Conversando Sobre Espiritismo | Lusiane Bahia, Solange Seixas e Leonardo Machado

Mansão do Caminho 06/02/2026 (há 1 mês) 1:10:49 10,744 visualizações 1,669 curtidas

Toda quinta-feira, a Mansão do Caminho oferece um espaço de diálogo dedicado ao esclarecimento de dúvidas sobre a Doutrina Espírita. É um encontro que reúne o público presencial e virtual para uma reflexão serena sobre temas essenciais da vivência espiritual e do próprio Movimento Espírita. Um momento simples, direto e fiel às tradições doutrinárias, convidando à ponderação e ao estudo contínuo. SOBRE O NOSSO CONVIDADO Leonardo Machado é médico psiquiatra, professor universitário e palestrante espírita. Dedica-se ao estudo da mente humana sob a ótica da psiquiatria e da filosofia espírita, explorando a integração entre saúde mental, corpo e espiritualidade. Reconhecido por sua linguagem clara e sensível, busca aproximar a ciência e o Espiritismo em reflexões sobre o equilíbrio emocional e o autoconhecimento. É autor das obras “Divaldo Franco: mediunidade ou distúrbio mental?” e “Ansiedade e Felicidade”, nas quais propõe uma leitura lúcida e contemporânea das questões psicológicas à luz da Doutrina Espírita. Assista ao programa e aprofunde seus conhecimentos sobre o Espiritismo. Inscreva-se no canal e acompanhe nossos conteúdos doutrinários semanais. Ative o sino 🔔 para receber as próximas reflexões espíritas. Compartilhe este vídeo com quem busca esclarecimento e consolação à luz da Doutrina Espírita. Deixe seu comentário e participe deste diálogo fraterno sobre o Espiritismo. #ConversandoSobreEspiritismo #Espiritismo #DoutrinaEspírita #EstudoEspírita #ConhecimentoEspírita #FilosofiaEspírita #EvangelhoSegundoOEspiritismo #AllanKardec #ReflexãoEspírita #VidaEspiritual #Espiritualidade *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Irmãs e irmãos queridos, sejam todos muito bem-vindos ao Conversando sobre o Espiritismo. Cumprimentamos a todos que estão aqui presencialmente, todos que nos acompanham virtualmente. Cumprimentamos a equipe da TV Mansão do Caminho, a equipe de recepção. Cumprimentamos a nossa querida tia Solange, para quem passamos a palavra para nos conduzir na prece inicial. Senhor e Mestre Jesus, nosso divino pastor, a tua é a mensagem da esperança, dos procedimentos [música] em busca de realizações nobres. Portanto, [música] Senhor, na tua casa de amor, queremos aprender contigo a ser mansos e humildes de coração, a fim de que a mensagem do teu evangelho de feitos penetre as nossas almas e faça morada nas nossas mentes. fazendo com que o nosso coração pulse sempre a serviço do teu que é o amor não amado, incompreendido, sacrificado. Ajuda-nos, Senhor, a sairmos [música] do primarismo que ainda se cata as nossas vidas, a fim de deixarmos que a [música] bondade e a ternura que emanaram do teu coração possa fazer com que sejamos fortes no amparo aos fracos e frágeis e inúteis nas horas de violência. Senhor, há tanto a fazer e tão poucos dispostos a renunciar, a fim de que a tua seja a mensagem que no ar. balsamizando os corações e permite-nos sonhar com as estrelas, [música] levando a todos que nos busquem a palavra de incentivo, o olhar complacente e o coração disposto a amar. Vem, Senhor, vem e edifica no coração de todos esses jovens que estarão logo mais na tua [música] casa para sedimentar em suas almas o aprendizado que a doutrina lhes propicia como um roteiro feliz. e libertador. [música] Agradecidos ao nosso Divaldo e tio Nilson e todos os trabalhadores da nossa casa que estão no mundo espiritual, inclusive a nossa Tuninha. Ó Jesus, há tanto a pedir, quase nada a oferecer. >> Hum. Abençoa, Dr. Mário em viagem, que ele possa retornar trazendo nas mãos a experiência e no coração cada vez maior a vontade de servir. Dá-nos a tua paz. Ser conosco, Jesus. Fica conosco, fica em nossos corações,

r. Mário em viagem, que ele possa retornar trazendo nas mãos a experiência e no coração cada vez maior a vontade de servir. Dá-nos a tua paz. Ser conosco, Jesus. Fica conosco, fica em nossos corações, abençoando-nos hoje e sempre. E que assim seja. >> Gratidão, tia, pela prece tão sensível. Nós cumprimentamos também a nossa querida Irziane, que está fazendo a interpretação para Libras. Hoje é o Conversando sobre o Espiritismo e nós aproveitamos estes momentos reunidos aqui também quem nos acompanha virtualmente para trazermos perguntas, conversarmos sobre essa doutrina que é consoladora. Então, a nossa equipe aqui muito gentilmente já está apostos para receber a pergunta de vocês que estão aqui presencialmente e a nossa equipe também da TV Mansão do Caminho está apostos para receber a perguntas de vocês que estão nos acompanhando virtualmente, as perguntas que vêm do chat para que aqui nós possamos fazer um grande momento de reflexão e de homenagem à nossa doutrina, doutrina libertadora e consoladora. Enquanto isso, vamos trazendo alguns avisos para as nossas reflexões. E este primeiro aviso é o nosso grupo de estudos. Ele vai se iniciar, a gente vai ter a abertura dos grupos de estudos na próxima semana, dia 11 de fevereiro, aqui nesse espaço, às 19 horas. Vamos ter aqui a abertura dos nossos grupos. E quando a gente entra nesse site, mansodocaminho.com.br/gruposdeestudo, br/gruposdeestudo, a gente encontra uma opção, as opções bem vastas para estudar a mediunidade, para estudar as os módulos que são equiparados ao ESD da Federação Espírita Brasileira para estudarmos o Evangelho Rede Vivo, a família. né? Então tem o leque de oportunidade de estudos à nossa disposição. Então basta a gente acessar e buscar qual o grupo que a gente mais se afiniza e que mais a gente gostaria de aprimorar do conhecimento. Logo embaixo vai tá o link da inscrição e dia 11 nós estaremos aqui nesse espaço esperando por todos vocês. Na trajetória evolutiva do planeta, a gente encontra Jesus

