Quem Se Elevar Será Rebaixado - Heber C. Oliveira - 10/04/2017

Grupo Espírita Mensageiros da Luz - GEML 11/04/2017 (há 9 anos) 32:15 4,935 visualizações

Palestra proferida no Grupo Espírita Mensageiros da Luz (SEDE), no dia 10/04/2017 as 20h, com o tema "Quem Se Elevar Será Rebaixado", E.S.E. Cap. 7 – BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO, pelo orador Heber C. Oliveira. Inscreva-se em nosso Canal Youtube para receber atualizações. Acesse também nosso site: www.mensageirosdaluz.org Facebook: https://www.facebook.com/mensageirosdaluztv

Transcrição

Acompanhe agora mais um tema doutrinário do Evangelho de Jesus. Prezados irmãos e irmãs companheiros de Del Espírita, que a paz do Senhor continue nos envolvendo a todos nesta noite em que mais uma vez nos é dado a oportunidade de lermos e buscarmos uma compreensão a respeito do texto do Evangelho da boa nova de Jesus nesse capítulo séo, que é trecho também de uma das passagens do sermão da montanha. onde Jesus enaltece as bem-aventuranças e fala sobre ser bem-aventurado também os pobres de espírito. A proposta hoje não é de secar esse título, exatamente porque foi feito isso na última segunda-feira pelo nosso companheiro aqui, o Dr. Cildo. Mas antes de tudo, eh, procurarmos irmos além, porque ele já explicou que pobre de espírito, não é como nós imaginamos, né? Todo aquele que a gente pensa hoje que é uma pessoa sem iniciativa, sem atitude, faz um coitado, é um pobre de espírito, é uma um acomodado, um preguiçoso, um desprovido de inteligência, alguma coisa assim. É claro que Jesus não poderia estar se referindo como pobre de espírito a essa forma nossa de entender o que seja pobre de espírito. Jesus falava a respeito das pessoas que têm a simplicidade no coração, das pessoas que são humildes, das pessoas que procuram não se colocar além daquilo que de fato são, que procuram não humilhar aqueles que convivem com eles. Então, certamente que é nesse sentido que nós devemos compreender os pobres de espírito. Ou poderíamos falar também os pobres, vírgula, de espírito, ou seja, que tem espírito, mas todos nós somos um espírito, mas não é nesse sentido. Espírito no sentido de ter a bondade e ter o amor no seu coração. Mas aí eu poderia dizer: "Bem-aventurados os ricos de espírito, ou seja, é rico materialmente, mas tem espírito, tem alma, tem sentimento, tem coração, tem bondade, tem simplicidade." Aí eu diria: "Bem-aventurados os homens de espírito, as mulheres de espírito, enfim, todo ser humano que se eleva mais pelo espírito do que pela matéria." Esse é o verdadeiro sentido do bem-aventurados.

eu diria: "Bem-aventurados os homens de espírito, as mulheres de espírito, enfim, todo ser humano que se eleva mais pelo espírito do que pela matéria." Esse é o verdadeiro sentido do bem-aventurados. Portanto, esse pobre de espírito ou seria o pobre com espírito. Jesus apenas quis mostrar que o que mais importa verdadeiramente eh não é aquilo que materialmente nós possuímos, aquilo que materialmente nós representamos, mas aquilo que é em essência, em espírito, nós verdadeiramente somos. Mas há muitas passagens dentro desse capítulo e eu fiz a questão de que fosse lido essa que me chama muita atenção, porque Jesus ele sempre ensinava de uma forma muito muito simples. Jesus, o mestre dos mestres, ele não buscava palavras difíceis, incompreensíveis e eh pensamentos fechados para se expressar. Muito pelo contrário, Jesus na condição de mestre verdadeiro, ele ensinava com a simplicidade, com exemplos do dia a dia, com exemplos do cotidiano. E aqui ele dá um exemplo espetacular e que serve para nós. Primeiro que falar sobre esse tema para todos nós, eu creio que seja fácil falar e fácil ouvir, porque fala bem-aventurados os pobres de espírito. Nessa nessa lição específica tá falando sobre a questão do orgulho, eh, da humildade. E nós não desenvolvemos a humildade, mas orgulho nós temos. O orgulho é algo muito presente na nossa vida. Se alguém aqui entre nós já eh já venceu o orgulho, né, ótimo. Mas creio que nenhum de nós aqui poderá dar esse testemunho, dizer: "Eu já venci o orgulho, eu não tenho orgulho nenhum. Aí já tá correndo o risco de dizer: "Eu sou tão humilde que eu sinto orgulho da minha humildade. Eu sou humilde de verdade, né? Nós, eu acho, acho, né, que para falarmos que não temos orgulho, nós estamos tendo o orgulho dizer que somos humildes. É o grande objetivo nosso nessa vida e nas que já vivemos e entender o que seja verdadeiramente essa humildade. Aí Jesus, para explicar, ele começa falando que a narrativa de Lucas é de que Jesus foi à casa de um fariseu.

