Em Busca do Sagrado | #197 • A Caridade
Em parceria com a Federação Espírita do Estado da Bahia, a Mansão do Caminho apresenta "Em Busca do Sagrado", programa idealizado por André Luiz Peixinho, que une arte, espiritualidade e reflexão. Um verdadeiro ágape espiritual com músicas, poesias, meditações e profundas inspirações sobre nossa ligação com o divino. Participações especiais: Paulo de Tarso, Valdineide Aquino, Limiro Besnosik, Genilson Araújo, Vitor Moura, Igor Dantas e Ciro Moura. ✨ Viva esse encontro que celebra o Sagrado em nós. #EmBuscaDoSagrado #Espiritismo #MansãoDoCaminho #FederaçãoEspíritaBahia #AndréLuizPeixinho #Espiritualidade #ReflexãoEspírita #MúsicaEspírita #PoesiaEspírita #ConexãoComDeus #ArteEspírita #MeditaçãoEspírita #ÁgapeEspiritual *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Certamente [música] um coração que pulsa com equilíbrio é resultado [música] de uma consciência pacificada. Para que tal ocorra, é indispensável que o homem adquira a sabedoria da confiança. [música] Graças a ela, goza de tranquilidade íntima, agindo com interessa amoral e sem qualquer prevenção. A [música] confiança deflui de uma atitude sempre positiva [música] em relação à vida. a criatura em si mesma e ao próximo. [música] Educando-se à vontade e corrigindo-se àtica para [música] melhor observar os acontecimentos, logra-se adquirir [música] a confiança pessoal, que é uma forma de segurança [música] de conduta, elegendo o que fazer, como realizá-lo [música] e para que executá-lo. >> Desconfiança, graça entre os homens, com ou sem motivo [música] que a justifique. Gera desconforto e mal-estar, armando [música] indivíduos uns contra os outros, dando margem à suspeitas [música] enfundadas e a ódios que se instalam prejudiciais. Quem padece o [música] mal da desconfiança apresenta-se instável, arredil, caindo em alienações [música] que estiolam a alegria de viver. Se alguém age mal em relação a [música] ti, ele é quem deve estar inquieto. [música] Se outrem te prejudica propositadamente, o drama deve ser dele. [música] Em qualquer situação, espanca a desconfiança [música] da tua agenda de atividade, permanecendo tranquilo e feliz. >> Alma da caridade viva e pura, que abres a mão fraterna de mansinho, [música] Jesus recolhe a gota de carinho que derramas na chaga da amargura. [música] Essa doce migalha de ternura para quem luta e chora no caminho. É como a rosa perfumando o espinho, [música] ou como a estrela para a noite escura? Como cres? Ninguém sabe. O mundo apenas. Sabe que és luz nas aflições terrenas, pela consolação que te abençoa. Seja qual for o templo que te exprime, Deus te proteja o coração sublime, alma querida e bela, humilde e boa. A caridade é o amor divino nas suas mais exas [música] manifestações. É a seara magnificente das bênçãos dulcificantes de Deus.
, Deus te proteja o coração sublime, alma querida e bela, humilde e boa. A caridade é o amor divino nas suas mais exas [música] manifestações. É a seara magnificente das bênçãos dulcificantes de Deus. Fora da caridade não há salvação. Eis [música] o augusto frontpício desta grandiosa doutrina que é o espiritismo e que será futuramente a filosofia [música] universal. e o será, porque a sua base indestrutível apoia-se sobre essa virtude [música] deificada, a maior de todas as virtudes, será a mais sublime das religiões, porque é fundada sobre os ensinamentos do Cristo, interpretados fielmente [música] pelos mensageiros da verdade, que são os espíritos do Senhor. A caridade é a luz fugurante que se aninha no âmago dos corações [música] daqueles que são os verdadeiros discípulos do mestre. Somente pela caridade poderemos redimir as nossas almas ergastuladas na terra. Só essa virtude sacrossanta, anjo puríssimo do Senhor, [música] será o nosso guia verdadeiro, iluminando a estrada do bem [música] que devemos trilhar. Só ela nos fará sentir a felicidade sem mescla, prodigalizando-nos os seus efluvios dulcíssimos que suavizarão as dores da nossa alma, preparando-nos para a excelentura [música] de uma vida melhor, onde os anelos frequentes dos [música] nossos espíritos fortificados pela esperança serão realizados para [música] a completa beleza do nosso ideal insatisfeito na Terra. Saudações, queridos caminhantes da estrada em busca do sagrado. Alegria imensa e mais esse encontro que reúne música, poesia e reflexões acerca da nossa busca por Deus. Ela é uma das virtudes teologais infusas por Deus em as almas humanas como ação condutora aos braços celestiais. Em verdade, trata-se de um importante movimento da alma que denota progresso espiritual, porquanto indica o quanto somos capazes de alcançar os irmãos do caminho com ação generosa, com força para suerguer os caídos, amparar desvalidos, conduzindo-os a novos páramos existenciais. Mas qual seria dentre tantas essa divina virtude? Para