ria de aprimorar do conhecimento. Logo embaixo vai tá o link da inscrição e dia 11 nós estaremos aqui nesse espaço esperando por todos vocês. Na trajetória evolutiva do planeta, a gente encontra Jesus trazendo-nos e presidindo a primeira revelação através de Moisés, permitindo à humanidade o conceito de fé, de justiça, de um Deus único. Depois, ele mesmo vem trazer a segunda revelação com o amor, mas também com a evidência da vida futura. e completando e enfechando estas revelações na terceira, que é o espiritismo, que nos traz o o reforço de todas estas conclusões anteriores, essas percepções anteriores, mas também nos trazendo a verdade, a sedimentação de todo esse conhecimento e trazendo um lema: Fora da caridade não há salvação. Então, no período do carnaval dos dias 14 e 17 de fevereiro, a juventude espíritaninaroeira, mansão do caminho, nós estaremos aqui juntos promovendo um evento cujo título é Deus Cristo e Caridade. É o 19º Encontro de Reflexões em que nós vamos vivenciar atividades para todas as idades. Me perguntaram assim: "Lu, esse evento é pra juventude?" É pra juventude, mas é pra criança, é pro adulto? é para todos nós, porque nós teremos atividades aqui para todo o público, pro público em geral. Então, acessem o site, vejam a programação, tem muita coisa, a gente tem palestra, a gente tem atividades, a gente tem muita coisa boa ofertada para que vocês possam estar aqui e passarem um carnaval diferenciado, um carnaval de imersão no lema de Ismael, Deus Cristo e caridade. E nós temos os jovens aí à frente fazendo as inscrições. Dia 28 de fevereiro, a gente vai receber aqui em nossa casa essa pessoa muito querida, Severino Celestino. O título do seu seminário é O mundo de Regeneração no Apocalipse. Das 16 às 19 horas, nós estaremos aqui neste espaço, bebendo desta fonte tão sábia que é o querido Severino e que nos traz tanto acerca do evangelho. Então vamos buscar a nossa inscrição, perceber o a como é que a gente busca a inscrição através do site, nos organizarmos,

tão sábia que é o querido Severino e que nos traz tanto acerca do evangelho. Então vamos buscar a nossa inscrição, perceber o a como é que a gente busca a inscrição através do site, nos organizarmos, porque esses momentos em que a gente fica junto aqui, além de beber esses conhecimentos que vem do Severino, tem toda a egrégora preparada para que nós recebamos no coração essas mensagens, mas também as energias salutares, fora que tenha boa convivência de estarmos aqui juntos no espaço, confraternizando, conversando, reenc encontrando. Então é uma oportunidade valiosa. Passamos as nossas inscrições, o mundo de regeneração no apocalipse com Severino Celestino. E finalizado os nossos finalizados os nossos convites, a gente quer apresentar o nosso convidado da noite, que é muito conhecido o nosso, é o Leonardo Machado. O Leonardo é médico, psiquiatra, professor universitário e palestrante espírita. dedica-se ao estudo da mente humana sobre a ótica da psiquiatria e da filosofia espírita, explorando a integração entre saúde mental, corpo e espiritualidade. Reconhecido por sua linguagem clara e sensível, busca aproximar a ciência e o espiritismo em reflexões sobre o equilíbrio emocional e o autoconhecimento. é autor das obras Divdo Franco, Mediunidade, o Distúrbio Mental e Ansiedade e Felicidade, nas quais propõe uma leitura lúcida e contemporânea das questões psicológicas à luz da doutrina espírita. Leonardo, querido, seja muito bem-vindo para você agora a oportunidade da fala para nos trazer o cumprimento ao público em geral. Primeiramente agradeço as palavras muito carinhosas, certamente não merecidas, mas carinhosas. Então, agradeço e dizer que é sempre um prazer estar ou virtualmente ou presencialmente com você, do qual então lhe dando um abraço virtual, abraço a todos os trabalhadores da mansão e também é um prazer Tia Sol estar com a senhora e dando um abraço na senhora. Abraço também todas as nossas tias, os nossos tios. tão queridos da mansão do caminho e esperamos terê-lo

dores da mansão e também é um prazer Tia Sol estar com a senhora e dando um abraço na senhora. Abraço também todas as nossas tias, os nossos tios. tão queridos da mansão do caminho e esperamos terê-lo uma noite de proveito em torno da nossa doutrina espírita. Vamos lá. Gratidão pelas palavras, querido. Vamos à primeira pergunta. A gente tem uma pergunta que é da Débora, veio virtualmente e ela diz assim: quando apesar dos tratamentos médicos, as emoções atrapalham o cotidiano e afetam o corpo a ponto de até interferir nos compromissos, pode espiritismo oferecer algum esclarecimento? Que é que você nos diz, Leonardo? A doutrina espírita, nessas ocasiões, vai nos recomendar que nós andemos ao lado da ciência. Então, andar ao lado da ciência é também recorrer aos avanços que a ciência nos propõe a partir da medicina, das suas diversas abordagens, porque há estados que chamamos assim patológicos, em que nós não conseguimos eh regular as nossas emoções de uma maneira saudável. Então, graças a Deus, nós temos sirineus nos nossos caminhos que ajudam-nos a carregar as nossas cruzes, as nossas expiações, as nossas provações. E esses serineus às vezes vem a partir de medicamentos, a partir do tratamento médico que existe na atualidade. É interessante observar que muitos trabalhadores espíritas, eles às vezes têm medo, ah, por exemplo, de tratar as suas depressões ou de tratar as suas os seus transtornos de pânico, seus transtornos de ansiedade, com medo de que, por exemplo, a medicação psiquiátrica bloqueie, digamos assim, a mediunidade. Isso é fruto também é de uma consequência dos primeiros remédios que surgiram em 1950, 1954. Então os primeiros remédios da psiquiatria, eles surgiram a partir, a clorpromazina, o nome surgiu a partir da anestesia do anestésico. Então o que acontecia? a pessoa realmente ficava muito dopada. E os quadros que eram tratados com esses remédios eram quadros psiquiátricos muito graves. A gente tá lembrando de um momento em que os hospitais eram o grande tratamento.

almente ficava muito dopada. E os quadros que eram tratados com esses remédios eram quadros psiquiátricos muito graves. A gente tá lembrando de um momento em que os hospitais eram o grande tratamento. Então isso tudo gerou uma certa um certo inconsciente coletivo, uma certa imaginário de que todo tipo de medicação gera, eh digamos um efeito colateral que deixa a pessoa dopada e isso atrapalharia ao seu desenvolvimento. Só que graças a Deus, mais uma vez repito, Deus nos coloca serus a partir de outros cenários que não sejam só eh estritamente religiosos. E hoje nós temos a possibilidade de caminhar ao lado da ciência, fazendo o que Allan Kardec propôs em o Evangelho Segundo Espiritismo, a aliança da ciência com a religião. Então, penso que uma situação descrita como tal eh passa um pouco do ponto daquilo que a gente chamaria de normalidade, justamente porque a pessoa não tá conseguindo manejar, não tá conseguindo controlar. E aí o espírito nos recomenda a nos abraçarmos com umas ferramentas saudáveis que nós temos nos dias de hoje. Excelente. Quantas vezes essa resposta que o Leonardo nos trouxe esclarece muito, porque quantas vezes a gente já escutou, eu não vou ao médico, não vou buscar esse medicamento, ele vai me retirar do contexto aqui da lucidez ou da percepção? E ele nos trouxe o esclarecimento para que a gente não tema. E o quanto a doutrina dos espíritos nos traz essa correlação entre a ciência e a religião. É a aliança da ciência e da religião. Muito bom esse esclarecimento que o Leonardo nos trouxe. Tia, tem uma pergunta também de um internauta que a respeito da psicometria. O que que é isso, tia Solange? A psicometria é um tipo de médiunidade. Então, o médium é capaz de tocar determinados objetos, passar a mão no corrimão, etc. E ele sente as vibrações dos que ali passaram e tocaram e deixaram as suas impressões. Então, é um tipo de mediunidade que é muito sutil. O nosso Divaldo possuia essa mediunidade também. Ele sabia eh a respeito tudo que ele tocava. Então

