Jesus e Saúde Mental | #151 – Episódios Diários — Busca incessante

Mansão do Caminho 02/12/2025 (há 4 meses) 31:51 2,398 visualizações

Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 151 – Episódios Diários — Busca incessante #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

า >> Muito bem, vamos começar mais um Jesus e saúde mental aqui pela TV da Mansão do Caminho. Convido você para podermos entrar em sintonia na prece e podermos então juntos pensar em Jesus de uma forma mais direta e dizer: "Amado Mestre Jesus, tu nos disseste que onde houvessem duas ou mais pessoas reunidas em teu nome, tu aí estarias. Aqui nos encontramos em um pouco mais de duas pessoas nas nossas casas, nos nossos lares, escutando mensagens que nos relembram do teu amor infinito para conosco. Por isso, Senhor, nós te recordando a imagem, te pedimos fé, esperança e caridade. Fé para podermos não só ter uma esperança no mundo, mas também termos uma esperança que transcende o mundo a partir da crença fundamental de que nós somos imortais. Esperança. Porque não podemos ter apenas a esperança em Deus, o otimismo para outra existência. Precisamos fazer da nossa esperança uma realidade viva, esperançando, agindo no hoje. E por isso a caridade complementa essas três virtudes chamadas teologais lembradas por Paulo de Tarso. Porque é caridade é ação no hoje, ação no bem hoje, que transforma a nossa vida em um hino de esperança e faz uma conclamação para o futuro de fé, o futuro que nos aguarda, o futuro que nos espera. Por isso, Senhor, guarda em nós a força da fé, a força da esperança e a força da caridade nessa busca incessante que temos pela verdade que vem de ti. Que assim seja e que fiquemos em paz ao longo desse programa. Que assim seja. >> Muito bem, mais uma vez estamos no livro Episódios Diários e no final das contas temos nos debruçado tanto nesse livro que estamos chegando ao final. Acredito que tem mais uma ou duas mensagens para podermos refletir. A mensagem de hoje está lá no no ponto 46, busca incessante. Uma das formas de ser feliz é buscar a verdade sempre, não estacionando no já conseguido e seguindo além. Não tenhas, porém, a pretensão de obrigar os outros a aceitarem o que hajas conquistado. As criaturas estacionam e progridem em faixas de valores diferentes, não

ando no já conseguido e seguindo além. Não tenhas, porém, a pretensão de obrigar os outros a aceitarem o que hajas conquistado. As criaturas estacionam e progridem em faixas de valores diferentes, não podendo ser padronizadas mediante a mesma escala. Além disso, a verdade absoluta não será conseguida pelo homem finito. Assim, ela se apresenta como atesados que atendem aos diversos graus da evolução humana, sem posições constrangedoras. Conquista sem humilhar, submete sem ferir, domina libertando. Quem a encontra modifica-se inteiramente, alterando para melhor o padrão do comportamento. Livre, com ela se faz mais sábio e paciente, apaziguado e feliz. Como não gostas que te cercem a faculdade de pensar e eleger o que te parece melhor, não te imponhas nem as tuas aquisições intelecto morais a ninguém. Ela faz uma pausa e complementa a segunda parte da mensagem. através do exemplo, leciona a verdade, nunca revidando mal por mal, desculpando a ignorância e ouvidando toda ofensa. Com a visão mais clara e perfeita da vida, entendees melhor os homens e suas debilidades, sendo paciente com eles e conquistando-os para o clima de bem-estar que desfrutas. O sábio não é aquele que o conhece, mas quem aplica o conhecimento na vivência diária. A verdade é manifestação de Deus, que a pouco e pouco o homem penetra. Por isso ensinou Jesus que todos buscássemos a verdade, pois que ela, expressando o amor em plenitude, liberta e torna feliz o ser. No final das contas, essa busca incessante é a busca pela verdade, né? E é até um resumo de uma de uma das séries, né, de uma das obras da série psicológica, como falei, a capacidade de síntese e o cuidado da benfeitura de entregar um livro psicológico. Esse é um livro psicológico, episódios diários, mas uma psicologia acessível, sem ser uma psicologia sem plória, uma psicologia que fala direto ao coração e resume muito dos livros da série psicológica. de uma maneira acessível. Por isso que a benfeitura ela eu eu eu assim aceito, né, digamos, a fala de que a

