Construindo relações fraternas no lar - Cristiane Beira
📌*VII Fórum Espírita de Rio Paranaíba* 📆*Dia*: 15/03/2026 (domingo) ⏰*Horário*: 14h00min Tema: O poder da palavra – construindo relações fraternas no lar - Cristiane Beira *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com
Web Rádio Fraternidade. É Web [música] Rádio Fraternidade, a nossa ferramenta de paz. [música] Alcançando ruas, campos e cidades com avisar, amor, muito mais. É [música] a Web Rádio a nossa ferramenta de paz, [música] levando o consolador a toda parte, com amizade, [música] amor, muito mais. A casa espírita Casa do Caminho é localizada em Rio Paranaíba, Minas Gerais. Ela possui várias atividades assistenciais direcionadas para a comunidade vulnerável da cidade. Assim, nasceu em 2022 o projeto Mãe Maria, que visa apoiar a reencarnação dos espíritos que adentram [música] o planeta nesta nova era, bem como apoiar suas mães em caráter emocional e material durante a gestação. Sim, são promovidos encontros semanais [música] em que as mães são acolhidas recebendo orientação sobre purericultura, planejamento familiar, doenças [música] sexualmente transmissíveis, dentre outros assuntos. 130 gestantes já foram contempladas no projeto com ajuda do kit enxoval, viabilizado [música] pelas doações financeiras dos patrocinadores desta causa. Quer ajudar? Doe por meio [música] do Pix ou por depósito na conta do CicOB. Olá, queridos amigos, queridos companheiros de Espírita. Muito boa tarde a todos. Boa tarde a todos mais uma vez. Estamos aqui mais uma vez ao vivo para o nosso sétimo Fórum Espírita de Rio Paranaíba. Hoje é dia 15 de março de 2026. Estamos aqui com 14:03 e estamos começando mais um trabalho maravilhoso neste segundo bloco. O primeiro bloco foi de manhã, nós tivemos Waltermar Crep, tivemos Wesley Caldeira e Ercí Cile trazendo para nós de forma brilhante os três primeiros temas deste assunto primoroso que é família, um projeto divino. E nós estamos aqui continuando os nossos trabalhos e hoje nós temos a alegria de ter mais três convidadas à tarde. Cristiane Beira, Sérgio Tilsen e Cláudio Honor trazendo as suas contribuições. E também gostaríamos de trazer o agradecimento especial a eles e a todos vocês que estão conosco aproveitando estes momentos unidos, unindo os corações em favor do evangelho de Jesus
as contribuições. E também gostaríamos de trazer o agradecimento especial a eles e a todos vocês que estão conosco aproveitando estes momentos unidos, unindo os corações em favor do evangelho de Jesus e do Espiritismo. Não poderíamos deixar também de agradecer aos nossos órgãos transmissores deste evento, Web, Rádio Fraternidade, TV Secal, o CR Planalto, a Rede Amiga Espírita e também a Mansão do Caminho que especialmente nesta palestra próxima da Cristiane Beira vai estar também fazendo a retransmissão. Então, desde já agradecemos a todos vocês que nos apoiam, nos incentivam a levar o Cristo à frente em todos os corações humanos. E a Cristiane nos pediu encarecidamente para poder fazer a gravação de sua palestra exclusiva para este evento, porque ela tinha outras demandas em relação ao dia de hoje. Infelizmente não pôde estar presente ao vivo, mas está deixando o seu recado. E aqui teremos ela agora com a sua palestra, eh, construindo relações afetivas no lar com o poder da palavra. Cristiane, agora é com você, minha irmã. Muito obrigado pela sua contribuição. >> Sétimo Fórum Espírita de Rio de Paranaíba. Muito obrigada. Que Jesus nos abençoe e que possamos caminhar juntos nessas reflexões a respeito do poder da palavra nas relações familiares fraternas. A palavra pode tanto construir como desorganizar e desarmonizar o nosso lar. A palavra é um instrumento valioso e precisa, merece ser considerada, ser analisada e ser estudada. É pela palavra que tivemos chance de conhecer o nosso grande modelo e guia Jesus. É nas suas palavras que buscamos que buscamos consolo, orientação. É por meio de palavras e de linguagem que tivemos acesso aos grandes pensadores. Kardec se utilizou das palavras que utilizou e utilizou de uma forma tão brilhante, nos apresentando de uma forma tão pedagógica como o pedagogo que era. A palavra é muito importante, precisa e merece esse espaço. Então, muito obrigada pela chance de estarmos aqui e de fazermos essa reflexão. A enciclopédia ou as enciclopédias, quando
pedagogo que era. A palavra é muito importante, precisa e merece esse espaço. Então, muito obrigada pela chance de estarmos aqui e de fazermos essa reflexão. A enciclopédia ou as enciclopédias, quando elas vão definir o o ser humano, o homem, elas usam algo do tipo, como descrição, como explicação. É um animal racional, moral, social. é um mamífero, bípede, bímano, capaz de linguagem articulada, que ocupa o primeiro lugar na escala zoológica, é o ser humano. Olha que importância tem a nossa espécie, quantos atributos valiosos. A antropologia na busca de compreender o ser humano, de definir o ser humano, algumas vezes procurava enxergar o que o ser humano era capaz de fazer e tentava descrever o ser humano assim. Outras vezes olhava o que o ser humano era capaz de sentir e tentava descrever o ser humano assim. Outras vezes olhava pra mente, pro raciocínio e também tentava descrever o ser humano assim. O fato é que essa descrição até hoje é questionada, ampliada, modificada e e a gente ainda tá tentando entender esse ser humano. O fato é fato. E a gente precisa admitir que