Bem e Mal Sofrer • Jussara Korngold

Mansão do Caminho 18/07/2025 (há 8 meses) 50:39 1,812 visualizações

Toda sexta-feira, a União Espírita de Vitória da Conquista traz um convidado especial para falar sobre temas do cotidiano sob a luz da Doutrina Espírita. Palestrantes e estudiosos do Espiritismo se encontram para reflexões acerca do Evangelho de Jesus. Realização: União Espírita de Vitória da Conquista (UEVC) #palestraespirita #espiritismo #evangelho #sofrimento *Conheça o EspiritismoPLAY — a sua plataforma espírita digital.* Acesse conteúdos exclusivos: palestras históricas com Divaldo Franco, eventos, filmes, músicas, audiolivros, revista digital e muito mais. 👉 http://www.espiritismoplay.com

Transcrição

Que o divino amor de nossas almas ilumine as nossas consciências. Que a sua paz esteja em cada coração. Sejam bem-vindos todos os amigos que nos acompanham pela webcv, bem aquilo outros que também estão conosco pela TV Mansão do Caminho. Sempre imensa satisfação saber que estamos na companhia de tantas almas queridas para mais um instante de reflexão em torno da mensagem do mestre à luz da doutrina espírita. E para melhor sintonizarmos com esse instante, que possamos elevar os nossos pensamentos em prece. Divino Amigo, a nossa gratidão, Senhor, pela companhia bendita do teu amor, da tua misericórdia durante todos esses milênios que nos acompanham nessa jornada. evolutivo. E que, Senhor, que desta feita, através do deste tempo, aprimorando os nossos talentos, nossas potencialidades, vencendo as nossas limitações. Desta feita, amigo, tenhamos ouvidos para ouvir-te. E nesse instante, Senhor, onde nos reunimos aqui para mais um momento de aprendizado, que seja, Senhor, sempre a luz nas nossas consciências, a fim de que tenhamos a capacidade de compreender a mensagem, a fim de vivenciá-la a cada dia. Por isso, amigo, te rogamos que a tua presença generosa esteja com todos nós hoje e sempre. Hoje nós temos a alegria de receber nossa amiga irmã Jusara Cornout, diretamente dos Estados Unidos, que vai abordar o tema bem e mal sofrer. Jusara, seja sempre bem-vinda. Você sabe que essa casa é sua. Fique à vontade. E rogando votos de muita paz. Passamos a palavra para você. >> Obrigada, querida Rosâela. Então, eu gostaria de começar saudando a todos, a todos os que nos estão acompanhando e agradecendo sempre a oportunidade que a gente tem para poder servir. Esse tema que nós escolhemos hoje, o bem e mal sofrer. Primeiro, a gente quer esclarecer que ah, o espiritismo não faz apologia do sofrimento. Tem muita gente que fala: "Ah, parece que os espíritas gostam de sofrer ou eles e e convidam até o sofrimento." E não é assim. Na realidade, é o que nós vamos estar eh refletindo hoje. Não é

frimento. Tem muita gente que fala: "Ah, parece que os espíritas gostam de sofrer ou eles e e convidam até o sofrimento." E não é assim. Na realidade, é o que nós vamos estar eh refletindo hoje. Não é que nós gostamos de sofrer, não é que convidamos o sofrimento, mas nós aceitamos as dificuldades, os desafios quando eles chegam, porque compreendemos que faz parte da nossa existência, faz parte deste ser que é um ser ainda em desenvolvimento dentro da escala da hierarquia espírita que nós encontramos em o livro dos espíritos de Allan Kardec. Os espíritos nos colocam três categorias, sendo que nós pertencemos à última, terceira categoria de espíritos ainda imperfeitos. Mas já estamos avançando nessa senda da evolução. Agora, quantos de nós, né, diantes das dores das da vida, né, das dificuldades, nós não perguntamos: "Por que que tá acontecendo isso comigo? Por que tanto sofrimento?" chegamos às vezes até questionar a existência de Deus, porque a gente fala: "Mas como Deus permite que tudo isso acontece, que possa acontecer conosco?" Eh, e é interessante porque nós nunca fazemos essa pergunta quando estão acontecendo as coisas boas, né? Por que eu, Deus, né? Porque tá acontecendo comigo? Mas é natural. Então, nós não queremos dizer que não existe um entendimento, uma compreensão de que sim existem as nossas dificuldades, que é claro que em alguns momentos nós vamos sentir a nossa alma cansada, o nosso corpo cansado e desejar sim que essas tempestades da existência pudessem passar. Agora, como estudantes de espiritismo que somos, porque a gente ainda quer poder fazer juo título de espírita. Então, somos estudantes do espiritismo. Nós compreendemos que esta não é a nossa primeira existência, que essa não é a nossa primeira passagem pela matéria e que nós tivemos várias outras aonde ainda menos esclarecidos do que hoje, nós nos equivocamos nas nossas escolhas. Nós escolhemos aqueles caminhos que pareciam mais atraentes, aqueles caminhos que não necessitavam de da gente fazer muito esforço. Ou

