Esquina de pedra | Stela Martins | 14.09.25

Conecta Espiritismo TV 15/09/2025 (há 6 meses) 53:35 11 visualizações 4 curtidas

Essa série de lives tem por objetivo principal divulgar a obra “A esquina de pedra” e seu autor, Wallace Leal V. Rodrigues. O livro aborda a história do cristianismo primitivo e a formação do catolicismo, com capítulos que se assemelham a crônicas poéticas, explorando temas como a fé, a caridade e a transformação moral. Wallace Leal Valentim Rodrigues, autodidata, foi ator e diretor de teatro, diretor de cinema, escritor, jornalista tendo atuado durante 25 anos na Casa Editora o Clarim como continuador da obra de seu fundador, Cairbar Schutel. Conheça a trajetória inspiradora desse espírito no documentário WALLACE LEAL – PODERES DO ESPÍRITO (Márcia Tamia | Zé Henrique Martiniano) https://youtu.be/pwItf50t0fg?si=D2qw3eQpXZMVXeyo #espiritismo, #doutrinaespírita, #allankardec, #reencarnação, #mediunidade, #evoluçãoespiritual, #vidaapósamorte, #cristianismoprimitivo, #esquinadepedra

Transcrição

เฮ О. Titânicos que eu às vezes na terra empreendia, nos vastos campos da psicologia, buscava as almas, seres inorgânicos. Nas lágrimas, nos risos e nos pânicos, nos distúrbios sutis da hipocondria. Boa noite. Boa noite, gente linda. Sejam todos muito bem-vindos a mais um encontro pra gente refletir a respeito da obra A Esquina de Pedra de autoria do Alace Leal Rodrigues. Estudo que a gente já vem trazendo há algum tempo. Nós já estamos Nossa, não olhei aqui, né? Mas nós já andamos bastante. Nós vamos andar mais. Nós vamos trocar até de capítulo hoje. Puxa vida, depois eu vou olhar direito, mas nós já estamos aqui nos encontrando alguns domingos para ler essa obra maravilhosa que nos traz em forma de romance, um período em que o cristianismo primitivo, como a gente gosta de chamar atualmente, o o cristianismo primitivo vai sendo transformado em catolicismo. E e nós temos acompanhado essa história. Nós estamos começando, né, porque nós estamos ainda no capítulo cinco, nós estamos acompanhando a história de Gala, que é a nossa personagem principal, uma das das encarnações do Alace Leal e ela vai acompanhar também, ela está envolvida ali, ela vive esse período eh de mudança ali nas diretrizes, né, do império romano, que já passou por vários períodos, desde a crucificação de Jesus até este momento, por vários, até o momento em que Gala está encarnada, passa o os cristãos passam por vários períodos de perseguição e também por períodos outros de calmaria, de tranquilidade. Eh, nós estamos num desses períodos, né? Gala está nos contando de de um desses períodos, embora ela tenha vivido também momentos mais eh violentos, né, nessa sua encarnação mesmo. Seu pai foi eh morto por ser cristão, por ser seguidor de Jesus, né, ou um seguidor do caminho, como eles chamavam naquela época. E por um motivo não menos violento, né, não menos eh que hoje para nós não tem um pingo de sentido, o avô teve a a língua cortada eh durante uma discussão por cobrança de impostos. Então ali tem uma história, é um período

enos violento, né, não menos eh que hoje para nós não tem um pingo de sentido, o avô teve a a língua cortada eh durante uma discussão por cobrança de impostos. Então ali tem uma história, é um período bastante violento, né, da nossa história, mais um período violento da nossa história como humanos no planeta Terra. Nós estamos numa fase do livro em que a ao contrário lá do seu começo, não há muitas coisas a serem mostradas para vocês, porque Gala está nos contando muito dos seus sentimentos, dos sentimentos que ela percebia da mãe, do avô, do irmão. Então, nós vamos falar aqui, eu vou pedir a vocês que para acompanharem de uma forma mais interessante a leitura da desse do final do quinto capítulo e começo do sexto capítulo, que vocês tentem eh imaginar realmente o que tá sendo dito no livro para sentirem essas emoções, porque é o que vai agora nos fazer continuar intrigados com essa história. envolvidos pela narração, pela narrativa do ala leal, é justamente nos conectarmos a esses sentimentos eh que nós vamos acompanhar hoje, certo? Não temos aqui muito slide nem muitas novidades a serem contadas, mas a emoção vai estar muito presente eh o tempo todo. Então, vamos lá. aqui ainda tá. Desculpa, eu acabei. Ah, já foi. A gente já falou aqui. Nós terminamos a nossa, o nosso encontro de domingo passado com a mãe da gala dizendo ao sogro, né, que acho que é sogro dele, dela. Ela diz assim: "Não fiques triste", diz pro avô, "Não fique tristes, não. Não fique triste. Não fiques triste. Nascemos, morremos e tornamos a nascer, não é? Pois de cada vez lutaremos um pouco. O campo de batalha nunca estará assim desguarnecido. Desanimas de lutar?" E aí o o avô da gala balança a cabeça dizendo que não. Então é cada um ficar bem firme em seu posto. A mãe da Gala estava falando sobre a notícia que eles tinham tido um pouco antes, do abandono dos cristãos de várias regiões ali próximas a eles, eh, numa disputa que existia ali naquela época. Para quem tá acompanhando, essa já é uma uma história já que a gente já

