AMAR AO PRÓXIMO EM TEMPOS DE INTOLERÂNCIA

FEEGO 03/02/2026 51:11

Live 42º Congresso Espírita de Goiás

Transcrição

Muito boa noite a todos que nos acompanham, que nos assistem pelos canais de comunicação da Federação Espírita do Estado de Goiás. Meu nome é Rodrigo Rizo e hoje eu tenho alegria muito grande de enquanto trabalhador voluntário da Seara Espírita aqui em Goiânia e também como conselheiro de administração mais jovem da nossa Federação Espírita do Estado de Goiás. de receber e poder falar um pouco com ele, que será um dos nossos palestrantes da do 42º Congresso Espírita de Goiás. Você sabe que o Congresso Espírita acontece entre os dias 14 e 16 de fevereiro, mas infelizmente ou felizmente nós temos uma grande notícia hoje. Com mais de 1888 ingressos vendidos, estão encerradas as inscrições pro nosso congresso. Mas você ainda pode participar no nosso espaço de convivência visitando a livraria. participando de locais interativos que vão estar à disposição de todo o público que tiver acompanhando esse grande congresso que será realizado no Centro de Convenções de Goiânia. Mas hoje nós temos a imensa alegria de receber aqui o Cosmass, educador, filósofo, escritor e um dos grandes estudiosos da obra de Allan Kardec. O Cosm é graduado em física, doutor em lógica e filosofia da ciência. E há décadas ele se dedica ao estudo sério, metódico e profundamente comprometido com a essência da doutrina espírita. Eliizador de importantes projetos de difusão do espiritismo, como a Kardec Pídia, que se tornou referência mundial para o estudo das obras de Allan Kardec, sempre com rigor, clareza e, principalmente, fidelidade doutrinária. No 42º Congresso Espírita de Goiás, o Cosm vai ser um dos palestrantes, nos conduzindo a uma reflexão extremamente atual e necessária. E hoje o nosso papo aqui é sobre amor ao próximo em tempos de intolerância. Seja muito bem-vindo, Cosmo. >> Obrigado, Rodrigo. Uma boa noite a todos aí. É uma alegria estar com você nesses momentos aí preparatórios para o congresso. >> Obrigado. E CM, eu queria pedir, já que nós temos alegria de ter tê-lo aqui conosco hoje para você fazer a nossa

aí. É uma alegria estar com você nesses momentos aí preparatórios para o congresso. >> Obrigado. E CM, eu queria pedir, já que nós temos alegria de ter tê-lo aqui conosco hoje para você fazer a nossa prece inicial para que a gente possa pedir as bênçãos pra espiritualidade amiga, para esse nosso bate-papo, para quem nos assiste, mas principalmente pro nosso congresso espírita que será realizado dentro de alguns dias. >> OK? Vamos lá. Vamos então agradecer a Deus esta oportunidade. Deus pai de amor e bondade, nesses instantes, Senhor, aqui estamos dispostos a estudar o pensamento e a obra de Allan Kardec, segundo a orientação do Espírito de verdade. Que esses bons espíritos, Senhor, possam estar unidos em nosso pensamento, nos auxiliando na compreensão do pensamento espírita. Que esses nossos anjos guardiães nos fortaleçam, nos inspirem e nos ajudem a botarmos em prática o ensinamento espírita. Obrigado Senhor por essa oportunidade e abençoe a todos que nos acompanham nesses momentos. Muito obrigado, senhor. >> Assim seja, Cosm. Muito obrigado. E eu não posso deixar de reforçar aqui o agradecimento e a alegria de estar podendo conversar com você hoje, mas também de trazer o abraço de toda a diretoria da Federação Espírita do Estado de Goiás, eh, em especial da nossa presidente Márcia Ramos, que enviou um abraço muito especial a você e pretende fazê-lo pessoalmente, mas agradecendo a sua disponibilidade de est junto conosco nesse que talvez seja um dos maiores eventos espíritas que Goiás já viu. E o tema que a gente traz hoje é um tema que dialoga diretamente com os desafios morais, sociais e espirituais do nosso tempo. E pra gente começar, quando nós falamos em amar ao próximo, né, que talvez seja, talvez seja, não é a lei maior que Jesus nos trouxe, eh nós estamos lidando com um dos ensinamentos centrais do governador espiritual do planeta. Eh, na sua visão, por que que esse ensinamento parece tão desafiador, principalmente em tempos atuais? Muito boa questão. Primeiro, é preciso que a

mentos centrais do governador espiritual do planeta. Eh, na sua visão, por que que esse ensinamento parece tão desafiador, principalmente em tempos atuais? Muito boa questão. Primeiro, é preciso que a gente entenda o próprio conceito que está presente nesta proposta que se encontra lá nos Evangelhos do Novo Testamento, em que Jesus propõe o amor ao próximo como a si mesmo. Claro que quando a gente fala em amar o próximo, nós estamos falando num mandamento, numa recomendação que para algumas pessoas pode parecer estranho, porque se você pensa no amor como sentimento, sentimento você não recomenda. A gente sente amor para com os filhos, a esposa, os amigos. Então, é uma coisa que surge espontaneamente a partir da própria convivência. Então, pode parecer estranho, mas a gente não pode esquecer que o que Jesus está recomendando é uma proposta, uma recomendação, um mandamento. Amar o próximo significa desenvolver este sentimento mais puro de amor, incondicional para com todas as pessoas. Por isso, Kardec, na sua lucidez em Oro dos Espíritos, na terceira parte de O Livro dos Espíritos, ao apresentar as leis morais, ele vai propor uma décima lei moral que se chama lei de justiça, de amor e caridade, onde ele vai mostrar que pra gente desenvolver esse sentimento mais puro de amor incondicional para com qualquer pessoa, ou seja, que você possa ter esse sentimento para com qualquer pessoa. Isso é um processo de conquista e para isso você deve seguir o caminho da caridade, que a caridade como virtude ela pode ser praticada e o amor então vai ser uma conquista a partir do momento em que você pratica a caridade. Então, se você bota em prática a caridade entendida em O livro dos Espíritos, na questão 886, como benevolência para com todos, indulgência para com as faltas aleias, perdão das ofensas, você vai, na medida em que vai praticando esta caridade, com seu esforço, no dia a dia, buscando exercer essas virtudes, você vai naturalmente desenvolvendo esse sentimento de amor ao próximo. Então, a

