#reprise T01:E03 • A Família • Ser Pai

Mansão do Caminho 14/01/2026 (há 2 meses) 53:45 1,269 visualizações 188 curtidas

Psicologia Espírita com Joanna de Ângelis Temporada 01 - A Família Episódio 03 - Ser Pai Importância de ser o promotor da diferenciação entre mãe e filho (quem corta novamente o cordão umbilical); preparar para o mundo (relacionamento social); é quem libera para a vida; “pai castrador” (Mito de Cronos). Apresentação: Cristiane Beira Confira todas temporada na plataforma EspiritismoPLAY.

Transcrição

Olá, iniciamos mais um Psicologia Espírita com Joana de Angeles. Nos encontros anteriores, destacamos a importância de termos consciência a respeito dos papéis familiares para não fazermos misturas, inversões, nem deixarmos espaços vazios. A família, segundo a benfeitora Joana de Angeles, é como se fosse uma constelação. Da mesma forma que os astros existem, têm vida própria, cada um ocupa seu espaço e todos trabalham, se organizam de uma forma perfeita, porque estão valorizando e validando cada um do seu lugar. E assim permite que a que o nosso sistema e a nossa galáxia e o nosso universo exista em harmonia, em ordem. Também as famílias precisam ter esses papéis bem definidos. A constelação familiar é como uma constelação estelar. É preciso que tenhamos consciência a respeito dos papéis, dos espaços, das aptidões, das necessidades de cada membro, para que a gente não se misture, para que a gente não invada espaços e funções que não são nossas, nem tampouco venhamos a ser excluídos ou desvalidados, desvalorizados em nossas funções. Também falamos sobre a importância da maternidade. Conversamos um pouquinho a respeito do que é ser mãe, da importância do materno como função, como símbolo de construção, de desenvolvimento do ser humano, do filho, da criança que está sendo gerada e e educada. sobre a importância desse materno como uma função protetora, que também desenvolve a emoção, a sensibilidade, o afeto, o colo, o acolhimento, o ser mãe, a maternidade eh eh exemplificada, vivenciada, não importa por quem, dentro desse contexto familiar, ele vai, isso vai permitir à criança internalizar essas funções. A criança vai ter internamente esse objetivo de Deus, é que a criança desenvolva a própria mãe, o próprio materno, ou seja, seja capaz de cuidar de si e também de oferecer colo, de atender, de cuidar da natureza, de se importar com o afeto, com as emoções, em ser sensível. E hoje falaremos sobre o ser pai, a função paterna em nossas vidas. Mais uma vez, não estamos falando

o, de atender, de cuidar da natureza, de se importar com o afeto, com as emoções, em ser sensível. E hoje falaremos sobre o ser pai, a função paterna em nossas vidas. Mais uma vez, não estamos falando de pessoas, estamos falando de função, estamos falando de papel, estamos falando de aspectos psicológicos que são simbolizados na figura paterna, na figura do pai. Da mesma forma como a mãe tem a sua importância, o seu valor, o seu espaço e é fundamental para o bom desenvolvimento da psique da criança e do jovem, o pai também ocupa seu espaço, tem o seu fundamento e a sua importância. Eles se complementam. A função paterna, a paternidade, a paternagem, ela vai trazer pro indivíduo a presença de um terceiro membro na relação. Veja como Deus é perfeito, como a lei é perfeita, como tudo funciona. O ser humano quando chega ao mundo, ele chega imerso nesse inconsciente. Ainda não tem consciência de si. a criança, o bebê, desde quando está na barriga da mamãe e depois um período depois, que é quase que uma gestação extrauterina. Há autores, inclusive que dizem que por causa do ser humano ser tão complexo, ele tem esse cérebro muito complexo, muito grande. Se ele precisasse fazer toda a sua, o seu desenvolvimento intra de forma intrauterina, ficaria complicado depois do nascimento, né? Como é que seria esse nascimento? Um um nascimento natural se ele terminasse o seu desenvolvimento dentro da barriga. Então, a natureza se preparou para que a criança pudesse ter as mínimas condições para poder eh eh vir ao mundo para que a mãe pudesse dar a luz à criança e aí ela terminaria o seu desenvolvimento fora. Por isso que os animais praticamente nascem prontos, já saem os os potrinhos, os cavalinhos, eles já saem andando, enfim. E o ser humano não, ele precisa de um cuidado depois, porque ele continua a fazer o seu desenvolvimento. A própria caixa craniana, o cérebro, ele se avoluma muito depois do nascimento, ele cresce muito porque ele não poôde fazer isso. Então a evolução prepara pra

e continua a fazer o seu desenvolvimento. A própria caixa craniana, o cérebro, ele se avoluma muito depois do nascimento, ele cresce muito porque ele não poôde fazer isso. Então a evolução prepara pra gente uma forma de virmos ao mundo de uma maneira que seja factível, possível, natural. A criança então fica nesse ambiente eh inconsciente. Ela não tem consciência de si. E ela vai ganhando consciência como se aos poucos ela fosse tomando consciência de que ela é um ao longo dos seus primeiros anos de vida, entre 2 anos, 3 anos, ali ela tem já o centro da consciência agrupado, ela já tem o ego, ela já é capaz de se referir a si eu, ela já entende que ela é uma separada da mãe. Então o bebê quando ele entra, quando ele chega à vida, primeiro ele é um só. Ele tem a sensação do um, porque ele é um com a mãe. Ele vive sendo um. Então ele tem a primeira relação que é esse uno. Ele é um. Ele é um imerso no inconsciente materno. Ao longo dos primeiros anos de vida, ele vai conseguindo se diferenciar da mãe. E lá pelos seus 3 anos, certamente ele tem a noção de dois. Ele tem agora uma relação de dois. Ele vive a dualidade. Antes eu era um e só existia um. Tudo girava em torno desse um. Agora eu já percebo que tem dois. A minha relação principal é com um outro. Então, existe uma outra pessoa. São dois, é uma relação dual. Existe uma dualidade. Depois que ele passa um um tempo necessário, que a a natureza entendeu que é necessário, ele começa a se preparar para incluir nessa relação um terceiro membro, uma terceira pessoa entra, que seria a figura paterna. representada pelo pai ou por alguém que faça às vezes do pai. Então essa figura paterna vem para mostrar pro pro filho, paraa criança, um pedacinho do que é viver na sociedade. Por isso que tem uma expressão bonita que é de uma autora yunguiana, Clarissa Píncula, que ela diz: "A sociedade é a família da família". Olha que lindo isso. Nós preparamos, é como se Deus tivesse planejado assim um grande laboratório. É um laboratório de desenvolvimento e de