um pouco antes, do abandono dos cristãos de várias regiões ali próximas a eles, eh, numa disputa que existia ali naquela época. Para quem tá acompanhando, essa já é uma uma história já que a gente já entendeu bem. Era uma disputa que existia na época. Arrios e Alexandre de Alexandria. Alexandre dizendo que Jesus era Deus ou era uma figura divina, portanto era Deus. E Ários ou Ários dizendo que não, que Jesus era filho de Deus e não o próprio Deus. E para a família de Gala e para os os cristãos mais próximos eh do cristianismo primitivo, era muito evidente que Jesus não era Deus. Mas o movimento nos grandes centros, no nos nos centros urbanos, né, se podemos chamá-los assim, mas nas nas vilas maiores ou nas cidades mesmo, n nos centros urbanos da época, em que as igrejas que eram chamadas de eclésias existi era essas eclésias já eram eh bastante numerosas ou com número muito grande de seguidores, havia uma tendência se considerar que Jesus e Deus eram a mesma coisa, o mesmo espírito, a mesma entidade, né? Então eles ficaram muito tristes em saber que este conhecimento e outros hábitos que eram comuns aos cristãos, nós vamos falar de um deles aí um pouco mais à frente hoje, mas eles estavam muito tristes porque os cristãos estavam deixando os ensinamentos passados pelos apóstolos em todos os as suas cartas, os seus escritos, né? e que eles ficavam lá tão preocupados em multiplicar, em reescrever e etc. Eles ficaram muito tristes, tanto o pai da a mãe da gala quanto o avô dela. Era disso que nós foi assim que nós terminamos a nossa a nossa mens a nossa o nosso encontro de ontem. Desculpa, esqueci de falar boa noite aqui pro pessoal. Oi, Olga, boa noite querida. Nivalci, boa noite. Boa noite, Ângela querida. Boa noite para Rosiane também. Mas vamos lá estudar. Ginalva, bom dia, querida. Rosângela, boa noite, meu bem. Ângela Lúcia Araújo, boa noite. Enfim, hoje estou aqui online. Ah, que bom, querida. Eu fico muito contente com isso. Maria das Graças, boa noite, meu bem. Então,

erida. Rosângela, boa noite, meu bem. Ângela Lúcia Araújo, boa noite. Enfim, hoje estou aqui online. Ah, que bom, querida. Eu fico muito contente com isso. Maria das Graças, boa noite, meu bem. Então, vamos lá. Terezinha, chegou, chegou. Nós estávamos juntas agora a pouco também, né, Terezinha? No Presis. Que bom. Então, vamos lá paraa nossa leitura de hoje. Acho que tá bom, né? Tá dando para ler aí, né? Porque eu sei que várias pessoas não têm o livro. Então, eh, Gala continua sua narrativa. Abri a janela ao lado de meu leito e fiquei a olhar para fora. De longe chegavam os latidos alegres de corona e eu calculava pela intensidade do som que Cirilo acompanhara Filotemo até bem além do vale. No fundo de meus pensamentos, havia um substrato de tristeza antecipando uma dor maior que estaria por chegar. É, é interessante, né? Não sei vocês, mas eh eu sempre que que leio essas eh esse texto da da gala, esses sentimentos da gala, eh me lembro perfeitamente desses mesmos sentimentos quando eu era adolescente, pré-adolescente, que tinha essa essa dor, essa angústia, que a gente não sabia muito bem da onde vinha, né? E que a gente não tinha na época com quem conversar, né? Se eu não tinha, eu que tô com 60 anos, imagina, coitada da gala, né? Ela vai falar mais sobre isso adiante. As reservas de minha mocidade agitavam-se desinquietas entre vagas melancolias, preparando o íntimo lugar para o amor. E só por isso eu olhava pensativamente as distâncias. O ar e do horizonte das steps fitava face a face a noite imperscrutável e parecia esperar. A gente fica esperando, né, esperando o futuro chegar. Fazia-me perguntas que eu mesma não podia responder. Transmutavam-se o corpo, transmutavam-se o corpo e a alma. Inconscientemente eu dizia adeus aos tranquilos dias de minha infância. Quem nunca, né, olhando para trás viu que já tinha esse olhar mesmo, né? Olha, tá acabando aqui minha infância, eu tô virando outra pessoa, né? Quem sou eu? Quem sou esse que ou essa que começa a surgir?

