#reprise T01:E05 • A Família • Ser Casal
Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 05 - Ser Casal Importância de ser indivíduo antes de ser casal; atenção às projeções no(a) parceiro(a); o relacionamento deve ser construído e alimentado diariamente. Apresentação: Cristiane Beira
Olá, iniciamos mais um episódio de Psicologia Espírita com Joana de Angeles. No capítulo de hoje, nós vamos conversar sobre o que chamamos de ser casal. Nos episódios anteriores já falamos sobre os papéis familiares, também conversamos sobre o que é ser mãe, ser pai, compreendendo esses dois aspectos da psique humana, o feminino, masculino, materno, paterno, a sensibilidade e a força, o afeto e ação, o acolhimento e a impulsão à ação. Falamos também sobre a constelação familiar, o quanto é importante validarmos cada papel e temos boa compreensão, consciência do que cabe a cada um dos membros de uma família para não nos atropelarmos, não nos confundirmos, não avançarmos e extrapolarmos o lugar que não nos pertence e nem tampouco sairmos do nosso próprio lugar, deixando espaços que tenderão a ser preenchidos de formas desequilibradas. Então, se você tiver interesse, procure os episódios anteriores para saber um pouquinho sobre essas introduções que estamos fazendo. Hoje vamos falar sobre o ser casal e partimos de um versículo que está lá em Marcos, capítulo 10 versículos 7 e 8. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se a à sua mulher. E serão os dois uma só carne. E assim já não serão dois, mas só uma carne. Por muito tempo nós compreendemos esse versículo de uma forma equivocada ou talvez não amadurecida, talvez infantilizada. Porque olhamos para essa pregação, para essa recomendação de uma maneira literal, como se de alguma forma dois membros que se uniam, duas pessoas que se uniam deveriam ter como objetivo principal se tornarem uma. Então, dava uma ideia de mesclar, de fundir, de fusão e gerava em nós expectativas, como se desse encontro dessa junção, teria que haver apenas uma forma de ser, uma personalidade, uma pessoa escolhendo um único jeito de ser, um único objetivo. de vida. E aí fica meio que uma disputa entre os dois para saber qual deles dominaria. Nas nossas histórias, aquelas que compartilhamos e que ouvimos e dos nossos antepassados,
ser, um único objetivo. de vida. E aí fica meio que uma disputa entre os dois para saber qual deles dominaria. Nas nossas histórias, aquelas que compartilhamos e que ouvimos e dos nossos antepassados, muito dificilmente alguém conseguiu ter esse objetivo de vida. Vamos nos unir em um só, né? que está escrito lá literalmente, teremos que ser uma só carne. E dificilmente encontramos um casamento, um casal, uma união em que as duas partes tenham conseguido, ainda que tentando ser uma só, levar meio a meio, levar algo que seja negociado, que seja equilibrado para que os dois tenham participação. Na maior parte das vezes, o que acontece é uma dominância. é a dominação de um ou de outro lado. Um se impõe mais, o outro grita mais, o outro e vai tendo essa disputa, essa briga, esse desacerto, até que um lado costuma ceder, o outro lado costuma impor de uma forma violenta, de forma que o outro se submeta e a gente vai viver um tanto de tempo suficiente e suportável, às vezes uma vida inteira dessa forma, outras vezes não. Um dos lados, normalmente aquele que se submeteu cansa. e pede independência e sai do relacionamento e vai procurar outra história para viver. Justamente porque nós não entendemos o que que é essa recomendação. Entramos com o propósito de ser uma carne. Nem isso soubemos fazer direito, porque poderíamos fazer uma só carne no sentido de vamos nos unir, mas no sentido de vamos ponderar, vamos nos equilibrar um pouco meu, um pouco seu, uma vez eu, uma vez você. Não. Aí entram os conflitos, um dos lados sempre tenta se sobrepor ao outro e vira aqui meio que uma disputa. Isso vai desgastando, chega uma hora que se acomoda, tudo bem, vem um como chefe, vem um como o dono, vem um como o a autoridade, o outro se submete, aceita, vamos tocando desse jeito. Enquanto a gente consegue, quando não consegu mais, a gente se separa e a gente vai atrás de outra história, muito provavelmente da mesma forma procurar outra pessoa para de novo tentar essa fusão. Então, ao invés de focarmos na
uando não consegu mais, a gente se separa e a gente vai atrás de outra história, muito provavelmente da mesma forma procurar outra pessoa para de novo tentar essa fusão. Então, ao invés de focarmos na literalidade, não era esse o objetivo certamente de Jesus, dos evangelistas, ao invés de olharmos de forma literal, vamos fazer uma carne, vamos olhar de forma simbólica, como se fosse um organismo, um corpo, um membro. Mas para eu ter um membro, eu não preciso ter uma única opinião. A gente consegue formar um conceito coletivo de algo. A gente consegue, a gente vive em sociedade. A sociedade, teoricamente não foi ideia de uma pessoa que impôs ao restante. A sociedade deve ser sempre algo que que se se entra em acordo, que se constrói junto, vira um único ser coletivo, mas ele foi construído levando em consideração cada parte envolvida. Essa carne, esse esse esse ser, ele significa simbolicamente uma união. E existe ainda a palavra união. Por isso, deixará o homem, seu pai, a sua mãe unir-se a a sua mulher. Veja que aqui não existe a ideia de fusão, não é? Fundir-se a, mesclar-se a, incorporar-se a ao outro. Não é uma coisa que um entra no outro, um se funde com o outro, um se mescla, não tem essa incorporação. Uma pessoa não precisa engolir a outra. A ideia é de união. E quando nós estamos unidos, é isso, a gente está juntos. União quer dizer, eh, não é fundição, mas quer dizer junção, associação. Isso tá lá no dicionário, combinação. Então, nós vamos nos reunir, nós vamos nos combinar, nós vamos nos associar, nós vamos conviver, estamos juntos. Estamos juntos ainda sendo dois seres. Então aquela história que a gente ouvia há um tempo atrás e que a gente achava linda, ai encontrei a metade da minha laranja, encontrei a tampa da minha panela, dava a ideia, apesar de romântica, mas estava significando que eu não era inteira, eu era metade. E existe metade minha sendo que eu preciso buscar, que está por aí passeando pela vida. E cadê? Se eu não sou inteira, eu sou metade.