Píncula, que ela diz: "A sociedade é a família da família". Olha que lindo isso. Nós preparamos, é como se Deus tivesse planejado assim um grande laboratório. É um laboratório de desenvolvimento e de produção, de construção da sociedade. E esse grande laboratório, lindo laboratório, se chama lar, se chama família. É nesse contexto que a criança vai ser preparada, educada, desenvolvida para entender o que é uma sociedade. E ela vai fazendo dessa forma decomposta e crescente. Primeiro eu sou um, depois eu percebo que eu sou dois e então eu me dou conta que já somos três. E a partir daí nós temos a pluralidade, a diversidade. Nós temos o aspecto feminino, materno, proteção, segurança, acolhimento, sensibilidade, colo. E nós vamos ser introduzidos agora que já fomos bastante eh maternados, se é que existe esse termo, né? Tivemos uma maternagem bem adequada. Então lá pelos 6, 7, 8, 9 anos, nós já temos uma uma estrutura desse materno. Fomos protegidos, fomos embalados, fomos acarinhados, eh fomos eh eh tivemos essa sensação de que existe alguém que cuida, que zela, que protege, que que faz carinho. Então, já temos uma segurança, esse é o plano, né? Por isso que é importante essa maternidade. Ela não tem que ser perfeita, até porque não dá para ser perfeito na terra, nada, né? Mas ela tem que ter esse cuidado quanto mais a mãe puder se preparar, sabendo qual é seu papel. Essa é inclusive a nossa função, despertar aqui nos encontros com Joana de Angeles da sua psicologia espírita, despertar a consciência para essas questões. Por isso que decidimos criar esse esse grande módulo sobre família. E depois que a criança teve isso, ela tem então uma estrutura interna já em que ela se sente protegida. É como se ela criasse uma uma crença. O mundo é um lugar seguro. Ela precisa disso. Ela precisa primeiro ter segurança interna para enfrentar as inseguranças externas quando tiver a a vez, quando isso acontecer. Eu só sou capaz de lidar com as inseguranças e as instabilidades da vida se eu me sinto estável minimamente

interna para enfrentar as inseguranças externas quando tiver a a vez, quando isso acontecer. Eu só sou capaz de lidar com as inseguranças e as instabilidades da vida se eu me sinto estável minimamente e segura. Se internamente eu também estou insegura, quando eu me deparo com algo de inseguro fora, eu não sei o que fazer. Eu não dou conta de lidar com aquilo. E aí então agora chega o momento em que o pai entra mais propriamente. O pai esteve presente o tempo todo, é lógico, mas é um ênfase maior. Pai e mãe estão presentes sempre e aqueles que fazem às vezes de pai e mãe, não importa quem seja, nós estamos, não estamos falando de pessoas, eles estão sempre presente. E muitas vezes a gente reuni às vezes os as duas funções na mesma pessoa. Quantas vezes a gente vê figuras, né, pessoas sendo pai e mãe, fazendo às vezes de pai e mãe, sendo materno e paterno ao mesmo tempo. Então, tudo isso existe na na humanidade. Tudo isso faz parte do nosso grau de evolução. Mas entra então a figura paterna como essa esse terceiro membro. É como se a criança fosse apresentada a um outro do outro. Quer dizer, olha, não sou só eu, existe alguém junto de mim, agora somos dois, eu e você. E de repente ela olha pro lado, puxa, tem mais gente ainda. Então ali ela começa a se relacionar mais propriamente. Não é só eu sei que existe um pai por aí que de vez em quando aparece, mas eu eu dou atenção para isso. Eu passo inclusive a me relacionar para internalizar o paterno. Eu vou agora acolher tudo aquilo do da função paterna para também ter em mim o meu próprio pai. O objetivo do desenvolvimento da natureza é esse, é que o adulto tenha para si internamente a própria mãe e o próprio pai. Eu sou mãe de mim e eu sou pai de mim mesmo. Ou seja, eu sei me cuidar, me proteger, eu sei cuidar das minhas emoções, eu sei me oferecer colo, eu sei me dar segurança. E agora entra a função paterna que será internalizada. E o que que vem do paterno? Quais são as características do paterno? O paterno ele entra como essa relação

