Palestra Pública online | "Não creais em todos os Espíritos" | com Vinícius Lousada
Meus bem-amados, não creais em qualquer Espírito; experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (João, 1a Epístola, 4:1.) No próximo domingo, 11 de maio, às 17h, a Federação Espírita do RS promove a Palestra Pública online. As reflexões serão conduzidas pelo Vice-Presidente Doutrinário da Fergs, Vinícius Lousada, que abordará o tema "Não creais em todos os Espíritos". 🗓️ As palestras da Fergs acontecem nos segundos domingos de cada mês ao longo de 2025. Programe-se e esteja conosco! 📲 Acompanhe a transmissão ao vivo pelas redes sociais da Fergs e pela Fergs Rádio, em www.radio.fergs.org.br. Baixe gratuitamente o aplicativo na Apple Store e Play Store. #PalestraPública #OEvangelhoSegundoOEspiritismo #FergsRádio
Um tributo à obra que atravessa gerações. Os mensageiros, poesias e crônicas de Maria Elizabeth Barbieri traz uma mensagem que emociona e inspira. Os primeiros 28 capítulos do livro original ganham nova vida em poesias e crônicas que tocam a alma, preparando o espírito para os panoramas mais felizes da vida futura. Mais um lançamento da FERGs Editora, disponível nas principais livrarias espíritas do Brasil. Olá, queridos irmãos. Sejam todos bem-vindos a mais uma palestra pública da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Hoje na companhia destes amigos queridos, o Vinícius e o Velocío, que nos auxiliarão na condução dessa tarefa. E para darmos início à nossa atividade de hoje, convido o nosso amigo Velocino Camargo, hoje aqui como multiplicador da área de comunicação social e espírita, para fazer a leitura de harmonização e a nossa prece de abertura. Muito bem, queridos amigos, Ticiana, Vinícius e todos aqueles que compartilham conosco. Eh, faremos então a leitura do do texto antifalsos profetas. Este texto se encontra no capítulo 22 da obra Religião dos Espíritos, a psicografia de Francisco Cândidos Xavier pelo espírito de Emanuel. Diz então assim o texto: "Acautela-te em atribuir aos falsos profetas o fracasso de teus empreendimentos morais. Recorda que todos somos tentados segundo a espécie de nossas imperfeições. Não despertarás a fome do peixe com uma isca de ouro, nem atrairás a atenção do cavalo com um prato de pérolas, mas sim ofertando-lhes a percepção leve de leve bocado sangrento ou alguma concha de milho. Desse modo, igualmente, todos são induzidos ao erro na pauta de nossa própria estultícia. Dominados de orgulho, cremos naqueles que nos incitam à vaidade e sedentos de posse. Assimilamos as sugestões infelizes de quanto se proponham a explorar-nos a insensatez e a cobiça. É preciso lembrar que todos somos no trage físico ou dele desenfaixados, espíritos a caminho, buscando na luta e na experiência. os fatores da evolução que nos é necessária e que, por isso mesmo, se já
preciso lembrar que todos somos no trage físico ou dele desenfaixados, espíritos a caminho, buscando na luta e na experiência. os fatores da evolução que nos é necessária e que, por isso mesmo, se já somos aprendizes do Cristo, temos a obrigação de buscar-lhe o exemplo, parâmetro ideal de nossa conduta. Não vale assim alegar confiança na palavra de quantos nos sustentam a fantasia com respeito a fictícios valores de que sejamos depositados, no pressuposto de que venham até nós na condição de desencarnados, pois que a morte do corpo é, no fundo, simples mudança de vestimenta, sem afetar, na maioria das circunstâncias, a nossa formação espiritual. Não creiais desse modo em todo o espírito, diz-nos o apóstolo, porquanto semelhante atitude envolveria a crença cega em nossos próprios enganos com a exaltação de reiterados caprichos. Ovido que escuta é irmão da boca que fala. Ilusão admitida é nossa própria ilusão. Apetite ensuflado é apetite que acalentamos. Mentira acreditada é a própria mentira em nós. Crueldade aceita é crueldade que nos pertence. De alguma sorte, somos também a força com a qual entramos em sintonia. Procuremos, pois, o mestre dos mestres como sendo a luz de nosso caminho e cotejando, com as lições dele avisos e informes, mensagens e advertências que nos sejam endereçados desse ou daquele