Podcast com Haroldo Dutra, Florêncio Anton e Álvaro Mordechai | Congresso Espírita Juiz de Fora MG

Conecta Espiritismo TV 17/08/2025 (há 7 meses) 1:00:49 1,134 visualizações 179 curtidas

Sábado – 16/08 - Manhã | Podcast com Haroldo Dutra, Florêncio Anton e Álvaro Mordechai | Congresso Espírita Juiz de Fora MG Tema: Mediunidade espírita Realização: CONECTA ESPIRITISMO Acesse: https://www.conectaespiritismo.com.br/ Transmissão e Gestão de imagens: TV IDEAK-RJ Conheça o IDEAK: https://institutoideak.com.br/

Transcrição

Olá, meus amigos. Estamos aqui num bate-papo com Álvaro Morerai, Florêncio Antô sobre mediunidade. Eu queria falar com esses amigos, né, que que vocês têm achado sobre o incentivo da mediunidade hoje no movimento espírita. Mas eu gostaria que vocês fossem sinceros, né? Nós estamos aqui num clima de bate-papo. Eh, vocês como médiuns atuantes, Florense é um trabalho já de de longa data, o Álvaro também um trabalho importante em São Paulo, né? O que que vocês sentem assim do que que o movimento espírita poderia fazer em prol da mediunidade? Vamos começar, Álvaro. Aroldo, todas as observações são feitas com muita amorosidade e sem absoluto nenhum caráter de ataque a nenhuma instituição, a nenhuma concepção, a nenhum tipo de a nenhuma ideia préformada. Nós, você sabe muito bem, dentro do judaísmo, gostávamos muito de defender ideias, de discutir, de construir conjuntamente. Eu tenho uma observação que vem sendo feita, que é na perspectiva de como amadureceu a prática mediúnica no Brasil como um todo. E quando a gente olha um fator histórico, que é a tradução da revista espírita, que demorou 100 anos para ser traduzida para o português aproximadamente, né, >> Herculano Pires traz essa primeira tradução. Nós vamos encontrar o movimento espírita desenvolvendo o trabalho mediúnico como um todo Brasil, pautado nas obras básicas, mas de alguma forma negligenciando por uma perspectiva de não obtê-las em português, a revista espírita. E a revista espírita, ela é preciosa dentro da prática e do entendimento das orientações de Kardec para a realização de reuniões mediúnicas. De alguma forma, eu percebo que em função disso, a gente acaba trazendo a mediunidade para uma proposta onde nós queremos que se encaixe, vamos assim dizer, em caixinhas pré-definidas. inessou um pouco, >> acaba dando essa inessada e a gente acaba obtendo menos condição de diversificar ou de entender aquilo que Hermínio de Miranda traz traz numa obra magistral chamado Diversidade dos Carismas. Então, na diversidade dos

inessada e a gente acaba obtendo menos condição de diversificar ou de entender aquilo que Hermínio de Miranda traz traz numa obra magistral chamado Diversidade dos Carismas. Então, na diversidade dos carismas e na perspectiva que Hermínio de Miranda explora nos primeiros capítulos, a individualidade no do médium, segundo a sua evolução anímica. Então, eu acredito e eu observo a partir de nossas estudos e e condução da doutrina espírita dentro do nosso trabalho, que essa perspectiva do olhar é muito importante segundo a unicidade do médium, segundo a condição individual de cada médium e segundo a prática de todas >> as mediunidades. >> As mediunidades. Isso é se torna fundamental e importante, sem que nós venhamos a nos afastar nenhum setil da doutrina, nenhum setil do estudo, mas também que não sejamos superficiais e as nossas ideias sejam pré-conceguidas, préconcebidas e cristalizadas. >> Fica uma uniformização perdendo ali a característica individual do médium, perdendo a a diversidade das mediunidades, né, Florense? você lida com a mediunidade eh nem sempre muito bem compreendida, né? Especialmente a mediunidade de carro chefe, assim do seu trabalho, que é a mediunidade de pintura, né? Eh, dando sequência aí nesse raciocínio que o Álvaro levantou pra gente, né? E e aqui, evidentemente, não estamos fazendo crítica nenhuma instituição, mas a gente precisa ser muito firme nas ideias, porque o espiritismo se constrói com ideias e com fé raciocinada. doa quem doer, né? Que que você percebe disso assim? O que que você sente que o movimento espírita poderia fazer mais pela mediunidade? Eh, essa pergunta é bem interessante. Eh, nós poderíamos estar aqui desenvolvendo uma série de de raciocínios sociológicos, antropológicos, psicológicos sobre eh, enfim, esse esse modelo de pensamento que o movimento espírita eh de certa forma cultiva em torno da mediunidade. Mas eu acho que esse não é o caso. Isso talvez eh fosse um um momento para uma rodada de conversa entre acadêmicos.

nsamento que o movimento espírita eh de certa forma cultiva em torno da mediunidade. Mas eu acho que esse não é o caso. Isso talvez eh fosse um um momento para uma rodada de conversa entre acadêmicos. Então eu vou me restringir à minha experiência pessoal. Eu desenvolvo o trabalho de pintura mediúnica já há 33 anos e e desde que iniciei o desenvolvimento desse trabalho, que é em verdade a minha característica, digamos, mais marcante no campo da mediunidade, quando eu falo de características mais marcantes, eu me lembro das considerações de Emmanuel no livro Consolador, quando ele diz que um médium precisa eh eh digamos se especializar em determinada área, não que as outras eh modalidades ou categ categorias mediúnicas não possam surgir na sua história, mas para que ele eh desenvolva um um trabalho preciso, o médium precisa eh evidentemente se especializar. Então, eu desenvolvo o trabalho de pintura mediúnica já há 33 anos. E há 33 anos nós sofremos eh, digamos uma série de rechaços eh de portas fechadas, talvez por conta de eh posicionamentos eh político-ideológicos, não no sentido da política em si, né, mas político-ideológicos, ou seja, de de preferências eh paradigmáticas que em torno da mediunidade trazem ou aproximam eh diversas teorias, mas que se esque esquecem de que o exercício genuíno da mediunidade se dá também através da prática. Eu já disse em outros lugares que a mediunidade é luz que se derrama por sobre a carne. Então, quando nós não possibilitamos ou quando nós não abrimos o exercício genuíno, é, em que pese todos os os processos e teóricos e importantes que a doutrina que a doutrina espírita eh nos aporta, quando nós fechamos, portanto, as portas para esse exercício responsável da mediunidade, no caso, no nosso caso específico, da mediunidade de pintura, nós estamos impedindo que essa luz se derrame por sobre a carne, por consequência a disseminação de consolação, de esperança e consequentemente a a uma espécie de resgate de qualidade de vida através da

