Artur Valadares – A dor e as potências da alma
Artur Valadares examina como os momentos de sofrimento podem despertar forças profundas da alma, favorecendo o amadurecimento espiritual, o autoconhecimento e a superação das limitações humanas. Seja membro deste canal e ajude a Mansão do Caminho: https://www.youtube.com/channel/UCwrG... Para assistir palestras inéditas e históricas do médium espírita Divaldo Franco, assine o http://www.espiritismoplay.com Para conhecer mais sobre as Obras Sociais Mansão do Caminho que atendem cerca de 5 mil pessoas gratuitamente por dia, acesse: http://www.mansaodocaminho.com.br Para adquirir livros mediúnicos de Divaldo Franco acesse http://www.livrarialeal.com.br Instagram: http://www.instagram.com/mansaodocaminho
Prezados amigos e amigas, bom dia a todos. Que o Senhor nos abençoe com a sua paz, com a sua serenidade e com o seu amor. O mestre passava por momentos difíceis. havia sido enviado por Pilatos a Herodes Antipas para que o regente pudesse auxiliá-lo a Pilatos quanto à deliberação em torno do futuro daquele que havia sido presos. O que fazer com aquele homem que muitos julgavam ser o Messias esperado? Outros nele viam apenas um revolucionário que precisava ser prestamente eliminado? Herodes Anântipas, com um gesto de sarcasmo, de profunda ironia, devolve então o divino mestre a Pilatos, mas não como o havia recebido. Veste o mestre com uma túnica a denotar-lhe a realeza, mas uma realeza diversa. Dá à mãos de Jesus, coloque em uma de suas mãos um cetro, na verdade uma cana, um caniço, aguisa de cetro e também o coroa com uma coroa de espinhos, já que dizem que és o rei dos judeus, o rei desse povo, já que falas de um reinado de Deus, do qual serias o representante? Pois bem, o vistamos, portanto, como um rei, mas naquele clima de escárnio e de ironia. Assim voltava o mestre então ao Palácio de Pilatos, croado de espinhos, com a face ensanguentada, com a túnica rota e com o caniço em mãos, a guisa de cetro. Pilatos, ao ver aquela cena e a resposta de Anântipas, que era basicamente o seguinte: "Te vira com o que tens em mãos, eis aqui a minha contribuição." Pilatos sente o seu coração confrangido, porque no fundo, lá no fundo, ele sentia que estava diante de um justo. vivê-lo em tal situação. Ter que tomar naquele contexto, naquela situação, uma deliberação era para ele algo doloroso. Ele inclusive havia sido alertado por sua esposa Cláudia, que havia tido um sonho justamente com aquele homem em que havia então recebido a orientação, cuidado nas decisões relativas. a este homem. Ela havia alertado Pilatos, mas ele próprio sentia estar diante de alguém inocente, de um justo. No entanto, as circunstâncias não lhe pareciam favoráveis, as pressões eram muitas, dos altos representantes do Sinédrio, do
latos, mas ele próprio sentia estar diante de alguém inocente, de um justo. No entanto, as circunstâncias não lhe pareciam favoráveis, as pressões eram muitas, dos altos representantes do Sinédrio, do judaísmo, que desejavam um só desfecho para tudo aquilo. morte daquele revolucionário, daquele que ousara questionar certas interpretações, certas visões a muito estabelecidas e cristalizadas em torno das leis divinas ou da lei de Moisés, as pressões da população. Passados alguns instantes desse retorno de Jesus ao Palácio de Pilatos, um de seus guardas de confiança, Políbios, se aproxima e diz: "Olha, as multidões estão para arrebentar as portas, estão prestes a invadir o palácio caso não deliberes, conforme elas anseiam, aquelas turbas ensandecidas. obsidiadas num processo, como diria Kardec, coletivo de obsessão, manipuladas em suas emoções, aquelas mesmas tubas que alguns dias antes o haviam exaltado e aplaudido naquele ficou conhecido como sendo o domingo de ramos, as aleluias, asanas, os ramos de palmeira ao receber o Messias em Jerusalém. Tudo aquilo agora transmutado naquela sanha destrutiva. As turbas, as multidões que gritavam crucifica crucifica para vermos como é no mundo volúvel a opinião das massas. Como toda glória no mundo é ilusória, tão efêmera e passageira. Os mesmos aplausos muito facilmente se convertem nas vaias, nas críticas, nas condenações. Então essa era a cena. Políbios alerta Pilatos, decida logo. Caso contrário, teremos dificuldades em conter a população. E ele então se vê hesitante diante daquela decisão, como bem nos descreve, outro que lá esteve e que participou daqueles momentos tão marcantes para a história da humanidade. um orgulhoso senador que nos traria mais tarde a sua autobiografia, relatando-nos a sua participação daqueles bastidores que antecedem a crucificação do Divino Mestre. Publulentulos, nosso querido Emânel relata que Pilatos, então, indeciso ainda entre aquela percepção que ele tinha do correto a se fazer, de estar diante de um homem justo, mas