passaram e tocaram e deixaram as suas impressões. Então, é um tipo de mediunidade que é muito sutil. O nosso Divaldo possuia essa mediunidade também. Ele sabia eh a respeito tudo que ele tocava. Então ele era muito cuidadoso. Então, vejam bem, é algo que não é afeito a qualquer médium, porque exige uma sensibilidade tal que ele toca num objeto e esse objeto está impregnado das vibrações, das ideias, dos sentimentos do seu possuidor. E aí fica impregnado e o médium que faz psicometria, quer dizer, medir exatamente esses sentimentos que ali estão depositados. Então, não é uma média unidade comum, ela é mais rara, mas ela existe e traduz assim mais uma sutileza do mundo espiritual que a gente desconhece. Quem vem trazer a respeito dessa página é André Luiz, se eu não me engano. Ele fala a respeito da psicometria. Então, meus irmãos, é algo assim muito especial, mas de grande valia. >> Excelente, tia, e perceber essa faculdade, o quanto traz de impacto, né? Vamos lá para mais uma pergunta. Leonardo é também de uma internauta e ela faz uma pergunta bem interessante. Ela diz assim: "Por que nos pode nos falar sobre a demência, sobre o ponto de vista espiritual?" >> Os quadros demenciais são diagnósticos que juntam algum nível de alteração, de decaimento das funções cognitivas. A função mais comum que a gente encontra é a memória, justamente porque a o tipo de demência mais comum é o Alzheimer, mas existem outras demências, como por exemplo, demência frontemporal, em que a memória fica bastante preservada durante muito tempo e outras características, como a linguagem, esquecimento, eh perda de linguagem e às vezes desinibição do comportamento. Então, a demência é uma síndrome complexa que modifica não só a memória, mas modifica o comportamento, deixando muitas vezes a pessoa com desinib, desinibição do que fala, desinibição de como age. Do ponto de vista espírita, nós entendemos eh e vemos várias situações que esses casos se tratam de grandes expiações. Não dá para enquadrar a demência só numa

ão do que fala, desinibição de como age. Do ponto de vista espírita, nós entendemos eh e vemos várias situações que esses casos se tratam de grandes expiações. Não dá para enquadrar a demência só numa provação para pessoa que passa. São sim quadros expiatórios e expiações que dizem respeito àquele tipo que a gente chama assim expiações físicas. Por quê? Porque o cérebro da pessoa está tendo uma um envelhecimento mais rápido, portanto uma morte neuronal, uma morte das células do chamadas neurônios mais rápido. Então uma expiação mais dura, uma expiação física. Agora, para os familiares, algumas vezes são expiações também do ponto de vista mais moral, porque é difícil ver eh essa situação. É uma situação que não sofre apenas o paciente, mas todas as pessoas envolvidas. Muitos me dizem assim: "Doutor, eu estou vendo o meu pai, estou vendo a minha mãe morrendo, apesar de estar viva, ou morta, apesar de estar com o corpo." Então, esse é um quadro de muita dor, é um luto antecipado, porque ali já não está mais as características que a pessoa identificava como sendo do familiar. Então essa dor que o familiar sente tem às vezes vinculação com expiações. Aí a gente sai do campo físico porque o corpo do familiar não tá alterado. Entra em expiações morais, que são expiações, portanto, eh mais leves, porque não é o físico que tá alterado, mas são expiações vinculadas com erros pretéritos, eh, que de alguma forma já foram diminuídos, né? alguma dívida já foi, digamos, paga com a lei harmônica do universo, mas outras vezes são provas, são situações provacionais. A diferença entre uma expiação moral e uma questão de provação é justamente porque a provação não existe um débito necessariamente com a vida passada. a pessoa já tá, digamos assim, em outro patamar, mas aquela situação lhe possibilita um testemunho de fé, um testemunho de resignação. E esse testemunho de fé, de resignação, de humildade também acaba levando-o a um patamar eh maior em sua evolução pessoal. Não importando se para o

ta um testemunho de fé, um testemunho de resignação. E esse testemunho de fé, de resignação, de humildade também acaba levando-o a um patamar eh maior em sua evolução pessoal. Não importando se para o familiar é expiação ou provação, o importante é que o espiritismo nos convida a sublimarmos esses processos com o amor através da resignação. E aí tomamos as nossas expiações de uma forma mais sublime. Por quê? porque conseguimos passá-las com resignação. O convite, portanto, da doutrina espírita para os familiares, para os cuidadores, que passam por essa situação tão difícil, é que nós nos apeguemos na convicção de que existe uma lei maior no universo e que essas situações são temporárias, porque a vida espiritual é imortal e, portanto, a transcendência é que é a verdadeira vida do espírito. >> Excelente, querido. Tem uma pergunta que nos foi colocada. o medo da do desenvolvimento da mediunidade ou da descoberta da mediunidade, como lidar com esse medo. E todas as vezes que a gente desconhece algum assunto, o medo pode se avizinhar com mais força. Quando o assunto é desconhecido, não é explorado, não é buscado, não é estudado, faz com que a gente tenha temores e as vezes criemos situações, às vezes criamos situações que são maiores do que a naturalidade do processo. A mediunidade é um processo natural, é a comunicação entre espíritos. Aqui nesta sala nós temos inúmeros espíritos encarnados que somos nós e sem dúvida alguma os desencarnados, mas nós somos espíritos e nos comunicamos mutuamente. A mediunidade é o processo natural dessa comunicação, só que extravaza os limites da materialidade, ultrapassa e coloca para o espírito a linguagem única sem barreiras, a linguagem do pensamento, das emoções, dos sentimentos. E aqueles que estão dentro desse contexto de uma mediunidade ostensiva apresentam predisposições e características mais evidentes dessa mediunidade. A forma de vencermos o medo, qualquer que seja ele, é conhecendo. Então, como é que a gente vence o medo da

