PALESTRA ESPÍRITA | NA INTERPRETAÇÃO RIGORISTA - Wilter Coelho
TV Comunhão - Inscreva-se no nosso canal, deixe seu like e ative as notificações para ficar por dentro de tudo o que acontece na Comunhão Espírita de Brasília. Canais de Mídias e Redes Sociais da Comunhão Espírita de Brasília: HomePage: http://www.comunhaoespirita.org.br Rádio Comunhão: http://www.radiocomunhao.com.br TV Comunhão: http://www.tvcomunhao.com.br Facebook: http://www.facebook.com/comunhaoespirita Instagram: http://www.instragram.com/comunhaoespirita Twitter: http://twitter.com/ComunhaoOficial COMUNHÃO ESPÍRITA DE BRASÍLIA Missão: Promover o Ser Humano, facilitando-lhe o acesso ao Conhecimento da Doutrina Espírita, amparando-o e ofertando-lhe os meios para vivência cristã. Visão do Futuro: Ser uma Casa Espírita de excelência na sua organização, na geração de conhecimento, na educação, na difusão doutrinária, na assistência espiritual e social , com estímulo a vivência cristã. ESPIRITISMO O termo "Espiritismo" é sinônimo de Doutrina Espírita, porém, frequentemente, é utilizado erroneamente para designar qualquer prática do mediunismo (comunicação com os Espíritos), ou confundido com cultos afro-brasileiros (Umbanda, Candomblé, entre outros). O Espiritismo é uma doutrina que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Traz em si três faces: filosofia, ciência e religião (moral). Os adeptos da Doutrina Espírita são os espíritas e suas práticas se baseiam no estudo das obras básicas da Codificação e na assistência material e espiritual aos necessitados. Quando Surgiu? Foi revelada por Espíritos Superiores e codificada (organizada) em 1857 por um professor francês conhecido como Allan Kardec. Surgiu, pois, na França, há mais de um século. Porque estudá-lo? Em João 8:32, Jesus disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Para sermos, verdadeiramente, espíritas – porque é impossível compreender e viver uma Doutrina tão complexa e abrangente sem dominar seus conhecimentos básico
Eh, o tema que foi pedido hoje para uma reflexão tá nesse livro Luz Acima, que é do espírito irmão X, que a gente sabe, Humberto de Campos, uma psicografia do Chico Xavier. O título do capítulo que a gente vai comentar é Nação rigorista. A gente conhece essa linha de contista, de cronista do irmão X, do Humberto de Campos, trazendo essas verdades, essas essas comunicações, trazendo essas reflexões sobre o mundo espiritual, sobre a lei de Deus. E nesse caso é um homem, é a história, é um conto a história de um homem Juvenal, Juvenal Silva, um nome comum com sobrenome comum pra gente ver que não é Juvenal, que nós somos o Juvenal e que nós somos o Silva, que nós somos essas pessoas que interpretam a lei de Deus de maneira muito rigorosa. Eh, por que que a gente interpreta a lei de Deus de maneira muito rigorosa? Como é que uma lei absoluta, absolutamente amor, pode ser interpretada por um imperfeito de maneira absoluta? Eu não teria mesmo condições de interpretar a lei de Deus de maneira absoluta, da mesma forma como eu não tenho condições de ter o conhecimento absoluto de Deus. O conhecimento que eu tenho de Deus é o conhecimento relativo, relativo a mim, relativo à minha cultura, relativo à minha história, relativo à minha religião, relativa a todas as circunstâncias da minha vida. Da mesma forma, a interpretação dessa lei, dessa lei de Deus, obedece mais ou menos essa lógica, uma imperfeição. Como é que um coração que não tem esse amor consegue interpretar a lei de Deus com todo o amor que ela foi concebida? Esse rigor na interpretação é o rigor humano que ele preveniu, que ele avisou antes e ele advertiu antes. Não julgueis para não seres julgados. Mas como a gente não consegue não julgar, a gente vai olhando e vai julgando e vai interpretando com o nosso julgamento. E foi assim que nós, ao longo do tempo, ao longo da história, nós fizemos muito julgamento às nossas religiões. Nós interpretamos a divindade, nós interpretamos a lei de Deus. E de acordo com a com o nosso conceito da divindade,