cação do Divino Mestre. Publulentulos, nosso querido Emânel relata que Pilatos, então, indeciso ainda entre aquela percepção que ele tinha do correto a se fazer, de estar diante de um homem justo, mas também entre os seus interesses, as pressões, o medo de perder as facilidades materiais, o cargo, os favores com que contava ali na corte ou da parte do império. Ele hesita e pergunta então a Políbios, mas e o profeta que diz ele como tem se portado ao que então recebe a resposta do seu guarda, do seu funcionário de confiança. O prisioneiro é extraordinário na serenidade e na resignação. deixe se conduzir como um cordeiro pelos seus algozes e em nenhum momento tem expressado qualquer reclamação, nem mesmo em relação ao abandono quase que completo e total a que foi relegado pelos seus discípulos. Essa a expressão de que se serve aquele guarda. Ficamos a pensar acostumados com aquele guarda e aqueles funcionários, o próprio Pilatos, todos os que ali estavam envolvidos, acostumados talvez com aquele ambiente, o ambiente das prisões, de violência, de agressividade, de imposição. Muitos deles com as paixões ainda a lhes conduzirem a vida, as decisões. E, no entanto, mesmo aquele guarda em tal condição conseguia reconhecer ali algo de extraordinário. acrescenta ainda políbios, dizendo: "Eu me aproximei dele para sondar-lhe a situação e ele então me disse que caso quisesse poderia recorrer às cortes de anjos para tirá-lo de tal circunstância, mas que aqueles não eram os desígnios do pai". O mestre, portanto, a revelar o seu compromisso de absoluta fidelidade a Deus e a sua vontade, estabelecendo para a humanidade de fato um marco, o filho fiel em oposição aos filhos infiéis que por tantos séculos temos sido. Aliás, essa é uma imagem. São dois arquétipos que encontramos como que sintetizando todas as escrituras do Gênesis ao Apocalipse, lá do princípio às culminâncias que antecedem a crucificação. Porque Adão, símbolo de nós outros, os que nos conduzimos muito mais por nossos
sintetizando todas as escrituras do Gênesis ao Apocalipse, lá do princípio às culminâncias que antecedem a crucificação. Porque Adão, símbolo de nós outros, os que nos conduzimos muito mais por nossos interesses, caprichos, desejos, do que propriamente pela vontade divina. Adão num jardim volta às costas a Deus no simbolismo das Escrituras e diz que não seja feita a sua vontade, mas a minha. Mas o filho fiel, o modelo que nos foi dado também num jardim, a relembrar-nos do simbolismo das escrituras, diria então que não seja feita a minha, pai, mas a sua vontade, porque está aí a chave do reinado de Deus em uma criatura. Fidelidade a toda prova. Eu poderia recorrer às cortes celestes, diz o mestre, mas isso não está nos desígnios de Deus. Serei fiel até o fim. E então Políbios lhe propõe: "Olha, mas a gente pode recorrer aqui à intercessão do meu chefe de Pilatos. Ele tem meios aí de olhar com mais carinho para o seu processo. Talvez possamos aí fazer concessões múltuas e consigamos livrá-lo dessa circunstância. Ao que Jesus responderia: "Precindo de qualquer apoio da política dos homens para somente confiar na justiça dos céus". Algo, aliás, que ele reafirmaria diante do próprio Pilatos, como está registrado no Evangelho de João. Pilatos lhe diz: "Não sabes que tenho poder para deliberar sobre o seu destino, sobre a sua morte, ou não?" Ao que Jesus lhe responderia: "Nenhum poder terias sobre mim se do alto não te fosse concedido". a grandeza de nosso mestre, dessa exemplificação, desse testemunho. Ao ouvir então esse relato, a negativa de qualquer intervenção humana ou dos dos poderes políticos do mundo, Pilatos também reconheceria e exclamaria. Eu faz questão de colocar o registro para nós da exclamação de Pilatos. ante o exemplo de Jesus. Que homem extraordinário. E essa exclamação de Pilatos sempre me chamou atenção desde a primeira vez que li a obra. Porque mais uma vez estamos a tratar de espíritos ali como nós, muitas vezes conduzidos pelas paixões, que nos deixamos levar pelos nossos
sempre me chamou atenção desde a primeira vez que li a obra. Porque mais uma vez estamos a tratar de espíritos ali como nós, muitas vezes conduzidos pelas paixões, que nos deixamos levar pelos nossos vícios, que nos turvam a visão espiritual, fazendo-nos ler a vida, as outras pessoas de maneira deturpada, vendo o valor onde realmente ele não está e não vendo o valor onde ele realmente estaria. Temos todas essas dificuldades de apreensão da realidade das coisas, da essência das coisas e da lei divina. No entanto, mesmo em tal condição, Pilatos, como vemos pelo restante da obra, guiado pelas paixões, pelos interesses, mesmo um tal espírito conseguiu ali reconhecer a virtude. Isso é importante, isso é muito marcante, porque é a partir disso que nós entendemos ou conseguimos ver que a natureza divina está em todos nós. E por mais transviado esteja o espírito, no mais íntimo, ele sabe onde está verdadeiramente a grandeza. Por mais que ele cultue os poderes do mundo, por mais que ele exalte as questões da matéria, os prazeres materiais, acima de tudo, lá no fundo, lá no âmago, por ser filho de Deus, por trazer em si a lei divina, ele sabe reconhecer, embora às vezes relutantemente, onde está o verdadeiro poder, a verdadeira grandeza, porque isso É o reino de Deus. Paulo diria na sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 4, porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. É um poder, é uma potência que irradia das grandes almas. E mesmo as almas mais transviadas nos caminhos do mal, do vício, no fundo, no fundo, haverão de reconhecer que aquilo é a verdadeira grandeza, que ali está o verdadeiro poder. Pilatos detinha ali o poderio do mundo, era o representante de Roma, mas ele reconhece que estava diante de algo maior do que aquilo, maior do que ele, maior até mesmo do que o poder de Roma. embora talvez relutasse em si em reconhecer, como também o senador, tão orgulhoso, reticente em buscar o auxílio do Nazareno para sua filha, a pedido da esposa, mas caminhando às
