Jesus e Saúde Mental | #148 - Serenidade sempre
Websérie | Jesus e Saúde Mental » Apresentação: Leonardo Machado » Episódio 148 - Serenidade sempre #JesusESaúdeMental #LeonardoMachado #Espiritismo #SaúdeEmocional #EquilíbrioInterior #Autoconhecimento #PsicologiaEspírita #Evangelho #Espiritualidade #BemEstar #ReflexãoDiária #EspiritismoPLAY *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Ô Boa noite, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda para mais um programa dentro da TV da Mansão do Caminho Jesus e Saúde Mental. Estamos ainda abrindo o livro Episódios Diários da benfeitora Joana de Angeles, através do nosso Divaldo Franco. E como pensamos em Jesus, em saúde mental, temos ultimamente feito uma prece inicial, porque tanto para o Espiritismo, do ponto de vista dos livros de Allan Kardec, quanto para o Espiritismo do ponto de vista da interpretação em torno do Evangelho de Jesus, nós temos a visão de que a oração é um mecanismo de saúde. Então, a oração é um dos grandes legados que Jesus nos deu para a nossa saúde mental. Dessa forma, eu convido você a estar em sintonia, quem sabe com os olhos fechados, para podermos juntos agradecer e dizer assim: Senhor Jesus, tu que és o nosso mestre maior, tu que és o nosso modelo, nosso guia, tu que inspira a vida de tantas pessoas ao longo de tantos séculos, tu que é o guia da humanidade. que possa estar presente dentro de nós a tua força, a convicção do teu reino, a convicção da tua palavra, que não vacila, que não erra, quer seja no céu, quer seja na terra, mesmo que a terra tenha dores e sofrimentos. Porque com o espiritismo, Senhor, nós entendemos que os sofrimentos fazem parte de uma arquitetura universal, de uma lei de Deus. que nos fala de progresso, resgates que temos em outras existências para podermos sair mais libertos desta atual existência. Por isso, pedindo para que possamos ter serenidade em nossos corações, nós queremos te pedir também uma bênção para os nossos familiares, para aquelas pessoas que comungam da nossa intimidade, para aquelas pessoas que comungam e que também gozam do nosso amor mais profundo para que elas possam se sentir em paz, com resignação, coragem e bom ânimo para o enfrentamento das lutas diárias. Dedica, portanto, Senhor, este nosso encontro aos nossos familiares queridos, para que eles possam ter resistência com calma, com serenidade nas vidas que estão vivendo, nas dores que estão
s diárias. Dedica, portanto, Senhor, este nosso encontro aos nossos familiares queridos, para que eles possam ter resistência com calma, com serenidade nas vidas que estão vivendo, nas dores que estão passando e nas dificuldades que estão chegando. Fica conosco hoje e sempre e que assim seja. Muito bem. Livro Episódios Diários. A mensagem é a mensagem 36 chamada Serenidade. Sempre diz assim, Joana de Angângeles: "Todo homem sábio é sereno. A serenidade é conquista que se consegue a esforço pessoal e passo a passo. Pequenos desafios que são superados. Irritação que se faz controlada, desajustes emocionais corrigidos. Vontade bem direcionada. A ambição freada são experiências para aquisição da serenidade. Um espírito sereno já se encontrou consigo próprio, sabendo o que exatamente deseja da vida. A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável para os circunstantes. Inspira confiança, acalma e propõe a afeição. O homem sereno já venceu grande parte da luta. Faz uma pausa a benfeitora Joana e complementa: "Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio. Mantém-te sereno em todas as realizações. A tua paz é moeda arduamente conquistada que não deves atirar fora por motivos irrelevantes. Os tesouros reais de alto valor são aqueles de ordem íntima que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa. Tua serenidade, tua gema preciosa. Faz uma nova pausa e conclui nessa parte final da mensagem. Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança, o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença, mantém-te sereno. O enganador é quem deve estar inquieto e não a sua vítima. Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. No teu círculo familiar ou social, sempre defrontarás com pessoas perturbadas. confusas e agressivas. Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. Constitui em teste a tua paciência e serenidade. Assim, exercita-te com essas situações para mais seguro enfrentares
Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. Constitui em teste a tua paciência e serenidade. Assim, exercita-te com essas situações para mais seguro enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo, sempre, porém, com serenidade. Às vezes é até difícil, digamos, comentar algumas mensagens da benfeitora Joana sem ficar redundante, porque ela consegue ser tão sintética na perspectiva de trazer conteúdos tão complexos e tão profundos em palavras tão objetivas que às vezes eu fico com receio de soar repetitivo e redundante diante das reflexões. E essa é uma mensagem típica desse exemplo que eu tô dizendo. Ela é muito direta, muito coesa, muito bem harmonizada e muito bem concatenada. Por isso que eu sugiro para você, se não tem esse livro, adquire, né? Você tem hoje várias formas de conseguir, né, acesso, por acesso ao livro físico e ajudar a mansão do caminho também, porque no final das contas toda a renda é voltada pra mansão. Mas eu particularmente medito sobre esse livro, né? Eh, sobre outros também. E ele me traz amplitudes, né? Como uma benfeitura escreveu através de mim recentemente, a expansão de consciência envolve em um nível mais elementar a ampliação de conceitos. É preciso ampliar conceitos para poder engrandecer as nossas percepções e assim tentar agir com mais acerto. Nesse sentido proposto pela Ed Virgens, a gente queria pensar que esses livros e esses momentos, eles servem para uma ampliação da dos nossos conceitos e perceber como a benfeitura amplia o conceito sobre o que é sereno, sobre o que é ter calma, o que é ter serenidade. Então, no primeiro ponto, o que que ela vai dizer? Serenidade é uma conquista que se consegue a esforço pessoal e passo a passo. Parece uma coisa simples, mas primeiro entender que calma, tranquilidade, serenidade é uma conquista já é sair de uma visão, por exemplo, de que nós somos fadados à perturbação. Como somos perturbados internamente do ponto de vista porque nós não somos
calma, tranquilidade, serenidade é uma conquista já é sair de uma visão, por exemplo, de que nós somos fadados à perturbação. Como somos perturbados internamente do ponto de vista porque nós não somos perfeitos. Muitas vezes, algumas teorias do mundo nos falam que nós somos fadados à perturbação. Outras teorias que não são mais, digamos assim, do mundo, até são teorias espirituais, elas nos falam de alguma maneira que nós meio que somos criados de forma diferente, assim, existiriam aqueles que são eleitos, né? E os eleitos, então, t a tranquilidade, de certa forma seriam os eh a doutrina da predestinação, né? Existe uma outra visão de que não é bem assim predestinado. Você pode numa conversão adentrar nessa tranquilidade, mas também não deixa de ser um certo privilégio assim, né? Porque a gente então se converte e já tem uma tranquilidade íntima garantida. A visão espírita, ela vai ao encontro do que hoje nós chamamos de saúde mental positiva. Saúde mental positiva engloba a psicologia positiva, engloba a psiquiatria positiva, que vai dizer que não só nós podemos adoecer, como também nós podemos florescer. Não só vale a pena entender como administrar a encrenca e as angústias. para tentar neutralizá-la, mas