ca, mas estava significando que eu não era inteira, eu era metade. E existe metade minha sendo que eu preciso buscar, que está por aí passeando pela vida. E cadê? Se eu não sou inteira, eu sou metade. Quer dizer, olha que visão que a gente tinha. A gente admitia que cada um de nós é um pedaço, não é um inteiro. E não é verdade isso? Ou então a minha tampa da panela, cadê a tampa da minha panela? Tudo bem que a gente faz bastante coisa com uma panela sem tampa, mas é como se ela não fosse inteira. Eu vou fazer quase tudo, mas eu não posso fazer tudo. E cada ser humano é tudo e pode fazer tudo por si. Nenhum ser humano foi criado no sentido de que a ele cabe a tarefa de encontrar o que lhe falta. Cada ser humano, cada espírito foi criado inteiro, total. Cada um de nós tem em potencialidade tudo que precisa para si mesmo. E se a gente ainda não enxerga isso, é porque ou não desenvolvemos ou porque isso que sentimos que nos falta está em conflito. De qualquer forma, eu está em mim, eu sou. Ah, mas eu não sou inteligente como eu gostaria ainda, mas eu tenho potencial para desenvolver todas as minhas habilidades. Ao longo no nosso processo, do nosso progresso espiritual, nós tenderemos a desenvolver todas as potencialidades. Seremos inteligentes, artistas, seremos administradores, seremos pais, seremos mães, seremos fraternos. Todas as possibilidades, todas as potencialidades, todas as faculdades serão desenvolvidas. Enquanto eu não as desenvolvo, eu tenho a sensação de que ela não existe em mim e que eu não tenho, apesar dela estar em germen latente, a sensação que eu tenho é que me falta. E qual é a solução que nós costumamos dar para isso? Ao invés de descobrir em nós, cadê essa sementinha, esse germen que precisa ser desabruchado para que eu tenha aquilo que eu sinto que me falta, nós tendemos a mais fácil, né? Vamos procurar lá fora alguém que já esteja pronto e aí eu me aproximo para poder utilizar nele aquilo que eu sinto que não tem em mim. Esse foi o caminho que nós desviamos quando a
a mais fácil, né? Vamos procurar lá fora alguém que já esteja pronto e aí eu me aproximo para poder utilizar nele aquilo que eu sinto que não tem em mim. Esse foi o caminho que nós desviamos quando a recomendação vem. se juntem, se juntem a outro, formem um vínculo, se unam e juntos vocês criam uma estrutura. É como se fosse um corpo eh um corpo de união, é um ser que se chama união, casamento, como a gente queira chamar. Esse é um, porque são dois que entram em acordo, que se conversam, que constróem juntos, que se respeitam. Os dois estão unidos. Existe vínculo, existe cumidade, existe sociedade, isso é o um, mas a personalidade de cada um continua sendo independente. Então, vamos começar eh recordando a necessidade de lembrarmos de que para nos unirmos ao outro, nós não podemos nos perder no processo. Eu não posso olhar para trás depois de 10, 20, 30 anos de casada e não saber mais quem eu sou, pessoa indivíduo. Eu não devo, depois de um tempo junto com uma outra pessoa, já não ter vida própria. Só tudo que eu faço gira em torno do outro. Tudo que eu escolho é por função do outro. Tudo aquilo que eu vivo é por causa desse outro. Mas e esse eu sozinha? Cadê? Se eu cheguei a constatar que eu fiz esse caminho, nunca é tarde pra gente resgatar a si mesmo. Sempre é tempo, mas é preciso essa tarefa. É preciso que eu exista independente do outro. É preciso que eu tenha as minhas coisas, os meus gostos, os meus compromissos, as minhas escolhas, o meu tempo. É preciso que eu seja validada enquanto ser humano único. Ah, mas isso que eu escolho fazer, o meu o outro companheiro não gosta, não tem problema. Eu faço por mim, nem que seja sozinha, é o meu tempo que eu tenho. E normalmente, principalmente a mulher, é esse que é o papel que cabe, que costuma caber mais da mulher, é de ser muito mãe e só mãe. E ela é mãe, inclusive até hora que ela não tem que ser mãe, mãe do marido. Então, a mulher gira em torno dentro da sua do seu lugar de de de convívio, né, matrimonial, de união, como a gente
só mãe. E ela é mãe, inclusive até hora que ela não tem que ser mãe, mãe do marido. Então, a mulher gira em torno dentro da sua do seu lugar de de de convívio, né, matrimonial, de união, como a gente queira, sempre em função do outro, cuidando do filho, agradando o marido, tomando conta da casa. E ela não se dedica um tempo para ser humano, para ser ela. De um tempo para cá, a gente sabe que a mulher tem resgatado mais a sua possibilidade de trabalhar fora de casa. ela tem se se arrojado mais a esse mundo aí fora. Nós estamos começando a mexer com isso. Mas é importante antes de nos unirmos a alguém termos inconsciência, termos consciência de que somente formaremos essa uma carne no sentido de de um organismo, de um ente, família, união, casamento, se conseguirmos nos manter únicos no processo, se não abrirmos mão de quem somos para nos fundirmos ao outro. Aí, provavelmente nós teremos muitos conflitos, muitas questões, muitos problemas e grande parte de chance de enjoarmos, cansarmos e não aguentarmos e acabar no processo nos separando. Então, a melhor sociedade, seja no casamento, em qualquer união, ou seja uma sociedade mesmo financeira, econômica, sempre que eu vou me associar a alguém, essa sociedade ela tem mais chance de dar certo quanto mais inteiro eu for. E que que significa quanto mais inteiro eu for? Significa: "Eu sei quem eu sou, eu sei do que eu gosto, eu sei quais são as minhas sombras, os meus conflitos, eu sei o que eu quero da minha vida". Então, é como se eu tivesse assim, a gente costuma falar: "Tô bem resolvida, eu não vou entrar numa sociedade para que o outro faça o que eu não acho que eu sou capaz de fazer. Eu não vou buscar alguém para viver junto, porque assim eu posso compensar com ele o que eu não sou, não sou capaz de providenciar para mim. Ele vai cuidar de mim porque eu não consigo cuidar de mim. Eu vou buscar outro porque ele vai ter aspectos que eu não tenho. Então, sempre que a gente não se sentir inteiro capaz, que a gente não