s estamos impedindo que essa luz se derrame por sobre a carne, por consequência a disseminação de consolação, de esperança e consequentemente a a uma espécie de resgate de qualidade de vida através da imortalidade da alma se processe na vida das pessoas. É, mas isso que eu queria trazer aqui, porque a gente percebe que no movimento espírita primeiro tinha uma ideia de que mediunidade legítima para consolar só a psicografia. Foi um movimento que a gente percebeu, né? somente a psicografia, que é a mediunidade legítima para consolar, para trazer o espiritismo. E o, a medida que o tempo foi passando, nem a psicografia, porque hoje não se permite mais psicografia em evento, não se permite mais nenhuma manifestação mediúnica no movimento espírita, especialmente em eventos. Então, há uma eh um isolamento e muitas casas, infelizmente, no Brasil não tem atividade mediúnica, né? Eh, quando a gente fala de uma mediunidade como pintura, materialização, até mesmo psicofonia, o que que vocês percebem assim? Dá uma sensação de que essas pessoas, muitas acreditam que essas mediunidades têm que acabar. né? Essa é a ideia, né, de que algumas práticas mediúnicas, algumas faculdades mediúnicas têm que acabar, né? Vocês sentem isso? É esse que é o ponto que eu queria que vocês abordassem diretamente. Você sente isso, Al? De alguma forma, a gente sente que existe sim um grande preconceito contra algumas práticas mediúnicas. E aí a gente pode colocar a psicopictografia, que é uma prática exercida pelo Florencio. Então eu posso dizer com experiência própria, pois eu sou judeu, meu pai tem uma grande dificuldade com o cristianismo e com o espiritismo. É hoje, depois talvez de mais de 10 anos vivendo o espiritismo e me transformando, meu pai passou até um olhar diferente ao espiritismo, mas jamais com o desejo de adentrar uma casa espírita. Quando o Florêncio vai a São Paulo realizar uma psicopictografia, meu pai assiste, minha mãe coloca isso na televisão para que ele pudesse conhecer. Meu pai fica impressionado.

trar uma casa espírita. Quando o Florêncio vai a São Paulo realizar uma psicopictografia, meu pai assiste, minha mãe coloca isso na televisão para que ele pudesse conhecer. Meu pai fica impressionado. Ele falou: "Eu quero ir ver isso". E eu enxergo uma transformação na percepção do espiritismo para alguém que, vamos assim dizer, estaria inacessível para a doutrina espírita a partir da prática mediúnica. E eu sempre digo que nós às vezes somos um pouco rígidos demais quando a gente fala, por exemplo, ah, mas o fenômeno pelo fenômeno, o fenômeno foi o que atraiu Kardec. Em momento algum existe crítica, curiosidade investigativa. Então, eu me lembro que ao final ele chega pro nosso amigo Gláuscio, >> uma boa provocação, >> e diz assim: "Mas por que todos esses pintores vieram até aqui? para que vocês pudessem levantar recursos para obras sociais? E a resposta do Gláuscio foi não, para que você pudesse voltar para sua casa pensando em tudo que aconteceu. E realmente é a gente recebe um impacto e realmente isso eu tô dizendo uma experiência pessoal da psicopictografia. Mas a gente pode enxergar Fred Figner, irmão Jacó, pseudônimo, tendo a sua despertar também como um judeu, quando ele vai à reunião da Ana Prado, porque havia perdido a sua filhinha Raquel, pseudônimo Marta, quando a sua filha na terceira reunião se materializa e corre, pula nos braços de seu pai ali. Existe uma conversão absoluta quando a gente encontra César Lombroso, Charles Richet, grandes pensadores que construíram ideias pré-concebidas para se deparar com o fenômeno e são arrebatados pela curiosidade investigativa. Então eu penso que a maneira da qual a gente tem falado sobre a mediunidade que se expressa de alguma forma pelo fenômeno tem sido excessivamente criticada por conta talvez de 5% da preocupação que nós deveríamos ter. >> Sim. Então você tá, você tá trazendo assim, eh, o medo de que a mediunidade fica apenas no fenômeno e que o médium e as pessoas que assistem não têm uma prática moral, não tem um aprofundamento

er. >> Sim. Então você tá, você tá trazendo assim, eh, o medo de que a mediunidade fica apenas no fenômeno e que o médium e as pessoas que assistem não têm uma prática moral, não tem um aprofundamento do estudo, trouxe uma solução imediatista e superficial que foi eliminar o fenômeno. É isso, >> exatamente isso. A gente fala assim: "Bom, se tem o risco de uma infecção mediante a uma cirurgia, >> não vamos fazer cirurgia. Ninguém >> não vamos fazer a cirurgia ningém morrer. >> Seria como se estivéssemos sob essa perspectiva. >> É isso, Floren? Você sente isso? >> Eu sinto isso, Harold. >> Sim. Que ótimo, que ótimo. Nós estamos aqui para falar de forma direta, aberta >> sobre as ideias. A gente não pode ficar dando voltas, né? É isso. >> Sim. É verdade. A gente a gente de uma maneira geral, por uma questão de excesso de de excesso de prudência e de proteção, nós temos banido, de fato, a mediunidade dos nossos dos nossos arraiais. Então, nós temos desenvolvido uma prática espírita muito mais teorizada e menos prática efetivamente ou menos experimental. Eh, existe uma espécie de jargão que nós adotamos como sendo uma verdade e que, de certa forma, se transformou em uma espécie de dogmatismo. A época do fenômeno já passou. E muitos dos nossos companheiros quando eh elaboram ou quando defendem esse jargão, eles retornam ao século XIX. foi eh, de certa forma o o momento em que a invasão eh dos espíritos sobre a Terra promoveu toda uma sorte de fenômenos bem exuberantes no campo da mediunidade e que eh a posteriore da consolidação do pensamento espírita através dos dos livros de Kardec já não seria mais necessário. No entanto, nós precisamos entender que a faculdade mediúnica, ela está presente na criatura humana como uma espécie, primeiro de herança, eh, do desenvolvimento biológico. Então, se ela é uma espécie de herança do nosso desenvolvimento biológico, ela jamais vai passar, porque ela faz parte, ela evolui, ela progride, mas ela jamais vai passar. Então, nós não podemos pensar