a linguagem é um dos pontos principais e dos principais atributos do ser humano, dos atributos mais nobres, porque a linguagem ela se relaciona com o pensamento, ela organiza inclusive o nosso mundo interno. Quando vamos e eh praticar ou ou buscar o autoconhecimento, é por meio da palavra. Os settings terapêuticos, as terapias psicológicas e outras tantas, elas acontecem por meio da palavra. A palavra é matériapra para descrever o mundo interno. Quando vamos falar com as crianças para ajudá-las a se a se conhecerem, a crescerem, a entenderem de si, nós vamos ensiná-las a nomear as emoções e os sentimentos. A linguagem permite todo o universo que se abre ao ser humano. E a linguagem não é só a falada, a linguagem corporal, a linguagem gestual, a linguagem eh eh de postura, enfim. Aí entramos no mundo, no universo inteiro. Quando a antropologia foi estudar o ser humano para tentar entender esse esse
a linguagem corporal, a linguagem gestual, a linguagem eh eh de postura, enfim. Aí entramos no mundo, no universo inteiro. Quando a antropologia foi estudar o ser humano para tentar entender esse esse ser especial, que parece ser especial, mais nobre em termos de complexidade, de evolução, ela anotou algumas coisas. A linguagem foi a principal, mas ela anotou algumas outras coisas também nesse ser humano. A presença de rituais. Veja que a evolução ela mostra que tudo que as espécies faziam tinham como intenção a sua permanência, a sua sobrevivência. Então, era sempre uma uma tentativa de buscar meios mais eficazes de permanecer na Terra, de sobreviver, de viver. Então, todas as as ações, tudo aquilo que se observava era procurando mais proteção, mais alimentação, mais eh segurança com menos esforço. Quando eles vão analisar o o ser humano lá nos seus primórdios, nas primeiras experiências humanas na Terra, eles notam algumas coisas que não parece ter ã finalidade evolutiva. Os seres humanos enterravam os seus mortos com rituais, porque existe algumas espécies que foi detectado que eles de alguma forma cobria os bichinhos, a ave, mas o ser humano fazia um ritual. Então pensa pro processo evolutivo, o que que adianta você enterrar um morto fazendo um ritual, né? Outra coisa que eles perceberam era a arte, as figuras rupestres, por exemplo, né? Que que adianta você encontrar um uma tinta, descobrir como extrair do vegetal para formar um a a própria substância para ir você ir lá e fazer pinturas? É uma energia, é um tempo gasto. Para quê? Que que que que que isso vai me trazer? Comida não vai, proteção não vai. Então, o ser humano ele é diferente porque ele se permite experiências que não são justificadas pela materialidade. Que mais? O louvor a Deus, essa relação com algo que transcende, que também é só o ser humano que faz. Mais uma vez, pela matéria, né? Pela matéria em si, você louvar um ser que não está na matéria não vai fazer você ter mais comida. Mas o homem ele tinha crenças que ele
mbém é só o ser humano que faz. Mais uma vez, pela matéria, né? Pela matéria em si, você louvar um ser que não está na matéria não vai fazer você ter mais comida. Mas o homem ele tinha crenças que ele acreditava que tudo isso tinha finalidades que eh transcendiam a matéria. Isso é falar de ser humano. E aí a gente vai ver que essas coisas, entre aspas, inúteis, muitas vezes elas eram vivenciadas por meio das trocas e a linguagem entra aí. A linguagem inaugura ou promove, inaugura não, porque a gente já tinha trocas antes dessa linguagem articulada, né? O ser humano já trocava de alguma outra forma, desde que viveu na Terra, sempre viveu em grupo, sempre foi eh eh gregário. E aí quando não sabia falar, não tinha linguagem articulada, se se comunicava de outro jeito. Mas o fato é que a linguagem, e de novo, aquela linguagem inicial, ainda que não fosse articulada, era um tipo de linguagem, ela que permitiu ao ser humano evoluir diferente do que os animais evoluem, porque os animais evoluem só por força da própria natureza, por força dos instintos, que sim podem ir se aprimorando, mas não deixa de ser instinto. O homem, quando ele tem a linguagem, ele permite as relações e ele permite, inclusive esse pensamento ser refletido e a criatividade e o o instinto investigativo. E a gente começou a criar coisas que os animais não criavam. E a gente começou a contar pros outros aquilo que a gente fia eh fazia. Então, as gerações passaram a deixar heranças que os animais não deixam. a gente começou a a usar aquilo que a gente tinha aprendido para já deixar pronto pra próxima geração. Então, nós começamos a acumular conhecimento, experiência e assim a gente vai evoluindo. Tudo isso rapidamente falado nesses instantes iniciais é para mostrar que às vezes a gente não tem noção ou pelo menos não traz à consciência a importância da linguagem para a espécie humana, para a evolução. Porque se a gente soubesse, tivesse realmente plena consciência da importância da linguagem, certamente a
