Sexta-feira Literária | O Livro dos Espíritos | com Vinícius Lousada
Estruturado em quatro partes, contendo mil e dezenove perguntas, ele é o marco inicial da Doutrina que trouxe uma profunda repercussão no pensamento e na visão de vida de considerável parcela da humanidade, desde 1857, ano da primeira edição francesa. O Livro dos Espíritos, primeira das cinco obras fundamentais que compõem a codificação do Espiritismo será tema da Sexta-feira Literária de abril. Para o bate-papo, o programa da Federação Espírita do RS, que une literatura e Espiritismo, recebe Vinícius Lousada, Vice-presidente de Doutrinário da Fergs, colaborador do Centro Espírita Léon Denis de Porto Alegre/RS, palestrante e escritor espírita. O programa será transmitido no dia 25 de abril, às 22 horas. Assista ao programa pela FergsPlay, no Facebook da Fergs e pela Fergs Rádio em www.radio.fergs.org.br. Baixe gratuitamente o aplicativo nas lojas Apple Store e Play Store.
Você já imaginou caminhar junto a Jesus? Percorrer as estradas naturais da Galileia com sua presença amorosa e amiga? A Ferges, editora, apresenta uma obra para quem está com saudades da Companhia do Divino Mestre. Felipe Mascarenhas e Vinícius Lousada convidam você para trilhar as paisagens que atravessam o tempo e o espaço para se abrirem ante nossa percepção na atualidade. Cada capítulo é qual se fora uma fotografia em que são registradas vibrações do coração ao contemplar a beleza de um versículo evangélico sob as claridades do espiritismo. São reflexões despretenciosas, tão singelas quanto a florzita do campo, que nos servirão para lembrar de Jesus, pensar em Jesus, falar em Jesus e caminhar ao reencontro com o Mestre. Este livro você encontra nas melhores livrarias espíritas do Brasil. Olá, amigos. Boa noite, nossos internautas. Sejam todos bem-vindos, né? Boa noite ou bom dia ou boa tarde, depende da hora que você assiste esse vídeo, que você acessa esse conteúdo. Sintam-se todos abraçados e bem-vindos à nossa sexta literária, né, um programa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. E hoje nós temos um momento especial e em comemoração ao mês de abril, eh ao aniversário do Livro dos Espíritos, que é no dia 18 de abril, eh o Dia Mundial do Livro, que é dia 23 de abril, o aniversário da nossa Ferges livraria, que também ocorre nesse mês, no mesmo dia 18. Em função disso tudo, hoje a gente vai ter uma cesta literária especial falando de O Livro dos Espíritos, a obra Basilar da doutrina espírita. E eu tenho alegria de dividir a bancada. Para quem não me conhece, eu sou Gustavo Roman, voluntário da Associação Espírita Teresa Dávila de Porto Alegre e eu divido a bancada com os meus queridos amigos Vinícius Lousada e Adriana Pisuti. Vinícius Lousada é vice-presidente doutrinário da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, será o nosso entrevistado dessa noite e Adriana Pisudi, a nossa vice-presidente administrativa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Eu vou passar a
o da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, será o nosso entrevistado dessa noite e Adriana Pisudi, a nossa vice-presidente administrativa da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Eu vou passar a palavra pro Vinícius, depois paraa Adriana para suas saudações iniciais. Então, boa noite, Gustavo, boa noite, Adriana, nosso Rafael que está no backstage e aos queridos amigos que nos acompanham nesse momento para essa reflexão celebrativa em torno de O livro dos Espíritos, obra magna da codificação, como bel lembrou a nossa irmã Adriana no momento da prece aqui nos bastidores, uma obra que é um divisor de águas em nossas vidas, que seríamos nós sem o livro dos espíritos. Então, que nós possamos ter uma reflexão bem pertinente ao nosso crescimento espiritual com alegria no coração e paz de espírito. Muito bem, boa noite a todos que estão nos acompanhando nesse programa da sexta-feira literária. Gustavo Vinícius, que alegria dividir a bancada com vocês, amigos tão queridos e a quem eu admiro tanto. Então, hoje, de fato, é uma noite especial. Eu trago meu coração muito feliz também por tratar desse livro que sim, né, mudou o rumo da minha existência e eu acredito que tenha feito o mesmo com muitos que estão nos acompanhando nessa noite. Então nós temos aí um período curtinho para tratar de de um livro tão grande, né, tão importante. Vamos tentar aproveitar o melhor possível. Já vou fazer a primeira pergunta pro nosso convidado, né, Vini? Eh, Vinícius, então, pra gente iniciar assim a conversa essa noite, eh, vamos voltar um pouquinho lá ao período em que Kardec foi convidado a observar aquele fenômeno que acontecia nos salões de Paris, né, para ter uma uma volta na história, assim, o fenômeno das mesas girantes e e considerando tudo aquilo que decorreu disso, eh, a gente gostaria que tu nos falasse sobre a toda essa história, né, os aspectos históricos que que envolveram a elaboração do livro dos espiros, como é que Kardec fez, como é que como é que se deram aqueles acontecimentos até que que nós tivemos a
a essa história, né, os aspectos históricos que que envolveram a elaboração do livro dos espiros, como é que Kardec fez, como é que como é que se deram aqueles acontecimentos até que que nós tivemos a primeira edição do livro? Tá certo? É muito interessante a gente observar que os biógrafos de Kardec procuraram, né, Henry Sou e outros procuraram trazer alguns aspectos desses momentos e que à luz da história a narrativa pode mudar um pouco, porque houve um momento que se tinha acesso a certos documentos históricos e momentos anteriores que não se tinha, né? Atualmente, por exemplo, há uma pesquisa muito interessante do Carlos VI Espíritos sobre investigação, publicada pelo Centro de Documentação e Pesquisa Espírita Eduardo Carvalho Monteiro, lá de São Paulo, uma entidade muito ligada à união da Sociedade Espírita do Estado de São Paulo. E por exemplo, ele vai trazer questões assim que vão nos permitir enxergar um pouco sem os mitos. Mas o que nós podemos encontrar a partir dos fatos históricos, não é? É que Kardec já em 1854 ouve falar das mesas girantes. E nós estamos falando de um homem que tinha uma formação científica positivista, portanto rigorosa, membro de algumas sociedades científicas. Eu, alguns companheiros talvez imaginem assim um pouco de entusiasmo da minha parte, mas eu utilizaria assim uma expressão do historiador Peter Burk. Kardec era um políata. Ele era alguém que dominava várias áreas do conhecimento. Sim. E ele vai ouvir falar desses fenômenos e vai assumir a postura que naturalmente era guardada de um homem à sua época dedicado à ciências e à educação como discípulo de Pestalose. Ele foi cético com isso. Mas de 1854 a 1857 ele acompanhou os fenômenos espíritas em várias reuniões familiares. E é interessante isso porque o ceticismo ele não é uma negação fanática de determinado fenômeno, é uma postura que estabelece a dúvida, não é a negação como quem imagina que detém a verdade e o assunto está encerrado. ele realmente suspeitava da possibilidade
