Lusiane Bahia, Solange Seixas e Leonardo Machado • Conversando Sobre Espiritismo
Toda quinta-feira, a Mansão do Caminho recebe um convidado especial para uma breve reflexão em torno do Movimento Espírita. SOBRE O NOSSO CONVIDADO » Leonardo Machado é médico psiquiatra, professor universitário e palestrante espírita. Dedica-se ao estudo da mente humana sob a ótica da psiquiatria e da filosofia espírita, explorando a integração entre saúde mental, corpo e espiritualidade. Reconhecido por sua linguagem clara e sensível, busca aproximar a ciência e o Espiritismo em reflexões sobre o equilíbrio emocional e o autoconhecimento. É autor das obras “Divaldo Franco: mediunidade ou distúrbio mental?” e “Ansiedade e Felicidade”, nas quais propõe uma leitura lúcida e contemporânea das questões psicológicas à luz da Doutrina Espírita. #espiritismo #doutrinaespírita #espiritualidade *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Irmãs e irmãos queridos, sejam todos muito bem-vindos ao Conversando sobre o Espiritismo. >> Cumprimentamos a todos que estão aqui presencialmente, a todos que nos acompanham virtualmente. Cumprimentamos a equipe da TV Mansão do Caminho, também a nossa equipe aqui de apoio. Cumprimentamos o querido Leonardo Machado, a nossa tia Solange, para quem passamos a palavra para nos conduzir na prece inicial. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino pastor, as tuas ovelhas te buscam, cada uma na sintonia que é capaz de emitir. Mesmo assim, a misericórdia do teu coração as atrai, elevando os nossos pensamentos para que sejamos dignos da tua presença em nossas vidas. Ó Senhor, queremos agradecer-te >> a honra que nos concedes de estarmos na tua casa, aprendendo a servir a tua causa, aonde tantos corações a buscam, para que possam as suas dores, resolver as suas inquirições, trabalhar as suas limitações e ser capazes de avançar na tua direção. Ó tu que és o grande sol que aquece as nossas vidas. Gostaríamos, Senhor, de possuir >> uma vibração tão sensível que fôssemos capazes de conectar contigo diretamente, mas ainda estamos a caminho na superação das lutas do primitivo em nós, para que te ofertemos um coração puro e bom. Ó Jesus, >> dá-nos as tuas mãos, ó Senhor. Aquece os nossos anseios com a magia do teu olhar. liberta-nos de nós próprios para que avancemos na direção da angelitude. [música] Vem, Senhor, e conduz-no ao teu redil de amor. Tu que és o bom pastor, leva-nos pelas estradas onde a tua luz jamais se apagará. e guiados por essa que é a grande determinação da criatura humana, vencendo-nos a nós próprios e nos tornemos dignos de sermos chamados filhos de Deus. Vem, [música] Senhor, e abrasa-nos com o teu amor. Tu podes. Agradecidos aos teus, ao teu coração generoso e bom. Leva, Senhor, ao nosso Divaldo, tio Nilson e a nossa Tun. as nossas vibrações de amor e gratidão. >> Também aos tios que continuam laborando em prol de um mundo melhor na tua casa de amor. S conosco, Jesus.
Senhor, ao nosso Divaldo, tio Nilson e a nossa Tun. as nossas vibrações de amor e gratidão. >> Também aos tios que continuam laborando em prol de um mundo melhor na tua casa de amor. S conosco, Jesus. >> Fica conosco, Senhor. >> Fica em nossos [música] corações abençoando-nos hoje, agora e por todo sempre. Que assim seja. Gratidão, tia, pela prece tão sentida. Nós cumprimentamos também a querida Diana, que está fazendo para nós a interpretação para Libras. O Conversando sobre o Espiritismo é uma oportunidade que temos de buscarmos reflexões acerca da nossa doutrina. Então, nesse primeiro instante nós gostaríamos de convocar tanto vocês que estão aqui presencialmente, mas aqueles que nos acompanham também virtualmente, para que anotem as suas perguntas. Quem está aqui basta chamar essa equipe gentil que sempre tá aqui apóstos, que nós temos muita gratidão por estas voluntárias que estão sempre aqui conosco. Nós chamamos, pegamos o papelzinho, a caneta, anotamos a pergunta, que a pergunta vai ser direcionada aqui para nós. E aqueles que nos acompanham virtualmente, basta colocar no chat que também vai chegar pra gente o questionamento. O nosso querido Mário Sérgio está em viagem, por isso que não está aqui, mas em breve estará de retorno paraas suas atividades habituais. E vamos seguir aqui com os nossos avisos. Inicialmente, nós temos um aviso que é o do nosso congresso. Começa no sábado agora. Nós estaremos dos dias 8 e 9 aqui em nossa casa reunidos no terceiro congresso espírita Joana de Angeles com o tema forças da alma na perspectiva de Joana de Angeles, pensamento, sentimento e vontade. Um dos expositores tá aqui ao meu lado, que é o Leonardo Machado e muitos outros. Nós teremos muita muitas conferências, muitas reflexões boas acerca desse tema. Eh, e a gente tem alguns avisos acerca do nosso congresso. Então, eh, para que a gente possa começar com tranquilidade, fazer o credenciamento direitinho, a nossa equipe vai estar apostos e aqui à disposição desde as 7 horas da manhã do
ca do nosso congresso. Então, eh, para que a gente possa começar com tranquilidade, fazer o credenciamento direitinho, a nossa equipe vai estar apostos e aqui à disposição desde as 7 horas da manhã do dia 8 de novembro para iniciar esse credenciamento, para iniciar esse acolhimento de todos os participantes. No dia 8, nós temos a programação que vai se estender ao longo do dia e vai finalizar com o momento da no horário da palestra doutrinária. A palestra doutrinária do sábado, excepcionalmente deste sábado, será apenas presencialmente será apenas para os participantes do evento, para os participantes do terceiro congresso Joana de Angeles. Se nós quisermos acompanhar a palestra, eu já tenho o hábito de assistir essa palestra. Eu gostaria de estar presente virtualmente, ela vai ser apresentada ao vivo pelo nosso canal do YouTube, então presencialmente para aqueles que estão inscritos no congresso, virtualmente para todos nós que queiramos acessar essa reunião que já nos é habitual e que faz parte da nossa programação. Então esse é o esses dois avisos importantes paraa nossa organização aqui em termos de acolhimento e receptividade de todos. No dia 8, no dia 8 e 9, nós vamos fazer o lançamento do livro Vida Gloriosa. Esse livro lindo, gente, o livro tá muito lindo, muito especial. o conteúdo, a gráfica, todo o layout é uma obra que nos acolhe, que está com tanta beleza, tanto nessa parte estética quanto no conteúdo, nos envolvendo profundamente o espírito Joana deângeles, porque as mensagens elas são da autoria do espírito Joana deângeles, a psicografia do nosso tio Divaldo. Nós temos mensagens de 2023, 2024, mas também outras já há um certo tempo, mas todas inéditas, todas ainda não publicadas e que vão ser publicadas e que estão sendo publicadas nessa obra. Eh, e o lançamento vai acontecer no sábado, no domingo. Nós vamos trazer muitos momentos aqui importantes acerca dessa obra que já tem um espaço especial no nosso coração. E a gente vai continuando aqui. A gente