setor de esclarecimento, aprenderemos, sem sombra, que a humildade e o serviço são nossos deveres de cada hora, para que a verdade ade nos ilumine e para que o amor puro nos regenere, preservando-nos por fim do assédio de todo mal. Então, convidamos a todos a que nos sigam na prece inicial desse nosso trabalho. Então, vamos elevar os nossos pensamentos a fim de que o nosso coração também possa estar na esfera daqueles amigos que velam por esta atividade de difusão da doutrina espírita junto à nossa federativa estadual. Que nesse instante todos os lares sejam preenchidos com esta vibração de amor, de paz, de carinho entre irmãos que se encontram para juntos reviverem os
ina espírita junto à nossa federativa estadual. Que nesse instante todos os lares sejam preenchidos com esta vibração de amor, de paz, de carinho entre irmãos que se encontram para juntos reviverem os ensinamentos de Jesus. que o nosso querido irmão Vinícius neste momento conosco e que irá nos conduzir na exposição doutrinária deste evento, pedimos a proteção e o amparo e que todos nós, no final desta atividade possamos sair daqui iluminados e também alimentados em nosso espírito. Desta forma, então, em nome desses assistentes da espiritualidade, daqueles que conduzem a nossa federativa, nós damos então por iniciada a atividade deste momento e que assim possa ser. Então, obrigada, amigo Velocino, pela leitura e pela prece inicial. E hoje nós trataremos o tema da nossa palestra pública, está no no Evangelho Segundo Espiritismo, não criais em todos os espíritos. E para falar sobre esse tema, contamos com a presença do nosso amigo aqui, Vinícius Lousada, que além de ser o trabalhador do Centro Espírita Leão Denir de Porto Alegre, hoje atua como nosso vice-presidente doutrinário da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. É tudo contigo, amigo. Muito obrigado, Ticiana. Muito obrigado, Velocino, pela oportunidade de estarmos juntos. Obrigado ao nosso Cris, que nos acompanha nos bastidores, dando todo o suporte técnico para essa atividade. Abraçamos muito fraternalmente a todos os irmãos, especialmente aqueles que estão nos acompanhando aqui pelos canais da nossa Federação Espírita do Rio Grande do Sul. em mais um estudo em torno do Evangelho Segundo o Espiritismo. Esse livro que é fundamental para o nosso esclarecimento, consolo, mas também para a libertação das nossas consciências de qualquer expressão de dogmatismo. Vamos ao nosso estudo em torno do capítulo 21 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cujo título é: Haverá falsos Cristos e falsos profetas. advertência que nós encontramos na epístola de São João, na sua primeira epístola, capítulo 4, versículo 1, em que Allan Kardec anota o
ritismo, cujo título é: Haverá falsos Cristos e falsos profetas. advertência que nós encontramos na epístola de São João, na sua primeira epístola, capítulo 4, versículo 1, em que Allan Kardec anota o seguinte, registrando o trecho da epístola. Meus bem amados, não creais em qualquer espírito. Experimentais se os espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. E na sequência dessa anotação, desse registro, nós temos o comentário de Kardecinamento dos espíritos superiores sobre o tema. Vejamos a atualidade desse tema. Não creais em todos os espíritos. O espiritismo nos dá ensejo de compreender essa realidade da nossa vida cotidiana. Nós dialogamos com os espíritos e interagimos com eles, porque os espíritos não são mais do que os homens que um dia viveram sobre a terra e que naturalmente estão domiciliados no mundo espiritual. No entanto, nós somos seres que dialogamos com eles pela nossa própria natureza de espíritos que somos. e interagirmos uns com os outros, ainda que possamos desconhecer a vida espiritual, os fenômenos que cercam essa realidade da denominada mediunidade, essa faculdade humana de intercâmbio com os espíritos, ainda que possamos até descrer nos espíritos, o fato é que nós somos seres interexistenciais e interagimos o tempo todo de maneira mais patente, objetiva ou de maneira mais sutil, porque a nossa condição de espíritos nos permite esse intercâmbio. Aliás, Kardec chegou a perguntar aos espíritos na obra magna da codificação, que é o livro dos espíritos, se os espíritos influenciam em nossos pensamentos e atos. E eles responderam ao nobre codificador que sim e muito mais do que nós imaginamos. De ordinário, dizem os benfeitores, são eles que vos dirigem. O que implica na compreensão de que é muito comum a influência dos espíritos em nossa realidade material, de tal forma que muitas vezes, ainda que ignoremos essa realidade, eles nos conduzem nos pensamentos e atos. O que não é nenhuma afronta a doutrina do livre arbítrio. É