dade ostensiva apresentam predisposições e características mais evidentes dessa mediunidade. A forma de vencermos o medo, qualquer que seja ele, é conhecendo. Então, como é que a gente vence o medo da mediunidade? estudando a mediunidade. Porque se a gente fica com medo da manifestação, os espíritos que são zombeteiros, brincalhões, até mesmo inimigos, eles se utilizam desse viés do temor para interferir, para nos fazer trazer influências negativas, perturbar o nosso contexto. E a gente fica atribuindo a mediunidade, mas não é a mediunidade, é a nossa condição ainda inicial, duvidosa em relação a esse mecanismo. E como Kardec disse, tá lá no livro dos médiuns, no capítulo dois, médiuns, todos nós somos médiuns. Num grau ou outro, maior ou menor, nós percebemos os espíritos. Nós nos sintonizamos com eles, estabelecemos comunicações através das expressões corporais ou através do pensamento, através dos sentimentos. Às vezes a gente externaliza algo que é influenciado, que nós somos influenciados, mas às vezes são as ideias. Enfim, esse esse intercâmbio natural precisa ser explorado por nós, conhecido por nós. E o que que a doutrina dos espíritos indica? O livro dos médiuns. A juventude espiritanina Aroeira entendeu que dentro do seu processo de organização, de didática, de conhecimento, a mediunidade é muito eficaz de de nós termos essa percepção e essa maturidade em relação a esse assunto, porque é na fase da juventude que os fatores mediúnicos eclodem com mais evidência e se expressam de forma até mesmo confundir tanto o jovem quanto os seus pais quanto a sociedade com outros fatores. Enquanto que aquele fator da mediunidade sendo conhecido, ele pode ser cuidado, pode ser muito bem orientado e educado. Então, na juventude, nós estudamos o livro dos médiuns. Mas como é que a gente estuda o livro dos médiuns? Item a item, palavra a palavra, capítulo a capítulo. Ah, mas a linguagem de Kardec é uma linguagem tão diferente, uma linguagem tão distante, basta que a gente faça a imersão do contexto da

s médiuns? Item a item, palavra a palavra, capítulo a capítulo. Ah, mas a linguagem de Kardec é uma linguagem tão diferente, uma linguagem tão distante, basta que a gente faça a imersão do contexto da codificação, que aquela linguagem vai sendo cada vez mais palatável, conhecida, vai ficando natural e nós vamos percebendo a busca árdua do codificador para entender os mecanismos da mediunidade e nos trazer uma orientação segura. Então, o livro dos médiuns, que não que é o terceiro livro, talvez mais lido em relação à codificação, o campeão é o Evangelho Segundo Espiritismo, o Livro dos Espíritos e talvez o livro dos médiuns esteja nessa terceira colocação, mas é pra gente ir mais a esta obra, para que a gente conheça o que acontece no nosso mundo íntimo, pra gente não imaginar que mediunidade traz loucura, que mediunidade traz perturbação, a loucura, o adoecimento, a enfermidade, os aspectos que possam destoar na prática tem a ver com o nosso contexto de moralidade, tem a ver com as nossas questões íntimas e não com a mediunidade que é neutra. Ela é um instrumento. Os instrumentos que nós utilizamos, eles vão a sabor da nossa utilização. Então, eu tenho um celular, que uso eu vou fazer desse celular? Posso fazer um uso bom ou uso ruim. Ele estabelece uma comunicação. O que que eu vou estabelecer nessa comunicação? Que conteúdo eu vou me utilizar? A mediunidade é um veículo, um instrumento de libertação para aquele que tem essa proeminência, que tem essa característica mais evidente, mas também para toda a humanidade, porque através da mediunidade a humanidade ficou sabendo comprovadamente acerca da imortalidade, que a morte não encerra as relações, que a morte não ceifa os contatos, nem os amores, e trazendo-nos a oportun unidade desse cumprimento da função da doutrina dos espíritos também como consolação. Então, como diz Manuel Viana de Carvalho, como diz Manuel Filomeno de Miranda, como diz Joana de Angeles, mediunidade é bênção. E a gente precisa descobrir a bênção,

espíritos também como consolação. Então, como diz Manuel Viana de Carvalho, como diz Manuel Filomeno de Miranda, como diz Joana de Angeles, mediunidade é bênção. E a gente precisa descobrir a bênção, descortinar, porque os processos de convivência vão ficar facilitados, a disciplina mental vai ficar mais eh atenta, nós vamos ficar mais atentos e responsáveis, nós vamos cuidar mais desse campo à medida que vamos conhecendo esses fatores da mediunidade. Vamos ao nosso intervalo e já já nós já >> pela população, pela [música] sociedade atualmente. Venha comigo. Chegou a nova edição da revista Presença Espírita. Em Ciência Espírita, leia nosso artigo sobre forças mentais. Na mensagem do bimestre, confira uma reflexão sobre perspectivas de [música] felicidade de autoria da mentora Joana de Angeles. Na coluna [música] Espiritismo e Saúde Mental. Trazemos a segunda parte do estudo sobre [música] modelo de individualidade, disponível no Espiritismo Play e também em versão impressa. Так. เฮ [música] >> Leonardo, querido, nós temos algumas perguntas aqui sobre esquizofrenia. A gente recebeu pergunta sobre a esquizofrenia na infância, como identificar que ela vai se expressar, que a pessoa vai manifestar ou apresentar-se com essa característica, com esse transtorno, assim foi denominado. Mas como distinguir também, é uma outra parte da pergunta, a questão dos delírios da esquizofrenia e a manifestação mediúnica. Esquizofrenia foi um termo criado, proposto por Eigen Bliler. Ele era um psiquiatra suíço, que inclusive foi professor do Carl Gustav Jung, também suíço. O Jung era mais psiquiatra do que neurologista em uma época em que a neuropsiquiatria eram muito juntas. A ideia do Bloiler foi trazer um nome que significava assim: frenos vem de pensamento e esquiso vem de cisão. Então ele percebia que como não havia tratamento naquela época, tratamento medicamentoso, não havia entendimento das causas biológicas desse adoecimento, então ele entendia que quando a pessoa estava numa crise, o seu pensamento, ou

havia tratamento naquela época, tratamento medicamentoso, não havia entendimento das causas biológicas desse adoecimento, então ele entendia que quando a pessoa estava numa crise, o seu pensamento, ou seja, sua mente estava dividida. E de fato fica dividido ali o que ele sente, o que ele consegue pensar. fica realmente essa grande confusão do ponto de vista que dentro da sua mente. Nós temos ciência de que grande parte das vezes assim podemos até de forma generalizada entender a esquizofrenia como um processo expiatório, uma doença expiatória, uma das mais graves, porque desde a descrição, né, lá inicial que não veio com Oigen Bloiler, chega lá desde Pinel, que foi o primeiro grande classificador da psiquiatria até os dias de hoje, é uma das doenças mais terríveis, mas graças a Deus nós temos hoje pessoas que estão muito bem, né, por conta desses serineus que eu falava no início da nossa pergunta, que são os tratamentos que a ciência avançou. Então, nós conseguimos controlar bastante a doença e proporcionar pessoas das mais diversas profissões conseguindo trabalhar. Queria citar um que não é não é segredo porque é uma professora de psicologia que quando passou no concurso, pouco depois de passar no concurso para professor da Universidade Federal de Pernambuco, ela então começou o quadro de esquizofrenia. interessante que ela fez toda a carreira dela pesquisando para entender como o diagnóstico pode ser feito rapidamente, como a pessoa pode perceber que tá saindo da normalidade, entrando na psicose. E ela pode então nos últimos anos, né, antes mesmo da pandemia, ela revelar de forma muito corajosa, porque ela conseguiu continuar a sua carreira e hoje professora titular com todas as possibilidades. Quando eu fundei aqui na Federal um ambulatório de primeiro episódio psicótico, ou seja, desses pacientes que estão no quadro inicial, foi ela que eu convidei também para participar como coordenadora da parte da psicologia, fazendo grupos. Por que tô colocando o exemplo dela? porque