também como administrar os encantamentos da vida, a gratidão, a felicidade e, portanto, administrar a serenidade. Então essa visão da vida que se assemelha muito aos pioneiros, né, como Víctor Frankel, que eu queria aqui lembrar, Víctor Frankel, ele teve um papel muito importante porque ele vienense naquele momento em que ele nasce, a Viena era um dos um dos centros do mundo, não só da música, mas também de uma escola de medicina, uma escola que começava ali uma nova força na visão do mundo a partir da popularização, da divulgação e da sedimentação da psicanálise com Sigmundo Freud, também com as escolas de Adler, enfim, todas as derivações que ocorreram. Ela era a sede do Império austro-húngaro, né? Então, digamos, era o centro do império austro-húngngaro. Quando vem a Primeira Guerra Mundial,
scolas de Adler, enfim, todas as derivações que ocorreram. Ela era a sede do Império austro-húngaro, né? Então, digamos, era o centro do império austro-húngngaro. Quando vem a Primeira Guerra Mundial, isso isso acaba acontecendo uma grande reviravolta. E de fato, Viena fica bastante eh o império austro-húngngaro fica muito assim eh sai muito enfraquecido, né? Ele sai, digamos, dividido e aí acaba não existindo mais para o entre guerras. Então é esse momento de vida que Víctor Frankel ele está encarnado. Ele vê uma infância num apogeu de um império, passa por uma guerra, vê, portanto, um império sendo, digamos, desintegrado, dividido, desmembrado, o poder também diminuindo ali e depois entra na Segunda Guerra Mundial e ele sofre diretamente e vai sofrendo aos poucos. vai sofrendo aos poucos. Por quê? Porque eles, quando chega a Segunda Guerra Mundial ele já era conhecido, era respeitado, era um médico. Na época a psiquiatria e a neurologia andavam de muito, muito próximos. Era comum você ter um médico que era das duas especialidades, né? Então, o Victor Franco era tanto neurologista quanto psiquiatra. E ao mesmo tempo a psiquiatria não tinha bem remédios, naquele momento, não tinha medicamentos. Então, o tratamento da psiquiatria era basicamente classificar as doenças e a tentativa de tratar pela fala, as psicoterapias. Então o Victor Frankel, ele também adere, né, a, de alguma forma a psicanálise, mas certamente com uma predileção, a visão de Adler, o café onde quase a sua mãe, essa é uma visão verdadeira que ele narra, a sua mãe tem as contrações do nascimento dele num café em Viena que servia para o debate, né, os a as pessoas eh que seguiam Adler e o próprio Adler estavam ali, os adlerianos estavam ali sempre debatendo, etc. Então, ele nasce naquele meio da Viena, eh, com muito com muito um caldo cultural muito grande incluído dentro desse aspecto. E ele também se corresponde muito com segundo Freud, fica famosa a situação em que ele encontra Freud. Em Viena existia e
muito com muito um caldo cultural muito grande incluído dentro desse aspecto. E ele também se corresponde muito com segundo Freud, fica famosa a situação em que ele encontra Freud. Em Viena existia e existe ainda hoje uma certa cultura das das saunas que seriam como se fossem banheiros públicos em que as pessoas é muitas vezes bom para poder se banhar. Às vezes as casas não dependem do tamanho, nem tem banheiro, outras até tm tudo, mas mesmo assim tem essa cultura e na época lá também. Então o o Victor Franco encontra assim, cruza com Segundo Freud, identifica que talvez fosse ele, mas fica na dúvida, porque veja, eh não tínhamos assim o a a imagem tão divulgada como nos dias de hoje, né? Então quando ele cruza, ele fica assim achando que é o signo do Freud, mas vai seguindo Freud e ele fala: "Bem, se Freud entrar em tal rua e entrar em tal número, que era o número da casa de Freud, eu vou perguntar para ele. E quando ele vê, vai seguindo ali Freud, sem