m nunca, né, olhando para trás viu que já tinha esse olhar mesmo, né? Olha, tá acabando aqui minha infância, eu tô virando outra pessoa, né? Quem sou eu? Quem sou esse que ou essa que começa a surgir? A direção da brisa se modificou e veio uma frescura leve e úmida. a diluir evaporação do rio. Voltei-me para o interior. A candeia ardia em meio à sala vazia. Olhei quantas vezes a gente fala da candeia, né? Quanta a gente fala tanto da candeia estudando evangelho. E aqui ela aparece como uma palavra tão comum para ela, não é? A candeia ardia em meio à sala vazia. Olhei as paredes e o teto da casa. Era tudo mais ou menos desforme da cor da terra, das colinas, da cor das steps. Eu própria era daquela cor. Estendi o braço para perto da parede e confrontei a tonalidade. Então, rápido como um estilete, um fio de luar picou minha mão. Era claro e brilhante, levemente azul. Tive um inocente desejo de banhar nele o meu rosto rosto e isso fiz abaixando-me levemente. Ele desceu-me pela fronte e as maçãs do rosto, escorregou-me dos lábios para o pescoço e aquele jogo inconsequente teve a força de me fazer sentir mulher pela primeira vez. Por quê? Eu me perguntei ofegante e surpreendida. Eu não sabia. Tudo aconteceu há muito tempo e disso se constituiu a minha mocidade, de pequenos en leios sensuais e pagãos como aquele e de apaixonados frêmitos de fé. Eu esperava alguém, embora sem saber, e a cada dia meu coração se abria um pouco mais para que ele pudesse entrar. Quando Cirilo entrou, eu refaz as tranças para me deitar. Ele fechou a porta e puxou a divisão móvel, que feita de juncos e couros de cabra, dividiu o aposento entre nós dois. Tive vontade de falar-lhe, mas o receio de que viesse a perceber as minhas indecisões silenciou-me. Tomou a candeia e entrou para os fundos da casa. Deitei-me. Algum tempo depois, ouviu penetrando no corral para a última inspeção da noite. Corona rosnou várias vezes. Um ligeiro rebuliço arrancou balidos sonolentos às ovelhas. Aqueles ruídos familiares fizeram-me

m tempo depois, ouviu penetrando no corral para a última inspeção da noite. Corona rosnou várias vezes. Um ligeiro rebuliço arrancou balidos sonolentos às ovelhas. Aqueles ruídos familiares fizeram-me bem. Eles relacionavam-me com meu pai morto, com meu irmão, mamãe, vovô, com a fiel amiga canina, mesmo com os carneiros e cabras que nas noites do inverno partilhavam conosco o seu calor. Então, essas situações tão tão simples, né? Eh, eh, às vezes a gente trata essas essas situações como se elas fossem algo tão tão banal, mas elas podem assim num determinado momento acordar lembranças que estavam lá guardadinhas, escondidinhas, né? E isso acontece com bastante com bastante frequência, não é incomum. A gente sabe que aquilo já aconteceu, que a gente já viveu aquilo, só não sabe direito como, ou então traz lembrança, parece que uma saudade de alguma coisa que a gente não sabe muito bem o que é. E pode ser, veja bem, pode ser realmente uma lembrança de uma vida passada, como pode ser também uma ansiedade, essa esse sentimento meio angustiante de que a partir dali algo vai mudar. Alguma coisa vai acontecer, a nossa vida está mudando. Isso a gente não sente só na adolescência, não é mesmo? Na juventude, na vida adulta e agora na envelhecência, não é? A gente vai percebendo quais são os momentos que a nossa vida vai mudando. E é disso um pouco que Gala tá falando com a gente. E é interessante a gente prestar atenção nesses momentos, não é? Eram sons antigos que faziam parte de todos os meus dias de vida, como o rio, a noite, as colinas. Tudo aquilo dava-me a certeza de existir. Era como que uma tácita garantia baseada no perfeito processo de identificação. Orei. Cirilo voltou e deitou-se. Fiquei ao olhar a penumbra alfinetada de luar e depois o sono roubou meus pensamentos. Pronto, agora nós vamos mudar de capítulo. Estamos indo para o nosso capítulo seis. De manhã, muito cedo, eu ajudava. Nossa, que susto. Isso porque eu pedi para mudar a ferramenta de lugar para ela não

ronto, agora nós vamos mudar de capítulo. Estamos indo para o nosso capítulo seis. De manhã, muito cedo, eu ajudava. Nossa, que susto. Isso porque eu pedi para mudar a ferramenta de lugar para ela não cair com o vento. Foi exatamente o que aconteceu agora. O vento derrubou a ferramenta. Quase morri aqui de susto, gente. Bom, vamos lá. Eu queria que vocês prestassem atenção agora. Porque é importante eh a gente para entender os comportamentos que vão se seguir nos próximos no Ele riu, né, Rosângela? Você achou engraçado, né? Eh, pra gente entender muito do que vai acontecer adiante, é preciso tomar, ter cuidado, ter atenção a esses pequenos detalhes, porque vocês vão ver qual é a rotina da família, né? Do o que que eles faziam, do que que eles viviam. pra gente poder entender o que acontece lá adiante e muitas vezes fazer eh uma relação com as nossas condições nas nossas encarnações. Então, nós não vamos nascer em todas as nossas encarnações utilizando todos os conhecimentos que nós temos. E a gente vai poder dar uma uma refletida sobre isso durante esses capítulos do os próximos capítulos do livro também. De manhã, muito cedo, eu ajudava minha mãe a ordenhar as cabras e as ovelhas, ali mesmo na divisão especial, em que passavam a noite, separadas de suas crias. Depois íamos soltando-as para o meio do rebanho entre berros e marradas, ou ansioso balir das crias esfomeadas. Em seguida, a isso, a família se dividia. O leite se transformava na tarefa diária de mamãe. Cirilo e vovô desciam para trabalhar nossa pequena plantação e acionar a nora. Eu tentei encontrar que que significava essa nora, porque que eles acionam a nora, que não tem nora, não tem. O Cirilo não é casado com ninguém. Então, a nora, no sentido que a gente conhece, não se encaixa aqui nessa frase. Cirilo era solteiro e dorm ele dormia numa pedaço da gruta lá que eles chamavam de casa e a gala no outro. Então, né, não tem nora aqui. A nora, pelo que ela tá falando, parece uma ferramenta, uma coisa assim, mas não