çamento vai acontecer no sábado, no domingo. Nós vamos trazer muitos momentos aqui importantes acerca dessa obra que já tem um espaço especial no nosso coração. E a gente vai continuando aqui. A gente ainda tem alguns avisos. Tem o aviso do Natal. Olha que lindo esse cartaz. Seja a luz do Natal para 5.000 famílias. E a gente pode entrar nas redes sociais da Mansão do Caminho, no site da Mansão, pra gente descobrir como é que a gente participa dessa campanha. E é um desafio para que nós nos mobilizemos, unamos as nossas forças em prol desse Natal especial, fazendo a diferença para 5.000 famílias. Ah, mas eu quero ajudar presencialmente também e a casa tem uma tradição com a nossa tia Iraci. Eu tenho uma memória afetiva dessas listas de Natal, porque as listas de Natal vão circulando aqui na nossa casa. trazendo essa oportunidade de nós movimentarmos a nossa energia em prol dessa doação. Então, aqueles que presencialmente desejem também colaborar, contribuir, basta procurar aqui a nossa tiraci para que a gente possa fazer circular essas listas e fazer a diferença para mais de 5.000 famílias nesse final de ano que vai chegando. E o nosso último aviso é um doce aviso, olha que bonito, doce caminho. é o panetone fabricado aqui pela nossa padaria, a padaria aqui da mansão do caminho. Gente, é um primor para aqueles que já experimentaram Ave Maria. Então fica aí o convite para que a gente também possa buscar aqui na nossa cantina, para que a gente possa eh conhecer para aqueles que ainda não conhecem a fabricação aqui de nossa casa, os panetones aqui da nossa instituição. E vamos lá, guardando esses avisos no coração para que a gente possa participar desses momentos juntos, nós vamos apresentar o nosso convidado da noite, o querido irmão Leonardo Machado. É médico, psiquiatra, professor universitário e palestrante espírita. dedica-se ao estudo da mente humana sobre a ótica da psiquiatria e da filosofia espírita, explorando a integração entre saúde mental, corpo e espiritualidade.
sor universitário e palestrante espírita. dedica-se ao estudo da mente humana sobre a ótica da psiquiatria e da filosofia espírita, explorando a integração entre saúde mental, corpo e espiritualidade. Reconhecido por sua linguagem clara e sensível, busca aproximar a ciência e o espiritismo em reflexões sobre o equilíbrio emocional e o autoconhecimento. É autor das obras de Valdo Franco, mediunidade ou distúrbio mental e Ansiedade e Felicidade. nas quais propõe uma leitura lúcida e contemporânea das questões psicológicas à luz da doutrina espírita. Querido Leonardo, seja muito bem-vindo e nós passamos a palavra para que você possa trazer os seus cumprimentos iniciais ao nosso público. >> Muito obrigado pelas palavras carinhosas. Que nós possamos estar em paz. Eu vou pedir apenas 2 minutos a mais hoje nesse boa noite especial, assim que eu queria de público lançar um agradecimento a Simone Deiró, que recentemente voltou à pátria espiritual. Eu tive a tentativa de estudar espanhol quando tinha mais ou menos os 20 anos. Eu acho que eu já narrei isso daqui, né? foi justamente antes de ir para Colômbia fazer umas palestras, as que eu narrei aqui e que eu tentei estudar, Luziane, seis meses com uma professora particular assim, não consegui aprender nada, né? Não consegui entender, não consegui falar. Eh, quando eu estive na Espanha não conseguia entender o que que tava se falando, então eu pensei que não ia conseguir nunca falar espanhol, então desisti, né? E aí o tio Divaldo pediu para que eu pudesse aceitar um convite dos irmanos colombianos para o congresso espírita deles. E aceitei e eu perguntei: "Tio, é para falar em português ou para falar espanhol?" E ele falou: "Para falar em espanhol". Então, comecei a estudar ali e com duas aulas, né, que eu tenho tentado seis meses, com duas aulas apenas, que foi com a Simone Deiró. Eh, não necessariamente tô dizendo que a qualidade dela como professora, mas junto a parte espiritual, junto com a qualidade que ela tinha também, eh,
om duas aulas apenas, que foi com a Simone Deiró. Eh, não necessariamente tô dizendo que a qualidade dela como professora, mas junto a parte espiritual, junto com a qualidade que ela tinha também, eh, despertou, né? E quando eu me vi surpreso ali falando para um público eh colombiano e não só colombiano, tínhamos no Congresso cerca de 12 países da América Latina representados e ótimos palestrantes. Só tínhamos, só tinha eu mesmo de brasileiro e falando em espanhol, né? e acabei conseguindo falar espanhol surpreendentemente para mim. Fiz cinco conferências e quando eu estive na última vez aqui na Bahia, acho que foi agora recentemente, eu já não sei assim se é se eu tô em Pernambuco, eu tô aqui, eu tô tanto aqui, né? Então, eu não sei exatamente qual foi o final de semana que eu estive, mas foi recentemente, eh, já voltando da Colômbia, então, porque eu voltei da Colômbia, fiquei um dia em Recife, né, e vim paraa Bahia fazer meus trabalhos aqui e fiz um seminário na COBEN. Então, estive lá com a Simone Deiró, ela estava na na plateia e eh eu queria dar esse relato assim, nunca deixem para amanhã o que se pode fazer hoje, né? Então, me deu uma vontade de dar um abraço nela e agradecê-la, né? pelo que olha, um pouco desse mérito, um pouco desse êxito que eu consegui ter lá, deve-se a sua dedicação, ao seu carinho para comigo, a sua dedicação de ensinar-me espanhol. E então eu fiz isso, né? Tava dedicando os livros, foram cerca de 200 livros ali que eu escrevi, mas eu me levantei para ir dar um abraço nela e esse abraço ficou registrado, né? Um abraço que ela ficou bem feliz. Eu também fiquei bem feliz, mas eu não sabia que poucos dias depois ela vinha desencarnar. Então eu queria que você recebesse, Simone, meu sincero agradecimento e minhas sinceras palavras em público para que você possa estar bem no mundo espiritual. Que Deus te bendiga. Excelente lembrança e uma pessoa adotada de tanta alegria, de um sorriso contagiante. A primeira pergunta que a gente traz é de um internauta.