sclarecidos do que hoje, nós nos equivocamos nas nossas escolhas. Nós escolhemos aqueles caminhos que pareciam mais atraentes, aqueles caminhos que não necessitavam de da gente fazer muito esforço. Ou seja, a gente escolheu a porta larga, não escolheu a porta estreita. Mas aí a gente pode perguntar: "Então, será que por causa disso está me punindo?" Esses sofrimentos que eu sinto, esses sofrimentos que passo, eles são uma espécie de punição? Ou será que a gente devia se perguntar, será que não é uma oportunidade? Quantas vezes é justamente no sofrimento que os nossos olhos se abrem, que nós começamos a visualizar a vida de uma forma diferente. Não são poucos aqueles que passaram por aquilo que a gente vai falar, um susto assim maior em relação a saúde e depois uma vez tendo a oportunidade de continuarem vivos, vão dizer: "Eu preciso reavaliar a minha vida". Então, nesse momento, quando a gente tá nessa nesses questionamentos e e e eu sei, né? Porque ninguém, nenhum de nós não experimenta dificuldade, não experimenta sofrimento, não experimenta desafios, mas a o nosso comportamento às vezes é aquele comportamento da criança teimosa, daquele espírito rebelde que acha que deve continuar seguindo por determinados caminhos que claramente têm sido caminhos que nos levam às dores. Aí a gente lembra daquela posição, né, do que cuida das ovelhas, do pastor. E quando a ovelha acaba se desgarrando a caminho do precipício, esse pastor precisa estender o seu bastão, o seu cajado e trazer essa ovelha para perto, o que significa muitas vezes um sofrimento. E nós somos assim, que nem essas ovelhas. Estamos saindo alegremente pelo mundo, achando que a gente já tem maturidade, achando que conhecemos tudo e não compreendemos que estamos bem pertinho daquilo que é um abismo, o que representa ou representaria um abismo em nossas vidas. E Deus, na sua bondade e misericórdia vem como bom pastor para nos resgatar. Mas eu não vi o abismo. Eu não vi que eu ia cair. Eu não vi as consequências do que seria essa queda.

ismo em nossas vidas. E Deus, na sua bondade e misericórdia vem como bom pastor para nos resgatar. Mas eu não vi o abismo. Eu não vi que eu ia cair. Eu não vi as consequências do que seria essa queda. Então, ainda assim, mesmo quando eu sou resgatado, eu questiono a bondade de Deus. O espírito la corder em um evangelho segundo o espiritismo, no capítulo 5, que fala dos bem-aventurados os aflitos, o maior capítulo que nós temos no Evangelho Segundo o Espiritismo, ele comenta justamente sobre uma das bem-aventuranças, que é esta: bem-aventurados os aflitos, porque o reino de Deus lhes pertence. Então ele nos ensina que para, mas que pra gente conquistar essa bem-aventurança, não basta a gente sofrer, é preciso saber sofrer. E é essa a diferença daqueles que vivem com fé, com espiritualidade, que não necessariamente precisam ser espíritas, podem ser conectados, ligados a outras associações religiosas, mas tem uma fé, tem um entendimento que Deus é pai, é bondade, é amor. Então, esse saber sofrer que trabalha no que trabalhamos no espiritismo, que os espíritos vem nos recordar, vem nos falar, é aquele saber passar pelas dificuldades, entendendo que aquela dificuldade tem um porquê. Por que que estamos passando por essa determinada dor, por essa determinada experiência? O que podemos adquirir de virtudes quando nós estamos passando por essas experiências? virtudes como nos fortalecermos na fé, na paciência, na resignação. Mas muitas vezes a gente fala e acaba se tornando vítima de si mesmo e vamos dizer simplesmente: "Ah, mas a vida é assim mesmo, o sofrimento faz parte de alguma forma derrotista". Mas será que foi para isso que Deus nos criou? E justamente o livro dos espíritos na questão 132, quando Kardec pergunta qual é o objetivo, né, da encarnação, se essa encarnação tem por objetivo levar o espírito à perfeição, que é o que os espíritos nos respondem, qual o objetivo da nossa encarnação? E eles respondem que é nos levar à perfeição, que é necessário que nós nos