cançar os irmãos do caminho com ação generosa, com força para suerguer os caídos, amparar desvalidos, conduzindo-os a novos páramos existenciais. Mas qual seria dentre tantas essa divina virtude? Para falarmos sobre esse assunto em nosso programa, Emusca do Sagrado, abordaremos o tema a caridade. A doutrina espírita traz como lema: "O dístico: "Fora não há salvação." Observando que essa poderosa virtude traz em si as chaves das portas que libertam as almas cativas no espaço do sofrimento. Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, fascidante obra do codificador, em seu capítulo 15, a frase aparece como título, denotando a importância da questão. Allan Kardec, abordando o tema da caridade da salvação, aponta no item cinco do já citado capítulo que parasso com a humildade, a caridade aponta para a capacidade de um indivíduo sentir em sua máxima essência o amor por Deus, sendo assim capaz de amar ao outro e a si mesmo, conforme exarado em Mateus, capítulo 22 versos 34 a 40. Segundo as explicações do codificador, é impossível a qualquer indivíduo ser capaz de amar ao outro sem amar a Deus em primeiro plano. Razão maior para identificar grandezas espirituais para além dos céus. Aqui pode-se evidenciar que as recomendações do Mestre de Nazaré apontam a grandeza dessa virtude como consequência de uma entrega ao divino em ato devocional de verdadeiro amor e reconhecimento. Por óbvio, a questão da devoção ao divino é matéria pacificada em os códigos de praticamente todas as religiões de natureza teocêntrica. Afinal, Deus é o maior expoente da sua crença. Outro ponto relevante é que os mandamentos de amor vigentes em tais agremiações também impõe uma visão de inclusão que favorece ações na direção do outro. A questão é que em termos de amar nem tudo é o que parece. Porquanto tal sentimento não é algo que se obtém por vontade ou ato racional. O amor é um sentimento do si profundo, algo mais além das fronteiras das conveniências. Por isso, o seu objeto, foco direcional da sua energia não passa pelo escrutínio
ém por vontade ou ato racional. O amor é um sentimento do si profundo, algo mais além das fronteiras das conveniências. Por isso, o seu objeto, foco direcional da sua energia não passa pelo escrutínio da razão. Afinal, conforme dizia Blaz Pascal, o amor tem razões que a própria razão desconhece. Sabedoria do filósofo ou simplesmente ato de alegoria simbólica. Razão e amor caminham em vias separadas. Muitas vezes se interpenetram causando conflitos, embaraçando as boas decisões ou endurecendo as ducificadas relações entre os que se amam. Todavia, há sim uma razão subjacente em um ato de amar que pode decifrar o sentido salvífico da caridade. Se Deus é o ponto focal de início, afinal a ordem da recomendação é: amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, de toda a tua alma e com todo o teu espírito como primeiro mandamento. Então, cabe a questão: o que é amar a Deus? Ao observarmos a relação amorosa com Deus, podemos imaginar que neste particular não há diferenças fundamentais entre este amor e outro qualquer, pelo menos a princípio, porquanto amamos o que é bom, justo e valioso. Amamos o que nos provoca afetos positivos e assim procedemos com pessoas, coisas e por que não com Deus. Haveria por acaso alguma classe diferenciada de amor que excluísse Deus da forma típica de amar, normalmente direcionada ao ego acarinhado dos amantes? Amamos as coisas alegres, amamos a amizade sincera. Amamos quem oferece o pão, amamos o que trata o corpo com gentileza. Amamos o prazer aurido na relação com pá. E assim entendemos que a origem do amor é necessariamente exógena, ou seja, é necessário que algo aconteça e nos provoque para que sintamos em resposta o turbilhão de sensações classificadas por nós de amor. Certamente que em tal perspectiva essa forma induzida de amar o amor a Deus. Muitas vezes Deus é bom, generoso, paternal, guardador dos nossos interesses. Porém, em outros momentos, ciclones tropicais, tsunamis, acidentes fatais, mortes violentas, o mal que arranca o direito alheio vilipendiando a
om, generoso, paternal, guardador dos nossos interesses. Porém, em outros momentos, ciclones tropicais, tsunamis, acidentes fatais, mortes violentas, o mal que arranca o direito alheio vilipendiando a dignidade sobentisciente. E a pergunta que para não é: Como Deus permitiu que isso acontecesse com fulano? Tão bom, e comigo? O que fiz para merecer tal castigo? Restando ao final o simbólico Senhor tende piedade de nós. Se Deus é causa de tudo e a tudo vê, como amar quem não nos faz bem? Como amar que nos tira aquele ente querido em pleno beço regado de amor? Certamente que para alcançarmos a resposta mais adequada a essas questões de natureza humana, será preciso avançar rumo a uma amorosidade incondicional que precinda de qualquer gesto ou ato beneficente de Deus em relação ao indivíduo. Todavia, que este seja capaz de encontrar na ausência dos atos beneficentes ou até mesmo em eventuais males que eles aconteçam, evidências de um amor que perpassa a mera existência carnal, finita momentânea, indo em direção ao objetivo maior do ser espiritual, que é a evolução com foco na perfeição, pouso final da escala. Assim, o amor a Deus passa a se constituir em confiança e entrega, sem a qual é difícil ressignificar os impulsos negativos em percepções interiores do ego carente de afetos. A incondicionalidade leva o sujeito a partir de dentro para fora e não no sentido inverso, no que tange a faculdade de amar. É por tal motivo, explica o codificador, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar ao próximo, nem amar ao próximo sem amar a Deus com toda força, com todo espírito e com todo entendimento. E o que acontece quando se ama a Deus assim, de dentro para fora? Os sábios da antiguidade já o disseram. Entrega total ao divino é confiança absoluta em suas disposições. Se amo a Deus, que em tudo é beleza e justiça, e se posso vê-lo no outro, como não amar aquele em quem Deus se pronuncia como existência? Como não amar a mim, que é igualmente probando de Deus. Como corolário, não se pode amar a