os em nossa realidade material, de tal forma que muitas vezes, ainda que ignoremos essa realidade, eles nos conduzem nos pensamentos e atos. O que não é nenhuma afronta a doutrina do livre arbítrio. É essa liberdade de pensar, agir e deliberar quanto as escolhas da vida. Porque essa influência dos espíritos está relacionada ao que os benfeitores chamam e há um destaque muito interessante na obra de André Luiz, especialmente nos domínios da mediunidade psicografada por Chico Xavier. de que a sintonia estabelecida entre nós e os espíritos, essas vinculações se originam na nossa própria natureza moral e nos pensamentos que nós irradiamos, conforme a nossa qualidade moral. E esses pensamentos interferem nos fluidos que nos cercam, dando-lhes uma determinada qualidade, uma determinada característica. que vai compondo a nossa psicosfera espiritual, dando acesso a essas presenças, a essas influências, consoante o que nós realmente somos. Para a realidade espiritual, não há verniz social. Na sociedade nós podemos criar estratégias para não revelar quem realmente somos ou para não ferir suscetibilidades na realidade espiritual. Nós somos o que somos. Ainda que estejamos encarnados, projetamos no ambiente espiritual que nos circunda através da irradiação do nosso pensamento, quem efetivamente nós somos, produzindo sintonia, associação e convivência entre esses dois planos da vida. Então, é muito normal o convívio com os espíritos. Mas o espiritismo nos traz alguma atenção a partir da sua proposta científica quanto a relação que estabelecemos com os desencarnados. Porque o espiritismo, a partir do que Allan Kardec pôde investigar já de início, nos revela que os espíritos não sabem tudo e não são puros pelo simples fato de estarem no mundo espiritual. Cada qual leva para a vida espiritual o que adquiriu do ponto de vista intelectual e moral. E da mesma forma que encontramos na terra reencarnados espíritos, pessoas como nós, que nem sempre tem responsabilidade com a verdade, nem sempre tem
ue adquiriu do ponto de vista intelectual e moral. E da mesma forma que encontramos na terra reencarnados espíritos, pessoas como nós, que nem sempre tem responsabilidade com a verdade, nem sempre tem compromisso ético, que enganam pelo prazer de enganar ou por interesses escusos. Kardec identificou também no mundo espiritual, através das comunicações mediúnicas sob controle e observação, de que há espíritos que apresentam suas próprias ideias, que advogam mentiras, que criam sistemas muito particulares, que não se sustentam na lógica, nem tampouco nos fatos ou nas evidências científicas, mas que por vaidade, o orgulho Portanto, projetam suas opiniões como se fossem verdadeiras escolas filosóficas e almejam produzir adeptos. Daí que a ideia de João, esclarecida pelo Espiritismo, é muito oportuna no tempo que nós vivemos e transcende até a seara espírita. Verificai se são de Deus. Não creais em todos os espíritos. Nós não podemos no intercâmbio em qualquer religião mediúnica, porque não é só o espiritismo que se utiliza da mediunidade na experiência religiosa. Em qualquer experiência religiosa, é preciso prestar atenção no que os espíritos ou que o plano espiritual ou o nome que quisermos darmos a essa realidade transcendente nos apresenta. para que não sejamos enganados dacidamente, para que não sejamos traídos nos bons propósitos, porque a vida espiritual apresenta espíritos em diferentes condições evolutivas. Aliás, Allan Kardec apresenta em o livro dos espíritos, na sua questão 100, um elemento muito importante para que nós possamos lidar com os espíritos. com a devida atenção, com devido cuidado, a fim de não entrarmos em descaminhos no trato com a mediunidade. E referimos aqui naturalmente a à escala espírita. E Kardec vai lembrar que nós temos espíritos, desde os mais puros e elevados até aqueles muito atrasados, cujo comportamento é vicioso, cujas ideias são malsãs, cuja as palavras que professam e as concepções que filosóficas que defendem, não traduz necessariamente as leis divinas,