ferecer colo, eu sei me dar segurança. E agora entra a função paterna que será internalizada. E o que que vem do paterno? Quais são as características do paterno? O paterno ele entra como essa relação social porque vem como a terceira pessoa, já não é mais dois, são três. Ele vem mostrar esse mundo. Então é como se o pai ele pegasse a criança e ele falasse assim: "Olha, deixa eu te contar, tem mais coisas aí do que o colo da sua mamãe e eu vou te preparar para ir pra vida". Então eu preciso te fazer ser um pouco duro. Eu preciso te preparar para ser forte. Eu preciso te preparar para ser conquistador. Eu é que vou te levar pro mundo para você descobrir esse mundo, para você fazer outras relações sociais. É como se o pai, de certa forma, cortasse aquele aquele cordãobilical que a criança tinha com a mãe, que era muito denso e muito firme, né? Porque foram os dois ali num grande período da vida. O pai vem e fala: "Solta um pouquinho, vamos olhar para outras coisas". Então, o paterno é isso. O paterno é autoridade. O paterno, ele vai promover o novo nascimento. Ele tem muito a ver com regras, com limites. É, é esse, é essa função que chega de colo, chega de de mimos. Vamos lá, vamos pra vida, vamos ser fortte, vamos conquistar o mundo, vamos enfrentar, vamos conquistar nosso lugar. Esse é o patern. A gente costuma dizer que o a mãe quando pega a criança, ela pega a criança e agasalha no colo, né? O pai quando ele pega a criança, ele joga a criança para cima. E simbolicamente isso fala muito, porque a mãe fala: "Eu te protejo". E o pai fala: "E eu te ponho para voar". A mãe fala: "Eu te dou segurança aqui você ninguém te pega". E o pai fala: "Eu te jogo pro mundo para você conquistar seu próprio espaço". Essa combinação faz com que a gente tenha aquilo que a gente precisa. Olha que bonito. O adulto vai ser a própria mãe. Ele vai se acolher na hora que ele tiver precisando de um colo. Ele vai se proteger na hora que ele tiver correndo muito risco, mas ao mesmo tempo ele vai

a que bonito. O adulto vai ser a própria mãe. Ele vai se acolher na hora que ele tiver precisando de um colo. Ele vai se proteger na hora que ele tiver correndo muito risco, mas ao mesmo tempo ele vai ter esse paterno e esse paterno vai falar para ele: "Vai, você pode, você é capaz, você dá conta". Então, estamos aqui falando sobre família e no livro Vida, desafios e soluções, no capítulo um, Joana de Angeles diz assim: "Quando se compenetrarem os pais, mãe e pai, de que o lar é o santuário para a vida humana e não um campo de disputas para a supremacia do ego, quando os adultos se conscientizarem de que a educação é um ato de amor e não um meio de intimidar, de descarregar problemas quando as pessoas entenderem a família como um compromisso dignificador e não um ringue de lutas. As trágicas ocorrências de abuso infantil pela violência, pela indiferença, pelo estupro, pela miséria em que nasce o ser e a ela fica relegado, cederão lugar à construção de uma sociedade justa, equânime e feliz. Isso porque a criança maltratada sob qualquer aspecto que se considere projeta sobre a sociedade o espectro do terror que a oprime, do abandono em que estertora e na primeira oportunidade tentará cobrar pela crueldade o amor que lhe foi negado. Por isso que Clarice Píncola fala, a fam a sociedade é a família da família. Porque aquilo que conseguirmos criar no nosso lar, no nosso convívio familiar, é o que será depois feito espelho, é o espectro, é aquilo que a criança levará para a vida em sociedade. Então, quando olharmos lá fora e verificarmos quanta violência, um dia houve um laboratório chamado lar, que gerou aquela violência. Quando nós olharmos lá fora e falarmos assim que adulto egoísta, um dia houve um laboratório chamado lar, chamado família, que permitiu que esse egoísmo fosse alimentado. Quando olharmos lá fora e verificarmos que a sociedade não é a que nós desejamos, devemos por compromisso, por responsabilidade, voltarmos o nosso olhar paraa família. Porque é aqui que o lá fora é gerado. É

olharmos lá fora e verificarmos que a sociedade não é a que nós desejamos, devemos por compromisso, por responsabilidade, voltarmos o nosso olhar paraa família. Porque é aqui que o lá fora é gerado. É aqui a possibilidade de um resgate, de uma reestruturação do que lá fora não está bom. A sociedade é a família da família. São muitas famílias que se tornam uma sociedade. Chamamos de sociedade muitas famílias juntas. Se cuidarmos de cada família, teremos muitas famílias cuidadas. Teremos uma sociedade que é uma grande família de famílias mais estruturada. Por isso que Joana de Angelhes fala tanto sobre autoconhecimento, iluminação das sombras, responsabilidade pessoal perante si e perante aqueles que estão sob nossa responsabilidade. Por isso que ela fala tantos para pais, para mães e para educadores. Por isso que ela chama atenção. E nós vamos ver aqui ao longo da sua série psicológica, vez ou outra, ela traz uma pincelada, um apontamento, um alerta para que nós olhemos com mais cuidado, atenção e responsabilidade para a maternidade, a paternidade, os papéis familiares, enfim, a família. Existe um livro também de outro eh autor autores e unuianos, em que ele diz assim: "O livro se chama Família, a família em Foco. O lugar do pai é muito importante para a consciência de quem se é. Quando não existe a figura de um pai adequado na vida de uma menina, por exemplo, a identificação mãe e filha fica exacerbada, podendo comprometer o processo de desenvolvimento dela vida aa através do amor do pai que a jovem pode desapegar-se da mãe e perceber suas potencialidades como mãe que um dia poderá ser. Uma das questões que a psicologia yunguiana traz a respeito da relação e e ela vai tratar relação de filha com pai, de filho com pai e ela vai mostrando a distinção dessas polaridades. Ela ela chama atenção a respeito disso. A mulher precisa desse primeiro homem que olhe para ela e diga: "Cresça, saia! Você pode, você não é mais só a filha da mamãe, você também já pode ser mulher. Você começa a se preparar para