ro e dorm ele dormia numa pedaço da gruta lá que eles chamavam de casa e a gala no outro. Então, né, não tem nora aqui. A nora, pelo que ela tá falando, parece uma ferramenta, uma coisa assim, mas não achei. Se vocês acharem, compartilhem comigo. Para de piscar, dona lâmpada. Obrigada. Eu partia para o pastoreio, mas só depois do solino, quando entregava o rebanho aos cuidados de corona e voltava para a segunda refeição do dia, é que me orientava para mais longe, trocando de pastagens e dando tempo para que neste ou naquele ponto a erva raquítica engrossasse. Então ela deixava as as cabras por conta da cachorra, voltava para casa, almoçava, né, comia alguma coisa. O almoço deles é uma coisa muito frugal em relação ao que a gente conhece como almoço, viu, gente? Muito, muito. Depois ela voltava, pegava as cabras e levava para outros lugares mais longe, né? Naquela manhã, porém, Cirilo e Vovô tinham recolhido quatro das nossas cabras mais mansas e as atrelavam ao plostelum ou plelum, eh, pequeno carro no qual transportávamos as nossas cargas. O jugum, aí eu parei, né, porque eu precisava descobrir que que é o jugum. Jugum, no contexto do Império Romano, refere-se ao juerum. uma unidade de área equivalente a um retângulo de 240 pés romanos por 120 pés utilizado para medir a terra. Para ser mais claro para vocês, isso é uma medida agrária. Quer dizer, era o pedaço de terra que a família dela tinha, né? É isso que o jugum, o jugum já tinha sido arrestado e assim mandávamos, olha só que bacana, que legal, mandávamos pequenas sobras à dispensa comunal da eclésia. É, foi isso que eu falei para vocês, né? Na comunidade cristã de Sebastes, desconhecia-se o sentido estreito e rígido da propriedade. Eles viviam de uma forma, deixa eu ver aqui os comentários, eles viviam de uma forma muito simples, mas muito coletiva, né? consenso coletivo para a comunidade. Isso é muito interessante. É uma vida muito simples que eles não julgam ser sofrida. Eles não falam que é uma vida sofrida. Ele o

simples, mas muito coletiva, né? consenso coletivo para a comunidade. Isso é muito interessante. É uma vida muito simples que eles não julgam ser sofrida. Eles não falam que é uma vida sofrida. Ele o o sofrimento que ela mostra não é o sofrimento por conta das condições de alimentação, por exemplo, de não dispor de roupa, esse tipo de coisa. Até agora ela não falou sobre isso. Ela fala de sofrimentos que t relação com a a vida entre eles, né? Sofrimentos causados pelas relações interpessoais. Na jovialidade, o nosso coraçãozinho fica muito aberto. Confundimos as paixões com amor, a as a curiosidade de quem somos, as coisas novas, as emoções, onde tudo é belo enquanto nos beneficia. Exatamente, querida. É isso. Deve ser nome de objetos daquela época. Pois é, mas eu fiquei procurando que nem uma louca aqui para ver se eu achava por que eles foram acionar a nora. E não achei, gente. Não achei. Quando não nos chega como resposta, choramos e não aceitamos. Quando crescemos, vamos entender. Tem toda a razão, querida. tem toda a razão. Então eles tinham um cuidado com a comunidade que era muito interessante. E aqui a comunidade não são os cristãos, é a comunidade toda ali daquele pedaço, daquela região, certo? Eles tinham essa preocupação. E veja só, eles agem muito parecido com o que a gente ouve tanto no movimento espírita. Você recebe a pessoa necessitada na sua casa e a ajuda, não para ela se converter a sua religião, mas porque ela precisa de ajuda. É isso que eles fazem ali também. É óbvio, né, que quem mais procurava os grupos, esses grupos, eram os próprios cristãos, porque até para não porque eles não se importavam em ser confundidos com cristãos mesmo, né? Agora, os outros personagens, as outras pessoas, eh, tinham mais dificuldade, mas quando havia necessidade, eles procuravam os cristãos, porque sabia que junto aos cristãos ele iam, eles iam conseguir ajuda. É muito legal. E essa ajuda vem de quem? Vem de quem também não tem, de quem tem muito pouco. Olha, a gente agora nós estamos na metade do

bia que junto aos cristãos ele iam, eles iam conseguir ajuda. É muito legal. E essa ajuda vem de quem? Vem de quem também não tem, de quem tem muito pouco. Olha, a gente agora nós estamos na metade do mês. Qual é o nosso caso? Por exemplo, nós estamos na metade do mês. Daqui paraa frente eu vou usar metade do pacote de açúcar que eu tenho aí. E a outra metade, a outra metade eu ponho num saquinho e levo para esse lugar que aqui ela dá um nome que era muito conhecido na época, que hoje a gente não usa muito, que é a dispensa comunal. Quer dizer, é uma dispensa comum, é um lugar de armazenamento para todos. E essa dispensa comunal para onde eles estão levando o o a comida que eles não iam usar era na eclésia, na igreja que não chamava igreja, chamava eclésia, certo? Relembrando a quem tava aqui já nos últimos domingos e para aqueles que estão começando hoje. Acredito que quando a gente não está acostumada a ter muita coisa, não sente falta porque se adapta com o que tem. Você tem toda a razão. Você tá coberta de razão, né? Eu uma vez acompanhei um trabalho que tava sendo feito pela prefeitura de São Paulo nas comunidades, nas favelas da cidade e conversei com uma assistente social e ela disse que eles tinham um grande problema, que era ensinar as pessoas a usarem o vaso sanitário, porque a maioria não tinha banheiro na na nas suas nos seus barracos. Eles tinham muita dificuldade em aprender a usar o vaso sanitário, porque não tinha um vaso sanitário em casa. Os a casa dos pais também não teve vaso sanitário. A casa dos avós também não teve. Então eles tinham dificuldade para usar da forma correta, né? Eles sabiam para que servia, óbvio, mas eles não eles não sabiam direito como usar. E agora falando de uma outra situação, por exemplo, né, com relação ao que a Terezinha tá dizendo. Eh, aqui nós estamos em São Carlos, no interior do estado de São Paulo, nós temos duas universidades públicas. Uma é a USP, que é uma universidade estadual que tem sei lá quantos quantos anos, mas já passou,