que o poder de Roma. embora talvez relutasse em si em reconhecer, como também o senador, tão orgulhoso, reticente em buscar o auxílio do Nazareno para sua filha, a pedido da esposa, mas caminhando às margens do Tiberídese, se vê por esses encontros promovidos pela providência divina, se vê diante do meigo rabi, está de joelho. em lágrimas. Ele, o orgulhoso senador daquele império, sentia que estava diante de uma potência, de um poder irresistível. Porque é o que os espíritos nos dizem em o livro dos espíritos, a ascendência dos espíritos superiores é irresistível. não se impõe, não nos forçam a nada, mas a sua vibração transmite uma imponência, uma reverência que mesmo aquele orgulhoso senador se viu de joelhos, que mesmo Pilato se viu impelido a dizer que homem extraordinário. Porque não é uma questão de palavras. Virtude não se improvisa por meio da eloquência das palavras. Virtude se sente, se capta. se intui, se nota, se percebe a grandeza de uma alma, porque aquilo irradia. Nesse sentido, me recordo até de uma passagem interessante que está registrada no Evangelho, passagem que até é algo cômica. Atos capítulo 19. Conta-nos ali Lucas, né, o autor do livro de Atos, o caso dos filhos de Seva, que eram filhos de um importante judeu, que atuavam como aqueles que expulsavam demônios, se propunam a ser, né, aqueles que expulsavam demônios, afastavam aqueles espíritos imundos, como era o linguajar da época. E os filhos de Seva se aproximam de um indivíduo que estava ali possuído, né, por um demônio naquele linguajar, e se aproximam para dele e dizem então ao espírito que o possuía: "Afasta-te dele, em nome de Jesus, a quem Paulo prega. Então eles se aproximam do espírito obsessor e dizem: "Em nome de Jesus, a quem Paulo prega, afasta-te dele." E a resposta desse espírito ou daquele conjunto talvez de espíritos que estava ali fazendos recordar aquela outra passagem do Evangelho, nosso nome é Legião, porque somos muitos, é muito instrutivo e reflexivo para todos nós.
to ou daquele conjunto talvez de espíritos que estava ali fazendos recordar aquela outra passagem do Evangelho, nosso nome é Legião, porque somos muitos, é muito instrutivo e reflexivo para todos nós. Porque eles respondem assim: "Nós sabemos quem é Jesus, também conhecemos a Paulo, mas e vós quem sois? Conhecemos a Jesus, bem sabemos quem é Paulo, mas e vós quem sois?" E então se lançam sobre aqueles indivíduos e os expulsam dali abordoadas. É interessante a passagem porque o que quiseram aqueles indivíduos? Recorrer a uma virtude que não possuíam, tornar a virtude mero jogo de palavras. Olha, estamos aqui nos baseando na autoridade de Jesus, na autoridade de Paulo. E com essa autoridade que na verdade não é nossa, queremos afastá-los. uma espécie de carteirada espiritual que não existe. Conhecemos a Jesus, sabemos quem é Paulo. Mesmo aqueles espíritos ainda voltados para sombras, para o mal, reconheciam o poder, a potência do Cristo, também de Paulo no seu esforço de vivência, mas não reconheciam a virtude ou aquele poder naqueles indivíduos que se propunho aquela tarefa sem a autoridade correspondente, sem a potência, a vibração de alma necessária que nasce justamente dessa exemplificação. Por isso Paulo então diria que o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. Ao que André Luiz mais à frente nos acrescentaria, a virtude não é uma palavra que fala, mas um poder que irradia. Esta verdadeira potência da alma, as virtudes que ela revela, que dela se irradiam em especial nas circunstâncias onde essas virtudes serão mais testadas, aferidas pela vida, pela luta, pela dor. E é naquele cenário, portanto, sombrio, de extremo testemunho, em que as sombras o envolviam por todas as partes, que a luz do Cristo se exalça e se revela com ainda mais beleza e grandiosidade, gravando-se de maneira indelével na história da humanidade, nos séculos do porvir. Porque concluiria Emmanuel este capítulo do livro há 2000 anos com a seguinte referência, porque depois da condenação, né, Pilatos acaba cedendo
lével na história da humanidade, nos séculos do porvir. Porque concluiria Emmanuel este capítulo do livro há 2000 anos com a seguinte referência, porque depois da condenação, né, Pilatos acaba cedendo as pressões da multidão, dos poderes ali de Jerusalém, entrega o mestre à crucificação, lavando as suas mãos e a corte volta às atividades comuns, como se nada demais houvesse ocorrido. voltam a tratar das intrigas, dos problemas da corte, do império, etc. Mas diz-nos, Emmanuel, mal sabiam aqueles homens e mulheres que ali estavam, que não muito distante dali, naquela cruz grosseira e humilde do Golgota, se acenderia uma luz inapagável e gloriosa para todos os séculos da humanidade. potência daquele testemunho. Aquele homem extraordinário em sua exemplificação máxima de fidelidade, de virtude a toda prova, estabeleceria um marco inigualável na história da humanidade, do alto do Golgota naquela cruz. De um modo que um pensador cristão chegou a dizer: "Fixa é a cruz enquanto o mundo gira". Porque o mundo tem girado, o mundo tem se transformado. Os cenários terrestres são absolutamente diversos do que os tínhamos há 2000 anos. No entanto, nada até hoje e pelos séculos haverá de se igualar. a potência, a luminosidade daquela exemplificação que passa a ser um referencial para toda humanidade em tudo que há ali naquela cena, naquela postura, quando a vemos com os olhos do espírito, não com os olhos carnais que vem o sofrimento, o sangue, a dor material, não. o olhar espiritual, aquelas palavras sublimes das últimas a saírem daqueles lábios divinos, pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. Perdão incondicional, caridade ilimitada, fidelidade a toda prova, resignação, entrega total a Deus e aos desígnios divinos. Tudo ali está condensado naquela obra prima em que as sombras humanas cercam a luz divina que se acendeu, que inflamou aquele coração e aquele testemunho. E é interessante porque no evangelho de João, capítulo 12, versículo 32, ali encontramos uma frase interessante do
