Bate-Papo com Sandra Borba Pereira | Podcast do 13º Congresso Espírita do RS

FergsPlay - Canal da Federação Espírita do RS 29/10/2025 (há 5 meses) 46:16 1,583 visualizações 219 curtidas

Com leveza, bom humor e sensibilidade, Sandra Borba Pereira participou de um  bate-papo com Vinícius Lousada, Vice-presidente Doutrinário da Fergs, no estúdio da FergsPlay, durante o 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul. No diálogo, Sandra compartilha reflexões sobre a vida futura, relembra momentos marcantes de sua trajetória no Movimento Espírita e fala com carinho sobre seu vínculo com a evangelização .  Assista à entrevista completa na FergsPlay: youtube.com/@FergsPlay #Espiritismo #DoutrinaEspírita

Transcrição

Olá, meus amigos. Estamos aqui no 13º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul. Eu sou Vinícius Lousada, sou um homem grisalho de pele branca, estou com uma camiseta preta e acompanhado aqui nos estúdios do nosso congresso da nossa querida irmã Sandra Borba do Rio Grande do Norte. Sandra, seja muito bem-vinda. >> Olá, Vinícius. Olá a todos aqueles que nos acompanham. Eu sou Sandra, também grisalha, imitando aqui o meu amigo. Hã, estou com a blusa marrom, eu uso óculos também. Sou branca, não profissão, mas foi por genética mesmo. >> Tá certo? Então, Sandra, que que tá achando do nosso congresso com esse tema? Vida futura, imortalidade, em permanência e imortalidade à luz da doutrina espírita? >> Olha, o congresso, eu tenho boas recordações de congressos anteriores, né? Então é sempre aquele clima de alegria, de felicidade e em especial a temática é muito boa. em comemoração aos 160 anos de lançamento da obra O céu e o inferno. A temática da vida futura é uma temática importantíssima, porque muitas vezes nós nos concentramos muito na questão, por exemplo, do Código Penal da Vida Futura, porque parece que nós somos espíritos muito preocupados com as nossas, né, situações difíceis perante a lei divina. E a temática da impermanência, que é aquilo que é transitório, a imortalidade, que é para nós, aquilo que é perene, que é essencial, é uma temática excelente, né? Então, tenho certeza que além desse clima gostoso que a gente tem, de confraternização, de alegria, de rever muitas pessoas, afinal de contas aqui está a representa, estão representações de quase todo o estado, né? Isso sem falar de pessoas de estados vizinhos, né? Então é um momento de alimento espiritual, é o que eu entendo, né? os congressos, seminários, enfim, todos esses encontros eles têm um grande objetivo que é o de alimentar, vamos dizer assim, o nosso estoque de reflexões, de ponderações e principalmente de motivações. Então, parabéns à Federação Espírita e do Rio Grande do Sul, tudo muito bem organizado, um acolhimento maravilhoso,

assim, o nosso estoque de reflexões, de ponderações e principalmente de motivações. Então, parabéns à Federação Espírita e do Rio Grande do Sul, tudo muito bem organizado, um acolhimento maravilhoso, né? E todas essas equipes de trabalho, mais de 160 trabalhadores, é para poucos isso, né? Então é um momento muito feliz e temos certeza que o 14º virá, se Deus quiser. >> Perfeito. Meus amigos, a nossa irmã Sandra também é coordenadora adjunta da área da infância do da área nacional do nosso Conselho Federativo Nacional vinculado à FEB. Sandra, eu gostaria que tu pudesse compartilhar com os nossos amigos um pouco da tua trajetória, como é que começou esse teu vínculo com a evangelização, que que te marcou, como é que foi essa caminhada até aqui. É, nossa vida não é tão importante, claro, mas vamos dar aí eh algumas alguns spoiler para poder, né, pessoal sabe. Eu, na verdade sou uma agraciata, porque eu quando eu nasci minha mãe já era espírita, era filha de Maria, de cordão, roupa e tudo mais. Mas aí minha irmã mais velha, eu sou a quinta de uma família de seis e minha irmã mais velha foi desenganada pela medicina, teve tifo a época. E então o médico que a atendeu disse assim: "Olha, a medicina já fez tudo agora isso no na região da mata ainda ali Pernambuco, lá em em Carpina, o médico que era espírita indicou para minha mãe ir à casa espírita". Ela deu um pinote, né? Um salto, certo? O senhor tá me mandando pra casa do diabo, né? E ele disse, em primeiro lugar, não é casa do diabo, né? Agora a senhora fique livre. Ela disse: "É, para salvar minha filha, eu vou até o inferno." E aí foi pro inferno. Como ela foi pro inferno, ou seja, ela foi pro centro espírita, descobriu que não, né? Tudo aquilo que ela pensava era preconceito e descobriu-se médium. Então, quando eu reencarnei, eu sou a quinta, como já disse, eu fui inclusive lousada, anunciada. Não é só João Batista não. Eu fui anunciada porque o espírito disse para ela: "Parabéns". Ela perguntou: "Por que está grávida? Era eu que ia

