Aprendendo a despedir- Palestra com Ana Paula Vecchi
Aprendendo a despedir- Palestra com Ana Paula Vecchi
a todos vocês. Bem, na noite de hoje nós temos alegria, né, da presença à nossa irmã Paula Beck, que vai trazer para nós um tema muito importante, muito difícil para todos, né? O Aprendendo a despedir. É uma um tema muito complexo, especialmente para aqueles que não entendem, né, realmente o que se chama vida. e através da doutrina espírita, então nós vamos alargar nossas mentes, nós vamos alcançar então entendimentos diferenciados sobre esse tema que para muitos é muito complexo, né? E através da doutrina a gente vai ver que realmente não é esse bicho de sete cabeças, mas que todos nós precisamos nos preparar adequadamente, tá? Para esses momentos que não são fáceis para ninguém, né, nem pros espíritas. Então nós vamos iniciar então a nossa palestra pública com a nossa prece. Deixa eu só assim antes eu gostaria de agradecer aos nossos parceiros, né, de transmissão que ajuda essas palestras chegarem a mais e mais irmãos, né? Agradecemos ao Ig, a TV Secal de Santa Catarina, a TV Deus Conosco, Rádio Nova Luz de Catalão, TV Goiás Espírita, Grupo Espírita Mensageiros da Luz e Rádio Portal da Luz. nosso muito obrigado por fazer essas palestras chegarem a mais e mais irmãos. Então vamos nos concentrar, fechar nossos olhos, rogar ao nosso mestre Jesus que possa estar conosco em mais este momento através de seus benfeitores amorosos, que vem até nós para nos amparar, nos fortalecer e principalmente nos trazer o entendimento necessário para vivermos a nossa vida verdadeira. Muito obrigado, mestre amado, por essa oportunidade, por essa doutrina tão amorosa que nos traz agora todos os esclarecimentos, tudo aquilo que nós precisamos para nos consolar diante uma vida de tantas lutas, de tantos desafios. Que a tua bondade, Senhor, possa iluminar o nosso ambiente aqui na noite de hoje, possa iluminar a nossa palestrante da noite e que todos tenhamos momentos de muito aprendizado, de muita paz neste ambiente. Muito obrigado, mestre amado. Em teu nome damos por iniciado a palestra pública da
luminar a nossa palestrante da noite e que todos tenhamos momentos de muito aprendizado, de muita paz neste ambiente. Muito obrigado, mestre amado. Em teu nome damos por iniciado a palestra pública da noite de hoje. Que assim seja. Bom, sem mais delongas, vou trazer a nossa irmã Ana Paula Vec, por favor. Ela é médica e é participante da AM, né, Associação Médico Espírita. Então, com certeza tem muita coisa para contar de bom para nós aí. Seja bem-vindo. >> Boa noite. Que a paz do Mestre Jesus esteja em nossos corações, a nossa mente em sintonia com a espiritualidade maior. Nós vamos trazer um capítulo desse livro, das coisas que ouvi e senti de Jesus. É um livro que tivemos a oportunidade de psicografar do espírito Natanael. E o capítulo chama As horas cheias de graça, que conta a história de Isabel, a mãe de João Batista. Então, nós vamos falar das despedidas, das pequenas, das grandes, mas também das pequenas despedidas da nossa vida que nós atravessamos. Então, vamos começar. Zacarias. Isabel já tinha os cabelos todos embranquecidos quando Zacarias emudeceu. Zacarias recebeu a visita do anjo Gabriel, trazendo a notícia que a sua que a sua esposa, já velha, entre aspas, já passara da menopausa, engravidava, receberia no seu ventre um enviado do Senhor. E aquela notícia tornou Zacarias mudo. Ele precisou desse momento, como todos nós, aguardando a sua missão, na hora chegada da missão, para ele compreender qual grande seria essa tarefa. Ele ficou em silêncio. Quantos de nós não recebemos a nossa missão? E quantos de nós não entendemos o propósito dela? Muitas vezes essa tarefa ou essa missão, ela vem acompanhada de muitas despedidas, de muitas crises, de momentos difíceis em que nos levam ao silêncio. Eu me recordo da do livro Paulo Estevão, em que Saulo de Tarso, no momento em que ele vai na estrada de Damasco perseguir os cristã, os cristãos, nesse momento ele encontra Jesus e fica cego. E no livro Emanuel nos coloca que ele precisava de fechar os olhos para o mundo para