aqueles muito atrasados, cujo comportamento é vicioso, cujas ideias são malsãs, cuja as palavras que professam e as concepções que filosóficas que defendem, não traduz necessariamente as leis divinas, a verdade e nem sempre estão oriundas em originadas em bom senso e naturalmente em ética. Não é pelo fato de alguém estar desencarnado, aprendeu Kardecida nas primeiras pesquisas do fenômeno espírita que tenha conhecimento da verdade, que tenha elevação moral. Nós entramos em intercâmbio com espíritos de distintas categorias e é preciso saber diferenciá-los através daquilo que apresentam das suas ideias, da sua lógica e da moralidade dos conceitos que divulgam entre aqueles que entram em intercâmbio com eles. Então, a proposta do espiritismo não é de credulidade absoluta no que tange a relação com os espíritos, seja em uma reunião mediúnica, seja numa percepção individual, particular, na relação com os espíritos, seja inclusive naquilo que se chama de literatura mediúnica ou daquilo que aparece na internet que as pessoas divulg julgam como oriundas de comunicações com o plano espiritual. Em tudo há que se ter bom senso, em tudo há que se ter o exercício da dúvida como uma atitude filosófica sadia, porque o espiritismo não preconiza a fé dogmática, pelo contrário, a fé raciocinada, aquela que procura observar determinado conteúdo na sua lógica e identificar suas contradições, reconhecer se aquilo é útil, se é justo, se é bom, se é coerente com os ensinos de Jesus, se é concorde com o critério que Kardec estabeleceu para a doutrina espírita, que é o ensino coletivo dos espíritos. Porque não raro nós vamos encontrar, inclusive em publicações, mundo afora, mensagens, visões que os espíritos têm muito estabelecidas. em opiniões particulares e limitadas, não raro incoerentes até com o bom senso e com a lógica. Quando nós vamos observar o trato com a comunicação dos espíritos, apresentada no âmbito da ciência espírita em o livro dos médiuns, Kardec vai propor algo que muitas vezes nós esquecemos.
m a lógica. Quando nós vamos observar o trato com a comunicação dos espíritos, apresentada no âmbito da ciência espírita em o livro dos médiuns, Kardec vai propor algo que muitas vezes nós esquecemos. Ele chama de exame das comunicações. É preciso examinar as mensagens mediúnicas. É preciso estudá-las, problematizar o seu conteúdo, identificar se há uma estrutura lógica, se se fundamenta em fatos, se está bem alicerçada no pensamento da doutrina, se apresenta um convite ao bem, se obedece o critério da razão e da caridade. Nós não podemos. E aí é um chamado particular a nós, os espíritas, crer cegamente nos espíritos, sob o risco de estarmos sendo enganados e de difundirmos doutrinas estranhas, ao pensamento lúcido que encontramos nas obras fundamentais estruturadas por Allan Kardec éide do espírito da verdade e com a colaboração interexistencial da pleia de de espíritos que sob as lições e diretrizes de Jesus comporam esse coletivo que nos permitiu receber das mãos de Allan Kardec aquelas obras que nós costumamos chamar das cinco obras básicas que segundo Kardec estão no conjunto das obras fundamentais, tanto quanto a revista espírita e o catálogo racional para a formação de uma biblioteca espírita e outros opúsculos que estão no conjunto da obra cardeciana. Não se trata aqui de um fundamentalismo religioso, de uma visão dogmática, é porque o espiritismo é ciência, filosofia e religião. uma religião alicerçada no evangelho de Jesus, uma ciência estruturada numa metodologia científica de observação, de verificação e de confronto de ideias quanto aquilo que os espíritos ensinam e que já ensinaram coletivamente, registrado, organizado na obra, na codificação, mas também preconiz o espiritismo, um exercício filosófico e um conjunto de princípios que só são adotados no seu seio se passam pelo crio da razão e do ensino coletivo dos espíritos, como nos ensina com muita propriedade Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em suas páginas iniciais, aliás, páginas que