ção fanática de determinado fenômeno, é uma postura que estabelece a dúvida, não é a negação como quem imagina que detém a verdade e o assunto está encerrado. ele realmente suspeitava da possibilidade das mesas falarem, mas vai observar os fenômenos e ali ele encontra, como a gente vai ver nas suas anotações, obras póstimas, por exemplo, ele encontra algo muito além do que era a distração nos salões parisienses na Europa e já anteriormente na própria América. Não se tratava simplesmente de se estabelecer um diálogo com os espíritos sobre questões pequenas do cotidiano. Ele encontrava ali chave a questões profundas da filosofia, a soluções de problemas da humanidade e como um excelente pesquisador e naturalmente o missionário que organizou a sua reencarnação sob a do espírito verdade para essa tarefa que ele se preparou. Ele começa a sistematizar as respostas que os espíritos apresentam, a estabelecer outras questões. E nós vamos ver um trabalho meticuloso de entrega total à produção da primeira edição de O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, o ápice do seu lançamento. E vamos ter então a lume essa mensagem do consolador que é capaz de enfrentar a ciência, as questões contemporâneas em todas as épocas, porque preconiza a fé raciocinada. É importante a gente lembrar que o trabalho de Kardecou romanticamente o Canuto de Abreu, de um mero secretário dos espíritos, mas sim de um pesquisador, e eu gosto de uma expressão do Herculano Pires, Adriana, que é de colaboração interesistencial. Esse trabalho em que Kardecara aos espíritos da falange do Consolador, membro que é dessa grande equipe espiritual, para que o conhecimento dessas verdades imortais nos chegasse num pensamento muito lógico, racional, profundo e sensível, nos convocando naturalmente a uma ética, que é a ética do Cristo como caminho de libertação espiritual. Poxa, que bacana. Obrigada, Vine. A gente fica escutando assim, vou pensando como é bom tratar desse livro, né? Como é bom a gente relembrar, relembrar
do Cristo como caminho de libertação espiritual. Poxa, que bacana. Obrigada, Vine. A gente fica escutando assim, vou pensando como é bom tratar desse livro, né? Como é bom a gente relembrar, relembrar Kardec, a maneira como ele tratou da questão, a maneira como ele foi sério, né? Eh, que bom. Obrigada, V. Muito obrigada. A gente tá observando aqui os nossos amigos eh no chat aqui. Eu tô vendo a Nelise, a Cleusa, Priscila, Marlise, a Dorli, eh o Delmar, Talarico, Cristina V, Eliamara. A gente tá vendo os nossos amigos aqui presentes aqui. Pessoal pode ir colocando a cidade que tá participando pra gente ver os todos os rincões aqui do Rio Grande do Sul. aproveitar que o nosso programa é ao vivo paraa gente fazer alguma interação com os amigos que estão aqui. Sejam todos muito bem-vindos. Eh, Vinícius, a gente tava te ouvindo falar e realmente não há não há como eh deixar de avaliar que Kardec fazia parte dessa playad, né, que tinha trabalho de ponta de materializar essa essa tarefa tão planejada que tu já colocou a questão histórica aí do ponto de vista do impacto paraa humanidade, da evolução espiritual, né? A gente logo no início, a gente, tu já citou a prece da Adriana, né? Um marco para pra humanidade, né? Como é que a gente pode avaliar este impacto na evolução espiritual da humanidade? Allan Kardec, ele vai compreender, expressa isso na produção da revista espírita, que a força do Espiritismo está na sua filosofia. Isso é algo que a gente precisa tirar um tempinho assim com o chimarrão e pensar a respeito, porque às vezes nós podemos imaginar, por conta das heranças religiosas do passado, que a força do Espiritismo esteja mais em aspectos fenomênicos, né, em aquilo que a gente possa imaginar que seja extraordinário, mas que de fato o espiritismo tira o aspecto extraordinário, porque não há milagres na natureza, que aliás Kardec chegou chegou a ser indagado se o Espiritismo era uma verdade divina, onde é que estavam os milagres do Espiritismo? E ele aponta para os
rdinário, porque não há milagres na natureza, que aliás Kardec chegou chegou a ser indagado se o Espiritismo era uma verdade divina, onde é que estavam os milagres do Espiritismo? E ele aponta para os milagres de transformação moral que ele acaba provocando naquele que se torna adepto consciente dessa doutrina. Mas quando nós vamos assim visitar as páginas do livro dos espíritos e vamos a Prolegômenos, aquela página coletiva da espiritualidade que conduz o trabalho de O Livro dos Espíritos, nós vamos ver os benfeitores lembrando que aquela obra é dos espíritos superiores, construída sobre a sua supervisão. E o seu propósito era esclarecer-nos a partir de uma filosofia racional e contribuir com a regeneração da humanidade. É os tempos preditos pela providência divina para que nós pudéssemos tirar o véu sobre a realidade espiritual da criatura humana e passarmos a nos conscientizar dela. dito de outra forma, o livro dos espíritos nos convoca a termos consciência da nossa própria imortalidade. Isso é uma mudança de paradigma. É como se tirasse uma viseira dos nossos olhos. Porque de maneira geral, por conta do quanto os sentidos físicos e a matéria nos afeta, nós olhamos a vida numa dinâmica imediatista. Ousando uma expressão muito sábia do espírito André Luiz, a gente enxerga na perspectiva do terra a terra. É muito curioso isso, porque nós mesmos espíritas às vezes nos assustamos conosco. A gente se olha no espelho e diz: "O que que tá vendo comigo?" Tô esquecendo de algum aspecto que é o ponto de vista que se refere ao evangelho, ponto de vista da vida futura que o espiritismo apresenta. Se nós prestarmos a devida atenção, muda tudo. muda a razão das nossas existências, nos conecta com essa finalidade existencial de progressão ininterrupta do espírito através da autoeducação, do desenvolvimento da inteligência, do aprimoramento dos sentimentos na nossa educação moral. Então, o livro dos espíritos tem uma importância fundamental, ainda não reconhecida pela humanidade na sua