ocê vai, na medida em que vai praticando esta caridade, com seu esforço, no dia a dia, buscando exercer essas virtudes, você vai naturalmente desenvolvendo esse sentimento de amor ao próximo. Então, a caridade é o meio, é o caminho para que um dia esse sentimento surja espontaneamente para com todas as pessoas. Hoje é muito fácil ter amor ao amigo, à esposa, o filho, aquelas pessoas que você gosta, mas na medida em que você vai praticando a caridade para com todos, você vai desenvolvendo esse sentimento até alcançar aquele estado de excelência, desse sentimento puro do amor incondicional proposto por Jesus, que vai até o amor aos inimigos. Olha que coisa curiosa, né? você passa a amar a todo o ser humano. Mas para isso nós ainda temos um longo caminho, que é o caminho da prática diária da caridade, para que um dia esse sentimento de amor se instaure em nossos corações. >> Exatamente. Na na na na evangelização a gente aprendia que a caridade é o bip divino, né? que é justamente a benevolência para com todos, a indulgência com as imperfeições alheias e o perdão das ofensas e que se expressa justamente como o senhor falou como a forma máxima de expressar a lei maior que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E e Cosm dentro dessa mesma linha que nós conversamos agora, eh como que você acha que a doutrina espírita, especialmente assim a partir dos ensinamentos que nos trouxe Kardec, dos esclarecimentos que Kardec nos traz, como que ela nos ajuda a compreender as raízes da intolerância que nós vivemos tanto hoje, assim, seja ela religiosa, política ou moral, ou que envolva questões de sexualidade ou gênero, como é que nós podemos eh sobrepor eh esse orgulho que a gente sente, poder ditar o que é certo e o que é errado e passar a exercer a humildade que Jesus nos ensinou. >> Muito boa questão. Veja, primeiramente, é importante esclarecer que a intolerância que a gente tá vendo hoje é porque ela hoje se expressa de forma muito mais rápida e mais fácil. O homem

ensinou. >> Muito boa questão. Veja, primeiramente, é importante esclarecer que a intolerância que a gente tá vendo hoje é porque ela hoje se expressa de forma muito mais rápida e mais fácil. O homem intolerante de hoje é o mesmo homem intolerante de ontem. A humanidade não não retroagiu moralmente, não há retrocesso moral, ela apenas expressa em cada momento aquilo que ela já traz dentro de si, lembrando a própria frase de Jesus, né? A boca fala do que tá cheio o coração. Então, o primeiro, primeira coisa que precisamos observar é que não aumentou a intolerância no mundo, apenas aumentou a expressão dela pela facilidade com que a gente hoje consegue se expressar, principalmente aí por meio da internet, as redes sociais, as plataformas de vídeo. Facilmente todo mundo coloca para fora aquilo que está dentro do coração. Antigamente a gente não tinha acesso a tudo isso. As notícias eram filtradas, as notícias eram muito bem escolhidas, né? Hoje qualquer pessoa entra na internet e coloca para fora o que ela está sentindo, o que ela está pensando. Então, primeiramente, não é que houve um aumento de intolerância, o problema é que houve um aumento de apresentação ou de representação dessa intolerância pelos veículos de comunicação. Então, o problema da intolerância reflete um problema dentro do mundo íntimo da pessoa, um problema que tem a ver exatamente com esses sentimentos. ruins que a gente cultiva, o que tecnicamente se chama das paixões que a gente não controla, ciúme, raiva, ódio, inveja, vingança. E aí vai com esses sentimentos ruins, a gente acaba botando para fora essa essa intolerância que trazemos dentro de nós. Por isso a gente tem que atacar com o remédio que para intolerância, tolerância, prática da caridade, pratificar benevolência, procurar ser bom para todas as pessoas. Indulgência significa perceber que os outros erram, como você também erra, todos nós erramos. E aí nós vamos começar a aprender a tratar esta intolerância. Tem talvez um caminho interessante de pensar

Indulgência significa perceber que os outros erram, como você também erra, todos nós erramos. E aí nós vamos começar a aprender a tratar esta intolerância. Tem talvez um caminho interessante de pensar é pensar nessa intolerância que está acontecendo principalmente pelos veículos de comunicação, pela internet. Talvez aí seja um ponto chave que vale a pena a gente aprofundar, né? Porque as pessoas estão desta maneira se expressando. OK. Exatamente. O Divaldo, na última vez que ele esteve conosco no Congresso Espírita aqui de Goiás, ele falou muito sobre a sociedade ser vítima da embriaguez e não só da embriaguez do álcool, que a gente pode imaginar em algum momento, mas a embriaguez das paixões, a embriaguez do egoísmo, a embriaguez da vaidade, que vai de encontro exatamente a isso que o senhor falou, né? A sociedade é vítima desses males, até porque nós somos espíritos imperfeitos e ignorantes, mas destinados à luz. E essa nossa escalada até a evolução moral, ela ela só existe com a prática do bem e principalmente com a vigilância constante em trabalhar a reforma íntima para que nós possamos justamente ser pessoas melhores, conforme o senhor falou agora, eh, exatamente indo de encontro a isso que a gente, que o Divaldo pregava na sua última participação conosco aqui no Congresso Espírita. E e o que a gente vê hoje é que muitas pessoas elas nos dizem às vezes assim: "Olha, eu tento amar, mas o outro é agressivo, o outro é intolerante, eh, fulano é muito difícil." E nesse sentido, como que a gente pode exercitar o amor ao próximo na prática, sem confundir o amor com uma certa passividade, com uma certa omissão, como um certo, talvez, um desrespeito a nós mesmos? É, primeiramente naquilo que você colocou que é muito, muito importante. Veja, amar quem nos ama é muito fácil. amar o amigo, a pessoa que nos trata bem, não exige nenhum esforço. Ora, como a gente ainda não conquistou o amor espontâneo, que é esse amor que flui de cada um, independentemente da pessoa que está lidando com ele, que era o amor