osso nessa vida e nas que já vivemos e entender o que seja verdadeiramente essa humildade. Aí Jesus, para explicar, ele começa falando que a narrativa de Lucas é de que Jesus foi à casa de um fariseu. E já começa dando uma mensagem aí. Jesus visitou um fariseu. O fariseu era detestado e odiado ao tempo de Jesus, até porque era muito próprio dos fariseus falarem uma coisa e fazerem outra. era uma forma de organização religiosa, de pensamento filosófico eh eh dentro eh da compreensão das leis lá dos judeus, de um pessoal assim muito de eh ambiente externo, muito exterior e pouco interior. Tanto que Jesus, em uma de suas passagens, ele fala eh de dois homens que estavam orando, o publicano e o fariseu. E o publicano, que era o cobrador de impostos, o publicano era o judeu que cobrava impostos do próprio judeu em nome do governo romano. Então ele era detestado por isso, né? Então, as pessoas não gostavam eh do cobrador de impostos, portanto do publicano. Mas o fariseu também Jesus usou como um contraponto para dizer que alguém que fala, mas não sente. E os dois estão orando, o publicano e o fariseu. Todos conhecemos essa passagem em que o publicano, com todo orgulho, com toda pompa, bate no peito, diz: "Senhor, estou aqui para fazer a minha oração e já quero te agradecer primeiro por não ser como esse publicano imundo que está aqui do meu lado." Aí você imagina alguém fazendo uma oração, falando com Deus e no momento que ele fala isso, ele já agradece a Deus por não ser como esse mundo ao lado dele, que no caso ele se referia ao publicano. E Jesus prossegue dizendo que o publicano sequer ousava olhar para cima, fitando o chão num gesto de compreensão da sua insignificância, numa humildade, né, que ele revelava naquele momento. Jesus colocou o publicano para dar um exemplo de humildade. E ele pedia perdão até por estar ali, porque sabia que não era digno, ele dizia, de estar na presença do Senhor. Mas ao mesmo tempo que Jesus usou dessa passagem para identificar que ele não veio à terra para assim avaliar