tão, se ela é uma espécie de herança do nosso desenvolvimento biológico, ela jamais vai passar, porque ela faz parte, ela evolui, ela progride, mas ela jamais vai passar. Então, nós não podemos pensar que a mediunidade de uma hora para outra vai eh deixar de existir. E se a gente pensar na mediunidade eh dentro da sua perspectiva sociológica, histórica, psicológica, eh e olharmos a história, digamos assim, eh nessas dimensões da evolução humana, nós vamos perceber que efetivamente a mediunidade sofrerá transformações, mas ela não deixará de existir. Então, os nossos olhares em verdade eh deveriam se voltar para eh eh uma espécie de desenvolvimento de estratégias, no caso específico do movimento espírita para eh eh o desenvolvimento ou para o apoio, em verdade, desses médiuns novos que estão chegando, que são médiuns eh que são médiuns exuberantes para que estes consigam dar conta na contemporaneidade junto a essa essa complexidade de problemas e anomalias que vão surgindo no seio social de uma prática mediúnica eh eh responsável e que atenda a essas necessidades. E a gente não tá vendo isso. Nós percebemos, por exemplo, que o paradigma ainda impera na nossa estrutura. E esse e esse paradigma materialista eh tem respondido por uma série de infelicitações ou de diminuição, por exemplo, de qualidade de vida do ser humano. Por exemplo, uma pessoa enlutada e e eh digamos fortemente impregnada por essa visão materialista, essa visão limitada de mundo, é uma pessoa, por exemplo, que pode ter a sua experiência de luto é extremamente complicada e que se do contrário, nós tivéssemos um pensamento complexo, um pensamento agregador, um pensamento voltado, digamos, para o desenvolvimento de uma perspectiva de eh prosseguimento da vida espiritual para além da morte, oferecendo a essa pessoa a oportunidade de, através do contato responsável, honesto, eh sereno com a faculdade mediúnica, eh pudesse perceber que a partir dessa experiência que existe vida para além da morte, sem sombra de

oa a oportunidade de, através do contato responsável, honesto, eh sereno com a faculdade mediúnica, eh pudesse perceber que a partir dessa experiência que existe vida para além da morte, sem sombra de dúvidas, esse processo de luto seria atravessado, digamos, com menos com menos danos. Eu peço permissão rapidamente para contar uma experiência vivida recentemente no campo da pintura mediúnica, eh, lá na cidade do Aracati, no grupo Espírito dos Mensageiros, dirigido pelo meu querido eh eh Alessandro Alessandro Souza. E nessa oportunidade, o último quadro, eh, o espírito pediu para que fosse tocada uma música à distância de Roberto Carlos. E, eh, eh, a, a a pintora desencarnada retratou um vaso, um um flores muito bonitas e logo a atrás do quadro um outro espírito escreveu uma mensagem e me direcionaram até uma senhora que estava que estava na plateia. senhora quando leu a mensagem ficou assim profundamente impactada, precisou ser retirada da da sala e posteriormente ela nos conversou: "Esse quadro me salvou". Esse quadro é o quadro que estava na casa da minha cunhada, a quem eu chamava de irmã. Ela, essa senhora, estava atravessando um luto complicado há 5 anos. Há 5 anos. E a mensagem que havia atrás do quadro que o espírito havia escrito dizia: "De onde eu estou, eu te vejo, eu te ouço e eu te escuto". Essas eram as perguntas dela. Ela que havia tentado suicídio por três vezes. Então, os senhores imaginem o quão curador, por exemplo, é uma atividade de pintura mediúnica e e o quanto que foi importante para esta criatura a aproximação eh eh do seu psiquismo eh da sua da sua espiritualidade, desse fenômeno que se estivesse acontecendo intramuros não teria tido, por exemplo, a penetrabilidade na história de vida daquela pessoa. Um ponto que eu queria trazer para vocês aqui, porque eh me parece que nós adotamos uma postura um pouco vaidosa em relação à mediunidade, achando que o fenômeno depende somente de nós encarnados. E nós sabemos que doutrina espírita é intercâmbio

porque eh me parece que nós adotamos uma postura um pouco vaidosa em relação à mediunidade, achando que o fenômeno depende somente de nós encarnados. E nós sabemos que doutrina espírita é intercâmbio entre o mundo espiritual e mundo corporal. Sabemos também que de ordinário os espíritos que nos dirigem, né? Então, o fenômeno mediúnico ele é em grande parte dirigido pela espiritualidade e não pelo encarnado. Quer dizer, a maior parte do fenômeno não está sob o controle do médium, né? O Chico dizia isso de uma maneira muito mineira e gostosa, né? O telefone toca de lá para cá, né? A sensação que nos dá hoje é que o movimento espírita criou uma espécie de protocolo em que os espíritos têm que se submeter a práticas gerenciais, a dirigentes, a ideias de encarnados, né? Então o que me parece que é um movimento espírita que quer submeter os espíritos, né? Os espíritos têm que obedecer regras de instituições encarnadas. Vocês sentem? Isso é um tema delicado, mas porque o que que se nós acreditamos no intercâmbio, não dá para ficar pensando aqui que nós encarnados temos o controle total sobre o fenômeno, né? E que a espiritualidade não tem poder de ação ou que ela tem que ficar nos pedindo permissão para existir e para se manifestar, né? Eu não sei o que que vocês pensam. Eu acho isso uma postura muito vaidosa dos espíritas, uma postura muito vaidosa dos encarnados. Eu concordo e quando eu lanço o o meu olhar sobre eh o toda a estrutura de pensamento que Allan Kardec nos ofereceu a respeito da mediunidade e que boa parte está contida no livro dos médiuns, guia para os médiuns e evocadores, eu penso que eh Allan Kardec não categorizou a mediunidade à toa. Kardec nos oferece eh diversas, digamos assim, eh diversas eh possibilidades, eh diversas possibilidades, diversos caminhos, digamos assim, >> para que os espíritos possam nos trazer eh os seus os seus pensamentos. E a despeito de aproximadamente 100 categorias que Allan Kardec nos oferece como possibilidade de contato com os

