobre o que que esse trabalho do Centro Espírito, o que que ele pode oferecer e como é que ele auxilia as famílias para que melhore a convivência, aperte o laço de fraternidade e amor que deve uni-las. Isso. Então, eh, conforme tu falaste, nós precisamos primeiro aprender a amar na família para amar na grande sociedade. Então, é isso que a área da família procura fazer. Através dos grupos de evangelização das famílias. é
rme tu falaste, nós precisamos primeiro aprender a amar na família para amar na grande sociedade. Então, é isso que a área da família procura fazer. Através dos grupos de evangelização das famílias. é levado Jesus a esses grupos Jesus e o conhecimento da doutrina espírita, que aí com o conhecimento da doutrina espírita, nós vamos entendendo a a importância de nós estarmos reunidos naquela família, porque estamos juntos, que essa é a nossa família certa, que estamos na família que necessitamos. Nós vamos aprendendo como nós podemos eh resolver os conflitos que existem nas famílias, porque muitas vezes a gente diz: "Mas eu estou na família certa, um nesse lugar onde tantos conflitos, tantos desentendimentos. A minha família não é certa". Mas é, é sim, nós estamos no lugar certo e nós temos que aprender a resolver esses conflitos. Aí é que nós vamos crescer, né? Vamos fazer o nosso crescimento espiritual. Então, a área da família tem esses grupos de evangelização da família que fazem esse trabalho e também orientamos a implantação do evangelho no lar, porque fazer evangelho no lar é abrir as portas do nosso lar para Jesus entrar. Então, é maravilhoso. Eh, a o lar desentendimentos, diminui a as os conflitos. Daí a gente pensa, mas como assim um passe de mágica? Não, não é mágica não. Os conflitos diminuem porque nós vamos nos transformando. Então nós, ao fazermos o evangelho no lar, que a gente convida todos os membros da família, nós vamos ler o Evangelho de Jesus, vamos refletir sobre ele e depois, durante a semana vamos tentar fazer aquilo que a gente leu e refletiu. Então, se nós fizermos isso, nós vamos nos harmonizando dentro da família. E além do que o plano espiritual faz até um uma parede de luz, né, ao redor do nosso lar. Então, nós orientamos a implantação do evangelho no lar, que também existe os grupos eh que trabalhamos com longevidade e maturidade, trabalhamos com grupos de famílias gestante e adotantes e grupos de conjugalidade, aonde os assuntos ali tratados são todos eles eh fundamentados
rupos eh que trabalhamos com longevidade e maturidade, trabalhamos com grupos de famílias gestante e adotantes e grupos de conjugalidade, aonde os assuntos ali tratados são todos eles eh fundamentados na nossa doutrina espírita. E prepara então o nosso trabalhador e nós mesmos e as famílias dos trabalhadores a viverem esse entrelaçamento dos laços, já que somos espíritos imortais. >> E a pessoa que frequenta o centro espírita, mas não trabalha no centro, ela pode frequentar as atividades da área da família? >> Sim, pode e deve. Inclusive trabalhamos, tem o grupo da área da família, que a maioria do centro espírita trabalha em contato direto com a evangelização, também com a área da assistência e promoção social, mas com a evangelização, porque muitos pais quando os filhos estão na evangelização, naquele mesmo horário, o centro proporciona o grupo de evangelização das famílias. >> Isso aí. Então, >> muito bem. Então, nós temos aqui, né, algo que a gente precisa pensar também, né, Marta? >> Hum. >> Eh, de que maneira a atividade da assistência e promoção social espírita no centro espírita pode favorecer a vida daquele que estuda no centro e trabalha no centro? Mas eu vou esticar a pergunta e dizer o seguinte: quando eu era da juventude espírita, que não faz muito tempo, >> foi ontem, né? Não é, foi ontem nós tínhamos por atividades os estudos, os encontros, a música no centro espírita, mas também nós visitávamos o asilo, algum abrigo de crianças que, né, eram necessitadas e vez por outra nos vinculávamos com companheiros que visitavam a casa carcerária da nossa cidade, o hospital e outras coisas mais. Uhum. >> Quando a gente tem tempo, tem que aproveitar. E parece que com as redes sociais a gente tem caído no isolacionismo. Será que o jovem espírita também pode ter um protagonismo junto à área de promoção social espírita? >> Com certeza, né? Com certeza. Sim. É uma força de trabalho que a gente busca, né? E a área da assistência e promoção social espírita é um espaço de estágio