trata bem, não exige nenhum esforço. Ora, como a gente ainda não conquistou o amor espontâneo, que é esse amor que flui de cada um, independentemente da pessoa que está lidando com ele, que era o amor incondicional do Cristo, dos das grandes almas que eram capazes de amar qualquer pessoa. Enquanto a gente não conquista isso, o caminho é o caminho da prática diária da caridade, como eu falei. E aí um dos aspectos que nós encontramos hoje dessa intolerância é a capacidade que tem as pessoas hoje, lamentavelmente, de confundir um discurso, uma opinião, uma proposta com o ataque pessoal. Então, nós encontramos muito disso hoje, de intolerância nos meios de comunicação. Me desculpe se insisto nisso, já que a temática é tão ampla, é melhor a gente escolher talvez um aspecto dela, já que a intolerância se manifesta em todos os momentos da vida. Mas quando a gente encontra isso nas redes sociais, a gente percebe, as pessoas não estão dispostas a dialogar, elas confundem discussão com disputa. Isso é algo que a gente encontra inclusive como exemplos ruins, seja no meio político, às vezes no nos meios de pessoas mais relevantes, em que as pessoas não estão discutindo ideias, propostas, apresentando argumento, pontos de vistas, elas estão disputando prestígio, cargo. E nesse tipo de disputa, elas acabam botando para fora os seus sentimentos ruins, porque a disputa aquece as paixões ruins. Então, quando você tá disputando com alguém, o orgulho brota, a inveja brota, o desejo de agredir a pessoa brota e você acaba colocando para fora por meio da ofensa pessoal. E a gente encontra pessoas discutindo idei a pouco começa a ofensa pessoal, a um desrespeito ao outro, não apenas a opinião do outro, mas um desrespeito à pessoa que emitiu opinião. A agressividade nesse desrespeito, a ofensa gratuita é o meio em que as paixões acabam dominando o sujeito. inveja que é essa paixão tão perigosa que faz a gente se sentir incomodado com sucesso aleio, né? A gente encontra isso muito no meio de comunicação. Uma pessoa

as paixões acabam dominando o sujeito. inveja que é essa paixão tão perigosa que faz a gente se sentir incomodado com sucesso aleio, né? A gente encontra isso muito no meio de comunicação. Uma pessoa tá com sucesso, incomoda o outro e o outro então quer denegrir aquela pessoa, quer achar uma falha, um erro, quer agredir. Então, é nesta convivência diária que a gente vai aprendendo a discutir sem ofensa, a falar com polidez, a ser educado, a ouvir o ponto de vista do outro antes de começar o processo de ataque ou discussão. Então você vai treinando certas virtudes que vão levando você um dia a conquistar esse estado de paz em que você não agride ninguém, não ofende ninguém e você acaba não confundindo discussão com disputa. E para citar aqui um exemplo, quando Allan Kardec escreve a Revista Espírita, uma de suas obras mais importantes, são 12 livros chamados revista Espírita, no ano de 58, no mês de janeiro, quando ele vai lançar a revista espírita, ele usa essa frase lapidar. Diz ele assim: discutiremos, mas não disputaremos. E ele dá o exemplo, ele discute ideias. Muitas vezes as pessoas mandavam cartas agressivas, ofensivas para ele. Ele jamais entrou na jogada da ofensa. Ele sempre ficava no plano das ideias, no plano das pessoas. Ele sempre demonstrou indulgência para com as faltas delas, benevolência para com todos. mesmo para aqueles que eram maledicentes, mesmo para aqueles que eram invejosos, que o agrediam verbalmente, ele sempre mostrou o equilíbrio, porque é nessa prática, neste contexto de luta, que a gente se desenvolve. Ah, só no meio de amigos a gente não desenvolve nada. sequer as nossas paixões são colocadas em teste, porque com amigo é tudo bom, é só momento de alegria. Agora, quando encontramos alguém que discorde da gente, que não pense como a gente, que tenha um ponto de vista diferente, é hora de demonstrar virtude, paciência, resignação, indulgência, saber que essas dificuldades fazem parte de todos nós espíritos imperfeitos. Então eu diria

te, que tenha um ponto de vista diferente, é hora de demonstrar virtude, paciência, resignação, indulgência, saber que essas dificuldades fazem parte de todos nós espíritos imperfeitos. Então eu diria que é na prática diária, buscando ser polido, educado, discutir sem disputar, ser paciente, ouvir o outro, nunca agredir, nunca partir para ofensa pessoal, que você vai praticando a caridade até que um dia essas paixões ruins desaparecem do seu mundo íntimo, porque agora você mudou sua natureza. A sua natureza é de um homem bom, de um homem que vive a paz, qualquer que seja o contexto em que ele esteja vivendo. Exatamente isso. E quando o senhor fala da questão você, o senhor não, perdão, você, como você prefere ser chamado, mas quando você fala da questão da inveja, eh, a filosofia nos traz um ponto muito interessante, que a inveja ela sempre ela se coloca em pessoas próximas. Então, ninguém tem inveja das conquistas de Júlio César, ninguém tem inveja do poder adquirido por Napoleão. A inveja, ela justamente reside com as pessoas que talvez estão mais próximas de nós. E e quando você fala eh da importância da gente amar só os amigos, mas principalmente aquelas pessoas que algum momento nos ofenderam ou ofenderam a sociedade ou tiveram algum tipo de divergência, é exercer a caridade na sua essência, como como traz eh eh a questão 886 do livro dos espíritos, é é entender justamente que esses obstáculos, essas dificuldades que estão colocadas na nossa vida, elas fazem parte da dos planos de Deus, eh, dos planos superiores, pra gente conseguir trilhar um caminho de evolução pessoal, espiritual. Acho que que é muito interessante esse ponto que o senhor traz. Verdade. David, nós não podemos esquecer, Rodrigo, que a gente vive num mundo de provas e expiações. O próprio conceito espírita de provas e expiações nos ajuda a entender o contexto que nós estamos vivendo. O mundo de provas é um mundo em que o espírito precisa demonstrar o que ele aprendeu. Por isso, prova como um estudante faz uma prova