gamos assim, >> para que os espíritos possam nos trazer eh os seus os seus pensamentos. E a despeito de aproximadamente 100 categorias que Allan Kardec nos oferece como possibilidade de contato com os espíritos, eh, inseridas nesse grande fenômeno que nós chamamos de fenômeno da linguagem. Porque em verdade quando a gente quando a gente aborda categorias, as categorias da mediunidade, a gente precisa lincar com as linguagens. Então, os espíritos se comunicam através das linguagens artísticas, históricas, eh eh enfim, poéticas, entre entre outras. Eh, e a despeito de toda essa esse esse panorama, digamos, de categorias, nós, os espíritas, criamos um uma espécie de protocolo, ou seja, de de normatização da prática mediúnica que converge essa prática para intramuros e preferencialmente psicografia e psicofonia. Então, todas as outras categorias oferecidas por Kardec, elas são, digamos assim, eh eh descartadas. Então, eu concordo é que nós temos nós temos eh de certa forma eh restringido por conta do cumprimento dessas plataformas político-ideológicas que são construídas por culturas muito muito próprias, o exercício eh livre e espontâneo da mediunidade. Eu peço permissão para trazer uma consideração de um espírito muito querido chamado Dr. Ivan Costa. Dr. Ivan Costa, em uma determinada ocasião, disse assim: "Todas as eh quanto mais espontaneidade, mais autenticidade." Então, então nós nós temos deixado por conta dessas dessas normatizações, eh, nós temos deixado que a mediunidade siga o seu curso, o seu curso de espontaneidade, que pode, inclusive acontecer aqui, uma vez que, eh, os espíritos são gerenciadores do processo e se eles quiserem, por exemplo, eles poderiam eh produzir um fenômeno genuíno nesse podcast, quem sabe trazendo uma informação eh mediúnica para quem está eh lá do outro lado nos assistindo como uma prova em conteste, digamos assim, da imortalidade da alma, né? >> Posso contar? >> Vou contar uma coisa, uma historinha. >> Ah, >> que bom. >> Você me perguntou assim: "Por que que

assistindo como uma prova em conteste, digamos assim, da imortalidade da alma, né? >> Posso contar? >> Vou contar uma coisa, uma historinha. >> Ah, >> que bom. >> Você me perguntou assim: "Por que que você não veio tomar café da manhã com conosco aqui no hotel?" Eu tenho hospedado em outro hotel e eu tinha feito a reserva nesse outro hotel. Por acaso fizeram reserva aqui também. Acabei preferindo, achando que é da minha cabeça, ir para o outro hotel para ter um pouquinho mais de liberdade para trabalhar. Estou hoje pela manhã, acordo, a hora que eu desço falei, vou só tomar um cafezinho preto e vou para lá pro hotel tomar café com os meus amigos Florêncio, Haroldo e outros que aqui se encontram. Um um benfeitor se aproxima e diz assim: "Nós estamos em trabalho, esteja em prece". E eu comecei a fazer prece que controla os espíritos? >> É, eu acho que não. Sea, falhou. Sea, falhou, né? >> É, prece mal a ninguém. Comecei a fazer prece. Algumas pessoas ali hospedadas vieram conversar comigo, tudo. Falei: "Bom, vou para lá". Hora que eu tô voltando, passa uma senhora deficiente visual, tá tendo um campeonato de xadrez para deficientes visuais lá no hotel. E eu olhei, falei: "Nossa, eu conheço essa senhora". Aí eu voltei, falei: "Você é de Guarulhos?" Ela falou: "Sou". "Você é amiga da Zilminha?" Ela falou: "Sou. Você já foi no cisco de luz? Ela falou: "Já". Eu falei: "Eu faço conversa fraterna com você. Eu sou o Álvaro." Ela me abraçou e começou a chorar. Eu fiz tanta prece para alguém de fora poder me assistir nesse momento difícil que eu tô passando. Eu tô querendo ir embora para São Paulo. Não tô querendo, não tô com cabeça para jogar xadrez. Aí a heresia, a grande heresia cometida por mim, ela fala: "Você pode me dar um passe? Falei: "Claro, minha amiga, vamos até ali, nos recolhemos a uma salinha. Falei: "Faz uma prece". Ela fez a prece, a gente aplicou o passe, conversamos com ela e ela dá aquela melhoradinha, falou: "Ainda bem que eu te encontrei". Falei: "Anota meu telefone, eu tô aqui. Eu

. Falei: "Faz uma prece". Ela fez a prece, a gente aplicou o passe, conversamos com ela e ela dá aquela melhoradinha, falou: "Ainda bem que eu te encontrei". Falei: "Anota meu telefone, eu tô aqui. Eu quero saber no final do dia como foi o resultado do seu jogo de xadrez". Então, se nós pararmos para observar, eu não tô dizendo que essa prática a mediúnica corriqueira deve se tornar mística, deve se levar ao médium a se tornar alguém que esteja completamente fora da realidade eh carnal, mas estando atento segundo uma experiência, segundo uma condição de estudo, segundo uma proposta onde a mediunidade se torna espontânea e natural e uma ferramenta de socorro em uma cidade que eu não conheço. Primeira vez em Juiz de Fora, em um hotel que, entre aspas, eu não deveria estar. E naquele ambiente somos possibilidade dos espíritos nos utilizarem. Somos instrumento, somos médiuns, intermediários do bem sobre a necessidade humana. Como poderia eu cerciar qualquer de qualquer forma de qualquer forma a possibilidade de uma manifestação mediúnica que mesmo que não tenham obtidos manifestações físicas visuais, não tenhamos obtido nenhum tipo de psicofonia ou qualquer manifestação, mas ostensiva, mais ostensiva, mas ao mesmo tempo uma manifestação autêntica e demonstrando que o médium e o espiritismo deve propor ao mundo a mediunidade no seu lugar como ferramenta de servidão, onde quer que caiba. E essa utilização, se o médium obtém os cuidados necessários, isso virá de maneira natural e nos ambientes adequados. >> É, eu penso, eu penso que é intercâmbio, né? Então é como quando você está num avião, alguém passa mal e o pessoal comissário de boto fala assim: "Existe algum médico, alguma médica neste avião, né?" E, ou seja, ninguém vai ficar exercendo a medicina é dentro de avião, nas esquinas, porque tem os lugares próprios para exercer mediunidade, né? Mas nenhum médico vai deixar de prestar socorro a alguém, seja em que lugar for. se alguém tiver passando mal, porque ele foi treinado para isso, né? Então,