o do tempo, ao longo da história, nós fizemos muito julgamento às nossas religiões. Nós interpretamos a divindade, nós interpretamos a lei de Deus. E de acordo com a com o nosso conceito da divindade, de acordo com o nosso conceito, com o nosso entendimento da lei de Deus, nós agimos e nessas ações nós matamos na interpretação da lei de Deus. Nós perseguimos na interpretação da lei de Deus. Nós referendamos grandes injustiças em nome de Deus. Na verdade, era em nome de nós próprios. E o texto de hoje fala um pouco dessa interpretação rigorosa que o homem faz, não por excesso de zelo, é por falta de amor. E deixa o texto falando um pouco que a gente vai fazendo essas pequenas reflexões. Esse Juvenal Silva tá dizendo o texto que ele teve longa incursão, pesquisas, estudos nos domínios espiritualistas e concluiu três coisas. Ele concluiu que as aflições humanas representavam fatalidade, que a dor constituía inevitável espinho e que não seria razoável emiscuir-se nas questões de auxílio. Olha que três conclusões complicadas que as aflições humanas representam fatalidade. Não tem o que fazer. Não é, então não tem o amor que cobre a multidão de pecados. Porque não tem o que fazer com a dor humana. A segunda conclusão dele que a dor constituía inevitável espinho. Não tem como evitar a dor. E a terceira conclusão dele é a mais complicada ainda, porque ele diz que não seria razoável e mecuísse nas questões de auxílio. Não, não se meter na lei de Deus. Não é se meter na lei de Deus. Ele avalia que alguma coisa que tá acontecendo com alguém é justiça divina de causa e efeito e fala: "Bem feito, você tá assim porque merece tá assim". Aí não tem auxílio, não tem cooperação, não tem compreensão, não tem amor, não tem mais nada. Tem aquela lei seca que fica parecendo a lei humana que pune, se esquecendo que a lei de Deus não é a lei que pune, é a lei que educa. E por um acaso, na educação, algumas coisas acontecem como consequência do processo de aprendizagem, especialmente para quem
e, se esquecendo que a lei de Deus não é a lei que pune, é a lei que educa. E por um acaso, na educação, algumas coisas acontecem como consequência do processo de aprendizagem, especialmente para quem tem mais dificuldade de aprender. Aí a atenção é maior. Mas esse juvenal que somos nós, continua. Ele afirmava, né, ter encontrado nos filósofos, nos instrutores que o indivíduo recebe sempre de acordo com seus próprios méritos. Com base nisso, não era possível modificar a estrutura da semente, porque audácia de transformar as situações. Olha o que ele tava dizendo. Se eu não posso modificar a causa, por que que eu posso agir na consequência? Alguém que tá no momento de dor, ele tá no momento, provavelmente ele tá no momento de consequência. Então, se eu não posso mudar a causa que originou aquela dor, eu não posso agir na dor, que é a consequência. Isso é egoísmo, isso é lavar as mãos. Ele tava concluindo isso, né? Se eu não posso modificar o momento da semeadura, eu não posso modificar o momento da colheita, porque tá escrito na lei que você vai colher o que você semeou. É muito rigor nessa concepção, porque aí não cabe o amor que cobra a multidão de pecados e não cabe umas umas outras compreensões que a gente vai trazendo ao longo eh eh da leitura. Olha, e o o Rimão X continua examinando todas as teses doutrinárias, o Juvenal, examinando ao pé da letra, arrematava com convicção para que ajudar. Se o alejado respira sem movimento e se o pobre sofre miséria e infortúnio, por certo obedecem aos desígnios que não nos compete perturbar. É a lei divina, ação e reação. Ele tem o que merece. E eu não entro nisso. Isso parece uma coisa meio afastada do amor, meio afastada da compreensão, mas não é muito distante de nós. No nosso dia a dia tem muito isso. A gente olha, já conclui, já imagina, já julga e já dá a sentença e fala: "É isso mesmo, merece. Deixa que ele vai resolver essa questão. Nós esquecemos que nós não somos juízes da lei de Deus. Nós não somos promotores de acusação da
ina, já julga e já dá a sentença e fala: "É isso mesmo, merece. Deixa que ele vai resolver essa questão. Nós esquecemos que nós não somos juízes da lei de Deus. Nós não somos promotores de acusação da lei de Deus. Nós não somos os carcereiros da lei de Deus. Nós somos os cooperadores de Deus. é diferente. E a cooperação de Deus é a cooperação do amor. Paulo de Tasto dizia: "Somos cooperadores de Deus com um fundamento. O fundamento da da cooperação que o Paulo de de T falava era o Cristo. E não foi o Cristo que não deixou que apedrejassem a adúltera. Mas não era consequência a pedrada não era consequência do ato que ela cometeu. Não foi o Cristo que curou cego, não foi o Cristo que curou eh eh alejados, mas não era consequência dos atos que eles cometeram. Mas e o amor que cobre uma multidão de