o tem por objetivo levar o espírito à perfeição, que é o que os espíritos nos respondem, qual o objetivo da nossa encarnação? E eles respondem que é nos levar à perfeição, que é necessário que nós nos sintonizemos com a lei de Deus. Então, quando nós estamos fora dessa sintonia, é que nós vamos sentir as consequências de não estarmos com a conexão divina. Tem uma história que é bem interessante, eh, que quando eu li, né, ela nos fala sobre resiliência, a história do Carvalho e do junco. E diz assim, né, que tem um majestoso Carvalho e que ele acabou sendo arrancado da terra durante uma tempestade e do lado dele tinha assim alguns pequenos juncos. Aí quando a tempestade passa, ele vê ele derrubado e vira pros juncos e pergunta: "Como vocês que são tão pequenos, tão frágeis, não foram destruídos? E eu, que sou um carvalho, fui arrancado?" E esses juncos então respondem: "É que você resistiu ao vento e se quebrou e nós nos curvamos e o vento passou". Então, quando a gente fala de bem e mal sofrer, é sobre isso que nós estamos falando. Quanto mais nós resistirmos é o aprendizado, né, que essas lições nos trazem, mais demorada será a nossa recuperação, mais necessário será talvez viver essas experiências novamente, porque nós temos lições. espírito ainda que está nos primórdios da existência, recém-saídos da criação, quando nós pensamos na imortalidade, como é que nós vamos imaginar que nós temos todo conhecimento e sabedoria? Mas eu sei que é muito difícil entender quando a dor nos visita. E a dor, a dor da alma, a dor do coração, a dor do corpo, elas podem sim chegar como tempestades, que se nós não cuidarmos, nós seremos arrancados. arrancados da vida, arrancados da alegria de viver, arrancados da fé, alienados de Deus, porque nós nos afastaremos das nossas crenças, da nossa fé. Mas quando a gente se curva e se resigna e diz: "Sim, meu Deus, eu entendo que essa é uma lição e que todo o seu amor visa me levar à perfeição." E muitas vezes nesse caminho que fazemos, como um filho pródigo que chega

se curva e se resigna e diz: "Sim, meu Deus, eu entendo que essa é uma lição e que todo o seu amor visa me levar à perfeição." E muitas vezes nesse caminho que fazemos, como um filho pródigo que chega ao pai com rispidez, até com arrogância e exige que a sua parte da fortuna lhe seja dada para que ele possa sair e viver no mundo de acordo com o seu entendimento. e passa por esse mundo esgotando todos os seus recursos, transformando-se em um mendigo. E relembra então do Pai. E nós estamos nesse caminho aonde nós precisamos ainda, porque nós fazemos essas escolhas, chegar a esse momento de reflexão, porque ex isso o bem sofrer, ele exige maturidade espiritual. Ele exige que a gente não faça, não é para fazer de conta, olha, veja como eu sou humilde, como eu sou resignado, passo por todas essas dores, mas tenho fé e fica numa situação de de pretender, né, de de de fazer de conta, de tentar enganar aqueles que estão ao redor, mas a Deus nós não enganamos. Deus sabe como nós estamos recebendo essas lições. Deus sabe como a gente vai interpretar esse cajado que chega e nos puxa através das dores para que a gente não caia no abismo. E tem uma lição também, porque como nós falamos, todos nós aqui na Terra passamos por sofrimentos. Passamos por aquilo que é natural num planeta de provas e expiações e que agora está passando pelo seu momento de transformação, resignação. Mas ainda não é um mundo de felicidade, ainda é um mundo que nós vamos ter muito aprendizado, temos que amadurecer muito. E dizem então que um que uma vez Chico chegou para Emanuel, passando também ele pelas dificuldades, pelos sofrimentos, pela madridência, chega para Emanuel e diz: "Eu não sei se eu consigo continuar, é muito sofrimento." E diz que Emmanuel responde para ele com muita serenidade. Chico, eu já te dei o chapéu, já te dei a capa, já te dei as botas, já te dei o guarda-chuva. Agora caminhar na chuva é com você. E nós estamos caminhando na chuva. E Emanuel continua dizendo que todos os as lições que ele trouxe, todas as obras