mim. Ele vai cuidar de mim porque eu não consigo cuidar de mim. Eu vou buscar outro porque ele vai ter aspectos que eu não tenho. Então, sempre que a gente não se sentir inteiro capaz, que a gente não se amar, que a gente não se cuidar, que a gente não buscar o nosso, a nossa vida por nós, nós tendemos a atrair, a buscar pessoas que sim vem como metade de laranja, como tampa de panela. a gente deseja porque a gente se sente que não tem tampa ou que falta metade. Então, quando eu busco uma sociedade, a melhor chance para eu estar bem nessa sociedade, dar certo e ser feliz é quando eu não preciso do outro, mas eu quero estar com o outro. Eu escolho o outro porque fica mais fácil, a gente compartilha mais, a gente troca ideias, a gente se diverte juntos, a gente se ajuda, mas não porque eu não sou capaz de viver se não tiver ele. Eu não sou capaz de fazer tal coisa se não tiver alguém. A melhor união é quando eu não sinto que preciso, mas eu sinto que quero, eu sinto que é bom, que é gostoso. Por que não? Ai, que gostoso compartilhar uma existência com alguém, rir junto, construir juntos, facilitar, trocar. Mas e se ele não tiver? Tudo bem, eu faço também, eu sou feliz também, eu construo, também eu conquisto também. Mas por que não estar com alguém? É o instinto gregário que Deus nos colocou a gente buscar pertencer, buscar o coletivo, buscar a sociedade, o entrosamento. Joana de Angeles no livro Vida, desafios e soluções, ela diz o seguinte: "Tornar-se um ser total, original, único é a proposta da individuação que liberta a consciência das constrições mais vigorosas do inconsciente dominador. É indispensável dessa forma enfrentar o inconsciente com serenidade, descobrindo-o e integrando-o à consciência atual pelos melhores caminhos que estejam ao alcance. Cada ser encontra a sua própria rota, que deve seguir confiadamente, trabalhando-se sempre, sem culpa, sem ansiedade, sem receios injustificáveis, sem conflitos. responsáveis por remorços. Joana de Angeles está falando
a sua própria rota, que deve seguir confiadamente, trabalhando-se sempre, sem culpa, sem ansiedade, sem receios injustificáveis, sem conflitos. responsáveis por remorços. Joana de Angeles está falando sobre a individuação, que é um conceito yungiano de Carl Gustavo Jung. Esse grande pensador, psiquiatra, psicólogo suíço, que trouxe a psicologia analítica, ele vem explicar pra gente justamente esse conceito, o individuar, né, que é diferente de individualizar, não tem não tem nada a ver ou não tem grandes relações com ser individualista. Não, não é ser individualista, não é ser individuo, é ser individuado. Se é que existe, não existe, mas como se fosse isso. Qual que é a ideia? A ideia é resgatando lá o o pensador grego Píndaro, torna-te quem tu és. A individuação é um processo, é uma jornada de autodescobrimento. Nessa jornada, a pessoa vai sendo conduzida, vai ser conduzindo para conseguir diferenciar ela dos outros, do coletivo, da sociedade, que inclui pai, família, irmão, religião, momento histórico, cultura, valores dominantes. O individuar os o entrar em individuação significa eu descobrir em mim o que eu ando carregando que não combina comigo, mas é que falam que é bonito, falar o que era importante, eu trouxe na minha bagagem. Então eu descobrir o que eu ando carregando, quem eu ando sendo, que de verdade não tem nada, tá muito distante da minha essência. Individuação é buscar a própria essência, é tornar-se si mesmo, é descobrir quem eu sou e quem quiseram que eu fosse, quem me projetaram, o que a sociedade disse que era bonito de ser, o que a sociedade disse que era muito feio ser. E eu vou fazendo isso na minha vida enquanto eu vou crescendo, eu tendo a ir para lugares que eu não ia, eu não iria se eu fosse escolher na minha essência, mas para agradar o papai, para corresponder à expectativa da mamãe, eu vou. Às vezes eu me visto de uma forma, eu agrego comportamentos, aparências que também me ferem em essência, mas a sociedade acha bonito, todo mundo bate
para corresponder à expectativa da mamãe, eu vou. Às vezes eu me visto de uma forma, eu agrego comportamentos, aparências que também me ferem em essência, mas a sociedade acha bonito, todo mundo bate palma, me dá curtida de novo. Eu abandono o si mesmo para corresponder ao que o coletivo dá e oferece aos padrões sociais. Então, individuação é essa busca de separar quem sou eu desse outro eu que eu tenho tentado ser, mas que de fato não bate com a minha essência. É expectativa dos outros, é projeção dos outros, é é padrões que não batem com a minha essência. Então, Joana de Angeles traz essa questão, né? é a melhor sociedade. A gente estava falando, é aquela que é feita por indivíduos que estão bem consigo mesmos, porque eles não vão utilizar a sociedade, nem a união conjugal, a união amorosa, para compensar partes que lhes faltam. Por quê? Porque eles estão em processos de individuação. Eu estou indo providenciar para mim o que eu preciso. Eu estou tentando garantir a felicidade por mim mesma. Não estou esperando que alguém me faça feliz, que alguém me traga o que me falta, não. Eu estou na busca do si mesmo, em desenvolver a mim, em criar possibilidades novas da minha experiência, do meu cabedal de de conteúdos que a gente traz. Vamos resgatar de dentro para fora, ao invés de ficar tentando buscar fora o que a gente gostaria de ter. A melhor coisa que a gente pode fazer para uma união, para uma parceria, para uma associação, inclusive romântica, é a gente garantir que a gente esteja em processo terapêutico, saudável, de crescimento, de autoconhecimento. Quanto mais eu me torno uma pessoa feliz eu comigo mesma, quanto mais eu invisto em mim mesma para eu ser um ser humano melhor, mais eu sou adequada para uma união, para uma sociedade, para uma relação. Mais fácil é viver comigo, menos problema nós vamos ter. E a gente não percebe isso, não tem um monte de pessoas que a gente conhece, que a gente fala: "Nossa, como é gostoso conviver com aquele fulano, com aquela pessoa".
igo, menos problema nós vamos ter. E a gente não percebe isso, não tem um monte de pessoas que a gente conhece, que a gente fala: "Nossa, como é gostoso conviver com aquele fulano, com aquela pessoa". E outras vezes a gente fala: "Ai, meu Deus, ainda bem que eu não sou casada com ciclo, porque meu Deus, hein? Ter que lidar com aquilo, meu Deus, não daria conta". É isso. As pessoas que estão mais bem resolvidas porque se buscam, porque se conhecem, porque assumem para si o papel de se fazerem felizes, essas são mais fáceis da gente conviver do que aquelas que querem jogar no colo dos outros. E nada tá bom. E é um saco sem fundo. Quanto mais a gente oferece, mais a pessoa quer. Ou quanto mais a pessoa oferece, menos a gente se sente saciado e a gente precisa. E a gente precisa e aí a gente fica com essa pessoa muito carente. É difícil de conviver com alguém assim. Por isso que Joana de Angeles chama a atenção. Tudo começa com ser um. Se eu quiser ser dois, eu primeiro preciso aprender o que é ser um. Essa é a chave do nosso encontro de hoje. Tudo que a gente falar vai girar em torno disso. Como é ser casal? Ser casal é você primeiro saber ser um, saber ser indivíduo, saber ser você para depois você se unir a outro que também sabe ser um, que também sabe ser ele. Pronto, agora nós estamos bem, mas vamos compartilhar uma vida. A pessoa que não sabe ser uma, que não sabe ser um, eu não sei ser eu mesma, eu vou tender a usar o outro na busca. Aquilo que eu não gostar, eu quero que ele conserte. Aquilo que eu não souber, eu quero que ele faça. Aquilo que eu tiver bravo, eu ponho no colo dele, que é ele que é o problema. E aí a gente começa nessa disputa que costuma acontecer muito nos relacionamentos. Até que isso desgasta, câncer e a gente desiste, a gente se separa, às vezes continua na mesma casa. mas tendo vidas totalmente desconectadas umas das outras, uma da outra. Então, Joana deângeles chama atenção sobre a individuação, a importância de sermos um antes de querermos ser dois. Quando eu cuido de