m que ele vai na estrada de Damasco perseguir os cristã, os cristãos, nesse momento ele encontra Jesus e fica cego. E no livro Emanuel nos coloca que ele precisava de fechar os olhos para o mundo para perceber todas as suas questões interiores. Ele precisava de isolamento externo para compreender e dilatar os propósitos da sua alma. Muitos de nós, quando nos deparamos com momentos difíceis, estamos como Paulo ou como Saulo de Tarso na travessia do deserto, precisando fechar as portas da nossa visão para as demandas exteriores para identificar qual é o nosso verdadeiro chamado, qual é o verdadeiro propósito da nossa alma. E isso também aconteceu com o Zacarias. Ele ficou em silêncio até que o menino nascesse. Então, precisou arquitetar a alma para escutá-la. Junto desse missionários, o Messias prometido viria. Então, Isabel, grávida, recebe a visita de Maria, sua prima mais nova, que tinha também ficado grávida. Quando Maria chega na varanda da casa de Isabel, o menino na barriga da prima já amadurecida, pula de alegria. E então Isabel faz aquela declaração que tá no Evangelho de Lucas, tão tão linda, né? Olha para Maria e diz: "És venturada dentre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre, posto que ele é o Messias esperado e gerado por Deus. E ali elas eh passaram meses e dias muito alegres. Maria parecia inspirada. Ela trazia uma vitalidade impressionante. Então, inspirada pelo próprio Jesus que tava ali no seu ventre, ela pediu que a prima reunissem as crianças e ali elas elas liam a Torá à noite. De dia elas colhiam frutas frescas e serviam com mel, né? eh, comia com mel, fazia o pão e à noite liam a Torá interpretada por Maria. Natanael descreve que Maria eh quando lia a a Torá e as interpretava, era como se um grande sol saísse da sua da sua boca, né, através da palavra. E é como se atravessasse as paredes de barro numa luz forte qual ao amanhecer, e elevasse todo o chão que todas as pessoas eram transportadas para o mais alto do céu. Ali ela falava da vinda do Messias, como
o se atravessasse as paredes de barro numa luz forte qual ao amanhecer, e elevasse todo o chão que todas as pessoas eram transportadas para o mais alto do céu. Ali ela falava da vinda do Messias, como na profecia de Isaías, como que preparando todo aquele terreno para a vinda do filho. Zacarias e Isabel sabiam também que o seu próprio filho seria aquele que arava a terra para a vinda da grande luz. E quando João partiu para o deserto, eh, Maria, Isabel retomou as conversas com as crianças, como foi feita na época de Maria, quando Maria estava ali, eh, porque ela sentia muita saudade do filho. E quando ela ficou sabendo que João foi preso porque ele eh falara coisas, né, que desagradara Herodes Antípas, Herodes, eh, pegou a cunhada, né, tomou a cunhada esposa, ela se divorciara do do esposo, que era irmão dele, e ele se casara com ela. E isso era contra as leis judaicas. Então, João Batista eh eh era muito árido com as palavras, condenando esse consórcio amoroso. E com isso, com isso ele foi preso, né, por Herodes Antípas. E quando ela ficou sabendo da prisão do filho, o seu coração é como se tivesse tr sido trespassado por lanças cortantes. O seu coração sangrava. Era o filho amado, que só fizera o bem ali preso, provavelmente condenado à morte. E ela foi visitar o filho e através da grade da prisão, ela fala: "Filho, manera, manera o que você fala, né? Eh, para que você escape da morte, né?" E aí João olha para ela e fala assim: "O que eu ouço de ti, mãe? Você sempre me orientou a seguir a voz de Deus no meu coração para que eu não temesse as circunstâncias adversas que viesse até mim. Que me falam as palavras tortas desse coração já treinado no amor?" João falando para Isabel, sou teu filho, mas antes que me concebesse, já era soldado do Altíssimo. E aqui a gente vai lembrar das palavras de do poeta, né, Caliil Gibran, quando ele diz assim: "Eh, os seus filhos são antes filhos do Altíssimo. Vem através de vós, mas não são de vós." E quantas vezes a gente ama os nossos