uinta, como já disse, eu fui inclusive lousada, anunciada. Não é só João Batista não. Eu fui anunciada porque o espírito disse para ela: "Parabéns". Ela perguntou: "Por que está grávida? Era eu que ia chegar. Que maravilha, né? >> Então eu quando reencarnei, eu já reencarnei com ela espírita. Então eu sou de evangelização infantil. Meu primeiro contato com a evangelização foi ser, vamos dizer assim, criança que foi evangelizada no Instituto Espírita Gabriel Delani em Campo Grande, Recife. Fiquei dos 6 até os 12, 13 anos. Aí fui vítima de um erro pedagógico. Por isso que eu estou até hoje trabalhando na evangelização, porque me mandaram para a juventude, lá tinha prova. Na época eu tinha uma memória excelente e respondia 3 em tudo. Me mandaram pra juventude. Quando eu cheguei na juventude só tinha aqueles rapagões, aquelas moçonas e eu com 12, 13 anos, né, mirrada, meu apelido era Olívia Palito. Então essa coisa toda. Eu então não gostei não. Fui duas vezes na terceira vez de volto, mas nunca e passei em torno de 3 anos longe, né? Algumas amigas tentaram me levar paraa igreja evangélica, outra paraa igreja católica. Mas o que é interessante, isso aí eu vou dizer aos evangelizadores, fica, viu? Entendo sido semeado, cresce. Porque eu me lembro de uma aula que eu tive com a minha professora de religião, uma freira Mad Letícia, que ela decidiu abordar o tema do sofrimento. E aí ela disse que as crianças que nascem doentes e começou a falar de umas coisas lá, eu não gostei. Levantei a mão isso estava fora já da evangelização, mas a evangelização estava em mim. Eu levantei a mãozinha, o dedinho e perguntei para ela: "O que dizia das crianças que nascem com doenças? né? Fat, né? Pouco tempo de vida. Ela me deu um aperto na bochecha e assim que menina danada. E essa menina danada e ela disse: "Isso não tem nada a ver com Deus, isso é da natureza". Aí para mostrar que a evangelização funcionou por menos em mim, né? Nesse aspecto, eu olhei para ela, ela disse assim: "Mas a natureza é de Deus. Ela me

o tem nada a ver com Deus, isso é da natureza". Aí para mostrar que a evangelização funcionou por menos em mim, né? Nesse aspecto, eu olhei para ela, ela disse assim: "Mas a natureza é de Deus. Ela me deu outro aperto na bochecha e eu desisti de fazer qualquer pergunta". Mas aos 15 anos eu voltei porque eu tinha uma mãe e uma madrinha. Espírito tem isso, né? E minha madrinha disse: "Você já está com 15 anos. É muito feio uma pessoa com 15 anos, uma mocinha não ter religião. E me levou. Só que eu fui para a Federação Espírita Pernambucana em construção para reunião pública que durava 1 hora e meia. Tinha uma tábua, Vinícius, era uma tábua sobre tijolos, gente, quem cuchilasse caía, não tinha como. E eu assistia as reuniões que tinha inclusive meia hora de psicografia, ainda tinha isso, era reunião de hora e meia, ainda tinha meia hora de psicografia, cochilou, caiu, né? E aí vem aquela coisa fundamental que é o diretor do da área convidar a fazer os convites nas reuniões públicas para a reunião de juventude. Ela olhou para mim e disse: "A partir de domingo você vem?" Pronto. Aí eu fui para a reunião de juventude, continuei sofrendo nas tábuas, né? Mas aos 15 eu então ingresso na juventude da Federação Espírita Pernambucana, né? uma casa que eu considero como a minha casa, minha grande casa de referência. E aí com 16 já estava na evangelização, eu como auxiliar, aos 17 comecei exposição doutrinária, não é? E a partir daí nunca larguei a tarefa da evangelização, que é a minha grande paixão. >> Que maravilha, minha amiga. Tem uma pergunta que eu preciso fazer, que se eu não fizer, eu não vou passar incólome pelo pessoal da área de infância e juventude. >> Diga lá. É o seguinte, às vezes alguns pais se equivocam, vamos ver contigo, e imaginam assim: "Olha, eu não vou levar meu filho agora na evangelização porque eu ele tem livre arbítrio, eu quero esperar ele fazer a escolha dele." Como é que funciona isso? >> É, mas eu não vou lhe responder, né? Eu vou fazer uma cópia, né? Eu vou fazer a

evangelização porque eu ele tem livre arbítrio, eu quero esperar ele fazer a escolha dele." Como é que funciona isso? >> É, mas eu não vou lhe responder, né? Eu vou fazer uma cópia, né? Eu vou fazer a cópia de Emanuel em especial, que vai nos dizer que compete aos pais levar os seus filhos ao trabalho, a escola de evangelização. Por quê? Porque você não pede para ele escolher se ele vai estudar ou não, se ele vai tomar vacina ou não, se vai pro médico ou não, porque só no aspecto da educação moral. E eu lembro, eu sempre lembro um depoimento que eu quando estava na presidência da federação, recebi de um jovem que ele deu tanto trabalho, mas tanto trabalho ao pai e a mãe, que pai e mãe viviam e no tratamento psicológico para aguentá-lo, certo? Sim, >> eu era presidente da federação e ele olhou para mim e me chama de tia, tia Sandro, eu quero lhe dar um depoimento. Tô sentindo necessidade de lhe dar um depoimento. Eu digo, dê, meu filho, eu quero lhe dizer que eu agradeço demais ao meu pai e a minha mãe terem me obrigado a estar na sala de evangelização. Isso ele já era evangelizador. Glória >> ele. Sabe por quê, tia? Digo, diga, meu amor. Eu acho que eu seria um marginal. Eu acho que eu tinha me desviado completamente. Então, o grande problema é que muitas vezes os pais lançam mão dessa desse sofisma, né? Ou seja, eh, dessa, entre aspas, não, mas verdadeiramente uma mentira, né? Muitas vezes eles estão acomodados, não querem, né? ou porque de repente em especial adolescente, a criança não é mais dócil, mas o adolescente e um jovem começam a fazer certas interrogações em especial também porque eles passam os nossos filhos adolescentes e jovens a se tornarem os analistas das nossas condutas. Então existe, com todo respeito, não só essa questão de os pais dizerem que não é porque eu vou deixar eles optarem, mas tem um receio, tem um receio por trás disso, tem um mecanismo de defesa por trás disso. Agora, é claro, ninguém vai puxar com a coleira, ninguém vai, né, amarrar. Por isso, a