enos não traz à consciência a importância da linguagem para a espécie humana, para a evolução. Porque se a gente soubesse, tivesse realmente plena consciência da importância da linguagem, certamente a gente investiria recursos, tempo, energia. a gente dedicaria à vontade em aprimorar nossa linguagem. Não estou falando em estudar outras línguas para falar outros idiomas. Estou falando em investir energia, intencionalidade em saber se comunicar melhor. Aí eu pergunto, quem é de nós que investe em entender como faz, como é o mecanismo que produz a linguagem, a expressão, como é que ela se relaciona com as emoções? Como é que eu consigo regular essas emoções para que a linguagem não seja simplesmente um instrumento de falar o que eu não queria ter falado e e e acabar me atrapalhando ainda mais do que se eu não tivesse falado. Saber falar, a fala a fala da maneira assertiva, objetiva, amorosa. Quem é que se dedica a estudar, a pensar a respeito disso? Nós fizemos agora pouco tempo eh nos estudos que promovemos junto da mansão do caminho da série psicológica de Joana de Ângeles, Psicologia Espírita à luz eh de Joana, Psicologia Espírita trazida por Joana de Ângeles, nós fizemos uma temporada inteira falando sobre comunicação, esse convite para que possamos olhar e melhorar e elaborar e entender para que a gente melhore a nós e as nossas relações. a gente se prejudica muito, a gente se atrapalha muito e a gente gera muito sofrimento simplesmente por não sabermos nos comunicar adequadamente, não precisa nem ser bem adequadamente. A gente se atrapalha muito e atrapalha muito os relacionamentos por não termos uma condição mínima de uma boa comunicação. Quando se a se a antropologia estudou o ser humano, a filosofia também procurou estudar. E a antropologia entendeu que a linguagem era um ponto central pensando em evolução, a filosofia também se aproveitou disso para estudar essa linguagem. E os primeiros filósofos, os grandes filósofos clássicos da antiguidade, praticamente eles fizeram
nto central pensando em evolução, a filosofia também se aproveitou disso para estudar essa linguagem. E os primeiros filósofos, os grandes filósofos clássicos da antiguidade, praticamente eles fizeram filosofia por meio da linguagem, tanto usando como instrumento como pesquisando a própria linguagem. Então, nós temos, por exemplo, a retórica, que foi uma escola utilizada, né, na na nas primeiras civilizações e na e na filosofia antiga, se ensinava a retórica nas escolas, era uma das principais e poucas matérias. A retórica era uma das principais eh formas de transformar, de desenvolver os alunos dentro das das escolas filosóficas lá daqueles tempos antes de Jesus. e depois de Jesus também. E o que que a retórica trazia? Era uma arte de convencer, mas no sentido de ser claro, ser assertivo, ser objetivo, ser lógico. É uma linguagem que vem estruturada. Percebe que hoje a gente tá distante disso. A gente fala, fala, fala, fala, fala e não fala nada. Ou a gente fala de jeitos que são agressivos, provocadores, a gente não tem mais aquela elegância. Tanto que quando a gente encontra alguém com um discurso bem preparado, estruturado, de uma forma assertiva, mas ao mesmo tempo coerente, educada, a gente se encanta, porque são poucos, são raros. Mas lá na época de Sócrates, Platão e Aristóteles, isso se ensinava nas escolas. tinha se objetivo de aprimorar a forma de se comunicar, pelo menos para aqueles que podiam frequentar as as escolas, né? Então, eh, o próprio, eh, Aristóteles quando vai quando vai trazer a, a sua, o seu estudo sobre a retórica, ele explica a estrutura, a forma ser eficiente na sua fala e ela é usada até hoje. Muitos dos grandes discursos que impactaram a humanidade foram produzidos, foram escritos com base nesse caminho que Aristóteles deixa. Então ele diz que para você trazer uma mensagem, para você fazer a sua comunicação, você deve respeitar três tópicos principais, três pilares principais. A sua fala tem que trazer um etos, um patos e um logos. O que que é
a você trazer uma mensagem, para você fazer a sua comunicação, você deve respeitar três tópicos principais, três pilares principais. A sua fala tem que trazer um etos, um patos e um logos. O que que é trazer um etos? Esse etos é você, é quem fala, com qual propriedade eu falo, com base em que pessoalmente eu falo. Então quando a gente diz assim, fulano disse, e a gente diz, mas quem é esse fulano? Porque um fulano que rouba falar de honestidade, ele não tem etos para isso. Como é que alguém rouba vai querer dar lição de moral, vai querer falar sobre honestidade? Não, você não tem etos para isso. Sai fora, né? Eetos é a propriedade de quem fala. Então, dependendo de quem fala, do assunto que fala, a gente para para ouvir, porque eu quero saber, um empresário de grande sucesso que conseguiu construir do nada um império por meios eh lícitos, né? A gente quer ouvir ele a respeito de como ser um empreendedor, mas uma pessoa que tentou empreender is chegou em lugar nenhum, eu vou querer ouvir. Ela não tem etos para falar. Ela tentou, mas não deu certo. Mas eu quero saber sobre religião. Eu quero saber então desses grandes religiosos que viveram. Alguém que não pratica o que o que prega me me enriquece? Não. Essa pessoa não tem etos. Então Aristóteles fala desse etos, quem é que fala? Que que que palavra que ele carrega a partir da vivência pessoal? Ele fala também que a gente precisa pôr na nossa fala um patos, ou seja, eu preciso ter afeto, eu preciso estar comovida, eu preciso estar tocada, senão eu fico um robozinho. Fala, fala, fala, fala, fala, fala. Muito bonito que você falou, não me pegou. A gente se conecta um com o outro pela emoção, gente, é pelo afeto. Então, quando eu falo, se eu não carrego de afeto, se vocês não sentem que eu tô falando com paixão do que eu falo, eu não ligo, eu não prendo. Então, eu preciso ter um patos, eu preciso falar a partir de um lugar que eu me sinto tocada. Eu estou falando hoje sobre comunicação. Se eu não tiver uma história de comunicação,