rar das palavras de do poeta, né, Caliil Gibran, quando ele diz assim: "Eh, os seus filhos são antes filhos do Altíssimo. Vem através de vós, mas não são de vós." E quantas vezes a gente ama os nossos filhos ou as pessoas que nós convivemos, os nossos pais, os nossos cônjuges, os nossos filhos, nossos amigos com esse apego, esse apego doído, esse apego que aprisiona. E aqui justamente é o que João vai dizer para ela, não é? Mãe, antes que me concebesse, eu já era filha, filho do Altíssimo. Eu esqueci de passar aqui, né? Falei para ele que fica tranquilo porque eu vou passar direitinho, né? Ai, ai. Deixa eu voltar aqui um pouquinho. Volta aí para mim. Tá na do João. Essa aí. Obrigada. Então ele eh ela olha para ele e percebe que aquele menino não lhe pertencia, passava por ela como um grande presente. E se ele ela receber um presente do Altíssimo, muito natural que o devolvesse quando convocada, aliás, o que de fato lhe pertencia. Então, traz para nós essa reflexão. Muitas vezes nós somos mães e os nossos filhos crescem e tomam as suas próprias decisões e nós sofremos como se aquilo fosse uma grande traição, porque eles resolvem tomar um rumo que não foi aquele que nós idealizamos para ele. Que bobagem. Esquecemos nós que eles são filhos de Deus e que eles são eh responsáveis pelas próprias escolhas? a gente pode orientar, dar o exemplo, mas a gente não pode decidir por eles. Emanuel fala eh eh tem uma frase muito interessante que ele fala assim: "Muitas vezes quando amamos alguém, nós queremos escravizá-los aos nossos modos de viver e de sentir. A gente quer que a pessoa que a gente gosta pensa como a gente, sinta como nós, esquecendo que amar não é isso. Amar é doar o melhor de nós, respeitando as escolhas do outro, estando ao seu lado nos momentos difíceis e nos momentos felizes. Lembrando que só nós mesmos somos responsáveis pela nossa felicidade. Muitas vezes, muitas vezes nós falamos assim: "Eu sou infeliz porque a gente escuta muito isso. O meu marido fez eh
entos felizes. Lembrando que só nós mesmos somos responsáveis pela nossa felicidade. Muitas vezes, muitas vezes nós falamos assim: "Eu sou infeliz porque a gente escuta muito isso. O meu marido fez eh fez isso, isso e isso comigo, o meu ex-marido, meu marido ou meu filho, sendo que a gente esquece que o único responsável pela nossa própria felicidade somos nós mesmos. Jamais poderemos responsabilizar a nossa felicidade ou a nossa infelicidade pelo outro, pelas escolhas do outro. Isso é uma coisa muito importante que a gente aprende na comunicação não violenta, a autoresponsabilidade pelas nossas emoções. Ah, eu estou ressentida, magoada, eu tenho ódio, eu nunca mais por causa do que você fez comigo. Não, você fez isso comigo. Isso me machucou muito. Eu fiquei com raiva porque eu tenho necessidade de tal e tal coisa. E a partir de agora eu não vou mais conviver com você ou eu vou me afastar porque essa sua atitude me deixa mal, mas não vou escolher ter raiva, ódio ou mágoa para o resto da vida por causa de uma pessoa. Entenderam a diferença? Quer dizer, o o fato exterior, ele gera uma emoção em mim, mas essa emoção ela é minha. Então, quando eu tenho esse poder, esse entendimento que só eu sou responsável pela minha emoção, eu também tenho a capacidade de virar a chave. Eu estou ressentido, eu estou triste, eu estou magoado, mas eu posso, eu quero e eu vou ficar bem, porque isso depende de mim, não do outro. Porque quando depende do outro, eu não tenho ação, eu não consigo resolver, porque a escolha do outro não está nas minhas mãos. Então, o que de fato, né, lhe lhe pertencia? Volta um pouquinho. Volta um aí. As palavras do filho abriram-lhe as paisagens da alma em perspectivas futuras, mas também sentimentos que a embalaram desde quando ele nascera em seu ventre. É verdade. Sempre soubera da tarefa do filho. Isso aqui são reflexões da Isabel. Aliás, o que de fato lhe pertencia? vasculhou a natureza em sua mente, sua casa, seus pais, seu esposo, o que de fato era seu.