deixar eles optarem, mas tem um receio, tem um receio por trás disso, tem um mecanismo de defesa por trás disso. Agora, é claro, ninguém vai puxar com a coleira, ninguém vai, né, amarrar. Por isso, a necessidade de integração da área da família com a área de infância e juventude. A necessidade que a área de infância e juventude tem que sair um pouco do seu nicho, tá? Para poder o quê? Chamar a família, né? Para integrar a família, para até certo ponto encontrar nas famílias os trabalhadores também da área, né? E inclusive esse diálogo permanente sobre a qualidade do trabalho da evangelização, que aí é o temor, o temor agora do lado da infância e juventude. O que é que nós estamos fazendo? Estamos procurando realmente essa qualidade pedagógica, essa qualidade relacional, né? Essa qualidade que torna hora ou hora e meia passada em nome de Jesus, algo que agrade, algo que responda, por exemplo, a situações, a indagações, algo que possibilite essa problematização que a escola, né, lá fora deve proporcionar, essa contextualização, essa atualização, né, do pensamento, da proposta do Cristo. Então há uma série de perguntas, mas fiquem tranquilos, tem que levar, né? Não amarra, tá? Mas conversa, procura encontrar os melhores caminhos, né? E uma coisa que é importante, não promete sorvete e nem promete churrasco, no caso daqui depois da criança ou do adolescente ou do jovem ir paraa evangelização. Vai que eu te dou isso. Não, nada disso. Não é esse o caminho. Então, a gente tem que encontrar os caminhos de diálogo das duas áreas e em especial os pais têm que se lembrar que eles tá lá no livro dos espíritos para nós 200 e pouco, acho que é 208 mais ou menos ali, os pais vão responder perante a lei divina, o encaminhamento para o progresso dos filhos. E nunca se precisou tanto de Jesus, nunca necessitamos tanto de educação moral, >> principalmente porque loada, você sabe que na nossa você é mais jovem, por exemplo, no meu tempo, a juventude espírita era o maior tesouro que a gente

s, nunca necessitamos tanto de educação moral, >> principalmente porque loada, você sabe que na nossa você é mais jovem, por exemplo, no meu tempo, a juventude espírita era o maior tesouro que a gente tinha. Eu subia as ladeiras de Olinda na época, na minha Brasília, que não era amarela, era laranja, né? Mas para fazer trabalho era jornalzinho, era era ajudar ao ápice na distribuição de sopa, enfim, tudo. Então hoje não. Hoje as atrações do mundo estão aí. Então nunca se precisou tanto de educação moral, de valores cristãos agora mais solidificados, porque a luz dos princípios doutrinários. Então, os pais têm essa responsabilidade. Agora, como dissemos, sempre encontrando caminhos, né? Sempre encontrando diálogos, sempre encontrando veredas que a gente possa eh de repente alcançar sem precisar traumatizar qualquer um que seja. Ótimo. Eu tava te ouvindo e pensando também numa outra questão que vez por outra aparece no rol dos nossos diálogos sobre evangelização da juventude, porque hoje nós temos as redes sociais, temos um acesso hiper dinâmico à informação, até há uma discussão bem ampla sobre o uso e o abuso das redes sociais e as patologias que advém disso. Mas há uma preocupação de como é que a gente mantém o jovem no centro espírita, né? Porque às vezes parece que a gente quer buscar outras metodologias que não inspiradas na filosofia do evangelho, da doutrina. Outras vezes a gente pode ter recursos à disposição. O que que a gente pode fazer para essa moçada tá presente e engajada no centro espírita? >> Você já respondeu 50%, tá? Então, a primeira coisa é criar vínculos de acolhimento, vínculos de pertencimento. Eu tenho a meta, tem 15 anos, né, mas chegou numa instituição completamente acolhida. Então, hoje eu virei Uber vó, que vocês vocês conhecem, né? É um eh então eu sou a Uber, então levo toda terça-feira e é um evento que é a tarde toda e eu toda terça-feira tô lá, né? Eu sou a Uber, o pessoal morre de ri, certo? E aí o que é que acontece? Ela se sente acolhida. Então, da mesma forma