endo vidas totalmente desconectadas umas das outras, uma da outra. Então, Joana deângeles chama atenção sobre a individuação, a importância de sermos um antes de querermos ser dois. Quando eu cuido de mim, quando eu me amo, quando eu me faço feliz, eu estou bem, eu tenho para dar. Então, quando eu estou bem, eu estou feliz, eu estou realizada, se alguém tiver do meu lado, eu estou bem, eu ofereço o que eu tenho de bom, eu eu deixo o outro livre, eu compartilho com ele de coisas boas. É o que a gente fala. Se eu estou com sede, meu copo de água está vazio, eu não tenho água para mim e eu vou conviver com alguém, que que eu vou tender a fazer? Como é que tá seu copo de água aí? Você pode me dar um pouquinho? Porque o meu tá vazio, eu tenho sede. Aí se eu me aproximar de alguém, a minha a tendência, né, a tentação é dá um pouquinho de água da sua para mim e eu olho pro copo dele. O copo dele tá cheio. Ah, o copo dele tá cheio, o meu tá vazio. É justo que ele dê um pouco do da água dele para mim. E é o que a gente faz emocionalmente, mas não funciona. A água que ele encheu o copo dele, só ele sabe encher. Por mais que ele seja generoso e me dê, ela acaba. O copo dele tá sempre cheio, porque ele conseguiu descobrir onde é a fonte que enche, que sacia, que se realiza. Enquanto eu não descobrir essa fonte em mim, eu vou ficar mendigando: "Me dá um pouco de água. Me dá um pouco de água." E essas são as relações emocionais. A pessoa que consegue providenciar as próprias emoções, se sentindo realizada, satisfeita, ela tá sempre bem. A fonte tá nela. Se ela não está bem, ela tá sempre esperando alguém que venha me alegrar, alguém que venha me explicar porque eu tô mal, alguém que venha tirar de mim essa angústia. E ela tá sempre em busca de um salvador, de alguém que seja pai dela, de um herói, de um príncipe encantado, de um amor da vida dela, sempre esperando que o outro venha fazer aquilo que ela não consegue fazer por si. Então, Joana de Angeles, no livro Amor imbatível, amor, capítulo 1, ela diz
ncipe encantado, de um amor da vida dela, sempre esperando que o outro venha fazer aquilo que ela não consegue fazer por si. Então, Joana de Angeles, no livro Amor imbatível, amor, capítulo 1, ela diz assim a respeito do matrimônio. representa o matrimônio um estágio de autodesenvolvimento do selfie, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos de camaradagem em qualquer estágio de união que os vincula reciprocamente, reciprocamente um ao outro. Então é isso, o matrimônio nada mais é do que uma parceria de camaradaggem, de amigos, de parceiros, de um compartilhando com o outro, de trocas. E quando a gente fala fidelidade, não é o moralismo. A fidelidade é assim: quando que eu sou fiel ao outro? Quando eu quero estar com o outro, eu não estou com o outro por alguma compensação? Porque se eu tiver com o outro por alguma compensação, eu tô sempre dando uma espiada pro outro lado. Porque é que eu não tô me sentindo tranquila? Não é porque o outro não me satisfaz, não me realiza. Isso é desculpa nossa. É porque eu não me satisfaço e não me realizo com ninguém. E se eu não sou fiel a esse que está comigo, porque eu estou de olho naquele, se eu terminar com esse e continuar com aquele, provavelmente eu vou daqui a pouco fazer a mesma coisa, porque não está fora o problema. O problema não é o outro que não me satisfaz. O problema é que eu sou insatisfeita. E a única forma de eu me satisfazer é encontrando dentro aquilo que falta. Não adianta, o buraco é aqui, a carência é aqui e ninguém de fora vai suprir essa carência. Eu vou me encantando, me apaixonando. Ai, agora achei. É esse. Esse vai me fazer feliz, vai me sentir, vai me, vai me fazer rela eh realizada. Aí eu fico com ele, chega uma hora que ele não faz. Aí eu olho para outro, falo assim: "Hum, errei". pensando bem, acho que não era esse, era aquele. Então, a infidelidade ela tem como efeito um ato que envolve a moralidade. Mas antes de falar de moralidade,
olho para outro, falo assim: "Hum, errei". pensando bem, acho que não era esse, era aquele. Então, a infidelidade ela tem como efeito um ato que envolve a moralidade. Mas antes de falar de moralidade, a infidelidade tem uma questão intrínseca emocional, psicológica, é alguma, é algum conflito, é algum complexo meu que não me deixa estar numa relação. Porque quando eu estiver tranquila, eu posso fazer. Eu tô bem, eu tô consciente, eu estou realizada. Eu fico com você, companheiro, porque eu quero. O dia que eu não quiser ficar com você, eu termino a minha relação com você. E se eu achar que eu preciso de que eu quero outra pessoa, eu vou ter outra pessoa na minha vida. Mas eu não fico. Sabe quando a gente quer pegar tudo porque a gente tem medo de ficar sem? Que que é isso? Isso é carência, é fome. Quem já passou fome alguma vez sabe que na hora que você tiver chance você vai você vai querendo agregar, você vai armazenando porque você não quer mais passar por aquilo. Então é como se você quisesse uma garantia. Quando você tá saciada e você sabe que você não vai passar fome, você não fica acumulando, você não tem medo de ficar sem, porque você sabe que você vai dar conta. Hoje tá muito na moda esses programas de sobrevivência na selva. A pessoa vai sem nada, sem nenhum recurso e tem que se virar sozinha. E a gente vê bem, as pessoas que sabem que vão conseguir suprir para si mesmas, elas não têm problema, elas vão, porque de duas umas, de duas uma, ou eu vou saber lar lidar com a fome ou eu vou conseguir encontrar comida. Significa eu estou segura de quem eu sou. Eu sei lidar com a carência, com a emoção. Eu sei lidar com a sensação de fome e eu consigo ter uma estrutura psicológica para falar: "Tá tudo bem". Ou eu também sei que eu dou conta de buscar o meu próprio alimento? Então, eu não preciso ficar acumulando com medo que falte. Quando eu preciso de muita gente na minha vida, o tanto de gente que eu preciso, o tanto de olhos que eu tenho, tanto de pessoas que eu fico caçando, é
não preciso ficar acumulando com medo que falte. Quando eu preciso de muita gente na minha vida, o tanto de gente que eu preciso, o tanto de olhos que eu tenho, tanto de pessoas que eu fico caçando, é o tanto do buraco, carência afetiva que eu carrego. Então, quando eu senti que esse lugar tá cheio, eu não preciso de ninguém. Eu quero estar com alguém porque é gostoso, mas não porque eu tenho necessidade, porque eu tenho carência. Então, se eu estou com uma pessoa pensando na outra pessoa e de olho numa terceira pessoa, olha para dentro, para de ficar olhando pros outros e olha para dentro e vai buscar que carência é essa, que vazio é esse que ninguém satisfaz e ninguém vai satisfazer a não ser você mesmo. Olha para dentro de si. Como é que é isso? Por que que eu preciso de outras pessoas? Eu estou em busca de que exatamente? Não é de ninguém específico, é de algo que eu sinto que me falta e só eu posso descobrir o que me falta, fazendo a viagem para dentro de si mesmo. Então, quando nós falamos de camaradagem, de amizade, de companheirismo e de fidelidade, nós estamos falando: "A pessoa tá bem, ela tá feliz, ela está com esse companheiro porque ela gosta. Então, ela é amiga dele, ela é companheira, ela não fica com segundas agendas, ela não fica contando uma coisa aqui, fazendo outra por trás, porque ela não tem necessidades fora, ela está tranquila no relacionamento que ela está. Então, infidelidade tem muito a ver com carência, com conflitos, com complexos que precisam ser trabalhados, elucidad. Então nós vamos pensar para cuidar da relação, para cuidar dos nossos relacionamentos, que que precisa pra gente ser casal, pra gente ser parceiro, pra gente estar unido a alguém? O que é que precisa? Eu diria de cara diálogo, comunicação, conversa. Hoje tem a comunicação não violenta, né, que é uma metodologia que tem sendo explorada, divulgada. É como se fosse ensinar a gente a falar, a conversar, que a gente não sabe. E um dos pontos principais da comunicação não violenta da CNV,