cercam a luz divina que se acendeu, que inflamou aquele coração e aquele testemunho. E é interessante porque no evangelho de João, capítulo 12, versículo 32, ali encontramos uma frase interessante do mestre que, de certo modo, sintetiza todo o propósito daquilo e todo o impacto daquilo ao longo dos séculos, daquele testemunho que culmina na crucificação. Diz-nos Jesus: "Eu, quando for erguido da terra, atrairei todos a mim". É óbvio que ele não falava ali de alguns poucos anos, ele falava ali de um projeto secular, milenar, em que aquele testemunho, aquele exemplo cada vez mais vai se erguendo para a humanidade terrestre como um ápice de exemplificação a ser buscado. cada vez mais e mais corações outrora absolutamente indiferentes ou mesmo resistentes à aquela mensagem, aquela vida e aquela exemplificação, vão se voltando para aquilo, sentindo-se cada vez mais atraídos, entendendo que está ali a verdadeira grandeza que estamos destinados. Porque como Pilatos, mesmo ainda tão imperfeito e vicioso, pôde reconhecer a grandeza daquela virtude, no fundo toda criatura humana, no mais íntimo, sente essa atração pelo verdadeiro poder. Não os poderes transitórios do mundo, mas o poder da alma que vence a si mesma. O poder da alma que apesar de tudo, das circunstâncias mais adversas, mantém-se fiel aos seus princípios e as leis divinas. Reconhecemos que está ali o poder e cedo ou tarde, à medida que os espíritos vão despertando, vão sentindo-se chamados e atraídos à aquela grande figura. É isso que Jesus quis dizer. Porque nós sentimos, está em nós, é da nossa essência divina a necessidade de nos nutrirmos disso, dos gestos de grandeza, dos exemplos da verdadeira virtude. É da lei de adoração em nós. Por mais por hora ainda adoremos o poder, o prazer, o dinheiro, as ilusões, no fundo ansiamos por esse tipo de adoração, porque no fundo é uma adoração ao próprio criador e à suas leis expressas em uma vida que lhe foi fiel. Emmanuel, no capítulo 17 do livro Pensamento e Vida, ele vai tratar ali da
sse tipo de adoração, porque no fundo é uma adoração ao próprio criador e à suas leis expressas em uma vida que lhe foi fiel. Emmanuel, no capítulo 17 do livro Pensamento e Vida, ele vai tratar ali da abnegação que sublime o espírito. E em determinado momento ele traz uma frase interessante que ajuda-nos a entender a postura de Pilatos ou de Políbios, o seu funcionário. dizos Emmanuel: "É por isso que todos os povos sentem a necessidade de erguer no imo do próprio seio um altar permanente onde rendam preito aos legítimos heróis". Geralmente é um reconhecimento tardio. Geralmente reconhecemos a verdadeira grandeza, a virtude passado séculos, como foi com Jonas Dark, com outros tantos nomes que poderíamos aqui enumerar. Mas todos os povos, todos os espíritos, cedo ou tarde, sentem a necessidade de erguer um altar, onde ali possam renderito aos legítimos heróis, aqueles que nas circunstâncias e situações as mais adversas demonstraram a verdadeira grandeza. É uma ânsia da lei de adoração em nós. Adorarmos, reverenciarmos não as personalidades, mas a vivência da lei. a lei divina expressa, vivida, aplicada na vida de alguém, especialmente no contexto adverso da dor, da luta, onde pela moldura de sombras, a luz da virtude se faz ainda mais bela e destacada. É por isso então que Leon Deni vai tratar para nós no seu conhecido livro O problema do Ser e do destino, perdão, o problema do ser, do destino e da dor, desse tema central, a questão da dor, no capítulo 26, também no capítulo 27 da obra Revelação pela Dor, ele vai tratar desse assunto propondo-nos essa análise da finalidade da dor, do contexto que ela estabelece e da grandeza que ela ajuda a forjar, a produzir. E pensando nesses heróis então que sentimos necessidade de reverenciar e de reconhecer, ele traz-nos uma frase que a meu ver é sublime, porque ele diz assim: "Falando do papel da dor na criação, no universo ilimitado, ele diz: "Suprimi a dor e suprimireis ao mesmo tempo o que há de mais admirável, o que é mais digno de
ver é sublime, porque ele diz assim: "Falando do papel da dor na criação, no universo ilimitado, ele diz: "Suprimi a dor e suprimireis ao mesmo tempo o que há de mais admirável, o que é mais digno de admiração neste mundo, que é a coragem de suportá-la. Olha que frase, gente. Tiremos a dor do universo. Ao suprimi-la, suprimiremos também, ao mesmo tempo, aquilo que há de mais admirável ou digno de admiração no universo, na vida. a coragem de suportá-la, fazendo dela um caminho de grandeza, de engrandecimento real, de testemunho vivo, de glorificação do espírito. A sensibilidade, portanto, de Leão Deni para descrever esse que é um tema espinhoso em todos os tempos para a filosofia. A sensibilidade que ele terá nesses capítulos é algo sublime, tanto que ele deixa para finalizar a obra com esses dois capítulos. E certa feita, eu me referia ao fato de que Leonit tem essa característica de geralmente deixar a culminância, o que há de mais belo, de mais sublime para o final, seja de um capítulo, seja de uma obra, como temos, por exemplo, ao final do livro Depois da Morte, aquela quinta parte intitulada O caminho Reto, que é o que temos ali algumas das páginas mais belas que já pude ler na doutrina espírita. Ele tem essa característica. E aí vamos para o livro, né? Olha o título. Problema do ser, do destino e da dor na versão brasileira. Uma obra que trata de algo assim tão grandioso. Qual será a culminância? Os dois últimos capítulos, a dor, revelação pela dor. Ah, então isso é o o ápice, sim, esse é o coroamento. Porque não há verdadeira grandeza onde não se resistiu à dor, onde não se faciou ela com coragem, com esperança, com fidelidade. Aí é o coroamento do espírito. Aí, de fato, a virtude foi aferida, foi testada, porque é o que aprendemos com a doutrina espírita. Kardec fará essa pergunta para nós, ou melhor, para os espíritos, a nosso benefício no livro dos espíritos, questão 893, quando ele trata de vícios e virtudes. Pergunta o codificador: "Qual é a mais meritória de todas as
