"Resposta às críticas do frei Kloppenburg ao Espiritismo", com Lucas Berlanza e Adriano Máscimo
Live de estudos espíritas com o tema "Resposta às críticas do frei Kloppenburg ao Espiritismo", com Lucas Berlanza e apresentação de Adriano Máscimo!!! Não perca!!!
เฮ เฮ >> Pai, Deus protetor, aqui me ponho aos seus pés para lhe [música] falar. Pai, pequeno eu sou, [música] mas seu amor me deu a chance de poder recomeçar. [música] Por isso peço em oração que ilumine [música] meu caminho de cristão. Que eu jamais [música] esqueço o que eu tenho nas mãos. A doutrina [música] da consolação. Pai meu criador, bênção maior, tesouro igual, [música] neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, [música] com gratidão lhe peço forças para fazer multiplicar [música] no lar, na casa de oração, numa rua onde houver algum irmão, [música] levarei com toda a minha Minha devoção, a doutrina [música] do meu coração. >> Pai [música] meu criador, bção. [música] maior tesouro igual neste lugar não há. Pai, ó meu Senhor, com gratidão [música] lhe peço forças para fazer multiplicar no lar, na casa [música] de oração, numa rua onde houver [música] algum irmão. Levarei com [música] toda a minha devoção a [música] doutrina do meu [música] coração. >> Olá. Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais uma live do IGS, o Instituto Goiano de Estudos Espíritas. É com muito prazer que nós estamos aqui com vocês nesse dia 15 de dezembro de 2025, na penúltima live de 2025, na penúltima live desse ano. O convidado de hoje, inclusive, eu eu tinha falado com ele para ele encerrar o ano, que eu falei para ele, ó, quero encerrar com chave de ouro, mas o homem é compromissado demais, ele trabalha muito. Aliás, deixa eu já trazer ele para cá. Lucas Berlan, seja bem-vindo, meu amigo. Tudo tranquilo? >> Grande Adriano. Saudações a todos que nos acompanham. Tranquilidade é o que menos tem, né, no nas ebolições do dia a dia ultimamente, mas estamos aí sempre amparados pelos espíritos superiores, apesar das nossas misérias. >> É isso aí. É isso aí. Eh, gente, para quem não conhece o Lucas, o Lucas é jornalista, escritor consagrado, né? E tem um trabalho gigantesco aí no >> Gentileza sua. >> Não, que que é isso? Que que é isso? E tem um trabalho aí muito muito significativo, muito bacana no movimento
nalista, escritor consagrado, né? E tem um trabalho gigantesco aí no >> Gentileza sua. >> Não, que que é isso? Que que é isso? E tem um trabalho aí muito muito significativo, muito bacana no movimento espírita, né? Ele que é um estudioso do espiritismo. Aliás, Lucas, se tiver faltando alguma coisa aqui, você, por favor, me corrija aí e e acrescente o que for preciso aqui, né? A última vez que eu te apresentei foi esse ano, foi no primeiro semestre, mas eu coloquei aqui, ó, palestrante espírita e autor das obras O Espiritismo perante seus inimigos e desafios contemporâneos, né, que foi feita uma obra em parceria com Eric Pacheco e com Artur Azevedo, nossos amigos Éric e Artur, essa obra de 2022, História Geral do Espiritismo, resumo expositivo em parceria com Eric, essa obra de 2023 e o progresso à luz do Espiritismo, essa obra de 2024. É isso aí, né? >> É isso aí por enquanto. É isso aí. Daqui a pouquinho tá para sair o livro, aliás, que inspira a nossa conversa de hoje, que vai sair pelo CCDPE, que é o erro antiespírita, tá? Tá prestes a ser lançado. >> Que bacana, que bacana, que bacana, ó. E quem quiser, né, ter contato aí com essas obras, vai encontrar, né, Lucas, aí nas livrarias virtuais, enfim, não vai ter dificuldade de encontrar, não, né? >> Não, não. Na Amazon, qualquer espaço desses de venda de livro, vocês encontram. >> Bacana, pessoal. Vou até falar novamente aqui porque eu tenho certeza que vai ter gente que vai estar interessada em conhecer essas obras, né? Então, vamos lá, ó. O espiritismo perante seus inimigos e desafios contemporâneos. excepcional, tá? Eh, história geral do Espiritismo, aliás, né? Todas são e o progresso à luz do Espiritismo. São obras aí imprescindíveis para você que quer entender o espiritismo e principalmente quer conectar, né, o espiritismo ao mundo e eh no qual estamos vivendo, né, ô Lucas, com todas as suas com todas as suas situações aí que, enfim, cada um interpreta de uma maneira, mas essas obras eh nos ajudam aí a conectar com os acontecimentos de
qual estamos vivendo, né, ô Lucas, com todas as suas com todas as suas situações aí que, enfim, cada um interpreta de uma maneira, mas essas obras eh nos ajudam aí a conectar com os acontecimentos de >> O nosso esforço é sempre no sentido de chamar a atenção paraa grandeza, pro tamanho da proposta cultural que Kardec elaborou com o concurso, com a orientação dos espíritos superiores. E isso, naturalmente, cada pessoa lidando com esse manancial, com esse edifício, tem aí a tarefa de aplicá-lo à nossa realidade. >> É isso aí. E o Lucas que tá falando do Rio de Janeiro. Lucas, você você fica na na no Rio mesmo, na na capital ou ou em Niterói? >> Não, não é na capital. A ilha do governador, né? >> A ilha do governador faz parte do município principal do Rio de Janeiro. >> Ah, tá. É na Ilha do Governador. É isso aí. Ilha do Governador. Eh, contente com o final de ano aí do do Fluminense? >> Ah, não, o ano foi razoável, né? Foi, foi positivo [risadas] o saldo, mas poderia ter acabado melhor. >> É isso aí. >> Isso aí, ó. Deixa eu já mandar abraço aqui pro pessoal que tá nos acompanhando. José da Costa, Goianésia, Goiás. Valeu, José. Obrigado por mais uma vez estar nos acompanhando aqui no IGS Falando Espiritismo. Muito, muito, muito obrigado. E presença internacional aqui, mensagem da Selma Denmark, está lá no estádio de Washington, nos Estados Unidos. Valeu, Celminha. Obrigado por estar nos acompanhando também, pessoal. Então, eu vou fazer a nossa prece inicial, né, e já vou passar a palavra pro Lucas pro desenvolvimento do tema que eu vou falar daqui a pouquinho após a prece, tá bom? Aliás, antes de mais nada, hein, pedir para que vocês deem aquela força ao canal do Igzi no YouTube, né? Igudo Ganha Estudos Espíritas. Então, nos busque aí no no YouTube, eh, se inscrevam, ative as notificações, né? Curtem e compartilhe os nossos vídeos, inclusive este que você está assistindo. Isso é muito importante para que o nosso conteúdo tenha maior repercussão aí junto à plataforma e possa ser indicado a mais
tem e compartilhe os nossos vídeos, inclusive este que você está assistindo. Isso é muito importante para que o nosso conteúdo tenha maior repercussão aí junto à plataforma e possa ser indicado a mais pessoas e consequentemente chegar a mais lives, tá bom? Então fica esse pedido encarecido aí e nos acompanhe pelas redes sociais também, Instagram, Facebook, por meio das nossas redes sociais você vai acompanhar a nossa programação. Então vamos lá, vamos fazer a nossa prece, vamos fechar os nossos olhos físicos, elevar os nossos pensamentos a Jesus. pedir que o divino amigo esteja conosco neste momento, nosso divino amigo Jesus, que ele possa nos trazer a paz, a tranquilidade que tanto necessitamos neste momento. Nós que te pedimos, Jesus, que derrame sobre nós uma cachoeira de águas cristalinas a nos banhar e a retirar de nós todas as energias pesadas e deletérias que porventura estejam nos envolvendo. tudo aquilo que nos traz sensação de cansaço, de tristeza, de amargura, de agonia. Que tudo isso possa ser dissipado por ti neste momento e realizado essa limpeza, nós te pedimos, Senhor, as energias renovadoras que tanto necessitamos, tudo que possa nos trazer tranquilidade, paz, harmonia, mas ao mesmo tempo vigor, ânimo e coragem para o enfrentamento das intempérias do dia a dia da vida terrena. E nós te pedimos, Senhor, que todos esses benefícios sejam estendidos aqueles que são caros aos nossos corações, aqueles que convivem conosco no nosso ambiente doméstico, nossos parentes, amigos, vizinhos, companheiros de estudo e de trabalho, companheiros de casa espírita, de movimento espírita, mas acima de tudo todos aqueles que necessitam de ti neste momento, Senhor, por desequilíbrio, seja no campo espiritual, emocional, seja no campo físico. Muito obrigado por tudo. Graças te damos. Que assim seja. Graças a Deus. Graças a Deus, pessoal. Então é isso. Como eu disse eh no início, essa é a penúltima live de 2025, tá bom? Penúltimo programa GS falando de Espiritismo. Eh, o último vai ser dia