ligo, eu não prendo. Então, eu preciso ter um patos, eu preciso falar a partir de um lugar que eu me sinto tocada. Eu estou falando hoje sobre comunicação. Se eu não tiver uma história de comunicação, se eu não tiver experiências pessoais de comunicação, se eu não tiver um investimento a respeito do de como eu tenho procurado melhorar a minha comunicação com os meus filhos, com o meu marido, o como eu tento melhorar a forma como se eu não tiver essa propriedade, a minha fala vai ser metálica. É como o apóstolo Paulo que fala da caridade que não é desse lugar. Se a caridade não tem patos, ela é um sino que bate, só faz barulho, mas não transforma, não toca, não, não se aproxima. O patos é isso, é de que lugar que eu falo interno, de quais emoções eu tenho afeto para poder oferecer na fala quando eu falo. E por fim, logos, né, o que que de fato está sendo falado. Aí o lado racional, porque de novo tem muita gente que fala, nos prende atenção, fala com propriedade, com paixão. Ela termina de falar, você pergunta assim para mim: "O que você aprendeu?" Eu não sei falar. Não teve uma linha lógica, não foi assertiva, não teve um propósito, teve fato ali, não teve informação, não teve conhecimento, não teve cultura, não enriqueceu, só foi uma performance linda. Então, olha quantos recursos a gente tem que lá, desde antes de Jesus já foi descrito. A gente usa a retórica. A gente quando vai, preciso ter uma conversa difícil com o meu filho. Vem aqui, se conecta com você. Bom, eu vou falar com o meu filho sobre disciplina, tá? Primeiro, eu eu posso falar com o meu filho de disciplina, se eu sou indisciplinado, se eu falto da minha eu eu eu fico pagando academia, mas eu não apareço. Se eu vivo começando e terminando e não continuo o que eu fa que eu que eu começo. Se eu não consigo regrar o que eu como, eu vou falar pro meu filho da disciplina. Mas ah, então não posso falar. Pode, mas você vai desse lugar, você vai se conectar com esse patos em você. Filho, preciso falar com você sobre disciplina.
o, eu vou falar pro meu filho da disciplina. Mas ah, então não posso falar. Pode, mas você vai desse lugar, você vai se conectar com esse patos em você. Filho, preciso falar com você sobre disciplina. Não porque eu seja a pessoa disciplinada para se dar exemplo, eu gostaria de ser, mas não sou. Mas justamente então vou falar com você desse lugar, desse pato, desse afeto. Você não sabe o quanto isso me transtorna a vida, quanta oportunidade eu perdi, o mal que me fez pra saúde. Ótimo. Isso é válido. Isso comunica. Eu tenho etos para falar porque eu não estou falando de quem ensina o outro, do que não faz. Eu estou falando justamente de quem não sabe o fazer. E eu tô dizendo pro outro, não me siga, porque eu já estive nesse lugar e ele não é muito bom. E por fim, o logos, eu trago uma mensagem que é útil, que é racional, que tem cultura, que tem informação. Então, quando eu vou conversar com alguém, eu preciso, quero pedir um aumento pro meu chefe. Usa isso, quem é que pede? Bom, eu tenho propriedade para fazer, porque olha o que ele me pede, eu fico fora do horário, eu sou pau para toda a obra. Eu tenho entregado o que ele tem me pedido, tá bom? Então, se conecta com esse lugar, com essa emoção. Olha, chefe, eu estou aqui fazendo uma autoanálise. Olha, eu percebo que eu tenho me esforçado, eu tenho me dedicado, eu fiz isso, eu fiz aquilo nesse momento, tá vendo? Eu eu estou me apropriando, então a minha conversa certamente vai ser mais eficaz. E aí eu apresento logos. Eu vim aqui para conversar da possibilidade de um crescimento, de uma promoção, queria entender como funciona, se existe espaço, o que que você acha, quer um feedback seu a respeito do que eu tenho me posicionado. Essa é uma conversa eficaz, mas a gente usa isso? A gente não usa. A gente vai conversar, a gente traz um tom que humilha. Eu não vou falar de mim, eu falo do outro. Eu aponto o dedo. Eu fico repetindo 300 vezes a mesma coisa que a gente não aguenta mais escutar o outro falar. A gente vem apontando o dedo, dando lição
ha. Eu não vou falar de mim, eu falo do outro. Eu aponto o dedo. Eu fico repetindo 300 vezes a mesma coisa que a gente não aguenta mais escutar o outro falar. A gente vem apontando o dedo, dando lição de moral. Outras vezes a gente tá a gelo. Ah, vou ensinar uma lição nele, vou dar uma uma esfriada. Que que ensina a esfriar? Isso é punição, isso é vingança, né? Ou às vezes a gente é irônico, a gente debocha, a gente tira sarro, né? Então são posturas que a gente vê muito mais, infelizmente. Dificilmente a gente vê uma uma linguagem estruturada, uma comunicação pensada, refletida, analisada. Dificilmente a gente se comunica a partir de dentro. A gente se comunica a partir do outro. Eu vou falar porque o outro precisa escutar, porque eu prestei atenção no outro. O outro é muito assim. A gente julga, a gente aponta o dedo, a gente entra em tons de deboche, de autoridade. A gente entra como se a gente fosse maior do que o outro. Escuta que eu vou te ensinar, meu filho. É sempre essa postura. A gente vai falar com os filhos, a gente já vem. Você não sabe na minha vida como foi quando eu era criança. Se eu pudesse ter o que você tem. Que que gosta de escutar isso? A gente já não criou um campo favorável, a gente já chega criando defesas no outro. Ele já começa a escutar levantando um monte de escudo, de barreira, de muro. Então, se a gente quiser aprimorar as famílias, e eu sou a primeira a investir nas famílias, porque a gente sabe, Joana deângeles escreveu um livro Constelação Familiar para mostrar pra gente que a família é a primeira célula da sociedade, como é que eu vou estruturar um organismo inteiro se a célula tá doente? A gente sabe o que que é o câncer. É uma célula que começou desorganizada e ela vai contaminando as outras e vai até contaminar um tecido, até contaminar um órgão, até contaminar o sistema. Então, se a gente quiser um sistema saudável, a gente tem que cuidar das células. E a família é uma célula da grande sociedade, por isso que ela olha pra família, por isso que ela cuida da