pecados? E o momento em que a pessoa se encontra pronta para esse mesmo processo de quitação da justiça, quem vai julgar qual é o momento? Na cruz do Cristo tinham dois, um ao ladrão de um lado, um ladrão do outro. Por que que um continuou na mesma sintonia, na mesma situação? E um outro não, o bom ladrão. Ele tava recebendo o mesmo, a mesma punição, mas o momento psicológico dele já era outro, porque ele entendeu a palavra do Cristo. E o Cristo, se fôssemos nós, não são dois ladrões, vão morrer os dois de maneira igual. Eu não tenho assunto nem com um, nem com outro. Por que que para um ele falou: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso". Porque ele percebeu que a lei é de amor e aquela pessoa já vivia aquele momento de receber isso. Escutou o vinde a mim. Vivia já aquele momento de escutar. E não somos nós os julgadores desse momento, porque tem ações que a gente tem que fazer independentemente. Mas deixa o texto ir e e falando por si. O Juvenal passou a vida dessa maneira paradoxal, espiritualista, aceitava a revelação divina, mas por outro lado negava o espírito de sacrifício, a ajuda. Não ajuda, ele merece. A situação dela é essa, é consequência dos seus atos e ele tem que
xal, espiritualista, aceitava a revelação divina, mas por outro lado negava o espírito de sacrifício, a ajuda. Não ajuda, ele merece. A situação dela é essa, é consequência dos seus atos e ele tem que responder pelas consequências dos seus atos. No campo teórico, ele era notável discursador. No terreno prático, ele não praticou as virtudes da cooperação, da fraternidade, da caridade, porque não fazia nada daquilo, deixava a justiça seca e seguiu a vida até a sua desencarnação. E recebeu isso da mesma maneira como ele não via as pessoas. e não fazia, não prestava esse socorro, esse auxílio, essa fraternidade às pessoas. Ele também ficou um tempo nesse mundo espiritual sem sem ser visto. Da mesma forma como vários invisíveis passaram por ele, ele também se tornou invisível. Mas da mesma forma como aqueles invisíveis não eram eternamente invisíveis para todos, ele também não foi eternamente invisível para todos. Chegou o momento de receber o auxílio. Nós conhecemos isso no filme Nosso Lar, quando André Luiz, por justiça, também passou bons momentos de bons momentos de dificuldade até que chegou alguém que por por questões da lei divina viu e ele viu uma visão dupla. Os dois se viram porque era um momento. Agora quem não enxerga não vê. E o juvenal ficou invisível até que apareceu um momento em que o desventurado foi atendido por um mensageiro da assistência divina. O texto fala: "Apareceu um momento. Apareceu é surgiu o momento. É justo. A justiça se fez. Não foi, apareceu aleatoriamente em qualquer momento qualquer pessoa, a pessoa certa apareceu no lugar certo e justo, porque chegou o momento dele receber o auxílio. E se ele tiver, se a pessoa que deu o auxílio para ele tivesse se comportado como ele, ele não teria sido socorrido. Ainda bem que a pessoa que o socorreu naquela situação se comportou melhor do que ele, porque poôde perceber que ali não era só consequência dos erros dele, tinha um momento da regeneração, tinha o momento do amor. E aí tem um diálogo deles que enriquece muito o
ortou melhor do que ele, porque poôde perceber que ali não era só consequência dos erros dele, tinha um momento da regeneração, tinha o momento do amor. E aí tem um diálogo deles que enriquece muito o texto. O Juvenal tentou se explicar, acusado pela consciência, porque é o grande juiz, e ele tava argumentando contra si próprio. E ele e ele dizia: "Se não pratiquei maior soma de bens, é que supunha conveniente não dever contrariar dispositivo das provações remissoras. Eles estão se redimindo, eles estão colhendo o que plantaram. Olha a interpretação dele é muito rigorosa, é pouco amorosa. E ele exclamou o juvenal, quer dizer que deveríamos invadir os celestes desígnios para esse benfeitor. Eu deveria invadir, interferir na justiça divina, como se aquilo fosse a justiça divina fechada. E olha a explicação do mensageiro que faz a gente perceber vários momentos da nossa vida, da nossa própria história, onde a gente deixou que a pessoa que a gente julgou errada vivesse as consequências do seu erro. É claro que tem um momento quando a pessoa escuta, enquanto ela não escuta, enquanto o André Luiz não viu, não pediu, não clamou, não buscou, ele não enxergou o auxílio. Mas quando