m seja. Graças a Deus. Graças a Deus, pessoal. Então é isso. Como eu disse eh no início, essa é a penúltima live de 2025, tá bom? Penúltimo programa GS falando de Espiritismo. Eh, o último vai ser dia 22. Nós vamos fazer com a Ivana Risk, né, ex-presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás e toda a a nossa turminha do EGS. Eu fiz o convite para todo mundo participar. Vamos ver quem vai poder, né? Então essa vai ser a nossa, nós vamos falar sobre o Natal, né? A luz do Espiritismo, enfim. Então vai ser a nossa última live agora em 2025, no dia 22, né? 22 de dezembro e depois nós vamos voltar no dia 19, deixa eu só confirmar aqui, 19 de janeiro, tá? Nós vamos ter aí o recesso. E 19 de janeiro nós vamos retornar então com Jes falando de espiritismo. Então vamos lá, ó. Na noite de hoje, nós temos aqui o Lucas, então, para falar sobre esse tema, resposta às críticas do do Frei Kloppenberg ao Espiritismo. Olha que interessante. Então vamos lá, vamos ver quem é esse Freio, vamos ver que que ele falou e vamos ver qual é essa resposta a essas críticas do Frei Lopenberg ao Espiritismo. Meu irmão, muitíssimo obrigado, ó. E já te agradecer mais uma vez. Eu sei o quanto você tá trabalhando, né? Porque eu te acompanho, sei o quanto você tá trabalhando, viajando aí para tudo quanto é lugar do Brasil e às vezes saindo para fora do Brasil, né? Então assim, te agradecer imensamente a sua disponibilidade por estar aqui nesse trabalho, viu? Muito, muito, muito obrigado de coração mesmo. Valeu, tá? >> Obrigado, Adriano. Eu agradeço a oportunidade de prestar aí um serviço, eh, uma retribuição mínima que a gente dá, eh, nunca à altura, eh, do que a doutrina nos proporciona, né? A grande causa à qual todos nós servimos e que tanto ilumina o nosso caminho. Meus cumprimentos a todos que nos acompanham. Então vamos ao tema. Eh, na verdade, como eu havia dito no começo do vídeo, eu estou para lançar pelo CCDPE o livro O erro antiespírita. E esse livro é uma resposta justamente, é um exercício de
nham. Então vamos ao tema. Eh, na verdade, como eu havia dito no começo do vídeo, eu estou para lançar pelo CCDPE o livro O erro antiespírita. E esse livro é uma resposta justamente, é um exercício de apologética. Apologética é um termo que a gente usa para a defesa fundamentada de uma corrente de pensamento, de uma doutrina. Normalmente é uma é uma expressão usada dentro do âmbito religioso, mas não necessariamente. Pode se referir a qualquer corrente de pensamento. Então, o exercício de apologia, de apologética do Espiritismo, defendendo os argumentos do Espiritismo contra os seus adversários. Esse livro é isso. O nosso livro, o Espiritismo, perante seus inimigos e desafios contemporâneos, e nós escrevemos aí, eu, Éric e o Artur, como bem disse o Adriano, já era um exercício de apologética. Este que eu escrevi sozinho com o concurso dos espíritos naturalmente que sempre nos acompanham, é também um um exercício de apologética, só que voltado especificamente a dois autores que na minha opinião são os dois autores que conseguiram fazer, obviamente não concordo com as suas postulações, mas eles conseguiram fazer nas suas obras a crítica mais sistemática, as duas críticas mais sistemáticas de que eu tomei conhecimento a respeito do Espiritismo, que são o pensador francês Reneguen e o sacerdote católico brasileiro, o Frei eh Boaventura, o Carlos José Boaventura, Copenburg. Eu já fiz eh várias vezes aí nas lives sobre espiritismo, eh nas nossas redes, eu já fiz considerações sobre Genon, que a rigor é o enfoque maior do livro, a maior parte do livro é sobre a obra de Guon. Mas tem uma segunda parte ligeiramente mais reduzida em que eu me dedico a abordar o trabalho do sacerdote Copenburg, né? O sacerdote católico Copenbank. E evidentemente é impossível numa transmissão aí de 40 minutos, 1 hora, é impossível eu abordar todos os tópicos que eu abordo no livro sobre a crítica a ser feita às supostas refutações do espiritismo propostas pelo Frey Kopenburg. Então eu fiz uma seleção
nutos, 1 hora, é impossível eu abordar todos os tópicos que eu abordo no livro sobre a crítica a ser feita às supostas refutações do espiritismo propostas pelo Frey Kopenburg. Então eu fiz uma seleção focada na crítica que Klopenberg faz ao fundamento espírita da doutrina. em vez de tratar de todos os assuntos, eu vou focar nessa crítica que ele faz ao fundamento. Tem uma série de outros pontos relativos a a interpretação de trechos bíblicos, relativos à questão dos fluidos ou a questão eh eh inclusive da psicografia em que o Copenberg foca especificamente na obra dele e que eu analiso também no meu trabalho, mas eu vou focar nessa parte em que ele fala do fundamento espírita da doutrina. Antes de fazer isso, uma breve apresentação de quem foi, né, o personagem histórico, quem foi? Porque como espíritas, nós estamos numa live espírita, sabemos que o espírito continua existindo, mas o personagem histórico desaparece, ele tem um período de duração. Então, quem foi o personagem histórico Carlos José Boaventura da Copenburg? Foi um sacerdote nascido na Alemanha em 1919, né? Os pais dele emigraram pro Brasil em 1924, onde ele cursou os ensinos básicos e fundamental no Rio Grande do Sul, na cidade de Rolante. O ensino médio foi completado entre São Leopoldo e Santa Maria, depois que ele cursou eh filosofia no seminário central eh da da primeira cidade de de Rolante, né, de 1940 a 1942 e teologia no convento franciscano em Petrópolis, no estado aqui do Rio de Janeiro, entre 43 e 47. Ele se ordenou sacerdote na cidade de Bajé em 21 de dezembro de 1946. especializou-se em teologia dogmática no Instituto Antonianum em Roma entre 1947 e 1950 e se doutorou lá também eh em teologia do Eenvolveu uma atuação intelectual bastante robusta como sacerdote do catolicismo romano, naturalmente. Eh, e na docência também como professor de teologia dogmática em Petrópolis, né, em Porto Alegre, Roma e Medelim. para vocês verem o círculo de relações que Klopenberg tinha dentro da estrutura da Igreja Católica, não apenas
como professor de teologia dogmática em Petrópolis, né, em Porto Alegre, Roma e Medelim. para vocês verem o círculo de relações que Klopenberg tinha dentro da estrutura da Igreja Católica, não apenas no catolicismo do Brasil, no âmbito da Igreja Brasileira, mas também na no âmbito internacional, né? Ele atuou como professor, eh, também como como redator na revista eclesiástica brasileira, como reitor do Instituto Teológico Pastoral em Medelim, foi prefeito eh de estudos em Petrópolis, perito na comissão teológica do Concílio Vaticano II, que foi um dos concílios mais importantes da história da igreja. Então, tem aí n títulos de Copenberg dentro da estrutura da Igreja Católica. Do ponto de vista religioso, portanto, era uma figura eh com uma grande reputação e que desenvolveu ali a crítica, como eu disse, mais sistemática de que se tem notícia no âmbito da igreja, da religião organizada, a proposta espírita. Isso porque durante as décadas de 50 e 60 do século XX, eh, o Copenbugg se voltou à defesa da ortodoxia da Igreja Católica e no Brasil diante da exenção que se dava. Nós temos que lembrar aí historicamente esse mesmo período. Nós tivemos ali os programas, né, os famosos programas do Pingafogo em que Chico Xavier participou na televisão, fizeram grande sucesso, um grande alarde. Então, era um período de ascensão midiática. do espiritismo, qualquer que seja a nossa posição sobre a a fidelidade doutrinária com que as ideias espíritas foram, eram e são apresentadas, é fato que o espiritismo se tornou uma marca popular no Brasil e ascendeu bastante nesse período, com a exensão também dos meios de comunicação de massa em que ele foi difundido. E ao mesmo tempo também se dava ali o crescimento da Umbanda e o crescimento do pentecostalismo dentro do seio e do protestantismo, além eh de o Frank Copenbg se dedicar a criticar a franco-maçonaria. Então, ele se tornou realmente um apologista da Igreja, combatendo essas doutrinas e movimentos que ele e a Igreja Católica, de maneira