ares próprios para exercer mediunidade, né? Mas nenhum médico vai deixar de prestar socorro a alguém, seja em que lugar for. se alguém tiver passando mal, porque ele foi treinado para isso, né? Então, talvez aí esteja a nossa grande falha. A gente, nós estamos educando, quer dizer, nem sei se nós estamos educando médiuns, né? Não, não acho que nós estejamos fazendo isso, não, mas deveríamos pelo menos estar educando médiuns para que eles tivessem uma prática mais madura, mais lúcida, né, mais inconformidade. Mas eu queria trazer um outro aspecto aqui pra gente fechar, que é o aspecto da performance, né? A gente tem percebido que muitas pessoas tratam o médium e a mediunidade como se fosse um campeonato de performance, né, onde o médium tem que performar segundo um score, né, ele tem que é quase que um jogo, né? Então assim, um jogo de futebol, tem que fazer tantos gols, ele tem que pontuar, então tem que ter um fenômeno, uma qualidade tal, né? E eu não sei se os espíritos estão preocupados com isso, em entrar nos nossos joguinhos de performance, né? E isso a gente sente, isso eu queria ouvir de vocês agora, um depoimento subjetivo, né? Isso incomoda vocês? essa cobrança de performance, alguém chegar para vocês e ficar exigindo um desempenho, exigindo espetáculo, exigindo e eh como que vocês se sentem com relação a esse assédio? essa essa questão da performance, ela ela dá espaço para eh reflexões muito profundas e talvez até uma tese de mestrado, uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado no campo da da psicologia social e ou das ciências da religião, né? Eh, eh, Arudo, eh, eu tinha eu tinha uma, me deu um branco agora, eu tinha uma, uma consideração a fazer, eh, sobre, eu queria saber da sua impressão subjetiva, como você se sente com esse tipo de assédio. >> Me lembrei, me lembrei do que é que eu queria, do que é que eu queria falar. a gente tem uma espécie, volto a dizer, né, porque eu gosto de fazer essa análise para poder conduzir as pessoas a uma espécie de lugar de pensamento

que é que eu queria, do que é que eu queria falar. a gente tem uma espécie, volto a dizer, né, porque eu gosto de fazer essa análise para poder conduzir as pessoas a uma espécie de lugar de pensamento crítico reflexivo. Eh, a gente a gente tem, na verdade, nós somos herdeiros de de um paradigma que é de Garmoan chama de paradigma disjuntivo redutor. Esse esse paradigma disjuntivo redutor, ele vem sendo alimentado pela ciência e desde do estabelecimento, por exemplo, da das filosofias positivistas. É um um paradigma muito mais baseado, digamos assim, nas estatísticas, nas regularizações, nas matemáticas. E esse tipo de visão, de certa forma, ela ela eh envieza a visão da sociedade em geral, a nossa visão inclusive sobre determinados determinados fenômenos. Então, nesse sentido, e nos trazendo a performance, trazendo a sua observação para para esse lugar, eh com base nessa forma, digamos, de ver o mundo, nós tendemos a exigir dos médiuns uma uma espécie de eh resposta eh relativamente precisa, eh regular e autêntica dentro de determinados padrões estatísticos que a gente considera como sendo eh aqui aqueles eh padrões de excelência para oferecermos a esse indivíduo o seu status de médium autêntico. E a gente sabe que a faculdade mediúnica é uma faculdade humana e ela não vai obedecer em nenhum momento a essas a essas nossas eh proposições. Eh, é como se fosse um sinal de Wi-Fi. Eh, em um determinado momento nós temos cinco colunas e em outros momentos nós teremos dois. E por isso mesmo essa nossa eh filtragem, digamos, do pensamento dos espíritos vai ser eh digamos vai ser afetada. E em determinados momentos em que essa filtragem ela não acontece no seu nível máximo, isso não significa dizer que o indivíduo não é médium, é apenas um processo de afinidade e sintonia que não foi estabelecido na sua máxima intensidade por uma série de intercorrências. Eu acho que você trouxe um ponto aí interessante, Florense, porque se eu estou aqui no hotel e o sinal do Wi-Fi tá fraco, eu não coloco

cido na sua máxima intensidade por uma série de intercorrências. Eu acho que você trouxe um ponto aí interessante, Florense, porque se eu estou aqui no hotel e o sinal do Wi-Fi tá fraco, eu não coloco em dúvida a existência do do Wi-Fi, né? E o que me parece que a mediunidade tá sempre colocada em cheque, simplesmente porque naquele dia o Wi-Fi do médico não tá tão bom. E veja, nem às vezes por conta dele, muitas vezes por conta do ambiente, por conta das pessoas que estão ao redor dele, né? Por conta de uma série de elementos que não dependem do médium. E ali a comunicação não pode se dar então, mas a gente sempre coloca a mediunidade em cheque. Eu não sei se a mediunidade, coletivamente falando, possa ser colocada mais em cheque, né? Porque nós temos já dois séculos de prova e de evidência robusta da mediunidade sistematizada com Kardec no mundo, né, coletivamente. Ela pode ser colocada em cheque individualmente. A pessoa que não tem experiência, a pessoa que duvida, que vai ter uma experiência individual, mas coletivamente, né, isso é um ponto ruim, né? tá sempre colocando a mediunidade em cheque, tá sempre colocando a faculdade mediúnica em cheque, quando na verdade o exercício do intercâmbio depende de fatores que não são de exclusividade do médium, né? Mas eu queria te ouvir, ó, por que que você que você ainda trabalha com a mais complicada ainda, né? >> É. É. >> É. com a faculdade, ainda mais >> a gente o que a gente percebe, o médium naturalmente é aquele que tem a possibilidade de absorver o psiquismo plasmado cósmico universal, formando as formas pensamento. O médium pode absorver os fluidos, tanto dos espíritos, >> quanto dos encarnados, >> quanto dos encarnados. Quando se cria uma perspectiva, a uma necessidade de que haja o fenômeno, isso naturalmente é absorvido pelo médium como um processo de cobrança. Mas também não apenas isso, quando é lançado um processo de dúvida. Então, um benfeitor, por exemplo, começa a dar uma comunicação e o médium ou médium, melhor, aqueles que estão