a, já te dei as botas, já te dei o guarda-chuva. Agora caminhar na chuva é com você. E nós estamos caminhando na chuva. E Emanuel continua dizendo que todos os as lições que ele trouxe, todas as obras que foram ficografadas por Chico, representavam esse chapéu, essa capa, essa bota, o guarda-chuva, para que ele tivesse fortaleza e para que essa fortaleza pudesse chegar a todos nós. Como chegam as lições preciosas desses espíritos grandiosos. que aceitaram vir à Terra para nos ajudar, nos esclarecer como nosso querido Chico, como nosso querido Divaldo. E tem uma frase que a benfeitora fala em O Evangelho Segundo o Espiritismo, uma lição que se chama Paciência, que ela diz: "A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos." E eu tenho que confessar como pobre mortal que sou que essa frase era muito difícil para eu conseguir entender e acho que ainda vai levar alguns séculos para entenderla bem. Como assim a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos? Então quer dizer que se eu não sofro é porque eu não sou eleito, mas se eu sofrer, então a gente ainda não entende isso. e assistindo uma palestra de um de um de um freio italiano que ele falava sobre Clara de Assiso, né, nossa querida Clara de Assis, Joana de Angeles, e contando, né, como sobre o desafio que foi para Joana de Ângeles seguir, tomar o caminho que ela tomou contra a vontade dos pais, contra a vontade da sociedade. Afinal, ela era uma jovem nobre da nobreza, rica da cidade de Assis. E ela teve que fugir pelos portões do fundo porque a casa estava toda trancada, porque a família já tinha medo que ela fosse tomar uma atitude dessa. E ela sai e vai em busca de Francisco na Porciúncuma. E lá, quando ela faz o seu voto com a sua anuência, Francisco corta os seus cabelos como um simbolismo de que ela agora estava se derrotando não às coisas do mundo, não à vaidade, mas a Deus a seguir Jesus e vai para o convento dos beneditinos, que era um convento muito muito rigoroso. Então imagina essa jovem que sai desse ambiente de nobreza, de

oisas do mundo, não à vaidade, mas a Deus a seguir Jesus e vai para o convento dos beneditinos, que era um convento muito muito rigoroso. Então imagina essa jovem que sai desse ambiente de nobreza, de riqueza, vai para um convento, depois vai para um outro convento, até que finalmente aquela obra em quem Francisco primeiro tocou, aonde ele chegou e viu a cruz que ali estava no templo, na igreja de São Damiano, eve o mestre falar: "Reconstrói a minha igreja". E ele inocente começa a reconstruir aquele templo de San São San Damiano, aquela aquele aquele local e que seria onde? Clara de Assis iria se retirar, estar lá para fazer o seu trabalho junto às outras noviças. Trabalhava sem saber, Francisco, para a futura residência de Clara e de todos aqueles que ela acolhia. E aí esse esse freio, ele comenta o seguinte, que Clara de Assis, ela tinha amor ao sofrimento de amar. Então, vamos unir essas duas mensagens. A dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos e amar o sofrimento de amar. Então, aquele que é eleito, por assim dizer, aquele que abre o seu coração para que Jesus penetre, para que a mensagem do Mestre se torne realidade nas suas ações diária, ele não teme o sofrimento que vai vir deste amor. Vamos pegar um exemplo. Quando você tem um familiar, alguém que você ama, que está passando por um sofrimento muito grande e você vai lá dedicar algumas horas, tentar trazer um pouco de conforto, amenizar essas dores, não tem como. Gente, quando vai, não estamos nós exatamente passando pelos problemas e as dificuldades, mas não podemos ficar imunes à dificuldade, ao sofrimento do outro. Então, quem ama verdadeiramente vai em busca das dificuldades, do sofrimento para poder ajudar. Tem aquele caso de da de nossa querida irmã que que passou por uma dificuldade muito grande quando foi diagnosticada com um câncer. E muitas vezes os amigos se afastam como se fosse até contagioso e a pessoa fica sozinha. Quem é que vai ao encontro dessas pessoas? Aquele que, como Joana dees, ama o