eh de o Frank Copenbg se dedicar a criticar a franco-maçonaria. Então, ele se tornou realmente um apologista da Igreja, combatendo essas doutrinas e movimentos que ele e a Igreja Católica, de maneira geral, julgavam perniciosos ou eh eh heréticos, né, em relação ao à proposta ortodoxa da igreja. Ah, não era o Frei Klopenberg, para que se faça justiça a ele, um desses pensadores católicos ultramontanos, tradicionalistas, reacionários, né, que odeiam tudo quanto diz respeito à modernidade. Não era essa a situação, até porque ele ativamente divulgou as ideias do Concílio Vaticano II, que vai justamente na contramão disso, mas ele desenvolveu eh no seu trabalho como redator, para vocês terem uma ideia da dimensão e dos números, né? E do crítico ao qual nós estamos criticando, né? No seu trabalho como redator da revista eclesiástica brasileira, além de escrever os editoriais entre 1952 e 1971, o Copenberg escreveu 68 artigos. desses 68 artigos, nada menos que 34, 34 de 68 abordavam o tema do espiritismo ou por extensão do espiritualismo moderno, do qual sabemos o espiritismo é um desenvolvimento, uma subdivisão. enquanto 32 discutiam a doutrina católica em si especificamente, né, com base em documentos eclesiásticos, ele também participou de uma campanha de esclarecimento aos católicos que foi iniciada em 1953 como um esforço de exatamente de combate à adoção dessas heresias pelos fiéis católicos. E eh cada sacerdote católico que participou dessa campanha entre os sacerdotes intelectuais da igreja recebeu a missão de atacar especificamente uma dessas doutrinas, um desses movimentos considerados inimigos. e sobrou pro Frei Kopenberg o espiritismo. Então, por isso que ele desenvolveu essa obra sistemática dele. E no meu livro eu me dedico a analisar especificamente o livro mais recente dele, que é de 1991, Espiritismo, orientação para os Católicos, que ele em que ele tentou condensar as críticas que ele vinha desenvolvendo ao longo das décadas precedentes. Então, o objetivo meu foi focar nessa obra,
91, Espiritismo, orientação para os Católicos, que ele em que ele tentou condensar as críticas que ele vinha desenvolvendo ao longo das décadas precedentes. Então, o objetivo meu foi focar nessa obra, analisar essa obra e observar o que ele tinha a dizer ali, eh, como o espiritismo poderia responder às suas abordagens. Como eu disse, eu vou me focar na questão do fundamento espírita da doutrina, mas eu acho importante ressaltar que é um livro, como o próprio título diz, que se intitula Espiritismo, orientação para os católicos. Então, trata-se do sacerdote, de uma religião organizada que tem os seus dogmas, os seus textos sagrados, né? Eh, inquestionáveis até certo ponto, até figuras inquestionáveis em matérias centrais de fé, como é o caso do Papa, não é? A luz destes dogmas, à luz eh destas verdades aceitas, ele vai analisar criticamente o espiritismo. Bom, eh, eu prefiro trabalhar, focar no que há de mais argumentativo ou mais filosófico ou pelo menos que tenta ser mais filosófico na obra do Frei. Porque não adianta a gente ficar discutindo dogmas, que tentar opor a dogmas o desenvolvimento experimental e filosófico da doutrina espírita. É quase como ficar falando em em sei lá, em grego, quando você a sua língua é o inglês. Então não é como se fossem coisas completamente diferentes querendo dialogar. Vamos encontrar uma ponte de contato, que é onde há raciocínio, que é onde se tenta realmente responder a alguma coisa e não propor uma verdade que supostamente Deus revelou, porque nós acreditamos há séculos que é assim, que ela é verdadeira. Então é verdadeira e, portanto, qualquer coisa que o Espiritismo diga em contrário, será falsa. Por quê? que nós afirmamos com base no texto X, que é assim, vamos deixar isso de lado, porque não há como argumentar racionalmente com esse tipo de imposição e trabalhar com o que é realmente argumentativo. E essa parte, o fundamento espírita da doutrina, é uma parte que o Copenbook tentou argumentar contra o espiritismo realmente. E ele
tipo de imposição e trabalhar com o que é realmente argumentativo. E essa parte, o fundamento espírita da doutrina, é uma parte que o Copenbook tentou argumentar contra o espiritismo realmente. E ele começa dizendo que o espiritismo ele deriva de quatro coisas. Sem essas quatro coisas, o trabalho de Kardec. Quatro coisas. Segundo o Copenberg, o espiritismo se baseia. Primeira, o fato da evocação dos espíritos, a possibilidade, portanto, de chamarmos os espíritos até nós para se comunicarem através da mediunidade. Segunda, o instrumento da revelação espírita ou o médium, né, que é exatamente o mecanismo pelo qual essa comunicação se dá. Terceira, os próprios espíritos que se comunicam, eles têm que ser reais, tem que haver seres invisíveis que eh estejam eh dispostos a transmitir os seus recados e que tenham condições de transmitir os seus recados. E quarta, a codificação das mensagens, ou seja, o trabalho que Kardec especificamente realizou de organizar conteúdos obtidos por esses instrumentos para formalizar uma doutrina, uma corrente de pensamento. Então, para que o espiritismo seja verdadeiro, argumenta o Copenberg, seria necessário que a evocação dos espíritos fosse um fato demonstrado que os médiuns que serviram de instrumento, isso aí é o Kopenberg falando, tá? que os médiuns que serviram de instrumento para a revelação espírita fossem pessoas absolutamente confiáveis e críveis, como se fosse possível a gente ter alguém que seja absolutamente certo e e perfeito e como se fosse possível isso na Terra. Mas suponhamos, vamos acompanhar o raciocínio dele, né? que apenas mensagens de espíritos sinceros, bons, sábios e competentes fossem aproveitadas para compor as obras fundamentais da doutrina. Ou seja, não pode ter um espírito mal intencionado, um espírito mentiroso, né? Todas as mensagens que Kardec organizou e colocou nas obras fundamentais são mensagens de espíritos supremamente elevados, honestos, sábios, né? E o próprio Kardecatizador desta obra, tem de ser um homem
as as mensagens que Kardec organizou e colocou nas obras fundamentais são mensagens de espíritos supremamente elevados, honestos, sábios, né? E o próprio Kardecatizador desta obra, tem de ser um homem intangivelmente nas palavras de Copenberg, honesto, correto e leal. Então, pro Kopenc, se qualquer uma dessas coisas não fosse verdadeira, não tem espiritismo. O espiritismo já não pode ser abraçado. É claro, eh, que a gente poderia dizer coisa parecida, né, sobre as crenças dos outros, inclusive do próprio Copenberg, né, sobre as religiões, por exemplo, a Igreja Católica, né? Eh, é preciso que os sacerdotes eh que que a Bíblia seja inerrante, que Deus realmente tenha ditado ali, inspirado aquelas pessoas. É preciso que o papa seja realmente infalível. É preciso que tudo isso seja verdadeiro para que a gente deposite qualquer confiança no que diz a igreja. A gente poderia devolver, né, o argumento para qualquer outra outra mensagem, qualquer outra proposta teórica. poderia devolver essa essa postulação. Todo mundo tem que ser perfeito, tem que ser sábio, mas e não há prova incontestável nenhuma disso em relação eh à igreja ou em relação a qualquer outra proposta eh doutrinária. Mas vamos nos concentrar no espiritismo, que é o nosso objetivo sobre a credibilidade dos médiuns. Em primeiro lugar, Kopenberg destacou no texto dele corretamente as advertências que Kardec faz de que a mediumidade não depende das qualidades morais, né? Os evocadores e observadores das sessões espíritas têm que avaliar sempre o mérito, sim, dos instrumentos de que eles se utilizam, mas cientes das limitações dos seres que vivem nesse mundo. E nós somos espíritos imperfeitos, com defeitos, temos vícios, temos fraquezas, os médiuns não são diferentes. O melhor médium, como diria Erasto, é aquele que foi menos enganado, que sempre há suscetibilidade a equívocos, né? E esses equívocos abrem brechas na manifestação mediúnica a defeitos, ruídos e até a mistificações. Kardec admite tudo isso com absoluta
menos enganado, que sempre há suscetibilidade a equívocos, né? E esses equívocos abrem brechas na manifestação mediúnica a defeitos, ruídos e até a mistificações. Kardec admite tudo isso com absoluta tranquilidade. É um fenômeno humano que envolve seres humanos, que envolve inteligências e moralidades que são dúbias, que têm desníveis. E naturalmente isso vai provocar imperfeições. Não é um instrumento perfeito 100%. Sabemos disso. O Kardec sabia disso, né? Mas o Klopenberg rapidamente diz: "A história dos médiuns espiritualistas modernos é uma vasta história de fraudes conscientes ou inconscientes. Quanto à existência das fraudes eh conscientes, sujeito mal intencionado praticando a fraude", o espiritismo concorda com isso. Kardec mesmo comenta do fato de haver charlatães que preconizam drogas nas praças públicas, mesmo de haver médicos que, sem irem a praça pública, iludem a confiança dos seus clientes. Seguir-se há que todos os médicos são charlatães e que a classe médica haja perdido a consideração que merece. De haver indivíduos que vendem tintura por vinho, segue-se que todos os negociantes de vinho são falsificadores e que não há vinho puro. De tudo se abusa, inclusive da mediunidade, mesmo das coisas mais respeitáveis. E bem se pode dizer que também a fraude tem o seu gênio, mas a fraude sempre visa a um fim, a um interesse material qualquer, onde nada haja a ganhar, ah, nenhum interesse há em enganar. Por isso foi que dissemos, e a posição que Kardec sustentou falando dos médiuns mercenários, que a melhor de todas as garantias é o desinteresse absoluto. Por isso que o espiritismo sempre preconizou a importância de os médiuns não mercadejarem a mediunidade, de o espiritismo não mercadejar a mediunidade. Sobre esse ponto, não há polêmica entre Kardec e Copenberg. Os dois estão de acordo. Tem gente que frauda e a fraude tem que ser condenada, tem que ser apontada. Só que o o Clopenberg acrescentou que existem também as chamadas fraudes inconscientes, né? E ele manifesta nesse ponto uma lucidez