beleza e justiça, e se posso vê-lo no outro, como não amar aquele em quem Deus se pronuncia como existência? Como não amar a mim, que é igualmente probando de Deus. Como corolário, não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo. A caridade é paciente, é branda, é bem fazerja. Caridade não se enche de júbilo, não é temperária, não precipitada, não se enche de orgulho, não é desdenhosa, não cuida dos seus interesses, não se agasta, nem se azeda com coisa alguma, não suspeita mal, não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Dizia o apóstolo Paulo em sua carta aos Coríntios: "Caridade benevolente, indulgente e capaz de perdoar e sinal evolutivo que indica amorosidade, crescimento espiritual e ato de entrega do mais alto grau ao divino, que é a essência unificadora de toda a existência. O Espiritismo abre as portas dos reinos ao declarar que somente em atos dessa natureza podemos alcançar a liberdade que nos está assegurada em potência, cabendo em nós as devidas atualizações. Dessa forma, segundo Paulo, Drucificai-vos assim, meus amigos, a aprescutar-lhe o sentido profundo e as consequências a descobrir-lhe por vós mesmos todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Que eu falasse de Deus atributos [música] sem fim. Palestrasse aos teus o Deus [música] dentro de mim. que eu lograsse entender todas [música] religiões e estendesse a vocês medicos [música] dons. Sem amor eu seria [música] luz. Sem luz por dentro. Só palavras vã ao [música] vento. Sem amor seria eu em bodo da verdade seria [música] salvação sem caridade que eu falasse do [música] céu. Anjos em profusão que eu [música] nimbasse de luz, recitando o sermão. Que eu [música] fosse o mais devoto cantando quanta luz, que eu fosse o mais fiel seguidor [música] de Jesus. Sem amor eu seria o sino [música] que ressoa sem [música] trazer notícia boa. Sem amor [música] seria eu fguedo da
mais devoto cantando quanta luz, que eu fosse o mais fiel seguidor [música] de Jesus. Sem amor eu seria o sino [música] que ressoa sem [música] trazer notícia boa. Sem amor [música] seria eu fguedo da bondade, [música][canto] seria salvação sem caridade. Ainda [música] que eu louvasse, que eu transfigurasse, chuvas magnetizasse [música] e desse um milhão de passes. Ainda que eu empreste, [música] milagres fizesse, que eu fosse um primor celeste, mesmo iluminadas [música] vestes, sem amor seria apenas um foco sem [música] luz. Cristão sem Jesus. Caridade. Essa palavra existe desde o começo da [música] humanidade. A partir do dia em que o homem estendeu a mão a outro homem, [música] ele praticou um ato de caridade. E desde esse tempo desconhecido, quantos fatos, quantos [música] exemplos vivazes deste pensamento profundo da consciência humana. Exemplos de caridade têm sido relatados pelos historiadores e moralistas em obras presentes na memória de todos. Mas o que eu realmente queria que amasse, senhores, é essa caridade do coração verdadeiramente espírita, não interessando [música] o processo, a maneira de fazer e as distinções sutis. Como é doce dar alguma coisa. Jamais a mão direita deve ver o que faz a mão esquerda. Caros espíritas, irmãos amados, [música] aliviai os vossos semelhantes sem prevenção. Dai aos [música] que sofrem, aos que esperam, a essas mães, a essas crianças abandonadas, a todos os deserdados, e fareis uma obra verdadeira. Mas tudo isso não passa da caridade [música] banal que todos os homens praticam, seja qual for a crença a que [música] pertençam. O espírita deve ver mais longe pelo estudo e pela intenção. [música] O espírita deve sondar essas dores ocultas, vergonhosas, dolorosas, que corroem tantas naturezas belas e excelentes, [música] tantos mártires do dever, da consciência, tantos degredados da aprovação humana, [música] condenados por suas faltas anteriores, a se purificarem de toda uma existência [música] de infrações ignoradas. Ah, para estes tem de coração atenções
, tantos degredados da aprovação humana, [música] condenados por suas faltas anteriores, a se purificarem de toda uma existência [música] de infrações ignoradas. Ah, para estes tem de coração atenções delicadas, palavras consoladoras. Partilhai com [música] esses corajosos da vida que lutam secretamente contra a força irritada, [música] mas justa, que os fere sem cessar. Vede esses párias de fronte [música] inspirada. Uns são verdadeiros trapos, feridos e arruinados qual navio em perigo. Outros veem fugir todas as afeições. Mulher, filhos [música] bem amados, casa laboriosamente edificada, tudo desaparece. [música] Aquele outro é a doença que o fere ou atinge os seus. Tortura [música] incessante, inferno da vida, onde a esperança parece fugir diante das dores que voltam sem parar. Sim, sondai hábilmente as [música] chagas de todos esses deserdados. Ide a eles, consolai, dai [música] o vosso coração, vossa bolsa, vossa mão, vosso apoio. Pois o mérito da caridade [música] espírita é saber procurar delicadamente. Eis aí a obra escolhida [música] e o sentido íntimo da epígrafe querida do mestre. Fora da caridade não há [música] salvação. Quatro palavras devem ser a base [música] da língua espírita. Perdão, amor, solidariedade, caridade. Pão é a bênção da sementeira. O progresso é a bênção [música] do trabalho. A ordem é a bênção da disciplina. O conhecimento é a bênção do estudo. A realização nobre é a bênção [música] do esforço digno. A cooperação é a bênção do entendimento. A experiência é a bênção do trabalho. A simpatia é a bênção [música] da gentileza. O discernimento é a bênção do raciocínio. A coragem é a bênção da confiança. O [música] respeito conquistado é a bênção do dever cumprido. A oração é a bênção da fé. A caridade é a bênção do amor divino. Pelas bênçãos mais nobres da terra, [música] Deus, em sua infinita bondade protege o homem. Mas pela caridade, que é a bênção [música] do divino amor, o homem eleva-se para Deus. Deitado a sombra em solilóquos pertines,