de. Sempre soubera da tarefa do filho. Isso aqui são reflexões da Isabel. Aliás, o que de fato lhe pertencia? vasculhou a natureza em sua mente, sua casa, seus pais, seu esposo, o que de fato era seu. E nós, o que de fato nos pertence? a nossa profissão, os nossos papéis de mãe, esposa, pai, tarefeiro espírita, o nosso corpo, nem o nosso corpo nos pertence, o nosso emprego não nos pertence. E ela ela pensou, quantas vezes a sua alma aprendera a despedir desde que ela era pequena, ela começou a lembrar de toda a sua trajetória. Pode passar. Sua alma despedia-se. Desde pequena, ela lembrou-se que quando se casou, ela teve que se despedir das terras da Galileia, terras férteis, úmida, e foi para Jerusalém com o esposo. Ela teve que se despedir da sua terra, da sua família, porque a família, na família judaica, a esposa passa a pertencer a nova família, a família do esposo. Nunca mais vira os pais. Lá naquela nova terra, a cada ciclo lunar, ela se despedia do seu sonho de ser mãe, porque ela não engravidava. Ela não engravidava. Cada vez que a lua mudava e as suas regras vinham, ela tinha que se despedir dessas do seu desejo de ser mãe. Tivera que aprender com as plantas o ciclo da vida e das estações, despedir-se do que já foi e sustentar a beleza do hoje, sem saber como será o amanhã, aceitando a vontade soberana do Altíssimo. Gente, isso aqui a gente precisa escrever assim lá no espelho do banheiro, né? Aprender o ciclo da vida. Durante a nossa vida, nós passamos por pequenos e grandes ciclos. o envelhecimento, o ciclo da menina ficando mocinha, da mulher na menopausa, os ciclos dos relacionamentos, porque muitos relacionamentos terminam, muitas amizades têm o seu ciclo de fluorescência e o fim, ciclos na nossa profissão de emprego. Às vezes a gente tá ali naquele emprego, emprego já deu tudo que tinha que dar, nós já aprendemos tudo que tínhamos que aprender com aquela profissão, com aquele emprego. Aí de repente a gente é mandado embora. É o nosso, é o universo mostrando para nós que aquele universo,
dar, nós já aprendemos tudo que tínhamos que aprender com aquela profissão, com aquele emprego. Aí de repente a gente é mandado embora. É o nosso, é o universo mostrando para nós que aquele universo, que o que aquele ciclo se encerrou. E que que a gente faz? Fica magoado. Tá vendo o que fizeram comigo ali naquele emprego? Olha só. Mas tá vendo? esquecendo que muitas vezes os ciclos terminam, todo fim de ciclo ele é dolorido, mas para que um novo ciclo aconteça. E a gente fica preso aquele final sem aprender a despedir, a desapegar, a deixar ir. Não deu certo, OK? Algo novo está vindo. Essa frase de final, essa fase de final de ciclo é uma fase muito ruim em que os nossos desejos, os nossos propósitos parece que não tem mais enquadramento. A gente olha para quem nós somos porque é um novo ser que tá vindo, é uma nova Ana Paula, é o novo Paulo de Tarso. No livro Paulo Estevo, o Paulo passou por vários finais de ciclos. Eu não vou enumerar todos aqui agora porque senão a nossa palestra se estende aí e não e não dá. Mas ele passou por vários. Um deles foi quando ele foi pro deserto. Ele era um um juiz de direito. Ele volta a ser tecelão. Imagina a mesma coisa de mim aqui na minha profissão médica, eu volto a ser o quê? Uma coisa que eu sei fazer. Eu sei, eu sei fazer crochê. De repente eu vou ser artesã. Não é fácil, gente, essa mudança de papéis. Ele passou por isso 3 anos. Depois que ele venceu isso, ele tentou voltar a ser orador que ele era. Não deu certo. Ele volta e visita o pai. Até a herança paterna ele é destituído. O pai corta, rompe os laços totais com ele. Olha quanta coisa, quantos finais de ciclo ele passou até ele virar o Paulo que escreve as cartas maravilhosas que a gente lê hoje. E nós devemos a nossa cristandade a ele. Se não fosse Paulo de Tarso, ele vencer todos esses finais de ciclo, nós do Ocidente não conheceríamos Jesus. Jesus ficaria restrito à Palestina. Então, veja quão importante é nós entendermos esses finais de ciclo, vencermos e eh superá-los, tá?