expiações nos ajuda a entender o contexto que nós estamos vivendo. O mundo de provas é um mundo em que o espírito precisa demonstrar o que ele aprendeu. Por isso, prova como um estudante faz uma prova para demonstrar se ele aprendeu o conteúdo. um ambiente de prova e um ambiente em que a gente bota em teste as nossas conquistas, é onde a gente identifica as nossas fraquezas, aquilo que a gente precisa mudar, aquilo que a gente precisa evoluir. E o mundo de expiação é o mundo em que nós recebemos de volta o mal que cometemos no passado. Então, você que agride, você que ofende, você que maltrata alguém, a justiça divina não é cega. cedo ou tarde, você terá que conviver, seja nesta existência, seja em existências futuras, com essas pessoas a quem você fez mal. E é claro, se você fez mal a muitas pessoas, essas pessoas quando estão ao seu lado, vão ter um sentimento ruim para com você, vão produzir contextos de luta, de divergência, de agressividade. Então, quando você entende o que é um mundo de provas e expiações, você se tranquiliza. E se tranquiliza mais ainda quando o espiritismo nos ensina que este contexto de prova e expiação é um contexto escolhido pela própria alma. não é algo que lhe é imposto. Ela mesma, ao refletir sobre suas necessidades de progresso, ela escolhe um contexto em que ela deve ver e Deus o permite. Claro que essa escolha muitas vezes é feita com ajuda dos seus amigos espirituais, do seu anjo guardião, mas é um contexto que ela sabe que ela precisa passar por ele. Então, por isso que não pode haver revolta, queume, reclamação do contexto difícil que você está vivendo, porque é um contexto necessário pro seu processo evolutivo e mais ainda escolhido por você. Allan Kardec e os espíritos vão colocar em o livro dos espíritos ao tratarem da escolha de provas, que as provas são escolhidas raramente nos são impostas. É muito raro o contexto em que o sujeito é imposto, é obrigado a passar por determinada prova ou expiação. Então nós escolhemos com ajuda, com orientação

vas são escolhidas raramente nos são impostas. É muito raro o contexto em que o sujeito é imposto, é obrigado a passar por determinada prova ou expiação. Então nós escolhemos com ajuda, com orientação e por isso não podemos reclamar. Então se você escolheu um ambiente de conflito, procure aproveitar essa escolha, testar as virtudes que porventura você acha que já conquistou. Paciência, calma, tolerância, indulgência. E se não conquistou, é o momento de começar a praticar. Porque virtude é esforço, é luta diária. Quando o homem não é virtuoso, ele só vai conquistar a virtude com vontade firme, com desejo e com prática. Agora eu não vou ofender. Agora eu vou entrar naquela discussão ali, vou botar água na boca para que eu não fale algo que vai agredir. Então ele vai criando um mecanismo diário de como ele vai enfrentar aquele contexto. Agora eu vou ali, vou ouvir e vou ficar quieto. Vou prender aqui para eu não poder ofender. Agora eu vou aprender a falar com mais humildade, com mais paciência. Agora eu vou evitar o julgamento moral do outro. eu vou evitar agressividade. Então ele vai treinando por meio da sua vontade, em cada contexto que ele está vivendo, a prática das virtudes e um dia ele vai chegar lá. O que ele não pode é cruzar os braços e dizer: "Eu sou a si mesmo. Quem que não me quiser assim, que não fique comigo". Não é assim. O espírita, o cristão genuíno, nunca se contenta com que ele é. Ele procura sempre ser melhor cada dia, enfrentar os seus vícios. morais, enfrentar suas paixões. E ele sabe que esse é um processo longo, dia após dia, momento após momento, mas que ele poderá chegar lá se tiver vontade e disposição para fazê-lo. >> Exatamente. impecável essa essa sua fala, porque ela nos traz para um ponto que é da responsabilidade que nós temos que ter com as escolhas que nós fizemos, dos desafios que iríamos enfrentar nessa encarnação. Ainda mais nós que temos a oportunidade de conhecer a terceira revelação de Deus pra humanidade, que é a revelação da verdade trazida com a

izemos, dos desafios que iríamos enfrentar nessa encarnação. Ainda mais nós que temos a oportunidade de conhecer a terceira revelação de Deus pra humanidade, que é a revelação da verdade trazida com a codificação da doutrina espírita por Allan Kardec, de termos a responsabilidade de trabalharmos na no nosso aperfeiçoamento moral, mas também para sermos um instrumento de Deus para melhorar a sociedade. E nesse sentido, eu acho que a gente começa a fazer aqui uma reflexão profunda sobre como que o amor pode exercer, pode ser exercido e pode ser praticado em tempos de conflito. E a pergunta que eu faço para você é exatamente que tipo de transformação íntima eh eh esse tema nos exige como indivíduos, mas também como sociedade nesse momento em que nós passamos, em que, conforme nós falamos agora h pouco, nós temos um acesso tão fácil às informações, às comunicações e muitas vezes as às vezes percebemos que não estamos fazendo o uso mais adequado delas. Muito bom, Rodrigo. Veja, o primeiro ponto que a gente não pode esquecer jamais que toda recomendação moral que é feito dentro do espiritismo, seja nem o livro dos espíritos, nas leis morais que expressam o pensamento moral do Cristo, seja no Evangelho no Espiritismo, são recomendações que a gente fala como toda a ética em primeira pessoa. É o que eu devo fazer. Esse é o primeiro ponto que às vezes a gente esquece. O mandamento moral não é para os outros, é para a própria pessoa. É o que ela deve praticar, independentemente dos outros, se os outros praticam ou não, não lhe compete julgar, compete a ela a própria modificação moral. Esse deve ser o seu primeiro objetivo, modificar-se para melhor, independentemente do que ocorra no mundo, na sociedade, nos outros. A gente tem que se preocupar muito menos com a sociedade, muito menos com os outros e se preocupar muito mais conosco mesmo. O que que eu tenho? É a pergunta que a gente tem que fazer diariamente. O que que eu tenho de ruim hoje que eu preciso vencer? Eu hoje fui