ito disso. A mulher precisa desse primeiro homem que olhe para ela e diga: "Cresça, saia! Você pode, você não é mais só a filha da mamãe, você também já pode ser mulher. Você começa a se preparar para ser mulher e um dia ser mãe. Então, o pai precisa retirar. E a gente que trabalha um pouco com grupos de pais, a gente inclusive oferece esse tipo de sugestão. Pais, vocês que têm filhas, leem principalmente nessa pré-adolescência e na adolescência. Sejam referência para elas e criem momentos de vocês dois. Então, a gente fala assim: "Faça na semana o dia do pai com a filha e aí vão pro cinema ou vão assistir um filme junto ou uma série, ou vão bater papo, ou vão jogar futebol, ou vão fazer seja lá o que for." Mas é importante a menina estar na presença desse pai para ser validado por validada por ele para que ele mostre para ela. Você cresceu e você pode se desapegar da sua mãe. Você não precisa ficar protegida. Mas isso vale pro filho também. O pai vai fazer a mesma coisa com o filho. O pai também tem que ter a sua, o seu momento com esse jovem para que ele também sinta que agora ele vive nesse outro ambiente, que é o ambiente mais de mundo, de fora. A gente inclusive faz esse símbolo. A mãe é essa mulher que é lua, que é para dentro, que é quietinha, que é no íntimo. E o pai é essa figura solar que é do dia, que é de fora, que é da vida. Então o pai precisa estimular os filhos. Vai, você pode, você é capaz. Eu acredito em você. Porque paraa criança, o pai é o símbolo desse que foi, é herança isso. Não estou falando de cultura, nem fazendo juízo de valores, mas nós temos internalizado por milhões de anos de evolução que a figura do homem esse forte que na época das cavernas era ele que iria guerrear, era ele que ia conquistar, era ele que ia promover a o alimento, a caça. Enquanto a figura da mãe ficava protegendo, agasalhando, amamentando. A gente ainda tem arquetipicamente falando esses aspectos. Então, pra gente ainda trazemos essa figura do pai que vai conquistar, quando esse homem que

mãe ficava protegendo, agasalhando, amamentando. A gente ainda tem arquetipicamente falando esses aspectos. Então, pra gente ainda trazemos essa figura do pai que vai conquistar, quando esse homem que foi conquistar olha para mim e diz: "Você pode? Eu acredito, eu consigo ir." Porque ele está me dizendo, vai. Ele que é o expert lá de fora, ele é que sabe me falar como é que funciona lá fora. Então, o paterno vai me preparar para ir pra vida, para ganhar espaço, para ter lugar, mas também para organizar o lugar. O paterno é que vai me dar limites e, ao mesmo tempo, vai me cortar as asinhas quando eu começo a querer voar além do que eu posso, além do que eu devo, além do que me convém. O pai é esse elemento castrador. E nós temos lá na mitologia o pai cronos, que é o tempo que corta, que limita. O tempo é assim, ele é cruel. O tempo fala uma hora é uma hora e não tem um segundo a mais e nem um segundo a menos. Você se vira para acontecer dentro dessa hora. Esse é o pai. O pai vai falar, vai fazer acontecer. O pai organiza, o pai põe limites, a mãe sempre deixa mais um pouquinho. Ai, tadinho, deixa dormir mais um pouco, deixa ficar no computador mais 5 minutos. Ixe, quanto que eu me vi nessa função e quanto que eu observei meu marido vindo e pondo limites. E internamente eu falava: "Graças a Deus que ele consegue, porque eu não consigo". Ainda bem que ele tem essa firmeza e ele pontua. Ainda bem que ele põe para correr, ele tira do conforto e fala: "Vai, você dá conta". Porque a mãe tem essa vontade de falar: "Deixa que eu protejo, deixa que eu cuido, deixa que a mamãe faz". Só que aí a mamãe fica, a mamãe exagerada, como a gente falou no encontro anterior, e acaba roubando o crescimento, o amadurecimento, o desenvolvimento, impedindo, atrapalhando. Então, o pai vem para dar esse basta que é saudável, nesse mimo, nesse conforto, para que a criança não fique infantilizada, para que o jovem saiba que ele pode ir, que ele pode crescer, que ele pode avançar e conquistar. Então, o pai ele

ue é saudável, nesse mimo, nesse conforto, para que a criança não fique infantilizada, para que o jovem saiba que ele pode ir, que ele pode crescer, que ele pode avançar e conquistar. Então, o pai ele faz essa mediação da relação. Ainda um um outro autor e um guiano no livro O Pai e a Psique, ele diz assim: "O pai é o mediador de uma relação. Ele determina em que bases, até que ponto, dentro de uma abrangência ou limites com regras. As diversas relações do filho com o mundo, com o outro, consigo mesmo irão se estabelecer. É o paterno, é o mundo da regra, é o mundo da autoridade, daquilo que define, que dá ordem. Esse é o aspecto paterno, de novo, que todo mundo tem, todo mundo carrega o paterno e o materno em si mesmo. Ele diz também que a ausência de um representante do pai, que também não importa quem seja essa figura, quem seja essa pessoa, é danosa. A ausência desse aspecto paterno é danosa para a personalidade. Se faltam regras e limites, o filho se dilui no em lugar de se relacionar com o mundo. Se faltou rega para mim, eu me perco no mundo. Eu não sei onde que eu vou. Eu não sei o qual é o meu lugar. Eu me perco. Eu me diluo no todo. Ao invés de me relacionar, é como se eu me perdesse, eu não sei quem eu sou. E quando ele eh eh ou então eu ele invade o mundo ou se deixa invadir. Então é como se o adulto que vai pra sociedade e ele não sabe qual é o lugar dele, tem hora que ele deixa o outro avançar e pegar o que é dele. Ele não sabe se defender, ele não sabe falar: "Opa, isso aqui é meu". E tem hora que ele é autoritário e ele invade o outro. Ele ele se ap se apodera do outro. Então, a pessoa que não sabe organizar e respeitar limites, contextos, é essa pessoa que tem esse problema com a organização, a regra, né, a castração necessária que o paterno nos traz. Ou a gente se deixa invadir ou a gente invade o outro. Então é preciso olharmos para isso, porque a família de hoje, a família atual, inclusive muito diversa em tão pouco tempo, tanta diversidade surgindo, o próprio IBGE já