o se passam pelo crio da razão e do ensino coletivo dos espíritos, como nos ensina com muita propriedade Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em suas páginas iniciais, aliás, páginas que necessitamos amos ler, pesar, meditar, para que a nossa forma de lidar com a mediunidade, com espiritismo, não se afaste daquilo que nos ensina a doutrina dos espíritos, sob pena de passarmos a ceder a más influências e estruturarmos em nosso grupo, em nossa casa, em nossa comunidade, ceitas de ideias de concepções particulares de espíritos ou médiuns, nem sempre responsáveis com a doutrina do consolador, nem sempre atentos aos graves deveres espirituais que trouxeram paraa presente reencarnação, a fim de colaborarem com a obra do consolador na Terra nesses dias de transição planetária, onde a luta de ideias, onde se agir como diz Kardec em a Gênese, as entranhas da humanidade e que é preciso um novo esclarecimento, o do Espiritismo, para que possamos palmilhar essa jornada evolutiva com uma consciência espiritual alicerçada na ética, na lógica, do bom senso, na responsabilidade, portanto, diante do saber, do conhecimento. O espiritismo é uma doutrina acessível a qualquer criatura, mas pede a todos nós que seja estudado e refletido suficientemente para que a prática espírita ou a prática ou exercício experimental da mediunidade não se percam do seu propósito nobre de esclarecimento, de socorro aos mais necessitados. e de produção de um conhecimento qualificado para que eventualmente seja divulgado. Lembramos-nos que na revista espírita Allan Kardec, um dos seus artigos, destaca que entre centenas de mensagens recebidas eram muito pouco as publicadas por atenderem os critérios da doutrina, por estarem alinhadas ou não aos princípios do espiritismo e que pudessem assim, ao serem publicadas, contribuir com a reflexão dos adeptos esclarecidos, lúcidos. da doutrina dos espíritos. Então, nós temos diante de nós um ensinamento muito grave, evocando as lições de João. Ao espírita não basta crer e não deve crer
reflexão dos adeptos esclarecidos, lúcidos. da doutrina dos espíritos. Então, nós temos diante de nós um ensinamento muito grave, evocando as lições de João. Ao espírita não basta crer e não deve crer em todos os espíritos. É muito comum que recebamos uns grupos de WhatsApp por e-mail nas redes sociais, as mais variadas, mensagem do espírito X, do espírito Y, e nem sempre verificamos a fonte. Vivemos um tempo de hiperconexão, portanto, de hiperinformação. E muito do excesso de informação traz consigo desinformação. A pessoa nem termina de ler um texto e já compartilha. Ah, mas ali dizia a Bezerra de Menezes. Mas será que é coerente com aquilo que apresenta o espírito de Bezerra de Menezes através de vários médiuns? Podemos comparar mensagens dele recebidas por Divaldo, Raul Teixeira, recebidas por Júlio César Grande Ribeiro, Ivone do Amaral Pereira ou até de outros anônimos. Mas será que a essência do conteúdo, o estilo pode mudar em alguma medida e não na totalidade em função da diversidade de características de cada médium, de contexto sociohistórico? E aí a linguagem, sem que ela perca a essência, a clareza, a profundidade doutrinária, avaliando-se, evidentemente, cada contexto. Mas nós precisamos sair da credulidade cega, sair da conduta religiosa do passado que ainda pesa sobre nós, de aceitação tácita de tudo que adivém autoridade religiosa ou de uma autoridade que nós consideramos adivinda do mundo espiritual para nos ocuparmos da autoridade do argumento e não o argumento de autoridade. É lógico isso que é dito pelo espírito. Faz sentido no contexto, no conjunto doutrinário do que estudamos? Está numa rota de colisão quanto aos princípios do espiritismo? Se estiver em rota de colisão, respeitosamente, descartemos, deixemos que o tempo dê conta de uma determinada hipótese, mas não transformemos a revelia da estrutura metodológica do Espiritismo. não transformemos uma hipótese numa num princípio doutrinário, numa verdade estabelecida, o que seria um desrespeito