nobres da terra, [música] Deus, em sua infinita bondade protege o homem. Mas pela caridade, que é a bênção [música] do divino amor, o homem eleva-se para Deus. Deitado a sombra em solilóquos pertines, vaguei perdido em pensamentos que iam ao longe, deixando me levar pela brisa leve que me conduzia os passos. De pouco em pouco adentrei um mundo que desconhecia atraído pelo novo sedutor. As paisagens se desdobra em esforços hercúlios para agradar-me, tentando evitar o retrocesso antionhecido, deixando-me inebriado por tanta novidade que se delineava à minha frente. Meus olhos cansados da realidade objetiva da minha pobre existência vigilam-me alento novo ante os desdobramentos. de multicores e multiformas típicas daquele lugar. Aqui, flores de tonalidades variadas enchiam minha alma em estes iluminada. Acular, sombras e abismos se apresentavam sem, contudo, assustar-me, pois pareceram-me distantes e sem vida. prossegui em Timorato em meio àquele turbilhão de emoções inovadoras quando percebi que algo se modificava. Em meio à aquelas sombras distantes, emergiam espécies de fragmentos sombrios em minha direção. A luz, que há pouco predominava, foi amainando com tal ímpeto, que, sem que percebesse, em pouco tempo, estava imerso no nevoeiro denso, que agora formava a única paisagem percebida. A insegurança, mãe de todos os medos, arguía-me acerca dos próximos passos. Porquanto o desconhecido agora parecia ameaçador e a prudência recomendava o breve retorno ao lugar seguro das minhas externalidades. Parei como se tentasse denotar arrependimento, percebendo-me, contudo, sem as forças necessárias, a ação saneadora. Paralisado, tinha diante de mim algo que me causava desconforto, mas ao mesmo tempo parecia-me familiar, posto que vez por outra experimentava as energias dali promanadas, dando-as por casuais efeitos da estafa da vida mundana. De que se tratavam tais manifestações? sobre o que elas representavam, já que foram atraídas a mim em um caminho todo meu de introspecção, como se minha visão
asuais efeitos da estafa da vida mundana. De que se tratavam tais manifestações? sobre o que elas representavam, já que foram atraídas a mim em um caminho todo meu de introspecção, como se minha visão pudesse adentrar aquele denso nevoeiro, [roncando] a pro meio passos vacilantes, prosseguindo mais além, quem sabe atenuassem aquelas nuvens assustadoras pelo sol que irradiava sobre todas as coisas. Mas o que era obscuridade foi se modificando sem perder o ar lúgubre e ameaçador. Era uma espécie de corredor que dava para uma sala onde havia portas, as quais indicavam opções para a extensão da jornada. Escolhir dentre todas aquela que me pareceu mais agradável e qual não foi a minha surpresa. Ao passar pelo pórtico convidativo, dei-me em uma outra sala, agora mais clara, onde no centro uma espécie de maca abrigava individualidade que, dada a deformidade que a caracterizava, não era possível identificar-lhe a natureza. Aproximei-me daquela coisa amorfa ali deitada, tentando dar aso à minha curiosidade infantil. Contato, apalpei a superfície daquele corpo, sentindo a concretude da visão. Era sólido como as coisas do mundo lá fora e vaporoso como aquelas dos sonhos. mais aproximadamente, dei-me conta que era um ser humano qual eu, mas com anfractuosidades em sua expressão, de forma que fugia o modelo apropriado à aquela criatura. Quanto mais observava, mais sentia uma proximidade com aquele ser. Mas ele se aproximava de mim por inevitáveis similitudes. Cada [roncando] uma daquelas áreas sombrias lembrava-me das dificuldades que o meu eu enfrentava na ordinalidade dos dias. Todavia, não me identificava com aquela criatura, dada a discrepância dele em relação à imagem refletida nos espelhos que espalhei em minha casa com o fito de retocar a minha aparência. meu eu concreto, tangível, passível de ajustes e ordenações cosméticas variadas. Aquele, contudo, era desforme e inesoravelmente fixo em sua fealdade. Iniciei movimentos na criatura como se quisesse verificar outros ângulos e ele
ssível de ajustes e ordenações cosméticas variadas. Aquele, contudo, era desforme e inesoravelmente fixo em sua fealdade. Iniciei movimentos na criatura como se quisesse verificar outros ângulos e ele passivo aquieceu sem questionamentos. À medida em que revirava o corpo inerte, uma espécie de luz aparecia vindo da parte mais escondida daquele amontoado, amorfo e aparentemente sem vida. Quanto mais ainda revolvia a massa nublada deforme, mais aquela luz brilhava. Todavia, percebi que à medida que isso acontecia, a forma ia desaparecendo, como se a sombra e a luz não pudessem cohabitar em o mesmo espaço. "Como pode?", Perguntei curioso, aquela luz ali embotada em meio a deformidades quais aquelas? Era preciso muita densidade para esconder tamanha fonte iluminada. Uma voz íntima me convidou a voltar à criatura, a posição original e assim passei a contemplá-la em dois planos, um visível, tangível e claro aos meus parcos sentidos, que era a sombra, e o outro escondido interno potencial ausente das minhas atuais percepções, que é