a, uma psicologia que fala direto ao coração e resume muito dos livros da série psicológica. de uma maneira acessível. Por isso que a benfeitura ela eu eu eu assim aceito, né, digamos, a fala de que a benfeitura tem livros difíceis, tem, mas também tem livros muito fáceis, diretos. Porque o espiritismo, queridos irmãos, ele não veio assim só para ser uma mensagem diária, ele veio para ser uma mensagem profunda também. A gente precisa dos recados diários, que são mais diretos, mais simples, que são consoladores, mas também precisamos de aprofundamentos para podermos falar de coisas mais do espírito, né? Então, quando Allan Kardec, digamos, cria essa cosmovisão chamada espiritismo, no próprio boljo da codificação, você vai ter ali partes da codificação que são mais difíceis de serem acessadas pelo conhecimento comum e vai ter partes da codificação bem mais fácil de serem acessadas. Dê dois exemplos, Léo. O Evangelho segundo o Espiritismo, a prece, o opúsculo, a prece que muitas vezes está lá dentro do Evangelho segundo o Espiritismo, né? O céu e o inferno. Ah, mas a primeira parte é muito filosófica, beleza? Mas ele tem o cuidado de trazer exemplos reais, exemplos práticos, comunicações. Então, às vezes, não consigo entender a filosofia de o céu e o inferno da primeira parte, mas consigo entender o exemplo prático de o céu e o inferno da segunda parte, por exemplo. Então, o espiritismo veio para todo mundo e veio para todos os graus de desenvolvimento intelectual, porque no final das contas o objetivo não é desenvolver o intelecto, o objetivo é desenvolver o lado moral e fazer com que em um momento esse desenvolvimento intelecto moral seja harmônico. Então, queria assim fazer uma eh uma defesa sem necessidade, mas desejando em nome da da a obra da Dra. Joana de Angeles, da benfeitora Joana de Angeles, porque tem sim a obra psicológica que foi feita com o objetivo de especialmente atingir eh um novo patamar de conhecimentos, de alguma forma complementar sim a codificação espiritista nesse aspecto

s, porque tem sim a obra psicológica que foi feita com o objetivo de especialmente atingir eh um novo patamar de conhecimentos, de alguma forma complementar sim a codificação espiritista nesse aspecto psicológico que foi antevisto pelo pela obra de Axekof, pela obra de Kardec, sobretudo a codificação, pelo Gabriel Delane também. né, previsto por muitos autores do primeiro momento, não só por Allan Kardec, mas que tem ali um desenvolvimento e uma atualização, porque a doutrina espírita anda ao lado da ciência. E aqui tem um resumo, né, em busca da verdade, a busca incessante. Então, ela vai lembrar que não dá para buscar eh a verdade absoluta, porque não é patrimônio nosso, né? Seria uma vaidade excessiva a gente achar que tem uma verdade absoluta. É por isso que Allan Kardec vai dizer que fora da caridade não há salvação, porque a verdade todos nós imaginamos ter todas as doutrinas, todas as cosmos visões, todas as religiões imaginam ter. Mas a caridade é uma via de acesso comum a todas. A ação do bem é uma via de acesso comum a todas, independente da teologia, da filosofia, independente do conteúdo que está exposto dentro do bojo dessa doutrina, certo? Então, uma das formas de ser feliz é buscar a verdade sempre, não estacionando no já conseguido e seguindo além. Essa frase eu acho que resume a essência de muitas coisas de Jona de Angeles, porque ela vai dizer assim que nós precisamos sim do desafio. É uma verdade. O problema, qual é o desafio? O desafio é o espiritual. A gente não ficar acomodado espiritualmente, sempre tentar galgar novos patamares, ou seja, não estacionando no que a gente já conseguiu e seguindo sempre além. Essa é uma das grandes formas de ser feliz. Bem, nós buscamos a verdade porque buscamos a felicidade. A busca da verdade é uma consequência inerente da busca da felicidade. E a busca da felicidade é uma consequência inerente da busca da verdade. São duas coisas que se casam. Quando os filósofos diziam que para ser feliz o homem precisava ser sábio e a