do desenvolvimento da inteligência, do aprimoramento dos sentimentos na nossa educação moral. Então, o livro dos espíritos tem uma importância fundamental, ainda não reconhecida pela humanidade na sua totalidade. E a gente não tem aqui anseios proselitistas e não quer que as pessoas se convertam ao espiritismo. Mas o fato é que como uma filosofia transcendente, como ele se apresenta e que dialoga com vários ramos do conhecimento humano, ele tem um potencial tremendo para espiritualizar no diálogo com esses campos de conhecimento, essas matérias, as pessoas e a forma com que elas lidam com a própria existência. É interessante que qualquer pessoa sensata, ainda que não queira aderir ao espiritismo como uma religião pessoal ou como filosofia de vida, se ler o livro dos espíritos, vai encontrar princípios que não são invenção dos espíritos com Kardec, mas são princípios de sabedoria que a humanidade sempre recolheu a partir da inspiração da espiritualidade superior. e muitas vezes mesclados com as sombras interiores, com as deficiências dos seus reveladores, como o orvalho cristalino, que quando cai a terra se enlameia. Mas nós vamos encontrar na história da humanidade os mesmos princípios apresentados pelos espíritos. Mas então, qual é a novidade, né? Então, para que o livro dos espíritos? justamente porque ele sistematiza esse conglomerado colossal de saberes imortais, coloca à disposição dos anseios de bom senso, de racionalidade científica, de desejo de libertação, de dogmatismo já presente no século XIX e que nos acompanha até hoje. O ser humano anseia por liberdade de pensar, por liberdade de crer, por evoluir com autonomia, liberto daquelas peias do passado religioso, em que nós criamos estruturas e dogmas que se tornaram pedras de tropeço na evolução das criaturas. Então, o livro dos espíritos, ao nos descortinar, essa filosofia imortal que traduz as leis divinas do ponto de vista espiritual, tem uma grande importância, porque nos conscientiza da nossa natureza e nos dá clareza do objetivo da
o nos descortinar, essa filosofia imortal que traduz as leis divinas do ponto de vista espiritual, tem uma grande importância, porque nos conscientiza da nossa natureza e nos dá clareza do objetivo da nossa reencarnação e do nosso lugar no cosmos e na história espiritual de todos nós. Nós aqui estamos para crescer, evoluir, somar-nos ao bem e modificarmos a realidade que nos encontramos a partir da transformação de nós mesmos. Todos sonhamos com paz na terra. A paz na terra só será possível quando nós a edificarmos por dentro. Mas é, Gustavo e Adriana, certamente um valor fundamental a ser descoberto quando esse tesouro for descoberto pelas criaturas, tanto quanto ele merece a nossa atenção. Muito bom, muito bom. a gente fica eh refletindo, né, a respeito da do tamanho desse tesouro, né, e de quanto a gente faz eh para divulgá-lo, né, Vinícius, que é a nossa é o nosso grãozinho de areia hoje à noite é esse, né? Mais uma divulgação sobre o livro dos espíritos, né? Mas o quanto mais a gente deve fazer a respeito dessa doutrina, né? Emanuel já disse que era a verdadeira caridade divulgar a doutrina espírita, né? E a gente tem esse tesouro na mão, a gente enxerga esse tesouro, ele nos transforma e a gente ainda não consegue eh levar ele a tantos corações quantos a gente gostaria de alcançar, né? Adriana, vamos lá. A gente fica escutando, né? eh qualquer um dos livros, né, da da codificação, eu sempre quando eu eu me debruto sobre algum texto, eu penso: "Ai, mas como seria bom eh como Pin diz, nem todo mundo que vai ter contato com a mensagem vai transformar em espírita, né? Não necessariamente, mas qualquer texto dos livros em sendo estudado ou lido por alguém, ainda que não espírita poderá causar alguma transformação na base das suas crenças, né? O a Gênese, eu lembro quando eu li pela primeira vez, eu pensava como eu queria que os cientistas lessem isso aqui, né? Quem sabe se iria clarear alguma coisinha, ajudar eles em algum aspecto, né? Mas eh vamos adiante, Vi. Eh, nós sabemos que o
eira vez, eu pensava como eu queria que os cientistas lessem isso aqui, né? Quem sabe se iria clarear alguma coisinha, ajudar eles em algum aspecto, né? Mas eh vamos adiante, Vi. Eh, nós sabemos que o livro dos espíritos, esse livro que nós estamos hoje eh estudando e conversando, ele possui uma estrutura didática, né, eh bem estruturada, uma estrutura lógica, né, com essa divisão em quatro partes que depois vão ser desenvolvidas nas obras subsequentes. Tudo muito bem pensado por Allan Kardec, obviamente sobre eh os cuidados e a orientação superior. Então, que que eu gostaria assim de saber que tá todo mundo vai poder te acompanhar e eu acredito que vai ser bastante útil também se a gente considerar essa estrutura, considerar o conteúdo em si do livro, na tua opinião, de que maneira o estudo dessa obra contribui também paraa compreensão dos evangelhos, do evangelho de Jesus, paraas lições imortais de Jesus. De que maneira a gente pode eh dizer que a contribuição é de tal forma, eh o estudo eh nos nos clareia tais pontos e esses pontos acabam nos auxiliando na interpretação dos textos evangélicos. Vamos lá. Muito bom, amiga. É o seguinte, a gente quando a gente falava da importância paraa humanidade antes, a gente tem que lembrar que o livro dos espíritos traz uma verdadeira revolução do ponto de vista religioso, pelo convite que faz a uma educação, vou usar uma expressão do nosso irmão Cícero Marcos Teixeira, de educação anímico consciencial, né? Ou seja, ele nos coloca em nossas mãos uma responsabilidade. Quando Kardec pergunta aos guias da humanidade, onde está escrita a lei de Deus? Os espíritos dizem: "Na consciência". Não é no livro sagrado. Essa resposta certamente ela está no cerne de toda aquele período de luta que Kardec atravessou na apresentação do espiritismo à sociedade da sua época a partir das obras. Eu tava me lembrando aqui, por exemplo, né, que lá em 1861, no 9 de outubro, nós tivemos o Alto de Fé Barcelona. As obras de Kardec foram queimadas em