i nós estamos em São Carlos, no interior do estado de São Paulo, nós temos duas universidades públicas. Uma é a USP, que é uma universidade estadual que tem sei lá quantos quantos anos, mas já passou, não, não passou de 100 ainda, mas enfim, tem muitas décadas. E a Universidade Federal de São Carlos, são duas universidades que estão aqui em São Carlos há muitos anos. há muitos, há muitas décadas e existem muitas pessoas morando aqui na cidade, morando em São Carlos, que não sabem dessas duas universidades. E aqueles que sabem, boa parte deles não sabem que universidade pública você não paga mensalidade. Eles acham que a universidade pública também tem que pagar. Então, o óbvio também precisa ser dito, viu, gente? também precisa ser dito. Oi, Cris, boa noite, querida. Sigamos lá. Então, que bacana que é esse esse era uma coisa para eles uma rotina, era uma coisa que eles faziam eh muito naturalmente como quem guarda, né, eh, mantimento para usar no inverno, eles também pegavam uma parte desse mantimento e e levavam para a dispensa comunal da eclésia na comunidade Desculpa, Cristã de Sebasties, que é a a a vila ou a cidade mais próxima do sítio, né, da propriedade lá da da família da da gala. Desconhecia-se o sentido estreito e rígido de propriedade. Quer dizer, eles moravam lá naquele lugar, não significava que aquele lugar era deles, né? Todas as famílias partilhavam seus bens dentro de um espontâneo e elogiável respeito havia muitos e muitos anos. Não posso me lembrar de um único conflito estabelecido por disputa em torno do que quer que fosse. Isso é muito importante nos dias de hoje. Vou repetir. É Gala falando, tá gente? Não posso me lembrar de um único conflito estabelecido por disputa em torno do que quer que fosse, e por padrão, servira a eclésia mesma de Jerusalém, fundada e dirigida pelos próprios discípulos do Senhor. Então, em todo lugar as eclésias viviam assim, mas eles já não estavam mais ali, né, os discípulos de Jesus, e tudo mudava rapidamente. Foi disso que Gala nos

gida pelos próprios discípulos do Senhor. Então, em todo lugar as eclésias viviam assim, mas eles já não estavam mais ali, né, os discípulos de Jesus, e tudo mudava rapidamente. Foi disso que Gala nos falou no capítulo anterior, com tristeza. Então, mais à frente nós também vamos ver Gala falando sobre essa relação deles muito eh centenas de anos depois, né, do do da crucificação de Jesus, como é que as eclésias, quer dizer, as igrejas foram eh que foram organizadas estavam se virando, estavam trabalhando, né, que não era mais necessariamente nesse sentido aqui de comum. de dispensa comuna, de absoluto respeito e cordialidade, né? Infelizmente, de tempos em tempos, conforme a tradição, os chefes das famílias se reuniam e elegiam os o ancião de autoridade maior. Mas presta atenção, não é qualquer ancião que eles vão eleger. Era sempre entre todos aquele cujos calos fossem elo eloquente atestado de equilíbrio e despreendimento. Então ele tem que ser um trabalhador, obviamente, alguém que trabalhasse com vontade, mas é um trabalho eh de equilíbrio e desprendimento. Quer dizer, não é um sujeito que tá trabalhando, trabalhando, se matando de trabalhar porque quer ficar rico. É o contrário disso. Trabalha porque é necessário e trabalha em benefício do próximo. Vivência evangélica. Hum. vivência evangélica e fidelidade à fé, à fé cristã, aquele que despendesse maior número de horas no serviço do bem comum. Então, não era qualquer ancião, qualquer idoso que eles elegiam. Ele tinha que ter um grande número de horas de serviço de bem comum. Ou o maior número de horas, né? Na verdade, não é um grande, é o maior número de horas no serviço do bem comum, que fosse o primeiro a furtar-se às honrarias e aos primeiros lugares e o último a exigir algo para si mesmo, a repousar o instrumento do trabalho, a cuidar da salvação de sua vida no instante do perigo. Ele tinha que ser um exemplo, né? um ancião que fosse um exemplo para esse tempo. E por esse tempo em Sebasties, esse primeiro em testemunhos,