gunta para nós, ou melhor, para os espíritos, a nosso benefício no livro dos espíritos, questão 893, quando ele trata de vícios e virtudes. Pergunta o codificador: "Qual é a mais meritória de todas as virtudes?" Respondem os espíritos: "Toda virtude tem o seu mérito. Há sempre virtude, onde há resistência voluntária aos maus pendores, onde a presença da vontade, resistindo às pressões externas, resistindo às pressões internas das paixões, dos arrastamentos, das ilusões da materialidade, onde há resistência voluntária. voluntária aqui vem de volição, vem de vontade, onde há o uso da vontade para dizer ao desejo não. Onde há a verdadeira liberdade, aquele que sabe dizer para si mesmo não. Aquele que sabe discernir entre o que pode fazer e o que lhe convém fazer, há sempre virtude aí. Só que acrescentam mais os benfeitores, dizem eles. A mais meritória das virtudes, portanto, está no sacrifício do interesse pessoal pelo bem comum. Quanto mais sacrifício há, sacrifício de orgulho, de vaidade, de interesse, de comodidade, de conforto, de todos os nossos vícios. Quanto mais sacrifício há sem qualquer interesse, conveniência por detrás, se engrandece o mérito dessa virtude. E é por isso que o exemplo do Cristo se destaca para os séculos. Porque ali, meus amigos, absolutamente tudo ia contra os seus interesses. Tudo era adverso, tudo era sombrio. E, no entanto, aquele homem, aquele espírito, ele com Deus, como diria no Evangelho, para vim para esta hora, vim para isto mesmo, para o testemunho com o Pai. Ele consegue sobrepor-se a tudo aquilo, sacrificando-se ao máximo em perfeita oferta de amor, caridade, perdão, incondicionais. Humildade em plenitude, fidelidade a toda prova, sacrifício de todo e qualquer interesse pessoal, comodidade, conveniência. Por isso, o mérito da virtude se engrandece a tal altura. Por isso, aquela luz que jamais se apagou e jamais se apagará, é a cruz como que um trono, um pálio, um altar para sempre erguido na história da humanidade, tal a grandeza da virtude
ece a tal altura. Por isso, aquela luz que jamais se apagou e jamais se apagará, é a cruz como que um trono, um pálio, um altar para sempre erguido na história da humanidade, tal a grandeza da virtude que ali foi demonstrada. Porque é nesse contexto onde tudo nos impele a agir em contrário à proposta da lei divina, encontrar a virtude. É nesse contexto em que ela pode ser mais avaliada, mais aferida, mais testada. E é isso que Leon quer nos dizer. Um dos mais belos quadros da vida. O que há de mais admirável ou digno de admiração na vida é justamente o quadro das almas que sabem sacrificar-se pelo bem comum, que submetidas à dor, à luta, ao revés, não desistem do bem, não abrem mão de seus princípios, vencem a si mesmas para vencerem ao mundo, como Jesus nos demonstrou. E quantos lampejos dessa luz temos tido ao longo dos séculos? O Cristo é, sem sombra de dúvidas, a maior luz, mas antes e depois deles, dele, temos a grandeza de tantos heróis, heroínas, mártires, discípulos e discípulas fiéis que nos demonstraram essa virtude testada, demonstrada. A grandeza de um Sócrates, por exemplo, que condenado injustamente à morte pela ingestão de Sicuta, recebe a visita desesperada, aflita de sua esposa Chantipa, que ele diria então: "Sócrates, Sócrates, foste condenado à morte." E ele então responderia: "Que tem isso? Não estamos todos condenados a ela?" Mas ela então acrescenta tentando ainda argumentar: "Mas a tua condenação é injusta? Preferirias que ela fosse justa?" Olha a grandeza dessa resposta. O que você vê, Chantipa, como sendo mais glorioso? O que tem mais valor? Uma condenação justa ou uma condenação injusta? O que mais engrandece o espírito, onde a virtude poderá ser mais demonstrada senão na condenação injusta. Por isso Paulo mais tarde diria, ao seguir tão fielmente os passos de Jesus, quando surgiu testemunho à frente, sua primeira prisão injusta, por óbvio, seria levado às chibatadas. Os irmãos da igreja de Corinto tentam resistir à aquela prisão. Ele então