luz imensa, foco de tranquilidade e paz. Deixei a criatura descansar em seu sono, que ignora o futuro, sabendo que um dia aquela luz dissolveria a sombra densça do aparente eu, revelando a interioridade superior ali já instalada. Fui tragado pelo caminho de volta, cientilo que a viagem me revelara. Aquele ali deitado sorreu em um mundo aparente inconsciente. E ao mesmo tempo toda a criatura vivente nesse planeta, filho do mesmo pai que está nos céus, volvia à casa em que morava, retirando os espelhos das coisas, substituindo-os por espelhos das essências. Doravante não mais me veria nas perspectivas usuais, e sim pelas lentes reveladoras do futuro. Da mesma forma, troquei as lentes dos óculos para que fossem capazes de irem além. dos aparentes corpos humanos, enxergando a todos como fontes de luz em meio às trevas da ignorância temporária. Após o périplo por aquele mundo interior, dei-me conta da indulgência, da benevolência e do perdão das ofensas
umanos, enxergando a todos como fontes de luz em meio às trevas da ignorância temporária. Após o périplo por aquele mundo interior, dei-me conta da indulgência, da benevolência e do perdão das ofensas como consequências de uma visão ampliada dos seres e não como atos passíveis de validação social e moral. Percebi que em toda a criatura existe o germe dessa luz, que é a presença manifesta do Pai em nós. E assim, mudar não era esforço, mas tão somente visão de mundo, tolerância e paciência com as nossas imperfeições temporais. É a caridade limpa e clara diante dos olhos que insistiu em não perceber esse vasto mundo à sua frente. Confesso que minhas viagens a esse mundo interior tornaram-se cada vez mais frequentes. O desconhecido sombrio tornou-se caminho clarificado pela consciência e o sol majestoso passou a ser instrumento com o qual adentro as zonas densas com a confiança de encontrar o rumo certo dos meus passos. Foi libertador para mim saber que posso fazer essa viagem quantas vezes quiser, sem medo ou receio de nada, porquanto ali é pouso certo dos que querem conhecer-se, validando a sua experiência de vida em nome daquele que nos criou fracos para nos tornarmos perfectíveis e que quer que nós mesmos trabalhemos nossa maleável angila, a fim de sermos os artífices da nossa imortalidade. >> Doce a minha de [música] olhar [canto] delicado, olhos [música] generosos em pele de flor. >> generosa, gigante, [canto] escondida, uma [música] vida sofrida de pranto e de dor. Foste tu, [música] a mulher [canto] escolhida diante [música][canto] da vida para ir mais além. [música] Eis a força, a paz esquecida. [música] A filha querida [canto] [música] do rei de Belém. Ó Maria, lá de Magital, [música] que encontro os doentes carentes [canto] de luz. És tu mesma [música] mulher transformada, alma renovada pelo amor [música][canto] de Jesus. Ó Maria, [música] agora és [canto] estrela das mais grandiosas [música] ao lado dos céus. [canto] Aqui na terra, teus filhos [música] caridos
formada, alma renovada pelo amor [música][canto] de Jesus. Ó Maria, [música] agora és [canto] estrela das mais grandiosas [música] ao lado dos céus. [canto] Aqui na terra, teus filhos [música] caridos por ti socorridos, agradecem a Deus. Deus. [música] >> Oh. [canto] >> Ó Maria, [canto] lá de Magitalá, que [música] encontro os doentes carentes de luz. >> Tu és tu mesma mulher transformada, alma renovada pelo amor de Jesus. Ó Maria, agora [canto] és estrela das mais grandiosas ao lado dos [música][canto] céus. Aqui na terra, teus filhos caídos [música] por ti socorridos, agradecem [música][canto] a Deus. Alma querida, observa na terra que se aprimora, a vida fuge por fora nas trilhas da evolução. Em toda parte, no entanto, sob ruído e disfarce, a dor é chaga a ocultar-se por dentro do coração. Nunca existiu para os homens tanta cultura brilhando, altas conquistas em bando, inventos, palmas, troféus. [música] Mas a violência campeia no império do instinto bruto, ouro e sangue, pompa e luto entremeiam-se ante os céus. O ódio incendeia povos. A ambição ruge no excesso. Desnorteando o progresso, a discórdia aflige o lar. As criaturas se apartam sob o medo que as domina. A treva espalha em surdina. A guerra ativa no ar. Mas sobrestando o tumulto, reina a divina presença. Em Cristo, a luz se condensa e aponto ao sol por por vir. Quanto a nós, quanto a nós outros, obreiros de qualquer tempo e lugar, a ordem é trabalhar e o lema é sempre servir. Alma fraterna, [música] sigamos. A voz do céu nos confia a base do novo dia no campo renovador. Caridade, caridade, sem cansaço [música] retrocesso, eis o caminho de acesso ao reino do eterno amor. Depois da parábola do bom samaritano, à noite, na casa de Simã, Tadeu, sinceramente interessado [música] no assunto, rogou ao mestre fosse mais explícito no ensinamento. E [música] então, eis que Jesus, com a espontaneidade habitual falou: "Um homem enfermo jazia [música] no chão em esgares de sofrimento. portas de uma grande cidade, assistido