junto à área de promoção social espírita? >> Com certeza, né? Com certeza. Sim. É uma força de trabalho que a gente busca, né? E a área da assistência e promoção social espírita é um espaço de estágio para todo e qualquer trabalhador, né? E e daí eu já faço a relação assim no nosso mundo do trabalho, a gente vai faz um curso de graduação ou só um curso técnico, a gente precisa de um espaço para exercitar essa teoria, né? A mesma coisa no no espiritismo, assim, a gente vai paraa evangelização, recebe uma bagagem de informações, a gente vai pro grupo de estudo, outra bagagem de informações, a gente até tenta exercitar dentro da família, né, Rosinha? às vezes não dá muito certo, mas a gente tenta, se esforça. Só que na APS, na assistência e promoção social espírita, a gente tem a oportunidade de aplicar essa teoria, de tornar ela, né, eh, realidade com um público totalmente diferente, diverso, que vai nos desafiar, porque ele traz outras realidades para além daquela que a gente tá acostumado a conhecer, né? Porque por mais difícil que seja a vida na nossa família, a gente sabe das nossas condições, a gente conhece o outro, né? Agora, quando a gente trabalha com um público externo, a gente nunca sabe quem chega. E as oportunidades de trabalho são muitas também, são muitas as oportunidades que a gente tem de se desenvolver intelecto e moralmente nesse espaço, né? Então ele tanto é um espaço de prática da teoria para o jovem quanto para o adulto. Daí me perguntam assim: "Mas o que que o jovem pode fazer?" De tudo e mais um pouco, né? Porque o jovem ele tem capacidade, por exemplo, para estar recepcionando a família, fazendo um cadastro, nos auxiliando em pesquisas que são interessantes e importantes para que a gente desenvolva o trabalho, né? pode nos auxiliar na articulação com a sociedade, que é uma das tarefas também do trabalhador da APSE, que é articular possibilidades com a sociedade para que a gente realize com o público o atendimento que ele precisa, porque a casa espírita não dá
que é uma das tarefas também do trabalhador da APSE, que é articular possibilidades com a sociedade para que a gente realize com o público o atendimento que ele precisa, porque a casa espírita não dá conta de tudo, ela não tem como fazer tudo, ela tem limitações e a gente precisa aceitar isso, né? Então o jovem de força de trabalho que bem orientado, né, Vinícius, a gente tem que dizer isso assim, conhecendo o espaço que é o Centro Espírita, por ele existe, qual é a sua finalidade, conhecendo o documento orientador da área e entendendo, né, que é uma realidade diferente, que eu preciso estar sensível a ela. Olha, eu vou dizer assim que seria precioso pra gente inclusive ter uma renovação nos modelos de trabalho dentro da assistência, que é algo que a gente vem tá ensionando assim. Por que essa renovação é importante? Porque a gente precisa entender que esses espíritos imortais escolheram estar nessa condição para que nós nos aproximemos de Jesus. Eles nos oferecem a oportunidade de crescimento, mas para que a gente realize esse crescimento, a gente precisa se aproximar dessa realidade, vivenciar essa realidade, né? Para que a gente possa se transformar e a partir disso auxiliar na transformação dos valores sociais também. >> Perfeito, amigas. Nós estamos nos encaminhando pros nossos 5 minutos finais. Se nós pudéssemos, passaríamos mais tempo dialogando, porque não falta conteúdo e a temática é cativante. Mas quando nós começamos aqui a gravar, uma pessoa me mandou um WhatsApp me pedindo indicação de livros espíritas sobre educação familiar, sobre educação dos filhos. Portanto, então a gente vai encerrar aqui de uma maneira um pouquinho diferente. Vou pedir que vocês façam uma indicação de uma obra e digam até o por que tão sugerindo a obra e aí se despedem também dos nossos companheiros, tá? Eu vou reforçar a indicação que eu fiz mais cedo nos Passos da vida terrestre pelo espírito Camilo, psicografado por José Ral Teixeira. É uma obra muito oportuna para que nós pensemos a respeito desse