adir ou a gente invade o outro. Então é preciso olharmos para isso, porque a família de hoje, a família atual, inclusive muito diversa em tão pouco tempo, tanta diversidade surgindo, o próprio IBGE já denomina novas eh denominações para as famílias. Por exemplo, a família Mosaico é uma família que surgiu porque tem aumentado significativamente e tem aparecido nas percentagens eh medidas pelo IBGE. As famílias em que os pais de um núcleo se separam, os pais de outro núcleo se separam, eles se casam desse núcleo, se casa com desse núcleo e trazem filhos dos dois primeiros núcleos e formam um terceiro, inclusive tendo filhos nesse terceiro. Então nós temos e esse conjunto se chama família mosaico. Outras características atuais é o quanto que já não é mais tão nítida aquela aquela forma de se de se organizar que era o pai sai para trabalhar, a mãe fica em casa cuidando dos filhos. O quanto hoje os dois saem para trabalhar e os dois precisam se organizar para cuidar do lar. É uma outra forma de se organizar. Pouco importa isso pro desenvolvimento. É importante que se mantenha a referência do materno e a referência do paterno disponíveis para a criança que está no meio disso tudo. Ela precisa se sentir acolhida, cuidada, carinhada, protegida e precisa ter um espaço em que alguém vai fazer para ela a função de vai, eu te libero pra vida, eu te abençoo, você pode, vamos voar, vamos voar. Eu preciso ter dentro do meu contexto quem me garanta esses dois aspectos como possibilidades de referência para eu poder imitar eu, criança, para eu poder importar, internalizar aquilo que eu preciso para eu ter a minha, o meu conjunto, né, para formar em mim o meu duplo aspecto materno, paterno, feminino e masculino, todos carregando. esses dois aspectos. Yung diz que a mulher feminina carrega o aspecto masculino também em si e o homem masculino carrega o aspecto feminino em si. E nós precisamos desenvolver e trazer consciência quanto possível desses dois aspectos. E a gente faz muita internalização e o desenvolvimento

si e o homem masculino carrega o aspecto feminino em si. E nós precisamos desenvolver e trazer consciência quanto possível desses dois aspectos. E a gente faz muita internalização e o desenvolvimento desses aspectos em nós a partir das referências, a partir das pessoas que nos são referência. E não necessariamente é homem, não necessariamente é mulher. Não estamos falando de pessoas, estamos falando de funções, estamos falando de aspectos. Quantas vezes a gente vê em casa ou casal e a mãe mulher, ela faz muito bem o a função paterna, porque é uma mulher que ela é rígida, ela põe regras, enquanto que o pai, que é o ali, no caso, é um homem, ele faz a função materna e ele acolhe. pra gente ver que não tem relação com pessoa, tem relação com um aspecto com função, com papel desempenhado. E a criança precisa ter essas essas duas eh essa dualidade ofertada. Então, na família contemporânea, ainda nesse no livro A família em Foco, ah, diz assim: "Na família contemporânea, em que o patriarca vai perdendo o poder e a mãe contribui para o orçamento da casa, família moderna hoje." O problema é que nem pais nem mães ocupam um lugar de autoridade na formação do caráter e na educação dos filhos. Então, não é importante que a mãe saia para trabalhar, que o pai fica em casa, que o pai sai para trabalhar, que ninguém sai para trabalhar, que os dois sai para trabalhar. Não é importante. Não é importante que pessoa é mãe, que pessoa é pai. Não é importante. O que que é importante? É que a gente não se atrapalhe nas mudanças, nas novidades, nas inovações e a gente deixe falhar o que não pode, que são as boas referências desses aspectos para os filhos. A gente pode constelar a nossa família do jeito que a gente quiser. O que que a gente precisa garantir? É a responsabilidade de oferecer um ambiente saudável pro filho. E o que que isso quer dizer? O que a gente tem batido. Afeto, proteção, segurança, carinho, colo e força, disciplina, regra. Vamos, você é capaz. Você vai cuidar da sua vida. Vamos pra

ável pro filho. E o que que isso quer dizer? O que a gente tem batido. Afeto, proteção, segurança, carinho, colo e força, disciplina, regra. Vamos, você é capaz. Você vai cuidar da sua vida. Vamos pra vida. Eu preciso dessa combinação acontecendo para que a criança cresça com eh saúde. Joana de Angeles, no livro Em Busca da Verdade, capítulo 6, diz o seguinte: A paz que se entregam à educação dos filhos, ela vai começar agora a apontar algumas coisas que podem dar errado, por melhor que seja a intenção. Pais que se entregam à educação dos filhos, depositando neles todas as suas aspirações e também insatisfações, esperando compensação quando os mesmos adquiram a idade adulta. Quando esta ocorre e os descendentes são convidados a seguir a própria existência, atormentam-se, acreditam-se abandonados, sofrem depressões, perdem o sentido existencial. A gente já alertou a respeito disso no no outro encontro quando falamos sobre o ser mãe. A mesma coisa acontece com o ser pai. Um ponto que pode atrapalhar o processo, que precisa estar consciente em nós como pai, como figura paterna. A minha vida é minha. A vida do meu filho é dele. Ele não vai fazer o que eu não fui capaz de fazer. Ele não vai viver o que eu não tive chance de viver. Ele não vai conseguir aquilo que eu não pude conseguir. Eu não fui capaz de conseguir. Ele vai viver a vida dele, ele vai seguir o caminho dele, ele vai correr atrás das necessidades dele e ele vai desenvolver as aptidões e sonhos dele. Então, toda vez que um pai projeta no filho uma parte de si, ele rouba um pedaço da vida do filho. Ele vai se arrepender lá na frente, o filho vai ter problemas lá na frente. E esse não é o modelo que Deus criou de família, de paternidade. Então, os pais precisam ter muito atenção para não quererem cópias de si. Nós não vamos sair clonando a gente nos nossos filhos. Nós não vamos dizer pros filhos o que que é bonito de se fazer, qual o caminho que deve ser seguido. Nós vamos nos dedicar a desenvolver o nosso filho a partir dele,