saber que era Freud, ele era ainda um jovem, né? Ele vai e quando Freud vai entrar na casa do número 19, ele então tem certeza que é Freud e então aborda Freud. E quando ele aborda Freud e o Victor Frankel vai dizer assim que ele pensou que ia ficar que o Freud ficaria com raiva, algo do tipo. Mas curiosamente o Freud respondeu o endereço da casa de Victor Frankel. E o Victor Frankel falou: "Sim, sou eu." Por que o Sigmund de Freud falava? Porque o Victor Frankel havia enviado várias cartas para Freud. Então eles haviam se respondido muito tempo e o Freud era tanta tanta carta que o Freud já havia decorado o endereço da casa desse jovem chamado Victor Frankel. Então havia uma relação de admiração de Víctor Frankel em relação a sigo do Freud. Houve ali um estreitamento de trocas de cartas, etc. E, infelizmente, por conta da Segunda Guerra Mundial em que os pertences judeus foram dizimados, também essa vasta correspondência entre Victor Frankel e Sigmund Freud foi perdida. Mas o Frankel, ele vai ter uma visão completamente diferente de Sigmundo
em que os pertences judeus foram dizimados, também essa vasta correspondência entre Victor Frankel e Sigmund Freud foi perdida. Mas o Frankel, ele vai ter uma visão completamente diferente de Sigmundo Freud, quando ele vai dizer assim, Freud vai dizer que nós somos muito parecidos do ponto de vista da das perturbações. Não é bem assim que Freud tá dizendo, mas resumidamente é isso. E a gente poderia ver como nós somos perturbados quando, por exemplo, tivéssemos em uma situação de muito desespero, em uma situação de sobrevivência. Então, no momento em que a gente tivesse só sobrevivendo, a gente se igualaria do ponto de vista das nossas perturbações. Então, não deixa de ser uma visão pessimista do ser humano. O Victor Frankel rebatendo isso disso no campo de concentração, porque depois o Victor Frank ele se desgarra, afunda sua própria visão, né? uma nova força vienense da psicologia, a logoterapia, a análise existencial, a terapia do sentido. Ele vai dizer que era fácil para Freud teorizar isso no conforto de uma apartamento, eh, é confortável, né? Bastante confortável. Era fácil dizer isso, atendendo pessoas, digamos assim, com muito dinheiro e, porém, era muito falho essa observação, porque se ele estivesse dentro do campo de concentração, como ele próprio, Víctor Franquel esteve, ele poderia afirmar, como Víctor Frankel afirma, que no momento de desespero, no momento de angústia, no momento de sobrevivência, as pessoas não se igualam na perturbação. Ao contrário, aí é que as pessoas se diferenciam mais ainda. Aqueles que são, entre aspas, santos ficam mais santos. E aqueles que são demônios ficam mais demônios. Ou seja, aqueles que já estão com uma certa iluminação, se iluminam mais porque encontram as existências onde nem imaginavam que tinham. A fraternidade que existiu entre os companheiros judeus, aqueles que conseguiram sobreviver e ajudaram um ao outro na sobrevivência. a solidariedade em meio ao campo de concentração. Então, Víctor Franco vai dizer que se Freud estivesse
companheiros judeus, aqueles que conseguiram sobreviver e ajudaram um ao outro na sobrevivência. a solidariedade em meio ao campo de concentração. Então, Víctor Franco vai dizer que se Freud estivesse no campo de concentração como ele esteve, ele ia perceber como estava errada essa teoria de que no momento de de sobrevivência do campo de concentração, as pessoas não se igualam na perturbação, ao contrário, elas se diferenciam mais ainda. aqueles que já estavam muito perturbados, às vezes se perturbam mais ainda e são capazes de atos atrozes, como por exemplo, os judeus, que eram como se fossem traías dos próprios judeus servindo ao nazismo, que eram até descritos como sendo piores do que os nazistas. Mas