usca da felicidade. E a busca da felicidade é uma consequência inerente da busca da verdade. São duas coisas que se casam. Quando os filósofos diziam que para ser feliz o homem precisava ser sábio e a busca da filosofia era a sabedoria, era porque a sabedoria traria a felicidade. A felicidade estaria na sabedoria. Quando Victor Frankel vai dizer que o mais importante não é buscar ser feliz, e sim buscar ter um sentido de vida, é porque buscando o sentido de vida, consequentemente já encontramos a felicidade entremalaçada nesse próprio sentido de vida que nós encontramos e estamos sendo eh estamos ativando. Por isso disse Jesus: "Conhecereis a verdade? E a verdade vos libertará. Felicidade é libertação. Felicidade é a libertação das próprias sombras na aquisição da iluminação. Felicidade é a libertação das próprias dores e das próprias mágoas na aquisição do perdão e da evolução. Então, felicidade e libertação são consequências que estão vinculadas. Então, quando nós buscamos a verdade e conhecemos a verdade, buscamos a libertação e encontramos a libertação, são coisas que estão inerentes. Nessa perspectiva, é interessante observar que a verdade vem para uma libertação. No entanto, essa libertação nem sempre é, digamos assim, galgada com tranquilidade. Pegando o exemplo da filosofia, eu queria de forma simples narrar o mito da caverna de Platão, trazido no livro República, no diálogo da República. É um mito muito conhecido e tem várias interpretações. Eu queria trazer uma perspectiva. Platão vai dizer que nós vivenciamos uma vida aqui nessa materialidade, nesse mundo eh consequência e não o mundo essência, como se estivéssemos dentro de uma caverna, no fundo de uma caverna. É como se nós estivéssemos também acorrentados, porque a gente tá lá no fundo e por estar acorrentado ao fundo, nós não conseguimos sair. E lá no fundo acorrentados, nós não conseguimos expandir a nossa visão e nós conseguimos ver apenas uma projeção da realidade. Então vem a luz que vem lá de cima da

ao fundo, nós não conseguimos sair. E lá no fundo acorrentados, nós não conseguimos expandir a nossa visão e nós conseguimos ver apenas uma projeção da realidade. Então vem a luz que vem lá de cima da caverna, entra na na caverna, mas conforme vai ficando mais profundo, mais difícil vai ficando o quê? A penetração da luz. Então vai ficando mais sombrio e a gente vai vendo reflexo. E aquilo que a gente pensava que era a verdade era apenas um reflexo de movimentações mais profundas. Então, chega algum momento que alguma dessas pessoas que estavam acorrentadas no fundo da caverna pega o martelo e quebra a corrente, se liberta da corrente e vai então escalar e começa a perceber que aquilo que ele achava que era verdade, aquilo que ele achava que era realidade é apenas um reflexo. E conforme ele vai subindo, ele vai vendo que é um reflexo imperfeito, porque existe uma realidade transcendental que ele descobre depois que ele sai da caverna. Mas nesse nesse saí tem que ser um sair, digamos assim, um tanto quanto aos poucos, porque senão ele fica deslumbrado e até ficaria cego com o excesso de luminosidade. É uma realidade tão diferente, tão desconhecida, que ele precisa ir se acostumando. Em algum momento, essa pessoa que saiu da caverna se lembra das pessoas que ficaram lá embaixo e fica se pensando: "Puxa vida, eu preciso voltar para falar para eles que aquilo não é a verdade". que a verdade é mais profunda. Então essa pessoa volta ao fundo da caverna e tenta libertar as pessoas dos seus grilhões. Mas ao espanto dessa pessoa que se libertou, nem sempre ela é bem-vinda, porque as pessoas a t, a tem como alguém que está enlouquecido, fora da razão, fora de si, portanto, fora da verdade. Porque como pode ser uma realidade maior do que essa do que elas estão vendo? Essa realidade mais profunda não existe, não pode ser. Então, muitas vezes essa pessoa acaba sendo rechaçada. É um mito fantástico e Platão é, sem sombra de dúvida, um dos maiores autores da história do mundo, um dos maiores