toda terça-feira e é um evento que é a tarde toda e eu toda terça-feira tô lá, né? Eu sou a Uber, o pessoal morre de ri, certo? E aí o que é que acontece? Ela se sente acolhida. Então, da mesma forma muitas vezes a gente se esquece que o trabalho da evangelização ele ocorre uma vez por semana. A maioria são raríssimas as exceções. E aí aquela hora passada em nome de Jesus, como é que a gente tá fazendo? >> A gente acolhe. Outra coisa, a gente trabalha aquela hora e depois solta. Aí o pobre coitada, a pobre coitada nos couros, exatamente das influências lá de fora que são pesadas. Ser jovem espírita na minha época, com todo respeito, é muito fácil. Um bom trabalho que eu recebi de evangelização imediatamente me manteve o quê? me manteve atenta com esse sentimento de pertencimento. Então, hoje a gente pode usar a rede social de forma positiva. A rede social com o quê? Com o nosso permanente contato com eh o jovem. Eu tenho uma amiga evangelizadora de juventude. É a semana todinha, o zap zap, tá tá tá tá tá funcionando, né? E ela faz uma espécie de acompanhamento durante a semana toda e não apenas naquele dia da evangelização. É mensagem, é pergunta, né? É um vídeo interessante, é uma questão e assim vai. E o agora a segunda parte você já respondeu que é você se sente integrado, pertencente, então você tem que ter trabalho. Muita gente foge da casa espírita, muito jovem foge porque não sente utilidade própria na tarefa. Eu disse na minha breve biografia, né, que aos 16 eu já estava auxiliando na evangelização, aos 17 já estava na pregação doutrinária, não é verdade? Então, quantas vezes existe uma história que é falsa, né, de dizer: "O jovem é a promessa, jovem não é a promessa, jovem é presente." Então, essa necessidade que ele tem de ser útil de alguma forma no trabalho da casa espírita compete a casa espírita, compete aos dirigentes, né? É preciso dar espaço à juventude. É a chamada juventude protagonista. Aliás, a gente já trabalha com protagonismo, né, infantil. Eu conheci certa feita um

a casa espírita, compete aos dirigentes, né? É preciso dar espaço à juventude. É a chamada juventude protagonista. Aliás, a gente já trabalha com protagonismo, né, infantil. Eu conheci certa feita um evento muito curioso realizado lá em Pernambuco vai faz uns anos, né? Em que consultaram as crianças para saber o que é que elas modificariam no centro espírita. Minha gente, o foi uma maravilha. Quem quem gostou foi a criança, obviamente, né? Porque e os outros ficaram tudo caladinho, porque elas decidiram pintar o centro espírita, fazer os painéis com todo o centro espírita e a gente viu as fotos, né, que mandaram. Mas é essa sensação que você está colaborando. Eu acompanho muito, né, nas nossas instituições de trabalho e eu percebo que quando a criança ela vai entregar uma mensagem, aquela coisa tão simples, entregar uma mensagem, ela se sente o máximo. Agora tu imagina um jovem, o jovem ele tem que ser, né, preparado desde cedo, tá? Ele tem que acompanhar, ele tem que conhecer. Eh, nós temos lá o nosso estado em Mossoró, né? Se a gente brinca dizendo que a República de Mossoró, né? É, mas é um movimento espírita de juventude bem animado. Então eles fazem já há alguns anos o seminário onde todas as áreas vão se apresentar aos jovens. Então o jovem escolhe: "Olha, eu quero conhecer mais essa área, mais essa, mais aquela". E aí ele tem o quê? O acolhimento, o envolvimento, né? ele participa, né? Então eu me sinto muito, muito bem à vontade de colocar, porque eu aos 17 anos, claro que eu quase explodia o prédio da federação, né? Porque você sabe, né? Algumas coisas que a gente não concordava, a gente criticava aquela coisa toda, mas de participar, né, de tudo da da casa espírita. aos 17, imagina, eu já era expositora da da doutrina espírita, mas atuava, só não atuava no mediúnico que não era minha praia, como continua não sendo, mas em todas as áreas eu já tava lá metida. Aí quando me perguntam qual foi a sua primeira tarefa na casa espírit lavar o auditório para 750

mediúnico que não era minha praia, como continua não sendo, mas em todas as áreas eu já tava lá metida. Aí quando me perguntam qual foi a sua primeira tarefa na casa espírit lavar o auditório para 750 pessoas, ilustrar 750 cadeiras, até hoje eu não posso ver uma vassoura. Tenho vontade de voar, obviamente, né? Desculpe, mas adoro o trabalho manual da casa espírita. Então, a gente tem que envolver os jovens desde essas atividades a outras atividades. Na pandemia nós vimos coisas maravilhosas que os jovens fizeram pelo seu domínio em especial, né, eh, no campo da das redes, da internet, né, das tarefas virtuais. Juventudes espíritas foram criadas integrando regiões, jovens espíritas assumindo evangelho no lar, sendo protagonistas, né, naquele momento tão difícil e ainda de tantas sequelas para nós. Então, eh, as duas palavrinhas chaves, acolhimento, hã, e participação, espaço. Aí a gente vai ver, né, o que que vai acontecer. Ótimo. Nessa última conferência da juventude do nosso estado, a gente teve uma atividade que foi integrada com as áreas doutrinárias da FERX e especialmente ali uma enquete, uma esquete era os nossos diretores apresentando a área funcional do centro espírita para os jovens, para que eles pudessem perceber ao retornarem paraas suas cidades quais eram os caminhos assim de possibilidade de trabalho. Aí eu queria te esticar um pouco mais o assunto perguntando, será que às vezes a gente não reproduz enquanto dirigente, trabalhador espírita, algo que tá na cultura do mundo, se posterga um pouco a inserção do jovem no mundo do trabalho pelas questões do mundo do trabalho. Será que isso não se não se reproduz? Às vezes sendo espírita, a gente fica segurando como se o jovem não fosse capaz de fazer nada? É, porque a gente tem naturalmente, né, por uma cultura que nós conhecemos, a nossa cultura, nós temos um preconceito contra o jovem. >> Uhum. >> Né? Porque se vincula muito a ideia do jovem a irresponsabilidade. Como eu disse, eu tenho uma neta, tem 15