possa estar bem no mundo espiritual. Que Deus te bendiga. Excelente lembrança e uma pessoa adotada de tanta alegria, de um sorriso contagiante. A primeira pergunta que a gente traz é de um internauta. Ele pergunta, Leonardo, se é possível haver a fecundação do óvulo sem que haja a presença de um espírito para reencarnar. Olha só, dentro da visão espírita, para nós termos realmente uma fertilização e, portanto, uma reencarnação viável, nós precisamos da presença do espírito. Nós precisamos, para que essa reencarnação fique viável, à presença do espírito. No entanto, existem algumas fecundações que não vão ser viáveis do ponto de vista ao longo prazo. Então você vão ter ali gravidezes que vão acabar em abortamentos espontâneos. E a grande utilidade dessa situação, que tem um aspecto mais biológico do que espiritual, reencarnatório, é justamente em geral as expiações que os pais precisam passar eh em relação às suas dores. Então, não são gravidezes do ponto de vista espiritual, mas são, digamos assim, a a o início, né, aquele zigoto que vai se formando, mas não vai não ganha a forma humana completa, porque existem estágios, né? existe a blástula, a mórula, até chegar mesmo no embrião. Então esse esse essa massa, né, que a gente pode dizer, não vai se tornar um ser humano, porque em geral vai acontecer algum tipo de abortamento anterior. E é muito comum, inclusive abortamentos espontâneos. É um tema pouco falado, mas é muito mais comum do que nós imaginamos, especialmente no terceiro no primeiro trimestre. Então, a fertilização, que seria uma fertilização que culmina em uma reencarnação, precisa da presença do espírito, guiando ali eh energeticamente a formação do corpo. Mas existem algumas outras gravidezes nesse nessa perspectiva e a doutrina espírita em Lúvio dos Espíritos vai poder eh analisar um pouco essa questão. Em geral, são expiações para as famílias que vão passar pela dor, mas às vezes porque às vezes a expiação é geral, né? Às vezes é a própria expiação do do espírito que precisa passar por
essa questão. Em geral, são expiações para as famílias que vão passar pela dor, mas às vezes porque às vezes a expiação é geral, né? Às vezes é a própria expiação do do espírito que precisa passar por aquela situação como espécie de limpeza do seu perespírito para que ele possa então galgar outros patamares futuros. Mas às vezes não teria um espírito ali e só os pais é que precisam passar por essa situação que é muito dolorosa, que gera repercussões emocionais muito grandes a longo prazo. >> Isso mesmo. E traz processos reflexivos para todos nós. Tia, qual a melhor forma de conseguir perdoar genuinamente, se livrando de verdade do rancor? É preciso um pouquinho de evolução, porque não é fácil nós que ainda estagiamos de um planeta de expiação e provas já nos destituirmos deste sentimento total de revide. É uma superação que a criatura vai fazendo lentamente. Para subsídios, nós temos toda uma nomenclatura que pode nos ajudar a nos conduzir a um estado de não rancor, de poder e diluindo essa mágoa, porque na verdade é a mágoa que fica. Se eu revido ou não, está dentro de mim. Vale a pena. Você está consumindo a você mesmo. Se você deleta esse sentimento devagarinho, é como se você tivesse exatamente tirando uma energia negativa que você está cultivando. Para tanto, nós temos o Evangelho segundo o Espiritismo. Não façais ao outro aquilo que não quereis que vos faç. Quando nós aplicamos pelo menos 1,1% disso tudo que Jesus falou, a gente já começa a ir desculpando o outro. Ah, ele tava de mau humor. Mesmo que na hora nós já aprendemos a não revidar. Vale a pena revidar? A careta fica na cara de quem faz. Então, se a gente pensa assim, já tem um instrumento bem palpável para não utilizar aquilo que faz parte da nossa ancestralidade, que é o nosso primitivo. Nós éramos aqueles que lutávamos pelo peda de osso e cada um puxava para um lado para ganhar. Hoje a gente tem outras disputas que já estão amenizadas pelo desenvolvimento da nossa inteligência, da nossa razão e do nível
ue lutávamos pelo peda de osso e cada um puxava para um lado para ganhar. Hoje a gente tem outras disputas que já estão amenizadas pelo desenvolvimento da nossa inteligência, da nossa razão e do nível de consciência que já adquirimos. Então, nós precisamos começar a analisar um pouquinho o que nos chega. Vale a pena revidar? Pode ser. Muitas vezes somos considerad ela é bocó, é bobinha, não sei o que é que tá precisando. É, é a palmatória do mundo. E você vai passando, o tempo se encarrega de colocar no lugar as devidas necessidades de cada criatura. E se você já é capaz de entender com a doutrina espírita que lhe dá subsídios para você não mais reagir, mas você agir, porque quem reage não está agindo, tá sob o impulso do instinto. Então você ainda tá um pouquinho lá atrás. Vamos com calma, dominando esse instinto. Se sou agressiva, eu vou procurar, em vez de dizer 10 palavras que eu dizia anteriormente, vou passar a dizer cinco. Da próxima vez eu vou me controlar, só vou dizer três. E assim nós vamos nos disciplinando. A vantagem é de quem? de quem me agride. Não, a vantagem é minha, porque eu estou dominando as minhas tendências negativas. Estou colocando em prática as positivas e elas terão que superar todas essas tendências ancestrais para que eu ascenda, a gente não quer ir para um planeta de regeneração ou quissá o planeta feliz, mas cadê a credencial para entrar lá? Se a gente ainda está no nível de quem toma lá da cá, então a gente não tem as credenciais que ninguém pode nos emprestar, nem minha mãe, nem meu pai, nem eu posso emprestar pros meus filhos. As pessoas que eu mais ame, eu posso ser exemplo para elas, para tocar-lhes os corações, para fazê-las refletir. E aí essa onda que me avaçala o ser na hora que eu sou realmente desafiada começa e mudando de intensidade. E aos poucos você vai compreendendo que é melhor você não revidar por uma questão lógica. Eu não vou gastar minha energia com coisa que não tem valor. Quando você começa a pensar assim, não é
nsidade. E aos poucos você vai compreendendo que é melhor você não revidar por uma questão lógica. Eu não vou gastar minha energia com coisa que não tem valor. Quando você começa a pensar assim, não é que você queira ser melhor que o outro, não. Você está querendo ser dona de você mesmo, manter o seu equilíbrio, ter o domínio das suas emoções. Então, é você que vai gerenciar isto. Aos poucos você vai desculpando, depois você vai aprendendo a não levar em consideração. Depois você vai ouvindo e não bate mais em você como batia antes. E não tem a repercussão dentro de você que tinha anteriormente. Isso se chama autoconquista, autodisciplina. Eu vou devagarinho, fazendo aquela escala que eu desejo tanto alcançar, mas que ninguém pode me emprestar. Por mais que eu gosteo, ele não pode fazer isso para mim. Só eu posso conquistar. Ele pode até me dar orientação. Olhe, cuidado, vá devagar. Então a gente vai pegando as informações, as orientações, os ensinamentos doutrinários. Joana de Ângeles tem quantos livros aí pra gente aprender com uma precisão e sabedoria que, meu Deus, toda noite eu abro vida feliz. Sabe por quê? Porque curtiu, já tô com sono. Aí abro e vejo o que é que Joana tá mandando. Aí abro lá para ver. Tenho que pensar nisso para não sair do corpo e procurar o que não devo, procurar a orientação. Então são pequenos gestos, são pequenas atitudes que nós vamos nos disciplinando e vamos avançando. Porque o importante não é que o outro se sinta perdoado ou não, o problema é dele. Agora, o meu problema é ter paz de consciência. E isso eu só adquiro quando eu aprendo a me amar e a amar o meu semelhante. Excelente, tia. Nós vamos agora pro nosso intervalo e já já a gente retorna. >> A editora Leal apresenta Vida Gloriosa, a primeira obra apóstoma de Divaldo Franco como médium em parceria com sua mentora [música] espiritual Joana de Angeles. composta por mensagens inéditas, a maioria psicografada entre 2023 [música] e 2024, esta obra nasce do propósito luminoso que ambos construíram juntos.