por estar ali, porque sabia que não era digno, ele dizia, de estar na presença do Senhor. Mas ao mesmo tempo que Jesus usou dessa passagem para identificar que ele não veio à terra para assim avaliar as pessoas pelo rótulo, não é porque a pessoa tem um título que ele ia considerar e não é porque ela não tinha um título que ele ele deixaria de considerar. Ele não justificaria eh o fariseu só porque o fariseu tinha uma crença, um pensamento, mas porque ele sabia que além do pensamento havia uma atitude que não era compatível. E ele não ia desprezar o fariseu, o publicano, o publicano, cobrador de impostos, só porque ele cobra impostos. Porque o publicano podia ser uma boa pessoa, como Zaqueu, um cobrador de impostos. Nós conhecemos a passagem que Jesus foi até a sua casa. E Jesus também nessa passagem diz agora ele já inverteu, ele já foi na casa de um fariseu. Ele deu o exemplo do fariseu como sendo orgulhoso em uma passagem. E aqui Lucas narra que ele foi jantar na casa de um fariseu. Então, ao mesmo tempo que ele mostrou que as pessoas podem ter palavras e não ter atitudes, e aí a representação foi do fariseu, ele não se furtou de ir à casa desse fariseu. Pelo contrário, foi e foi jantar na casa dele. Jesus ali de uma lição de humildade, o enviado, esperado de todas as nações, aquele cuja vim da terra foi profetizada por tantos profetas. aquele, o filho de Deus e tudo mais, veio e não discriminou ninguém. Se foi convidado a jantar na casa do fariseu, ele foi como sinônimo de hipócrita. Bom, fariseus somos todos nós. Nós ainda não temos um discurso condizente com as nossas atitudes. Quem tem discurso condizente com atitude ou é aquele que só prega coisa ruim, aí é fácil fazer coisa ruim, ou somos nós que até não falamos coisas ruins, mas as nossas ações ainda estão distantes. Ou os espíritos puros, né? Porque esse sim, como Jesus, ele não apenas falava do bem, mas ele vivia o bem. Então Jesus foi na representação daquele fariseu, era a representação de todos nós. Jesus

es. Ou os espíritos puros, né? Porque esse sim, como Jesus, ele não apenas falava do bem, mas ele vivia o bem. Então Jesus foi na representação daquele fariseu, era a representação de todos nós. Jesus vai na casa de qualquer um de nós. Não há casa indigna da presença de Jesus, porque Jesus nos ama a todos. Jesus vai até onde cada um de nós esteja, com as suas necessidades, com as suas com as suas e angústias, agonias e anseios. Mas mais do que isso, primeiro ele dá assim, sem falar um exemplo, indo na casa de alguém que poderia não ser bem conceituado aos seus próprios olhos, porque ele havia dado o exemplo comparando com o publicano. E aí ele começa a observar que uns de seus discípulos já tomaram os primeiros lugares daquela festa. E às vezes a gente faz isso em alguma festa. E aí é que vem a beleza da simplicidade do ensinamento de Jesus. usa coisa do cotidiano para nos ensinar uma coisa profunda, um um preceito maior a partir de uma coisa do dia a dia. E ele repreende os seus discípulos que estavam ali ou aquelas pessoas que estavam se assentando nos primeiros lugares dizendo: "Olha, vou trazer para uma linguagem de hoje. Pensa bem no que você está fazendo. Você tá sentando nos primeiros lugares. Será que isso é uma boa escolha? ir numa festa e já sentar nas mesas primeiras, a gente vai num casamento, as pessoas tanto t essa tendência, né? É coisa do egoísmo, a gente quer resolver o nosso primeiro, né? Chega primeiro, senta na frente, perto da cozinha pra comida sair quentinha na minha mesa. E aí os bifet para evitar isso já coloca lá reservado. Se for num casamento, familiares da noiva, do noivo e tal, já é uma advertência. Porque isso não colocar, né, nós de um modo geral, não vamos falar assim, o pessoal não, esse negócio de pessoal dá impressão que eu sou bom e os outros não são. Nós, de um modo geral somos tentados a fazer isso. Se não fazemos, somos tentados. Então, para evitar, tá aí. E Jesus, né, lá 2000 e tantos anos atrás falou: "Olha, vamos fazer o seguinte, não, não assenta nos