ra que nós conhecemos, a nossa cultura, nós temos um preconceito contra o jovem. >> Uhum. >> Né? Porque se vincula muito a ideia do jovem a irresponsabilidade. Como eu disse, eu tenho uma neta, tem 15 anos, tá lá inserida no trabalho de uma instituição. Então, ela olha para mim e diz: "Vó, tem muita cara de pau". Aí, por quê? A pessoa passa um mês sem aparecer, aí chega como se nada tivesse acontecido. Falta de responsabilidade. Tem um jovem, >> o adolescente tem uma criticidade. E se for da qualidade que eu tenho lá em casa, né? Pode esperar que ela vai dizer, ela vai colocar. Então nós temos um preconceito, nós temos rótulos em relação à juventude, muitos rótulos, né? Esse rótulo, por exemplo, da promessa, aí você promete, promete, promete, parece noivado de 25 anos. Pelo amor de Deus, né? Não tem como não. Então o jovem ele vai ser preparado no trabalho. Emanuel coloca de maneira muito clara o jovem e o menos jovem fisicamente falando, mas com mais acúmulo de juventude. Então, em tese, esse que é o diretor, responsável, coordenador, teria que ter uma outra visão do jovem. Outra visão, nós temos as extremidades, tanto temos aqueles que olham de forma preconceituosa em relação ao jovem, essa inserção do jovem, por medo inclusive da crítica, por medo, né, do próprio, é o dono do trabalho, é o dono da tarefa. Mas nós temos outros também que nós já conhecemos também na nossa trajetória longa, né, no movimento espírita, aqueles que dizem o jovem tudo pode complicado. >> O jovem tudo pode. A gente já viu muitos desastres aí em muitas áreas, né? Então, Emanuel coloca para nós muito bem, o jovem pode deve fazer ali na companhia de quem tem, porque se eu não tenho experiência em qualquer idade, não é só jovem, se eu não tenho eh a experiência numa coisa, em outra, eu tenho que lançar mão daquele que tem uma experiência, não tenho? Então é o processo que nós chamamos de encontro geracional, porque se veculou muito, se veicula muito a ideia do conflito de gerações, mas não é assim. Nós podemos ter

tem uma experiência, não tenho? Então é o processo que nós chamamos de encontro geracional, porque se veculou muito, se veicula muito a ideia do conflito de gerações, mas não é assim. Nós podemos ter encontros geracionais. Eu acredito que a casa espírita deve ser um exemplo nesse sentido. E só para provar, Jesus quando constituiu o seu colégio apostólico, chamou um pessoal velinho pra época, né? meio eh André, Pedro e assim vai. Felipe, mas chamou quem? Chamou Tadeu, jovem. Chamou o Tiago, tinha um e tinha outro. Tem um que era bem jovem. Em João tinha 17 anos. Dizem os agiógrafos, os biógrafos dos chamados santos, que ele tinha 17 anos quando começou a seguir Jesus. Paulo conhece Timóteo aos 12 anos. E é Timóteo que livra ele, porque ele foi apedrejado, o jogaram num lugar chamado Monturo e aí eh um grandalhão que tem lá leva o pessoal para comemorar. E quem vai socorrer a Saulo, Paulo é exatamente Timóteo. Quando Paulo começa o seu serviço em relação à divulgação do evangelho, conforme Jesus havia pregado, ele chamou Prisca e Ácila o velho casal. O velho não, o casal com que ele conviveu lá no deserto de Dan, mas chamou Silas, que era muito jovem, chamou Tito, que era muito jovem, chamou Timóteo, que era muito jovem. Então nós temos na história do cristianismo a presença do jovem. Quando a época baixa, idade média, a igreja vivencia um dos momentos mais difíceis da sua história, Jesus chamou um jovem chamado Francisco, o pobrezinho de Assis, que se fez assessorar de outra jovem, Clara, Clara de Assis, foram jovens. Quando a doutrina espírita veio para nós, veio através dos chamados fenômenos, né, que chamavam atenção para o mundo espiritual, para, né, a o fenômeno mediúnico, as irmãs Fox, todas jovens, né, e jovens que participaram do processo, né, de formatação da própria e codificação. Quando o Espiritismo chega ao Brasil, so ponto de vista da atividade maior em função na divulgação e tudo mais, já no século XX, nós temos dois grandes jovens que são exatamente o

ópria e codificação. Quando o Espiritismo chega ao Brasil, so ponto de vista da atividade maior em função na divulgação e tudo mais, já no século XX, nós temos dois grandes jovens que são exatamente o nosso Chico Xavier e o nosso saudoso e amado Divaldo Franco, não é verdade? Uhum. >> E quando Jesus se preocupou muito com a questão da evangelização, chamou uma professora jovem, por sinal, gaúcha, você deve conhecer, Cecília Rocha, para eh dar aquela incrementada no processo de evangelização. Então, tem muito, muita coisa louca também que se diz, muita fantasia. Agora mesmo teve uma história, ah, a população juvenil espírita decaiu, certo? Toda a população espírita decaiu. A pandemia foi uma rasteira, certo? E outra coisa, a própria população no Brasil de jovens também diminuiu. E aí, como é que fica? Mas nós temos os escandalosos entre nós, né, que adoram pegar essas situações. Agora, dê acolhimento ao jovem, dê possibilidade de trabalho ao jovem e não tenha medo porque ele tá aí. O novo sempre vem, diz a música. Interessante. Às vezes a crítica entusiasmada é aquilo que a Decamava dos amigos inábeis, né? >> estão nas fileiras, mas tem uma inabilidade para lidar com essas questões, minha amiga. Mas seguindo na perspectiva da evangelização espírita infante juvenil, um tópico que também é importante é a qualidade doutrinária do trabalho desenvolvido. Como é que o evangelizador pode se precaver para atender as necessidades do tempo presente, das necessidades que a juventude tem, sem perder de vista que a evangelização é a evangelização espírita e que a doutrina precisa verter, naqueles diálogos. Resposta de um gaúcho, Senr. Francisco Tizen, agora na condição de espírito, ex-presidente da Federação Espírita Brasileira, inclusive na época de lançamento, tanto da campanha de evangelização quanto da campanha, né, do sistematizado. Ele dizia sempre estimular o evangelizador ao estudo. Não tem varinha de Harry Potter, não tem. ou estuda ou vai estar com muitas dificuldades. Quem estuda já tem