alguém olha para cima e e pede o socorro, o socorro vem. Pedis e obtereis. Mas o ato de pedir é o ato da maturidade, é o ato da lição. Talvez seja a concretização da lição, porque aí vem a humildade e aí você aprende a pedir. E nesse socorro o socorro vem, mas vem de quem sabe socorrer, não de quem julga, não de quem interpreta de maneira rigorosa como nós e como esse Juvenal. Mas olha aí, esse mensageiro esclareceu para ele quando ele perguntou: "Ah, mas eu tenho que interpretar assim". Ele falou: "Olha, se a dor humana, olha que riqueza de parágrafo, se a dor humana é lavoura de renovação para os que para quem sofre e resgata". Essa é a primeira parte que o Juvenal entendeu. A lavoura é colheita, né? Quem tá na lavoura já tá na colheita. Ele disse, se essa lavoura, se a dor humana é essa colheita para quem
sofre e resgata". Essa é a primeira parte que o Juvenal entendeu. A lavoura é colheita, né? Quem tá na lavoura já tá na colheita. Ele disse, se essa lavoura, se a dor humana é essa colheita para quem sofre e resgata, é também sementeira sublime para todos aqueles que desejam plantar o bem imperecível. Então são são duas oportunidades. É lavoura de um para um, mas é sementeira para outro. Enquanto alguém tá se redimindo, tem outro plantando. Quem acolhe, quem é fraterno, quem é caridoso, quem se doa, tá plantando, plantando ao lado de quem tá colhendo. Para aquela colheita dolorosa ser menos dolorosa, é a função do cooperador. A função do cooperador não é a chibata, não é a prisão como a gente costuma fazer com os nossos aqui, que a gente quer ver apanhar, quer ver morrer, quer ver apodrecer na cadeia, é assim que a gente fala, quer ver morrer. Mas aqui é diferente. Então são dois momentos, na verdade três, porque esses momentos não são tão distintos assim. Eu vivo o mesmo momento em um momento da minha vida. Eu sou essa lavoura, eu tô colhendo aquilo que eu plantei, mas nesse mesmo momento eu já estou semeando pro futuro. Aí eu começo a pensar nos tempos verbais, passado, presente e futuro. Tá tudo agora. Essa lavoura que eu tô colhendo é o ontem, é o meu passado. Então, a cada momento do meu dia, eu colho da lavoura que eu plantei. Mas nesse mesmo dia que o passado se derrama pelo presente, eu consego, eu consigo enxergar o futuro, eu consigo semear pro futuro. Chico dizia: "Eu não posso mudar o passado, mas eu posso mudar o futuro." Como eu não posso mudar o passado e posso mudar o futuro no presente? Porque no presente o passado vem independentemente da minha vontade. O passado desemboca no presente. Naturalmente o que eu falo, o que eu sinto, o que eu penso, o que eu vivo, é o passado que se desmancha, que se derrama no meu presente. Mas a maneira como eu resolvo, como eu, como eu lido com esse passado é a sementeira, é a construção do futuro. Por isso, bem-aventurados os aflitos,
que se desmancha, que se derrama no meu presente. Mas a maneira como eu resolvo, como eu, como eu lido com esse passado é a sementeira, é a construção do futuro. Por isso, bem-aventurados os aflitos, porque aquela aflição pode ser a colheita, mas pode ser também a sementeira. Se ele souber viver aquela aflição com força, com coragem, com determinação, com paciência, com persistência, com fé, ele tá semeando. Ao mesmo tempo que ele tá na lavoura colhendo, ele tá na mesma lavoura semeando. Então, não tem passado, não tem futuro, tem presente, porque no presente a gente vive o passado e no presente a gente planta o futuro. Foi isso que o benfeitor disse para ele, né? Se a dor humana é lavoura de renovação para quem sofre e resgata, é também sementeira sublime para todos aqueles que desejam plantar o bem imperecível. E tem a segunda parte que ele coloca Juvenal. Se você quando vi alguém aproximar-se de sua porta ou de sua personalidade, olha como o irmão X coloca. Quando você via alguém se aproximar de sua porta ou de sua personalidade, por que que ele colocou porta e personalidade? Porta é físico, personalidade é sentimento. As pessoas se aproximam da gente de todas as formas. Ele não simplificou a a a a linguagem dele. Então, se você quando vi alguém se aproximar ou da sua porta batendo a sua porta ou da sua personalidade, se você conhecia tão de perto a questão do merecimento, a ponto de interpretar com esse rigor que você sempre interpretou, você nunca pensou que a sabedoria e o programa de Deus atuava em cada acontecimento através de ligações invisíveis. Por quê? O sofredor ou necessitado já se faziam dignos do seu amparo e de sua proteção. Se você ouviu, se ele te ouviu, se ele te chamou, é porque naquele momento ele já tinha condições de te ouvir. Não era você que tinha que virar as costas, como Cristo nunca virou as costas. E nós interpretamos de maneira rigorosa. E muitos desses chamados, alguns até dentro da nossa família, alguns até dentro de casa, a gente não