outros judeus se ajudando e outras minorias se ajudando e o próprio Victor Frankel encontrando forças de resistência, como por exemplo, uma cena linda descrita por ele, seu pai, agora também preso no campo de concentração. De alguma forma ele não sabe dizer, mas tem acesso ele, Victor Frankel, ao ampola de morfina e o seu pai estava no estágio terminal com muita dor. que ele consegue com essa ampola de morfina ir ao encontro do seu pai nos subterrâneos ali dos campos de concentração e consegue dar o medicamento para que o pai pudesse ter uma morte, uma desencarnação mais tranquila, sem dor. E o pai dele então olha que era um judeu convicto, olha para Víctor Fran e mais uma vez fala: "Tudo em nome de Deus, eu sigo a vontade de Deus. Eu me submeto à vontade de Deus. Então, de alguma forma, entender que o ser humano, nos momentos difíceis, é capaz de encontrar uma solução que não seja perturbada ou perturbadora, é afirmar a grandiosidade do ser humano e, portanto, é afirmar que aquilo que nós não temos de bom, nós podemos conquistar. E a serenidade é uma conquista nessa perspectiva também falada por Victor Frankel. Uma repórter depois perguntou para Victor Frankel: "Como é que podemos encontrar um sentido de vida em meio à dor, em meio ao sofrimento?" se esquecendo que ele próprio, Victor
ada por Victor Frankel. Uma repórter depois perguntou para Victor Frankel: "Como é que podemos encontrar um sentido de vida em meio à dor, em meio ao sofrimento?" se esquecendo que ele próprio, Victor Frankel, encontrou um sentido de vida muito profundo, porque sofreu muito. Vctor Frankel sofreu muito no campo de concentração. A sua esposa eh morreu, o seu filho, ele dedica um dos seus um dos seus livros ao ao filho que não nasceu e bota lá os dois nomes que o filho, se fosse menina, se fosse menino, teria. Quando ele sai do campo de concentração, ele sai feliz, mas quando ele vai para sua casa e descobre que a sua família não estava mais viva, ele sente uma profunda tristeza, se sente sem pertencer a nenhum local. No final da existência, Victor Franel perde a visão e uma amiga dele chega perto sem saber o que dizer. O que é que eu posso falar para consolar? Ele já um senhor de idade, ele era mais baixo, uma compleão tanto quanto mais frágil. Ele então ele então mira, veja que coisa curiosa, sem olhar, ele olha na alma da amiga, sem a amiga falar nada, ele fala assim: "Não fique com pena, não tem por ficar assim. Eu já vi muito, eu já vi tanta beleza da vida, eu sou tão grato a Deus, porque aí ele estava totalmente afirmando, né, na sua vida boa parte da vida, ele afirma a presença de Deus. E ele então diz: "Eu já vi tanta coisa, tantas coisas belas." E não fala só da tristeza que viu, tantas coisas belas que eu estou tranquilo, eu estou em paz, eu estou grato, não pelo que eu não vou ver mais, e sim pelo que eu já vi de bom e de bonito. Então ele responde a repórter: "Deixe-me dizer uma nova definição sobre o desespero. O desespero é a presença do sofrimento na ausência do sentido. Quando nós não temos um sentido de vida, nós então estamos no sofrimento e nos quedamos desesperados. O desespero é a presença do sofrimento na ausência do sentido. Quando temos um sentido de vida, quando temos um propósito de vida, vem um sofrimento. Mas nós não ficamos desesperados,