to da campanha, né, do sistematizado. Ele dizia sempre estimular o evangelizador ao estudo. Não tem varinha de Harry Potter, não tem. ou estuda ou vai estar com muitas dificuldades. Quem estuda já tem dificuldades, porque o estudo e em especial o estudo para a transmissão, o estudo para o ensino, tem uma série de fatores. Quem escuta, quem vai escutar, qual é a realidade, qual é o entorno, né? qual é a atualidade? Então, a gente vê muitas vezes, com todo o respeito e carinho que eu tenho todos os evangelizadores, tá? Vocês que me escutam, então muitas vezes o evangelizador ele quer ser só o trombone, quer ser só a máquina que vai jogar a mensagem. Passou esse tempo, passou, não tem mais esse espaço. Ele tem que estudar, refletir o que é refletir numa pergunta que Jesus tá em Marcos. A pergunta é: Jesus olhava a multidão e perguntava: "Que direi eu que é semelhante a essa geração? Com que palavras lhes mostrarei o reino?" Ora, que que ele tá dizendo? Como é que eu vou ter a condição de, a partir de um domínio desse conteúdo, problematizá-lo, contextualizá-lo, usar uma linguagem didática para alcançar aí sim o legítimo processo de aprendizagem, que é a dialogicidade. Então, enquanto o evangelizador ele quiser continuar a ser o orador ou aquele que vai declamar um conteúdo, aí a gente vai ter problema com a qualidade doutrinária, porque por mais que ele saiba, vai ser igual aquele orador cuja história a gente conhece. Chegou num lugar e disse assim: "Olha, eu só sei falar de ciência espírita". É um centro espírita bem humilde. E o presidente acanhado disse: "Não pode falar. Ele fez 1 hora meia de palestra, ninguém entendeu nada, né? A, o povo todo foi embora, saiu, levantou e foi embora. E aí ficou uma pessoa, né, além do presidente. Ele olhou, disse assim: "Pelo menos um ficou para me ouvir". E ele disse: "Não, eu tô só esperando o senhor sair para fechar a a instituição". Era o porteiro, né? Então, nós não podemos mais imaginar que é isso, não. Essa qualidade doutrinária,

para me ouvir". E ele disse: "Não, eu tô só esperando o senhor sair para fechar a a instituição". Era o porteiro, né? Então, nós não podemos mais imaginar que é isso, não. Essa qualidade doutrinária, ela tem a ver com a cultura geral. Tem muito evangelizador refratário a estabelecer os vínculos entre aquele conteúdo, por exemplo, e o conteúdo que tá sendo pesquisado, o conteúdo da história, né, de todo o patrimônio que a gente tem. Então, se a gente não vai buscar essas relações, vai ficar difícil, né? Então você vai falar o nosso tema aqui, por exemplo, né? Eh, vida futura, né? Em permanência e imortalidade, a luz do espiritismo. Muito bem. Tááclito, tá Parmênilis, né? Que logicamente a gente não ia, né? preferiu um outro diálogo, eh, mais uma outra exposição mais vinculada aos assuntos, né, da nossa no nosso dia a dia. Mas o evangelizador ele tem que buscar, tá aí hoje a o maior Aê em relação ao objeto interestelar é I, é como é? É ITL. Pronto, é ITS. Ver por que que não pega? vai lá ver que que tá acontecendo. Tão tantas coisas que a gente tem como discutir, tá em medicina hoje discutindo, teve recente o o congresso da da Associação Médico Espírita são as palestras, uma das palestras mais extraordinárias foi sobre o efeito do perdão. efito no perdão no corpo, na emoção, nas cicatrizações, o efeito do passe em, né, pacientes, como é que se aí o evangelizador vai trabalhar com conteúdos, ele digo no limbo, no etéreo, vai buscar sua codificação, porque Kardec disse, certo, Kardec disse e a gente tem como encontrar elementos que façam a ponte com a realidade. É por isso também que muito jovem sai e que de repente uma filosofia aí um pouquinho mais atenta faz uso de certos elementos, como eu falei, textualização, problematização e dialogicidade e pega o jovem e a gente vai dizer tchau para ele. O evangelizador não é obrigar a se tornar um mestre, um doutor. Claro que não é isso, mas ele tem que encontrar os caminhos, vamos dizer assim, né? a que ele deverá encontrar lembrando Jesus, que direi que