menos com os outros e se preocupar muito mais conosco mesmo. O que que eu tenho? É a pergunta que a gente tem que fazer diariamente. O que que eu tenho de ruim hoje que eu preciso vencer? Eu hoje fui agressivo com a minha esposa, com os amigos, com os colegas de trabalho. Como é que eu posso enfrentar essa agretividade que bortou em mim espontaneamente? Ah, hoje eu fui egoísta. Pensei primeiramente em mim, sem olhar o contexto à outras pessoas. O que que aconteceu hoje comigo? Então essa análise diária é que eu devo fazer, porque o problema é modificação interior. E é o indivíduo que se modifica, que vai modificar a sociedade naturalmente. Porque cada indivíduo que se modifica é um exemplo vivo de que a modificação é possível. Então ele passa a ser um exemplo para outros, para que outros sintam estimulados. Eu diria que o nosso maior problema é que a gente não coloca a mudança própria moral como objetivo de vida. A gente vai vivendo. Eu digo, a gente coloca como objetivo de vida conquistar mais dinheiro, conquistar o melhor emprego, comprar uma casa, comprar uma casa na praia, um carro novo, passear, tirar férias. Essa tem sido a nossa quase única preocupação. Aí está o erro. A preocupação moral deveria vir em primeiro lugar, principalmente para os cristãos e para os espíritos que sabem que a vida chega, a vida não acaba com o corpo, a vida prossegue. Então você imagina, você vive aí 90, 100 anos, se preocupou tanto com o corpo e vai embora, levando consigo exatamente aquilo que você trouxe, os mesmos vícios morais, as mesmas dificuldades, os mesmos problemas que você trouxe reencarnar. Então esta preocupação consigo mesmo do ponto de vista moral deveria ser a nossa principal meta de início de ano. Eu costumo dizer, a maioria de nós costuma fazer no começo do ano o planejamento do ano. Este ano eu quero aprender uma língua. Este ano eu quero conquistar tal coisa. Esse ano eu quero melhorar minha renda. Esse ano, coloca no plano. Este ano eu quero mudar-me moralmente. Eu quero vencer meu

ano eu quero aprender uma língua. Este ano eu quero conquistar tal coisa. Esse ano eu quero melhorar minha renda. Esse ano, coloca no plano. Este ano eu quero mudar-me moralmente. Eu quero vencer meu ciúmes, enfrentar a minha raiva, a minha desonestidade, se sou desonesto, a minha violência, a minha inveja, o meu egoísmo. Quem que traça como objetivo do seu ano o próprio desenvolvimento moral? Então ele vai ficando em segundo plano. É por isso que quando a gente olha a humanidade hoje e olhamos a humanidade de 100 anos, com exceção do número de pessoas que aumentou muito no planeta e com os meios de comunicação que expressam tudo isso, a gente percebe que o ser humano moralmente mudou pouco. Ele continua patinando, as guerras continuam, as violências continuam, as agressividades continuam, a intolerância em todos os sentidos que você colocou continua, porque o objetivo moral não é colocado como objetivo, como meta. Você vai colocando tantas outras coisas, esquece de que o que você conquistar moralmente vai ser aquilo que você vai levar consigo após a morte. A sua verdadeira propriedade como alma não vai ser essas conquistas materiais, porque todas vão ficar por aqui. E para encerrar, eu lembro sempre uma frase de Pascalo, grande filósofo matemático, como espírita ditou para Kardec. Kardec colocou ali no Evangelho do Segundo Espiritismo uma mensagem admirada, admirável, chamada verdadeira propriedade, em que Pascal diz no começo algo muito importante. Ele diz: "Daquilo que eu encontro ao chegar e daquilo que eu deixo ao partir, eu não tenho a eu não tenho o patrimônio pessoal. Isso é, eu sou apenas um usuário. Eu não tenho a verdadeira propriedade. Nada que eu encontrei ao chegar, nada que eu deixei ao partir me pertence. Então, todas as conquistas materiais, sociais, vão ficar por aqui. E os valores morais, para onde eles vão? eles vão comigo. Então eu diria que pra gente enfrentar esse mundo no seu contexto, a gente tem que começar a levar a sério a meta de transformação

r por aqui. E os valores morais, para onde eles vão? eles vão comigo. Então eu diria que pra gente enfrentar esse mundo no seu contexto, a gente tem que começar a levar a sério a meta de transformação moral. Levar a sério, do mesmo jeito que você leva a sério conquistar um emprego melhor, trocar de carro, comprar uma casa. Bote na lista. Hoje eu quero vencer a inveja. Hoje eu quero ser tolerante, vencer a intolerância, agressividade, a maledicência. Se fizermos isso cada um isoladamente, daqui a pouco o mundo se transforma, porque o mundo só se vai só vai se transformar se cada um fizer a própria transformação. OK? >> O Manhattm Gand tem uma frase muito interessante que ele diz que a paz do mundo começa em nós, né? Então, exatamente nesse sentido, se nós nos melhorarmos enquanto pessoa, se nós nos aperfeiçoarmos, consequentemente o mundo se torna um lugar melhor. E e muito interessante esse ponto que você fala em relação à lista de intenções do ano novo, que geralmente não é cumprida por quem as faz, mas a nossa presidente Márcia Ramos, ela pontuou algo muito interessante no nosso último encontro de 2025, em que ela falava que o ano não vai ser novo se nós não formos novos, né? Então, que essa renovação de 2026 parta, conforme você falou de todos nós, CMO, como nós falamos no início aqui do do nosso bate-papo, eh os ingressos do nosso congresso espírita já foram todos eh eh adquiridos e, infelizmente, as inscrições estão encerradas, porque nós chegamos a quase 2.000 ingressos vendidos. Então, vamos ter um público muito grande e ansioso para poder acompanhar a sua palestra e tantas outras, mas para aqueles que não tiverem a possibilidade de participar, justamente porque as inscrições já estão encerradas, a gente convida para eles estarem conosco para est em todos os espaços que compõem o nosso congresso espírita e um deles é a nossa livraria, que esse ano traz mais de 3.000 1 exemplares de obras espíritas psicografadas ou não, mas que refletem algum sentimento, algum propósito. E