seja, desses pacientes que estão no quadro inicial, foi ela que eu convidei também para participar como coordenadora da parte da psicologia, fazendo grupos. Por que tô colocando o exemplo dela? porque ela escreveu um livro sobre isso. Eh, a coragem de pessoas como ela mostram uma outra esquizofrenia, uma outra doença mental, uma doença mental que hoje tem uma civilidade e a pessoa tem direito a ser eh um cidadão graças a esse avanço, tanto uma professora universitária com eh chegando ao grau máximo da carreira, que é a titularidade, professor titulado. Então, não dá para falar sobre esse tema sem a gente quebrar as visões antigas que tínhamos sobre essa doença, porque estamos em um outro momento, em um outro século, muitas coisas avançaram. Mas um dos pontos que temos muita dificuldade de conseguir melhorar são os sintomas cognitivos, ou seja, a desatenção, o lapso de memória. São esses sintomas que as medicações ajudam um pouco. Chegou uma nova medicação no liberada nos Estados Unidos que nós não temos ainda aqui no Brasil. Estamos na expectativa para ver se consegue melhorar também os sintomas cognitivos, porque antes, Luziane, da nome esquizofrenia, a a doença era chamada de demência precoce. Então, já que vocês fizeram a pergunta de demência, era uma doença que não tinha tratamento. E por que demência precoce? Porque rapidamente, muito mais rapidamente do que os outros pacientes que tinham demência, a primeira grande descrição realmente do médico Alzheimer, as pessoas entravam num quadro demencial, ou seja, com problemas de memória, problemas cognitivos e ficavam muito em si mesmos. Por exemplo, o termo autismo foi criado pela primeira vez por Oigen Bloiler, esse mesmo professor de Jung. E era um sintoma que ele ele colocou como nome do da esquizofrenia. O que que é o autismo? o ense mesmamento. Depois foi que Léo Keiner percebeu que alguns eh pacientes na verdade não tinham esquizofrenia e tinham, na verdade, ou seja, não tinham a psicose, não tinham o deleito e tinham o autismo.

mesmamento. Depois foi que Léo Keiner percebeu que alguns eh pacientes na verdade não tinham esquizofrenia e tinham, na verdade, ou seja, não tinham a psicose, não tinham o deleito e tinham o autismo. Então você vê, hoje nós temos uma civilidade muito maior pro autismo, o transtorno do espectro autista, porque nós encontramos não mais esses níveis tão graves, só que as descrições iniciais propuseram, mas o espectro mais eh chamado o nível grau um de suporte na atualidade. Mas para você ver como as coisas vão eh são embrincadas. Mas na infância, infelizmente, o grau geralmente é muito grave. Quando a pessoa começa uma esquizofrenia na infância, primeiro é muito raro. É muito raro. Geralmente você vai ter em serviços universitários que você acaba aglutinando a raridade. E o dos principais sintomas não são nem assim delírios que a criança tem ou visões que ela vai ter. É mais é um quase um déficit intelectual. aparece uma deficiência intelectual. Então esse seria o principal sintoma para diferenciar a esquizofrenia, por exemplo, de uma mediunidade, em que a criança vai ter as visões, vai ter ou geralmente quando começa muito cedo assim na infância, na medunidade já se tratam de pessoas que tinham medunidade mais ostensiva, não pela primeira vez, né? Geralmente um médium que começa muito cedo tendo visões, provavelmente esse médium não é médium pela primeira vez e é um médium já ostensivo de outras existências. Porque acho que é importante lembrar isso, nós espíritas eh somos reencarnacionistas. É bom lembrar isso porque às vezes nós pensamos, apesar de ser espíritas, pensamos só numa vida e somos assim meio apressados. Os projetos são reencarnatórios. Muitas vezes você começa numa vida para se desenvolver. Eu pensava aí escutando vocês falando muito bem de mediunidade, às vezes a mediunidade começa num existência para ir se desenvolvendo amplamente com recursos maiores como médiuns, como Divaldo Pereira Franco, como Francisco Când de Xavier, como Ivone do Moral Pereira, como a própria Zilda Gama,

um existência para ir se desenvolvendo amplamente com recursos maiores como médiuns, como Divaldo Pereira Franco, como Francisco Când de Xavier, como Ivone do Moral Pereira, como a própria Zilda Gama, várias possibilidades ali na psicografia. E são são trabalhos de mais de uma existência. numa criança com a esquizofrenia, nesse livro, inclusive que você citou, Luziane, eh a gente faz um estudo meio técnico e explica lá, por exemplo, porque não dá para colocar a criança Divaldo Pereira Fran como sendo uma criança com esquizofrenia, porque ele não tinha esses sintomas cognitivos, ao contrário, ele foi até 98 anos, né, com uma cognição muito boa e bastante digamos assim, admirável. Então, não, o diagnóstico foge, né? Não dá para enquadrar. E do ponto de vista dos delírios, eh, que é uma outra pergunta, o delírio geralmente é uma vivência que lembra, para pegarmos o conceito espírita, o que nós chamamos de fascinação. Então, na fascinação, Allan Kardec descreve muito bem em um livro dos médiuns, já citado pela Luziane também, ele descreve muito bem que é um tipo de obsessão em que existe uma paralisia da razão. Nós descrevemos, Luziane, delírios como sendo uma alteração do juízo de realidade, em que a pessoa tem uma ideia fixa, mas que não corresponde à realidade. a fascinação também. A pessoa tem uma ideia fixa em que a razão dela tá paralisada por conta desse fenômeno obsessivo grave e eh ela não consegue entender, perceber às vezes o absurdo que é a sua ideia. E por isso que é muito difícil, porque ela não consegue perceber que está fascinada, assim como delírio. Então, é muito difícil diferenciar o delírio em si cerebral, digamos assim, da fascinação obsessiva. Do ponto de vista de características, em muitas vezes as duas coisas andam juntas. E é importante entender isso porque as duas coisas merecem tratamento. E às vezes uma fascinação, vai dizer Allan Kardec muito pioneira. É, no final do opúsculo, a prece que está dentro do evangelho segundo o Espiritismo. Muitas vezes lá