ua mentora [música] espiritual Joana de Angeles. composta por mensagens inéditas, a maioria psicografada entre 2023 [música] e 2024, esta obra nasce do propósito luminoso que ambos construíram juntos. A editora Leal preservou a ordem das mensagens exatamente como Divaldo as deixou. Convidamos você a mergulhar nestas páginas inspiradoras, refletindo sobre o verdadeiro sentido de uma vida gloriosa. Descubra os legados e surpresas que Divaldo nos oferece para fortalecer a fé e acalentar o coração quando regressasse à pátria verdadeira. Acesse www.livrarialeal.com.br. br >> da campanha de Natal da Mansão do Caminho. Desde [música] 1973 já transformamos o Natal de milhares de famílias. Este ano [música] queremos levar cestas de esperança e alimento para mais de 5000 lares. Doe e faça parte desta [música] corrente do bem. Saiba mais em www.mansocaminho.com.br/natal. >> Senhoras, [música] senhores, nossos votos de muita paz. >> Entre os dias 30 de abril e 2 de maio de 2027, Salvador dará lugar [música] a um grande evento em comemoração ao centenário de nascimento de Divaldo Franco, um encontro de amor e união em torno daquele que [música] tanto semeu. do Caminho. Federação Espírita do Estado da Bahia, Federação Espírita Brasileira e Conselho Espírita Internacional promovem este encontro de amor e união, reunindo nomes do movimento espírita [música] do Brasil e do mundo no Centro de Convenções Salvador, onde são esperados cerca de 3.000 [música] corações vindos de todos os cantos do planeta. Faça parte deste inesquecível momento de luz e vamos compartilhar histórias, ensinamentos, momentos de alegria e a saudade desse mensageiro [música] de luz. Para mais informações, acesse www.mansodocaminho.com.br. br >> Retomando, Leonardo, uma pergunta agora presencial. Como podemos, com uma mente muito racional entender a imortalidade da alma? A razão, ela tem limites e nós somos um povo oriundos de uma racionalidade grega que é muito útil, porque de certa forma a razão faz com que nós nos defendamos
acional entender a imortalidade da alma? A razão, ela tem limites e nós somos um povo oriundos de uma racionalidade grega que é muito útil, porque de certa forma a razão faz com que nós nos defendamos da dor. Nós utilizamos a razão para podermos nos defender das angústias. E a principal angústia é justamente a angústia da morte. Um psiquiatra espanhol chamado Lopes Ibor diria que nós temos dois grandes medos e, portanto, duas grandes angústias. O medo da morte física e o medo da morte psíquica. Obviamente a morte psíquica que simbolizada pelos estados de alienação mental na época que ele descrevia e pelos estados, portanto, hoje de adoecimentos mentais graves. De qualquer forma, mesmo nós espíritas que estudamos racionalmente as coisas, nós nos blendamos de alguma forma de um medo maior em relação à morte, mas isso não nos blinda da dor da morte. Isso não nos blinda da angústia, da perda física. E é muito importante nós termos essa consciência, porque essa consciência nos torna um pouco mais brandos. O nosso movimento espírita não pode, não deve ser apenas um movimento racional. Nós temos que ter uma emocionalidade, porque Allan Kardec nos conclama a pensar a fé não apenas como uma consequência da razão. Ele nos fala da fé raciocinada, mas ele não vai dizer que a fé é uma racionalização, não é, portanto, um mecanismo de defesa. A fé é uma profunda convicção. Um espírito loureiro me diria assim: "A fé é uma ciência, pois traz a consciência uma convicção". Gosto dessa dessa terminologia porque nos dá um conhecimento, mas conhecimento não é sinônimo de racionalidade apenas. A racionalidade é muito útil, mas ela é limitada. Nós precisamos fazer um salto que vai além da da racionalidade, um salto de contacto com as nossas emoções. Então, quando nossa tia Sol, por exemplo, falava sobre o perdão, é muito interessante que precisamos fazer contacto com a mágoa, porque senão, como ela usou muito bem a palavra mágoa, o perdão é, digamos, o antídoto para mágoa. Então, não tem como eu usar
o perdão, é muito interessante que precisamos fazer contacto com a mágoa, porque senão, como ela usou muito bem a palavra mágoa, o perdão é, digamos, o antídoto para mágoa. Então, não tem como eu usar perdão se não tiver mágoa. Então, a primeira coisa paraa gente poder aprender a perdoar é entender que estamos magoados, porque senão vai ser uma racionalização, digamos assim, um perdão fast food. nem dá tempo de você realmente perdoar porque você tá racionalizando e não tá conseguindo sentir. E é muito mais difícil evoluir quando a gente sente dor. Porque se só sentisse amor, só sentisse tranquilidade, nós não teríamos alguns méritos, já que nós não se não fomos assim, pelo menos eu não fui alguém que só espalhei amor nas minhas outras reencarnações. Então, se eu não só espalhei amor nas minhas outras reencarnações, é muito natural que agora eu também colha a possibilidade das dores para poder aprender. Nó, na atualidade nós falamos da experiência e os americanos são expert em vender experiência. Você, por exemplo, vai pros parques de diversão da Disney, de Orlando, você compra experiência, você compra adrenalina. Então, a ideia espírita é que nós possamos viver a experiência. E para viver a experiência é um outro tipo de adrenalina, a adrenalina dessas emoções difíceis que vem, por exemplo, com a sensação de dor. A dor da perda, mesmo para nós espíritas, a perda física é tão grande que ela vai ficando, mesmo que a gente não imagine, ela não fica só no racional, ela vai encontrando como um verdadeiro fungo, sabe? fungo que vai ganhando raízes e não você vê a parte de fora, mas ele tem uns tentáculos e esses tentáculos ficam na nossa consciência. Então, é muito natural que diante de uma perda de um ente muito querido, a racionalidade nos ajude a não sucumbir. A racionalidade nos ajude a subir, por exemplo, aqui e possa e responder perguntas como a nossa tia Sol tá fazendo. Mas ao mesmo tempo a dor invade todos nós quando nós vemos o ente querido, qualquer que seja a idade,