em o nosso congresso espírita e um deles é a nossa livraria, que esse ano traz mais de 3.000 1 exemplares de obras espíritas psicografadas ou não, mas que refletem algum sentimento, algum propósito. E entre elas nós temos algumas obras suas. Por isso eu convidei para estar conosco aqui no no final, já quase encerramento da nossa live, a nossa diretora de livraria editorial, Márcia Rizo. Seja muito bem-vinda, Márcia. >> Boa noite. Ai, já tô no ar, né? Boa noite. Que oportunidade única de aprendizado do professor. A mudança que desejo no mundo realmente começa dentro de mim, né, dentro de cada um de nós. E esses ensinamentos já estamos aqui na expectativa do nosso congresso. Como o Rodrigo falou no centro de convenções para quem não conseguiu adquirir seu ingresso, nós vamos ter um espaço cerrado. Ele é totalmente aberto ao público. Nós vamos ter várias experiências especiais. Nós vamos ter uma sala imersiva 3D com tema Jesus e Kardec, um palco interativo de músicas onde todos os músicos podem se apresentar no espaço cerrado, nos intervalos das palestras. E vamos ter também o telão que vai transmitir o congresso em tempo real na parte nessa parte do espaço cerrado, instantes de alimentação, comida goiana, artesanatos, roupas. O estante da Fraternidade Sem Fronteira também vai estar presente e sem falar na livraria com uma seleção muito especial de obras, clássicos, lançamentos, especialmente os livros do professor Cosm que vai estar lá autografando. Nós destacamos aqui o livro As leis Naturais e a verdadeira felicidade, onde ele nos apresenta as leis morais do livro dos espíritos, mostrando como nossas escolhas e virtudes nos levam à verdadeira felicidade. O que ele nos explanou aqui um pouco para nós, que nós agradecemos imensamente, professor. E para além disso, Rodrigo, nós temos muitos comentários e perguntas. Vamos ver se a gente consegue pelo menos uns dois ou três para ele responder e o restante fica lá para o congresso que ele vai estar presente. Vai colocar pra gente aí algumas

comentários e perguntas. Vamos ver se a gente consegue pelo menos uns dois ou três para ele responder e o restante fica lá para o congresso que ele vai estar presente. Vai colocar pra gente aí algumas perguntas. >> Então vamos para podemos fazer algumas perguntas, professor? >> Vontade à vontade. >> Vamos lá. Eh, nós temos uma pergunta aqui do Rui Carneiro que ele nos faz o a seguinte questão: até onde nós devemos ser tolerantes com nós mesmos, professor? Muito boa questão. A tolerância consigo mesmo, ela só faz sentido se você considera os seus erros de uma forma a não buscar a construção a partir deles. Explico isso de uma forma melhor. Se você cai numa estrutura a partir do seu próprio erro de remorço, de lamentação, de queixume, de baixa autoestima, você extrapolou, você não foi adequado do ponto de vista da tolerância. você não tolerou você mesmo. A tolerância consigo mesmo significa reconhecer que o erro faz parte do processo evolutivo e que o problema não é você errar, é você não aprender com erro, é você repetir o erro sem esforço de mudança. Então, se a pessoa erra e ela entra aí num processo de culpa permanente, de remorço permanente, levando a tristeza profunda e até a depreciação de si mesmo, podendo inclusive levar estados mórbidos, eh ela não está sendo tolerante com ela mesma. Então, este é o limite fundamental. Tolerar a si mesmo é saber que ele pode errar e que ele erra, mas que ele não pode deixar que o erro se transforme numa culpa profunda, num pesar profundo que o leva a não buscar solução. Então, o importante é usar a tolerância para aprender com os próprios erros, buscando na expressão de Jesus: "Não tornes a pecar". Professor, e tem uma outra questão aqui muito interessante e que eu queria ouvir do senhor, que é o Cícero Lima fez para nós, que fala no seguinte sentido: "Professor, notei que o termo empatia não aparece nas obras de Kardec. Benevolência para com todos tem o mesmo significado de empatia ou ele pressupõe a empatia?" Veja, essa é uma questão de como a

o: "Professor, notei que o termo empatia não aparece nas obras de Kardec. Benevolência para com todos tem o mesmo significado de empatia ou ele pressupõe a empatia?" Veja, essa é uma questão de como a pessoa entende essas palavras, essas palavras muito modernas que são usadas hoje, principalmente em vários contextos aí de autoajuda, em vários contextos de mercado, da área de administração, da área de recursos humanos, elas têm significado específico dentro desses contextos. Então, é difícil a gente olhar e comparar com esses contextos próprios. Eu sempre recomendo o seguinte: entenda os termos tal como Kardec. Você não vai precisar dessa tecnologia nova. Se quiser pode usar. Você cabe a você perceber se dentro dessa tecnologia você está agindo com benevolência, no sentido em que a benevolência é explicada na obra de Kardec. Se você está agindo com indulgência no sentido em que é explicado na obra de Kardec, se você tá perdoando, eu diria, eu não gosto muito dessa tecnologia moderna porque elas são tão fluidas, tão amplas, e elas não têm às vezes a concepção adequada a partir do próprio espiritismo, já que as palavras, eu sempre repito isso, elas ganham sentido no interior das doutrinas, das teorias, das propostas em que elas aparecem. Então, se você pega uma palavra como essa, você tem que olhar o que que o autor que está usando tá querendo dizer dentro da sua teoria, da sua proposta, o que isso significa? Se ela não aparece, e de fato não aparece na obra de Kardec, mas não são as palavras que são importantes. Importantes são as ideias. As ideias contidas nas obras de Kardec são suficientes para a sua transformação moral. você não precisa de uma nova tecnologia para fazer essa transformação. Não estou aqui criticando quem usa, eu estou dizendo que quem usa deve buscar o significado no contexto da teoria do autor, da proposta em que o autor usou a palavra. Mas não precisamos dessas palavras para compreender as palavras que são muito bem explicadas e esclarecidas na própria obra de Kardec.