ismo à sociedade da sua época a partir das obras. Eu tava me lembrando aqui, por exemplo, né, que lá em 1861, no 9 de outubro, nós tivemos o Alto de Fé Barcelona. As obras de Kardec foram queimadas em praça pública na Espanha, entre elas o livro dos espíritos, porque de fato ainda havia alguma presença de uma visão dogmática no campo religioso. E uma doutrina que propõe livre exame dizendo que a lei de Deus está na consciência, ela balança as estruturas. Se ainda hoje a gente vê no campo da fé, nas diversas proposições todas respeitáveis, mas ainda nós temos ecos desse passado, da negação, da reflexão, do raciocínio, do bom senso. Ainda há pessoas que preconizam fanatismo para os seus adeptos ou correligionários. Coisa que o espiritismo, imagina em 1857, dá um golpe de misericórdia quando propõe: "Olha, a proposta é de raciocínio, de reflexão e a lei de Deus tá na consciência. Cada cabe a cada qual investigar a própria consciência e viver consoante a lei de Deus, né? nos liberta de alguns companheiros autodeclarados, representantes da lei, nos liberta de instituições que nós mesmos criamos e que às vezes nos encarceraram, atrasaram o nosso progresso em alguma medida, como também contribuíram com muitas aprendizagens que nós tivemos nas reencarnações passadas. Aí quando a gente visita ainda a história e vai em 1864, no 20 de abril, nós temos as obras de Kardec levadas no índex librarium proibitório. Meu latim não anda muito bom, não sei se assim que se diz, mas o índice de livros proibidos da igreja à época. Imagine, né, a obra proibida. Os espíritos recomendaram a Kardec tanto no episódio de Barcelona quanto esse episódio do Inx index que ele não reagisse porque aquela proibição era a melhor propaganda que se fazia ao espiritismo em um momento que o ser humano queria saber, em que os homens e as mulheres procuravam alguma emancipação no âmbito do cultivo da experiência religiosa. Então, quando a gente vai olhar para os evangelhos, pra mensagem de Jesus, o Espiritismo tem um
que os homens e as mulheres procuravam alguma emancipação no âmbito do cultivo da experiência religiosa. Então, quando a gente vai olhar para os evangelhos, pra mensagem de Jesus, o Espiritismo tem um papel de desantranhar, de extrair essa pedra preciosa que é a essência moral do ensino de Jesus, da rocha que nós edificamos nas diversas expressões religiosas. Nós colocamos muitos adereços, sistemas particulares, criamos muito dogmas em torno da mensagem pura e simples do evangelho, profundamente libertadora e transformadora de nós mesmos e da realidade. De tal sorte que muitas vezes quando alguém se dedica a prestar atenção no que é essencial nos ensinos e nas parábolas de Jesus, em qualquer ambiente religioso, vai reconhecer que não raro a sua prática religiosa precisa ser conformada ao que ensina Jesus e não ao contrário, como nós fizemos no passado, onde adequamos a mensagem a interesses limitados da nossa incapacidade de amar e de viver conforme a lei divina. Quando nós olhamos a terceira parte do livro dos espíritos, é impressionante. Primeiro que como Kardec em nenhum momento abre mão da moral de Jesus, de tal sorte que em qualquer referência à consciência moral, à ética, está presente os ensinos morais de Jesus, conforme apresentar os espíritos superiores. O espiritismo e o evangelho, ele chega a dizer isso na introdução do Evangelho Segundo o Espiritismo, ensinam a mesma coisa do ponto de vista moral. E aí na terceira parte do livro dos espíritos, nas leis morais, o que que nós vamos ver senão? a aplicação das leis ensinadas pelo Cristo, mas apresentadas a à época dele no nível de entendimento que nós éramos capazes de compreender. e com o advento do espiritismo, com a revolução científica, com as revolução industrial anteriormente, com o anseio de racionalidade de pensamento livre, nós vamos ter a aplicação nas leis morais, das lições de Jesus a todas as circunstâncias da vida, de tal sorte que depois a gente vai ver o desdobramento dessa terceira parte do livro dos
mento livre, nós vamos ter a aplicação nas leis morais, das lições de Jesus a todas as circunstâncias da vida, de tal sorte que depois a gente vai ver o desdobramento dessa terceira parte do livro dos espíritos em o Evangelho segundo o Espiritismo, aliás, o nosso código de conduta muito bem elaborado por Allan Kardec. Agora, no livro dos espíritos, na questão 625, essa relação entre espiritismo e evangelho fica muito mais clara, talvez seja a resposta mais curta que os espíritos dão no livro dos espíritos. né? Kardec pergunta aos benfeitores espirituais: "Qual o modelo, qual o ser mais perfeito que Deus ofereceu à humanidade para servir de guia modelo?" E nós sabemos até de cor, né? Jesus. E a pergunta é de uma profundidade, Adriana e Gustavo, que às vezes assim a gente fica, meu Deus, eu preciso pensar mais sobre isso? Mas é pensar trazendo pensamento para iluminar o coração. Não é só para exercitar a sinapses, mas é para iluminar a alma. Porque ter Jesus como guia revela um pressuposto, deixar com que ele nos conduza. Nós precisamos colocar-nos ao lado do mestre e caminhar com ele do ponto de vista das nossas escolhas morais. Ter Jesus por guia diz respeito a ouvir os seus ensinamentos. e desafiar-nos, porque o homem velho não é uma figurinha fácil, desafiar-nos a viver esses postulados nas circunstâncias mais ocultas da existência. Nós vivemos uma sociedade do espetáculo. As redes sociais criaram os homens e mulheres instagramáveis. Nós somos levados a uma cultura de performance o tempo todo e de muita falsidade também. E nos cabe nós que encontramos Jesus no Espiritismo, que tivemos nossas encarnações patrocinadas pelos benfeitores e uma programação que em algum momento de dor ou de anseio de esclarecimento nós encontraremos essa mensagem luminosa. Nós carecemos sim de fazer um estudo de consciência periódico e observar nos tópicos apresentados por Jesus o que de coerência nós temos construído, o quanto nós ainda precisamos avançar, o quanto nós já avançamos nessa jornada evolutiva para