o sistema. Então, se a gente quiser um sistema saudável, a gente tem que cuidar das células. E a família é uma célula da grande sociedade, por isso que ela olha pra família, por isso que ela cuida da família. E a família é feita com base em que nós começamos dizendo que o ser humano se agrupa diferente dos animais. Por quê? Porque ele tem a presença das trocas intencionais raciocinadas. E como que a gente troca por meio da linguagem? Ah, mas lá atrás não tinha linguagem articulada, mas tinha outros outros meios de linguagem. A gente trocava por meio de sons, de gestos. A humanidade se estruturou com base na linguagem. a linguagem importante. Então, a gente precisa investir nessa comunicação pra gente abandonar isso, esse tom que humilha, essa repetição que desgasta. Eu já falei 300 vezes, então não tá adiantando. Se você falou 300 vezes, a pessoa continua fazendo, não tá adiantando, não precisa falar de novo. Muda sua abordagem, muda sua abordagem. Eu me lembro aqui de uma história que eu escutei um psiquiatra uma vez contando e ele fazia atendimentos também terapêuticos e ele tava atendendo um pai e esse pai tinha um filho que estava se envolvendo com drogas e o pai tava perdendo a mão, não tava conseguindo controlar. E qual era a abordagem do pai? por meio da ameaça, por meio do medo, porque ele tava querendo ver se ele conseguia impedir que o filho fosse. Então ele chantageava, ele prendia, ele gritava, ele esprneava, ele achando, ele punha medo, ele fazia medo. Era essa abordagem para ver se ele conseguia criar um medo no filho pro filho deixar de usar e não tava adiantando nada. E um dia esse psiquiatra falou para ele: "Olha, você já testou isso inúmeras vezes? Não tá adiantando. Que tal você mudar sua abordagem?" E aí ele falou: "Mas o que eu posso fazer?" Aí o psiquiatra falou: "Sei lá, dá um abraço ao invés de você xingar, dá um abraço." E falou nisso como se quem deixa alternativa, mas não necessariamente isso, mas só para exemplificar que tem outros jeitos. Então esse pai foi para
dá um abraço ao invés de você xingar, dá um abraço." E falou nisso como se quem deixa alternativa, mas não necessariamente isso, mas só para exemplificar que tem outros jeitos. Então esse pai foi para casa e na sequência dos acontecimentos o filho foi preso por droga e o delegado lá, o policial chamou: "Ó, seu filho tá aqui, venha pra gente fazer o, né, os trâmites que precis fazer, você vai levar ele embora". Enfim, a gente já fez o BO e e ele foi lá para tomar as providências jurídicas, né, como pai. E aí ele chega, o filho já tava esperando aquela bronca, né, aquela bronca na frente do delegado e o delegado abre lá o lugar onde ele tava preso, ele sai. E o que que o pai fez? O pai lembrou do psiquiatra, falou: "Sei lá, abraça". O pai deu um abraço e aí o pai se conectou com um lugar dele diferente, não é? a lugar do bravo, do autoritário, se conectou com o lado humano dele, sensível, emotivo, abraçou o filho. E ele disse que nessa hora que ele abraçou o filho, veio algo diferente do que vinha, porque ele adotou uma atitude diferente. O mundo interno respondeu diferente. Ele disz que abraçou o filho e falou pro filho assim: "Como que eu posso te ajudar? O que que eu posso te oferecer? Ele não veio dando bronca. você de novo. Eu já falei porque você não pode, você não presta, você não serve não. Como é que eu posso te ajudar? E aí eles foram para casa, o filho desabou chorar, eles foram para casa, o filho chamou o pai pro quarto, abriu a gaveta e entregou uma carta e falou: "Pode rasgar". E o pai falou: "Mas o que que é isso?" E o pai abriu: "Era uma nota suicida. Era uma carta que o filho tinha escrito com intenção de um dia se acontecesse alguma coisa". Ele disse pro pai, pode rasgar. Veja que uma uma abordagem diferente mudou todo o rumo de uma vida. Só porque o pai saiu desse lugar que não está funcionando, mas que a gente insiste em ficar. Então, vamos ser criativos. Se a gente tentou um caminho, não funciona, vamos dedicar tempo a entender que mais que eu posso fazer, qual outra forma,
