Jesus e Saúde Mental | nº 160 – Ansiedade de evolução

Mansão do Caminho 17/03/2026 (há 2 semanas) 22:55 2,211 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 160 – Ansiedade de evolução #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

า Muito bem, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda para mais um programa Jesus e Saúde Mental. Queria convidá-lo para podermos fechar os olhos e orarmos. Jesus, mestre amigo, aquiieta os nossos corações e acerena os nossos pensamentos, aumentando dentro de nós um pouco mais a sensação de paz, para que possamos com tranquilidade tomar as decisões que implicarão na evolução do nosso ser. Abençoa, Senhor, portanto, a nossa jornada e nessa caminhada nos sustenta a fé. Fica conosco hoje e sempre, amigo de todas as horas. E que assim seja. Seguindo a análises do tema ansiedade e felicidade, de alguma forma guiada pelo livro que publicamos com o mesmo nome pela editora Leal, cuja renda fica toda revertida para a manutenção dos trabalhos sociais do Centro Espírita Caminho redenção, a mansão do caminho. A gente queria falar sobre ansiedade de evolução, porque isso é uma coisa muito interessante. Quando pensamos em nós espíritas, e como foi um livro escrito para pessoas espíritas ou pelo menos espiritualistas que simpatizam com o espiritismo, a gente tem uma premissa básica que é o quê? O nosso desejo é evolução. O nosso desejo é atingir a perfeição. Mas a grande problemática que se põe no nosso dia a dia e que eu vejo com muita frequência é que em nome dessa evolução, às vezes nós ficamos ansiosos pela perfeição. Então eu dediquei esse capítulo desse livro só para pensar sobre esse tema. A ansiedade de evoluir, a ansiedade de ser bom. Então se mistura a ansiedade de evoluir, a ansiedade de ser bom. Então, falamos no capítulo sobre ansiedade de evolução, bondade ou ansiedade. O trocadilho é porque muitas das vezes as ações, que são até boas, são bondosas, não são coisas ruins, mas elas às vezes são mobilizadas por uma ansiedade difícil de detectar, porque em geral nós pensamos que só as coisas ruins fazem mal para a nossa emoção. E não é bem assim. Não é bem assim. Vou dar um exemplo, ó. Peguemos o extremo, que seria uma personalidade antissocial ou uma personalidade narcisista. Quando

isas ruins fazem mal para a nossa emoção. E não é bem assim. Não é bem assim. Vou dar um exemplo, ó. Peguemos o extremo, que seria uma personalidade antissocial ou uma personalidade narcisista. Quando eu tô falando narcisista, não é o narcisismo normal, tá? Não é isso, porque narcisismo todos temos na perspectiva psicológica. é o narcisismo primário que tem a ver com o amor próprio, que é a coisa estruturante, falando narcisismo patológico, que seria o transtorno de personalidade narcisista. E aí também o antissocial, não na no no linguajar comum, né, quando a pessoa não quer, ah, eu tô meio isolado, é um tá um antissocial, não. O antissocial no termo técnico seria, digamos assim, o transtorno de personalidade antissocial, dissocial, que seria o psicopata. Então, essas duas categorias de pessoas, né, de espíritos, digamos assim, elas estão como que em um estágio eh anterior, porque os dois não sentem uma culpa. Então, é um estágio anterior eh de evolução, porque aqui o que nós vamos tratar é quando a gente começa a sentir culpa, ou seja, alguma coisa que nos mobiliza a fazer mudanças. Aí já começa a perceber, veja, um psicopata pode fazer as coisas mais terríveis ou um narcisista pode fazer as coisas mais terríveis e ele não consegue nem ter tipo de remoço, culpa, não tá nem aí, como se fala no popular. Então ele tá fazendo coisa ruim e não tá gerando uma mudança emocional nele. Aliás, há um debate dentro da psiquiatria quando você estuda assim, um grande tirânico. Eita, esse aí. E aí o grande tirânico assim, né? O grande cara que ficou na história nos últimos tempos como sendo o oku, né, da maldade, foi quem? Hitler. Então, quando você estuda sobre Hitler, aí alguns falam: "Era um grande psicopata". Outros falam, é um grande narcisista, porque as duas coisas são muito parecidas, né? Quando é extremo, as duas coisas são muito parecidas, tá? Por quê? Porque o narcisista só pensa em si e o psicopata também, né? O psicopata ele, os dois não sentem uma coisa chamada empatia, tá? Então, percebam, fazem