processo de cobrança. Mas também não apenas isso, quando é lançado um processo de dúvida. Então, um benfeitor, por exemplo, começa a dar uma comunicação e o médium ou médium, melhor, aqueles que estão presentes na reunião, no ambiente começam a duvidar, mas será? Mas será? Mas de novo, Dr. Bezerra, de novo, tá? Tat tã, de novo. Nem vou falar disso não, porque senão a gente é expulso do >> O podcast não vai ao ar, >> não vai, nem vou falar. Então aí quando se inicia esse processo de dúvida, o médium também está absorvendo. Então André Luiz, ele nos coloca, salvo engano, no Missionários da Luz que nós devemos obter o cuidado de entender que o mecanismo da mediunidade não é tal qual um interruptor que se aperta um botão, imediatamente se acende uma luz. O médium deve obter a consciência e a humildade de compreender, de aceitar que nem por todas as vezes as comunicações serão perfeitas. e serão completamente, vamos assim dizer, pura na sua essência. Então, por muitas vezes, eu sou, na maior parte das vezes inconsciente ou consciente ou inconsciente, perdão, semiconsciente ou inconsciente. Nas vezes onde eu estou consciente, por exemplo, eu vou receber uma mensagem em xenoglo em outra língua que eu não tenho conhecimento, eu fico me perguntando, falando: "Será que é isso? Será que é aquilo?" >> Você é o primeiro a duvidar. Sou o primeiro a dúvidar, o primeiro a cobrar e a exigir performance. >> Assim como eu sou um péssimo conhecedor da poesia e quando os espíritos vêm me trazer poesia, eu estou consciente. Eu acabo falando: "Não, mas isso daqui não vai dar certo, isso a rima não é. Isso tá errado, porque eu não conheço tanto sobre o assunto. Quando eu estou inconsciente, isso vem de maneira mais natural. Agora, o interessante é que muitas vezes na tentativa e não o êxito de uma mensagem alcançar o objetivo, eu naturalmente eu peço desculpas, falo: "Gente, me perdoa, não consegui." Assim como eu já fui a reuniões mediúnicas, falei: "Gente, ao final falei, não recebi mensagens porque

m alcançar o objetivo, eu naturalmente eu peço desculpas, falo: "Gente, me perdoa, não consegui." Assim como eu já fui a reuniões mediúnicas, falei: "Gente, ao final falei, não recebi mensagens porque eu não tava me sentindo bem. E tá tudo bem, tá tudo bem". Agora, sabe qual que é o principal elemento, Haroldo, que eu acredito? Se nós fôssemos realizar uma reunião mediúnica aqui com o Florêncio, você e eu, ela seria exitosa, sem sombra de dúvidas. Por uma razão, existe amor entre os integrantes. Isso aí, >> o amor que existe do Florence e o respeito, mesmo ele sabendo das minhas limitações morais, mediúnicas, intelectuais, será, sem sombra de dúvidas o suficiente para sobrepor através da nossa boa vontade conjunta de servir a você também. Então eu diria que se nós pudéssemos alcançar um ponto de reflexão no movimento espírita, tem faltado o amor de uns para com os outros. Porque se eu tenho discordâncias do Florêncio ou de você, de ideias, isso não é razão para críticas excessivas, isso não é razão para reflexões insensatas, onde eu venho levar ataques à pessoa do Aroldo ou ao trabalho do Florêncio. Então, a partir do momento em que nós entendermos que cristianismo, Rede vivo só se vive pela essência dos ensinamentos do Cristo, onde os discípulos serão reconhecidos por muitos se amarem, nós seremos excessivamente críticos com quem oferece transfiguração de voz, com quem oferece fenômeno de efeito físico, com quem oferece a manifestações em pluralidade das faculdades mediúnicas. Nós ofereceremos a críticas excessivas para quando qualquer um de nós pode ser mistificado, qualquer um de nós pode se equivocar. Agora, se houver amor, apesar de todos os erros, de todas as limitações e de todos os equívocos que possamos ter conjuntamente ou individualmente, nós estaremos sobrepondo a prática mediúnica, porque o conhecimento não nos falta. Talvez o que tem nos faltado é o amor e a caridade diante de médiuns. Então, quando me perguntam sobre o Florêncio, a fim de fazerem investigação

rática mediúnica, porque o conhecimento não nos falta. Talvez o que tem nos faltado é o amor e a caridade diante de médiuns. Então, quando me perguntam sobre o Florêncio, a fim de fazerem investigação sobre a sua conduta ou sobre a sua mediunidade, eu digo, ele é meu amigo de mediunidade, porque é uma das pessoas que eu ligo para contar as minhas dores, as minhas dúvidas, para, se for necessário, ouvir as suas dores, as suas dúvidas. É, e e Álvaro, e assim, esse foi isso tá na história do espiritismo e na história do fenômeno, né? William James quando investigou era amigo da Pipe, William Crooks era amigo da média. Todos estabeleceram uma relação de confiança, de muito apoio múo. Por quê? Mas isso é intuitivo. Você já viu alguma criança ser alfabetizada num clima de rigor, de cobrança, de violência, de agressividade? Qual que é o melhor clima para uma criança ser alfabetizada? Um clima familiar de afeto, de respeito, de acolhimento. Isso é bom, isso é óbvio. Isso é óbvio, né? A questão é que nós nos tornamos um movimento performático, nós nos tornamos um movimento intelectualizado e vaidoso, talvez o movimento mais vaidosamente intelectualizado, movimento religioso, é o movimento espírita, né, muito forte, porque é uma característica, inclusive do passado reencarnatório dos espíritas, muito intelectualizado, muito vaidoso, muito formal, muito formal. e com pouco espaço hoje em dia para o afeto, para o apoio mútuo. Por nós estamos aguardando perfeição nos outros para podermos amá-los, né? Então, enquanto o indivíduo não for espírito puro, não, eu só vou te amar um dia que você for espírito puro. Então, aí não vai ter, não tem jeito, porque é o amor que constrói o aperfeiçoamento. É o amor que constrói o aperfeiçoamento. Se o Cristo fosse esperar perfeição em Simão Pedro, ele não seria o líder do colégio apostólico, né? E foi eleito o líder do colégio apostólico quando tava em negação, não é? Então, é o amor, é a confiança, é o respeito. Errar, nós vamos errar. E é o amor que