esses finais de ciclo, nós do Ocidente não conheceríamos Jesus. Jesus ficaria restrito à Palestina. Então, veja quão importante é nós entendermos esses finais de ciclo, vencermos e eh superá-los, tá? Continuando aqui, ela aprendera também a despedir-se dos medos, não só das coisas boas, mas dos medos. Quantos medos nós não trazemos em nós. E muitas vezes a nossa vida é limitada pelos medos que trazemos desde a infância. Aprender a despedir-se da sua família de origem e da sua cidade. E aí eu coloquei aqui entender os tempos das coisas e entregar o controle. Quando a gente entende esses ciclos da vida, a gente percebe que cada coisa tem seu tempo e aí a gente deixa de se ressentir com o fim dos processos, com os fins dos relacionamentos, os fins das eh ã das etapas do nosso corpo, né, no envelhecimento, com os fins de da profissão e a gente entrega o no controle da nossa vida para Deus, porque a gente não sabe de nada, a gente planeja tudo e quem coordena tudo que acontece até nós é Deus. Então, lembrar que os as crises elas chegam até nós com um propósito, reconhecendo que as crises são fases de mudança, às vezes marcada por enormes tribulações das quais a divina providência, utilizando recursos que desconhecemos, pode ser uma crise financeira, pode ser uma doença, pode ser uma despedida de alguém que a gente amava muito. nos trará a renovação necessária e o amanhã melhor. Sempre, sempre a tribulação que nos chega, mesmo que naquele momento a gente não consiga perceber, é convite para um novo processo, para um grande aprendizado. Então, às vezes a gente olhar para aquilo e falar assim, ao invés da gente dizer: "Ó, meu Deus, eu não vou dar conta, esse sofrimento é muito grande". a gente olhar e falar, mesmo que neste momento eu não reconheça, eu sei que eu tenho algo a aprender. Eu sei que uma grande melhora, uma grande eh um grande processo na minha vida está surgindo. Repetir esse pensamento quando a gente passar por qualquer tribulação. Então, depois de Deus, a dor ou a crise é a
que uma grande melhora, uma grande eh um grande processo na minha vida está surgindo. Repetir esse pensamento quando a gente passar por qualquer tribulação. Então, depois de Deus, a dor ou a crise é a única força capaz de alterar o rumo dos nossos pensamentos, compelindo-nos a modificações. Isso aqui é André Luiz no livro Entre a Terra e o Céu. Então, Isabel lembrou das tardes de chuva da sua infância quando ela via arco-íris com o seu pai. O arco-íris, que é a representação da aliança de Deus com o povo judaico, né? Então eles olhavam para aquele arco-íris e depois da chuva ele acabava desaparecendo e ela tinha que se despedir do arco-íris também. E o pai dela dizia assim: "Isabel, despede-se da chuva, que o sol já vem. Despede-se do sol, que a noite já vem. E só uma certeza se tem, minha filha, Deus está ali. E apontava para o firmamento estrelado, sempre a nos esperar. O bom filho de Israel deve sempre esperar o melhor, ainda que a noite escura do deserto, afinal dali aponta mais facilmente a primeira estrela do firmamento. Então, por mais terrível que seja a tormenta