lonando a gente nos nossos filhos. Nós não vamos dizer pros filhos o que que é bonito de se fazer, qual o caminho que deve ser seguido. Nós vamos nos dedicar a desenvolver o nosso filho a partir dele, para que o meu filho tenha saúde emocional, saúde psicológica, saúde espiritual, saúde corporal. Pronto, agora ele tem valores, ele sabe lidar com as emoções, né? Ele tem condições para isso. Ele tem um norte espiritual. Agora, filho, você vai se descobrir. Eu posso estar junto, eu vou te orientar, eu vou te chamar atenção, eu vou te apontar. Sim, mas é você que vai viver a sua vida. Você não vai ser jogador de futebol, porque eu acho a coisa mais linda do mundo ser jogador de futebol e e eu não consegui ser. Você não vai ser um engravatado porque é isso que dá ibope, porque é isso que eu sou. Você não vai fazer faculdade de medicina porque ganha muito ou porque é o sonho da minha vida. Não. Nós temos que juntos, e eu te ajudo nisso, descobrir quais são os seus talentos, quais são seus sonhos, quem é você para eu te ajudar a você construir a sua própria vida. Então, cuidado para não depositar nos filhos nem nossas aspirações e nem nossas insatisfações. Isso é um roubo e a gente está se apoando da vida dos filhos para viver o que a gente não foi capaz de viver. Por isso que Jung fala que um dos maiores dramas da criança da infância é a vida não vivida dos pais, porque os pais vão tentar viver através dos filhos. E essa mistura, ela não é justa. Ela não é honesta. A gente tem que conseguir se separar. E meu sonho que eu faço com ele, corra atrás, nunca é tarde. Ah, mas como é que eu vou ser jogador de futebol com essa idade? Talvez eu não consiga fazer profissionalmente, mas nada impede que eu crie o meu grupinho para os finais de semana eu me realizar. Ou eu posso me envolver com times de futebol e ser parte do da equipe de treinador, eu não sei, mas é minha essa história e eu preciso viver ela em mim. Não queira viver através do outro, não funciona. Vai ficar todo mundo triste no

s de futebol e ser parte do da equipe de treinador, eu não sei, mas é minha essa história e eu preciso viver ela em mim. Não queira viver através do outro, não funciona. Vai ficar todo mundo triste no final. Outro problema que a gente encontra agora, tá lá na família em Foco, eu tô citando bastante esse livro, né? diz assim: "Eh, a imagem negativa que o pai tem do filho é parcialmente introjetada pelo jovem, convencendo-o subliminarmente de que ele não de fato não presta. Suas atitudes tenderão a confirmar o conceito negativo que faz de si próprio, concretizando as expectativas pessimistas do pai e intensificando sua exasperação. A gente costuma falar das profecias autorrealizáveis, que é o pai fica buzinando tanto na orelha do filho, você é um burro, você é um burro, você é um burro. Coisa feia, né? Expressão horrível, horrível. Mas a gente ainda escuta isso. E o filho vai internalizar, ele aceita, ele acata, ele ele acredita. E isso passa a ser uma crença. Ele pode ser inclusive um superdotado. Eu já vi uma história assim, gente. Eu acompanhei a história de um jovem, agora já é homem feito. Na época ele era um jovem, um adolescente, começou a aparecer muito a dificuldade dele na escola e a escola começou a exacerbar, a escola começou a rotular. Ele não dá conta, ele não presta atenção, ele não consegue, ele deve ter alguma coisa. E a mãe conversando comigo, ai meu filho não consegue, ele não produz, ele não rende, ele deve ter alguma deficiência. E a mãe, olha, ela ela fez o que ela pôde para tentar amenizar professor particular, reforço e foi o jovem foi meio que se arrastando. Quando ele tava lá na no juventude já 16, 17 anos, a mãe resolveu fazer uma consulta e e procurou essa equipe. É uma equipe com todas as especialidades. você fica eh por oito encontros sendo analisados por todas as especialidades, psiquiatria, psicólogo, neuro, enfim, e eles fazem depois uma um resumo, né, um diagnóstico. E aí o diagnóstico do jovem era assim, primeiro fator, ele era superdado, ele tinha um que ir muito

idades, psiquiatria, psicólogo, neuro, enfim, e eles fazem depois uma um resumo, né, um diagnóstico. E aí o diagnóstico do jovem era assim, primeiro fator, ele era superdado, ele tinha um que ir muito acima da média. Segundo fator, ele tinha também, eu não lembro se era dislexia, mas ele tinha alguma dificuldade com letras para identificar. A escola só olhou isso e fez com que um jovem acreditasse, a mãe dele acreditasse que ele não tinha conteúdo eh eh eh capacidade cognitiva intelectual para poder acompanhar uma matéria. Olha o que nós estamos fazendo. A profecia autorrealizável. Cuidado com o que se fala pros jovens. Ai, mas eu falei porque eu tava bravo. Mas ele vai internalizar, ele escuta. E às vezes nem escuta, nem precisa ouvir a a forma como eu olho para ele. Às vezes é um olhar de desaprovação, tipo, ai como você me decepciona. Ele internaliza isso e mesmo que ele não seja, ele vai se tornar. Isso já é comprovado. Tanto que já existe esse nome de profecia autorrealizável. A criança vai ser muito, muito provavelmente o que os pais pensam que ela vai ser. Então, olha a responsabilidade. Tem um filme lindo que a gente cita muito nos grupos de pais, Mãos Talentosas, uma história verídica de um médico neurocirurgião, Ben Carlson, foi quase candidato à presidência dos Estados Unidos um tempo atrás, primeiro negro, neurocirurgião. E quem o primeiro neurocirurgião a executar uma cirurgia de separação, eu acho que era craniana, de gêmeas siamesas. O o médico é um uma potência de de capacidade, mas ele nasceu num gueto. Ele nasceu em condições de todas as as fragilidades, vulnerabilidades. A mãe era uma lavadeira, não tinha o pai presente, mas a mãe olhava para ele e falava: "Você vai ser o que você quiser, meu filho, e eu não vou te deixar ser pouca coisa, não, porque você pode." O olhar da mãe, ele não acreditava nele. Quem acreditou nele? a mãe. E a mãe fez esse olhar da mãe internalizado nele, fez com que ele fosse desenvolver o ser humano que ele já era. Quanto que esse nosso olhar, a forma