hipótese, mas não transformemos a revelia da estrutura metodológica do Espiritismo. não transformemos uma hipótese numa num princípio doutrinário, numa verdade estabelecida, o que seria um desrespeito à constituição do próprio conhecimento do espiritismo, muito bem organizado com uma epistemologia própria por Allan Kardec e os espíritos superiores também expressos nas obras fundamentais da doutrina. A nossa responsabilidade é muito grave. O espiritismo não vem como mais uma expressão religiosa a disputar crentes e discrentes. Vem, na verdade ressuscitar ao nosso coração o pensamento puro e simples de Jesus, a sua mensagem, a boa nova, que segundo Allan Kardec a questão 625 do livro dos espíritos, é a expressão mais pura da lei de Deus. E, portanto, sendo a expressão mais pura da lei de Deus, precisa ser estudado, meditado, sentido, vivido, compreendido, sem jamais ser mascarado por meias verdades, ou pensamentos próprios, vaidosos, personalistas, de encarnados e desencarnados. O espírita que abraça, portanto, uma doutrina que leciona a fé raciocinada, há que raciocinar sempre. E raciocinando, precisamos verificar se o que está sendo comunicado pelos espíritos faz sentido. Evidentemente, meus amigos, meus irmãos, aqueles que nos acompanham compreendem que nós não estamos nos referindo às comunicações dos espíritos sofredores que precisamos acolher, orientar, instruir, vibrar em amor. Embora elas também mereçam atenção, como Kardec fez, para nosso estudo e aprendizado, mas estamos chamando atenção aquelas comunicações ou mensagens, como se costuma dizer no nosso meio, que são oriundas de espíritos, inclusive com assinaturas de grandes vultos do espiritismo. É muito curioso, porque nem sempre essas supostas comunicações dão conta do entendimento lúcido que a doutrina apresenta. Então, respeitosamente, lemos, temos carinho pelos médiuns, não precisamos desmerecer a ninguém, mas não nos cabe adotar em um centro espírita, onde as pessoas procuram espiritismo, aquilo que não
ta. Então, respeitosamente, lemos, temos carinho pelos médiuns, não precisamos desmerecer a ninguém, mas não nos cabe adotar em um centro espírita, onde as pessoas procuram espiritismo, aquilo que não tem. base, fundamento, aquilo que não corresponde à doutrina sadia do Espiritismo. Lembro muito de um livro de entrevistas de Chico Xavier, que, aliás, todos são excelentes. Todas as entrevistas dadas enquanto o Chico estava encarnado, elas trazem um conteúdo de vivência espírita que precisa realmente que possamos sorver. para nortear nossos passos nesses dias tão desafiantes, porque ali temos um homem de bem, conforme a acepção cardequiana do termo e temos ali uma referência muito positiva para a vivência espírita cristã que nos compete a todos, dadas as devidas proporções. Mas oportunamente na obra Terra e Semeador, Chico Xavier chega a dizer que as pessoas procuram no centro espírita o espiritismo prático e em nós, os espíritas o espiritismo praticado. Daí que é tão necessário que nós possamos nos voltar ao pensamento, à conduta, à metodologia de Allan Kardec, para que o Espiritismo receba de nós o tratamento que merece e a relação com os espíritos esteja ivada de bom senso. Aquela qualidade que Camilo Flamarion destacou e o codificador quando pôde expressar em seu funeral a sua gratidão e analisar as questões que cercavam o espiritismo à época. Ele que também trabalhou em torno do aspecto científico da doutrina espírita, que foi capaz de testemunhar nesse ano dos seus, esse ano estamos no seu centenário Camílio Flamarion e poôde testemunhar na própria trajetória a necessidade de rigor no trato da relação com os espíritos para que os espíritas e ele próprio não fosse se enganado por essas entidades malfazjas que querem colocar o espiritismo no campo das ideias ridículas, a fim de que ele seja enterrado sob o caixão dourado da nossa soberba vaidade e descuido com a verdade e com a sua filosofia. A força do Espiritismo, aliás, ensinar Allan Kardec, não está no fenômeno, está na sua filosofia.