to da teoria do autor, da proposta em que o autor usou a palavra. Mas não precisamos dessas palavras para compreender as palavras que são muito bem explicadas e esclarecidas na própria obra de Kardec. >> Impecável, professor, como sempre. Vamos então paraa nossa paraas nossas últimas perguntas aqui. Eh, acho que do que nós falamos e até um pouco do que a gente vê das perguntas eh do chat, eh nós temos a pergunta da Rosana Void, que ela fala assim: "Boa noite, amigos. Professor, entendemos que devemos vigiar as nossas ações, nossos pensamentos, mas como saber se não estamos equivocados no julgamento do nosso comportamento? >> Muito boa essa questão da Rosana. Na verdade, essa questão envolve um conceito que foi trabalhado em O Livro dos Espíritos na pergunta 919, item a em que Santo Agostinho responde a essa questão. Na modernidade, alguns filósofos chamam do problema do autoengano. É que quando você vai avaliar a si próprio, é muito comum que o orgulho te cega, que várias paixões que ainda te dominam criam uma ilusão de você. Você olha para o espelho e não vê você. Você vê uma imagem que você cria de você mesmo. Então esse é o autoengano. Então, Santo Agostinho na pergunta 919, desculpa que está aí eh para as pessoas que estão nos ouvindo dando a referência, porque pode aprofundar a questão lá em O Livro dos Espíritos, nesse item 919, item A. OK? Santo Agostinho vai então dar uma receita de enfrentamento que eu não vou detalhar aqui porque precisaria de mais um tempo pra gente explicar quando ele recomenda, como é que você deve se colocar no lugar de outra pessoa, faz imaginando como você julgaria aquele aquela conduta se praticada por outra pessoa. você deve ouvir a opinião dos outros acerca daquela conduta. E ele vai dizer, você não deve nem desprezar a opinião dos inimigos acerca de você, porque às vezes eles podem ter um fundo de verdade. Então, há várias estratégias para enfrentar este autoengano, que é muito comum, porque o orgulho, na maioria de nós, ainda é uma paixão muito

você, porque às vezes eles podem ter um fundo de verdade. Então, há várias estratégias para enfrentar este autoengano, que é muito comum, porque o orgulho, na maioria de nós, ainda é uma paixão muito forte e a gente prefere olhar, como diz o Cristo, a a a o a migalha, né, no olho do outro e não vê o grande embaraço no próprio olho. A gente não enxerga a trave no nosso, mas a gente é capaz de enxergar a migalha no olho alia. Então esse é um problema sério de autoengano que a gente tem tem que enfrentar e Santo Agostinho d ali a receita do autoconhecimento. OK. >> Professor, nós estouramos um pouco o nosso tempo, mas o senhor sabe que das muitas qualidades que o jovem tem, uma delas não é respeitar muito os protocolos. Então, se o senhor me permitir, eu queria fazer uma última pergunta pra gente encerrar aqui, meio que eh sintetizando tudo que nós falamos. Eh, e pelo pela obra do Senhor, pelo estudo que o Senhor que você nos traz, o Espiritismo, ele nos convida, ele nos traz para uma visão muito mais ampla da vida, né, onde o conhecimento, a educação do espírito, elas entram como uma ferramenta concreta paraa construção de uma nova sociedade mais fraterna. E dentro da sua ótica. É isso mesmo. É através desse estudo, desse aperfeiçoamento, dessa busca pelo conhecimento, mas também de transformar o conhecimento em ação, que nós conseguimos evoluir enquanto pessoas, enquanto espíritos, enquanto eh sociedade. Passa por isso, >> com certeza. Mas veja, o problema ainda é um pouco mais profundo quando a gente olha as dificuldades que a gente enfrenta para botar em prática o ensinamento. O ensinamento moral, ele é muito antigo. A ética, por exemplo, já faz parte da história do pensamento humano há milhares de anos. Nós vamos encontrar o pensamento moral presente o tempo inteiro. Mas Kardecou às vezes para observar. O grande problema da vivência moral é que ela se apoia numa crença sólida. Se você acredita que é um corpo que pensa que você vai morrer amanhã e que você vai desaparecer com isso, que você

observar. O grande problema da vivência moral é que ela se apoia numa crença sólida. Se você acredita que é um corpo que pensa que você vai morrer amanhã e que você vai desaparecer com isso, que você não é uma alma imortal, você vai se perguntar: "Por que que eu vou fazer o esforço dessa transformação, né? Olha, eu vou acabar amanhã. Meus amigos vão morrer amanhã, meus filhos vão morrer amanhã. O mundo vai desaparecer para mim amanhã, porque eu vou desaparecer enquanto consciência. Essa crença não vai levar você ao esforço de transformação, porque você vai pensar que não vale a pena. mesmo uma crença espiritualista vaga que diz que você é uma alma que talvez vá para uma região chamada céu e inferno, ela não vai te dar a base necessária para fazer esse esforço. Agora, se você acredita que há uma alma imortal que continua, que você não vai para um lugar determinado, fixo, que você vai responder por suas condutas, por suas ações, seja na vida espiritual, seja nas próximas existências, se você conhece de fato todo o fundamento da ciência espírita e como ela se apoia na experiência da comunicação com os fits, você agora tem, como diz Kardec, um elemento chato pra prática da caridade, porque esse esforço de transformação só pode de fato ser esforço genuíno se você acredita que vale a pena essa transformação. E dificilmente aquele que tem uma crença materialista ou que tem uma crença espiritualista vaga vai estar disposto a fazer esse esforço. Ele vai viver dia a dia. Olha, eu tô aqui, daqui a pouco acaba tudo. deixa eu viver o máximo esses momentos no meu gozo, no meu prazer, como eu quero viver. Então, por isso o espiritismo passa a ser diferente, porque antes de propor a transformação moral, ele dá a base a partir da qual a transformação moral faz sentido, a partir da qual a transformação moral se torna possível. Por isso, Allan Kardec vai exatamente começar o livro dos espíritos antes das leis morais, provando a existência da alma, mostrando o que ocorre com a alma