e não acreditava nele. Quem acreditou nele? a mãe. E a mãe fez esse olhar da mãe internalizado nele, fez com que ele fosse desenvolver o ser humano que ele já era. Quanto que esse nosso olhar, a forma como nós nos relacionamos, como nós nos apresentamos aos filhos, como nós observamos nosso filho, fala para ele e constrói esse nosso filho. Então, muito cuidado com essa imagem negativa. Vamos fazer mais esses ritos de passagem quando os pais autorizam os filhos. Filho, acabei de fazer uma conta bancária para você. Eu sei que você agora vai começar a gerenciar as suas próprias, a sua própria mesada. Tá aqui, filho. Eu vou te ensinar como cuida do seu próprio dinheiro. É apostar no filho. É preparar o filho para ir. É abençoar o filho para ir. Não é ficar olhando pro filho como você e não sei se você vai conseguir ou às vezes a gente não quer que cresça porque a gente quer ser mais. Pai, deixa seu filho ser maior que você. Não tenha medo de ser ultrapassado. Significa que você fez um ótimo trabalho. Não queira que seu filho fique submisso a você para que você mostre o tempo todo que você tem poder. Deixa ele voar. Não quer dizer que ele vai te desrespeitar ou te deshonrar. Ele vai te valorizar sendo brilhante, sendo feliz, sendo grande como ser humano. Aí você, pai e mãe, podem olhar e falar: "Eu participei da construção desse ser humano". Não queiram para si. A gente faz filho e a gente prepara filho e a gente constrói filho, a gente educa filho para que eles sejam do mundo, que eles vivam para o mundo, por pelo mundo. Então, às vezes a gente tem também Joana de Angângeles lá no o despertar do espírito, no livro capítulo 6, ela também chama atenção para um outro aspecto negativo do paterno, esse aspecto, sabe, punitivo, esse esse pai que oprime, que reprime. agressões verbais e físicas constantes através de expressões chulas e ofensivas, surras e punições, outras por nonadas, bem como violências sexuais irão constituir o infortúnio existencial daqueles que se lhes tornaram vítimas em defesas.

através de expressões chulas e ofensivas, surras e punições, outras por nonadas, bem como violências sexuais irão constituir o infortúnio existencial daqueles que se lhes tornaram vítimas em defesas. Normalmente quem assim age, punindo, estuprando, violentando, transfere do seu próprio passado os próprios sofrimentos que lhe pareceram injustos e os atingiram em representem nesse gerando, por sua vez, medo e rancor, frustração sexual e insegurança. Torna-se um verdadeiro círculo vicioso de infelicitações, não tendo condições psicológicas para enfrentar a fragilidade pessoal interna face ao goz comportamento adquire poder, é a força da dominação e do amor desequilibrado. Atenção, pais, tenham consciência disso. Cada vez que eu levanto a mão, cada vez que eu agrido, que eu ajo com violência, é o meu eu próprio violentado que se vinga. Mas ao invés de se vingar, que também não seria o caso, de quem o prejudicou e não correspondeu ao que deveria ter feito, eu projeto no próximo, na geração próxima, naquele que está sob minha responsabilidade. Cuidado. Cada vez que eu brigo, bato, milho, xingo, ofendo meu filho, na verdade sou eu mesma ofendida. Eu mesmo ofendido pelos meus, pela minha geração passada, que está ali gritando de raiva e de dor, mas projetando essa dor no outro que não tem nada a ver com isso. E a gente cria esse círculo vicioso que não tem mais fim. Aquele que bate foi quem apanhou antes. Vamos quebrar isso. Vamos cuidar da gente. Se eu fui violentado, abusado, se eu fui, se eu apanhei, eu vou cuidar disso. Eu vou pra terapia, eu vou pra religião, eu vou cuidar de mim, eu vou me separar. Não posso reproduzir isso. Eu preciso quebrar, senão vai ser eternamente. E eu vou gerar uma família amaldiçoada. Não no sentido místico, mas no sentido de que tem uma maldição ali, todo mundo vai apanhar na minha família e eu vou ficar vendo filho apanhar, neto apanhar, bisneto apanhar. Não chega, vamos interromper. Não é porque eu recebi isso que eu vou doar isso. Aquilo que fizeram

mundo vai apanhar na minha família e eu vou ficar vendo filho apanhar, neto apanhar, bisneto apanhar. Não chega, vamos interromper. Não é porque eu recebi isso que eu vou doar isso. Aquilo que fizeram comigo fica para os outros responderem, mas aquilo que eu faço com o que fizeram comigo é da minha alçada e aquilo que eu jogo pro meu filho é da minha responsabilidade. Então cuidado com esse efeito punitivo castrador que é um efeito negativo do paterno. Um outro que a Joana de Angeles fala ainda no despertar do espírito, mas agora capítulo oito é com relação a esse paterno frio, distante. Então ela diz assim: "O pior, no entanto, vivido pelos pais, é o que se expressa pela indiferença em relação à criança, dando-lhe a ideia de que é invisível, inexistente. Tal crueldade executada pelos adultos fere profundamente o ser que se inibe e perde o sentido existencial e o significado psicológico da vida. A criança que sobrevive psicologicamente a esse conflito no lar torna-se incapaz de amar. Sempre atormentada pelo ódio que decorre do medo de novos sofrimentos, vivificando a amargura de haver sido morta em vida. Não vamos matar a vida dos nossos filhos, mostrando para eles que eles não existem, que eles não são observados, que eu não os noto, que eles são qualquer um, nem precisava estar ali. A indiferença, ela causa mais prejuízo até do que a violência, porque a violência é um ato de quem está falando com alguém. Eu estou te batendo, mas eu estou te batendo porque eu estou te vendo, porque eu tô com raiva de você, porque você existe, você está aqui. Existe uma relação, por pior que seja, o indiferente significa você não existe. Eu eu nem o considero. Por isso que a gente sabe que muitas vezes criança que só recebe atenção, quando apronta vai tender a aprontar mais vezes. Ela vai aprontar, ela vai ser inadequada, ela vai ter comportamentos, melhor dizendo, inadequados, porque a única hora que ela tem a atenção do pai ou da mãe. Ela prefere levar um tapa do que não ter nada, do que não ser vista,