e que frauda e a fraude tem que ser condenada, tem que ser apontada. Só que o o Clopenberg acrescentou que existem também as chamadas fraudes inconscientes, né? E ele manifesta nesse ponto uma lucidez que a gente não vê tanto em outras passagens da obra dele, reconhecendo que as investigações que vieram depois no campo psicológico, depois da obra de Kardec, depois da morte de Kardec, né, revelando ali fenômenos de fabricação mental de personalidades, manifestações do inconsciente, né, alguns alguns fenômenos psicológicos que a psicologia sistematiza, que a psicologia enquadra, não traziam uma novidade profunda pro pensamento de Kardec, pro pensamento doutrinário, porque Kardeciderava que o médium, não sendo um instrumento perfeito, ele influenciava o conteúdo das mensagens, né? E até o próprio espírito do médium poderia estar transmitindo a comunicação, o que também não significa que seja uma comunicação a ser descartada. O espírito do médium emancipado no estágio, no estado de sonambolismo ou de êxtase, ele pode ser superior a muitos outros espíritos desencarnados. Ele pode transmitir conhecimentos e informações elevadas também. Não é que por conta disso ele deva ser descartado, não. Mas o próprio Kardec admitia que existia essa influência, que existia esse papel do próprio espírito do médium nas manifestações, né? Que era preciso considerar esse esse fenômeno que alguns autores que não Kardec chamaram de anímico na equação da análise dos fenômenos psicológicos, os fenômenos da alma, né? Daí Klopenberg quis deduzir, no entanto, que tudo pode ser explicado através de de do inconsciente e de enganos e que mesmo Kardec realizado toda a obra dele apenas se baseando em enganos e ilusões. E aí é difícil, é difícil demais resistir à tentação, como eu digo inclusive no livro, de devolver que todos os concílios conclaves, bulas papais, relatos de aparições de santos, até as impressões dos autores bíblicos também poderiam ser imputados à conta de ilusões, de enganos, de confusões, como
que todos os concílios conclaves, bulas papais, relatos de aparições de santos, até as impressões dos autores bíblicos também poderiam ser imputados à conta de ilusões, de enganos, de confusões, como se houvesse alguma maneira de afastar por completo da equação humana, da atividade de reflexão humana, à margem pro erro. a margem pro equívoco, né? a margem para a subjetividade, para que coisas precisem ser consertadas ao longo do processo de trabalho, como se a gente recebesse em algum momento alguma coisa perfeita e acabada, como se fosse um fax do paraíso ou da divindade, como se alguém tivesse condições de afirmar isso, porque é o que Klopenberg exige de Kardec, é o que Klopenberg exige do fenômeno mediúnico das revelações espíritas, a existência, né, de problemas, de erros, de limites, de dificuldades, de fragilidades do instrumento, no caso médium, porque se trata de um fenômeno que envolve seres inteligentes, que são dotados de sentimentos e de gostos. é uma coisa que a gente precisa honestamente reconhecer como uma característica da fenomenologia espírita, mas não é um desmentido prévio as evidências que nós podemos encontrar no fenômeno mediúnico de independência de ideias em relação ao médium e aos circunstantes, de autenticidade da comunicação. Em diferentes momentos, Kardec review revu alguns conteúdos publicados na sua obra. A gente tem vários exemplos, como é o caso da possessão, que ele alterou o entendimento a respeito do assunto, né? Ele tava aberto a rever os os posicionamentos, cercava-se de cuidados, cercava-se de uma criteriologia bastante rigorosa, mas jamais de fato Kardec pretestou infalibilidade. Ao contrário do que os católicos alegam para o seu líder maior em matérias centrais de fé. Kardec nunca disse que era perfeito e que era infalível, que o seu trabalho estaria eh seria mais do que um trabalho de esforço investigativo, em que existe um esforço humano lidando com a revelação espiritual, alguma coisa pronta e acabada, vinda diretamente da
seu trabalho estaria eh seria mais do que um trabalho de esforço investigativo, em que existe um esforço humano lidando com a revelação espiritual, alguma coisa pronta e acabada, vinda diretamente da perfeição absoluta. Jamais Kardec disse isso. Jamais Kardecusou dizer isso. Os espíritas jamais ousaram dizer isso, né? Jamais nós chegamos a esse ponto de pretestar infalibilidade. E essa modéstia incomoda muito o o o Guenon, não, o Copenberg, né? Essa modéstia incomoda muito o Copenberg. O inconsciente do médium não é absolutamente uma explicação que baste para manifestação de ideias, informações e comportamentos que podem ser claramente identificados com o espírito que se evoca. Nós poderíamos apelar para uma série de outras explicações imaginosas, a gente vai falar um pouquinho delas logo adiante, né? Ah, mas o espírita entende que todo o conteúdo que chega através dos espíritos, encarnados ou desencarnadas, porque a o pulo do gar que a gente costuma esquecer é que os desencarnados são espíritos como nós também somos. Então, a gente avalia, a gente recebe o material de um autor, a gente considera esse material perfeito por causa do nome de quem escreveu. A mesma coisa deve ser em relação a um autor que a gente sequer vê se a gente não for médium vidente. Então, a lógica é submeter ao exame crítico, ao escrutínio rigoroso, não entender que está recebendo um fax do céu apenas por ser uma manifestação espiritual, né? Ah, então, eh, o Copenburg teria que demonstrar com seus argumentos, ele teria que demonstrar que existe alguma coisa que, para além da argumentação é perfeita e plena e pronta e acabada por si mesma, inquestionável, que não tem desvios, que não tem influências culturais, que não tem, que que é perfeito. Ele teria que demonstrar que existe alguma coisa assim para dizer que o espiritismo, por ser uma obra humana, ele já está eh automaticamente condenado. Ele teria que demonstrar que existe algo assim, coisa que ele não tem condições de fazer. sobre a credibilidade dos espíritos, tem uma
or ser uma obra humana, ele já está eh automaticamente condenado. Ele teria que demonstrar que existe algo assim, coisa que ele não tem condições de fazer. sobre a credibilidade dos espíritos, tem uma passagem do Copenberg em que ele diz assim: "Supondo mesmo que Allan Kardec ou qualquer outro codificador da doutrina espírita se tenha servido apenas de médiuns que merecem a nossa inteira confiança, transmitindo exclusivas, certamente mensagens recebidas do além e não auridas do próprio inconsciente ou subconsciente". suposição que ainda não foi demonstrada na visão dele. Teríamos Allan Kardec diante deste quadro de isolador. Ele sentencia já que não tem saída. Uma enorme quantidade de comunicações, as mais disparatadas e contraditórias, boas e mais, mentirosas e fraudulentas, educadas e ridículas. Aconteceu ter recebido informações em tom muito sério e seguro, assinadas pelos nomes mais venerandos e ilustres e que, no entanto, podiam vir muito bem de espíritos mentirosos e angusteiros. Ocorreu que espíritos comprovadamente bons e da melhor boa vontade e boa fé podiam dar instruções errôneas e enganar involuntariamente. Qualquer pessoa boa que que no entanto tem conhecimentos limitados pode se enganar. Onde aí o motivo de espanto, né? Mas continuando, podia haver mensagens cavilosamente ditadas por aqueles espíritos que se comprazem no mal e rejubilam quando se lhes depara ocasião de praticá-lo, e se mascaram de todas as maneiras possíveis para melhor enganar e que são capazes de todos os ardis, dispondo de tanta habilidade que nem sequer se traem por sinais materiais involuntários, dispostos mesmo a jurar tudo o que se lhes exigir, permitindo, ao mesmo tempo Deus, que também os homens sérios sejam assim indignamente enganados. por espíritos que vêm espontaneamente sem serem chamados. Eis o material, diz o Copenberg, que serviu de base para formular a terceira revelação, o espiritismo. Agora era necessário separar o bom do mal, discernir o verdadeiro do falso, o sério do