que estejamos passando, lembrar dessa frase: "Na noite escura ali aponta mais facilmente a primeira estrela do céu." Então, uma grande alvorada nos espera. E se a primeira, a que abre o caminho para as outras, temesse a escuridão, a primeira estrela, não teríamos as estrelas luminosas em nossas noites. Ela lembrou da frase do seu pai ali diante do seu filho. Ele era essa primeira estrela que abria o horizonte para a estrela maior e se ele temesse? Então ela olhou para o filho amado. Ele era uma estrela e como qualquer outra não se pode prender. Assim são os filhos. E então João se ajoelhou aos pés de Isabel e beijando-lhe os pés, Isabel caiu em prantos, abraçando o filho com as mãos por entre as grades, porque ela reconhecia ali que ele era enviado de Deus e quem era ela para impedi-lo de cumprir a sua missão. Ele olha então pra mãe e diz: "Minha mãe, por que chorar a saudade de segundos se em breve estaremos no trono do
ali que ele era enviado de Deus e quem era ela para impedi-lo de cumprir a sua missão. Ele olha então pra mãe e diz: "Minha mãe, por que chorar a saudade de segundos se em breve estaremos no trono do Altíssimo?" Quantas vezes, né, nós exigimos a presença dos seres amados esquecendo que o amor ele não termina? O amor ele pode ser distanciado pelo tempo, pelo espaço, mas jamais termina. Ele se fortalece a cada dia. E então ele continua dizendo para ela, ela percebe que o rosto do filho toma uma claridade diferente, como se o próprio Deus falasse através daquele olhar. E as suas palavras tocam a o o cerne da sua alma. Ela diz assim: "O que seria dos profetas se eles quisessem o colo de suas mães e o conforto e a proteção eternamente e temesse enfrentar ou assumir a sua tarefa que eles assumiram diante de Deus. Se eu falhar agora, minha mãe, o que será de mim? O que será de todo o meu passado que eu vim nesta nesta vida dissipar dissipar as trevas através da luz? Que temer? Que somos nós? Vamos temer os lobos? Os lobos no deserto? Não, Deus me orienta e eu fiz um compromisso com ele. Não vou deixar da minha missão. E então eles se despedem, se abraçam e dali em diante Maria volta para casa e quando fica sabendo da execução do filho, ela continua em paz. E João também. Ela se despede em oração do filho nessa certeza de que ela voltaria a encontrá-lo e que ele tinha cumprido a sua missão com louvor. E então, após a execução de João, Maria, Maria, mãe de Jesus, e Jesus vão procurar Isabel. E quando Maria eh quando Maria eh chama chama Isabel para seguir com ela, para para morar com ela e sair dali de Jerusalém, ela se lembra das palavras que ouviu do filho naquele semblante todo iluminado. Pai, minha filha, aprende um pouco mais a despedir-se e a devolver o que o céu te emprestou. Procura não te apegar a nada e a despedir-se sem apego de tudo que te pertences. Porque uma riqueza maior te aguarda, filha de Arão, a herança de meu Pai que está nos céus. Ser feliz agora com o que o céu te
não te apegar a nada e a despedir-se sem apego de tudo que te pertences. Porque uma riqueza maior te aguarda, filha de Arão, a herança de meu Pai que está nos céus. Ser feliz agora com o que o céu te reservou e não sofras pelo que te vai. Gente, isso aqui também é uma lição para nós. Ser feliz agora com que o céu nos reservou. Tudo que nos nos vai que nós possamos nos desapegar. Nós nós sofremos porque nós nos apegamos, não é? A gente sofre porque não é mais aquela casa que a gente morava, não é aquele emprego que a gente tinha, porque a vida já não é mais como era antes, não é assim? O nosso corpo não executa as tarefas