, a cuidar da salvação de sua vida no instante do perigo. Ele tinha que ser um exemplo, né? um ancião que fosse um exemplo para esse tempo. E por esse tempo em Sebasties, esse primeiro em testemunhos, né, que era o ancião, como eles chamavam o ancião, primeiro em testemunhos, era Adastro, respeitável, ancião, bem amado por todos. Olha só que interessante. 300 anos antes, Barnabé, apóstolo, reunira os primeiros seguidores, fundando o núcleo em casa de Aba, viúva do pedreiro Jacó, mesmo ali onde a eclésia se encontrava agora. quatro gerações se tinham sucedido. Então, quem fundou essa eclésia, onde a Galília se reúnem com os outros cristãos, eh foi fundada, quem fundou foi Barnabé, o apóstolo, e era a casa da Aba, viúva do pedreiro Jacó, quatro gerações atrás. Sebastes, aonde vivia a viúva, né, onde era a casa da da aba, Sebasties, Mercado, mercado exportador de trigo e ópio, couros, tapetes e lãs se desenvolvera e com a cidade o núcleo fiel e atuante. Os pergaminhos, agora postos sob a guarda desvelada de adastro, dataavam dos primeiros tempos. E um deles, o que continha a primeira epístola de Paulo a Timóteo, era preciosa relíquia, cópia agrafada com a própria letra de Barnabé. Pensa, Barnabé é que fez a cópia que eles estavam estudando. Que coisa fantástica, não é mesmo? Boa noite, Marcondes. Boa noite, Ritoca. Boa noite, Elisa. Boa noite para vocês todos. Bem-vindo ao nosso estudo. Então, a reverenciada aba transformando o celular em oficina de trabalho em favor dos necessitados do corpo e do espírito. Então, ela emprestava a casa pro pessoal poder trabalhar e ganhar um um dinheirinho, né? e poder sobreviver. Mas também era na casa dela que se faziam as reuniões cristãs desde a época de Barnabé, quando Barnabé chega lá para fundar a primeira eclésia deles daí, né? Então, Aba, ao morrer sem descendentes, doar as humildes instalações aos proseguidores da obra. em 300 anos de refregas. Quer dizer, eles passaram esses 300 anos por vários períodos de perseguição, como

tão, Aba, ao morrer sem descendentes, doar as humildes instalações aos proseguidores da obra. em 300 anos de refregas. Quer dizer, eles passaram esses 300 anos por vários períodos de perseguição, como eu falei no começo da live, né, de hoje, e por outros tantos momentos de tranquilidade, né, em meio a um ambiente supersticioso e pesado, que eram os demais moradores ali da região, plantada no seio de uma população de raça. Síria e que as contínuas contínuas invasões tinham tornado perversa e arredia, a eclésia sobrevivera pela sua feição de casa do caminho, acolhendo loucos e estrupados, órfãos, fracos e perseguidos, os caídos de todas as classes sociais que outras almas iluminadas pelo soladiante da cruz recebiam de braços e corações abertos. É lindo isso, não é? Vou ler de novo. Eu não sei se vocês fazem isso quando vocês estão lendo alguma obra, né? Mas eu faço. A hora que eu vejo uma coisa que eu lei, que eu gostei muito ou que eu não entendi direito, eu vou lá e leio outra vez. A eclésia sobrevivera pela sua feição de casa do caminho, acolhendo loucos e estropeados, órfãos, fracos e perseguidos, os caídos de todas as classes sociais que outras almas, iluminadas pelo sol irradiante da cruz recebiam de braços e corações abertos. Conforme o paradigma da casa de Jerusalém, o grupo cristão de Sebastos também se transformaram transformara numa só família. O que sobrava nas despensas familiares não era retido ou levado à venda. Atendido o fisco romano, pois que a obediência mandava dar a César o que era de César e a Deus o que era de Deus, os excedentes abasteciam a dispensa comum. Tínhamos, porém, o direito de lançar mão dos fundos no caso de necessidade. O dinheiro só tinha uma finalidade: libertar infelizes escravos, sobretudo aqueles já muito velhos para o trabalho ou portadores de enfermidades crônicas que os inutilizavam. Para esses refugos do mercado e para os pequeninos órfãos, dois confortáveis galpões tinham sido erguidos e era comum que as famílias recebessem um ou outro

enfermidades crônicas que os inutilizavam. Para esses refugos do mercado e para os pequeninos órfãos, dois confortáveis galpões tinham sido erguidos e era comum que as famílias recebessem um ou outro dos mais necessitados de assistência imediata. Adastro fora com de hábito, escolhido sem nenhuma consulta as eclésias maiores como a de Roma, de Antioquia ou de Alexandria. Eu vou repetir porque eu gosto muito quando eu encontro eh formas de agir do movimento espírita com o cristianismo primitivo. fora como de hábito, como de hábito, escolhido sem nenhuma consulta às eclésias maiores, como a de Roma, de Antioquia ou de Alexandria. Unicamente o interesse local tinha sido levado em conta. Naquela manhã, Cirilo ia entregar a nossa contribuição. Apesar das anonas romanas já terem sido atendidas, né, das obrigações, ele precisava se acautelar. E por isso, mamãe fazia-lhe recomendações a cada instante, levando-se e indo parar na ponta dos pés, junto à paliçada de espinheiros. Quando ele partiu, as luzes do dia coloriam de róio o nascente para além da outra margem do Alice, para que não o seguisse, Corona for amarrada. E agora sim pacientava o Ivando tristemente. Alice, a gente viu, a gente já viu isso aqui, agora eu esqueci. Vou olhar de novo porque eu lembro que eu já fiz essa essa pesquisa. É, é o rio Ales na Anatolia, viu? Certo. Já mostrei o mapa dele, inclusive onde ele tá. Certo. Puxado pelas cabras fortes e mansas, o postelum postelum rodou o colino acima. É o carro, né? O carro parecido com a nossa carroça. Tínhamos terminado a ordenha. E as jovens crias geradas em setembro saltavam ansiosas, desejando espaço aberto. De tarde, quando voltei, meu irmão já estava de retorno. Tinha trazido, deitado no fundo do carro o filho de um dos companheiros nossos, que a Dastro lhe confiara. Vendo o jovem exangue, exangue mesmo, colorido pela febre, recordei a escura e abafada oficina de tapetes, onde sua família elaborava, a casa pobre e carente de sol, apertada entre casas maiores num beco do bairro