chamados. Eis o material, diz o Copenberg, que serviu de base para formular a terceira revelação, o espiritismo. Agora era necessário separar o bom do mal, discernir o verdadeiro do falso, o sério do ridículo, os alhos dos bugados. Era preciso catar o que é certo, deixando o que é falso, peneirar as palavras dos espíritos melhores, jogando fora o cisco dos espíritos zombeteos. Na verdade, difícil empreitada e espinhosa missão, mas Allan Kardec teve coragem de meter mãos à obra a essa palhaçada impossível. É basicamente isso que o Campebug tá sugerindo. Primeiro lugar, não parece uma atitude muito científica diante da dificuldade, diante do desafio, você simplesmente recuar da possibilidade de investigar fatos de tamanha importância e de tamanha gravidade, como eram as manifestações mediúnicas. Em segundo lugar, o Copenburg tá simplesmente errado, errado quando ele diz que Kardec, de espíritos bons, que para construir os princípios do sistema espírita, ele se baseava apenas no ensinamento de espíritos superiores. Tá errado? Ele coloca isso literalmente no texto dele como parte do critério que fundamenta a doutrina. Tá errado. Se o objetivo de Kardec era desenvolver quase que um estudo antropológico do mundo invisível, todas as categorias de espíritos eram importantes. Kardecu, no livro dos espíritos ou no livro dos médiuns que existem, por exemplo, espíritos que duvidam que morreram ou espíritos que querem fazer mal às pessoas. Por espíritos superiores disseram que existe. Não. Ele se comunicou com espíritos que duvidam que morreram. Ele se comunicou com espíritos que querem fazer o mal. Ele se comunicou com os espíritos nos vários graus, nas várias escalas, nos vários tons do mundo invisível, para daí tirar as suas conclusões, corroboradas sim com argumentos lógicos dos espíritos elevados. Mas não é porque alguém veio, ditou uma mensagem e disse: "É assim? que Kardec acolheu um princípio. Não, não é assim que se faz a experiência espírita. Todos os graus da escala espírita, que
levados. Mas não é porque alguém veio, ditou uma mensagem e disse: "É assim? que Kardec acolheu um princípio. Não, não é assim que se faz a experiência espírita. Todos os graus da escala espírita, que tá lá na questão 100, são importantes. Apenas dialogando com espíritos daquelas diversas categorias, Kardecas, com elas preenchem o mosaico diverso do mundo espiritual. Então, o testemunho dos espíritos inferiores é tão ou mais importante para determinadas postulações doutrinárias do que o dos espíritos superiores, o que já joga por terra esse critério de infalibilidade, né, de legitimidade que o Copenberg aponta que o espiritismo deveria eh deveria respeitar, o que já é uma demonstração de que ele enxerga de maneira muito reducionista a proposta espírita. Quando Kardec abordou a questão da constatação da identidade dos espíritos comunicantes e disse que nem sempre era o mais importante garantir a identidade do espírito comunicante, ele deixou muito claro qual era o motivo dessa afirmação, né? E Copenberg também naturalmente explora, como muitos outros críticos, como uma vacuidade do espiritismo. Ele diz, por exemplo, que a identidade dos espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes impossível, pelo que ficamos adestritos a uma apreciação puramente moral. Julgam-se os espíritos, como os homens pela sua linguagem. Se um espírito se apresenta com o nome de Fenelon, por exemplo, e diz trivialidades e puerilidades, está claro que não pode ser ele. Fenelon não diria isso. Fenelon não se comportaria dessa forma. Se somente diz, porém, coisas dignas do caráter de Fenelon e que este não se furtaria a subscrever, ah, se não prova material de que é Fenelon quem está falando, pelo menos toda a probabilidade moral de que seja de fato ele. Nesse caso, sobretudo, é que a identidade real se torna uma questão acessória. Desde que o espírito só diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sobre o qual as diga. Ou seja, como os asitos superiores que estão mais
, é que a identidade real se torna uma questão acessória. Desde que o espírito só diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sobre o qual as diga. Ou seja, como os asitos superiores que estão mais próximos da verdade, da elevação moral, eles estão extrema afinidade uns com os outros, não se consideram nem um pouco ofendidos se um outro espírito do mesmo grau deles for lá numa manifestação mediúnica, utilizar os seus nomes quando se julgar que isso é oportuno. Tem problema nenhum nisso, mesmo eles mesmos designarem alguém para representá-los diretamente. Só que embora não seja o caso aqui da gente testemunhar ah uma questões pessoais, experiências pessoais, nós já tivemos ocasião de presenciar em sessões mediúnicas evocações sobre um determinado assunto, por exemplo, evocamos, pedimos que os espíritos nos tragam orientações sobre o tema X e vem uma resposta mediúnica que atende diretamente à provocação feita com a resposta assinada por um filósofo que tratou diretamente daquele assunto. a respeito do qual nós fizemos a indagação e nenhum dos presentes do grupo, nem mesmo o evocador, nem os médiuns, sabia que aquele filósofo tinha trabalhado aquele assunto. Eu já vi isso acontecer. Há aí no mínimo uma demonstração de independência de ideias em relação aos médiuns, em relação às pessoas presentes na sessão, mesmo que não seja, digamos, Cícero, que assinou a mensagem, que não seja especificamente o espírito que lá na antiguidade chamou-se Cícero, mas é um espírito que trouxe uma ideia que Cícero subscreveria, que enfrentou uma questão que, especificamente, Cícero subscreveria e nenhum dos presentes na sessão sabia disso. Tinha conhecimento de que Cícero havia abordado aquele tema. Isto não é uma uma demonstração de independência de ideias em relação às circunstâncias, que é o que se busca obter numa numa sessão espírita. E se a instrução é útil e se a experiência funcionou, importa a gente ter a garantia absoluta de que aquele era sí. Porém, no caso de personalidades
e é o que se busca obter numa numa sessão espírita. E se a instrução é útil e se a experiência funcionou, importa a gente ter a garantia absoluta de que aquele era sí. Porém, no caso de personalidades contemporâneas ou familiares, que nós tivemos contato direto, os elementos de identidade são mais fáceis de se identificar, de se constatar, porque aparecem muitas vezes as manias, as informações particulares e o observador da sessão tem que estar atento para apanhar essas evidências, porque seria descortez tentar incitar ou instar, acuar espíritos a dar essas evidências, que Kardec nos recomenda que nós as apanhemos naturalmente na medida em que elas se processam. E ele ilustrou essa oferta de evidências e demonstrações com o caso de um navio imperial francês estacionado nos mares da China, está, se eu não me engano, no livro dos médiuns, em que todo mundo se dedicava a sessões de mesas girantes e evocaram o espírito de um tenente que tinha morrido do anos antes e que trabalhava na guarnição do navio. Conforme o relato de Kardec, o espírito veio e depois de várias comunicações, que todo mundo se espantou com o caráter do espírito aparecendo naquelas comunicações, ele disse: "Peço-vos instantemente que mandeis pagar ao capitão do navio, naturalmente, a soma de tanto um valor em dinheiro que lhe devo e que, lamento não ter podido restituir-lhe antes de minha morte". Ninguém conhecia o fato, ninguém sabia que tinha essa dívida. O próprio capitão tinha esquecido disso, não se lembrava disso, que era um valor mínimo, mas procurando nas suas contas, encontrou uma nota de dívida, da dívida do tenente de importância exatamente idêntica à que o espírito havia indicado. "Perguntamos do pensamento de quem podia essa indicação ser o reflexo?", pergunta Kardec, né? Porque sobre fatos como esse, autores como Klopenberg, que também tinha uma certa inclinação para as explicações da parapsicologia, mas excluindo o componente espiritual, levanta-se, o próprio Genon defendeu isso, levantou essa explicação, eh,