né, que é uma metodologia que tem sendo explorada, divulgada. É como se fosse ensinar a gente a falar, a conversar, que a gente não sabe. E um dos pontos principais da comunicação não violenta da CNV, um dos um dos fundamentos dos pilares é quando você tiver de frente um com o outro para você conversar, fale sobre você, porque isso você tem propriedade para dizer, isso vai ser verdadeiro. Então, fale do que você sente, do que você espera, do que você precisa, quais são suas necessidades. Fala do seu ponto de vista, fala de como você vê a vida, fala do seu filtro, fale de você, não fale do outro. E a gente vai conversar, o que que a gente faz? Vamos fazer uma DR, né? Vamos fazer uma discussão do relacionamento. A gente senta e começa porque você, porque você, porque você e a gente vai e a gente vai porque você não faz isso, porque você não tem olhos para aquilo, porque você jamais no se das plantas, porque você sempre e a e a comunicação não violenta fala: "Não, porque quando eu vou apontar o dedo pro outro e eu falo: "Você não faz, primeiro que eu tô julgando. Eu não sei se ele faz, se ele não faz, né? Ah, não, mas eu vejo. Então, mas por que que ele não faz? você não sabe se ele tem alguma dificuldade ou se para ele ele nem enxergou aquilo. Quando você fala do outro, como se você tivesse julgando, ele entra na defesa. Ele entra em defesa. Se ponha nesse lugar quando alguém chega para você e fala assim: "Ô, fulana, você nunca a gente já começa a querer se defender. Ô, pera aí, como assim? Não é nunca não, eu já fiz. Então, comunicação não violenta, fale de você. Então, como que seria? Olha, eu sinto falta disso no nosso relacionamento. Para mim isso é importante. Eu tenho essa necessidade ou eu sinto que você não me valoriza quando você fala aquilo. Eu me sinto muito pequena se você fala a respeito daquilo. Eu eu tô falando de mim. Eu nem tô falando se você tá falando o que você tá falando tá certo, tá errado, mas eu estou falando de como eu me sinto e isso facilita muito o
você fala a respeito daquilo. Eu eu tô falando de mim. Eu nem tô falando se você tá falando o que você tá falando tá certo, tá errado, mas eu estou falando de como eu me sinto e isso facilita muito o processo, porque eu não tô julgando. Ah, sabe quando você faz, por exemplo, ah, meu amor, quando você faz umas certas brincadeirinhas e usa umas certas palavras, eu me sinto ofendida. Eu não estou dizendo que essas palavras que você está usando são erradas, são antiéticas. Eu não estou dizendo que você não está certo, que você tinha que mudar de jeito, não tô falando de você, mas eu estou te mostrando como eu me sinto quando você fala. A pessoa não vai se sentir mal, ela vai falar: "Nossa, eu não tenho essa intenção, nunca imaginei. Ah, desculpa, é meu jeito de ser. Eu não não sei se eu vou conseguir mudar, mas eu não tô jogando nele o problema. Eu tô trazendo para mim. Sou eu que me sinto e eu tenho direito de me sentir. Então eu queria que você pensasse sobre isso. Essa é a comunicação não violenta. Fale de si e empatize com o outro. Agora, quando eu for ouvir o que o outro vai me dizer, eu vou ouvir com essa escuta empática. Eu não vou julgar. Eu vou ouvir respeitando que é além dele. É o é a necessidade dele. É como ele vê. E ele vê como ele vê, como eu vejo também do meu jeito. Então, quando alguém me disser alguma coisa, eu antes de sair julgando, eu vou pensar, puxa vida, por que que ele pensa isso? O que que leva ele a achar eh que eu estou fazendo isso ou aquilo? Então, eu falo de mim e eu escuto o outro com empatia. Isso já muda muita coisa. E Joana deângeles também traz essa questão do diálogo, da lealdade. Ela diz assim agora, tá lá no livro Vida, Desafios e Soluções, capítulo 3. Um relacionamento saudável é feito de diálogos e coerência de comportamentos, de lealdade na forma de ser e autenticidade na maneira de viver, de tal forma que a presença do outro não inibe, antes agrada, preenchendo os espaços sem as imposições habituais de tomá-los. Que que ela tá dizendo? fica
a de ser e autenticidade na maneira de viver, de tal forma que a presença do outro não inibe, antes agrada, preenchendo os espaços sem as imposições habituais de tomá-los. Que que ela tá dizendo? fica gostoso de conviver, porque a outra pessoa ela não ela não invade, a outra pessoa também não vem para satisfazer carenças, a gente só está junto, a gente convive, é gostoso, é prazeroso. Então, para isso, precisa ter essa transparência, esse diálogo, precisa ter essa troca autêntica. Eu preciso ser espontânea. Eu não vou falar para agradar. Eu também vou tomar cuidado para não acusar. Não vou apontar o dedo. Eu quero simplesmente um uma via de acesso que seja fluida, sem tantos ruídos, para que a gente se conheça cada vez mais, para que a gente se compreenda cada vez, se entenda cada vez mais. Esse é um grande ponto central para um relacionamento funcionar. a necessidade do investimento nos diálogos, na comunicação. O que mais que a gente pode pensar? a gente pode pensar eh um pouquinho dentro disso, a gente tem o aspecto do da projeção, que isso atrapalha, atrapalha o relacionamento, que tem a ver com tudo que isso que eu tô dizendo. Então tem assim, ó, num livro que é a passagem do meio de James Holl, tem uma como se fosse uma poesia para explicar como é um relacionamento quando não traz a individuação, quando não tem troca, quando um fica tentando compensar seus conflitos no outro. Então ele diz assim: "Olha, as projeções, as expectativas, né? Conto com você para conferir significado à minha vida. Conto com você para estar sempre ao meu lado quando eu precisar. Conto com você para ler a minha mente e antever todas as minhas necessidades. Conto com você para curar minhas feridas e preencher as deficiências da minha vida. Conto com você para me completar, para me tornar uma pessoa completa, para me curar, para curar minha ferida. a minha alma ferida. Esse é o exemplo do que a gente não deve fazer. Tudo que nós estamos conversando até agora é para chegar que isso precisa ser