m modo geral somos tentados a fazer isso. Se não fazemos, somos tentados. Então, para evitar, tá aí. E Jesus, né, lá 2000 e tantos anos atrás falou: "Olha, vamos fazer o seguinte, não, não assenta nos primeiros lugares, não. Pelo contrário, quando você for convidado para uma festa, chegar no na festa, nas bodas, né, vá para o último lugar. Por quê? Por que ir para o último lugar? Eu creio que naquela época o pessoal não marcava mesa como hoje nas festas. E ele vai dizer por quê? Porque é e pode ser que se você se assentar nos primeiros lugares, alguém o peça para sair daquele lugar, porque ele pode estar reservado, né, para alguém com maior destaque naquela festa, para os pais do noivo ou da noiva, se for um casamento ou um aniversário. E aí você vai ter isso, tá? narrado por Lucas. Você vai ter que se levantar e isso para você será um motivo de humilhação, digamos assim. Sentido contrário, se você tomar o último lugar, pode ser que o dono da festa te convide a vir para os primeiros lugares. Jesus diz: "Aí, você estaria justificado perante as pessoas que compõem aquela mesa, que estão naquela festa. Isso era motivo de júbilo para você, né? regozijo para você porque você foi distinguido com a honraria do dono da festa de sair do último lugar e ir para o primeiro. Olha que coisa trivial, simples, elementar, todos nós entendemos quando Jesus fala dessa maneira. E aí vem o que que representa isso em relação à mensagem que está sendo discutida aqui hoje, é a questão, né, da humildade, da pessoa não querer ir além daquilo que de fato ela é, dela respeitar as diferenças, respeitar as pessoas que convivem com ela. Simplicidade. Aí sim o sentido de pobre de espírito. E nós temos que fazer uma reflexão e um contraponto na nossa vida de como é que nós temos nos portado em relação à vida comparando com essa festa. Nós vamos para os últimos lugares ou ficamos nos primeiros lugares? Nós valorizamos mais a vida material ou nós valorizamos mais a vida espiritual? E Jesus diz mais: "Aquele que se

ndo com essa festa. Nós vamos para os últimos lugares ou ficamos nos primeiros lugares? Nós valorizamos mais a vida material ou nós valorizamos mais a vida espiritual? E Jesus diz mais: "Aquele que se eleva será rebaixado, aquele que se humilha será exaltado." Sempre esse dualismo que Jesus usava nas suas eh pregações. Por quê? Nós temos que entender que Jesus inaugurou uma nova era na humanidade, a era do amor verdadeiro, do amor ágape. Aquele amor onde o mais importante é é o amado. Eu me preocupo com ele. É o amor desprendido, o amor sem nenhum tipo de interesse, senão o de ser útil. Jesus, então, inaugura uma nova era, uma era de compreender que os valores do mundo, via de regra, não são os valores da vida espiritual. que os valores que nós cultivamos aqui na Terra são todos transitórios, todos efêmeros. A lógica de Jesus é a lógica inversa daquilo que nós vivemos aqui na Terra. A lógica de Jesus é a lógica dos valores do espírito e não os valores da matéria. Ao ponto de nós podermos às vezes falar para alguém: "Fulano é tão pobre que ele só tem dinheiro". Bom, aí sim, pela lógica do Cristo, eu posso dizer que alguém que só tem dinheiro, apenas isso, pela lógica do Cristo, ele é muito pobre. E nós imaginamos então Jesus falando: "Mas fulano é tão pobre?" Por qu, Senhor? Porque ele só tem dinheiro. Mas aqui na Terra quem tem dinheiro não é pobre para a ótica, né? Que se utiliza para compreender a vida aqui no mundo limitado chamado terra que nós vivemos. Mas Jesus, ele vem para trazer uma nova ordem. Jesus não fez nada além do que trazer uma nova ordem. E essa nova ordem custou a a sua própria vida física. Jesus foi preterido a um criminoso comum. Exatamente por isso. Ele não veio para falar as coisas que as pessoas queriam ouvir, digamos assim, no seu comodismo. Ele veio para que a humanidade impulsionasse, para que a humanidade avançasse, desse um passo além. E se ele continuasse repetindo as mesmas velharias de sempre, ele não teria dividido a história como dividiu