nte os passos de Jesus, quando surgiu testemunho à frente, sua primeira prisão injusta, por óbvio, seria levado às chibatadas. Os irmãos da igreja de Corinto tentam resistir à aquela prisão. Ele então ergue a sua voz e a serena todos os corações, dizendo: "Irmãos, acaso quereis o Cristo sem testemunho? Que virtude teríamos ou julgaríamos ter se ela não fosse testada? se não surgisse o contexto de sombras, da luta, da dor, para que a luz da virtude se faça ainda mais bela. Porque assim estabeleceu Deus a criação nas palavras de Leondeni, na sua poesia sublime, altamente inspirada, diz-nos ele: "Gozos e sofrimentos, prazeres e dores." Tudo isso Deus distribuiu como um grande artista na criação, como um grande artista, um pintor que no quadro mistura a sombra e a luz para produzir uma obra prima, como um cara que traz o seu conhecido jogo de sombras e de luzes, mas aqui em um nível ainda mais alto e sublime de beleza. sombras. De onde surge a luz mais bela, impoluta, grandiosa. As lutas que extraem da criatura humana à luz da virtude, do crescimento, do progresso intelectual, moral, no esforço de sobrepor-se à dor, à vicissitude, à dificuldade, a luta. É isso que extrai espírito a sua grandeza. Ele que é chamado por si a construir-se, a cinzelar-se, como aquela escultura conhecida do homem que se cinzela a si próprio, que modela a si mesmo, mas vez por outra abandona a criatura humana o cinzel, diznos Deni. E é então que vem a dor e toma por si o cinzel, dando continuidade ao que o homem por algum tempo deixou de fazer. extrair do bloco rústico de mármore o anjo divino que lá está em projeto, em potência, revelando a potência, a grandeza do ser. Por isso, Leondeni vai tratar do assunto da dor, da revelação pela dor. Onde? Em que parte da obra? Nas potências da alma. Porque é a dor, a grande reveladora, a grande extratora das potências da alma. Leão Deni mesmo diria ele que teve, como sabemos, uma vida tão difícil, especialmente na infância, na mocidade, tantas privações, não pôde realizar o
eladora, a grande extratora das potências da alma. Leão Deni mesmo diria ele que teve, como sabemos, uma vida tão difícil, especialmente na infância, na mocidade, tantas privações, não pôde realizar o sonho, né, dos estudos formais, mas era uma autodidata por excelência desde a mais tenra juventude, tendo de estudar à noite, porque o trabalho braçar consumia ao longo do dia. E isso acabou por comprometer-lhe as vistas. veio ficar cego ao fim da existência por estudar até altas horas da noite no tempo que ele possuía, não abrindo mão de nutrir-se com a luz divina do espírito. Mas ele diria, então, vencidas já tantas lutas e provações ao longo da existência, ele diria para nós no capítulo 27 desta obra digo a todos, cada vez que o anjo da dor me tocou com a sua alma, perdão, com a sua asa, senti agitarem-se dentro de mim potências desconhecidas. Ouvi vozes interiores a entoarem o cântico eterno da vida e da luz. A dor, ao nos tocar agita potências ocultas, faz-nos recorrer a forças ignoradas, faz-nos desenvolver capacidades, possibilidades antes relegadas a um segundo plano, esquecidas, abafadas. Mas a dor nos ajuda a focar, nos ajuda a concentrar, ela nos impele a fazermos-nos melhores, a nos sobrepormos para que a superemos. aos espíritos que vão aprendendo a lidar com ela, a ver o seu papel, a entender a sua função. Por isso, ele diria também, para os que me perguntam, para que serve a dor, eu respondo: "Para polir a pedra, esculpir o mármore, fundir o vidro, martelar o ferro. Serve a dor para edificar e hornar o templo magnífico, cheio de raios, vibrações, hinos e perfumes, onde se misturam todas as artes para exprimirem o divino, para prepararem a apoteose do pensamento consciente, para glorificarem, celebrarem a libertação do espírito. Para que serve a dor? A mesma funcionalidade que tem ela no martelo que molde o ferro, no cinzel que escupe o mármore, ela terá em nós, despertando, agitando potências ocultas, edificando, ornamentando o templo interno da alma, para que ali se exprima
m ela no martelo que molde o ferro, no cinzel que escupe o mármore, ela terá em nós, despertando, agitando potências ocultas, edificando, ornamentando o templo interno da alma, para que ali se exprima cada vez mais a luz do divino em meio às sombras da matéria, da luta da dor, para que ali se prepare expresse a apoteose, a culminância do pensamento consciente, do espírito que entende a vida, porque entende a si mesmo, entende leis divinas, a ela se harmoniza e a tudo agradece, de tudo extraindo o melhor. Prepara ela a dor, a celebração, a glorificação da libertação do espírito. O maior título que poderemos almejar. Tende bom ânimo. Eu venci o mundo. Disse-nos o mestre. E essa é a nossa destinação. Quando o mundo não mais conseguir abafar em nós os anseios pela divindade, a fidelidade a Deus e à suas leis, então teremos vencido como mestre o mundo, como ele demonstrou naquela cruz. O mundo queria arrastá-lo às conveniências, impeli-lo às concessões, mas ele, ainda que abandonado por todos e por tudo e por todos, manteve-se fiel. E daquele dia de dor surgiu para a humanidade o dia mais belo e a fonte mais luminosa para a nossa jornada libertadora. É disso que Leand trata. tão altamente inspirado para tratar de um tema desafiador, o da dor. Tiremos ela de cena no quadro imenso da criação e estaremos ao mesmo tempo suprimindo o que há de mais belo, a coragem daqueles que a superaram, que lidaram com ela e não desistiram do bem, não descreram da esperança, não deixaram de confiar em Deus e na sua providência. Por isso ele continua as suas considerações, dizendo-nos: "O mais nobre ensinamento que se pode apresentar aos homens não é a memória daqueles que sofreram e morreram pela verdade e pela justiça. Há coisa mais augusta, mais venerável que os seus túmulos. Quando olhamos para esses exemplos que não nos faltam, de tempos mais antigos, de tempos mais presentes, quando temos, por exemplo, a bênção de ver um Chico Xavier a lidar de maneira tão amena e até mesmo bem humorada com as suas dores,