stá funcionando, mas que a gente insiste em ficar. Então, vamos ser criativos. Se a gente tentou um caminho, não funciona, vamos dedicar tempo a entender que mais que eu posso fazer, qual outra forma, qual outro meio, qual outra abordagem. Mas a linguagem é o caminho, a comunicação é o caminho. Mas ela é tão ampla, a gente pode fazer de tantas formas. Veja que a retórica traz aqui pra gente. Quando você for falar, prepara a sua fala. Se você tem algo para conversar, não sai falando. Ai, no fim, falei o que eu não queria ter falado. Não falei o que eu precisava ter falado. Porque você não se prepara. Não quer dizer que a gente vai virar robô e ficar planejando tudo que vai falar. Lógico que tem as nossas interações do dia a dia, mas se eu tenho um assunto sério para tratar com alguém, com meu sócio, com meu filho, com meu marido, planeja isso. Planeja com base no que já se sabe. Veja que Aristóteles lá atrás já deixou pra gente. Quando você for falar, cria um discurso com base nisso. E quando a gente vai ver, como eu falei, os maiores, os discursos mais importantes, aqueles que você decora, eles são construídos com base na retórica que Aristóteles apresenta, Patos e Logos. Esse é um instrumento. Mas a gente tem outros. Sim, a gente tem. Sócrates deixou pra gente a Maêutica, o parto das ideias. de novo, ele via a mãe dele trazer a vida, vida que vinha, mas assim, a mãe dele só facilitava, a mãe dele só promovia. E ele disse que ele também seria esse parteiro, mas parteiro de ideias. E ele morreu por causa disso. Ele morreu porque ele dava liberdade, ele dava autoridade pros jovens. Ele não domesticava, como a gente vê hoje acontecendo, infelizmente, dentro da educação. É uma domesticação, é um condicionamento. Hoje se ensina nas universidades e nas escolas o que pensar. Você vai pensar assim. Se você pensar diferente disso, eu vou aqui dentro fazer bullying com você, mesmo sendo professor. A gente não tem visto isso. Não existe mais liberdade de pensamento. A sala de aula
vai pensar assim. Se você pensar diferente disso, eu vou aqui dentro fazer bullying com você, mesmo sendo professor. A gente não tem visto isso. Não existe mais liberdade de pensamento. A sala de aula deveria ser pluri, deveria ser multi. A gente deveria ter todos os tipos de pensamento ali. O professor deveria vir para fazer parto de 10. Não, só vai nascer um filho. Vai ser todo mundo igual. Só vou fazer nascer um tipo de pensamento. Olha o absurdo onde a gente chegou. Por que que a gente chegou nesse absurdo? Porque a gente não sabe mais investir nesse pensamento crítico, nessa análise, na comunicação em que a gente se planeja. A gente é condicionado facilmente. Alguém publica uma coisa na internet e você assume aquilo como verdade. Quantas vezes eu recebo, a gente recebe coisas. Eu já passei porque eu cheguei, achei que aquilo aquilo era, alguém inventou aquilo e para mim era verdade. Porque não tem um pensamento crítico, porque não para para analisar, porque não dá tempo de verificar, vai fazendo e vai reproduzindo. Sócrates propõe a maêutica, o parto das ideias. Então, que que ele trazia como como eh ferramenta? A pergunta. A pergunta. Questione mais. Não, eu não quero questionar. Eu quero ensinar, eu quero falar, é a minha opinião, eu quero que os outros pensem o que eu penso, eu quero ganhar o disc, eu quero ganhar o debate. Eu quero impor o que eu penso, todo mundo, porque é lógico o que eu penso. É, o outro acha que é lógico o que ele pensa também. Então, se abra, se desarme, escute mais. A escuta empática é a base da comunicação. A fala amorosa que quer construir e não impor, domesticar, condicionar. É quase que uma doutrinação que tem acontecido hoje, né? Então a maêutica, ela não afirma, ela pergunta, ela não acusa, ela provoca a reflexão, ela não impõe, ela acompanha. Então, como que Sócrates fazia? Se você chegasse para ele e fizesse uma afirmação, sei lá, ã, a terra é plana, ele não ia falar: "Você é um bobo? você. Absurdo que você está falando. É lógico que naquela época ele
ue Sócrates fazia? Se você chegasse para ele e fizesse uma afirmação, sei lá, ã, a terra é plana, ele não ia falar: "Você é um bobo? você. Absurdo que você está falando. É lógico que naquela época ele nem sabia disso ainda, né? Se bem que já tinha alguém lá começando a cogitar. Mas dando um exemplo, se fosse nos dias atuais, ele não iria para esse caminho. Ele começaria a fazer perguntas. Ah, é? E alguém já caiu dela no final? Ele ele faz a gente pensar e você chega sozinha nas reflexões. Por isso que é um parto, porque sai de mim. Ele não impõe a versão dele, ele faz com que eu chegue na minha versão pela lógica, pela reflexão eh eh provocativa por meio de questionamentos e de um de um desenvolvimento racional. A gente mesmo chega nas nossas considerações, né? Então a gente olhando isso pra família é como que se ao invés de falar assim: "Você é um irresponsável, né, pro filho". Por exemplo, você diria assim, ó: "O que que você acha? Que que você achou que aconteceria quando você fez o que fez, né? Então eu tô pedindo para ele, me conta, você parou para pensar?" "Ah, não parei para pensar. Ah, o que que você acha que acontece quando a gente não para para pensar antes?" Eu lembro também de Ruben Alves, tem uma cena que tá aí, se a gente procurar, a gente acha. é linda. Ele era um, ele para mim, ele era um, ele era o educador. E aí ele conta um dia que ele tava lá na oficina dele, acho que era marcenaria que ele fazia, ele dava com madeira. Aí ele tava lá no seu hobby e a filha da ajudante da casa dele lá entra uma menina lá dos seus 10 anos e ele tava com uma serra, ele tava com os instrumentos, com a fita métrica e ela fala assim, ela fica curiosa, né? criança ainda é curiosa, depois a gente perde a curiosidade e ela fala: "O que você tá fazendo? O que que é?" Não, ela pergunta assim: "O que que é isso aí?" E aí ele vai descrevendo, gente, de uma maneira tão legal. Ele ele responde o que ela fala. Isso é uma isso é uma, por exemplo, isso é uma fita, isso isso é uma trena. Para que serve?