para que a humanidade impulsionasse, para que a humanidade avançasse, desse um passo além. E se ele continuasse repetindo as mesmas velharias de sempre, ele não teria dividido a história como dividiu antes depois dele. Mais do que pelos milagres que ele fez, mas foi pelos valores que ele implantou, pela nova forma de compreender o mundo que ele trouxe para nós. E ele fala que nós precisamos, ele diz aqui no começo, nos comparar a crianças para entrarmos no reino dos céus. Quem não se assemelhar às crianças não entrará no reino dos céus. tá também nesse capítulo aqui, nesse mesmo item três do capítulo séo, mais uma vez querendo mostrar para nós que a criança, enquanto criança, mesmo com fé no nome da reencarnação, quando a gente reencarna, mesmo com os nossos defeitos e erros milenares, seculares, mas nesse primeiro momento de vida aqui na Terra, quando a gente veste um novo corpo, o corpo de uma criança, nós estamos recebendo de Deus a maior oportunidade que ele poderia nos dar, que é de refazer a nossa própria vida e na simplicidade que até organicamente o corpo infantil nos oferece como uma massa de modelar moldável, fácil de ser manipulada e no dá e nos dá os pais de um modo geral para nos ensinar, para nos conduzir através dessa nova experiência. A criança que inicialmente ela não tem o ódio, não tem o rancor, não está corrompida pela aparência do mundo material, a gente identifica isso com muita facilidade da criança, a mesmo que ela seja conspurcada por um adulto, que pode plantar na cabeça dela a ideia de superioridades e inferioridades e feitas pelo dinheiro. Mas nós veremos, sem nenhum tipo de influência uma criança com muito dinheiro ou de um lar muito rico, brincando igualmente com uma criança de um lar extremamente pobre. Porque a criança não está corrompida, como nós, infelizmente, nos corrompemos com essas informações distorcidas que nos fazem acreditar até que somos o corpo. O mundo material é difícil de ser vivido. De fato, não é fácil nós vivermos aqui essa experiência física,

s corrompemos com essas informações distorcidas que nos fazem acreditar até que somos o corpo. O mundo material é difícil de ser vivido. De fato, não é fácil nós vivermos aqui essa experiência física, mesmo com todo o conhecimento que recebemos, com as informações que recebemos, mas a a possibilidade da gente ser desviado é muito grande. Tanto que Jesus nos aconselhou, vigiai, orai constantemente, porque nós temos essas possibilidades delas acontecerem na nossa vida. Então, voltando à questão da criança, Jesus não diz para que nós sejamos iguais, mas semelhante. aquele que não se assemelha no sentido da simplicidade de coração. Mais uma vez, é essa é a palavra simplicidade. Porque na verdade, meus irmãos, nós aqui na Terra, nós vivemos uma um estágio, um momento da nossa vida eterna. E às vezes, nesse momento que nós vivemos, nós acreditamos que somos aquilo que desempenhamos. Isso nos faz muit das vezes presunçosos, pessoas orgulhosas. Notadamente se a vida nos nos eh proporcionou ter algum tipo de destaque, seja intelectual, seja financeiro, seja até mesmo da beleza do corpo, e a pessoa começa a achar que ela é aquilo e começa a se colocar acima do outro que ele imagina que é inferior a ele, que é tentado a imaginar. Esse é o grande equívoco. Essa é a grande percepção que nós temos que ter da nossa vida, nos situarmos como espíritos eternos, herdeiros de nós mesmos, que vivemos uma experiência aqui na terra. E que isso não sirva nunca para que nós nos sintamos superior a ninguém, melhor do que ninguém, porque de fato não somos também não somos piores. Ficar com aquele complexo de inferioridade. Eu não sou ninguém, aí eu não sei o quê, só lamentando. Não, eu não sou o pior, eu não sou melhor, eu sou uma individualidade. Eu devo conviver com todos que a vida colocou ao meu lado, começando com os meus familiares, com os meus amigos, com os meus colegas de trabalho, sem nenhum tipo de perspectiva de superioridade ou de inferioridade. Não é o título que nos faz. E nós somos