os ajude a subir, por exemplo, aqui e possa e responder perguntas como a nossa tia Sol tá fazendo. Mas ao mesmo tempo a dor invade todos nós quando nós vemos o ente querido, qualquer que seja a idade, qualquer que seja a faixa etária, desencarnando. Por quê? Porque é aquele contacto. Então nós espíritas não somos uns espíritas de do frio. Somos um espírita do calor, não só baiano, nordestino, não só brasileiro, mas o calor que acolhe. E esse acolhimento não pode ser só uma frase racional, mas sim um acolhimento emocional. Eu me recordo e falei pra querida Ednolia que tá aqui na minha frente, eu estive em Vitória da Conquista, não sei se foi Vitória da Conquista ou foi Feira de Santana ou se foram dois lugares, Edmólha, mas eu pela primeira vez senti muito fortemente o peixinho e uma hora ele me tomou assim e falou e eu consegui entender um pouquinho mais de Deus porque aquela mente dele é muito complexa, né? A mente dele consegue entender porque ele não ficava no racional, viu? Ele era uma pessoa que entrava no emocional. Quantas vezes ele não conversou comigo assim, eu fico preocupado, Léo, com o futuro das pessoas que são trabalhadoras. Quando elas ficarem idosas, como é que a gente vai poder fazer uma rede de acolhimento a essas pessoas? Então, uma mente que conseguiu entender um pouco mais a cosmovisão de Deus a partir não só do entendimento racional, filósofo, médico, psicólogo que era, mas uma pessoa que acolhia, uma pessoa que tinha esse acolhimento. Então, para podermos ir vencendo essa dor, não só a razão, mas eu diria dois ingredientes. Tem duas coisas que adoecem muito, que é a solidão e a falta de ocupação. E o que eu mais aprendo aqui vendo as tias, sobretudo que tem idade de ser algumas minha mãe, outras um pouquinho mais do que minha mãe, eh, é assim, elas se ocupam 90 anos, 91 anos, 80 anos se ocupam ocupação para poder preencher um pouco a dor. Não vai tirar totalmente a dor, mas preencher a dor. e socializam, então vencem, driblamas coisas que adoecem muito. E eu vejo tanta gente que
s se ocupam ocupação para poder preencher um pouco a dor. Não vai tirar totalmente a dor, mas preencher a dor. e socializam, então vencem, driblamas coisas que adoecem muito. E eu vejo tanta gente que chega nessa idade e fala assim: "Poxa, eu me sinto tão só porque meus amigos já faleceram, meus amigos já morreram e eu me sinto sem ocupação". Então, ocupação com coisas boas, com coisas úteis, faz com que a gente vá driblando essas dores profundas que vão ganhando raízes. E aí a convivência salutar vai sendo outro ingrediente pra gente poder vivenciar também um aprofundamento de tranquilidade, de consolo diante dessa dor que é tão grande que a gente nem imagina. Então eu convidaria não só paraa razão, mas convidaria para essa convivência amorosa que nos fala da emoção. Portanto, excelente. E também nesse mesmo contexto a gente tem uma pergunta assim: e por às vezes fica tão difícil e somos tomados por uma tristeza quando não podemos ajudar aqueles que sofrem, mesmo que tenhamos a compreensão de que nada é por acaso? E é uma pergunta bem interessante, porque nos traz a percepção de que há uma empatia quando nós identificamos o sofrimento de alguém, não conseguimos agir de forma a retirar e impedir, mas sabemos racionalmente, foi o que Leonato acabou de nos conduzir, acerca dessa percepção de que nada nos acontece por acaso, mas ao mesmo tempo somos movimentados com o interesse de algo fazermos. Por isso esse sentimento e por isso essa empatia, essa tristeza nada mais é do que um reflexo da nossa própria sensibilidade. Não estamos indiferentes à dor do outro, então é uma sinalização. Mas para além disso, a gente pode sim e deve movimentar-se como aquele sirineu que auxiliou Jesus. É um exemplo que sempre nos toca profundamente, porque é o Cristo, é Jesus naquela via cruces, sustentando uma cruz da qual ele não tinha qualquer tipo de resgate, qualquer tipo de situação adversa para enfrentar. ali estava demonstrando através do exemplo a amorosidade por toda a humanidade. Mas vem o Cirineu e no
da qual ele não tinha qualquer tipo de resgate, qualquer tipo de situação adversa para enfrentar. ali estava demonstrando através do exemplo a amorosidade por toda a humanidade. Mas vem o Cirineu e no momento que Jesus tomba, ele vai ao encontro de Jesus, sustenta a cruz e dá alguns passos. Isso nos toca o coração profundamente, porque é não avaliarmos se o outro precisa ou não precisa de nós, se tem condições de superar aquilo ou não, mas é nos lançarmos ao auxílio do outro. E essa empatia, essa sensibilidade, essa humanidade é da nossa condição humana não sermos indiferentes a dor do outro. E isso é que vai nos movimentar. Então, diante de uma pergunta como essa, transformarmos, porque tristeza é uma emoção, é natural que a gente sinta, é natural experimentar isso. Então, a tristeza é uma emoção, mas que a gente utilize essa emoção em favor da fraternidade para o amparo de nós nos sustentarmos mutuamente como irmãos que somos. E a cada dia, minhas irmãs, meus irmãos, somos desafiados a isso. E essa sensibilidade, esses olhos de ver, esses ouvidos para escutar, é que vamos percebendo um pouco mais do outro e nessa convivência exercitando esse movimento da fraternidade que abre campo pra solidariedade, que efetiva a caridade. Leonardo, a gente traz então mais uma pergunta. A gente tá recebendo muitas perguntas em espanhol. Eu não vou ler em espanhol porque eu não fiz o curso que o Leonardo fez, mas graças a Deus que aqui está a tradução para que eu possa ler para vocês. É uma pergunta que eh a pessoa nos cumprimenta. Boa noite, irmãos e irmãs da Mansão do Caminho. Por jovens sofrem de depressão hoje em dia? Como podem se curar através do Espiritismo? Nós temos vivenciado momentos com muita falta de Deus, muita falta de norte. Então, quando nós temos a presença de Deus dentro de nós, nós temos também a presença do sofrimento, mas não nos desesperamos porque temos a consciência de Deus. Então, temos feito, temos visto uma batalha muito grande ao longo, especialmente do final do século 19. O