que é isso aí?" E aí ele vai descrevendo, gente, de uma maneira tão legal. Ele ele responde o que ela fala. Isso é uma isso é uma, por exemplo, isso é uma fita, isso isso é uma trena. Para que serve? para medir. Aí ele começa a fazer perguntas para ela e ela vai respondendo e no final da história ela entendeu a escala desse mal. Então ele explora ali, traz ela pro Jô. Ele não fala assim: "Senta aí que eu vou te ensinar tudo isso daqui assim, funciona desse jeito". Não, ele ele sempre provoca para que você consiga encontrar as respostas, né? Essa é a verdadeira educação. E ao invés de você falar, eu já falei milhões de vezes, né? Você pode perguntar: "Eh, por que que você acha que fazendo a mesma coisa que você sempre fez, você vai chegar num resultado diferente?" Ou você, deixa eu perguntar uma coisa, você acha que se você continuar fazendo isso daí que você tá fazendo já várias vezes, em algum momento vai sair uma coisa diferente? Porque daí você desmonta a pessoa, ela vai ter que falar para você: "Não, eu sei que não vai". Então, por que que você continua fazendo? Se você tivesse que escutar alguém te dar uma bronca, você preferia que alguém te perguntasse, alguém falasse assim: "Cris, eu já falei para você milhares de vezes". Ou você preferia que a pessoa falasse: "Ô, Cris, eu vi que você tá repetindo a mesma coisa e sempre chegando no mesmo o mesmo resultado, né? Frustrante, inclusive, você acha que alguma vez isso vai dar diferente?" Eu vou, eu vou ficar até envergonhada, né? Porque eu vou falar, ai eu sei que não, eu não consigo. Ai, quando eu vejo eu já tô fazendo. Ah, e você quer ajuda para ver se você consegue? É convidativo isso. Isso acolhe, isso abraça, isso abre do que a gente apontar dedos, né? E a gente tem também outros recursos que não são tão bons. Por exemplo, lá na época de Sócrates, ele combatia os sofistas. E ele combatia os sofistas por quê? Porque Sócrates era um filósofo, amante da sabedoria. Ele buscava o quê? A verdade. Toda a filosofia antigua, antiga
na época de Sócrates, ele combatia os sofistas. E ele combatia os sofistas por quê? Porque Sócrates era um filósofo, amante da sabedoria. Ele buscava o quê? A verdade. Toda a filosofia antigua, antiga clássica, era em busca da verdade. Aí chegava um tipo de filósofo, entre aspas, que não era filósofo, mas se dizia filósofo, que era o sofista. E o seu fista fala: "Eu não procuro a verdade não. Eu procuro ganhar o debate. Eu procuro convencer o outro pela persuasão. Inclusive o outro vai acreditar no que nem é verdade, mas o que me interessa é vencer a discussão." E aí tinha a escola dos sofistas que ensinavam os jovens a vencer os debates. Era a arte da persuasão. E isso eles recorriam inclusive a falácias. Gente, se você pegar as principais falácias descritas pelas filosofias, você vai falar: "Não é possível". Eu acho que isso daí é manual para algumas escolas que existem hoje ideológicas, porque você vê as pessoas aplicando, não sei se aplica de de com intenção, mas você vê isso sendo feito o tempo todo. Procurem, vão atrás das principais falácias. as falácias, por exemplo, adm Oni, que é eu falo, ué bom, porque você fala, virou verdade agora, mas sabe quando a pessoa fala eh ou porque assim, ó, o fulano falou, tá bom, o fulano tem credibilidade na área dele, mas ele tá falando do outro, do outro tema de vida. Não é porque um grande biólogo é biólogo que ele pode falar que Deus não existe a partir disso. Então a gente usa muito o nome de quem falou e você nem vai ver se a pessoa tá falando bobagem ou não, mas só porque ela é importante e por aí vai, né? As as inúmeras falácias, por exemplo, a da generalização é uma delas, né? Você sempre faz isso. Nossa, não dá uma raiva quando alguém fala isso pra gente? Ah, tinha que ser você. Por que tinha que ser eu? Sou sempre eu. Sou eu, tudo, tudo eu, né? É esse tipo de coisa que que atrapalha, que faz mal, né? Ai, se você me amasse não agiria assim. Falácia da chantagem emocional, a falar falácia da piedade que é me ponho de coitadinha
o, tudo eu, né? É esse tipo de coisa que que atrapalha, que faz mal, né? Ai, se você me amasse não agiria assim. Falácia da chantagem emocional, a falar falácia da piedade que é me ponho de coitadinha para você poder mudar o seu ponto de vista. Ou na minha casa sempre foi assim e sempre deu certo. A falácia do apelo à tradição. Tá bom, mas porque foi assim, uma vez vai ser eternamente. Não, as coisas mudam, as coisas se transformam. Então não apela. a gente fala, é um apelo. Enfim, muitas vezes a gente fala por falar, a gente fala para convencer e a gente não tem compromisso com o crescimento. Que que você quer na sua relação familiar? Você quer crescer? Você quer se transformar, transformar o outro? Ou você quer vencer? Você quer ter razão? Você quer ter um prazer mórbido de humilhar o outro para se sentir superior? Tudo isso a gente precisa ter coragem para desmascarar, para olhar. A gente precisa ter coragem de olhar se eu não ter um jeito melhor, né? Então, ã, a gente precisa cuidar. Por quê? Porque existem muitos caminhos, mas nem todos chegam onde a gente quer, onde a gente quer chegar. Se eu não parar para fazer uma análise, se eu não parar para fazer uma crítica, eu vou ficar reproduzindo modelos. E Jesus fez isso. Jesus veio fazer críticas para abalar estruturas que estavam engessadas. Quando ele falava lá com os os fariseus que ele denunciava, era isso que ele tava propondo. Puxa vida, vocês ficam fazendo isso, repetindo isso, vocês estão chegando onde? Não estão chegando a lugar nenhum. Não adianta uma aparência bonita, não adianta uma eloquência. É sepulcro caiado por fora e dentro tá podre, não chega a lugar nenhum, né? Apóstolo Paulo, ele nos eles nos mostra que não é a coisa em si que eh eh ela é pura ou impura de acordo com o que eu uso. A linguagem que eu uso, ela vai fazer um bom fruto? Não depende. Se você na sua linguagem acusar, reclamar, apontar, humilhar, ela não vai, não é a linguagem em si que vai promover uma boa relação familiar. Por isso que eu comecei falando, você