unda não existe, não pode ser. Então, muitas vezes essa pessoa acaba sendo rechaçada. É um mito fantástico e Platão é, sem sombra de dúvida, um dos maiores autores da história do mundo, um dos maiores autores e um dos mais lidos. Porque Platão, primeiro, ele escreve filosofia usando mito, usando uma poética até, né, porque são livros que são quase um teatro, quase que um romance, né, falando de coisas profundas. Então, ele coloca ali os personagens sempre, o personagem central é Sócrates. E ele então vai eh faz essa literatura. Aqui indica que ele gostava eh dos das epopeias, pensou em ser, digamos assim, um escritor, né, um escritor de tragédias, mas acabou sendo um escritor de filosofia. que é totalmente diferente o estilo de Platão do estilo de Aristóteles. O estilo de Aristóteles é o estilo clássico do tratado, é o estilo do artigo científico. E e Platão escreve filosofia de forma apetitosa. Por isso que ele ficou ficou até hoje, né? Os livros dele, nem todos os livros de Sócrates, de de de Aristóteles, eles permaneceram, mas os livros de Platão permaneceram muito lidos, etc. E esse é um mito. Esse é um mito que ele cria, como outros mitos que a gente imagina que foi ele que criou porque não não existiam ou então existiam. Alguns existiam, alguns existiam, mas é como se ele tivesse adaptado a realidade grega, à realidade ocidental. É muito interessante, portanto, porque ele tinha ali uma mitologia, né? Tinha uma uma uma cultura que estava acostumada a uma mitologia. ele cria mitos para poder falar de coisas profundas. Então, nesse mito da caverna, primeiro, o martelo, né, que destrói os grilhões e faz com que o a pessoa saia do fundo da caverna é a própria filosofia. Não é à toa que Frederick Nietzs no seu momento vai dizer que fazia a filosofia como martelo, né? Ou seja, aquela a filosofia que quebrava verdades para trazer uma nova verdade, uma nova perspectiva. Então, a filosofia é o martelo, é um instrumento que essa pessoa que é o próprio filósofo, ou seja, a pessoa que

a a filosofia que quebrava verdades para trazer uma nova verdade, uma nova perspectiva. Então, a filosofia é o martelo, é um instrumento que essa pessoa que é o próprio filósofo, ou seja, a pessoa que busca o martelo da filosofia é o próprio filósofo que busca encontrar uma realidade maior. Então, esse filósofo seria a pessoa que se desvincula dessa realidade e vai tentar encontrar uma nova realidade. E encontrando uma nova realidade, ele encontra o idos ou o mundo das formas. O idos ou o mundo das formas é aquilo que dá forma às coisas. Então, imaginemos assim, quando eu falo de cadeira para você, mesmo que a gente não esteja vendo uma cadeira, mesmo que você não esteja vendo a cadeira que eu estou sentado, você já faz uma imagem. Essa imagem, esse eidos, essa ideia, essa forma seria a cadeiriidade da cadeira, entendeu? Seria aquela coisa abstrata que dá, que está na essência. Então, essa coisa abstrata que tá na essência fala de um mundo metafísico, num mundo que não é físico, que está para além desse mundo físico. Então, o espiritismo fala do mundo espiritual. É aí onde estão as verdades. E por isso que Jesus vai dizer: "Conhecereis a verdade". Qual verdade? A principal verdade é essa verdade transcendente. Essa verdade que não tá no imanente, que não tá no aqui, no agora, mas que está fora da caverna. e que nós precisamos buscar o martelo. O filósofo buscou o martelo da filosofia. Nós, enquanto cristãos, precisamos buscar o martelo do evangelho, o martelo da boa nova para nos tirar dos grilhões das cavernas e ampliar a nossa percepção. E essa ampliação traz satisfação, porque essa ampliação traz uma visão mais profunda do mundo. Essa visão mais profunda do mundo, portanto, nos fala dessa verdade que liberta. Mas perceba que mesmo na alegoria da caverna há uma trilha, há uma jornada. O filósofo precisa se escalar. Então eu me lembro da poesia nordestina de Aciolin Neto. Observe quem vai subindo à ladeira, seja a princesa ou seja lavadeira, para ir mais alto vai ter que suar. Então a