soa completa, para me curar, para curar minha ferida. a minha alma ferida. Esse é o exemplo do que a gente não deve fazer. Tudo que nós estamos conversando até agora é para chegar que isso precisa ser rasgado, precisa ser abandonado. Eu não tenho que contar com o outro para curar minha ferida, para dar significado à minha vida, para ler a minha mente, para saber do que eu preciso. Eu preciso falar de mim pro outro. Se eu espero algo, diga, diga. Eu costumo brincar quando a gente está falando com com casais assim, se você se para você é importante data, por exemplo, ah, estamos fazendo mesário, aniversário, se para você tudo isso é importante, fale, porque pro outro pode não ser. Então, como que a gente costuma fazer? A gente fica quietinha para ver se o outro parece que tá testando, né? Vou fazer uma prova, uma avaliação, ele nem sabe. Vou ficar quietinha para ver se ele lembra e o que ele vai fazer a respeito. E a gente costuma falar: "Não faça isso. Você vai se frustrar. Se para você é muito importante o dia do aniversário, não sei do quê, de casamento, faça acontecer". Então, ao invés de você esperar o outro lembrar e o outro providenciar, não. Ô, meu amor, o negócio é o seguinte. Eu sei que você não gosta muito de festa, que você não liga para data, mas eu ligo. É uma necessidade minha. Você pode vir comigo, você aceita participar comigo? Normalmente ele vai falar sim, né? Vai talvez, talvez vá algum direcionamento. Ah, mas não desse jeito, não com tanta gente, enfim. Aí tem uma negociação e você faz acontecer. Você já avisa antes que você esqueça, é daqui um mês, é daqui uma semana, é amanhã. Eu estou planejando um jantar ou seja lá o que for. Eu vou te comprar um presente. Espero que você compre para mim também. Gosto de trocar presentes. Fale de você. Não crie expectativas. Conto com você para lembrar. Conto com você para fazer acontecer. Conto que você vai providenciar. Não. Individuação significa eu dou conta daquilo que eu preciso. Eu faço acontecer. Eu vou ser feliz. Não é você
ocê para lembrar. Conto com você para fazer acontecer. Conto que você vai providenciar. Não. Individuação significa eu dou conta daquilo que eu preciso. Eu faço acontecer. Eu vou ser feliz. Não é você que vai me fazer feliz. Olha a outra frase que a gente usa muito no ser casal. Ah, ele não me faz feliz. Nem Jesus fez a gente feliz. Nem Jesus. Não é o outro que vai me fazer feliz. Então isso é algo também pra gente lembrar. Se eu não estou feliz, a pergunta é pro espelho. O espelho, por que que você não tá me fazendo feliz? Por que, Cris, que você não tá conseguindo providenciar para você o que você gosta, os seus sonhos, suas necessidades. Sou eu. Ah, mas eu não posso conversar, não posso ter parceria. Pode. Para isso que existe coletivo. Eu posso pedir ajuda, eu posso pedir ideias, eu posso pedir colaboração, mas a responsabilidade para produzir é minha. É minha. Eu posso falar: "Ah, eu tô com muita vontade de fazer uma viagem com o meu marido, tá bom? Então eu vou negociar com ele para que tudo aconteça. Inclusive peço para ele ajudar no pagamento da passagem, OK? Mas se é para mim importante, eu vou fazer acontecer. Eu não vou dar a dica para ele fazer e depois eu reclamar se ele não fez. Então, ser indivíduo para estar em casamento, para estar em uma união, para estar acompanhado de alguém, pra gente não ficar contando com o outro, para que o outro me satisfaça, para que o outro resolva os meus problemas. Então, a gente precisa saber cuidar de si. E um dado interessante ainda nesse passagem do meio de James Holl agora na página 64, que ele diz que quando a gente vai falar sobre relacionamento, um dado interessante é que às vezes a gente projeta tanto esses contos de fadas, né? É porque daí eu arranjei alguém e minha vida vai ser cor de rosa pro reto. E aí se não tem essa química, eu vou trocando, eu vou trocando, eu vou trocando, porque para mim é só a química que interessa. E ele chama atenção para uma coisa muito interessante. Ele diz assim: "Olha, na verdade,
essa química, eu vou trocando, eu vou trocando, eu vou trocando, porque para mim é só a química que interessa. E ele chama atenção para uma coisa muito interessante. Ele diz assim: "Olha, na verdade, considerando-se os relatos sobre casamentos, tudo indica que as uniões baseadas em necessidades práticas têm probabilidade maior de durar do que as fundamentadas em expectativas românticas e projeções mútuas". Então, quando eu entro num casamento e falo assim pro meu parceiro: "Vamos fazer uma vida juntos? Vamos ser felizes, vamos com eh eh juntar dinheiro pra gente fazer a casa dos nossos sonhos e a gente vai viajar e nós vamos ter filhos. Quando a gente tá envolvida com esses projetos práticos e a gente vai utilizando o nosso casamento para ir atrás dessas coisas, isso dura. a gente fica com esse parceiro mais tempo. Por outro lado, quando a gente entra num casamento, mais por essa questão fantasiosa, porque daí eu vou encontrar alguém que vai me fazer ver borboletas, eu vou acordar com cheiro, não sei das quantas, porque daí ele vai me trazer pétalas. Quando a gente fica muito nisso, isso se esgota, isso não dura para sempre. Essa fantasia, esse esse começo, é como se fosse o aperitivo, é aquilo que me desperta. Se eu vou fazer um banquete, o aperitivo é aquilo que desperta fome, é aqueles tipos de sabores que me me desperta a vontade de continuar comendo, mas nenhum banquete é feito só de aperitivo. Depois vem a parte substancial, né? Vem realmente a proteína e depois vem essa coisa gostosa desse finalzinho do doce normalmente de uma fruta. São fases. Se eu falar, eu quero só sobremesa não funciona. Para ter equilíbrio, precisa ter o corpo, a saúde, precisa de um pouco de cada coisa. Assim também é um relacionamento. A gente precisa de momentos. É como se a gente pensasse na vida a dois, como se fosse um gráfico de pizza que tivesse um monte, né, de fatias. Isso é casamento. Vai ter a química, a libido, vai. Mas tem também a hora que a gente senta para fazer um planejamento
da a dois, como se fosse um gráfico de pizza que tivesse um monte, né, de fatias. Isso é casamento. Vai ter a química, a libido, vai. Mas tem também a hora que a gente senta para fazer um planejamento financeiro juntos para saber quem vai se responsabilizar por o quê. E vai também ter uma outra pizza que a gente vai vai debater a respeito da dos filhos. Vamos ter, não vamos ter, como é que vai ser? E vai ter outro momento em que a gente vai falar sobre lazer. Lazer eu comigo mesma, eu com as minhas amigas, lazer nós dois, lazer família e eh família anterior, como é que vai ser? É, são muitas partes. Vai ter uma parte da pizza em que nós vamos falar sobre religiosidade, espiritualidade, como é que nós vamos, nós vamos casal? Você tem, como é que a gente vai lidar com isso? Isso é ser casal. E às vezes a gente fica como se existisse uma coisa para ser casamento. Tem que ter uma única coisa. E a chance da gente ter uma pizza completa com todas as fatias 100%. Acho que nem preciso responder que nesse mundo, ã, vai ser meio difícil. E aí a gente vai ter que saber da minha pizza quais são os meus as partes fundamentais. E talvez eu tenha que ter um pouco de disposição para poder abrir mão de uma ou de outra parte ou de um pedaço de uma ou de outra parte. Não vai dar para ter 100% de rendimento em tudo. A gente vive muito hoje nessa história de performance e a gente quer casamento performance, né? A gente quer ser o melhor amigo e o melhor amante e o melhor eh sócio e o melhor às vezes a gente vai ter que ver o que que para mim é essencial, porque não dá para ter tudo, até porque nem eu sou tudo pro outro. Então o casamento ele requer isso, essa essa questão de necessidades práticas também é a gente valorizar as coisas que a gente se encaixa ao invés de ficar olhando no pontinho que não encaixa. Quantas vezes a gente se separa com base no que não batia e a gente fala da incompatibilidade de gênios, né? Como se gênios precisassem compatíveis, né? Não, ué, a gente não fala que os os opostos