s duas coisas merecem tratamento. E às vezes uma fascinação, vai dizer Allan Kardec muito pioneira. É, no final do opúsculo, a prece que está dentro do evangelho segundo o Espiritismo. Muitas vezes lá no final, prece pelos obsessores. Ele vai dizer, quando a obsessão é muito profunda, muito prolongada, mesmo que a obsessão esteja curada, você precisa do tratamento médico ou magnético, ou seja, a parte mais paranormal do magnetismo, ou seja, energia mais animal, ou a medicina. Mas veja que a medicina naquela época tinha um tratamento muito ainda tacanho, muito patético em relação à psiquiatria, porque não tinha muito o que fazer. Mas mesmo assim Allan Kardec sabia, né? Ele coloca ali o respeito em relação à ciência e sabia que era uma obra que não ia ser lida só naquele momento, ia ser lida pro futuro. É uma obra atemporal. mesmo naquele tempo, ele já levava consideração. Então, mesmo que comece por um processo de fascinação, a fascinação é um processo tão difícil, tão difícil, mexe tanto com os mecanismos eh biológicos, que geralmente dura muito tempo e geralmente gera algum tipo de, digamos assim, repercussão química no cérebro da pessoa que ela vai precisar de uma ajuda de uma forma ou de outra. Não somos nós assim, digamos, numa conversa rápida, espíritas, que vamos diferenciar de uma forma ou de outra, vai procurar ajuda, né? Procura ajuda porque é o melhor que nós temos a a fazer. Desculpe o alongamento da resposta, mas eh é uma questão muito complexa assim que vai no bojo da diferenciação entre mediunidade, doença mental, especialmente esquizofrenia. >> Ótima resposta, muito esclarecedora. E o livro que o Leonardo citou, que é de autoria dele, eh, Divaldo Franco, Distúrbio Mental, Mediunidade, ele pontuou que tem a técnica e é muito interessante porque a gente vai conhecendo esses essas nomenclaturas técnicas, as características das enfermidades, dos distúrbios mentais e a gente vai percebendo o destaque da mediunidade, a mediunidade saindo desse contexto, não pertencendo a esse

ssas nomenclaturas técnicas, as características das enfermidades, dos distúrbios mentais e a gente vai percebendo o destaque da mediunidade, a mediunidade saindo desse contexto, não pertencendo a esse contexto. Então, uma obra muito interessante, sim, e tá aí à disposição para que a gente possa acessar e estudá-la. Tia Solange, existem existe alguma preparação para o processo antes da desencarnação? A desencarnação vai acontecer. Existe alguma preparação para esse processo de desencarnação? >> A preparação é a própria vida da criatura. A desencarnação tem a ver com o tipo de vida que você levou ou um contexto que a gente não pode pontuar de forma geral, porque cada desencarnação está ligado ao tipo de vida desse momento ou os comprometimentos anteriores, que se não conseguimos dar conta de tudo quanto desejávamos numa encarnação. Então, a desencarnação terá esse contexto de da sua melhoria, da sua evolução, do conhecimento que você adquiriu a mais. Porque gente, a gente tem que pensar que Deus é amor, não é o cobrador, não. Ele é amor. E como tal, ele espera pacientemente que a sua obra, a sua criação chegue ao despertar e use as potencialidades que estão embutidas no seu ser. Nós somos seres divinos e precisamos nos apropriar dessa condição. Agora, cada desencarnação é uma desencarnação. Há momentos na vida aonde a pessoa, digamos, vai pro hospital, volta do hospital, vai pro hospital e os médicos constatam, os órgãos estão entrando em deficiência cada vez mais. Não tem, não tem como reanimar, fazer algum processo que traga de volta. Não, o que nós vamos fazer é paleativo. Então esse paleativo hoje pode ser tratado até na sua própria casa esse tratamento. Agora é preciso ter estrutura para aguentar ver o seu ser amado, que você quer bem, que tem um significado especial, que você sabe que tá indo para a vida espiritual. Vocês que estão assistindo também terão que estar preparados. E como a gente se prepara? A doutrina espírita. Se a gente desde cedo aprendeu na na

al, que você sabe que tá indo para a vida espiritual. Vocês que estão assistindo também terão que estar preparados. E como a gente se prepara? A doutrina espírita. Se a gente desde cedo aprendeu na na evangelização que a morte não existe, essa linguagem se torna tão habitual nas crianças que elas falam normalmente. O jovem vai para a juventude, começa a estudar, o adulto idem prossegue estudando e aprofundando os conhecimentos. Então, a intimidade que vai ganhando com esse momento que é o da desencarnação, que ainda de certa forma é um tabu para algumas pessoas ou uma grande maioria que não seja espírita, que não conhece, que não sabe que a vida continua. Agora, aquele ser amado ao desencarnar numa UTI, num hospital, não é melhor desencarnar no aconchego da família, tendo todos os recursos? Eu posso dizer de cátedra, porque minha mãe foi trabalhadora desta casa e ela teve um processo semelhante. Ela foi pro hospital várias vezes. Chegou a um ponto que os médicos me chamaram e me disseram: "Não tem mais condição, o rim está parando". Eu falei: "Não pode fazer hemodiálise não. Ela não aguenta. Ela tinha 98 anos. Então ela não suportaria porque não só o rim estava complicado, o pulmão tava encharcado, o coração com deficiência. Então ela veio paraa nossa residência aqui na mansão e teve uma desencarnação que eu vou lhe contar. Foi bem assistida, tomou passe o tempo todo, música com constante, a gente orava. tinha a Vitalmed teve eh os todos os procedimentos que a medicina o eh propicia tudo que se pode fazer. Chega um momento em que o corpo expulsa o espírito. Por quê? Porque os órgãos não aguentam mais. E ela me perguntou assim: "Vem cá, minha filha, o que é que aconteceu comigo enquanto ela estava lúcida?" Eu disse assim: "Mãe, você tem um liquidificador, ele bate, as lâminas são vigorosas, bate tanto, ele faz tanto trabalho que um dia a lâmina começa a ficar cega, aí ele não funciona mais como devia. Ah, é, eu disse é. E ela aí foi perdendo a memória, foi entrando num

nas são vigorosas, bate tanto, ele faz tanto trabalho que um dia a lâmina começa a ficar cega, aí ele não funciona mais como devia. Ah, é, eu disse é. E ela aí foi perdendo a memória, foi entrando num processo de semiconsciência e entrou e foi se adentrando. E todos os médicos, amigos, Edilton, Leonardo, todos visitaram ela, ajudaram, deram apoio. A gente que entende um pouco, sabendo que ela tinha méritos. Primeiro por desencarnar aqui já é um mérito. Segundo, os espíritos, amigos, os parentes vem visitar, vem buscar. Além do que a gente tem certeza de que o Dvecá-la, porque ela dizia sempre para ele, vamos ver quem vai primeiro, se é você ou sou eu. Todo o tempo ela dizia isso para Edivaldo. Adivalda dava risada, né? Porque ia fazer o quê? Então o resultado, a gente sente a dor, não deixa de sentir, mas que é um conforto para o espírito. Você já pensou ficar lá na UTI, eles ficam dando coisa, vai fazendo intervenção, não pode chegar ninguém, entra um, sai, entra outro, sai e fica ali naquele vazio gelado. Então, a desencarnação, que nós tenhamos mérito para ter uma desencarnação desse tipo, entendeu? Porque foi apagando, apagando que nem um passarinho e desligou, deixou de respirar. Os médicos da Vital Méd entraram porque já estavam aí e viram, tomar a pulsação, fizeram toda a investigação, senão agora o organismo parou de vez. Então isso não é uma desencarnação de glória para mim. É que Deus me permita eu ter esse direito e a pessoa isso é uma maravilha. Então, repare bem, todos choraram, oramos, tudo, fizemos tudo, mas a compreensão é diferente. Então, se a gente tem os conhecimentos que tem, que fala que a vida continua, é a gente só se ficar convicto de que a vida continua, que aí a gente além de sofrer menos, faz sofrer menos, porque ajuda até os que estão chorando quando tá doente. Se acalme, não vou morrer ainda não, tá? Não está no tempo. E por aí vai. Então, a desencarnação de cada um é suscetível ao tipo de vida que você levou, a dedicação que você teve, o que você se