seria o líder do colégio apostólico, né? E foi eleito o líder do colégio apostólico quando tava em negação, não é? Então, é o amor, é a confiança, é o respeito. Errar, nós vamos errar. E é o amor que corrige, é a amizade, é o carinho que nos dá força pra gente se reerguer, pra gente se reestruturar, pra gente realizar o trabalho, né? E você tá falando isso. Eu me lembrei aqui, uma figura extraordinária, dirigiu Francisco Cât Xavier por mais de 10 anos, Arnaldo Rocha. Eu eu frequentei reunião mediúnica com Arnal durante um ano e tinha uma uma companheira e ela uma vez perguntou só ele falou: "Olha, você vai passar da minha reunião mediúnica lá, tô te esperando aquele jeitão dele, né?" E ela falou assim: "Ai, Arnaldo, eu não estou preparado, né? Porque tem lugar que você tem que fazer curso, né? tem que fazer graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado para poder sentar na mesa mediúnica, né? E aí ele disse assim: "Preparado? Quem te disse que reunião mediúnica exige preparo? Reunião mediúnica exige amor." Que fantasia o Arnaldo era Que fantasia é essa? Minha irmã falou desse jeito. Que fantasia é essa? Tem que haver amor, porque o médico que entra em transe tem que confiar na pessoa que tá dirigindo ele, tem que confiar que ele vai ser cuidado, tem que confiar que ele vai ser respeitado, tem que cuidar que aquele clima vai ser mantido em regime de quem apoia, de quem sustenta, de quem educa, né? Mas nós, infelizmente, nós estamos estamos confundindo educação com truculência, nós estamos confundindo correção com agressão, né? Porque não entendemos ainda a força do amor, não é? E nós somos testemunhas disso. Quando você tem uma reunião mediúnica que tem confiança, não é perfeição, confiança, respeito, amor, apoio, eu tô aqui para te ajudar. Que que eu posso fazer para apoiar? O fenômeno é extraordinário, não é? Não é isso? Então, esse é um ponto importante, né? É isso. Se dá, Aroldo, só queria fazer uma uma observação, eh, por conta do antagonismo que se

fazer para apoiar? O fenômeno é extraordinário, não é? Não é isso? Então, esse é um ponto importante, né? É isso. Se dá, Aroldo, só queria fazer uma uma observação, eh, por conta do antagonismo que se estabelece entre razão e afeto. Então, o que a gente percebe, a sua fala é muito clara. Nós estamos vivendo um espiritismo de teoria, um espiritismo racional. Um espiritismo que não prima pelo uso da afetuosidade. Eh, em contrapartida, o êxito de uma atividade mediúnica não pode repousar única e exclusivamente sobre os ombros do médium. Se nós tivermos em conta o fato de que eh o exercício mediúnico, os resultados do exercício mediúnico, eles eh eh sofrem a influência de três equipes, a do encarnado, o médium e os espíritos desencarnados. É evidente que eh os esses resultados serão influenciados por essas três instâncias. Então, nós precisamos desenvolver sobre a mediunidade um olhar sistêmico, um olhar complexo, não um olhar disjuntivo redutor, que atribui ao médium única e exclusivamente a responsabilidade do do fenômeno. E o o o olhar sistêmico, o olhar complexo, requer nossa parte o cultivo da afetuosidade, eh, o o cultivo das diversas dimensões que imperam nas relações humanas. Então, se há amor, evidentemente, dentro dessa nossa prática, esse médium se sentirá muito mais eh eh digamos assim eh protegido e à vontade a produzir o o fenômeno que os espíritos assim desejem. E os espíritos, naturalmente vão encontrar um campo muito mais propício à produção, à produção dos fenômenos. Então, a gente não pode atribuir única e exclusivamente a responsabilidade ao médium do êxito de um determinada de uma determinada atividade. Vou contar uma experiência rápida para encerrar. Eh, nós estivemos na cidade de Coimbra e fomos convidados a desenvolver uma pintura mediúnica em um em um convento. Era o convento de Sandelgas, um um espaço belíssimo, um espaço construído ali por volta do século do século XV. e eh o espaço havia sido preparado, as cadeiras dispostas, as pessoas estavam

convento. Era o convento de Sandelgas, um um espaço belíssimo, um espaço construído ali por volta do século do século XV. e eh o espaço havia sido preparado, as cadeiras dispostas, as pessoas estavam assim muito muito motivadas, assim como eu, a desenvolver o trabalho de de pintura. Eu fechei os meus olhos e não via ninguém. 45 minutos. 45 minutos tentando contato com os espíritos. De repente a minha visão se dilata, eu vejo todas as pessoas novamente, mas não via ninguém. Eu digo: "Olha, eles não estão aqui". E então terminamos por eh explicar as pessoas que na condição de médium eu não determino o fenômeno porque a última palavra é a dos espíritos. embora entenda que esse também é um processo de parceria, a última palavra é deles, mas se eles quiserem ou não quiser também o fenômeno não vai acontecer. e aproveitei a oportunidade para conversar, explicar as pessoas é sobre essas questões, evidentemente com base na na no pensamento kardequiano. E as pessoas foram embora, ficaram apenas assim umas 10, umas oito assim à frente. Todos catedráticos da Universidade de Coimbra, todos. Aí começaram a fazer o meia culpa. Ah, se calhar foi porque eu estava pedindo isso. Ah, se calhar foi porque eu estava pedindo isso. Ah, se calhar é porque eu estava olhando para você para ver se você ia ficar com os olhos fechados. Ou seja, o o o corpo psíquico eh eh e afetivo ou que estava ali presente era um um corpo, digamos assim, era um paredão de eh frieza e de afastamento desse cuidado, desse carinho, desse olhar mais acolhedor para a figura do médium, eh, no sentido de destituí-lo de uma do lugar de uma máquina que deve produzir um fenômeno que me convença sobre este ou aquele aspecto eh aquele aspecto da vida. E aí foi uma experiência assim muito interessante, ou seja, o ambiente que havia se formado ali naquele instante não era um ambiente suficientemente afetuoso e amoroso que produzisse ou que pudesse produzir, digamos assim, eh eh ou um uma psicosfera, uma atmosfera psíquica favor

a se formado ali naquele instante não era um ambiente suficientemente afetuoso e amoroso que produzisse ou que pudesse produzir, digamos assim, eh eh ou um uma psicosfera, uma atmosfera psíquica favor a produção do fenômeno. e os espíritos para me protegerem resolveram não fazer o o trabalho. E aí eles disseram e eles disseram: "Ah, vamos tirar uma foto". Eu disse: "Vamos, vamos tirar uma foto". Fizemos a foto. Dois dias depois, o rapaz que fez a foto envia para Tarcis uma mensagem. Tio Tarcis, eu estou assombrado. O que é que é isso que aparece nessa foto? apareceram quatro espíritos na foto. Foi uma experiência assim interessantíssima. E um desses espíritos que apareceu trazia a face da última moradora do convento. Era uma freira muito envelhecida, era o perfil de uma freira. Mas dentro daqueles moldes das fotografias espíritas, né, com o ectoplasma aparecendo, o ectoplasma saindo, eh, enfim, de mim, foi uma coisa assim, eh, interessantíssima. Então, nós precisamos olhar para a mediunidade de forma sistêmica, no sentido de entendermos que todos os resultados de uma atividade mediunica, eles se dão pela união desses elementos. equipe encarnada, equipe desencarnada, médium amalgamado pela afetuosidade. É, e tem uma coisa, né, Florêncio, que eu eu acho que se encaixa bem nessa experiência que você contou aí. A mediunidade é uma dádiva, porque ela depende da entrega dos espíritos. Os espíritos tiram do seu tempo, eles não são desocupados, né? Tem vários benfeitores ficam dizendo isso pro Álvaro, né? Nós não som desocupados não, viu? Não estamos à sua disposição, não, viu? Eh, os espíritos não são desocupados, eles têm agenda, eles têm compromissos, eles têm relações do mundo espiritual. Quando eles se dispõem a tirar um tempo da vida deles para vir até o ambiente dos encarnados e se comunicar, eles estão oferecendo uma dádiva. É por essa razão que a mediunidade espírita não se dá através da do do compromisso financeiro, né? A gente não compra mediunidade porque ela