exangue, exangue mesmo, colorido pela febre, recordei a escura e abafada oficina de tapetes, onde sua família elaborava, a casa pobre e carente de sol, apertada entre casas maiores num beco do bairro dos judeus. Vovô retirou a parte posterior do carro e, ajudado por mamãe, levantou-o da espessa camada de palha em que fora deitado entre mantas de lã. Seus lábios estavam gritados e seu pescoço extremamente inchado. "Eu deixarei bom", disse mamãe com firmeza e simpatia. "Mas terás de aceitar quanto te dê, as tesis amargas, inclusive." O enfermo teve um clarão de entendimento, porém sua cabeça pendeu e a consciência escapou-se vai começar aqui uma outra parte da nossa história e eu já vou até fechar aqui para não correr o risco de continuar, para não correr o risco aqui de começar a ler o outro trecho, porque aí nós vamos ter que parar no comecinho do outro trecho. Aí vai perder a graça dele, pode perder inclusive a o entendimento. Mas vocês vem que bonito que é. A gente precisa muito revisitar essas essas nossas memórias desses tempos maravilhosos em que nós nós mesmos sabíamos o que era certo fazer e que a gente volte a se comportar dessa maneira civilizada, educada. comunitária, companheira, caridosa. A caridade não é nada além disso, gente. É a possibilidade de compartilhar o que você tem com o outro. E esse compartilhamento não é o compartilhamento de coisas materiais. Porque não adianta nada a gente pegar um saco de arroz e entregar para uma pessoa e falar: "Tchau, obrigado, boa sorte". Isso não vai te resolver o problema dela. Todos nós sabemos, né, que isso não vai resolver o problema dela. Nós sabemos que que a gente precisa fazer. Então, ela tá com fome. A gente precisa primeiro precisa dar o de comer para ela, o que ela possa comer, inclusive imediatamente. Depois nós precisamos conversar com ela para saber quais são as necessidades que ela tem. Ninguém vive na rua porque quer. As pessoas não estão em em situação abaixo da linha da pobreza porque seja da vontade delas.

isamos conversar com ela para saber quais são as necessidades que ela tem. Ninguém vive na rua porque quer. As pessoas não estão em em situação abaixo da linha da pobreza porque seja da vontade delas. Só pensa assim quem nunca esteve num lugar realmente pobre, onde as pessoas realmente não têm o suficiente nem mesmo para sobreviver. Aí a pessoa pode pensar: "Ah, é porque não se esforça". Você não ter dinheiro e não ter de onde tirar nem a água para matar a sua sede é algo que ninguém pode achar normal. Ninguém pode achar que isso vale a pena ou que alguém pode se sentir bem nessa condição. Tem gente que vive de do que é dado, tem, mas eles não são a maioria. Se vocês um dia tiverem oportunidade, tiverem condição de fazer eh uma pesquisa qualquer nessa nas páginas do do governo estadual, do governo federal, vocês vão ver que é muito mais comum as pessoas que têm algum tipo de benefício devolverem aquele benefício ou interromperem o recebimento daquele benefício quando elas conseguem um emprego, quando elas conseguem uma situação um pouquinho melhor do que o contrário, porque a pessoa que recebe, ela devolve, ela interrompe, ela fala: "Olha, não precisa mandar mais porque eu tô trabalhando". Por que que ela faz isso? Porque ela sabe que se um dia ela precisar, ela pode ir lá e pedir de novo. Tem muito mais gente honesta no mundo do que o contrário. Não duvidem disso, viu? E a gente de qualquer forma não pode fazer esse julgamento, porque esse julgamento não é nossa responsabilidade. O que a gente precisa de verdade é ao ajudar a pessoa com uma cesta básica, verificar o que mais ela precisa, que outro tipo de ajuda ela pode ter. é só uma conversa, é também talvez um lugar mais adequado para morar, eh trabalho pro para para si próprio, eh escola pros filhos e aí você poder encaminhar pros lugares adequados para ajudar a pessoa nessa situação que ela tá. Só dar seesta básica não é suficiente. Não é suficiente. Ajuda no primeiro momento, mas não é o suficiente. A gente