ado, começando com os meus familiares, com os meus amigos, com os meus colegas de trabalho, sem nenhum tipo de perspectiva de superioridade ou de inferioridade. Não é o título que nos faz. E nós somos tentados e a pessoa pensa: "A, eu sou" e fala profissão, "Eu sou médico, eu sou advogado, eu sou juiz." Não, você não é, você está. A gente é o que a gente é. Por isso é que o Filóso nos aconselhou, conheça-te a ti mesmo. Não, mas eu eu sou eu sou professor. Não, não tô falando da sua profissão, não. Eu tô falando de você. Quem é você? Não é comum você falar a pessoa você que aí eu sou eu sou engenheiro. Não, você não é engenheiro. Isso não existe. Ninguém é um, ninguém é uma profissão. Você desempenha esse papel. Mas quem é você verdadeiramente? Aí você começa a se analisar, a perceber. E aí volta na simplicidade que Jesus propôs, se compare à criança para que você possa ver ou entrar ou ter glória no reino dos céus. Porque quando o corpo voltar para o laboratório da natureza, para sua reciclagem inevitável e natural, que nós chamamos de morte, mas não é morte, é uma simples transformação de um corpo, toda a matéria é sujeita, suscetível dessas transformações. Só o espírito é perene. Tudo que não for o espírito é transitório. O corpo é transitório. O mundo como terra que nós conhecemos, ele também é transitório. O sol que nos ilumina transitório. O sol um dia vai deixar de existir como ele existe atualmente. As estrelas têm, como tudo que é material tem um ciclo. Ela nasce, desenvolve, atinge o o a plenitude e começa, entre aspas, a morrer. Então, tudo que é material de fato vai morrer e aí sobra o espírito. Por isso que a gente tem que ter essa visão que Jesus despertava. Olha, vamos vamos pensar nisso. Por isso é que ele não foi muito aceito. Quando ele falava de igualdade. Igualdade como? Sobretudo para os poderosos, os dominadores, os reis. Como eu vou ser igual a esse que é inferior a mim? Tá lá na parábola lá, né, em que o fariseu diz: "Eu agradeço não ser como esse publicano imundo".

bretudo para os poderosos, os dominadores, os reis. Como eu vou ser igual a esse que é inferior a mim? Tá lá na parábola lá, né, em que o fariseu diz: "Eu agradeço não ser como esse publicano imundo". revelando que não tinha compreensão a respeito do que Jesus de fato estava ensinando, justificando no momento de oração ser melhor do que o outro. Então, a a simplicidade da criança é apenas uma comparação, como a gente pode dizer no português, uma metáfora. Você usa uma figura de linguagem para comparar. Não é para ser igual, é para ser semelhante, é para ter a mesma simplicidade. E o que que de fato importa? O que que é um verdadeiro valor no mundo espiritual? Jesus é o maior exemplo disso. Ele, governador espiritual da Terra, com toda a sua grandeza, com toda a sua evolução, veio até nós desprovido de qualquer tipo de influência ou de dominação material, desde o seu nascimento na manjedoura, né, no coxo, lá onde os animais se alimentavam durante a sua vida, durante a sua vida messiânica de pregação, sempre renunciando a qualquer tipo de benéce ou de favorecimento material para preservar a identidade da sua mensagem. que é do desapego. Quando o jovem rico vem até ele e pergunta: "Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?" Ele recomenda que ele deveria seguir a lei, os profetas, cumprir os mandamentos da lei. E o jovem, né, naquela ilusão que todos nós temos, disse para Jesus: "Mas eu já faço isso desde, né, os meus primeiros anos de vida, desde a minha meninice. É claro que ele não fazia. Quem é que cumpre integralmente a lei? Aquele jovem também não cumpria. Aí Jesus com a sua grande capacidade de pedagógica de ensinar, ele falou: "Bom, já que ele tá mentindo para mim, ele tá mentindo para mim, que ele cumpre a lei, ele não cumpre". Mas já pensou se Jesus, né? Imagina Jesus assim: "Você tá mentindo, rapaz? Você tá mentindo. Isso não cabe nos lábios de Jesus. Isso é para nós que somos rudes. Jesus tinha que fazer com que aquele jovem percebesse que ele estava falando, mas