er inadequada, ela vai ter comportamentos, melhor dizendo, inadequados, porque a única hora que ela tem a atenção do pai ou da mãe. Ela prefere levar um tapa do que não ter nada, do que não ser vista, do que não ser enxergada, do que não ser considerada. Então, cuidado com a indiferência. Dedique 5 minutos do seu dia. 5 minutos. já tem comprovação científica para dizer que isso é significativo. Mas não é 5 minutos qualquer, é 5 minutos só com o filho, para o filho, pelo filho, olhando pro filho e e tendo uma relação importante com ele. Oi, filho. Quero saber de você, olhando nos seus olhos. Me conta como foi a escola. Vamos jogar uma partida de jogo memória juntos. Filho, quero assistir uma série com você. Filho pequenininho, senta aqui com o papai. Vamos brincar junto de carrinhos. Eu e você estou aqui para você. 5 minutos, 10 minutos com frequência. Significa você existe, você é importante, você tem um lugar especial para mim. Conclusão, ele quando estiver na família da família lá fora na sociedade, ele vai falar: "Eu existo, eu sou importante, eu sou significativo, então eu tenho propósito de vida, eu quero viver, eu não desisto de viver, eu não caio em depressão, eu não quero tirar a própria vida porque eu sou importante, eu sou válido, eu sou visto, eu sou validado, eu tenho importância, eu tenho valor." Então, nada de indiferença. Atenção paraa criança. Olho nos olhos. Se aproxime. Para, mas não vai com o celular na mão jogar joguinho. Ah, vamos jogar uma partida aí do seu joguinho do celular e eu com o meu celular. Não, é atenção. Nada de celular, nada de eletrônico. É atenção, é presença, é relacionamento. Então, paterno frio, paterno distante, não faz bem. É outra questão que precisa ser olhada. Então, quando a gente tem esses cuidados com o paterno, a gente está pronto para preparar esses jovens para essa boa empreitada, para que eles tenham as características do que é um um adulto saudável. Quais são essas características? Dentre elas, ele é capaz de fazer boas relações sociais.

esses jovens para essa boa empreitada, para que eles tenham as características do que é um um adulto saudável. Quais são essas características? Dentre elas, ele é capaz de fazer boas relações sociais. Ele sabe escolher as amizades. Ele se valoriza, ele valoriza os amigos. Ele está num círculo social interessante. Então, boas amizades no sentido de se valorizar e valorizar os outros. Ele se cuida. Ele cuida do corpo, ele cuida da mente, ele cuida da profissão, ele cuida das suas finanças e ele é responsável. O erro ele assume, ele não joga no colo do papai, ele não fica eh se sentindo um coitado, ele não espera alguém vir salvar. Então esse é o adulto que a gente vai formar. Ele sabe se relacionar com saúde, com equilíbrio. Ele sabe cuidar de si. Ele não vai na conversa dos outros. Ele é capaz de se sentir feliz, realizado, responsável. Esse é o adulto que nós queremos formar. Então, Joana de Angeles diz ainda no capítulo oito do vida, desafios e soluções. Essa empreitada, ele não deseja triunfar sobre os outros, conquistar o mundo para se tornar famoso, conduzir as massas, ser endeusado, deificado, porque a sua é a luta para conquistar-se, realizar-se internamente, interiormente, de cujos esforços virão outras posses, essas de importância secundária, mas que fazem também parte dos mecanismos existenciais que constituem o desenvolvimento, progresso da sociedade, o surgimento das suas lideranças, dos seus astros, construtores do futuro. Eles não vão ser astros, líderes e construtores dos do futuro por isso, correndo atrás disso. Isso vai ser consequência de um ser humano que se sente valorizado, que se cuida, que se ama, que se sente responsável, que se sente com propósito de vida. Por consequência, ele vai acabar tendo um destaque de uma ou de outra forma. É natural, mas ele não vai correr atrás disso. Ele vai correr dos valores de dentro. Conquistai o reino dos céus, que é interno e tudo mais externo, secundário, vos será dado por acréscimo. É, é esse o plano. Então eu eu encerro

orrer atrás disso. Ele vai correr dos valores de dentro. Conquistai o reino dos céus, que é interno e tudo mais externo, secundário, vos será dado por acréscimo. É, é esse o plano. Então eu eu encerro aqui o nosso encontro sobre o ser pai com uma oração aos pais. E nessa oração eu digo assim: "Pai, que Deus lhe inspire para reconhecer os momentos nos quais precisa estabelecer limites aos filhos e outros quando precisa estimular a liberdade. Pai, que Deus toque seu coração, convidando-o a ultrapassar padrões sociais machistas e insensíveis, de modo que você abrace seu filho, ria e chore com ele e jamais se sinta constrangido em expressar suas emoções. Pai, que Deus ilumine sua mente e você tenha a sabedoria necessária para deixar que seu filho vá além de onde você já foi. Pai, que Deus abençoe sua vida para que você seja feliz, se realize e não corra o risco de deixar que seus conflitos interfiram na vida de seu filho. Pai, que Deus abençoe a paternidade. Obrigada e até o próximo encontro.

Mais do canal