Klopenberg, que também tinha uma certa inclinação para as explicações da parapsicologia, mas excluindo o componente espiritual, levanta-se, o próprio Genon defendeu isso, levantou essa explicação, eh, levanta-se a hipótese de que e Kardec comentou isso em o livro dos médiuns, no capítulo dos sistemas, a hipótese de que toda manifestação seja um reflexo senão do médium. Se o médium não tinha aquilo no seu inconsciente, como diria o Copenberg, se ele não tinha aquilo dentro dele mesmo, podia ter vindo de outra pessoa do grupo. No caso que eu citei para vocês antes, ninguém no grupo sabia que o tal filósofo tinha tratado daquele tal tema, então já se afastaria essa hipótese por aí, tá? Aqui também ninguém sabia dessa dívida, ninguém tinha conhecimento dessa dívida no grupo, né? Ah, poderíamos suscitar a hipótese, que eu não vou debater aqui porque é um tema eh moral, filosófico, que demanda outros desenvolvimentos. Poderíamos debater o tema de que seria o demônio, tá? É, é o Satanás, a encarnação do mal, que com objetivo absolutamente nenhum para ganhar absolutamente nada com isso, né? O demônio foi lá, se preocupou em assumir a personalidade do rapaz com todos os trejeitos dele, com todos os conhecimentos dele, do trabalhador no navio. O demônio foi lá para cobrar, para pagar, né, uma dívida sem importância. Foi um demônio que fez isso. E aí a gente entra naquela argumentação que Kardec desenvolve de que por Deus permitiria eh que o mal tivesse exclusivamente tanto poder de manifestação de maneira tão patente, tão concreta como essa, e o bem estaria privado dessa possibilidade? Ou esta possibilidade estaria restrita, como dizem alguns religiosos, a um tempo específico, a uma denominação organizada religiosa específica, que teria o monopólio da manifestação daqueles dotados de santidade, dos espíritos elevados. Deus teria reservado a um grupo pequeno da sua imensa criação esse presente, enquanto os outros podem se comunicar à vontade com o mal, com o demônio. ou seria eh apenas nesse caso do
íritos elevados. Deus teria reservado a um grupo pequeno da sua imensa criação esse presente, enquanto os outros podem se comunicar à vontade com o mal, com o demônio. ou seria eh apenas nesse caso do trabalhador do navio a coordenação das emissões de pensamento das pessoas presentes ou mesmo eh de todo o mundo, de toda a humanidade, porque há quem diga isso, ah, se o pensamento não estava nas pessoas do grupo, eles foram ele foi buscado de outro lugar. Então, um amálgama caótico, porque isso se dá por acaso. Não há uma inteligência fazendo isso, já que nós estamos por princípio negando o espírito. O acaso fez com que ideias que estão no inconsciente de pessoas de várias partes do mundo se juntassem especificamente ali naquele médium, tomando a personalidade específica daquele trabalhador do navio para cobrar, para pagar especificamente aquela dívida ridícula. É uma teoria que chega às raios do infantil. Chega às raios do infantil. Você acreditar e levar a sério uma tese como essa e tratar o espiritismo como fantasia. Chega as raios do infantil você imaginar uma coisa dessa. É de uma engenhosidade, eu admito, extraordinária. É racional acreditar no acaso como uma explicação para qualquer fenômeno. É racional isso também. Eh, o, na revista espírita de 1863, Kardec transcreveu, transcreveu o relato da evocação da esposa encarnada do senor Delane, né, seu antigo colaborador que estava em outra cidade e pediu a presença do espírito encarregado, né, do espírito dela emancipado numa sessão que ela não foi informada do chamamento e o espírito afirmou que havia dormido com uma parente que jamais dormia na casa, o que se provou que era verdadeiro, né? entre outras demonstrações que a gente tem incontáveis nas sessões espíritas de identidade dos espíritos comunicados. A isso, a gente junta considerações de ordem moral, como esta, de que seria absurdo acreditar que Deus daria tanto poder ao mal e o negaria ao bem. A isso se juntam essas argumentações morais e filosóficas para sustentar a
considerações de ordem moral, como esta, de que seria absurdo acreditar que Deus daria tanto poder ao mal e o negaria ao bem. A isso se juntam essas argumentações morais e filosóficas para sustentar a base eh de justificação ali da fenomenologia espírita em que Kardec sustenta todo o seu trabalho. E é sobre Kardec que o Kopenberg desenvolve as suas as suas últimas considerações. Ele faz uma série de críticas. Eh, Kardec era trabalhou em cima do socialismo tópico francês. Eu já falei sobre isso em outras ocasiões, n? Não vou vou repetir essa bobagem aqui, né? Mas ele diz eh que ainda que déemos por inteiramente segura a probidade e seriedade de Allan Kardec, Allan Kardec é um homem bom, honesto, sério, tá fazendo um trabalho bacana. Ainda que a gente concordasse com isso, não teríamos com isso garantida a credibilidade da doutrina por ele proposta, já que jamais, olha só isso, pessoal, jamais ele nos afiançou sua infalibilidade. Então, quer dizer, se Kardec se proclamasse infalível, eu não erro. Eu sou a inerrância encarnada. Se Kardec fizesse isso, que seria uma arrogante contradição com todo o edifício doutenário do espiritismo, uma pretensão que não tem nenhuma base para ser para ser afirmada, isso provaria por si só que ele é infalível mesmo? Da mesma forma a igreja em relação ao papa em matéria de fé, mas, né? Eh, não queremos eh eh ficar aqui devolvendo apenas o os absurdos que o que o Copenberg fala, né? Você a autoafirmação de infalibilidade, né, expressão cristalina da vontade de Deus, não prova que uma pessoa eh mereça efetivamente esse tratamento, essa consideração, que ela seja mesmo infalível. Nem milênios de pessoas dizendo que ela é infalível provam isso. Então, o problema é que Kardec não disse que é infalível. Então, logo ele é falível, logo nós temos que usar a razão para criticar as suas obras. Quando é que ele recomendou o contrário? Quando é que qualquer cientista, qualquer filósofo recomendou o contrário? O problema é ser infalível. O problema é
e usar a razão para criticar as suas obras. Quando é que ele recomendou o contrário? Quando é que qualquer cientista, qualquer filósofo recomendou o contrário? O problema é ser infalível. O problema é porque é na cabeça do Copenberg existem conteúdos, por qualquer razão que seja, que são infalíveis porque eles se afirmam assim, porque quem os pontificou afirma que eles o são. E a gente tem que aceitar isso. E por isso a fraqueza de Kardec é que os dele não são infalíveis. Mas nós nunca pretestamos, nunca alegamos isso e nem acreditamos que alguém possa se arrogar a esta posição. Aí cabe a ele, Kopenbug demonstrar por que fulano ou belano é infalível, porque a doutrina X ou Y é infalível, com base em que ele vai demonstrar e provar. Isso é uma cobrança, convenhamos, bastante pitoresca que ele faz a Kardec. O trabalho de Kardec, segundo Copenberg, se alicerçava em três critérios para distinguir os bons dos maus espíritos e a validade dos ensinamentos dos espíritos, o critério da linguagem digna e nobre, o critério da concordância dos espíritos e o critério da lógica e do bom senso. Aí ele vai dizer que o primeiro critério da linguagem digna e nobre, né, se o próprio espiritismo reconhece que os hipócritas e mentirosos podem embelezar, né, falsamente as suas palavras, né, esse critério não serve. Obviamente nós não podemos negar a existência dos demagogos e dos mentirosos que existem em todas as correntes de pensamento, existem em todos os quadrantes da atividade humana. O que nós podemos opor a eles se exatamente a crítica detalhista, arguta, minuciosa. Existe alguma receita mágica para impedir a manifestação deles no mundo? Nós precisamos julgá-los com a razão. E como nós julgamos com a razão os mentirosos deste mundo, julgamos também com a razão, com a crítica rigorosa, os mentirosos do outro, porque uns e outros são a mesma coisa. Eu poderia dizer, não são a mesma coisa. Com que autoridade eu afirmaria isso? Que tipo de cientista, investigador, criterioso, afirmaria isso? Com base em
utro, porque uns e outros são a mesma coisa. Eu poderia dizer, não são a mesma coisa. Com que autoridade eu afirmaria isso? Que tipo de cientista, investigador, criterioso, afirmaria isso? Com base em nada, numa autoridade pessoal. Então, quando se trata de comunicações instrutivas, elas são textos como são textos os livros e os artigos que nós encarnados publicamos. Kardec examinava os trabalhos atribuídos aos espíritos, da mesma forma que nós examinamos os trabalhos atribuídos a nós mesmos encarnados, que somos também espíritos. Será que o Clopurg considera que se nós esbarrássemos em um trabalho de um impostor ferindo as regras mínimas da educação, da urbanidade, de maneiras que ele jamais feriria, dizendo grosserias que ele próprio jamais feriria, dizendo que a Igreja Católica é falsa e o Espiritismo é verdadeiro. Se nós encontrássemos um texto do Copenberg dizendo isso, seria impossível analisarmos criticamente a lógica interna e a coerência com a personalidade a que o texto é atribuído? Por que seria impossível então em relação aos espíritos? Qual a diferença? O que que o Clopenbug queria em vez disso, né? Se um espírito viesse e pregasse que a terra é plana e a grama é vermelha, isso não seria um critério pra gente apreciar o valor dele? Aí ele continua: "Mas então por que Allan Kardec rejeitou a divindade de Cristo, a inspiração divina da Bíblia, o pecado original, a graça, a redenção, os sacramentos, o inferno e outras muitas coisas tão claramente reveladas na Sagrada Escritura? Não foi unicamente porque ele parecia impossível, não foi simplesmente porque sua razão não era capaz de compreender, né? Eh, eh, por quê? Simplesmente porque sua razão acha que não pode ser que Deus seria injusto, etc, etc, etc. O fato de a razão de cada pessoa, de cada ser humano, não ser uma coisa infalível, não ser uma coisa suprema, não se segue disso que nós todos concordamos. Não se segue disso que nós devemos aceitar inconsideradamente qualquer ideia que se apoie no mistério e nada mais. É um