também a presença do sofrimento, mas não nos desesperamos porque temos a consciência de Deus. Então, temos feito, temos visto uma batalha muito grande ao longo, especialmente do final do século 19. O século XIX descortinou uma esperança muito grande. Tínhamos todos nós, enquanto humanidade a uma certa fantasia alegre utópica de que a ciência finalmente encontraria o espírito. E como Camilo Flamion dizia, a ciência do espírito. Então, no século XIX, final do século XIX, nós temos, então, outras visões que começam a a ganhar vulto. Temos uma Primeira Guerra que tira a esperança de muitas pessoas e logo depois uma Segunda Guerra. E nesse contexto existe uma pessoa que passou por muitas expiações na sua vida, mas que a sua vida se tornou uma experiência missionária, apesar das expiações. E essa pessoa chamada Víctor Frankel, vienense, ele então vai nos falar exatamente isso. O desespero é a presença do sofrimento na ausência do significado. Parafraseando a fala de Victor Frankel, eu diria isso, o desespero, portanto, o adoecimento feroz que temos visto, é a presença dos sofrimentos que nós temos passado desde dessa Primeira Guerra Mundial, né, desde outras guerras também, porque nosso psiquismo fica guardado de muita guerra, muita tragédia. Mas a Primeira Guerra Mundial narra ali momentos em que as nações não sabiam o poder que tinham. As nações não sabiam o poder que tinham. Mais ou menos como hoje, as nações não sabem o poder que tem e o risco, né, que nós temos diante da dissipação da esperança que começa esvair. Ao mesmo tempo, nós temos a possibilidade de no sofrimento, como diria Víctor Frankel, reencontrar o endereço do criador dentro de nós. Então eu diria, vendo a presença da do sofrimento todos os dias, né? Realmente eu tenho uma uma vida expiatória, né? Porque eu vejo sofrimento todo dia, todo dia. E você sabe, Luzane, que eu falo sobre saúde mental positiva. A gente ensina isso aqui na manção do caminho. Aí pros alunos, eu sempre falo de esperança, mas eu me
vejo sofrimento todo dia, todo dia. E você sabe, Luzane, que eu falo sobre saúde mental positiva. A gente ensina isso aqui na manção do caminho. Aí pros alunos, eu sempre falo de esperança, mas eu me eu me surpreendi, pessoal, porque quando eu fui ver a as características de virtude que eu tenho, a esperança tá lá embaixo. E me surpreendi. Como é que eu posso ser um cara desesperançoso? Mas eu percebi que apesar da esperança ser uma das que menos eu pontuo nas escalas que vem virtudes e tal, a espiritualidade é onde que mais pontua. E aí eu entendi que se realmente se eu não tivesse uma visão espiritual da vida, eu seria um desesperado e um desesperançado. Então a presença de Deus faz com que a gente não se desespere, apesar de sofrer. E me lembrei então do paraibano radicado em Pernambuco, Ariano Suassuna, que perguntaram para ele: "Mas como é que você ser um literato tão inteligente consegue acreditar em Deus?" Ele respondeu basicamente à conclusão que eu cheguei, né? Se eu não acreditasse em Deus, eu seria um desesperado. Então, não quer dizer que a a presença de Deus vai nos tornar imunes à depressão, imune ao adoecimento, mas vai nos tornar imunes a uma doença muito mais profunda, que é a amargura, a doença muito mais profunda que é o desespero. Então, com Deus, com Deus dentro de nós, na nossa convicção, nós entramos no sofrimento, mas não nos desesperamos, nem ficamos amargurados. Eu queria contar um ponto que eu uma vez eu conversei com o tio Divaldo, assim, tio, o que me chamou muita atenção no senhor é que apesar de ter uma vida muito longeva, ele tava na época com 97 anos e quem viveu 97 anos obviamente passou por muitos sofrimentos, né, especialmente estando reencarnado entre nós na terra, né? Então é natural os sofrimentos, as decepções. Mas eu uma coisa que eu vejo no Senhor é que o Senhor não deixou a amargura tomar conta do seu coração. Ao contrário, quanto mais tempo passava, mais leve ele ficava, mais esperançoso, mais tranquilo, né? Então, não deixar o
vejo no Senhor é que o Senhor não deixou a amargura tomar conta do seu coração. Ao contrário, quanto mais tempo passava, mais leve ele ficava, mais esperançoso, mais tranquilo, né? Então, não deixar o coração endurecer porque acredita no ideal. E como diz Renato Russo, podem até maltratar o meu coração, mas o meu espírito ninguém vai conseguir mudar, porque meu espírito tá conectado com Deus nessa perspectiva de ter Deus dentro de mim. A presença de Deus fundamental para não entrarmos em desespero. >> Excelente, Leonardo. A gente tem uma pergunta aqui do nosso público presencial. Como distinguir uma criança esquizofrênica de uma criança obsidiada? Uma esquizofrenia que começa na idade muito precoce é raro. Eh, em geral você tem ali depois dos 17 anos até os 35 anos de idade. Quando começa antes dos 17 anos é uma esquizofrenia de início precoce, é raro, mas antes de 13 anos, que seria criança, é esquizofrenia de início muito precoce. é mais raro ainda. E a principal característica que vai diferenciar se é um processo apenas obsessivo ou se é um processo reencarnatório, porque a esquizofrenia é muito mais um processo reencarnatório, pegando a palavra emprestada dos budistas, é um processo cármico, ou seja, existem todos os mecanismos biológicos para predispor a a esquizofrenia. quando começa tão cedo, não é muito só a alucinação que a pessoa vai ter. São o que a gente chama de sintomas negativos e sintomas cognitivos. Parece um tipo de deficiência intelectual e a pessoa também fica muito embotada. Mas eu queria dizer com esperança e espiritualidade que conheço pessoas, né, que conheceram, atendo, conheço, vejo a trajetória dessas pessoas que estão em processos expiatórios graves, porque começar uma esquizofrenia numa fase infantil é muito raro e muito difícil, muito dolorido pros pais. Eu me recordo de uma senhora hoje já desencarnada, que me chamou muito atenção pela pela resignação dessa mulher. E a filha dela começou a esquizofrenia com 9 anos. Então a esquizofrenia
do pros pais. Eu me recordo de uma senhora hoje já desencarnada, que me chamou muito atenção pela pela resignação dessa mulher. E a filha dela começou a esquizofrenia com 9 anos. Então a esquizofrenia diferenciada muito mais pelos sintomas negativos, que é o afeto meio embotado, meio frio emocionalmente e a dificuldade cognitiva que lembra uma deficiência intelectual. Ela recebeu tanto estímulo, tanto estímulo que hoje ela tem quase 30 anos ali formada, conseguiu se formar pelo estímulo que recebeu dos pais. os pais não desistiram e quando a mãe desencarnou, né, a gente ficou pensando que ela ia, digamos assim, se desestruturar. Mas quando a pessoa recebe tanto amor, tanta convicção de Deus tão cedo, ela acaba também se estruturando em Deus. E é interessante que ela uma vez falou assim para mim, ela se tornou espírita, né? Ela falou assim: "Doutor, isso que eu tô passando, veja que eloquência, né? porque começou a esquizofrenia com 9 anos de idade, todo um processo devastador. Ela falou assim: "Doutor, eh, é uma grande expiação, né, mas eu confio em Deus". Pronto, resume o evangelho, não é? Resumiu o evangelho, porque eu dizer isso estando com corpo saudável é mais fácil, mas eu dizer isso começando uma doença tão difícil com 9 anos de idade, e aí ela aprendeu a pintar e de vez em quando ela pede: "Doutor, o senhor pode botar no seu Instagram para me ajudar a vender? Aí eu boto de vez em quando pintou, ou seja, queridos, eh a doutrina espírita fala de obsessão, mas grande parte das doenças psiquiátricas elas se efetuam muito por questões reencarnatórias. Grande parte das doenças psiquiátricas graves são questões reencarnatórias, expiatórias e a obsessão são assim gatilhos que pioram ainda mais. Mas eu chamaria atenção para a obsessão, não só na pessoa que tem o diagnóstico, muito nos familiares também, que às vezes nessa eh tendência de querer salvar uma coisa que não dá para mudar, acabam se tornando ali uma um sofrimento atróz e o sofrimento da pessoa eh acaba aumentando