foi diagnosticada com um câncer. E muitas vezes os amigos se afastam como se fosse até contagioso e a pessoa fica sozinha. Quem é que vai ao encontro dessas pessoas? Aquele que, como Joana dees, ama o sofrimento de amar. Aquele que, como Jesus, saía para aqueles que carregavam o peso dos seus pecados. Eu não vim para os sãos. Madre Teresa de Calcutá tem um exemplo lindíssimo que ilustra esse amar o sofrimento de amar, enfrentar o sofrer de maneira boa, de maneira justa, que é quando ela se dirigindo a um beco nas ruas de Calcutá. e um repórter que a seguia por ele, pois ele tinha um compromisso com ela, mas ela o deixa porque diz que precisa atender um necessitado e ela sai e caminha e vai em direção ao montão de lixo. E lá ela sobe naquele monte de lixo e ali está um homem prestes a morrer. E ela põe esse homem no seu colo e lhe dá as últimas palavras de conforto para que ele siga com esperança. E conforme o repórter nos conta, esse homem estava em estado de putrefação já. E quando ela desce, ele olha para ela com aquele espanto e diz: "Eu não faria isso nem por milhão de dólares". E ela responde: "Nemu, só por amor. Esse é o amor, o amar, o sofrimento de amar." Então essa é a nossa meta, porque é o servir. Quando nos lembramos dos livros da série histórica de Chico Xavier, quando nos fala do espírito de Alcilme, que já se encontra em moradas celestes muito mais evoluídas do que a Terra, mas ela diz: "Eu preciso ir, eu preciso ir para poder ajudar aos meus irmãos". Então, isso que nós temos que refletir. Muitas vezes o nosso sofrimento, ele pode até ser causa sim do passado. Na maioria das vezes são, mas às vezes também nós rogamos a espiritualidade num momento de reencarnação, que nós possamos ser testemunhos de resiliência. E aqueles que estão conosco mais próximos, que eles possam aprender conosco paciência, resiliência. Mas nós sabemos que quando chega o momento em que o sofrimento chega, nós podemos tomar, normalmente tomamos duas atitudes. Ou a gente vai pelo caminho da revolta,

nder conosco paciência, resiliência. Mas nós sabemos que quando chega o momento em que o sofrimento chega, nós podemos tomar, normalmente tomamos duas atitudes. Ou a gente vai pelo caminho da revolta, ou a gente vai pelo caminho da responsabilidade. Então, o caminho da revolta, que infelizmente é muito conhecido para nós, né? Quantas vezes nós passamos por coisas e dizemos: "Não, não é possível. A gente quer brigar com Deus". Tomara que vocês que estejam ouvindo nunca tenham passado por isso. Mas eu vou confessar que eu já passei por isso. Eu já passei por questionamentos de pensar, de falar com Deus. Mas será que é isso mesmo, Deus? Será que não tem um outro caminho? Afasta de mim esse cálice? Me ajuda a entender então que lições vão ser proveitosas para que eu possa usar esse sofrimento de uma maneira que eu possa crescer. de uma maneira que eu possa inspirar, porque a vida de todos aqueles que enfrentaram adversidades, principalmente pela casa, a causa do bem. E Jesus falou: "Bem-aventurados vós que sois perseguidos pela verdade, pelo bem, é porque já estão nesse caminho de serem eleitos e já sabem abençoar as provas e dificuldades que chegam, mas às vezes a gente se sente injustiçado. Não, eu não mereço isso." Tem uma lição que eu vou passar de lição de casa para todo mundo, que eu adoro passar essa lição. Leiam o livro O Pão Nosso de Emanuel, psicografado por Chico Xavier, a lição 60. Se prepara antes, tá? Senta, toma um gole d'água. Porque essa lição eu vou só dar um assim, uma pincelada nela. Ela ela fala assim que muitos daqueles que se entregam à espiritualidade, à vida mais religiosa, né, a seguir um caminho mais do bem, parece que a vida deles fica mais difícil. E aqueles que são mais inconsequentes, que só estão pensando nas alegrias desfrutar, parece que a vida deles é mais fácil. Isso, essa lição chama a lógica da providência. Veja só, é a lógica da providência, não é a nossa. Porque a nossa lógica diria: "Bom, Deus, agora eu tô boazinha, agora eu acredito mesmo que eu tenho um