ngelizador não é obrigar a se tornar um mestre, um doutor. Claro que não é isso, mas ele tem que encontrar os caminhos, vamos dizer assim, né? a que ele deverá encontrar lembrando Jesus, que direi que é semelhante a essa geração. Ou seja, o discurso didático. E o discurso didático é exatamente isso, transpor, né, de um conteúdo que é mais hermético, né, mais, vamos dizer assim, mais burilado, para o alcance no nível de aprendizagem daquele que nos ouve. É a transposição didática que você conhece muito bem. Então o evangelizador tem que ter essa preocupação, >> sabe, Sandra, o Leão Deni em várias suas obras, mas ele ao final da vida assim tem uma publicação que não há no português, a gente encontra a tradução na internet, mas que era o ensino ou a educação e a vida futura. E é um texto que o Jean Meer publicou e que a gente encontra similares do próprio Leondeno depois da Morte e outras obras. e que o Leonê não perdeu a oportunidade de fazer aquela crítica construtiva ao materialismo na educação. E ele alerta nessa obra, como outras, os efeitos, os efeitos negativos que adviriam da formação acadêmica e escolar ter afastado qualquer ideal espiritualista ou a presença de Deus. Queria que tu falasse um pouco sobre isso também. Como é que está vendo a educação no mundo contemporâneo? E essa necessidade ou não há de trazer um sentido espiritual paraa vida da juventude? >> A educação formal no Brasil, eu acredito que em boa parte do mundo é um paquerme, anda muito devagar, muito longe da velocidade dos felinos, muito longe da velocidade de alguns outros animais, porque a educação, né? que você é da área, conheça muito bem. A educação, ela é uma praxis social e toda praxis social vive exatamente o problema de manutenção, né, e de renovação. >> Aquilo que mantém, aquilo que renova. >> Eu fico horrorizada com o que eu continuo vendo em muitas escolas com as quais eu tenho contato. É terrível. Os alunos continuam sentadinhos uns atrás dos outros, né? O grande objetivo continua sendo agora é o Enem,

zada com o que eu continuo vendo em muitas escolas com as quais eu tenho contato. É terrível. Os alunos continuam sentadinhos uns atrás dos outros, né? O grande objetivo continua sendo agora é o Enem, antigamente era vestibular, não é verdade? A primazia do conteúdo sobre aquilo que um dos maiores nomes da educação eh norte-americana e mundial, que foi o John Dey, né? Primeiro filósofo das Américas que dizia que era necessário ensinar a pensar. Tanto é que ele tem uma obra que ele escreveu pros educadores que não entenderam, segundo os estudiosos, que é a obra como pensamos, uma obra muito difícil, mas ele disse, por que que a gente faz pelo aluno aquilo que ele pode fazer? Por que é que a gente não prepara o aluno para pensar, para exercitar a sua capacidade reflexiva? Porque que a gente dá permanentemente as respostas? >> Hum. >> As respostas. Então são raras as instituições de ensino que dão, vamos dizer assim, né, a primazia ao refletir, ao pesquisar, ao exercitar a capacidade inventiva, discussiva, criativa, enfim, qualquer uma das ivas aí, né, para sair da mesmice. Nós estamos ah, mas hoje a educação é muito tecnológica. mas não produz. É tecnologia de utilização, de usó e não de produção. E nós temos aí tanta gente, né, inteligente. Eu fico impressionada me dar um complexo de inferioridade. Aí o danado com 5 anos de idade falar cinco idiomas. A outra danada com 12 anos descobre um corpo celeste que dá o nomezinho dela, o apelido dela. Nicolinha. Imagina aí um outro grupo de adolescentes tudo descobrindo eh nuvens de de asteroides. Eu digo: "Meu Deus do céu, né? Eu preciso desencarnar e reencarnar, que é o que eu quero, né? Deixa obedecer." Então, o que é que ocorre? A gente não estimula a criatividade. O aluno, eu sempre digo, o aluno ele tem que atender a um protocolo, que eu chamaria de um perfil de aluno. >> Então, aluno contestador, esse coitadinho, e principalmente se ele for um contestador agitadinho, coitado, aí esse aqui vai ser rotulado >> ou medicalo.

colo, que eu chamaria de um perfil de aluno. >> Então, aluno contestador, esse coitadinho, e principalmente se ele for um contestador agitadinho, coitado, aí esse aqui vai ser rotulado >> ou medicalo. >> É medicado ou rotulado, né? Então eu tô tô aposentado há uns 10 anos, mas ainda mantenho o contato porque eh vejo filhos de eu tenho um caso interessante, uma filha de um casal amigo nosso, que ela é super dotada, super dotada, mas a escola não se prepara para atender a criança superdotada. E uma criança superdotada, ela é objeto de inveja. Aí veja, veja bem, o professor dá uma tarefa de matemática em um minuto ela entrega, aí ela pega o papel para desenhar. Aí o professor briga com ela porque ela foi desenhar. E a coleguinha dela diz para ela, a coleguinha obsidiada, vou lhe matar. E a escola não toma nenhuma providência. Já chama coordenação, também não toma providência. Então, a escola não se prepara para trabalhar com a inclusão, não se prepara muitas vezes para trabalhar com a inclusão também de um superdotado, não é verdade? Então, o que que acontece? A gente não tem, eu vou chamar atenção paraa evangelização. Eu escrevi um texto uma vez publicado no reformador chamado Evangelizador Artesão. O que é o evangelizador artesão? é aquele que entende que ele não pode repetir tudo, que ele tem que criar, que ele tem que fazer a leitura do seu grupo, que ele tem que identificar situações para poder desenvolver o melhor trabalho possível. É a educação também. >> Então, o educador deveria ser educador artesão. >> O que é o artesão? É aquele que não todo mundo igual. Não é assim. Então, daqui que a gente chegue a um ensino mais, vamos dizer assim, eh, mais preocupado com a arte, eh, de poder estimular o quê? O raciocínio, a criatividade, a criticidade, esses três elementos são importantíssimos para a escola. Mas a escola ela depende de quê? De matrícula, né? De de pais que paguem, por sinal, cada vez mais caras, né? E cada vez mais produzindo materiais. Todo ano eu morro