xplícito no ensinamento. E [música] então, eis que Jesus, com a espontaneidade habitual falou: "Um homem enfermo jazia [música] no chão em esgares de sofrimento. portas de uma grande cidade, assistido por pequena massa popular, menos esclarecida e indiferente. Passou por ali um moço romano de coração generoso no seu carro, mas de maneira muito apressada, e atirou-lhe duas moedas de prata, que um rapazelo, de maus costumes, subtraiu as ocultas. Logo após transitou pelo mesmo local um venerado escriba da lei que, alegando serviços permanentes, prometeu enviar autoridades no benefício do mendigo anônimo. Quase de imediato, desfilou por ali [música] um sacerdote que lançou ao viajante desamparado um [música] gesto de bênção. E afirmando que o culto ao supremo Senhor esperava por ele, exhortou o povo a asilar o doente e alimentá-lo. Depois dele, surgiu de relance respeitável [música] senhora, a quem o pobre se dirigiu em comovedora súplica. Todavia, a nobre matrona, lastimando as dificuldades de sua condição de mulher, invocou o cavalheirismo [música] masculino para aliviá-lo, como se fazia imprescindível. Minutos após, um grande juiz varou o mesmo trecho da via pública, [música] asseverando que nomearia testemunhas a fim de saber se o mísero não seria algum viciado vulgar, afastando-se lépido sobre o pretexto de que a oportunidade não lhe era favorável. Decorridos mais alguns [música] instantes, veio a cena um mercador de bolsa que, condoído, asseverou a sua carência de tempo e deu 20 moedas a [música] um homem que lhe pareceu simpático, a fim de que o problema da assistência fosse resolvido. Mas o preposto improvisado era o malfeitor evadido do cárcere e fugiu com dinheiro sem prestar nenhum socorro prometido. [música] O doente tremia de dor e de frio, rojado ao pó, quando surgiu ali um velho republicano considerado de má vida por não adorar o Senhor, segundo as regras dos fariseus, com espanto de todos. Aproximou-se do infeliz, [música] endereçou-lhes palavras de encorojamento
li um velho republicano considerado de má vida por não adorar o Senhor, segundo as regras dos fariseus, com espanto de todos. Aproximou-se do infeliz, [música] endereçou-lhes palavras de encorojamento e carinho, deu-lhe o braço, levantou e sustentando-o com as próprias energias, conduziu a uma estalagem [música] de confiança, fornecendo-lhe medicação adequada e dividindo com ele o reduzido dinheiro que trazia consigo. Em seguida, retomou a sua jornada, seguindo tranquilamente o seu caminho. Depois de interromper-se ligeiramente, o mestre perguntou ao discípulo: [música] "Em tua opinião, quem exerceu a caridade legítima?" Ah, sem dúvida, exclamou Tadeu bem humorado. Embora aparentemente desprezível, foi o publicano, porque além de dar o dinheiro e a palavra, deu também o sentimento, o tempo, o braço e o estímulo fraterno, utilizando para isso as próprias forças. Jesus complacente [música] fitou o aprendiz com olhos penetrantes e rematou. Então faz tu o mesmo. A caridade por substitutos indiscutivelmente é honrosa e louvável. Mas o bem que praticamos em sentido direto, dando de nós mesmos, é sempre o maior e o mais seguro de todos. >> Use o tostão que sobra e quem nada te aproveita, dá sempre exemplificar a caridade perfeita. Caridade é muitas vezes fazer-se sempre o menor. Está na luz da humildade a caridade melhor. Caridade é perdoar a quem te causa uma dor. É converter todo espírito numa abraçada de flor. [música] Caridade enfim na terra é buscar a perfeição. perfeição de si mesmo no templo do coração. [música] Quando a caridade chega, [música][canto] toda a tristeza logo se vai. Quando a caridade chega, quem chorava [música] não chora mais. Quando a caridade chega, toda a tristeza [música] logo se vai. [canto] Quando a caridade chega, [música] quem chorava não chora mais. Quem tinha frio já se agasalhou. Quem [música] tinha fome já se alimentou. Quem estava só [música] já tem companhia. Quem vivia o Léo já tem moradia. [música] Ao que não sabia, alguém ensinou. O
mais. Quem tinha frio já se agasalhou. Quem [música] tinha fome já se alimentou. Quem estava só [música] já tem companhia. Quem vivia o Léo já tem moradia. [música] Ao que não sabia, alguém ensinou. O desalentado já [música] se levantou. Quem estava doente até já sarou. Porque a caridade [música] chegou. Quando a caridade chega, toda a tristeza logo se vai. Quando a [música] caridade chega, quem chorava não chora mais. [música] Quando a caridade chega, toda a tristeza logo se [canto] vai. Quando a caridade chega, quem chorava não chora [música] mais. Onde havia guerra já se fez paz. Os homens já se reconhecem. Irmãos, onde havia [música] trevas, agora é só luz. Os corações já buscam Jesus. Os lares, nos campos, a [música] harmonia. Cantam seos de alegria em toda parte. [música] A felicidade não a salvação fora da caridade. Quando a caridade chega, toda a tristeza logo se vai. [canto] Quando [música] a caridade chega, quem chorava não chora mais. Quando a caridade [música] chega, toda a tristeza [canto] logo se vai. Quando a caridade chega, [música] quem chorava não chora mal. Ao homem que alcançara o céu, pedindo orientação sobre as tarefas de benemerência social que pretendia estender na terra, o anjo da caridade falou com passivo: "Volta ao mundo e cumpre de boa vontade as obrigações que o destino te assinalou, para que te sintas de pé cada dia, milhões de vidas microscópicas. esforçam-se em tua carne, garantindo- ti bem-estar. Cada órgão e cada membro de teu corpo ampara-te abnegadamente para que te faças abençoado discípulo da [música] civilização. Os olhos identificam as imagens que já podes perceber, livrando-te da desordem interior. Os ouvidos selecionam sons e vozes para que não vivas desorientado. língua. Auxilia-te a expressar os pensamentos, enriquecendo-te de sabedoria. [música] As mãos realizam-te os sonhos, engrandecendo-te o caminho na ciência e na arte, no progresso e na indústria. Os pés sustentam-te a máquina física para que te arrojes a inércia.