como na juventude e a gente sofre porque a gente se apega. Então, quando a gente aprende a se despedir do passado, entregando a nossa vida para Deus, a gente percebe que Deus nos oferece as ferramentas para sermos feliz hoje, no dia de hoje. Então, no Evangelho, no livro dos espíritos, tem a fórmula para felicidade. Está na pergunta eh 922, possuir o necessário, consciência tranquila que a gente não ofendeu ninguém. e fé no futuro, fé de que Deus orienta a nossa vida, que Deus está conosco e nos ampara sempre. Então, não lamentarmos, amar-nos e sermos feliz hoje. E aí, não vai dar tempo da gente falar, mas só lembrando desse livrinho aqui, antes de partir, uma cuidadora australiana, ela cuidava das pessoas eh que estavam em cuidados paliativos até elas desencarnarem. E ela percebeu cinco arrependimentos. Um, eu queria ter vivido a vida que eu desejava e não a que os outros esperavam de nós. Quantas vezes a gente deixa de fazer as coisas por medo da crítica do outro, pelo julgamento do outro? Então, sermos felizes com o que a gente quer, observar o que a gente realmente quer, sem preocupação com o que o outro vai falar. Eu não queria ter trabalhado tanto. É um trabalho que posterga a felicidade. Então é assim, eh, eu tô na segunda esperando a sexta-feira, eu tô começando o trabalho esperando a anoitecer, eu tô trabalhando esperando a aposentadoria para ser feliz. É esse
posterga a felicidade. Então é assim, eh, eu tô na segunda esperando a sexta-feira, eu tô começando o trabalho esperando a anoitecer, eu tô trabalhando esperando a aposentadoria para ser feliz. É esse adiamento da felicidade é que é o grande arrependimento, porque às vezes quando esse momento chegar a gente não vai poder aproveitar. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. Falar: "Eu amo você, eu tô com saudade de você. Eu eu quero estar junto com você, né, para as pessoas que a gente ama. Eu te valorizo, eh, eu te aprovo meu filho." Ela conta várias histórias de filhos que são infelizes porque tá sempre esperando aquela aprovação dos pais. Eu queria estado mais perto dos nossos amigos, né? os nossos amigos, eles trazem essa alegria para nós. E eu queria ter me feito mais feliz, quer dizer, ser feliz hoje, não adiar. Então, quando a ela, lembrando da fala do filho, ela olha para Jesus e para Maria e vê que Jesus era o Messias que falou através do filho naquele momento da despedida. Então ela olha para casa e vê que ela já tinha aprendido a se despedir, despedido da sua terra, do esposo, daquele que era o grande propósito na sua vida, o seu filho amado. Ela aprendeu a despedir. Então ela olha para aquela casa e fala assim: "Eu vou com vocês, seguirei convosco por onde fores. Já despedi-me da casa que me abrigou anos a fio." Ela se refere à casa física, mas também ao corpo físico, a vida dela, para adentrar no templo reconstruído. E ela segue com Jesus. E quando ela falece, Jesus vem buscá-la e fala: "Vem, Isabel, que já construístes tua nova morada com os tijolos da fé e a argamaça da entrega. Venceste o mundo e conquistaste o caminho glorioso da morada impercível que meu pai plantou nos corações do homem". dos homens. Cumpriste bem a tarefa de preparar o maior de todos os nascidos de mulher? Ensinaste ao mundo a graça de despedir e devolver com leveza, com a leveza do amor. Despede-te do que te pesa e ser feliz. E então, por que que a gente se aborrece