filósofo precisa se escalar. Então eu me lembro da poesia nordestina de Aciolin Neto. Observe quem vai subindo à ladeira, seja a princesa ou seja lavadeira, para ir mais alto vai ter que suar. Então a verdade liberta, mas a verdade também pesa e o peso da verdade traz o incômodo e o peso da verdade traz, portanto, um desgaste. Esse peso da verdade tentava trazer o filósofo para baixo, mas ele insistia em subir a caverna. Nessa insistência de subir a caverna e ir até lá fora, ele foi então desgastando-se, mas conseguiu encontrar a renovação quando encontra a revelação de um mundo maior. É isso que gera uma perspectiva interessante. Quando a gente escuta a palavra de Jesus, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, a gente pensa que assim, conhecereis a verdade e como um passe de mágica, a verdade já liberta. A verdade vos libertará. Então, propositalmente, há uma questão temporal, uma questão de futuro. É como se o conhecimento da verdade ele tivesse escaladas. Por isso que ela fala de uma busca exensante. Vamos para o mito da caverna. Quando o filósofo busca a filosofia e busca o martelo, é como se ele tivesse amplitude. Pera aí, será que isso daqui que eu tô vendo é a verdade ou será que existe uma verdade mais profunda? Já é um insite. Ele já está conhecendo a verdade, uma parcela de verdade. Ele já está começando o processo de libertação, mas não a libertação total. Quando ele começa a quebrar os grilhões e percebe que pode se movimentar, é um outro nível de verdade. Quando ele percebe que há uma luz e ele busca essa luz e escala a montanha, é uma outra um outro nível de insight, é uma outra verdade que vai se ampliando. E quando ele sai da caverna, ele atinge essa verdade, digamos assim, ininteligível. Esse mundo é o mundo inteligível. na fala de Platão, ou seja, o mundo que consegue ser concebido pela inteligência humana, mas existe o mundo ininteligível, que não é possível de ser concebido com a linguagem humana. No final das contas, o mundo espiritual,

eja, o mundo que consegue ser concebido pela inteligência humana, mas existe o mundo ininteligível, que não é possível de ser concebido com a linguagem humana. No final das contas, o mundo espiritual, onde existem essas verdades profundas, é um mundo ininteligível. Nós temos um reflexo opaco. Mesmo a mediunidade santificada pelo exemplo do amor, mesmo assim ela traz uma coisa opaca. Eu me recordo que em determinado momento o espírito João Cleofas, a partir da mediunidade do Divaldo Franco na reunião mediúnica, como me foi passado, eu não acompanhei essa mensagem, mas via a mensagem transcrita, falava como mesmo no processo da mediunidade bem feita, de um médium bem eh maleável, como ele próprio tava se comunicando através do Odivaldo, então ele falou isso através do Odivaldo como a assim há uma há uma redução, né, do que é possível ser dito, do que é conseguido ser dito, do que é inteligível. A palavra talvez mais profunda seria essa mesmo a partir da mediunidade, mesmo a partir do médium profundamente ético e amoroso, dedicado e sábio como o próprio Divaldo, mesmo assim o mundo ininteligível, o mundo dos espíritos, não consegue ser inteligível para a forma da fala, da escrita, a mesmo que seja a mediunidade. Ou seja, existem parcelas de verdade que vão sendo ampliadas, ampliadas. E por isso que a verdade vai nos libertando. E não é um passe de mágica. Quando entendemos isso, fazemos um insight, como aquela jovem me falava assim: "Puxa, Léo, agora eu tô entendendo." Ela fazia um insight terapêutico difícil, profundo, acerca de algumas questões que não vem um caso aqui, mas vem um caso o que a conversa que tive com ela, ela falou assim: "Poxa, eu pensava que a verdade ia libertar sim, rapidamente, mas a verdade primeiro dói, né? Dói porque a verdade pesa e todo peso dói, todo peso incomoda. Veja como assim, poxa, tô me sentindo cansado, o corpo pesa, todo o peso é difícil de carregar. Por isso que Jesus complementa: "Ten desconfiança, tendo bom ânimo, porque o meu fardo não é tão pesado assim. O meu