as duas coisas são muito parecidas, tá? Por quê? Porque o narcisista só pensa em si e o psicopata também, né? O psicopata ele, os dois não sentem uma coisa chamada empatia, tá? Então, percebam, fazem coisas ruins, mas não sentem culpa e, portanto, não sente assim uma depressão. Paraa a pessoa sentir depressão, ela tem que ter algum nível de culpa, algum nível de consciência desperta, não sente uma ansiedade, digamos assim. Por quê? Porque ele está nesse estágio. Ah, mas vai trazer consequências. Mas eu não tô falando das consequências futuras das próximas reencarnações, eu tô falando dessa vida para pegar então esse argumento, essa essa lógica e dizer: "Olha, às vezes a gente sofre querendo fazer coisas boas". Muitas vezes a gente sofre querendo fazer coisas boas. Então seria um sofrimento por um tipo de bondade, entende? É essa a questão. Quando a pessoa me procura, às vezes assim, tá se sentindo culpada, sentindo a pior das piores, porque eh quando falo pior das piores, do ponto de vista evolutivo, porque tá com transtorno de ansiedade ou tá com transtorno depressivo. E eu explico sempre para elas, olha uma coisa posso dizer. Se você tá aqui me procurando por conta dessas desses sintomas, né, provavelmente é porque você não é um psicopata. Então, se você não é um psicopata, é porque você, digamos assim, não é uma pessoa má no sentido da acepção do termo, tá? No termo no sentido da acepção do termo. Então, dentro dessa perspectiva, o muitas pessoas sofrem por excesso de bondade. A gente, eu chamo assim, a gente chama assim na na dentro da área psi de uma bondade patológica. Bondade patológica. É isso que a gente trata nesse capítulo, bondade patológica, uma bondade que é desmedida, a bondade que não dá pra gente ainda ter na sua completude. Aí a gente acaba, digamos, eh, adoecendo também pelo excesso de coisas que a gente faz, que a gente se compromete, que a gente não consegue dar conta, depois fica sendo culpado. Então, é interessante a gente pensar nisso. Eu

s, eh, adoecendo também pelo excesso de coisas que a gente faz, que a gente se compromete, que a gente não consegue dar conta, depois fica sendo culpado. Então, é interessante a gente pensar nisso. Eu queria ler uma parte desse livro que resume, né, que resume o que eu tô querendo dizer. Conversando com uma amiga sobre essa temática, a bondade patológica, ela me disse algo muito oportuno. Pois é, Léo, o problema é que nós queremos uma evolução pura. Uma evolução pura. Essa é uma expressão muito apropriada. A pureza é o refinamento último da perfeição, mas o processo de evolução em si é cheio de máculas que nos ensinam humildade para aprender. Como assim máculas que nos ensinam humildade para aprender? A pedagogia do erro, digo eu, é nos ensinar humildade. Todo erro ensina humildade. Todo erro ensina humildade. A pedagogia do erro não é ficar se culpando, remoendo. Essa é a culpa tóxica que a Joana nos fala. A pedagogia do erro é a humildade de reconhecer-se, portanto, falível. Mas sair dessa eh falibilidade e entrar em uma superação que vai nos levando uma evolução. Por isso, essas máculas vão nos ensinando humildade para aprender. Querer uma evolução pura é exigir que a criança seja um virtuose em algum instrumento musical, sem antes poder errar as notas musicais. E nesse processo de erro e acertos, aprender a executar a música com maestria. Querer uma evolução pura desemboca mais em perfeccionismo do que em perfeição. E o perfeccionismo é um dos um dos processos de inflexibilidade que mais adoece a alma e mais faz gerar ansiedade. Então, a ansiedade de evolução tem a ver com essa bondade patológica que gera perfeccionismo e inflexibilidade. Então essa inflexibilidade gera esse apego, portanto, esse controle rígido, quando na realidade não dá para ter um apego rígido. Por quê? Porque como a gente falava no último programa, nós não sabemos o que é a perfeição. Então tem algum caminhar que a gente não tem certeza porque a gente não trilhou. Nós não tenhamos ainda o caminho do amor