aior de todos os nascidos de mulher? Ensinaste ao mundo a graça de despedir e devolver com leveza, com a leveza do amor. Despede-te do que te pesa e ser feliz. E então, por que que a gente se aborrece com tantas preocupações, né? Com tantos anseios, com tantas dúvidas, se só um permanece no âmago do ser, palpitando amor e coragem, para que, apesar dos nossos equívocos, possamos caminhar um pouco mais com uma felicidade eterna. Jesus, como face da perfeição conhecida por nós, sabe das nossas fraquezas, dos nossos limites e nos ama ainda assim, nos acolhe e nos inspira para o grande banquete. Só um permanece através do tempo. Tudo passa. As vestes se rasgam, o corpo apodrece, as construções se desfazem. Só Jesus, só um, só um perfume permanece através dos tempos. Só um sentimento permanece em nossos corações. É o amor através de Jesus. Então, por que nos perturbarmos com pequenas coisas se uma fatalidade nos espera, que é a plenitude da vida? Sejamos feliz, felizes. Aprendamos a nos despedir dos pequenos ciclos da vida e sigamos com Jesus. Muito obrigada. Nós agradecemos a nossa irmã Paula pela linda palestra, né? E realmente o espiritismo nos traz essa essa grande consolação. Não existe a morte, né? Então, estaremos sempre vivos. E mais, se tem uma coisa que não morre é o amor, né? Então, e o Espíritismo nos mostra também que do outro lado da vida, quem nós encontraremos? Tem muita gente que preocupa encontra: "Nossa, mas aquela pessoa que me perturbava, será que vai, eu vou encontrar ela do outro lado?" E o espiritismo nos fala que não, porque é tudo uma questão de afinidades, né? Então, nós vamos encontrar com aqueles cujo nosso coração reconhece. Então, nós não devemos, especialmente para essas pessoas queridas, ter um sentimento de pesar, porque em breve as encontraremos, porque existe sintonia entre nós, né? É o contrário, nós devemos preocupar com aqueles com os quais nós não temos sintonia aqui, porque nós temos que criar, porque a vida nós estamos aqui para aprender a
que existe sintonia entre nós, né? É o contrário, nós devemos preocupar com aqueles com os quais nós não temos sintonia aqui, porque nós temos que criar, porque a vida nós estamos aqui para aprender a amar. E se não aprendemos a amar, aí sim nós viremos em outra vida com ele de novo até aprender a amar. Então vamos aprender agora, vamos aproveitar, como Ana Paula bem falou, o nosso tempo aqui nesse mundo para amar, amar a todos que estão do nosso lado, compreender, olhar a cada um como um irmão e assim a gente vai aumentando a nossa grande família espiritual, né? Então vamos passar paraa nossa prece. Em seguida, teremos o nosso passe. Eh, eu queria pedir pro nosso irmão Francisco fazer a prece final para nós. Muito obrigado a todos. tem uma ótima noite. Queridos irmãos e irmãs, elevemos nosso pensamento mais alto por um momento, por esses momentos fugidios em que nos propomos a meditar acerca da doutrina consoladora, acerca do evangelho trazido pelo Cristo, nosso irmão. sejamos capazes de aproveitar esse ar que nós mesmos plasmamos na noite de hoje, embalados pelas reflexões trazidas por nossa irmã palestrante. E vamos pedir pela misericórdia de Deus para que nos dê ensejo de nos desapegarmos das coisas desse mundo, de nos entregarmos a seu infinito amor, para que possamos cada vez nos melhorarmos enquanto espíritos eternos que todos os sonhos somos. Obrigado, Senhor, porque estamos juntos enquanto irmãos. Desta vez, nessa encarnação, sejamos todos capazes de aproveitar esse exato momento para abraçarmos a nossa felicidade desde já. Ser conosco hoje e sempre. Que assim seja, meus irmãos. Já convidamos os nossos irmãos passistas que possam estar ocupando a sala direita.
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