nterrado sob o caixão dourado da nossa soberba vaidade e descuido com a verdade e com a sua filosofia. A força do Espiritismo, aliás, ensinar Allan Kardec, não está no fenômeno, está na sua filosofia. Por isso que nós vamos observar nesses tempos que nós vivemos até mesmo uma metodologia de ataque espiritual ao espiritismo, que não é mais aquele ataque que viveram os pioneiros da doutrina em nossas terras, como a época de Allan Kardec, de perseguição, de calúnia, de ataque à pessoa. Vamos vendo uma outra forma que Allan Kardec já alertara quando falara dos amigos inábeis e dos falsos adeptos em um artigo clássico de A revista espírita. esses ataques internos, onde alguns espíritos desencarnados procuram se deixar passar por benfeitores adeptos da ideia espírita, comprometidos com a causa do consolador, apresentando verdadeiros absurdos, como se fossem aspectos, conteúdos da filosofia espírita. Por isso que é tão necessário a análise daquilo que lemos, o zelo pela boa literatura espírita e individualmente o cultivo do estudo e da vivência da obra cardequiana. Jamais devemos acreditar em todos os espíritos encarnados ou desencarnados, porque há falsos profetas na terra e a gente vê isso muito presente nesse momento no campo religioso mais variado, assim como no ambiente materialista. E vemos também o mesmo fenômeno ocorrendo ou sendo projetado do mundo dos espíritos para cá e não raro acolhido por médiuns e dirigentes encaltos ou por adeptos do espiritismo que não estão em dia com estudo, com a leitura, que cabe a todos nós realizar sempre. Porque o espiritismo é uma questão de convicção, não de mera adesão a um núcleo, a um centro, a um grupo. E, portanto, não sendo algo uma experiência religiosa que se constitua pela simples inserção física do adepto ao templo, mas funciona, se dá no nível de consciência, é importante ler, estudar, mas pensar sobre o que se lê, o que se estuda, constituindo um conjunto de ideias elaboradas sobre o espiritismo e coerentes com o espiritismo para
no nível de consciência, é importante ler, estudar, mas pensar sobre o que se lê, o que se estuda, constituindo um conjunto de ideias elaboradas sobre o espiritismo e coerentes com o espiritismo para orientar a nossa prática, seja no centro espírita ou na vida pessoal. O espiritismo é uma doutrina que nos pede estudo e atenção, dedicação e nos convoca a essa compreensão da vida espiritual para que possamos lidar com tranquilidade, com menos sofrimento, sem escolhos, sem processos de perturbação que podem acontecer por conta de nossas imperfeições, mas que não devam acontecer essas perturbações espirituais. por ignorância, por desconhecimento, compreendendo as leis que regem as nossas relações com o mundo invisível, somos mais cautelosos, zelosos pela verdade e atentos ao tipo de companhia espiritual que nos associamos. Vamos filtrando os conteúdos que hora recebemos ou que chegam às nossas mãos através da mediunidade ou das publicações de terceiros. E cotejamos sempre, como nos ensina Emanuel na página lida pelo nosso querido irmão Velocino, a necessidade de termos esse critério, o evangelho como critério. Protegemos o que advém dos espíritos ao conteúdo da mensagem de Jesus. Cegemos com os princípios cardecianos e nós seremos capazes de separar o joio do trigo, reconhecendo que há realmente falsos profetas no plano espiritual e no plano físico, mas nós podemos passar por eles sem lhes darmos ouvidos, sem nos deixarmos conduzir por cânticos de sereia, utilizando da razão equilibrada do bom senso cardequiano e conduzindo as nossas emoções de forma que elas não nos traiam e venhamos a nos fanatizar através de guias desguiados, de cegos guiando outros cegos. Fé raciocinada, estudo do espiritismo e uma conduta ética cristã recursos indispensáveis para que caminhemos nessa vereda de relação com o mundo espiritual de forma proveitosa do ponto de vista individual, do ponto de vista daquilo que podemos contribuir com a coletividade. Dessa forma, agradecemos a atenção dos queridos amigos e devolvemos