nsciência periódico e observar nos tópicos apresentados por Jesus o que de coerência nós temos construído, o quanto nós ainda precisamos avançar, o quanto nós já avançamos nessa jornada evolutiva para praticar o que ele nos ensina. Tem uma passagem, agora não vou lembrar o versículo, mas em que ele chega a perguntar aos discípulos: "Se vós sois meus amigos, por que não fazeis o que vos digo?" Isso é forte, né? Ou seja, se vocês me acompanham, por que que vocês não estão querendo fazer o que eu tô propondo? Cabe a reflexão a nós, os espíritas, os novos cristãos, para que o evangelho passe do nosso cérebro ao nosso coração e se estenda na vida pelas nossas atitudes. Mas isso até agora a gente só falou de Jesus como guia. Aí vem a ideia de modelo, tipo mais perfeito. Modelo. Se a gente pensar num símbolo perfeito, se a gente pensar num ícone representativo de perfeita harmonia, como diz Joana de Angeles, dessas características da psiquimos e ânima, né? É Jesus, o ser integral. E tê-lo, portanto, por modelo, eh, diz respeito a nós copiarmos na melhor compreensão do termo a sua conduta, como ensina uma música de um religioso, amar como Jesus amou, viver como Jesus viveu. A minha mãe tinha uma estratégia pedagógica para quando a gente tinha as nossas lutas, não é? sabedora que era dos nossos dramas existenciais, das necessidades de renovação moral. E quando nós tivéssemos alguma dúvida quanto às nossas escolhas, que nós nos perguntássemos em prece silenciosa, o que que Jesus faria no nosso lugar? Então, às vezes a gente tá com problema com o vizinho, não é? O salário atrasou, uma enfermidade se aproximou, alguém no trânsito disse um impropério, alguém nos magoou ou a gente acha que magoou porque muitos nossos problemas, eu sempre lembro do Marshall Rosenberg, está no campo da nossa ideação. Muitos nossos conflitos são interpretações nossas. A pessoa falou isso para mim, a pessoa agiu dessa forma porque quis me magoar, me desconsiderou. É o nosso imaginário, né? Porque nós
nossa ideação. Muitos nossos conflitos são interpretações nossas. A pessoa falou isso para mim, a pessoa agiu dessa forma porque quis me magoar, me desconsiderou. É o nosso imaginário, né? Porque nós somos, me perdoe, os psiquiatras e psicólogos que nos acompanham. Adriana também que é da área da saúde, mas como eu sou um simples pedagogo, eu posso errar nesse ponto. Nós somos todos mais ou menos neuróticos e a gente cria complicação na cabeça da gente e depois se surpreende com a leitura equivocada que nós fazemos nas circunstâncias. Mas não interessa tanto se o outro não nos ama, se o outro age mal conosco, se alguém nos desconsiderou. interessa em verdade aquilo que nós fazemos da nossa trajetória espiritual, das nossas escolhas. Então, nesses momentos tão dilemáticos de um período de transição planetária, é muito oportuno. Depois eu fui ler isso também nas obras de Amélia Rodrigues, a orientação que minha mãe nos dava, mas ela não tinha lido a Amélia Rodrigues. Eh, a nos perguntarmos o que Jesus faria no nosso lugar. Com certeza nós vamos mudar a faixa vibratória, vamos nos vincular melhor com os benfeitores espirituais e ainda que errando muitas vezes, mas vamos errar sem a intenção de errar e vamos ir acertando quando o raciocínio for esclarecido, fazendo, tomando atitudes mais coerentes com o exemplo dado pelo Cristo, que é de não violência, de acolhimento, total de respeito profundo à dignidade intrínseca do outro em qualquer circunstância, de não julgamento e de amor sem medida. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Que medida de amor é essa paraa nossa condição evolutiva inferior? É amor sem medida. Porque é o espírito puro que se reembca nos fluidos grosseiros da terra, que não tinha nada o que espiar, que organizou esse lar planetário, como nos ensina Emanuel, como também aprendemos de Leonir em cristianismo e espiritismo. Jesus como governador espiritual da terra vem ter conosco e nos ensinar pela pedagogia do exemplo que o caminho da vivência da lei
nuel, como também aprendemos de Leonir em cristianismo e espiritismo. Jesus como governador espiritual da terra vem ter conosco e nos ensinar pela pedagogia do exemplo que o caminho da vivência da lei divina e da nossa libertação espiritual é do amor que sintetiza toda a lei e que nós diríamos que é onde está a verdadeira religiosidade ou a espiritualidade autêntica, a vivência do amor. Então, é muito importante para o Espiritismo e no livro dos espíritos, essa presença em nossas vidas, esse marco em nossa evolução, Jesus como mestre, guio, como nosso irmão maior. E Kardec chega a dizer no comentário que Kardec não perde oportunidade. Ele vai dizer que Jesus é o tipo de perfeição moral. que o homem e a mulher naturalmente podem aspirar sobre a terra. A sua mensagem, isso é de uma beleza, porque há quem pense que o evangelho é apenas um livro. A sua mensagem é a expressão mais pura da lei de Deus. Se nós quisermos caminhar na cenda do progresso, na direção da lei divina, nós precisamos mirar a nossa atenção ao evangelho. Mas há um detalhe. Sem o conhecimento espírita diante do Evangelho, somos cegos perante uma lâmpada. Não temos o discernimento indispensável para o seu entendimento mais profundo, porque o espiritismo revela o elemento espiritual que muitas vezes falta a diversas expressões do pensamento em torno do Cristo. Minícius, Gustavo e amigos, eu vou ter que rever esse programa algumas vezes para poder ainda refletir muito, né, sobre sobre as tuas colocações, Vinícius, muito obrigada, meu amigo. E e vendo assim você falando, nós fizemos, nós estivemos, né? Então, de fato, estar hoje eh de posse desse conhecimento, né, que hoje tá muito no campo ainda do conhecimento, apenas das ideias e que precisa sair, como você disse, né, passar para o coração e se expressar por meio das nossas atitudes, das nossas mãos, enfim, eh, é uma grande responsabilidade, é uma grande oportunidade e uma grande responsabilidade. Então, eu fico pensando, nós não podemos mais apenas