xa. Quantas vezes a gente se separa com base no que não batia e a gente fala da incompatibilidade de gênios, né? Como se gênios precisassem compatíveis, né? Não, ué, a gente não fala que os os opostos se atraem. E aí que é mais incompatibilidade do que isso? É, a gente consegue entrar em acordo. Nós não temos que ser igual ao outro para conviver com o outro. Pelo contrário, quanto mais diversidade, melhor, mais agrega, porque ele vai ter sempre coisas diferentes de mim. Eu vou ter chance de ver o mundo por outro ponto de vista, diferente do meu. Mas para isso a gente precisa ter essa disponibilidade de aceitar um pouco do que falta. Quantas vezes a gente vê então casamentos, uniões que se separam por causa de um ponto que não batia e não prestaram atenção nos outros 99 que davam muito certo. Então é preciso também ter maturidade suficiente para poder pesar e falar: "Olha, isso daqui eu acho que no meu casamento não vai ter, não vou rolar e tudo bem, porque olha, desse outro lado tem tanta coisa legal, mas eu quero tudo." Isso é criança, a criança que quer tudo. A criança quer comer pra sempre, a criança quer só doce, a criança não quer ir pra escola nunca, a criança que só quer assistir TV toda hora, a criança não quer parar de brincar, a criança que é insaciável, porque ela tá realmente se apropriando do mundo. O adulto tem que saber negociar internamente e falar: "Não tenho isso, mas sou feliz". Eu não tô falando também que a gente vai ser infeliz porque afinal de contas se conforme, não é isso? é, seja feliz, como Joana de Angeles ensina num livro inteiro, a gratidão me ajuda, porque eu vou olhar paraa minha vida como um contexto completo, como ela é, ao invés de focar numa coisa e falar: "Não tenho, não tenho, não tenho, que desgraça, que desgraça, que desgraça?" Não, não tem. Ai, que pena. Tem alguma coisa que eu possa fazer? Mas olha, tem isso, tem aquilo, tem aquele outro. para eu conseguir olhar com um olhar mais maduro, amadurecido. E o que atrapalha os relacionamentos?
i, que pena. Tem alguma coisa que eu possa fazer? Mas olha, tem isso, tem aquilo, tem aquele outro. para eu conseguir olhar com um olhar mais maduro, amadurecido. E o que atrapalha os relacionamentos? O que atrapalha relacionamento é conflito emocional, são as nossas compensações. Eu não tenho, eu quero que o outro me dê. As nossas projeções, é o outro que tá errado, é o outro que tem culpa, é o outro que não fez. As nossas carências, a troca de papel. Às vezes eu tô querendo ser mãe do meu marido ou tô querendo, ao invés de um marido, eu quero um pai que cuide das da minha parte financeira ou que troque o pneu do meu carro ou que cuido da iluminação. Tudo bem que a gente pode ter parceria nisso, mas não porque eu preciso dele, porque nós estamos dividindo tarefas. Eu não tô na expectativa de que alguém faça porque eu sou incapaz, incompetente para fazer. Não. É que ele tem facilidade. Como eu tenho facilidade para outras coisas, a gente divide tarefas daí. OK. Então tudo isso, transferências, eu deixar na mão do outro aquilo que eu preciso fazer para mim, tudo isso atrapalha. E a Joana de Angeles tem dois pontos que ela fala sobre isso. Um está lá no autodescobrimento, uma busca interior no capítulo 12, e ela diz assim: "A criança insegura que permanece no subconsciente do ser adulto, dele faz um infeliz, porque o impele a comportamentos ambivalentes, instáveis e lógicos. No íntimo, ele teme e exterioriza agressividade. Sente necessidade de carinho, mas desvela raiva e ódio. Precisa de apoio, de amparo, no entanto, foge e isola-se. Sofre carência de afetividade, disfarçando-se mediante bemurdida crueldade. Busca compreensão, mas prossegue agindo com inclemência. Eu pus essa imagem aí de uma senhora que olhando pelo celular, ela ela ele parece ela parece uma criança nesse sentido, que aquilo que a gente não desenvolveu internamente, apesar da nossa idade já ter avançado, a gente continua vivendo, sentindo como aquela criança. Então, muito daquilo que eu trago do meu
se sentido, que aquilo que a gente não desenvolveu internamente, apesar da nossa idade já ter avançado, a gente continua vivendo, sentindo como aquela criança. Então, muito daquilo que eu trago do meu passado, porque eu não resolvi, porque ficou pendente, porque ficou carência, porque teve conflito, eu tendo a reproduzir na minha relação atual. É muito comum que o casal traga pro seu relacionamento a versão que os pais tiveram nos próprios casamentos. Atenção para isso. Observe se você não está vivendo enquanto casal. exatamente como seus pais viveram. Significa que você não está fazendo a individuação. Significa que você não tá se diferenciando quem sou eu no casamento e quem era minha mãe no casamento. Eu não tenho que viver no meu casamento como a minha mãe viveu no casamento dela. Ela é ela. Ela teve a história dela, o parceiro dela. Eu sou eu. Então eu preciso lembrar que existe em mim uma criança e que essa criança muitas vezes vai viver o hoje como se ela tivesse lá atrás e ela vai querer receber do outro que hoje é, por exemplo, um esposo, o que o pai não deu, o que a mãe não deu. Ela vai trazer conflitos que foram vivenciados, instalados lá e ela não lembra, mas ela ainda até hoje está a serviço disso. Então, muita atenção para essas carências, para esses, para essas esses conflitos emocionais, porque a nossa psique é atemporal. Aquilo que não foi resolvido lá e que ainda me atormenta, me perturba, certamente vai vir para a minha relação, pro lugar onde eu estou, com quem eu estou vivendo hoje. E Joana deângeles diz também no O despertar do espírito, capítulo 7, ela diz assim: "A presença da super mãe protetora e vigilante está projetada na esposa ou na companheira que nunca deve nunca deve aceitar essa transferência de personalidade infantil e não desenvolvido do seu parceiro. Então, quando começar com essa história, ah, benzinho, faz o meu prato, arruma minha cama, lava minha roupa, cuida do meu armário. Ô, mas pera aí, quantos anos você tem? E quem que eu sou na história?