ão importantíssimos para a escola. Mas a escola ela depende de quê? De matrícula, né? De de pais que paguem, por sinal, cada vez mais caras, né? E cada vez mais produzindo materiais. Todo ano eu morro porque eu passo o ano todinho pagando material escolar. E tem uns materiais que só Jesus na causa. Tem uns uns, vamos dizer assim, uns combos, né, que você quando olha você percebe. Uma vez eu mandei a minha neta estava na sexta série, aí eu tenho um amigo que é da área de da química e tem um outro da área do senal cínico da matemática. Uhum. >> Aí eu mandei uma questão que tinha lá no exercício dela e meu amigo da da química perguntou que eu acho que ano faz a sua, né? De sexto, não é possível. Isso não é conteúdo de sexto ano. Eu trabalho isso com os alunos que chegam na pós-graduação. >> Imagina. Então, fora o quê? materiais tendencios ideologicamente, uns não, tem uns que estão bem mais eh mais abertos e tudo. Então, é essa ausência que a gente tem de trabalhar essa relação, o que mantém e o que renova. E isso está condicionado pela ideologia vigente, né, na escola, na comunidade, no estado, no país, no mundo como um todo. Então esse paquerme precisa, né, criar asas para poder voar. Porque eu lembro, para finalizar a resposta longa, né, que Paulo Freire dizia assim: "A educação ela sozinha não resolve o problema da sociedade, mas nenhuma sociedade resolverá o seu problema sem a educação." E isso a gente encontra em um livro dos espíritos. Isso a gente encontra em Leon Denis, isso a gente encontra em toda a quantificação espírita, a educação, não só a educação intelectual, mas a educação moral, essa muito mais necessária. Eu entendo que o estado é laico e eu entendo que deverá manter isso. Agora, não tem porque a escola não estudar valores, não tem porque a escola, e tem muitas escolas que estão fazendo isso, ainda bem, alguns, né, autores, e conseguem inclusive uma penetração. É isso. Daí tem que trabalhar convivência. Nunca se viu tanta tragédia no interior das escolas.

as escolas que estão fazendo isso, ainda bem, alguns, né, autores, e conseguem inclusive uma penetração. É isso. Daí tem que trabalhar convivência. Nunca se viu tanta tragédia no interior das escolas. Bullyings terríveis, terríveis >> agressões, né? agressões ao colega, gang, mais par você pensa, nossa, onde é que a gente tá, em que lugar é esse, né? Junta quatro, cinco, como aconteceu com a menina espancada fora da escola e chegou a óbito. Morte de professor, afaria, é só o que a gente encontra também. Então é preciso uma revisão de valores, o que é que a gente quer, ou seja, que escola a gente quer. Aí quando um determinado país para fechar descobre uma inteligência primorosa, por exemplo, aqui no Brasil, vem, pega e leva e a gente fica, né, numa situação difícil. >> Tá certo? Nosso horário tá encerrando. Se pudesse a gente passava o dia te ouvindo, mas não é possível. É com muita alegria que a gente recebeu aqui, queria deixar o espaço para tuas considerações finais. Eu gostaria de deixar como uma mensagem final o seguinte: não desista. Você que é pai, é mãe, é avô, é avó, tem sobre sua responsabilidade da nova geração, não desista. Se tiver com muita dificuldade, escute a oração de Santa Teresa Dávila, que tem um trecho que diz assim: "A paciência tudo alcança." Então, usemos a paciência, exemplifiquemos. Você é professor, é sofressor, tá aí na luta. Mas essa é a atividade mais digna que um ser humano pode adotar enquanto ser que quer ajudar. o mundo. Você é professor, procure ser o melhor professor que você possa ser. Seja amigo, seja carinhoso, seja dedicado, seja preocupado. Todo dia vá atrás de alguma coisa que possa deflagrar criatividade, que possa deflagrar na sua turma curiosidade. A curiosidade nos diz, Paulo Freire, um bocado de teórico aí fora, é a mola propulsora do conhecimento. Nós não podemos ser mais declamadores de conteúdos que podem, inclusive ficar entre nós, seriam conteúdos falsos. A agitação do mundo científico hoje é tal que descobrem hoje um crânio de 1000

imento. Nós não podemos ser mais declamadores de conteúdos que podem, inclusive ficar entre nós, seriam conteúdos falsos. A agitação do mundo científico hoje é tal que descobrem hoje um crânio de 1000 anos, de 1 milhão de anos. E agora responda como foi a evolução [risadas] do bendito do Homo Sapiens Sapiens. >> Você é evangelizador? Então, procure lembrar que você será responsável pelo cartão de apresentação do Evangelho à luz do dos fundamentos da doutrina espírita. E que você, evangelizador, como eu, pedimos no plano espiritual a honra de fazermos parte dessa fileira dos trabalhadores a serviço do bem. Que Jesus abençoe a Federação Espírita do Rio Grande do Sul, a você, Vinícius, a todos os nossos companheiros, nossos amigos que aqui estão, porque nós fazemos parte de uma corrente do bem. Eu sempre digo que é a corrente da resistência, porque o que tá aí fora não é fácil, mas nós estamos na corrente da resistência na perspectiva de construção de um mundo melhor. Muito obrigado. >> Obrigado, Sandra. Obrigado, amigos que nos acompanharam. Um abraço. Até a próxima.

Mais do canal