r por meio das nossas atitudes, das nossas mãos, enfim, eh, é uma grande responsabilidade, é uma grande oportunidade e uma grande responsabilidade. Então, eu fico pensando, nós não podemos mais apenas seguir vivendo. a gente precisa parar alguns momentos e refletir sobre as atitudes, sobre o que a gente tem feito e pensado exatamente como Santo Agostinho mesmo nos nos eh nos orientou, né, nos sugeriu fazer. Isso é fundamental para que a gente possa eh imitar Jesus e e realmente fazer o que ele fal, tá? Obrigada, V. Gustavo, contigo, meu amigo. Eh, a gente fica refletindo a a maestria, né, de de Allan Kardec, de organizar, de codificar e em cada pergunta do livro dos espíritos e resgatando, né, a moral de Jesus, que a partir ali da questão do guia e modelo, como ele vai resgatando isso que depois vai dar origem lá ao Evangelho Segundo Espiritismo, mas a gente vê Que que missão belíssima e como isso foi executado de forma tão tão perfeita que que nos nos legou, né, essa essa condição de extrair, né, de de até hoje servir como ferramenta para extrair eh das lições do mestre, tudo isso que a gente estuda a partir de o livro dos espíritos e das demais obras de Allan Kardec, né, mas Vinícius já tava tava eh falando a respeito da questão contemporânea do nosso momento atual. Tu já tava dando uma introdução no assunto que a gente gostaria de tocar, porque há ainda quem quem diga que Allan Kardec precisa ser atualizado de alguma forma, né? E e a gente queria que tu falasse a respeito disso. a gente vive esse momento de conflitos, um momento de transição, um momento de eh aparências, como tu citou, e fala para nós a respeito destes valores e da atualidade do livro dos espíritos e da resolução que o livro dos espíritos traz para todos nós como ferramenta num caminho de vida, num caminho de felicidade, de tranquilidade. Sabe que Viana de Carvalho escreveu um livro Atualidade do Pensamento Espírita, com perguntas, né, feitas por vários companheiros de ideal e trazidas as respostas pela mediunidade do nosso
nquilidade. Sabe que Viana de Carvalho escreveu um livro Atualidade do Pensamento Espírita, com perguntas, né, feitas por vários companheiros de ideal e trazidas as respostas pela mediunidade do nosso irmão Divaldo Franco. Então imagine se o espírito da qualidade de Viane Carvalho, né, produz uma obra para falar disso, a gente não vai conseguir dar conta, né, porque realmente o espiritismo é um saber transdisciplinar. Ele transcende as áreas de conhecimento e dialoga com todas as áreas sem medo. Mas nós não, né, nós temos nossos limites intelectuais, evolutivos. ee não dá conta disso. A gente pega sim uma nesga de luz do que o esclarecimento espírita nos apresenta. Mas é interessante lembrar, né, Gustavo, que todo autor, isso é muito importante, porque nós somos adeptos da fé raciocinada, todo autor está num ambiente, num contexto histórico cultural. Então, em termos de linguagem, de referências, de estrutura do pensamento filosófico, da roupagem do pensamento, nós temos uma obra que está publicada a partir do século XIX. Ela não perde em atualidade, em termos de conteúdo e não precisa ser alterada. E pelo amor de Deus, né? A gente tem que ter muito cuidado com isso, porque às vezes diz o vernáculo, né, o ditado, aliás, tradutor, traidor, às vezes pessoas querem traduzir, adaptar o texto e desaparece o o texto na sua estrutura original. Não se trata disso. A gente precisa ler Kardec considerando seu contexto, considerando que é um homem, apesar de ser um espírito missionário, mas ali está um homem no contexto europeu e que tinha uma visão das ciências. Mas se a gente caminha para além da roupagem das palavras ou de alguma estrutura, né, de organização do texto e vai naquilo que interessa, investiga a essência dos ensinamentos, é innegável a atualidade do pensamento de Allan Kardec, dos espíritos superiores em o livro dos espíritos. Eu vou dizer algo que alguém já disse. As perguntas são tão inteligentes quanto as respostas. As perguntas são tão atuais quanto as respostas. Às vezes a gente olha, por
ores em o livro dos espíritos. Eu vou dizer algo que alguém já disse. As perguntas são tão inteligentes quanto as respostas. As perguntas são tão atuais quanto as respostas. Às vezes a gente olha, por exemplo, no campo das ciências da religião, ah, talvez determinada questão tivesse ultrapassada. Aí a gente vai ver as experiências diversas no mundo do campo religioso e ver a atualidade do que os espíritos estão dizendo para que o indivíduo se emancipe de uma imaturidade espiritual na relação com o fenômeno religioso. A gente ainda tem fanatismo, a gente ainda tem exploração da fé, a gente tem milagreiros que aparecem em vários contextos do mundo. Os especialistas têm falado na atualidade da teologia do domínio e o espiritismo vai propor as leis morais e apresentar o caminho do amor lecionado por Jesus que liberta, não domina, esclarece, conscientiza, irmana, produz fraternidade. E aí as consequências do espiritismo nesse sentido é olha, não interessa tanto a religião, interessa o bem que tu realizas, porque é fora da caridade que não há salvação. Não muda tudo. É de uma atualidade tremenda. Do ponto de vista filosófico, metafísico, do ponto de vista moral, os ensinamentos ali não tem qualquer ajuste que nos caiba fazer. Talvez, Gustavo e Adriana, nós precisemos nos atualizar para entender melhor o livro dos espíritos. É uma hipótese que eu tenho. Talvez a gente precise estudar um pouquinho mais de filosofia, de religião, de ciência, para enxergar o tesouro que ali está, que Kardec procurou trazer da maneira mais clara possível. Essa era uma característica de Kardec e dos espíritos que com ele trabalharam. a gente vê uma preocupação do pensamento ser claro. Não tem metáforas que produzam uma visão ocultista de determinado ensinamento. Coloca o ensinamento ao alcance de todos. Só que, claro, como disse ele uma vez na revista espírita, o espiritismo quer ser estudado. Não se aprende espiritismo sem estudá-lo. Não se aprende espiritismo sem estudarmos as suas obras fundamentais.