ha que virar as costas, como Cristo nunca virou as costas. E nós interpretamos de maneira rigorosa. E muitos desses chamados, alguns até dentro da nossa família, alguns até dentro de casa, a gente não ouve. em nome da justiça, em nome da justiça divina que nós humanizamos com a nossa compreensão rigorosa, com a nossa ignorância, com a nossa falta de amor. Foi essa a lição que esse espírito deu para ele. Olha, o mesmo momento é colheita e aplantio. E se você ouviu alguém pedir um socorro, se você ouviu, é porque o chamado dele era para você ouvir e porque ele te viu e chamou. É uma coisa meio simbólica. A gente conhece tantas histórias, né, de cego que jogou a a capa fora, de mulher que pegou na na na capa do Cristo e se curou. Olha, e se tivesse julgando essas pessoas? Quantas vezes os apóstolos falaram: "Não, agora não, não vai não". E o Cristo chegava depois falava: "Não, traz aqui". Ah, um um um publicano, não. E o Cristo não, vem cá. Por que não? O eles falavam não pro publicano e o Cristo chamava o publicano, porque o publicano tava na sementeira, tava na colheita, mas tava também na sementeira. Já tava na hora de semear. A gente não aceita publicanos na sementeira. Os nossos publicanos a gente não aceita na sementeira porque a gente já foi rigoroso demais no julgamento e a gente sai julgando a todos. E parece que a gente não aceita mais que essas pessoas saiam da lavoura paraa sementeira. Parece que a lavoura, a colheita da da tristeza, da angústia, do sofrimento é um castigo eterno. Então, nós não mudamos o céu. A concepção velha e antiga de céu continua na nossa cabeça. Mudamos muito pouco se continuarmos assim. Olha um texto do Camile Flamari que tem a ver com isso, com o que a gente tá falando. Nós, só três linhas, nós trabalhamos e cooperamos na marcha dos acontecimentos. É uma afirmação. Nós todos trabalhamos e cooperamos na marcha dos acontecimentos. Somos ativos e não passivos. E nós mesmos construímos o edifício do futuro na sementeira. Não, agora que é a
cimentos. É uma afirmação. Nós todos trabalhamos e cooperamos na marcha dos acontecimentos. Somos ativos e não passivos. E nós mesmos construímos o edifício do futuro na sementeira. Não, agora que é a questão, não se deve confundir determinismo com fatalismo. O que o Juvenal fez foi fatalismo. Errou. Inferno já era espiritualista, como nós às vezes. Errou, me ofendeu, inferno. A gente não admite que as pessoas errem como nós. Quem não admite o erro nas pessoas não admite o mundo em que vive. Porque se esse mundo é o mundo de imperfeições e todos nós somos imperfeitos e vivemos nesse mundo de imperfeições, o que que a gente faz uns com os outros? Cometemos imperfeições. E se as imperfeições que a gente comete uns com os outros forem eternas, ofensas eternas, erros eternos, é o inferno eterno que a gente tentou eliminar e mora em nós, porque mora em nosso inconsciente. E o nosso inconsciente traz toda a nossa história do passado e a gente não consegue se libertar desses infernos que a gente traz. E aí, sutilmente, de maneira eufemística, a gente mantém os nossos infernos. Somos aqueles religiosos de sempre que queimávamos as pessoas nas fogueiras. Hoje a gente queima na fogueira do ressentimento, na fogueira da mágoa, na fogueira do castigo, na fogueira de não perdoar, de não compreender, de não cooperar, de não ajudar, de torcer para que ele continue na lama. E a gente ainda fala, porque é isso que ele merece. Um texto do livro Pensamento e Vida chama cooperação. Emanuel e Chico. A cooperação espontânea. Ele não fala só cooperação, ele fala cooperação espontânea. Porque se não for espontânea não é cooperação, é imposição. E o Cristo não teve constrangimento. Ele esperou cada um no seu momento. Por isso que a gente tem que ficar atento quando o irmão chamar, porque é o momento dele, o momento que ele sentiu é aquele, o momento dele. Se a gente não ouvir, a gente deixa de ser esse cooperador espontâneo. Então essa cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem.