alível, não ser uma coisa suprema, não se segue disso que nós todos concordamos. Não se segue disso que nós devemos aceitar inconsideradamente qualquer ideia que se apoie no mistério e nada mais. É um mistério, é porque é para se sustentar. Qual a obrigação que eu tenho de acolher uma ideia que se apresenta sobre essa roupagem? Do fato de o espiritismo se apoiar em bases experimentais que nos conduzem à ideia da mediunidade como um fato patente, né? e também as suas formulações teóricas e explicativas derivarem desse mesmo fenômeno, não se segue que nós devamos aderir a uma espécie de absolutismo da experiência e rechaçar a contribuição da filosofia que o espiritismo também recepciona. Quando Kardec sugeria que existem coisas que os homens rejeitavam, porque a sua razão deturpada não admitia, erroneamente, ele se referia a fatos que as leis conhecidas não podiam explicar. Como eu não consigo explicar um fato, ele não existe. É esta arrogância, ele é irracional. É esta arrogância que Kardec estava criticando. Mas os fatos espíritas são explicados. A proposta espírita é justamente oferecer a explicação, não é colocar nada à conta de mistério. O espiritismo não admitiu a ideia da moral cristã como a moral superior por ela estar num livro, num corpo organizado que pessoa de pessoas julgou que era um livro divinamente inspirado por Deus. Não é por isso, né? É pelo impacto constatado da moral cristã sobre a humanidade, sobre a civilização, pela sua lógica interna. é uma análise racional que nos leva a abraçar a moral cristã. Não é uma tradição eh por porque ela é velha, ela é verdadeira. Não é isso. Não é isso. Não bastaria que alguém tivesse escrito há séculos a defesa de uma ideia eh num documento e que gerações construíssem esforços retóricos para sustentar aquela ideia para ela ser verdadeira por simplesmente, né, apoiando-se numa origem divina. Se existisse outra ideia que se apoia em fatos observados, numa construção teórica coerente e que, portanto, é muito melhor para explicar
rdadeira por simplesmente, né, apoiando-se numa origem divina. Se existisse outra ideia que se apoia em fatos observados, numa construção teórica coerente e que, portanto, é muito melhor para explicar aquela questão. Porque gerações de apologetas católicos defenderam a existência do inferno? Se esta ideia não faz sentido e se eu tenho através da mediunidade a demonstração de que os espíritos continuam o seu progresso, por que eu vou abraçar uma coisa, a primeira ideia em detrimento da segunda? Se a minha razão e os fatos me levam em outra direção? Kardec constatou que os espíritos se comunicavam, constatou que eles não estavam literalmente no céu ou no inferno, constatou que eles se melhoravam. Inclusive, Klopenberg eh deveria observar, ele fala que eh existem espíritos que falam do inferno como uma coisa real, né? Eh, e Kardec comenta que, de fato, os espírit podem se enganar, os espírit podem estar se manifestando em termos pedagogicamente eh eh apalatáveis ao público ao qual eles se dirigem. Mas em toda a tradição do espiritualismo moderno se rejeita a ideia da do inferno, das penas eternas. se rejeita essa ideia, tanto na tradição cardeciana espírita que nós professamos, quanto na tradição inglesa de uma ema Harving Britain, por exemplo. Então, eh que haja mistérios, coisas que nós não compreendemos, que seja. Mas Kardec não pediu que os céticos acreditassem no espiritismo só porque era obrigado a acreditar. Ele pediu que eles não repelissem o espiritismo a priori, porque a sua razão dizia existirem apenas as coisas que eles dominavam dentro das suas especialidades científicas. Foi isso que Kardec pediu. Ele não disse: "Espíritos existem e se comunicam". E acredite nisso, porque eu estou dizendo como isso se dá e por meios é um mistério. Não me pergunte. Deus me revelou. Ele não disse isso em momento nenhum. ele convidou a observar, a pensar, a raciocinar, a enfrentar o problema. E uma outra questão com a qual eu vou encerrar é a questão da evocação, né? Evocação. Primeiro critério lá atrás
omento nenhum. ele convidou a observar, a pensar, a raciocinar, a enfrentar o problema. E uma outra questão com a qual eu vou encerrar é a questão da evocação, né? Evocação. Primeiro critério lá atrás que o Kopenberg apontou como critério de legitimidade do espiritismo seria a realidade da evocação, né? Ele admitia, o Copenburg admitia, por incrível que pareça, assim como o Genon, quando eu sempre quando eu falo sobre o Guenom, eu comento isso, né? O Genon não nega o fenômeno dito espírita. O Genon até defendeu a veracidade dos fatos de Ridesville com as irmãs Fox em 1848. Klopenberg também não nega a hipótese da manifestação de de seres espirituais. Ele não nega, mas ele defende que ela não pode se dar mediante o chamamento dos espíritos, né? Eh, nós de nós encarnados evocando os espíritos como queria Kardec e como quera o Espiritismo. E ele diz com clareza: "Nós, cristãos católicos, admitimos e proclamamos a imortalidade da alma. Cremos na sua sobrevivência consciente logo depois da separação do corpo pela morte. Acreditamos que as almas dos falecidos continuam solidárias com os que ainda vivemos nesta peregrinação terrestre. Professamos nossa fé na comunhão dos santos. Podemos comunicar-nos com os falecidos mediante a oração invocativa. Ele acrescenta que essa comunicação pode acontecer por meios sensíveis. Inclusive há exemplos disso nos relatos bíblicos. É, o Clop tá dizendo isso. Mas quando isso acontecia, a gente tem fatos patentes de comunicação com os seres espirituais, era por iniciativa do próprio Deus, não por um pedido humano, né, uma reivindicação humana. Isso só poderia se dar dentro do âmbito do que os antigos consideravam, né, eh, como eh essa ideia de nós reivindicarmos a manifestação dos espíritos. só poderia se dar dentro do âmbito do que os antigos chamavam de necromancia ou magia, que a igreja abomina. A invocação, na visão de Copenberg seria apenas uma forma de prece, de súplica, né? Eh, não uma pretensão de comunicação perceptível, como a prece que os católicos fazem aos
gia, que a igreja abomina. A invocação, na visão de Copenberg seria apenas uma forma de prece, de súplica, né? Eh, não uma pretensão de comunicação perceptível, como a prece que os católicos fazem aos santos. É só isso que se poderia admitir. Ele relacionou uma série de trechos do Antigo Testamento, interdizendo a prática mediúnica, a comunicação espiritual, que a gente vê no céu inferno também ser abordado por Kardec, que era uma uma interdição restrita à aquele período, àquele contexto, uma tentativa de evitar abusos por parte ali das determinações moisaicas que constam do chamado pentateuco bíblico, né? Ah, e ele traz também citações de Paulo de Tarso contestando a magia e a necromancia, o que mais uma vez numa visão espírita que não sacraliza textos é uma opinião de Paulo de Tarso. Eu tenho que analisar criticamente se essa opinião faz sentido ou não. Eu não tenho que aceitá-la eh em absoluto apenas por ser de Paulo de Taro, por estar numa epístola da Bíblia ou no no nos Atos dos Apóstolos ou onde quer que seja do Novo Testamento. E aí o Klopenberg, ele repete ali o exemplo da parábola do mal rico como uma prova de que Jesus proibiu a comunicação com os espíritos. E Kardec também aborda essa parábola no Evangelho Segundo o Espiritismo, onde se fala lá do do homem rico, né, que vestia púrpura e linha e se tratava magnificamente todos os dias, e do homem pobre chamado Lázaro, deitado à sua porta, eh, que tinha fome. E os dois, né, mortos. Um vai eh com os anjos para o céu, para o seio de Abraão, e o rico, ao contrário, vai pro sepulcro do inferno. E quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e viu de longe Abraão e Lázaro em seu seio, exclamando, disse estas palavras: "Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que mole a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas". Mas Abraão lhe respondeu: "Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve mares. Por isso ele agora está na