ito nos familiares também, que às vezes nessa eh tendência de querer salvar uma coisa que não dá para mudar, acabam se tornando ali uma um sofrimento atróz e o sofrimento da pessoa eh acaba aumentando o sofrimento da família também. Quantas mulheres, quantas mães vieram assim me procurar para que eu ajudasse os seus filhos? No final das contas, elas é que estavam precisando de ajuda. Teve uma que botou o nome assim do filho e mas a consulta inteira foi de 1 hora e meia só para ela. Aí eu fiquei assim, mas é para você ou para seu filho? Doutor, nem sei mais. e ela ficou sendo minha paciente porque ela percebeu a depressão que ela estava diante da situação dolorosa. Então isso é um uma ampliação de de resposta, Luziane, um pouco prolixa, mas assim porque gera uma dor muito grande e eu sugeriria pra família que olhe paraa sua dor também eh diante dessas expiações que são expiações familiares, né, especialmente quando começa muito cedinho. >> Resposta necessária. Vamos lá. O que falta ao homem, Leonardo, para deixar de sofrer, mesmo praticando bem? >> Ah, não consegue não deixar de sofrer. É meu pessimista isso, né? Eu falei que minha esperança tá lá embaixo. Não consegue não, porque faz parte, né? Jesus foi quem falou isso, não foi? Olha, na vida só passarei por tribulações. A primeira grande verdade budista na vida é repleta de sofrimentos. Então, o sofrimento faz parte. Se você for ler também as doutrinas que não são espiritualistas, elas também vão constatar. Me recordo de Schopenhauer. Schopenhauer foi um espírito muito melancólico, por ele queria estudar medicina, enfim, e queria, não queria ser empresário, mas era filho de empresário. E o pai queria que ele ampliasse os negócios dele. Então, o pai fez com que ele viajasse por toda a Europa. Então, ele se tornou assim um poliglota, né, uma pessoa muito estudada. Eh, e o pai acabou falecendo. Quando o pai faleceu, ele ficou com a mãe, né? E a mãe, isso é é histórico, né? A mãe de Chopenhauer realmente tinha uma vinculação obsessiva entre os dois.
ito estudada. Eh, e o pai acabou falecendo. Quando o pai faleceu, ele ficou com a mãe, né? E a mãe, isso é é histórico, né? A mãe de Chopenhauer realmente tinha uma vinculação obsessiva entre os dois. Era uma obsessão entre os dois ali, muita dificuldade, muitas coisas difíceis que a mãe falou e tal. Então, Schopenhauer vai pra faculdade de medicina, mas na faculdade de medicina ele acaba descobrindo a filosofia, então deixa a medicina de lado e vai ser filósofo. Só que ele era contemporâneo a Hegel e Hegel foi um filósofo gigantesco eh alemão. Então ele acabou ficando sem conseguir algumas vagas em universidades por conta das vagas que Hegel conseguia, os cursos que ele oferecia com menas menos pessoas, menos quantidade, etc. Então, casou-se, as perdeu a a filha, muitas perdas, muita dor. Mas o que eu acho interessante de Schopenhauer é que ele propõe que a consequência da dor, do sofrimento, não é a desistência da vida. Ele não propõe o suicídio como sendo a solução, de certa forma se inspirando no budismo, de certa forma se inspirando no hinduísmo e, de certa forma, se inspirando nas suas próprias entranhas, ele vai dizer que a dor e o sofrimento tem como função despertar a compaixão. E a arte seria a forma lúdica de poder trabalhar eh essa dor. Então ele consegue resistir à vida e consegue encontrar uma solução sem recorrer a Deus, digamos assim, porque ele tenta fazer, ele faz uma filosofia que não é uma filosofia, digamos, deísta a princípio, mas ele encontra a solução que o budismo encontrou, a solução que o cristianismo nos deu. E, portanto, aqui estou enaltecendo essa visão que, apesar de ser uma visão muito sofrida, de muito sofrimento, encontra a solução do sofrimento na expansão da compaixão, a expansão da empatia. Se a gente pensa, empatia é uma coisa mais genérica, compaixão é uma coisa mais específica, mais profunda ainda que a empatia. E nessa perspectiva a gente pode dizer, saindo de Schopenhauer e entrando no espiritismo, que a nossa reencarnação
s genérica, compaixão é uma coisa mais específica, mais profunda ainda que a empatia. E nessa perspectiva a gente pode dizer, saindo de Schopenhauer e entrando no espiritismo, que a nossa reencarnação tem a grande função de aumentar a nossa empatia. E não só a empatia do ponto de vista genérico, a empatia que se ilumina com a compaixão. Porque com empatia eu posso entender a dor do outro e não fazer nada. Com empatia eu posso entender a dor do outro e me vingar. Eu posso eh, digamos assim, me vingar empaticamente. Eu entendo o que você tá sentindo, mas eu também entendo o que eu tô sentindo. Eu vou me vingar. Empatia é uma coisa neutra. Agora, compaixão é uma coisa positiva. Compaixão é a filha do amor. Compaixão é uma filha de uma filha dileta do amor. Então, no sentido nesse sentido, a compaixão faz uma atitude construtiva pro outro e para mim também. Na ciência da compaixão, nós falamos de uma humanidade compartilhada. A compaixão me dá perspectiva de que eu e você estamos no mesmo barco. E, portanto, o sofrimento que você tem, eu também posso ter. As questões que você tem, eu também posso ter. O sofrimento de Schopenhauer também pode ser o meu sofrimento. E, portanto, a reencarnação é um convite à amplitude da compaixão para que eu possa entrar em uma evolução maior. Nesse sentido, não dá para se livrar do sofrimento. Por enquanto, o livramento do sofrimento vai ser quando a gente conseguir fazer o que a nossa tia Sol falou, evoluir, libertar de si mesmo, a libertação de si mesmo, a libertação especialmente do ego na perspectiva da construção de um si mesmo, da conquista de si. Aí sim vai ser o sofrimento. Mas não é uma realidade para agora, senão a gente vai est, digamos assim, falando de coisas que a gente nem sabe o que é. Mas é bom falar só para uma questão utópica, mas não achar que vai ser hoje. É muito mais fácil colocar alegria do que tirar tristeza. É muito mais fácil colocar compaixão do que tirar sofrimento. Alegria e compaixão, na verdade, são até, digamos assim, o contrabalanceador