er encaminhar pros lugares adequados para ajudar a pessoa nessa situação que ela tá. Só dar seesta básica não é suficiente. Não é suficiente. Ajuda no primeiro momento, mas não é o suficiente. A gente precisa fazer muito mais. E é exatamente isso que o que a gente tá lendo no Alace Leal, contando uma história que aconteceu 300, 400 anos depois da crucificação de Jesus. Ai, infelizmente, em alguns aspectos, a gente pouco mudou, né? A gente pouco melhorou. A gente ainda acha que deve primeiro julgar a pessoa para depois saber se a gente vai fazer alguma coisa para ajudá-la ou não. Isso não é legal. Isso não é legal. Queridos, muito obrigada pela companhia de hoje. Eu sei que eu tô a Lúcia. Mas é bom estudar. Só assim podemos mudar nossas condutas. Não tenha dúvida. Agora não podemos dizer que não sabíamos. O evangelho de Jesus está na nossa frente. É verdade. É verdade. Pra gente aprender, é preciso começar pelo começo. Tudo que eu tô falando para vocês tá lá no livro dos espíritos, tá em obras básicas. Basta a gente procurar. Basta vocês não acreditarem no que eu estou dizendo e irem procurar lá no livro dos espíritos. Procura lá no livro dos espíritos, sabe? A gente precisa acreditar no que a gente lê e não só naquilo que a gente ouve, viu? Nem tudo que nos é dito, ou melhor, muito do que a gente ouve tem até sentido, parece até razoável, mas isso não significa que seja verdade. É preciso investigar, sabe? Eu escutei há muito tempo uma pessoa espírita eh fazendo um entendimento absolutamente equivocado daquilo que ele leu nas obras básicas. E aí eu ele citava, né, as perguntas e as respostas e os trechos do livro e eu fui atrás de uma por uma para ler. E aí eu entendi porque que ele falou no meu pequeno conhecimento tanta bobagem, porque ele lia o trecho, mas da resposta, mas ele não lia a pergunta anterior, nem a pergunta posterior. E aí ele pegava aquele trecho e interpretava do jeito que ele queria. Aí, aí é difícil, né? Aí a gente vai virar e falar: "Olha, pela lei de reencarnação,

pergunta anterior, nem a pergunta posterior. E aí ele pegava aquele trecho e interpretava do jeito que ele queria. Aí, aí é difícil, né? Aí a gente vai virar e falar: "Olha, pela lei de reencarnação, quem é hoje é pobre tem que continuar pobre". A gente sabe que não é assim. A desigualdade social existe como responsabilidade dos nossos atos e não por vontade de Deus. De quem é a responsabilidade de reduzir a desigualdade social ao máximo que a gente puder? É nossa, que jeito que a gente reduz? não pagando uma miséria pros funcionários, não cobrando juro, eh eh taxa de juros exorbitante nos empréstimos, não cobrando do seu serviço, do meu serviço, eu sou prestadora de serviço, não cobrando do meu serviço um valor absurdo, porque eu acho que o meu cliente tem dinheiro, então eu tenho que cobrar 200% de lucro, 300% de lucro. Isso tudo é ser cristão. Não creia que você só precisa exercer o seu cristianismo quando você tá dentro da casa espírita ou quando você tá lidando com as pessoas que são parecidas com você. Não é. É na hora que a gente trabalha. É quando a gente vai pegar a sobra da geladeira e entregar pra pessoa que vem pedir comida no portão. Como é que você trata essa pessoa? pergunta o nome dele, diz bom dia, boa tarde, explica porque que você tá dando aquilo, não tá dando outra coisa, conversa, trata a pessoa como uma pessoa, como um ser humano. Ah, mas ele é noia. Isso não é problema meu. A minha obrigação é respeitá-lo. O que ele faz da vida dele é com ele, com ele, com Deus e com a justiça, com a justiça dos homens, com a justiça divina. Mas a minha responsabilidade é respeitar. E se eu puder fazer qualquer coisa para reduzir a diferença social e não fizer, eu, a minha consciência vai me cobrar quando eu desencarnar. a nossa consciência, a minha, a sua, de todo mundo. Então, é preciso a gente seguir as leis humanas, como disse aqui Gala, a César o que é de César, mas a gente não pode esquecer que a Deus o que é de Deus. Então, se você acha que, ah, eu vou

do mundo. Então, é preciso a gente seguir as leis humanas, como disse aqui Gala, a César o que é de César, mas a gente não pode esquecer que a Deus o que é de Deus. Então, se você acha que, ah, eu vou fazendo de qualquer jeito, que ninguém aqui é punido, não acontece nada. As pessoas fazem um monte de coisa errada e ninguém paga por nada. Eh, já leu o Evangelho alguma vez? Deu uma lidinha lá, como é que funciona as coisas? Deu uma lidinha no livro Céu e o Inferno da Justiça Divina. vai dar uma lida em céu e inferno. Você vai descobrir que às vezes, não muitas vezes, mas às vezes é possível escapar da lei dos homens, mas da lei de Deus a gente não escapa. Sabe por quê? Porque ela tá aqui, ela tá dentro de nós, não tá fora. Queridos, muitos beijos. Muito obrigada pela presença de vocês e pela paciência. Semana que vem estaremos aqui. E se vocês quiserem ver os episódios anteriores desse nosso caminhar com esse livro maravilhoso que é esquina de pedra, basta procurar a playlist do estudo, tá? A playlist tá Esquina de Pedra, certo? No canal Consolar Esclarecer. Eu espero vocês domingo que vem às 6:30 pra gente ir até às 7:30. Se for possível, se não for possível, se for melhor a gente dar uma paradinha para segurar a curiosidade até o domingo seguinte, a gente para antes. Mas por hoje é isso, amigos. Muito obrigada mesmo pela presença de vocês e pela paciência. Um beijo grande e até mais. Até breve.

Mais do canal