Então, quando começar com essa história, ah, benzinho, faz o meu prato, arruma minha cama, lava minha roupa, cuida do meu armário. Ô, mas pera aí, quantos anos você tem? E quem que eu sou na história? Eu sou sua mãe de novo? Não quer dizer que a gente não possa dividir papéis. Olha, querido, você varre lá fora enquanto eu lavo a louça. Tudo bem, a gente divide, mas a gente não olha pro outro como se o outro fosse responsável por fazer para mim isso. Aí significa que eu estou fazendo uma transferência. A minha esposa tá saindo do papel de esposa para se tornar a minha mãe. E às vezes a gente faz mais isso do que a gente imagina. Coloca a mãe no lugar de na a mulher, coloca a mãe no lugar da mulher, coloca o pai no lugar do marido. Então, atenção para isso. De novo, o foco não é na atividade que tá sendo feita, o foco é no que eu sinto diante do outro. Não tem problema nenhum eu falar pro meu marido: "Ai, você pode trocar a lâmpada, você pode consertar o pneu do meu carro, não tem problema nenhum. Mas e se eu meu marido não tiver aqui, eu resolvo, não tem problema nenhum. Eu eu sou capaz. Eu sou capaz, eu não preciso do outro, mas não custa nada a gente trocar. Quanto eu lavo a louça, você pode pegar o lixo, levar lá para fora, a gente faz parceria, mas não é porque eu não dou conta, porque eu me sinto criança e não sou capaz de cuidar do pneu do meu carro. Eu não vou trocar, não sei, não tenho nem força para isso, tem problema nenhum. Eu chamo o borracheiro, eu bato na porta do vizinho, eu chamo meu meu irmão, eu resolvo, eu faço acontecer. Não significa que eu ponho a mão na massa para acontecer, mas eu me responsabilizo por fazer acontecer. Se eu não me sinto assim, se eu acho que eu preciso do outro, tem carência envolvida e tem troca de papéis, tem transferência de personalidade. Outra coisa que atrapalha muito o relacionamento é quando a gente quer ser dono do outro. Aí entra posse, entra ciúme, eu quero mandar, ele tem que me obedecer. aqui nessa casa quem manda sou
alidade. Outra coisa que atrapalha muito o relacionamento é quando a gente quer ser dono do outro. Aí entra posse, entra ciúme, eu quero mandar, ele tem que me obedecer. aqui nessa casa quem manda sou eu, eu estou superior. É como se eu não quisesse ser sócio, eu quero ser, eu quero ser o CEO da minha casa, né? Eu que mando e aqui embaixo todo mundo me obedece, inclusive a minha esposa, eu ponho ela para baixo. Se eu ponho ela para baixo, significa que ela não é minha parceira, significa que ela está sob meu comando. O que que ela é minha filha, funcionária, não sei. Mas eu não eu não estou casado, eu estou solteiro aqui em cima e tem alguém aqui embaixo que responde para mim. Então isso atrapalha demais. Então, Joana de Angeles lembra a gente sobre esse controlador emocional e eu selecionei lá no Vida, desafios e Soluções, capítulo 3 tr seguinte ponto: Quando a afetividade se apresenta através de uma pessoa insegura, torna-se tormentosa, cansativa e aquele que parece amado sente-se bem quando controlador emocional. Por sua vez, o atormentado olha todos quanto estimam o seu elegido como adversários ou competidores, invejosos ou dificadores, dificultadores da sua planificação de felicidade. As raízes dessa conduta estão na infância, solitária, maltratada, que foi vivida conflituosamente e transferiu para o futuro as aspirações e o dom e de dominação para ter, em vez de afirmação pessoal para ser. Então eu trago lá de trás uma necessidade de ser ouvida, de mandar, de fazer escolha, porque eu não pude fazer isso, ficou mal resolvido. Aí eu venho agora nessa nova fase da minha vida e eu quero impor o outro, eu quero submeter ao outro. Aquilo que eu recebi de opressão, eu tendo a oprimir. Aquilo que eu recebi de não ser incluída, valorizada, eu desconsidero, desvalorizo e não incluo. Então, essa história de de querer dominar, de querer mandar, de querer ser autoridade, de querer ser eh temido, mostra que dentro tem um ser que sofreu na pele tudo isso que tenta impor aos outros. solução, cuidar desse ser,
de querer dominar, de querer mandar, de querer ser autoridade, de querer ser eh temido, mostra que dentro tem um ser que sofreu na pele tudo isso que tenta impor aos outros. solução, cuidar desse ser, resgatar esse essa criança que foi subjulgada, que foi violentada, que foi abusada, porque é isso que ela está fazendo pro outro, porque é o que ela recebeu. Então, quem foi muito, quem hoje é muito dominador, um dia já foi muito dominado ou morre de medo de ser dominado porque assistiu alguém sendo e não gostou da experiência. De novo, gente, sempre a solução está mergulha para dentro. O problema é sempre nosso. Não adianta apontar pro outro e dizer que a culpa é do outro, que o problema é do outro. Fica então esse convite para esse autoconhecimento. A melhor forma de investir num casamento é investir em cada indivíduo. Quanto mais eu sou feliz, realizada e e autossuficiente no sentido de eu cuido de mim, mas eu sou uma pessoa agradável para um relacionamento. Para ser casal, é preciso que os dois seres sejam únicos, sejam indivíduos, sejam valorizados e se conheçam e se amem. É a melhor forma. Para resolver um compromisso de dois, cada um precisa investir em si. O resultado é uma relação mais gostosa, mais amorosa, mais companheira. Então, lá no livro autodescobrimento, porque esse é o caminho para viver bem com o outro, é investir no autodescobrimento. Então, no livro autodescobrimento, uma busca interior, no capítulo 12, Joana de Angeles diz: "É indispensável que se faça uma revisão dos conteúdos psicológicos, enfrentando com amor a própria infância não superada, a fim de diluir as fixações mediante afirmações novas". e visualizações afáveis, amorosas, que se sobreponham às de natureza perturbadora, crescendo a pouco e pouco na emoção até atingir um amadurecimento que lhe corresponda à idade real. Então, vamos olhar aquela criança que precisa, que tem carências, que tem necessidades e vamos para essa busca do autodescobrimento, do autoencontro, do autoconhecimento, do iluminação das
idade real. Então, vamos olhar aquela criança que precisa, que tem carências, que tem necessidades e vamos para essa busca do autodescobrimento, do autoencontro, do autoconhecimento, do iluminação das próprias sombras. enfim, do auto amor. Quer ter um bom relacionamento, fazer parte de um bom casamento, estar numa união em que você seja feliz? Se ame, se descubra, se conheça, invista em você. É o melhor investimento que você pode fazer no casal. Fica aí essa reflexão. Obrigada e até uma próxima.
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