sso, essa lição chama a lógica da providência. Veja só, é a lógica da providência, não é a nossa. Porque a nossa lógica diria: "Bom, Deus, agora eu tô boazinha, agora eu acredito mesmo que eu tenho um criador. Eu tô procurando vivenciar as lições de Jesus. Vou à igreja, ao centro, ao templo duas, três vezes na semana. Assim, assisto cinco lives por semana e a gente fica nessa barganha com Deus. fala, então agora as coisas têm que ficar bem comigo? Mas aí não fica. Aí a gente tem o nosso passado a resgatar. Aí nós temos as lições a serem aprendidas. E aí Emanuel fala, né, seguindo nessa lição, que muita gente foge até dessa religiosidade, dessa espiritualidade, porque diz: "Meu Deus, agora que eu comecei a ficar boazinha, a ficar com fé, parece que a minha vida piorou". Antes não era ruim assim e se afastam. E a lógica da providência, como diz Emanuel, é o seguinte: é verdade, é verdade que aqueles espíritos que amadureceram mais, que agora estão procurando, que já estão ansiosos por algo a mais que não seja somente a distração da matéria, que já compreendem que são espíritos imortais e que nós estamos aqui na terra por um propósito, esses já estão mais fortalecidos para enfrentar a vida como adultos. Os outros que são crianças, que ainda se encontram na infância espiritual, estes sim vão ter uma carga mais leve, porque Deus da sua bondade e misericórdia não vai dar uma carga mais pesada do que aquela que o espírito possa carregar, porque o objetivo não é destruir. é aperfeiçoar, é retirar as camadas que nós não necessitamos muito, como Michelângelo disse uma vez, o famoso escultor italiano, que quando lhe perguntaram como é que ele fazia essas estátuas maravilhosas que nós temos hoje no mundo para admirar de Moisés, de Davi, naquele bloco de mármore ele diz: "Mas eu não faço nada. Eu a estátua já está lá. Eu só retiro o excesso. Então, esses excessos que precisam ser retirados de nós para que a gente possa passar na porta estreita, porque na porta larga cabe, mas na estreita não. Dói.

tátua já está lá. Eu só retiro o excesso. Então, esses excessos que precisam ser retirados de nós para que a gente possa passar na porta estreita, porque na porta larga cabe, mas na estreita não. Dói. Às vezes nos traz, nos leva lágrimas a esse desespero, mas não desesperança. Porque nós podemos chorar, nós podemos e devemos procurar amigos para nos darem aquele suporte necessário na hora da dor, para nos ajudar a carregar essas pedras dos nossos caminhos. Mas nós vamos, antes de tudo, compreender que existe um Deus e esse é o caminho da responsabilidade, não o caminho da revolta quando a dor nos visita. Este é o bem sofrer. Quando a gente assume com responsabilidade, não nega a experiência, procura aprender com essa experiência, reconhece que essas provas são oportunidades de nós repararmos débitos do passado. Por quê? Porque Deus tá lá cobrando a gente, não a consciência. Sabe aquela frase que fala que o criminoso sempre volta ao local do crime? Não é o local físico, é a consciência. Não sai de nós as nossas más ações. As boas também continuam conosco. Mas essas más ações, aquelas em que nós realmente causamos tanto prejuízo, chega um momento que a gente fala: "Eu preciso voltar. Eu preciso resgatar de alguma maneira e me conciliar com a minha consciência para poder seguir livre, mais iluminado nos caminhos que me esperam. O outro propósito é justamente desenvolver essas virtudes de paciência, de humidade, de humildade, de fé. Às vezes a gente também é muito independente, autossuficiente. E nos momentos das privações, principalmente de doenças físicas, nós temos que depender da bondade dos outros. Nós temos que convidar os outros para nos realizar esse auxílio. E aí quem convida é Jesus. Jesus chega para você e fala: "Sabe aquele seu amigo, aquela sua amiga, aquele seu conhecido, aquele seu vizinho? Vai lá e seja a minha mão, seja as minhas palavras. Ajude-o a passar por essa dificuldade com o bem sofrer, porque ao se ver rodeado por esse caminho, por essa energia,