oente. Se acalme, não vou morrer ainda não, tá? Não está no tempo. E por aí vai. Então, a desencarnação de cada um é suscetível ao tipo de vida que você levou, a dedicação que você teve, o que você se empenhou. A sua mente tá ligada na oração. Que beleza que você desperte no mundo espiritual ouvindo cânticos sublimes. Não é uma maravilha isso? Então a gente vai matando a morte e trazendo a vida que vai continuar com convicção e responsabilidade no viver. Perfeito, tia Leonardo. Querido, a pergunta aqui de alguém que tá com a gente no público aqui presencial perguntando como driblar os gatilhos emocionais que são causados por traumas do passado que quando acionados trazem à tona todo o sofrimento causado? Nós tivemos agora um relato muito bonito, muito corajoso de como fazer esse drible, porque todos nós tivemos o principal medo concretizado. Mais uma vez, o principal medo nosso, do nosso psiquismo, portanto, que causa um dos principais traumas é justamente a morte. Um grande psiquiatra espanhol chamado Lopes Ibor chegou a dizer que o ser humano tem basicamente um grande medo, que é o medo da morte, o medo da morte física e o medo da morte psíquica. A morte psíquica seria a loucura, que graças a Deus a gente vai tendo outras perspectivas de tratamento. Mas para o tratamento da morte, como muito bem lembrou a tia Sol, é justamente a vida. a compreensão sobre a vida, o tratamento para que nós saiamos desses lutos, porque nós tivemos várias reencarnações. Então, se tivemos várias reencarnações, também tiveram tivemos várias desencarnações. Se nós tivemos várias existências, nós também acompanhamos vários processos de luto, passamos por vários processos de luto, especialmente porque as as encarnações anteriores, as expectativas de vida eram menores, né? eram bem menos tempo, o processo da do luta era muito mais presente. Então, tudo isso fica armazenado como memória afetiva na nossa no nosso inconsciente profundo, o nosso inconsciente reencarnatório. Então, para ir treinando, né, essa

do luta era muito mais presente. Então, tudo isso fica armazenado como memória afetiva na nossa no nosso inconsciente profundo, o nosso inconsciente reencarnatório. Então, para ir treinando, né, essa destraumatização, a gente pode chamar assim, essa dessensibilização em relação ao principal medo, que é o medo da morte. Uma uma pessoa me falou assim: "Doutor, eu tenho fobia de morte". Não existe esse diagnóstico fobia de morte, justamente porque a morte em si, ela já tem uma questão existencial. A gente precisa ir compreendendo a vida imortal e os períodos existenciais que nós estamos, mas a vida imortal que nós temos de fato, que nós somos de fato. Joana deângeles até propõe na sua obra psicológica por Divaldo Franco, exercícios de que a gente possa mudar a linguagem, né? ao invés de eu tenho o meu o meu espírito que dá a ideia de posse falar o eu espírito, o eu espiritual, ou seja, a ideia de pertencimento dessa vida transcendente. São treinos que nós vamos fazendo enquanto espíritas, às vezes pensamos que não temos medo da morte, mas a foi descrito agora um processo que nós temos muito medo, que é o processo da desencarnação, que é o morrer. Então, é o medo da morte nos espíritas. Nós como um todo que não nós não temos medo do fenômeno, mas do processo. É o medo da morte escondido. Mas existe ainda outro tipo de medo de morte escondido, que é assim, não, eu não tenho medo da morte, aceito o processo do morrer como vier, mas será que no outro lado eu vou ser estar bem ou não? Porque a gente recebe notícias de que nem todo mundo que tava assim com todas as a as posses de cargos e encargos conseguiu chegar no outro lado. Bem, então a gente fica com medo de como vai ser esse processo pós-me. Tudo isso são medos da morte, que são eh os principais gatilhos emocionais negativos. a gente vai treinando isso com essa compreensão maior da existência que de fato mais cedo ou mais tarde nós seremos convidados a dar o nosso testemunho de uma forma ou de outra. E por isso que

ativos. a gente vai treinando isso com essa compreensão maior da existência que de fato mais cedo ou mais tarde nós seremos convidados a dar o nosso testemunho de uma forma ou de outra. E por isso que resignação é uma palavra esquecida, quase banida dos arraiais da psicologia. Mas por isso mesmo tenho falado muito sobre resignação, porque a psicologia fala de aceitação. Ótimo. Mas resignação é aceitação com fé. Então, resignação é aceitação racional com fé, que envolve o emocional ou envolve o que foi falado, a compreensão da vida imortal que nós temos. Então é sempre um convite, cada mergulho que fazemos nesses encontros, nas reuniões mediúnicas, nas reuniões de palestras, nos passes, nas leituras, são preparações para uma boa vida e, portanto, para essa dessensibilização do favor que nós temos da morte e dessa desse trauma que muitas vezes nós guardamos de outras existências. Excelente, querido. Chegou uma pergunta só pra gente trazer nesses minutinhos finais, porque é bem interessante como é que fica o a psicosfera, o contexto espiritual durante o carnaval. Essa pergunta a gente pode refletir a partir de uma outra pergunta. Como fica a psicosfera e o mundo espiritual no Natal? Quando é o Natal, a gente pensa e sente o amor, a caridade, a fraternidade, o respeito, a amizade, a atenção para com o outro. Nós não temos dúvidas que a a psicosfera, o contexto do mundo espiritual no Natal, esse mundo espiritual aqui próximo de nós, esse contexto, essa junção de encarnados e desencarnados, essa convivência mais próxima, a gente não tem dúvida que é uma proposta diferenciada, inclusive com pensamentos que nós vamos nutrindo de forma cada vez mais engrandecedores e que permitem a presença do Cristo sentida por nós. Como é que é a psicosfera do carnaval? O que é que nós encarnados buscamos com o carnaval? Porque o carnaval em si, e a gente volta para aspectos de neutralidade, ele traz alegria, diversão, brincadeiras, mas é só isso. Isso talvez seja um conceito e às vezes