que, claro, como disse ele uma vez na revista espírita, o espiritismo quer ser estudado. Não se aprende espiritismo sem estudá-lo. Não se aprende espiritismo sem estudarmos as suas obras fundamentais. Os programas de estudo são todos excelentes, são atividades sérias conduzidas nos centros espíritas, mas eles não nos liberam da necessidade da leitura pessoal, das anotações, dos nossos registros, do bom uso de um dicionário. Graças a Deus, inventar dicionário, não é? e até de dicionário filosófico, porque a gente se aperta e olha, esse é um conceito que não é um conceito, né, da conversa na rua, do senso comum. Às vezes tá ali um conceito filosófico trabalhado em alguma escola e a gente precisa olhar um dicionário ou pedir ajuda de alguém. Por quê? Porque nós sabemos que o espírito evolui em duas asas, como ensina Emanuel, na inteligência e na moralidade. Nós não podemos ter, meus amigos, vivemos um momento de muitas crises, muitas crises. O Leanderi escreveu um livrinho Educação e Vida Futura. Escreveu um opúsculo assim que foi pro livrinho, uma expressão ruim. Agora me lembrei de uma conversa de alguém com o Mário Quintana. Alguém disse pro Mário Quintana: "Coisa linda esse teu livrinho, adorei teu livrinho". E ele disse: "Eu adorei o teu comentáriozinho diminutivo assim era pejorativo. Não é o caso aqui. Era uma uma um pequeno um livro mesmo de pequeno porte e educação e vida futura. E ali o Leon Deni vai lembrar da nossa crise moral que ele apresenta em outras obras também. uma crise éticooral já naquele período muito bem identificada e fomentada pelo materialismo, pelo nilismo, que vinha de doutrinas as mais variadas, inclusive que adentravam o espaço acadêmico e que afastavam as ciências de qualquer espiritualismo, não é? fechando a porta para as questões da vida espiritual ou da realidade transcendente da criatura. E nós somos herdeiros de um pensamento materialista, apesar de tanta religião na Terra, não é? preconizado no consumismo sem limites, no prazer exagerado, nas posturas
idade transcendente da criatura. E nós somos herdeiros de um pensamento materialista, apesar de tanta religião na Terra, não é? preconizado no consumismo sem limites, no prazer exagerado, nas posturas competitivas em que nós disputamos migalhas transitórias. Nós temos assim as várias dependências. Outro dia conversava com um médico que muito tempo trabalhou com dependência química e eu conversava com ele sobre o problema do alcoolismo, que é o álcool é uma droga que é celebrada na nossa cultura, apesar de fazer tanto mal ao fígado, as condições neurológicas do ser e a produção da dependência. ele alertava: "Olha, hoje a gente precisa falar de dependências, dos nossos excessos que nos escravizam". E aí a gente vai lembrar, por exemplo, das redes sociais, do quanto nós temos nos alienado, consumido conteúdo sem pensar sobre o conteúdo que consome. Esse movimento aqui, ele é muito fácil, né? Tem gente que dorme fazendo isso. E aí se a gente parar para pensar os retratos da leitura, o Gustavo conhece Adante também essa pesquisa que tá relativa à área do livro, não é? Mostra que o brasileiro tá lendo menos. 2024 se lê muito menos do que os anos anteriores. E isso é um problema mundial. Só que não é só a leitura, é todo o benefício que advém dela, porque ela promove aprendizados variados. a sinapses, o hábito de reflexionar, de estruturar o pensamento, de desenvolver essa nossa capacidade de ajuizar as coisas antes de reagir ou de agir. E nós vivemos uma crise de ausência de pensamento reflexivo. A vida é complexa e nós temos adotado pensamentos simplistas, rasos, binários. né? Eu diria que é um grenal na na nossa condição, na vida política, na vida social. E muitas vezes estamos nos embrutecendo e não nos damos conta disso. As paixões assajadas chegam com mais facilidade e são cultivadas nos nossos lares através desses recursos mal utilizados. chamou atenção nesses últimos, nas últimas semanas e mês, aquela série que está no Netflix, Adolescência, que fala da misogenia, da
cultivadas nos nossos lares através desses recursos mal utilizados. chamou atenção nesses últimos, nas últimas semanas e mês, aquela série que está no Netflix, Adolescência, que fala da misogenia, da violência, da deep web, não é? Ou daquela daquele uso internet da internet mais sombrio que a gente não alcança, mas que está aí à disposição de uma moçada. que muitas vezes eh sofre o abandono afetivo dos seus pais, que também estão vidrados nas informações sintetizadas das redes sociais ou nos seus próprios problemas. Uma sociedade hiperconectada de solitários. Olha a solidão, a depressão, os problemas de aprendizagem, transtornos de ordem da aprendizagem, que não são os transtornos naturais do nosso processo evolutivo causados pelo excesso das telas desde a primeira infância, quando criança não deveria, aqui a nossa pediatra vai nos socorrer, criança não deveria ter o acesso e restrito a esse recurso tecnológico, não é pela tecnologia, As pessoas não se dão conta que nós nos lançamos à rua e nos conectamos como somos espíritos, irradiamos o pensamento e captamos os pensamentos irradiados, nos conectamos a uma rede sombria. Se a gente não sabe usar os recursos da internet paraa nossa evolução espiritual. Então são diversas crises. crise ecológica. Olha que convite à consciência, a viver com simplicidade, a reduzir os nossos excessos, a compartilhar existência e respeitar as outras espécies, a entender os ciclos ecológicos com gratidão e nos enxergar como uma parte da teia da vida, como ensinava o cassic Seatol. que nós não tecemos a te da vida, somos apenas um dos seus fios. Que dificuldade do sujeito da nossa matriz étnica compreender que nós somos do ponto de vista biológico e do ponto de vista espiritual como filhos de Deus, parte de uma grande família universal que vive em comensalidade e que partilha a vida e deve considerar a lei de liberdade, os nossos limites, as nossas responsabilidades. para bem viver e conviver com tudo e todos em fraternidade universal. Então, nós vamos ver que o