de sabedoria. [música] As mãos realizam-te os sonhos, engrandecendo-te o caminho na ciência e na arte, no progresso e na indústria. Os pés sustentam-te a máquina física para que te arrojes a inércia. A boca [música] mastiga os alimentos para que te condenes à inação. Os pulmões asseguram-te o ar puro contra a asfixia. O estômago digere as peças com que nutrirás o próprio sangue. O fígado gera forças vitais [música] que te entretém a harmonia orgânica. O coração movimenta-se sem parar, escorando-te [música] a existência. Vives da caridade, de inúmeras vidas inferiores que te obedecem a mente. Torna, pois, ao lugar em que o Senhor te situou e satisfaz as tarefas imediatas [música] que o mundo te reserva. Caridade é servir sem descanso, ainda mesmo quando a enfermidade, sem importância te convoque ao repouso. É cooperar espontaneamente nas boas obras, sem aguardar o convite dos outros. >> É não incomodar quem trabalha, é aperfeiçoar-se alguém naquilo que faz para ser mais útil. É suportar sem revolta a biles do companheiro. [música] É auxiliar os parentes sem reprovação. É rejubilar-se com a prosperidade do próximo. É resumir a conversação de 2 horas em três ou quatro frases. É não afligir quem nos acompanha. É ensurdecer-se para a difamação. É guardar o bom humor, cancelando a queixa de qualquer procedência. É respeitar cada pessoa e cada coisa na posição que eles é própria. E porque o homem ensaiasse inoportunas indagações, o anjo concluiu: "Volta ao corpo e age incessantemente no bem. Não percas um minuto em descabidas inquirições. Conduze os problemas que te atormentam o espírito ao teu próprio trabalho e o teu próprio trabalho [música] liquidá-los. A experiência aclara o caminho de quantos lhe adquirem o tesouro de luz. Recolhe [música] as crianças desvalidas, ampara os doentes, consola os infelizes e socorre os necessitados. Não ouvide, pois, que a execução de teus deveres para com o próximo será sempre a tua caridade maior. Não guardes e nem fales, coração, palavras de azedume ou desesperação.
e socorre os necessitados. Não ouvide, pois, que a execução de teus deveres para com o próximo será sempre a tua caridade maior. Não guardes e nem fales, coração, palavras de azedume ou desesperação. O verbo que escarnece, [música] esfogueia, envenenina, traz em si mesmo a dolorosa pena de amarga frustração. [música] Muitas vezes nós mesmos trilha aa no pensamento que se desarvora, [música] nas teias da ilusão, sem motivo ou sem base. Para sair do mal e regressar ao bem, precisamos apenas de uma frase, do carinho de alguém. Na dor que nos governa, quantas vezes na vida a gente [música] espera simplesmente um sorriso para fazer o esforço que é [música] preciso, a fim de não perder nas lágrimas da prova a paz da fé sincera. Pensa nisso e abençoa. Aquela própria mão que te espanca [música] ou aguilhoa, fé, tristeza, amargura, transformam desventura [música] em maior desventura. Se a mágoa te domina, observa a lição da bondade divina. Se o homem tala o campo aos horrores da guerra, Deus reclama de verde as [música] úlceras da terra. Serre-se a noite fria, Deus recompõe sem falta os fugores do dia. Atire-se um calhal à fonte na espessura. Deus protege a corrente e a fonte lava a pedra [música] a beijos de água pura. E prossegue ind gente, doce, clara, bendita, [música] fertilizando o campo em que transita. Issole-se a semente pequenina [música] na clausura do chão. E eis que Deus a ilumina e ela faz a alegria e a fartura do pão. Que a poda fta golpes destruidores [música] e Deus reveste o tronco em auréulas de flores. Com quanto seja tudo a justiça [música] perfeita que nos premia, ampara, a primórita. >> Pelo poder amor incontroverso, Deus quer que a lei do amor seja cumprida para a glória da vida [música] nas mais remotas plagas do universo. Serve, pois, coração, a tolerância, a paz, a bondade [música] e a união. Embora desprezado, anônimo, sozinho, agradece em silêncio a injúria, o pranto, o espinho e serve alegremente. Dor é nova ascensão [música] à vida superior.