conhecido, aquele seu vizinho? Vai lá e seja a minha mão, seja as minhas palavras. Ajude-o a passar por essa dificuldade com o bem sofrer, porque ao se ver rodeado por esse caminho, por essa energia, a gente ganha mais força. Recentemente eu passei, estou passando ainda por grandes provações físicas, cirurgias e agora até tendo essa oportunidade de conversar com vocês, de refletir com vocês, eu que gostaria de publicamente agradecer a todos que vieram me trazer esse auxílio, a prece que me ajudaram a e me ajudam ainda a passar essas dificuldades e que me ajudam a seguir com essa confiança, com essa fé em Deus que a gente vai vencer, porque a gente vai vencer. Essas nossas dificuldades são são problemas tempor de momento que estamos passando e que nos ajudam nesse engrandecimento, nesse purificar do espírito. A gente precisa purificar a nossa alma e às vezes tem que levar aquelas marteladas para tirar os excessos do mármore que prevenem a estátua de resplandecer. Nós somos seres resplandescentes. Jesus nos disse: "Vós sois deuses, podeis fazer o que eu faço e muito mais. Temos a centelha divina em nós. Crianças rebeldes, nos afastamos com os parcos recursos que tínhamos e saímos do lar. Mas agora, já com mais maturidade, nós estamos na viagem de retorno como filhos pródigos. E o retorno é difícil. Vamos ter enfrentamentos, vamos passar por inúmeras dificuldades, mas cada uma que a gente vence como criança, que conseguiu escrever a primeira letra, o a, o número um, chega adiante para os seus pais e diz: "Olha, a gente também a Cada conquista, a cada obstáculo que a gente vence, nos sentimos mais fortalecidos. Então, também nos ensina essa passagem pelas dores a evitar novos erros que vão ampliar mais ainda o nosso sofrimento. Se a gente tá caminhando por um abismo, deixa Deus vir, deixa o bom pastor vir e te recolher. Seja humilde. Lembre-se que a gente tem um pai amoroso e que essa vida e esse corpo logo já vão estar de volta às origens aqui da Terra. E nós vamos continuar

ir, deixa o bom pastor vir e te recolher. Seja humilde. Lembre-se que a gente tem um pai amoroso e que essa vida e esse corpo logo já vão estar de volta às origens aqui da Terra. E nós vamos continuar como espíritos e depois em novas jornadas. Então, quando nós pensamos e refletimos por que eu vou passar pelo sofrimento, reclamando, perdendo a minha fé, fazendo com que as vidas das pessoas que estão ao nosso redor se compliquem muito mais. A revolta é uma prisão. Já a responsabilidade de assumir, olha, se eu tô passando por isso é porque eu preciso disso. Porque nós não passamos por dores desnecessárias, principalmente no estágio que nós nos encontramos. esses espíritos mais elevados, né, como nossa querida Joana de Ângeles, Dr. bezerra. Eles sim já amam o sofrimento de amar, mas a gente ainda não tem, não chegou lá, mas vamos chegar porque todos eles vieram nos exemplificar. a sua humanidade, as suas fraquezas e deficiências também e seguiram como nós temos que seguir. revolta. Se nós formos ficar revoltados, vai prolongar o nosso sofrimento. Só vai agravar o sofrimento. A responsabilidade vai transformar esse sofrimento em luz. Porque você se sente intimamente feliz pela sua atitude de maturidade, de responsabilidade. Então, estou passando por isso, é necessário. Ten um aprendizado e eu vou aprender porque dessa vez eu quero aprender. Dessa vez eu quero vencer. Porque nós já falhamos tantas vezes e Jesus fica nos convidando. Vinde a mim. Vós que estais sofrendo, o meu julgo é leve, o meu fato é suave e a gente fica aqui se afastando. Então, como é que nós vamos proceder agora quando a dor nos visitar? Busque ajuda no plano espiritual. Esses espíritos, amigos, mentores que nos visitam estão constantemente ao nosso redor. Todos nós, porque todos somos filhos de Deus. Todos temos anjos da guarda. Todos temos espíritos familiares que velam por nós. Todos temos espíritos amigos que partiram antes e que agora ficam aqui também seguindo a nossa jornada para que a gente consiga trazer o reino