e partilha a vida e deve considerar a lei de liberdade, os nossos limites, as nossas responsabilidades. para bem viver e conviver com tudo e todos em fraternidade universal. Então, nós vamos ver que o livro dos espíritos tem uma grande contribuição, porque nos alarga o horizonte da consciência espiritual que nos cabe desenvolver. coloca-nos no papel de espíritos imortais reencarnados, construtores da história da humanidade, parte dela, domiciliada na Terra, porque a humanidade não se circunscreve ao nosso pálido e honrado planeta, muitas vezes descuidado da nossa parte. Nós vamos tendo a clareza da nossa pequenez. no concerto universal da vida e vamos ressignificando a nossa existência para mensurar de maneira assim mais reduzida. Isso não é simples, é uma luta diária, o nosso orgulho e o nosso egoísmo. Porque diante da consciência, da cosmovisão que o livro dos espíritos apresenta, não faz sentido o cultivo do orgulho, seja qual for, o orgulho de raça econômico, o orgulho de grupo cultural, de gênero, não é? Nós vemos expressões assim enfermistas na última semana aqui na Páscoa da do feminicídio estribado e egoísmo e orgulho são as grandes chagas da humanidade. A mulher como objeto, a mulher como coisa. Quando Jesus tem uma relação com as mulheres, que os cristãos, se seguimos o Cristo, precisamos prestar mais atenção, é de respeito à dignidade que lhe são próprias. Naquele tempo, as mulheres eram tratadas como animais de carga, como propriedade. E Jesus as trata como irmãs, como deve ser, porque o espírito não tem sexo. que nós, vez por outra alternamos, por exemplo, os grupos éticos, culturais, sociais, com o espaço para preconceito, para xenofobia, para racismo, para homofobia, para esses várias expressões brutais de diminuição do ser humano, quando a luz da reencarnação, nós sabemos que ocupamos diversos papéis, que são, na verdade, experiências reeducativas para nós mesmos, por conta que a reencarnação expressa o amor de Deus por todos nós, nos dando oportunidade de evoluir sempre, sem
pamos diversos papéis, que são, na verdade, experiências reeducativas para nós mesmos, por conta que a reencarnação expressa o amor de Deus por todos nós, nos dando oportunidade de evoluir sempre, sem cessar. Então, o livro dos espíritos nos escortina uma cosmovisão. Deus nos ampare para que estejamos a cada dia um pouco mais próximo de estarmos à altura desse benefício celeste que é o livro dos espíritos em nossas vidas. Muito bom, muito boas reflexões, né? a gente fica pensando na na grandiosidade da obra e na na nossa tarefa de estudá-la e de e de alcançar a profundidade dessa obra, né? Eh, Adriana, a gente tem mais uma questão aí paraa gente encaminhar depois o nosso encerramento. Vinícius depois pode responder para nós e já fazer as suas considerações finais pra gente ir. Senão a gente, se a gente deixar, a gente vai até meia-noite aqui, né? Porque o tema maravilhoso e assunto não falta, né? Mas a gente não vai cansar os nossos internautas e vamos eh ficar dentro daquele horário que a gente previa. A gente vai ficando encantada assim com com o que você traz, né, Vinícius? Eh, mas vamos lá. Eh, Vine, você é um educador, né? Você é educador, você é um estudioso, estudioso, vamos falar aqui, estudioso da doutrina espírita. E e nós estamos aqui entre pessoas que também estudam, né, gostam de livro, leem bastante aqui. Eu tô vendo na o pessoal que tá com a gente aí nos acompanhando, tem vários companheiros, tenho certeza que todos eles gostam de livro, gostam de estudar e conhece livro dos espíritos. V, tivesse que dar uma dica pra gente, eh, uma dica sobre como estudar esse livro de maneira a tirar o melhor proveito dele. Que que tu diria? Assim, uma dica. Vamos lá. Começar pela primeira página, né? Não é ler apresentação, ler introdução. A introdução é um curso de espiritismo. Eu lembro que numa feita eu coordenei um grupo de estudos numa das cidades que eu morei e que nós passamos um ano estudando a introdução de livro dos espíritos. entre conversa muito atenta a cada
smo. Eu lembro que numa feita eu coordenei um grupo de estudos numa das cidades que eu morei e que nós passamos um ano estudando a introdução de livro dos espíritos. entre conversa muito atenta a cada frase, a cada parágrafo, nós precisamos ler Kardec, mas ler Kardec devoção de quem quer compreender as verdades imortais. Nós não estamos aqui propondo naturalmente nenhuma visão dogmática em torno do texto de Kardec, mas não dá para conceber o espiritismo sem Kardec. Não dá para conceber o espiritismo sem o livro dos espíritos. Então eu preciso criar alguma estratégia de fazer uma leitura diária, por exemplo, ler diariamente. Por quê? Porque leitura é hábito e hábito a gente aprende. Kardec chega a dizer: "Educação é o conjunto de hábitos adquiridos, né? essa esse conceito de educação. Então, eu preciso treinar e desenvolver esse hábito. Se todos os dias eu ler uma questão, meditar a respeito, ao cabo de algum tempo, eu vou ter lido o livro todo e, aliás, ler o livro todo, evitar essa prática que às vezes a gente faz lá com o evangelho, mas tem pessoas que acabam fazendo com tudo que é livro. é melhor do que não ler nada, mas evitar essa leitura ao mero acaso nem sempre é o benefício da espiritualidade. Às vezes é a página que fica viciada. E aí eu vou lendo sempre aquele mesmo trecho e não leio o resto todo. Ler as conclusões de Kardec, as conclusões são extraordinárias. Tem o item da conclusão, a gente falava antes dos conflitos existenciais, que vai lembrar muito claro assim pra gente que o espiritismo desperta o nosso sentimento religioso, nos traz resignação, nos ensina a indulgência que é fundamental para que nós possamos conviver uns com os outros. Então, é um texto de uma atualidade que pede a leitura periódica. Se nós pudermos estudar em grupos de estudos no centro espírita, melhor ainda, porque a gente aprende muito ouvindo os outros, ouvindo as dúvidas, trazendo nossas dúvidas também. Ler, procurar compreender, meditar a respeito, mas também praticar. Como diz André Luiz e
hor ainda, porque a gente aprende muito ouvindo os outros, ouvindo as dúvidas, trazendo nossas dúvidas também. Ler, procurar compreender, meditar a respeito, mas também praticar. Como diz André Luiz e Emanuel, naquela obra que fizeram em parceria, estude e viva, né? Nós temos que estudar e viver para que haja um verdadeiro aprendizado. Gratidão, Vinícius, gratidão, Adriana. Eh, gratidão aos irmãos que estão aqui conosco até esse horário, estudando juntos. Eh, a gente fica muito feliz de poder levar essas reflexões, né, eh, de disponibilizá-las, né? Os amigos que estão nos assistindo podem compartilhar no seu centro espírita, nos grupos de estudo, o link do vídeo, para que mais pessoas possam assistir, eh, curtir e compartilhar, a fim de que o algoritmo leve este conhecimento maravilhoso, a divulgação do livro dos espíritos e da doutrina espírita a mais pessoas, né? Hoje a tecnologia também deve levar as boas coisas, né? o belo, o bom para todo mundo, né? Não vamos deixar que a as redes sociais dominem eh os nossos vícios, mas que elejam as nossas virtudes também, né? Então, agradecer muito a Adriana, ao Vinícius, Adriana, as tuas as tuas reflexões finais pra gente poder se despedir e agradecer mesmo, né, pela beleza desses desses minutos que nós passamos aqui bebendo da fonte do vivo de por Vinícius. Muito obrigada, Vinícius, Gustavo, pela parceria aí, a todos que estiveram com a gente aí vibrando pelo programa. Boa noite, pessoal. Até mais. Até a próxima. Tchau. Tchau. Boa noite, pessoal.
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