Eu vou reforçar a indicação que eu fiz mais cedo nos Passos da vida terrestre pelo espírito Camilo, psicografado por José Ral Teixeira. É uma obra muito oportuna para que nós pensemos a respeito desse tema. Vai lá, Vanessa. >> Eu indico sublime sementeira porque ali as mensagens de diversos espíritos, companheiros, né, eles trazem bastante assunto sobre a questão da educação da importância da família na educação desses espíritos, né, seja da criança ou seja do jovem. Uhum. >> E então eu acho que ele é uma obra muito rica e a gente tá aí, né, na sublime sementeira, lançando as sementes em diversos corações, começando no nosso lar e nos estendendo para os nossos trabalhos de evangelização. Então essa é a indicação que eu faço, né, ã, para diante aí dessa tua solicitação que foi feita. Então eu acho que sublime sementeira ali é uma é uma boa referência nesse momento. E o evangelho, né? Sim. sempre o evangelho sendo o nosso guia ali, o nosso nosso guia seguro para seguirmos em frente. >> Então, Rosa, >> e eu indicaria SOS Família da Joana de Angeles pelo psicografia do Divaldo, porque ali ela nos fala sobre o amor que nós comentamos tanto aqui, a necessidade da nossa transformação, a nossa dentro da família e não querer transformar o outro. Nós precisamos fazer a nossa transformação, mas temos muito a mania de querer que o outro se modifique. Então nós encontramos ali bastante subsídios. E tem também o livro que eu da família agora não lembro o nome todo do Iraci também é outro livro muito bom do nosso Iraci. Verdade. >> É ele para a família. Já me >> do Já doe ele aqui. Vamos passar pra indicação da Marta que a gente chega nele, >> tá? Para para ele ter tempo de procura, eu vou indicar dois livros. Olha só que eu sou meio rebelde também e ele me conhece assim. Nós temos um livro muito importante que a gente procura estudar e que é o conviver para amar e servir, porque ele traz uma proposta de metodologia de trabalho dentro da PSE, que é uma metodologia que ã promove
um livro muito importante que a gente procura estudar e que é o conviver para amar e servir, porque ele traz uma proposta de metodologia de trabalho dentro da PSE, que é uma metodologia que ã promove a relação com o outro de uma forma diferente, assim, olhando ã para o futuro dele como um espírito imortal, com capacidade de refazimento, né? Então esse livro para nós é uma obra muito importante, mas tem um outro que para nós é cativante e assim, ó, não é porque a gente tá do lado dele, né? Mas é o livro do Vinícius, Linguagem do Coração. >> E por que que a gente anota adotou assim ele também, né, quando a gente estudou e ele começa falando das violências, né, das muitas violências que a gente tem no contexto social, mas também às vezes no contexto de família que a gente se pratica assim. E ele apresenta duas ferramentas para que a gente reverta essa situação. Uma delas é ele fala da comunicação não violenta, né? Eu vou trazer só duas, tem mais. E a outra que também para nós é muito importante, que é a questão da justiça restaurativa, porque ela fala de um processo educativo que é importante para todos nós, né? Da da possibilidade da gente se revisitar e olhar para o outro de uma outra maneira, né? como aquele espírito imortal em condições de se reestruturar diante da vida. E muitas vezes a gente criminaliza as pessoas pela situação em que elas se encontram, independente do que tenham feito na vida, né? Então ele traz essa visão assim que para mim foi determinante assim. A esses dois livros para nós são muito importantes. >> Muito bem. Essa nossa obra Linguagem do coração é publicada pela editora Francisco Espinelli, editora da FGS. Ferges, editora e também o livro do nosso Iraci é a família jornada de libertação, também publicado pela Ferges editora. Meus amigos, minhas amigas, foi uma alegria estar com vocês aqui. Esperamos que os que acompanhem esse podcast possam tirar o melhor proveito possível e passe adiante essa mensagem da família e os laços imortais. Muita
s amigas, foi uma alegria estar com vocês aqui. Esperamos que os que acompanhem esse podcast possam tirar o melhor proveito possível e passe adiante essa mensagem da família e os laços imortais. Muita paz a todos.
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