fruto? Não depende. Se você na sua linguagem acusar, reclamar, apontar, humilhar, ela não vai, não é a linguagem em si que vai promover uma boa relação familiar. Por isso que eu comecei falando, você investe em aprimorar a sua linguagem? Você investe em melhorar a forma como você se comunica? Porque não é a comunicação em si, é o teor que eu coloco nela. A coisa ensina é pura nem impura, como disse o apóstolo Paulo. Sou sou eu é que dou a pureza ou a impureza de acordo com o que eu uso, com a intenção que eu tenho, com o bem ou mal que eu promovo. Porque a linguagem a gente pode entender que ela pode destruir muito. Ela pode destruir como ela pode construir. Infelizmente a gente tem visto muito a linguagem hoje sendo usada eh eh nesse sentido de destruição. Bom, já caminhando para um fechamento, para eu dar tempo pras outras tantas atividades, eu trouxe aqui, destaquei um trecho do livro Plenitude de Joana de Angeles, no capítulo 8. Ela fala sobre esse falar retamente e ela diz que o falar retamente fomenta o progresso, desenvolvendo as aspirações que se exteriorizam em ideias de liberdade e amor, impulsionando as criaturas para a frente, para o bem. Falando retamente, Sócrates desenvolveu a filosofia elevando-a às cumeadas e dignificando os princípios éticos e morais, que ainda constituem a base do idealismo, ao espiritualismo. As boas palavras enrijecem o caráter, dulcificam o coração e iluminam a vida. As más entorpecem os sentimentos, deformam a conduta e matam os ideais de enobrecimento. Veja que forma poética de esclarecer que a gente tem uma um a gente pode ter um tesouro na mão que enriquece a vida do outro, como a gente pode ter uma arma que destrói. vai depender do quanto nós estamos eh buscando usar isso para o bem, para o crescimento. E no homem integral, capítulo 7, Joana diz: "A palavra é um símbolo que veste a ideia. Por sua vez, formulação do pensamento que se torna uma memória acumulada e retorna quando se deseja vesti-lo. Aí eu lembrei de que Jesus fala que a boca fala do que está
um símbolo que veste a ideia. Por sua vez, formulação do pensamento que se torna uma memória acumulada e retorna quando se deseja vesti-lo. Aí eu lembrei de que Jesus fala que a boca fala do que está cheio o coração. Que que Jona diz? A palavra é um símbolo que veste a ideia e a ideia é, por sua vez, um pensamento que vem do mundo íntimo. A boca fala do que está cheio o coração. Ou seja, se eu quiser melhorar a comunicação em casa, se eu quiser que a comunicação de casa seja mais cristã, eu preciso cuidar do meu mundo de dentro, porque a minha boca vai falar do que está cheio o coração. Então, além de aprimorar a fórmula da linguagem como eu defendi nessa minha apresentação, nós também precisamos, principalmente, cuidar do mundo de dentro. Porque não adianta eu querer trazer boas e belas palavras se o tesouro que eu carrego está sombrio. Por isso que o Espiritismo nos convida ao autoconhecimento, a reforma íntima, à transformação e ao progresso espiritual. Porque aí sim, a hora que eu abrir a minha boca vai sair luz. Para isso, eu preciso primeiro iluminar o meu mundo íntimo. Então fica aqui essas perguntas. O que tem saído pelas nossas bocas que mostra como está o nosso coração, né? Eh, basta analisarmos duas frases, né, pra gente poder perceber se a gente vem trazendo, semeando, né, o bem à luz ou se a gente tem falado mais eh sobre sombras, expelido mais as nossas sombras por meio da fala. Então, se a gente pudesse ver o fluido que sai da nossa fala quando a gente se comunica, seriam fluidos de luz ou seriam fluidos que trabalham o o lado mais pesado, que causam ruído, que perturbam o ambiente. Fica aqui esse convite para que a gente invista em melhorar a comunicação em casa, para que os relacionamentos sejam mais significativos e a nossa célula da sociedade, que é a família, possa brilhar. E aí sim a gente consegue fazer uma sociedade mais harmônica, mais harmonizada. Muito obrigada pela paciência, pela atenção de vocês. Receba o meu abraço. Que >> nós que agradecemos a Cristiane por
r. E aí sim a gente consegue fazer uma sociedade mais harmônica, mais harmonizada. Muito obrigada pela paciência, pela atenção de vocês. Receba o meu abraço. Que >> nós que agradecemos a Cristiane por proporcionar para nós essa palestra tão importante para os dias atuais. a todos que estão aí acompanhando conosco. Nossa gratidão também por estarem aqui conosco neste evento. Vamos dar prosseguimento então ao nosso trabalho dentro do
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