scar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas". Mas Abraão lhe respondeu: "Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve mares. Por isso ele agora está na consolação e tu nos tormentos. Ao demais existe para sempre um grande abismo entre nós e vós. De sorte que os que queiram passar daqui para aí não podem, como também ninguém pode passar do lugar onde estáais para aqui. E aí o rico pede que mandem, né, eh, o Lázaro paraa casa da família dele para dar testemunho disso e explicar que era assim, que a avareza dele o levaria ao inferno e se ele seguisse o mesmo caminho também. E aí Abraão lhe retrucou. Eles têm Moisés e os profetas que os escutem. Não, meu pai Abraão, disse o rico, se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência. Respondeu-lhe Abraão: "Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite." Essa história tá no Evangelho de São Lucas, meu xará, né? Na opinião do Copenburg, Abraão dizer que não adiantava eles irem até a família dele avisar como é que era a vida após a morte, né? Como personagem da parábola. Isto é uma história, é uma parábola contada por Jesus, é uma narrativa figurada, não é o relato de um fato, diga-se de passagem, mas que o fato de ele dizer que não adiantaria ele, os espíritos irem falar, o espírito do mal rico e falar com seus parentes para dizer para eles que eles deixem de ser maus, que eles não deixariam de ser maus, já que eles tinham todas as lições morais de Moisés e dos profetas, ainda assim não seriam o não seguiam o caminho correto, que isso seria uma interdição absoluta da mediunidade. Se naquele caso específico o espírito ir até os encarnados seria inútil, eles não se comoveriam, né? Com certeza. Copenberg garante que seria inútil que isso acontecesse em qualquer outro caso. Ou seja, nunca poderia haver uma manifestação de seres espirituais se comunicando conosco. Se a gente fosse generalizada essa narrativa da parábola
inútil que isso acontecesse em qualquer outro caso. Ou seja, nunca poderia haver uma manifestação de seres espirituais se comunicando conosco. Se a gente fosse generalizada essa narrativa da parábola para todos os casos, nunca poderia ver essa comunicação que seria sempre inútil. Ué, mas é sempre inútil. Por que que o próprio Kopenberg admitiu que tem que existem manifestações sensíveis de santos, de anjos e de outros seres que Deus envia aos homens? se é sempre inútil, se o fato tá proibido por causa dessa história, se a interpretação de uma parábola que se concebeu para enfatizar o abismo moral que existe entre os avarentos e os materialistas, entre os materialistas e os que se dedicam ao bem, deveria ser levada essa essa história a um ponto extremo, tão extremo, a ponto de se concluir que o contato entre os dois mundos, o espiritual e o material, é inerentemente e universalmente mente inútil. Por que o próprio Tropenberg abriria uma exceção? Porque Deus abriria uma exceção? Só ele poderia responder, né? Infelizmente a gente a gente precisaria evocá-lo numa sessão espírita para fazer essa pergunta. Bem, eh tem muito mais coisa que o Clopenberg escreveu, que o Genon escreveu, que eu tento ali argumentar e enfrentar no livro, né? Ah, essa é uma amostra, tá? Eh, eu acho importante que os espíritas conheçam esses autores, conheçam os esforços que eles fizeram para contestar o espiritismo, porque eles nos ajudam por o inimigo, aquele que nos desafia, ele nos ajuda a testar as nossas premissas, a robustecer a nossa fé, que afinal de contas se propõe a ser uma fé raciocinada. E eu vejo em Renegenon e em Kopenberg, os dois autores desde o século XIX até hoje, inclusive em comparação com os críticos que o próprio Kardec enfrentou na sua época, que fizeram o trabalho mais panorâmico, mais sistemático, mais abrangente de tentativa de contestar, de demolir a proposta do espiritismo. Então eu entendo que são autores que o movimento espírita deveria conhecer melhor e o meu trabalho nesse livro ele
ico, mais abrangente de tentativa de contestar, de demolir a proposta do espiritismo. Então eu entendo que são autores que o movimento espírita deveria conhecer melhor e o meu trabalho nesse livro ele tenta contribuir para esse esforço. >> Bacana demais, meu irmão. Isso aí, como você colocou, é uma amostra inclusive do que o Espiritismo sempre sofreu, né, Lucas? assim da da da eh de toda a sua história eh eh de ataques, enfim, o trabalho. Tem gente que acha que a gente vê a a obra de Kardec hoje nos livros, tá tudo muito fácil, né? Tudo e para acessar é só entrar na internet, você acessa tudo, mas para para colocar isso aí em prática não foi brincadeira não, né? E ainda hoje não é, né? Com certeza, >> meu irmão. É isso. Então, vamos paraa reta final da nossa live. novamente te agradeço, agradeço aí a sua participação, a sua disponibilidade, você que é um grande parceiro aqui do Iges, muito, muito obrigado e a gente espera contar contigo aí no ano que vem, né, em 2026, se Deus quiser, para que você possa continuar trazendo para todos nós aí eh conteúdo de qualidade, né? Sempre que você vem, você consegue aí trazer conteúdo de muita qualidade para todos nós, viu? Obrigadão e agradecer aí todos que estiveram nos acompanhando, pessoal que vai assistir posteriormente. Muita gente assiste depois, então a gente agradece todos vocês que deram aí a sua audiência para o IGS falando de espiritismo. E aí eu vou devolver a palavra para você, então, Lucas, para, por favor, eh, vou vou te pedir para você fazer a divulgação novamente aí, né, dos livros, as suas considerações finais e vou te pedir a nossa prece de encerramento. Bom, eh, só agradeço a oportunidade mais uma vez de de nós estarmos juntos conversando sobre a nossa doutrina e espero que tenha sido realmente uma mostra, uma provocação do do que tem ali, porque é um tema que a gente não consegue falar em em uma hora, né? Mas eh espero que contribua, que provoque o interesse de vocês. E naturalmente os livros que nós publicamos em matéria do Espiritismo são
e é um tema que a gente não consegue falar em em uma hora, né? Mas eh espero que contribua, que provoque o interesse de vocês. E naturalmente os livros que nós publicamos em matéria do Espiritismo são o Espiritismo perante seus inimigos e desafios contemporâneos em coautoria com o Artur e com o Eric. O História Geral do Espiritismo, resumo expositivo, em coautoria com o com o Eric, lançado também pelo CCDPE. O o primeiro foi um lançamento independente, o progresso à luz do Espiritismo, que também é um lançamento independente de minha autoria e também de minha autoria vai sair agora. Eh, deve tá porque já tem capa, já tá em diagramação. Não tenho ainda o prazo, mas certamente está estourando por aí também pelo CCDPE, o erro antiespírita, que é o livro em que justamente eu faço essa essa análise crítica de Renê Guenon e do Frei Boaventura Copengar. Então, eh, vamos à prece então de encerramento, agradecer por essa oportunidade, levar os nossos pensamentos. Mestre Jesus, Deus Pai, espíritos amigos que sempre nos secundam os esforços. Muito obrigado por esta oportunidade que tivemos de estarmos reunidos, encarnados e desencarnados em reflexão sobre este grande manancial que é a nossa doutrina. E o amparo que nós recebemos nesta oportunidade nos acompanhe no enfrentamento das tribulações da vida, na concretização das nossas tarefas, das nossas missões, das nossas batalhas, principalmente aquelas duras batalhas que nós precisamos travar contra nós mesmos e raramente travamos um empenho devido. Agradecemos mais uma vez pelo suporte, apesar das nossas misérias, e solicitamos para nós o amparo para os nossos irmãos em sofrimento, rogando anuência para darmos por encerrada a reunião da noite de hoje. É isso aí. É isso aí, pessoal. Então, vamos encerrando a live de hoje. Eh, lembrando que então nós teremos na próxima segunda-feira, né, às 19 horas, a nossa última live do ano, né, vai ser com a Ivana Heisk e o grupo aí do do IGES, os trabalhadores do Igzi. Eh, nós vamos falar então acerca do Natal, né, o
na próxima segunda-feira, né, às 19 horas, a nossa última live do ano, né, vai ser com a Ivana Heisk e o grupo aí do do IGES, os trabalhadores do Igzi. Eh, nós vamos falar então acerca do Natal, né, o Natal à luz da doutrina espírita. Então, a gente aguarda na próxima segunda-feira às 19 horas. Então é isso, essa de hoje nós vamos encerrando nesse momento, dizendo sempre que todo esse trabalho é feito com muito amor, com muito carinho para vocês, por vocês. Beijo nos corações, fiquem com Deus e até a próxima segunda-feira, se Deus quiser. Ciao. Ciao.
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