rnados buscamos com o carnaval? Porque o carnaval em si, e a gente volta para aspectos de neutralidade, ele traz alegria, diversão, brincadeiras, mas é só isso. Isso talvez seja um conceito e às vezes até sejam uma proposta de propaganda para o consumo desse carnaval. Mas como ele acontece na prática? Ele realmente é só a diversão, alegria. É dessa forma. Nós sabemos as buscas materiais, o proveito, a ganância, a convivência e as paixões. Paixões no sentido de ausência de controle daquilo que a gente busca. Então, às vezes, durante o ano inteiro, busca-se um período de extravazar. as licenças morais, os interesses diversos e esse momento acaba sendo um eclodir de tudo isso. Aqui na nossa cidade isso é muito forte. Nós sentimos energeticamente as atrações desses pensamentos e dessas vibrações, dos vícios, da sexualidade, dos interesses mais materiais, que vão fazendo com que a psicosfera fique mais densa, diferente da psicosfera do Natal. Um excelente livro pra gente conhecer esse painel do mundo espiritual com a aglutinação desses pensamentos comuns. Porque o que que forma essa psicosfera? muitos pensamentos no mesmo sentido, querendo as mesmas coisas, buscando as mesmas coisas, atraem aqueles espíritos que estão na mesma sintonia, que querem buscar o mesmo. Um livro é indicado nas fronteiras da loucura e também palestras do nosso tio Divaldo a respeito do carnaval. Existem muitas palestras do tio refletindo e falando sobre esse tema. E esse livro nas fronteiras da loucura é um livro do espírito Manuel Filomeno de Miranda sob a psicografia do tio Divaldo. É um livro da Leal da nossa livraria e que traz a reflexão desse painel, dessas condições que acontecem no invisível, influenciando o mundo material. E aí a gente pensa, não, mas eu só fui lá para me divertir. Eu só fui buscar com essa intenção. E aí eu trago também os relatos dos espíritos nas reuniões mediúnicas. Porque quando a gente começa a se aproximar desse período aqui, principalmente em nossa cidade, as

fui buscar com essa intenção. E aí eu trago também os relatos dos espíritos nas reuniões mediúnicas. Porque quando a gente começa a se aproximar desse período aqui, principalmente em nossa cidade, as reuniões mediúnicas de nossa casa recebem muitos espíritos com a mesma temática. E muitos chegam dizendo o quê? Em alguns contextos chegam dizendo: "Eu espero que ele lá esteja, porque se ele lá estiver, ele vai estar no meu ambiente. E no meu ambiente eu sei como agir e ele não sabe." Então, às vezes a gente pensa, não, eu só vou lá para me divertir, eu só vou para observar. Mas naquele momento baixamos o padrão vibratório, a vigilância, a oração. Ninguém fica num ambiente desse o tempo todo orando e vigiando. E aí ficamos suscetíveis à influências. Fomos com uma intenção, mas fomos arrebatados pelo ambiente. Da mesma forma quando a gente chega aqui, contrariamente, às vezes a gente chega agitado com emoções desproporcionais, nós chegamos aqui, o ambiente nos convida a uma outra situação, a uma busca diferente de comportamento. Então, é bom que a gente reflita bastante sobre isso e nós intensifiquemos as orações. As orações, como é que a gente dilui essa psicosfera? modificando o querer, modificando a vontade, os interesses, fazendo um carnaval diferente, um carnaval de reflexões, de leituras, de comunhão, de fraternidade, para diluir essas estruturas e essas formas pensamento que vão conduzindo as pessoas, as individualidades para um mesmo ponto, para uma mesma forma de vivência e experimentando sensações que são fugidias e que trazem no comprometimento da nossa existência graves situações nas fronteiras da loucura. Fica a dica de leitura e de reflexão sobre esse tema que é muito importante. Além das palestras do nosso tio Divaldo, nós vamos encerrando nosso conversando sobre o Espiritismo. Nós gostaríamos de agradecer imensamente a todos vocês que estiveram aqui presencialmente compartilhando conosco desse momento. também aqueles que nos acompanharam virtualmente, tanto presencial e

mo. Nós gostaríamos de agradecer imensamente a todos vocês que estiveram aqui presencialmente compartilhando conosco desse momento. também aqueles que nos acompanharam virtualmente, tanto presencial e virtualmente, trouxeram-nos perguntas que foram muito importantes para que refletsemos aqui sobre morte, sobre fé, resignação, sobre o carnaval, reflexões tão boas que aqui podemos nutrir juntos. Agradecemos a equipe da TV Mansão do Caminho, a querida equipe de recepção, agradecemos a nossa tia Solange, agradecemos o querido Leonardo e passamos para você, querido, a palavra para você nos apresentar as palavras finais, por favor. Somente palavra de gratidão pelo trabalho realizado, pela oportunidade dada e o desejo de continuarmos nesse congressamento em torno da nossa doutrina amada. Que vocês possam ficar em paz, aqueles que estão nos assistindo em casa, que todos nós possamos estar em paz. Muito obrigado. >> Nós agradecemos também a Ir, a Irziane, por nos fazer essa interpretação tão sensível para Libras. Convidamos os companheiros responsáveis pela aplicação do passo em nossa casa para que possam se distribuir no salão doutrinário. Querido Jesus, as nossas buscas ainda se confundem entre aquilo que realmente necessitamos. daquilo que é supérfluo e que pode nos trazer prejuízos. O Senhor nos ensinou que buscássemos o reino dos céus e a sua justiça e tudo mais nos seria concedido. Pois te rogamos, mestre, nos auxilia nesta jornada árdua de compreensão e identificação deste reino dos céus, entendendo a profundidade das tuas lições e o quanto elas nos conduzem através dessa doutrina abençoada dos espíritos. ao discernimento, a percepção, a logicidade do amor presente em toda a obra da criação. auxilia-nos, mestre, a estarmos mais concentrados, atentos, despertos, identificando as armadilhas, identificando as situações que nos são colocadas à prova para que sejamos exitosos na jornada, que diante dos obstáculos Percebamos a funcionalidade de aprendizado, ao que ele se predispõe,

rmadilhas, identificando as situações que nos são colocadas à prova para que sejamos exitosos na jornada, que diante dos obstáculos Percebamos a funcionalidade de aprendizado, ao que ele se predispõe, estando diante de nós, o que ele nos traz para proporcionar esta busca íntima, mais sincera e verdadeira, fazendo essa conexão mais profunda com o nosso Pai. Nós te agradecemos, Senhor, pela energia que é debruçada sobre nós neste momento, fruto desta comunhão entre os bons espíritos e os instrumentos mediúnicos, tão caridosos, que se predispuseram a transmitir para nós a energia da cura e da paz. abençoa todos aqueles que nos acompanham virtualmente, os seus lares, bem como os nossos, as nossas famílias, amigos e aqueles que não gostam de nós, que nos perseguem, que nos calumiam. Amado mestre, estende o teu amor sobre todo o planeta, arrefecendo os focos de agressividade, de ignorância, de ilusão, de descaladros morais, de enfermidades. Cuida de nós, mestre, e auxilia-nos a estabelecermos com firmeza. que o teu caminho, que é o evangelho, que é a sua própria individualidade, nos possa trazer segurança em pés firmes na nossa caminhada para alcançarmos este reino dos céus e a sua justiça. Permanece conosco, Senhor, permitindo que sigamos em paz à nossas atividades, aos nossos lares, aos nossos afazeres, mas trazendo sempre no coração, na mente, as tuas lições, que são roteiros seguros para pacificarmos o nosso mundo íntimo. Gratidão te damos por tudo e sempre. Assim seja. E assim nós encerramos o Conversando sobre o Espiritismo, agradecendo a todos pela presença. Só

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