ncarnados e se comunicar, eles estão oferecendo uma dádiva. É por essa razão que a mediunidade espírita não se dá através da do do compromisso financeiro, né? A gente não compra mediunidade porque ela está dentro dessa dádiva, né? Mas veja, se é dádiva, se é presente, tem que merecer. Então, nem toda pessoa presente em uma reunião, nem toda pessoa presente a um fenômeno merece o fenômeno, né? E não é merecer no sentido de ter conduta moral, que não, não é isso. É porque se for arrogante, se for presunçoso, não vai merecer o fenômeno, né? E às vezes a criatura que chega em necessidade, em sofrimento, tá com coração de laacerado, vai receber um fenômeno abundante, porque o sofrimento, a dor que ela tá vivendo, a coloca numa posição de merecimento da caridade dos espíritos, da bondade dos espíritos, né? Então, eu já vi isso várias vezes. Pessoas muito cheias de arrogância, de vaidade não vão presenciar o fenômeno, né? Porque elas estão tão cheias de si que os espíritos não vão se dignar a tirar o tempo deles para preencher copo cheio, né? Então, a gente deve ir pro fenômeno mediúnico com humildade, porque os espíritos estão doando o tempo deles. O médium tá doando o tempo dele. Tem muito trabalho ali envolvido. Quem tem dúvida sobre isso, basta ler o capítulo 10 do livro Missionários da Luz. Um instrutor Alexandre vai dizer isso. Fal, a nossa vontade era produzir reunião de materialização com maior naturalidade. Mas isso demanda um esforço tão grande aqui do mundo espiritual e há um despreparo tão grande dos encarnados que a gente opta muitas vezes por reduzir a realização. E esse preparo é o quê? É isso. Esse preparo é humildade, é afeto, é reverência. é apoio, né? Mesmo que você não seja médium, você tá ali, vibre, faça oração, contribua de alguma forma, porque é um é uma equipe mediúnica, ainda que tenha um só médium, é sempre uma equipe, né? Porque tem uns espíritos que prepararam o ambiente, não é isso, é sempre uma equipe mediúnica. Essa visão nossa de artilheiro, né, que basta um

, ainda que tenha um só médium, é sempre uma equipe, né? Porque tem uns espíritos que prepararam o ambiente, não é isso, é sempre uma equipe mediúnica. Essa visão nossa de artilheiro, né, que basta um jogador camisa 10 para fazer o jogo. Não é assim, né? Nenhum jogo você faz só com artilheiro, né? Você tem equipe que tá no campo, tem equipe que tá fora do campo, tem toda a organização ali para acontecer um jogo. Quer dizer, o trabalho mediúnico é a mesma coisa. É a mesma coisa, né? Isso traz uma responsabilidade. Então eu tenho visto muito, a gente já presenciou isso na prática, nós já vivenciamos isso, já organizamos reuniões e entravam certas pessoas, a gente falava assim: "Não vai ter fenômeno com esses indivíduos aqui, não vai ter fenômeno nenhum, né? Eu quero os indivíduos que estavam cheios de arrogância >> e não tivemos, >> não tivemos, tava se achando. Não vai receber nada, não vai receber, não vai receber, né? Porque tem que esvaziar a alma, tem que vir com humildade. É dádiva. Fenômeno mediúnico. É dádiva. É dádiva. Você não paga para receber, né? Você não tem que ser perfeito para receber. Agora tem que ter humildade, amor e boa vontade pros espíritos poderem auxiliar, né? Vamos encerrar. Fala alguma coisinha aí para encerrar, mas breve, meia horinha só. Se talvez você discorda de algum dos pontos que nós colocamos, nós apenas pedimos que tenha oportunidade para as opiniões que nós hoje compreendemos como sendo parte do caminho a ser percorrido. É isso que a gente pede a você. E eu posso dizer que eu tô ao lado de dois amigos entusiastas, apaixonados, que vivem com amorosidade a mediunidade. Então é uma honra para mim estar com vocês. É a reunião de mais um coração, outro momento que se eterniza, porque eu sinto as vibrações de amor dos espíritos e de cada um de vocês. Obrigado por esse momento. Obrigado a você. a gente a gente se emociona, né, com eh eu acho que o o sentir não é eh é profundamente transformador. E não foi à toa que Jesus nos ofereceu aquela belíssima consideração.

e momento. Obrigado a você. a gente a gente se emociona, né, com eh eu acho que o o sentir não é eh é profundamente transformador. E não foi à toa que Jesus nos ofereceu aquela belíssima consideração. Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. E o o amor transforma, né? Eu agradeço a Deus pela oportunidade de ter encontrado pessoas tão afetuosas nessa minha nem sempre solitária, mas solitário caminho da faculdade mediúnica. E agradeço sobretudo as companhias espirituais que muito generosamente tem contribuído com essa minha andança, esse meu processo de florescimento eh humano na Terra. Então eu agradeço também a os encarnados, né, a esses amigos queridos que muito carinhosamente entenderam por bem me estender a bênção da amizade, da orientação, da experiência, a fim de que eu possa oferecer ao mundo o meu melhor. É isso, né? É isso. >> E quero quero dizer da do registro das de presenças espirituais muito muito carinhosas, né? Eh, para além do Arnaldo Rocha, eu sinto a presença do Cornélio Pires >> entre nós, né? e agradeço a a essas duas almas queridas que resolveram me deixar mais sensível para as suas para as suas presenças, né? e abraçar esses nossos companheiros que nos ouvem, que nos vem, eh, com muito carinho, pedindo a todos eles a caridade eh nos ouvidos, se no coração, se porventura as nossas considerações não tenham se encaixado às suas eh propostas de de ver e de praticar o espiritismo. Que bom que estão aqui, né? Saudade dele.

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