e como a gente falava no último programa, nós não sabemos o que é a perfeição. Então tem algum caminhar que a gente não tem certeza porque a gente não trilhou. Nós não tenhamos ainda o caminho do amor em plenitude. E percebam que quando a gente às vezes fica nesse nesse perfeccionismo, acabamos às vezes entrando também numa prepotência, como a gente pudesse prever tudo. Não dá para prever tudo. é o não previsto do que eu falei no programa anterior. Querer uma evolução pura, vou repetir, desemboca mais em um perfeccionismo do que em perfeição. E o perfeccionismo é um dos processos de inflexibilidade que mais adoece a alma e mais faz gerar ansiedade. Ideais complexos são metas utópicas que precisam ser buscadas com o auxílio da paciência para esperar o concurso do tempo. Do contrário, nós caímos, como explicou um benfeitor, no masoquismo do ideal. Óbvio que o ideal seria uma coisa, mas esse ideal às vezes não dá para fazer e a gente fica preso e fica no masoquismo do ideal. Então veja, não é uma coisa necessariamente ruim esse tipo de masoquismo que eu tô querendo dizer. Não é o sofrimento pelo sofrimento. A pessoa quer uma coisa boa, mas é um um ideal bom, mas não dá para ser agora. Todo ideal grandioso precisa do concurso do tempo. O ditado popular de an de tempos tempos, né? Roma não se fez de um dia para noite. Esse ditado nos mostra que tudo precisa até paraa construção de um império. Não dá para você fazer de uma hora para outra. Imagina de um império espiritual e de uma mudança espiritual profunda, de uma evolução. Por isso Jesus fala: "Nem todos que levantam a mão para os céus e dizem: Senhor, Senhor", serão salvos. Mas só aqueles que fizerem a vontade do meu Pai. E para fazer a vontade do meu pai, a gente precisa de um tempo, porque chega alguns momentos que a gente não sabe exatamente qual é a vontade do Pai paraa nossa vida. Chega alguns momentos que você fica assim meio meio sem saber, não é uma dúvida negativa, mas é meio sem saber qual caminho seguir, simplesmente porque

amente qual é a vontade do Pai paraa nossa vida. Chega alguns momentos que você fica assim meio meio sem saber, não é uma dúvida negativa, mas é meio sem saber qual caminho seguir, simplesmente porque você ainda não seguiu esse caminho. Porque se você tivesse já seguido esse caminho, vem a convicção. Quando aquele jovem da última do último programa que a gente falou, o jovem rico não conseguiu doar o que ele tinha, não conseguiu se desapegar, é porque ele ainda não tinha conseguido se desapegar. Tô falando de uma de uma maneira provável, né? Não sei exatamente a história daquele jovem rico, mas provavelmente ele não conseguiu se, ele já não sabia como se desapegar, não estava na natureza, no histórico, na bagagem, no repertório reencarnatório dele. Então ele fica meio que sem saber, né, naquela dúvida, querendo, mas não querendo, né, e querendo ir, mas ficando. Então, quando é alguma coisa bem nova na, não tô falando nova na nossa vida dessa existência, eu tô falando da nossa vida transcendental, da nossa história reencarnatória. Quando é uma coisa muito nova, a gente fica meio sem saber. Exatamente. E isso é humildade. Humildade de reconhecer que nós não sabemos, quem sabe é Deus. Nós não sabemos, quem sabe é Deus. Isso já é uma humildade paraa gente poder, digamos assim, treinar flexibilidade. Então, o ideal é bom, mas a gente não sabe exatamente como seguir. A felicidade não é masoquista, isso é um ponto, mas a ansiedade muitas vezes é. Queria que ficasse guardado guardado isso. A felicidade não é masoquista, porém a ansiedade muitas vezes é. Ah, Léo, então você tá querendo dizer que a felicidade ela sempre é prazerosa? Não. Eu tô querendo dizer que a felicidade traz algum nível de tranquilidade, de libertação e não de aprisionamento. Porque resignação não é aprisionamento. Resignação é libertação da alma, da postura interna. Paciência não é aprisionamento, não é masoquismo. Paciência é uma ciência da paz. Então, pacifica o coração. Então, todas essas virtudes evangélicas, todas essas

ibertação da alma, da postura interna. Paciência não é aprisionamento, não é masoquismo. Paciência é uma ciência da paz. Então, pacifica o coração. Então, todas essas virtudes evangélicas, todas essas virtudes do evangelho, todas as virtudes que o Espiritismo nos relembra e nos ensina, são virtudes que não são masoquistas, são virtudes que são realistas e que entendem que existem aflições, mas a postura é libertadora, interna, seria muito pior. E assim seria masoquista, a rebeldia. A rebeldia é masoquista. A rebeldia gera peso, a rebeldia gera aprisionamento. Portanto, a ansiedade, que é um tipo de rebeldia nessa perspectiva que eu tô falando, ela nos gera um aprisionamento. Então, por isso que eu falei que a ansiedade muitas vezes é masoquista, porque a ansiedade nos leva a uma autopunição e nos leva a uma certa rebeldia em muitas vezes, porque a vida nos mostra um caminho, mas a gente quer outro. A vida nos mostra caminhos, a gente quer outro. E aí, mas eu não devo persistir porque disse Jesus, aqueles que perseverarem até o fim serão salvos. Eu não tenho que persistir, tem que persistir. Mas persistência não é obstinação. Persistência é insistir e saber que às vezes a gente tem que desistir de uma rota e entrar em outra rota. Eu não estou desistindo da minha evolução. Eu não estou desistindo de Deus. Eu estou persistindo, mas de uma forma não obstinada, porque eu sei que existem várias portas, vários caminhos que levam ao criador, especialmente da minha trajetória reencarnatória. Então é muito sutil e é muito complexo, porque a gente tá falando não só eh de uma dessa assim eh me desculpe o termo, dessa evolução fast food que nós temos vendido às vezes hoje em dia. E me desculpe, às vezes até mesmo nas nos arraiais eh cristãos e até mesmo nos arraiais espíritas, uma evolução fast food. Outro dia eu vi uma um filme, né, que narrava um livro. Eu não tinha lido esse livro e era interessante porque o o livro e o filme passam o tempo todo, né, quase todo falando só da perturbação, até que