os desesperados. O desespero é a presença do sofrimento na ausência do sentido. Quando temos um sentido de vida, quando temos um propósito de vida, vem um sofrimento. Mas nós não ficamos desesperados, ficamos com serenidade. Porque nós não estamos desesperados, nós não somos capazes das maiores atrocidades. Então, nesse sentido, a teoria materialista de Freud está em total eh desconexão com a realidade humana, porque a teoria dele conseguiu ver muito bem, mas só uma parcela da realidade humana, que é a parcela do desespero. Quando a sobrevivência, vai dizer ele, na sobrevivência, as pessoas se igualam na perturbação, se igualam no desespero e o Víctor Frankel vai afirmar e ele próprio vai ser o exemplo de que é o contrário, porque conquistando a serenidade, incluindo Deus, ele não tinha essa visão também de predestinação. Ele não tinha essa visão do eleito, apesar de um povo judeu, que às vezes a gente pode encontrar também essa perspectiva, mas isso também todas as religiões, a perspectiva de que, ah, eu sou privilegiado, ah, eu sou eleito e, portanto, eu estou salvo, eu estou protegido. Na realidade ele vai dizer que o objetivo, o propósito de vida não é algo que vem assim como uma resposta muito pronta, mas algo que é buscado, que deve ser procurado como algo muito profundo. E é por isso que a benfeitora vai logo depois dizer que a serenidade, afirmando que a serenidade é conquistada e conquistada devagar, passo a passo, ela vai dizer: "Aquele espírito que é que sabe o que quer da vida, fica mais fácil de obter serenidade." Então é a mesma palavra do Víctor Frankel, só que com outras visões. Por isso que ela cita bastante Victor Frankel, porque ela tem a percepção da importância da vida e da obra de Victor Frankel. Ela cita na sua série psicológica algumas vezes. O próprio Divaldo me falou mais de uma vez sobre e a importância do vienense Victor Frankel. E ela está aqui confirmando o que Víctor Frankel pode dizer. A o desespero é a presença do sofrimento na ausência do
Divaldo me falou mais de uma vez sobre e a importância do vienense Victor Frankel. E ela está aqui confirmando o que Víctor Frankel pode dizer. A o desespero é a presença do sofrimento na ausência do sentido. A Juna diz, quando o ser tem um sentido de vida e sabe qual é o seu propósito de vida, ele consegue ter mais serenidade. Por quê? Porque ele sabe que aquele sofrimento vem para alguma situação maior. E qual é a situação maior? Na doutrina espírita a gente fala da reencarnação, do resgate, né, das expiações, do aprendizado a partir das provações, da ampliação da tarefa a partir das missões. Mas independente disso, independente de ser prova, de ser expiação, de ser missão, a grande questão é que tudo que nós passamos, nós passamos para aumentar o nosso leque de experiência, para podermos evoluir. Então, ninguém pode evoluir sem aprender. Começo com o que a benfeitura Ed Virgens me propôs recentemente. Para ser preciso ontem, para haver uma expansão de consciência, minimamente é preciso haver uma ampliação de conceitos. Com o conceito ampliado, a nossa percepção se dilata e demos a possibilidade de agir com mais acerto. Nesse sentido, como é que eu vou aprender paciência se eu não sou desafiado na minha paciência? Como é que eu vou aprender resignação se eu não vou passar por uma experiência em que a resignação é me convidada a ser acionada? Como é que eu vou aprender medicina se eu não estudo medicina? E como é que eu vou aprender a ser médico se eu não atendo pessoas? Para aprender alguma coisa, eu preciso passar pela experiência. Então, sim, a modernidade ela traz uma verdade que é a verdade das experiências. Quantas vezes você não vê isso? Ah, importante a experiência. E os americanos são, digamos assim, experto nisso. Você vê que grandes parques de diversões deles são os parques que vendem a experiência, a pessoa tem a experiência da adrenalina. Mas é uma verdade parcial. Por quê? Porque a experiência da não adrenalina, digamos assim, ou seja, a experiência da serenidade, a experiência