sim, poxa, tô me sentindo cansado, o corpo pesa, todo o peso é difícil de carregar. Por isso que Jesus complementa: "Ten desconfiança, tendo bom ânimo, porque o meu fardo não é tão pesado assim. O meu julgo é leve, é uma verdade que é pesada, que é difícil, que maltrata no primeiro momento, mas que liberta no segundo momento, porque no final das contas é um julgo suave. Então ela dizia: "Poxa, mas agora eu tô conseguindo entender isso me traz uma certa libertação, porque eu não tenho mais aquela obrigação de salvar fulano, porque o fulano já sabe, ele é adulto. Agora eu entendi que eles são adultos, eles sabem o seu jeito. Eu fico aqui me perdendo a minha saúde mental. Ao mesmo tempo eu consegui entender que eu estou vivenciando essa doença, mas que vem para uma forma mais profunda de libertação espiritual. Então isso me dá uma resignação, doutor, ela me falava. E eu achei tão bonito porque tratam-se de uma uma um longo período de 12 anos, não tô falando de 5 anos, 12 anos. era um adolescente, hoje é uma adulta, conseguindo enxergar umas verdades que eu, enquanto psiquiatra e terapeuta dela, já percebia, porque, afinal das contas, tem um treinamento para isso, estava ali por fora, é mais fácil às vezes observar por fora do que estando dentro do olho do furacão, ainda mais uma criança adolescente, conforme ela foi aumentando, ampliando, ampliando, crescendo, ela vai dizer, né, também se eu fosse perceber tudo isso que eu tô percebendo agora naquele momento de adolescência, eu não tinha nem condições, né, doutor? Exatamente. Por isso que a verdade vai sendo jogada aos poucos para que nós possamos nos acostumar a esse peso e não sucumbir diante da verdade para que a verdade possa libertar. Mas a busca é incessante e não nos contentemos com a verdade que temos hoje. Queiramos mais. Eu tenho pensado muito nisso. Para poder evoluir, eu preciso me desapegar, não só do que foi ruim, é óbvio isso, mas também do que foi bom. Porque às vezes nós não nos desapegamos e não nos evoluímos porque

ho pensado muito nisso. Para poder evoluir, eu preciso me desapegar, não só do que foi ruim, é óbvio isso, mas também do que foi bom. Porque às vezes nós não nos desapegamos e não nos evoluímos porque ficamos apegados a uma coisa boa, ou seja, a uma verdade boa, mas a uma verdade parcial, a uma memória parcial. Seguindo com desapego profundo, em nome dessa busca incessante da verdade, a gente tem a compreensão de que vamos encontrar novas coisas que também serão prazerosas, novas verdades que vão também preencher a nossa alma. Então, o desapego precisa ser das coisas ruins, mas também das coisas boas, para estarmos no hoje visando o futuro, confiando em Deus. Porque pense assim, se Deus já te reservou coisas boas ontem, mais ele te reservará no futuro. Então, não precisa ficar apegado às memórias de forma saudosista, que acaba gerando amargura do passado, e sim a uma memória que virá com o futuro nessa reconexão com o grande todo que é o universo, que é o amor. Para podermos então fazer essa busca incessante em nome da verdade, precisamos também nos desapegar tanto do que foi ruim e nos desapegar também do que foi bom. é fazer o que Edit Piaf cantou, né? No J regret, eu não não me amarguro, não me arrependo de nada, nem do bem que me fizeram, nem do mal que me fizeram. Não só o mal, mas o bem também. Porque o bem que me fizeram, o bem que eu fiz, eu irei fazer novamente, irei encontrar esse bem novamente. Eu preciso me desapegar e seguir com coragem de não ficar acomodado no já conquistado e olhando para o futuro, como disse a benfeitora Joana. Em nome dessa busca incessante que eu convido você a fechar os olhos e pedirmos a Deus coragem para nos desapegarmos do que foi, para podermos antever o que virá. Coragem para nos desapegarmos das conquistas, porque outras conquistas virão, com coragem para nos desapegarmos da dor, porque novas coisas boas chegarão. Essa é a grande verdade, a verdade de que tudo leva a Deus, tudo é Deus. Estamos em Deus, voltaremos a Deus. E, portanto, precisamos ter

ara nos desapegarmos da dor, porque novas coisas boas chegarão. Essa é a grande verdade, a verdade de que tudo leva a Deus, tudo é Deus. Estamos em Deus, voltaremos a Deus. E, portanto, precisamos ter confiança, tranquilidade e paz. Com certeza, com convicção de que amanhã será melhor do que hoje, porque Deus é amor e Deus está presente em todos os ângulos da nossa vida. Muito obrigado, Senhor, pelo dia de hoje. Nos despede em paz e que assim seja.

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