arda. Todos temos espíritos familiares que velam por nós. Todos temos espíritos amigos que partiram antes e que agora ficam aqui também seguindo a nossa jornada para que a gente consiga trazer o reino de Deus para o nosso planeta, consigamos transformar esse planeta verdadeiramente em um mundo de regeneração, para que daqui a alguns milênios se torne um mundo feliz. Mas depende de nós, depende dos nossos exemplos. E aí não é querer dizer não, porque eu tenho fé ou porque que nem nós dizemos, não é fingir, é realmente trabalhar dentro de nós. Tudo o que a gente tem nessa existência é o que a gente precisa para que o nosso espírito desperte e se ilumine mais. Aí pra gente fazer o e em nosso encerramento, tem uma música que eu gosto demais. Eu não sei cantar, tá gente? Mas eu vou falar da letra da música para vocês. É aquela música que fala, tá chorando por se você tem um Deus que cuida de você e jamais te esqueceu, ele sabe de tudo que você tá passando e mandou te dizer que ele está cuidando não era para você estar aqui. Mas Deus falou assim: "Esse aí vou reerguer e onde colocar as mãos, eu vou abençoar." Não chore. Quem cuida de você não dorme. Levanta. Tem muita gente que te ama. Deus mandou te dizer que vai acontecer. Deus mandou te falar que tudo vai passar. Não chore, siga confiante. Lembre que o Senhor da vida nos dá provas para enfrentarmos e vai nos dar a força para enfrentar essas provas com coragem, com serenidade, pra gente aceitar o que a gente não pode mudar. E a fé que pode transformar cada lágrima em semente de luz, assim como junco que a gente possa se curvar sem quebrar. E como Chico caminhar mesmo sob a chuva, confiantes no amparo do amor divino. Então, que nós, frente a essas reflexões, nos conectemos ainda mais com Jesus, nos lembrando que naquele momento das pegadas da areia, aonde aquele homem questionou a Jesus, mas eu vejo aqui que nos momentos em que eu mais precisava. Só haviam uma pegada na na areia. E Jesus lhe diz: "É porque nesses momentos eu te carregava no colo.

aonde aquele homem questionou a Jesus, mas eu vejo aqui que nos momentos em que eu mais precisava. Só haviam uma pegada na na areia. E Jesus lhe diz: "É porque nesses momentos eu te carregava no colo. Jesus nos carrega no colo. Jesus é nosso irmão, nos ama e praticou o amar, o sofrimento de amar, quando se entregou à justiça da época, que não era a justiça divina, para nos falar da vida eterna. Então, confiemos, sigamos felizes com fé, com alegria. E se precisar, a gente busca os amigos, busca o do espiritismo, busca essa comunidade, busca Jesus e busca ao Pai para nos auxiliar nessa jornada, porque em breve estaremos todos muito mais iluminados, muito mais felizes e sentindo a recompensa do viver bem, do bem passar. pelos desafios que a vida maravilhosa nos oferece. Deixo a todos meu abraço, meu carinho e até breve. >> Nossa gratidão, Jusara, pelas reflexões, que sejamos capazes de compreender o fundamento de estarmos aqui, muitas vezes sofrer um pouquinho para despertar a nossa consciência. Que o Senhor da vida te ilumine, te inspire e te abençoe sempre, minha irmã. Nossa gratidão também a tantos amigos aqui conosco aqui pela UVCTV, bem como os outros que estão nos acompanhando pela TV Mansão do Caminho. Sempre uma alegria estar com vocês. Lembrando sempre que todas as manhãs às 7 horas nós estamos aqui na UVCTV com o nosso momento de reflexão para começarmos o dia na oração. E todas as quartas-feiras às 21 horas com o nosso programa Somos Todos Imortais, contando sempre com a participação de todos. No mais, paz e luz a todos e que tenhamos um bom fim de semana.

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