a experiência, a pessoa tem a experiência da adrenalina. Mas é uma verdade parcial. Por quê? Porque a experiência da não adrenalina, digamos assim, ou seja, a experiência da serenidade, a experiência que não é a aventura física, mas a aventura emocional, a aventura espiritual, a gente às vezes esquece. Porque do ponto de vista da experiência espiritual, nós não podemos e não temos como comprar a experiência como compramos em um parque de diversão. Ninguém evolui fazendo turismo espiritual, a não ser se esse turismo se introjetar dentro da pessoa e mudar a perspectiva de vida da pessoa. Então, a serenidade é uma conquista que vai sendo feita passo a passo a partir da execução dos valores que nós estamos aprendendo e só podemos aprender pela experiência. Experiência, portanto, é a grande meta da nossa existência. Não, a meta não é necessariamente ver se é resgate expiatório, se é uma questão provacional. A meta é aprendermos e termos experiência na nossa vida. Então, dito isso, Jana de Anângeles completa. A tua paz é moeda que é conquistada com dificuldade, arduamente conquistada. E por isso tu não deves atirar fora por motivos irrelevantes. Então agora ela aciona a nossa inteligência. Alguns pontos aqui a a gente vai ela você vai ver que ela vai acionar a nossa inteligência. Ora, foi tão difícil você chegar onde chegou. Você tá com mais paz hoje do que ontem. Foi tão difícil estar a paz que tá hoje. Porque se você tá buscando o espiritismo, está buscando o espiritualismo, está vendo esse vídeo, é porque você está buscando algo. Então, certamente hoje, né, nesses momentos, você está com mais serenidade do que esteve já no passado. Por isso que você tá buscando essa visão consoladora. Foi tão difícil chegar onde você chegou. Não é inteligente da sua parte. Não é inteligente da minha parte. perder isso, jogar fora isso tão facilmente. Porque no final das contas, segundo argumento para acionar a nossa inteligência, o enganador, aquela pessoa que tira paz dos outros é quem deve ficar inquieto. E
isso, jogar fora isso tão facilmente. Porque no final das contas, segundo argumento para acionar a nossa inteligência, o enganador, aquela pessoa que tira paz dos outros é quem deve ficar inquieto. E não você, não você que não está tirando a paz dos outros. Porque realmente, como dizia Divaldo várias vezes em suas palestras, realmente o mal que me faz mal é o mal que eu faço. Não é o mal que me fazem, porque o mal que eu faço me torna um homem mal, ou seja, me torna uma pessoa inquieta, uma pessoa desesperada, porque o mal não tem sentido. O mal não traz um significado. Fazer o mal não traz um sentido pra nossa vida. pode trazer um sentido temporário, um objetivo, mas é um objetivo destituído de sentido espiritual, portanto, é um objetivo sem sentido. E se é um objetivo sem sentido, é um objetivo sem paz. E se é um objetivo sem paz, é um objetivo que não nos nos tranquiliza, nos deixa inquieto, inquietos. Então, o mal que eu faço é que me torna intranquilo, que me torna perturbado, é que me torna inquieto. O mal que me fazem só pode tirar a minha paz se eu deixo na perspectiva de que, terceiro argumento inteligente de Joana, nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. Ela é inteligente e nos aciona nossa inteligência. Você é um espírito sábio. Então não é que ela tá dizendo que você não vai sentir o golpe. Se é uma batalha, você vai sentir o golpe. Não é que Víctor Franco não senti o golpe, não é que ele tá dizendo que o sofrimento não dói. Ele tá dizendo que o sofrimento dói. É sofrimento. Mas o sofrimento só tem a capacidade de de nos desesperar e tirar a nossa serenidade se nós não temos um propósito de vida. Mesmo que nos inquiete, mesmo que nos deixe intranquilos, perceba a perspectiva de Victor Frankel e daqueles, a maior parte dos sobreviventes do holocausto, eles não demonstravam todas as suas emoções para os nazistas, muito menos para os eh judeus que eram funcionários dos nazistas. A a gente não pode demonstrar, né? Não é inteligente.