ue não nos faltam, de tempos mais antigos, de tempos mais presentes, quando temos, por exemplo, a bênção de ver um Chico Xavier a lidar de maneira tão amena e até mesmo bem humorada com as suas dores, Divaldo ou um Jerônimo Mendonça, um gigante deitado, levado pelos amigos em sua maca, cego, privado da visão, levado pelos amigos, colocado na tribuna espírita para lhe proferir uma palestra, a alegria de viver. Ora, meus amigos, o que irradia de uma tal fala? O espírito em meio à dor, prova áspera, desafiadora, a falar da alegria da vida, das bênçãos divinas, da esperança em Deus. Há algo de mais inspirador, de mais eloquente do que isso, do que esse testemunho da virtude em meu dor. É disso que Den trata. Nada iguala o poder moral que daí provém. As almas que deram tais exemplos avultam aos nossos olhos com os séculos e parecem de longe mais imponentes ainda. Por isso, o reconhecimento, ainda que tardia os legítimos heróis. em geral, em seus tempos não são reconhecidos ou mesmo valorizados, mas ao olharmos para trás, seu exemplo vai a voltando conforme os séculos vão passando. E é por isso que a cruz está lá nesse pá inalcançável e indestrutível para todos os séculos do futuro da humanidade, atraindo cada vez mais corações. "Eu, quando for erguido da terra, atrairei todos a mim", disse Jesus. São outras tantas fontes de força e beleza, onde vão retemperar-se as gerações. Através do tempo e do espaço. Sua irradiação como a luz dos astros estende-se sobre a terra. Sua morte gerou vida. Olha que bonito. Aqueles que se deixaram emolar, que se sacrificaram em vida ou mesmo no holocausto de seus corpos pelo bem, pelo progresso da humanidade, da sua morte surgiu vida, cercado pelas sombras, deixaram se transformar, germinaram. No mesmo capítulo 12 do Evangelho de João, em que Jesus fala sobre o ser erguido da terra e atrair todos a si, no versículo 24, anteriormente ele havia dito: "Porque o grão de trigo que cai na terra e não morre, fica só, mas o que morre produz muito fruto."
ala sobre o ser erguido da terra e atrair todos a si, no versículo 24, anteriormente ele havia dito: "Porque o grão de trigo que cai na terra e não morre, fica só, mas o que morre produz muito fruto." Olha a beleza dessa metáfora. que é a cova onde a semente é depositada, senão a experiência difícil, as provas e as lutas da vida que nos pedem um tipo de morte, a morte do velho eu, o sacrifício das conveniências, dos interesses, dos imediatismos em benefício da produção do espírito. Mas aquele que mesmo cercado pela cova, né, da dor, da dificuldade, não se deixa morrer, não se renova, esse alguém fica só, não estrai da dor e da luta o que poderia, não gera produção. Mas o grão de trigo lançado à cova que morrer, esse produzirá muita vida, muitos frutos. Quem quiser salvar a sua vida, perdá. Quem perder a sua vida por amor a mim e ao evangelho, encontrá-la. Está aí o exemplo que nele se revela e que na e naqueles que vieram depois. Sua morte gerou vida e sua lembrança com aroma sutil. Vai lançar em toda parte a semente dos entusiasmos futuros. De onde vem, meus amigos? Muito do nosso entusiasmo hoje, senão dos exemplos de Paulo, Pedro, Maria Madalena, Lucas, Tito, Timóteo. Depois, mais recentemente, Allan Kardec, Ameli, Leon Denis, Gabriel Delane, Chico Xavier, Divaldo Franco, Gerônio Mendonç, Anália Franco, entre tantos outros. o seu entusiasmo, a sua oferta em cenários os mais desafiadores, porque todos eles lidaram com a forja, com o cadinho da dor e da luta, os seus entusiasmos, apesar disso, é para nós hoje semente dos entusiasmos futuros. É para nós inspiração, é para nós estímulo. Ao vermos em luta, lembramos das lutas deles e então olhamos para as nossas e passamos a agradecer. Obrigado, Senhor, por ternos considerado dignos de lutar também em tua causa, em tua seara. Olhamos para as nossas e as vemos ainda tão diminutas em comparação a que eles passaram e agradecemos. Então, nos esforçamos para que sejamos um dia habilitados a lidar. com ainda mais testemunhos,
a. Olhamos para as nossas e as vemos ainda tão diminutas em comparação a que eles passaram e agradecemos. Então, nos esforçamos para que sejamos um dia habilitados a lidar. com ainda mais testemunhos, semente dos entusiasmos futuros. É como nos ensinaram essas almas, pela dedicação, pelo sofrimento dignamente suportados que se sobem os caminhos do céu. A história do mundo não é outra coisa mais que a sagração do espírito pela dor. Sem ela não pode haver virtude completa, nem glória imperecível. Essa visão que Leão Denin nos traz da função da dor no concerto divino da criação, como numa obra prima de um grande artista, a sombra que vai emoldurando, que vai dando espaço e margem à luz cada vez mais bela, que vai despertando no ser imensas potências ocultas para que nele exista de fato o verdadeiro poder. Não aquele conferido pelo mundo, pela fortuna, pelo prestígio ou pela influência, mas o poder que brota da alma, autoridade moral, experiência de vida, as cicatrizes do espírito, que são a verdadeira glória, o verdadeiro tesouro de cada um de nós. lutas vencidas, a vitória sobre nós mesmos, sobre as tentações e os arrastamentos do mundo. Dor que é para todos nós reveladora, ao mesmo tempo que é um convite à profundidade. A dor ajuda-nos a ter mais foco, mais clareza quanto ao que buscamos. Estávamos lá distraídos com relação ao mundo, aos tantos convites, chamados, distrações, apelos, ilusões, vem a dor e de repente nos ajuda a ver com mais clareza, com critérios mais sólidos o que realmente vale. Há até um ditado que diz que a gente pode estender aqui para dor num sentido mais geral. Se o teu corpo estiver são, terás 1000 problemas. Se ele estiver enfermo, terás um só. É uma maneira de nos dizer da ênfase que a dor dá no que realmente importa. Quando estamos na calmaria, nos períodos de tranquilidade exterior na vida, temos mil problemas, inquietações, convites e distrações. Quando a dor nos visita, seja numa enfermidade, num grande revés, na partida de alguém, de