mento dele, o momento que ele sentiu é aquele, o momento dele. Se a gente não ouvir, a gente deixa de ser esse cooperador espontâneo. Então essa cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem. Supremo ingrediente da ordem. Que ordem? O que faz essa ordem? O dever. O dever é compreender o que eu devo fazer. Não é alguém me mandar fazer, me constranger a fazer. E ele continua. Cooperação significa obediência construtiva aos imperativos da frente e socorro implícito às privações da retaguarda. Tem um movimento que simboliza isso. Cooperação significa obediência construtiva aos imperativos da frente. Me ajuda, por favor. E socorro aos de trás. Venha, por favor. É esse o movimento e a gente esquece dos dois. Quando a gente começa a aprender, a gente vem primeiro pros da frente. Me ajuda, vai com as duas mãos pro da frente. E o da de trás quando chama, a gente fala: "Olha, é lei. Você tá pagando o que você fez. É lei divina. O que que a gente tá fazendo com Cristo numa hora dessa? Que Cristo é esse? Essa obediência é humildade, porque ela é simples, é a primeira bem-aventurança, é o primeiro degrau da escada ascensional do espírito, porque sem essa humildade a gente não vai mais para lugar nenhum. Esse movimento todo, lembra que a gente já a gente até falou aqui outro dia da do conselho a da de Abigael a Paulo. Trabalha, ama, espera e perdoa. Trabalha, movimenta, ajuda. O trabalho é de cooperador. O trabalho não é pro meu benefício. É o trabalho coletivo para todos. Trabalha, ama. Quem ama compreende melhor. Espera, calma, dê tempo e perdoa. Alivia esse coração. No livro Vidas Sucessivas, Chico de Emanuel, o homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina nos processos de resgate e reajustamento. A gente olha para qualquer um que a gente acha que tá nesse processo, que na verdade somos todos nós, e acha ótimo sentar nessa cadeira de roda. É por isso mesmo. Você é cego, é por isso mesmo. Você não anda, é por isso mesmo. O máximo que a gente faz é uma qualquer
so, que na verdade somos todos nós, e acha ótimo sentar nessa cadeira de roda. É por isso mesmo. Você é cego, é por isso mesmo. Você não anda, é por isso mesmo. O máximo que a gente faz é uma qualquer coisinha para aliviar a nossa consciência. Mas já julgamos e já achamos que ele tá ali porque merece. Não é essa a questão que ele diz. Entre os homens, o criminoso é enviado apenas cruéis. A providência toda vida corrige amando. O sistema de elevação, de salvação, de regeneração do Cristo não é a punição de Deus na da lei divina. Não é a punição. É o resgate, é restauração, é o aprendizado. E negar um socorro, negar uma cooperação, talvez seja fechar as portas do aprendizado. E o aprendizado nunca é unilateral. O aprendizado sempre vem pros dois lados e muitas vezes vem mais pro lado que que menos esperava. A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes e a cooperação é fator essencial na na produção da harmonia e do bem-estar de todos. que a gente ao interpretarmos a lei divina, nós tomássemos mais cuidado, o mesmo cuidado que temos ao definirmos o que é Deus. Porque quando definimos o que é Deus, nós trazemos a divindade paraa nossa condição humana. Isso é um perigo, porque a gente deixa de se elevar e começa a julgar. o o as coisas divinas com a nossa condição humana. E avaliar a lei divina é mais ou menos a mesma coisa. Ela tá aí na primeira revelação. Tinha a lei divina. Quanta coisa, né? Ouviste o que foi dito. Eu, porém, vos digo. Quando diz, quando tem o eu, porém, vos digo, é porque o homem mudou. A lei não. A capacidade de compreensão do homem é que é ampliada. Então, na nossa história, espero que na nossa história de espírito, por diversas e diversas vezes, ainda apareça esse eu, porém, vos digo, porque se não aparecer o eu, porém, vos digo, a gente sempre vai condenar quem trabalha no sábado. Que Deus nos abençoe.
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