assim: "Você tá mentindo, rapaz? Você tá mentindo. Isso não cabe nos lábios de Jesus. Isso é para nós que somos rudes. Jesus tinha que fazer com que aquele jovem percebesse que ele estava falando, mas ele não tinha aquilo verdadeiramente como um patrimônio moral ainda. Pronto, cumprir toda a lei. Aí Jesus então faz uma proposta para ele. Fala: "Então faz o seguinte, isso é eu que tô falando. seguinte agora vai, vende tudo que tem, dá os pobres e me siga. Ali foi o momento que Jesus colocou ele diante dele mesmo. Não é o jovem diante de Jesus, o jovem diante dele próprio. Aí hora dele falar assim: "Será que eu estou preparado para ir vender tudo que eu tenho, entregar aos pobres e seguir esse homem que me convida?" A resposta sequer foi dada. Ele não teve palavras nem para dizer que ia fazer e nem que não ia. Eu imagino que ele pensou assim: "É bom, aí não dá, né? Aí é é muito para mim". A Bíblia diz apenas que ele foi embora. Não respondeu nem que iria e nem que não iria. Por certo não fez. Não fez por quê? Porque ele quis se justificar diante de Jesus como uma pessoa que ele não era ainda. Jesus foi generoso com ele. Fala, você quer ir pro céu? Você quer ter vida espiritual venturosa, né? Então cumpra a lei. Era para ele parar, pensar, estudar a lei e ver se de fato ele cumpria a lei. Mas ele teve a presunção de dizer: "Mas eu já faço isso". Aí é um ignorante muito grande ao lado de um sábio extraordinário. E às vezes a gente acha, quando alguém faz uma pergunta para nós, a gente acha que a pergunta não merece resposta, né? Eu não vou nem responder. Orgulho puro. Se você pode ensinar, ensine. Mas a gente fala assim: "E essa aí não, mas que pergunta mais besta, né? Você imagina Jesus falando, mas que bobagem que você tá falando?" Ele não falaria isso. Ele deu a chance dele pensar, mas como ele não teve maturidade para pensar, então vamos paraa prática. Então, tá bom. Então, coisa fácil. Ele, Jesus, foi exatamente onde aquele jovem seria chocado. Ele era um jovem rico.

e pensar, mas como ele não teve maturidade para pensar, então vamos paraa prática. Então, tá bom. Então, coisa fácil. Ele, Jesus, foi exatamente onde aquele jovem seria chocado. Ele era um jovem rico. Tanto que é a passagem do jovem rico. Agora você imagina que na terra o camarada novo e rico. O que que se quer mais do que juventude e riqueza aqui na Terra? Se eu analisar a vida materialmente falando, sei de mais nada. Novo e rico, provavelmente saudável. Se a vida fosse só aqui, fecha a conta, tá bom? Tá ótimo. Não quero mais nada não. Se a vida acabasse com o corpo, era tudo que alguém podia querer. Mas aí Jesus dá aquela cutucada. Não vai e vende tudo. Se você me segue, quer me seguir, vende, você vai alcançar o que você quer. Aí o preço ficou muito alto para aquele jovem pagar e ele não quis pagar. Não pagou porque não estava preparado. E talvez aí ele foi refletir a respeito do que significa seguir a lei, seguir aquilo que é ensinado. Cada um de nós se comporta como esse jovem em vários momentos da vida. Todos nós conhecemos a palavra. Todos nós lemos o Evangelho, lemos o Novo Testamento, sabemos de fato o que Jesus espera de nós. Agora, ter maturidade, condição real, espiritual para agir assim é diferente. Isso não significa um desalento para nós. Ah, bom, já que eu eu tenho muito mais orgulho do que humildade, eu tenho muito mais erros do que acertos, eu prefiro até desistir, porque essa tarefa é muito difícil. Bom, que ela é difícil. É mesmo. Ainda nesse capítulo, a segunda lição é de uma mulher que chega a ter Jesus com dois filhos e diz: "Senhor, quero te fazer um pedido". Que pedido? Nós somos meus dois filhos. Eu gostaria que você colocasse cada um deles, um à sua direita e outro à sua esquerda no reino de Deus. Pedido de mãe, né? Que pedido ingênuo. Pedir a mãe, pedir a Jesus, uma mãe pedir a Jesus que receba seus filhos e coloque um à sua direita, um à sua esquerda, sem discutir a direita ou a esquerda, ou seja, que coloque ao lado de Jesus. Ele fala: "Mas, mas um exemplo, você