ia, nos períodos de tranquilidade exterior na vida, temos mil problemas, inquietações, convites e distrações. Quando a dor nos visita, seja numa enfermidade, num grande revés, na partida de alguém, de repente vemos: "Puxa vida, o que realmente vale?" A minha família. O que realmente vale, o que eu estou guardando aqui. Porque a gente vê diante da dor a efemeridade de tudo que há lá fora. Ela é, portanto, um convite à profundidade ao voltar-se sobre si mesmo para ali descobrirmos essas potências que são a fonte da nossa verdadeira felicidade. E ela é também uma reveladora, porque ela nos mostra em que ponto estamos, qual é a nossa verdadeira condição. Nos tempos de calmaria, quando não somos testados ou oferidos, podemos nos julgar de veras pacientes, com muito autocontrole, já virtuosos, mas eis que surge o teste da dor, do incômodo, da dificuldade, então ela nos revela tais quais somos. Por isso, Leondeni tem um capítulo revelação pela dor. Emanu no livro Justiça Divina terá uma página intitulada Exames, em que assim ele nos dirá: "A dor é um agente de fixação, revelando-nos a verdadeira fisionomia moral". O sofrimento é um fotógrafo oculto. Deslinda os aspectos mais íntimos da personalidade, aclara os impulsos mais sutis do coração, tornando-os expostos. Cada problema que nos visita é como que um raio X sobre determinadas zonas do nosso ser, a fim de avaliar-lhes o equilíbrio. Cada provação é tal qual um banho de agentes ou de substâncias químicas, testando-nos as ideias e os sentimentos para definir-lhes a sanidade. A dor revela na vida onde está a verdadeira grandeza e onde ela não existe. O que era imagem, o que era ilusão e o que é realidade. O que realmente vale e o que julgávamos valer em relação a nós e em relação às nossas ideias. É também a dor um crio para analisarmos doutrinas, filosofias, ideias. Quantas doutrinas ou propostas do mundo não nos dirão: "Busque o gozo a todo custo". atenda aos seus desejos sem qualquer crio ou critério, mas vem a dor e nos
alisarmos doutrinas, filosofias, ideias. Quantas doutrinas ou propostas do mundo não nos dirão: "Busque o gozo a todo custo". atenda aos seus desejos sem qualquer crio ou critério, mas vem a dor e nos mostra que esse tipo de postura, esse tipo de ideia não funciona, não real, não produz algo que perdure. Com a dor conseguimos ver com mais clareza onde de fato está a verdade, o que é verdadeiro, aquilo que nos ajuda a entendê-la e, principalmente, aquilo que nos ajuda a superá-la, a suportá-la. E eis aqui o grande papel do evangelho, do exemplo de Jesus, mais adiante da própria doutrina espírita, ajudando-nos a compreender os porquês, as finalidades da dor, a sua função, o seu papel na vida, o seu trabalho em nós. ensina-nos o evangelho, o espiritismo, a aprendermos a sofrer, não a buscar o sofrimento estéreo nascido da herbeldia, da temos, da viciação, mas aprendemos a lidar com essa que é uma presença marcante na vida de todos, da showana ao palácio. A dor como agente de progresso ali estará dor, expiação, dor, evolução, dor, provação, seja como for, cumpre ela uma função. impelir a alma à sua destinação, à grandeza dos seus destinos. Por isso, o Leondi nos dirá já no final do capítulo 27, no remate sublime da obra, ele nos dirá: "Homem, meu irmão, aprende a sofrer, porque a dor é santa. É o mais nobre agente de perfeição. Penetrante e fecunda, ela é indispensável a todos nós que não queremos estagnar. No egoísmo ou na indiferença, aprende a sofrer. Continua ele. Mas não te digo, procure a dor, mas quando ela se erguer inevitável em teu caminho, acolhe-a como uma amiga. Aprende a conhecê-la, a apreciar-lhe a beleza austera, a entender-lhe os ensinamentos secretos. Estuda-lhe o trabalho oculto em ti mesmo e te esforça para seres aos outros um exemplo diante da dor. Pela maneira honrada, pela maneira digna, pela maneira corajosa com que a faceis, pela confiança que souberes manter apesar da dor, torna mais aceitável aos outros. Como está lá em o Evangelho Segundo o
la maneira honrada, pela maneira digna, pela maneira corajosa com que a faceis, pela confiança que souberes manter apesar da dor, torna mais aceitável aos outros. Como está lá em o Evangelho Segundo o Espiritismo, proveito dos sofrimentos às outras pessoas. Torna mais aceitável pelo teu exemplo de confiança, de serenidade, de perseverança diante da dor. Como nos ensinaram todos estes que nos antecederam, como nos ensinou acima de tudo Jesus. Numa palavra, conclui Leão Dani, faz a dor mais bela numa palavra. das sombras da dor. Aprenda com consciência e resiliência a extrair cada vez mais luz, beleza e grandeza, porque está aí a obra prima da criação. O que há de mais belo que nos é dado admirar? A grandeza das almas que mesmo em meio à sombras, à luta e à dor, souberam manter acesa a luz do amor, da paz e do bem, da confiança e da esperança em Deus, como luzes inapagáveis que revelam que revelam a verdadeira grandeza do espírito, as verdadeiras potências da alma. Que Jesus a todos nos abençoe, que o seu exemplo nos inspire, que possamos ser como ele em meio à sombras e à lutas do caminho, em meio a dor, um f de luz a acenar para o povo vir para a esperança. Muita luz a todos. Tem muit
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