ual a transformação moral se torna possível. Por isso, Allan Kardec vai exatamente começar o livro dos espíritos antes das leis morais, provando a existência da alma, mostrando o que ocorre com a alma após a mão do corpo. Ele vai começar o evangelho do segundo Espiritismo falando da vida futura. sem a certeza dessa vida futura e como ela é de fato, dificilmente a pessoa vai fazer qualquer esforço de autransformação. Então, por isso o espiritismo acaba sendo muito mais forte, muito mais rico, porque ele começa pelo começo, pela crença sólida que você é uma obra imortal e o que ocorre com você após a morte do corpo. Professor, para quem tá nos assistindo agora, que tá nos acompanhando ou que vai ver essa live depois, que vai ficar tá disponível nos canais de comunicação da Federação Espírita do Estado de Goiás, qual é a importância de quem tá nos acompanhando de participar do 42º Congresso Espírita de Goiás, especialmente diante de um tema tão atual que a gente vai falar exatamente sobre Jesus e Kardecos tempos atuais, >> exatamente a partir daquilo que eu acabei de colocar Um congresso como esse é uma oportunidade de conhecimento de você conhecer essa ciência, essa filosofia extraordinária chamada espiritismo, que é a oportunidade de você perceber que esta ciência bem fundamentada, essa filosofia muito bem construída, racionalmente construída, é a base para que você tenha os elementos para a própria transformação. Então, não perca a oportunidade de aprender, porque é o conhecimento que nos transforma, que nos faz melhor, que nos faz mudar a própria natureza, mudar aquilo que nós somos. A gente só muda o que a gente é por meio do conhecimento que ajuda à vontade a escolher o melhor caminho. >> Professor, eu vou pedir pra nossa diretora Márcia fazer a nossa prece de encerramento, mas antes disso eu tenho que dar um testemunho para você. Eu tenho 29 anos e participo do Congresso Espírita desde quando eu tava na barriga da minha mãe. E para mim é um momento de muita honra est hoje mais uma vez como

enho que dar um testemunho para você. Eu tenho 29 anos e participo do Congresso Espírita desde quando eu tava na barriga da minha mãe. E para mim é um momento de muita honra est hoje mais uma vez como trabalhador recebendo você que é uma referência tão grande para todos nós. Para mim é um motivo de muita alegria poder participar desse debate, desse diálogo com o senhor e poder ouvir um pouco de tudo isso que vai estar ainda mais claro na sua palestra no nosso 42º Congresso Espírita. Muito obrigado por participar conosco, muito obrigado por estar presente no nosso congresso espírita. Eu tenho certeza que vai ser muito enriquecedor para todos ouvir um pouco da sua ótica, da sua vivência, da sua experiência sobre os ensinamentos de Jesus e as explicações que Kardec nos traz dos ensinamentos de Jesus. Muito, muito obrigado. >> Muito obrigado a você, a Márcia, a Federação aí de Goiás pela oportunidade da gente conversar sobre o Espiritismo. Que Deus abençoe o trabalho de vocês e que vocês continuem firme nessa meta tão importante de levar o espiritismo para o mundo. Muito obrigado e parabéns a vocês por tudo que vocês fazem. >> Professor, nosso muito obrigado também por compartilhar tantos ensinamentos, tanta paz, tanta luz. antes da prece, eu quero só dizer que a palestra dele será no domingo às 11 horas da manhã com o tema Kardec e a educação do espírito no teatro Rio Vermelho. E assim então nós vamos continuar sintonizados com o nosso querido mestre Jesus, agradecendo sempre a bção da vida, da nossa reencarnação, especialmente o nosso conhecimento espírita e a oportunidade de aqui estarmos com tantos aprendizados, a oportunidade do nosso congresso por todo o movimento espírita e pedindo assim eh as a proteção para cada um de nós aqui nos encontramos, especialmente para todos que estão assistindo esta live, os que ainda irão assistir. ti, protegendo os seus lares, suas famílias, especialmente pedimos a proteção para o nosso 42º Congresso Espírito do Estado de Goiás.

todos que estão assistindo esta live, os que ainda irão assistir. ti, protegendo os seus lares, suas famílias, especialmente pedimos a proteção para o nosso 42º Congresso Espírito do Estado de Goiás. Que todos que lá estiverem, que todos tiveram a oportunidade de assistir ou de voltarem a seus pensamentos para aquele local, que possam receber as melhores bênçãos. Agradecendo também a todos os antecessores, a todos que estiveram presentes nos nossos congressos anteriores e que participaram, a nossa gratidão e que eles sejam muito abençoados. Muita paz, muita luz a você, ouvinte, ao professor Cosmárci, Rodrigo e ao Vinícius que tá transmitindo para nós também. Muito obrigada. >> Muito obrigada a todos, a você que nos acompanha. Nós temos um encontro marcado no dos dias 14 a a 16 de fevereiro no Centro de Convenções de Goiânia, tanto no Teatro Rio Vermelho quanto no espaço Cerrado. Eu, a Márcio Cosm estaremos lá esperando você. Muito obrigada a todos. Ciao.

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