ãe pedir a Jesus que receba seus filhos e coloque um à sua direita, um à sua esquerda, sem discutir a direita ou a esquerda, ou seja, que coloque ao lado de Jesus. Ele fala: "Mas, mas um exemplo, você sabe o que você tá me pedindo? Você sabe se eles podem passar por aquilo que eu vou passar?" Aquela mulher também, né? Um excesso de amor, que amor materno, já colocou os filhos dela numa posição que eles não poderiam ocupar. Jesus também adverte dizendo sobre o que que representa estar ao lado dele. Porque estar ao lado de Jesus, ao mesmo tempo que é algo extremamente prazeroso, venturoso, é algo extremamente difícil. Ou é fácil estar verdadeiramente ao lado de Jesus? Quem verdadeiramente está ao lado de Jesus é sempre pacífico, é sempre manso, é sempre sereno, é sempre equilibrado, é sempre disponível, não se irrita com as pessoas, perdoa incondicionalmente os erros alheios, sabe dividir, visita os enfermos, visita os presos, está disponível para ir e curar no nome dele. Enfim, estar verdadeiramente ao lado de Jesus é extremamente difícil, sobretudo para nós que, por mais que falemos o contrário, ainda somos muito tocados pela vida física. A vida física ainda é algo muito intenso na nossa realidade. O desencarne é que nos liberta realmente dessa falsa percepção da realidade. O corpo é um instrumento que Deus nos deu. Os bens materiais não são nossos. Não os trouxemos, não os levaremos. O que de fato é nosso são os valores, é o amor, é o respeito, é o carinho, é a consideração que temos uns para com os outros. É não guardar ódio, não guardar rancor, é não sentir superior a ninguém. Em resumo, é ser um homem de bem, uma pessoa de bem, conforme Jesus foi. A gente se emociona lendo o Evangelho. A gente se transborda de felicidade lendo o evangelho. A gente imagina Jesus no seu sacrifício pessoal para dar exemplo à humanidade. Mas quando nós temos que dar um pequeno exemplo, mínimo que seja, nos julgamos fracos e dizemos logo: "Ah, mas isso aí é para Jesus, não é para mim".

sacrifício pessoal para dar exemplo à humanidade. Mas quando nós temos que dar um pequeno exemplo, mínimo que seja, nos julgamos fracos e dizemos logo: "Ah, mas isso aí é para Jesus, não é para mim". De fato, há grande diferença entre nós e esse espírito extraordinário, mas não há outro caminho se não tentar imitá-lo. Ele veio só para dar esse exemplo. Tentem fazer. E nós somos capazes porque ele falou: "Vós sois deuses, podeis fazer o que eu faço e muito mais. Basta que tenhais fé". Então eu creio que a reflexão para hoje, esse tema é um tema muito amplo, muito vasto, como eu disse, que toca naquilo que é próprio nosso, orgulho, vaidade, prepotência, arrogância, não é? A gente tem muito que pensar sobre isso. Todos nós temos muito que pensar sobre isso para nós de fato entendermos o que Jesus quis nos ensinar, trazendo para nós esses exemplos luminares de que o que importa verdadeiramente é o que somos. Porque o que somos, se não tem tanto valor aqui nesse mundo transitório, certamente terá valor no mundo espiritual, eh, diante da eternidade, diante daquela nossa verdadeira vida, porque a nossa verdadeira vida, criamos nisso com toda honestidade, não é aqui, porque é muito rápido, é muito efêmero, passa muito rápido. Aqui é uma escola, é uma oportunidade para aprendermos os valores que de fato nos acompanharão na nossa vida espiritual. Que Jesus nos ampare, nos proteja hoje e sempre.

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