rância, a paz, a bondade [música] e a união. Embora desprezado, anônimo, sozinho, agradece em silêncio a injúria, o pranto, o espinho e serve alegremente. Dor é nova ascensão [música] à vida superior. Rende-te a Deus e segue para a frente. Pois Deus é caridade e a caridade ardente tudo cobre. de amor. E na nossa reflexão de hoje, lendo e comentando, trazemos mais um trecho da obra de Ângel A Guarute, missionário espírita das terras gaúchas, que nos escreveu grandes e pequenos problemas. Um livro publicado pela Federação Espírita Brasileira. Hoje ele faz uma abordagem que não é comum na literatura espírita, amar a Deus amando a si mesmo. Menciona então de início que o amor a si mesmo é o princípio do amor consciente. Estamos no estágio humano. Começamos a ter uma noção de individualidade, a percepção própria de quem conseguiu estabelecer uma consciência racional, ainda que incipiente, e por isso mesmo, o amor se torna consciente. Mas ao fazê-lo, diz ele, ele vai se chamar de egoísmo. Claro, nós estamos acostumados a pensar no egoísmo como algo negativo, como alguma coisa que precisa ser superada. até mesmo em situações de leitura adequada, ele passa a ser uma espécie de chaga da humanidade. Ora, isto é assim dizer-lhe, porque nós não compreendemos a sequência evolutiva na sua inteiraza, na sua plenitude. Se nós percebermos eh como se dá o processo dinâmico da autoconsciência, nós vamos verificar que o egoísmo é uma passagem, é um estágio de maturação, né? E com isso é que nós adquirimos a consciência da individualidade. Podemos então nos perceber como nós somos aquela figura que se concretiza agora numa individuação específica chamando humano. Por isso mesmo, ele deve ser revisto na nossa literatura como um princípio do amor a si mesmo. O que é que o egoísmo faz? faz com que nós procedamos eh buscando o melhor. Buscar o melhor é a marca do divino em nossas almas, em nosso modo de existir no mundo. Vimos anteriormente que as plantas buscam o melhor, os animais buscam o melhor na
ocedamos eh buscando o melhor. Buscar o melhor é a marca do divino em nossas almas, em nosso modo de existir no mundo. Vimos anteriormente que as plantas buscam o melhor, os animais buscam o melhor na sua conjuntura existencial. Eh, todos os seres estão nessa saga de afirmar-se através do melhor. Só que no estágio humano, esse melhor começa pela vivência e pela autoconsciência, que é uma busca do divino. Ora, isso aí caracteriza eh um espírito ainda jovem, ainda incipiente nas grandes leades eh como comemorativas do seu crescimento integrativo, né, durante a espécie humana. Mas não há que se condenar esta base. Aliás, nós precisamos recordar a frase de Kardec no livro A Gênese, quando nos diz que com o passar do tempo, o bem se transforma o mal em mal e aquilo que era estímulo ao progresso passa a ser o seu ent. Isso vale para tudo, inclusive para o estágio da autoconsciência autocentrada, individualizada. Então, precisamos reconhecer mesmo eh nessa situação que há a marca do divino, ao anseio de Deus, a manifestação natural dessa progressão para a totalidade. É claro que a forma de se expressar progressivamente será considerada grosseira, primitiva, ultrapassável, né? Mas precisamos valorizar esta fase, porque se não tivermos esta consciência, tenderemos naturalmente a querer estragar com a própria vida, destruí-la de alguma forma, porque não temos uma consciência individualizada bem arraigada sobre esse amor a si mesmo, que é o que garante a nossa caminhada enquanto ser que busca a sobrevivência no mundo corporal. Mas há uma segunda etapa, vai dizer ele, para aqueles que galgaram altruísmo. E, portanto, o egoísmo não é exatamente o contraponto do do altruísmo. Isso aprendemos em literaturas espiritualistas universais. O altruísmo é a ampliação da do circuito da autoconsciência, do campo onde nós agimos. E na verdade o altruísmo é como se nosso ego tivesse se ampliado de tal maneira que o outro foi incluído em nossa realidade. E nós então chamamos dessa forma porque normalmente está
o onde nós agimos. E na verdade o altruísmo é como se nosso ego tivesse se ampliado de tal maneira que o outro foi incluído em nossa realidade. E nós então chamamos dessa forma porque normalmente está muito além daquilo que nós estamos acostumados. Mas o altruísta precisa desenvolver uma qualidade quando está na fase ainda de afirmação desse nível de maturação. é olhar para aqueles seres que não alcançaram esse estágio e promovê-los de alguma forma, facilitando a sua condição de progresso, mostrando as vantagens de ser altruísta e, mais que isso, propiciando-lhes meios ambientais facilitadores para que eles se desloquem do egoísmo individualizado, autocentrado para essa vivência altruísta, inclusiva, que valoriza aeridade e e que consegue então perceber que Deus também está no outro, né? Mas de qualquer sorte, hoje vamos pensar qual é o estágio nosso de percepção autoconsciente amorosa, eh, a partir do nosso ego, a partir da nossa individuação, a partir desse nosso estágio de maturação psíquica. Deus sempre está presente em nosso ser, porque nós somos a partícula divina individualizado. Nunca [limpando a garganta] nos esqueçamos disso. Amigo, auxilia-me para que eu te [música] consiga auxiliar. Não me relegues ao amanhã e nem me ignores a presença. O Senhor enviou-me ao teu encontro para que eu te sirva de apoio na senda da elevação. Em teu caminho, no entanto, estou entregue à tua [música] vontade. Hoje sou convite, ideia, sugestão. Manhã, [música] porém, se quiseres receberme na contabilidade da vida por passaporte em demanda aos reinos da luz, emprega-me com bondade para que os outros nos acolham com entendimento e simpatia. Protege-me contra a omissão. [música] Conduz-me ao rumo daqueles que contam conosco sem exigir que nos procurem. Auxilia-me a ouvir qualquer irmão em dificuldade com paciência [música] e compreensão, para que não falte a esperança em todos aqueles que nos [música] requisitem a companhia. Deixa que o perdão e a tolerância nos sigam [música] de perto, a fim de que as
aciência [música] e compreensão, para que não falte a esperança em todos aqueles que nos [música] requisitem a companhia. Deixa que o perdão e a tolerância nos sigam [música] de perto, a fim de que as nossas palavras não se percam no vazio. Agradece a moeda ou a medalha de recursos [música] que o céu te envie às mãos para a nossa lavoura no bem. Mas não ouvides [música] que a nossa tarefa será sempre constituída de parcelas do nosso amor. De ti depende a felicidade de prosseguirmos adiante [música] com a bênção de Deus. Que seja assim. >> Traz a luz cantando [canto] a canção [música] do amor. Fonte [música] inesgotável de vida. A caridade [canto][música] é luz. a ser seguida. Será preciso [música] se entregar a emoção. Nutrir com a vontade o coração. Beber [música] a [canto] indulgência, respirar perdão, [música] ir além. [canto] em favor de alguém. M.
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