utro dia eu vi uma um filme, né, que narrava um livro. Eu não tinha lido esse livro e era interessante porque o o livro e o filme passam o tempo todo, né, quase todo falando só da perturbação, até que alguns personagens se arrependem e rapidamente mudam, né? E essa mudança traz uma uma felicidade rápida na terra. E óbvio, aí me perguntaram assim o que é que eu achava, tal. Falei: "Olha, é uma boa fantasia espírita". Que que eu quis dizer? É inspirado nos conhecimentos espíritas, mas é muito fantasioso por conta do tempo. Aí a pessoa quiser assim: "Não, mas não foi tão demorado, não foi muito rápido". Eu falei: "Olha, foi rápido, isso é rápido. Algumas mudanças demoram muito, a gente não tem nem". Aí a pessoa insistiu. Aí como eu sei algumas coisas da minha trajetória reencarnatória, eu falei: "Olha, comigo demorou 400". Eu peguei um pouco de ar, como se fala, falei: "Olha, comigo demorou 400 anos. Não é possível que comigo tá demorando e é tão rápido assim, só levantar a mão para o céu que muda tudo e você tem uma felicidade na terra. Então tem que ter muito cuidado com essa evolução e essa prosperidade fast food mesmo vendida nos areiais espíritas. Porque o espiritismo trata do corpo, mas sobretudo da alma. O espiritismo trata da nossa vida na matéria, mas sobretudo da nossa vida espiritual. É uma ciência, como disse Camilo Flamion, uma ciência do espírito. Felizmente, desde já temos como sentir uma felicidade possível, contentando-nos com ela, ficando mais serenos e pacientes. Portanto, ficamos ficamos menos ansiosos quando pensamos nessa perspectiva. Eu quero fazer o bem. Mas pense nisso. Até para fazer o bem a gente precisa de uma medida. Porque como disse Joana deângeles escreveu várias vezes na sua obra psicológica, nem tudo que eu posso eu devo. Isso nós temos também em Paulo. Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Nem tudo que eu posso eu devo. Mas ela também faz o inverso. Nem tudo que eu devo eu posso. Eu devia fazer isso. Devia, mas não podia. Devia, mas não pode. Porque você

lícito, mas nem tudo me convém. Nem tudo que eu posso eu devo. Mas ela também faz o inverso. Nem tudo que eu devo eu posso. Eu devia fazer isso. Devia, mas não podia. Devia, mas não pode. Porque você não tem potência ainda para mudar. A gente se arvora, não, se eu falar, se eu Mas se você falar, se você gritar, você vai botar mais lenha na fogueira da própria evolução. Nem tudo que você deve fazer, você pode. Quando você encontra essa medida do dever ser bom e vê a quantidade de que você pode ser bom, ou seja, eu quero ser um bom pai, mas eu não posso tirar a dor dos meus filhos. Tem coisas que fazem parte dos processos expiatórios deles. E quando eu quero ser um bom pai, eu penso que eu posso fazer tudo para ser um bom pai. Aí eu tô querendo ser melhor do que o bom pai que é Deus. Eu sou apenas um pai que posso ser bom, mas o bom pai é Deus. Nessa perspectiva para nos dar clareza, oremos e peçamos a esse bom pai, é esse pai de amor que nos sustenta para nos dar discernimento, como nos escreve a benfeitora Joana através de Edivaldo Franco, para entendermos e encontrarmos aquilo que nós podemos e devemos. Devemos e podemos. E na convergência dessas duas potências, fazermos aquilo que conseguimos e tranquilizarmos o nosso coração. Nos despede em paz hoje e sempre, Senhor. Que assim seja.

Mais do canal