tes do holocausto, eles não demonstravam todas as suas emoções para os nazistas, muito menos para os eh judeus que eram funcionários dos nazistas. A a gente não pode demonstrar, né? Não é inteligente. Você pode, mas não é inteligente de sua parte, nem de minha parte, demonstrar o golpe sofrido justamente para o inimigo que quer nos perturbar mais ainda. Nunca se permitas demonstrar que foste atingido pelo pertado maldade alheia. Ela não tá dizendo que não, você não vai sentir nada. Nunca te permitas demonstrar em silêncio. Porque às vezes a gente demonstra, né, falando mal demais ou demonstra assim, utilizando nossos espaços de fala para perturbação. Não, vamos. A proposta é diferente. A gente pode compartilhar num espaço adequado, né? Se você for católico no confessionário, se você foi evangélico conversando com o pastor, se você fori espírita procurando o líder espírita que tá equilibrado para você desabafar, conversar, né? Eh, independente da tua religião, procurar um profissional, ali são os espaços para poder demonstrar, mas não demonstrar justamente para o agressor, entendeu? Porque tudo isso constitui teste, a tua paciência e a tua serenidade. Exercita-te com essas situações para mais seguro, porque é isso, a gente vai ficando mais seguro para enfrentar novos desafios e novos testemunhos, porque não tem como você evoluir, né? Se você vai, eu quero dar o passo X, se eu não der o passo anterior, mas esse passo daqui me existe muito mais paciência. Veja, só dá para eu fazer o doutorado se eu tiver o mestrado ou então se eu mostrar que eu sei o conteúdo do mestrado a partir de uma publicação, que eu quero dizer, só dá para fazer uma publicação científica maior se eu fizer uma menor. Então vai ser no passo a passo. Como é que eu quero evoluir e chegar ao encontro de Jesus se eu não fizer primeiro o treino básico? Então, tudo que nós passamos é uma experiência, uma experiência não desesperadora, uma experiência até sofredora, mas uma experiência que nos convida à evolução.
eu não fizer primeiro o treino básico? Então, tudo que nós passamos é uma experiência, uma experiência não desesperadora, uma experiência até sofredora, mas uma experiência que nos convida à evolução. Víctor Franquel entra pela porta da faculdade de medicina, digamos duas vezes. a primeira, porque ele estava lá desejoso de ser médico, feliz porque estava entrando na faculdade de medicina. E a segunda, porque o nazismo transformou justamente a faculdade de medicina naquele dia em um espaço em que todos os judeus, né, foram convocados para poder irem e ali partiram para os campos de concentração. Então, é como se Victor Frank eu tivesse entrado duas vezes na porta da medicina. Uma para se graduar no diploma e outra para se graduar na vida. O campo de concentração às vezes é a nossa vida, a nossa vida, a nossa existência, às vezes é um campo de concentração. Porque diz respeito às consequências, como o próprio Víctor Frankel, certamente uma expiação no campo de concentração, nas perdas que teve. na cegueira que terminou a vida, muitas dores, mas uma expiação que se transformou em missão, um verdadeiro missionário da psicologia, da psiquiatria e sobretudo do amor exemplificado e do sentido de vida. o primeiro e grande autor que falou sobre propósito de vida e que viveu esse propósito de vida e que tem toda a autoridade espiritual para poder nos ensinar a não nos desesperarmos e sim encontrar serenidade mesmo nas situações mais adversas da nossa existência. Serenidade conclui a benfeitura sempre, cada passo com serenidade. É para isso que então nós fechamos os olhos em oração, recordando os teus passos seguros, Mestre Jesus, te pedimos, tranquiliza o nosso coração. Há muito mérito também quando nós percebemos as nossas limitações e oramos, como recomendou Allan Kardec, uma oração não só para obter, uma oração não só para agradecer, uma oração também para tentar conseguir aqueles valores morais, aqueles valores íntimos que nós desejamos, mas ainda não conseguimos. Desejamos essa serenidade
obter, uma oração não só para agradecer, uma oração também para tentar conseguir aqueles valores morais, aqueles valores íntimos que nós desejamos, mas ainda não conseguimos. Desejamos essa serenidade maior. Não conseguimos ainda tê-la por completo. Mas desejosos que estamos, aqui te pedimos, aumenta, amplia a nossa consciência, dilata a nossa percepção espiritual para podermos entender o sentido maior da nossa existência e assim nos quedarmos tranquilos e em paz. Que assim seja, Senhor О.
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