do espiritual de forma proveitosa do ponto de vista individual, do ponto de vista daquilo que podemos contribuir com a coletividade. Dessa forma, agradecemos a atenção dos queridos amigos e devolvemos a palavra à condução dos nossos trabalhos. Muito obrigada, amigo. Então, muito obrigada pelas palavras esclarecedoras dessa tarde que nos faz realmente refletir sobre a importância da vivência do evangelho de Jesus. Agradecendo também aos ouvintes pela presença, né, todos que estão aqui conosco nessa nessa transmissão. A equipe da comunicação da FERGs, responsável pela coordenação dessa atividade, pela mediação do nosso chat e a nossa equipe técnica que já foi bem representada aqui no início pelo nosso querido Vinícius. Antes de nos encaminharmos então para o encerramento, gostaríamos de relembrar e fazer um convite para que todos participem do nosso 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, que ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de outubro. Já estamos amigos no terceiro e último lote, restando a menos de 500 vagas. E a inscrição pode ser realizada lá na página do congresso em congressoespírits.org.br. Aguardamos então a todos também para a nossa próxima palestra pública que será transmitida sociais da nossa federativa no dia 8 de junho de 2025 às 17 horas. Assim, convido a todos para realizarmos a nossa prece de encerramento e darmos um fechamento nessa tarde, nessa tarde especial que estivemos aqui com vocês, com essas palavras esclarecedoras realmente e consoladoras do nosso irmão Vinícius. Convido então a todos para que unidos em prece, em pensamento, possamos emanar bons fluídos, possamos emanar a todos as palavras de Jesus que nos consolam, nos esclarecem e nos irradiam luz e amor. Que a paz do Senhor Jesus e do nosso Pai possa nos conduzir nas tarefas diárias e no nosso bem por vir para a nossa evolução espiritual. Amparados que somos sempre pelos espíritos benfeitores e na certeza de que somos sempre ouvidos e trazidos à realidade pelo nosso pai e o nosso mestre, pedimos para que continue
a evolução espiritual. Amparados que somos sempre pelos espíritos benfeitores e na certeza de que somos sempre ouvidos e trazidos à realidade pelo nosso pai e o nosso mestre, pedimos para que continue conosco hoje e sempre, Senhor. E que assim seja. Tudo muda ao nosso redor. As estações passam, os dias chegam ao fim. Teorias se modificam, costumes se alteram, patrimônios materiais são transferidos, lideranças se sucedem umas às outras. De um instante para outro, tudo se transforma. Diante da impermanência das situações da vida física, a imortalidade se apresenta como realidade inevitável. Ergueu-se o véu. O mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. Não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa. São os próprios habitantes desse mundo que nos vem descrever a sua situação. Ante a certeza da sobrevivência do espírito, o preparo para a vida após a vida começa agora. A Federação Espírita do Rio Grande do Sul convida para o seu 13º congresso sob o tema Vida Futura em permanência e imortalidade à luz do Espiritismo. Participe desta experiência imersiva que reunirá estudiosos do Espiritismo em um ambiente de aprendizado, reflexão e reencontro. E mais, todo carbono gerado pelo evento será compensado com um plantil de árvores, reafirmando o compromisso dos espíritas com a sustentabilidade ambiental. Agregue novos sentidos à sua vida nos dias 17, 18, 19 de outubro de 2025 no salão de atos da PUC em Porto Alegre. Acesse congressesitrs.org.br
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