je. É muito mais fácil colocar alegria do que tirar tristeza. É muito mais fácil colocar compaixão do que tirar sofrimento. Alegria e compaixão, na verdade, são até, digamos assim, o contrabalanceador da tristeza que é é natural e das dores que são naturais. É muito mais útil do ponto de vista cerebral. Até o nosso cérebro pr ser diferente, né? O nosso lado esquerdo tá associado às emoções positivas, alegria, compaixão, gratidão. Essas emoções que nos trazem prazer. O nosso lado direito está associado às emoções negativas. Então, é curioso porque eu posso sentir as duas coisas juntas. Não é só: "Ah, eu sinto tristeza, então não posso sentir alegria." É uma alegria triste, é uma tristeza alegre. E a gente chama isso de saudade. Saudade é uma tristeza que eu posso colocar com alegria se eu sinto uma saudade grata. Eu sinto uma saudade com gratidão. Essa complexidade. Então, resumidamente, não tenhamos assim a ilusão de que a gente vai vencer o sofrimento hoje, tirando-o, extirpando-o. É muito mais fácil colocar alguma coisa do que tirar as emoções. Então, o convite é para colocar compaixão, colocar gratidão a tudo que acontece em nossas existências. Nós gostaríamos de agradecer imensamente a todos que estiveram aqui presencialmente, nos acompanharam virtualmente. As perguntas que aqui chegaram foram a construção desse nosso momento. Então, a nossa gratidão pelas perguntas que vocês nos trouxeram. Agradecemos a Diana pela sensibilidade, o cuidado com o que traz a interpretação para Libras. Agradecemos também a equipe da TV Mansão do Caminho e a equipe de apoio que nos traz todo a toda a estrutura aqui para que a gente possa desempenhar o nosso conversando sobre o espiritismo. Agradecemos a nossa tia Solange, agradecemos ao Leonardo e passamos a palavra para o Leonardo para que ele possa trazer as considerações finais. Apenas gratidão, mas eu queria lembrar de uma poesia do Vicente de Carvalho, quando ele vai dizer que só uma leve esperança em toda a vida, mas nada disfarça a angústia que é viver. Nem é
ções finais. Apenas gratidão, mas eu queria lembrar de uma poesia do Vicente de Carvalho, quando ele vai dizer que só uma leve esperança em toda a vida, mas nada disfarça a angústia que é viver. Nem é mais a existência toda resumida do que uma leve esperança malograda. E o sonho da alma desterrada, sonho que a coloca ansiosa e a faz embecida, é uma hora feliz que sempre vai sendo adiada e que não chega nunca em toda a vida. Essa felicidade que sonhamos, a árvore milagrosa que supomos, toda arreada, toda carregada de dourados pomos, existe sim, mas nós nunca a encontramos porque sempre a colocamos onde nós não estamos. A ideia é colocar um pouco mais de felicidade, gratidão, compaixão, perdão, amor. Hoje no local que nós nos encontramos, porque a felicidade completa, totalmente livre do sofrimento, é patrimônio pro futuro, mas patrimônio pro agora, essa felicidade que nós podemos sentir já a felicidade possível, não a felicidade ideal. É isso que o Espiritismo nos promete. E é isso e que o Espiritismo não só promete, mas concretiza quando nós conseguimos aprofundar o Espiritismo em nós, tirando o fungo da dor e colocando, portanto, o Sol da Esperança que nos fala de uma perspectiva nova. Muito obrigado ao Espiritismo, muito obrigado a Allan Kardec, muito obrigado a essa casa por representar um pouco do Espiritismo em nós. Que assim seja. Nós agradecemos a nossa tia Solange, ao Leonardo, pelo compartilhamento dos das reflexões, das lições que nos trouxeram na noite de hoje, que contribuíram bastante pro nosso aprendizado. E agora, chegando ao momento da nossa etapa final da reunião, nós gostaríamos de convidar os companheiros responsáveis pela aplicação do passe em nossa casa para que possam, por favor, se distribuírem no salão doutrinário. Senhor e mestre Jesus, a gratidão repleta-nos. de forma muito especial, sentindo a tua presença e a dos benfeitores espirituais, acolhendo as nossas dúvidas, as nossas indecisões, as nossas dores. Sentimo-nos sustentados, amparados.
o repleta-nos. de forma muito especial, sentindo a tua presença e a dos benfeitores espirituais, acolhendo as nossas dúvidas, as nossas indecisões, as nossas dores. Sentimo-nos sustentados, amparados. pela verdade que o teu evangelho nos apresenta e incondicionalmente. Reveste-nos da força que precisamos para lidarmos com os desafios e os embates da existência. Esse é o momento da nossa gratidão. Gratidão pelas energias que agora recebemos oriundas do plano espiritual em conjugação com os nossos irmãos e irmãs que se predispõe à tarefa mediúnica de serem instrumentos e dessa energia poder nos alcançar. envolvendo-nos e atingindo aspectos restauradores, alcançando a finalidade de nos promover em prol da saúde, do bem-estar. Recebemos tanto, mestre, tantas são as bênçãos que advém do nosso Pai em atendimento às nossas necessidades e por identificar as nossas defecções e ainda ensaios que realizamos para a superação das nossas próprias iniquidades. São tantas bênçãos que vão nos estimulando a abrigarmos no coração o ânimo e a coragem, a não desistirmos, a perseverarmos e enfrentarmos no Mar Alto da vida a tempestade que dialoga intimamente. com o que precisamos vencer em nós. Gratidão, Senhor, por todo este amor que deposita sobre nós, sobre a humanidade. E assim te rogamos por este planeta, pelos bolsões de múltiplas carências, bolções de violência, bolções onde há o esquecimento de ti, do amor e da essência primári que é Deus. abençoa todos nós e o nosso propósito de elevarmo-nos sobre nós mesmos nos passos mesmos mesmo que tímidos, mas significativos e recheados de vontade e de decisão de sermos melhores. abençoa os nomes que colocamos na entrada deste nosso cenáculo, mas também os nomes que constam no chat de irmãs e irmãos que atravessamos as dificuldades diárias. Abençoa cada um de nós, os nossos lares. Aplica a água que te apresentamos, a energia salutar da saúde e do refazimento. Permanece conosco, mestre, caminhando à frente, ao lado, mostrando-nos a beleza de viver o teu evangelho
s nossos lares. Aplica a água que te apresentamos, a energia salutar da saúde e do refazimento. Permanece conosco, mestre, caminhando à frente, ao lado, mostrando-nos a beleza de viver o teu evangelho e a certeza e a segurança que nos envolve pela tua presença. Permanece conosco sempre. Gratidão por tudo. Assim seja. Encerrada está a nossa reunião. Sigamos todos em paz.
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